Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

Mostrando postagens com marcador Religioso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Religioso. Mostrar todas as postagens

8 de ago. de 2011

Nunca pare de defender o casamento hoje.


Chuck Colson
(Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) — É hora do “campo de batalha a favor do casamento” mudar para liberdade religiosa? Essa é a pergunta que um recente artigo da revista Christianity Today* está propondo depois que o Estado de Nova Iorque aprovou o “casamento” de mesmo sexo. De acordo com Douglas Laycock, professor de direito na Universidade de Virginia, a resposta é “Sim”. Ele diz: “Os conservadores religiosos que defendem o casamento tradicional precisam mudar seu foco para lutar em favor da liberdade religiosa”.
O motivo disso é que Laycock e, lamentavelmente, muitos outros acreditam, de forma errônea, na inevitabilidade do “casamento” de mesmo sexo. Eles acham que o melhor que os cristãos podem fazer é assegurar que as leis de “casamento” gay pelo menos forneçam um pouquinho de proteção para as liberdades daqueles de nós que acreditamos no casamento tradicional.
Sim, o tão chamado “casamento” de mesmo sexo representa uma grave ameaça à liberdade religiosa. Estão ocorrendo casos em que fotógrafos e outros foram processados por se recusarem a participar de cerimônias de “casamento” de mesmo sexo. Entidades católicas que cuidam de órfãos estão sendo fechadas porque só entregam crianças em adoção para uma mãe e pai que são casados. Não se engane: proteger a liberdade religiosa é uma prioridade importante.
Mas é exatamente por isso que abandonar a batalha pelo casamento tradicional é tolice e perigoso. Meu colega Robert George, que é professor na Universidade de Princeton, resume isso de modo perfeito: “Se você perguntar”, disse ele, “‘O que se pode fazer para avançar, na nação inteira, a proteção à liberdade religiosa?’ a resposta é esta: Ganhar a luta para preservar a definição legal do casamento como a união conjugal de marido e esposa. Ponto final”.
Lembre-se: O que o Estado dá, o Estado pode também arrancar. A proteção à liberdade religiosa no projeto de lei de Nova Iorque, por exemplo, tinha uma redação fraca e vaga. O que ela protegerá? Quem ela protegerá? Por quanto tempo? Não podemos dizer nessa altura, e logo que a questão chegar aos tribunais — e chegará aí — fica ainda mais difícil predizer.
Segundo, mudar o debate para a liberdade religiosa tira o centro das atenções da importância do casamento. Como Tom Messner da Fundação Heritage disse para o National Review: “O debate do casamento é em primeiro lugar um debate sobre o sentido e propósito público do casamento, não um debate sobre liberdade religiosa… Mesmo que o casamento de mesmo sexo não representasse nenhuma ameaça à liberdade religiosa, as razões fundamentais para se apoiar o casamento como um homem e uma mulher permanecem de igual modo imprescindíveis e precisam ser lidadas”. Exatamente.
Terceiro, conforme aponta Messner, o casamento de mesmo sexo não é inevitável. “Aproximadamente 30 estados”, diz ele, “têm protegido o casamento em suas constituições estaduais. Aproximadamente 40 estados têm protegido o casamento em seus estatutos”. E em Maine, depois que a Assembleia Legislativa aprovou o “casamento” de mesmo sexo, os eleitores derrubaram a lei. E embora a elite dos meios de comunicação não queira que você saiba, de acordo com uma recente pesquisa de opinião pública do Fundo de Defesa Aliança, a maioria dos americanos quer reservar o casamento para um homem e uma mulher.
Desistir da luta pelo casamento agora depois de alguns reveses é loucura. O debate sobre casamento nos Estados Unidos não terminou. Agora, mais do que nunca, os cristãos precisam se equipar para defender o casamento e viver na prática a verdade sobre casamento, sexo e família em nossas próprias vidas.
Essa não é tempo para derrotismo ou batida em retirada, mas para ação.
Publicado com a permissão de Breakpoint.org

20 de jul. de 2011

“Encontro inter-religioso de Assis” NÃO quer sinalizar que todas as religiões são equivalentes.


Carta do cardeal William J. Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada em 6 de julho em L’Osservatore Romano.Reflete sobre o encontro inter-religioso de Assis em 27 de outubro, e o diálogo com as outras religiões.

O anúncio da “Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e pela justiça no mundo”, em Assis no próximo outubro, mostra que a experiência religiosa nas suas diversas formas é objeto da atenção da Igreja no terceiro milênio. Diante da atual difusão do ateísmo e do agnosticismo, é necessário ajudar o homem a salvaguardar ou reencontrar a consciência do seu vínculo elementar (re-ligio) com a própria origem. Esta consciência, que se faz naturalmente orante, é uma condição da paz e da justiça no mundo.

Em seu livro-entrevista de 1994, o beato João Paulo II relembra o encontro de Assis de 1986, que, junto com as visitas a países do Extremo Oriente, o convenceu, mais ainda, de que “o Espírito Santo trabalha eficazmente mesmo fora do organismo visível da Igreja”. Porém, consciente da delicadeza do argumento, ele ensinou na encíclica Redemptoris missio que o Espírito “se manifesta de modo particular na Igreja e nos seus membros; mas a sua presença e ação são universais, sem limite algum nem de espaço nem de tempo”.

Referindo-se ao Concílio Vaticano II, ele recordou “a ação do Espírito no coração do homem, mediante as ’sementes da Palavra’, inclusive nas iniciativas religiosas, nos esforços da atividade humana encaminhados à verdade, ao bem e a Deus”, que faz “amadurecer em Cristo” (nº28). Na mesma encíclica, depois, não só reafirmou a necessidade e a urgência do anúncio da Boa Nova de Jesus, mas a contrastou com uma “mentalidade indiferentista, amplamente difundida inclusive entre os cristãos, enraizada em concepções teológicas não corretas e marcada por um relativismo religioso que leva a pensar que ‘uma religião equivale a outra’” (nº36).

Em sintonia com esta preocupação está a reflexão teológica e pastoral de Joseph Ratzinger. Já em 1964, ele manifestou a tentativa de “definir com maior precisão a posição do cristianismo na história das religiões e dar sentido mais concreto às enunciações teológicas sobre a unicidade e o absoluto do cristianismo” (J. Ratzinger, Fé, Verdade, Tolerância. O Cristianismo e as religiões do mundo, 17).

A Congregação para a Doutrina da Fé, por ele dirigida, retomará este tema com a declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade de Jesus e da Igreja. O documento, publicado em 6 de agosto de 2000, não pretendia só refutar a idéia de uma coexistência inter-religiosa em que várias “crenças” seriam reconhecidas como vias complementares à fundamental que é Jesus Cristo (cfr. João 14, 6); pretendia, mais profundamente, estabelecer as bases doutrinais de uma reflexão sobre a relação entre o cristianismo e as religiões.

A pessoa do Verbo encarnado é absolutamente única; a obra salvífica de Jesus se prolonga no seu Corpo, a Igreja, e também esta é única no tocante à salvação de todos os homens. Para exercitar esta obra, tanto entre os cristãos como entre os não cristãos, temos sempre e somente o Espírito de Cristo que o Pai concede à Igreja como “sacramento de salvação”: não há vias complementares à única economia universal do Filho feito carne, embora fora da Igreja de Cristo se encontrem elementos de verdade e de bondade (Nostra aetate, 2; Ad gentes, 9).

O encontro de Assis teve uma segunda edição em 24 de janeiro de 2002. O cardeal Ratzinger sentiu ali a necessidade de esclarecer o significado, tornando-se intérprete dos que se interrogam seriamente a este propósito: “Podemos fazer isto? Não será que é dada à maioria das pessoas a ilusão de uma comunhão que não existe? Não se favorece o relativismo, a opinião de que no fundo só há diferenças penúltimas entre as religiões? Não se debilita assim a seriedade da fé e se afasta Deus de nós? Não se reforça o sentimento de termos sido abandonados?” (Fé, Verdade, Tolerância, 111). Aqui queremos perguntar: por quê, se estava tão atento às possíveis interpretações errôneas do seu beato predecessor, Bento XVI considerou oportuno peregrinar até Assis em novo encontro pela paz e pela justiça no mundo?

Achamos uma primeira indicação na lembrança do cardeal Ratzinger do encontro de 2002. Ele evocava a figura do homem vestido de branco, já ancião, sentado junto aos outros no trem para Assis: “Homens e mulheres, que na vida cotidiana se enfrentam não raro com hostilidade e parecem divididos por barreiras infranqueáveis, saudavam o Papa, que, com a força da sua personalidade, a profundidade da sua fé, a paixão que destilava pela paz e pela reconciliação, conseguiu o impossível graças ao carisma do seu ofício: convocar, unidos em peregrinação pela paz, representantes da cristandade dividida e representantes de diversas religiões” (30 Giorni, 1/2002). A religião está longe de distrair da edificação da cidade terrena, mas empurra para o compromisso em prol dela. Para nós, cristãos, isto significa interceder a Deus, deixando que os outros, apesar da sua diversidade, se unam a nós na busca da paz e da justiça no mundo. E, acrescentava o então cardeal, “se nós, como cristãos, empreendemos o caminho para a paz a exemplo de São Francisco, não devemos temer perder a nossa identidade: é assim que a encontramos” (ibidem).

Não se trata, em resumo, de esconder a fé para encontrar a vantagem de uma unidade superficial, mas de confessar – como então fez João Paulo II e o Patriarca ecumênico – que nossa paz é Cristo e que por isso o caminho da paz é o caminho da Igreja. O rosto do “Deus da paz” (Rm 15, 33), disse o então Joseph Ratzinger, “se fez visível a nós cristãos pela fé em Cristo (ibidem). E esta paz é uma plenitude não só oferecida e transmitida (Cf. Jo 20, 19), mas desde sempre acolhida pela Ecclesia sancta et immaculata (Ef 5, 27), como dom e como dever a respeito do mundo, que “é teatro da história da humanidade” (Gaudium et spes, 2). Recorda-nos isso o Concílio Vaticano II: “obedecendo ao mandamento de Cristo e movida pela graça e pela caridade do Espírito Santo, ela se torna atual e plenamente presente a todos os homens ou povos para os conduzir à fé, liberdade e paz de Cristo” (Ad gentes, 5). Já que “todos os homens estão chamados à unidade com Cristo” (Lumen gentium, 3), a Igreja deve ser fermento desta unidade para a humanidade inteira: não só com o anúncio da Palavra de Deus, mas com o testemunho vivido da íntima união dos cristãos com Deus. E esta é a autêntica via da paz.

O slogan escolhido para a próxima Jornada de Assis – Peregrinos da verdade, peregrinos da paz – nos oferece uma segunda indicação: para que se possa ter esperança em realmente construir, unidos, a paz, é necessário colocar os critérios da verdade. “O ethos sem o logos não existe” (J. Ratzinger, Os he llamado amigos. La compañía en el camino de la fe, 71). Instruído pelas dolorosas experiências das ideologias totalitárias, o Papa faz uma advertência perante toda forma de subordinação da razão à praxis. Mas há mais. O vínculo original entre o ethos e o logos, entre religião e razão, tem sua raiz fundamental em Cristo, o Logos divino: exatamente por isso o cristianismo é capaz de restituir ao mundo este vínculo, participando como sinal veraz e eficaz de Jesus Cristo, em sua única missão de salvação (Cf. Lumen gentium, 9). E portanto há que rejeitar decididamente “este relativismo que afeta em maior ou menor grau a doutrina da fé e a profissão de fé” (Os he llamado amigos, 71). Mas isso, longe de construir um desprezo das diversas expressões religiosas ou da dimensão ética, é uma apreciação: “devemos tentar encontrar uma nova paciência – sem indiferença – uns com os outros e pelos outros; uma nova capacidade de deixar de ser o que é o outro e a outra pessoa; uma nova disponibilidade para diferenciar os planos da unidade e, portanto, realizar os elementos de unidade que neste momento são possíveis” (ibidem). Não é possível a paz sem a verdade, e vice-versa: a atitude para a paz constitui um autêntico “critério de verdade” (J.Ratzinger, Europa. Sus fundamentos hoy y mañana, 79).


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

16 de mai. de 2011

PLC 122: Prisão para quem discordar da sodomia

Caros amigos, a paz!! Segue um forte artigo extraido do Blog do Julio Severo denunciando mais uma vez as manobras hostis para a aprovação da PLC 122, que colocará na cadeia todos aqueles que discordarem da prática homossexual. -
Enquanto militantes gays preparam grande ato na frente da Catedral de Brasília, Marta Suplicy prepara votação do PLC 122 nesta semana



Por Julio Severo



Grupos de militantes gays de todo o Brasil preparam-se para a Marcha pela Aprovação do PLC 122 em Brasília em 18 de maio de 2011. O evento, que também se chama Marcha contra a Homofobia, recebeu impulso importante com a recente decisão do STF de desfigurar a Constituição para favorecer as uniões civis com base na sodomia.

Com o governo federal e até o STF se prostrando diante das exigências da ideologia gay, só falta agora o Congresso e o povo. O Congresso não o faz por medo do povo. O povo não o faz porque ainda lhe resta alguns valores morais conservadores — espécies em extinção ou já extintas entre as autoridades.



Se o Congresso e o povo não se dobrarem, os ativistas gays e seus aliados contam com o “jeitinho” brasileiro para aprovar o PLC 122, quer a população do Brasil queira ou não. Não fosse por esse “jeitinho”, o STF jamais teria conseguido enxergar na Constituição algo que nunca existiu: a equiparação da união estável homem/mulher com a união estável homem/homem.

Se o rolo compressor gay conseguir passar por cima do Congresso, usando o STF ou outro órgão, o povo não terá a mínima chance de escapar de um atropelamento e esmagamento social — a não ser que encare o problema de frente em muitas manifestações nas ruas.

Semana passada o Brasil viu o adiamento da votação do PLC 122, graças às pressões de evangélicos e católicos. Mas Marta Suplicy garantiu que nesta semana, que marca o Dia Mundial de Combate à Homofobia (17 de maio), a votação ocorrerá, e os militantes gays já estão se reunindo em Brasília vindos de todo o Brasil para um grande ato pró-PLC 122 na frente da Catedral de Brasília.

A pergunta a ser feita agora diante do rolo compressor gay é: O PLC 122 deve ser enfrentado de forma delicada, como apenas uma mera ameaça à liberdade de expressão e opinião? Ou deve ser encarado como um perigo maior?

Há uma ideia equivocada de que o PLC 122 seja um projeto de mordaça. Mas, como bem aponta o filósofo Olavo de Carvalho em vídeo editado por mim

(http://www.youtube.com/watch?v=jIOOE0n2V5g), classificar o PLC 122 como mordaça é um eufemismo. A proposta do projeto anti-“homofobia” é impor punição e cadeia para todos os que discordarem da sodomia. Até mesmo pessoas não cristãs não escaparão se num momento de descontrole emocional disserem algo, como mostrou cena da novela “Insensato Coração” incluída no vídeo.



 
O vídeo também traz entrevista de Marta Suplicy, relatora do PLC 122, dizendo que com a lei anti-“homofobia” aprovada a crítica ao homossexualismo estará oficialmente banida da TV, rádio, internet, jornais e outros meios, sujeitando os infratores à cadeia e igualando-os a estupradores, assassinos, ladrões e outros criminosos. A única isenção que ela propõe é para críticas feitas dentro de templos religiosos. Os demais casos, mesmo de cristãos criticando em programas religiosos, serão tratados com todo o rigor da lei.

Portanto, Olavo de Carvalho está certo quando diz que a reação anêmica ao PLC 122 mostra que as pessoas estão “sendo vítimas da espiral do silêncio e hipnotizadas pela impressão da força do inimigo”. Dizer que o PLC 122 é um atentado contra a liberdade de expressão é uma maneira muito fraca, segundo ele, de se opor ao projeto de ditadura gay.

Atitudes cristãs aguadas acarretam consequências desastrosas e pavimentam o caminho das ditaduras. Basta ver o exemplo dos cristãos da Alemanha nazista e todo o sofrimento que lhes foi imposto por terem, em maioria esmagadora, reagido sem firmeza à ditadura do Partido Nazista, sigla que significa Partido dos Trabalhadores Nacional Socialista — um partido com elevado número de homossexuais.

Homossexualismo e fascismo andam de mãos dadas.

Os cristãos mais famosos daquela época são o pastor luterano Dietrich Bonhoeffer e o católico Claus von Stauffenberg, que faziam parte de grupos que queriam matar Adolf Hitler, que havia sido democraticamente eleito pelo povo alemão.

Hoje, eles são exemplo porque não reagiram de modo fraco diante da ditadura nacional socialista.

Que exemplo esperamos deixar para as próximas gerações?

Divulgue o vídeo a todos os seus amigos.

Para enviar um email contra o PLC 122 para todos os senadores, clique aqui.



Fonte: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/

3 de nov. de 2010

Por que o Papa não pode falar?

"Toda unanimidade é burra". Nelson Rodrigues.


As palavras do Papa pesaram. E pesaram porque são as palavras de Cristo. E assim como Cristo mesmo disse que não veio trazer paz à Terra, logo, as palavras do Papa criaram uma enorme divisão. Os petralhas, por exemplo, vestiram a camisa da infâmia. Divulgaram em seus sites, blogs e twitters diversos slongans alá "pátria ou morte" contra o Papa. "Vamos detoná-lo nas urnas votando em Dilma". "A Igreja Católica nos persegue. Vamos combatê-la". Fora aqueles que são mais tolos e partem pros xingamentos por pura falta de argumentação. Teve até Bispo usando o discurso do Papa em favor de Dilma, mas não apareceu nenhum pelo Tucano. E olha que o que eu ouvi de gente me dizendo que a Igreja Católica fazia terrorismo contra o PT nestas eleições não está no gibi. Mas o engraçado é que o Papa, em seu pronunciamento, não citou, em nenhum momento, o nome Dilma, PT, patifaria, corrupção, jogo sujo, eleições com uso de dinheiro público... Nadica de nada. Apenas instruiu o seu povo que observasse nestas eleições se os interesses de seus candidatos eram ou não convergentes com a fé que professam. Só isso. Porém, como diz minha sabida mãe, se a carapuça serviu... Vê-los fazendo média é natural. Na cabeça deles só há um lema: "Ou tá comigo, ou tá perdido".

Não é novidade vê-los ameaçando Deus e o mundo por causa de meias palavras. Nem me causaria espanto se resolvessem fazer uma caravana até o Vaticano pra dizer ao Papa que ele foi detonado nas urnas por eles (como se o Papa fosse perder o sono por isso). Mas é óbvio que não vão. Contra Pedro, ninguém brinca. Pedro não é assistido pelo deus-Lula, e sim, pelo Espírito Santo. Eles sabem que sairiam de sua presença detonados. Então ficam aí, igual crianças birrentas, querendo se aparecer. Sem contar que o Papa, para os que não sabem, é Chefe de Estado. É... pois é! Ele não mora no Vaticano apenas para ler zilhares de coisas por dia, não. Lá é a sede da nossa Igreja, a Matriz cuja as Filiais espalham-se pelo mundo. O Vaticano tem seu próprio hino, língua oficial (que é o Latim), sua Política de Estado e até um time de futebol (que eu soube que não vai tão bem assim nos campeonatos, mas tudo bem...). E como em todo Estado Legítimo, há um povo. Portanto o Papa não fala só pros "chegados" que moram com ele. Ele fala para todos os "chegados" que moram no mundo: eu, você, aquele padre que você odeia, aquela tia chata que não sai da Missa, mas desce a lenha em todo mundo... Logo, o Papa não feriu nenhum preceito. Fez o que devia ter feito, quer gostem ou não.

Agora, o que me deixou atônita foi uma garota lançar em seu blog pessoal um texto onde pede sua excomunhão ao Papa. E o pior: um monte de gente dizendo que ela foi um máximo e seguiria seu exemplo. O por quê de eu ter ficado atônita? A sandice. Explico.

Ninguém é obrigado a concordar com o Papa, com o Lula, o Obama, a Xuxa ou a Bruxa Keka. Todos nós discursamos o discurso dos outros, ou seja, daqueles que pensam igual a gente (quando na verdade é a gente que pensa como eles, entendeu?). Ninguém cria o seu próprio discurso. A gente pode até acrescentar algo novo, mas fala daquilo já foi dito. E esse "aquilo" que me representa e que aparece em meu discurso chama-se Ideologia. Não tão piegas poética como a cantada pelo Cazuza, mas algo que verdadeiramente diz quem sou, aquilo que me representa. Portanto, é inadmissível a um homem dizer-se Católico e Socialista justamente porque a ideologia católica não tem nada a ver com a ideologia socialista. Um é parmera e outro é curínthia, saca? E é aí onde entra a citação de Nelson Rodrigues. Se na Igreja, por exemplo, não tivesse existido Pedro e Paulo, que rumo teríamos tomado? E se Santa Catarina de Senna, uma analfabeta funcional, não tivesse mudado os rumos da Igreja de sua época? E uma Santa Tereza de Ávila? Santo Agostinho? Santo Tomás? E se não tivesse existido os Concílios? Por que eu os cito? Porque todos eles foram importantes para a Igreja. Até a Teologia da Libertação, fruto do psiquismo mórbido de alguns, é importante para a Igreja continuar em pé. Não porque a TL seja fruto do Espírito Santo, mas porque, olhando a sua "misturança ideológica", podemos continuar firmes nas verdades evangélicas que nos são transmitidas há séculos. Podemos olhar pra TL e dizer: "Senhor, obrigada por não me deixar cair nessa. A verdade está aqui. Valeu!"

Só que a ideologia que quer imperar hoje e fazer calar todas as outras parece até algo religioso. Chama-se Laicismo, que muitos carinhosamente a chamam de Estado Laico. Veja: em um Estado Laico TODAS as ideologias, todas as crenças, todas as filosofias, convivem harmoniosamente entre si. Não interessa para este estado destacar uma da outra. Interessa, apenas, propiciar que elas existam. Já o laicismo, não. Ele quer privilegiar tudo o que não tenha valor religioso. Isso é nocivo, além de preconceituoso e discriminatório.

Opiniões divergentes são importantes. Elas nos ajudam a repensar sobre o que cremos. Por isso a Filosofia é tão necessária. É bom quando conseguimos ver que vários autores conseguem criar várias possibilidades de pensamento sobre uma coisa. Contudo, eu não preciso (e nem devo) aderir a todos estes pensamentos. Conhecê-los pode me fazer crer que aquele pensamento que escolhi para mim é de fato real. Eu, por exemplo, quanto mais converso com ateus, quanto mais leio sobre o ateísmo, mais adoro ser católica e me convenço que Cristo é a coisa mais importante que conheci. Isso não abala a minha fé, porque a fé é fruto da razão. Não dá pra crer apenas com sentimentos. É necessário fundamentar a fé. E só a Razão pode fazer isso.

Por que eu falei tudo isso? Porque a moçoila que pediu excomunhão ao Papa o fez por achar um absurdo o mesmo pronunciar-se sobre as eleições brasileiras. Pode??? É verdade. Ela disse que isso foi a gota d'água. Mas que petulância, não? Então quer dizer que ela pode vir a público e dizer isto, mas o Papa não? Então quer dizer que todo mundo pode vir a público e falar asneiras pautadas no "eu acho que", mas a Igreja, não? E ainda dizem que preconceituosa é a Igreja. Sei...

O fato é que a moça conseguiu o que queria. Seu texto estava alá "Filma eu, Galvão". Pena que no auge de sua ignorância ela não saiba que o batismo é algo indelével, logo, não dá pra ser "desbatizado". E como apóstata que publicamente se apresenta, ela já está desligada. Se soubesse disso, não teria me incomodado a escrever tais linhas.

Friso que respeito a liberdade da tal moça e de todos os que, deliberadamente, resolverem agir assim ou como bem querem. A liberdade é um bem supremo dado por Deus àqueles que ama, mesmo que não se interessem por Ele. Mas por favor, não venham vetar a liberdade dos outros. Cuidem de suas vidas e deixem os outros falarem o que quiserem em paz. Inclusive o Papa.

_______________________

PS: Não pus o blog da moça aqui porque seria propaganda demais.
Quem quiser ler o que ela escreveu, que use o Google.
Pax.

1 de nov. de 2010

E agora? O que esperar?

56% do eleitorado deu à Dilma a oportunidade de governar o país, apesar de a mesma não ter a mínima experiência em cargos públicos. Ajudas não faltaram, em especial de seu padrinho, o atual presidente, que chegou a dizer em horário eleitoral que quem votasse em Dilma estaria votando nele também.

Não preciso recordar que é falacioso crer que Dilma será o Lula. E isso ela mesma mostrou em toda a sua campanha eleitoral. Mas não há porque não crer que Lula estará com ela o tempo todo. Ele mesmo já disse que não sairá do cenário político. Quer evitar falar de um possível retorno em 2014, mas já diz que está com o coração aberto para ajudá-la. Talvez porque, diferente do que imaginava, sua companheira não venceu em primeiro turno. É verdade que ele também não. Mas suas vitórias em segundo turno contra Serra (2002) e Alckmin (2006) beiraram 62%, sendo expressiva sua vitória no Nordeste em 2006 com 90% de aprovação. Dilma conseguiu 56%. Apenas 6% a mais que a metade. Não é tão expressivo como gostariam Lula & Cia.

É verdade que Dilma terá homens fortes que não serão só o Lula. Pallocci também estará. O mesmo que se envolveu em tantos escândalos no governo Lula. Voltarão, também, Genuíno, Dirceu, Erenice...

E diante destas verdades citadas acima é que a população mostrou ao senhor presidente e à presidente eleita que não são apenas 3% (como citou o Lula) que estão insatisfeitos. Afinal de contas, 44% do eleitorado escolheu Serra (e diga-se de passagem, ele venceu em 11 estados, sendo eles um dos mais importantes para a economia do país), além de as abstenções e votos nulos/brancos ter sido a maiores do que o primeiro turno. Só no colégio eleitoral nos EUA foi de 50%. Isso também é uma resposta ao senhor presidente de que nem todo o Brasil aprovou sua falta de decoro, sua imposição à Dilma como algo que beirava o "fanatismo regilioso", ou de "ufania ideológica". Mostramos que o cenário político no país é outra: estamos de olhos abertos para a realidade política. Acabou aquela história de que um manda e o outro obedece. Resolveram dar voz ao povo? Ótimo! Falaremos.

Dilma sabe que não serão quatro anos fáceis. Primeiro porque moramos em um país onde ainda vigora um pensamento machista; logo, muitos a lograrão de incapaz por ser mulher. Quanto a isso, ignoro. Muitos homens, como Collor, não souberam dar conta. Segundo porque os institutos religiosos, bem como os meios de comunicação e imprensa se manifestaram. Ela sabe que iremos, a todo custo, cobrar suas promessas. Não sei se ela terá jogo de cintura para tanto. Sei que devo esperar quatro anos para ver.

Se a oposição não souber nos próximos anos fazer política séria (porque, apesar de ter votado no PSDB, devo assumir que lhes faltou muita coragem e ousadia para lutar pelo cargo) podemos esperar um Brasil alá México, onde imperou, por anos, a Política de Continuísmo.

Lula deixou claro que um recado às Igrejas. Se Dilma irá cumprí-lo, teremos de esperar. No momento, a única coisa que podemos fazer é rezar e esperar em Deus, que renova as forças de quem Nele espera, além de fazer valer ativamente nosso papel de integrante da Democracia.

À Dilma desejo que sua ida a Aparecida não traga apenas os reflexos eleitoreiros, mas de Fé. Anseio que a candidata, como mãe e avó, repense sobre as crianças que possam a vir morrer por livre escolha das mães, e não suas. Desejo, também, que ela se deixe guiar por Deus, para que o Brasil não seja movida por uma Dama de Ferro, e sim, por uma Mãe.

Nossa Senhora Aparecida, rogai a Deus pela Terra de Santa Cruz!

30 de out. de 2010

Repúdio à carta de Dom Luiz Eccel

Excelentíssimo Senhor,
Como católica apostólica Romana, não posso deixar de manifestar sobre o email que recebi da campanha de Dilma Rousseff, contendo uma carta de V Exa.
Seguem comentários ao longo do texto.


O Papa e a política.
Por Dom Luiz Carlos Eccel

Já havia lido o discurso do Papa Bento XVI, aos Bispos do Maranhão, em visita ad limina apostolorum. Muito interessante o discurso do Papa. Ele não pode deixar de cumprir sua missão de Pastor Universal, exortando o Povo de Deus, especialmente no que diz respeito à defesa da VIDA.

O Santo Padre foi muito oportuno e feliz nas suas colocações, porque o Estado Brasileiro é laico, mas seu povo é religioso, e isto precisa ser respeitado. Quando digo que o povo é religioso é porque está disposto a fazer a Vontade de Deus e não somente dizer: Senhor, Senhor…, como às vezes se pretende, de maneira especial dentro da própria Igreja. Existem facções sociais, políticas e religiosas especializadas em fazer lavagem cerebral, deixando as pessoas sem convicções, mas com obsessões, e com a consciência invencivelmente errônea. Ficam semelhantes aos grãos de pipoca que levados ao fogo não estouram, e com mais fogo, mais duros ficam. Tornam-se donas da “verdade”. Estão até manipulando o texto do Papa, para justificar a sede do poder.

Dom Luiz, Bispo de Guarulhos, foi corajoso e deu nome aos bois. Expôs a realidade: que o PT tem em seus estatutos a defesa da descriminalização do aborto. Não é invenção, não é boato. Está no estatuto e está nas resoluções partidárias. Nenhum petista ainda negou isso, só tegiversou (palavra que Dilma adora usar) e falou de "saúde pública".

Se existe gente manipulando o texto do Papa, V Exa, como bispo católico, tem mais é que denunciar, expor mesmo. Dê nomes, Exa !  Se V Exa tem a coragem de mesmo depois de ouvir o Papa falar pela vida, em especial DA VIDA DOS NASCITUROS, e isso está bem claro no discurso, defender a candidata do partido que tem o aborto em suas resoluções, deveria ter a coragem de apontar também quem é que está distorcendo o discurso do Papa… Facção existe é no tráfico, Exa, não na Igreja. A Igreja tem movimentos, tem espiritualidades.

É a Vontade de Deus que nos salva e não a nossa, e sobre isto precisamos sempre nos exortar mutuamente, como diz o Apóstolo São Paulo. Portanto, que nossa fé seja sempre vivificada pela mútua exortação. Pode ocorrer de nos esquecermos que somos todos peregrinos caminhando para a Casa do Pai, e quando lá chegarmos, poderemos ouvir de Jesus o seguinte: “Afastai-vos de mim, vos que praticastes a injustiça, a maldade” (Lc13,27). Creio que ninguém vai querer ouvir isto naquela hora. Seu passaporte está em dia? Pode ter certeza de que a eternidade existe… Assim, busquemos alimentar nossa fé, sem esquecer, como diz o Papa, que ela deve implicar na política. A fé sem obras é morta, diz a Escritura Sagrada. E uma das obras que deve provir da fé, é o nosso voto consciente em pessoas que vão governar para o bem comum, respeitando a vida em todas as suas etapas e dimensões

Todas as etapas inclui a etapa intra-uterina.
Dilma é candidata por um partido que defende a descriminalização do aborto.
Todo candidato do PT é obrigado a assinar o Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[1]).
2. Entre as resoluções que todo candidato se compromete a acatar está uma denominada “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais” aprovada no 3º Congresso do PT (agosto/setembro 2007), que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[2].




[1] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Versão II, aprovada pelo Diretório Nacional em 5 out. 2007, in http://bit.ly/estatutoPT
[2] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 82. in: http://bit.ly/Res3CPT
Se V Exa continua defendendo o voto no PT depois de saber disso… então V Exa não entendeu nada do discurso do Papa.

No mesmo dia em que li o discurso do Papa, assistindo ao telejornal, à noite, escutei o pronunciamento da candidata e do candidato à presidência do Brasil a respeito do discurso do Papa. Ambos concordaram com as Palavras do Papa, dizendo que é missão dele exortar para uma vida coerente com os valores da fé e da moral, e que as palavras do Papa valem para todas as pessoas de fé, no mundo inteiro.

Não, Exa… quem falou sobre valores de fé e de moral foi José Serra… Dilma ficou preocupada em dizer que isso não atrapalhava sua campanha e que essa era a "crença do Papa"… além disso os militantes petistas xingaram o Papa na internet o dia inteiro…

O Papa falou, também, que o voto deve estar a serviço da construção de uma sociedade justa e fraterna, defensora vida. Como Bispo da Igreja Católica, e como cidadão brasileiro, fico feliz por saber que nosso Presidente tem defendido a vida, e sempre se pronunciou contra o aborto.

Mas escolheu um Ministro da Saúde, o Sr. Temporão, que não esconde ser a favor da legalização. Em 2009, a Fiocruz, instituição vinculada ao Ministério da Saúde, liberou R$ 80 mil para a filmagem do vídeo "O fim do silêncio", que mostra depoimentos de mulheres que abortaram seus filhos e defendem a descriminalização da prática. Apologia ao crime com dinheiro público !!!

Nesses últimos anos o Brasil tem crescido e melhorado em todos os aspectos, de maneira especial no respeito à vida e a valorização da dignidade humana.

V Exa só pode estar brincando! E a liberação das pesquisas com células-tronco? E o aborto de anencéfalos? Tudo isso é obra da articulação deste governo.

Esta é a Vontade de Deus! E as pessoas, em plena posse de suas faculdades mentais, vão reconhecer esta verdade.

Com certeza não é a vontade de Deus que o Brasil chancele a morte de crianças e tenha um governo autoritário e imoral.

Nosso país está em pleno desenvolvimento e assim queremos continuar e, depois de 500 anos, nosso povo quer eleger, pela primeira vez, uma mulher que tem compromisso com a vida e provou isso com sua própria vida. Como? Ela não fugiu para o exterior durante a ditadura, mas a enfrentou com garra e, por isso, foi presa e torturada. Ela queria um país livre, e que todas as pessoas pudessem viver sem medo de serem felizes, vencendo a mentira e o ódio com a verdade e o amor, servindo aos ideais de liberdade e justiça, com sua própria vida. Disse Jesus: “Ninguém tem maior amor do aquele que dá a própria vida pelos irmãos” (Jo 15,13).

Como uma mulher que se declarou abertamente a favor do aborto, em 2007, em sabatina da Folha de São Paulo, pode ter compromisso com a vida ? "enfrentar com garra a ditadura" que V Exa quer dizer é assaltar, sequestrar, roubar, tudo isso para financiar a guerrilha? Dilma queria vencer a mentira e o ódio com a verdade e o amor? Que tipo de amor comporta assaltos, jogar bombas, etc ? Se Dilma tem compromisso com a verdade, porque seu arquivo da época da ditadura está trancado num cofre no STM, que está negando acesso à imprensa? O que Dilma tem a esconder?

Obrigado Santo Padre por suas sábias palavras! A Dilma é a resposta para as nossas inquietações a respeito da vida. Quem sofreu nos porões da ditadura, não mata. Mas teve gente que matou a vida no seu ventre para fugir da ditadura, e portanto não deveria se comportar como os fariseus, que jogam pedras, sabendo-se pecadores. E Jesus disse: “Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, e quem entregar sua vida por causa de mim, vai salvá-la”(Mt 10,39). Vamos fazer o nosso Brasil avançar ainda mais, com Dilma, que já provou ser coerente, competente e comprometida com a VIDA. O dragão devastador não pode voltar ao poder.

Espero que V Exa não esteja aqui fazendo referência ao boato do suposto aborto que Monica Serra teria feito… porque não há qualquer prova disso, há apenas uma aluna que diz que ela teria contado isso… ora, Exa, os muçulmanos, considerados rigoristas, exigem três testemunhos diferentes para condenar alguém… V Exa já condenou o casal Serra por um boato de época de campanha, pelo depoimento de uma pessoa que nem próxima deles era… e que sabe lá que interesses serve…

Dilma coerente, Exa? Mas ela muda de idéia a toda hora… em 2007 era a favor do aborto, agora, quando o voto dos cristãos lhe interessa, ela diz que é contra….
Dragão? Poder? Mas quem é vermelho é o PT… quem quer se perpetuar no poder é o PT!
O Papa diz que os bispos podem orientar seus fiéis, desde que para usarem seu voto para defender a vida e a moral católica… como  V Exa pode recomendar voto numa candidata cujo partido é a favor de casamento gay e descriminalização do aborto?

Deus abençoe os leitores e eleitores, governos e governados. Saúde e paz a todos (as)!
Tudo o que você me desejar, eu lhe desejo cem vezes mais. Obrigado.

Desejo a V Exa que se torne cada vez mais católico, mais obediente ao Santo Padre, que sua vida de oração se fortaleça e frutifique.

Caçador, 28 de outubro de 2010

Dom Luiz Carlos Eccel

Bispo Diocesano de Caçador

Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2010.

Maite Tosta

Esposa, mãe e Católica
_____________________________


Manifeste-se:  dom-eccel@provinet.com.br, mitradiocesana@diocesedecacador.org.br

24 de out. de 2010

Amigas da Dilma e a CNBB

E quem pensa que as únicas amigas da Dilma são aquelas do aborto, engana-se. Basta ver a despedida escandalosa dela dentro da CNBB dizendo que foi muito bem recebida lá quando em muitos lares, ela nem passa da porta. Afirmando ter grandes amigos lá. 


Dilma Rousseff declarou publicamente: "Falando com "ocê"... e "ocê" sabe disso..." Para quem quiser saber quem é o "ocê" é a jornalista Gisele Vitória da Revista "Isto É". Ela aparece fazendo as perguntas que "ocês" podem conferir com mais detalhes no YouTube (Tag: Dilma aborto. Vídeo do dia 06 de outubro de 2010); Dilma: "Todas as minhas amigas que eu vi passar por experiências assim (abortos) entraram chorando e saíram chorando."... "Além de ser uma agressão, dói." Uma vez que aborto é crime no Brasil, isso não está parecendo nada com "questão de saúde pública", mas de segurança pública. A questão pode até tomar rumo de caráter mais investigativo já que foram feitas declarações públicas afirmando que suas amigas (não especificadas) fizeram aborto num espaço físico (não especificado), com a ajuda de quem (também não especificado) e a Senhora Dilma Rousseff viu as amigas entrando e saindo para abortar (cúmplice?). Essas amigas choravam porque foram agredidas? Ou porque doeu? Quem agrediu quem? E os bebês? Quantos foram? Choraram? (Porque muitos são arrancados vivos! Como a sobrevivente de aborto com sal - Gianna Jessen.) Doeu neles? Ou só doeu nas amigas da candidata? E já sabendo que a história se repetia, ou seja, todas as vezes, todas choravam, sentiam dor e saiam baqueadas...Dilma não tentava impedi-las? Com uma amiga assim, ninguém precisaria ter inimigos.
Para piorar o que não poderia ser pior, Dilma Rousseff estava se condoendo das coitadinhas das mães que abortam usando... (é até difícil de escrever)... agulhas de tricô. Afinal o SUS poderá vir a matar os bebês com instrumentos melhores para a segurança das mães e piores para desgraça dos bebês. E Dilma acha que agulha de tricô para abortar está entre "métodos absolutamente medievais". Mas a Idade Média não foi justamente aquela que inovou começando a proteger os oprimidos doentes? Porque antes da Idade Média os doentes eram considerados fracos e, não poucas vezes, os fracos eram jogados fora pelos próprios pais, até para os lobos ou montanha abaixo. Idade Média, a que valorizou os doentes (antes desprezados) nos primeiros grandes hospitais gratuitos junto às catedrais? Acho que a História está se repetindo: Dilma, o PT, o aborto dos fracos... E, na contramão, os Bispos, as catedrais, a Igreja defendendo os fracos, os bebês...

Ora, aborto com ou sem agulha de tricô deve ser coisa do tempo dos bárbaros, provavelmente dos hunos. Dentre os bárbaros, os hunos foram aqueles que se destacaram pela sua alta crueldade, falta de cultura, não civilizados e violentos. Aliás, é só verificar quando foi o primeiro assassinato na história da humanidade. Com certeza é coisa do tempo de Caim quando matou Abel. O crime é bem mais antigo que a Idade Média.

Conta-se que um estrangeiro que nunca tinha visto uma banana chega ao Brasil e no restaurante do hotel ele fica curioso para "entender" aquela fruta. Afinal, nunca tinha se deparado com uma. Pensou... Pensou... E com seus parcos conhecimentos terminou descascando a banana, comendo a casca e jogando fora o "caroço" enooorme. Se dessem a banana a um macaco ele saberia perfeitamente o que fazer com ela. Da mesma forma acontece quando você resolve dar uma agulha de tricô compriiida na mão de alguém que não consegue desenvolver habilidades que exigem movimentos delicados como é o caso dos que sabem fazer tricô, bordar ponto cruz, fazer crochê... Nunca viu! Não sabe nem para o que serve! Dá no que dá: mau uso da agulha.

Mas com todas estas afirmações Dilma Rousseff não foi parar na delegacia. Sabe quem quase foi parar na delegacia em cena que parecia mais do filme "A Vida é Bela"? O senhor Paulo Ogawa, dono da gráfica que imprimia os panfletos do arqui-inimigo do PT, Dom Luiz Bergonzini, da Arquidiocese de Guarulhos. Enquanto da arquibancada a CNBB assistia o aborto de um dos arqui-planos de um Bispo Católico Apostólico Romano. Afinal a CNBB pode ficar tranquila porque se o PT ou a polícia der uma batida lá não vai achar a carta em defesa da vida nem no seu site.

Tiraram a carta rapidinho. Antes que Rousseff e seu Partido chegassem para a visita. E quando chegaram... a conversa mudou: água potável, casa própria, e lá pelas tantas uma leve perguntinha sobre o aborto. E de troco a discreta, disfarçada e evasiva respostinha de sempre: "Eu, particularmente, sou contra o aborto, mas..." . Por que será que não soa verdadeiro? (Porque não é!)

O Brasil inteiro, católicos, cristãos e não cristãos se posicionando principalmente, mas não somente, contra ou a favor do aborto e a CNBB prioriza perguntas à Dilma sobre temas do fim da pauta como água potável, moradia... É brincadeira!? Antes de tomar água potável ou não, morar numa casa própria ou não, é preciso ter a oportunidade de nascer; questão de prioridade, ou não? Porque senão, do jeito que o desprezo à Vida Humana vai, toda água do planeta ficará só para os peixinhos. "Ai se eu fosse um peixinho e soubesse nadar..."
E quem pensa que as únicas amigas da Dilma são aquelas do aborto, engana-se. Basta ver a despedida escandalosa dela dentro da CNBB dizendo que foi muito bem recebida lá quando em muitos lares, ela nem passa da porta. Afirmando ter grandes amigos lá. E que deve muitos favores à CNBB. Tudo registrado no YouTube. Quem seriam os grandes amigos? Quais os favores? Não dá para dizer todos os nomes ou desenhar o rosto?

Só quem perdeu o crédito foi a CNBB, porque a carta de Dom Bergonzini está ficando mais famosa que a de Pero Vaz de Caminha. Tem gente na internet trabalhando duro para que a carta se transforme na maior corrente que a Dilma, o PT e a CNBB já viram. A cópia da carta-mãe está à disposição na internet para quem quiser reproduzir. Fora as gráficas que com o download da carta querem imprimir de graça os panfletos proibidos. Estes não são os amigos da "Amiga do Rei", mas os verdadeiros amigos do quase procurado e algemado Dom Bergonzini.

Esta carta histórica já foi parar nos arquivos do Vaticano e com certeza terá lugar de destaque para que, amanhã, ninguém distorça os fatos ensinando aos alunos que a Igreja Católica se calou na questão dos bebezinhos do Brasil. Embora muitos tenham se calado, tenham mandado calar, e até ameaçado quebrar acordos feitos com a Igreja.

Impossível no atual momento querer que o povo separe religião de política, que não tome partido, ou não se torne pelo menos um fervoroso anti-Partido do PT. Principalmente, porque quando partidos vermelhos sobem ao poder é de praxe a perseguição a todos aqueles que acreditam em Deus, o que resulta em perseguir mais de 90% dos brasileiros. É muita ousadia e atrevimento!

Mas estas eleições estão prestando um ótimo serviço à população. Separando o joio do trigo. No PT, quem não concorda com todas as suas propostas de quem concorda com "todas", inclusive o aborto. Dilma e Lula estão dentro! Na CNBB, os que estão a favor da retirada da carta de Dom Bergonzini que pede claramente para não votarem nos contra a vida, contra a família, contra a liberdade de imprensa, contra o direito à propriedade privada e os que tem medo de falar que discordam. Entre os batistas, o corajoso Pastor Piragine está separado dos que discordam do seu fantástico pronunciamento no vídeo que também foi censurado. Nas gráficas, as que imprimem e as que não imprimem panfletos que o partido de Rousseff pode descobrir. Na mídia, jornalistas que se calam dos que levam notícias mesmo que elas não sejam as abençoadas pela CNBB, pelo PT, ou permitidas pelo PNDH3 - que nem está vigorando e já tem uma turma tremendo de medo. Quem quiser que fale agora ou calam-te para sempre.
Enfim, no 2º turno restou o "ou pela Dilma ou contra a Dilma" , "ou pela Igreja Católica Apostólica Romana ou pelos amigos da Dilma na CNBB" e "ou por Deus ou contra Deus". O caso de Dilma e seus suspeitos amigos cai como uma luva no ditado: "Diga-me com quem andas e te direi quem és". Com alteração de palavras, não de conteúdo, uns conhecem assim: Diga-me com quem andas e te direi se vou contigo. Já em época de eleição pode ser dito: Fale quem são seus grandes amigos da CNBB, diga à polícia o nome de todas aquelas suas amigas e ainda assim não irei contigo, não votarei em ninguém do PT e muito menos ainda em você, Dilma!



Márcia Vaz é escritora e palestrante.


Liberdade de Expressão VS Liberdade Religiosa

É intolerante quem defende e afirma publicamente as suas convicções políticas, ideológicas ou religiosas? Deve o Estado se imiscuir nestas questões?


Por Belcorígenes de Souza Sampaio Júnior, Advogado.



INTRODUÇÃO

A busca da liberdade (em sentido amplo) tem sido o âmago da questão dos movimentos históricos em prol da elevação do Ser Humano, sendo a autodeterminação o vértice dos movimentos sociais em prol dos chamados Direitos Humanos Fundamentais. A ânsia por se libertar da tirania e da opressão vicejou profundamente e com tal intensidade, que revoluções foram engendradas, países fundados, continentes conquistados e, infelizmente, milhões de vidas ceifadas. O estatuto das liberdades públicas, tal como hoje é concebido no âmbito das declarações de direitos humanos, foi solidificado com o sangue de milhões de mártires, vítimas da luta contra a dominação do corpo da alma e do espírito.

O termo LIBERDADE sendo um vocábulo análogo, pode significar a manifestação apenas de uma forma de liberdade, como a liberdade de locomoção, por exemplo, ou pode significar o conjunto das liberdades tuteladas pelos diversos estatutos de direitos humanos. De ordinário, esta última significação se faz presente quando o vocábulo é utilizado no plural: LIBERDADES. Podemos estabelecer então que em um sentido estrito a palavra LIBERDADE significa a expressão jurídica de alguma das formas de liberdade, e em sentido lato LIBERDADE significa um complexo instituto jurídico que possui como fundamentação a própria natureza humana.

Quanto à questão cognitivo-sociológica do ser humano, concordamos que as influências externas sobre o indivíduo modelam o seu material sensório e, com isto, podem ditar-lhe a conduta. Ser livre, neste contexto, significa apenas manobrar dentro do curto espaço das escolhas (e das possibilidades) limitadas. Mais isto não é pouco. É exatamente sobre o mundo das "escolhas", das idéias e dos valores que nos restam que projetamos a nossa identidade cultural. É este o espaço que precisa estar a salvo da ação do Estado e da sua interferência.

É certo que não cabe ao Estado laico promover os valores da religião. Tal idéia libertária, oriunda da revolução francesa, procurou definir os espaços próprios da ação de cada poder: o poder político e o poder religioso. Tal contribuição propiciou o fortalecimento da liberdade religiosa, com a proliferação de religiões e seitas em um ambiente livre da perseguição e da prevalência de uma religião oficial.
Paralelamente, livre das guias da igreja e com o advento da evolução cientifica, industrial e tecnológica, um novo homo-saber anti-religioso forjou-se no seio da sociedade. Também a revolução dos costumes, na década de 60, e bem assim, os humores da globalização, informam este ser humano do novo milênio, desprovido dos valores religiosos que por séculos espelharam o mundo ocidental.

Não obstante, e talvez seja adequado dizer que agora no papel de "contracorrente", os movimentos e grupos religiosos continuam a crescer. Os choques entre as duas cosmovisões são inevitáveis. São embates ideológicos, cabendo a cada grupo exercitar as suas liberdades de crença, convicção e expressão. A falta de uma visão equilibrada desta pluralidade ideológica, notadamente nos Estados com governos intitulados "progressistas", tem sido fonte de problemas.

Alguns destes Estados constitucionais, inclusive a Espanha e o Brasil, têm incorporado em suas políticas públicas determinados valores ideológicos visceralmente contrários aos valores religiosos Nestes casos é comum a alegação de que se está implantando o "laicismo" na sociedade". Ora, isto é uma mera falácia. Nunca a idéia de um Estado laico significou o combate à religião alguma. Estado laico é apenas o Estado separado da Igreja no plano político.

Estes são tópicos que precisamos detalhar, pois para muitos operadores do direito as respostas ainda não estão claras, e o exame envolve responder a algumas perguntas, por exemplo: pode ser classificado como intolerante quem defende e afirma publicamente as suas convicções políticas, ideológicas ou religiosas? Ou intolerante é quem não aceita que as suas convicções sejam publicamente contrariadas? Deve o Estado se imiscuir nestas questões? Existe um limite constitucional para estas ações?

Clique aqui e veja mais sobre a dimensão de liberdade laica e religiosa.

______________________________

* Mestre em Direito pela UFPE; Mestre em Direitos Fundamentais pela Universidade Pública de Burgos - Espanha; Doutorando (em fase final) em Direitos Fundamentais: Liberdade Religiosa, pela Universidade Pública de Burgos - Espanha; Professor de Direito Constitucional, Teoria do Direito e Hermenêutica Jurídica; Ex membro da Comisssão de Direitos Humanos da OAB/Ba; Palestrante Internacional.