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10 de ago. de 2011

Guardai-vos dos falsos profetas, a explicação da Bíblia pode tornar-se um instrumento do Anti-cristo”.


Por incrível que pareça a “teologia da libertação” e a “teologia da prosperidade” trazem consigo algo em comum: ambas têm como primícias uma fé horizontalizada e são essencialmente materialistas. Ao contemplar a crescente destas “vertentes teológicas” quase sempre me lembro das palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que um de vós me há de trair”(MT 26 v. 21). Infelizmente muitos são os “Judas” nos tempos modernos, tal como o traidor estão contribuindo para a “crucificação” da Fé de sempre por que as “moedas” deste mundo os atraem.

A teologia da libertação é dada como morta por muitos, tenho minhas duvidas quanto a isto, se ela esta morta, uma certeza tenho comigo: ela ainda não foi totalmente sepultada. A sua presença é marcante na mente de muitas “lideranças”, incluindo clérigos. Querem por que querem o igualitarismo, não tiram de foco a concepção de “paraíso aqui na terra” e os seus movimentos sociais trabalham com vigor juntos aos sindicatos e movimentos de “minorias”, um trabalho pautado na briga de classes propriamente socialista.

É lógico que muitas pessoas estão nestes movimentos com retas intenções, mas há aqueles que são rebeldes declarados da Igreja de Roma, chamam os papas de eurocêntricos, a sã doutrina de preconceituosa e a cristandade de opressora. De fato “criaram” uma nova igreja, uma nova hermenêutica bíblica e estão tentando esvaziar todo o núcleo da fé cristã. Pessoas que se levantam contra a fé que é de Cristo e dos apóstolos, fé esta que em nada responde as exigências das cartilhas marxistas.

Do outro lado esta a teologia da prosperidade, ganhou o coração do povo com os emocionantes cultos apresentados na televisão, as “igrejas” da prosperidade crescem cada vez mais, os “templos” se multiplicam e Deus só serve para servir e nada mais. A única retidão que o “fiel” deve ter é a de dar o seu dizimo, o resto são questões subjetivas e agradáveis a Deus, todos são bem-vindos: os ladrões, os homossexuais, os espíritas e qualquer um que queira dar para receber. Que Deus é este? Com certeza não é o Deus dos mártires Pedro e Paulo e tão pouco de São Lourenço (amante dos pobres) que celebramos hoje.

Os estudiosos dizem que um dos caminhos que levam a pessoa ao ateísmo é a falsa concepção de Deus, as pessoas se decepcionam com o “falso Deus” e facilmente desacreditam. Muitos falam que o Brasil esta se tornando um país protestante, mas não é verdade isto, com o crescimento de tantas seitas o país esta em um processo para se tornar um país ateu. Todos vão se decepcionar com este “falso Deus da prosperidade”.

Com o crescimento de tantas “más teologias” nos resta ficar atentos ao que escutamos, pois o demônio é um conhecedor das sagradas escrituras. Temos que está com um "olho" no orador e o outro no sagrado magistério da Igreja. Não podemos esquecer que nosso Senhor foi tentado no deserto com citações das “Sagradas Escrituras”, na segunda tentação Satanás o leva para dentro de um tempo e cita o versículo 11 do salmo 91. O santo Padre Bento XVI diz a seguinte frase na obra “ Jesus de Nazaré”: “De fato, a explicação da Bíblia pode tornar-se um instrumento do Anti-cristo”.

Não deixem de ler o catecismo da Igreja Católica, as encíclicas, bons livros, as catequeses do papa e os pronunciamentos da Igreja, pois já nos alertava nosso Senhor:

“Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.”( Mt 7 v.15)

21 de jan. de 2011

Tudo não passa de vaidade...


Vaidade das vaidades! Tudo é vaidade. Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa. (Ecle 1, 2.14)





Ontem, enquanto eu lavava a louça, deixei a televisão ligada em um programa da tarde que já estava acabando, e o programa que vinha a seguir era bem interessante e queria assistir. A última matéria deste programa falava sobre próteses de silicone para o bumbum. A matéria começou falando sobre uma artista chamada "Walesca Popozuda" (acho que é assim que escreve). A tal cantora de funk pôs seu bumbum no seguro (é, aquele negócio que assegura nossos bens em caso de roubo, dano ou perda). Sabe quanto vale o bumbum dela? 5 MILHÕES de reais. Quanta coisa podemos fazer com este dinheiro? Quantas famílias podemos ajudar?

Na hora em que ouvi isso, parei de fazer tudo o que estava fazendo. A ficha ainda não tinha caído. 5 milhões? Bumbum no seguro? Mas... alguém roubaria uma bunda? Que dano o seguro cobriria? Celulite? Furúnculo? Não sei... não entendi nada, realmente. Então veio à minha cabeça esta reflexão. Que preço terá a nossa vaidade? 5 milhões? Vida eterna?

Eu trabalhei por dois anos em uma clínica de cirurgia plástica. Via mulheres que realmente precisavam da ajuda estética. Porém, havia outras que trocavam de prótese tal qual se troca de roupa. Ficava tentando imaginar porquê elas queriam tanto mudar, insistiam tanto em ficar diferentes. Será que toda essa insistência com a mudança externa era reflexo da necessida da mudança interna e da qual elas fugiam?

Os motivos que "obrigam" alguém a aderir a uma cirurgia tão séria como essa são vários. Há pessoas que recorrem às plásticas para levantar a autoestima. Eu mesma adoraria pôr silicone nos seios. Eles são minúsculos. Mas meu marido gosta e acha que assim está bom. Não vou mexer. Talvez, taaaaaaaaalvez, no futuro, quando eles sumirem de vez (já estou chegando nos trinta e tudo começa a cair nesta idade, bem como desejo ser mãe mais vezes, e aí é que eles somem mesmo) eu faça. Mas nada pra ficar alá atriz pornô. Algo discreto e que agrade meu esposo.

Uma mulher que faça algo assim, que seja discreto, que não deseje com isso alimentar a sexualidade de outros homens a não ser o seu marido, que não queira sair na rua com uma blusa cujo decote esteja no umbigo, que seja modesta, não faz mal. Porém, há mulheres que recorrem a estes métodos com objetivos negativos: pornografia, prostituição... entendem a diferença de uma coisa e outra? O mesmo quando se faz plástica de barriga. Há mulheres que não conseguem mais um abdômen "interessante" devido ao número de partos que fizeram. Se querem ajeitar a barriga para agradarem seus maridos - ou a si mesmas - e que esta "ajeitada" esteja em acordo com sua idade, não fazem mal. Agora, se seu objetivo é expor-se tal qual item em promoção no mercado, a coisa muda de figura.

Então, o que configura a vaidade? Excesso e intenção.

Eu gosto de pensar na vaidade como a uma linha. O que está sobre a linha é bom. Abaixo dela, mal. Logo, quando você pensa na sua saúde, tendo uma alimentação saudável, faz exercícios físicos, procura dormir o essencial; quando você cuida da sua pele com bloqueador solar para se previnir de doenças sérias, cuida das unhas e dos cabelos - no caso das mulheres, uma maquiagem suave e discreta -, você não está sendo vaidoso, e sim, cuidadoso, higiênico. Está sendo um administrador de um corpo que lhe foi emprestado. E digo mais: é um ato de caridade para quem lhe vê. Não é desagradável quando você vê alguém maltrapilho? Com um cheiro ruim? Roupas sujas? Que não tem educação pra comer? Por mais pobre que alguém seja, ninguém é convidado a ser descuidado consigo mesmo. E olha que conheço pessoas pobres, mas beeeeeeeeeeeeem pobres, e que são limpinhas!

Não há desculpa para sermos maltrapilhos, porque os cuidados importantes para a manutenção do nosso corpo são simples. Por mais que o mercado queira impor produtos com preços exorbitantes, isto tudo é fachada. Aqueles produtos que custam 90% a menos fazem o mesmo efeito. Cuidados simples nos deixam agradáveis, além de fazer com que as pessoas ao nosso redor se sintam bem. O que passa disso é excesso, é vaidade. Ou seja: quando os cuidados conosco já passaram do limite; quando fazemos do nosso corpo um ídolo a ser cultuado; quando entendemos que só seremos aceitos se formos bundudos, peitudos e branquinhos, então isso já se tornou um excesso, uma doença.

Falei também sobre a intenção. Às vezes nossa vaidade tem um intuito ruim. Coloca-se uma roupa assim ou assado para chamar a atenção de forma negativa, ou faz-se uma maquiagem sensual demais. A intenção nestes casos (e em tantos outros) não é o cuidado consigo, mas ser o centro das atenções. Dependendo das circunstâncias, além da vaidade, podemos cometer outros pecados, como o da luxúria, por exemplo.

O que devemos ter em mente é que tudo o que fazemos reflete em nosso espírito, e consequentemente, em nosso caminho para a perfeição, a salvação. Se nos preocupamos demasiadamente com nosso corpo e esquecermos nosso espírito, logo, a passos largos, distanciaremos nosso espírito de Deus. Ao contrário, se cuidarmos de nosso corpo tanto quanto cuidamos do nosso espírito, então nos aproximaremos de Deus. E como fazer isso? Usando a moral, o bom senso e os bons costumes, até mesmo para não cairmos em um outro extremo, que é o puritanismo. Há grupos, por exemplo, que ensinam que as mulheres só devem usar saias, cabelos longos e, em alguns casos, não devem se depilar de maneira alguma. Isso é um extremismo maléfico à alma. Deus nos dotou de razão para compreendermos que há roupas apropriadas para cada ocasião - e que em todas elas a modéstia é super bem vinda -; que os cuidados com a saúde são importantes; que a beleza interior é o que deve refletir a exterior, e não o contrário; e, acima de tudo: que tudo o que fizermos seja para agradar  a Deus.

Claro que este tema é muitíssimo extenso. Haveria outras coisas a comentar, como o âmago, o orgulho e tantas outras coisas que envolvem a vaidade. Mas hoje me aterei apenas a isso. Espero que tenha servido para nossa reflexão de fim de semana.

Cuidemos de nosso corpo na mesma proporção em que cuidamos da nossa salvação. Se assim o fizermos, não seremos vaidosos, mas sim, zeladores do templo em que habita Deus.

Deus os abençoe.

Virgem Puríssima, ora pro nobis!