Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

8 de abr. de 2004

A FILHA PRÓDIGA


Por Maite Tosta
Sou filha de pai católico e mãe protestante. Meu avô materno era pastor. Papai não é praticante, mas fez questão que eu fosse batizada, fizesse primeira comunhão e crisma. Quem me ensinou a orar, no entanto, foi mamãe. Quem me ensinou a ler a Bíblia, a achar as passagens, foi minha avó materna. Ela me levava para a escola dominical, para os cultos da Assembléia de Deus, onde congregava. Eu desde pequena já sabia ler, as pessoas achavam tão lindo, aquele pinguinho de gente proclamando a Palavra. Eu cresci assim, indo ao culto de manhã e à missa de noite...  eu acreditava em Deus, mas não sabia de que lado ficar, então continuava em cima do muro...
Minha conversão foi um longo processo, mas se acelerou em 1999, quando meu filho tinha um ano. Desde minha entrada na UFRJ, em 1990, com quinze anos (completei dezesseis no meio do ano), recém-crismada, comecei a conviver com pseudo-intelectuais – querendo me tornar um deles. Aos dezessete anos, conheci meu ex-noivo, materialista ateu, que me deu Nietzsche e Freud para ler. Tenho um primo que é psicanalista e estudioso de filosofia, que me explicava como o ser humano precisa da idéia de Deus, do sobrenatural. Ele dizia que o homem é que “cria” Deus, e eu acreditei. Sentia-me “superior” por não acreditar naquela “baboseira” de religião. Sentia-me “livre”. Naquela época, eu li meia dúzia de livros e pensei que sabia tudo; conheci dezessete pessoas e pensei que conhecia o mundo.
Assim foi a minha juventude, estudando, trabalhando, fazendo pesquisa na Universidade, muita festa, muita bebida, muitanight... Uma típica jovem “do mundo”. Fumava um maço de cigarros por dia, mais ou menos. Nem meu pai nem minha mãe fumam, eu comecei a fumar só de rebeldia mesmo, eu nem gostava tanto assim no início... Em 1998, engravidei, o que me fez deixar de fumar. A idéia de ser responsável por mais alguém... Eu me compenetrei e passei a tentar dormir melhor, comer melhor... Meu então “ficante”, hoje meu marido, Alexandre, sugeriu que tentássemos morar juntos, pelo bebê. Atordoada, sem saber muito o que fazer, aceitei, afinal, estávamos apaixonados...
Durante a gestação foi tudo muito bem, estávamos unidos pela expectativa. Quando o bebê nasceu, e as responsabilidades começaram, as coisas começaram a ir mal. Mal nos conhecíamos! Éramos completamente diferentes, e as dificuldades começaram a nos afastar. O relacionamento entrou em crise, tínhamos problemas financeiros e eu só pensava em ganhar dinheiro, achava que assim tudo se resolveria. Com isso, acumulava trabalho, cheguei a ter quatro empregos ao mesmo tempo (como professora de Inglês), e dava aulas particulares para executivos, in-company.
Chegamos então a 1999. Por conta das aulas particulares, andava muito pelo centro do Rio. Estava andando em uma manhã supermovimentada, olhando para baixo (mania que tenho), quando senti que uma pessoa se aproximou de mim e disse quase no meu ouvido, em voz baixa: "Deus te ama e Alexandre também". Olhei para cima e já não vi mais a pessoa, sumiu na multidão, não vi seu rosto... O que me chamou mais a atenção foi ela ter dito o nome do meu marido... Se ela tivesse dito somente "Deus te ama", eu acharia que era um "pregador" desses que fica nas ruas do centro com a Bíblia na mão, eles têm o hábito de dizer isso para todos que passam... Mas essa pessoa sabia o nome do meu marido! Isso também me fez pensar nosso relacionamento e eu redescobri os motivos pelos quais me apaixonei por Alexandre. Até hoje não sei quem nem como, não tenho explicação para isso... Na época fiquei intrigada, e peguei minha Bíblia, que há muito não abria, e comecei a ler...
Isso precipitou uma busca que me levou à Assembléia de Deus, levada por uma amiga, com a bênção de mamãe. Depois, por não me adaptar aos excessos pentecostais da AD, passei à Igreja Batista e depois à Igreja Pentecostal de Nova Vida, sendo que nessa última, quase me re-batizei (2004), mas no dia marcado caiu um dilúvio como não se via há anos no Rio... Não fui e o pastor achou melhor eu orar mais para discernir melhor... Homem sábio!
Eu via muitas coisas que achava erradas nas denominações por onde passei, e comecei a questionar (o que fez com que eu não fosse muito bem vista). Quando obtinha respostas, estas não me satisfaziam... Eu achava que a visão de Deus deles era muito dura, dava mais medo do que inspirava amor, ou seja, não condizia com o Deus misericordioso que eu lia no evangelho... Não me sentia bem nos cultos e começava a faltar um, ir a outro, faltar dois... No entanto, ainda me dizia protestante, mas já estava “desviada”, como se diz no meio evangélico.
No ano de 2005, eu estudava espanhol e entrava em uma sala de bate-papo do Yahoo para praticar... Conheci então um senhor católico, americano, que tinha morado na Venezuela. Gostava muito de conversar com ele, pois tinha um jeito calmo, sereno de falar de Deus, um Deus que perdoava, um Deus que amava... Respondeu todas as minhas dúvidas sobre imagens, Maria, etc, aquelas mesmas perguntas que todo protestante tem, as mesmas objeções... Ele tinha muito conhecimento e suas respostas iam colocando por terra a minha resistência... Ele falava e no fim da nossa conversa ele me convidava a procurar uma Igreja Católica e me confessar, participar da missa... Todo dia ele me fazia esse convite e eu sempre “enrolava” e resistia:
"Eu me confesso direto com Deus..."
"Eu não tenho mais jeito, já tenho lugar marcado no inferno..."
"É capaz de um dia eu ir, só pra você parar de me encher...”
No fim de 2005, ele me contou o que fazia: Era padre, exercia seu ministério em um presídio do Texas de presos considerados de alta periculosidade... (eu imediatamente imaginei o que seria alguém ouvir confissão de traficantes, assassinos, estupradores)... E então ele me contou histórias de conversão de alguns dos presos, o que me fez pensar: “ESSE SIM É O DEUS AMOR!” (Como serzinho egoísta, pensei logo: se tem jeito para eles... tem para mim também!) Abri minha Bíblia a esmo e li:

“É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi/ que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses./ Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim./ Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim./ Eu sou o Senhor, sem rival; formei a luz e criei as trevas, busco a felicidade e suscito a infelicidade./ Sou eu o Senhor, que faço todas essas coisas.” (Is 45, 4-7)

Nesse mesmo dia, com a certeza de ser amada por Deus, fui até a paróquia que freqüento hoje, e o pároco estava de férias, então me levaram para falar com o padre que estava substituindo... Padre Rogério, que está sempre nas minhas orações, também é ex-protestante - eu só soube depois - e acabou de vez com qualquer dúvida que eu pudesse ainda ter. Não pôde, no entanto, ouvir minha confissão, porque faltava eu regularizar minha situação conjugal, pois estava vivendo em união estável... Fiquei meio triste na hora, mas eu já estava apaixonada pela idéia desse Deus que ama e acolhe, uma vez que você esteja arrependido e queira mudar. Resultado: Em fevereiro de 2006 dei entrada nos papéis, em 07 de abril de 2006 (no meio da quaresma, sem uma florzinha, para vocês verem minha pressa) nos casamos. Nosso filhote levou as alianças.
Perto da páscoa, eu não encontrava nenhum padre com tempo para ouvir a confissão de uma criatura que carregava dezesseis anos de pecados nas costas, até que numa lista de emails de universitários católicos em que eu tinha me inscrito, um padre jesuíta se ofereceu para me ouvir em confissão. Fui ao encontro dele, que ficou comigo a manhã inteira... E eu descobri que Deus tem senso de humor: Esse padre usa um aparelho de surdez que estava meio desregulado... Ora, quando o pecado é muito – digamos - “sinistro”, a gente morre de vergonha, não é? Então eu ia abaixando a voz... Daí ele ficava: “hein? hein?” e eu tinha que repetir meus piores podres em voz alta, quase gritando, uma, duas, três vezes... Eu chorava e falava, chorava e falava... Ter que ouvir aquilo tudo em voz alta me fazia ter repulsa daquilo tudo, nojo mesmo. Foi um momento bastante forte. Mas saí de lá leve, me sentindo outra pessoa.
Comungar depois de tanto tempo foi uma experiência incrível. Eu só chorava e agradecia, meu marido diz que eu parecia um disco arranhado: ajoelhada e chorando só repetia uma única palavra: "obrigada, obrigada, obrigada, obrigada..." Eu não lembro bem de ter dito nada, só lembro como me senti.
Meu marido e meu filho (que já estavam freqüentando as missas dominicais comigo desde dezembro de 2005) logo quiseram experimentar a mesma alegria: Alexandre inscreveu-se no Catecumenato Crismal, para receber a primeira Eucaristia e a confirmação; Meu filho, Matheus, iniciou a preparação para o batismo / primeira comunhão. Para Matheus, foi uma alegria saber que seríamos católicos. Explico: Quando estava na Igreja Batista, todas as vezes que íamos ao culto, tínhamos que passar em frente da praça central do bairro, onde está nossa paróquia. Meu filho apontava e dizia “mãe, quero ir nessa, não quero ir ao culto”. Eu desconversava. Quando ele participou de sua primeira missa, comportou-se incrivelmente bem. Para uma criança de sete anos, eu esperava que ele fosse ficar impaciente, algo assim. No fim da missa, eu achei que tinha que explicar a ele alguma coisa sobre Maria, afinal, eu nunca tinha falado nada sobre ela... Mostrei a imagem de Nossa Senhora da Conceição que fica ao lado do altar, e perguntei: “Você sabe quem é?” Ele me olhou com uma cara de “sabe-tudo” e respondeu: “Claro que eu sei, é minha mãe do céu!” Até hoje não sei como ele descobriu. Eu perguntei “quem te disse?” e recebi como resposta “Ninguém me disse, eu sei.”
Meu marido já recebeu a primeira eucaristia e a confirmação, e meu filho o batismo e a primeira comunhão (2007). Agradeço a Deus a bênção de ter minha família unida na fé.
Quando soube da minha conversão, minha mãe e sua família (todos protestantes) não ficaram muito satisfeitos, fizeram muitas críticas. Atualmente, no entanto, estamos tentando conviver pacificamente. Meu maior desejo é vê-los na Verdadeira Igreja... Deus tem o tempo dele. Eu oro, espero, e vou tentando fazer a minha parte. Ser católico não é fácil, e exatamente isso me dá a certeza de ter escolhido a porta certa, a “estreita”. As dificuldades só me desanimam por instantes; logo encontro de novo a alegria. A cada dia aprendo uma coisa nova, amo cada vez mais meu Deus e minha Igreja e quero compartilhar isso com todos.
Sou grata e louvo a Deus pela vida de todos que intercederam e intercedem por mim, e em especial ao Padre que, em seus momentos de folga, teve a paciência de esclarecer as minhas dúvidas e derrubar minhas objeções. Agora, é progredir; na fé, na caridade, nas virtudes, enfim. Para isso, conto com a Graça de Deus e com a intercessão de Maria Santíssima, bem como com as orações dos meus irmãos de fé.
Maite Tosta
Ad Majorem Dei Gloriam

3 de mai. de 2003

Os Santos e seus escritos.

Pedimos desculpas pelos topicos que não estão funcionando , estamos trabalhando para colocar tudo em ordem novamente.
Obrigado.

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 São Tomás de Aquino
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São Luís Maria Grignion de Montfort

Santa Teresa de Lisieux



Santo Afonso Maria de Ligório



Santo Antônio Maria Claret

8 de abr. de 2003

CONSTANTINO A IGREJA E O PAPADO

                                         CONSTANTINO E A IGREJA

Sou amigo de um pastor daqui, que diz admirar o Papa e a Igreja Católica. Mas ele me disse que, por volta do ano 300 d.C., Constantino invadiu Roma, mas permitiu que os cristãos continuassem ali. Porém ele disse que Constantino alterou algumas normas da doutrina católica, alterações que continuam até hoje. É verdade esse fato na história da Igreja?                                                                 (Carlos Renato Silva - S. José do Jacuri/MG.)

No ano de 293, o Império Romano foi dividido – do ponto de vista administrativo – em duas partes: oriental e ocidental, cada uma das quais possuía dois governantes: um “Augusto” (o principal) e um “César” (o auxiliar e ao mesmo tempo sucessor, como os “vice” de hoje).
            Quando Constantino assumiu o poder como “Augusto”, no Ocidente, precisou combater com outros que reivindicavam o mesmo posto. Conta-se que, antes da batalha em que derrotou seu rival Maxêncio junto à ponte Mílvia, em 312, Constantino tivera uma visão representando a cruz de Cristo, com a inscrição: “Com este sinal vencerás.” Por isso mandou que seus soldados colocassem em seus escudos o símbolo cristão, e a vitória assim obtida aumentou a simpatia que Constantino sempre tivera pelo cristianismo.
            Em 313, junto com seu aliado Licínio (do Império do Oriente), Constantino proclamou um edito de tolerância (o edito de Milão), concedendo aos cristãos a igualdade de direitos com as outras religiões. Em 324, Constantino derrotou Licínio, tornando-se então o único soberano de todo o Império Romano. A religião cristã começou a receber cada vez mais privilégios, como: a construção de muitas igrejas e basílicas, na Terra Santa, em Roma, em Antioquia e outras ainda; a dispensa dos impostos e da prestação de serviços públicos, para os clérigos; a equiparação dos bispos com os altos funcionários do governo; a doação de propriedades de terras. A festa cristã do Domingo já tinha sido introduzida oficialmente no império em 321 (cf. Curso Básico de História da Igreja, de Roland Fröhlich).
            “No Ocidente, desde 323 os símbolos cristãos começam a substituir os símbolos pagãos nas moedas, o vocabulário cristão se infiltra na legislação, os filhos do imperador são criados no cristianismo, exemplo contagioso num Estado romano fortemente monarquizado. E não só isso: os julgamentos dos tribunais episcopais têm validade oficial e as Igrejas têm a faculdade de construir um patrimônio próprio.”
            Ao tornar-se o único senhor do Império, Constantino “transformou Bizâncio (capital do Oriente) na esplêndida Constantinopla, criando assim uma “nova Roma”, já esta especificamente cristã.” (História da Igreja, de Pierre Pierrard).
            Além de interessar-se pela Igreja cristã, porém, o imperador quis também “mandar” nela, interferindo em seus assuntos. Convocou e presidiu ao Concílio de Nicéia em 325, decidindo as medidas que seriam tomadas contra os heréticos “arianistas”, dos quais, entretanto, fez-se protetor três anos depois.
            Mas, apesar daquelas medidas administrativas, da influência política e do caráter de imponência material que a Igreja adquiriu em conseqüência dessa proteção e incentivo, nenhum imperador chegou a “alterar normas da doutrina católica”. A autoridade religiosa tinha força sobre a autoridade civil, mas nunca foi por esta dominada, embora não faltassem tentativas nesse sentido. Por exemplo, Constantino não conseguiu obter a aprovação da Igreja para a heresia arianista, quando se tornou seu defensor. A autoridade da Igreja nunca foi corrompida.
A Igreja continuou sendo aquela mesma que antes era perseguida, a mesma que fora iniciada pelos apóstolos. Passou por mudanças e adaptações exteriores, motivadas pelas circunstâncias (como em todos os tempos), mas não sofreu mudanças essenciais, em sua identidade, sua doutrina ou sua autoridade. A doutrina apenas se desenvolveu naturalmente, sem nunca negar ou contradizer suas origens, nem deixou de ser fiel à herança dos apóstolos.
Aliás, a Igreja continuou forte quando, no século V, o Império Romano entrou em decadência...

                                        CONSTANTINO  E  O  PAPADO

Lendo o artigo em que a sra. se referiu ao Imperador Constantino, lembrei-me de perguntar-lhe por que o Imperador é que convocou o Concílio de Nicéia. A “visão” que ele teria tido deve ter sido inventada e sua “conversão” parece que teve intuitos puramente políticos. Além do mais, cumulando a Igreja de riquezas e poderes, ele desvirtuou o caminho do cristianismo apostólico, criando o cristianismo constantiniano, que infelizmente dura até hoje. Li num livro que, naquela época, não havia um Papa. Havia o bispo de Roma, mas sua autoridade não se sobrepunha à dos demais bispos. Esse primado só teria tido início algum tempo depois, talvez sob a influência das riquezas e poderes que Constantino lhe teria concedido...
                                                                                            (Newton Freire Maia – Curitiba/PR.)
           
            Não se sabe se foi real a visão de Constantino (na qual uma voz lhe disse que venceria seus inimigos com o sinal da cruz), ou se não passa de lenda. É provável que, no início, seu interesse pelo cristianismo tivesse mesmo motivos políticos: por meio dessa aliança, talvez fosse a sua própria promoção que ele buscava, tendo reconhecido a força potencial da jovem Igreja. De qualquer forma, tudo indica que ele tinha boas intenções, não era simplesmente um hipócrita e aproveitador. Empenhou-se de fato em ajudar a Igreja, e tudo fez para “cristianizar” os costumes e as leis do Império, tentando remodelar a sociedade segundo os princípios cristãos, e fazendo valer a autoridade da Igreja também no âmbito civil. Em várias ocasiões ele proclamou sua fidelidade à religião cristã. E quando, ao final de sua vida, fez-se batizar, ninguém poderia afirmar que sua conversão não era sincera.
            Sabemos que essa posição de prestígio que Constantino deu à Igreja teve conseqüências boas e más. Não seria justo considerar apenas as conseqüências negativas, ignorando as positivas, que foram a expansão e a força que possibilitaram à Igreja firmar-se para enfrentar os difíceis tempos que vieram depois (com a dominação dos bárbaros), e nos quais ela foi o baluarte que sustentou e preservou a civilização. Como diz a sabedoria popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”. Precisamos acreditar que tudo o que aconteceu naquela época fazia parte dos planos de Deus. Já no Antigo Testamento vemos como Deus serviu-se de um rei pagão (Ciro, da Pérsia), para libertar seu povo do exílio na Babilônia (Esd 1,1-4; 2 Cr 36,22-23). Também esse rei assim agiu por interesses políticos, mas, mesmo sem o saber, estava igualmente servindo aos desígnios de Deus.
            Parece que Constantino se considerava investido de uma missão divina, que consistia em unir a Igreja e o Estado. Ele se julgava no direito e mesmo no dever de interferir nos assuntos da Igreja, como se esta precisasse ou dependesse dele. Foi por isso que ele convocou o Concílio de Nicéia, para dar resposta à heresia arianista. Ele queria o bem da Igreja, sim, mas que esse bem viesse por suas mãos.
            Por causa da proteção e dos benefícios concedidos à Igreja por Constantino, muitos cristãos, inclusive bispos, acolheram de bom grado a sua participação, sem encontrar motivos para rejeitá-la. De qualquer forma, embora tenha sido ele a convocar os bispos, a assembléia só se tornou Concílio porque o Papa a aprovou. A autoridade de Constantino nunca se sobrepôs ou influenciou a autoridade da Igreja em termos de doutrina ou disciplina, nem ele tentou passar por cima dessa autoridade.
            Naturalmente, naquela época, a função do Papa não estava ainda tão bem definida e estruturada quanto hoje, inclusive por causa das dificuldades de comunicação e transporte que prejudicavam os contatos e o intercâmbio entre as diversas comunidades. Como toda a Igreja foi-se desenvolvendo e estruturando aos poucos, também a função do Papa foi sendo progressivamente entendida e amadurecida.
            Mesmo assim, já havia desde o início a consciência da necessidade de uma autoridade central, e a convicção de que essa autoridade cabia à sé de Pedro. Isso já era afirmado na Igreja bem antes de Constantino. Ainda antes do fim do 1º século, por exemplo, tendo surgido uma disputa entre os fiéis de Corinto, o bispo de Roma, São Clemente, escreveu-lhes uma carta autoritária: “Se alguém não obedecer ao que Deus mandou por nosso intermédio, saibam que incorrem em falta e em perigo muito grave.” É significativo que o bispo de Roma tenha intervindo em questões internas da comunidade de Corinto, embora houvesse outras comunidades mais próximas, e em Éfeso ainda vivesse o apóstolo João. Sabe-se também que as palavras do bispo Clemente foram acatadas pela comunidade de Corinto.
            No início do séc. II, Santo Inácio de Antioquia escrevia aos cristãos de Roma, reconhecendo a influência daquela comunidade sobre as outras: “Não invejastes a ninguém; instruístes os outros. Também eu quero guardar aquilo que ensinais e preceituais.” Santo Inácio confiou aos romanos o cuidado das comunidades da Síria: “Somente Jesus Cristo e a vossa caridade exerçam para com elas o papel do bispo.”
            Santo Ireneu (+ 202 aproximadamente), diz que Roma é, entre as comunidades, “a maior e a mais antiga, conhecida por todos, fundada e constituída pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo. Mostraremos que a tradição apostólica que ela guarda, e a fé que ela comunicou aos homens, chegaram a nós através da sucessão regular dos bispos, confundindo assim todos aqueles que... querem procurar a verdade onde não se pode encontrar. Com esta comunidade, de fato, dada a sua autoridade superior, é necessário esteja de acordo toda comunidade, isto é, os fiéis do mundo inteiro; nela sempre foi conservada a tradição dos Apóstolos” (Adv. Haer. III 3,2).
            Em meados do séc. III, São Cipriano, bispo de Cartago, chamava a cátedra de Roma “cátedra de Pedro, a Igreja principal, donde se origina a unidade sacerdotal (isto é, a unidade dos bispos)”. Ele afirma que “os romanos não podem errar na fé”, e que “estar em comunhão com o Papa é estar em comunhão com a Igreja Católica”.
            Comentando Jo 21,16, diz ainda São Cipriano: “Assim o Senhor edifica sobre Pedro a Igreja e lhe confia as suas ovelhas para apascentá-las. Se bem que dê igual poder a todos os Apóstolos, Ele constituiu uma só cátedra e dispõe, por sua autoridade, a origem e o motivo da unidade. Por certo os demais Apóstolos eram como Pedro, mas o primado é dado a Pedro e a unidade da Igreja e da cátedra é assim demonstrada. ... Julga conservar a fé, quem não conserva esta unidade recomendada por Paulo? Confia estar na Igreja quem abandona a cátedra de Pedro (em Roma) sobre a qual está fundada a Igreja?” (Sobre a unidade da Igreja, cap. 4).
            Em 251, o Papa Cornélio recebeu a profissão de fé de vários bispos do Norte da África, que tinham aderido ao cisma de Novaciano, mas resolveram voltar à comunhão da Igreja. Escrevem eles: “ ... há um só Espírito Santo; por isto deve haver um só Bispo à frente da Igreja Católica”.
            Como indicam esses testemunhos, a autoridade do bispo de Roma é anterior a Constantino, e nada tinha a ver com o poder temporal ou com “riquezas”, mas trata-se claramente de uma liderança religiosa, herança do primado de Pedro. E essa liderança continuou sendo afirmada posteriormente, de forma cada vez mais categórica: no séc.V, Santo Agostinho recebeu a intervenção do Papa Inocêncio I (sobre a controvérsia pelagiana) com as palavras: “Agora que vieram disposições da Sé Apostólica, o litígio está terminado”. No Concílio de Calcedônia (451), lida a carta do Papa Leão I, a assembléia exclamou: “Esta é a fé dos Pais, esta é a fé dos Apóstolos. Pedro falou através de Leão.” Entre 493 e 495, o Papa Gelásio I declarou que a sé de Pedro (romana) tinha o direito de julgamento sobre todas as outras sedes episcopais, ao passo que ela mesma não está sujeita a nenhum julgamento humano. Esse princípio entrou no Código de Direito Canônico (cânon 1629).

(Principais fontes de consulta: Diálogo Ecumênico (D. Estevão Bettencourt, Ed. Lumen Christi); Revista Pergunte e Responderemos nº 459, Agosto/2000; Eu sou feliz por ser Católico (Pe. Marcelo Rossi). 

10 de ago. de 2002

Sala de Bate Papo Regina Apostolorum

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3 de mai. de 2002

Um mês com Maria - 3o dia




















O Tempo para salvar-me! 

Na Terra Deus me dá o tempo para me salvar e me santificar. "Ele nos quer todos salvos". (I Tim 2,4), quer a nossa "Santificação" (I Ts 4,3) e nos dá a possibilidade através do arco de tempo estabelecido para a nossa vida terrena. O arco do tempo pode ser mais ou menos longo. São Domingos Sávio se santificou vivendo somente 15 anos. Santo Afonso Maria de Ligório, vivendo 91 anos. A medida do tempo está nas mãos de Deus, "patrão da vida e da morte" (Sb 16,13). Nós devemos só utilizar o nosso tempo segundo a finalidade para a qual Deus nos criou, ou seja: "para conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo nesta vida e depois adorá-Lo no Paraíso", segundo o catecismo de S. Pio X. Isto significa: "Operar o bem enquanto tivermos tempo". Como recomendava S. Paulo (Gl 6,10). Tudo me deve servir pra conseguir o gozo eterno do Paraíso que consiste na visão beatífica de Deus. Se assim não for, se trabalha inutilmente, perdendo incalculáveis mértios e energias.

A um velho eremita, um dia, perguntaram a idade. "Tenho 50 anos", respondeu."Não é possível! - respondeu o visitante - Tens, certamente, mais de 70.". "É verdade - respondeu - A minha idade seria 75, mas os primeiros 25 eu não conto, pois passei longe de Deus".



A que me serve?

São Bernardo dizia: "Todo o tempo que não usamos para Deus é perdido". Por isso, São Luiz Gonzaga, como tantos outros santos, se propôs de perguntar-se antes de cada ação: "A que me serve para a eternidade?" E refletindo profundamente, compreendeu bem como valesse a pena renunciar a posse de um principado e a um futuro de glórias terrenas para se consagrar inteiramente a Jesus e a aquisição da Glória Eterna, consumindo-se de amor por Deus e pelo próximo. Santo Afonso Maria de Ligório obrigou-se com um voto especial: o de não perder um átimo de tempo! E o observava com um heroísmo que comovia.

Quando escrevia por horas e horas aquelas páginas de doutrina e de piedade que iluminavam tantas almas, se às vezes lhe doía a cabeça, apertava com uma mão uma pedra sobre a testa e com a outra continuava a escrever. Se quiséssemos examinar o uso do nosso tempo e a finalidade das nossas ações, não é verdade que deveríamos pôr as mãos na cabeça? Quanto tempo perdido! Talvez estejamos prontos para dizer de não ter tempo nem para qualquer minuto de manhã e a noite, ou para dizer um Terço (15 minutos), ou para fazer uma boa obra... E depois não nos damos conta de perder a cada dia horas de tempo livre vendo televisão ou indo ao cinema, aos bares ou à rua, ou indo ao campo de futebol entre cigarros, canções e conversas fiadas. Este é o uso do tempo livre de muitos cristãos!

Colho o que semeio

O que dizer da finalidade sobrenatural que deveriam ter as nossas ações? Agimos somente com finalidade de lucro. Se faz tudo por interesse. Se trabalha só pelo dinheiro. E que prontidão súbita quando devemos nos queixar por inconvenientes incômodos ou perdas! É tudo calculado. Tudo me deve dar o máximo de rendimento e gozo com o mínimo esforço. Talvez no nosso comportamento não exista nem um sopro de Amor a Deus, um aceno de intenção sobrenatural, um odor de elevação à finalidade mais alta pela qual um cristão deveria agir. "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo pela Glória de Deus". (I Cor 10,31). Como faremos juntos de Deus? Se é verdade que um dia prestaremos conta até de cada palavra ociosa (Mt 12,36) tanto mais prestaremos conta de cada minuto perdido. Em um minuto de tempo se podem fazer diversos atos de Amor a Deus. Assim faziam Santa Bertila Boscardin que passava pelos quartos do Hospital recitando amorosamente o Rosário. Nós, ao invés, passamos de ação em ação, de lugar em lugar só atentos ao nosso interesse. Mas não nos iludamos: "aquilo que o homem semear, aquilo colherá!" (Gl 6,8). Se enchermos o nosso tempo de ações feitas para Deus, colheremos um dia a visão serenidade Deus. Se ao contrário, colheremos os sofrimentos do Purgatório, ou, não queira Deus, do Inferno Eterno!

Um belo exemplo 

Olhemos um modelo de Santo nosso contemporâneo: o Beato José Moscatti, grande médico napolitano. Não viveu muito, mas encheu seu tempo de coisas nobres e santas. Todos os dias ele começava sua jornada às 5 horas da manhã, com duas horas de oração recolhida e intensa. Fazia sua meditação, participava da Santa Missa, recebia a Santa Comunhão e fazia um longo agradecimento. Sem estas 2 horas e sobretudo sem a Santa Comunhão, ele dizia não ter coragem de entrar na sala médica para visitar os doentes. Logo depois das 2 horas de oração, entrava nos becos de qualquer bairro da velha Nápolis, descia a qualquer gueto ou subia em qualquer porão a visitar gratuitamente doentes em condições penosas e miseráveis. Continuava a sua manhã com a escolha e com as visitas médicas no Hospital. Antes de uma diagnose, nos momentos de dificuldade, punha a mão no bolso, apertava o Rosário por um momento, rezava a Nossa Senhora. Durante as visitas não era menos preocupado de recomendar aos enfermos a cura da alma, dando conselhos e avisos concretos, como aqueles de confessar-se e comungar. Ao meio dia, ao soar o sino do Ângelus, embora estando em sala médica, recitava sem falta a Oração, convidando os presentes a rezarem com ele. De tarde continuava as visitas médicas em casa até o pôr-do-sol. Fechava seu dia com a visita ao Santíssimo Sacramento, com a recitação do Santo Rosário e as orações noturnas. Morreu durante as suas visitas médicas, amando os corpos e as almas dos enfermos. Eis um verdadeiro cristão que "operava o bem enquanto tinha tempo". (Gl ,10).

Votos

Começar e terminar o dia com as orações de manhã e a noite;
mortificar os olhos e a língua para não perder tempo em curiosidades e conversas;
rezar ao invés de falar futilidades e/ou inutilmente.




O Tempo para salvar-me! 

Na Terra Deus me dá o tempo para me salvar e me santificar. "Ele nos quer todos salvos". (I Tim 2,4), quer a nossa "Santificação" (I Ts 4,3) e nos dá a possibilidade através do arco de tempo estabelecido para a nossa vida terrena. O arco do tempo pode ser mais ou menos longo. São Domingos Sávio se santificou vivendo somente 15 anos. Santo Afonso Maria de Ligório, vivendo 91 anos. A medida do tempo está nas mãos de Deus, "patrão da vida e da morte" (Sb 16,13). Nós devemos só utilizar o nosso tempo segundo a finalidade para a qual Deus nos criou, ou seja: "para conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo nesta vida e depois adorá-Lo no Paraíso", segundo o catecismo de S. Pio X. Isto significa: "Operar o bem enquanto tivermos tempo". Como recomendava S. Paulo (Gl 6,10). Tudo me deve servir pra conseguir o gozo eterno do Paraíso que consiste na visão beatífica de Deus. Se assim não for, se trabalha inutilmente, perdendo incalculáveis mértios e energias.

A um velho eremita, um dia, perguntaram a idade. "Tenho 50 anos", respondeu."Não é possível! - respondeu o visitante - Tens, certamente, mais de 70.". "É verdade - respondeu - A minha idade seria 75, mas os primeiros 25 eu não conto, pois passei longe de Deus".



A que me serve?

São Bernardo dizia: "Todo o tempo que não usamos para Deus é perdido". Por isso, São Luiz Gonzaga, como tantos outros santos, se propôs de perguntar-se antes de cada ação: "A que me serve para a eternidade?" E refletindo profundamente, compreendeu bem como valesse a pena renunciar a posse de um principado e a um futuro de glórias terrenas para se consagrar inteiramente a Jesus e a aquisição da Glória Eterna, consumindo-se de amor por Deus e pelo próximo. Santo Afonso Maria de Ligório obrigou-se com um voto especial: o de não perder um átimo de tempo! E o observava com um heroísmo que comovia.

Quando escrevia por horas e horas aquelas páginas de doutrina e de piedade que iluminavam tantas almas, se às vezes lhe doía a cabeça, apertava com uma mão uma pedra sobre a testa e com a outra continuava a escrever. Se quiséssemos examinar o uso do nosso tempo e a finalidade das nossas ações, não é verdade que deveríamos pôr as mãos na cabeça? Quanto tempo perdido! Talvez estejamos prontos para dizer de não ter tempo nem para qualquer minuto de manhã e a noite, ou para dizer um Terço (15 minutos), ou para fazer uma boa obra... E depois não nos damos conta de perder a cada dia horas de tempo livre vendo televisão ou indo ao cinema, aos bares ou à rua, ou indo ao campo de futebol entre cigarros, canções e conversas fiadas. Este é o uso do tempo livre de muitos cristãos!

Colho o que semeio

O que dizer da finalidade sobrenatural que deveriam ter as nossas ações? Agimos somente com finalidade de lucro. Se faz tudo por interesse. Se trabalha só pelo dinheiro. E que prontidão súbita quando devemos nos queixar por inconvenientes incômodos ou perdas! É tudo calculado. Tudo me deve dar o máximo de rendimento e gozo com o mínimo esforço. Talvez no nosso comportamento não exista nem um sopro de Amor a Deus, um aceno de intenção sobrenatural, um odor de elevação à finalidade mais alta pela qual um cristão deveria agir. "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo pela Glória de Deus". (I Cor 10,31). Como faremos juntos de Deus? Se é verdade que um dia prestaremos conta até de cada palavra ociosa (Mt 12,36) tanto mais prestaremos conta de cada minuto perdido. Em um minuto de tempo se podem fazer diversos atos de Amor a Deus. Assim faziam Santa Bertila Boscardin que passava pelos quartos do Hospital recitando amorosamente o Rosário. Nós, ao invés, passamos de ação em ação, de lugar em lugar só atentos ao nosso interesse. Mas não nos iludamos: "aquilo que o homem semear, aquilo colherá!" (Gl 6,8). Se enchermos o nosso tempo de ações feitas para Deus, colheremos um dia a visão serenidade Deus. Se ao contrário, colheremos os sofrimentos do Purgatório, ou, não queira Deus, do Inferno Eterno!

Um belo exemplo 

Olhemos um modelo de Santo nosso contemporâneo: o Beato José Moscatti, grande médico napolitano. Não viveu muito, mas encheu seu tempo de coisas nobres e santas. Todos os dias ele começava sua jornada às 5 horas da manhã, com duas horas de oração recolhida e intensa. Fazia sua meditação, participava da Santa Missa, recebia a Santa Comunhão e fazia um longo agradecimento. Sem estas 2 horas e sobretudo sem a Santa Comunhão, ele dizia não ter coragem de entrar na sala médica para visitar os doentes. Logo depois das 2 horas de oração, entrava nos becos de qualquer bairro da velha Nápolis, descia a qualquer gueto ou subia em qualquer porão a visitar gratuitamente doentes em condições penosas e miseráveis. Continuava a sua manhã com a escolha e com as visitas médicas no Hospital. Antes de uma diagnose, nos momentos de dificuldade, punha a mão no bolso, apertava o Rosário por um momento, rezava a Nossa Senhora. Durante as visitas não era menos preocupado de recomendar aos enfermos a cura da alma, dando conselhos e avisos concretos, como aqueles de confessar-se e comungar. Ao meio dia, ao soar o sino do Ângelus, embora estando em sala médica, recitava sem falta a Oração, convidando os presentes a rezarem com ele. De tarde continuava as visitas médicas em casa até o pôr-do-sol. Fechava seu dia com a visita ao Santíssimo Sacramento, com a recitação do Santo Rosário e as orações noturnas. Morreu durante as suas visitas médicas, amando os corpos e as almas dos enfermos. Eis um verdadeiro cristão que "operava o bem enquanto tinha tempo". (Gl ,10).

Votos

Começar e terminar o dia com as orações de manhã e a noite;
mortificar os olhos e a língua para não perder tempo em curiosidades e conversas;
rezar ao invés de falar futilidades e/ou inutilmente.

2 de mai. de 2002

Um mês com Maria - 2º dia

domingo, 2 de maio de 2010















A salvação da alma

Maria apareceu em Fátima para nos lembrar, sobretudo, da necessidade da salvação da alma. Por isso ela recomendou com insistência aos 3 pastorinhos de rezar e fazer penitência pela conversão dos pecadores: "Muitas almas vão para o inferno porque não há quem reze e se sacrifique por elas!" Antes de mais nada, Maria se preocupa em salvar as nossas almas. Na verdade, Ela se preocupa também com nossas necessidades temporais; mas a Graça que Ela quer nos conceder antes de todas as outras é certamente a salvação da alma. Essa é certamente a Graça das graças, a Graça que vale a eternidade do Paraíso. O Apóstolo São Pedro escrevia aos cristãos: "Conseguindo a meta da Vossa Fé, isto é, a salvação das vossas almas". (I Pd 1,9) Mas nós, que conta fazemos da salvação da nossa alma? Nos preocupamos mesmo? Como é triste, infelizmente, dever responder que muitas vezes fazemos como aqueles filhos doentes que, ao invés de pensar em fazer a devida cura e recobrar a saúde, são indiferentes á cura e só pensam em divertir-se!



"Que serve ao homem..."

É possível que não entendamos como seja de primária importância trabalhar principalmente para a salvação da alma? Lucro, estudo, trabalho, divertimento, comércio, família, carreira são coisas secundárias com respeito à salvação da alma. "De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se depois perde a sua alma?" (Mt 16, 16) E ainda em parábola: "As terras de um homem rico tinham tido uma boa colheita. E ele, consigo mesmo, assim pensava: como farei se não tenho mais lugar para guardar a minha colheita? Eis, disse, farei assim: demolirei os meus celeiros, construirei outros maiores, onde guardarei toda a minha colheita e os meus bens; depois direi à minha alma: ó Alma, tens uma grande reserva de bens por muitos anos; descansa, come, bebe e diverte-te! Mas Deus lhe disse: Louco! Esta mesma noite te será tirada a vida; e aquilo que preparaste pra quem será? Assim será também para quem acumula tesouros para si, mas não cuida de ter o que para Deus." (cf. Lc 12, 16-21) Poderia falar Jesus mais claro no Seu Evangelho? Por que esquecemos disso ou não lembramos como deveríamos? Bom para nós que Nossa Senhora nos vem lembrar disso com amor materno e nô-lo recorda também neste lindo mês.

"Ele está salvo!"

Fazer o mês de maio/outubro pode valer a salvação eterna de nossa alma. Eis um exemplo muito instrutivo: Em Ars, um dia, chegou uma senhora abatida pela dor que a levava ao desespero. Poucos dias antes tinha perdido o marido tragicamente. Suicidara-se, jogando-se de cima de uma ponte, num rio. A mulher era atormentada pelo pensamento da danação do marido. Entretanto, na igreja de Ars, a pobre mulher logo se ajoelhou para rezar e chorar. Era a 1ª vez que ia a Ars. O santo Cura d'Ars, passando-lhe ao lado, sussurrou-lhe aos ouvidos: "Ele está salvo!". "O que?" - exclamou a mulher. "Ele está salvo!" - repetiu o santo - "Está no purgatório e precisa rezar muito por ele. Entre o parapeito da ponte e o rio teve tempo de se arrepender. Foi Nossa Senhora quem lhe obteve a graça. Lembre-se do mês de maio que fazia no quarto. Ás vezes seu marido, embora não religioso, se unia à sua oração e ás vezes até punha uma flor junto á imagem de Maria. Isto lhe obteve o arrependimento e o extremo perdão!".

A coisa mais necessária

Quem toma conta da salvação da alma se assemelha a Maria de Betânia que está aos pés de Jesus, atenta ás Suas palavras de vida eterna. Marta, ao invés, se perde atrás de muitas coisas. É a imagem daqueles que se preocupam com as coisas terrenas e secundárias e não tem tempo para cuidar da alma. Mas a salvação da alma é sempre "a única coisa necessária!" (Lc 10, 42). Quanta bobagem em nossa vida se entre os perigos do mundo, não ligamos para esta única coisa necessária. Em uma carta escrita por São Gabriel de Nossa Senhora das Dores a um seu companheiro de Liceu está escrito: "Tens razão de dizer que o mundo é cheio de perigos e tropeços, e que é muito dificil salvar-se a nossa única alma; nem por isso deves perder a coragem. Amas a salvação? Foge aos maus companheiros; o teatro onde muito amiúde se entra em Graça de Deus e se sai depois de tê-la perdido ou posta em grande perigo. Amas a salvação? Foge ás conversações muito livres, aos livros maus que podem fazer a todos um mal sem fim. Demos ouvidos aos Santos! Usemos os meios de guarda para salvar a nossa alma. "O que poderá dar o homem em troca de sua alma?" (Mt 16, 26)

A escada branca

Um dia padre Pio passava lentamente entre uma multidão de homens. Um jovem lhe gritou de longe: "Padre, me diga uma palavra decisiva. O que devo fazer?" Padre Pio olhou-o com profundidade e disse-lhe: "Salve a tua alma!" Eis o essencial, todo o resto passa! A salvação da alma dura eternamente. E Nossa Senhora quis nos assegurar a salvação com a nossa colaboração do uso dos meios da salvação: a oração, os sacramentos, a penitência, as boas obras e em especial, a devoção mariana. Também São Francisco de Assis na famosa visão de Frei Leão, em cima da escada branca e da escada vermelha, assegura-nos que a devoção a Nossa Senhora é garantia de salvação. De fato, todos os que subiam pela escada em cima da qual estava a Bem-Aventurada Virgem chegavam ao Paraíso; aqueles da escada vermelha, quanto esforço em vão!

Votos:

Empenhar-te em examinar a cada dia a tua alma (exame de consciência);
perguntar-te sempre: "faz bem a minha alma essa ação, esse pensamento?";
fale com os outros a respeito da salvação da alma. 

1 de mai. de 2002

UM MÊS COM MARIA 1° dia

sábado, 1 de maio de 2010

















Mês de maio, mês de Maria, afetuosíssima Mãe dos fiéis católicos. Assim como o mês de outubro, maio é um mês dedicado a Santíssima Virgem; tendo como centro as orações dedicadas a Ela, em especial o Santo Rosário, que nos faz meditar os Mistérios de nossa Redenção.

Trazemos as meditações do livro "Um mês com Maria", do padre Stefano Maria Manelli, um franciscano da Imaculada, nascido em 1933 e filho de filhos espirituais de Padre Pio, do qual o menino recebeu a primeira comunhão.

Uma meditação para cada dia, baseadas em escritos e histórias de santos, com pequenos votos ao final de cada uma.

Os dias ficam mais leves de serem vividos quando entregamos tudo a Ela, pois Ela entrega tudo a Cristo, como São Luís Maria Grignon de Montfort escreveu em seu Tratado de Devoção: Maria, conhecendo Seu Filho, sabe como melhor entregar nossos pedidos e agradecimentos a Cristo.

Comecemos as meditações!

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1º dia:

O mês de Maria

"Eis que finalmente voltou o mês da linda Mãezinha!" Assim escreveu uma vez o padre Pio de Pietrelcina no começo do mês de Maio. É assim mesmo! Há séculos que o mês de maio é o mês de Maria por excelência, o mês da linda Mãezinha. É o mês mais lindo do ano pelo amor primaveril que o reveste; por isso é consagrado Àquela que a Igreja canta e louva como a "Toda Bela". É o mês que desabrocha perfumadas rosas no calor da ridente natureza; por isso é consagrado Àquela que a Igreja exalta como "Rosa Mística".

"Mês de maio - assim dizia o Papa Paulo VI - nós nos recordamos da alegria infantil com a qual, indo à escola, levávamos flores para o altar de Nossa Senhora; velas, cantos, orações e promessas, davam alegre expressão à nossa devoção à Maria Santíssima, que então nos aparecia como Rainha da Primavera, primavera da natureza e primavera das almas".

O mês das graças

Maio também é chamado o mês das graças e das glórias de Maria, porque nesse mês se recebem abudantes graças celebrando as glórias da Mãe e Rainha universal. Sobretudo pelos frutos espirituais que produz, o mês de maio canta as mais altas glórias de Maria, medianeira de todas as graças. São graças de todos os tipos que Ela doa amorosamente a quem celebra esse mês. Graças de progresso espiritual, de renovação de vida, de conversão; graças temporais para a saúde, para o trabalho, para os estudos, para o crescimento, para a família. Quantas graças nesse mês abençoado!

São Maximiliano Maria Kolbe, para ajudar o irmão em perigosas angústias espirituais e materiais, não achou remédio mais eficaz do que recomendar-lhe fazer o mês de maio; e lhe mandou livrinhos úteis para seguir o mês mariano dia após dia.

Um mês de maio por engano

Um jovem hebreu, Hermano Cohen, encontrando-se em Paris para estudar música, tinha-se dado ao jogo e á dissipação. Necessitando de dinheiro para satisfazer as suas brutas paixões, achou um emprego de tocador de órgão na Igreja de Santa Valéria, por todo o mês de maio. Nas primeiras vezes, ele tocava com total indiferença, como simples trabalhador. Mas, sem querer, estando ali, tinha de escutar os sermões que se faziam sobre Nossa Senhora. Dia a dia escutando, o seu espírito começou a perturbar-se e o seu coração a comover-se. No fim do mês de maio, pensou seriamente em se preparar para o batismo e se tornar Católico. E não muito tempo depois se fez batizar naquela mesma Igreja. Junto recebeu o dom da vocação religiosa; transformou-se em um religioso carmelitano e morreu em conceito de santidade. Quantas graças não recebeu ele por aquele mês de maio feito por acaso!

Pela Igreja inteira

Fazer o mês de maio é, então, acumular graças, é resolver problemas ou situações dolorosas, é obter o patrocínio da Mãe divina. Por isso a Igreja, os Pontífices, os santos, recomendam tanto de celebrar, com devoção, os meses marianos. O Papa Paulo VI, em 1965, publicou uma Encíclica sobre o mês de maio para reafirmar expressamente que a Igreja o considera o mês mais fecundo de oração e de graças celestes para todas as necessidades para a Humanidade e para a Igreja: "Porque o mês de maio traz essa poderosa chamada a uma intensa e confiante oração e porque nele os nossos pedidos acham mais fácil acesso ao coração misericordioso da Virgem; foi feito uso pelos nossos predecessores escolher esse mês consagrado a Maria para convidar o povo cristão para orações públicas, cada vez que a Igreja o necessitasse ou que qualquer perigo ameaçasse o mundo!"

Façamo-lo bem
Não percamos essa grande ocasião de Graça! E procuremos fazer com que ninguém perca. Convidemos os nossos amigos e nos esforcemos a fazer nossos caros participar às funções do mês mariano. Maria não despedirá ninguém de mãos vazias. Lembremo-nos que Ela mesmo, aparecendo com as mãos que projetavam raios luminosos, disse a Santa Catarina Labouré: "Estes raios são o símbolo das graças que Eu estendo sobre as pessoas que mo pedem". E Santa Catarina, com o exemplo de São Felipe Néri, São Camilo, Santo Afonso Maria de Ligório e de tantos outros santos, queria que sobretudo o mês de maio se intensificasse a oração mariana, o humilde recurso Àquela que se assenta no "trono das graças, para obter misericórdia e achar graças na necessidade" (cf. Hb 4, 16). Aos pés de Maria achamos a fonte de todas as graças e da santidade.

Votos:

Se empenhar para levar alguém à Igreja durante o mês mariano;
Recitar o Rosário para que muitos dediquem o mês de maio a Maria;
Rezar a São José, para que nos ensine nesse mês de maio a amar Nossa Senhora.

17 de mar. de 2000

camisas



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15 de mar. de 2000

Significado do Brasão da Equipe missionária Rainha dos Apóstolos


25 de mar. de 1999

Apologética

Em Defesa da Fé Católica Nas Questões Mais Difíceis

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvirem." (1Tm 4,16)
Como disse o Santo Apóstolo, nós devemos perseverar na Verdade ensinada por Cristo há 2000 anos e também ensiná-la para que outros alcancem a Graça de Deus. Infelizmente vivemos num tempo em que muitos que se dizem cristãos ensinam a sua própria doutrina e não aquela que sempre foi ensinada por Cristo e por seus santos apóstolos.
Esta área é dedicada a esclarecer muitos dos erros que se ensinam por aí acerca do cristianismo e da Igreja de Cristo, para que aqueles que realmente pertencem ao Senhor possam fazer parte da verdadeira igreja.
Também sabemos que apesar das evidências que aqui estão apresentadas, muitos preferirão permanecer no erro, como também disse o Santo Apóstolo: "Por que virá o tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (2Tm 4,3-4).


29 de mar. de 1997

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