Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

Mostrando postagens com marcador Cristo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cristo. Mostrar todas as postagens

21 de nov. de 2012

Aproxima-se a festa de Cristo, Rei do Universo...

Por Evelyn Mayer de Almeida



Para o próximo domingo, a Liturgia nos prepara uma grande festa: a de Cristo, Rei do Universo.

Jesus é Deus, e como Senhor de tudo e de todos, reina glorioso em seu Reino infindável. Este dia é, também, proposto para meditarmos nossa vocação, nosso chamado à salvação e a louvar ao Rei dos Reis, Senhor dos Senhores.

É, sem dúvida, um modo belíssimo de encerrarmos o ano litúrgico para darmos início ao novo ano de forma esplêndida: com o advento!

Convido-os a ler o artigo do site Catequisar que elucida esta festa maravilhosa: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/cristorei/11.htm

Em Cristo,

Evelyn.

29 de mar. de 2011

A banalização do Santo Matrimônio

1601. «O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (93) .




Nos dias de hoje, o que mais vemos é a banalização de tudo o que é moral. A banalização sexual, moral, ética, vital. Banalizam, também, os papéis hierárquicos, tirando a autoridade dos pais, professores, policiais, presidentes. Até Deus tem sido banalizado. Tudo em nome de uma rejeição ao "moralismo" e ao conceito de "normal" que nos foi imposto. Pergunto o que seria de nós se não tivesse sido imposto estes conceitos de moralidade. Será que não são eles mesmos quem nos permite à liberdade sem perder a compostura?

Pois bem. No auge da banalização está a família. Hoje os conceitos de família estão sendo destruídos inventados. Hoje é família relacionamentos homoafetivos com filhos adotivos; hoje é família a bigamia; hoje é família apoiar a filha ao aborto; hoje é família os pais terem de ceder suas camas para os filhos dormirem com os namorados... Se você não está neste conceito de família, cuidado: você é um retrógrado, um fanático regilioso e um moralista de mão-cheia.

A questão é que o casamento, conforme o parágrafo citado no Catecismo, foi elevado a Sacramento por Cristo Jesus. Isso quer dizer que o Senhor não apenas abençoou o matrimônio, mas o colocou como sinal. O matrimônio entre um homem e uma mulher não é apenas um sim livre de ambos, e sim, a representação do casamento entre Cristo e Sua Igreja. E este sinal não foi apenas evidenciado pelo Senhor para fortificá-lo, e sim, santificá-lo.

Cristo, que é Deus e Senhor, abriu mão de toda a Sua Glória e fez-se homem, habitou em meio a nós e em tudo fez-se humano, exceto no pecado. Sendo Deus, desceu até o mais baixo nível da humilhação a fim de nos livrar de toda e qualquer amarra com o Inimigo. Fez isso por amor, e também para que entrássemos em Seu Reino Eterno, onde a alegria não terá fim. Isto é para nós a lição que é o matrimônio. Casar é santificar o outro, abençoar o outro, ceder pelo outro, dar-se pelo outro, querer para o outro tudo o que se espera para si (sem saber se receberá em troca). Só é possível fazer isso se o fizer com amor. E amor é uma atitude da Razão. Jamais a Emoção é capaz de suportar tantas coisas em nome do bem ao outro.

Por que estou falando tudo isso? Porque no Rio Grande do Sul um casal resolveu casar-se no religioso vestidos de Fiona e Shrek. É isso mesmo o que vc leu: Fiona e Schrek. Não acredita? Clique aqui e veja. Teria muitas coisas a dizer sobre este evento, porém, vou me ater àquilo que penso ser o mais importante.

Em primeiro lugar, a nossa sociedade precisa entender que o casamento não é um evento social. A gente não vai lá se mostrar àquela vizinha que jurava que iríamos ficar pra titia. Casamento é um compromisso seríssimo! É pra sempre! Já pensou nisso? Então não dá pra você fazer um casamento baseado num conto de fadas. Quem vai assumir o compromisso é você (e juntamente, seu cônjuge). Como se fará isso se sobem ao altar dois personagens, e não os verdadeiramente interessados nisso? Quem casou neste dia? Os personagens das fábuas? O casal sulista?

Em segundo lugar, casamento não é conto de fadas - e os casados que o digam! - . Casamento é Calvário. Cruz. O "felizes para sempre" é uma enorme deturpação da reallidade. Não que casamento seja infelicidade. Não é isso o que digo. O que digo é casamento não é mar-de-rosas, nem tem nada a ver com "E o Vento levou". E tudo isso porque, para fazer a felicidade do outro, temos, às vezes, que ser infelizes. Há situações em que queríamos fazer tal coisa que o outro não quer. Por amor, cedemos. Há momentos em que o cônjuge está completamente perdido, trazendo infelicidades, desrespeitos, dor... E a gente tem que suportar em nome do amor, dos votos feitos, da promessa feita a Deus diante das testemunhas. Mais que isso: em nome do amor que temos pelo outro. Como, então, achar que o matrimônio pode ser comparado a um conto de fadas? Nem aqui, nem no País das Maravilhas...

Por fim: o modelo de casal a um cristão é a Santíssima Virgem e São José, seu castíssimo esposo. Eles é que são o espelho de um casal cristão. O resto é fantasia. E fantasia não representa a responsabilidade que um Matrimônio exige. Pelo menos não foi isso que Cristo nos deixou.

16 de mar. de 2011

URGENTE: Padre alerta sobre perseguição religiosa após o Governo brasileiro lançar o disque-denúncia contra homofobia

Fonte: Notícias pró-família.

_____________

Por Matthew Cullinan Hoffman


SÃO PAULO, Brasil, 14 de março de 2011 (Notícias Pró-Família) — O padre católico e ativista pró-vida Luiz Carlos Lodi da Cruz está alertando que os brasileiros que discordam da conduta homossexual e rejeitam a agenda política homossexual no Brasil logo poderão virar alvo de um novo sistema instituído pela presidenta brasileira Dilma Rousseff, onde os cidadãos poderão denunciar outros cidadãos.

Iniciando no final de fevereiro, o governo brasileiro começou a receber queixas de “homofobia” em sua linha de emergência Disque 100, que foi criada para facilitar denúncias de abusos de direitos humanos. O sistema foi anunciado junto com uma nova campanha governamental com o lema “Faça do Brasil um território livre da homofobia”, que inclui um logotipo especial.

Clique aqui e continue lendo esta notícia.

________________

Meu comentário:

Irmãos e Irmãs,

O tempo se espreita. É chegado a hora de mostrarmos de que lado estamos, a quem servimos e para quem devotaremos nossa vida. Não dá para sermos mornos mais. Ou sejamos quentes, ou sejamos frios. Meio-termo acabou!

Este Gayspato que está ocorrendo mundialmente tem apenas uma finalidade: desonrar o nome de Deus. Para isso, é preciso destruir a moral, a conduta e o pensamento cristão, que tanto edificou nossa sociedade.  Querem fugir de Cristo como o próprio demônio foge da cruz. Isso é terrível, meus irmãos! Façamos de tudo para não deixarmos que a nossa vida se perca, a não ser no próprio Cristo.

Enquanto vivermos como cristãos omissos ou de "IBGE", achando que é "normal" algo completamente antinatural, além desta perseguição promovida pela Gaystapo, esta perseguição não acabará nunca. Não tenhamos medo de defender a verdade. Coragem! Jesus venceu o mundo e Ele é por nós!

Não risquemos de nossas Bíblias as palavras do Senhor, que dizem:

1Co 6:9, 10 "Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus".


Rom 1:26-27 "Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo tor...peza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro".

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!

11 de nov. de 2010

É Missa ou Balada???

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10)



Caríssimos,

Não é de hoje que o Santo Sacrifício tem sido desrespeitado e banalizado. Graças àqueles que sonham com uma Missa do seu jeito, querem re-criar o Sacrifíco de Jesus. Ignoram aquele primeiro (e único!) em que o próprio Deus foi imolado para salvar a todos nós. Deixaram-se contaminar pelo relativismo, pelo modernismo, pelas ideologias nefastas de que "Se Jesus ressuscitou, não precisamos mais vê-lo pregado à cruz. Vivamos, agora, um tempo de glória!".

Pensar assim é caçoar do Sacrifício de Cristo. Sim, caçoar, porque, em Sua Imolação, há um mistério e também uma Glória. A morte de Cristo não é um símbolo de derrota. Afinal, Ele não ficou preso à morte. Ele ressuscitou. O sacrifício de Cristo é um desejo de Deus ao seu povo. E o próprio Cristo autorizou aos Apóstolos que repetissem oque fez na Santa Ceia em Sua Memória. Como é que reviveremos a memória da nossa salvação com baladinha? Palminhas? Dancinhas? Musiquetas alá TdL?

Devemos lembrar, meus irmãos e irmãs, que Maria esteve em pé diante da Cruz. Sentia dor? Claro! Era o seu filho morrendo injustamente. Mas havia também nela uma alegria. Aquela "injustiça" tinha um fim maravilhoso: salvar os filhos de Deus. Portanto, a alegria na Santa Missa é contida. Assim como Nossa Senhora conteve-se diante do mistério, nós assim também devemos fazer. Rezar durante a Missa o que é a nossa parte, e não a do Sacerdote; conter palminhas e dancinhas. Há lugares apropriados para isso.

Contudo, penso que o retorno à Missa como nunca deveria ter deixado de ser está cada vez mais difícil. Na Arquidiocese de Maringá, por exemplo, temos a Missa pré-balada. Funciona assim: os jovens vão à missa, rezam, adoram, louvam. Antes da proclamação ao Evangelho, chega um sujeito carregando a Bíblia sobre um... skate! É... skate. Após a proclamação, a galera empurra banco pra lá, estica o esqueleto e... dança. Mas não é uma dancinha qualquer, não. É com a Igreja toda apagada, apenas com luzes de discoteca pra lá e pra cá e umas fumacinhas... E, segundo o locutor do vídeo, tudo é feito sob o olhar do Pároco e com o maior respeito ao Sagrado... tsc... tsc...

Se você passasse em frente a uma Igreja neste estado, diria o que? É missa ou balada?

Depois que vi o vídeo eu perdi completamente a noção do que seja respeito ao Sagrado. Porque, o que é Sagrado, é zelado, cuidado, e não zoneado. Repito. Não acho errado que os jovens tenham seu momento ao lazer dentro do Salão Paroquial (e não na Igreja), mas daí querer adaptar o Santo Sacrifício da Missa??? Será que ninguém ainda percebeu que enquanto agirmos dessa forma, fazendo "só o que o jovem quer", esta geração demorará muito mais a amadurecer (ou não amadurecerá nunca)? Quando é que proporcionaremos aos nossos jovens que tenham atitudes de pessoas crescidas?

Sim, eu sei que muitos que leram até aqui, dirão: "Evelyn, como você é quadrada. Não é melhor estes jovens nesta Missa-Balada" a estarem no mundo, usando drogas?" Não, não é. E explico. Nós não temos que adaptar a evangelização a uma secularização. O Evangelho não tem por onde ser adaptado, porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Não se deve adaptar a Missa. Deve-se é adaptar-se a ela. E se Jesus não for suficientemente necessário para um jovem, podem fazer balada, missa disso e aquilo que nada os segurará. Só Jesus é quem pode conquistar um jovem, independentemente da situação em que este esteja.

Não temos que agradar aos homens na Santa Missa. Jesus mesmo não agradou a muitos. E Missa não é lugar de modismo. Se fosse, o Papa criaria o seu. Mas o Papa reza o Rito da Igreja, e não o que lhe convém. Não temos que nos dobrar ao mundo para termos Igreja cheia. Antes Igreja com pouquíssimas pessoas, mas que zelam pelo Sagrado, a Igrejas lotadas de gestos infâmes.

Chega de banalizar a Santa Missa, a Santa Liturgia e a Doutrina da Igreja

9 de nov. de 2010

Vinde, Senhor Jesus!

Em todas as Santas Missas, no Ofício Divino, bem como em todas as outras orações que rezamos, esta jaculatória se faz presente. Precisamente após a Consagração Eucarística, quando o Sacerdote diz: "Eis o mistério da fé", levantamo-nos, dizendo: "Anunciamos, Senhor, a Vossa Morte, e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus". Contudo, nós não temos noção do que pedimos. Explico.

Cristo se fez homem e habitou em nosso meio por vontade do Pai. Ele (o Pai) queria nos salvar a todo custo, pois o pecado de Adão nos privou de uma glória que recebemos gratuitamente. Só que Deus sabia que não poderíamos viver a Sua gGória por méritos próprios, pois perdemos todo e qualquer mérito com o pecado. A desobediência de Adão rompeu nossa ligação com Deus. E Deus quis fazer uma Nova e Eterna Aliança. Para tanto, enviou Seu Único Filho para fazê-la.

É verdade que fazer esta aliança não foi fácil, pois Deus, por ser Deus, respeita imensamente nossa liberdade. Mesmo revelando-se ao homem, o Senhor foi desacreditado a ponto de morrer num madeiro como o mais vil de todos os homens. Pobres de nós! Enquanto sujamos a imagem de Deus, O crucificamos. Nós é quem deveríamos ser crucificados como o mais vil dos homens, porque somos! Mas o Senhor não ficou preso a estes detalhes. Fez a Sua parte. Verteu até a última gota. E a Sua Morte mostrou o começo do tamanho de Sua Glória. Mal expirou e o Templo rachou ao meio. Os soldados perceberam que assassinaram um Justo. A Terra ficou abalada. Somente a Virgem Santíssima manteve-se em pé, porque cria nas promessas reveladas pelo Anjo a si. Sabia que tudo aquilo era necessário.

Diferente do que poderiam imaginar os Doutores da Lei, ao terceiro dia, eis que Aquele que é maior que a morte levantou-se com Seu Poder Infinito, surgindo para sempre. Mostrou aos seus a que veio. Ressuscitou, dando ao homem a esperança de seu caminho. O homem não foi feito para a morte, mas para a vida. E não uma mera vida, mas a eterna. Somos, de fato, como as sementes, que morrem para nascer. Quando morremos, partimos deste mundo pequeno para a o mundo eterno. Brotamos!

Contudo, não sabemos se estaremos com Cristo em Sua Glória. Será por que o Senhor teria falhado? Não. Só temos garantido a parte do Senhor para a nossa salvação, pois temos que cumprir a nossa parte. E em Suas Escrituras Jesus deixou isto permanentemente claro ao dizer que só os que morrerem com Ele é que com Ele viverão. Ninguém, por mais bom que tenha sido, viverá com Ele se não morrer para si. Eis aí a chave do segredo.

Morrer para si pode ter vários sentidos. Um deles é nular suas vontades para fazer tão somente a de Deus. E segundo São Luís Maria Montfort, aqueles que se tornam escravos de Jesus por Maria, fazem isso porque querem seguir à risca este morrer para si. Já não querem mais o seu querer, e sim, o de Cristo. Também na Santa Palavra de Deus encontramos o Apóstolo Paulo, em Gálatas 2,19-20, dando-nos o caminho para a morte de si:


"Estou pregado à cruz de Cristo; vivo, mas não sou eu. É Cristo que vive em mim. A minha vida presente na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim"


Estas palavras soam como música aos ouvidos daqueles que em Cristo esperam, e como algo atemorizante naqueles que dEle foge. São Paulo mostra que a essência da vida daquele que se dispõe a seguir Jesus é morrer para si a fim de que Cristo possa viver. E isso só é possível porque crê no plano salvífico de Deus para nós. Porquê São Paulo creu, entendeu que Cristo fez o que fez por amor, morreu para si mesmo, tomou a sua cruz e deixou que Cristo vivesse nele.

Mas há casos em que a morte não é apenas interior. Ela também se dá no campo exterior. E nestes tempos em que estamos vendo milhares de cristãos perseguidos mundo a fora. Um resto perseguidos por causa do Evangelho. Um resto destinados a morrer a si e ao mundo. Só que isto exige crer, e é preciso coragem para crer.  Não é possível viver o martírio interior e exterior apenas com sentimentalidades, com desejo de ser. Não dá para crer apenas porque sentiu, pois ao pedirmos o martírio, se o Senhor assim desejar, ele virá. E como suportaremos este destino se ainda não estivermos preparados?

No livro :A Vida Oculta em Deus - Robert de Langeac , existe um parágrafo que destaca bem o que quero dizer:

"Não procures nunca as coisas sensíveis, que não são sólidas.O homem compõe-se de uma parte espiritual e uma parte sensível; mas o que se passa na segunda ordem é completamente inferior, e, praticamente não deve contar. Deus é espírito. Só o espiritual é importante. É preciso antes de mais nada, temer as emoções sensíveis na vida espiritual, porque conduzem ao caminho errado. Julgamos estar no caminho da virtude porque as emoções são agradáveis; prendemo-nos a elas. O amor sensível provém do conhecimento sensível. Se nós pudéssemos compreender a diferença que existe entre o amor natural, mesmo por Cristo,e o amor sobrenatural,o verdadeiro amor da caridade! O elemento sensível deve ser eliminado para dar lugar ao espiritual."

Portanto, meus irmãos e irmãs, o martírio está longe, muito longe de um desejo sentimental. E isso ocorre porque a fé não é um sentimento, mas um ato racional. Para crer é preciso lógica. Não dá para crermos em algo que apenas sentimos. Os sentimentos nos enganam. E o martírio se opõe ao sentimento, pois todos temem perder a sua vida. Quem, sem motivo lógico, pediria para ser morto? Quem, em qualquer situação, daria a sua vida gratuitamente por uma causa que, a princípio, parece funesta? Ninguém. Martírio exige coragem. E Martírio é um processo. Começa com a morte a si, depois com as ridicularizações , com as perseguições - e tudo isto com o fim de nos preparar para o martírio supremo. Só por fim vem o martírio completo, com o sangue derramado. E nem sempre se têm mártires como os que apareceram por estes dias no Irã. Mas há mártires no mundo todo. E conforme o Catecismo da Igreja Católica, que diz:


 
§2473 O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Enfrenta a morte num ato de fortaleza. "Deixai-me ser comida das feras. E por elas que me será concedido chegar até Deus."



 
eles são importantes, pois ao vê-los, sentimos em nós o desejo gigante de testemunharmos a Cristo até o sangue, se necessário for.

Retomo, aqui, a oração citada no primeiro parágrafo deste texto: "Anunciamos, Senhor, a Vossa Morte, e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus".  Anunciar a morte de Cristo e a Sua Ressurreição só será possível se morrermos para nós. É só pelo martírio que conseguiremos anunciar completamente este mistério de fé do plano salvífico.

Por mais triste que seja, devemos nos alegrar enormemente com as perseguições. Sem elas não poderemos triunfar eternamente. É pelo fogo que se experimenta o ouro e a prata (cf. Eclo 2). E enquanto não aceitarmos esta provação pelo fogo, enquanto não morrermos para nós mesmos, jamais poderemos bradar: "Vinde, Senhor Jesus", pois Sua Vinda não será em tempos de paz, e sim, de guerra. Aquele que assim clama deve estar pronto para dar a sua vida por Cristo.

Você está pronto?