Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

5 de fev. de 2011

Quanto mais vísivel for a santidade, tanto menos pode ficar oculto o demônio.


Tem um padre da minha diocese que esta complicando as coisas na sua paroquia, a famosa paroquia Cristo Libertador (o nome já diz tudo). Ele desde sempre em suas homilias nega explicitamente a existência do diabo. Com uma mentalidade materialista fala que só acreditara no demônio depois que o mesmo se apresentar para ele. Mentes como esta têm em vários lugares do mundo, sobretudo no meio do clero, é lógico que eles aprenderam isto na escola dos teólogos modernistas inimigos a Igreja.


O que mais irrita é que estas teologias modernistas “batizadas” no existencialismo e materialismo são propagadas nos púlpitos das Igrejas, e no fim das contas o povo de Deus se perde por falta de pastores. O documento “Presbyterorun Ordinis” do Concílio Vaticano II diz o seguinte:” ..Como ninguém se salva sem fé, os padres, como cooperadores dos Bispos, têm o dever precípuo de levar a todos o Evangelho de Deus, no cumprimento do mandamento do Senhor: “Vão ao mundo inteiro e preguem o Evangelho a toda criatura” (Mc.16,15), constituindo e fazendo crescer o Povo de Deus”..Infelizmente o Evangelho que um grande numero de sacerdotes esta pregando não é o revelado por Deus em Cristo Jesus, ou seja, não salva ninguém.


Sobre a existência do demônio como um espirito real e tenebroso a Bíblia é muito clara, sobretudo no novo testamento. Na realidade o antigo testamento não expõe tanto a figura de Satanás e seus demônios por que existia uma grande preocupação dos hagiógrafos de a mentalidade politeísta vir a influenciar o povo a adorarem Satanás e seus anjos rebelados como divindades. Com o advento da fé no Deus Uno o Pai revelou mais explicitamente a existência destes espíritos malignos pervertedores que estão entre nós para nos levar para a condenação eterna. Ou seja, no antigo testamento a demonologia é tratada de forma secundaria e no novo de forma mais evidente.


Hebert Haag( falecido Teólogo da escola de Tubinger que não acredita em demônios) reconhece que Jesus e os apóstolos via os demônios como espíritos reais, porém ele julga que o Messias e seus seguidores eram vitimas de um judaísmo incipiente. “Para Haag, “demônio” no antigo testamente sempre significou ” pecado” e que foi boa parte dos Judeus que perverteram o conceito “demônio”, influenciando assim Jesus e todo o cristianismo de forma errada. Este teólogo criticou duramente o papa Paulo VI na época que o papa anunciava a presença de Satanás dentro da Igreja, segundo Haag o papa tinha um pensamento que não era conciliável com os tempos modernos.


O papa Bento XVI quando ainda Cardeal rebateu as teorias de Haag em um de seus livros chamado “ Dogma e Anuncio”. Ele criticou Haag em dois pontos de seus pensamentos. Primeiro salientou que Haag erra em não fazer exegese bíblica e sim interpretação subjetiva bíblica, perceba que ele reconhece que Jesus acreditava nos demônios como espíritos reais, mas acusa Jesus, o cristianismo e boa parte do Judaísmo de pervertedores do conceito “demônio”. A segunda crítica é sobre a tentativa de tentar conciliar o evangelho ao mundo moderno de tal forma a negar verdades bíblicas tão claras.


Veja na integra uma orientação que o Papa Bento XVI nos dá no seu livro: é certo de que a fé só pode se realizada por quem crê com a Igreja e não por quem segue os oráculos de decisões particulares sobre aquilo que cada vez deve ser considerado como admissível ou não.


Voltando na história do padre da minha cidade e fazendo analogias ao pensamento de Haag percebo que ele esta encaixado no segundo erro evidenciado pelo Papa Ratzinguer, como a maioria do clero da minha amada diocese, ele é um padre que na filosofia e na teologia estudou muitos pensamentos existencialistas e materialistas e frente a tanta informação ele não consegue conceber que existe um mundo sobrenatural muito mais real do que o mundo que vivemos. Tem outro problema também, a teologia da libertação é mestra em fazer hermenêuticas bíblicas integralmente marxistas, por tanto, para muitos dos padres formados nesta maldita heresia, Satanás e os seus anjos rebelados nada mais são do que o sistema que oprime os pobres. Com se já não bastasse os erros de Haag temos que tolerar estes absurdos provenientes dos Boff,s da vida.


Só que o problema não é só de teologia não, no meio desta crise de fé o problema vai mais além, e o papa Bento VXI nos mostra outro grande problema. V ejamos o que o papa Ratzinguer pensou: Da mesma forma que Deus quis se revelar primeiro até a vinda de Cristo para depois mostrar com mais evidencias e clareza a existência dos demônios, nós precisamos buscar primeiro o conhecimento de Deus para depois conhecer Satanás e seus demônios. Contemplando Deus as escamas caem dos nossos olhos e assim conseguimos enxergar o mundo espiritual, veja a frase do papa: As belas máscaras do demônio não enganam mais a quem esta olhando da parte de Deus. Este olhar para Deus gera santidade e diante da santidade o demônio se dá por vencido. O papa complementa de forma extraordinaria dizendo: Quanto mais vísivel e maior for a santidade, tanto menos pode ficar oculto o demônio.


Eis o problema desvendado caríssimos irmãos leitores, os remédios para esta doença espiritual e intelectual se chama teologia católica, vida de oração e santidade de vida. A ausencia destes remédios pode provocar a morte espiritual de qualquer alma.


Rezemos à nossa senhora para a conversão daqueles que não acreditam na existência do diabo, o que o inimigo mais quer é ser desacreditado.


Salve Maria!


Bruno Cruz
bhc.vida@hotmail.com
Contato missionário: (031)88802212








4 de fev. de 2011

E o beijo de língua, pode?

Quando se fala de pecados de impureza, muitas pessoas pensam: “Se é um pecado mortal, então eu não quero. Mas se for só pecado venial, então não quero perder!”. Precisamos deixar de lado essa idéia minimalista que se foca em “até onde podemos ir sem ofender a Deus”. Mesmo o menor pecado divide, enquanto a pureza faz nascer o verdadeiro amor. Elizabeth Elliot escreveu em seu livro Passion and Purity: “Como posso falar de alguns beijos imprudentes para uma geração que cresceu sendo ensinada que quase todo mundo vai pra cama com todo mundo? Daqueles que vagueiam no mar da permissividade e dos excessos, será que existe alguém que ainda olhe para o céu em busca do farol da pureza? Se eu não acreditasse que existe alguém assim, sequer me importaria em escrever.” [1]


Eu costumava ter como certo que todo mundo sabia que beijo de língua é sexualmente excitante, especialmente para um rapaz. Mas eu tenho encontrado mulheres que se mostram surpresas quando descobrem que um homem fica sexualmente excitado por um beijo ardente (ou antes dele). O beijo de língua é profundamente unitivo, já que a penetração de uma pessoa dentro de outra é parte daquele “tornar-se um” com ele ou ela fisicamente. Esse beijar ardente e sensual diz para o corpo de um homem que este deve se preparar para o ato sexual, e quando um homem fica excitado, geralmente ele não fica satisfeito enquanto não atinge o ápice.
Portanto, o beijo de língua provoca o corpo com desejos que não podem ser moralmente satisfeitos fora do casamento. Para o casal que está guardando o sexo para o casamento, o beijo de língua é como um garoto de quinze anos sentado no carro, na saída da garagem, só acelerando o carro estacionado, porque sabe que não tem carteira de motorista.


Eu acredito que o problema moral com beijo de língua é mais difícil de ser entendido pelas garotas, porque elas tendem a se excitar sexualmente de uma maneira mais gradual do que os rapazes. Se a excitação de uma mulher pode ser comparada com um ferro de passar esquentando pouco a pouco, a de um rapaz poderia ser comparada com o acender quase instantâneo de uma lâmpada elétrica. As reações sensuais em um rapaz tendem a ser mais imediatas, e quando a chama da excitação sexual se acende, um homem geralmente quer ir além.


Ele pode até se contentar por uns tempos somente com os beijos. Mas quando um casal tem episódios recorrentes de “amassos” ardentes, e tentam estabelecer os limites nesse ponto, uma das duas coisas vai acontecer: ou os limites originais vão desaparecer, ou então a frustração vai tomar conta de tudo. No primeiro caso, a excitação sexual vai se tornar rotina, e o casal vai começar a justificar novas formas de intimidade física. Talvez eles consigam parar na primeira, na segunda ou na terceira vez, mas gradualmente os antigos limites vão cedendo, porque eles começam a experimentar esse poder intoxicante de ligação que Deus reservou para os cônjuges no casamento.


No segundo caso, um dos dois poderá acabar ouvindo a mesma coisa que essa garota ouviu: “Meu namorado e eu não passávamos de uns 'amassos', mas recentemente ele me perguntou depois que nos beijamos: ‘Você nunca se sente... entediada? Nunca enjoa disso?’”


Frequentemente eu recebo e-mails de casais abstinentes que dizem que realmente se amam e querem permanecer na pureza, mas continuam sempre caindo de novo e de novo nos mesmos pecados sexuais. Eles estimularam esses desejos, e descobriram que eles não são facilmente controlados, uma vez despertos. Esses casais querem ficar em cima do muro, e manter alguma intimidade sexual ao mesmo tempo em que evitam ir “muito longe”. Mas eles estão descobrindo que homem e mulher não foram feitos para funcionar desse modo. A pureza angelical é mais fácil de se viver do que apenas 50% de pureza, porque você não está constantemente provocando a si mesmo.


Entretanto, algumas pessoas dizem que beijo de língua não é lá esse problema todo, e que não tem muita importância. Mas será que não existe algo em você que gostaria que esses beijos significassem algo? Quanto mais damos de nós mesmos, tanto menos valorizamos o dom do nosso corpo e de todo o nosso ser (e as pessoas respondem nos tratando com menos respeito também).




Pergunte a si mesmo o que valem seus beijos. Será que eles são uma maneira de retribuir a um rapaz por uma noite bacana? Será que eles são uma solução para o tédio em um namoro? Será que eles são um modo de encobrir as dores ou a solidão? E pior, será que eles são apenas por pura “diversão”? Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas for um sim, então já esquecemos o propósito de um beijo, e o significado da intimidade. Portanto, não trate partes de sua sexualidade como “sem importância”. Todo seu corpo é de uma importância infinita, e isso inclui seus beijos. Quando percebemos isso, o mais simples dos beijos passa a ter um valor inestimável, “não tem preço”, e traz mais proximidade e alegria do que 100 “ficas” ou encontros sexuais casuais.




O que acontece com o jovem bem intencionado é que a intimidade inicial e a excitação de um beijo se enfraquece quando ele ou ela começa a dar esses beijos indiscriminadamente, como quem aperta uma mão. O significado profundo dos simples atos de afeição lentamente se perde. O mundo gosta de nos dizer que estamos ficando mais “habilidosos” no namoro, mas na verdade estamos apenas nos tornando insensíveis.


Então, antes de fazer tudo de novo, pense em guardar a paixão ardente para seu esposo ou esposa. Não apenas sua pureza será um dom e presente para seu cônjuge, ela vai fazer a afeição dele ou dela mais única para você também. No longo prazo isso vai unir os dois muito mais do que todas as “experiências” que o mundo recomenda que você tenha antes de se casar.


No colégio, eu não pensava duas vezes antes de dar esse tipo de beijo. Meu pensamento era que outras pessoas estavam fazendo coisas piores, então não tinha muito problema o que eu fazia. Agora eu desejaria ter guardado esses beijos para minha esposa, ao invés de distribuí-los por aí com garotas que nunca mais vi de novo depois que terminou o tempo de colégio. Mas na época eu não pensava no futuro. Eu apenas via meus colegas de sala e achava que esse era o modo como as coisas eram. Quando meus relacionamentos amadureceram e se aprofundaram, e eu comecei a rezar por eles, eu deixei esse tipo de beijo de lado, porque ele sempre acendia o desejo de ir além. Ele também estava levando os outros aspectos do relacionamento a um segundo plano. Eu sabia no meu coração que não poderia dizer com segurança que esse tipo de intimidade estava agradando a Deus.


Então eu tive uma conversa com uma namorada no começo de um relacionamento, e nós concordamos em fazer esse sacrifício. Isso foi uma grande bênção, e eu imediatamente pude ver como o relacionamento era mais santo e cheio de alegria. Nós nunca éramos perfeitos, mas pela primeira vez eu vi que, quanto mais beijos ardentes havia no relacionamento, menos havia de qualquer outra coisa. Isso foi uma coisa que não pude entender enquanto não experimentei.


Eu encorajo você a dar uma chance, tentar. Deixe de lado os beijos de língua nos namoros, e guarde-os para o casamento. Mantenha a afeição simples. Se é muito difícil para você aceitar isso, então tenha a honestidade de se perguntar porque. Se você não pudesse dar um beijo de língua no seu namorado, isso iria impedir sua capacidade de amá-lo? Será que, deixando de dar um beijo de língua em sua namorada, isso vai impedir sua capacidade de glorificar a Deus ou de levá-la para o céu? O quanto nossas intenções estão direcionadas para nossa gratificação pessoal, e o quanto estão direcionadas para a glorificação de Deus?


Falando em termos simples, a moralidade sexual diz respeito a glorificar Deus com nosso corpo. O modo com que você usa sua sexualidade deve refletir seu amor por Deus e deve expressar o amor de Deus para os outros. Se uma área parece cinzenta, então não entre nela. Faça apenas as coisas que você seguramente sabe que glorificam a Deus.


Se você tem dificuldades nesse assunto, leve isso para a oração. Se você deseja verdadeiramente conhecer a vontade de Deus com relação à pureza, eu sei que Ele vai lhe mostrar. Você tem só que ficar com Ele o tempo suficiente para ouvi-lo. Com certeza, isso é difícil, mas o amor está pronto a sacrificar grandes coisas, bem como as pequenas, pelo bem da pessoa amada.


É cada vez mais comum eu ouvir casais que guardam seu primeiro beijo para o dia do casamento. À primeira vista isso pareceu loucura para mim, mas então eu percebi que eles não estavam evitando os beijos porque achavam que era pecado ou porque não conseguiam se controlar, mas sim porque eles estimavam tanto, viam tanto valor em um simples beijo, que eles desejavam que Deus e o mundo testemunhassem o seu primeiro. Seu primeiro beijo poderia ser oferecido como uma oração.


Com tudo isso que foi dito, não devemos ficar presos em saber o quão próximos podemos chegar do pecado. Quando nossos corações estão bem com Deus, estamos preocupados com o que é verdadeiramente puro, e em como podemos glorificar a Deus com nossos corpos. Queremos que cada um de nossos atos de afeição seja um reflexo do fato de que Deus vem em primeiro lugar em nossas vidas. Enquanto não chegarmos a esse ponto, teremos dias muito difíceis tentando discernir entre o que é amor e o que é luxúria.


Fonte: Por Jason Evert (castidade)
Extraído de http://missaomaterrosarium.blogspot.com/2011/02/e-o-beijo-de-linguapode.html

Aniversário de casamento hoje!

Ontem eu comemorei 26 anos de batismo. Hoje eu comemoro 5 anos de casada. Há cinco anos atrás eu e o Leandro sonhávamos em subir ao altar e selar nossa união diante de Deus e dos homens.

Nestes cinco anos várias coisas aconteceram: passamos apuros financeiros, sofremos com problemas que são próprios de um casamento, tivemos o Bernardo - que é uma bênção maravilhosa! - mas estamos aqui dando o nosso sim diário a Deus e a nós.

Há cinco anos atrás, quatro de fevereiro era um sábado. Escolhemos este dia por ser o primeiro sábado do mês, dedicado a Nsa Sra.  Casamos às 18h. Iniciamos a celebração rezando o Ângelus. Depois a Bíblia e uma imagem do Imaculado Coração de Maria entraram para que, ao final da cerimônia, fôssemos consagrados a Deus e à sua Mãe Santíssima. O Salmo lido foi o117,a leitura foi de Isaías 42 e o Evangelho foi o de João 2, onde a pedido de sua Mãe, Cristo salva um casamento. Sim, ele não salva a festa, mas o casamento, pois na cultura judaica o vinho tem valor de fartura. Um casamento que começasse sem vinho suficiente não seria farto, muito menos abençoado. E a passagem não foi escolhida a toa. Queremos sempre vinho que nos traga fartura e bênçãos, tanto a nós quanto aos nossos filhos.

Peço ao Senhor que nos abençoe, bem como a todos os casais que comemoram neste dia.

Imaculado Coração de Maria, sede a nossa salvação.

3 de fev. de 2011

Aniversário de batismo hoje!

No dia 03 de fevereiro de 1985, meu irmão e eu fomos batizados na Igreja Nossa Senhora Rainha da Paz. Foi um dia bonito, com um sol belíssimo. Temos as roupinhas que usamos no dia até hoje, além de o mais importante: Cristo vivo em nós.

Às vezes as pessoas acham engraçado ver alguém comemorando o dia do batizado, mas isso deveria ser uma prática comum entre nós, como já o foi em outras épocas, pois o dia do batizado é muito mais importante que o dia do nosso nascimento. Sim, o é e não exagero. O dia em que fomos batizados é o dia em que o Senhor nos recebeu, limpou a mancha da culpa original em nós. É o dia em que ganhamos acesso ao Reino Eterno.

Bom, se pensarmos assim, então por que já não entramos direto no céu após nossa morte? Porque enquanto vivemos esta vida, fazemos nossas escolhas, e estas escolhas, pautadas pela nossa liberdade, é o que farão valer a nossa vida para a eternidade. Tudo o que fazemos aqui ecoa na vida eterna. Nosso batismo é o primeiro eco.

Espero que você que lê este texto possa descobrir o dia do seu batizado e comemorá-lo a partir de então.

Pax!

Artigo de Paulo Jacobina: As Escolas católicas tem vergonha de sua identidade?


3.02.2011 - Tenho observado com paciência, mas sem poder reprimir uma certa tristeza, a timidez com que a proposta confessional educacional católica tem sido defendida hoje. Não é uma acusação, muito menos a uma escola católica especificamente. Percebo um certo temor, difuso nos meios educacionais católicos, de que uma postura mais confessional espante alunos num momento tão delicado.
Há também um certo entendimento bem difundido nos nossos meios pedagógicos de que a Constituição, ao conceder a liberdade ampla de religião e culto, impediria uma escola católica de professar e ensinar o catolicismo como sua opção fundamental, tendo que respeitar igualmente a todas as religiões cujos pais dos alunos eventualmente professem, sem valorizar a nenhuma mais do que a outra, sob pena de ferir a legislação federal de ensino.
Isso é evidentemente uma má exegese constitucional; equivale a dizer que a Constituição, ao conceder a plena liberdade de religião a todas as confissões religiosas, paradoxalmente teria proibido, na prática, o exercício dessa liberdade por todas elas. Vale dizer, a escola teria garantia constitucional para ter liberdade religiosa, mas não para ter uma religião! Essa é uma conclusão evidentemente absurda. Uma escola confessional é exatamente isso: uma escola confessional. Vale dizer, uma escola que tem uma religião. E todos os pais que colocam os filhos ali sabem que estão consentindo numa proposta pedagógica lastreada nos princípios religiosos e morais católicos. Sei disso e acredito que tais escolas, melhor do que ninguém, também sabem.
Sei também, no entanto, que houve uma certa formação católica equivocada, nos próprios meios religiosos, a partir de uma postura tida como “contemporânea”. Incluindo o fim do uso das roupas distintivas, próprias dos padres e religiosos (apresentado muitas vezes como algo decorrente do “Concílio Vaticano II”, apesar do quanto disposto em contrário no Código de Direito Canônico, cânon 669, § 1º), a formação religiosa no seio da Igreja no Brasil, nos últimos anos, muitas vezes foi sociologizante, com base numa teologia da libertação equivocada, de fundo marxista, da qual não ficaram imunes, em muitos casos, os institutos católicos de educação.
Em todo caso, a formação religiosa dada nas escolas católicas em geral não tem sido uma formação a partir de um paradigma católico, mas uma espécie de “estudo comparado das religiões” em que se procura apresentar igualmente todas as manifestações religiosas como autênticas. Isso em si poderia revelar tolerância, mas pode também revelar uma postura teológica gnóstica ou panteísta, um imanentismo ou um relativismo tão denunciados pelo Vaticano nos últimos anos.
Desse enfoque, às vezes, muitas vezes nem sequer as crianças das séries mais baixas são poupadas, apresentadas que são ao cristianismo como uma das religiões equivalentes ao islamismo, budismo, judaísmo, espiritismo, enfim, mais um caminho para chegar a uma “experiência com Deus”. Muitas vezes, em muitas escolas ditas católicas, mantém-se uma pastoral jovem, mas muito pouco valorizada, quase como um apenso para fins burocráticos.
Sob um discurso de “aprender a respeitar a religião do outro”, o jovem não aprende a respeitar a sua própria religião. Nem sequer ter a oportunidade de optar por ela, simplesmente por desconhecê-la. E a desconhece porque nós nunca a apresentamos convenientemente. Temos pudor demais para fazê-lo.
O fato é que esse enfoque aparentemente humanista e tolerante pode representar, em si mesmo, não uma abertura à mundividência do outro, mas uma renúncia à visão católica do mundo. A Revelação divina passaria a ser um “ato de conhecimento” mediante o qual o homem religioso se dá conta do caráter divino do mundo. Como lembra Massimo Borghesi, na revista 30Dias de fev/mar 2008, “a “Revelação” passa a coincidir com uma gnose salvífica”. Para esse autor, determinadas correntes de pensamento que se alegam católicas defendem que a Revelação consistiria em “dar-se conta” de que Deus, como origem fundadora e amor comunicativo, “já está dentro”, na medida em que habita a criação e nela se manifesta. A revelação permitiria, então, que fosse visto sobretudo no ser humano, procurando levar-nos a descobrir sua presença, vencendo nossa cegueira e quebrando nossas resistências: ‘Noli foras ire: in interiore homine habitat veritas’”.
A revelação religiosa estaria reduzida, então, a um processo imanente, “maiêutico”, socrático. E a Revelação Cristã em Jesus já não seria vista como uma singularidade que traz algo realmente novo – já que, por exemplo, a ideia da sobrevivência após a morte é universal –, mas apenas como um “despertar” que esclareceria e reconfiguraria uma certeza implícita, a mera oportunidade de passar de uma fé confusa para uma fé clara e bem definida. Para essas correntes, como ensina Borghesi, “como maiêutica, a palavra reveladora é necessária [apenas] para despertar e levar os olhos a se abrirem; não introduz algo estranho, mas ajuda a descobrir na própria realidade a presença salvadora que a habita e a dinamiza”. Assim, o autor nos adverte que, “entendido dessa forma, o cristianismo se transforma apenas numa ‘maiêutica histórica’. Cristo é um ‘novo Sócrates’ que ajuda os discípulos a encontrarem, em sua experiência interior, a certeza de uma experiência de ressurreição que não precisa de nenhuma confirmação exterior.”
Dessa forma, como observa Ratzinger num ensaio de 1970, porém sempre atual, “no cristianismo [entendido assim] já não vem a nós algo de fora que podemos acolher como novo e não dedutível de nós mesmos; pelo contrário, torna-se objetivo aquilo que é ainda sempre horizonte de nosso pensamento e de nossa reflexão. Dessa forma, a história, enquanto extra, tornou-se insignificante demais e fundamentalmente perdida em favor da ontologia. Desapareceu a ektasis da fé, substituída pela en-stasis da voragem filosófica”.
Mas Massimo Borghesi prossegue, criticando essas correntes “pseudo-modernas” alegadamente católicas que defendem a equivalência das religiões: “Quando a Revelação é assimilada ao plano da criação, a graça à natureza, a exterioridade – no sentido de Emmanuel Lévinas – à interioridade, somos conduzidos a afirmar que a Revelação está ‘presente em todas as religiões e até mesmo em todo e qualquer conhecimento filosófico’.
Dessa forma, compartilha-se a perspectiva do cristianismo transcendental, ‘anônimo’, já criticada por Henri de Lubac e Hans Urs von Balthasar. Trata-se de um modelo que, de um lado, é herdeiro do idealismo pós-kantiano e, de outro, impôs-se no clima da década de 1970, marcado, culturalmente, pela hegemonia do estruturalismo.” (Idem, Ibdem). A título de formar os jovens para o pluralismo, formá-los-íamos para o niilismo. Criaríamos uma geração que não tem o menor preparo para entender a própria herança cristã ou aceitar a fé da Igreja. Muito menos para defendê-la.
Na verdade, eu já estava mesmo resignado com uma certa tibiez no anúncio evangélico católico nas escolas. Tibiez que não é compartilhada pelas escolas de seitas ou de “religiões” exóticas que vêm crescendo assustadoramente no Brasil, diante do despreparo espiritual do povo católico, como anotaram os Bispos latino-americanos no encontro em Aparecida. Tampouco é compartilhado pelos pseudo-intelectuais ateus agressivos que grassam nos meios acadêmicos, a exibir a destruição da fé dos jovens alunos como troféus de seu racionalismo vaidoso.
Não defendo nenhum proselitismo católico, mas a formação saudável que permita aos jovens um discernimento do que é que a Igreja quer dizer quando proclama Jesus como Verbo Divino e a Igreja como Seu corpo na terra, nos exatos termos da Primeira Epístola de São Padro, 3, 15. Resignei-me, no entanto, diante desse quadro geral tão desfavorável, a dar as razões católicas da esperança a meus filhos em casa e na paróquia, confortado com o pensamento de que, se a escola católica colaborava pouco com sua educação religiosa, pelo menos atrapalharia menos do que uma escola dita laica. Isso nem sempre é verdade.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
Fonte: Rainha Maria

31 de jan. de 2011

Padre John Flynn: Perseguição aos cristãos cresce em todo o mundo


31.01.2011 - A mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz O Papa comenta que “também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa”.
Infelizmente, 2011 não parece que vá ser melhor. Apenas meia hora depois de ter começado o novo ano, explodia uma bomba no exterior da igreja copta dos Santos, na cidade egípcia de Alexandria, enquanto 1.000 pessoas saíam dela, informou naquele dia Associated Press. A cifra inicial de mortes foi de 21, que aumentaram depois a 25, e cerca de uma centena de pessoas ficaram feridas.
Segundo uma reportagem da BBC de 1 de janeiro, após a explosão, o presidente do país, Hosni Mubarak, chamou a unidade contra o terrorismo de muçulmanos e cristãos. Nos dias que seguiram à explosão, houve vários enfrentamentos entre grupos de cristãos e muçulmanos.
“O sangue de seus mártires se mesclou em Alexandria para dizer-nos que todo Egito é objetivo e que o terrorismo cego não diferencia entre um copta e um muçulmano”, declarou em uma emissão à televisão estatal, informava a BBC.
A BBC assinalava que era o segundo Natal consecutivo amargado pelo derramamento de sangue da comunidade copta do Egito. A 6 de janeiro de 2010, seis fiéis e um oficial de polícia muçulmanos foram assassinados em um tiroteio próximo de uma igreja na cidade de Naga Hamady.
O ataque não dissuadiu as pessoas de voltarem no dia seguinte à missa de manhã, segundo um artigo do New York Times de 2 de janeiro. Segundo a reportagem, os bancos da igreja estavam quase cheios. Bento XVI condenou o ataque. Falando antes de rezar o Angelus no dia 2 de janeiro, o pontífice deplorava tanto o ataque do Egito como as bombas colocadas próximo das casas dos cristãos do Iraque em dias anteriores.
Grave escalada de violência
Os ataques, disse o pontífice, eram uma ofensa a Deus e à humanidade. Ele animava as comunidades eclesiais a perseverar na fé e no testemunho da mensagem de não violência contida nos Evangelhos.
A igreja copta divulgou uma declaração, qualificando o ataque como uma “grave escalada” de violência contra os cristãos, segundo informou no dia 3 de janeiro o Los Angeles Times.
A declaração pedia uma investigação pública do ataque e solicitava das autoridades que fizessem públicos os detalhes do crime o quanto antes.
A bomba no Egito foi precedida da violência no Iraque. Foram colocadas dez bombas próximo de lares de famílias cristãs em Bagdá. As explosões causaram a morte de duas pessoas, com 20 feridos, informava no dia 30 de dezembro o New York Times.
O último ataque aconteceu após outro evento, em que vários pistoleiros entraram na igreja de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá, em outubro, causando a morte de dezenas de fiéis.
Antes das últimas bombas, muitas igrejas tinham cancelado suas celebrações de Natal, por temor de possíveis agressões dos extremistas islâmicos.
Segundo o New York Times, desde outubro, ao menos 1.000 famílias cristãs abandonaram o Iraque, buscando refúgio na Síria, Turquia e outros lugares. Alguns estimam que mais da metade do 1,4 milhão de cristãos do país tenha abandonado o Iraque desde 2003.
Violência cresce
A Índia é outro país onde os cristãos enfrentam hostilidades e, segundo um informe de Compass Direct, houve um aumento dos episódios de violência.
Segundo o informe de 30 de dezembro, os cristãos da Índia foram o objetivo de mais de 130 ataques por ano desde 2001, com cifras muito mais altas no ano de 2007 e em 2008. Em 2010, houve ao menos 149 ataques violentos.
A maioria dos incidentes aconteceu em quatro Estados: Karnataka, Andhra Pradesh, Madhya Pradesh e Chhattisgarh. Dos 23 milhões de cristãos da Índia, 2,7 milhões vivem nos quatro Estados onde há mais perseguição.
A situação é não menos grave no Paquistão, em particular por causa das leis de blasfêmia. Os cristãos costumam ser objetivo de acusações sob essas leis. O caso mais recente é de Asia Bibi, mãe de cinco filhos, sentenciada à morte após ser acusada de blasfêmia.
Salman Taseer, governador da província de Punjab, foi assassinado por um de seus escoltas após ter falado a favor das mulheres e das minorias religiosas, segundo uma reportagem da Reuters de 4 de janeiro.
O escolta, Malik Mumtaz Hussain Qadr, citou a oposição de Taseer às leis de blasfêmia para justificar sua ação.
“Salman Taseer é um blasfemo, e este é o castigo para um blasfemo”, disse Qadr em comentários difundidos pela televisão.
Tensão na China
A violência não é a única preocupação da Igreja Católica. Em dezembro, aumentaram as tensões com o governo chinês, em consequência da decisão das autoridades de obrigar todos os bispos a participar de uma reunião.
O Papa disse aos bispos católicos que não participassem do encontro, informava a 7 de dezembro o Washington Post. Segundo o artigo, o governo não deu outra opção aos bispos. O texto descrevia uma cena em que a polícia tirava da catedral de Jing, província de Hebei, o bispo Feng Xinmao.
“Mons. Feng foi sequestrado e forçado a participar desta reunião”, disse um frade, entrevistado por telefone pelo jornal.
O artigo observava que a reunião aconteceu só duas semanas depois da ordenação de um novo bispo na província de Hebei, sem a aprovação do Vaticano. Em uma nota com data de 17 de dezembro, o Vaticano criticava a decisão das autoridades chinesas de celebrar a reunião.
Liberdade
“A maneira como se convocou e desenvolveu [a reunião] manifestam uma atitude repressiva em relação ao exercício da liberdade religiosa, que se esperava já superada na China atual”, afirmava a declaração do Vaticano.
“O desejo persistente de controlar a esfera mais íntima da vida dos cidadãos, quer dizer, sua consciência, e de interferir na vida interna da Igreja Católica não faz honra à China”, acrescentava.
Posteriormente, em sua mensagem urbi et orbi, a 25 de dezembro, Bento XVI pedia que a celebração do Natal consolidasse a fé e a valentia da Igreja na China continental.
As autoridades chinesas, no entanto, não mostraram sinal algum de mudança e, como reação à mensagem de Natal do Papa, advertiram que o Vaticano deve “enfrentar os fatos” sobre a religião na China, se quiser melhorar as relações com o país, informou o jornal London Telegraph no dia 28 de dezembro.
“O direito à liberdade religiosa funda-se na própria dignidade da pessoa humana, cuja natureza transcendente não se pode ignorar ou descuidar”, afirma o Papa em sua mensagem para o Dia da Paz.
“A liberdade religiosa – acrescenta o Santo Padre – há de se entender não só como ausência de coação, mas antes ainda como capacidade de ordenar as próprias opções segundo a verdade”. Uma verdade perante a qual parece que nem todos estão abertos.


Fonte: Rainha Maria

28 de jan. de 2011

Artigo do Padre Mateus Maria: Dança Liturgica


28.01.2011 - Por várias vezes já escutei o termo "dança Liturgica", como desculpa esfarrapada para justificar a macaquice de certos padres que durante o "sacrifício da Santa Missa", ficam pulando e cantando de forma estérica e desequilibrada no altar, mandando o povo bater palmas, pular e até quase pedindo para rebolar, tudo isto, em momentos que a Santa liturgia, indica o silêncio e o recolhimento.

É triste notar que estes muitos sacerdotes, com ou sem o apoio do bispo diocesano estão totalmente fora da comunhão liturgica da Igreja, e estão fazendo parte de uma Igreja cismática, pois estão criando uma missa Show, uma 'nova liturgia protestante', para se aparecer, ganhar dinheiro, fazer sucesso, agradar a assembléia com homilias que não dizem nada, e depois no fim da Missa, anunciar o seu "CD", dizendo: "compre o CD, louve o Senhor, e estará ajudando a Igreja". Pura balela! Estará ajudando sim, o padre encher o bolso de dinheiro.

Dói muitas vezes escutar e por outras ver, a Santa Missa ser transformada em uma manifestação teatral, em nome da 'inculturação', que para a maldita Teologia da Libertação e para muitos grupos da Renovação Carismática, tornou-se uma abertura para evangelizar, esquecendo-se que a Liturgia Romana, o rito Latino, não inclui a dança no durante o culto liturgico.

Se pode cantar, louvar, com alegria e com muito estusiasmo, mas não se é permitido "dançar", a não ser que seja fora da celebração liturgica. A Santa Liturgia, incorporou posturas, gestos e hinos, que levam a adoração e ao recolhimento contemplativo do Mistério celebrado, incluindo sim movimentos corporais, como por exemplo, genufletir, ajoelhar-se, traçar o sinal da cruz, abrir e fechar os braços e etc.... mas não pular e dançar como se estivesse em uma 'demoteca'.... me desculpem, em uma 'cristoteca'.

Para ser sincero, alguns poderão me chamar antiquadro, quadrado e bitolado, mas não sou eu quem pensa assim, apenas digo o que pensa e diz a Igreja, pois não posso modificar ou alterar os livros liturgicos, e não posso criar uma liturgia que agrade a gregos e troianos.....

Se vai a Santa Missa para 'Culturar a Deus', de forma recolhida, contemplativa, e exteriormente bem vestidos, sem calção de banho, sunga, decotes, mini-saias, camisa regatas, bermudas e etc...

Peço que assistam o vídeo "Perguntas e Respostas" com o Em.mo Sr. Cardeal Arinze, prefeito emérito da Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Ao que sei a entrevista foi filmada em setembro de 2009, filmado em Familyland, Bloomingdale, Ohio, nos Estados Unidos.

Fonte: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com
Fonte: Rainha Maria

27 de jan. de 2011

Movimento BBB: Basta, Big Brother Brasil!

Recebi este texto por email. Não sei mesmo se foi o Veríssimo que escreveu, mas a leitura é válida.
Divirtam-se!

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Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.


Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais.


O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE.. Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia. Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns). Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor,
ética, trabalho e moral. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o
comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani, da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos
brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)


Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... ,visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou  simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Ataques de "laicistas-progressistas" impedem celebração da Missa na Universidade de Barcelona


BARCELONA, 26 Jan. 11 / 05:54 pm (ACI).- Os constantes ataques "anti-capela" de um grupo de jovens auto-proclamados "laicistas-progressistas" impedem que estudantes e docentes da Universidade de Barcelona (Espanha) exerçam seu direito a professar livremente sua fé e ir à Missa no campus.

"Não haverá mais missas até que a universidade possa garantir a segurança dos estudantes que queiram comparecer à liturgia". Esta foi a resolução da UB em uma reunião com os representantes da Igreja nesta quarta-feira 12 de janeiro.

As autoridades decidiram construir uma entrada direta à capela como medida de segurança para os católicos que querem comparecer à Missa sem que os grupos de intolerantes os insultem nem os agridam no caminho.

Conforme informou o jornal espanhol ABC, poucos dias antes da visita do Papa Bento XVI à cidade em novembro de 2010, um grupo de estudantes "laicistas-progressistas" tentaram boicotar uma das missas universitárias. A partir da briga, as cerimônias foram oficiadas sob proteção policial.

No dia 15 de dezembro do ano passado, 40 estudantes irromperam no recinto universitário para impedir a celebração da missa.

"É lamentável que ocorram estas situações de boicote", porque impedem as pessoas de "expressar livremente suas crenças e isso não pode ser permitido", indicou o sacerdote Mosén Lluís Ramis, um dos dois professores encarregados de oficiar a missa na capela. "O que ocorre muitas quarta-feiras aqui não tem nenhuma justificação", acrescentou o padre ao jornal ABC.

A universidade mantém um convênio desde 1988 com o Arcebispado de Barcelona pelo qual se compromete a proporcionar um espaço acadêmico de culto católico aos fiéis universitários.

"O artigo 18 da Lei de Direitos humanos e a própria Constituição garantem esse direito ao cidadão», acrescentou o Padre Ramis.

Os atentados contra a capela da UB demonstram a agressividade e intolerância do movimento estudantil progressista. Os alunos católicos se sentem perseguidos e temem que se produza uma agressão física.

Depois da suspensão das Missas, a Universidade catalã pôs empecilhos aos que desejam chegar à capela. Os fiéis devem identificar-se e pedir permissão ao decanato ou ao reitorado para entrar. Apesar destas medidas, alguns professores asseguram não ter obtido o acesso.

O diretor da Pastoral Juvenil de Barcelona, Dom Joaquim Vidal, em declarações à plataforma cívica Hazteoir.org, explicou que diante das violentas ameaças, "mantemo-nos espectadores, é um problema de difícil solução, e se mais incidentes são produzidos veremos quais medidas pediremos à Universidade".

O grupo de protesto está formado por 40 estudantes e um reduzido grupo de professores. "Eles conseguiram que reitorado (executasse) tudo o que foi proposto até agora. Primeiro fechar a capela e depois tornar difícil que entremos para rezar. É intolerável", declarou uma das docentes acossadas ao diário ABC.

Os alunos "anti-capela" exigem à Universidade que seja aberta ao debate público a validez da cessão de espaços universitários ao culto religioso e que se detenha a atividade religiosa dentro da universidade. Os estudantes católicos enviaram uma carta de denúncia ao reitorado.


Fonte: ACI Digital

Santidade de João Paulo II é sentimento comum


27.01.2011 - Arcebispo do Rio de Janeiro manifesta alegria com beatificação de Wojtyla

RIO DE JANEIRO– O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, expressou sua alegria com a notícia da beatificação de João Paulo II, a se realizar no próximo dia 1° de maio.

Segundo Dom Orani, a santidade de João Paulo II, “anunciada pelo povo no mesmo dia de suas exéquias (Santo súbito), é um sentimento comum a muitas pessoas, particularmente à nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que por ele foi visitada por três vezes”.

Em artigo divulgado nessa quarta-feira à imprensa, Dom Orani afirma que o dia 1° de maio é também muito especial em sua vida de bispo.

Tendo sido eleito bispo de São José do Rio Preto, por João Paulo II, em 1996, ele tomou posse da diocese em 1° de maio desse ano.

“Para mim, esta data de 1° de maio, já especial, agora será assinalada, neste ano, com a beatificação do Papa João Paulo II pelo Papa Bento XVI, gloriosamente reinante.”

O arcebispo assinala que na semana em que se comemorou a festa de São Sebastião (20 de janeiro), padroeiro do Rio de Janeiro, saiu outra “notícia intimamente ligada ao Papa João Paulo II e à nossa cidade”.

Trata-se do traslado do corpo de João Paulo II da cripta vaticana à Basílica de São Pedro. O lugar escolhido é a capela de São Sebastião, sob o altar do Papa Inocêncio XI, situado à direita da basílica, entre a capela da Pietà, de Michelangelo, e a do Santíssimo Sacramento.

“Agora, sob o olhar de nosso excelso Padroeiro, São Sebastião, descansarão os restos mortais do Papa João Paulo II, que disse que era carioca e que amava a nossa Cidade e Arquidiocese”, afirma Dom Orani.

Intercessão

O arcebispo pediu a intercessão do Servo de Deus João Paulo II em favor de todos os que sofrem com a catástrofe das chuvas e deslizamentos de terra que se abateu na região Sudeste, particularmente nas dioceses de Nova Friburgo e de Petrópolis, deixando mais de 800 mortos.

“De nossa parte, enquanto Arquidiocese, queremos pedir aos fiéis que continuem a solidariedade e fraternidade, apresentando as nossas doações em gênero alimentício, água e dinheiro em favor da Cáritas Arquidiocesana”, afirma.

Segundo Dom Orani, a Cáritas enviará imediatamente essas ajudas para que as dioceses de Nova Friburgo e de Petrópolis distribuam através de suas equipes.

“Agora que as notícias diminuem, devemos ainda mais intensificar a nossa ajuda e o trabalho para reconstruir a pessoa, sua família e as cidades.”

“Que São Sebastião e o Beato João Paulo II deem consolo e esperança a todos os que sofrem, e a paz desejada a todos que a anseiam”, afirma o bispo.

Fonte: ZENIT e RAINHA MARIA

25 de jan. de 2011

Terapeuta cristã pode perder licença por ter ajudado gay a deixar homossexualidade


25.01.2011 - Lesley Pilkington é uma terapeuta cristã britânica que ajudou algumas pessoas a deixarem a homossexualidade. No entanto, o exercício da sua profissão pode ser vetado ao ser acusada de exercer mala práxis médica por homofobia.

Pilkington deverá comparecer diante um painel de ética profissional e enfrentar a perda de seu credenciamento com a Associação Britânica para Aconselhamento e Psicoterapia (BACP, sigla em inglês). Ela havia aceitado o desafio de “transformar” um homem gay que disse ser, aquele, momento de mudar de sexualidade.

A terapeuta foi visitada por Patrick Strudwick, que havia pedido ajuda para transformar-se em heterossexual, mas na realidade era um jornalista disfarçado e defensor dos direitos homossexuais. O jornalista levava escondido um gravador com o objetivo de registrar tal situação.

Pilkington se define como cristã devota e afirma que “entende o assunto” porque seu filho é gay e também já atendeu em torno de dez pacientes utilizando apenas o programa “Esforços para mudança de orientação sexual” durante a última década.

Nas gravações das sessões com o Sr. Strudwick, ele pergunta se ela vê a homossexualidade como uma “enfermidade mental, um vício, um fenômeno antirreligioso”.

Ela respondeu: “É tudo isso”.

Strudwick denunciou a terapeuta para a BACP, que colocou em andamento um procedimento disciplinar contra a denunciada. O jornalista acusa a terapeuta de “orar a Deus para que o curasse de sua homossexualidade e que tivesse uma agenda na qual não houvesse espaço para ela”.

Por outro lado, Pikington acusa o jornalista de gravações ilegais e de trapaças, e espera superar o mal momento. Sua defesa está financiada pelo Centro Jurídico Cristão.

Gospel Prime
Shalom
Rainha Maria

Um caminho que começa no delírio e culmina na desgraça.


É muito comum nos dias de hoje encontrar jovens revestidos de ideologias e simbologias diabólicas, uma juventude carente de identidade que por algum motivo muito desgraçado preferem a revolução espiritual, vivem aquilo que ensinou o professor Raul Seixas em sua música: “..Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..”. Não querem acreditar no amor, desistiram da ordem, decidiram sem principio racional odiar Cristo e sua Igreja. Que triste!


No último final de semana estava indo com minha esposa fazer algumas compras, andávamos tranquilamente na ciclovia do meu bairro, quando harmonicamente passaram a caminhar ao nosso lado duas figuras como estas que estou a comentar, estavam de preto, com uns cinco brincos em cada orelha, umas três tatuagens visíveis, cordões com pentagramas no pescoço e grandes mochilas nas costas. O papo deles era sobre a Igreja, eles estavam revoltados com o Santo Padre, um deles dizia: Este papa é louco, para ele tudo é blasfêmia, é um ultrapassado. O outro complementava: A Igreja deu para dizer que o Código Da Vinci é blasfêmia, o filme Anjos e demônios também, da igreja eu quero é distancia. No momento fiquei muito irritado, não tem filho que não apele quando estão ofendendo sua mãe, na hora o chamei e a distancia disse para eles que eles eram muito novos para questionar um ancião dotado de sabedoria como o Santo Padre. No mínimo com medo eles ficaram, afinal, eu sou quase o dobro deles no tamanho.


Depois que passou a raiva veio às perguntas: O que leva a juventude a se entregar no satanismo? A gostar absurdamente de culturas e artes diabólicas? A odiar Jesus e a Igreja?


Tenho certeza que esta educação infernal é proveniente da força da mídia que domina as mentes desprotegidas da verdade. Os seriados mais vistos, os cinemas mais visitados e as musicas mais ouvidas pela juventude são as que têm em si princípios de ocultismo e imoralidades. É lógico que isto reflete na mudança de caráter dos jovens, infelizmente aumenta cada vez mais o numero de jovens amantes do mundo obscuro e tenebroso.


Em todos os lugares do mundo estão acontecendo esta inversão de valores na juventude, vejamos um exemplo, há alguns anos atrás nos Estados Unidos os filmes que faziam sucessos eram os do Rambo, que traziam uma mensagem de patriotismo, justiça e disposição de dar a vida pela paz e pela verdade. E hoje? O que faz sucesso? É a saga Crepúsculo e a série Smallville, trabalhos esotéricos, cheios de ocultismos e que forma uma juventude descompromissada em corresponder com seus compromissos de ser humano. Acontece o mesmo com os japoneses, os alemães, os italianos e, sobretudo com os brasileiros. O Jovem brasileiro perdeu o principio de família, parou de conjugar o verbo amar, passaram a odiar os estudos e não querem ser eles mesmos, querem ser como os seus ídolos, as moças pegam como exemplos a profana Lady Gaga e companhia e os rapazes sonham um dia com a mordomia dos milionários ,ou seja, querem beber, comer, usar drogas, fazer sexo e dormir. Que juventude sem esperança, que juventude sem fé, que juventude sem amor, em fim, que juventude desgraçada.


Pensava eu que eles encontram “graça” nesta vida que eles levam, coitados , Satanás é sujo, ele veio para matar, roubar e destruir, a vida dedicada ao ocultismo no principio é até interessante, o demônio dá o gozo do delírio, mas depois ele ceifa as almas e as condenam a tristeza eterna. Em 2006 conheci no ensino médio uma moça chamada Maisa, ela na época era consagrada ao diabo, tinha feito vários pactos e vivia na escuridão, roupas pretas, simbologias satânicas, só escutava rock e constantemente participava de festas com grande teor de profanidade. Em algumas correspondências que troquei com a Maisa ela revelou para mim os mistérios de sua alma, dizia que queria voltar a amar, a preservar sua sexualidade, a vestir roupas coloridas e sorrir com pureza, mas que não conseguia, sentia-se presa no pacto, no dia que ela leu uma carta minha ela sentiu vontade de colocar roupas coloridas, mas não conseguiu, se sentiu mal, se sentiu escrava da escuridão. O caso dela chegou à hierarquia da Igreja, meu padrinho que morava na cidade na época a encaminhou para um exorcismo e um psicólogo, mas tudo deu errado, ela não compareceu e também não fez mais contato. Rezo por ela sempre que posso, ali é só Deus mesmo.


A juventude precisa refletir bem na historia da Maisa, é necessário perceber que o delírio que o ocultismo trás tem um preço terrível, não se iluda, quase todas as historia de seguidores do ocultismo terminam em desgraça. Recentemente atendi um que tinha um desejo absurdo de suicidar, um rapaz que acredita em Deus e vai à missa, mas ama tudo que é oculto, hora ou outra ele entra em crise interior e tenta suicídio. É sempre assim, a história é a mesma,só muda os protagonistas, sempre um caminho que começa no delírio e culmina na desgraça.


Peço encarecidamente a juventude católica para darem testemunho, precisamos mostrar para os jovens que aspiram por uma identidade, que somos felizes diante da luz, que nossa loucura é a cruz, que nossa sexualidade é consagrada e que é possível corresponder com a humanidade sem negar a Cristo. Infelizmente tem muitos jovens católicos amigos do ocultismo, amam filmes de terror, jogos de games diabólicos, músicas que adoram Satã e até se revestem de simbologias obscuras, isto é uma negação explicita das promessas batismais.


Os pais precisam ser mais rigorosos na educação dos seus filhos, o Não é uma necessidade frente às realidades ocultas, os filhos não podem quebrar a cara com o ocultismo, por que o ocultismo nem sempre dá a condição de volta. Por isso os pais devem dizer não e vigiar, deve educar, falar de espiritualidade e não ocultar a verdade que cerca o mundo da arte e da mídia.


Como cristãos temos que acreditar na mudança, rezemos para que o quadro mude, que a juventude aspire coisas sadias em lugares sagrados, pois é terrível ver os jovens que são o futuro da humanidade nesta situação tão triste.

Salve Maria!


Bruno Cruz
bhc.vida@hotmail.com
Contato missionário: 031-88802212

Meditação sobre a conversão de São Paulo .


De Franscisco Fernández Carvajal


A festa da conversão do “Apóstolo das Gentes” encerra o oitavário pela unidade dos cristãos. A graça de Deus converte São Paulo de perseguidor dos cristãos em mensageiro de Cristo. Este fato ensina-nos que a fé tem a sua origem na graça e se apóia na livre correspondência humana, e que o melhor modo de acelerar a unidade dos cristãos consiste em fomentar todos os dias a conversão pessoal.

I. SEI EM QUEM ACREDITEI; e estou certo de que o justo juiz conservará a minha fé até o dia da sua vinda1.

Paulo, grande defensor da Lei de Moisés, considerava os cristãos como o maior perigo para o judaísmo; por isso, dedicava todas as suas energias a perseguir a Igreja nascente. A primeira vez em que aparece nos Atos dos Apóstolos, verdadeira história da primitiva cristandade, vemo-lo presenciando o martírio de Estêvão, o protomártir cristão2. Santo Agostinho faz notar a eficácia da oração de Estêvão pelo seu jovem perseguidor3. Mais tarde, Paulo dirige-se a Damasco, a fim de que, se ali achasse quem seguisse este caminho, fossem homens ou mulheres, os levasse presos a Jerusalém4. O cristianismo tinha-se estendido rapidamente, graças à ação do Espírito Santo e ao intenso proselitismo dos novos fiéis, mesmo nas condições mais adversas: Os que se haviam dispersado iam por toda parte pregando a palavra5.

Paulo dirigia-se a Damasco respirando ameaças de morte contra os discípulos do Senhor; mas Deus tinha outros planos para aquele homem de grande coração. E estando já perto da cidade, por volta do meio-dia, de repente viu-se rodeado de uma luz refulgente que vinha do céu; e caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Respondeu ele: Quem és tu, Senhor? E Ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues6. E a seguir veio a pergunta fundamental de Saulo, que era já fruto da sua conversão e que marcava o caminho da entrega: Que devo fazer, Senhor?7 Paulo já é outro homem. Num instante, viu tudo a uma luz absolutamente clara, e a fé leva-o à disponibilidade total em relação aos planos de Deus. Que devo fazer de agora em diante?, o que esperas de mim?

Muitas vezes, talvez quando mais longe estávamos, o Senhor quis voltar a entrar profundamente na nossa vida e manifestou-nos esses planos grandes e maravilhosos que tem sobre cada homem, sobre cada mulher. “Deus seja louvado!, dizias de ti para ti depois de terminares a tua Confissão sacramental. E pensavas: é como se tivesse voltado a nascer.

“Depois, prosseguiste com serenidade: «Domine, quid me vis facere?» – Senhor, que queres que eu faça?

“– E tu mesmo te deste a resposta: – Com a tua graça, por cima de tudo e de todos, cumprirei a tua Santíssima Vontade: «Serviam!» – eu te servirei sem condições!”8 Repetimo-lo agora uma vez mais. Já o dissemos tantas vezes, em tons tão diversos! Serviam! Com a tua ajuda, eu te servirei sempre, Senhor.

II. VIVO NA FÉ do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim9.

Sempre recordaremos esses instantes em que Jesus, talvez inesperadamente, nos deteve no nosso caminho para dizer-nos que desejava entrar no nosso coração. São Paulo nunca esqueceu esse momento único em que se encontrou pessoalmente com Cristo ressuscitado: no caminho de Damasco..., indica várias vezes, como se dissesse: ali começou tudo. Noutros momentos, menciona que esse foi o instante decisivo da sua existência. Por último, depois de todos, foi também visto por mim, como por um aborto10.

A vida de São Paulo é um apelo à esperança, pois “quem dirá, sob o peso das suas faltas: «Eu não posso vencer-me», quando [...] o perseguidor dos cristãos se transformou em propagador da doutrina deles?”11 Essa mesma eficácia continua a operar hoje nos corações. Mas a vontade do Senhor de curar-nos e converter-nos em apóstolos no lugar onde trabalhamos e onde vivemos precisa da nossa correspondência; a graça de Deus é suficiente, mas é necessária a colaboração do homem, como no caso de São Paulo, porque o Senhor quer contar com a nossa liberdade. Comentando as palavras do Apóstolo – não eu, mas a graça de Deus em mim –, Santo Agostinho sublinha: “Quer dizer, não eu sozinho, mas a graça de Deus comigo; e, por isso, nem a graça de Deus sozinha, nem ele só, mas a graça de Deus com ele”12.

Contar sempre com a graça levar-nos-á a nunca desanimar, apesar de experimentarmos constantemente a inclinação para o pecado, os defeitos que não acabam de desaparecer, as fraquezas e mesmo as quedas. O Senhor chama-nos continuamente a uma nova conversão e temos que pedir com perseverança a graça de estar sempre começando, atitude que nos leva a percorrer com paz e alegria o caminho que conduz a Deus e que mantém em todos os momentos a juventude do coração.

Mas é necessário que correspondamos nesses momentos bem precisos em que, como São Paulo, diremos a Jesus: Senhor, que queres que eu faça?, em que coisas devo lutar mais?, que coisas devo mudar? É necessário – escreve Santa Teresa – “encontrar forças de novo para servir, e procurar não ser ingratos, pois é com essa condição que o Senhor as dá. Se não usarmos bem dos seus tesouros e do alto estado em que nos põe, Ele no-los tornará a tomar e ficaremos muito mais pobres; e Sua Majestade dará as jóias a quem as preze e tire proveito delas para si e para outros”13.

Senhor, que queres que eu faça? Se pronunciarmos estas palavras com o coração – como uma jaculatória – muitas vezes ao dia, Jesus nos dará luzes e nos manifestará esses pontos em que o nosso amor se deteve ou não avança como Deus deseja.

III. SEI EM QUEM ACREDITEI... Estas palavras explicam toda a vida posterior de São Paulo. Conheceu o Senhor, e desde esse momento todas as outras coisas são como uma sombra, em comparação com essa inefável realidade. Nada tem já algum valor se não é em Cristo e por Cristo. “A única coisa que temia era ofender a Deus; o resto não o preocupava. Por isso mesmo, a única coisa que desejava era ser fiel ao seu Senhor e dá-lo a conhecer a todos os povos”14. É o que nós desejamos, a única coisa que queremos.

Paulo converte-se a Deus de todo o coração, e o mesmo ímpeto com que antes perseguia os cristãos, põe-no agora, aumentado e fortalecido pela graça, a serviço do grandioso ideal que acaba de descobrir. Tomará como própria a mensagem que os outros Apóstolos receberam e que o Evangelho da Missa nos transmite: Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a todas as criaturas15. Paulo aceitou esse compromisso e fez dele a razão da sua vida. “A sua conversão consistiu precisamente nisto: em ter aceitado que Cristo, a quem encontrou no caminho de Damasco, entrasse na sua existência e a orientasse para um único fim: o anúncio do Evangelho. Eu sou devedor tanto aos gregos como aos bárbaros, tanto aos sábios como aos ignorantes... Pois não me envergonho do Evangelho, que é virtude de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rom 1, 13-16)”16.

Sei em quem acreditei... Por Cristo, Paulo enfrentará riscos e perigos sem conta, sobrepor-se-á continuamente à fadiga, ao cansaço, aos aparentes fracassos da sua missão, aos temores, desde que possa conquistar almas para Deus. Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas; uma vez fui apedrejado; três vezes naufraguei; um dia e uma noite passei perdido no alto mar. Nas minhas freqüentes viagens, sofri perigos de rios, perigos de ladrões, perigos dos da minha raça, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias prolongadas, em fome e em sede, em freqüentes jejuns, no frio e na nudez. E além dessas coisas, que são exteriores, tenho os meus cuidados de cada dia: a preocupação por todas as igrejas. Quem desfalece que eu não desfaleça? Quem é escandalizado que eu não me abrase?17

Paulo centrou a sua vida no Senhor. Por isso, apesar de tudo o que padeceu por Cristo, poderá dizer no fim da sua vida, quando se encontrar quase sozinho e um pouco abandonado: Estou inundado de alegria em todas as minhas tribulações... A felicidade de Paulo, como a nossa, não consistiu na ausência de dificuldades, mas em ter encontrado Jesus e em tê-lo servido com todo o coração e com todas as forças.

Terminamos esta meditação com uma oração da liturgia da Missa: Ó Deus, que instruístes o mundo inteiro pela pregação do Apóstolo São Paulo, dai-nos, ao celebrarmos hoje a sua conversão, que caminhemos para Vós seguindo os seus exemplos, e sejamos no mundo testemunhas do Evangelho18. Pedimos a nossa Mãe Santa Maria que nos ajude a não fugir a essas graças bem concretas que o Senhor nos concede para que, ao longo da vida, voltemos a começar uma vez e outra.

(1) 2 Tim 1, 12; 4, 8; Antífona de entrada da Missa do dia 25 de janeiro; (2) cfr. At 7, 60; (3) cfr. Santo Agostinho, Sermão 315; (4) At 9, 2; (5) At 8, 4; (6) At 9, 3-5; (7) At 22, 10; (8) Josemaría Escrivá, Forja, n. 238; (9) Gal 2, 20; Antífona da comunhão, ib.; (10) 1 Cor 15, 8-10; (11) São Bernardo, Primeiro sermão sobre a conversão de São Paulo, 1; (12) Santo Agostinho, Sobre a graça e o livre arbítrio, 5, 12; (13) Santa Teresa, Vida, 10; (14) Liturgia das Horas, Segunda leitura; São João Crisóstomo, Segunda homilia sobre os louvores de São Paulo; (15) Mc 16, 15; (16) João Paulo II, Homilia, 25-I-1987; (17) 2 Cor 11, 24-29; (18) Oração coleta, ib.


Fonte: Falar com Deus

24 de jan. de 2011

Católicos leigos do Sri Lanka reivindicam um código de vestuário


24.01.2011 - A Associação Nacional de Leigos Católicos (CNAL) no Sri Lanka reivindica que pessoas de todos os credos se vistam com modéstia em locais de culto.
A CNAL está preocupada com as roupas cada vez mais indecorosas durante as festas religiosas, casamentos e missas dominicais.
Em um apelo aos fiéis, Victor Silva, secretário da CNAL, observou “com grande tristeza e desalento a tendência infeliz dentre os fiéis leigos católicos de se vestirem de maneira imodesta e mais desrespeitosa ao participarem em atos litúrgicos, com pouca atenção ao sentido do sagrado.”

As autoridades do Sri Lanka já ordenaram a retirada de outdoors exibindo mulheres com decotes ousados ou expondo coisas para anunciar produtos ou serviços.
O chamado por parte da CNAL chega como parte de um movimento para fazer com que os freqüentadores de igrejas se vistam de maneira apropriada durante as cerimônias religiosas.
Muitos católicos têm reclamado de que os freqüentadores de igrejas em Colombo aparecem para as cerimônias de mini-saia, bustiês, blusas decotadas e shorts.
O governo do Sri Lanka estabeleceu um painel de credos diferentes para elaborar um código de vestuário para locais de culto.

O artigo está acompanhado de uma foto indicando que agora na Catedral de Colombo, Sri Lanka, as mulheres precisam usar o véu durante a Missa.
A motivação para fazer com que as mulheres usem o véu ao freqüentar a Missa na Catedral de Colombo parece ter começado no ano passado, quando, de acordo com um artigo de setembro de 2010 no UCAN, os padres da catedral começaram a insistir em um código de vestuário apropriado para as pessoas que freqüentam a missa. (Anteriormente, o uso do véu para a Missa estava limitado grandemente às mulheres da minoria étnica Tamil)

Fonte: Rorate-caeli
Fonte: Rainha Maria

Papa à Rota Romana: não existe direito absoluto ao casamento



Falou da importância da preparação para o matrimônio


ROMA, domingo, 23 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Não existe um direito absoluto ao casamento, que os pastores tenham de satisfazer mediante “um mero reconhecimento formal, independentemente do conteúdo”. É o que Bento XVI afirmou ao receber os membros da Rota Romana para a inauguração do ano judicial.

Durante a audiência, o Papa defendeu uma ação pastoral eficaz de preparação e admissão ao matrimônio, o que para grande parte da opinião pública constitui apenas “trâmites de natureza exclusivamente formal”. Um dos objetivos desta preparação é prevenir as nulidades matrimoniais, a fim de “romper o círculo vicioso” que leva a considerar um casamento nulo só “com base na constatação do seu fracasso”.

O direito ao casamento, explicou Bento XVI, não é “uma pretensão subjetiva que os pastores devam satisfazer mediante um mero reconhecimento formal, independentemente do conteúdo efetivo da união”, mas “pressupõe que se possa e se pretenda celebrá-lo de verdade e, portanto, na verdade da sua essência, tal como a Igreja ensina”.

“Ninguém pode exaltar o direito a uma cerimônia nupcial. O ius connubii, de fato, se refere ao direito de celebrar um casamento autêntico. Portanto, não ocorreria negação do direito ao ius connubii nos casos em que fosse evidente a inexistência das premissas para o seu exercício”, afirmou.

É necessário, então, o “máximo cuidado pastoral na formação dos nubentes e na verificação prévia das suas convicções sobre os compromissos irrenunciáveis, para se garantir a validade do sacramento do matrimônio”.

A este propósito, prosseguiu o Papa, um sério discernimento “poderá evitar que impulsos emotivos ou razões superficiais induzam dois jovens a assumir responsabilidades que depois não saberão honrar”.

O exame pré-matrimonial, neste sentido, não deve ser considerado como um mero “trâmite burocrático”, mas como “uma ocasião pastoral única, a ser valorizada com toda a seriedade e atenção que ela requer, e na qual, através de um diálogo cheio de respeito e de cordialidade, o pastor tenta ajudar a pessoa a encarar seriamente a verdade sobre si mesma e sobre a sua vocação humana e cristã ao casamento”.

“O diálogo, sempre desenvolvido de forma separada com cada um dos noivos – sem diminuir a conveniência de outras conversas com o casal – pede um clima de plena sinceridade, que sublinhe o fato de os próprios noivos serem os primeiros interessados e os primeiros obrigados em consciência a celebrar um casamento válido”.

“A Igreja não rejeita a celebração do casamento a quem está bem disposto a ele, mesmo se estiver imperfeitamente preparado de um ponto de vista sobrenatural, desde que tenha a reta intenção de se casar conforme a realidade natural do matrimônio”, explicou ainda.

Em suma, afirmou o Papa, trata-se de “realizar uma eficaz ação pastoral dirigida à prevenção das nulidades matrimoniais”.

Isto também exige “que a ação dos tribunais eclesiásticos transmita uma mensagem unívoca sobre o que é essencial no matrimônio, em sintonia com o magistério e a lei canônica, falando a uma só voz”.

“O bem que a Igreja e toda a sociedade esperam do casamento e da família fundamentada nele é grande demais para não se comprometerem a fundo neste âmbito pastoral específico. Casamento e família são instituições que devem ser promovidas e defendidas de qualquer possível equívoco sobre a sua verdade”, concluiu o Papa.

O Tribunal da Rota Romana remonta à Chancelaria Apostólica. Suas atribuições foram determinadas definitivamente por Bento XIV com a Constituição Iustitiae et pacis em 1747. A partir de Gregório XVI (1834), a Rota também se tornou tribunal de apelação para o Estado Pontifício, enquanto as causas que concerniam ao foro eclesiástico eram decididas pelas Congregações.

As normas vigentes foram aprovadas e promulgadas por João Paulo II em 7 de fevereiro de 1994.

Fonte: ZENIT