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29 de mar. de 2011

Sou uma mulher marcada para morrer. Crime? conversão à fé católica


“Gostaria de oferecer à minha família uma vida segura, em um lugar qualquer, que não seja o Paquistão. Mas sei que talvez não viverei para ver esse futuro. Acordo pela manhã pensando que talvez será o meu último dia. E choro” .


A reportagem é de Francesca Caferri, publicada no jornal La Repubblica, 27-03-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


A mulher, mãe de cinco filhos, foi presa em 2009 e condenada em 2010: a sua culpa, segundo as vizinhas de casa, teria sido a de insultar Maomé e de ter se recusado a se converter ao Islã. O caso se transformou em uma questão internacional quando a proposta de modificar a lei sobre a blasfêmia após o seu episódio gerou uma onda de violências no Paquistão: uma raiva que culminou nos assassinatos, em janeiro e março, do governador de Punjab, Salmaar Tasmeer, e do ministro das Minorias Religiosas,Shahbaz Bhatti, que haviam defendido a modificação.


Depois dessas mortes, o cerco ao redor de Asia Bibi (foto) se restringiu ainda mais. Hoje, ela vive em isolamento: não pode sair da cela nem para tomar ar, porque existe o temor de que ela seja assassinada. Familiares e advogados são ameaçados. Está doente, e quem a conhece está preocupado com a sua saúde, física e mental. Essa preocupação é um dos motivos que explica a escolha de romper o silêncio, falando pela primeira vez com um jornal.


Asia Bibi responde às perguntas por meio do seu marido, Ashiq, a única pessoa junto aos seus advogados autorizada a encontrá-la, e na sede londrina da Masihi Foundation, que se ocupa da sua defesa.


Eis a entrevista.


Senhora Bibi, em primeiro lugar, quer nos contar como está?


Antes de responder à sua pergunta, quero mandar os meus agradecimentos a todos aqueles que estão preocupados comigo e que estão rezando por mim. Eu estou muito mal. A notícia da morte de Shahbaz Bhatti me devastou e não consigo me recuperar. Sinto-me sufocar nestes quatro muros a todo momento. Todo minuto que passa me parece ser o último. Acordo todas as manhãs pensando que talvez será o meu último dia: e então choro. Choro pelos meus filhos e pelo meu marido.


Conte-nos como vive.


As minhas condições de vida na prisão não são simples. Estou em isolamento e não posso falar com ninguém, além do pessoal da prisão, com o qual, porém, não gosto de falar. Estou em uma situação verdadeiramente difícil. Ninguém pode entender o que estou vivendo: condenaram-me à morte, e sou inocente. Não cometi nenhum crime, porém, todas as pessoas nesta prisão me olham como se eu fosse a pessoa mais terrível que vive no mundo.


Tem medo?


Sim, tenho medo, estou aterrorizada: pela minha vida, pela dos meus filhos e do meu marido. Não consigo mais e só penso em sair deste lugar miserável. O que mais me preocupa são as minhas filhas, que estão sofrendo comigo: sinto como se toda a minha família tivesse sido condenada. Isso me deixa triste e me faz sentir como se eu fosse responsável, como se tivesse sido eu que fracassei em alguma coisa. As mulheres deste mundo são chamadas a construir uma casa, um futuro junto com as suas família: mas e eu? Que futuro posso prometer à minha família, às minhas filhas, se estou bloqueada aqui dentro?


Gostaria de oferecer-lhes uma vida mais segura em outro lugar: em um lugar qualquer que não seja o Paquistão. Mas sei que talvez não viverei para chegar a ver esse futuro. Ficarei feliz se só soubesse que a minha família está segura. Mas sei, por certo, que, se eu também saísse da prisão, se a corte também decidisse que sou inocente, aqui eu não sobreviveria: nem eu, nem a minha família. Os extremistas não nos deixarão mais em paz: sou uma mulher marcada. Mas a minha fé é forte e acredito que Deus misericordioso responderá às minhas orações.


A senhora é consciente de que o seu caso se tornou internacional? Que no Paquistão e em muitíssimos outros países se levantaram debates e polêmicas ao redor do seu caso?


Se essas notícias lhe chegarem, como a senhora avalia tanto interesse? Isso está se revelando útil para o seu caso? O meu mundo está fechado dentro destes quatro muros. Ouvi muitas coisas sobre esses debates, me contaram a respeito: mas tanto barulho não levou a nenhuma mudança das minhas condições de vida. Duas das pessoas que mais me apoiaram no Paquistão, que fizeram ouvir a sua voz por mim, estão mortas. Estou aterrorizada por qualquer um aí fora que esteja arriscando a sua vida por mim e pelas tantas outras pessoas que estão sofrendo por mim. Tenho medo não só pela minha família, mas também pelos meus advogados e pela Masihi Foundation, que, com tanta generosidade, está ajudando a minha família. Rezo a Deus todos os dias para que não aconteça nada com as pessoas que estou do meu lado.


O que a senhora pensou quando soube que duas da pessoas que haviam lutado pela senhora foram mortas, uma depois da outra? E que muitas pessoas no Paquistão se alegraram com essas mortes?


Senti uma dor terrível quando soube da morte de Salman Taseer antes e de Shahbaz Bhatti depois: fiquei sem palavras, em estado de choque. Depois, me enfureci, não queria acreditar: o meu coração está com as suas famílias e com todas as pessoas que os amavam. Deram a vida por uma causa importante. Gostaria que o mundo inteiro reconhecesse a sua luta e o seu sacrifício, que foram feitos em nome da humanidade inteira. Desde então, passo muitas noites sem dormir.


Estou frustrada e penso que a minha vida está em um ponto morto. Estou desesperadamente esperando sair desta prisão e quero pedir ajuda a todos para que façam qualquer coisa para resolver este caso. As pessoas aqui do Paquistão usam a lei sobre a blasfêmia para resolver suas próprias questões pessoais: essa lei só deveria ser abolida, porque faz mal a todos, sejam eles cristãos ou muçulmanos. Ninguém jamais estará seguro no Paquistão enquanto essa lei continuar existindo. Sou certamente uma vítima inocente dessa lei. Sofro, e o mundo inteiro deve saber que estou sofrendo sem ter cometido nenhum crime.


Falemos do futuro, senhora Bibi: o que sonha em fazer quando sair? Qual será o seu primeiro gesto?


Agradecerei a Deus por ter tomado conta de mim e da minha família. Abraçarei fortemente cada membro da minha família e depois farei com eles uma grande janta para celebrar. Depois agradecerei as pessoas que não conheço pessoalmente, mas que estão fazendo tanto por mim, como Haroon Masih da Masihi Foundation, de quem ouvi tanto falar. Mas o meu maior sonho é o de encontrar o Papa Bento. Haroon me fez chegar a notícia de que o Santo Padre falou de mim: isso me deu muitíssima esperança, me levou a continuar a viver, me fez sentir amada e como se o mundo inteiro estivesse comigo. Senti-me honrada: é um privilégio saber que ele falou por mim, que pronunciou o meu nome, que acompanha o meu caso pessoalmente. Gostaria de viver o suficiente para ver o dia em que poderei encontrá-lo e agradecê-lo pessoalmente.


Fonte: Rainha Maria

A banalização do Santo Matrimônio

1601. «O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (93) .




Nos dias de hoje, o que mais vemos é a banalização de tudo o que é moral. A banalização sexual, moral, ética, vital. Banalizam, também, os papéis hierárquicos, tirando a autoridade dos pais, professores, policiais, presidentes. Até Deus tem sido banalizado. Tudo em nome de uma rejeição ao "moralismo" e ao conceito de "normal" que nos foi imposto. Pergunto o que seria de nós se não tivesse sido imposto estes conceitos de moralidade. Será que não são eles mesmos quem nos permite à liberdade sem perder a compostura?

Pois bem. No auge da banalização está a família. Hoje os conceitos de família estão sendo destruídos inventados. Hoje é família relacionamentos homoafetivos com filhos adotivos; hoje é família a bigamia; hoje é família apoiar a filha ao aborto; hoje é família os pais terem de ceder suas camas para os filhos dormirem com os namorados... Se você não está neste conceito de família, cuidado: você é um retrógrado, um fanático regilioso e um moralista de mão-cheia.

A questão é que o casamento, conforme o parágrafo citado no Catecismo, foi elevado a Sacramento por Cristo Jesus. Isso quer dizer que o Senhor não apenas abençoou o matrimônio, mas o colocou como sinal. O matrimônio entre um homem e uma mulher não é apenas um sim livre de ambos, e sim, a representação do casamento entre Cristo e Sua Igreja. E este sinal não foi apenas evidenciado pelo Senhor para fortificá-lo, e sim, santificá-lo.

Cristo, que é Deus e Senhor, abriu mão de toda a Sua Glória e fez-se homem, habitou em meio a nós e em tudo fez-se humano, exceto no pecado. Sendo Deus, desceu até o mais baixo nível da humilhação a fim de nos livrar de toda e qualquer amarra com o Inimigo. Fez isso por amor, e também para que entrássemos em Seu Reino Eterno, onde a alegria não terá fim. Isto é para nós a lição que é o matrimônio. Casar é santificar o outro, abençoar o outro, ceder pelo outro, dar-se pelo outro, querer para o outro tudo o que se espera para si (sem saber se receberá em troca). Só é possível fazer isso se o fizer com amor. E amor é uma atitude da Razão. Jamais a Emoção é capaz de suportar tantas coisas em nome do bem ao outro.

Por que estou falando tudo isso? Porque no Rio Grande do Sul um casal resolveu casar-se no religioso vestidos de Fiona e Shrek. É isso mesmo o que vc leu: Fiona e Schrek. Não acredita? Clique aqui e veja. Teria muitas coisas a dizer sobre este evento, porém, vou me ater àquilo que penso ser o mais importante.

Em primeiro lugar, a nossa sociedade precisa entender que o casamento não é um evento social. A gente não vai lá se mostrar àquela vizinha que jurava que iríamos ficar pra titia. Casamento é um compromisso seríssimo! É pra sempre! Já pensou nisso? Então não dá pra você fazer um casamento baseado num conto de fadas. Quem vai assumir o compromisso é você (e juntamente, seu cônjuge). Como se fará isso se sobem ao altar dois personagens, e não os verdadeiramente interessados nisso? Quem casou neste dia? Os personagens das fábuas? O casal sulista?

Em segundo lugar, casamento não é conto de fadas - e os casados que o digam! - . Casamento é Calvário. Cruz. O "felizes para sempre" é uma enorme deturpação da reallidade. Não que casamento seja infelicidade. Não é isso o que digo. O que digo é casamento não é mar-de-rosas, nem tem nada a ver com "E o Vento levou". E tudo isso porque, para fazer a felicidade do outro, temos, às vezes, que ser infelizes. Há situações em que queríamos fazer tal coisa que o outro não quer. Por amor, cedemos. Há momentos em que o cônjuge está completamente perdido, trazendo infelicidades, desrespeitos, dor... E a gente tem que suportar em nome do amor, dos votos feitos, da promessa feita a Deus diante das testemunhas. Mais que isso: em nome do amor que temos pelo outro. Como, então, achar que o matrimônio pode ser comparado a um conto de fadas? Nem aqui, nem no País das Maravilhas...

Por fim: o modelo de casal a um cristão é a Santíssima Virgem e São José, seu castíssimo esposo. Eles é que são o espelho de um casal cristão. O resto é fantasia. E fantasia não representa a responsabilidade que um Matrimônio exige. Pelo menos não foi isso que Cristo nos deixou.

São José Maria Escrivá: O Espirito Santo e a Igreja.


Por São José Maria Escrivá ***** «Não pode haver fé no Espírito Santo se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo, nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo. Não é coerente com a fé cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo quem não ama a Igreja, quem não tem confiança nEla, quem só se compraz em apontar as deficiências e as limitações dos que a representam, quem a julga de fora e é incapaz de se sentir seu filho [...].


Deus confiou os seus dons à frágil e débil liberdade humana e, embora sejamos sem dúvida assistidos pela força do Senhor, a nossa concupiscência, o nosso comodismo e o nosso orgulho repelem por vezes essa assistência e levam-nos a cair em pecado. Há mais de um quarto de século, ao recitar o Credo, e afirmar minha fé na divindade da Igreja, una, santa, católica e apostólica, em muitas ocasiões acrescento: apesar dos pesares. Quando uma vez por outra comento este costume e alguém me pergunta a que me quero referir, respondo: aos teus pecados e aos meus.


Tudo isso é certo, mas não autoriza de modo algum a julgar a Igreja com critérios humanos, sem fé teologal, atendendo apenas à maior ou menor qualidade de certos eclesiásticos ou de certos cristãos. Proceder assim é permanecer na superfície. O mais importante na Igreja não é ver como nós, os homens, correspondemos, mas ver o que Deus realiza. A Igreja é nem mais nem menos Cristo presente entre nós, Deus que vem até à humanidade para salvá-la, chamando-nos com a sua Revelação, santificando-nos com a sua graça, sustentando-nos com a sua ajuda constante, nos pequenos e nos grandes combates da vida diária.


Podemos chegar a desconfiar dos homens, e cada um deve desconfiar pessoalmente de si mesmo e coroar seus dias com um mea culpa, com um ato de contrição profundo e sincero. Mas não temos o direito de duvidar de Deus. E duvidar da Igreja, da sua origem divina, da eficácia salvadora da sua pregação e dos seus sacramentos é duvidar do próprio Deus, é não crer plenamente na realidade da vinda do Espírito Santo.


Antes que Cristo fosse crucificado - escreve São João Crisóstomo -, não havia nenhuma reconciliação. E enquanto não houve reconciliação, não foi enviado o Espírito Santo… A ausência do Espírito Santo era sinal da ira divina. Agora que o vês enviado em plenitude, não duvides da reconciliação. Mas, se perguntarem: Onde está agora o Espírito Santo? Podia-se falar da sua presença quando havia milagres, quando eram ressuscitados os mortos e curados os leprosos. Porém, como saber agora que está verdadeiramente presente? Não vos preocupeis. Demonstrar-vos-ei que o Espírito Santo está também agora entre nós…


Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos dizer: Senhor Jesus, pois ninguém pode invocar Jesus como Senhor, a não ser no Espírito Santo (1 Cor 12, 3). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos orar com confiança. Com efeito, ao rezar, dizemos: Pai nosso que estais nos céus (Mt 6, 9). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos chamar Pai a Deus. E como sabemos isso? Porque o Apóstolo nos ensina: E por sermos filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (Gal 4, 6).


Portanto, quando invocares Deus Pai, lembra-te de que foi o Espírito Santo que, ao mover a tua alma, te deu essa oração. Se não existisse o Espírito Santo, não haveria na Igreja palavra alguma de sabedoria ou de ciência, porque está escrito: É dada pelo Espírito a palavra da sabedoria (1 Cor 12, 8)… Se o Espírito Santo não estivesse presente, a Igreja não existiria. Mas se a Igreja existe, não há dúvida de que o Espírito Santo não falta (São João Crisóstomo, Sermones panegyrici in Solemnitates D. N. Iesu Christi, hom. 1, De Sancta Pentecoste, n. 3-4 (PG 50, 457).


Acima das deficiências e limitações humanas, insisto, a Igreja é precisamente o sinal e, de certo modo, - não no sentido estrito em que se definiu dogmaticamente a essência dos sete sacramentos da Nova Aliança -, o sacramento universal da presença de Deus no mundo. Ser cristão é ter sido regenerado por Deus e enviado aos homens para lhes anunciar a salvação. Se tivéssemos uma fé firme e experimentada, e se déssemos a conhecer Cristo com audácia, veríamos como continuam a realizar-se diante dos nossos olhos milagres como os da era apostólica.


Porque também hoje se devolve a vista aos cegos, que haviam perdido a capacidade de olhar para o céu e contemplar as maravilhas de Deus; também hoje se dá liberdade aos coxos e entrevados, que se achavam tolhidos por suas paixões e já não tinham um coração que soubesse amar; também hoje se dá ouvido aos surdos, que não desejavam ter notícia de Deus; e se consegue que falem os mudos, que tinham amordaçada a língua por não quererem confessar suas derrotas; também hoje se ressuscitam mortos, em quem o pecado havia destruído a vida. Mais uma vez se verifica que a palavra de Deus é viva e eficaz, é mais penetrante que qualquer espada de dois gumes (Heb 4, 12). E, tal como os primeiros fiéis cristãos, também nós nos alegramos ao admirar a força do Espírito Santo e a sua ação sobre a inteligência e a vontade de suas criaturas”. São Josemaria Escrivá: Homilia “O Grande Desconhecido”

Pastor Silas Malafaia é investigado por homofobia


Mesmo sem nenhuma lei anti-“homofobia” no Brasil, aliados da agenda gay na Justiça tentam perseguir cristãos que se opõem à ditadura gay.

Pode ser que o Sr. Pastor exagerou, mas teve coragem de dizer o que pensa, e sobre tudo, vemos com esta investigação o Lob Gay, que quer perseguir todos os que pensam contráriamente aquilo que eles pensam, contudo, percebemos que sem a aprovação da PLC 122, inicia-se a perseguição dos cristãos, imaginem se ela for aprovada, ai todos os que pensarem contra serão enquadrados no crime da homofobia....veja o texto da revista VEJA e os vídeos abaixo:

A procuradora da República em Brasília Ana Carolina Araújo Roman investiga se Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus, teve conduta homofóbica em uma audiência pública na Câmara dos Deputados na qual se discutiu o chamado Estatuto das Famílias.

O encontro, realizado em maio passado, foi marcado para discutir mudanças no direito de família. Malafaia fez um discurso contrário à união homoafetiva. Até aí,nenhuma surpresa em relação às posições conservadoras defendidas pelos evangélicos em geral.

Mas Malafaia foi mais fundo. Exagerou. Pegou pesado. Na sessão, o pastor chegou a dizer que se fosse para concordar com a união gay, então que se liberasse a zoofilia e a necrofilia.

No início de fevereiro, Ana Carolina converteu uma investigação preliminar sobre o caso em inquérito por entender que era necessário continuar com as apurações.

O que Malafaia disse na audiência da Câmara:

– Vamos liberar tudo que tem na sociedade. Vamos colocar na lei tudo que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei, porque tem gente que gosta de ter relação com cachorro. Eu vou apelar aqui, mas tem que dizer, é um comportamento, ué. Vamos aceitar?

– Quem tem relação com cadáver? É um comportamento, vou botar na lei. Ah, se é um comportamento, ué, estão espantados, vão discriminar, ué? É a favor de quê? Então vamos colocar tudo na lei e onde é que vai parar a sociedade brasileira?






Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/judiciario/mp-investiga-se-silas-malafaia-teve-conduta-homofobica/

Extraído de: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2011/03/pastor-silas-malafaia-e-investigado-por.html


28 de mar. de 2011

Cresce movimento de retorno de Luteranos ao catolicismo


O movimento dos luteranos que atravessaram o Tibre [ndt.: que se tornaram católicos] foi uma das notícias religiosas mais subestimadas da década passada.

O que primeiramente começou com luteranos proeminentes, como Richard John Neuhaus (1990) e Robert Wilken (1994), ingressando na Igreja Católica, tornou-se uma avalanche que poderá culminar num grande grupo de luteranos regressando coletivamente.

Em 2000, o ex-bispo luterano canadense Joseph Jacobson ingressou na Igreja.

“Realmente nenhuma outra Igreja pode duplicar o que Jesus deu”, disse Jacobson ao Western Catholic Reporter em 2006.

Em 2003, Leonard Klein, um proeminente luterano e ex-editor do Lutheran Forum e da Forum Letter ingressou na Igreja. Hoje, tanto Jacobson quanto Klein são padres católicos.

Ao longo dos últimos anos, um crescente número de teólogos luteranos se uniu à Igreja, alguns dos quais agora lecionam em faculdades e universidades católicas. Entre eles estão, não excluindo outros: Paul Quist (2005), Richard Ballard (2006), Paul Abbe (2006), Thomas McMichael, Mickey Mattox, David Fagerberg, Bruce Marshall, Reinhard Hutter, Philip Max Johnson, e mais recentemente, Dr. Michael Root (2010).

“A Igreja Luterana tem sido meu lar espiritual e intelectual por quarenta anos”, escreveu o Dr. Root. “Mas nós não somos mestres de nossas convicções. Um risco do estudo ecumênico é que se pode considerar uma outra tradição tão convincente que se é levado a uma mudança de mente e de coração. Ao longo do último ano, tornou-se claro para mim, não sem resistência, que eu havia me tornado católico na mente e no coração de tal modo que não mais me era permitido apresentar-me como um teólogo luterano com honestidade e integridade. Esta mudança é menos uma matéria de decisão que de discernimento”.

Diz-se que “ninguém se converte sozinho”, sugerindo que frequentemente o efeito de uma conversão ajuda a impulsionar outra. Isto é exemplificado pela história de Paul Quist. Ele descreve sua participação na conferência luterana “A Call to Faithfulness” no St. Olaf College em junho de 1990. Lá ele ouviu e conheceu Richard John Neuhaus, que havia comunicado sua própria conversão havia poucos meses.

“O que alguns luteranos estavam percebendo era que, sem as âncoras do Magistério da Igreja, o luteranismo iria desviar-se inapelavelmente de sua fonte confessional e bíblica”, escreveu Quist.

Muitos dos convertidos vieram da Sociedade da Santíssima Trindade, um mistério panluterano organizado em 1997 a fim de trabalhar para a renovação confessional e espiritual das igrejas luteranas.

Agora, parece que um grupo luterano mais amplo se unirá à Igreja. O Padre Christopher Phillips, escrevendo no blogAnglo-Catholic, noticia que clérigos e leigos da Igreja Luterana Anglo-Católica (ALCC) ingressarão no Ordinariato americano a ser criado para aqueles anglicanos desejosos de entrar na Igreja.

Segundo o blog, a ALCC enviou uma carta ao Cardeal Walter Kasper, em 13 de maio de 2009, declarando que “deseja desfazer os erros do Padre Martinho Lutero e retornar à Una, Santa e Verdadeira Igreja Católica fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo através do Bem-Aventurado São Pedro”. A carta foi enviada à Congregação para a Doutrina da Fé.

Surpreendentemente, em outubro de 2010, a ALCC recebeu uma carta do secretário da CDF, informando-lhes que o arcebispo Dom Donald Wuerl havia sido nomeado delegado episcopal para auxiliar na implementação da Anglicanorum Coetibus. A ALCC respondeu que eles gostariam de ser incluídos na reunificação.

Veja as diferenças entre o catolicismo e Luteranismo.

A Igreja vem da reforma feita por Martinho Lutero no século XVI e tem sua doutrina firmada principalmente na Bíblia, se afastando da tradição católica original.

O luteranismo chegou em 1824 ao Brasil, trazido por imigrantes alemães para o Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, e hoje conta com 410 paróquias dispersas por vários estados, divididas em duas correntes principais do luteranismo: a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.

Calcula-se que no ano 2000 existam cerca de 1,2 milhão de membros, sendo quase 80% na região Sul do país.
O primeiro templo foi construído em 1829 em Campo Bom (RS), e pastores europeus chegaram depois de 1860.

A estrutura central da IECLB se constitui em: um Concílio – órgão máximo e soberano da Igreja - cuja tarefa é legislar e controlar; a Presidência e a Secretaria Geral. O Pastor Presidente é o guia espiritual da Igreja em nível nacional.

Acima de 15 mil líderes leigos participam oficialmente da vida das comunidades. Além desses, inúmeras pessoas atuam em comissões, grupos de trabalho e estudo, departamentos,
instituições e setores.

A Igreja Luterana reconhece dois sacramentos: o batismo e a eucaristia. A Igreja Luterana manteve o batismo de crianças
(e mantém um programa de acompanhamento da educação das crianças num modo de vida cristão), diferindo das Igrejas da reforma que adotaram o batismo só de adultos.

A visão luterana da eucaristia fica a meio caminho entre a visão católica e a dos outros protestantes, não aceita o fato de que o pão e vinho realmente se transformam no corpo e sangue de Jesus, mas também não aceita a visão de que são meramente simbólicos. Lutero afirmava que, embora sejam na realidade pão e vinho, o corpo e sangue de Jesus estão presentes neles, concedendo ao receptor o perdão dos pecados.

O serviço religioso luterano se aproxima muito do católico, inclusive na decoração das igrejas (exceto pela ausência de imagens de santos e de Maria), e tem como ponto principal a palavra de Deus, o sermão. Desde a reforma, Lutero se preocupou em tornar o serviço acessível a todos, na língua do povo, tanto o serviço como os cânticos. O calendário religioso também é bastante parecido com o católico, bem como a seqüência do serviço religioso.

A Igreja Luterana tem um ponto em que difere de todas as outras: empregam sacerdotes mulheres em vários países do mundo,desde 1920.

O ministro luterano não está para o leigo como seu correspondente católico. Considera-se que mediante o batismo e a fé, todo cristão se torna seu próprio sacerdote, não precisando de intermediários para seu contato com Deus. O clérigo ordenado tem por função pregar o evangelho e ministrar os sacramentos.

Fonte: National Catholic Register e http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:

"Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?" (Mt 18,12)

"Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor". (Jo 10,16)

Extraído de: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10122/Cresce-movimento-de-retorno-de-Luteranos-ao-catolicismo

Vídeo: O Mundo Muçulmano - Mudanças que estão ocorrendo


25.05.09 - Este vídeo foi produzido pela Igreja Batista, mesmo assin resolvi adiciona-lo aos demais vídeos do site, pelo importante alerta que transmite para todos os cristãos. Há uma revolução silenciosa acontecendo neste momento, que vai afetar o mundo da forma que o conhecemos.

É importante refletir sobre isso, já que é uma constatação, um fenômeno sócio-cultural em crescimento, e não uma especulação.



Lembrando...

25.05.2009 - Obama declara: Os EUA não são uma nação cristã, mas foram moldados pelo islamismo para melhor

Uma parte do discurso de Obama no Parlamento da Turquia disse: “Não nos consideramos uma nação cristã”. Esse discurso me lembra uma piada antiga: O Cavaleiro Solitário e seu ajudante índio estão cercados por índios hostis. O homem mascarado vira-se para seu fiel companheiro e pergunta: “O que iremos fazer agora?” Seu ajudante responde: “O que você quer dizer nós, cara pálida?”

Como outros esquerdistas, Obama tem o infeliz hábito de projetar suas ilusões no povo americano.

Ele estava na Turquia como parte de sua turnê de repúdio aos EUA, durante a qual ele gratificou vergonhosamente os desejos do antiamericanismo europeu. (“Temos sido arrogantes e prometemos não mais torturar terroristas e sempre escutar os ‘aliados’ que quase perderam as duas guerras mundiais e a Guerra Fria. E nos últimos 15 segundos eu disse o quanto lamento o episódio de Wounded Knee?”)

Na Turquia esmagadoramente muçulmana, Barack Hussein Obama, como ele foi apresentado (agora que a eleição terminou, não há problema em usar seu nome do meio), declarou o conceito de que “os EUA como nação cristã” é um mito.

Obama disse: “Embora, conforme mencionei, tenhamos uma população cristã muito grande (sim, por volta de 75 a 80%), não nos consideramos uma nação cristã ou uma nação judaica ou uma nação muçulmana”.

Será? Mas o Pacto do Mayflower não proclamou a intenção dos Peregrinos [os fundadores evangélicos dos EUA] de estabelecer uma colônia para “o avanço da fé muçulmana”? E quanto ao lema “Em Alá Confiamos” em nossas moedas e notas de dólar, sem mencionar o que veio a ser chamado de hino nacional americano, “Alá Abençoe a América”?

Falando sério, se ao declarar que os EUA não são uma nação cristã Obama está se referindo a uma minoria como a diretoria esquerdista do jornal The New York Times, ele acertou em cheio.

Por outro lado, se ele quer dizer a nação em geral, ele azarou.

Em 3 de abril uma pesquisa de opinião pública da revista Newsweek mostrou que 62% dos americanos consideram os EUA como “uma nação cristã”. Mas para aqueles que são como Obama, a emoção predominante dos EUA não é decidida pela maioria, mas pela elite cultural — os indivíduos que receberam o privilégio de moldar a consciência nacional pelo resto de nós.

Devido à ignorância ou cegueira deliberada, por toda a história americana, a maioria dos americanos, inclusive seus líderes, não entendiam que os EUA são uma república secular — uma nação sob Rousseau, Darwin e o Manifesto Humanista (I e II).

Patrick Henry comentou: “Nunca é demais frisar o fato de que esta grande nação foi fundada não pelas religiões, mas por cristãos; não na base de religiões, mas na base do Evangelho de Jesus Cristo”.

A Constituição americana é datada “no ano de nosso Senhor, 1787,” em referência não a Alá, Krishna ou Buda, mas a Jesus Cristo. O juiz da Suprema Corte Joseph Story, em sua obra sobre a Constituição publicada em 1833, observou que os fundadores dos Estados Unidos acreditavam “que o Cristianismo tem de receber incentivo do Estado”.

No caso de 1931 de U.S. v Macintosh (decidido antes de o judiciário federal começar a desconstruir a Primeira Emenda), a Suprema Corte declarou: “Somos um povo cristão”.

Todos os presidentes dos Estados Unidos, inclusive B. Hussein Obama, fizeram juramento com a mão em cima da Bíblia para defender a Constituição. Em todos os casos, exceto um, era a Versão do Rei James.

Falando dos antecessores de Obama — nitidamente “menos inteligentes” e “laicos” do que o “Supremo Messias” e provavelmente lacaios da direita religiosa — a opinião deles é unânime:

O Presidente George Washington disse: “É impossível governar acertadamente sem Deus e sem a Bíblia”. Por Bíblia, o fundador dos EUA não estava se referindo ao Corão ou ao Bhagavad Gita.

O Presidente John Adams disse: “Os princípios gerais sobre os quais os fundadores [dos EUA] obtiveram a independência [dos EUA] foram… os princípios gerais do Cristianismo”.

O Presidente John Quincy Adams disse: “A maior glória da Revolução Americana foi esta: Uniu num vínculo indissolúvel os princípios do governo civil aos princípios do Cristianismo”.

O Presidente Andrew Jackson disse: “A Bíblia é a rocha sobre a qual está firmada nossa República” — de novo, em referência à Bíblia cristã, não ao Lotus Sutra.

O Presidente Abraham Lincoln disse: “Inteligência, patriotismo, Cristianismo e uma confiança firme nAquele que nunca abandonou esta terra agraciada são ainda suficientes para resolver, da melhor forma, todas as nossas dificuldades atuais”. As “dificuldades atuais”, que Lincoln cria que o Cristianismo resolveria favoravelmente, era uma guerra civil na qual mais de 600.000 morreram.

Antes do esquerdista McGovern tomar o Partido Democrático (agora sob a direção de George Soros), os presidentes do próprio partido de Obama também cantavam no coro dos EUA como nação cristã.

O Presidente Woodrow Wilson disse: “Os Estados Unidos nasceram como uma nação cristã. Os EUA nasceram para exemplificar a devoção dos elementos da justiça que têm origem na revelação das Sagradas Escrituras”.

O Presidente Franklin D. Roosevelt, falando da 2ª Guerra Mundial, disse: “Hoje, o mundo inteiro está dividido, dividido entre a escravidão humana e a liberdade humana — entre a brutalidade pagã e o ideal cristão”.

O Presidente Harry S. Truman, escrevendo ao Papa Pio XII, disse: “Esta é uma nação cristã… Não é a toa que os valorosos pioneiros que partiram da Europa para estabelecer colônias aqui, no comecinho da sua aventura colonial, declararam sua fé na religião cristã e fizeram amplos preparativos para sua prática e apoio”.

O Presidente John F. Kennedy, no meio da Guerra Fria, disse: “Contudo, a mesma convicção revolucionária pela qual lutaram nossos ancestrais é ainda relevante ao redor do mundo, a convicção de que os direitos humanos não se originam do Estado, mas das mãos de Deus”.

O Presidente Thomas Jefferson disse algo incrivelmente parecido: “Será que as liberdades de uma nação podem estar garantidas quando removemos sua única base firme, uma convicção na mente das pessoas de que essas liberdades são presente de Deus?”

Entretanto, o “Supremo Messias” consegue alegremente proclamar que os EUA não são mais uma nação cristã.

Num discurso de 2007, Obama confirmou essa opinião: “O que quer que tenhamos uma vez sido no passado, não somos mais uma nação cristã”.

Com isso o presidente aceitou a possibilidade de que os EUA foram uma nação cristã no passado, mas não são mais. Contudo, quando foi que o predomínio do Cristianismo na vida dos americanos terminou — com a decisão da Suprema Corte de abolir as orações nas escolas em 1962, com sua decisão Roe v. Wade de 1973 de legalizar o aborto ou com Bill Clinton deixando manchas de sêmen no vestido de uma estudante estagiária, em 1995?

Embora insistisse que “nós” não consideramos os EUA uma nação cristã, Obama apelou para o sentimentalismo quando chegou o momento de tocar no assunto da “religião da paz”. “Queremos transmitir nosso apreço profundo para com a religião islâmica, que fez muito durante tantos séculos para moldar o mundo para melhor, inclusive o meu próprio país”.

Além de confusa, a declaração de Obama foi convenientemente vaga.

Moldar o mundo para melhor? De que jeito? Propagando pela espada seu credo? Estabelecendo o conceito de dhimmitude — de que os descrentes são obrigados a se converter para o islamismo ou se submeter ao governo islâmico? Transformando mulheres em propriedade? Subjugando os Bálcãs, a Grécia, a maior parte da Espanha e parte da Europa Oriental por centenas de anos? Destruindo Constantinopla e Bizâncio, o Império Romano Oriental, apagando as glórias de um milênio? Promovendo o fanatismo sanguinário do xiitismo e do wahabismo e monopolizando o terrorismo internacional desde pelo menos a década de 1970?

O islamismo moldou os EUA para melhor? Pelo menos Obama não disse que “teve um impacto profundo” — como um avião de passageiros colidindo com um edifício elevado.

É difícil imaginar uma religião que tenha feito menos para moldar os EUA do que o islamismo, inclusive o zoroastrismo e a cientologia. Muitos dos princípios nos quais os EUA foram fundados, ou vieram a representar — tolerância religiosa, democracia, liberdade e igualdade — são detestáveis para o islamismo tradicional.

Numa pesquisa de opinião pública do Washington Post/U.S. News (26-29 de março), embora a maioria aprove os esforços de Obama para alcançar o mundo muçulmano, 48% confessaram ter uma opinião desfavorável do islamismo, a percentagem mais elevada desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Na mesma pesquisa, 55% disseram que lhes faltava uma compreensão básica da religião da paz.

Conhecimento produzirá desprezo. À medida que a população muçulmana nos Estados Unidos (agora estimada em 1 milhão) cresce, os americanos cada vez mais encontrarão a rica herança religiosa e cultural que os seguidores de Maomé estão trazendo para os EUA — como os assassinatos de honra.

No ano passado, no subúrbio de Jonesboro, um imigrante paquistanês estrangulou sua filha de 25 anos com uma corda bungee, por tentar escapar de um casamento arranjado.

Em pleno Dia de Ano Novo, 2008, os corpos crivados de bala de Sarah e Amina Said (idades 17 e 19) foram encontrados num táxi abandonado. O pai delas, o imigrante egípcio Yaser AbdelSaid, foi preso pelos assassinatos. Said havia ameaçado matar suas filhas por terem namorados. Ele achava que elas agora eram moças imorais!

Muzzammil Hassan, da região de Buffalo, era o próprio modelo de um muçulmano moderno e moderado. Em 2004, Hassan fundou a TV Bridges [Pontes] para neutralizar as imagens negativas do islamismo e exibir as muitas estórias de “tolerância, progresso, diversidade, serviço e excelência muçulmana”. Pare, você está me matando! — um infeliz golpe de linguagem quando se debate o islamismo.

Hassan era um motivo de orgulho tão grande para sua religião que, em 27 de abril, ele recebeu o primeiro prêmio por excelência em seus esforços para apresentar ao público um islamismo diferente aos olhos do público. Ele recebeu o prêmio da filial em Pensilvânia do Conselho de Relações Islamo-americanas, onde alguns dos líderes têm ligação com o terrorismo. Presentes no evento estavam o governador Ed Rendell e o deputado federal Joseph Stestak, ambos do Partido Democrático. Stestak foi o palestrante.

Em 12 de fevereiro de 2009, o grande exemplo do Islamismo moderado foi preso e acusado de decapitar a esposa, que havia afirmado que ele cometia abusos físicos e emocionais, e estava no processo de se divorciar dele. O lema da TV Pontes é: “Conectando pessoas por meio da compreensão” — o irônico é que no caso de Aasiya Hassan, a cabeça dela não está mais conectada ao corpo dela.

De acordo com o Projeto de Comunicação e Educação sobre a Mutilação Genital Feminina — a prática de cortar o clitóris e os lábios menores das mulheres em algumas sociedades muçulmanas a fim de mantê-las submissas tornando impossível que elas experimentem prazer sexual — chegou aos EUA.

Em novembro de 2006, Khalid Adem, um etíope vivendo em Atlanta, foi sentenciado a 10 anos de prisão por decepar o clitóris de sua filha de dois anos.

Num vídeo postado no YouTube — filmado secretamente numa mesquita em Nashville, Tennessee — uma menina de 7 anos diz, chorando, como as meninas são surradas durante as aulas de xariá. A menina também fala de seu “marido”. Os grandes meios de comunicação se importam com alegações de abuso físico e sexual somente quando o assunto envolve a Igreja Católica.

A pedofilia e o abuso de crianças não são apenas estranhos costumes praticados em casas de oração muçulmanas.

Das mais que 2.300 mesquitas e escolas islâmicas nos Estados Unidos, mais de 80% foram construídas com dinheiro da Arábia Saudita nos últimos 20 anos. Foi esse mesmo dinheiro que financiou os terroristas que fizeram o ataque de 11 de setembro de 2001.

O Centro de Políticas de Segurança enviou agentes secretos que falam árabe para mais de 100 dessas instituições, descobrindo que de cada 4, 3 estavam infectadas com extremismo e pregações de ódio contra os EUA, os judeus e os cristãos.

É desse jeito que o islamismo está moldando os EUA para melhor.

Se não somos uma nação cristã, então o que é que somos? Obama disse aos turcos: “Consideramo-nos como uma nação de cidadãos que estão ligados por ideais e por um conjunto de valores”.

Valores não são fluídos. Eles têm de ter um ponto de origem.

Por toda a nossa história, a maioria dos americanos nunca duvidou das origens de nossas características éticas: o monte Sinai, Jerusalém, os Dez Mandamentos, o Sermão da Montanha, a Torá, o Novo Testamento — conhecidos coletivamente como nossa herança judaico-cristã.

Para a esquerda secular, que agora ocupa a Casa Branca, a herança dos EUA não está na Bíblia, nem na Declaração de Independência e nem na Constituição (em seu sentido original), mas no humanismo secular, no coletivismo e no multiculturalismo — valores baseados não em padrões eternos, mas em normas culturais predominantes, conforme determina a elite política, midiática e acadêmica.

Obama não quer que nos consideremos uma nação cristã porque a ética judaico-cristã está em conflito com a cosmovisão dele.

Seja o que for que Joel Osteen e Rick Warren nos digam (o Pr. Ken Hutcherson os chama de evangelistas covardes), Obama não é cristão — a menos que você considere os sermões loucos e cheios de ódio do ex-pastor dele, na igreja que ele freqüentou por 19 anos, como Cristianismo.

Os EUA como nação cristã não aceitam uniões civis ou casamento de mesmo sexo — e não consideram todos os atos sexuais como equiparáveis. Mas os EUA de Obama aceitam tudo isso.

Os EUA, com suas raízes judaico-cristãs, crêem na defesa da vida humana inocente — inclusive dos mais indefesos: os bebês em gestação. Os EUA de Obama não crêem nisso. Testemunhe a reputação que ele está adquirindo como o presidente mais pró-aborto da história dos EUA, e os votos dele contra projetos de lei contra o infanticídio quando ele era membro do Senado de Illinois.

Os EUA como nação cristã crêem em governo limitado, não aceitando a idéia falsa de que o governo é Deus. Os EUA de Obama crêem que não há nada que o Estado não possa fazer, nenhum poder que o Estado não deveria ter e nenhuma limitação nos poderes do Estado para taxar, gastar e controlar.

Os EUA como nação cristã compreendem a ordem bíblica de apoiar Israel.

Os EUA de Obama vêem os palestinos (que são antissemitas, antiamericanos, sanguinários, exaltadores da guerra santa) como o equivalente moral dos israelenses (democráticos, pró-americanos, governados pelo Estado de direito). A fantasia de Obama de Israel e Palestina vivendo juntos “lado a lado em paz e segurança” é ilusão ou eufemismo para um acordo temporário que levará à extinção do Estado judeu.

Como a proverbial casa dividida de Lincoln, esses dois EUA não poderão coexistir para sempre. Durante sua presidência, Obama tem a intenção de enterrar os EUA como nação cristã, com um chefe de mesquita presidindo na cerimônia religiosa fúnebre.

Mal posso esperar a próxima viagem cheia de magia e mistério do presidente Obama. Como o Dep. Joe Cannon disse de um colega: “Toda vez que abre a boca, esse homem subtrai da soma total do conhecimento humano”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo

Fonte: Don Feder / Julio Severo

Extraído de: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7256/Video-O-Mundo-Muculmano-Mudancas-que-estao-ocorrendo

27 de mar. de 2011

Tributo a G. K. Chesterton

"A dificuldade em explicar "Por que sou católico?" é que há 10 mil razões para isso, e todas se resumindo a uma única: o Catolicismo é verdadeiro". G. K. Chesterton





Um intelectual maravilhoso - e esquecido - de nosso tempo, G. K. Chesterton, teve no youtube um vídeo lançado chamado "Sincero Tributo a G. K. Chsterton".


De fato, é impossível não dar-lhe um tributo verdadeiro.
Ele, que era judeu, converteu-se ao Catolicismo e, a partir de então, defendeu bravamente o Evangelho de maneira intelectual e racional, provando que não é impossível a um homem crer em Deus e ser inteligente.
Uma de suas obras mais conhecidas chama-se "Ortodoxia". Um livro fantástico, altamente filosófica e altamente cristão.
Agora está a venda sua mais nova obra: Hereges. Pode ser retirada na livraria Ecclesia.
Hoje, G. K. Chesterton está em processo de beatificação no Vaticano.
Para saber mais sobre sua vida, leia aqui.

25 de mar. de 2011

Artigo do Padre José do Vale: Pregadores Sedutores

São Paulo Apóstolo afirma: “O Espírito Santo diz expressamente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas” (1 Tm 4,1).

Quem são os pregadores sedutores? São aqueles seduzidos pelo poder do diabo, pregam doutrinas de demônios e são desviados da verdade ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e seus santos apóstolos (Ef 2,20-22; 2 Tm 1,12-14).
São Paulo exorta de moda radical a não ter contato com tais pregadores: “Evita o palavreado vão e ímpio, já que os que o praticam progredirão na impiedade; a palavra deles é como uma gangrena que corrói entre os quais se acham Himineu e Fileto. Eles se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já se realizou; estão pervertendo a fé de vários” (2Tm 2,16-18).
São Paulo diz que esses pregadores são: “egoístas, gananciosos, soberbos, rebeldes, ingratos, sem afeto, cruéis, inimigos do bem, traidores e atrevidos” (2 Tm 3,1-5).
Com tais pregadores São Paulo teve experiência. Demas abandonou o apóstolo Paulo e a verdade cristã pela ganância e por amor as coisas mundanas (2 Tm 4,10). Alexandre por sua ingratidão e maldade largou a missão paulina causando muitos males (2 Tm 4,14).
Esses pregadores vivem arte da dissimulação, do engano e da falsa fé. Pregam em nome de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, e até milagres e curas podem acontecer, não pelo seu mérito, mas devido o poder do nome de Jesus que eles usam. Não podemos esquecer que o diabo pode realizar tais prodígios para enganar multidões (2 Cor 11,13.14).
Esses pregadores não acreditam no que pregam e nem tem o temor de Deus e de seu juízo. Escreve São Paulo: “Afirmam conhecer a Deus, mas negam-no com os seus atos, pois são abomináveis, desobedientes e incapazes para qualquer boa obra” (Tt 1,16).
Esses pregadores são homens hereges, pervertidos e condenados pelos seus próprios atos pecaminosos (Tt 3,10.11).
São Paulo e São João chamam esses pregadores condenados de “cães” (Fl 3,2; Ap 22,15).

SEDUZIR PARA O MAL


Escreve São Pedro Apóstolo: “Houve, contudo, também falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas. Muitas seguirão as suas doutrinas dissolutas. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios; mas seu julgamento há muito está em ação e a sua destruição não tarda” (2 Pd 2,1-3).
No dicionário de Aurélio a palavra “seduzir” significa: inclinar artificiosamente para o mal ou para o erro; desencaminhar; atrair, fascinar. Subornar para fins sediciosos.
Por que esses pregadores seduzem tanta gente ao erro?
1. A lei do país favorece. Qualquer pessoa pode abrir o seu comércio religioso.
2. O povo é carente dos benefícios do Estado. As questões sociais são argumentos para os pregadores apocalípticos.
3. O povo é mal informado e mal catequizado. O sistema aliena, manipula e escraviza muita gente para cultura do boçal.
4. Toda engenharia do diabo na arte do engano. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44), o deus deste mundo que obscurece a inteligência das pessoas (2 Cor 4,4), armador de ciladas destruidoras (Ef 6,11; 1 Pd 5,8) e o mundo está sob o seu poder (1 Jo 5,19).
5. O maligno capacita esses pregadores. São espertos, sagazes e carismáticos. São bons artistas que convencem. A mídia, discursos bem preparados, templos belos, literaturas de auto-ajuda, músicas bonitas e a sua apresentação como líder ricaço atrai, fascina multidões.
Eles sabem vender muito bem o seu produto religioso, mesmo contendo veneno no centro de suas mercadorias. Sabem negociar promessas vazias e esperança ilusória.
Qualquer defeito no produto ou demora em receber, eles mandam reclamar a Deus.
O pior de todos os enganos é o de caráter religioso. Porque usam o nome sagrado de Deus em vão. Usam e abusam da fé dos outros e brincam com o futuro da alma.
Vivemos o tumultuado mundo de falsos profetas, pastores, evangelistas, missionários, mestres, gurus, magos, bispos e apóstolos.
Num mundo que está tomado por vários tipos de crises, de conflitos, de perdas e de medo, fica claro, aberto e oportuno para os charlatões, curandeiros, estelionatários e fraudulentos líderes religiosos darem os golpes da fé nos sofredores, nos doentes e nos desorientados.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse para nossa firme orientação: “Atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).

A FRAUDE DA PROSPERIDADE


“Rogo-vos, entretanto, irmãos, que estejais alerta contra os provocadores de dissensões e escândalos contrários ao ensinamento que recebestes. Evitai-os. Porque estes tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras bonitas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes” (Rm 16,17.18).
As palavras de São Paulo Apóstolo são atuais para o quadro que estamos vivendo no patamar do engano religioso.
Em nossa era surgiram as denominações neopentecostais, igrejas em células, igrejas apostólicas na visão do G12, ministérios personalísticos, movimento do show gospel e igrejas eletrônicas.
Tudo isso tem como fundamento a herética teologia da prosperidade e seus ensinamentos como: literatura de auto-ajuda, batalha espiritual, visualização, determinação para tomar posse da bênção, sacrifícios por meios de dízimos e ofertas para obter curas e riquezas, resgate da antiga Lei, das tradições judaicas e idolatria pela cidade de Jerusalém.
Há uma crise terrível no protestantismo, principalmente por uma vertente contaminada com modismos eclesiais e teológicos.
O bispo da Igreja Metodista Paulo de Tarso Lockmann diz: “Dinheiro e poder continua a ser vergonha da igreja brasileira, rompendo a comunhão, acabando com o amor entre os irmãos, enfraquecendo a intrepidez com que a Igreja deveria pregar o evangelho”.
“Disso devemos aprender a lição da precariedade do crescimento evangélico”, afirma o sociólogo e pesquisador da igreja evangélica brasileira Paul Freston (1).
No campo religioso da pós-modernidade é tremendamente marcado com cismas, heresias, escândalos, idolatria do poder econômico e o descaso da dignidade da pessoa humana.
O resultado de tudo isso é milhões de desviados e sem religião e sem igreja. O Evangelho e Cristo ficam escandalizados!
Não resta a menor dúvida que a fraude da teologia da prosperidade é hoje a maior armadilha destruidora do mundo religioso.
Essa é a principal ferramenta dos pregadores sedutores para demolir o sentimento de fé de milhões de pessoas.

CONCLUSÃO

Em Gênesis 3,4 está escrito: “Mas a serpente respondeu à mulher: “De modo algum morrereis”. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia que comerdes da arvore, vossos olhos abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
Desde a criação, o homem é terrivelmente tentado a ser como Deus, adorar o Senhor Deus e o diabo, via os ídolos, poder religioso e econômico.
Por quê? Porque a idolatria não está no objeto e sim no seu coração.
O diabo com toda a sua máquina e proposta, tudo oferece ao homem, cabe a ele responder com o seu coração. Tudo se projeta no coração: a ânsia pelo exibicionismo, pelo glamour, status e todo poder mundano.
É do coração que procede o bem e o mal, o culto verdadeiro e o falso, e tudo isso é vivido pela arte da dissimulação. Ninguém melhor sabe interpretar essa arte do que os pregadores sedutores.
A falsa adoração e o culto a personalidade em nossa geração religiosa se faz presente na teologia da prosperidade, nas divisões denominacionais, no movimento gospel, nos títulos pomposos dos líderes eclesiásticas, na mídia, na literatura de auto-ajuda e no esquema da Nova Era.
Hoje mais do que nunca, necessitamos de proclamadores do evangelho de Jesus Cristo que preguem mais pelo seu testemunho evangélico do que com as suas palavras e que apontem toda honra, glória, louvor e adoração, ardente a majestade da Santíssima Trindade.

Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com

Nota

(1) Ultimato, Março-Abril de 2009, pp. 14 e 32.

Extraído de: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7294/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-Pregadores-Sedutores

Assine a petição ao Papa pelo ano Mariano em 2012

Caríssimos,


O Padre Paulo Ricardo, juntamente com o Padre Rodrigo Maria, têm se esforçado para que no próximo ano, 2012, o Papa Bento XVI declare-o como o Ano Mariano.
Os motivos são vários. Destaco 2:

- Recordar os últimos 25 anos em que houve um Ano Mariano;


- Comemorar os 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem por São Luís Maria Montfort.

Para tanto, os reverendíssimos padres pedem que todos os católicos assinem uma súplica ao Sumo Pontífice.

Assista ao vídeo com as explicações do Padre Paulo Ricardo sobre o Ano Mariano:



Leia, também, sobre o que os reverendíssimos padres falam sobre o Ano Mariano.


Não deixe de assinar. Clique aqui e assine. Divulgue. Rezemos por esta intenção!

Saiba mais sobre a Consagração conforme o Tratado.

Reflexão sobre a Anunciação do Senhor de Francisco Fernández Carvajal


De Francisco Fernández Carvajal



I. CHEGADA A PLENITUDE DOS TEMPOS, Deus enviou o seu Filho ao mundo, nascido de uma mulher1.

Como culminância do seu amor por nós, Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, que se fez homem para nos salvar e nos dar a incomparável dignidade de filhos. Com a sua vinda, podemos afirmar que chegou a plenitude dos tempos.

São Paulo diz literalmente que Jesus nasceu de uma mulher2. Não apareceu na terra como uma visão fulgurante: fez-se realmente homem, como nós, assumindo a natureza humana nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. A festa de hoje é propriamente não só de Jesus como de sua Mãe. Por isso, “em primeiro lugar – diz frei Luís de Granada –, é preciso pôr os olhos na pureza e santidade desta Senhora que Deus escolheu ab aeterno para tomar carne dela.

“Porque assim como, quando decidiu criar o primeiro homem, lhe preparou primeiro a casa que deveria habitar, que foi o Paraíso terreal, assim, quando quis enviar ao mundo o segundo, que foi Cristo, primeiro preparou-lhe o lugar em que hospedar-se: que foi o corpo e a alma da Sacratíssima Virgem”3. Deus preparou a morada do seu Filho, Santa Maria, com a maior dignidade criada, com todos os dons possíveis e cumulando-a de graça.

Nesta Solenidade, Jesus aparece mais unido do que nunca a Maria. Quando Nossa Senhora deu o seu consentimento, “o Verbo Divino assumiu a natureza humana: a alma racional e o corpo formado no seio puríssimo de Maria. A natureza divina e a natureza humana uniram-se numa única pessoa: Jesus Cristo, verdadeiro Deus e, desde então, verdadeiro homem; Unigênito eterno do Pai e, a partir daquele momento, como Homem, filho verdadeiro de Maria. Por isso Nossa Senhora é Mãe do Verbo encarnado, da segunda Pessoa da Santíssima Trindade que uniu a si para sempre – sem confusão – a natureza humana. Podemos dizer bem alto à Virgem Santa, como o melhor dos louvores, estas palavras que expressam a sua mais alta dignidade: Mãe de Deus”4. Quantas vezes não teremos repetido: Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós...!

II. E O VERBO SE FEZ CARNE e habitou entre nós...5

Ao longo dos séculos, houve santos e teólogos que, para compreenderem melhor o mistério, refletiram sobre as razões que poderiam ter levado Deus a tomar uma decisão tão extraordinária.

De maneira nenhuma era necessário que o Filho de Deus se fizesse homem, nem sequer para redimi-lo, pois Deus – como afirma São Tomás de Aquino – “podia restaurar a natureza humana de muitas maneiras”6. A Encarnação é a manifestação suprema do amor divino pelo homem, e só a imensidão desse amor a pode explicar. Tanto amou Deus o mundo que lhe enviou o seu Filho Unigênito...7, o objeto único do seu Amor. Com esse aniquilamento, Deus tornou mais fácil o diálogo do homem com Ele. Mais ainda: toda a história da salvação é a história da busca deste encontro por parte de Deus, até que culmina na Encarnação. O Emmanuel, o Deus conosco, tem, pois a sua máxima expressão no acontecimento que hoje nos cumula de alegria.

O Filho Unigênito de Deus faz-se homem, como nós, e assim permanece: de modo nenhum a assunção de um corpo nas puríssimas entranhas de Maria foi algo precário e provisório. O Verbo encarnado, Jesus Cristo, permanece para sempre Deus perfeito e homem verdadeiro. Este é o grande mistério que nos deixa abismados: Deus, no seu amor, quis tomar o homem a sério. Em correspondência a esse ato de amor gratuito, quis que o homem se comprometesse seriamente com Cristo, que é da sua mesma raça. “Ao recordarmos que o Verbo de Deus se fez carne, ou seja, que o Filho de Deus se fez homem, devemos tomar consciência da grandeza que atinge todos os homens através deste mistério [...]. Efetivamente, Cristo foi concebido no seio de Maria e fez-se homem para revelar o eterno amor do Criador e Pai, bem como para manifestar a dignidade de cada um de nós”8.

A Igreja, ao expor ao longo dos séculos a verdadeira realidade da Encarnação, tinha consciência de que estava defendendo não só a Pessoa de Cristo, mas a si própria, bem como o homem e o mundo. “Aquele que é a imagem do Deus invisível (Col 1, 15) é também homem perfeito que restituiu aos filhos de Adão a semelhança divina, deformada pelo primeiro pecado. A natureza humana nele assumida, não absorvida, foi elevada também a uma dignidade sem igual. Com efeito, pela sua encarnação, o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo o homem. Trabalhou com mãos humanas, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado”9.

Que valor deve ter a criatura humana diante de Deus, “se mereceu ter tão grande Redentor”10! Ao longo do dia de hoje, demos graças a Deus por este bem tão imenso que nunca chegaremos a entender.

III. A ENCARNAÇÃO DEVE TER muitas conseqüências na vida de um cristão. É, na realidade, o fato que decide o seu presente e o seu futuro. Sem Cristo, a vida carece de sentido. Só Cristo “revela plenamente o homem ao próprio homem”11. Só em Cristo conhecemos o nosso ser mais profundo e tudo o que mais nos afeta: o sentido da dor e do trabalho bem acabado, a alegria e a paz verdadeiras – que não dependem dos estados de ânimo e dos acontecimentos da vida –, a serenidade, e mesmo o júbilo perante o pensamento da outra vida, pois Jesus, a quem agora procuramos imitar e servir, nos espera... Foi Cristo quem “devolveu definivamente ao homem a dignidade e o sentido da sua existência no mundo”12.

Ao assumir todas as coisas humanas nobres (o trabalho, a família, a dor, a alegria), o Filho de Deus indica-nos que todas essas realidades devem ser amadas e elevadas: o humano converte-se em caminho para a união com Deus. A luta interior passa então a ter um caráter eminentemente positivo, pois não se trata de aniquilar o homem para que o divino resplandeça, nem de fugir das realidades correntes para levar uma vida santa. Não é o humano que se choca com o divino, mas o pecado e as marcas que o pecado original e os pecados pessoais deixaram na alma.

O empenho por chegar à semelhança com Cristo implica, pois, uma luta contra tudo aquilo que nos torna menos humanos ou infra-humanos: os egoísmos, as invejas, a sensualidade, a mesquinhez de espírito... Isto é, o verdadeiro empenho do cristão pela santidade traz consigo a purificação e por conseguinte o desabrochar da verdadeira personalidade em todos os sentidos.

Assim como em Cristo o humano não deixou de sê-lo pela sua união com o divino, do mesmo modo as realidades terrenas não deixaram de sê-lo em virtude da Encarnação; mas a partir desse instante podem e devem ser orientadas para o Senhor. Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum13. E Eu, quando for levantado da terra, tudo atrairei a Mim.

“Cristo, com a sua Encarnação, com a sua vida de trabalho em Nazaré, com a sua pregação e milagres pelas terras da Judéia e da Galiléia, com a sua morte na Cruz, com a sua Ressurreição, é o centro da Criação, Primogênito e Senhor de todas as criaturas.

“[...] O Senhor quer os seus em todas as encruzilhadas da terra. Chama alguns ao deserto, para que se desentendam dos avatares da sociedade dos homens e com o seu testemunho recordem aos demais que Deus existe. Confia a outros o ministério sacerdotal. Mas quer a grande maioria dos homens no meio do mundo, nas ocupações terrenas. Estes cristãos devem, pois, levar Cristo a todos os ambientes em que desenvolvem as suas tarefas humanas: à fábrica, ao laboratório, ao cultivo da terra, à oficina do artesão, às ruas das grandes cidades e aos caminhos de montanha”14. Essa é a nossa tarefa.

Terminamos a nossa oração recorrendo à Mãe de Jesus, nossa Mãe. “Ó Maria! Hoje a tua terra fez germinar o Salvador... Ó Maria! Bendita sejas entre as mulheres por todos os séculos... Hoje a Divindade uniu-se e amassou-se com a nossa humanidade com laços tão fortes que jamais poderão ser rompidos, nem pela morte nem pela nossa ingratidão”15. Bendita sejas!

(1) cfr. Gal 4, 4-5; Liturgia das Horas, Antífona 1 do Ofício das leituras; (2) cfr. Sagrada Bíblia, Epístolas de San Pablo a los Romanos y a los Gálatas, vol. VI, nota a Gal 4, 4; (3) Frei Luís de Granada, Vida de Jesus Cristo, 1; (4) Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 274; (5) Jo 1, 14; (6) São Tomás, S.Th., III, q. 1, a. 2; (7) Jo 3, 16; (8) João Paulo II, Angelus no Santuário de Jasna Gora, 5-VI-1979; (9) Conc. Vat. II, Const. Gaudium et spes, 22; (10) Hino Exsultet, Missa da Vigília Pascal; (11) idem, Enc. Redemptor hominis, 4-III-1979, 11; (12) ib.; (13) Jo 12, 32; (14) Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 105; (15) Santa Catarina de Sena, Elevações, 15.

Fonte: http://www.hablarcondios.org

25 de Março - Dia da Solenidade da Anunciação da Virgem Santíssima

Caríssimos,



Hoje é dia da Solenidade da Anunciação de Nossa Senhora.

Segundo a Igreja, foi neste dia que o Anjo anunciou a Virgem de que seria mãe do Salvador. Conform está em Lucas 1, Maria Santíssima encontrou graça diante do Senhor. Esta frase muito me encanta. Encontrar graça diante do Senhor não é para qualquer um. Eu não me lembro, em nenhuma parte da Bíblia, alguém que encontrasse esta mesma graça.  Ela foi, dentre todas as mulheres, a escolhida para ser Sacrário Vivo!

Convido-os hoje a celebrar esta Solenidade com muito amor. Rezem o Terço, dediquem Missas em honra da Santa Virgem.

Leiam, também, o Sermão de Santo Antônio de Pádua sobre a anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria, contido no blog Civilitas Christiana.

Deixo, por fim, esta linda música, que foi a própria Virgem que primeiramente cantou.



Salve Maria!

24 de mar. de 2011

Já são 53: Dois pais de família são presos por rechaçar a educação sexual estatal para os seus filhos



MADRI, 24 Mar. 11 / 12:43 pm (ACI)

A organização Profissionais Pela Ética (PPE) denunciou que outros dois pais de família acabam de ser encarcerados, somando-se assim a outros 51 condenados, na Alemanha por negar que seus filhos recebam educação sexual estatal contrária às suas convicções.

Os casos mais recentes, informa PPE, são o de Eduard W., pai de 8 filhos e Artur W., padre de 10 filhos e a uma semana de ter o décimo primeiro. Ambos se negaram a que seus filhos participem do programa escolar denominado "Meu corpo é meu", pois consideram que seus direitos estão sendo vulnerados ao ser imposta esta disciplina aos seus filhos a qual lhes exigia, entre outras coisas, "uma representação teatral".

No último dia 8 de março ACI Digital informou do caso de uma mãe de família condenada a 43 dias da prisão por um motivo similar, com a qual chegava a 35 o número dos condenados por proteger a seus filhos ante a educação sexual contrária a suas convicções.

O advogado Roger Kiska da Alliance Defense Fund (ADF), organização que leva o caso destes pais alemães ante a Corte Européia de Direitos humanos de Estrasburgo, na França, afirmou que "estamos convencidos, de que quando o Tribunal dite sentença sobre os casos de pais e mães que estiveram no cárcere pelo simples fato de exercer suas funções de pais, a justiça prevalecerá".

Por sua parte, a PPE segue recolhendo assinaturas em uma declaração já assinada por outras 43 associações européias com a qual insistem às autoridades alemãs que libertem os pais encarcerados por querer educar os seus filhos de acordo às suas próprias convicções.

Leonor Tamayo, responsável da Área Internacional da PPE indicou que "com esta ação queremos conscientizar a opinião pública e apoiar os pais exigindo às autoridades que impeçam esta vulneração agressiva dos direitos humanos".

A declaração está remetida à Chancelaria Federal da Alemanha, aos Governos Federais alemães, ao Parlamento Europeu, aos tribunais que condenaram os pais alemães, entre outros.

Fonte: ACI Digital.

Esta música deve ser o nosso hino diário durante a Quaresma



Jesus Misericordioso
Irmã Kelly Patrícia


Senhor, pela Tua Paixão
No abandono da Cruz
Tem piedade de nós

Jesus,
Pelo Sangue Jorrado do Teu Coração
Pelo Teu Sacrifício
Misericórdia

Deus Santo
Deus Forte
Deus Imortal e de Poder

Nós Te adoramos
Te bendizemos
Te glorificamos, ó Senhor

Deus Pai, nós ofertamos
O Corpo e o Sangue de Cristo
Sua alma e Sua divindade
Em expiação dos nossos pecados

O testemunho convence. Ou: Seja um 'Evangelho-Ambulante'

"Tome muito cuidado com sua vida, pois ela pode ser o único Evangelho que seu irmão lê."
(Madre Tereza de Calcutá)



Quando meditamos as Escrituras, vemos que Jesus sempre usava de exemplos para falar sobre o Seu Reino; e Ele os usava porque era mais fácil falar do Reino por meio deles. Claro que as analogias que Ele usava são ínfimas perto do que é propriamente o Reino, mas como nossa inteligência é curtíssima, Ele "rebaixou", "simplificou" o Reino em Sua explicação para que compreendêssemos.

No entanto, uma das coisas que mais me chama a atenção é quando o próprio Jesus se faz exemplo para conquistarmos este Reino, conforme citou o Evangelista Lucas, no capítulo 9, versículo 23: Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo; tome a sua cruz e siga-me.

Confesso que este pequeno versículo causa-me arrepios! Jesus nos dá três condições para sermos Seu discípulo: renunciarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguí-lO. Parece fácil? Não, não é. Porém, não é impossível, pois nada que o Senhor nos pediu está fora do nosso alcance com o auxílio de Sua graça.

O ato de renunciar, a mim, parece o mais difícil de todas as três condições - e por isso o Senhor o colocou em primeiro lugar -, pois renunciar implica em desaparecer. A renúncia exige deixar de lado tudo o que se deseja, espera, quer, premedita, por amor ao Senhor.O problema é que somos mesquinhos, egoístas, avarentos, cheios de desejos. Não queremos renunciar a uma roupa que não estejamos usando, por exemplo, e dá-la a alguém que realmente precisa. A renúncia exige coragem, desprendimento, e acima de tudo, conhecimento pelo o quê se despreza. Um testemunho que elucida isso é o de Cura D'ars. O nobre santo, quando foi enviado a Ars, na França, vendo que a cidade toda era alicerçada na prostituição, luxúria e orgias, renunciou todos os objetos de valor que tinha, ficando apenas com duas túnicas. Fazia penitências diárias, e com o fruto de sua oração e perseverança, toda a cidade de Ars converteu-se ao Senhor, abandonando toda a sua vida de pecado. Seu testemunho nos deixa claro que, ao renunciar todos os seus gostos pelas causas evangélicas, Cura d'Ars pôde fazer a vontade de Deus, que é salvar o Seu povo das trevas do pecado.

Tomar a cruz é pesado, mas fácil se conseguirmos entender o primeiro passo (renúncia) e colocá-lo em prática, pois tomar a cruz exige não apenas uma renúncia de si, e sim, mostrar a Deus o amor que você tem por Ele e por seus filhos. E porque você os ama, só deseja cumprir os desígnos do Senhor para o bem de ambos. Assumir a cruz, então, é apossar-se da graça do Pai e de Seu amor, bem como sinal de responsabilidade, maturidade espiritual. Logo, tomar a cruz não é sinônimo de dor, mas amor. Tomá-la quer dizer que você entendeu o amor que Ele tem por você e por isso quer retribuir da mesma forma. Tomar cruz é, literalmente, morrer para si mesmo. É cumprir Gálatas 2,20: Vivo, mas não sou. É Cristo que vive em mim.

Ao renunciar suas vontades e assumir sua cruz, o terceiro passo é praticamente voluntário: seguir o Senhor. Ah! Seguir o Senhor é um deleite às nossas almas. Seguí-lo não é perseguí-lo, tal qual fizeram os Doutores da Lei. Seguí-lo e andar sobre os Seus passos. Jesus andou, eu venho logo atrás e piso sobre as pegadas deixadas no chão, a fim de não sair nenhum milímetro fora de Sua Vontade. Seguir o Senhor é fazer tudo, tudo, tudo em acordo com a Sua Vontade. Quem assim consegue viver, já não deseja mais ser o centro da atenção, pois sua vida está toda centrada em Cristo. O desejo que este alguém tem não é de aparecer, mas deixar que o Senhor Jesus apareça. Torna-se, então, um Evangelho vivo.

Muitas pessoas conseguiram fazer isso. A primeira delas foi a Virgem Santíssima. São José, o próximo. São João Batista, o Evangelista; Os Apóstolos; os Mártires e os Santos e Justos de todos os tempos. Conseguiram tanto que honraram o nome "cristão": fizeram a vontade do Pai, seguiram Jesus e, assim como Ele, formaram discípulos.

Quando toco neste assunto, sempre me lembro de São Francisco de Assis. Um dia ele convidou um de seus discípulos para evangelizar numa cidade próxima. Animado com o convite, o discípulo jejuou, orou e esperou, ansioso, para a missão. No dia seguinte, ao chegar na cidade onde a missão ocorreria, São Francisco apenas o instruiu a caminhar próximo ao povo, por toda a cidade. Ao término, indagou: Mestre, não vimos aqui evangelizar? Por que não falamos nada? E ao que São Francisco respondeu: Porque não precisamos falar o Evangelho, mas devemos SER um! Se as pessoas não viram em nós o Cristo, de nada nos adianta falar.

Para finalizar, retomo aqui a frase de Madre Tereza de Calcutá, citada no início deste texto: Tome muito cuidado com sua vida, pois ela pode ser o único Evangelho que seu irmão lê. O que é que seu irmão tem lido em você? Ele enxerga nos seus olhos o Cristo Vivo e Ressuscitado? Será que você faz a diferença na vida das pessoas de sua casa, de sua família? Em miúdos: você já assumiu e pôs em prática as três condições que Cristo nos deu em Lucas 9,23 para ser um testemunho que convença o mundo que só Jesus Cristo é o Senhor, e que serví-lO é a maior graça que alguém pode ter?

Se todas as respostas foram não, não se desespera. Aproveite este tempo de Quaresma para meditar, para voltar ao Senhor e assim viver uma Páscoa excelsa. Certamente Ele o espera. Volte para Ele e permita-O ajudá-lo a ser um "Evangelho-Ambulante" por aí.

23 de mar. de 2011

Leituras Quaresmais - A prática da mortificação cristã (Introdução)

Justificativa: Após ler o maravilhoso texto retirado do blog do Angueth, resolvi trazê-lo para a nossa meditação diária quaresmal.
Como o texto é comprido, trarei fragmentos do mesmo diariamente. Até porque, penso que o ideal não é lê-lo, mas sim, praticar o que nele está escrito.
Quem quiser lê-lo por completo, o texto original está aqui.

Em Cristo,
Evelyn.
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Nota: Todas as práticas de mortificação que reunimos aqui são recolhidas dos exemplos dos santos, especialmente Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Santa Teresa, São Francisco de Sales, São João Berchmans, ou são recomendadas por reconhecidos mestres da vida espiritual, como o Venerável Louis de Blois, Rodriguez, Scaramelli, Abade Allemand, Abade Hamon, Abade Dubois, etc.

Artigo 1 – Objeto da mortificação cristã
A mortificação cristã tem por fim neutralizar as influências malignas que o pecado original ainda exerce nas nossas almas, inclusive depois que o batismo as regenerou. Nossa regeneração em Cristo, ainda que tenha anulado completamente o pecado em nós, nos deixa sem embargo muito longe da retidão e da paz originais. O Concílio de Trento reconhece que a concupiscência, ou seja, o triplo apetite da carne, dos olhos e do orgulho, se deixa sentir em nós, inclusive depois do batismo, a fim de excitar-nos às gloriosas lutas da vida cristã (Conc. Trid., Sess. 5, Decretum de pecc. orig.).
A Escritura logo chama esta tripla concupiscência de “homem velho“, oposto ao “homem novo” que é Jesus que vive em nós e nós mesmos que vivemos em Jesus, como “carne” ou natureza caída, oposta ao “espírito” ou natureza regenerada pela graça sobrenatural. Este velho homem ou esta carne, ou seja, o homem inteiro com sua dupla vida moral e física, deve ser, não digo aniquilado, porque é coisa impossível enquanto dure a vida presente, mas sim mortificado, ou seja, reduzido praticamente à impotência, à inércia e à esterilidade de um morto; há que impedir-lhe que dê seu fruto, que é o pecado, e anular sua ação em toda a nossa vida moral.
A mortificação cristã deve, portanto, abraçar o homem inteiro, estender-se a todas as esferas de atividade nas quais a natureza é capaz de mover-se. Tal é o objeto da virtude de mortificação. Vamos indicar sua prática, recorrendo sucessivamente às manifestações múltiplas de atividade em que se traduz em nós:
I) A atividade orgânica ou a vida corporal;
II) A atividade sensível, que se exerce seja sob a forma do conhecimento sensível pelos sentidos exteriores ou pela imaginação, seja sob a forma de apetite sensível ou de paixão;
III) A atividade racional e livre, princípio de nossos pensamentos e de nossos juízos, e das determinações de nossa vontade;
IV) Consideraremos a manifestação exterior da vida de nossa alma, ou nossas ações exteriores;
V) E, finalmente, o intercâmbio de nossas relações com o próximo.