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29 de jun. de 2010

A Imaculada Conceição da Virgem Maria


"Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lc 1,28)
A Imaculada Conceição da Virgem Maria é uma Verdade, que a Igreja discerniu com o tempo, assim como o fez ao ensinar que Cristo possui duas naturezas (a humana e a divina). Neste opúsculo, na medida que o Senhor nos permitir, procuraremos expor esta doutrina mostrando sua perfeita comunhão com as Sagradas Escrituras.

A Doutrina
O credo na Imaculada Conceição da Virgem Maria consiste em que Deus no momento da conceição da Virgem (união da alma com o corpo) impediu que sua alma (criada por Deus) fosse manchada pelo corpo, que possuía o germe corrompido do pecado original. Deus fez isso pelos méritos de Cristo, a fim de preparar o tabernáculo onde Cristo entraria e chegaria ao mundo.
O Testemunho de São Lucas
Uma das provas da imaculada conceição da Virgem Maria está na saudação do Anjo Gabriel. São Lucas, ao registrar que a Maria é ?cheia de graça? utilizada a palavra grega ?charitoo?, que é utilizada na Sagrada Escritura para designar a Graça no sentido pleno ou em toda sua plenitude.
Por esta razão, São Jerônimo, o maior especialista cristão nas línguas sagradas, no séc. IV ao traduzir as Escrituras para o latim (versão conhecida como Vulgata), traduziu a expressão grega como "gratia plena", que em português seria ?graça plena?.
Que plenitude da Graça era essa que Maria alcançou? Era a Graça original, a Graça perdida no tempo em a nossa natureza humana não estava sujeita ao pecado, mas caiu nele por livre escolha.
Deus ao preservar a Virgem da transmissão do pecado original, a transforma em uma Nova Eva, Mãe da Igreja e dos Cristãos.
A Necessidade da Imaculada Conceição
O pecado é a ofensa a Deus, ele O entristece, desta forma, a Segunda Pessoa da Trindade não poderia ser concebido em um ventre sujeito ao pecado. Ora, quando recebemos alguém em nossa casa procuramos deixar a casa em ordem, limpa, para que nossos convidados se sintam bem, se sintam acolhidos. Devemos entender a imaculada conceição da Virgem, como esta arrumação, providenciada pelo próprio Deus, pelos méritos de Cristo, para que Ele pudesse se encarnar.
Uma figura da Imaculada Conceição está no livro de Josué, onde lemos:
"Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar diante de vós o Jordão. Tomai doze homens, um de cada tribo de Israel. Logo que os sacerdotes que levam a arca de Javé, o Senhor de toda a terra, tiverem tocado com a planta dos seus pés as águas do Jordão, estas serão cortadas, e as águas que vêm de cima pararão, amontoando-se. O povo dobrou suas tendas e dispôs-se a passar o Jordão, tendo diante de si os sacerdotes que marchavam na frente do povo levando a arca. No momento em que os portadores da arca chegaram ao rio e os sacerdotes mergulharam os seus pés na beira do rio - o Jordão estava transbordante e inundava suas margens durante todo o tempo da ceifa -,as águas que vinham de cima detiveram-se e amontoaram-se em uma grande extensão, até perto de Adom, localidade situada nas proximidades de Sartã; e as águas que desciam para o mar da planície, o mar Salgado, foram completamente separadas. O povo atravessou defronte de Jericó" (Js 3,11-16) (grifos meus).
Da mesma forma como nos tempos de Josué, o Senhor impediu que as águas do Jordão tocassem a Arca da Aliança, o Senhor também impediu que as torrentes do pecado original tocassem a alma da Virgem no momento de sua conceição, com o fim único de preparar o tabernáculo pelo qual Cristo viria.
Por isso o escritor sagrado deixou registrado: "Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo)" (Hb 9,11) (grifos meus).
Se a Virgem não foi preparada para ser a Mãe do Salvador, ela de forma alguma seria "um tabernáculo mais excelente e mais perfeito ".
Respondendo às objeções
1 - A Bíblia afirma que todos pecaram
Alguns apresentam como principal objeção à Imaculada Conceição, as seguintes palavras de São Paulo: "com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rm 3,23).
Essa é uma lei geral, mas sabemos que existem exceções a leis gerais. Por exemplo, também está escrito: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo" (Hb 9,27).
No entanto o morto que Elizeu ressuscitou, Lázaro, a filha do Centurião, e tantos outros exemplos de pessoas que foram ressuscitadas, morreram duas vezes.
Devemos nos lembrar que São Paulo escreveu em grego. Onde lemos "todos" ele utilizou a palavra  "pas" que também possui sentido mais geral. Esta palavra designa cada indivíduo de um gênero ou grupo se precedida do mesmo, caso contrário ela tem sentido coletivo de forma geral.
Por exemplo, em Mt 1,17 lemos: "Portanto, [todas] as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações" (Mt 1,17).
No português, a palavra "todas" (que coloquei entre colchetes) não aparece, mas ela está presente no original grego, onde o versículo começa da seguinte forma: "oun pas genea". A expressão "pas genea" significa "todas as gerações". Assim o escritor sagrado quer deixar bem claro que de Abraão até Davi, TODAS as gerações sem exceção foram quatorze.
"Sua fama espalhou-se por toda a Síria: traziam-lhe [todos] os doentes e os enfermos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos. E ele curava a todos" (Mt 4,24).
Assim como no exemplo anterior, a palavra "todos" que não aparece no português, está presente no original grego. A expressão "todos os doentes" foi escrita em grego como "pas kakos echo". Aqui também o escritor sagrado quer deixar bem claro que Jesus curou TODOS os doentes que lhe trouxeram, sem exceção.
Já que demonstramos o uso de "pas" na totalidade, vamos demonstrar o uso de forma geral.
Por exemplo, ainda em Mateus lemos: "Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mt 10,22). Em grego o versículo começa da seguinte forma: "kai esomai miseo hupo pas dia mou onouma". A expressão  "hupo pas dia mou onouma" significa "por todos por causa do meu nome ".
Aqui o evangelista está se referindo a "todos" de forma geral, não a todos sem exceção, pois, nem todos os homens odiaram os cristãos por causa de Cristo.
O que queremos demonstrar é que "pas" como foi empregado por São Paulo, não tem o sentido de TODAS as pessoas sem exceção, mas significa as pessoas de forma geral. Além do mais, se quisermos dar a  "pas" um emprego que o Apóstolo não deu e que pela exegese bíblica ela não tem, cairíamos em heresia, pois deveríamos afirmar que Cristo também pecou, já que também era homem. Se "todos" são todos os homens, por conseqüência deveremos negaremos que Cristo é verdadeiro homem. Se Cristo foi exceção, por quê não poderá ter havido outras exceções? Estaria Deus limitado a operar tal milagre?
Lamento muito, mas Rm 3,23 não pode ser usado para negar a Imaculada Conceição da Virgem Maria.
2 - Maria não pode ser imaculada, pois afirma que Deus é seu Salvador
Outra tentativa para negar a Imaculada Conceição da Virgem, são as palavras dela mesma conforme o testemunho de São Lucas: "E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador" (Lc 1,46-47).
Sinceramente, eu não vejo como a Graça de Deus operada na Virgem possa negar que este mesmo Deus seja seu o Salvador. Seria o mesmo que dizer que Deus não é o salvador de Elias, por tê-lo arrebatado em vida.
Um bombeiro que tira alguém soterrado em um buraco ou que impede que alguém caia e seja soterrado em um buraco, por acaso não foi o salvador de ambas as vidas?
Muitos cristãos crêem que Moisés não morreu de fato, devido ao mistério que a Escritura coloca sobre sua morte. Se Deus realmente ressuscitou Moisés, por acaso deixou Ele de ser seu Salvador?
São Paulo no ensina que "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1 Cor 15,14) e ainda "E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados" (1 Cor 15,17).
Isso mostra que Jesus se tornou nosso Salvador após Sua morte e ressurreição. Então, como Deus poderia ter sido o Salvador da Virgem no momento da anunciação? A resposta é simples: da mesma forma como foi o Salvador de Elias e Moisés, isto é, através de uma operação extra-ordinária da Sua Graça. Desta forma, as palavras da Virgem Maria não negam o milagre nela operado, ao contrário, só o confirmam, pois ela declara que Deus é o seu Salvador, mesmo antes do mesmo ter nascido, morrido e ressuscitado.
3 - Jesus não necessitaria que Sua Mãe fosse imaculada, pois poderia operar na Sua própria conceição o milagre que os católicos crêem que foi operado na Virgem.
Primeiramente, com exceção dos Adventistas, todos os cristãos concordam que Jesus era imaculado. E isto está mesmo presente no ensinamento Paulino, onde lemos:
"Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo e que nos últimos tempos foi manifestado por amor de vós" (1 Pd 18-20) (grifos meus).
Uma coisa é ter pecado em Adão e outra coisa é pecar pessoalmente. Pecar em Adão é nascer com a mancha do pecado original. Pecar pessoalmente é cometer algum pecado.
São Paulo quando afirma que Jesus era imaculado, testifica que Ele em sua natureza humana não possuía a mácula do pecado original, por isso chama o Senhor de "o Cordeiro imaculado". E para confirmar que Jesus não possuía o "defeito de fabricação" que a natureza humana herdou de Adão, complementando "e sem defeito algum". Então São Paulo nos ensina que Jesus é "o Cordeiro imaculado e sem defeito algum" do pecado de Adão.
É verdade que o mesmo milagre que nós católicos cremos que Jesus operou em Sua Mãe, ele poderia ter operado na sua própria conceição. Mas como já expomos, e queremos lembrar, o pecado é a ofensa a Ele, por isso ele JAMAIS poderia ser concebido num ventre sujeito ao pecado.
Também devemos lembrar que o "precioso sangue de Cristo" é o mesmo sangue de Maria. Os cromossomos do Senhor são 100% marianos.
Por isto, Salomão inspirado pelo Espírito Santo profetizou sobre a encarnação do Verbo: "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado" (Sb 1,4). E por esta mesma razão o autor de Hebreus, chama o ventre de Maria de "um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo)" (cf. Hb 9,11).

Mártires dos nossos dias



















Os cristãos estão sendo martirizados mais do que em qualquer outro época da história da cristandade. Pe. Paulo Ricardo nos leva a mergulhar na teologia do martírio.


Clique aqui e ouça a pregação.

28 de jun. de 2010

Aborto é inserido como tema de novela da Globo











- Em um editorial aparecido no Jornal Diário de Marília e divulgado pelo Movimento em Defesa da Vida (MDV), o Dr. Valmor Bolan critica a Rede Globo por colocar o aborto como tema da sua novela Passione.

O sociólogo denuncia também que o aborto “não é somente uma questão de saúde pública, mas uma estratégia política de poderosos grupos econômicos que interessam impor a mentalidade anticonceptiva na sociedade brasileira e também na América Latina”.

“Pela primeira vez, a Rede Globo coloca como tema da novela das nove, a questão do aborto. Alinhada com o pensamento do governo federal (que há quase duas décadas tenta legalizar o aborto no Brasil), sua abordagem é reforçar o discurso do governo, que defende o aborto como questão de saúde pública”, relata o Dr. Bolan em seu artigo.

Ele recorda também que o PL 1135/91, “que tramita no Congresso Nacional, foi rechaçado pela Comissão de Seguridade Social e Família, em dezembro de 2005, e novamente repudiado pela mesma Comissão da Câmara dos Deputados, em 7 de maio de 2008, por unanimidade (33 votos a zero), fato inédito na história do parlamento brasileiro, principalmente se tratando de deliberações controversas. O mesmo projeto de lei foi reprovado também pela Comissão de Constituição e Justiça, devendo ser apreciado e votado pelos deputados da próxima legislatura”.

“Não sendo possível aprovar a legalização do aborto pela via legislativa, há empenho de muitas ONGs e entidades pró-aborto em viabilizá-lo via judiciária, com a aprovação da ADPF 54, que visa autorizar o aborto em casos de anencefalia pelo Supremo Tribunal Federal, abrindo assim a porta para a legalização do aborto no Brasil, conforme declaração do Ministro Marco Aurélio Mello, relator da ADPF 54”, denunciou Valmor Bolan.













“O aborto não é somente uma questão de saúde pública, mas uma estratégia política de poderosos grupos econômicos que interessam impor a mentalidade anticonceptiva na sociedade brasileira e também na América Latina, visando inclusive à redução demográfica (que já ocorre significativamente sem leis opressoras)”, destacou o acadêmico brasileiro.

Finalmente o acadêmico brasileiro afirma que o assunto do aborto e sua legalização “merece um debate sério, pois o que vemos é uma mídia incentivando a sexualidade precoce e irresponsável, em vez de valorizar a fidelidade e o compromisso nos relacionamentos. O aborto é efeito de uma cultura perversa que reduz a pessoa humana a objeto de consumo e à lógica do descartável. Daí que precisamos estar atentos para que possamos ter força para afirmar a cultura da vida, num meio de grandes ameaças ao bem da vida e da pessoa humana”.

O Dr. Valmor Bolan tem um Doutorado em Sociologia e é Diretor da Universidade Corporativa Anhanguera e de Relações Institucionais da Anhanguera e Reitor do UNIA.

27 de jun. de 2010

O que é Escatologia?


O estudo da Escatologia individual diz respeito aos acontecimentos que afetarão cada indivíduo no fim de sua jornada terrestre. São eles: Morte, Juízo Particular, Purgatório, Inferno e Céu. E a Escatologia coletiva trata dos acontecimentos relacionado com o fim dos tempos, a saber: Parousia (2a. vinda de Cristo), Ressurreição da Carne, Juízo Final ou Universal e os "Novos Céus e Nova Terra".



A MORTE é onde se dá a separação entre o corpo e a alma. Deus não é o autor da morte. Foi o homem que, usando mal a liberdade que Deus lhe deu, pecou, e ao pecar, permitiu que a morte entrasse no mundo.


O JUÍZO PARTICULAR ocorre imediatamente após a morte, e define se a alma vai para o Céu, inferno ou purgatório. Não há uma ação violenta de Deus, mas simplesmente a alma terá nítida consciência do que foi sua vida terrestre, e assim, se sentirá irresistivelmente impelida para junto de Deus (Céu), ou para longe da presença de Deus (Inferno) ou ainda para um estágio de purificação (Purgatório).

O PURGATÓRIO é o estado em que as almas dos fiéis que morrem no amor a Deus, mas ainda com tendências pecaminosas, se libertam delas através de uma purificação do seu amor. Ou seja, são almas justificadas, mas que ainda precisam ser santificadas (clique AQUI para maiores detalhes). O Purgatório fortalecerá o amor de Deus no íntimo da pessoa, a fim de expurgar as más tendências. Todas as almas do Purgatório, posteriormente, irão para o Céu.


O INFERNO é um estado de total infelicidade. É viver eternamente sem Deus, sem amar, sem ser amado. A alma percebe que Deus é o Bem Maior, mas sua livre vontade o rejeita e sabe que estará para sempre incompatibilizada com Deus. Isso gera um imenso vazio na alma que passa a odiar a Deus e às suas criaturas. Só vai para o inferno quem faz uma recusa a Deus consciente, livre e voluntária. Mas como pode existir o inferno se Deus é bom e nos ama? Veja a resposta AQUI.


O CÉU não é um lugar acima das nuvens, mas sim, um estado de total Felicidade capaz de realizar todas as aspirações do ser humano. No Céu participamos da Vida de Deus. E quanto maior for o amor que a pessoa desenvolveu neste mundo, mais penetrante será a participação na Vida de Deus. Assim, no Céu todos são felizes, mas em graus variados, pois cada um é correspondido na medida exata do seu amor. Deus é Amor, amor que se dá a conhecer a quem ama. Não há monotonia no Céu, mas sim, uma intensa atividade de Conhecer e Amar.


Vale aqui o registro de que o Limbo seria o "local" eterno onde ficariam as crianças que morrem sem o Batismo. Não teriam a visão sobrenatural de Deus, mas uma visão natural mais perfeita do que temos. No entanto, o Limbo sempre foi uma suposição e jamais foi um artigo de fé. Ao invés disso, tais crianças são confiadas pela Igreja à misericórdia de Deus, que acreditamos ter um caminho de salvação própria a elas.
Fonte: Apostila do Mater Ecclesiae - Escatologia.

21 de jun. de 2010

Ser Santos para ajudar a edificar a Igreja, pede o Papa Bento XVI a bispos brasileiros



















VATICANO, 19 Jun. 10 / 05:37 pm
- Ao receber esta manhã os bispos do Brasil do Regional Leste 2, que concluem hoje sua visita ad limina, o Papa Bento XVI recordou aos prelados que só com a santidade pessoal serão capazes de ajudar os fiéis a edificarem a Igreja, através da vivência cotidiana da fé e o amor, através de sua missão de servir e governar a porção do povo de Deus que lhes é confiada.




"Chamados a ser Santos, com quantos em qualquer lugar invocam o nome de Jesus Cristo, nosso senhor, da nossa parte e deles, graça a vós e paz de parte de Deus, Nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo", com estas palavras do apóstolo Paulo, na primeira carta aos Coríntios, o Santo Padre acolheu com grande afeto os bispos brasileiros.



Depois de recordar que os bispos "como mestres e doutores da fé, têm a missão de ensinar com audácia a verdade, que deve ser acreditada e vivida, apresentando-a de forma autêntica", Bento XVI evocou seu discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida; e ressaltou que a Igreja tem como tarefa conservar e alimentar a fé do povo de Deus e de recordar também aos fiéis que, pelo batismo, estão chamados a serem discípulos e missionários de Jesus Cristo.



Seguidamente o Papa os alentou a ajudarem "os fiéis confiados a seus cuidados pastorais a descobrirem a alegria da fé, a alegria de serem amados pessoalmente por Deus, que entregou o seu Filho para nossa salvação. Como bem sabem, acreditar consiste sobre tudo em abandonar-se a este Deus que nos conhece e ama pessoalmente, aceitando a Verdade que Ele revelou em Jesus Cristo, com a atitude que nos leva a ter confiança nele como revelador do Pai. Queridos irmãos, tenham grande confiança na graça e saibam infundir esta confiança em seu povo, para que a fé seja sempre guardada, defendida e transmitida em sua pureza e integridade".



"Como administradores do supremo sacerdócio, devem procurar que a liturgia seja verdadeiramente uma epifania do mistério. Quer dizer, expressão de natureza genuína da Igreja, que ativamente presta culto a Deus, por Cristo no Espírito Santo", disse o Papa e acrescentou "de todos os deveres de seu ministério, ‘o mais imperioso e importante é a responsabilidade no que diz respeito à celebração da Eucaristia’".



E depois reiterar neste contexto, o que estabelece a Exortação Apostólica pós-sinodal, Pastores gregis, de João Paulo II, "sobre o bispo servidor do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo", Bento XVI animou os bispos a impulsionarem o encontro pessoal com Cristo: "O ‘múnus’ (missão) de santificar que receberam vos impõe deste modo serdes promotores e animadores da oração na cidade humana, freqüentemente agitada, ruidosa e que se esquece de Deus: devem criar lugares e ocasiões de oração, onde em silêncio, escutando a Deus em oração pessoal e comunitária, o homem possa encontrar e fazer a experiência viva de Jesus Cristo, que revela o rosto autêntico do Padre".



"É preciso que as paróquias e os santuários, os ambientes de educação e de sofrimento, assim como as famílias se tornem lugares de comunhão com o Senhor", acrescentou.



Os bispos como guias do povo cristão, devem promover a participação de todos os fiéis na edificação da Igreja, governando com coração de servo humilde e de pastor afetuoso, tendo como meta a glória de Deus e a salvação das almas. É um direito e um dever: "Em virtude do múnus de governar, o bispo está chamado também a julgar e disciplinar a vida do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, através de leis, diretivas e sugestões, como está previsto na disciplina universal da Igreja".



O Santo Padre indicou que "este direito e dever é muito importante para que a comunidade diocesana permaneça unida em seu interior e caminhe em sincera comunhão de fé, de amor e de disciplina com o bispo de Roma e com toda a Igreja. Por isso, não se cansem de alimentar nos fiéis o sentido de pertença à Igreja e a alegria da comunhão fraterna".



O Papa se referiu logo à vital importância da santidade pessoal: "o governo do bispo só será pastoralmente proveitoso ‘se goza do apoio de uma boa credibilidade moral, que deriva de sua santidade de vida. Esta credibilidade predisporá as mentes para acolher o Evangelho anunciado por ele em sua Igreja e também as normas que estabelece para o povo de Deus. Por isso, plasmado interiormente pelo Espírito Santo, cada um de vós faça-se tudo para todos, propondo a verdade da fé, celebrando os sacramentos de nossa santificação e testemunhando a caridade do Senhor".



"Acolham com o coração aberto a quantos chamam a sua porta: aconselhem, consolem e sustentem no caminho de Deus, procurando guiar a todos por aquela unidade na fé e no amor do qual, por vontade do Senhor, devem ser princípio e fundamento visível de suas dioceses", concluiu o Pontífice.

16 de jun. de 2010

Católicos defendem Catedral de Lyon contra manifestação homossexual

.- Duzentos jovens católicos reunidos no átrio da Catedral de Lyon, na França, congregaram-se pacificamente no átrio deste templo para defender o de uma manifestação anti-católica organizada por alguns representantes do lobby homossexual que queriam realizar um evento chamado “kiss-in”, no qual diversos casais do mesmo sexo iriam beijar-se para “celebrar” o “Dia Mundial contra a Homofobia”.

Os fatos aconteceram no último 18 de maio na Praça de Saint Jean. Em meio de um cordão policial, os católicos responderam às blasfêmias e insultos de maneira pacífica cantando e rezando de joelhos.

Entre os cartazes dos católicos que se reuniram no lugar se podia ler um maior que os outros: “Não mais católico-fobia!”. Outros dos lemas que se ouviram, enquanto sustentavam uma bandeira do Vaticano, foram: “Saint Jean (a Catedral) é nossa!”, “Europa, Juventude, Cristianismo!”

Durante a defesa os jovens católicos também cantaram a Maria, de joelhos: “Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores”.

Finalmente, e depois de três horas da defesa da Catedral por parte dos católicos, a polícia dispersou os homossexuais e também agrediu e prendeu a alguns dos católicos. Para alguns bloggers, este fato culminou com uma vitória moral dos jovens defensores do Saint Jean, ao impedirem o polêmico “kiss-in”.

Em declarações à Télé Lyon Métropole, um dos defensores da Catedral assinalou que “era possível fazer a manifestação ontem, mas não foi feita, e por que não? e diante da Catedral, isto é um gesto de provocação. Acredito que a homossexualidade, concretamente os atos homossexuais carecem de pureza e de alguns ideais”.

Receber Cristo na Eucaristia para servir com caridade os outros, exorta o Papa Bento XVI

.- Ao inaugurar ontem na Basílica de São João de Latrão o Congresso da Diocese de Roma sobre o tema "seus olhos se abriram, o reconheceram e o anunciaram. A Eucaristia dominical e o testemunho da caridade", que se celebra entre os dias 15 e 17 de junho, o Papa Bento XVI exortou os presentes a receberem o Senhor Jesus presente no Santíssimo Sacramento e a partir desse encontro servir com caridade a outros.

Bento XVI afirmou que "a fé nunca se pode dar por suposta, porque cada geração tem necessidade de receber este dom através do anúncio do Evangelho e de conhecer a verdade que Cristo nos revelou. A Igreja, portanto, se esforça constantemente por oferecer a todos o depósito da fé, no qual está contida também a doutrina sobre a Eucaristia. Hoje, por desgraça, os fiéis não compreendem suficientemente o valor profundo e a importância desta doutrina para sua vida. Por isso é importante uma melhor compreensão do mistério do Corpo e do Sangue do Senhor".

Falando da Santa Missa, o Papa sublinhou que quando se celebra "respeitando as normas litúrgicas e se valoriza adequadamente a riqueza dos sinais e gestos, se fomenta e se promove o crescimento da fé eucarística". Neste sentido, convidou a "redescobrir a fecundidade da adoração eucarística e a evitar que nossa ação apostólica se reduza a um ativismo estéril, para que seja um testemunho do amor de Deus".

"Nutrindo-nos Dele somos liberados dos vínculos do individualismo, e por meio da comunhão com Cristo, chegamos a ser, juntos, uma só coisa, seu Corpo místico. Deste modo se superam as diferenças devidas à profissão, condição social, nacionalidade, porque nos descobrimos membros de uma única grandefamília, a família dos filhos de Deus, na qual se outorga a cada um uma graça especial para o bem comum".

O Santo Padre assinalou que "quando recebemos a Cristo, o amor de Deus se estende em nossos corações, ele os muda radicalmente e nos faz capazes de gestos, que pela força difusiva do bem, podem transformar a vida de quem está ao nosso lado".

"Por isso, para o discípulo de Jesus, o testemunho da caridade não é um sentimento passageiro, pelo contrário, é o que configura a vida em todas as circunstâncias". Neste contexto, o Papa animou a todos a "comprometerem-se no âmbito delicado e crucial da educação à caridade, como dimensão permanente da vida pessoal e comunitária".

Depois de ressaltar que Roma "pede aos discípulos de Jesus, junto a um anúncio renovado do Evangelho, um testemunho da caridade mais claro", Bento XVI manifestou seu agradecimento a "quantos estão comprometidos nas diferentes estruturas caritativas, pela dedicação e generosidade com que servem os pobres e marginados".

"A Eucaristia celebrada nos obriga e ao mesmo tempo nos permite converter-nos em pão partido para os irmãos, atendendo suas necessidades. Por isso, uma celebração eucarística que não conduza ao encontro dos seres humanos onde vivem, trabalham e sofrem, para levar a eles o amor de Deus, não manifesta a verdade que contém".

O Santo Padre terminou pedindo que "em uma época como a atual de crise econômica e social, sejamos solidários com quem vive na pobreza para oferecer a todos a esperança de um amanhã melhor e digno do homem".

Finalmente o Papa convidou os jovens a "não terem medo de escolher o amor como a regra suprema da vida, de amar a Cristo no sacerdócio, de formar famílias cristãs que vivem o amor fiel, indissolúvel e aberto à vida".

15 de jun. de 2010

Reflexões de um santo sobre a Igreja



Por São Josemaria Escrivá




Nós, os cristãos, trazemos os grandes tesouros da graça em vasos de barro; Deus confiou seus dons à frágil e débil liberdade humana e, embora sejamos sem dúvida assistidos pela força do Senhor, a nossa concupiscência, o nosso comodismo e o nosso orgulho repelem por vezes essa assistência e levam-nos a cair em pecado. Há mais de um quarto de século, ao recitar o Credo e afirmar minha fé na divindade da Igreja, una, santa, católica e apostólica, em muitas ocasiões acrescento: apesar dos pesares. Quando uma vez por outra comento este costume e alguém me pergunta a que me quero referir, respondo: aos teus pecados e aos meus.

Tudo isso é certo, mas não autoriza de modo algum a julgar a Igreja com critérios humanos, sem fé teologal, atendendo apenas à maior ou menor qualidade de certos eclesiásticos ou de certos cristãos. Proceder assim é permanecer na superfície. O mais importante na Igreja não é ver como nós, os homens, correspondemos, mas ver o que Deus realiza. A Igreja é nem mais nem menos Cristo presente entre nós, Deus que vem até à humanidade para salvá-la, chamando-nos com a sua Revelação, santificando-nos com a sua graça, sustentando-nos com a sua ajuda constante, nos pequenos e nos grandes combates da vida diária.

Podemos chegar a desconfiar dos homens, e cada um deve desconfiar pessoalmente de si mesmo e coroar seus dias com um mea culpa, com um ato de contrição profundo e sincero.

Mas não temos o direito de duvidar de Deus. E duvidar da Igreja, da sua origem divina, da eficácia salvadora da sua pregação e dos seus sacramentos é duvidar do próprio Deus, é não crer plenamente na realidade da vinda do Espírito Santo.

Antes que Cristo fosse crucificado – escreve São João Crisóstomo –, não havia nenhuma reconciliação. E enquanto não houve reconciliação, não foi enviado o Espírito Santo... A ausência do Espírito Santo era sinal da ira divina. Agora que o vês enviado em plenitude, não duvides da reconciliação. Mas, se perguntarem: Onde está agora o Espírito Santo? Podia-se falar da sua presença quando havia milagres, quando eram ressuscitados os mortos e curados os leprosos. Porém, como saber agora que está verdadeiramente presente? Não vos preocupeis. Demonstrar-vos-ei que o Espírito Santo está também agora entre nós...

Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos dizer: 
Senhor Jesus, pois ninguém pode invocar Jesus como Senhor, a não ser no Espírito Santo (1 Cor XII, 3). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos orar com confiança. Com efeito, ao rezar, dizemos: Pai nosso, que estais nos céus (Mt VI, 9). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos chamar Pai a Deus. E como sabemos isso? Porque o Apóstolo nos ensina: E por sermos filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (Gal IV, 6).

Portanto, quando invocares Deus Pai, lembra-te de que foi o Espírito Santo que, ao mover a tua alma, te deu essa oração. Se não existisse o Espírito Santo, não haveria na Igreja palavra alguma de sabedoria ou de ciência, porque está escrito:dada pelo Espírito a palavra da sabedoria (1 Cor XII, 8)...Se o Espírito Santo não estivesse presente, a Igreja não existiria. Mas se a Igreja existe, não há dúvida de que o Espírito Santo não falta.

Acima das deficiências e limitações humanas, insisto, a Igreja é precisamente o sinal e, de certo modo – não no sentido estrito em que se definiu dogmaticamente a essência dos sete sacramentos da Nova Aliança –, o sacramento universal da presença de Deus no mundo. Ser cristão é ter sido regenerado por Deus e enviado aos homens para lhes anunciar a salvação. Se tivéssemos uma fé firme e experimentada, e se déssemos a conhecer Cristo com audácia, veríamos como continuam a realizar-se diante dos nossos olhos milagres como os da era apostólica.

Porque também hoje se devolve a vista aos cegos, que haviam perdido a capacidade de olhar para o céu e contemplar as maravilhas de Deus; também hoje se dá liberdade aos coxos e entrevados, que se achavam tolhidos por suas paixões e já não tinham um coração que soubesse amar; também hoje se dá ouvido aos surdos, que não desejavam ter notícia de Deus; e se consegue que falem os mudos, que tinham amordaçada a língua por não quererem confessar suas derrotas; também hoje se ressuscitam mortos, em quem o pecado havia destruído a vida. Mais uma vez se verifica que apalavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes. E, tal como os primeiros fiéis cristãos, também nós nos alegramos ao admirar a força do Espírito Santo e sua ação sobre a inteligência e a vontade de suas criaturas.




O que fazer quando temos aridez espiritual?














Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil assistir a Santa Missa, a reza do Terço fica pesada, etc. Até mesmo a sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.

Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé?

Primeiro é preciso verificar se esta situação não é tibieza, isto é, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual, e, sobretudo, verificar se não há pecados graves em nossa alma, que possam estar afugentando dela a graça de Deus.


Se não houver pecados na alma, então, é preciso antes de tudo, calma, paciência e perseverança nos exercícios espirituais: oração, vida sacramental, caridade, penitência, etc. Mesmo sem vontade ou sem gosto, continuar, sem jamais parar, os exercícios espirituais.

Deus, às vezes, permite essas provações para que aprendamos a “buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus”, como disse um santo. São João da Cruz, místico que tanto experimentou o que chamou de “noite escura da fé”, afirmou que “o progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”

Muitas vezes, nos deleitamos nas orações gostosas, cheias de fervor sensível, como crianças quando comem doces. Mas quando vem a luta, deixamos a oração.


Vejamos o que diz o Apóstolo:

“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?... Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos... Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade” (Hb 12,5-10). 
 

Deus nos quer santos, e é também algumas vezes pela provação e pela aridez espiritual que Ele arranca as ervas daninhas do jardim de nossas almas. Coragem, alma querida de Deus! Jesus disse que Ele é a videira verdadeira, e Seu Pai o bom agricultor, que podará todo ramo bom que der fruto, para que produza mais fruto (cf. Jo 15,1-2).

Não podemos querer apenas o açúcar do pão e renegar o pão do sacrifício. Às vezes a meditação é difícil, a oração é penosa, distraída, surgem as noites e as trevas... Nessas horas é preciso silêncio, abandono, paciência. O Esposo há de voltar logo... Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir.

Quanto mais a noite fica escura, mais perto nos aproximamos da aurora. Deus sabe o que estamos passando, louvado seja o Seu santo Nome! É hora de abandono em Suas mãos paternas.

Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual!

Nestas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé; confiança e abandono, irmão! Só o Senhor sabe o caminho para sairmos deste matagal fechado e escuro.

Deus nos prepara para a contemplação pelas provas passivas, ensinam os santos. Ele as produz e a alma apenas tem que aceitar. É o duro caminho dos que querem a perfeição. Ele está purificando a alma; o Cirurgião Celeste está nos operando a alma.


São João da Cruz fala da famosa “noite dos sentidos” cheia de aridez e de provação, um verdadeiro martírio para a alma. Segundo o santo doutor, é Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés e sendo queimado pelo sol, para se santificar.

Calma, alma querida de Deus, Ele faz isso porque o ama muito! O fogo bom não é aquele "fogo de palha", alto e bonito, mas rápido, que logo se apaga; mas é o fogo baixo que pega na lenha grossa e permanece por muito tempo. O fogo de palha é só para começar...


É isso que está acontecendo; não se assuste; não se preocupe porque o gosto de rezar sumiu e se tornou um agora um sacrifício penoso... Fé não é sentimento e muito menos sentimentalismo; fé é adesão, com a mente, a Deus, às Suas verdades e às Suas determinações. Não se preocupe de estar ou não “sentindo" fé ou devoção; apenas viva-a; vá à Missa, ao grupo de oração, ao Terço, com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Assim, temos mais méritos ainda diante de Deus.

Nesta situação talvez você precise de um diretor espiritual, especialmente na Confissão, para uma boa orientação.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

14 de jun. de 2010

O sacerdote é um dom do Coração de Cristo, diz o Papa em Ângelus

- Milhares de fiéis e peregrinos se reuniram este meio-dia na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem ao introduzir a oração mariana recordou que os frutos do ano sacerdotal não poderão jamais ser medidos mas que certamente são vistos desde já e ainda estão por ver-se muitos mais.

“O sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, transbordante de caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem sua origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para dedicar-se inteiramente ao serviço do povo cristão, sob o exemplo do Bom Pastor”, disse o Pontífice.

O Santo Padre descreveu o sacerdote como aquele que é “plasmado pela mesma caridade de Cristo, aquele amor que o levou a dar a vida por seus amigos e perdoar a seus inimigos”.

“Por isso –continuou- os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor. E com isso penso em tantas figuras de sacerdotes, algumas elevadas aos altares e outras cuja lembrança permanece indelével nos fiéis”.

Bento XVI exortou que todos os sacerdotes peçam sempre a intercessão de São João Maria Vianney de modo que “seu ‘ato de amor’ que tantas vezes recitamos durante o Ano Sacerdotal continue alimentando nosso dialogo com Deus”.

O Pontífice recordou também o encerramento do Ano Sacerdotal, enfatizando a vivência de “jornadas inesquecíveis com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. Concluída na solenidade do Sagrado Coração do Jesus, que tradicionalmente é a ‘jornada de santificação sacerdotal’; esta vez ela foi de um modo especial”.

Mais adiante o Papa quis também recordar a figura de outro sacerdote: o polonês Jerzy Popieluszko, sacerdote e mártir, quem “exercitou seu generoso e valente ministério junto a quantos lutavam pela liberdade, pela defesa da vida e sua dignidade. Tal obra de serviço ao bem e à verdade era um sinal de contradição pelo regime que então governava na Polônia. O amor do Coração de Cristo o levou a dar a vida, e seu testemunho foi a semente de uma nova primavera na Igreja e na sociedade”.

Finalmente o Papa ressaltou que ao contemplar atentamente a história, “observa-se quantas páginas de autêntica renovação espiritual e social foram escritas pelo aporte decisivo de sacerdotes católicos, animados somente pela paixão pelo Evangelho e pelo homem, por sua verdadeira liberdade, religiosa e civil. Quantas iniciativas de promoção humana integral partiram da intuição de um coração sacerdotal!”

A seguir o Papa rezou o Ângelus, saudou os presentes em diversos idiomas e repartiu sua Bênção Apostólica.

12 de jun. de 2010

Empire State Bulding rejeita prestar homenagem à Madre Teresa em Nova Iorque

.- Apesar de já ter celebrado diversos acontecimentos relacionados com católicos ilustres como João Paulo II (quando faleceu em 2005) e indo também contra a Câmara de vereadores da cidade que apóia a medida com o prefeito (judeu) de Nova Iorque, Mike Bloomberg; os administradores do famoso edifício Empire State Building se negam a homenagear, com a iluminação de cores, a Madre Teresa de Calcutá no mês de agosto quando se celebram os 100 anos de seu nascimento.

Em sua Página Web, a administração do Empire State assinala que parte de sua política consiste em não homenagear personagens ou figuras religiosas ou políticas, e que isto está em vigência desde o ano 2006, o que explicaria que no ano 2000 eles homenageassem o Cardeal John O'Connor quando faleceu, e o Papa João Paulo II depois de seu falecimento em 2005.

Entretanto, para o Presidente da Liga Católica, Bill Donohue, esta política não refletiria a posição de Anthony Malkin, presidente da Malkin Holdings, empresa à qual pertence o edifício, pois no dia 25 de abril deste ano "as torres estavam iluminadas de azul e branco em honra às irmãs salesianas, religiosas católicas. Em outras palavras, Malkin mente sobre sua suposta política, e por alguma razão tem algo contra a Madre Teresa".

Embora a Malkin Holdings considere que as comemorações que se realizam através da iluminação do edifício de 102 andares são um privilégio e não um direito, a Câmara de vereadores da cidade de Nova Iorque –aonde militam diversos ativistas homossexuais que discordam com a Igreja Católica– e o mesmo prefeito, apóiam o tributo à Madre Teresa, Fundadora das Missionárias da Caridade.

Mike Bloomberg propôs um dia de voluntariado no dia 26 de agosto em honra à Beata que se dedicou ao serviço dos pobres. Do mesmo modo, solicitou que as pessoas enfeitem suas casas esse dia com as cores das missionárias: azul celeste e branco em suas janelas.

Para expressar seu apoio à comemoração à Madre Teresa no Empire State, você pode escrever ao correio do Empire State Building: info@esbnyc.com 

Nada jamais substituirá os sacerdotes na Igreja, recorda o Papa Bento XVI

- Ao finalizar ontem a multitudinária Eucaristia que foi concelebrada por mais de 15 mil presbíteros vindos de todas as partes do mundo para a clausura do Ano Sacerdotal, o Papa Bento XVIsaudou em distintos idiomas. Em português o Santo Padre recordou que "nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja".

Em sua saudação em espanhol, o Papa pediu a Deus "que esta celebração se converta em um vigoroso impulso para seguir vivendo com gozo, humildade e esperança seu sacerdócio, sendo mensageiros audazes do Evangelho, ministros fiéis dos Sacramentos e testemunhas eloqüentes da caridade".

"Com os sentimentos de Cristo, Bom Pastor, vos convido a continuar aspirando cada dia à santidade, sabendo que não há maior felicidade neste mundo que gastar a vida pela glória de Deus e o bem das almas", acrescentou.

Em português, o Papa agradeceu a Deus "pelo que sois e o que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. Ao exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura D’Ars, perseverem na amizade de Deus e deixem que suas mãos e seus lábios sigam sendo as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade".

11 de jun. de 2010

Testemunho ardoroso e oração humilde para suscitar vocações, exortou Bento XVI

(foto EWTN)
- No multitudinário encontro que se realizou na Praça de São Pedro até às 11:15 p.m. (hora local) de ontem, na presença de milhares de sacerdotes vindos de diversas partes do mundo, o Papa Bento XVI explicou que para suscitar santas vocações ao sacerdócio é necessário rezar de maneira convencida, humilde e insistente a Deus; assim como oferecer um testemunho ardoroso de seu amor que mostre a beleza deste chamado.

Respondendo à pergunta de um sacerdote da Austrália, sem ler nenhum texto (algo que é incomum no Papa), Bento XVI assinalou que "é grande a tentação de tomar nós mesmos as coisas em nossas mãos, para transformar a ordem em uma profissão, como um trabalho mais. É uma tentação que não resolve o problema" da escassez de vocações, com o qual ademais se corre o risco de "renunciar à sacralidade do sacerdócio".

Ante a falta de jovens que respondam com generosidade ao chamado de Deus, disse o Santo Padre, "devemos orar a Deus, tocar a sua porta para que nos dê vocações. Rezar com grande convencimento. Deus não se fecha à oração permanente, confiante. Isto é o primeiro: rezar com humildade, confiança e insistência pelas vocações tocando o coração de Deus para que nos dê sacerdotes".

Seguidamente o Pontífice recordou que "cada um de nós deveria fazer o possível para viver o sacerdócio de maneira convincente. Penso que nenhum de nós teria sido sacerdote se não tivesse visto sacerdotes convincentes nos quais ardia o amor de Cristo", afirmação à qual a Praça de São Pedro estalou em aplausos.

O segundo ponto, disse logo o Papa está em "convidar como disse à iniciativa da oração, ter esta humildade esta confiança de falar com força sobre Deus", depois do qual se referiu a uma terceira medida: ter valor para falar com os jovens.

Os jovens, indicou Bento XVI, devem saber que "Deus pode chamá-los. É necessário ajudá-los a encontrar um contexto vital onde possam viver a vocação, em meio de um mundo que parece excluí-lo. Precisam viver a beleza desta vida, ver contextos onde isto seja possível em meio da oração".

"Ali a vocação de Deus pode chegar. Agradecemos a Deus pelos seminaristas e sacerdotes e rezemos por eles e para que haja mais sacerdotes", concluiu.

Depois de ter respondido às perguntas dos sacerdotes, todos cantaram o Pai Nosso em latim e participaram de um intenso momento de adoração eucarística presidida pelo Papa. Bento XVI abençoou logo os pressentes com o Santíssimo ao finalizar a celebração, e todos os sacerdotes e fiéis cantaram a Salve com o qual foi concluída a Vigília de oração.

Humanidade necessita a água viva de Cristo que só os sacerdotes podem dar, diz o Papa Bento XVI


.- Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e ao presidir aEucaristia na Praça de São Pedro pelo encerramento do Ano Sacerdotal que convocou por ocasião do 150° aniversário da morte do Santo Cura D’Ars, o Papa Bento XVI –que concelebrou esta Missa com mais de 15 mil sacerdotes– assinalou que a humanidade necessita que os cristãos, especialmente os presbíteros, sejam portadores da água viva de Cristo que comunica a verdadeira alegria e esperança.

Na homilia da Missa em que utilizou o mesmo cálice de São João Maria Vianney, o Santo Padre afirmou que o motivo da celebração do Ano Sacerdotal foi "compreender de novo a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal", e acrescentou: "o sacerdote não é simplesmente alguém que detém um ofício. Pelo contrário, o sacerdote faz o que nenhum ser humano pode fazer por si mesmo: pronunciar em nome de Cristo a palavra de absolvição de nossos pecados, mudando assim, a partir de Deus, a situação da nossa vida. [O sacerdote] pronuncia sobre as oferendas do pão e o vinho as palavras de ação de graças de Cristo, que abrem o mundo a Deus e o unem a Ele. Portanto, o sacerdócio não é um simples ‘ofício’, mas um sacramento"

"Esta audácia de Deus, que se abandona nas mãos de seres humanos; que, até conhecendo nossas debilidades, considera os homens capazes de atuar e apresentar-se em seu lugar, esta audácia de Deus é realmente a maior grandeza que se oculta na palavra ‘sacerdócio’. Isto é o que neste ano quisemos de novo considerar e compreender. Queríamos despertar a alegria de que Deus esteja tão perto de nós e também, assim, ensinar de novo aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço por Deus e com Deus, existe".

O Papa Bento XVI advertiu logo que "era de esperar que o ‘inimigo’ não gostasse que o sacerdócio brilhasse de novo; ele teria preferido vê-lo desaparecer, para que ao fim Deus fosse expulso do mundo. E assim ocorreu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, saíram à luz os pecados dos sacerdotes, sobre tudo o abuso dos pequeninos. Também nós pedimos perdão insistentemente a Deus e às pessoas afetadas, enquanto prometemos que queremos fazer todo o possível para que semelhante abuso não volte a acontecer jamais; que na admissão ao ministério sacerdotal e na formação que prepara para o mesmo faremos todo o possível para examinar a autenticidade da vocação; e que queremos acompanhar ainda mais os sacerdotes em seu caminho".

"Se o Ano Sacerdotal tivesse sido uma glorificação de nossos alcances humanos pessoais, este teria sido destruído por estes fatos", observou o Pontífice. "Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário, de sentir-nos agradecidos pelo dom de Deus, um dom que é levado em ‘vasilhas de barro’, e que uma e outra vez, através de toda a debilidade humana, faz visível seu amor no mundo. Assim, consideramos o ocorrido como uma tarefa de purificação, um afazer que nos acompanha para o futuro e que nos faz reconhecer e amar mais ainda o grande dom de Deus. Deste modo, o dom se converte no compromisso de responder ao valor e a humildade de Deus com nosso valor e nossa humildade".

O Papa prosseguiu a homilia comentando o Salmo 23, "O Senhor é meu pastor", que forma parte da liturgia de hoje. "O Senhor é meu pastor nada me falta", disse Bento XVI. "Deus cuida pessoalmente de mim, de nós, da humanidade. Não me deixou sozinho, extraviado no universo e em uma sociedade ante a qual alguém se sente cada vez mais desorientado. As religiões do mundo, por isso podemos ver, souberam sempre que, em última análise, só há um Deus. Mas este Deus era longínquo. Aceitava-se não obstante que o mundo pressupõe um Criador. Este Deus, entretanto, teria construído o mundo, para depois retirar-se dele. Agora o mundo tem um conjunto de leis próprias segundo as quais se desenvolve, e nas quais Deus não intervém, não pode intervir. Mas ali onde a proximidade do amor de Deus se percebe como moléstia, o ser humano se sente mal".

"Deus quer que nós como sacerdotes, em um pequeno ponto da história, compartilhemos suas preocupações pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunhão com seu amor pelos homens, cuidemos deles, façamos que experimentem no concreto esta atenção de Deus", precisou o Santo Padre.

Dirigindo-se logo aos sacerdotes, o Papa indicou que "nós deveríamos buscar ‘conhecer’ os homens de parte de Deus e com vistas a Deus; deveríamos buscar caminhar com eles na via da amizade com Deus. O pastor mostra o caminho correto àqueles que foram confiados a ele. Ele os precede e guia. Digamo-lo de outro modo: o Senhor nos mostra como se realiza em modo justo a arte de ser pessoa. O que devo fazer para não me arruinar, para não desperdiçar minha vida com a falta de sentido? Em efeito, esta é a pergunta que todo homem deve expor-se e que serve para qualquer período da vida. Quanta escuridão há ao redor desta pergunta em nosso tempo! Sempre volta para nossa mente a palavra de Jesus, que tinha compaixão pelos homens, porque estavam como ovelhas sem pastor".

"O povo de Israel estava e está agradecido a Deus, porque mostrou nos mandamentos o caminho da vida. Deus nos mostrou qual é o caminho, como podemos caminhar de maneira justa. A vida de Jesus é uma síntese e um modelo vivo do que afirmam os mandamentos. Assim compreendemos que estas normas de Deus não são cadeias, e sim o caminho que Ele nos indica. Caminhando junto a Cristo temos a experiência da alegria da Revelação, e como sacerdotes devemos comunicar às pessoas a alegria de que nos tenha mostrado o caminho justo".

Referindo-se depois ao "vale escuro" do texto, Bento XVI disse que além da morte, na qual o Senhor não nos deixará sozinhos, "podemos pensar também nos vales escuros das tentações, do desalento, da prova, que toda pessoa humana deve atravessar. Também nestas gargantas tenebrosas da vida Ele está ali. Que ele nos ajude, a nós, sacerdotes, para que possamos estar junto às pessoas que nessas noites escuras nos foram confiadas, para que possamos mostrar a elas a sua luz".

"Sua vara e seu cajado me sossegam", continuou o Santo Padre comentando o Salmo. "O pastor necessita a vara contra as bestas selvagens que querem atacar o rebanho; contra os salteadores que procuram sua presa. Junto à vara está o cajado, que sustenta e ajuda a atravessar os lugares difíceis".

Também a Igreja, continuou o Papa, "deve usar a vara do pastor, a vara com a qual protege a fé contra os farsantes, contra as orientações que são, em realidade, desorientações. Com efeito, o uso da vara pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal. Como tampouco se trata de amor se é permitido proliferar a heresia, a tergiversação e a destruição da fé, como se nós inventássemos a fé autonomamente. Como se já não fosse um dom de Deus, a pérola preciosa que não deixamos que nos arranquem. Ao mesmo tempo, entretanto, a vara continuamente deve transformar-se no cajado do pastor, cajado que ajude os homens a poder caminhar por atalhos difíceis e seguir a Cristo".

Ao final do Salmo se fala da "mesa preparada", do "habitar na casa do Senhor". "Vemos nestas palavras –disse o Papa– uma antecipação profética do mistério da Eucaristia, em que Deus mesmo nos convida e se oferece a nós como alimento, como aquele pão e aquele vinho delicioso que são a única resposta última à fome e à sede interior do homem. Como não alegrar-nos por estar convidados cada dia à mesma mesa de Deus? Alegres porque Ele nos permitiu preparar a mesa de Deus para os homens, por oferecer-lhes seu Corpo e seu Sangue, por oferece-lhes r o dom precioso da sua própria presença".

Por último, o Papa comentou os dois cantos de comunhão que relatam a ferida produzida pela lança no lado de Cristo, de onde brotou sangue e água, que "aludem aos dois sacramentos fundamentais dos que vive a Igreja: o Batismoe a Eucaristia. Do lado transpassado do Senhor, de seu coração aberto, brota a fonte viva que emana através dos séculos e edifica a Igreja. O coração aberto é fonte de um novo rio de vida".

"Cada cristão e cada sacerdote deveriam transformar-se, a partir de Cristo, em fonte que comunica vida a outros. Deveríamos dar a água da vida a um mundo sedento. Senhor fazei que sejamos pessoas vivas, vivas por sua fonte, e dai-nos ser também nós fonte, de maneira que possamos dar água viva ao nosso tempo. Agradecemos-lhe a graça do ministério sacerdotal. Que nos abençoe e abençoe a todos os homens deste tempo que estão sedentos e em busca", concluiu o Papa.