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13 de jul. de 2011

Marta Suplicy fala sobre “novo” PLC 122.


Remodelagem e troca de nome e número turbinarão sua missão e essência?

Julio Severo
Em entrevista ao programa homossexual de rádio CBN Mix Brasil, transmitido em 10 de julho de 2011, a senadora petista Marta Suplicy fala tudo sobre o PLC 122 e reafirma que o projeto não será arquivado.
Ela também disse: “Temos de mudar o número do PLC 122. Uma coisa tem de ficar clara: Não vai ser eu, com o histórico que tenho de vida, que vou colocar o conteúdo do PLC 122 no lixo. Isso não existe”.
A entrevista traz revelações importantíssimas sobre as ações de Marta para avançar o novo e camuflado PLC 122.
Para ouvir a entrevista em duas partes, acesse:
Enquanto muitos estarão de férias em julho, Marta, Marcelo Crivella e outros estarão remodelando o PLC 122, com novo nome, número e aparência, para turbinar sua missão e essência.
Participa também da remodelação Toni Reis, presidente da ABGLT, a maior organização homossexual do Brasil,envolvida no escândalo de ter recebido milhões do governo federal para produzir o infame kit gay.
As artimanhas para avançar o PLC 122 estão mais para novela da Globo. Por pura coincidência, sua relatora passou anos no planeta global.
Primeiro, Fátima Cleide, a antiga relatora, e Iara Bernardi, a autora do projeto, haviam assegurado ao Brasil que o PLC 122 era apenas para proteger os homossexuais e não representava ameaça aos cristãos. Ambas pagaram caro nas urnas. E deviam também lavar a boca com sabão.
Depois, vem Suplicy que, para tentar agradar aos cristãos, promete garantir liberdade de expressão somente dentro das igrejas, conforme foi registrado em vídeo editado por mim aqui.
Quando esse truque não funcionou, Suplicy se reúne com o senador Magno Malta e outros políticos evangélicos amigos do PT. Malta, todo entusiasmado, disse que nesse encontro Marta afirmara ter sepultado o PLC 122, o que foi publicamente negado pela senadora.
Dias atrás, outro entusiasmado foi o senador Marcelo Crivella, que, para garantir que os cristãos possam ter assegurado o direito constitucional de criticar a sodomia pelo menos dentro dos templos, fez para Suplicy a concessão de aumentar as penas para os crimes contra o homossexualismo.
Essa concessão nos deixará numa situação interessante. Sem concessão, veja a realidade: Um homossexual adulto recentemente aliciou um menor de idade. Em outros tempos, tal crime poderia render uma pena pesada para o criminoso. Hoje, se esse homem homossexual chegar a ser considerado culpado, ele terá de fazer “doação de cestas básicas e prestação de serviços a comunidade”. Essa será sua punição.
Em contraste, pelo PLC 122, se você contratar um homem para sua empresa ou para trabalhar na sua casa, ou mesmo contratá-lo como professor particular de seus filhos para educá-los na sua casa, e o homem chegar para trabalhar vestido como mulher, você estará impedido de despedi-lo, sob pena não de fazer “doação de cestas básicas e prestação de serviços a comunidade”, mas de passar de dois a três anos na cadeia — como se você fosse mais perigoso do que um homossexual aliciador de menores!
Com o aumento da pena que Crivella recomendou, você poderá passar mais anos no xadrez, enquanto que o homossexual aliciador de menores de idade estará fazendo “doação de cestas básicas e prestação de serviços a comunidade”. O depravado fica à solta na comunidade enquanto que você, que é marido e pai de filhos, tem de ficar atrás das grades.
O texto preliminar que Marta entregou para Crivella está abaixo, mas preste atenção: A senadora deixou claro que esse não é o documento final. Haverá algumas “melhorias” nos próximos dias, numa novela que promete ter muitos capítulos pela frente.
Tal qual o entusiasmado Malta, Crivella está empolgado com a versão preliminar.
Mas vou ser sincero: não me sinto empolgado quando os amigos de Dilma Rousseff estão debatendo o nosso futuro. Quer sejam evangélicos ou não, os amigos da Dilma não são os nossos amigos. Quer sejam evangélicos ou não, os amigos do PT não são os nossos amigos.
O fato é que, mesmo sem nenhum PLC 122 no Brasil, já está havendo perseguição contra os cristãos. Em 2007, o Rev. Ademir Kreutzfeld, da Igreja Luterana de Santa Catarina, foi intimado por “homofobia”. Dias atrás, um pastor foi detido na Praça da Sé em São Paulo, porque um ouvinte gay “ofendido” chamou a polícia quando o pastor pregou textos bíblicos contra a sodomia.
Qualquer projeto de lei que dê o mínimo respaldo para a agenda gay será um prato cheio nas mãos dos militantes gays e seus simpatizantes.
Aqui vai o texto preliminar do novo PLC 122:
Criminaliza condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal para punir, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei define crimes que correspondem a condutas discriminatórias motivadas por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero bem como pune, com maior rigor, atos de violência praticados com a mesma motivação.
Art. 2º Para efeito desta Lei, o termo sexo é utilizado para distinguir homens e mulheres, o termo orientação sexual refere-se à heterossexualidade, à homossexualidade e à bissexualidade, e o termo identidade de gênero a transexualidade e travestilidade.
Discriminação no mercado de trabalho
Art. 3º Deixar de contratar alguém ou dificultar a sua contratação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos.
§ 1º A pena é aumentada de um terço se a discriminação se dá no acesso aos cargos, funções e contratos da Administração Pública.
§ 2º Nas mesmas penas incorre quem, durante o contrato de trabalho ou relação funcional, discrimina alguém motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
Discriminação nas relações de consumo
Art. 4º Recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos.
Indução à violência
Art. 5º Induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
Pena – reclusão, de um a três anos, além da pena aplicada à violência.
Art. 6º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 61……………………………………………………………………….
II…………………………………………………………………………………
m) motivado por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.”
Art. 121……………………………………………………………………………..
§ 2º……………………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………
VI – em decorrência de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)
Art. 129……………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………………….
§ 9o Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade ou em motivada por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.” (NR)
Art. 140……………………………………………………………………………..
“§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero:
………………………………………………………” (NR)
“Art. 288……………………………………………………………………………
…………………………………………………………………………………………
Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado ou se a associação destina-se a cometer crimes por motivo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de pessoa idosa ou com deficiência, gênero, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.
Art. 7º Suprima-se o nomem iuris violência doméstica que antecede o § 9º, do art. 129, do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

6 de jul. de 2011

O Estado “resolve-tudo”


O Estado brasileiro, a exemplo dos regimes socialistas, cada vez mais se arroga poderes de “resolve-tudo” em matéria social. Se continuar assim, a consequência – a médio e longo prazo – só pode ser o desastre.

Basta ver, por exemplo, o fracasso dos assentamentos de Reforma Agrária por todo o Brasil. Os assentados ou passam adiante os lotes por qualquer preço – pois para eles tudo é lucro – ou muitos acabam vegetando na miséria ou trabalhando fora do assentamento.

A partir do momento em que o Estado se apresenta diante do povo como uma grande mamadeira, a ele acorrem pressurosos não só os verdadeiros pobres mas também incontáveis oportunistas sob diversos rótulos como sem-terra, sem-teto, carente, excluído etc.

Para atender o número crescente dos que se dizem carentes, o Estado opta por sugar cada vez mais os contribuintes com mais impostos ou por aumentar a já pesadíssima divida interna e externa. O resultado final desta política, como o indica a experiência , não pode deixar de ser a queda da renda e do emprego.

Essa mentalidade socialista que tomou conta de grande parte de nossos dirigentes, faz do Estado um ente quase divino, que tem obrigação de prover a todas as necessidades. Na realidade, a médio e longo prazo, o Estado assistencialista não melhora a situação dos pobres e medianos e dificulta aos ricos empregar sua fortuna para o bem do País.

Na maioria das vezes, para os pobres uma política salarial bem conduzida é o caminho mais adequado para melhorar sua situação social e chegar a tornar-se proprietário.

Explica Plinio Corrêa de Oliveira que “é um efeito da justiça social que o salário não possa ser apenas o salário pactuado entre o proprietário e o trabalhador livremente, mas ele tem que atender três condições: ele precisa ser um salário mínimo, para dar o conveniente para o operário viver como homem e viver dignamente; tem que ser um salário justo, quer dizer, se o seu trabalho vale mais do que esse mínimo ele deve ser pago de acordo com o que vai a mais; e terceiro, deve ser um salário familiar, de maneira a permitir a manutenção da mulher, vivendo em casa, e dos filhos, até a idade que possam formados para trabalharam também. Isso é uma projeção dos princípios da justiça social no terreno dos salários. Isso eu estou inteiramente de acordo. Já foi definido por Pio XI, Pio XII, eu estou inteiramente de acordo” (Entrevista com o jornalista Hugh O’Shrwshgni, do “Financial Times”, em 12-10-1976, inhttp://www.pliniocorreadeoliveira.info/ENT%20-%201976-10-12_FinancialTimes.htm).

Se em determinadas situações o salário de mercado não cumpre com as condições acima descritas, corresponde ao empregador complementá-lo para satisfazer essas necessidades, baseado nos preceitos da justiça e da caridade cristãs; e, ao Estado, criar as condições para que o patrão possa cumprir com seus deveres e responsabilidades.

Se os pobres tiverem um salário digno, saberão administrar seus bens, prover a suas necessidades e comprar as terras ou casas que lhes convenham. Sem precisar do Estado “resolve-tudo”.

Fonte: http://www.ipco.org.br

13 de jun. de 2011

A fé do bispo contra os partidos



Cristiane Agostine para o jornal Valor Econômico.
O bispo mais polêmico da campanha vai se aposentar sem deixar a pregação.

A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos. Da sede da diocese de Guarulhos, o bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini prepara um texto para publicar em sua página na internet. A frase é o título de um artigo divulgado em seu blog, que fala dos riscos que as famílias correm com o kit gay, que seria distribuído em escolas pelo governo da presidente Dilma Rousseff. Se [o kit] não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?, questiona o documento compartilhado pelo religioso na internet. O bispo usa o site para se comunicar com as famílias católicas e alerta, em outro texto: Conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini criou o blog no ano passado (www.domluizbergonzini.com.br), quando ficou conhecido nacionalmente por defender o voto contra Dilma e o PT. À frente da diocese da segunda cidade mais populosa de São Paulo (1,3 milhão de habitantes), o religioso ajudou a colocar o aborto na pauta eleitoral. Há um ano, antes do início oficial da campanha, publicou um artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em que dizia que os verdadeiros católicos e cristãos não poderiam votar na candidata petista. No decorrer da campanha, articulou a distribuição de folhetos em igrejas defendendo o voto anti-PT.

A pregação de dom Bergonzini se dá além dos limites da diocese. O religioso considera o blog um instrumento da voz do Reino de Deus, como registra em um dos textos publicados em sua página na internet, e expressa suas ideias no jornal Folha Diocesana, do qual é fundador e jornalista responsável. O bispo, com 75 anos, é jornalista profissional, com registro adquirido por atuar na área desde seus tempos de padre.

Tenho bom relacionamento com petistas mas não aceito o PT, é o partido da morte

Pela internet, o bispo mostra sua influência em decisões que extrapolam o foro íntimo dos fiéis. No início do mês, dom Bergonzini recebeu na diocese o presidente da Dersa (empresa estadual responsável pela manutenção das rodovias), Laurence Casagrande Lourenço, para discutir o traçado do Rodoanel Norte. A obra é vitrine da gestão do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Tudo foi noticiado no blog.

No mês passado, o religioso mobilizou sua base católica e uniu-se a evangélicos em duas lutas: contra o KIT ANTI-HOMOFOBIA, preparado pelo governo federal para ser distribuído em escolas, e contra o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia. O kit gay abriu novas frentes de protesto contra Dilma e o governo teve de recuar e reformular o material. Já o PL 122, que tem a petista Marta Suplicy (SP) como relatora no Senado, é considerado heterofóbico por religiosos.

O resultado do engajamento é contado pelo bispo com um sorriso. Em 2010, depois de sua pregação contra a candidata a favor do aborto, Dilma perdeu no segundo turno em Guarulhos, apesar de ter ganho no primeiro turno no município. Antes das eleições, Dilma falou que era um atraso o Brasil ainda condenar o aborto. Bati firme, deu segundo turno e ela perdeu. E olha que a tradição aqui é petista, diz. Isso dá uma ideia de como o artigo funcionou. A cidade é comandada há três gestões pelo PT e em 2002 e 2006 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou lá nos dois turnos.

Dom Luiz Bergonzini lembra de outro caso em que sua intervenção foi sentida nas urnas. Em 1996, se revoltou com declarações do ex-prefeito Pascoal Thomeu, candidato à prefeitura de Guarulhos, e partiu para o ataque. Thomeu teria ofendido a igreja em um comício e o bispo chamou os católicos a boicotar o ex-prefeito. O religioso publicou um artigo no jornal da diocese contra o político e o texto foi distribuído pelos opositores do candidato. Ele perdeu redondamente, diz, ao recordar do ex-prefeito do PTB, morto em 2006.

Em pelo menos outros dois episódios o bispo usou sua influência contra candidatos. Quando era vigário em sua cidade natal, São João da Boa Vista, no interior paulista, diz que também derrubou o prefeito ao tomar atitudes semelhantes, sem recordar em que ano foi nem quem era o prefeito. Na campanha de 1985 pela Prefeitura de São Paulo, engrossou o coro contra Fernando Henrique Cardoso, depois que o candidato gaguejou ao ser questionado sobre a existência de Deus. Naquela eleição, FHC foi taxado de ateu.

O bispo relata as ameaças que sofreu. Na campanha de 2010, depois do primeiro turno, foi acordado numa madrugada por barulhos de rojões e gritos de que iria ser morto. Não fiquei com medo. Se acontecesse qualquer coisa comigo seria uma alta propaganda contra o PT, comenta. Não arredei o pé.

Dom Bergonzini não gosta do PT e diz que nunca votou no partido. Todo radicalismo é exagerado e o PT sempre foi um partido radicalista, comenta. Para o religioso, é o partido da morte. O motivo? Em dois congressos o partido fechou questão a favor da liberação do aborto. Em vez de promover a vida, promovem morte, diz. Os petistas, segundo ele, foram contaminados. Tenho um bom relacionamento com petistas, mas não aceito o partido, declara. Cita como exemplo o prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida. Eu o respeito e nos entendemos muito bem, mas lamento que seja do PT. Posso aceitar a pessoa, mas não posso apoiar um petista.

Sentado em sua sala na diocese, o religioso ajeita os cabelos com as mãos, ajeita o crucifixo no peito e começa a frase com um minha filha, ritual que repete quando demonstra incômodo.

Não aceito nenhum partido; Sou contra todos eles, diz. Minha filha, já falei mal do partido A, B, C. Não me prendo a nenhum. Para o bispo, as legendas não deveriam nem existir depois das eleições.

Os partidos e lideranças locais cortejam o religioso, que já foi convidado três vezes para disputar para a prefeitura: duas vezes em Guarulhos e uma em São João da Boa Vista. Não aceitou. O bispo não diz quais siglas o convidaram, mas afirma que não foi o PT.

A pressão do religioso contra o PT intensificou-se durante o governo Lula. Em 2005, o Ministério da Saúde editou uma norma técnica para os casos de aborto permitidos por lei e determinou que a vítima de estupro não precisaria apresentar um Boletim de Ocorrência (BO) para fazer o aborto, com base no Código Penal. Para o bispo, foi uma ação para flexibilizar a prática e tornou-se uma brecha.

Vamos admitir até que a mulher tenha sido violentada, que foi vítima… É muito difícil uma violência sem o consentimento da mulher, é difícil, comenta. O bispo ajeita os cabelos e o crucifixo. Já vi muitos casos que não posso citar aqui. Tenho 52 anos de padre… Há os casos em que não é bem violência… [A mulher diz] Não queria, não queria, mas aconteceu…, diz. Então sabe o que eu fazia? Nesse momento, o bispo pega a tampa da caneta da repórter e mostra como conversava com mulheres. Eu falava: bota aqui, pedindo, em seguida, para a repórter encaixar o cilindro da caneta no orifício da tampa. O bispo começa a mexer a mão, evitando o encaixe. Entendeu, né? Tem casos assim., do ah, não queria, não queria, mas acabei deixando. O BO é para não facilitar o aborto, diz.

O bispo continua o raciocínio. A mulher fala ao médico que foi violentada. Às vezes nem está grávida. Sem exame prévio, sem constatação de estupro, o aborto é liberado, declara, ajeitando o cabelo e o crucifixo.

O religioso conta de uma ação para dificultar o aborto em Guarulhos. Sua mobilização fez com que o Ministério Público notificasse o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e o sindicato dos profissionais de saúde de Guarulhos, Itaquaquecetuba e Mairiporã sobre a proibição da prática sem o BO, inquérito policial e autorização judicial.

Dom Bergonzini acha que a pessoa que se julga vítima tem de fazer o BO e apontar o nome do agressor. Filha, não existe nada debaixo do sol que não seja conhecido. É muito difícil. Se a pessoa fizer questão mesmo, vai fazer exame de espermatozoide, etc, vai descobrir [quem é agressor]. A Justiça tem de ir atrás. Para o bispo, com essa ação em Guarulhos, a igreja deu um passo à frente, embora, mesmo nesses casos, o aborto seja inaceitável.

A discussão sobre o aborto logo voltará ao centro do debate no país e o bispo diz estar preparado para orientar os fiéis. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal deve julgar a jurisprudência dos casos de anencefalia fetal.

Dom Bergonzini argumenta que a ciência não é infalível e, por isso, nada garante que o bebê nascerá sem cérebro. O bispo diz conhecer um caso em que foi diagnosticado anencefalia e recomendado o aborto, mas que a criança nasceu perfeitamente sã.

A profissão de fé do bispo, jornalista e blogueiro é a luta pela defesa da vida, contra o aborto. O tema é um dos mais abordados em seu blog. Na internet, os textos em defesa da vida são os que levam sua assinatura. Os artigos que debatem o homossexualismo são assinados por terceiros.

Dom Bergonzini lembra que durante a campanha de 2010 recebeu mais de mil e-mails. Nem 10% foram de críticas. As pessoas me falavam parabéns. Escreviam: ainda bem que o senhor teve coragem de falar, nós temos um bispo que usa calça comprida, nessa linha, relata.

O artigo de sua autoria, contra o PT, chegou à Espanha, Portugal, Bélgica, Alemanha e Holanda, segundo o bispo. Apanhei, mas bati bastante.

A maior polêmica se deu com os mais de 20 mil folhetos distribuídos em igrejas de vários Estados, reforçando o voto anti-PT. Antes do primeiro turno, o texto foi escrito por um padre da diocese de Guarulhos, assinado por três bispos e impresso pela regional Sul 1, da CNBB de São Paulo. A fama, no entanto, ficou com dom Bergonzini, que assumiu a autoria do texto. O conteúdo reiterava o que o religioso já tinha publicado no jornal da diocese. Os folhetos foram apreendidos pela Polícia Federal e mesmo depois de a distribuição ser proibida, o texto circulou entre católicos.

A polêmica fez com que parte da CNBB fizesse ressalvas à atuação do bispo e dissesse que não era a opinião da igreja. O religioso discorda. Não é a minha posição. É a posição da igreja que eu defendo. Está no Evangelho.

A atuação religiosa de dom Bergonzini se mistura com suas intervenções em temas políticos. Ainda padre em São João da Boa Vista, foi diretor-responsável de um jornal local. Escrevia sobre a cidade e quando tinha problema religioso, escrevia sobre isso também, conta. Anos depois de chegar a Guarulhos, em 1992, fundou o jornal da diocese, que publica artigos com temas ligados à igreja e com sua opinião.

O bispo analisa que é natural a igreja indicar para seus fiéis, nas eleições, quem são os bons candidatos. Minha filha, diz, a igreja tem obrigação de defender a fé e a moral, então tem que alertar o povo na eleição, discorre. Os políticos não fazem isso? Se eles têm o direito de falar mal de um partido, por que a igreja e um padre não podem manifestar sua opinião? É questão de coerência.

Os seis primeiros meses de governo Dilma não arrefeceram o ânimo de dom Bergonzini contra a presidente. A qualquer momento, diz, o governo tentará avançar em direção ao aborto. Em sua análise, Dilma escolheu para a equipe uma abortista confessa, que tentará emplacar mudanças, sem citar um nome. É a história do macaco que queria tirar uma castanha do fogo, mas, para não se queimar, pegava a mão do gato e tirava a castanha, explica. Dilma está fazendo isso. Ela não quer botar a mão lá, porque se queima.

Nas próximas eleições, o religioso não pretende sair da linha de frente dos debates envolvendo a igreja e a política, apesar de estar prestes a se aposentar. Pelo menos um político já está na mira: o deputado federal Gabriel Chalita. Eleito com a segunda maior votação em São Paulo, Chalita é ligado à igreja carismática e é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo. O Chalita – pode colocar isso porque já falei na cara dele, não tenho medo – para mim não é pessoa confiável. Em questão de meses pertenceu a três partidos. A escolha que ele faz é de interesse próprio, não da comunidade, diz. No início do mês, o deputado migrou do PSB para o PMDB, depois de já ter passado pelo PSDB. Ele usou a Canção Nova para se eleger e provocou uma cisão por lá ao apoiar Dilma. Isso contrariou a nossa filosofia religiosa, afirma. Só a campanha contra coaduna com sua doutrina.

Dom Bergonzini deve deixar o cargo de bispo às vésperas da eleição de 2012. Ao completar 75 anos, em 20 de maio, pediu aposentadoria ao papa Bento XVI, como é a praxe, e ficará na função até seu sucessor ser nomeado. O prazo médio é de um ano. Depois, será nomeado bispo emérito e não comandará mais a diocese. O religioso, no entanto, quer continuar em Guarulhos.

Licenciado em filosofia e teologia, dom Bergonzini está há 30 anos na cidade, dos quais 19 anos como bispo. Celebro missa desde que fui ordenado, comungo desde o dia de minha primeira comunhão, 23 de outubro de 1940, diz. O religioso ressalta que pode e deve continuar rezando missas, mesmo aposentado. E ameaça: não vai sair de cena.

Fonte: http://diasimdiatambem.com/2011/06/13/a-fe-do-bispo-contra-os-partidos/

7 de abr. de 2011

Minas Gerais: Justiça obriga evangélico a recolar crucifixo em parede de Câmara Municipal


06.04.2011 - O juiz Evandro Cangassu, de João Monlevade (MG), expediu na tarde de hoje (5, terça-feira) liminar dando 24 horas ao presidente da Câmara Municipal, Carlos Roberto Lopes (PV), o pastor Carlinhos, para colocar o crucifixo (foto) no plenário de onde tirou no começo do ano. A cidade tem cerca de 75 mil habitantes e fica a 110 km de Belo Horizonte .

A decisão do juiz atende a uma ação popular movida pelo advogado Teotino Damasceno Filho. A justificativa do pastor Carlinhos para retirada do crucifixo foi de que o Estado é laico e, por isso, as repartições públicas não podem ostentar símbolos religiosos.

Contudo, católicos entenderam o gesto com intolerância de crença, porque, para eles, se houvesse na Câmara uma referência evangélica, o pastor a manteria intacta.

Na ação popular, o advogado Damasceno argumentou que a presença de símbolos religiosos em repartições públicas é uma expressão da cultura brasileira, não ferindo, portanto, segundo ele, a laicidade do Estado.

O expurgo do crucifixo da Câmara dividiu os evangélicos da cidade. Para alguns, o pastor Carlinhos tomou uma iniciativa belicosa sem necessidade, e, para outros, a reação dos católicos foi despropositada, impedindo que a Câmara se dedique a assuntos mais importantes.

O vereador poderá recorrer da decisão.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/


Fonte: Rainha Maria

21 de mar. de 2011

Da Alemanha ao Brasil… Apenas um passo!


Segundo a Agência de Notícias ACI do dia 09 de março, o governo alemão condenou uma mãe de família a 43 dias de prisão só por negar, por convicções morais, que seus filhos assistissem a aulas de “educação sexual” numa escola primária.

E esse não é um caso isolado. Desde 2006, só na Alemanha, chega a 35 o número de condenações – multa que varia de 200 a 2.000 euros ou mesmo retenção - pelo mesmo motivo.

“O que está atrás de tudo isto é uma ideologia” que afirma que “os filhos são do estado, tanto sua consciência como seu desenvolvimento… Ao final é um tipo de totalitarismo que no melhor dos casos não se impõe pelas armas, mas se impõe pelas ideologias“, afirmou Teresa García-Noblejas, Secretária Geral e de Comunicação de Profissionais pela Ética (PPE).

E ainda acrescentou: “esperamos e desejamos que haja uma condenação para a Alemanha pois do contrário isto seria um precedente perigoso para os pais e os cidadãos europeus, porque ao final se esta liberdade for posta em interdição, muitas outras ficarão também ameaçadas“.

É bem precisamente o que está para acontecer no Brasil. O PNDH-3 prevê, dentre outras coisas, a desconstrução da “heteronormatividade” bem como dos “estereótipos relativos às profissionais do sexo.” Ou seja, se uma mãe de família se negar a deixar seus filhos serem “desconstruídos” poderá sofrer as conseqüências…

E o que está faltando para isso acontecer? Apenas um passo!


Fonte: IPCO