Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

17 de mar. de 2010

Bispo propõe durante a Quaresma jejum do programa Big Brother na Paraíba

17.03.2010 - O bispo José Assis Pereira, administrador da paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Campina Grande (PB), recomendou um jejum fora do comum para seus fiéis nesta Quaresma: evitar assistir ao programa Big Brother Brasil. Segundo o religioso, o reality show não oferece "nenhum elemento à formação moral e ética dos jovens cristãos e ao respeito da dignidade humana".
A recomendação faz parte de uma tradição da paróquia, que se mobiliza anualmente para propor jejuns adaptados ao cotidiano dos fiéis. O bispo sugeriu há duas semanas o "jejum dos olhos", que consiste, em suas próprias palavras, em "evitar o acesso à programação de televisão que vá contra a moral, a tradição e os valores cristãos".
"O Big Brother Brasil faz apologia ao sucesso, às drogas, ao sexo e à competitividade", afirma Pereira, citando valores que iriam de encontro aos ensinamentos católicos. O religioso também condenou os sites pornográficos.
Os jejuns propostos nas missas são relacionados aos sentidos. Entre os mais inusitados estão o jejum dos ouvidos ("ouvir boa música, não as coisas ruins que se costuma ouvir por aí, e, principalmente, ouvir mais os outros") e o jejum da língua ("não falar mal dos outros por aí").
A Quaresma é o período de 40 dias que antecede a Páscoa, considerada a data da ressureição de Jesus Cristo para os católicos, e se inicia na quarta-feira de cinzas. A época é destinada à meditação, oração, jejum e esmola, visando à renovação espiritual e reforço da fé cristã.
Fonte:  Terra noticias

Boaventura e Tomás de Aquino: dois caminhos rumo a Deus, segundo Papa

Prossegue com sua catequese sobre o pensamento do santo de Bagnoregio

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de março de 2010 (ZENIT.org).- Na primeira audiência geral deste ano realizada na Praça de São Pedro, com cerca de 11 mil peregrinos, o Papa Bento XVI sublinhou a complementaridade de São Boaventura e Santo Tomás de Aquino no caminho rumo a Deus.
“Ambos escrutaram os mistérios da Revelação – afirmou o Papa durante sua catequese –, valorizando os recursos da razão humana, nesse fecundo diálogo entre fé e razão que caracteriza o Medievo cristão, convertendo-o em uma época de grande vivacidade intelectual, além de fé e renovação eclesial, frequentemente pouco evidenciada.”
Tanto Boaventura, franciscano, como Tomás, dominicano, pertenciam às Ordens Mendicantes, que, “com seu frescor espiritual, (...) renovaram a Igreja inteira no século XIII e atraíram muitos seguidores”.
“Os dois serviram a Igreja com diligência, paixão e amor, até o ponto de serem convidados a participar do Concílio Ecumênico de Lyon de 1274, o mesmo ano em que morrerem: Tomás, enquanto se dirigia a Lyon, Boaventura durante a celebração do mesmo concílio.”
“Também na Praça de São Pedro, as estátuas dos dois santos estão paralelas, colocadas precisamente no começo da Colunata, partindo da fachada da Basílica Vaticana: uma no Braço da esquerda e outra no Braço da direita”, recordou o Pontífice.
Visões diferentes
Apesar destas similaridades, revelou o Papa, em ambos há “duas aproximações diferentes da investigação filosófica e teológica, que mostram a originalidade e profundidade do pensamento de um e de outro”.
Uma primeira diferença se refere ao conceito de teologia: se se trata de uma ciência prática ou de uma ciência teórica e especulativa.
Tomás de Aquino, explicou o Papa, pensava que a teologia “envolve ambos os aspectos: é teórica – tenta conhecer Deus cada vez mais – e é prática: tenta orientar nossa vida ao bem. Mas há uma primazia do conhecimento: devemos sobretudo conhecer Deus, depois vem o agir segundo Deus”.
Boaventura, por outro lado, amplia “a alternativa entre teórica (primazia do conhecimento) e prática (primazia da práxis), acrescentando uma terceira postura, que chama de ‘sapiencial’, e afirmando que a sabedoria abraça ambos os aspectos”.
 “A fé está no intelecto, de tal maneira que provoca o afeto. Por exemplo: conhecer que Cristo morreu ‘por nós’ não fica apenas no conhecimento, mas se converte necessariamente em afeto, em amor”, acrescentou o Papa, citando o santo franciscano.
Outra diferença é o fim último do homem: ainda que ambos afirmem ser o “ver Deus”, para Santo Tomás é “a verdade” e, para São Boaventura, “o bem”.
No entanto, afirmou Bento XVI, “seria errôneo ver nestas duas respostas uma contradição. Para ambos, a verdade também é o bem e o bem também é a verdade; ver Deus é amar e amar é ver. Trata-se, portanto, de acentos diferentes de uma visão fundamentalmente comum”.
“Ambos os acentos formaram tradições diferentes e espiritualidades variadas e, assim, mostraram a fecundidade da fé, una na diversidade das suas expressões”, acrescentou.
Espiritualidade franciscana
Prosseguindo com seus ensinamentos sobre São Boaventura, pensador muito querido pelo Papa e a quem ele hoje dedicou a terceira catequese, Bento XVI sublinhou o acento do santo na “primazia do amor”, ponto central da espiritualidade franciscana.
“O amor se estende muito além da razão, vê mais, entra mais profundamente no mistério de Deus. São Boaventura ficou fascinado com esta visão”, explicou o Papa.
“Precisamente na noite escura da cruz, aparece toda a grandeza do amor divino; onde a razão já não enxerga mais, o amor vê”, acrescentou; e sobre este aspecto, o santo desenvolveu toda uma “teologia da cruz”.
“São Boaventura se coloca nos inícios de uma grande corrente mística, que elevou e purificou muito a mente humana: é um cume na história do espírito humano”, sublinhou.
Na audiência de hoje, dentro do Ano Sacerdotal, estava presente um grupo de cerca de 40 jovens que estudam no seminário de Ars, lugar em que São João Maria Vianney trabalhou apostolicamente.
Por outro lado, o Papa cumprimentou também uma delegação dos promotores da tocha beneditina pela paz, presentes em Roma para a próxima festa de São Bento, que será celebrada no domingo, 21 de março.
A tocha será acesa na diocese americana de Trenton, passando depois pelo Monte Cassino e Subiaco, até chegar a Núrsia, onde começarão os festejos do santo.

Na Igreja está a nossa salvação: São Josemaría Escrivá


Não podemos esquecer que a Igreja é muito mais do que um caminho de salvação: é o único caminho. Ora isto não foi inventado pelos homens, mas foi Cristo quem assim dispôs: o que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer, será condenado. Por isso se afirma que a Igreja é necessária, com necessidade de meio, para nos salvarmos. Já no século II Orígenes escrevia: se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo… Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva. E S. Cipriano: se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.
Extra Ecclesiam, nulla salus. É o aviso contínuo dos Padres: fora da Igreja católica pode encontrar-se tudo – admite Santo Agostinho – menos a salvaçãoPode ter-se honra, pode haver Sacramentos, pode cantar-se o “aleluia”, pode responder-se “amém”, pode defender-se o Evangelho, pode ter-se fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo e, inclusivamente, até pregá-la. Mas nunca, se não for na Igreja católica, pode encontrar-se a salvação.
No entanto, como se lamentava Pio XII há pouco mais de vinte anos, alguns reduzem a uma fórmula vã a necessidade de pertencer à Igreja verdadeira para alcançar a salvação eterna. Este dogma de fé integra a base da atividade co-redentora da Igreja, é o fundamento da grave responsabilidade apostólica dos cristãos. Entre os mandatos expressos de Cristo determina-se categoricamente o de nos incorporarmos no Seu Corpo Místico pelo Batismo. E o nosso Salvador não só promulgou o mandamento de que todos entrassem na Igreja, mas estabeleceu também que a Igreja fosse meio de salvação, sem a qual ninguém pode chegar ao reino da glória celestial.
É de fé que quem não pertence à Igreja não se salva; e que quem se não batiza não ingressa na Igreja. A justificação, depois da promulgação do Evangelho, não pode verificar-se sem o lavacro da regeneração ou o seu desejo, estabelece o Concilio de Trento.
São Josemaría Escrivá
Amar a Igreja”, cap. 2, 24

Diz a Máe de Deus, Nossa Senhora, em Akita - Japäo
















Nossa Senhora, em Akita - Japäo.
Em 1984, logo antes se aposentar a uma idade venerável, o Bispo diocesano de Niigata, Bispo John Shojiro Ito, em consulta com a Congregação para a Doutrina da Fé, escreveu uma carta pastoral na qual ele reconheceu como sendo autêntica, a série extraordinária de eventos que tiveram lugar de 1973 a 1981 em um convento dentro de sua diocese, eram reconhecidas as aparições da Mãe de Deus em Akita, Japão. A aparição foi considerada autêntica, como foram Lourdes, La Salette ou Fátima.
Em junho de 1988, o Cardeal Joseph Ratzinger, na época Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, hoje Papa Bento XVI, proferiu julgamento definitivo sobre os eventos e mensagens de Akita como confiáveis e dignos de fé.
Diz a Máe de Deus: Reze pelo Papa, pelos bispos e pelos padres. O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos. Serão desprezados os padres que me veneram e terão opositores em todos os lugares. Haverá vandalismo nas Igrejas e altares. A Igreja estará cercada de asseclas do demônio que conduzirá muitos padres a lhe consagrar a alma e abandonar o serviço do Senhor.
" O demônio especialmente dirigirá sua ira contra almas consagradas a Deus. O pensamento da perda de tantas almas é a causa de minha tristeza. Se os homens aumentarem ainda mais seus pecados em número e gravidade, já não haverá nenhum perdão para eles "

16 de mar. de 2010

Aborto é verdadeiro ato de terrorismo de Estado, diz líder pro-vida argentino












16.03.2010 - Buenos Aires.- Ante o recente caso de aborto do bebê de 18 meses de gestação de uma jovem de 15 anos na província de Chubut (Argentina), o presidente da ONG Pró-vida, Roberto Castellano, denunciou que o desaparecimento de bebês concebidos “mediante a prática do aborto” constitui “verdadeiros atos de terrorismo de Estado”.
Depois de recordar que apesar de que “nosso país, ao incorporar à sua Constituição a Convenção dos Direitos da Criança aprovado pela Lei Nº 23.849, se obrigue a proteger a vida de toda criança, sem exceção, desde seu início na concepção”, Castellano assinalou que “existem funcionários, juízes e legisladores que não consideram pessoas os bebês humanos e propugnam como um ‘direito’ seu desaparecimento forçado mediante a prática do aborto”.
“Não falamos da lei divina ‘Não matarás’, falamos de funcionários do Estado que nem sequer cumprem a Constituição que juraram ou as leis que estão vigentes e promovem, quando não celebram, o extermínio ou desaparecimento forçado de bebês humanos em verdadeiros atos de Terrorismo de Estado”, sublinhou.
Do mesmo modo, o presidente da ONG Pró-vida advertiu que “esta é a lei positiva, humana, que no caso recente de Chubut, nem o Superior Tribunal, nem o governador Neves, nem o Conselho Nacional da Mulher, nem o Ministério de Saúde da Nação ou a Secretária de Direitos humanos respeitaram”.
Entretanto, adicionou, “já existem juízes valentes que não se dobram ante a pressão política ou das famílias que desistem e repudiam o aborto como ‘solução’ como no caso recente da menor de 15 anos, vizinha de Santiago del Estero, que escutou a mensagem da vida, repudiou os novos Herodes e decidiu continuar com sua gestação e entregar em adoção sua criatura a um matrimônio que o esta esperando com os braços cheios de amor”.
Fonte: ACI

DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA, NO CENTRO DAS ELEIÇÕES NA ITÁLIA


Movimento pela vida faz um apelo aos candidatos nestas eleições

Por Antonio Gaspari 
ROMA, terça-feira, 16 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Movimento italiano pela Vida (MpV) fez um apelo a todos os candidatos a governador e a todos os conselheiros das 13 regiões onde serão realizadas as eleições nos dias 28 e 29 de março, para que a defesa da vida e da família seja objeto dos programas eleitorais e da aplicação de políticas para o bem comum.
Em particular, pede reconhecimento à vida desde a concepção até a morte natural e a reforma dos conselhos familiares, para que seu papel vá além de uma mera assinatura de autorização do aborto, em alguns casos.
O apelo foi dirigido aos candidatos de todas as listas. O MpV se comprometeu com os mesmos candidatos e especialmente com os eleitores a contabilizar os que aderirem ao apelo.
“A razão decisiva para não aderir ao aborto é, no geral, contra a destruição de seres humanos no estado embrionário - começa a mensagem do MpV. É que se trata de “seres humanos”, necessariamente, de “sujeitos”, de “pessoas” particularmente frágeis e pobres e devem ser tratadas como tal.
“Por isso – continua – a tutela do direito à vida desde a concepção é uma questão também política. O modo central é primário, porque o fundamento do Estado e da comunidade internacional é a proteção e a promoção da dignidade de cada ser humano”.
O apelo do MpV explica que “não foi fácil proclamar na declaração de independência americana de 1776 e na declaração francesa de 89 que todos os seres humanos são livres e iguais”, assim como “não foi fácil superar o apartheid dos negros. Também, atualmente, nem sempre é fácil alcançar a proclamada igualdade das mulheres e dos homens e também dos imigrantes”.
Segundo o MpV, “houve um problema ético e cultural, também político”, e “só a política pode formalmente consagrar a igualdade na lei. Assim foi, assim deve ser hoje. A proclamação de um princípio não é um gesto inútil. É o pressuposto necessário de um caminho consequente”.
O MpV recorda que “na vigília das últimas eleições políticas a proposta de uma moratória do aborto paralela à moratória da pena de morte tentava promover uma integração da declaração universal dos direitos do homem, agregando que o direito à vida é reconhecido desde a concepção”.
Assim, milhares de pessoas aderiram, muitos parlamentares de diferentes partes, “mas – afirma o texto – não é racional pedir aos outros o que podemos fazer em nossa casa: a Europa. Na Itália, e nas regiões”.
Nas regiões, há um estatuto modificador, integrador e, portanto, o Movimento pela Vida pede aos chefes dos partidos, aspirantes ao governo e a todos os candidatos que “assumam o compromisso de fazer todo o possível para inscrever nos estatutos regionais o reconhecimento do direito à vida de cada ser desde a concepção”.
Depois de ter se referido também ao Manifesto apresentado pelo Fórum das Associações familiares, o MpV acrescentou um segundo pedido, “a restruturação dos conselhos familiares, para colocá-los em suas funções essenciais: ser instrumentos de forma límpida e única, obviamente protegendo o direito à vida das crianças, não contra, mas com as mães”.
“As próximas eleições regionais podem ser uma ocasião para inserir as regiões na grande política”, conclui.

MENSAGENS PERIGOSAS PARA A JUVENTUDE


Um relatório pede para sair em sua defesa

Por padre John Flynn, L.C.
ROMA, terça-feira, 16 de março de 2010 (ZENIT.org).- As imagens sexuais e as mensagens da mídia incentivando um comportamento promíscuo são uma ameaça para os jovens, afirma um relatório publicado pelo Ministério do Interior do Reino Unido.
O Ministério encarregou uma psicóloga independente, Dr. Linda Papadopoulos, de examinar o impacto de uma cultura invadida pelo sexo, no contexto dos esforços do governo britânico para reduzir a violência contra as mulheres.
“Mudar as atitudes irá levar muito tempo, mas isso é essencial, se quisermos deter a violência contra as mulheres e meninas”, comentou o Ministro do Interior, Alan Johnson, em comunicado de imprensa, dia 26 de fevereiro.
Tanto o governo do Partido Trabalhista como a oposição do Partido Conservador estão preocupados com o impacto da cultura contemporânea sobre os jovens. Antes da publicação do relatório, o líder dos conservadores, David Cameron, disse que estava a favor de restringir a publicidade irresponsável dirigida às crianças, relatou a BBC dia 26 de fevereiro.
No mesmo relatório - chamado “Sexualization of Young People: Review” (Sexualização dos jovens: Revisão) - Papadopoulos explicava que sua pesquisa formava parte de uma consulta que busca aumentar a consciência sobre o problema da violência contra as mulheres. Investigava em particular a questão para saber se há uma ligação entre a sexualização da cultura e a violência.
“As mulheres são veneradas - e recompensadas - por seus atributos físicos, e tanto as meninas como os meninos são pressionados a imitar esteriótipos dos respectivos gêneros desde cada vez mais novos”, comentava o relatório.
O relatório definia a sexualização como “imposição da sexualidade adulta às crianças e jovens antes que estas sejam capazes de lidar com isso, mental, emocional e fisicamente”.
Crianças como adultos, adultos como crianças
O uso de imagens sexuais na mídia não é precisamente um fenômeno recente. Não tão distante, nos últimos anos, houve um aumento de seu volume sem precedentes. Além disso, os meninos são apresentados cada vez mais como se fossem adultos, enquanto que as meninas são infantilizadas”.
“Isso mistura as linhas entre maturidade e imaturidade sexual e, na prática, legitima a noção de que as crianças podem ser tratadas como objetos sexuais”, afirmava o texto.
Ao tratar de crianças, uma das preocupações destacadas no relatório é que, em idade jovem, as capacidades cognitivas necessárias para fazer frente a essas imagens persuasivas da mídia não se desenvolveram. Junto com essa falta de capacidade para lidar com tais imagens, a capacidade de difusão de uma cultura sexualizada como resultado de que as crianças estejam frequentemente expostas à materiais que não são apropriados para sua idade.
O relatório observava que um dos temas dominantes nos programas populares é que as meninas devem se apresentar como sexualmente desejáveis, se quiserem ser populares entre os meninos. Isso está presente até mesmo para crianças mais novas, que são incentivadas a se vestir de forma que chamem atenção por seus atributos sexuais ainda que não possuam.
Muitas bonecas, por exemplo, são apresentadas de uma forma notoriamente sexualizada. Objetos como caixas de lápis e outros artigos de escola para crianças ostentam logotipo da Playboy. Roupa íntima com enchimento é comercializada e vendida para crianças até os oito anos.
E assim, a mensagem predominante para os meninos é que devem ser sexualmente dominantes e tratar o corpo feminino como objeto.
Televisão, filmes, músicas, junto com os meios impressos, todos apresentam aos jovens essa mensagem em excesso sexualizadora, observou o realatório.
Transtorno adolescente
Posto que as crianças recebem contínuos apelos a se adequar a tais imagens, um dos resultados que pode ocorrer é o descontentamento com o próprio corpo e uma baixa auto-estima que, por sua vez, pode provocar depressão e transtornos alimentares. Junto a esses transtornos como a anorexia, as mulheres jovens recorrem em grande parte à cirurgia plástica, sob pressão de se transformar em uma imagem idealizada.
As crianças e adolescentes também se encontram na mídia com uma grande quantidade de conteúdo que é explicitamente sexual ou pornográfico, acrescentou Papadopoulos. A facilidade do acesso à internet, junto com o material enviado por correio eletrônico e os telefones celulares, resulta na difícil restrição desses conteúdos aos pequenos.
De fato, observou o relatório, a indústria do sexo está liberada e se tornou parte da cultura cotidiana. Os anúncios publicitários viraram rotina na televisão, com conteúdo de casas noturnas, salas de bate-papo e canais de sexo na tv.
“O fato de que as celebridades são habitualmente apresentadas como realizadas e cobiçadas por sua atração sexual e sua aparência - com pouca referência à sua inteligência ou às suas capacidades - lança uma poderosa mensagem para as jovens sobre que é o que vale a pena, e é o que elas devem ter como objetivo”, disse o relatório.
Os pesquisadores comprovaram, ao examinar o conteúdo das páginas da web dos jovens, que muitos adolescentes colocam imagens sexualmente explícitas de si próprios, e entre seus amigos a linguagem depreciativa e humilhante é comum, afirma o relatório.
A sexualização das meninas também está contribuindo com um mercado de imagens de abusos pedófilos, relatava o estudo. Muitas meninas jovens se apresentam de forma provocativa e abertamente sexual para a visualização de outros jovens através de redes sociais ou por celulares.
“Os próprios jovens estão produzindo e trocando o que não é nada mais que ‘pornografia infantil’ - um fato confirmado pelo crescente número de adolescentes que estão sendo condenados pela posse desse material”, comentava o estudo.
Sexualização e violência
Ao tratar a questão da relação entre sexualização e violência contra as mulheres, o relatório citava investigações que mostram que os adultos que viram imagens de mulheres como objetos sexuais tendem a aceitar mais a violência.
“As evidências reunidas sugerem um contexto claro entre o consumo de imagens sexualizadas, uma tendência a ver mulheres como objetos, e a aceitação de atitudes e comportamentos agressivos como norma”, dizia o relatório. 
Papadoupoulos também se referiu a uma recente pesquisa que mostrava que para muitos jovens a violência dentro das relações é algo comum. No grupo de idade entre 13 e 17 anos, uma de cada três meninas adolescentes havia sido submetida a atos não-consentidos durante uma relação, e uma de cada quatro havia sofrido violência física.
Os investigadores citados no relatório também sugeriram que, para incentivar os espectadores masculinos a perceber as mulheres como objetos sexuais, a publicidade promove uma mentalidade em que as mulheres são vistas como subordinadas e, portanto, esse é o motivo de sofrerem violência sexual.
“A repetida apresentação dos homens como dominantes e agressivos e das mulheres como subordinadas está sem dúvida perpetuando a violência contra as mulheres”, refere o estudo.
Rebelião
O relatório concluía apelando às pessoas que se deem conta de que a sexualização é um tema de profunda importância, com graves consequências para os individuos, famílias e sociedade. Estudos semelhantes nos Estados Unidos e Austrália chegaram às mesmas conclusões. Ao mesmo tempo, pede que se pesquise esse fenômeno. O relatório terminava com uma lista de 36 recomendações específicas sobre como tratar a sexualização.
Além dos relatórios como o recentemente publicado pelo Ministério do Interior britânico, a oposição à sexualização da cultura contemporânea cresce entre as pessoas comuns.
Um exemplo disso vem da Austrália, com o website Collective Shout, que fornece uma plataforma interativa para indivíduos e grupos para atuar contra as empresas e os meios de comunicação que apresentam as mulheres como objetos e a sexualização das meninas para vender produtos e serviços.
No final, talvez, a solução desses problemas como a degradação da sexualidade não consista em estabelecer mais regulamentos do governo. O que é preciso de verdade é uma mudança básica da opinião pública que seja resultado de uma revolta contra a exploração das mulheres, uma revolta que surja de pessoas conhecidas, cansadas de ver como a dignidade humana está sendo degradada.

QUANDO A LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS DÁ FRUTO


Entrevista com padre Bruno Secondin, animador de encontros de “lectio divina”

Por Mirko Testa
ROMA, terça-feira, 16 de março de 2010 (ZENIT.org). – Uma escuta séria e obediente da Palavra, preparada com zelo, mas também com criatividade, pode ser capaz de envolver muitos fiéis e tornar-se fonte de discernimento, capaz de renovar o caminho da fé e a própria vida cotidiana.
Foi o que disse a ZENIT o padre carmelita Bruno Secondin, professor de teologia espiritual e espiritualidade moderna da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Na igreja de Santa Maria em Traspontina (www.lectiodivina.it), a poucos passos do Vaticano, padre Secondin conduz, desde de 1996, os encontros de lectio divina, que ocorrem duas vezes ao mês, e que renderam como fruto a coleção Rotem – Ascolto orante della Parola, publicada pela editora Messaggero de Padova (Itália).
Os encontros são gratuitos e abertos a todos os interessados. A escuta orante e dialogante da Palavra é acompanhada por coros meditativos, pausas de silêncio, gestos simbólicos, e também imagens e ilustrações pedagógicas.
lectio divina, normalmente preparada com base em uma das Leituras do domingo seguinte, ocorre na igreja também para enfatizar a ligação entre a Palavra e a Eucaristia.
À frente da próxima reunião, prevista para 12 de março, estará o padre Marko Ivan Rupnik, diretor do ateliê de arte espiritual do Centro Aletti. O jesuíta esloveno, que trabalhou nos mosaicos da Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, é autor, dentre outros, dos mosaicos da fachada do Santuário de Lourdes e da Nova Basílica de São Pio em São João Rotondo, além de ter publicado cerca de vinte livros abrangendo temas como estudos bíblicos e vida espiritual.
- Quais são os frutos desta experiência à frente da lectio divina?
- Padre B. Secondin: Iniciamos em 1996, e até aqui já realizamos 172 destes encontros, se contarmos o que será realizado na próxima sexta-feira. Foi um longo percurso, e também uma experiência preciosa, que exigiu de nós não apenas uma vigilância constante para não profanar a Palavra, mas, ao mesmo tempo, um empenho em encontrar modalidades adaptadas à diversidade dos participantes, sempre em número elevado, o que dificulta uma aproximação mais direta. Contamos com uma média de 200 participantes nos encontros, provenientes principalmente de Roma, mas também de outras regiões. Por isso, desde o início tentamos imprimir um ritmo que fosse capaz de envolver tantas pessoas. A participação de alguns grandes professores, como o cardeal Joseph Ratzinger, Carlo M. Martini, Enzo Bianchi, Gianfranco Ravasi, Bruno Forte, Carlos Mesters e outros nos mostrou uma ampla variedade de abordagens e de riqueza de estilos, que todos apreciaram.
- Mas o público chega a experimentar a Palavra, a pregá-la, a traduzi-la em sua própria vida?
- Padre B. Secondin: Não podemos saber muito a esse respeito. Mas o fato de tantas pessoas participarem e retornarem, buscando se informar sobre os textos bíblicos e recorrendo aos cantos que usamos, é certamente um bom sinal. Os quase 100 mil acessos registrados em nosso site nos últimos quatro anos em meio, a boa divulgação dos nossos livros, e das contribuições, o interesse de muitos párocos e comunidades religiosas por nosso método, e pelas traduções de nossos textos para outros idiomas, também nos indicam algo. Como animadores, consideramos uma grande graça trilhar este caminho com as pessoas e com a Palavra: aprendemos a conhecer e amar a Palavra com seriedade, a transmitir sua chama de verdade e doçura; as demonstrações de carinho que recebemos são um sinal de que a “mão do Senhor” nos acompanha. A frequente exortação do Papa à lectio divina nos faz pensar que estamos no caminho certo. Nós semeamos. O Senhor fará germinar e crescer, de acordo com Sua vontade. Somos seus servos, e temos um grande prazer em sê-lo.
- Transcorridos mais de dezesseis meses desde o Sínodo da Palavra de Deus (de outubro de 2008), o que já sabemos sobre a exortação apostólica pós-Sinodal?
- Padre B. Secondin: O último comunicado oficial sobre a preparação desta “exortação apostólica pós-sinodal” é de junho do ano passado: é o comunicado da Secretaria Permanente do Sínodo, divulgado ao final da terceira reunião do XII Conselho ordinário da secretaria. Neste constava que estaria para ser submetida ao Papa uma proposta, tendo em vista a publicação da exortação. O trabalho foi conduzido visando, entre outras preocupações, “à escuta e leitura orante da Bíblia e sua aplicação na vida pessoal, familiar, eclesial e social”. Esta menção à importância da “leitura orante” (tecnicamente, a lectio divina), corresponde à impressão que se tem vinda dos muito sinais de que o Papa tem uma estima particular pela prática da lectio divina. De fato, ele a recomenda, sempre que a ocasião for adequada, e assume pessoalmente o papel de condutor, como ocorreu por exemplo em sua visita ao Seminário Romano (12 de fevereiro) e no encontro com o clero romano (18 de fevereiro). Os próprios exercícios espirituais desenvolvidos recentemente no Vaticano foram realizados segundo a dinâmica dalectio divina. Sabemos com certeza que a Secretaria permanente do Sínodo concluiu em junho de 2009 seu relatório, enviando-o à Secretaria de Estado de Sua Santidade: este é o organismo que está encarregado, desde então, de concluir o trabalho e providenciar sua publicação. Mas até agora nenhuma informação nova foi divulgada. Esperávamos que o texto fosse publicado no Natal, o que não ocorreu.
- Este atraso na publicação da exortação pós-sinodal poderia indicar que ainda restam dificuldades na redação ou questões delicadas por esclarecer?
- Padre B. Secondin: Pelas informações que me foram disponibilizadas, e por diversas outras fontes, sabe-se que o Papa dá grande importância ao esclarecimento da relação entre a exegese científica e o trabalho teológico. Ele mesmo, com frequência, mostra-se um modelo eficaz sobre essa questão. Sua conferência no Sínodo, na qual abordou justamente esse tema, realizada em 14 de outubro de 2008, tornou-se famosa. A partir desta conferência, foram elaboradas 4 proposições finais. Mas, de modo geral, este tema – o da Palavra – certamente tem implicações profundas também para as relações com outras Igrejas e comunidades cristãs, com os judeus, com o mundo das comunicações e para todas as variadas experiências do uso pastoral da Palavra. Por isso, o texto exige uma redação muito cuidadosa, mas, ao mesmo tempo, que permaneça estimulante e aberta às novas experiências com que temos nos deparado. As próprias Proposições, bem como a Mensagem final, já assinalavam esta complexidade.

Bento XVI a jovens: “Precisamos de vós!”












Mensagem para a próxima Jornada Mundial da Juventude

Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI quis lançar um convite ao compromisso dos jovens com a sociedade, através da sua Mensagem para a 25ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no próximo Domingo de Ramos, 28 de março.
Nesta mensagem, que a Santa Sé deu a conhecer hoje, o Papa assegura aos jovens a importância das suas escolhas vitais frente à sociedade do futuro; e os convida a “manter a esperança”: “Precisamos de vós!”, reconhece.

Após comentar a passagem evangélica do jovem rico, da qual se tomou o lema desta jornada, o Papa Bento XVI se remeteu à mensagem de João Paulo II em 1985, que pedia aos jovens que não tivessem medo de assumir as próprias responsabilidades.
“Quem vive hoje na condição de jovem se encontra diante de muitos problemas decorrentes do desemprego, da falta de referências ideais corretas e de perspectivas concretas para o futuro”, admite.
Diante disso, “pode-se ter a impressão de que se é impotente diante das crises e desvios atuais”, mas o Papa convidou os jovens a não ceder ao desânimo: “Apesar das dificuldades, não percais a coragem e não renuncieis aos vossos sonhos!”.
Ao contrário, insistiu, “o futuro está nas mãos de quem sabe procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança”.
“Se quiserdes, o futuro está em vossas mãos, porque os dons e as riquezas que o Senhor colocou no coração de cada um de vós, plasmados no encontro com Cristo, podem trazer autêntica esperança ao mundo!”, afirmou o Papa.
“É a fé no seu amor que, tornando-vos fortes e generosos, vos dará a coragem de enfrentar com serenidade o caminho da vida e assumir responsabilidade familiar e profissional”, acrescentou.

Desafios atuais
O Papa recordou aos jovens alguns dos “grandes desafios atuais”, que “são urgentes e essenciais para a vida neste mundo” e que já citou em sua encíclica Caritas in Veritate.
Estes são, explicou, “o uso dos recursos da terra e o respeito da ecologia, a justa divisão dos bens e o controle dos mecanismos financeiros, a solidariedade com os países pobres no âmbito da família humana, a luta contra a fome no mundo, a promoção da dignidade do trabalho humano, o serviço à cultura da vida, a construção da paz entre os povos, o diálogo inter-religioso, o bom uso dos meios de comunicação social”.
“São desafios aos quais sois chamados a responder para construir um mundo mais justo e fraterno. São desafios que requerem um projeto de vida exigente e apaixonante, no qual colocar toda a vossa riqueza segundo o plano que Deus tem para cada um de vós.”
E destaca que “não se trata de fazer gestos heroicos ou extraordinários, mas agir explorando os próprios talentos e as próprias possibilidades, empenhando-se em progredir constantemente na fé e no amor”.
“Cristo chama cada um de vós a empenhar-se com Ele e a assumir a própria responsabilidade para construir a civilização do amor. Se seguirdes a sua palavra, também a vossa estrada se iluminará e vos conduzirá a metas elevadas, que dão alegria e sentido pleno à vida”, conclui.

Papa faz convite a jovens: considerar a vocação












As Jornadas Mundiais da Juventude são uma “iniciativa profética” de João Paulo II

Por Roberta Sciamplicotti
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- Bento XVI convida os jovens a colocar-se à escuta de Deus para descobrir qual é o plano pensado por Ele para as suas vidas, na Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, divulgada hoje.
A JMJ de 2010, cujo tema é “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?”, supõe um acontecimento especial, afirma o Papa, ao cumprir-se o 25º aniversário da instituição destes encontros pelo Papa João Paulo II.

O Pontífice afirma que a iniciativa do seu predecessor foi “profética”, sublinhando que “trouxe frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs encontrarem-se, entrarem em atitude de escuta da Palavra de Deus, de descobrir a beleza da Igreja e de viver experiências fortes de fé que levaram muitos à decisão de entregar-se totalmente a Cristo”.
O lema da JMJ deste ano se refere ao episódio do encontro de Jesus com o jovem rico, tema já abordado por João Paulo II em 1985, em sua primeira carta dirigida aos jovens.

Projeto de vida
No jovem do Evangelho, explica Bento XVI, “podemos ver uma condição muito similar à de cada um de vós”.
“Também vós sois ricos de qualidade, de energias, de sonhos, de esperanças: recursos que vós possuís em abundância! – escreve o Papa. A vossa própria idade é uma grande riqueza, não somente para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo.”
“A etapa da vida em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos deu e das vossas responsabilidades”, recorda, acrescentando que é também “tempo de escolhas fundamentais para construir vosso projeto de vida”.
“É o momento, portanto, de interrogar-vos sobre o autêntico sentido da existência e de perguntar-vos: ‘Estou satisfeito com minha vida? Está faltando alguma coisa?’.”
O Papa reconhece que os jovens, como aquele do Evangelho, talvez vivam “situações de instabilidade, de turbação ou de sofrimento”, que os levam a “aspirar a uma vida que não seja medíocre” e a perguntar-se “em que consiste uma vida bem sucedida?” e “qual poderia ser o meu projeto de vida?”, para que esta tenha “pleno valor e sentido”.
“Não tenhais medo de enfrentar essas questões! – exorta. Longe de oprimir-vos, elas expressam as grandes aspirações que estão presentes em vosso coração.”
“Portanto – acrescenta –, devem ser ouvidas. Elas aguardam respostas que não sejam superficiais, mas capazes de atender às vossas autênticas expectativas de vida e de felicidade”.
“Para descobrir o projeto de vida que pode tornar-vos plenamente felizes, colocai-vos à escuta de Deus, que tem um plano de amor por cada um de vós”, aconselha o Papa.
“Com confiança, perguntai-lhe: ‘Senhor, qual é o vosso plano de Criador e Pai sobre a minha vida? Qual é a vossa vontade? Eu desejo realizá-la’. Tende certeza de que Ele vos responderá. Não tenhais medo da sua resposta!”

Acolher a vocação
Por ocasião do Ano Sacerdotal, o Pontífice dedicou um pensamento especial àqueles que sentem o chamado à vida consagrada.
Neste sentido, convidou os jovens a estarem “atentos se o Senhor convida para um dom maior, na via do sacerdócio ministerial, e a permanecer disponíveis para acolher com generosidade e entusiasmo este sinal de especial predileção, traçando, com a ajuda de um sacerdote, do diretor espiritual, o necessário caminho de discernimento”.
A vocação cristã “brota de uma resposta de amor do Senhor e só pode se realizar graças a uma resposta de amor”, sublinha o Papa.
“Não tenhais medo, então, queridos jovens e queridas jovens, se o Senhor vos chama à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial consagração: Ele sabe doar profunda alegria àqueles que respondem com coragem!”
Da mesma forma, convidou os que sentem o chamado ao matrimônio a “acolhê-lo com fé, empenhando-se em colocar uma base sólida para viver um amor grande, fiel e aberto ao dom da vida, que é riqueza e graça para a sociedade e para a Igreja”.

Em todos estes casos, trata-se de responder ao projeto que Deus tem para cada um. “A exemplo de muitos discípulos de Cristo, também vós, queridos amigos, acolhei com alegria o convite para o discipulado, para viver intensamente e de modo frutífero neste mundo”, conclui o Papa.
“Nunca é tarde demais para responder-lhe!”

15 de mar. de 2010

Igreja é última realização da vontade divina











«Pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo», diz cardeal

LISBOA, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, afirmou nesse domingo que a Igreja “é a última realização” da vontade divina antes do final dos tempos e que ela é também, para Deus, “a última esperança” de ter um povo que lhe seja fiel.
Na quarta catequese quaresmal deste ano, proferida na Sé Patriarcal – segundo informa Agência Ecclesia – Dom José Policarpo sublinhou que todos os membros da Igreja são chamados de “povo sacerdotal” porque “a santidade da sua vida é o verdadeiro culto que Deus espera”.
Deus quer que a Igreja seja mediadora entre Ele e toda a humanidade, favorecendo a “realização última” do desígnio divino, isto é, o desejo “de reunir, no fim, todos os homens num só Povo, que o louvem, contemplem a sua glória e experimentem a alegria do amor”.
Para Dom José Policarpo, a revelação da vontade divina para a humanidade é uma “manifestação da persistência de Deus”, que “não desiste de vir um dia a ter esse povo que Ele deseja, que O louve com toda a sua vida”.
“Os pecados da Igreja nunca anularão a fidelidade de Jesus Cristo”, acrescentou o purpurado.
“Não há perigo de mais uma desilusão para Deus, porque a Igreja é Cristo, identifica-se com Cristo, a sua fidelidade é a de Cristo, a força que a move é o próprio Espírito de Cristo.”
Como resposta à ação divina, Deus espera da Igreja uma “atitude sacerdotal”, que contribua para que os seus membros possam “sentir já na história a alegria da intimidade com Ele”.

Papa convida os jovens a não temer o sacerdócio













15.03.2010 - O Papa Bento XVI convidou os jovens a "não temerem" o compromisso com "a vida religiosa, monástica e missionária", em mensagem publicada nesta segunda-feira pelo Vaticano, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude que se celebrará no próximo 28 de março.
"Não temam, queridos jovens, se o Senhor os chama à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial consagração", disse.
"Quero exortar jovens e adolescentes a estarem atentos ante o chamado do Senhor", afirmou o Papa, solicitando às novas gerações receber com "generosidade e entusiasmo" esse sinal e recorrer, logo, "ao discernimento" de um sacerdote para entender a vocação.
Ao mesmo tempo, o pontífice instou aos que se sintam inclinados ao casamento a comprometer-se a vivê-lo "com grande amor e fidelidade".
Em seu pronunciamento, o chefe da igreja católica conclamou os jovens a cultivarem "a fraternidade, a justiça e a paz" ante os "desafios atuais", observando ainda o "respeito à ecologia, à justa distribuição de bens, ao controle dos mecanismos financeiros e à solidaridade com os países pobres".
Fonte: Terra noticias

Lula visa garantir aborto como "direito" e proibir crucifixos











Matthew Cullinan Hoffman | 26 Janeiro 2010

"Educação e Cultura em Direitos Humanos", o quinto "eixo" do programa, determina que as crianças desde a infância devem ser doutrinadas no conceito governamental de "direitos humanos", o qual inclui "o estudo da temática de gênero e orientação sexual" com o propósito de "combater o preconceito, às vezes arraigado na própria família".
BRASÍLIA, Brasil, 22 de janeiro de 2010 (Notícias Pró-Família) - O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva introduziu um enorme pacote de reforma legislativa no último ano de seu mandato que garantirá o aborto como "direito humano", imporá a ideologia socialista e homossexual nas escolas e meios de comunicação e proibirá crucifixos em dependências governamentais, entre outras medidas.
O programa legislativo, que se chama Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), estabelecerá um nível de controle sobre os meios de comunicação e propriedade privada que está sendo chamando de "golpe de Estado" não violento e "ditadura" de um partido socialista. O programa provocou protestos generalizados de instituições abrangendo desde a Igreja Católica até a liderança militar, o setor agrícola e até ministros de governo.
A liderança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma declaração que "reafirma sua posição, muitas vezes manifestada, em defesa da vida e da família, e contrária à descriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos".
A liderança da CNBB "rejeita, também, a criação de 'mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União', pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas".
Ditadura de um partido socialista?
Se o Partido dos Trabalhadores tiver êxito em impor o pacote legislativo contido no PNDH-3, receberá amplos poderes para silenciar organizações da mídia que discordem de sua ideologia, para impor sua agenda política pró-aborto e pró-homossexualismo no país inteiro e para minar os direitos de propriedade privada. Os abrangentes poderes propostos pelo governo levaram pelo um proeminente jornalista do Brasil a falar de "ditadura" de um partido.
Por exemplo, o programa trata o assassinato de bebês em gestação como "direito humano" a ser protegido pelo Estado. A Diretiva 9 inclui "Apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos".
A diretiva também ordena a criação de "campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo".
"Educação e Cultura em Direitos Humanos", o quinto "eixo" do programa, determina que as crianças desde a infância devem ser doutrinadas no conceito governamental de "direitos humanos", o qual inclui "o estudo da temática de gênero e orientação sexual" com o propósito de "combater o preconceito, às vezes arraigado na própria família".
A Diretiva 10 dá um golpe decisivo na tradição brasileira de mostrar crucifixos em dependências públicas, ordenando a criação de "mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União".
A diretiva também propõe "Realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos à... identidade sexual e de gênero".
A Diretiva 19 do programa exige a criação de currículos "para todos os níveis e modalidades de ensino da educação básica" para "promover o reconhecimento e o respeito das diversidades de gênero, orientação sexual, identidade de gênero..."
As diretivas educacionais do programa terão um impacto ainda maior considerando o fato de que o governo recentemente aprovou uma emenda constitucional obrigando todas as crianças a serem enviadas para a escola a partir de 4 anos de idade.
Amplo Controle dos Meios de Comunicação e Propriedade Privada
A Diretiva 22 do PNDH-3 estabelecerá o controle estatal no conteúdo dos meios de comunicação, exigindo que as estações de rádio e TV mostrem "respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação [de suas licenças], prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas".
A diretiva também determina a criação de "incentivos" para "pesquisas regulares que possam identificar formas, circunstâncias e características de violações dos Direitos Humanos na mídia".
A Diretiva 8 propõe o uso dos meios de comunicação como porta-vozes do programa governamental de doutrinação em "direitos humanos" para jovens, determinando a "informação às crianças e aos adolescentes sobre seus direitos, por meio de esforços conjuntos na escola, na mídia impressa, na televisão, no rádio e na Internet".
Com relação à propriedade privada, o PNDH-3 propõe que um "sistema legal" especial seja criado para a "mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade". O programa usa linguagem semelhante para os conflitos de propriedade rural. De acordo com o jornal conservador espanhol El Pais, a linguagem é quase idêntica a do presidente Hugo Chavez da Venezuela, que fala do conceito de "propriedade social".
O programa provocou choque e ameaças de demissão de elevados líderes militares por propor a criação de uma "Comissão da Verdade" para examinar crimes cometidos pelo regime militar na década de 1960 e 1970. Os líderes militares estão isentos de ações legais de tais crimes de acordo com as atuais leis brasileiras. Lula acalmou temores entre líderes militares concordando em aplicar a comissão para todas as violações de "direitos humanos", as quais presumivelmente incluem as atividades terroristas da oposição socialista durante o mesmo período.
Controvérsias entram em erupção no Brasil
Embora o presidente Lula tenha aquietado temores de uma perseguição socialista contra seus antigos inimigos militares, o plano continua a provocar revolta e feroz oposição dentro do Brasil.
Reinaldo Azevedo, que dirige um blog para a revista mais lida do Brasil, a Veja, diz que a proposta estabelecerá uma "ditadura" dirigida pelos camaradas do presidente Lula, chama-a de um "golpe de Estado" sem derramamento de sangue e compara o governo ao de Hugo Chavez, que está gradualmente eliminando as liberdades civis na Venezuela.
Azevedo também escreve que as propostas "extinguirão a propriedade privada no campo e nas cidades" e declara que "o Regime Militar instituído em 1964 foi mais explícito e mais modesto" em suas intenções.
Dimas Lara Resende, secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, comentou que "daqui a pouco vamos ter de demolir a estátua do Cristo Redentor".
As associações de mídia e agricultura também levantaram a voz contra as propostas.
O presidente da Confederação Nacional da Agricultura, a senadora Kátia Abreu, disse que a criação de programas de mediação em casos em que as pessoas invadem propriedade privada incentivará a violência rural e prejudicará os direitos de proprietários de terras. Andre Meloni Nassar, diretor-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais, escreve que o programa é um "funeral para o agronegócio".
Até mesmo o ministro da agricultura de Lula, Reinhold Stephanes, rejeitou a idéia, expressando temores de que tais medidas "aumentarão a insegurança no país" e "fortalecerão organizações radicais".
Embora o próprio Lula tenha expressado preocupação com algumas partes do programa, ele parece determinado a defendê-lo, embora o programa ameace minar a forte popularidade de Lula em seu último de governo.
Publicado originalmente com o título Presidente do Brasil busca garantir aborto como "direito" e proibir crucifixos em prédios governamentais.

Tradução: Julio Severo
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jan/10012208.html
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A situação da Igreja no Brasil










Será preciso "grandeza de alma" para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condená-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo.

A cada dia intensifica-se um laicismo anti-católico no Ocidente, uma afronta a nossas raízes cristãs. No entanto, não percebemos uma reação forte por parte dos católicos. Podemos notar que também no Brasil o mesmo é crescente. A Igreja é colocada cada vez mais como a vilã da história e da sociedade, contrária ao progresso, etc. Tudo isso, porque tem a coragem de denunciar seu comportamento pecaminoso no que fere a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem: aprovação ao aborto, a união legal de pessoas de mesmo sexo - com adoção de crianças -, manipulação genética de embriões - como se fossem seres descartáveis -, inseminação artificial, eutanásia, suicídio assistido, controle egoísta da natalidade, distribuição de camisinhas e de pílulas do dia seguinte aos jovens etc.A Igreja Católica, que é a Lumem gentium (Luz dos povos) faz a Luz de Cristo brilhar nas trevas deste mundo, missão que o Senhor lhe confiou, mas as trevas gritam contra ela. "... a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam... Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu" (Jo 1, 4-10). Em nosso Brasil, a maioria do povo diz ser católica, nossas raízes são católicas, nossa cultura e nossa tradição são católicas, mas esse povo infelizmente é quase analfabeto em doutrina, e muitas vezes alienado da realidade política e social; isso o deixa a mercê das seitas e de minorias que desejam implantar ideologias contrárias à fé da maioria. Esse povo bom, mas inculto, que na sua maioria não lê um jornal ou revista, e só se informa pela televisão, facilmente se deixa enganar até mesmo por um governo que propõe medidas ofensivas a moral católica, como acontece agora com o Plano Nacional de Direitos Humanos - 3, que é desumano. Este Plano, por exemplo, propõe a aprovação do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo com adoção de filhos, a retirada dos símbolos religiosos católicos das repartições públicas, restringe a livre expressão das idéias, incentiva as invasões de propriedades alheias, limita a ação da justiça nas reintegrações de posse a seus legítimos donos, sugere a revisão da Lei da Anistia, ameaçando agitar a sociedade etc. No entanto, em que pese toda manifestação dos bispos, a maioria da população católica parece ainda inerte, imóvel, omissa, como se nada estivesse acontecendo. Ou não toma conhecimento dos fatos ou o ignora de maneira alienante. Também grande parte do povo católico se satisfaz com o pão e o circo oferecidos pelo governo que age de maneira imoral. Esse povo não reage nem mesmo quando a fé católica é ofendida, a Igreja atacada, os sacramentos profanados, os santos ridicularizados e muitas vezes caricaturados, etc. Estamos sofrendo uma guerra declarada. Já vivemos um martírio incruento, e não será surpresa se em breve se tornar cruento, também em nosso país, como acontece hoje na Índia, no Iraque, na Arábia Saudita etc., onde milhares de cristãos são mortos pelo simples crime de seguirem a Jesus Cristo. Como unir e acordar esse povo católico, para que de maneira organizada e ordeira enfrente essa onda anti-católica que atravessa o mundo e também o Brasil? As forças do ateísmo e do laicismo anti-católico atuam fortemente nas universidades, na mídia e nos movimentos sociais, que se apóiam o governo e se beneficiam de seus recursos. Infelizmente um segmento da Igreja, avesso à autoridade da Igreja, desobediente ao que vem da Santa Sé, favorece muitas vezes a rebeldia contra a própria Igreja e fortalece o laicismo. Pois "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir". (Mt 12, 25). Em nossa Igreja no Brasil, com uma desviada hermenêutica da chamada "opção preferencial pelos pobres", acabamos abandonando os postos chaves na sociedade que outrora ocupávamos: as universidades, os laboratórios científicos, o mundo da cultura etc. Deixamos, assim, espaço aberto para que os marxistas pudessem fazer a cabeça daqueles que são hoje a cabeça da sociedade. Infelizmente, não só no governo atual, mas também na Igreja, vemos o incentivo da política do "pão e circo". Reunimos multidões de fiéis, lhe damos-lhes palavras bonitas - e tão vazias de conteúdo! -, algumas lágrimas e sentimentos à flor da pele. Muitos saem contentes, e tudo termina em nada. A profecia de Oséias é atualíssima: "Meu povo perece por falta de conhecimento" (Os 4,6). Já é hora de querermos deixar de contentar-nos com sermos cristãos superficiais. Precisamos dar-lhes alimento sólido, que os fortaleça na fé, tornando-a inabalável diante de qualquer contrariedade. O povo tem sede de verdade, mesmo que seja duro ouví-la. Chega de pregações adocicadas, que não dizem nada! Cristianismo não é poesia! Precisamos de cristãos totalmente informados pela fé, que a testemunhem por toda parte, e não somente nas sacristias de nossas paróquias. É preciso levar o povo católico a conhecer a verdade, ser informado, e deixar de ser manipulado; este é o grande desafio atual. Pensamos que a Igreja é capaz de furar essa crosta que impede esse povo bom e desinformado de tomar conhecimento e participar da luta contra, por exemplo, esse PNDH, porque a mídia jamais vai fazer isso. Como diz Pe. Paulo Ricardo "há uma espiral de silêncio" que precisa ser quebrada. Temos que unir forças. Voltar a conquistar estes meios. Construir uma rede com as pessoas boas - não só na intenção, mas com qualidade espiritual, humana, profissional - e organizar com inteligência nosso apostolado. Temos a firme esperança aí que não contamos somente com meios humanos, e, por isso, devemos ser audazes. Nesse sentido, não podemos esquecer que, antes de qualquer técnica de ação, devemos estar inteiramente unidos a Deus através de nossas armas sobrenaturais. Daí deve derivar, diante de tudo, um profundo otimismo, não ingênuo, mas espiritual, fruto da convicção de que com Ele nos tornamos onipotentes. Os filhos das trevas são os que deveriam tremer diante de nós, pois nossas armas são muitíssimo mais eficazes. Além de todo auxílio sobrenatural - que nos torna infinitamente superiores nesta guerra -, temos nossos púlpitos - quantos brasileiros vão a Santa Missa dominical! -, temos vários meios de comunicação - TV, jornais, internet -, e contamos - apesar de tudo - com grande credibilidade por parte de nosso povo brasileiro: eles confiam na Igreja! O que fazer de concreto? Além da luta pela santidade - que é o que mais conta - já que é o Senhor o protagonista dessa luta -, devemos estreitar nossa rede de contato. Tentar entrar mais nesses meios que possuímos. Mais encontros de formação, retiros para os intelectuais, universitários, cientistas, jornalistas para atingir o povo. É urgente levar esse povo católico, em massa, a participar, escrever às autoridades, aos políticos, fazer manifestações organizadas e ordeiras; sim, esse povo que vai à Missa, a grupos de oração, que participa dos novos Movimentos e das novas Comunidades, que prega o Evangelho da salvação pelo Rádio, pela TV, pela internet, etc. Aqui entra, sem dúvida, o papel importante das televisões católicas. Enfim, é preciso uma ação unida, coordenada, de todos os católicos frente a tudo que estamos vendo de errado sobre bioética, corrupção, PNDH, etc. É preciso envolver as realidades que querem ser fiéis à Igreja (Opus Dei, Regnum Christi, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática, Equipes de Nossa Senhora, Serra Clube etc.) e Comunidades de Vida (Canção Nova, Shalom, Obra de Maria etc.), incluindo também as paróquias e dioceses; além dos políticos católicos. Revelar ao mundo a unidade transcendental da Igreja, que nos une por cima de toda diferença. "Nisto conhecerão que sois meus discípulos..." (Jo 13,35). É claro que isso é algo difícil, muito difícil, mas se todos nos mobilizarmos no sentido de buscar essa união podemos fazer algo. Será preciso "grandeza de alma" para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Não adianta permanecermos entre nós com choros e lágrimas, como se fossemos uma "equipe de consolo mútuo". Muita gente silenciosa está descontente com tudo isso; é preciso envolvê-los. Há muitos sites na internet que mostram isso. E esse é um instrumento poderoso de articulação hoje. Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Receamos que se não fizermos algo hoje, amanhã talvez seja tarde, e quem sabe as leis não nos permitam amanhã pregar contra a homossexualidade, o aborto, o sexo livre, ... e tudo o que é contrário à lei de Deus. Sabemos que a audácia dos maus se alimenta da omissão dos bons. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condená-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo. Ao vislumbrar o terceiro milênio da cristandade, o Papa João Paulo II convocou os cristãos para "pescar em águas mais profundas", onde se encontram peixes mais numerosos e maiores. João Paulo II e Bento XVI nos enviam para alto mar ("duc in altum"). E para isso é preciso estarmos preparados; o mar é bravio, podem surgir as tempestades a qualquer momento, ondas altas, vento forte, ameaçando virar a barca. Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, a conversão de almas para Deus, não é um passa-tempo; mas uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero: preparo e oração. Não é fácil arrancar as presas dos dentes do lobo cruel e assassino. "Sem Mim nada podeis fazer" (Jo 15,5). Mas, é preciso também o preparo. Paulo VI disse que a mediocridade ofende o Espírito Santo. Deus está pronto para mover os céus para realizar o que está além da nossa natureza, mas não moverá uma palha para fazer o que depende de nós. Ele faz o grão germinar, mas jamais virá preparar o solo e nele lançar a semente: "O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti" (Santo Agostinho, Sermo 15,1). O Papa João Paulo II na memorável vigília da Solenidade de Pentecostes no ano de 1998, mostrou a grande responsabilidade que têm, neste sentido, os novos Movimentos e as novas Comunidades: "No atual mundo, frequentemente dominado por uma cultura secularizada que fomenta e propaga modelos de vida sem Deus, a fé de tantos é colocada à dura prova e frequentemente sufocada e apagada. Adverte-se, portanto, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e profunda formação cristã. Como existe hoje a necessidade de personalidades cristãs maduras, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! E eis, portanto, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio no final do milênio. Vós sois esta providencial resposta". O mundo expulsa Deus cada vez mais; o secularismo toma conta da cultura, da mídia, da moda etc., a chama da fé é cada vez mais apagada nos lares, nas escolas e nas oficinas. O Papa pede "uma sólida e profunda formação cristã". Sem isso não será possível pescar em águas profundas. Sem um bom conhecimento da doutrina, do Catecismo da Igreja especialmente, não poderemos dar ao mundo "a razão da nossa fé" (cf. 1Pe 3,15). O Papa pede também "personalidades cristãs maduras", certamente não só sacerdotes e bispos, mas leigos preparados, capazes de adentrar aos muros às vezes adversos das universidades, cinema, teatro, música, artes, meios de comunicação, política etc. Ao lançar a Igreja em direção ao novo milênio, o Papa João Paulo II fez mais um forte apelo: "Uma nova evangelização!". Se ele pediu uma "nova" é porque a anterior envelheceu; não certamente no seu conteúdo, mas na sua forma. Ele pediu: "com novo ardor, novos métodos e nova expressão". O que significa isso? Novo ardor, certamente no fogo do Espírito Santo que tem suscitado os movimentos e as Comunidades que brotam a cada dia. Sem esse "fogo" do céu, não haverá nova evangelização. Façamos sim planos e reuniões, projetos e programas, mas sob o fogo do Espírito, sem o qual tudo não passará de letra morta. Quanto tempo e energia já se perdeu por falta desse ardor do Espírito! Novos métodos é certamente o que temos visto nas Comunidades e Movimentos: uma evangelização com um jeito novo: nas casas, nos rincões, pelas rádios, TVs, jornais, revistas, encontros, seminários, adorações, acampamentos de oração e estudo... É a "Primavera da Igreja" como dizia João Paulo II. Nova expressão, uma nova maneira de viver o Evangelho, não mais individualista, mas em grupo, em comunidade, comprometidos conjuntamente com o trabalho do Reino do céu, na fraternidade, na correção fraterna, no amor mútuo, no compromisso com Deus e com a Igreja, "cum Petro e sub Petro". Vemos assim que a Igreja acredita profundamente nas Comunidades e Movimentos novos, que precisam se preparar, como verdadeiras "Companhias de Pesca", e se lançarem sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.


Fonte: Pe. Demétrio Gomes da Silva e Prof. Felipe Aquino
www.cleofas.com.br