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5 de jul. de 2011

PADRE PIO: “OS ANJOS NOS INVEJAM DE UMA SÓ COISA: QUE ELES NÃO PODEM SOFRER”


Aqui vemos que o Anjo não nos livra da Cruz, mas sente e compadece conosco. Mas também se alegra com nossas dores, enquanto as aceitamos dignamente para a glória de DEUS. Outra vez quando o Padre Pio foi muito atacado pelos demônios, o Anjo lhe disse: “Agradece a Jesus por te estar tratando como a um escolhido para subir o caminho escarpado para o Calvário. Alma confiada por Jesus aos meus cuidados, eu guardo com alegria e profunda comoção este comportamento de Jesus contigo. Acaso pensas que estaria tão feliz se não te visse tão maltratado? Eu, que em santo amor desejo teu bem, começo a jubilar mais e mais ao ver-te neste estado. Jesus permite estes assaltos do diabo porque Sua compaixão te faz querido a Ele e Ele quer que te pareças com ELE no deserto, no Jardim (das Oliveiras) e na Cruz” (Ibid., 330–331).

Isso combina muito bem com o que o Padre Pio disse uma vez: “Os Anjos nos invejam de uma só coisa: que eles não podem sofrer por DEUS” (Send me your Angel, 65).

Queremos nos deixar inspirar por este grande Santo e pôr em prática os seus conselhos a respeito dos Anjos. E mesmo que ele não viva mais e, por isso, não possamos enviar mais os nossos Anjos da Guarda a San Giovanni Rotondo, não quer dizer que acabou a grande ajuda deste grandioso Santo. Muito mais podemos enviar agora os nossos Anjos da Guarda para o Padre Pio no céu, confiando que ele tem agora ainda mais poder para nos ajudar.


30 de jun. de 2011

Será que amo corretamente as pessoas e a Igreja?


Você já parou para pensar na sua forma de amar? Pensa ai nas pessoas, coisas e instituições que você ama? Será que o seu amor é um amor que edifica o ser amado?

Nos últimos dias estou acompanhando uma pessoa que têm sofrido muito por ver sua mãe em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. Chora por saber que sua mãe esta em um lugar confinado, em uma vida ascética, tendo que obedecer muitas regrinhas de vida comunitária e sem poder se divertir. Realmente as clínicas de recuperação têm estas características “radicais” e até compreendo a razão de ser de tantas lagrimas.

Mas o centro da questão é o seguinte: Será que esta pessoa chorava e sofria tanto quando sua mãe estava se “divertindo” nos bares, enchendo a “cara” de cervejas, vinhos e até mesmo cachaça? Se embriagando, chegando de madrugada em casa e sendo abusada por “amizades interesseiras”? Não, não existiam todas estas lagrima. Mal, mal uma leve preocupação.

A pessoa sofre absurdamente ao saber que sua mãe esta se recuperando em uma clinica e não sofria tanto quando via sua mãe se matando nos bares. Que amor é este? É o amor doente. A Filáucia. Um amor que em nada edifica o ser amado. Se você quiser entender mais sobre este amor doente escute esta palestra do Padre Paulo Ricardo:

Espero em Deus que a alma desta pessoa seja curada para que consiga amar de forma ordenada e edificante sua mãe.

Refletindo nesta situação cheguei à conclusão que existem em muitas almas um amor doente pela Igreja. Tenho visto muitas pessoas doentes de filáucia no contexto eclesial.

Vamos de exemplo para ficar mais claro. Algumas pessoas ficam revoltadas quando alguém denuncia um herege que está na hierarquia da Igreja, todos nós sabemos que os hereges na hierarquia fazem um mal terrível para as almas, porém o “falso amor” faz com que exista um diabólico silencio que em nada edifica o Corpo de Cristo.

Sempre se escuta o seguinte: “odeio quem fala mal de Padres”, “Estes leigos deveriam se colocar nos seus lugares” ou “não aguento mais este povo que dividi a Igreja”.

Querem uma falsa união e uma falsa paz na Igreja tal como o filho do caso acima queria uma falsa liberdade para a mãe. A igreja neste caminho se torna amiga do relativismo e da mentira. Isto é um absurdo e que acontece muito na nossa realidade.

Querem o bem da Igreja. Mas que bem é este que omite a verdade? Que bem é este que dá liberdade para mentirosos falarem o que querem em nome da Igreja? Um bem desvinculado da verdade e da clareza só tem poder de destruir.

Satanás é o “bom macaco” que sempre desvirtua as coisas de Deus, o desgraçado consegue fazer com que estejamos mergulhados em vícios achando que somos virtuosos.

Convido os leitores a pensar na forma com que tem amado as pessoas e a Igreja. É um amor que edifica ou é um amor “superprotetor” que só faz mal para o ser amado? Vale a pena parar e refletir.

Bruno Cruz

@bhcvida

22 de jun. de 2011

“Por que Deus permite o sofrimentos de seus filhos?”


Padre Paulo Ricardo responde no " Resposta Católica":

22 de mar. de 2011

Os enganos da carne

Sois vós tão insensatos? Tendo começado pelo Espírito, é pela carne que agora acabareis? Gal 3:3




Se há uma coisa em que somos mestres em fazer é iniciar algo e não terminar. Se eu perguntasse a você quantos livros começou a ler e não terminou; quantas vezes prometeu que rezaria o Santo Terço diariamente e nada; quantas vezes decidiu não comer algo e comeu; você perderia as contas. Eu também! Sou rainha de começar algo e não terminar. E isso mostra o quanto você e eu somos inconstantes, o quanto somos infiéis e o quanto não perseveramos em nossa caminhada rumo ao amor do Pai. E estas atitudes influenciam diretamente nosso espírito. Explico.

Algo que deixamos de considerar em nossa caminhada rumo ao Pai é que as atitudes da nossa carne influenciam diretamente em nosso espírito; e, como os nossos olhos só conseguem ver o que é mortal - e por isso não enxergam o que é eterno, não veem o sobrenatural - não vemos mau algum em assistir a um reality show que traz tanta pornografia; em ler uma obra que tenha teor maçônico; em ouvir músicas que excitem profundamente nossa sexualidade... Porém, todas estas coisas podem (e contribuem) perder a nossa alma, levando-nos para a desgraça eterna.

Não se deixe levar pelos enganos da carne. Sabemos que o que a carne nos oferece é enganador, não tem constância. As paixões, as devassidões, as promiscuidades... todas elas se originam da carne. O que há de bom em nós não provém da nossa carne, mas é mérito exclusivo de Deus, que por seu amor, nos doou todos os dons que fossem necessários para que prosseguíssemos firmes rumo à nossa salvação.

Uma vez resgatados pelo Sangue do Cordeiro; uma vez batizados, não podemos mais nos submeter ao homem velho. As práticas da vida velha devem ficar para trás, crucificadas na cruz. No Domingo da Páscoa a única coisa que pode ressurgir é a nossa vida nova, uma vida glorificada com Cristo. Só que para isso, precisamos viver o que vem ANTES da ressurreição, que é a morte. Portanto, se não queremos viver como o homem velho, precisamos morrer diariamente para nós, para a nossa carne, para as nossas vontades todos os dias, pois se morrermos cada dia para nós mesmos, a cada dia viveremos para Deus e sua vontade.

Que esta meditação de hoje sirva-lhe como desafio para todos os dias de sua vida.


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Penitência:

Reflita sobre como você tem se colocado diante do Senhor, em como você tem observado seus mandamentos. Pergunte-se se as coisas que você tem feito têm  colaborado para a perdição ou a salvação de sua alma. Questione-se sobre o caminho que você tem trilhado, se está caminhando rumo à Pátria ou a Desgraça Eterna.

Por fim, não deixe de olhar o Cristo Crucificado. Adore-o. Prostre-se diante do Senhor crucificado. Observe suas chagas, seu lado aberto. Contemple sua face. Analise o amor extremo e constrangedor que existe por você. Ouça, como bem ouviu Santa Tereza de Ávila, a bendita frase do Senhor: "Olha a quem te Olha" e olhe o Senhor. Contemple-o. Adore-o. Depois disso, deseje sepultar com o Senhor toda a sua vida de pecado, todo homem velho, todos os enganos da carne, para que, no Domingo de Páscoa, você possa bradar o verdadeiro Aleluia! Não mais aquele Aleluia sem verdade, e sim o Aleluia do homem novo, que não se corrompe, mas que vive conforme a vontade do Espírito.