Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

27 de abr. de 2010

Aumenta a 1.166 bilhão o número de católicos no mundo













VATICANO, 27 Abr. 10 / 12:36 pm (ACI).- A Livraria Editora Vaticano acaba de publicar uma nova edição do Anuário Estatístico da Igreja, no qual se recolhem dados estatísticos entre os quais consta que no ano 2008 os católicos do mundo chegaram a ser 1.166 bilhão.



O anuário faz um balanço entre o ano 2000 e 2008. Ao longo destes nove anos, a presença de católicos no mundo passou que 1.045 no ano 2000 a 1.166 bilhão em 2008, com uma variação relativa de 11,54 por cento.



Lendo os dados de forma diferenciada se observa que na África se registra um aumento de 33 por cento, enquanto na Europa a situação se mantém substancialmente estável (+ 1,17 por cento); na Ásia o aumento é de 15,61 por cento, na Oceania +11,39) e na América + 10,93. Não obstante, os católicos europeus passaram de 26,81 por cento em 2000 a 24,31 por cento em 2008. Na América e Oceania os números se mantêm estáveis e na Ásia aumentam ligeiramente.



Já o número de bispos no mundo passou-se de 4 541 em 2000 a 5 002 em 2008, com um aumento de 10,15 por cento.



A população sacerdotal, tanto diocesana como religiosa, mostra um ligeiro crescimento ao longo destes nove anos (com um aumento de 0,98 por cento em nível mundial), passando de 405 178 em 2000 a 409 166 em 2008. Se na África e Ásia estas cifras aumentam (respectivamente 33,1 e 23,8 por cento), na América o número de padres se mantém estável, enquanto na Europa e Oceania diminui um 7 e 4 por cento.



Os sacerdotes diocesanos aumentam 3,10 por cento, passando de 265 781 em 2000 a 274 007 em 2008. Em contraste, os sacerdotes religiosos se encontram em constante diminuição (-3,04 por cento), chegando a ser 135 159 em 2008. Os sacerdotes diminuem claramente na Europa: se em 2000 os sacerdotes europeus representavam mais de 51 por cento do total mundial, em 2008 decrescem aos 47 por cento.



Entretanto, se na Ásia e África juntas supunham em 2000 17,5 por cento do total de padres, em 2008 a percentagem era de 21,9 por cento. América aumentou ligeiramente sua percentagem chegando a aproximadamente 30 por cento.



Quanto aos religiosos não-sacerdotes, se em 2000 eram 55 057, em 2008 desceram a 54 641. Comparando os dados como continentes, na Europa se percebe uma nítida diminuição (-16,57 por cento) e na Oceania (-22,06 por cento), mantendo-se estavelmente na América e aumentando na Ásia (+32,00 por cento) e na África (+10,47 por cento).



As religiosas são quase o dobro que os sacerdotes e 14 vezes os religiosos, mas atualmente estão diminuindo. Os seus números passaram de 800 000 em 2000 a 740 000 em 2008. Quanto à sua distribuição geográfica, 41 por cento reside na Europa enquanto na América vive 27,47 por cento, na Ásia 21,77 por cento e na Oceania 1,28 por cento. Em termos gerais, as religiosas aumentaram nos continentes mais dinâmicos, África (+21 por cento) e Ásia (+16 por cento).



O Anuário Estatístico da Igreja também recolhe a evolução do número de estudantes de filosofia e de teologia nos seminários diocesanos e religiosos. Em nível global eles aumentaram, passando de 110 583 em 2000 a mais de 117 024 em 2008. Enquanto na África e na Ásia os candidatos ao sacerdócio aumentam, na Europa o número diminui.

18 de abr. de 2010

Invocar Maria como Rainha da Família, pede o Papa Bento em Malta













18.04.2010 - VATICANO.- No marco de sua Visita Apostólica a Malta, com ocasião do 1950º aniversário do naufrágio de São Paulo, o Papa Bento XVI rezou a oração Mariana do Regina Caeli após celebrar esta manhã a Santa Missa na Praça dos Celeiros em Floriana. Em suas palavras prévias o Papa alentou os presentes a invocá-la como Rainha da Família, recordando sua importância como intercessora dos homens ante Deus.




“Quando se dão as graças, quando temos intenções particulares na oração e quando se pede o amparo celestial para os seres queridos, costuma-se recorrer à Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja e nossa Mãe”, disse o Pontífice, acrescentando conhecer “a especial devoção do povo maltês à Mãe de Deus, expressa com o grande ardor à Virgem de Lha’Pinu”, e manifestando sua alegria por poder “ter a oportunidade de orar diante da sua imagem, trazida até aqui desde Gozo para esta ocasião”.



O Santo Padre deu de presente à Virgem uma rosa de ouro como “sinal de nossa filial devoção comum à Mãe de Deus” e pediu aos presentes que a invoquem “com o título de Rainha da Família, um título acrescentado às ladainhas lauretanas por meu amado predecessor, o Papa João Paulo II, que visitou mais de uma vez estas terras”.



Deste modo agradeceu aos presentes por toda a acolhida, destacando “o ardor de sua devoção e o apoio de suas orações por meu ministério como Sucessor de Pedro”.



Mais adiante fez também uma exortação a que o Apóstolo São Paulo seja um “exemplo de fé firme e valente frente às adversidades”.



Depois da oração do Regina Caeli e a entrega da Rosa de Ouro para o Santuário Mariano de Lha’Pinu, Bento XVI repartiu sua bênção apostólica e se dirigiu à Nunciatura Apostólica para um almoço com os Bispos de Malta.



Fonte: ACI

Santo Padre Pio: Os verdadeiros inimigos säo os demônios...



















Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem que haviam os inimigos terríveis, que o odiavam à morte. Não eram os homens, que podem ter se enganado por informações recebidas, por preconceitos, por incompreensões. Os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer um de nós.



Creio que na vida de Padre Pio se pode deparar, de modo bastante evidente, a uma realidade na qual muitos não crêem, porque esses espíritos agem acultamente. É uma realidade terrível que São Paulo exprime assim: “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os principes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,11-12). A indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa, porque os chama com o nome de sua ordem de classificação. Creio que esta tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.



Muitas vezes, principalmente nas transmissões televisivas, me perguntam se vi o diabo e como poderia descrevê-lo. O diabo, como todo o mundo angélico ao qual faz parte, é um espírito; não possui um corpo, não é visível e não é descritível. Se é visto de modo sensível, deve se servir de uma forma fictícia, que assume de acordo com o que vai provocar.



É como os anjos. Quando o arcanjo Rafael se ofereceu de acompanhar o filho de Tobit, tinha a aparência de um jovem com trajes de viagem; Santa Francesca Romana via seu anjo da guarda na forma de um menino belíssimo, e é por isso que vem representada perto de um jovem; outras aparições angelicais assumiram a imagem de um ser luminoso. Adotam aparências diferentes para percebermos sua presença, mas não de acordo com a sua realidade, a realidade de um ser espiritual.



O demônio também segue esse critério. Para fazer notar sua presença, recorre a um aspecto que corresponde ao que vai provocar: medo, sedução, engano. Notamos que Padre Pio, no final da primeira infância, havia tido visões celestiais, tanto que acreditava ser um fato comum a todos. Mas viu também os demônios, quase sempre com aspectos horríveis, que o amedrontavam profundamente. E por toda a sua vida continuou a ver esses seus inimigos cruéis, em aspectos diversos, quase sempre na sua pessoa maligna, ainda que a veste não fosse aquela real de sua natureza de puro espírito.



Em algumas vezes o padre havia visto os demônios como seres horríveis, que o atormentavam, o batiam com ruidos de corrente, deixando-o marcado e sangrando. Outras vezes apareciam como horríveis animais, rosnando e aterrorizando. É muito significativa a descrição dos assaltos demoníacos, que ele fez de onde os superiores o haviam mandado em 1911, para que completasse os estudos e aprendesse as eloquências sacras.



Foi uma das tantas visitas breves e sofridas, que terminaram com o retorno à sua região de Pietrelcina. Foi em Venafro que pela primeira vez se manifestou claramente o mundo interior de Padre Pio, seja pelos assaltos dos demônios, seja pelo êxtase que sempre o seguiram, quando o padre falava livremente ao Senhor ou à Mãe, sem se dar conta se qualquer irmão estava presente e escutava.



O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade.



Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, São Francisco…), sobretudo na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual…).



Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de discernimento que depois segueriu a alguns de seus filhos espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d’Ávila, mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa carmelita. O que fazer para distinguir?



Quando aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo de guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia grande paz.



Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata, atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma grande sensação de tristeza.



E as almas próximas, o que via Padre Pio? Talvez visse claramente o despojo de Satanás. Em todo caso, Padre Pio o disse à pessoa interessada e somente a ela. Penso que normalmente não visse o demônio, mas o combatia com força; sabia muito bem a sua ação principal, aquela a qual todos nos sujeitamos, da tentação. Ainda, durante as confissões, fazia gestos com as mãos como que para afastar qualquer coisa. Rezava ao Senhor para libertar o penitente das tentações ou dos hábitos cativos; Santo Afonso, que é mestre nesta matéria, sugeria que os confessores, em certos casos, fizessem mentalmente um pequeno exorcismo, antes de proceder a confissão.



Creio que se possa dizer com certeza que a maior luta de Padre pio com o demônio acontecia para salvar as almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os seus filhos.



Recordo que na luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio tinha um particular poder e um particular discernimento, como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de caso em caso.



Direi que havia um particular discernimento de saber se a pessoa estava pronta ou não para a libertação. Uma vez um sacerdote acompanhou um jovem, carregado por dois robustos amigos, que no momento da comunhão gritou e contorceu-se com força; os olhos de Padre Pio somente tremeram, o padre olhou sisicamente para ele e disse somente uma palavra: “Vá-te”. Naquele momento o jovem foi libertado.



Mas as libertaçõies imediatas são raras. Lembro de uma moça que vinha companhada no momento da Comunhão porque era muito pertubada pelo Maligno: batia os dentes, virava e revirava a cabeça; Padre Pio estava com uma partícula na mão e se recusava a lhe dar a Comunhão.



Uma outra vez, o padre Faustino Negrini foi acompanhado de uma moça, Agnese Salomoni, saída de uma possessão tremenda, “porque era a melhor moça da paróquia”, e haviam feito um malefício contra ela. Agora aquele sacerdote, pároco de Torlone Casaglio (Brescia) não sabia que terminaria sua longa vida como exorcista diocesano. Padre Pio deu uma simples benção, que parecia sem fruto. Depois encarregou o páraco de terminar a libertação, que, precisou de três anos de orações” creio que Padre Pio havia entendido que não era a hora de libertá-la.



Outras vezes, o Padre aconselhou exorcistas, em quase todos os casos, recomendando-os. Foi assim com Pe. Cipriano, de S. Severo e com Pe. Cândido, de Roma; encorajou e acompanhou o confrade Pe. Tarcíssio de San Giovanni Rotondo, que escreveu um pequeno livro sobre este lado da vida de Padre Pio.



Padre Pio sempre obedeceu as autoridades eclesiásticas, também a custo de um heróico sofrimento, sempre com estima e amor. A luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida contra o inimigo de Deus e das almas, o demônio.



Ele os viu em multiplas formas e levou muitas pancadas, que penso terem sido permitidas para recordar o mundo incrédulo de hoje sobre essa presença. Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio dão uma pequena idéia dos acontecimentos ocultados, da gravidade do pecado, contra tudo aquilo o que devemos lutar.



(Padre Pio - Breve história de um santo, do Pe. Gabriele Amorth)



Fonte: http://www.odesertoefertil.com.br

João Maria Vianney - o cura d’Ars: O Bom Pastor



















18.04.2010 - João Maria Vianney tomou consciência de sua grande responsabilidade de vigário: “Se o padre estivesse plenamente consciente da grandeza de seu ministério, só isso valeria”. Ele se reconhecia o representante de Deus diante de seus 230 paroquianos, mas, acima de tudo, representante deles perante Deus: “Deixai uma paróquia vinte anos sem vigário, e os animais passarão a ser adorados”. Exortava frequentemente os paroquianos a se converterem, mas estava convencido de que eles não o fariam sem sua ajuda permanente, sem suas orações mais fervorosas. Como muito pouco sabiam do que significava amar a Deus, pensava ser sua competência suprir o que neles faltava. Aí estava uma das razões de suas preces, de sua penitência, de suas preocupações: “Se eu soubesse tudo o que teria de enfrentar sendo Cura, teria morrido de tristeza. Não estou agastado de ser padre para celebrar a Santa Missa, mas não gostaria de ser vigário… estou enfadado… De que temor não deve ser tomado um pobre padre diante de um ministério tão extraordinário!…”.




Na primavera de 1818, começou a confiar nos que julgava melhores. Convidou três ou quatro mulheres mais velhas para freqüentar a missa dos dias de semana e lhes propôs comungarem diariamente. Ensinou-as a rezar o Rosário da Virgem Maria. Incentivou-as a reunir as crianças que ficavam entregues aos cuidados das avós enquanto as mães trabalhavam. Seis meses após sua chegada, esse pequeno grupo já se reunia aos domingos de manhã no jardim da casa paroquial. Rezavam, cantavam e ouviam o Cura. Acabaram formando a “Confraria do Rosário”. Dois ou três anos depois, congregava não só velhas e crianças, mas também esposas, mães e jovens, que renunciavam ao prazer da dança.



Era verdade: o Cura não gostava nada da dança dominical, nem dos dançarinos. Abominava, acima de tudo, a frivolidade dos costumes.



Pouco tempo depois de sua chegada a Ars, celebrou o primeiro casamento. Fato banal e até mesmo feliz? Podia ser… Mas… o noivo tinha apenas 18 anos, e a noiva, 14! Três meses depois celebrava o Batismo do filho deles. Ele sabia como os jovens gostavam de se reunir na pracinha atrás da igreja, o “Disfarce”, e que essas reuniões estavam sendo ocasião de desordens. Os jovens ficavam ouvindo música a tarde inteira, “quase todo domingo”, escreveu Catarina Lassagne, e acrescentou: “A presença do Cura ainda não conseguiu modificar este hábito. Somente aos poucos é que ele vai-se extinguindo”. João Maria Vianney intervinha, falava-lhes da presença de Jesus na Eucaristia, no Sacrário, na igreja… “Ah! Se tivéssemos fé, se estivéssemos bastante compenetrados da presença de Nosso Senhor nos altares com suas mãos repletas das graças, buscando distribuí-las, com que respeito nos comportaríamos em sua presença!”. Uma testemunha declarou: “As moças, então, começaram a sentir-se pouco à vontade quando se divertiam a poucos metros da igreja, que já não era mais para elas um monumento qualquer, mas uma casa onde verdadeiramente habitava o bom Deus”.



O Cura convenceu alguns pais e mães de família, em especial o prefeito e alguns membros do Conselho Municipal a decidir que não haveria mais bailes no “Disfarce”, por ser muito perto da igreja. Os bailes que viessem a ocorrer seriam realizados na periferia da aldeia. O prefeito transformou o “Disfarce” em depósito de areia e cascalho. Alguns rapazes, inconformados, roubaram o material. O prefeito ameaçou-os com multa, mandando anunciar-lhes a medida, através de seu guarda-florestal ao som do tambor!



Finalmente voltou a calma. Os bailes tornaram-se mais raros em Ars e as moças, pouco a pouco, foram deixando de comparecer. Os rapazes custaram a se conformar, já que tinham de freqüentar os bailes das aldeias vizinhas.



João Maria Vianney era radicalmente contra bailes e danças porque via nisso ocasiões favoráveis à luxúria e à impureza, “esses pecados que os demônios nos fazem cometer, e que eles próprios não cometem”. Sua experiência de vigário o autorizava a dizer: “De todos os pecados, o da impureza é o mais difícil de arrancar. Quão difícil é corrigir-se inteiramente!”. Antes de condenar, porém, preferia exaltar a pureza do coração e do corpo: “Ser rei… triste situação: a pessoa é rei para os homens! Mas estar em Deus, estar em Deus todo inteiro, sem reservas, o corpo em Deus, a alma em Deus!… o corpo casto, a alma pura… nada há de mais belo!”.



João Maria Vianney lançou-se, em seguida, contra os beberrões. Havia um botequim muito perto da igreja, no largo do “Disfarce”. A desativação dos bailes fez com que ele perdesse quase toda clientela domingueira. Ficaram uns poucos beberrões. “Nós afogamos, nós asfixiamos nossa alma no vinho”, bradava ele. O dono do botequim viu-se na contingência de aceitar a ajuda de João Maria Vianney, ele que havia dito que o Cura havia pago para fechar o botequim!



João Maria Vianney: o cura d’Ars – Marc Joulin, 6. ed. – São Paulo: Paulinas, 2009, PP. 57-58



Fonte: http://fratresinunum.com

16 de abr. de 2010

Bento XVI completa 83 anos com dia normal de trabalho



16.04.2010 - O papa Bento XVI completa 83 anos nesta sexta em uma jornada de trabalho normal, na qual manteve várias audiências. No fim de semana o Papa deve visitar Malta, um pequeno arquipélago no Mediterrâneo.

Não há nenhuma festividade prevista no Vaticano hoje. Nas últimas horas chegaram milhares de felicitações ao papa desde todos os cantos do mundo.

Bento XVI teve uma audiência com os bispos da Conferência Episcopal do Brasil Região Norte, que se encontram no Vaticano na tradicional visita "ad limina apostolorum", que todos os prelados do mundo são obrigados a realizar a cada cinco anos.

O Bispo de Roma também se reuniu com o cardeal regional da Congregação para os Bispos, Giovanni Battista Ré, e recebeu os membros da "Papal Foundation".

Além disso, o Pontífice nomeou hoje ao decano do colégio cardinalício, Angelo Sodano, para que lhe represente nos funerais do presidente da Polônia, Lech Kaczynski.

As celebrações do aniversário foram adiadas para segunda-feira, quando o Papa deve retornar de Malta. O dia 19 também é o quinto aniversário da sua escolha como Pontífice.

Joseph Ratzinger nasceu o 16 de abril de 1927 em Marktl am Inn, Baviera (Alemanha). Em 1951 foi ordenado sacerdote e em 1977 foi nomeado arcebispo de Munique e Freising (Alemanha) por Paulo VI, que o tornou cardeal em novembro desse mesmo ano.

Em 1981 foi nomeado por prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício) por João Paulo II e no dia 19 de abril de 2005, no primeiro Conclave do terceiro milênio, foi eleito Papa, adotando o nome de Bento XVI.

Fonte: Terra noticias

15 de abr. de 2010

As três dimensões do amor




Deus veio atrás de mim, agora cabe a mim perseguir o amor do Senhor. A ociosidade na nossa vida espiritual nunca nos permitirá desfrutar da graça poderosa do amor de Deus. O Senhor vem, mas nós precisamos ir ao encontro d'Ele. Triste dos católicos que não conhecem os escritos sagrados. São Tomás de Aquino escreveu belas coisas sobre Jesus e o Senhor lhe perguntou o que ele queria em troca, e este respondeu: “Nada, o seu amor me basta”. Ao termos Jesus, consequentemente teremos tudo.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (São Mateus 6,33).

As pessoas precisam nos olhar e ver que temos um amor profundo por Jesus. O que converte não são nossas belas palavras, mas sim nossos exemplos. Nós precisamos mostrar a este mundo que a única esperança está no Senhor e nas pessoas que O amam acima de qualquer coisa. Neste tempo em que se atacam tanto os sacerdotes é lindo ver um padre que adora ao Senhor. Não busquemos os próprios interesses. Nosso coração tem que ser apaixonado por Jesus. Deus precisa de homens e mulheres que levam Seu amor no trabalho, na faculdade, no seu dia a dia.

Nada é mais iníquo ao amor do que o dinheiro. O que mais importa é o nosso amor a Deus. Nós não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Não acreditem em falsos profetas! O verdadeiro amor a Jesus se manifesta no próximo.

Jesus disse a Santo Agostinho: “Eu sou o alimento dos grandes. Cresce e me comerás. Não me mudarás em ti como o alimento de teu corpo, mas tu te mudarás em mim”. Isso é o que experimentamos quando vivemos a Eucaristia. O amor ao próximo, como Cristo nos pediu, é mandamento, não é pedido. Nós que somos da santa Igreja Católica Apostólica Romana temos de bater no peito e dizer que a nossa identidade é o amor. Ame a ponto de dar a vida pelo outro. Gente, é tão bom ser amado, é tão bom amar!

"O amor ao próximo, como Cristo nos pediu, é mandamento, não é pedido"
Foto: Wesley Almeida

Existem muitos exemplos de santos da Igreja que amaram demais, como madre Teresa de Calcutá. Ela recebeu um convite para visitar o Papa e quando estava indo encontrou um sofredor de rua e foi socorrê-lo. Ela viu que este precisava de carinho, amor e atenção e o levou ao hospital para que fosse cuidado. Por isso, ela não conseguiu visitar o Santo Padre, então telefonaram a ela perguntado por que não tinha ido visitar o representante de Cristo. E ela respondeu: “Às vezes, nós temos que deixar de ir visitar o representante de Cristo para cuidar do próprio Cristo”. Isso é amor.

O amor também está nas coisas pequenas. Não podemos guardar pequenos ressentimentos. Não é a intensidade de obras que fazemos que vale, mas sim a quantidade de amor que colocamos em cada uma delas. O amor tem uma força inacreditável; amor é coisa concreta. Nós precisamos viver isso na Igreja, é lindo o amor entre os cristãos. Amor é doação, é sacrifício, é morte de si mesmo. A nova civilização do amor é esperança para a humanidade. Renuncie à magoa, ao ressentimento e ao ódio!

“O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo” (I Coríntios 13,4-7).

"Não é a intensidade de obras que fazemos que vale, mas sim a quantidade de amor que colocamos em cada uma delas"
Foto: Wesley Almeida

Olhamos para o mundo e, muitas vezes, pensamos: “Já era!”, mas já era coisa nenhuma! Se você se posicionar com Deus Ele vai se posicionar com você, é possível fazer algo, sim! Ame acima de tudo!

Transcrição e adaptação: Pollyana Fonseca

Alberto Neves (jeacontabilidade@terra.com.br) / Ponta Porã-MS - Brasil
Parabéns pela palestra! Se tivéssemos jovens de garra e fibra igual ao Anderson, nosso caminho seria com menos dificuldades, uma vêz que os jovens são a nossa grande preocupação, pois o mundo lhes oferecem coisas "fantásticas" aos olhos dos homens. Porém, coisas que não nos leva a Deus. Vamos ter que trazê-lo (Anderson) um dia em Ponta Porã-MS, e vc dar esta sacudida na rapaziada que amamos tanto. Deus lhe conserve assim, Alberto Neves  


Pe. Martinho Maria / São Paulo-SP - Brasil
Caríssimo, fico muito feliz de ver a clareza na tuas palavras. Isso demonstra o caminho que você tem percorrido e sobretudo a disposição que você tem apresentado ao Senhor em querer viver o Seu Evangelho e testemunhá-Lo na praticidade do teu dia-a-dia. Portanto, coragem e perseverança! Te quero bem!

SACERDÓCIO UM DOM DE AMOR



















SACERDÓCIO UM DOM DE AMOR



Estamos acompanhando na imprensa nestes últimos meses, diversos escândalos envolvendo sacerdotes, escândalos estes que maculam a dignidade sacerdotal, e banalizam a figura do homem configurado “Persona Christi”.



È triste notar que a conseqüência do mau testemunho sacerdotal, atrai a desconfiança e perseguição a toda Igreja, e estes maus testemunhos, se tornam causa e motivo da queda de muitos, como disse Jesus “Seria melhor se amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e se lançassem no mar”. Bom, não quero falar sobre o lado negativo do sacerdócio, mas pretendo ressaltar a face sacerdotal que a sociedade e a mídia maçônica não apresenta, para que nós fiéis, saibamos valorizar o grande dom de Deus em nosso meio.



O nosso amado Papa João Paulo II, no seu livro “Dom e Mistério”, disse: “Deus nos seus desígnios mais profundos, conhece cada vocação, na qual o sacerdócio é o grande mistério, é um dom que supera infinitamente o homem”. Acredito profundamente que somente Deus conhece a história de uma vocação sacerdotal.



Cada um de nós, sacerdotes, o experimenta em sua vida, e diante deste imenso dom, sentimos o quanto somos frágeis, inadequados. Assim, portanto a vocação é um mistério da eleição divina “Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu que vos escolhi, para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça”, E, como nos diz o autor do livro dos hebreus, “ninguém pode atribuir-se esta honra, se não aquele que é chamado por Deus”.



Sabemos que Deus nos chamou, configurando-nos a sua semelhança, confiando a cada sacerdote uma missão.



Jeremias, o grande profeta nos diz: “Antes de formar-te no seio materno te conhecia, antes de nascer, eu já te havia consagrado, e te estabeleci profeta das nações. Estas palavras fazem tremer a alma sacerdotal, pois Deus nos chamou para uma vocação santa, não devido as nossas obras, mas segundo o seu propósito e a sua graça”.

A mãe Igreja nos ensina que, embora pequeninos e insignificantes, na imensidão do cosmos, como sacerdotes, somos seres capazes de agir com liberdade. Liberdade que faz destes seres pequenos e minúsculos que somos, seres capazes de amar com o mesmo amor de Deus, de dar amor, assim, sabemos que o sacerdócio é fonte de vida, e que certas vidas possuem a verdadeira vida de Deus, a causa da cura de uma alma sacerdotal, que tem por missão dar o perdão, a paz, o amor, e a sua vida, como Cristo a deu.

Não podemos contemplar a figura de um sacerdote, sem antes elevar os nossos olhos ao primeiro, e supremo sacerdote, Nosso Senhor Jesus Cristo, que com a sua beleza, e proposta nos arrasta em seu amor, também nos conduzindo a oblação de nossas vidas por amor. Assim, o nosso sacerdócio ministerial, brota do amor de Cristo que nos ofertou a Sua vida, e do amor misericordioso do Pai, que quis salvar todos os homens.

Podemos observar como a graça da ordenação sacerdotal nos transforma, nos capacitando a agir ‘in Persona Christi’, e assim sendo tomados por Cristo, ser dispensadores dos mistérios da salvação.

Podemos afirmar que exaltar e valorizar a figura sacerdotal, é exaltar e a vida, pois o sacerdote não é apenas o homem da liturgia, mas faz da sua vida um culto litúrgico, uma entrega, um sacrifício, uma doação, identificando-se com a realidade da cruz, que é doação e entrega, se entregando aos irmãos e a Igreja, fazendo de sua vida um sacramento intenso e fecundo.

Dom Tonino Bello, Bispo de Molfeta, poucos meses antes da sua morte, pregou um retiro espiritual para sacerdotes em Lourdes, e dizia que o Sacerdote é o Cirineu da Alegria, e não da cruz, embora a Cruz faça parte de sua vida, assim o sacerdote é aquele que vive a Cruz, mas a vive com Cristo, com alegria, sabendo que nela existe a salvação, pois somos acima de tudo, amados por Jesus, que é a nossa luz, a nossa alegria, o nosso caminho.

Dizia Dom Tonino: “Nós sacerdotes, não somos somente os portadores do sofrimento do mundo, não somos somente Cirineus da cruz, mas somos os cirineus que ajudam o mundo a levar a sua Cruz com alegria e esperança, como também somos portadores da alegria, chamados a infundi-la no mundo”.

Deste modo o sacerdote (homem da esperança) é o homem também para o mundo, sem ser do mundo, mas o homem chamado por Deus a entrar no mundo da violência, das drogas, das periferias, da prostituição, mundo este que se faz presente em tantos corações longes de Deus. Este é o mundo, como vemos ao nosso redor, o mundo que se transforma, e que muitas vezes não entendemos, por falar uma linguagem diferente da nossa. Por este mundo o eterno sacerdote deu a sua vida, e não fechou os seus olhos.

O Sacerdote é Sacerdote para a Igreja, e para o mundo, aberto as realidades de uma Igreja que caminha no mundo, e não fechada em si mesma, mas é sacerdote também para uma Igreja que supera as suas barreiras, que caminha à frente, que não fecha os olhos a escuridão do mundo, mas que mostra a sua força libertadora, dizendo aos que estão nas trevas “Vinde a Luz”. Assim o sacerdote é um homem separado por Deus, mas que ao mesmo tempo é totalmente imerso na realidade do mundo.

Para nós sacerdotes, homens da Igreja, o mundo não é o resto dos rejeitados pela Igreja, dos excluídos, dos que estão no inferno, dos amaldiçoados, como também não é aquele que tira o braço de ferro com a Igreja, rival da mesma, mas é o final, a meta da Paixão de Cristo, que amou tanto o mundo, a ponto de dar a sua vida por ele, e por isso é também a meta final da paixão que existe em um coração sacerdotal, em busca do projeto de salvação e libertação do homem, pois o sacerdote como diz alguns escritos antigos, é o homem de Deus, como também, o Homem-Deus, configurado a Cristo, que possui em seu coração todo o desejo e o ardor da salvação das almas, e que ama de modo particular aquelas que estão mais distantes do coração do Pai, deste modo o sacerdócio que ministramos, não nos pertence, mas vos pertence, somos padres para a vossa santificação, para o serviço, e juntamente convosco somos fiéis.

Nós padres, somos chamados não somente a consagrar a eucaristia, através da imposição de nossas mãos ungidas e consagradas, mas também a tocar este mundo com as nossas mãos, para transforma-lo, para consagra-lo e oferece-lo ao Pai, para que ele também se torne ação de graças.

De um modo todo particular, somos chamados a morrer para nós mesmos, para deixarmo-nos ser conduzidos pelo eterno Sacerdote, para ser Pai, guia e mestre espiritual, dando a nossa vida aos irmãos e a Igreja, com fé, fidelidade e obediência a Deus e ao Santo Padre, caminhando na esperança e levando esta esperança aos irmãos, caminhando na provação, para ser solidário, e com o testemunho no amor, levar a paz, que une os homens a Deus, mesmo que para isto, tenhamos o nosso coração partido; contudo somos chamados a experimentar com a nossa vida que a ultima palavra é sempre a de Deus.

Jesus diz: “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, não dará fruto’. Jesus é claro no evangelho, se queremos dar fruto, devemos nos deixar podar pelos homens e por Deus, e muitas vezes teremos que trocar os nossos projetos, os nossos sonhos, para moldar-nos aos projetos Deus, trocar o nosso projeto de vida, o nosso sonho, pelos sonhos de Deus.

Neste momento louvo e agradeço a Deus pela vida de cada sacerdote que da testemunho de sua fé em Cristo Jesus, conformando a sua vida ao Senhor, que morrendo para si, gerou a vida. Agradeço a Deus pela vida dos formadores que fiéis a Doutrina Católica e ao ensino da Igreja formaram padres segundo o coração de Deus e da Santa Mãe Igreja, ensinado que vale a pena amar, perdoar, vale a pena ser de Deus e morrer para si mesmos, mesmo quando tudo parece escuro e sombrio. Agradeço a Deus pela vida dos formadores e dos padres, que ensinaram não com palavras bonitas, mas com a sua vida e exemplo a viver bem o nosso sacerdócio.

Percebo que na vida de cada sacerdote que busca a Deus e aos irmãos, surge sempre a cruz, vinda pelas incompreensões, pelas perseguições, pela calunia e etc... mas lembremo-nos que tudo isto, diante da história do cristianismo, foi sempre motivo de dar maior Glória a Deus, meio para testemunhar a fé, e fonte de vida, como foi a vida de Cristo, que por onde passava, fazia o bem, fazendo a vontade do Pai, e mesmo que muitas vezes desejaria dizer “Não”, dizia “Sim”.

Neste momento dentro do meu coração vibra as palavras do amado Papa João Paulo II, e quero com elas, consagrar o meu sacerdócio nas mãos de Maria, como também o sacerdócio dos meus irmãos padres, dizendo: “Totus Tuus, ego sum, Maria” Todo teu Maria, completamente teu ò Maria.

E a vós povo fiel, que lê este artigo, povo sacerdotal, irmãos no Senhor, pedimos as vossas orações, para que saibamos sempre servi-los, com o coração despojado, para que saibamos também seguir sempre o Senhor em santidade e fidelidade.



Termino com a oração composta pelo teólogo Dom Bruno Forte:



Senhor Jesus Cristo,

Filho de Deus e redentor do homem,

Manda sobre nós o teu Espírito Santo,

Para nos ajudar a viver com fidelidade e liberdade a nossa vocação,

Seguindo a ti luz da vida,

Purifica o nosso coração.

Seguindo a ti luz da vida,

Faz-nos compreender a vontade do Pai.

Seguindo a ti luz da vida,

Faça uma obra nova em nós.

Seguindo a ti luz da vida,

Ajuda-nos a sermos as tuas testemunhas.

Seguindo a ti luz da vida,

Leva-nos a contemplar a beleza eterna.

Somente Tu és a luz dói mundo!

Somente Tu és a luz da nossa vida, no tempo, na peregrinação da nossa vida e para sempre.



Glória a Ti Senhor pelo imenso dom do sacerdócio, e que nós também possamos dizer como Paulo: “Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim”.



"Que o Senhor que é rico em Misericórdia vos abençoe: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!"



Se desejar ler mais sobre o sacerdócio:

http://rainhadapaz.blog.terra.com.br/category/pastorear-e-dar-a-vida/

http://rainhadapaz.blog.terra.com.br/category/fidelidade-do-sacerdote/

http://rainhadapaz.blog.terra.com.br/category/ano-sacerdotal/



Permaneçamos Unidos em Oração com Maria!

Vos quero bem!



Pe. Mateus Maria, FMDJ

Prior do Mosteiro Menino Jesus

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Panie Jezu Ufam Tobie!

13 de abr. de 2010

SOBRE O SANTO ROSÁRIO


Por --
Fonte: Seminário da Adm. Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

A Origem
A palavra rosário deriva do latim rosarium, que significa "buquê, série de rosas, grinalda". Na Igreja Católica, o Rosário são os 15 ministérios que nos falam da encarnação, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Pentecostes, Assunção e coroação de Maria Santísima. Cada Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória rezados são como rosas espirituais colocadas aos pés do Senhor e de sua Mãe.
O que dá embasamento a esta prática é que o Pai-Nosso foi a oração ensinada pelo próprio Cristo aos seus discípulos. A Ave-Maria repete as palavras pronunciadas pelo anjo Gabriel e a verdade de que ela é a Mãe de Deus (Theotókos), reconhecida no Concílio de Nicéia, no ano 431 D.C.
Historicamente, o Rosário teve origem nos monges irlandeses, nos séculos VIII e IX, que recitavam os 150 salmos. Os leigos das redondezas apreciavam o costume, mas não podiam acompanhá-los porque não sabiam ler. Então sugeriu-se que eles rezassem 150 Pai-Nossos em vez dos salmos, que mais tarde foram substituídos por 150 Ave-Marias. Eram orações espontâneas, visto que ainda não havia regulamentação da Igreja, e a piedade começou a espalhar-se.
A história do Rosário é um longo seguimento de maravilhas, graças e bênçãos, concedidas a todos os que o recitem.
Começou assim: Surgiu, no sul da França, certa seita de hereges, propagadora de doutrinas perniciosíssimas e extremamente cruéis para a Igreja e para a própria sociedade civil.
Infelizmente, depressa aumentou o número dos seus adeptos, cuja violência se manifestava pelo incêndio das igrejas, pelo saque das cidades e pelo assassínio de gente pacífica, só porque recusava aceitar os seus vis ensinamentos.
Pouco a pouco atraíram a si homens de grande influência.
O Papa mandou vários santos missionários para tentar convertê-los, mas em vão.
Os reis enviaram contra eles os seus exércitos, mas sem resultado. Eram tais os excessos por eles praticados que mais pareciam demônios saídos do inferno do que homens.
Foi então que surgiu São Domingos; por muito santo que fosse, nem mesmo ele conseguiu demovê-los. Estavam bastante endurecidos, e não se convertiam.
Nas suas dificuldades, este grande servo de Deus costumava pedir auxílio a Nossa Senhora. Dizem as maiores autoridades, entre elas Santo Antonino, que São Domingos teve em vida muitíssimas visões de Nossa Senhora.
Ele mesmo confessou que a Virgem Santíssima não recusara escutá-lo.
Maria declarou solenemente, por três vezes, que a ordem de São Domingos era a Ordem dela e deu aos frades dominicanos o escapulário branco, que forma a parte distintiva do seu hábito.
São Domingos recorreu a Maria, com confiança ilimitada e, em resposta à sua oração, ela inspirou-lhe o Rosário como arma, pela qual ele haveria de conseguir as mais extraordinárias vitórias sobre o mal. Mas o Rosário de Domingos não era tal qual o temos hoje. Consistiria na pregação dos Mistérios principais da nossa salvação, o mais popular possível, sem deixar de ser bíblica, levando os ouvintes depois à recitação do PAI Nosso (Oração dominical) da Ave Maria (Saudação Angélica) sem a "Santa Maria" que foi introduzida posteriormente.
O Papa S. Pio V (1565-1572) foi o primeiro a instituir a devoção, em comemoração à grande vitória contra os muçulmanos, na Batalha de Lepanto, pois havia pedido, na batalha anterior, que toda a Cristandade rezasse o Rosário. Também por este motivo, ele criou a invocação "Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos". Em 1716, o Papa Clemente XI instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no primeiro domingo de outubro, que coincide proximamente com esta grande vitória. A devoção expandiu-se em todos os
tempos, sendo rezada inteira ou em três terços.
Com esta maneira de pregar e orar, Domingos converte, num espaço de tempo incrivelmente breve, milhares de hereges, e tão eficientemente que, muitos dos convertidos, se tornaram eminentes na santidade.
Foi esta, digamos assim, a primeira grande vitória do Rosário.
Desde então, milhares de Santos, Bem-aventurados, apóstolos e missionários da Ordem Dominicana, tem espalhado esta devoção por toda a Cristandade.
Sobressaíram no século XV o Bem-aventurado Alano de La-Roche, na Bretanha (França), Félix Fábri e Tiago Sprenger, em Colônia (Alemanha). Foi Tiago Sprenger quem, em Colônia, fundou a primeira Confraria do Rosário divulgada, depois por toda a Igreja.
A Batalha de Lepanto
No ano de 1571 tinham os turcos atingido o apogeu do seu poder. Pareciam ter a Cristandade nas mãos.

Os seus exércitos inebriavam-se com a vitória. Sentiam-se poderosos, estavam bem equipados e eram conduzidos por generais habilíssimos. A sua armada era superior em tudo à armada que os cristãos tinham para se defender.
Estavam já em seu poder províncias das mais belas e tinham agora por objetivo dominar a França e a Itália, apoderar-se de Roma e transformar a Basílica de São Pedro em mesquita turca. São Pio V governava a Igreja; e este santo e grande Pontífice estava aterrorizado com o perigo que ameaçava arruinar a própria civilização cristã.
Além de fracos, os governos cristãos estavam, infelizmente, muito divididos entre si. Intrigas, animosidades pessoais, ambições de cargos importantes impediam aquela união perfeita que se tornava tão necessária para resistir ao inimigo comum.
São Pio V pôs toda a sua confiança no Rosário, trabalhando, ao mesmo tempo, incansavelmente por unir as, aliás fracas, forças cristãs.
Por fim, deu ordem para que a armada dos cristãos se fizesse ao largo; e, embora eles fossem inferiores aos turcos em número, equipamento, artilharia e navios, incitou-os a que se batessem sem receio em nome de DEUS e de Nossa Senhora.
As duas esquadras defrontaram-se no dia 7 de Outubro.
Como para aumentar as dificuldades dos cristãos, o vento era lhes contrário, circunstâncias que, nesses tempos de navegação à vela, podia tornar-se desvantagem fatal.
Mas, obedecendo às ordens do Sumo Pontífice e colocando-os debaixo da proteção de Maria, a armada cristã investiu contra o inimigo com animo admirável.
E de súbito, o vento, que se mostrava tão adverso, mudou soprou com violência contra os infiéis.
A batalha durou umas poucas horas, com fúria encarniçada acabando pela total derrota da armadura turca.
Tão completa e esmagadora foi a vitória que o poder do Islã ficou esmagado e salva a Cristandade.
Durante esses terríveis dias, e especialmente no dia da batalha São Pio V orava fervorosamente a Nossa Senhora do Rosário co fervor intenso, recorrendo assim à Mãe de Nosso Senhor JESUS CRISTO.
No momento da vitória entrou em êxtase e teve a revelação de que os cristãos tinham vencido.
Voltando-se para os que o rodeavam, São Pio V deu-lhes a boa notícia e todos ajoelharam para dar graças a DEUS e à Nossa Senhora.
Para recordar e agradecer a DEUS pela vitória de Lepanto, alcançada pelas armas cristãs nesse 7 de Outubro de 1571, a Santa Igreja instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário. Prescrita primeiramente por Gregório XIII para certas Igrejas, foi estendida por Clemente XI ao mundo católico, em ação de graças por um novo triunfo alcançado por Carlos VI da Hungria sobre os Turcos em 1716.
Recomendações da Igreja
O Rosário foi aprovado solenemente pela Santa Igreja, e tem sido louvado e recomendado pelos papas e por eles enriquecido no correr dos tempos, com muitíssimas e notabilíssimas indulgências. Ainda mais, os Soberanos Pontífices, quiseram que esta devoção tivesse no círculo litúrgico festa especial e se celebra com grande solenidade todos os anos, é o dia 7 de outubro; e comprazeram-se em derramar sobre a mesma devoção com liberalidade, sem limite o tesouro das Indulgências.
Passados séculos, agora em nossa época, à festa do Rosário veio juntar-se outra grande graça pontifícia, o Mês do Rosário, que é obrigatório para toda a Igreja Católica.

12 de abr. de 2010

A IDEOLOGIA INUMANA E TOTALITÁRIA DO PNDH3









Prof. Hermes Rodrigues Nery

Nas vésperas do Natal de 2009, o Presidente Lula apresentou seu 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3), causando assombro e perplexidade entre vários setores da sociedade brasileira, primeiramente pela astúcia, ousadia e até temeridade com que o Governo – através de um decreto (nº 7037) – não pôde mais ocultar a que ideologia está comprometido, e a disposição de impor sua “desconstrução” cultural, visando minar conceitos e valores edificados ao longo de séculos para proteger e promover o ser humano como pessoa, sujeito de direitos e deveres.
Num contexto de crise gnosiológica, crise dos conceitos, que atinge “a estrutura ontológica da pessoa”1, nos encontramos novamente (como em tantas outras encruzilhadas da história) chamados a se posicionar e a defender a vida humana de tantos ataques, daí a necessidade de fazer revigorar as forças vivas da nação brasileira (num movimento ético, pátrio e cívico) para evitar a imposição de uma nova ditadura, de perfil orwelliano, que começa por querer impor condicionantes que asfixiam a liberdade, sem a qual não há como a pessoa realizar-se como ser humano. O combate pela vida se torna inevitável (a Campanha da Fraternidade de ste ano é categórica: não há como servir a dois senhores). Resta saber de que lado estamos (indagava João Paulo II em seu último livro “Memória e Identidade”).
Agrilhoada por falsas necessidades e por equívocos e seduções imediatistas e corrosivas, a liberdade requer ser libertada daquilo que a ameaça, pois sem liberdade não há pessoa, e sem pessoa a vida humana perde o seu valor, o seu sentido e a sua dignidade. Por isso que a defesa da vida protagoniza hoje um movimento com o senso da história, porque, a exemplo de tantos outros grandes desafios do passado, somos chamados a fazer história, mesmo estando – de novo – na contramão do status quo, que se volta contra a própria natureza humana.
O filme já visto atesta o que já ficou comprovado pela história: no conflito entre natureza e cultura, ganha a natureza; no conflito entre família e Estado, ganha a família. A opinião pública, vulnerável a sofisticadas formas de manipulação e camuflagens da linguagem (com o abuso de eufemismos), torna-se refém de estranhas ideologias, que utilizam-se da retórica para impressionar, e até tenta impactar, mas como toda opinião é doxa e não episteme, decorre daí erros hermenêuticos de gravíssimas conseqüências: direitos humanos se transformam em palavra-de-ordem para justificar uma nova mentalidade e ordem mundial, inteiramente amoral e inumana, em que a pessoa deixa de ser sujeito para se tornar objeto, destituída de humanidade, sem proteção e promoção, anulada em sua identidade e vítima de reducionismos aviltantes, em graus diferenciados de manipulação, a pior de todas as violências.
Na própria apresentação do Plano Nacional de Direitos Humanos, o Presidente Lula diz que o PNDH3 é uma “opção definitiva”, e um roteiro consistente e seguro, erguido “como bandeira” e apresentado “como verdadeira política de Estado”, por suas diretrizes e objetivos estratégicos expostos – cabe ressaltar que eles não estão de brincadeira e irão fazer de tudo para enfiar goela abaixo esse pacote totalitário, com roupagem de democracia (de um totalitarismo invisível, que interessa à lógica da sociedade de consumo e que o Governo age apenas como títere de f orças econômicas externas, daí o servilismo abjeto ao globalismo de Brzezinski, sob a égide da ONU, visando mais do que um controle físico, mas a anulação da pessoa humana, com a própria espoliação da alma, cujo “objetivo é a mudança na mentalidade e na forma de agir de todos os seres humanos, cujo fundamento é uma nova moral radicalmente egocêntrica, egocentrípeta e hedonista”2. Daí sentencia categoricamente contra o nascituro, excluindo o direito à vida ao ser humano concebido e em sua fase nascente, como determina na diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática g): “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Trata-se de um poder que “se tornou cada vez mais abstrato, a censura cedeu lugar ao controle e se infiltrou na s ociedade de consumo, em uma nova fase de um capitalismo de serviços, pós-industrial”.3
É a ideologia da “sociedade igualitária” e libertária, ancorada no feminismo radical, no fundamentalismo ambiental e cientificista, no ateísmo militante, no anarquismo político, e em perversões biotecnológicas, passando por cima dos limites antropológicos. É uma revolta metafísica, que começou com o deicídio em 1793, e agora atinge a sacralidade da vida humana, por inteiro, desde a sua concepção.
Os “novos direitos” e as novas demandas do ideário igualitário exposto no PNDH3 intensifica a obsessão por uma libertação (que provocou profundas dissenções no seio da Igreja Católica), que extrapola o campo social e político, pois deseja a transgressão da própria condição biológica do ser humano, e não aceita a natureza da identidade sexual, daí o afã de romper o que chamam de estereótipos, no direito de se libertar da própria identidade, invertendo papéis, para recriar o design do próprio corpo e chegar ao “corpo utópico”, em obsessão hedonista. Todos “sabem muito bem que isso se trata de um jogo: ou as regras são transgredidas ou há um acordo, explícito ou tácito, que define certas fronteiras. Este jogo é muito interessante enquanto fonte de prazer físico”.4
A ideologia dos Direitos Humanos explícita no PNDH3 é repressiva, daquela “repressão do poder tolerante, que, de todas as repressões, é a mais atroz”,pois “a suposta tolerância sexual na sociedade de consumo também faz do sexo a metáfora do poder para aqueles que são subordinados a ele. É a comercialização (ou alienação) do homem, a redução do corpo a coisa através da exploração.”6
Com a política de Estado do PNDH3, o Governo Lula rechaça valores civilizacionais das instituições públicas de todo o País, de modo soberbo, e impondo de vez a mentalidade consumista e conformista, em nome do direito das minorias, que passam agora a ser o direito de todos, sem direito a discordâncias, pois os questionamentos serão considerados como “violações dos Direitos Humanos”, com sanções, privações de benefícios, e uma justiça ágil e eficiente para viabilizar execuções sumárias contra os que não concordarem com o Plano estabelecido.
O PNDH3 deseja abarcar “todas as áreas da administração” e “fato inédito de ele ser proposto por 31 ministérios”, “estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas”, feito para ser não uma política de governo, mas a política do Estado brasileiro, para perdurar pelas gerações futuras. Esta é a ambição absolutista do lulismo, inoculado de anarquismo e perversão, de um poder satânico, cujos tentáculos começam a emergir, descaradamente, feito o polvo de Lautrèamont.
Tal ideologia é sustentada por organizações que “desfrutam de um retorno financeiro garantido e que se tornaram, no campo da sexualidade humana, uma fonte de lucro e um veículo da secularização planificada”7, e que o Estado favorece quando capitulado diante de tão vis interesses, que em nada dignificam, mas degradam a pessoa humana. “A pornografia, a droga, a prostituição, a contracepção e o aborto são indústrias organizadas, cujo capital é posto a serviço de uma ideologia, que é contra a vida humana, a família e, frequentemente, contra a Igreja Católica. Os objetivos de tais indústrias são a destruição da família e a secularização, para alcançar os meios pelos quais se toleram alguma forma de depravação e violência sexual em relação às crianças. Estas forças operam secretamente no espírito da era pós-moderna. Publicamente, ao invés, o comportamento destas estruturas (mídia, organizações, resoluções tomadas em conseqüência de conferências nacionais e internacionais) é de forte recusa em relação a violência sexual contra as crianças, todavia, não é por acaso que este fenômeno, nas suas formas de depravação, está em contínuo aumento”.8
Monitoramento, controle, avaliação, acompanhamento, coleta de dados, sistematizações, recomendações em todas as instâncias (federal, estadual e municipal), instituindo parâmetros nacionais que orientem seu funcionamento, condicionando financiamentos, estruturando redes de canais de denúncias, criando observatórios, elaborando “relatórios periódicos para os órgãos de tratados da ONU, no prazo por eles estabelecidos”, informativos em linguagem acessível, flexibilizando critérios normativos do Judiciário, enfraquecendo prerrogativas da legítima defesa, entre outras tantas ações; tudo isso e muito mais fazem do Plano Nacional de Direitos Humanos um prelúdio sombrio de um tempo difícil, de perseguiç ão religiosa e política, em que toda a máquina do Estado, especialmente no campo da Educação e dos meios de comunicação, estarão a serviço de uma ideologia já testada e reprovada pela história.

Prof. Hermes Rodrigues Nery é Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, Secretário-Geral do Movimento Nacional Brasil Sem Aborto e Vereador, Presidente da Câmara Municipal de São Bento do Sapucaí (SP).


Bibliografia:

1. Paulo César da Silva, A Ética Personalista de Karol Wojtila, Editora Santuário / Unisal – Cnetro Universitário Salesiano de São Paulo, 2001, p. 42.
2. Jorge Scala, IPPF (Federação Internacional de Planejamento Familiar) – A Multinacional da Morte, Múltipla Gráfica e Editora (Anápolis), 2004, p. 41
4. Sexo, poder e a política da identidade – entrevista com Michel Foucault (http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/sexo.pdf)
7. Dorotas Kornas-Biela, Direitos da criança, violência e exploração sexual, Léxicon, termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB, 2007, p. 209.
8. Dorotas Kornas-Biela, Direitos da criança, violência e exploração sexual, Léxicon, termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB, 2007, p. 209-210.



Testemunho de Rafael Lourinho


Rafael Lourinho Castelo Branco, escravo da Virgem Maria pela vontade de Deus, à Igreja de Deus que está espalhada por todo este mundo. A vós desejo a paz de Cristo!
Muito me alegra partilhar um pouco de meu testemunho com cada um de vocês, pricipalmente quando falamos no que Deus fez em minha vida por meio desta obra maravilhosa, que é a Comunidade Escravos de Maria do Santíssimo Rosário (atual Equipe Regina Apostolorum).
Lembro-me que no ano de 2007, quando eu estava a frente de um grupo de jovens e por conseguinte sob a coordenação de um encontro chamado Maranatha, um amigo meu me emprestou um DVD que tinha como conteúdo o testemunho do Anderson (Fundador da Comunidade). Quando vi aquele testemunho, muito me impressionei, pois vi o quanto Deus pode fazer na vida de um jovem que dá um SIM verdadeiro a Deus.
Recordo-me que a palavra que ficou marcado em meu coração e muito me incomodou foi "ousadia", pois até então eu era um jovem relaxado e frouxo que se dizia católico, mas pouco me esforçava para viver o evangelho do Nosso Senhor. Além disso, lembro que naquela época não tinha o mínimo de zelo com Jesus Eucarístico, meu amor por Maria Santíssima não era tão intenso como depois daquele testemunho, não rezava o Rosário e nem lia as Sagradas Escritura, ou seja, era um católico só de nome, pois de essência eu não tinha nada.
Mas graças a Deus, por meio do testemunho do Anderson, instrumento de Deus, minha vida mudou radicalmente. Passei a rezar o rosário, a ler as Sagradas Escrituras, a buscar Jesus Eucarístico diariamente na Santa Missa, meu amor por Nossa Senhora aumentou imensamente, tanto é que hoje, por graça de Deus, eu sou escravo da Virgem Maria.
Não sei quantas vezes assisti esse belíssimo testemunho de vida, mas se fosse contar acho que passaria de umas 30 vezes. Foram muitas vezes mesmo, pois comecei a sentir que Deus tinha algo a me dizer por meio daquele testemunho. Nunca tinha ouvido tanta verdade em um testemunho só, ainda mais nos tempos difíceis que a nossa querida e amada Igreja vem passando (cf. II Tim 3,1). Felizmente, pude ver que na Igreja ainda existia pessoas que não tinham medo de pregar a verdade e de denunciar o pecado. Louvado seja Deus por este testemunho!
A sede por Deus ficou imensa e a partir de então, passei a escutar diversas pregações do Anderson, como Maria Terror dos demônios; Ser profeta no tempo da apostasia; Vai e reconstrói a minha Igreja; Poder da Oração; Padre Pio, modelo de santidade; As duas colunas da Igreja; Amar a Igreja; Jovem, assuma sua vocação; Humildade a chave que abre o coraçã de Deus; Igreja no tempo da tormenta; o Poder do Rosário; Seguir o Exemplo de Maria; Maria Pota do Céu; e diversas outras pregações, sendo que cada uma delas tive uma experiência genuína com Deus e muito aprendi com cada uma delas. Posso dizer que parte de minha cataquese foram por meio dessas ríquissimas pregações e aproveito este espaço para recomendar a todos, que porventura venham a ler esse pequenho testemunho.
Por graça de Deus, minhas experiências com esta maravilhosa obra não se restringiram somente a escutar as pregações do Anderson por meio de um CD ou DVD, mas tive a oportunidade de escutá-las em divesas missões (como por exemplo no Lago Azul-GO, Novo Gama-GO, Valparaíso-GO, Brasília-DF e Catalão-GO) e creio que muitas outras oportunidades ainda virão.
Além do mais, tive a graça de caminhar como membro da comunidade por mais ou menos 1 ano e meio aqui em Brasília-DF. Neste tempo, muitas experiências intensas de amor tive com esta comunidade. Muitas formações cristãs e humanas que muito me ajudaram a perseverar nos caminhos do Senhor. Além de muitos momentos fraternos inesquecíveis vivencei com esta comunidade e seus membros (Como esquecer o dia em que fomos ao zoológico? E o dia em que fomos na Esplanada dos ministérios aqui em Brasília-DF tirar fotos em um mesmo lugar? Como esquecer os dias em que lanchamos no tiozinho lá no Novo Gama-GO após as missões ou depois das formações e ficavamos partilhando até altas horas da madrugada? E o dia que jogamos Imagem ação? Como esquecer do dia em que viajei com o Anderson e o Josué para Anápolis-GO para comprar livros e comer queijo na estrada? Pois é, tempos que não voltam, porém que jamais sairão de nossas memórias).
Para finalizar, queria dizer que os momentos de partilha que tive com cada um dos membros dessa comunidade, em especial com o Anderson, sua mãe Tia Izabel e outros membros, muito contribuíram para curas interiores, traumas de infância, problemas pessoais na área afetiva e da sexualidade, dentre muitos outros benefícios. Mas o mais importante, que quero deixar registrado por meio deste testemunho, é que por meio de tantas experiências pude ver o quanto sou humano e o quanto que cada um dos membros da comunidade também apresentam limitações e também necessitam de ser amparados e até mesmo levantados nos momentos difíceis de caminhada. Além disso, nunca mais vou esquecer o que o Anderson disse um dia para minha pessoa: "Nós somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais".
Que Deus abençoe a cada um de vocês e Salve Maria Imaculada.

Rafael Lourinho Castelo Branco (24 anos, Brasília/DF, Brasil)

CARLINHOS ALMA - EX-BATISTA


















Por Jaime Francisco de Moura


Todos me conhecem pelo nome de Carlinhos Alma, nome artístico dado ao teatro em 1995. Desde que entendo por gente já era envolvido com música.
Filho de mãe Católica e pai Evangélico (afastado da Igreja há muito tempo) minha infância teve formação Católica com batismo e primeira comunhão.
Tudo estava indo muito bem até que aos meus onze anos de idade meu pai, um sanfoneiro muito conhecido, que tocava nas folias de Reis, festas juninas e nas fazendas, decidiu voltar para a Igreja, pois seu coração não queria ficar longe da Igreja.
Para minha mãe esta atitude foi uma benção porque meu pai passava noites e noites nas festas e isto lhe preocupava muito. Logo começou a ir com ele para a Igreja Batista para lhe fazer companhia. Desde então nunca mais entrou em uma Igreja Católica.
Meus pais não são casados na Igreja e isto impedia que minha mãe participasse da comunhão do corpo de Cristo. Este empecilho já não existia na Igreja Batista e isto confortou seu coração que há muito vivia aflita com aquela situação, não aceita, pela Igreja.
Eu um adolescente, não tive outra opção a não ser acompanhar meus pais, confesso que tive muito medo das gritarias que os crentes faziam numa Igreja Pentecostal nos fundos da minha casa, mas na Igreja Batista, era um silêncio, e lá fui me adaptando.
Depois de um certo tempo, fui vendo que eles desfaziam de tudo que tinha aprendido, transformando Maria mãe de Jesus, numa mulher qualquer, na qual era praticamente proibido demonstrar amor por ela ou até mesmo falar que a amava, pois, estava sendo idólatra e os idólatras não herdariam o reino de Deus.
Como vim de uma família de músicos, eu tocava razoavelmente bem para minha idade, e estava tendo um conflito de formação religiosa na minha mente. Logo fui convidado para tocar nos eventos da noite, mas como era apenas um adolescente, aquilo era a melhor coisa que eu pude conhecer.
Virava e mexia, eu estava também, na Igreja Batista tocando novamente com as bandas daquela Igreja, até que decidi que não era isso que queria. Resolvi desaparecer das Igrejas, não quis mais compromisso com nenhuma e fiquei assim, por três anos da minha vida.
Vivia satisfeito com minha decisão, até que um dia chegou uma pessoa da Igreja Católica para fazer os arranjos de seu CD. Já estava acostumado a fazer arranjos para duplas sertanejas, forró, baião e até algumas gospel para os Evangélicos, mas para Igreja Católica nunca tinha feito.
Quando eles entravam no estúdio faziam uma oração de uma maneira que eu desconhecia na Igreja Católica, achando tudo estranho, mas não comentava nada a respeito.
Depois da gravação me convidaram para tocar no lançamento do CD, e foi quando minha vida começou a mudar. Conheci o ministério de Evangelização Amigos do Pai, que ao terminar o lançamento, me perguntaram se tocava em alguma banda. Disse que não, e eles me convidaram a entrar no ministério de Evangelização Amigos do Pai. Naquele momento eu confesso que meu desejo era dizer um não, nem pensar, mas respondi - vamos orar- concordaram e me deram um cartão de apresentação da banda, e foi exatamente o que eles fizeram durante três meses.
Numa quinta feira acordei cheio de vontade de tocar em uma banda, mas não queria tocar nos eventos da noite. Procurei o cartão da banda, por procurar, pois nunca guardava cartões, mas o da banda estava lá novinho em folha, peguei e liguei imediatamente perguntando se haviam conseguido um tecladista, pois estava disposto a fazer um teste para ver se eu encaixava dentro do que eles queriam. Só ouvi uma voz trêmula me respondendo que ainda não tinha encontrado um tecladista, e se eu quisesse ensaiar, teria um na quinta feira na casa da Juliana, uma das vocalistas da banda. Eles ainda estavam orando e tudo estava sendo confirmado através da oração.
A forma na qual fui escolhido por Deus me comoveu muito porque conheci um Deus totalmente diferente. Muito interessante também, foi o meu encontro com Maria, mãe de Jesus, que para mim ainda era algo difícil de entender. Foi marcante, estávamos fazendo o cerco de Jericó na comunidade vida nova, que foi a grande responsável por toda esta cura interior que me atormentava a muitos anos.
Foi lindo, perfeito, vi que Maria não era nada daquilo que me ensinaram na outra Igreja, ela era simplesmente mãe e não queria glórias, não queria ser Deus, não queria nada, só ser mãe e cuidar de mim.
Hoje três anos depois, estou casado, tenho duas filhas lindas e uma esposa maravilhosa. Sou muito feliz e posso dizer a todo mundo, com toda sinceridade do meu coração, Maria eu te amo, graças a Deus.
Obs: Esse testemunho foi relatado pessoalmente pelo (tecladista da Banda Amigos do Pai) Carlinhos Alma a Jaime Francisco de Moura

11 de abr. de 2010

Em Defesa de Nossa Senhora

















Fui pastor protestante (é errado dizer pastor evangélico. Evangélicos somos nós Católicos) e nunca ouvi uma pregação positiva sobre a Virgem Maria nas seitas erroneamente chamadas de evangélicas que conheci.

O que se fala d´Ela é o absurdo de que é uma mulher como outra qualquer, uma pecadora. Também eu na minha total ignorância e cegueira espiritual quando fui pastor evangélico(sic) repetia essas asneiras e irreverências. As belas passagens bíblicas que d´Ela falam como as palavras do Arcanjo Gabriel e Santa Isabel não são comentadas positivamente. Nem mesmo o magnificat é lido, estudado e pregado de maneira correta.

No mínimo, nessas seitas, a Mãe do Senhor é ignorada. Quando algum Católico deixa a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e desce para as seitas, logo ele é obrigado a quebrar as imagens ou rasgar e queimar as "fotografias" de Nossa Senhora. Há por detrás de tudo um terrível ódio a tudo que fale ou lembre a Mãe de Deus.

Muitas mentiras e calunias são ensinadas sobre nós Católicos, quando dizem que nós adoramos a Virgem Maria. Os Únicos Católicos que alegam um dia ter adorado Nossa Senhora hoje são protestantes. Hoje sou Católico pela graça de Deus e confesso que nunca encontrei um católico que adorasse a Virgem Maria.

Como entender tanto ódio contra a Virgem Maria? A resposta está na palavra de Deus, a Bíblia. Em Gênesis 3,15 lemos: "Porei ódio entre ti(demônio) e a Mulher (a Virgem Maria), entre a tua descendência (seguidores do demônio) e a dela(Cristo e os seguidores d´Ele). Esta te ferirá a cabeça, e tu(demônio) lhe ferirás o calcanhar (ofensas, mentiras contra Nossa Senhora, dizendo que Ela era pecadora)." A batalha entre o demônio e seus seguidores contra a Mãe de Deus se arrastará pelos séculos até o final do mundo conforme lemos em Apocalipse 12,1 e seguintes.

A mesma palavra de Deus nos alerta que as seitas crescerão a cada dia. Só no Brasil, segundo pesquisas realizadas, surgem três novas religiões por dia. Tudo conforme a Bíblia: Mateus 24,11-12; 23,24 / Marcos 13,5-21,22 / Lucas 21,8. Por favor amigo, leia estas passagens bíblicas e "ficai de sobreaviso. Eis que vos preveni de tudo, diz o Senhor"(Mc.13,23). Ainda o livro de Apocalipse narra o seguinte: "A serpente(o demônio) vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir"(Apoc.12,15), isto significa uma grande quantidade de palavras(escritas e faladas, figuradas no rio de água) contra a Virgem Maria, na intenção de apagar o seu nome dentre os seguidores de Cristo.

Cumpre-se assim as profecias da Bíblia falando sobra a apostasia, isto é, deixar a Igreja Católica e ir para as milhares de seitas. Em 1.980 eram cerca de 20 mil e hoje deve estar em pelo menos 30 mil seitas. TODAS COM A Bíblia NA MÃO E CADA UMA ENSINADO UMA COISA DIFERENTE. Tudo é uma preparação para o surgimento do Anticristo(II Tess.2,3) o qual reunirá essas seitas numa espécie de confederação.

A Palavra de Deus escrita A Bíblia e a Palavra de Deus Oral - A Tradição, dizem que no final dos tempos, os verdadeiros fiéis serão um pequeno rebanho(Lc.12,32). Por isso, cresce o erro, as seitas e diminuem o número de católicos. Católicos fiéis são poucos. São aqueles que guardam a Tradição: pequenino rebanho, perseguido, caluniado...

Esse amontoado de seitas é chamada de Babel, Babilônia, isto é, confusão (divisão entre as seitas, cada uma ensinando uma coisa diferente da outra) e é representada na Bíblia por uma prostituta, (uma outra mulher que está assentada), isto é, estabelecida sobre a multidão de palavras contra a Virgem Maria (Apoc.17,3-4). É esta mulher a grande prostituta, pois prostituiu a Palavra.

Na Bíblia a apostasia, isto é, abandonar a Fé verdadeira é considerada prostituição, infidelidade(Josué 22,16; Jeremias 3,8;13,27; Ezequiel 16,32; Oséias 2,2ss e Apoc. 2,22). O objetivo do maligno, que odeia a Virgem Maria, é corromper toda a Terra com a sua prostituição, destruindo a Fé Católica, conforme Apoc. 19,2. O falso ecumenismo unirá todos sob a liderança do Anticristo e do falso profeta, formando a Babel, essa falsa igreja que romperá com a Sagrada Escritura e a Divina Tradição, não suportando a Sã Doutrina (II Tim.4,3).

Os católicos são os seguidores da Mulher vestida de Sol (Apoc.12,1ss), que ouvem a Palavra do Senhor: "Eis aí tua Mãe"(Jo.19,27) e a levam para sua casa. Os seguidores do demônio são os seguidores da grande prostituta(as seitas) e que dizem da Mãe do Senhor: "É uma mulher como qualquer outra, uma pecadora." Nas seitas, como já falei acima, ou se ofende a Mãe do Senhor ou se A ignora completamente. É somente na Igreja Católica que se cumpre a profecia: "... Me proclamarão Bem-aventurada todas as gerações" (Lc.1,48).

Será que Nosso Senhor ficará indiferente as mentiras, blasfêmias e ofensas à Sua Santa mãe? Ele que cumpre na Sua totalidade o 4º Mandamento da Lei de Deus que nos ensina a honrar pai e mãe haverá de fazer justiça. Um filho que ouve e vê alguém falar mal de sua mãe e não a defende peca contra o 4º Mandamento da Lei de Deus. Você leitor, se alguém fala mal de sua mãe ficará quieto, se acovardará e não defenderá a honra de sua mãe? você iria a uma "igreja" onde não gostam de sua Mãe? Nunca vá a um lugar onde não gostam da Mãe de Nosso Senhor, mesmo que eles digam que estão reunidos em Nome d´Êle pois Ele seguramente não estará lá. Pois bem, Nosso Senhor é um Deus zeloso e no Dia do Juízo dirá a esses membros das seitas: "Nem todo aquele que diz: ´Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus(honrar pai e mãe, por exemplo). Muitos Me dirão naquele Dia: ´Senhor, Senhor, não pregamos nós em Vosso Nome e não foi em Vosso Nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?´ E no entanto Eu lhe direi: "Nunca vos conheci. Retirai-vos de Mim, operários maus"(Mt.7,21-23). AS IMAGENS(Num.21,8-9); (Ex.25,18)

E pensar que esses falsos pastores mandam rasgar e queimar as fotografias (imagens) da Mãe do Senhor. lembrem-se, o diabo prega a Bíblia (Conforme Gênesis, onde para Eva torceu a Palavra de Deus e até para Nosso Senhor o diabo a pregou, interpretando-a erroneamente - Mateus 4,1 e seguintes).

Pense amigo leitor, que atitude você tomaria se alguém dissesse que sua mãe é uma mulher como qualquer outra e rasgasse todas as fotografias dela. Você gostaria?

Nosso Senhor, tenho certeza, não aceita que se faça isso com Sua Mãe. leia Hebreus 10,30-31. Se alguém fala mal de minha mãe não é meu amigo, mas se alguém fala bem de minha mãe eu o estimo e o considero como amigo. O 4º Mandamento~que nos exige honrar pai e mãe nos obriga a honrar Nossa Mãe do Céu a Virgem Maria, a Mãe de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esta senhora, a escolhida por Deus Pai, a Esposa do Espírito Santo, é a Mãe do Redentor.

Que é esta Senhora? É a mulher vencedora do demônio (Gen.3,15 / Apoc.12,1ss), a Medianeira de todas as Graças para que a Festa da Salvação continue e o vinho novo da alegria nunca nos falte, a mulher predestinada que antecipa a Hora da Salvação(Jo.2,1ss). Ela é o Sinal de Deus para os eleitos(Is.7,14 com Apoc.12,1ss), é a vitoriosa, a plena graça de Deus, a que pela graça está diante de Deus, a Mãe do Deus feito homem, sobre a qual desceu o Espírito Santo, a Serva eleita do Senhor, Aquela que numa simples saudação atraiu o Espírito Santo que santificou São João Batista ainda no seio de Sua mãe, Aquela cuja palavra Cheia de Graça encheu Santa Isabel do Espírito Santo.

Aquela de quem a Católica Santa Isabel cheia do Espírito Santo reconheceu ser a bendita entre todas as mulheres, pois bendito é o fruto do teu ventre: Jesus. Àquela que Santa Isabel reconheceu ser honrada pela visita da Mãe de Deus.

Por favor meu amigo leitor abra a Bíblia e leia Lucas 1,28-30; 31-35; 38-41; 42-43 e glorifique ao Senhor e louve essa Mãe Admirável e Santíssima. Nós Católicos, com o Arcanjo Gabriel e Santa Isabel sentimo-nos honrados da Mãe do Senhor, a Bendita entre as mulheres, visitar nossa casa.

O culto a Virgem Maria vem desde o inicio da Igreja. Que culto mais evangélico pode haver do que o prestado a Ela pelo Arcanjo Gabriel e por Santa Isabel? Que culto mais evangélico do que esta homenagem filial de confiança, ternura e abandono, que o Menino Deus prestou à Sua Mãe, fazendo do Seio Virginal de Maria Seu Trono, refúgio e alimento!? O Deus feito Homem foi submisso a Maria até os trinta anos, na intimidade de Sua Mãe (Lc.2,51). À qual outra mulher, Jesus Cristo - Deus Verdadeiro - Disse essas sublimes palavras: "Mamãe Eu te amo!?" A arqueologia, os escritos antigos do sucessor dos Apóstolos, atestam a grandeza da Mãe do Senhor.

São Dionísio, Mártir do primeiro século diz: "Maria mostra-se cada vez mais solicita para aqueles que Lhe dedicam amor." d´Ela fala-nos Santo Irineu: "Os laços, pelos quais Eva se deixou acorrentar, por sua credulidade, Maria rompeu-os pela fé." Pela desobediência de Eva entra o pecado e a morte, pela obediência da Virgem Maria com o Seu sim, entra a Salvação do mundo. O Preciosíssimo Sangue de Jesus, que é o preço da nossa salvação, é o sangue que recebeu de Maria(Jo.1,14; I Jo.5,6; I Ped.1,18). Nosso Senhor é Carne e Sangue de Sua Mãe, por obra do Espírito Santo. Louvado seja Deus: Ela não é uma mulher qualquer. Dizer que a Virgem é uma mulher como outra qualquer é blasfemar contra o Espírito Santo, é negar a Divindade de Jesus. É negar o Poder do Sangue de Jesus.

4º MANDAMENTO Quem não honra a Mãe, não honra o Filho... não honra o Pai. "...e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado(I Jo.5,1b). Dizer que Maria era pecadora, é dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo foi concebido em pecado, que recebeu um sangue contaminado pelo pecado(Sl.50,7). Graças a Deus que nós Católicos cremos que Ela foi concebida sem pecado original em razão da Sua Predestinação para ser a Mãe de Deus feito Homem. Tudo nos méritos do Filho d´Ela. Somos evangélicos e crentes verdadeiros e a nossa Igreja foi adquirida pelo Sangue Preciosíssimo e Puríssimo que Ele recebeu de Maria Santíssima (At.20,28). E as seitas? Essas não A honram, não A querem em suas casas e muito menos nas suas "igrejas."

É deles que fala o Senhor: "Nem todo aquele que Me diz: ´Senhor, Senhor´, entrará no Reino dos Céus." Nós católicos pela Graça de Deus a reconheçamos Bendita, mas as seitas(que horror!) a consideram maldita pois para elas a Virgem Maria é uma mulher pecadora, uma mulher qualquer. Nessas seitas não se cumpre a profecia de São Lucas 1,48: "Todas a gerações Me proclamarão Bem-aventurada." Não se cumpre porque não A amam, não se cumpre porque a profecia diz: "Todas as gerações" e eles são de ontem, de hoje. Não provem dos apóstolos. São religiões humanas... e que tipo de homens!!! Eles não respeitam a Mãe do Senhor. A boa educação exige que respeitemos a mãe dos outros e quanto a Mãe de Deus muito mais ainda.

Satanás é covarde, o ódio em pessoa, pois para mais ofender Nosso Senhor Jesus Cristo faz com que seus discípulos digam que a Mãe d´Êle era uma pecadora. Qual seria a sua reação, amigo leitor, se alguém ofendessem a sua mamãe? Pode estar certo que no Dia do Juízo Ele, um Deus Zeloso, pedirá contas aos que ofendem Sua Mãe. Católico: "Eis a tua Mãe", a vestida de Sol, a glorificada. Ame-A. Respeite-A. Honre-A, pois é a tua Mãe.

Vá hoje mesmo à Igreja Católica mais perto de sua casa e leve para Ela flores, para colocar diante da Sua Fotografia (imagem). Agradeça a Deus por Ela. O filho Ficará contente por respeitar e amar Sua Mãe.

Por favor amigo leitor, reze comigo:

"Senhor Jesus Cristo, eu vos amo e vos adoro. Eu vos louvo e agradeço por Sua Mãe. Eu amo Sua Mãe. Perdoe-me Jesus amado por todas as vezes que não honrei Sua Mãe que é também minha. Perdoe-me, misericórdia Senhor, pelas vezes em que ouvi alguém falar mal de Sua Mãe e me acovardei e não A defendi. Perdoe-me pelas vezes que fui tentado a ignorá-lA, julgando que amar Sua Mãe é roubar o que Lhe é devido. Dai-me Senhor a graça de amá-lA como o Senhor a ama. Lhe prometo Senhor que nunca irei desonrar Sua Mãe e sempre A amarei e em minha vida A proclamarei a Bendita entra as mulheres, a Bem-aventurada.

Obrigado Senhor, pela graça de ser Católico. Mãezinha do Céu eu te amo e adoro Teu Filho Jesus. Amém."

QUEM NÃO HONRA A MÃE, NÃO HONRA O FILHO!

Verdadeira caridade este em falar a verdade.
Em desagravo à ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria.
Pelo Triunfo do Coração Imaculado de Maria.

"CATÓLICOS UNIDOS EM DEFESA DA FÉ"

IMPRIMATUR: D. Manuel pestana Filho
Bispo Diocesano de Anápolis
Festa da Natividade de Nossa Senhora
08 Setembro de 1994

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