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22 de jun. de 2011

SANTOS JOÃO FISHER E TOMÁS MORE


Hoje, dia 22 de Junho, a Igreja faz memória destes dois grandes mártires da Igreja.

De Francisco Fernández de Carvajal

João Fisher foi ordenado sacerdote em 1491. Exerceu diversos cargos na Universidade de Cambridge, ao mesmo tempo que assumia a direção espiritual da Rainha Margarida, mãe de Henrique VII, passando a ocupar mais tarde a cátedra de Teologia que a rainha fundara nessa Universidade. Em princípios de 1504, foi nomeado reitor de Cambridge, e no final do ano sagrado bispo de Rochester, a menor e mais pobre diocese da Inglaterra; dois dias mais tarde, tomou posse do seu posto como membro do Conselho do Rei.

Tomás More fez estudos de Literatura e Filosofia em Oxford e de Direito em New Inn. Em 1504, foi eleito membro do Parlamento e ocupou diversos cargos públicos, alcançando um grande prestígio pelo seu conhecimento das leis e pela sua honradez. Apesar da sua intensa vida profissional, sempre arranjou tempo para se dedicar à família, sua grande ocupação, e aos estudos literários ou históricos; publicou vários livros e ensaios. Em 1529, foi nomeado Lord-Chanceler da Inglaterra, apesar de já ter respondido claramente ao Rei que não podia estar de acordo com a dissolução do casamento real.

Ambos morreram decapitados em 1535 por se terem negado a reconhecer a supremacia de Henrique VIII sobre a Igreja da Inglaterra e a anulação do casamento do Rei.

I. EM 1534, NA INGLATERRA, exigiu-se de todos os cidadãos que jurassem a Ata de Sucessão, pela qual se reconhecia como verdadeiro casamento a união de Henrique VIII com Ana Bolena. O Rei era proclamado Chefe supremo da Igreja na Inglaterra, negando-se ao Papa qualquer autoridade. João Fisher, bispo de Rochester, e Tomás More, Chanceler do Reino, recusaram-se a jurar a Ata, e foram encarcerados em abril de 1534 e decapitados no ano seguinte.

Num momento em que muitos se dobraram à vontade real, incluídos os bispos, o juramento desses homens teria passado despercebido e eles teriam conservado a vida, os bens e os cargos, como tantos outros1. No entanto, ambos foram fiéis à fé até o martírio. Souberam dar a vida porque foram homens que viveram plenamente a sua vocação cristã, até as últimas conseqüências.

Tomás More é uma figura muito próxima de nós, pois foi um cristão corrente, que soube compaginar bem a sua vocação de pai de família com a profissão de advogado e mais tarde com a responsabilidade de Chanceler do Reino, logo abaixo do Rei, numa perfeita unidade de vida. Desenvolvia-se no mundo como se estivesse na sua própria casa; amava todas as realidades humanas que constituíam a trama da sua vida, onde Deus o quis. Ao mesmo tempo, viveu um desprendimento dos bens e um amor à Cruz tão grandes que se pode dizer que deles extraiu toda a sua fortaleza e coragem.

Tomás More tinha o costume de meditar todas as sextas-feiras nalguma passagem da Paixão de Nosso Senhor. Quando os filhos ou a esposa se queixavam das dificuldades e contrariedades do dia-a-dia, dizia-lhes que não podiam pretender “ir para o Céu num colchão de penas” e recordava-lhes os sofrimentos padecidos por Cristo, e que o servo não é maior do que o seu senhor. Além de aproveitar as contrariedades para identificar-se com a Cruz, More fazia outras penitências. Levava freqüentemente à flor da pele, escondida, uma camisa de pêlo áspero. Foi fiel a esta prática durante a prisão na Torre de Londres, apesar de não serem pequeno incômodo o frio, a umidade da cela e as privações de todo o tipo que passou naqueles longos meses2. Encontrou na Cruz a sua fortaleza.

Nós, que procuramos seguir Cristo de perto no meio do mundo e dar dEle um testemunho silencioso, encontramos forças e coragem no desprendimento, no sacrifício diário e na oração?

II. QUANDO TOMÁS MORE teve que pedir demissão do seu cargo de Lord-Chanceler, por não concordar em jurar a Ata, reuniu os familiares para expor-lhes o futuro que os aguardava e tomar medidas em relação à situação econômica. “Vivi – disse-lhes, resumindo a sua carreira – em Oxford, na hospedaria da Chancelaria..., e também na Corte do rei..., do mais baixo ao mais alto. Atualmente, disponho de pouco mais de cem libras por ano. Se temos de continuar juntos, todos devemos contribuir com a nossa parte; penso que o melhor para nós é não descermos de uma só vez ao nível mais baixo”. E sugere-lhes uma acomodação gradual, recordando-lhes que se podia viver feliz em cada nível. E se nem sequer pudessem sustentar-se no nível mais baixo, aquele que vivera em Oxford, “então – disse-lhes com paz e bom humor – resta-nos a esperança de irmos juntos pedir esmola, com sacolas e bolsas, e confiar em que alguma boa pessoa sinta compaixão de nós [...]; mas mesmo então haveremos de manter-nos juntos, unidos e felizes”3.

Nunca permitiu que nada quebrasse a unidade e a paz familiar, nem mesmo quando se ausentava ou quando foi preso. Viveu desprendido dos bens enquanto os teve, e alegre quando deixou de contar com o indispensável. Sempre soube estar à altura das circunstâncias. Sabia como celebrar um acontecimento, mesmo na prisão. Um biógrafo, seu contemporâneo, diz que, estando preso na Torre, costumava vestir-se com mais elegância nos dias de festa importantes, na medida em que o seu escasso vestuário lho permitia. Sempre manteve a alegria e o bom humor, mesmo no momento em que subia ao cadafalso, porque se apoiou firmemente na oração.

“Dai-me, meu bom Senhor, a graça de esforçar-me por conseguir as coisas que te peço na oração”, rezava. Não esperava que Deus fizesse por ele o que, com um pouco de esforço, podia conseguir por si mesmo. Trabalhou com empenho ao longo de toda a vida até chegar a ser um advogado de prestígio antes de ser nomeado Chanceler, mas nunca esqueceu a necessidade da oração, ainda que muitas vezes não lhe fosse fácil, sobretudo nas circunstâncias tão dramáticas do processo e dos meses de absoluto isolamento na prisão, enquanto esperava o dia da execução. Nesses dias derradeiros, escreveu uma longa oração em que, entre muitas piedosas e comovedoras considerações de um homem ciente de que vai morrer, exclamava: “Dai-me, meu Senhor, um anelo grande de estar convosco, não para evitar as calamidades deste pobre mundo, nem as penas do purgatório ou tampouco as do inferno, nem para alcançar as alegrias do Céu, nem por consideração do meu proveito, mas simplesmente por autêntico amor a Ti”4.

São Tomás More apresenta-se sempre aos nossos olhos como um homem de oração; assim pôde ser fiel aos seus compromissos como cidadão e como fiel cristão em todas as circunstâncias, em perfeita unidade de vida. Assim devemos ser todos e cada um de nós. “Católico, sem oração?... É como um soldado sem armas”, diz Mons. Escrivá5.

III. GIVE ME THY GRACE, good Lord, to set the world at nought... “Dai-me a vossa graça, meu bom Senhor, para que tenha o mundo em nada, para que a minha mente esteja bem unida a Vós e não dependa das variáveis opiniões alheias [...]; para que pense em Deus com alegria e implore ternamente a sua ajuda; para que me apóie na fortaleza de Deus e me esforce ansiosamente por amá-lo...; para lhe dar graças sem cessar pelos seus benefícios; para redimir o tempo que perdi...”6 Assim escrevia o Santo nas margens doLivro das Horas que tinha na Torre de Londres. Eram os dias em que se consagrava a contemplar a Paixão, preparando assim a sua própria morte em união com Cristo na Cruz.

Mas São Tomás More não viveu de olhos postos em Deus somente naqueles momentos supremos. O seu amor a Deus manifestara-se diariamente no seu comportamento em casa, sempre simples e afável, no exercício da advocacia, e por fim no mais alto cargo público da Inglaterra, como Lord-Chanceler. Cumprindo à risca os seus deveres diários, umas vezes importantes, outras menos, santificou-se e ajudou os outros a encontrar a Deus.

Entre os muitos exemplos de um apostolado eficaz que nos deixou, destaca-se o que levou a cabo com o seu genro, que tinha caído na heresia luterana. “Tive paciência com o teu marido – dizia à sua filha Margaret – e argumentei e debati com ele sobre esses pontos da religião. Dei-lhe além disso o meu pobre conselho paterno, mas vejo que de nada serviu para que voltasse novamente ao redil. Por isso, Meg, não tornarei a discutir com ele, mas vou deixá-lo inteiramente nas mãos de Deus, e vou rezar por ele”7. As palavras e as orações de Tomás More foram eficazes, e o marido da sua filha voltou à plenitude da fé, foi um cristão exemplar e sofreu muito por ter sido conseqüente com a fé católica.

São Tomás More está diante de nós como modelo vivo da nossa conduta de cristãos. É “semente fecunda de paz e de alegria, como o foi a sua passagem pela terra entre a sua família e amigos, no foro, na cátedra, na Corte, nas embaixadas, no Parlamento e no Governo. É também o padroeiro silencioso da Inglaterra, que derramou o seu sangue em defesa da unidade da Igreja e do poder espiritual do Vigário de Cristo. E como o sangue dos cristãos é semente que germina, o de Tomás More vai lentamente penetrando e impregnando as almas dos que dele se aproximam, atraídos pelo seu prestígio, doçura e fortaleza. More será o apóstolo silencioso do retorno à fé de todo um povo”8.

Pedimos a João Fisher e a Tomás More que saibamos imitá-los na sua coerência cristã para sabermos viver em todas as circunstâncias da nossa vida como o Senhor espera que vivamos, nas coisas grandes e nas pequenas. Pedimos com palavras da liturgia da festa: Senhor, Vós que quisestes que o testemunho do martírio fosse expressão perfeita da fé, concedei-nos, Vos pedimos, que por intercessão de São João Fisher e de São Tomás More, ratifiquemos com uma vida santa a fé que professamos com os lábios9.

(1) cfr. A. Prévost, Tomás Moro y la crisis del pensamiento europeo, Palabra, Madrid, 1972, pág. 392; (2) cfr. T. J. McGovern, Tomás Moro, un hombre para la eternidad, Madrid, 1984, págs. 22-23; (3) Roper’s Life of More, cit. por T. J. Govern, op. cit., pág. 31; (4) T. More, Cartas da Torre; (5) Josemaría Escrivá,Sulco, n. 453; (6) T. More,op. cit.; (7) N. Haspsfield, Sir Thomas More, Londres, 1963, pág. 102; (8) A. Vázquez de Prada, Sir Tomás Moro, 3ª ed., Rialp, Madrid, 1975, págs. 15-16; (9) Oração coleta da Missa do dia 22 de junho.


18 de mai. de 2011

Fui traficante e drogado.Hoje sou sacerdote da Igreja!

De traficante de drogas e mafioso a sacerdote graças a Medjugorje

Ivan Filipovic se mudou para a Alemanha com 18 anos. Tinha ânsia pela liberdade embora não soubesse o que ela significava e acabou traficando e drogando-se com heroína. “Dormia nos melhores hotéis, trocava de carros e de garotas quando queria”, confessa Ivan. Até que foi a Medjugorje.

Ivan Filipovic foi chefe do narcotráfico em Frankfurt, Alemanha durante cerca de sete anos. Hoje, com quarenta anos é sacerdote católico. Sua incrível história pode ser encontrada no livro “Medjugorje” (editora Libros Livres). Abaixo transcrevemos um pequeno trecho:

- Padre Ivan, pode nos contar algo da sua vida ?

Desde pequeno fui um rebelde que andava em busca da “liberdade”. Nunca pude aceitar uma maneira normal de viver. Escola, faculdade, mulher, filhos, trabalho, carreira, férias na praia… me parecia muito pouco. Assim saí de casa muito cedo. Aos dezoito anos fui para a Alemanha em busca desta liberdade que tanto ansiava.

- O que esperava na Alemanha ?

A princípio nada, somente aventura. Ali conheci o mundo do crime, o mundo do dinheiro e a prostituição. Digamos que tudo o que o mundo oferece hoje. Muito rapidamente prosperei nas ruas. Com dezoito anos já ganhava muito dinheiro para viver.

- De que maneira ?

Eu comecei a mexer com drogas. Este dinheiro eu gastava em clubes privados e em uma vida que talvez muitas vezes os jovens sonhem em ter porque viram muitos filmes americanos. Eu dormia nos melhores hotéis, mudava de carros e de garotas quando queria.

- Quando começou a se drogar ?

Com quatorze ou quinze anos provei alguma droga leve. Mas foi quando comecei a vender heroína que comecei eu mesmo a tomá-la. E lhes digo que a heroína é a ruína.

- Fale-me de sua ruína

Quando me drogava, não fiquei em condições de trabalhar em nada mais. Era o meu estilo de vida. Música, concertos, clubes… eu tinha o meu mundinho… Mas logo chegou o fim de tudo isto. Eu tinha 25 anos e estava muito cansado da vida. Minha família sabia que eu me drogava. Eu tinha todo o corpo marcado, sabe ? Não tinh mais veias, e hoje, quinze anos depois, continuo sem tê-las.

- Conte-me sobre sua família

- Tenho dois irmãos que estiveram na guerra no meu país (Iugoslávia). Uma noite em que eu estava totalmente drogado, um deles se aproximou de mim e me disse: “Ivan, joga essas pílulas fora, tome um rifle e venha comigo para a guerra. Uma vez que você vai matar, pelo menos, morra como um homem “. Certo, então tirei todo o lixo que eu tinha e o joguei fora. Foi nesse momento em que eu decidi fazer algo com minha vida e entrei na Comunidade Cenácolo, uma comunidade de escola de vida em que os rapazes abandonam a droga através do trabalho e da oração. É Cristo que nos cura, não há nenhum substituto ou medicamentos.

- Como conheceu a comunidade Cenácolo ?

Tínhamos um primo que estava vivendo na casa que a comunidade tem em Medjugorje. No inicio entrei para descansar. Ficar alguns meses. Então conheci irmã Elvira, a fundadora da comunidade.

- Quando se conheceram?
- Quase dois meses depois de entrar no Comunità, precisamente, na capela da casa de Medjugorje, onde tinha ido em peregrinação. Irmã Elvira deu uma catequese.

- O que aconteceu nesta catequese ?
“Em um determinado momento ela nos perguntou quem queria ser bom. Tudo ao meu redor levantaram suas mãos, mas eu não consegui. Fiquei tão impressionado com a Irmã Elvira que não tive coragem de mentir e naquela noite não dormi. Eu chorei a noite toda. Saiu muita raiva, muita amargura. Naquela noite eu decidi que queria fazer o programa da comunidade até o final.. Eu acreditei na irmã Elvira. Eu finalmente encontrei uma pessoa em quem acreditar.

- Algo de muito forte ela teve que fazer ou dizer para que uma pessoa como você, dissesse que aquela freira italiana fosse a primeira pessoa no mundo em que você acreditasse de verdade.
Irmã Elvira disse naquela tarde que nós não sabíamos quem éramos, e isto me machucou. Eu me lembro que pensei: Esta freira o que diz ? Eu tenho 26 anos, como eles não sabem quem eu sou? “Ela disse que só então saberíamos quem somos, se tivéssemos a coragem de nos ajoelharmos diante de Jesus na Eucaristia.

Então eu passei a noite em lágrimas e no dia seguinte, fui à capela e disse: “Se é verdade o que a irmã diz, que eu não sei quem eu sou, e se é verdade que você está vivo na Eucaristia, eu realmente quero saber a verdade sobre mim, sobre quem eu sou. ” E posso dizer que, a partir daquele dia, com a ajuda de Jesus, comecei a olhar em meu coração e eu comecei a ver muitas coisas que não queria ver. Minhas mentiras, as injustiças, a sabedoria da rua que tinha acumulado ao longo dos anos.

Eu me lembro quando eu via as minhas fraquezas. Eu estava muito triste. Eu sentia um forte arrependimento e dizia: “Jesus, eu não quero ser assim, perdoe-me, ajuda-me”, e vivia a experiência do perdão de joelhos, tão fortemente que muitas vezes vinham com lágrimas, com sentimentos e pensamentos que vinham do coração. Eu aprendi que a oração não é apenas o que me ensinaram nas aulas de religião. Eu aprendi que através da Verdade diante mim mesmo, através do arrependimento, eu estava vivendo o perdão de Deus. Eu fui perdoado e amado por Deus. Compreendi que a oração influi na vida. Que a oração tem muita influência no meu relacionamento com as pessoas ao meu redor, e eu acreditei na oração. Acreditei neste Deus que tocou o meu coração.

- Foram realmente curadas todas as feridas de sua vida passada?
- A droga é um drama da vida. Na comunidade podem-se viver grandes experiências espirituais, mas a droga ainda é um grande drama. A droga torna o homem muito frágil. Digo-vos um exemplo. Quando eu tinha quatro anos na comunidade e muita experiência espiritual acumulada, Irmã Elvira me permitiu começar os estudos e fui para Pisa. Eu fui de trem para lá e quando eu desci do trem em Pisa, em dois minutos eu tinha uma imagem clara da estação. Eu reconhecia tudo. Eu reconheci a polícia civil, prostitutas e cafetões que as vigiavam, traficantes de drogas, os que buscavam drogas e os que não tinham dinheiro para comprá-las e precisavam roubar. Tudo isso em dois minutos. T inha quatro anos fora do mundo, mas apenas dois minutos foram suficientes para ver tudo, porque em toda minha vida, expressões faciais, os olhos, a maneira que as pessoas fumavam, os movimentos, os passos … tudo foi memorizado profundamente em meu interior. Então eu percebi o quão frágil eu era, porque todo o meu passado estava memorizado.

Eu acho que aí está a fragilidade de um viciado. Nós aprendemos como escapar dos problemas, como escapar da cruz em um mundo ilusório. Nós memorizamos a sensação da cocaína, lembramos o que significa ter relações sexuais livremente com uma mulher… tudo o que está em nós e que é a fragilidade de um viciado. E apesar de todas as minhas experiências espirituais, essa vulnerabilidade ainda existe.

É por isso que eu digo que o viciado não pode agir como um homem “normal”. Todo homem precisa de Deus. O homem sem Deus, com o tempo não é um homem, é um animal. E o viciado precisa mais de Deus do que outros. Portanto, Deus respondeu às necessidades dos homens com uma comunidade como esta. Através desta comunidade, Deus desceu para acolher os últimos, e só Ele é capaz disto, de passar pelo nosso passado e transformar as trevas em luz, o desespero em esperança, a tristeza em alegria.

Através da oração, eu me reconciliei com o meu passado. Hoje, quando penso nos acontecimentos do meu passado, eu tenho paz. Não há mais emoção, não há impulsos negativos, nenhum desconforto, nenhuma vergonha, e estes impulsos não são grandes e fortes. Só há paz, porque Deus aravessou tudo isto através do sacramento da Confissão. Eu me reconciliei com o meu passado, Ele transformou as trevas em luz. Hoje, meu passado é uma riqueza onde eu retiro a sabedoria para ajudar as pessoas que estão neste caminho..

- Então, faz sentido a cruz de Cristo?
- Sim, eu vejo assim. Mas eu não sou tolo. A droga é uma desgraça e um mal. Eu nunca poderia voltar ao passado, no entanto, Deus é muito grande. Deus sabe voltar e acolher o último marginalizado. E se você deixar, Ele pode passar pela sua vida, apesar de tão difícil e dramática que seja. Ele pode mudar tudo isso em luz.

- Quando foi ordenado sacerdote?
- Em 2004, quando tinha dez anos na comunidade.

- Como ocorre a mudança de um viciado em drogas até o sacerdócio ?
- A isso não posso dar uma resposta sem mencionar o nome de Jesus.

- Você, em todos estes anos, conheceu bem Medjugorje. O que você pode nos dizer ?
- Acho que justamente ali aconteceu o primeiro marco na minha vida. Foi quando eu decidi ficar dentro da comunidade. Toda vez que eu ia para a comunidade em Medjugorje, não voltava de mãos vazias. Sempre voltava com um coração cheio de esperança, de fé. Irmã Elvira sabia sobre essas coisas e eu acho que é por isto que me enviava sempre a Medjugorje. Agora vou a Medjugorje todos os anos acompanhando peregrinações, e nunca retorno de Medjugorje sem levar algo comigo. É difícil explicar, mas a Virgem Maria está ali perto de você e te ajuda a viver estas coisas. Então, devo dizer também como sacerdote, que em nenhum lugar no mundo se confessa tão bem quanto em Medju gorje. Em nenhum lugar do mundo, eu encontrei pessoas tão sinceras e abertas no momento da confissão.

- Por que ?

- O mais provável é que seja o resultado da presença da Virgem Maria. As pessoas A sentem! Não se trata de quão grandes ou pequenos sejam os seus pecados. Se trata de que com que fervor e com que verdade as pessoas se confessam ali, com que humildade e com que arrependimento.

Traduzido por Gabriel Paulino

Fontes:http://www.comunitacenacolo.it/viewpagina.asp?keypagina=1117
Fonte: comshalom.org

24 de mar. de 2011

O testemunho convence. Ou: Seja um 'Evangelho-Ambulante'

"Tome muito cuidado com sua vida, pois ela pode ser o único Evangelho que seu irmão lê."
(Madre Tereza de Calcutá)



Quando meditamos as Escrituras, vemos que Jesus sempre usava de exemplos para falar sobre o Seu Reino; e Ele os usava porque era mais fácil falar do Reino por meio deles. Claro que as analogias que Ele usava são ínfimas perto do que é propriamente o Reino, mas como nossa inteligência é curtíssima, Ele "rebaixou", "simplificou" o Reino em Sua explicação para que compreendêssemos.

No entanto, uma das coisas que mais me chama a atenção é quando o próprio Jesus se faz exemplo para conquistarmos este Reino, conforme citou o Evangelista Lucas, no capítulo 9, versículo 23: Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo; tome a sua cruz e siga-me.

Confesso que este pequeno versículo causa-me arrepios! Jesus nos dá três condições para sermos Seu discípulo: renunciarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguí-lO. Parece fácil? Não, não é. Porém, não é impossível, pois nada que o Senhor nos pediu está fora do nosso alcance com o auxílio de Sua graça.

O ato de renunciar, a mim, parece o mais difícil de todas as três condições - e por isso o Senhor o colocou em primeiro lugar -, pois renunciar implica em desaparecer. A renúncia exige deixar de lado tudo o que se deseja, espera, quer, premedita, por amor ao Senhor.O problema é que somos mesquinhos, egoístas, avarentos, cheios de desejos. Não queremos renunciar a uma roupa que não estejamos usando, por exemplo, e dá-la a alguém que realmente precisa. A renúncia exige coragem, desprendimento, e acima de tudo, conhecimento pelo o quê se despreza. Um testemunho que elucida isso é o de Cura D'ars. O nobre santo, quando foi enviado a Ars, na França, vendo que a cidade toda era alicerçada na prostituição, luxúria e orgias, renunciou todos os objetos de valor que tinha, ficando apenas com duas túnicas. Fazia penitências diárias, e com o fruto de sua oração e perseverança, toda a cidade de Ars converteu-se ao Senhor, abandonando toda a sua vida de pecado. Seu testemunho nos deixa claro que, ao renunciar todos os seus gostos pelas causas evangélicas, Cura d'Ars pôde fazer a vontade de Deus, que é salvar o Seu povo das trevas do pecado.

Tomar a cruz é pesado, mas fácil se conseguirmos entender o primeiro passo (renúncia) e colocá-lo em prática, pois tomar a cruz exige não apenas uma renúncia de si, e sim, mostrar a Deus o amor que você tem por Ele e por seus filhos. E porque você os ama, só deseja cumprir os desígnos do Senhor para o bem de ambos. Assumir a cruz, então, é apossar-se da graça do Pai e de Seu amor, bem como sinal de responsabilidade, maturidade espiritual. Logo, tomar a cruz não é sinônimo de dor, mas amor. Tomá-la quer dizer que você entendeu o amor que Ele tem por você e por isso quer retribuir da mesma forma. Tomar cruz é, literalmente, morrer para si mesmo. É cumprir Gálatas 2,20: Vivo, mas não sou. É Cristo que vive em mim.

Ao renunciar suas vontades e assumir sua cruz, o terceiro passo é praticamente voluntário: seguir o Senhor. Ah! Seguir o Senhor é um deleite às nossas almas. Seguí-lo não é perseguí-lo, tal qual fizeram os Doutores da Lei. Seguí-lo e andar sobre os Seus passos. Jesus andou, eu venho logo atrás e piso sobre as pegadas deixadas no chão, a fim de não sair nenhum milímetro fora de Sua Vontade. Seguir o Senhor é fazer tudo, tudo, tudo em acordo com a Sua Vontade. Quem assim consegue viver, já não deseja mais ser o centro da atenção, pois sua vida está toda centrada em Cristo. O desejo que este alguém tem não é de aparecer, mas deixar que o Senhor Jesus apareça. Torna-se, então, um Evangelho vivo.

Muitas pessoas conseguiram fazer isso. A primeira delas foi a Virgem Santíssima. São José, o próximo. São João Batista, o Evangelista; Os Apóstolos; os Mártires e os Santos e Justos de todos os tempos. Conseguiram tanto que honraram o nome "cristão": fizeram a vontade do Pai, seguiram Jesus e, assim como Ele, formaram discípulos.

Quando toco neste assunto, sempre me lembro de São Francisco de Assis. Um dia ele convidou um de seus discípulos para evangelizar numa cidade próxima. Animado com o convite, o discípulo jejuou, orou e esperou, ansioso, para a missão. No dia seguinte, ao chegar na cidade onde a missão ocorreria, São Francisco apenas o instruiu a caminhar próximo ao povo, por toda a cidade. Ao término, indagou: Mestre, não vimos aqui evangelizar? Por que não falamos nada? E ao que São Francisco respondeu: Porque não precisamos falar o Evangelho, mas devemos SER um! Se as pessoas não viram em nós o Cristo, de nada nos adianta falar.

Para finalizar, retomo aqui a frase de Madre Tereza de Calcutá, citada no início deste texto: Tome muito cuidado com sua vida, pois ela pode ser o único Evangelho que seu irmão lê. O que é que seu irmão tem lido em você? Ele enxerga nos seus olhos o Cristo Vivo e Ressuscitado? Será que você faz a diferença na vida das pessoas de sua casa, de sua família? Em miúdos: você já assumiu e pôs em prática as três condições que Cristo nos deu em Lucas 9,23 para ser um testemunho que convença o mundo que só Jesus Cristo é o Senhor, e que serví-lO é a maior graça que alguém pode ter?

Se todas as respostas foram não, não se desespera. Aproveite este tempo de Quaresma para meditar, para voltar ao Senhor e assim viver uma Páscoa excelsa. Certamente Ele o espera. Volte para Ele e permita-O ajudá-lo a ser um "Evangelho-Ambulante" por aí.

29 de out. de 2010

Parabéns, Padre Mateus!

Associação Human Life International dos EUA, cumprimenta Pe. Mateus Maria, pelas suas declarações pró-vida

Caros amigos, defensores da vida, é com muita alegria que partilho convosco - Para a Glória de Deus Pai - a carta que recebi da Associação Pró-Vida Human Life International. Carta está que me deu mais incentivo a doar a minha vida, pela Vida, dom sagrado de Deus!

 
Diante de tantos ataques por e-mail, devido a posição clara a favor da Vida, e do magistério da Igreja, recebi ontém dia 28/10/2010 esta linda carta, a qual para mim foi uma resposta clara de Deus. Partilho convosco o seu conteúdo, e agradeço o carinho e as palavras da Associação Internacional Humam Life.

Pe. Mateus Maria, FMDJ

CONTEUDO DA CARTA:

28 de Outubro de 2010

Dia de São Simão e São Judas Tadeu

Apóstolos do Verbo de Deus Encarnado


Reverendíssimo Padre Mateus Maria


Apraz-me imensamente apresentar-lhe os melhores cumprimentos e felicitações em nome da associação Human Life International dos Estados Unidos, cuja missão é a de lutar através de todos os meios lícitos e legais em defesa do direito humano mais básico: o direito à vida, hoje tão ameaçado pelos corifeus da cultura da morte em todo o mundo.

Ecos das suas destemidas declarações pró-vida e do compromisso em defesa dos mais inocentes entre os irmãos indefesos de Cristo, serviram de inspiração e estímulo para católicos fiéis, aqui nos Estados Unidos da América do Norte.

Queira aceitar esta mensagem como símbolo de nossa elevada estima pelo senhor. Human Life International se orgulha em manifestar publicamente todo o nosso apoio a si e aos seus colegas no sacerdócio na luta em defesa da vida humana inocente no país que conta com a maior população católica do mundo: o Brasil.

Os verdadeiros sacerdotes de nossa Santa Igreja continuarão sempre a proclamar que a lei moral é claríssima: nunca é lícito eliminar a vida de uma pessoa inocente.

Saiba, senhor Padre, que esta expressão sincera de nossa gratidão representa os melhores desejos e orações de toda a nossa família internacional de missionários pró-vida espalhados em 102 países do mundo.

Tenha a certeza de poder contar com minhas orações pelo seu ministério sacerdotal junto ao bom povo de Deus.

Atenciosamente, em Jesus Cristo Senhor Nosso,

Raymond J. de Souza
Diretor de Programações
para os países de língua portuguesa

http://www.hli.org/
http://raymonddesouza.com/lifelines.htm

15 de out. de 2010

Nota: Sofremos juntos!

Em nota, o site Rainha Maria divulgou sobre as ameaças que vem sofrendo durante as eleições. É triste - e porque não, lamentável - encontrarmos pessoas que, pela falta do uso da razão e da noção de liberdade de espaço que todos têm, arvoram-se do direito de punir alguém que diga a verdade. Ameaças todos sofremos. Há inúmeras pessoas que nos procuram para nos caluniarem. Lavantam-se e invertem as posições centrais dos assuntos discutidos apenas para nos colocarem no centro do Coliseu e assim deixarem os leões nos devorarem.
É fato que o site Rainha Maria é de extrema importância para um apóstolo católico. Nele aprendemos imensamente sobre a doutrina e os valores morais, éticos e cristãos. A Equipe Missionária Regina Apostolorum sempre usou deste site para embasamento de suas pregações e artigos. É inadmissível, portanto, encontrarmos lobos que, querendo impedir o direito do site Rainha Maria em expor seus argumentos, e que não é de hoje, mas já há uma decada.
Com isso, emitimos esta nota em nome do fundador da Equipe Missionária, Anderson Luis dos Reis, a fim de dizer que sofremos juntos com todos os membros deste apostolado mariano. Rezaremos para que vençam esta batalha e rogamos à Virgem Maria que esmague a cabeça da Serpente.

Em Cristo,

Equipe Missionária Regina Apostolorum.

28 de set. de 2010

Testemunho de uma sobrevivente ao aborto (video)


Em tempos em que os homens querem determinar quem vive e quem morre, esta senhora australiana, Gianna Jessen, traz um testemunho tremendo.

Destaco este parágrafo maravilhoso:
“Que absoluta arrogância é o argumento existente por tanto tempo de que o mais forte deve dominar o mais fraco, deve determinar quem vive ou morre. Que arrogância! Vocês não percebem que não são capazes de fazer o próprio coração bater? Não percebem que todo o poder que pensam ter na verdade não lhes pertence? É a misericórdia de Deus que mantém vocês,mesmo quando vocês O odeiam.”



6 de jul. de 2010

Outro “Rei do aborto” convertido em defensor da vida: A história de Stojan Adasevic


O jornal La Razón de Espanha deu a conhecer o caso de um novo “rei do aborto” convertido: Stojan Adasevic, quem chegou a realizar 48 mil abortos em total e até 35 em um só dia, é atualmente o principal líder pró-vida da Sérbia, mas durante 26 anos foi o ginecologista abortista mais prestigioso da Belgrado comunista.
O periódico espanhol assinala que “os livros de medicina do regime comunista diziam que abortar era, simplesmente, extirpar uma parte de tecido. Os ultra-sons que permitiam ver o feto chegaram nos anos 80, mas não mudaram sua opinião. Entretanto, começou a ter pesadelos”.
Ao relatar seu processo de conversão, explica o jornal, Adasevic “sonhava com um formoso campo, cheio de crianças e jovens que jogavam e riam, de 4 a 24 anos, mas que ao vê-lo correram dele temerosas, como que se lhe reconhecendo. Um homem vestido com um hábito branco e negro o olhava intensamente, em silêncio. O sonho se repetia a cada noite e acordava com suores frios. Uma noite perguntou ao homem de negro e branco por seu nome. ‘Meu nome é Tomás de Aquino’, respondeu o homem do sonho. Adasevic, formado na escola comunista, nunca tinha ouvido falar do genial santo dominicano, não reconheceu o nome”.
“‘por que não me pergunta quem são estas ciranças? São os que matou com seus abortos’, disse-lhe Tomas. Adasevic acordou, impressionado, e decidiu não praticar mais intervenções”, prossegue.
“Esse mesmo dia veio a seu hospital um primo seu com a noiva, grávida de quatro meses, para fazer-se o nono aborto, um fato bastante freqüente nos países do bloco soviético. Ele, ainda não afirmado socialmente de sua decisão, concordou. Em vez de tirar o feto membro a membro, decidiu amassá-lo e tirá-lo como uma massa. Entretanto, o coração do bebê saiu ainda pulsando. Adasevic se deu conta então de que tinha matado a um ser humano”.
Depois desse macabro episódio, Adasevic “informou ao hospital de que não faria mais abortos. Nunca na Yugoslávia comunista um médico se negou. O Governo reduziu seu salário pela metade, despediu sua filha do emprego em que trabalhava, e impediu seu filho de entrar na Universidade.

Depois de dois anos de pressões e a ponto de render-se, voltou a sonhar com Santo Tomas: “‘é meu bom amigo, persevera’, disse o homem de branco e negro. Adasevic se comprometeu com os grupos pró-vida. Duas vezes conseguiu que a televisão yugoslava emitisse o filme de ultra-sons ‘O grito silencioso’, de outro famoso ex-abortista, o doutor Bernard Nathanson”.
Atualmente o doutor Adasevic publicou seu testemunho em revistas e jornais da Europa do Leste, como a russa Liubitie Drug Druga. Voltou para cristianismo ortodoxo de sua infância e também aprendeu coisas sobre Santo Tomás de Aquino.
O jornal “La Razon” comentou em sua matéria que Adasevic estima que São Tomás de Aquino desejava que os erros por ele cometidos fossem compensados, reparados… Atualmente, continua sua luta em defesa dos não nascidos.
Esta história mostra-nos também que todos os envolvidos com a prática do aborto tem chances de reconciliarem-se com Deus. Se assim o desejarem por sua boa e santa vontade, por sua boa fé e pelo amor à vida em plenitude considerada. Se um Médico com 48.000 abortos, depois de sua conversão e das provações que comprovaram o seu caráter, foi contemplado com um distinto diálogo místico em que São Tomás de Aquino o declarou como “meu bom amigo”, certamente todas as outras pessoas envolvidas com o aborto também podem reencontrar as graças e o reconhecimento de Deus e de todos os Seus. O que vale para todas as outras formas de agressão à pessoa pelo pecado contra a sua dignidade ou integridade… Sempre lembremo-nos disto…
Abaixo, transcrevo a oração “ALMA DE CRISTO”, de autoria justamente de São Tomás de Aquino.
ALMA DE CRISTO
Alma de Cristo, santificai-me
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Dentro de Vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora de minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
Para que com Vossos Santos Vos louve,
Por todos os séculos dos séculos.
Amém.
FONTES: ACI e Gente de fé

8 de mai. de 2010

Jovem Africana engatinha 2,5 milhas para assistir Missa Dominical.


Notícia de Catholic News Agency:

.- As Pequenas Irmãs do Idoso Abandonado (Moçambique) receberam em sua casa essa semana uma jovem Africana de 25 anos chamada Olivia, que apesar de não ser batizada na época e não ter nenhuma perna, engatinhava 2,5 milhas todos os domingos para assistir Missa.
Conforme a agência de notícias AVAN, as irmãs disseram que um dia viram “algo se movendo no chão ao longe”, e quando se aproximaram viram, “para nossa surpresa que era uma jovem mulher”.
“Conseguimos conversar com ela através de uma senhora que estava andando e que traduzia para Português o que ela estava nos dizendo” em seu dialeto, disseram.
As irmãs disseram que apesar “da terra do caminho queimar as palmas de suas mãos durante os dias mais quentes do ano”, a jovem mulher rastejava até a Missa, “dando testemunho de perseverança e de fé heróica”.
A jovem mulher recebeu a preparação para o batismo de um catequista que periodicamente a visitava em casa. Depois de ter sido recentemente batizada, um dos benfeitores das irmãs doou uma cadeira de rodas para Olivia.

28 de abr. de 2010

A Conversão de um abortista , conhecido como REI DO ABORTO.












Em sua autobiografia intitulada The Hand of God, “A mão de Deus”, Bernard Nathanson – outrora conhecido em Nova York como o “rei do aborto” por ter participado, direta ou indiretamente, de 75.000 deles – conta como se converteu num dos mais destacados defensores da vida, tendo depois ingressado na Igreja Católica. A categoria intelectual e moral do Dr. Nathanson fez com que muitos dos que praticavam ou fomentavam o aborto, incluindo alguns parlamentares, reconhecessem o seu erro e se unissem à luta em favor da vida humana mais indefesa: a dos não-nascidos.




* * *



O aborto e todo o seu séqüito – da eutanásia aos “estoques” de embriões humanos congelados – são assuntos que nunca estarão definitivamente resolvidos, já que afetam o próprio sentido da vida humana. No atual momento da História, é nos Estados Unidos onde a divisão de forças entre a “cultura da morte” e a “civilização do amor” pode ser vista com mais clareza do que em qualquer outro lugar. Conversões como a do dr. Bernard Nathanson – primeiro à causa pró vida e depois à fé cristã – são altamente significativas, pois mostram a força das evidências científicas e o poder da oração. Além disso, manifestam a íntima conexão que existe entre Deus e a Lei natural inscrita por Ele na natureza humana. Quem reconhece e segue a Lei natural, muito possivelmente acabará encontrando Deus e a Igreja.



O ABORTO, TAL COMO ELE É



Muitos leitores conhecem em grandes traços a história do Dr. Nathanson. Em 1969 fundou com outras pessoas a Associação Nacional para a Revogação das Leis contra o Aborto (conhecida pela sigla NARAL. Quando mais tarde adotou o nome de Liga Nacional de Ação pelos Direitos Reprodutivos e do Aborto – National Reproductive and Abortion Rights Action League –, a sigla manteve-se). Foi Diretor do Centro de Saúde Reprodutiva e Sexual de Nova York, que na época era a maior clínica de abortos do mundo.



No final da década de 70, abandonou a militância a favor do aborto e chegou a ser um grande advogado da causa pró vida, principalmente com o seu livro Aborting America <“A América que aborta”> e com o vídeo The Silent Scream (“O Grito Silencioso”). Este último constituiu uma verdadeira revolução: empregando a tecnologia médica, mostrou de forma definitiva todos os horrores do aborto, tal como realmente ocorre no ventre materno. Esse vídeo e a sua continuação, The Eclipse of Reason (“O Eclipse da Razão”), foram amplamente exibidos, não somente para o grande público através de canais de televisão em todo o mundo, como também em sessões especiais para parlamentares de diversos países.



Nathanson logo se tornou alvo da ira das forças que promovem a cultura anti vida nos Estados Unidos. Sua mudança de atitude ao convencer-se da realidade objetiva do aborto – a supressão de uma vida humana inocente – fez dele um tema habitual para radicalizações e sátiras. A partir de então passou a atuar simultaneamente como obstetra de prestígio e como professor universitário, viajando pelo mundo todo para dar conferências em defesa dos não nascidos. Já prestes a aposentar-se, publica a sua autobiografia, que contém não somente impressionantes revelações sobre como um homem pode chegar a ser um abortista, mas também – por ter sido escrito quando estava já às vésperas de dar o último passo da sua conversão e incorporar-se, pelo Batismo, à Igreja de Cristo – um testemunho convincente do poder da graça divina.



SEM DESCULPAS



O livro não é fácil nem agradável de ser lido, pois revela ações más e verdadeiramente repugnantes. O que chama a atenção e merece elogios é o fato de o autor não oferecer nenhum argumento que sirva de desculpa para o seu comportamento. Embora o leitor não encontre nada que justifique a conduta de Nathanson, pelo menos encontrará muitas razões para compreendê-la, ao conhecer como foi a infância e a adolescência do autor. Nathanson relata minuciosamente os seus primeiros anos em Nova York, no seio de um lar em que não havia o menor indício de fé religiosa, nem de lealdade ou carinho familiar. A religião não teve papel algum na sua educação. Sua família, judia, não praticava a fé, embora celebrasse as festas religiosas, da mesma forma que muitas famílias cristãs também festejam de algum modo a Páscoa ou o Natal sem que essas solenidades tenham quaisquer conseqüências práticas sobre a sua forma de pensar ou de agir.



É realmente impressionante como Nathanson descreve a idéia que tinha de Deus na sua infância. “Minha imagem de Deus – concluiu, refletindo sessenta anos depois – era a da figura ameaçadora, majestosa e barbuda do Moisés de Michelangelo: sentado sobre o que parecia ser o seu trono, inspecionava o meu destino e estava prestes a lançar sobre mim o seu juízo inexoravelmente condenatório. Assim era o meu Deus judeu: terrível, despótico e implacável”. Num momento posterior da sua vida, quando cumpria o serviço militar na Força Aérea, leu um livro sobre a Bíblia para passar o tempo nas horas mortas. Descobriu que “o Deus do Novo Testamento era uma figura amável, clemente e incomparavelmente carinhosa. Nela iria eu depois buscar, e por fim encontraria, o perdão que desejei por tanto tempo e tão desesperadamente”. Foi um presságio da sua posterior conversão à fé cristã.



O SEGREDO DA PAZ DE CRISTO



Durante os seus estudos de Medicina na Universidade McGill do Canadá, teve como professor o famoso psiquiatra judeu Karl Stern, que havia emigrado da Alemanha nazista. Essa relação teria conseqüências positivas várias décadas depois, quando Nathanson começou a examinar mais de perto as razões do Cristianismo. A respeito de Stern, diz: “Era a figura dominante no Departamento: um grande professor, um orador fascinante – chegava a ser eloqüente, embora empregasse um idioma que não era o seu – e um polemista brilhante, que infalivelmente disparava idéias originais e atrevidas. (...) Tive para com Stern uma espécie de culto ao herói: estudei a Psiquiatria com a diligência de um escriba que esquadrinha a Bíblia, e em troca me deram o prêmio de Psiquiatria ao acabar o quarto ano. (...) Stern transmitia uma serenidade e uma segurança indefiníveis. Na altura eu não sabia que em 1943 – após anos de meditação, leitura e estudo – ele se tinha convertido ao Catolicismo”. Mais tarde, quando Nathanson ler a famosa autobiografia de Stern, Pillars of Fire (“Pilares de Fogo”), compreenderá que o seu autor “possuía um segredo que estive toda a vida buscando: o segredo da paz de Cristo”.



Os capítulos seguintes descrevem a compulsiva promiscuidade de Nathanson, da qual resultou o seu primeiro contato com o aborto, pago pelo seu pai e feito na sua primeira namorada. Depois vem a história dos seus dois primeiros casamentos e o episódio que talvez seja o mais arrepiante: o aborto feito por ele mesmo em outra das mulheres com quem tinha tido relações.



AS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS



Nos capítulos seguintes, Nathanson conta o que já em boa parte tinha explicado em seu livro Aborting America sobre a sua crescente participação na campanha pela liberação do aborto nos Estados Unidos. Como se sabe, essa campanha terminou em 1973, com a sentença da Suprema Corte que – na prática – legalizou o aborto solicitado.



Com o passar do tempo, Nathanson viu claramente as evidências científicas – em boa parte graças às novas tecnologias, que permitiam ver a criança dentro do ventre materno – de que “aquilo” que abortou milhares de vezes (segundo seus próprios cálculos, esteve direta ou indiretamente envolvido em 75.000 abortos) era na verdade um ser humano: era-o desde o instante da concepção. Deixou de praticar abortos e passou a ser o mais famoso “convertido” e o mais conhecido defensor da causa pró vida nos Estados Unidos.



MATADOUROS HUMANOS



Num dos últimos capítulos, intitulado “Rumo aos Tanatórios”, Nathanson faz predições sobre o que o Papa Paulo VI já antecipava com tanta clarividência na sua Encíclica Humanae Vitae: uma vez perdido o respeito pela vida humana em seu começo, chega-se inevitavelmente à eutanásia. Prognostica que em breve haverá clínicas que farão negócio com a morte.



“Baseando-me na minha própria experiência com um tipo de paganismo tão extremo como esse, posso prever que haverá empresários que montarão pequenos e discretos «sanatórios» para aqueles que desejem morrer ou que a isso tenham sido persuadidos, coagidos ou enganados pelos médicos (...). Mas isso será apenas a primeira fase. Quando os tanatórios (do grego thanathos, morte) tiverem prosperado e se expandido, formando redes de clínicas e concessionárias, os administradores assumirão o comando, cortando gastos e custos à medida que a concorrência for aumentando. Na sua versão final, os tanatórios – reorganizados, eficientes e economicamente perfeitos – tornar-se-ão primeiramente muitíssimo parecidos às fábricas de produção em série em que se converteram as clínicas abortistas; numa fase posterior, serão semelhantes aos fornos de Auschwitz”.



O EXEMPLO E A ORAÇÃO



Apesar de tudo, Nathanson termina o livro com uma nota de esperança na misericórdia, no perdão e na salvação oferecida por Cristo. Como costuma ocorrer nas histórias de conversões, foi a oração e o exemplo de muitos amigos e colegas pró-vida o que acabou por vencer a resistência daquele ateu endurecido, que assim pôde compreender que é possível haver um lugar no coração de Deus até mesmo para gente como ele.



Referindo-se a uma manifestação pró-vida em frente a uma clínica abortista, conta que os participantes “rezavam, apoiavam-se mutuamente, cantavam hinos de júbilo e recordavam constantemente uns aos outros a proibição absoluta de empregar a violência. Rezavam pelos não-nascidos, pelas pobres mulheres que iam lá para abortar, e pelos médicos e enfermeiras da clínica. Rezavam inclusive pelos policiais e jornalistas designados para o local. Eu me perguntava: «Como é que essa gente pode se entregar por um público que é – e sempre será – mudo, invisível e incapaz de qualquer agradecimento?»” Ver aqueles manifestantes pró-vida, dispostos a ir para a cadeia e a arruinar-se por suas convicções, causou em Nathanson uma profunda impressão.



Conta então que “pela primeira vez em minha vida de adulto, comecei a albergar a noção de Deus: um Deus que paradoxalmente me tinha levado até à beira dos proverbiais círculos do inferno, só para mostrar-me o caminho para a redenção e para o perdão mediante a sua graça. Esse pensamento contradizia todas as férreas certezas, que me haviam sido tão queridas: num instante converteu o meu passado num repugnante lodaçal de pecado e de maldade; me acusou e condenou pelos graves crimes contra aqueles que me amavam e contra aqueles que nem sequer conheci; e ao mesmo tempo – milagrosamente – ofereceu-me uma reluzente centelha de esperança, na crença – cada vez mais firme – em que há dois mil anos Alguém morrera pelos meus pecados e pela minha maldade”.



Fonte: L´Osservatore Romano, 21 de fevereiro de 1997, pág. 9. Tradução Quadrante. Disponível em http://www.almudi.org/.

12 de abr. de 2010

Testemunho de Rafael Lourinho


Rafael Lourinho Castelo Branco, escravo da Virgem Maria pela vontade de Deus, à Igreja de Deus que está espalhada por todo este mundo. A vós desejo a paz de Cristo!
Muito me alegra partilhar um pouco de meu testemunho com cada um de vocês, pricipalmente quando falamos no que Deus fez em minha vida por meio desta obra maravilhosa, que é a Comunidade Escravos de Maria do Santíssimo Rosário (atual Equipe Regina Apostolorum).
Lembro-me que no ano de 2007, quando eu estava a frente de um grupo de jovens e por conseguinte sob a coordenação de um encontro chamado Maranatha, um amigo meu me emprestou um DVD que tinha como conteúdo o testemunho do Anderson (Fundador da Comunidade). Quando vi aquele testemunho, muito me impressionei, pois vi o quanto Deus pode fazer na vida de um jovem que dá um SIM verdadeiro a Deus.
Recordo-me que a palavra que ficou marcado em meu coração e muito me incomodou foi "ousadia", pois até então eu era um jovem relaxado e frouxo que se dizia católico, mas pouco me esforçava para viver o evangelho do Nosso Senhor. Além disso, lembro que naquela época não tinha o mínimo de zelo com Jesus Eucarístico, meu amor por Maria Santíssima não era tão intenso como depois daquele testemunho, não rezava o Rosário e nem lia as Sagradas Escritura, ou seja, era um católico só de nome, pois de essência eu não tinha nada.
Mas graças a Deus, por meio do testemunho do Anderson, instrumento de Deus, minha vida mudou radicalmente. Passei a rezar o rosário, a ler as Sagradas Escrituras, a buscar Jesus Eucarístico diariamente na Santa Missa, meu amor por Nossa Senhora aumentou imensamente, tanto é que hoje, por graça de Deus, eu sou escravo da Virgem Maria.
Não sei quantas vezes assisti esse belíssimo testemunho de vida, mas se fosse contar acho que passaria de umas 30 vezes. Foram muitas vezes mesmo, pois comecei a sentir que Deus tinha algo a me dizer por meio daquele testemunho. Nunca tinha ouvido tanta verdade em um testemunho só, ainda mais nos tempos difíceis que a nossa querida e amada Igreja vem passando (cf. II Tim 3,1). Felizmente, pude ver que na Igreja ainda existia pessoas que não tinham medo de pregar a verdade e de denunciar o pecado. Louvado seja Deus por este testemunho!
A sede por Deus ficou imensa e a partir de então, passei a escutar diversas pregações do Anderson, como Maria Terror dos demônios; Ser profeta no tempo da apostasia; Vai e reconstrói a minha Igreja; Poder da Oração; Padre Pio, modelo de santidade; As duas colunas da Igreja; Amar a Igreja; Jovem, assuma sua vocação; Humildade a chave que abre o coraçã de Deus; Igreja no tempo da tormenta; o Poder do Rosário; Seguir o Exemplo de Maria; Maria Pota do Céu; e diversas outras pregações, sendo que cada uma delas tive uma experiência genuína com Deus e muito aprendi com cada uma delas. Posso dizer que parte de minha cataquese foram por meio dessas ríquissimas pregações e aproveito este espaço para recomendar a todos, que porventura venham a ler esse pequenho testemunho.
Por graça de Deus, minhas experiências com esta maravilhosa obra não se restringiram somente a escutar as pregações do Anderson por meio de um CD ou DVD, mas tive a oportunidade de escutá-las em divesas missões (como por exemplo no Lago Azul-GO, Novo Gama-GO, Valparaíso-GO, Brasília-DF e Catalão-GO) e creio que muitas outras oportunidades ainda virão.
Além do mais, tive a graça de caminhar como membro da comunidade por mais ou menos 1 ano e meio aqui em Brasília-DF. Neste tempo, muitas experiências intensas de amor tive com esta comunidade. Muitas formações cristãs e humanas que muito me ajudaram a perseverar nos caminhos do Senhor. Além de muitos momentos fraternos inesquecíveis vivencei com esta comunidade e seus membros (Como esquecer o dia em que fomos ao zoológico? E o dia em que fomos na Esplanada dos ministérios aqui em Brasília-DF tirar fotos em um mesmo lugar? Como esquecer os dias em que lanchamos no tiozinho lá no Novo Gama-GO após as missões ou depois das formações e ficavamos partilhando até altas horas da madrugada? E o dia que jogamos Imagem ação? Como esquecer do dia em que viajei com o Anderson e o Josué para Anápolis-GO para comprar livros e comer queijo na estrada? Pois é, tempos que não voltam, porém que jamais sairão de nossas memórias).
Para finalizar, queria dizer que os momentos de partilha que tive com cada um dos membros dessa comunidade, em especial com o Anderson, sua mãe Tia Izabel e outros membros, muito contribuíram para curas interiores, traumas de infância, problemas pessoais na área afetiva e da sexualidade, dentre muitos outros benefícios. Mas o mais importante, que quero deixar registrado por meio deste testemunho, é que por meio de tantas experiências pude ver o quanto sou humano e o quanto que cada um dos membros da comunidade também apresentam limitações e também necessitam de ser amparados e até mesmo levantados nos momentos difíceis de caminhada. Além disso, nunca mais vou esquecer o que o Anderson disse um dia para minha pessoa: "Nós somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais".
Que Deus abençoe a cada um de vocês e Salve Maria Imaculada.

Rafael Lourinho Castelo Branco (24 anos, Brasília/DF, Brasil)