Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

19 de ago. de 2010

Artigo de Everth Queiroz Oliveira: Estultices protestantes refutadas

Não é possível ignorar o vídeo que foi postado recentemente na internet, no qual o apóstata Francisco Araújo utiliza o livro Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório, para desferir golpes contra a devoção católica à Santa Mãe de Deus.

O diabo também conhece as Escrituras! A interpretação autêntica só a Igreja pode dar, mas à letra até o diabo tem acesso. O correto exame da Bíblia só os bispos da Igreja em comunhão com o Papa podem fazer, mas a leitura das Escrituras Sagradas e uma interpretação paralela, qualquer um pode fazer. Aqui nasce o protestantismo: do livre exame, da confusão. E Satanás sugeriu um uso distorcido da Palavra de Deus quando tentou o Cristo no deserto: “Se és filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra” (Mt 4, 6). Da mesma forma, sugere inúmeros erros a interpretação bíblica feita pelos protestantes. Não venere Maria, porque está escrito… Creia somente na Bíblia, porque está escrito… Basta crer e serás salvo, porque está escrito…. A semente da confusão foi semeada. E as ovelhas vão, pouco a pouco, se dispersando.
Traçado um panorama do que é de fato o protestantismo, podemos finalmente comentar as palavras do sr. Francisco Araújo na sua mais nova empreitada. Ele deseja destruir a piedosa devoção que o povo cristão cultiva para com Maria Santíssima. Para isso, se utiliza da obra de um grande doutor da Igreja, Santo Afonso de Ligório.
Ele começa afirmando que Maria, “não sendo uma deusa, não é onisciente; ela não pode saber tudo o que está acontecendo; ela não sabe o que eu estou pensando e não pode ouvir a minha oração e nem a de mais quinhentos ou um bilhão de católicos pedindo uma graça”.
Por que o raciocínio do sr. Francisco está errado? Porque nota-se que, em mais de dez anos na Igreja Católica, o apóstata não aprendeu o que é a comunhão dos santos. A Igreja, Corpo Místico de Cristo, se manifesta não somente nesta terra, mas também no Céu (Igreja triunfante) e no Purgatório (Igreja padecente). E aqueles que já louvam a Deus e O contemplam no Céu estão unidos aos cristãos que peregrinam nesta vida, comunicando-lhes os bens espirituais que brotam de Cristo, cabeça da Igreja.
“Com efeito, todos os que são de Cristo e têm o Seu Espírito, estão unidos numa só Igreja e ligados uns aos outros n’Ele (cf. Ef. 4, 16). E assim, de modo nenhum se interrompe a união dos que ainda caminham sobre a terra com os irmãos que adormeceram na paz de Cristo, mas antes, segundo a constante fé da Igreja, é reforçada pela comunicação dos bens espirituais. Porque os bem-aventurados, estando mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a Igreja na santidade, enobrecem o culto que ela presta a Deus na terra, e contribuem de muitas maneiras para a sua mais ampla edificação em Cristo (cf. 1 Cor 12, 12-27). Recebidos na pátria celeste e vivendo junto do Senhor (cf. 2 Cor 5, 8), não cessam de interceder, por Ele, com Ele e n’Ele, a nosso favor diante do Pai.”
- Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, n. 49
Os santos não precisam ser oniscientes para interceder por nós junto de Deus. As necessidades da Igreja militante e os anseios do povo de Deus que peregrina neste mundo são comunicados aos que já contemplam a face de Deus pela comunhão existente entre os membros do Corpo Místico de Nosso Senhor, que é a Igreja. “Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo” (1 Cor 12, 12). Quanto à onipotência, todo bom católico tem consciência de que os santos intercedem por nós junto a Deus. “Quando dizemos que um Santo concedeu uma graça, queremos dizer que esse Santo obteve de Deus aquela graça” (Catecismo de São Pio X, n. 341). Assim sendo, não são os santos onipotentes; são eles canais pelos quais chegam ao Altíssimo as nossas orações. Isso também é possível graças à comunhão dos santos.
Francisco persiste, contudo, em sua estultice e ousa falar de projetos de teólogos que desejam inserir Maria na Santíssima Trindade. Desconheço essas propostas, mas é mais do que óbvio que ela não está de acordo com a doutrina católica, assim como é surreal querer utilizar como referência para essa loucura a imagem do Divino Pai Eterno. “Que tem a ver a Virgem Maria – pergunta Francisco – com a Santíssima Trindade?”
Ora, Maria foi escolhida por Deus Pai para ser Tabernáculo do Cristo, para ser “Theotókos” (Mãe de Deus). O anjo Gabriel anuncia que “o Espírito Santo descerá sobre ela, e a força do Altíssimo lhe envolverá com a sua sombra” (Lc 1, 35). O Espírito Santo – terceira pessoa da Santíssima Trindade – descerá sobre Maria; aquele que ela carrega em seu ventre é o Filho de Deus (cf. Lc 1, 35). Então, é preciso ainda dizer que tem a ver a Virgem Santíssima com a Trindade Santa? No mistério da encarnação do Verbo Divino a Virgem Maria exerce papel fundamental. Às palavras de Gabriel, Maria respondeu, dizendo-lhe: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38). Fiat mihi secundum verbum tuum. Por um fiat criou Deus a luz (cf. Gn 1, 3); por umfiat, Deus se fez homem.
Explicando de maneira bem breve, é essa a relação existente entre a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Na imagem do Divino Pai Eterno, vemos Maria sendo coroada nos céus. Faz referência a uma verdade na qual não creem os protestantes, já que não são capazes de acreditar em outra fonte inspirada que não seja a Sagrada Escritura. Por isso atacam a piedosa devoção popular ao Divino Pai Eterno.
Mais adiante, Francisco dá uma demonstração cabal de ignorância e desconhecimento das próprias Escrituras: “E olha a Palavra de Deus (…) sobre o que é idolatria: Não farás para ti imagem de escultura. Pronto! Isso já é suficiente. E fazer imagens de Deus, que é espírito, é idolatria.”
A frase “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra” é retirada do livro do Êxodo, capítulo 20, versículo 4. Os fundamentalistas a utilizam para rebater o uso de imagens por parte de católicos. Mas, é preciso mostrar-lhes que o próprio Deus pede a Moisés que construa uma serpente de bronze (cf. Nm 21, 8); o próprio Deus pede a Moisés que ornamente a Arca da Aliança com “querubins de ouro” (cf. Ex 25, 18). O que Deus quer proibir, na verdade, é que se preste culto de adoração a essas imagens. A própria serpente de bronze foi posteriormente destruída por Ezequias, uma vez que “os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela” (2 Rs 18, 4).
Francisco também afirma que fazer imagens de Deus, que é espírito, é idolatria. Mas, na verdade, Deus se fez homem. Transcrevo aqui comentários de São João Damasceno, afirmações que detonam a iconoclastia:
“Em outros tempos, Deus não havia sido representado nunca em imagem, sendo incorpóreo e sem rosto. Mas dado que agora Deus foi visto na carne e viveu entre os homens, eu represento o que é visível em Deus. Eu não venero a matéria, mas o Criador da matéria, que se fez matéria por mim e se dignou habitar na matéria e realizar minha salvação através da matéria. Nunca cessarei por isso de venerar a matéria através da qual me chegou a salvação. Mas não a venero em absoluto como Deus! Como poderia ser Deus aquilo que recebeu a existência a partir do não ser? Mas eu venero e respeito também todo o resto da matéria que me procurou a salvação, enquanto que está cheia de energias e de graças santas. Não é talvez matéria o lenho da cruz três vezes bendita? (…) Não se ofenda portanto a matéria: esta não é desprezível, porque nada do que Deus fez é desprezível.”
* * *
Partamos, enfim, aos comentários de Francisco no livro Glórias de Maria, de Santo Afonso de Ligório. Aqui é preciso prestar muita atenção ao que ele retira do livro e ao que o doutor da Igreja verdadeiramente quis dizer. Já diziam que um texto, retirado de seu contexto, torna-se pretexto. É verdade. E foi o que o sr. Francisco Araújo fez. É o que tentaremos desfazer, fazendo alguns comentários à obra deste grande homem que é Santo Afonso.
Façamos os comentários de maneira organizada. Porei primeiramente o trecho do livro e as palavras do apóstata Francisco e, logo adiante, algumas impressões sobre o que ensina de fato a doutrina católica (de azul). Para quem tem o livro (Editora Santuário, 20ª edição, Aparecida, 2009), basta acompanhar a referência das páginas.
1. “E teremos nós escrúpulos de pedir-lhe que nos salve, quando um escritor afirma que ninguém se salva senão por ela? E já antes deles, S. Germano afirmou que ninguém se salva a não ser por meio de Maria” (p. 143).
Francisco: Pedro vai dizer o contrário: (…) “Em nenhum outro há salvação. (…) Porque também debaixo do Céu nenhum outro nome há dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos”. Em quem você vai crer? No Afonso Maria de Ligório, na Igreja de Roma, ou vai crer na infalível Palavra de Deus?
Santo Afonso de Ligório está comentando o trecho “A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas”, presente na oração da Salve Rainha. Neste capítulo, de maneira mais específica, ele afirma que “a necessidade de Maria provém da sua cooperação na Redenção”. Para argumentar, o doutor da Igreja usa uma sentença de São Bernardo: “Cooperaram para nossa ruína um homem e uma mulher. Convinha, pois, que outro homem e outra mulher cooperassem para nossa reparação. E estes foram Jesus e Maria, sua Mãe. Não há dúvida (…) [de que] Jesus Cristo, só, foi suficientíssimo para remir-nos. Mais conveniente era, entretanto, que para nossa reparação servissem ambos os sexos, assim como haviam cooperado ambos para nossa ruína”. Essa verdade, afirmada por São Bernardo e repetida por Santo Afonso, é observada também nas Escrituras. Maria é corredentora. Tem um papel peculiar na obra da Redenção por Jesus Cristo. Sem Maria, podemos dizer, não poderia haver Redenção. Porque foi no ventre de Maria que o Verbo Divino se fez carne. Foi graças ao “sim” de Maria, que Deus pode vir ao mundo e remir a humanidade.
Então, deve-se entender a afirmativa “Ninguém se salva senão por meio de Maria” no contexto dessa explicação. Ao longo desse mesmo capítulo, Santo Afonso ainda faz referência à saudação de Isabel a Maria: “E donde a mim esta dita, que venha visitar-me a Mãe de meu Senhor?” (Lc 1, 43). Comenta, por fim: “Não sabia já Isabel que não só Maria, como também Jesus tinha vindo a sua casa? Por que, pois, se declara indigna de receber a Mãe, em vez de confessar-se indigna de ver o Filho vir a seu encontro? Ah! é porque bem entendia a Santa que Maria vem sempre com Jesus e que, portanto, lhe bastava agradecer à Mãe sem nomear o Filho”. Está mais do que claro que Santo Afonso não nega a afirmação de S. Pedro citada por Francisco. Está claro que a doutrina da Igreja não está em contradição com a Palavra de Deus. Os comentários à Sagrada Escritura, feitos pelos santos, são, no entanto, de valor preciosíssimo, já que representam a totalidade do pensamento apostólico, complementado à assistência que Jesus garante à Sua Igreja.
Portanto, é verdade que ninguém se salva senão por meio de Maria. Ora, ninguém se salva senão por meio de Jesus e, sem o ato de liberdade de Maria, que aceitou que se encarnasse em seu ventre o Verbo Divino, não remiria Jesus os homens e estaríamos todos em total estado de desgraça. As palavras de Santo Afonso não estão em contradição com as palavras da Bíblia, pois de modo algum a devoção à Virgem Maria impede que o nosso amor para com Nosso Senhor cresça cada vez mais.
2. “Belamente o exprime S. Germano nas suas palavras dirigidas à Virgem: Sois onipotente, ó Mãe de Deus, para salvar os pecadores; não precisais de recomendação alguma junto a Deus, pois que sois a Mãe da verdadeira vida. Não receia S. Bernardino de Sena concordar com a sentença de que ao império de Maria todos estão sujeitos, até o próprio Deus” (p. 152).
Francisco: Isso é blasfêmia. (…) Meu Deus! Está aqui.
Nesse trecho, Francisco nem comentou o que estava escrito. Apenas ficou escandalizado com as palavras de São Bernardino de Sena, repetindo duas vezes a palavra “blasfêmia”, mostrando, novamente, que não entendeu o que Santo Afonso de Ligório quis dizer com todas estes termos.
Partamos ao contexto em que a frase é escrita. Santo Afonso continua explicando trechos da oração Salve Rainha. Dessa vez, a expressão é “Eia, pois, advogada nossa”. O primeiro capítulo começa com o título que segue: “Maria é toda poderosa junto de Deus”. Santo Afonso começa reconhecendo que Jesus “tem supremo domínio sobre todas as criaturas e também sobre Maria”. Mas, também admite, citando as Escrituras, que Jesus a seus pais “estava sujeito” (Lc 2, 51). “[Maria] não só foi submissa à vontade de Deus, mas também o Senhor se submeteu à sua vontade”. Aqui Santo Afonso cita São Pedro Damião: “A Virgem consegue quanto quer, no céu como na terra; até aos desesperados pode dar esperança de salvação. O Santo chama o Redentor de altar de misericórdia, onde os pecadores obtêm de Deus a graça do perdão. A ele, Jesus, dirige-se Maria quando quer obter-nos alguma graça. O filho tanto aprecia, porém, os rogos de sua Mãe e tanto deseja ser-lhe agradável, que sua intercessão mais afigura uma ordem do que uma prece, e ela parece antes uma Rainha do que uma serva (…) . Assim quer Jesus honrar sua querida Mãe, que tanto o honrou em vida, prontamente concedendo-lhe tudo que pede ou deseja.”
Nesse sentido é a Mãe de Deus onipotente. Ora, só Deus é onipotente. Estaria Santo Afonso “endeusando” Maria? Não, porque Santo Afonso não diz que Maria é onipotente por natureza. Deus é Deus, Maria é criatura. O que acontece é que Jesus honra sua Mãe, “concedendo-lhe tudo que pede ou deseja”. Nesse sentido, Maria tudo pode junto de Deus. É isso o que quer dizer Santo Afonso de Ligório. E o sr. Francisco simplesmente deturpou o ensino desse doutor da Igreja.
Quanto à frase “Ao império de Maria todos estão sujeitos, até o próprio Deus”, Santo Afonso explica que “Deus lhe atende os rogos como se foram ordens”. O apóstata Francisco parou naquela frase de São Bernardino e não continuou a explicação dela. Santo Afonso utiliza inclusive a expressão “isto é”, mostrando que vai discorrer sobre a afirmação interior, para que não seja mal compreendida pelos espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos (cf. 2 Pd 3, 16). O que Santo Afonso faz aqui é apenas reafirmar aquilo que disse anteriormente, ou seja, que os rogos de Maria junto ao Deus são de tal modo poderosos que mais parecem ordens do que preces.
Caríssimos, que confusão uma frase isolada, retirada de seu contexto, pode provocar! Quanta confusão pode introduzir na cabeça das pessoas o demônio, ao deturpar os textos inspirados! Cuidemo-nos, cuidemo-nos.
3. “Oh! quantos não estariam agora no céu, se Maria, com a sua poderosa intercessão, para ali não os tivesse conduzido” (p. 196).
Francisco: Nós temos um advogado, nós temos um intercessor, diz São Paulo na carta aos hebreus. Um intercessor; o intercessor: Jesus, Nosso Senhor e Salvador que está à direita do Pai intercedendo por você, por mim.
Mais do mesmo. A intercessão de Maria não é concorrente com a mediação exercida por Jesus junto ao Pai. Só são válidas as intercessões que são feitas em subordinação a essa única mediação (cf. 1 Tm 2, 5), inclusive. E a intercessão de Maria de modo algum se manifesta oposta à intercessão que o Filho exerce a nosso favor junto ao Pai. Explica de modo sucinto João Paulo II: “Proclamando a unicidade da mediação de Cristo, o Apóstolo [Paulo] só tende a excluir toda a mediação autônoma ou concorrente, mas não outras formas compatíveis com o valor infinito da obra do Salvador” (Audiência no dia 1º de outubro de 1997). Ora, alguém nega que Maria, sendo Mãe de Deus e sendo-lhe obediente de maneira perfeitamente sublime, não pode ser também advogada nossa junto ao Filho?
* * *
O senhor Francisco comenta ainda a frase “Muitos santos acham-se no céu pela intercessão de Maria e sem ela jamais lá estariam”, do cardeal Hugo, de uma maneira totalmente equivocada. Diz ele: “Então no Céu vai ter pessoas que Maria salvou e outras pessoas que Jesus salvou”.
Senhor Francisco, as pessoas salvas pela mediação de Maria foram salvas pelo Cristo, pois toda mediação autêntica diante de Deus passa por Jesus Cristo, único Mediador entre Deus e os homens (cf. 1 Tm 2, 5)! E as pessoas que foram salvas por Nosso Senhor Jesus Cristo, da mesma maneira, dependeram do sim de Maria para que se efetivasse a encarnação do Verbo; as pessoas que são salvas por Jesus devem venerar constantemente Nossa Senhora porque é por ela que vem ao mundo o Verbo Encarnado, é por ela que vêm a nós todas as graças que brotam do Coração chagado de Jesus! É insolência a atitude de desprezo para com a Santa Mãe de Deus, Maria Santíssima. Insolência! Pode um homem são, conhecendo o que as Escrituras dizem a respeito de Maria, a respeito da Encarnação e a respeito da Redenção, negar respeito, honra e devoção para com essa boa Mãe?
O sr. Francisco continua seu vídeo – em dez minutos pode-se dizer muita besteira – chamando uma estória que circula nos meios católicos de blasfema. De maneira bem resumida, a estória conta que Jesus pergunta a São Pedro o motivo pelo qual há tantas pessoas no Céu, ao que Pedro responde, apontando a intercessão de Maria como explicação. A estória está baseada em um erro óbvio: Jesus, como Deus, é onisciente. Não perguntaria a S. Pedro por que há tantas pessoas no Céu (como se ele não soubesse o motivo), já que Ele tudo sabe. Mas, de um modo simples, o que a estória quer nos ensinar é que a intercessão da Mãe de Deus é poderosíssima e por isso, devemos recorrer a ela, Mãe de Misericórdia, para que nos seja propícia na hora de nossa morte, a fim de que interceda por nós junto de seu Divino Filho. A estória não quer mostrar que “Maria está conspirando contra o Filho”. Dizer isso seria deturpar o sentido desse conto popular.
A mais uma estória faz ainda alusão Francisco: à referência que se faz a Maria como escada do Céu. Na versão Francisco Araújo da estória, a escada de Jesus não conduziria ao Céu (a versão da estória contada aqui pelo apóstata Francisco está totalmente distorcida). A versão original da estória mais uma vez mostra a importância de valorizarmos a poderosa intercessão de Maria, Mãe de Deus, sem a qual ninguém pode se salvar. De modo algum, deixa de lado ou despreza o amor que os cristãos devem ter para com Jesus Cristo. “Quem muito enaltece a mãe, não precisa ter receio de obscurecer a glória do Filho”, diz também Santo Afonso de Ligório.
“Pedro foi papa nessa Igreja?”, questiona Francisco.
Sim, meu filho, Pedro foi papa nessa Igreja! E muitos bispos sucederam-no ainda. A Igreja não surge com Constantino (de onde tiraram essa estória?); com Constantino é publicado o Édito de Milão, que promove a tolerância ao culto dos cristãos. A Igreja Católica Apostólica Romana – tal como a conhecemos hoje – nasce com Jesus Cristo, quando ele a Pedro dá a missão de pastorear o Seu rebanho (cf. Mt 16, 18; Jo 21, 17). O termo “católica” é pela primeira vez usado entre os cristãos com Santo Inácio de Antioquia, que era contemporâneo dos apóstolos (cf. Carta aos Esmirnenses, n. 8). A primazia do bispo de Roma, que sucede a Pedro, começou a ser reconhecida na Igreja desde o início, no Concílio apostólico de Jerusalém (cf. At 15, 7), e também em uma carta de São Clemente de Roma aos fiéis da igreja em Corinto (cf. Denzinger, Manual de Credos e Definições).
O senhor Francisco encerra seu vídeo citando mais algumas frases do livro de Santo Afonso de Ligório e se referindo às verdades acerca de Maria, Mãe de Deus, como “mentiras satânicas”.
Agora, eu gostaria, sinceramente, de saber como podemos chamar os ensinamentos pregados pelas múltiplas comunidades protestantes espalhadas pelo mundo inteiro. Se o ensinamento herético de Lutero já era uma verdadeira praga para a propagação da fé da única Igreja de Cristo, que podemos falar das blasfêmias que tantos protestantes proferem contra a Santíssima Mãe de Deus? Que podemos falar das horrendas palavras das quais muitos se usam para se referir à Igreja, esposa de Cristo? São verdadeiramente estultices. Estultices, enganos dos quais o diabo se usa para tentar corromper o rebanho do Senhor.
Fiquem os católicos, porém, firmes na fé dos Apóstolos. Não se afastem nunca da devoção à Maria Santíssima, devoção que nos garante a salvação, que nos dá a vida, que nos conduz a Cristo. Interceda essa misericordiosa Mãe pela conversão de todos os pecadores.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

" Balada Santa " e "Cristoteca" (o vídeo foi arrumado)

A paz de Jesus e o amor de Maria Santíssima.

Aqui esta uma maravilhosa pregação de Padre Mateus Maria (FMDJ) diretor espiritual da Equipe Missionária Regina Apostolorum explicando sobre essa praga chamada balada católica e cristoteca.

""o rock é uma expressão básica das paixões que em grandes platéias pode assumir características de um culto anti-cristão. Portanto, não se pode pretender tornar pessoas cristãs com um som que é anti-cristão""

Fonte: Livro Fé em Crise. (Papa Bento VI)


Peço que vejam também os outros vídeos postados e tirem suas conclusões se realmente um lugar desses e um lugar de encontro com Deus e de oração.




18 de ago. de 2010

Discípulos de Edir Macedo ensinando como desgraçar a vida dos fieis .(video)

Ate onde a Igreja Universal do Reino de Satanás (porque de Deus não tem nada) ira parar, veja nesse vídeo como e o esquema de retirar dinheiro dos fieis organizada pelos intitulado "bispos" dessa empresa chamada IURD (igreja universal do reino de deus).

Mat 24,24 " Por que se levantaram falsos Cristos e falsos profetas, que apresentarão  grandes sinais e prodígios  de modo a enganar, ate mesmo os eleitos".25 Eis que vos preveni.

15 de ago. de 2010

Maravilhosa Pregação profética de Moises Rocha .

Quando fez a experiência pessoal com Jesus, aos 16 anos na RCC, imediatamente, Moisés Rocha iniciou-se na caminhada de serviço. Foi Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística, Membro da Pastoral do Batismo Paroquial, Membro da Equipe de Liturgia Paroquial, Fundador e Coordenador de dois Grupos de Oração da RCC. Já foi Membro do Conselho Diocesano da RCC- Sete Lagoas, Membro da Equipe Diocesana do Ministério de Pregação (Secretaria Pedro) por quatro anos, Coordenador do Ministério de Casais/ Famílias (Secretaria Ágape) por dois anos.
Atua desde Outubro de 1995, como pregador e palestrante, em Retiros, encontros, congressos da RCC. Ministra Formação e Cursos para servos, liderança, inclusive com material próprio escrito por ele. Prega em muitos Grupos de Oração, Noite de Cura e Libertação, Tardes de Louvor, Querigma, Seminários de Vida no Espírito e já pregou e ministrou eventos com grandes nomes da RCC, em diversas Dioceses, em Estados diferentes.
http://www.comunidaderesgate.com.br/

"cristoteca" e o "rock católico" o câncer dentro da Igreja .



Pergunta
Nome: anderson luis dos reis



Comentários: querido pe divino lopes,lendo os seus textos minha alma glorificou o senhor de alegria em saber que ainda tem sacerdotes que nao se dobraram diante de ball e nem profanaram o seu altar,e sabendo do seu ministério profético venho pedir por caridade que poste um texto falandosobre a praga diabólica crescente das cristotecas e rock católico que tem degolados os nossos jovens e preparando-os para o inferno,isto é inadimisivel,gostaria de saber se o santo padre sabe dessas coisas?e o que poderemos fazer em relação a isto pois é estarrecedor a proliferação destas atividades sendo que não é a adoração,o rosario a leitura biblica.Sei que é atarefado mas por caridade a nós jovens escreva um artigo profético sobre isto para que possamos berrar contra a iniquidade na santa igreja abraço fraterno e sua benção pax.

Resposta


Ao senhor Anderson Luis dos Reis
São Paulo – Capital

Prezado senhor, despreze o mundo e viva unido a Cristo Senhor: “Uma alma unida a Jesus é um sorriso vivo que o reflete e expande” (Bem-aventurada Elisabete da Trindade).

Obrigado pelo e-mail.
Reze pelos jovens. MILHÕES deles estão a serviço de Satanás e do mundo.
Esses jovens possuem FORÇAÂNIMO CORAGEM para PERDER TEMPO,DESTRUIR a SAÚDEGASTAR os BENS com coisas que os levarão ao inferno eterno; mas quando se trata de trabalhar ou se consagrar ao Deus que os criou, os mesmos ficam CORADOS de VERGONHA, dizendo que não nasceram para isto. Como são cegos e podres!


Os jovens precisam saber que vida aqui na terra só existe uma, perdida essa, tudo está perdido, é impossível recuperá-la. É preciso acordá-los enquanto é tempo.
A situação da juventude está tão crítica, que quando se fala em jovens, logo se pensa em DROGASBEBEDEIRASPROSTITUIÇÃOBAILES,ROUPAS IMORAIS, etc. É preciso dizer aos jovens, que os mesmos foram criados para a SANTIDADE, para serem SAL da terra e LUZ do mundo, para viverem a PUREZA e praticarem o BEM: “Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, porque a Palavra de Deus permanece em vós, e porque vencestes o Maligno” (1 Jo 2, 14).

Com dor no coração tenho que dizer que a maioria dos jovens de hoje, vivem como baratas nas fossas e ratos nos esgotos.

Caríssimo senhor Anderson, Cristo Jesus disse: “Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida” (Mt 7, 14), e: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16, 24).

Está claro que para ENTRAR no CÉU é preciso entrar pela porta estreita, isto é, viver a renúncia e mortificação. Está claro também, que paraSEGUIR a Cristo Jesus é preciso CARREGAR a CRUZ todos os dias.

CRISTOTECA e o ROCK CATÓLICO”, são os DOIS CHIFRES de Satanás, o Príncipe das trevas, que ESPETAM as almas imortais de milhares de jovens, deixando-as ESFARRAPADAS.

Olhe para a vida de Jesus Cristo e para a Doutrina da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, e verá que a “Cristoteca” e o “Rock católico” é algo realmente DIABÓLICO, e o pior de tudo, é que existem padres e bispos por detrás desta desgraça.

Se os padres e bispos pensam em conquistar os jovens para Deus através dessa BABILÔNIA, estão perdendo tempo e colocando os jovens nas mãos de Satanás.

Prezado senhor, possuímos uma alma imortal; está claro que o BARULHOjamais a saciará.
Quanto ao Santo Padre, penso que ele sabe dessas coisas, mais a única coisa que pode fazer é rezar pela conversão dos padres e bispos que permitem tais ABERRAÇÕES.

O senhor pergunta sobre o que se fazer diante de tão grande ADULTÉRIOESPIRITUAL”.

Escreva à Nunciatura Apostólica, aos Bispos e também ao Vaticano. Faça o seu dever para não pecar por OMISSÃO. Com certeza, o senhor não conseguirá resolver tudo, mas, ao menos, colocará uma gota d’água.

Leia (abaixo) e veja o quanto SATANÁS é ESPERTO e ENGANADOR.A diferença, é que os MUNDANOS PECAM ABERTAMENTE e os jovensCATÓLICOS pecam CAMUFLADAMENTE. Ambos percorrem o mesmo caminho: o do INFERNO.

Se pular, gritar e dançar formasse santos, todos os bailarinos seriam canonizáveis.
Eu te abençôo e te guardo no Sagrado Coração de Jesus.


Atenciosamente,
Pe. Divino Antônio Lopes FP

13 de ago. de 2010

Como se vestir para ir à Santa Missa?


Muitos hoje se perguntam qual é a melhor forma de se vestirem para participar do Santo Sacrifício da Missa. Alguns procuram responder à estes afirmando que “tanto faz, pois o que importa é o coração”. Mas o que dizem os documentos oficiais da nossa Santa Mãe Igreja à respeito disso?
 O Catecismo da Igreja Católica (n. 1387) afirma, sobre o momento da Sagrada Comunhão: A atitude corporal – gestos, roupa – há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede.”
 Para compreender o porquê o Catecismo afirma isto à respeito das vestes, é importante compreender o que é a Santa Missa: ela é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pagou pelos nossos pecados na cruz. Tal Sacrifício se torna presente na Santa Missa no momento em que o pão e vinho tornam-se verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381).
O Santo Sacrifício da Missa é incruento (ou seja, sem sofrimento nem derramamento de sangue), ou seja, é o mesmo e único Sacrifício do Calvário, tornando-se verdadeiramente presente na Santa Missa para que possamos receber os seus frutos e nos alimentar da Carne e do Sangue de Nosso Senhor. Por isso o Sagrado Magistério nos ensina que “o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício.” (Catecismo da Igreja Católica, 1367)
É preciso evitar, então, primeiramente as roupas que expõe o corpo de forma escandalosa, como decotes profundos, shorts curtos,mini saias,blusas que mostra as costas ou blusas que mostrem a barriga. Mas convém que se evite também tudo o que contraria, como afirma o Catecismo, a alegria, a solenidade e o respeito – isto é, banaliza o momento sagrado. O bom senso nos mostra, por exemplo, que partindo do princípio da solenidade, é melhor que se use uma calça do que uma bermuda. Ora, na nossa cultura, não se vai a um encontro social solene usando uma bermuda! O bom senso nos mostra também que, partindo do princípio do respeito e da não-banalização do sagrado, é melhor que se evite roupas que chamam atenção para o corpo ou para elementos não relacionados com a Sagrada Liturgia. É melhor que uma mulher, por exemplo, utilize uma blusa com mangas do que uma blusa de alcinha; é melhor que utilize uma calça discreta, saia ou vestido,no entanto bem vestida do que uma calça estilo “mulher-gato” (isto é, apertadíssima); também é melhor que se utilize, por exemplo, uma camisa ou camiseta discreta do que uma camiseta do Internacional ou do Grêmio.
A questão se reveste de uma seriedade ainda maior quando se trata daqueles que exercem funções litúrgicas, tais como os leitores e músicos. Pois estes, além de normalmente estarem mais expostos ao público que os demais, acabam por serem também modelos. É de acordo com este senso que até a pouco tempo atrás era comum se utilizar a expressão popular “roupa de Missa” ou “roupa de Domingo” como sinônimo da melhor roupa que se tinha. Quanto bem faria aos católicos se esta expressão fosse restaurada! Quanto aos que afirmam que “o que importa é o coração”, vale lembrar que aqui não cabe a aplicação deste princípio, pois isso implicaria colocar-se em contraposição com grandes parte das normas litúrgicas da Santa Igreja, bem como com os diversos sinais e símbolos litúrgicos (paramentos, velas, incenso, gestos do corpo, etc), que partem da necessidade de se manifestar com sinais externos a fé católica à respeito que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental, mas desprezar as atitudes externas é um erro. A este respeito, escreveu o saudoso Papa João Paulo II: “De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. (…) Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo.” (Mane Nobiscum Domine, 18)
Concluímos com as palavras de São Josemaria Escrivá em uma de suas fantásticas homilias, recordando seus tempos de infância: “Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor.” Afirma ainda: “Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?” (“Homilias sobre a Eucaristia”, Ed. Quadrante) Francisco Dockhorn
Reflexão:Irmãos nos observemos de como estamos nos vestindo para ir a Missa.Temos que ter discernimento nos nossos ultrajes,uma vez que o nosso corpo é templo do Espírito Santo,não podemos nos vestir de qualquer forma. O uso da roupas para ir a missa requer a consciência do mistério que se vive na missa, essa consciência pode servir de critério para a escolha da roupa, mas adequada, apropriada para o momento da Celebração da Santa Missa, por que vamos nos encontrar com o nosso senhor e não podemos desrespeitar. “A nossa roupa na Missa deve expressar nosso respeito e reverência à casa de Deus, pois a Missa é um momento solene, um encontro com Jesus”.
“Homens: devem usar calça e camisa de manga, e não camiseta, e de preferência,  sapato… Nada de camiseta, chinelo, short… Mulher: saia no joelho, vestido no joelho, camisa de manga, calça, Nada de decote, mini-saia, short, tomara-que-caia…

10 de ago. de 2010

Padre Pio e o Anjo da Guarda


3 CASOS DE INTERCESSÃO
Um ítalo-americano que viveu na Califórnia, freqüentemente pedia a seu Anjo da Guarda, que por piedade levasse um importante recado ao Padre Pio. Um dia depois da confissão, ele falou na igreja com Padre Pio, perguntando se o Anjo da Guarda havia lhe dado o recado. O Padre Pio respondeu: Tu crês que sou “surdo”? E o Padre Pio repetiu o que ele há poucos dias antes havia dito ao seu Anjo da Guarda.
O Padre Linio contou que estava rezando ao meu anjo da guarda para que interviesse e falasse ao Padre Pio em favor de uma senhora que estava muito mal. Porém parecia que as coisas não mudavam em anda. Encontrei o Padre Pio e disse: Padre pedi a meu Anjo da Guarda que pedisse ao senhor por aquela senhora. É possível que não tenha feito? Respondeu o Padre Pio: E tu o que crês? Que ele seja desobediente como tu e eu?
O Padre Eusébio narra:
Estava viajando a Londres em avião, contra o conselho do Padre pio que não quis que eu usasse aquele meio de transporte. Em quanto sobrevoávamos o canal da Mancha uma violenta tempestade se abateu sobre o avião, e nos encontrávamos em grave perigo. Entre o terror geral, eu recitei o ato de contrição e não sabendo outra coisa a fazer, mandei ao Padre Pio, um pedido pelo meu Anjo da Guarda, suplicando ajuda urgente.
De regresso a San Giovanni Rotondo fui ver o Padre Pio. “Menino”, me disse. – “Como estás? ” “Passaste bem o tempo todo?” – “Padre!, eu disse, estive a ponto de morrer” – Então porque não obedeces?” – “Porém eu rezei ao meu Anjo da Guarda”… “É menos mal que ele chegou a tempo!
O SUPER-PILOTO SECRETO
Um advogado de Fano, Itália estava regressando à sua casa em Bolonha. Ele estava dirigindo seu veículo que era modelo Fiat 1100. No carro encontravam-se sua mulher e seus dois filhos. Num certo momento, sentindo-se cansado, o advogado foi substituído no volante pelo seu filho mais velho, Guido, o qual antes se encontrava dormindo.
Após alguns quilômetros perto de San Lázaro, também esse filho dormiu. Quando acordou deu-se conta que se encontrava a um par de quilômetros do povoado de Imola. Assustado ele gritou: – “Quem havia dirigido o carro? Tinha-lhes acontecido algo… Não – responderam todos. O filho mais velho despertou e disse que havia dormido profundamente.
A mulher e o filho mais novo, incrédulo e maravilhado, disseram haver percebido um modo de dirigir o carro diferente do usual: às vezes o carro esteve a ponto de se chocar com outros veículos, porém na última hora nada acontecia, devido a manobras perfeitas. Também a maneira de fazer as curvas era diferente.
“Sobretudo, – disse a mulher – não colidimos, apesar de vocês estarem dormindo o tempo todo e não respondendo as nossas perguntas. Disse o marido: “Eu não pude responder porque estava dormindo”. No entanto, quem tinha conduzido o automóvel? O que havia impedido os acidentes?… Alguns meses depois o advogado foi a San Giovanni Rotondo e o Padre Pio quando o viu, apoiando sua mão no ombro dele disse: “ficaste dormindo e o Anjo da Guarda conduziu o veículo”. O mistério estava revelado.
DANDO AS BOAS-VINDAS
Uma filha espiritual do Padre Pio estava caminhando para o Convento em uma estrada pelo campo. O padre Pio a esperava no Convento dos Capuchinhos. Eram dias de inverno e nevava, o que dificultava caminhar. Ao longo do caminho ela acreditava que não conseguiria chegar até o Convento na hora marcada.
Cheia de fé, ela rogou ao seu anjo da guarda para que avisasse a Padre Pio que chegaria atrasada para o seu compromisso, devido ao mal tempo. Chegando ao Convento ela constatou com grande alegria que o monge a aguardava em uma janela, da qual ele lhe sorriu, cumprimentando-a.
BÊNÇÃOS E CARINHOS DE PAI
Um homem certa vez contou: “Padre Pio, parava freqüentemente na sacristia para cumprimentar suas crianças e amigos espirituais, com um beijo. Um senhor comentou que um homem naquela posição deveria cumprimentá-los somente com a bênção, e não com um beijo”. Para a surpresa daquele senhor, no dia 24 de dezembro de 1958, estando em confissão com Padre Pio, quando estava ao fim, seu coração palpitava fortemente e estava tão emocionado que perguntou ao Padre Pio: “Padre, hoje é Natal e eu posso lhe cumprimentar com um beijo?” Pio com uma doçura que não se consegue descrever, mas somente imaginar, lhe respondeu: “À frente meu filho, não percamos mais tempo!”. Ele me abraçou e eu o beijei como um pássaro, alegre, e saí daquele lugar cheio de alegrias celestiais, afora aqueles carinhos na cabeça que ele me deu, o que dizer deles!
Depois de algum tempo, antes de partir para St. Giovanni Rotondo, quis obter um sinal particular de predileção do Padre Pio. A benção dele não era suficiente. Eu também queria que me cumprimentasse com aqueles carinhos na cabeça, que eram para mim os de um verdadeiro pai. Tenho que dizer que eu, como um menino, nunca senti falta dos carinhos do Padre Pio. Mas num certo dia, na sacristia havia muitas pessoas querendo cumprimentar Padre Pio, a sacristia era pequena e por isso o Pe. Vincenzo exortou a todos com a severidade habitual: “Não empurrem… não atrapalhem o Padre Pio… para trás…”
Nesse momento eu me desencorajei e pensei: “Partirei sem a benção do Padre Pio. Não quis ir até ele e por isso pedi ao meu anjo da guarda para se tornar um mensageiro e contar ao Padre Pio que eu iria partir, e disse com estas palavras: Pai, eu parto, desejo receber a benção e o carinho paternal do Padre Pio, para mim e para minha esposa”. Padre Vincenzo ainda estava repetindo… “Não empurrem Padre Pio… não empurrem”. Eu sentia ao mesmo tempo uma grande ansiedade e uma imensa tristeza. Mas de repente Padre Pio veio ao meu encontro, e sorrindo me fez aqueles carinhos na cabeça e estendeu a mão para que a beijasse.
OS ANJOS, MENSAGEIROS DE PIO
Uma mulher estava sentanda em um quarto do Convento dos Capuchinhos. A Igreja estava fechada. Era tarde. A mulher rezava em seu íntimo, e repetia com seu coração: “Padre Pio, me ajude! Anjo da guarda, por favor, vá dizer para pai Pio que me ajude, caso contrário minha irmã morrerá!
“Da janela sobre ela, veio a voz do padre Pio: “Quem está me chamando? Qual é o problema?” A mulher admirada contou sobre a doença de sua irmã, e Padre Pio foi ao encontro da mulher doente e a curou.
Um homem contou para Pai Pio: Eu não posso vir vê-lo freqüentemente. Meu salário não me permite tais viagens longas e caras. Padre Pio respondeu: Quem lhe disse que você precisa vir aqui? Você tem seu Anjo da guarda, não o tem? Conte a ele o que você quer, envie-o aqui e você terá a resposta!
Quando Pio era um padre jovem ele escreveu uma carta ao seu confessor dizendo: quando fecho meus olhos e a noite vem, eu posso ver o Céu que aparece diante de mim. Fiquei muito alegre por esta visão, porque assim posso dormir com um doce sorriso nos lábios e com uma face tranqüila, como que a espera do menino que fui na minha infância, que virá me acordar e começaremos a cantar juntos elogios ao Grande amor que há nos nossos corações.
Um dia Padre Alessio se aproximou de Pai Pio com algumas cartas na mão, para lhe fazer perguntas mas pai Pio lhe falou bruscamente: – Você não está vendo que eu estou ocupado? Deixe-me só. Padre Alessio foi embora aborrecido. Pe. Pio vendo como Pe. Alessio ficara, correu atrás dele e lhe disse: – Você não viu quantos anjos estavam perto de mim? Eles eram os Anjos-da-guarda de minhas crianças espirituais, que vieram trazer as mensagens delas para mim. Eu tinha que lhes dar respostas, informá-las.
PADRE PIO FALA DOS ANJOS
Um doutor perguntou para Padre Pio: – Tantos anjos vivem sempre junto de você. Eles não lhe dão problemas? – Não, eles não fazem nada. Padre Pio com simplicidade respondeu. – Eles são muito obedientes.
Padre Pio disse certa vez a uma pessoa: – Nós rezaremos pela sua mãe, para que o seu anjo da guarda lhe faça companhia.
Uma das crianças espirituais de Padre Pio, disse: Pai Pio é tão piedoso, sempre escuta aqueles que o chamam. Uma noite, um grupo de amigos que chegara a pouco a San Giovanni Rotondo, estavam falando da pessoa do Padre Pio e ingenuamente começaram a enumerar perguntas que queriam fazer para ele e pediram a seus anjos que levassem os pedidos ao padre o mais cedo possível. No dia seguinte depois da Santa Missa, padre Pio lhes reprovou: – Vocês não me deixaram tranqüilo a noite passada! Mas o sorriso de padre Pio, desmentia suas palavras. Nisso eles viram que o frade lhes tinha atendido.
Pio, você pode ouvir tudo o que o Anjo da guarda lhe conta? Uma pessoa perguntou para Padre Pio. E ele respondeu: – Claro que sim! Pensa que os anjos são desobedientes como você? Envie-me seu Anjo da guarda!
É inútil que me escrevas, porque eu não posso lhe responder. Envie-me seu Anjo da guarda sempre, e eu farei tudo.
Seu Anjo da guarda me contou algumas coisas que me fazem entender sua desconfiança.
Invoque o seu Anjo da guarda, pois ele te iluminará e te guiará no caminho de Deus. Deus o deu a você. Então o use.
Se a missão do nosso Anjo da guarda for uma grande missão, a minha missão é sem dúvida maior, porque ele tem que ser como um professor para me explicar outros idiomas.
Envie-me seu Anjo da guarda, porque ele não paga ingresso no trem nem consome seus sapatos.
Para todas as pessoas que vivem há um Anjo-da-guarda. Por isso ninguém se encontra sozinho.
FONTE:
http://padrepio.catholicwebservices.com/
PORTUGUES/Anjo_da_guarda.htm

9 de ago. de 2010

João 6, a Eucaristia e os Protestantes

Todo protestante que se preze lê a Bíblia. Em particular, muitos gostam do Novo Testamento e em especial o Evangelho de São João é querido por inúmeras pessoas. Eu também amo a forma como São João expõe o Evangelho do Mestre.


Mas há alguns detalhes que as pessoas passam por alto. Um deles, senão o principal, está diante dos olhos de todos e muitos nem percebem. Falo do texto de João 6. Alguém mais desavisado dirá: “mas o que tem João 6 de especial?”. É aí que está. Estamos diante de um texto deveras especial. Vamos a ele.

“Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer. Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.” (João 6:31-36)

Aqui Jesus declara ser o pão da vida, o pão que desceu do Céu e que dá vida ao mundo. Ele falava literalmente e assim foi compreendido, como veremos depois. Tanto é verdade, que em seguida os judeus conjecturavam:

“Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu; e perguntavam: Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz agora: Desci do céu?“ (João 6:41-42)

Fica claro aí, portanto, que os judeus estavam compreendendo Jesus tal como ele falava. Aí, Jesus chega então ao cerne do texto em questão, dizendo:

“Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a sua carne a comer? Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é como o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.” (João 6:50-58)

Sei que muitos dirão que ali Jesus falava figuradamente e etc. Mas tudo isso poderia ser factível e até muito interessante, não fosse a reação dos discípulos:

“Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Mas, sabendo Jesus em si mesmo que murmuravam disto os seus discípulos, disse-lhes: Isto vos escandaliza?“ (João 6:60-61)

Realmente, eles tinham razão: era um discurso duro, forte demais até. Mas Jesus os interpela perguntando se isso (que Sua Carne é verdadeira comida e o Seu Sangue é verdadeira bebida) os escandalizava. E no versículo 64 Ele ainda fala que alguns ali (entre os discípulos) não criam. E aí acontece o inevitável diante dessa cena:

“Por causa disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás e não andaram mais com ele. Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:66-68)

Aí é onde vemos os verdadeiros discípulos. Muitos, por terem entendido, sim, corretamente as palavras de Cristo, se retiraram, pois não podiam suportar tal coisa (v. 60). Eles não se retiraram por terem achado chato ou coisa parecida, não! Se retiraram por terem entendido, e não aceitado a palavra de Cristo, mostrando que devemos comer da Sua Carne e do Seu Sangue. Pois o verbo ali no texto original, não quer dizer somente comer, mas triturar. Devemos, sim, comer do Corpo e do Sangue de Cristo. E daí que muitos pensaram que Cristo falava de canibalismo. Não era canibalismo, mas também eles não haviam entendido errado ao pensar em comer de forma real Seu Corpo e Seu Sangue.

E aí, Ele se vira para os apóstolos e demais discípulos e questiona-os se eles também o deixarão. Veja, que se tivesse sido um mal-entendido, Jesus podia muito bem ter falado: “Olha pessoal, não é bem assim, eu queria dizer isso e isso, não tem nada a ver com o que vocês entenderam”. Mas não! Ele não fez isso! Ele deixou-os ir. Queria qualidade de discípulos, não número. E olha que não era tanta gente ainda, hein.

Lembre-se de que todas as vezes em que alguém entendia mal algo que Ele falava e aquilo tinha que ficar claro, Ele tornava a explicar. Caso de Nicodemus, que tomou a Jesus ao pé da letra (“nascer de novo” como sendo o nascimento natural) e foi corrigido, para que ficasse claro o que Jesus falava a ele; outra vez, quando Jesus falava do fermento dos fariseus (Mt 16.6-12) e os apóstolos entenderam que era do fermento natural, de pães que Ele falava, Ele corrigiu-os e mostrou que o “fermento” aí era a doutrina errada deles e não o fermento literal como todos conhecem. Teria mais situações nesse sentido nos Evangelhos para comprovar o que falo. Ele deixou-os ir sabendo o que eles tinham compreendido e que aquilo que eles entenderam (de tomar literalmente Sua Carne e Seu Sangue) não era uma distorção do ensino que Ele tinha dado a eles.

Ou seja, quando Cristo precisava esclarecer seus ensinos, Ele o fazia e jamais deixava Seus filhos no engano. Não seria em uma hora tão vital que Ele deixaria as pessoas crerem algo contrário do que Ele disse.

Sabemos ainda que esse texto que consideramos agora tem dois elos essenciais na Escritura: Lucas 22:19-20: “E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o MEU CORPO, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em MEU SANGUE, que é derramado por vós“ e 1 Coríntios 11: 23-25, onde São Paulo praticamente repete Nosso Senhor. Notem que em momento algum Cristo ou São Paulo fala que isso representa o corpo de Cristo, antes que isso É o corpo e sangue de Cristo.

Ou seja, ali Ele falava realmente de comermos Sua Carne e tomarmos o Seu Sangue. Mas e a questão é: onde e como se faz isso? Existem provas que Ele falava explicitamente da Eucaristia? Teria sido esse o entendimento dos apóstolos e dos cristãos dos primeiros séculos? E hoje, quem segue esse ensino? Vamos pensar um pouco.

Os Padres da Igreja e a Eucaristia

Sto. Inácio de Antioquia, do século II, dizia sobre a Eucaristia, que ela era "a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o Pai ressuscitou por sua benignidade ".

São Cirilo de Jerusalém, ao comentar esses textos, especialmente o de Lucas, afirma: "Havendo Cristo declarado e dito, referindo-se ao pão: Isto é o meu corpo, quem ousará jamais duvidar? Havendo Cristo declarado e dito: Este é o meu sangue, quem ousará jamais dizer que não é esse seu sangue? " (Cirilo de Jerusalém, Catech. mystag., LXXXVI, 2401)

São Cirilo de Alexandria, comentando texto análogo ao de Lucas que está em Mateus, fala: "(...) Porque o Senhor disse mostrando os elementos: Isto é meu corpo, e Este é o meu sangue, para que não imagineis que o que ali aparece é uma figura, senão para que saibas com toda segurança que, pelo inefável poder de Deus onipotente, as oblações são transformadas real e verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo ; e que ao comungar delas recebemos a virtude vivificante e santificadora de Cristo." (Cirilo de Alexandria, Comment. In Math. XXVI, 27)

Com isso ele desmonta toda e qualquer tese de ser uma simples demonstração do corpo de Cristo, antes, ele assevera que as oblações se tornam categoricamente e insofismavelmente no corpo e no sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.

Veja o que um mártir, do primeiro século da Igreja, disse a respeito:

“Não me agradam comida passageira, nem prazeres desta vida. Quero pão de Deus que é a carne de Jesus Cristo” (Sto. Inácio Mártir, Bispo de Antioquia, escrevendo aos Romanos, parágrafo 7, cerca de 80-110 d.C.).

Não precisaríamos ir longe para comprovar que isso era o que criam os primeiros cristãos e toda a Igreja desde sempre, desde o seu início. A pergunta que não quer calar é: como os protestantes, que amam a Escritura, fazem dela seu único baluarte (embora a mesma Escritura assevere que o baluarte da Verdade é a Igreja e não a Escritura – cf. 1 Timóteo 3.15) não vêem isso? Por que motivo eles fariam vistas grossas ao que colocamos aqui, da crença dos primeiros cristãos?

Veja S. Justino falando sobre a Eucaristia:

“Está comida nós a chamamos Eucaristia... nós não recebemos essas espécies como pão comum ou como bebida comum; mas como Cristo Jesus nosso Salvador, assim também ensinamos que o alimento consagrado pela Palavra da oração que vem dele, de que a carne e o sangue são, transformação, Carne e Sangue daquele Jesus Encarnado” (São Justino Presbítero, I Apologia, cap. 66 cerca de 148-155 d.C.).

Aqui ele faz o elo claro, a transubstanciação. Ele também é por demais claro ao falar que o alimento consagrado É corpo e sangue de Cristo e não um pão qualquer.

Veja isso, datado do século II também:

“Assegurem, portanto, que se observe uma Eucaristia comum; pois há um Corpo de Nosso Senhor, e apenas um cálice de união com seu Sangue e apenas um altar de sacrifício”. (Stº Inácio de Antioquia – Carta aos Filadelfos – ano 110 d.C.)

Outro Pai da Igreja do século II, falando clara e inequivocamente da Eucaristia como sendo de fato, e não só simbolicamente, o Corpo e Sangue de Cristo. E ele adiciona outro elemento aí: sacrifício! Ele fala em um altar de sacrifício. Os primeiros cristãos tinham isso muito claro: só havia uma Eucaristia, ela se constituía do Corpo e do Sangue de Cristo, que eram pão e vinho consagrados e transformados no Corpo e Sangue de Cristo por meio de um sacrifício!

Não se pode falar então de Nosso Senhor e dos primeiros cristãos como hereges, idólatras ou qualquer coisa semelhante. Eles o faziam assim, e tinham plena consciência disso ser o ensino de Cristo.

Mas, se um protestante estiver lendo esse texto, sei que falará: “olhe, João 6 não dá base para falar de sacrifício e da missa como vocês católicos crêem, quero ver se você me prova sua tese na Escritura”. Ok... Vamos então a ela, a começar do AT.

O Antigo Testamento e a Eucaristia

Sempre chamamos a Cristo de o “Cordeiro de Deus", não? Como S. João Batista: “eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Bem, no AT, o cordeiro era muito comum, já que ele remetia ao sacrifício, que é a forma de adoração mais antiga que se conhece. Temos muitos exemplos de sacrifícios no AT: Abel (Gn 4.3-4), Abraão(Gn 15.8-10), Noé(Gn 8.20-21), Moisés, Josué, Jacó (Gn 46.1), Melquisedec (Gn 14.18-20), etc. Só para citar alguns.

Melquisedec, que é tido por muitos como tipo de Cristo, ofereceu um sacrifício incruento. Ele não abateu algum animal, antes ofereceu pão e vinho! Do mesmo modo que Cristo o fez na instituição da Eucaristia.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo“ (Gen 14:18-20)

Os apóstolos e a Eucaristia

Os apóstolos foram mais claros ao falar da Eucaristia como corpo e sangue de Cristo. Alguns acontecimentos no NT reforçam isso. Logo depois da ressurreição, com os discípulos em Emaús, Cristo partiu o pão com eles e foi reconhecido justamente no partir o pão (Lc 24.30, 31, 35). Em Atos lemos que todos eram fiéis aos ensinos dos apóstolos, ao partir do pão e às orações (At 2.42). Em 1 Coríntios, S. Paulo ressalta a presença Real de Cristo nas espécies ao falar das conseqüências de se tomar sem o devido preparo o Corpo e o Sangue de Cristo, falando que quem o faz sem discernir, come e bebe a própria condenação (1 Co 11.29).

São Paulo fala do pão e do cálice como sendo Corpo e Sangue de Cristo: Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? (1Co 10:16) Daí que ele adverte os cristãos a não participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios, pois muitos comiam carnes sacrificadas a ídolos e ele com isso evidencia que a comunhão eucarística é de fato a comunhão do Corpo e Sangue de Cristo e que não podemos profaná-la....

Os Protestantes e a Eucaristia

Entre os protestantes, já não há esse consenso. Uns vão defender a consubstanciação (luteranos), dizendo que a presença é só no momento da comunhão, não depois, daí que eles não conservam as espécies, crêem que depois não há mais presença de Cristo. Outros defenderão a presença espiritual (calvinistas), dizendo que há presença de Cristo na Eucaristia sim, mas não real e sim virtual. E outros ainda defenderão que a Eucaristia é só um memorial da paixão de Cristo e nada mais (batistas e a maioria dos protestantes). Ainda não é consenso entre eles a quem deve ser administrada a eucaristia: se somente a membros da própria igreja que o administra (conhecido entre eles “como comunhão fechada”) ou se admitem-se membros de quaisquer confissão protestante na administração da eucaristia (conhecida essa posição como “comunhão aberta”). Normalmente se vê batistas abraçando a primeira, enquanto presbiterianos e demais reformados abraçam a segunda. Pentecostais também se dividem. Entre eles, a Congregação Cristã defende a comunhão fechada e os assembleianos, entre outros, defendem e praticam a comunhão aberta.

Conclusão

Pudemos ver que o ensino perene de Nosso Senhor sobre Seu Corpo e Seu Sangue foi levado adiante pelos apóstolos e pelos Pais da Igreja, tendo uma prefiguração clara já no AT. Quando Ele falou de comer e beber da Sua Carne e do Seu Sangue, não falava de modo figurado, mas real.

Os protestantes, que tanto pregam o amor à Escritura, não crêem no ensino claro de Nosso Senhor sobre isso, pois isso significaria retornar a Roma. Antes, na sua busca de defender posições não ensinadas na Escritura, se dividem em mil e uma interpretações sobre qual a posição mais correta. E isso desde os primórdios da Reforma. Já que desde aquela época nunca houve consenso entre eles a esse respeito.

É dever da alma consciente decidir. A quem ouvir? À Igreja, que sempre ensinou o que Nosso Senhor e os apóstolos, os Pais da Igreja ensinaram por séculos? Ou a centenas de igrejas protestantes que não tem consenso entre si sobre um ponto fundamental da fé cristã?

"Jamais me pude persuadir de que Jesus, a Verdade e a Bondade mesmas, tenha permitido que por tantos séculos a sua Esposa, a Igreja, haja prestado adoração a um pedaço de pão em lugar de adorar a Jesus mesmo" (Erasmo de Roterdam).

7 de ago. de 2010

Pregação, as cinco pedrinhas por Nossa Senhora Rainha da Paz (audio)

Palestra para Jovens , tendo como tema as cinco pedrinhas pedidas por Nossa Senhora Rainha da Paz em Medjugorje. Retiro pregado pelo Pe. Mateus Maria, em Março de 2007, para 400 jovens.












Pe. Mateus Maria, FMDJ
Prior do Mosteiro Menino Jesus
Diretor Espiritual da Missão Regina Apostolorum

4 de ago. de 2010

DIA DO PADRE – 4 de agosto – Dia de São João Maria Vianney

*8 de maio de 1786

+ 4 de agosto de 1859

Dia do Padre
São João Maria Vianney
Patrono dos Padres

São João Maria Vianney, nasceu em Dardilly, povoado francês, ao norte de Lyon, no ano de 1786. Era um rude camponês, sem muitos dotes pessoais que permaneceu escondido por um período, por haver desertado do exército napoleônico em marcha para a Espanha unicamente por não conseguir acertar o passo com seu batalhão. No seminário não conseguia acompanhar seus colegas de estudo pela confusão mental que fazia diante de simples página de filosofia ou de teologia, pelo que seus mestres, desanimados, deixaram até de interrogá-lo. É lástima, disse um ao Vigário Geral, porque é modelo de piedade. “Modelo de piedade exclamou o vigário – Então vou promovê-lo, e a graça de Deus fará o resto”.
Em 1815 recebeu as ordem sagradas, mais sem a autorização para confessar, foi enviado a uma insignificante aldeia, com cerca de 230 paroquianos. Era coadjutor do Padre Balley, a quem atribui-se o mérito de haver percebido naquele bobo “iluminado” os carismas da santidade. Foi então enviado para Ars como vigário capelão ou cura. Ars no planalto de Dombes tinha duzentos e trinta habitantes.
Sua vida era, oração, penitência, caridade, cumprindo assim com zelo seu ministério sacerdotal, permanecendo horas e horas atendendo confissões dos peregrinos que a ele acorriam de toda a parte da França, a fim de pedir orientações. Ars foi transformada assim por aquele que viria a ser o Patrono dos vigários.
São João Maria Vianney morreu no dia 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos. Ars foi transformada em meta de peregrinações antes mesmo do Papa Pio XI no ano de 1925 canonizá-lo.
São João Maria Vianney, rogai por nós!!!

Ano Sacerdotal , Viva o sacerdócio Católico


Quando em 2009 o Papa Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal, exortando a todos os fieis que orassem pela santificação dos sacerdotes, estava declarando uma verdadeira guerra ao Inferno. Afinal, foi o próprio Senhor Jesus quem recordou ao primeiro Papa que as forças do inferno não poderão vencer a Igreja (cf. Mt 16, 18).
Se esta certeza da vitória final da Igreja nos enche o coração de esperança, também nos serve de alerta. Enquanto estivermos neste mundo haverá combate. E neste combate é importante compreendermos a estratégia do inimigo.

Digo isto porque, o Inimigo não é estúpido. Muito pelo contrário, é inteligente e utiliza a sua inteligência e todas as suas forças para seu objetivo principal que é destruir a Igreja. E isto já estava previsto na profecia: “porei inimizade entre ti e a mulher” (Gn 3, 15). Mas é bom lembrar que, quando se trata de uma luta de vida e morte, todo lutador procura atingir o adversário em um de seus pontos vitais. Se existe a possibilidade de se atingir o inimigo com um tiro na cabeça ou no coração, porque desperdiçar munição atirando em seus pés? Ora, Satanás sabe perfeitamente qual é o ponto vital da Igreja: a Eucaristia. A Igreja vive da Eucaristia – Ecclesia de Eucharistia.

Se é assim, compreende-se imediatamente a importância vital do sacerdócio. Tentando destruir o sacerdócio católico e declarando guerra aberta aos nossos padres, o demônio está tentando destruir a Igreja, atingindo-lhe o coração. Sem sacerdotes não há Eucaristia, sem Eucaristia não há Igreja.
Não nos deixemos enganar. A guerra midiática travada contra a Igreja ao redor dos escândalos sexuais de alguns sacerdotes não é uma batalha pela moralidade, nem uma preocupação com a castidade dos menores envolvidos. Em toda esta crise é o Santo Padre que tem manifestado enfaticamente a sua solidariedade às vítimas de abusos sexuais e tem dado orientações claras de que não devemos encobrir estes pecados vergonhosos.

É extremamente significativo que as mesmas pessoas que rasgam as vestes diante dos escândalos sexuais de padres, não façam nada para tutelar a pureza dos menores. Mas, ao contrário, apoiam a distribuição gratuita de camisinhas e lubrificantes sexuais aos nossos filhos, nas escolas públicas e em postos de saúde. Trata-se da mesma corja que patrocina programas de deseducação sexual em tvs abertas e alardeia como “direitos sexuais” as depravações da moda.

Não posso crer que estes lobos ferozes, que em sua maioria leva uma vida muito distante da castidade cristã, tenham se transformado milagrosa e repentinamente em uma legião de anjos da guarda, que zelam pela pureza de nossos filhos. Diria que mais se parecem com aqueles abutres que rodeiam um animal ferido e que fazem o possível para lhe abreviar a agonia para tirar proveito, o quanto antes, de sua carcaça. E a vítima, quem é? Um punhado de padres pedófilos? Não, mas sim o sacerdócio católico.

Não nos iludamos. Esta reação em massa não se explica apenas como um empreendimento humano. São Paulo nos lembra que não é contra a carne e contra o sangue que lutamos, mas contra espíritos malignos espalhados pelo espaço (cf. Ef 6, 12). A raiz do problema é portanto espiritual. E, se é assim, qual deve ser a nossa reação espiritual? Precisamos crer mais fortemente no sacerdócio católico; rezar e oferecer sacrifícios pela conversão e santificação dos sacerdotes, não somente neste ano sacerdotal, mas sempre.

Precisamos nos dar conta da grandeza do sacerdócio e da fragilidade de nossos sacerdotes. A grandeza do sacerdócio nos leva a considerar humildemente o quanto dependemos destes ministros do Senhor. Sem eles não temos as duas coisas mais importantes que podemos fazer em nossa vida espiritual: receber o perdão dos pecados e a eucaristia.
Esta grandeza do sacerdócio me leva a ser ousado e a professar minha fé neste grande dom de Deus. Já disse várias vezes, e algumas pessoas se escandalizaram com isto, que se na hora de minha morte eu tivesse de escolher entre ter ao meu lado a Virgem Imaculada e um sacerdote imundo e criminoso, eu preferiria ter o sacerdote. E a razão é muito simples. Nossa Senhora é maior e mais santa do que aquele padre miserável, mas não sendo sacerdote, ela não pode me dar os últimos sacramentos e o perdão de meus pecados. O sacerdote pode.

Por felicidade nossa, porém, nós católicos não precisamos fazer esta escolha. Podemos ter em nosso leito de morte, ao mesmo tempo, nossa Mãe santíssima e um sacerdote que, esperemos, esteja trilhando o caminho da santidade e da virtude.
Como uma arma neste combate, Deus nos presenteou com o Papa certo, na hora certa. Ele não é apenas um grande teólogo, mas também um homem espiritual que sabe com que armas a Igreja pode lutar. A Igreja não vive de reuniões, marketing e estratégias. A Igreja vive da Eucaristia. E os sacerdotes são os instrumentos de Deus que nos fazem entrar nesta vida. Ao convocar um ano sacerdotal para a santificação dos sacerdotes, o Santo Padre o Papa se colocou na linha de frente de uma grande batalha espiritual.

Por isto, recordemo-nos também de rezar e oferecer sacrifícios por este grande homem de Deus, o Papa Bento XVI. Que o Senhor o conforte nesta grande batalha espiritual e lhe dê a certeza de que não está sozinho, mas cercado de uma multidão de irmãos (cf. Rm 8,29).

3 de ago. de 2010

São Pedro Julião Eymard



V I D A
Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso Pedro Julião e Maria Madalena Pelorse. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal.
Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem celebrou sua primeira Missa em 26 de outubro de 1834.
Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia.
Aliás, padre Eymard já notava que havia certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris.
Em sua primeira viagem a Paris, o Pe. Eymard tomou contacto com a Adoração Perpétua e conheceu um judeu convertido, Ermano Cohen, que iniciara a adoração noturna dos homens. Nos meios eucarísticos, conheceu também um capitão de fragata, Conde Raimundo de Cuers, que depois seria seu auxiliar na nova congregação dos Sacramentinos.
Um dia o Pe. Eymard orava na basílica de Fourvière, diante do altar de Nossa Senhora. Assim descreve inspiração que lhe veio ao espírito nessa ocasião: “Estava rezando, quando se apoderou de mim um pensamento tão forte, que me absorveu a ponto de perder completamente todo outro sentimento: para glorificar seu Mistério de Amor, Jesus, no Santíssimo Sacramento, não tinha um corpo religioso que fizesse disso sua finalidade e a isso dedicasse todos os seus cuidados. Era necessário que houvesse um”. E quem tinha a graça para fazê-lo era ele próprio.
Quanto lhe custou para levar essa obra avante! Religioso, com os três votos, não era livre para dedicar-se inteiramente à obra que a Providência lhe pedia. E o superior geral dos Oblatos de Maria Imaculada não queria dispensá-lo dos votos, para não perder um tão útil elemento para sua congregação.
Pe. Eymard consultou o próprio Papa Pio IX sobre a possível futura congregação. Respondeu o imortal Pontífice: “A obra vem de Deus, estamos convencidos. A Igreja necessita disto: que se sigam todos os caminhos para tornar conhecida a divina Eucaristia”.
Finalmente o Pe. Eymard conseguiu dispensa dos votos. Com o Conde de Cuers, a essa altura ordenado sacerdote, deu início à Congregação do Santíssimo Sacramento. Ao arcebispo de Paris, que daria autorização para a nova congregação, explicou que “a nossa não é uma congregação puramente contemplativa. Nós fazemos a adoração, é certo. Mas queremos também levar outros a serem adoradores, e devemos nos ocupar das Primeiras Comunhões tardias. Enfim, queremos pôr fogo nos quatro cantos de Paris, que tanto necessita”. Entretanto, a vocação do verdadeiro adorador do Santíssimo Sacramento era, segundo ele mesmo, mais ampla: “Adorar perpetuamente Nosso Senhor no trono da graça e de amor, agradecer-lhe pelo inefável benefício da Eucaristia, tornar-se uma mesma vítima com Jesus Hóstia para reparação de tantos pecados que cobrem a Terra, exercer aos pés da Eucaristia uma missão perene de ação de graças e impetração pela Igreja, pela paz entre os príncipes cristãos, pela conversão dos pecadores, dos hereges, dos infiéis, dos judeus: eis o elemento perene da vida do religioso do Santíssimo Sacramento”.
E para sua concretização tinha se dedicado inteiramente: “Disse sim a tudo e fiz voto de dedicar-me até a morte à fundação de uma congregação de adoradores. Prometi a Deus que nada me deteria, devesse eu embora comer pedras e acabar no hospital. E, principalmente, pedi a Deus (e talvez fosse isto presunção de minha parte) trabalhar sem o menor conforto humano”.
Em 22 de maio de 1856, com a ajuda do arcebispo de Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. E, depois de três anos, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Mais tarde, também fundou uma Ordem Terceira, em que leigos comprometem-se na adoração do Santíssimo Sacramento.
Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França, para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Ordem, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística.
Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1º de agosto de 1868, com apenas cinqüenta e sete anos de idade. Beatificado pelo papa Pio XI em 12 de julho de 1925, foi canonizado pelo papa João XXIII em 9 de dezembro de 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de são Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte.




O R A Ç Ã O

Deus, nosso Pai, São Pedro Julião viveu um profundo amor pela Eucaristia, centro de toda a vida da Igreja. Dai-nos viver em profundidade as exigências desse grande sacramento de amor. Que não haja divisões, rixas e violência entre nós que sentamos à mesa do Senhor e participamos de sua ceia.
Jesus lavou os pés de seus discípulos, mostrando que a nossa vocação é servir, compartilhar angústias e alegrias, carregar os fardos uns dos outros, trabalhar pela reconciliação dos homens, implantar a fraternidade, construir a paz e fazer deste mundo uma habitação onde todos os homens, sem diferenças de cor, raças e credos, possam viver sem medo, sem ameaças, sem riscos de vida. Dai-nos compreender que a “Eucaristia” é “vida”, vida doada e repartida, é dom de si mesmo ao outro, é um grito de denúncia contra tudo aquilo que divide e conduz ao desespero e à morte.
Vós sois a Vida, por isso nós vos louvamos.
São Pedro Julião, rogai por nós!

2 de ago. de 2010

Resposta do Padre Paulo Ricardo aos ataques enfurecidos de um protestante:

O Pe. Paulo Ricardo esteve mais uma vez presente no programa Escola da Fé.
O assunto foi história da Igreja e tivemos uma explanação brilhante do que foi aquela Igreja primitiva, dos Santos Padres; eles, que modelaram, como afirmou o próprio sacerdote, a ‘identidade’ cristã. Uma passada pela conversão de Constantino e pela publicação do Édito de Milão foi oportunidade conveniente para a refutação daquela ideia simplesmente sem fundamentos de que a Igreja “teria se corrompido” e se misturado com o paganismo. A promessa do Cristo é clara: As portas do inferno não prevalecerão. No entanto, os protestantes estão sempre buscando maneiras de escapar dessa verdade. Para isso, se utilizam das mais estúpidas estórias, todas formuladas com um único propósito: justificar a rebelião irresponsável de Lutero no século XVI.
______________________________________________________________________
Abaixo a resposta do pe. Paulo Ricardo aos ataques enfurecidos de um protestante:



Segundo alguns protestantes, a Igreja Católica Apostólica Romana teria surgido com Constantino; não teria sido fundada por Jesus Cristo. Aquela comunidade cristã que existia em tempo anterior ao Édito de Milão seria bem diferente da comunidade católica romana corrompida pelo paganismo do Império Romano.
É preciso dizer que essa afirmação é uma mentira. E os documentos históricos da época o comprovam. O pe. Paulo Ricardo inclusive citou as cartas de Santo Inácio de Antioquia como ótima referência de leitura. São provas reais de que a comunidade cristã nasce verdadeiramente católica. E Santo Inácio usa esse termo! “Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Cristo Jesus também nos assegura a presença da Igreja Católica” (Epístola aos cristãos em Esmirna, n. 8).
E a obediência ao bispo de Roma também já era uma característica da primeira comunidade católica (muitos protestantes também afirmam que o papado se iniciou com Constantino). São Clemente, que foi papa ainda no primeiro século, escreveu uma carta aos cristãos em Corinto, advertindo que obedecessem “às coisas escritas por nós através do Espírito Santo”. Isso sem falar das inúmeras provas bíblicas do primado de Pedro sobre os apóstolos (cf. Mt 16, 18; Jo 21, 17; At 15, 7) e dos documentos históricos que comprovam que Pedro esteve em Roma (em um livro sobre a história da Igreja,Eusebio de Cesareia também se referiu a S. Pedro como “porta-voz de todos os outros devido a sua virtude”).
Está bem claro que a Igreja fundada por Nosso Senhor é essa Igreja Católica Apostólica Romana e que São Pedro, cujo sucessor é Bento XVI, continua sendo essa rocha sobre a qual ela está edificada. Todas as outras comunidades que de algum modo se afastaram da Igreja Católica perambulam por caminhos obscuros, por mentiras que só levam ao abismo da morte. Contra a Igreja, no entanto, o poder da morte não pode prevalecer, conforme promessa do próprio Cristo.
O poder da morte não pode prevalecer. Como entender essa promessa? Como entender essa realidade quando a mídia noticia, aos quatro ventos, casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes? Como entender essa verdade quando começamos a ler a história da Igreja e notar a incômoda presença de papas submetidos aos interesses de famílias da nobreza, muitas vezes corruptos e pouco comprometidos com o celibato sacerdotal?
“É na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder” (2 Cor 12, 9). É na fraqueza de homens pecadores que atua a força do Espírito Santo de Deus. Por isso, ao mesmo tempo em que são apresentados pelos inimigos da Igreja personagens corruptos como os papas João XII e Alexandre VI, não podemos deixar de apresentar heróis como São Tomás de Aquino, Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Assis, São Domingos de Gusmão, São Pedro Canísio, São João Bosco, e papas como São Pedro, Gregório Magno, Leão Magno, Gregório XVI, Pio IX, Pio XII… Aqueles são corruptos justamente porque não foram fiéis à aliança com Deus; estes são santos e virtuosos porque fizeram da sua vida um compromisso de amor ao Evangelho e à Santa Igreja de Deus.
Compromisso de amor e fidelidade. Façamos esse propósito; tenhamos esse objetivo fixado no nosso projeto de vida. Rezemos, nesse sentido, pela fidelidade dos nossos sacerdotes. Que sejam santos, assim como o Senhor é santo. Oremos, de uma maneira especial, pelo padre Paulo Ricardo. Que continue sendo zeloso defensor da ortodoxia e da doutrina católicas. Cubra-o com seu manto sagrado a Virgem Santíssima, Mãe da Igreja.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com