
Exorcismo
Padres Exorcistas explicam
Consagração a Virgem Maria
Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção
Formação para Jovens
Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração
7 de jan. de 2012
Mundial do poder de Deus e o "Martelo da Justiça". Basta uma ofertinha de R$ 1 mil.

19 de dez. de 2011
Fora da Igreja não há salvação - São Cipriano de Cartago

IV Concílio de Latrão

Papa Inocêncio III

Santo Atanásio

São Jerônimo

Santo Atanásio

Pio XI - Mortalium Animos

Papa Bonifácio VIII

Santo Agostinho

DOM GUÉRANGER

Dr. Plinio Corrêa de Oliveira

Bispo Torras Y Bages

"A Sede própria do Espírito Santo é a santa Igreja católica."
Gustavo Corção

"O católico que escolhe seus dogmas e seus mandamentos não é católico, é protestante."
Garrigou-Lagrange

Chesterton

Dom Héctor Aguer

Santo Ezequiel Moreno

Tratamento aos inimigos da Igreja
16 de dez. de 2011
Os dogmas sem sentido do Espiritismo
Um espírita revoltado não gostou quando eu disse aqui que o espiritismo era ilógico. No entanto, responder que é bom… nada. Preferiu rasgar as vestes e ter um ataque histérico, reclamando da nossa ignorância e do nosso fanatismo.
Vou dizer de novo (só que com outras palavras) o que eu disse lá e provocou a ira furibunda do seguidor da doutrina de Kardec: cada “resposta” oferecida pelo espiritismo suscita um sem-número de outras perguntas cujas explicações, em última instância, precisam ser aceitas sem comprovação alguma. Isto não é de per si um demérito; mas chega ser irônico como alguns espíritas reclamam dos dogmas do Cristianismo e, apresentando a sua religião praticamente como uma ciência cartesiana, convenientemente “se esquecem” dos muitos princípios de seu sistema que, nada possuindo de intuitivo, precisam simplesmente ser aceitos sem discussão. Dogmas por dogmas, eu prefiro os nossos. Ao menos eles fazem sentido. E o fato da Ressurreição de Cristo é evidência forte o suficiente para persuadir os homens de boa vontade e de bom senso da veracidade dos dogmas cristãos. Já quanto ao espiritismo… que evidência ele nos apresenta para que acreditemos em coisas tão inverossímeis?
Por exemplo, repetindo o que eu dizia lá nos comentários: os “espíritos superiores” de Kardec dizem que todos os planetas são habitados (Livro dos Espíritos, q. 55). Ora, não foi encontrado até hoje um único planeta habitado sequer por uma bactéria. Como é possível que os “espíritos superiores” não soubessem disso? A resposta espírita tradicional diz que os planetas são habitados sim, mas… por “vida espiritual”. E assim, ressignificando um trecho dos seus livros sagrados, transportam convenientemente a discussão para a esfera das coisas que não são verificáveis e onde eles, por definição, não podem ser desmentidos. Que evidência existe de que haja “vida espiritual” em Marte? Esta afirmação serve tão-somente para salvaguardar os “espíritos superiores” da realidade dos fatos que os contradiz abertamente.
Mais: a população mundial (ainda) está crescendo, o que significa que nascem mais pessoas do que morrem – i.e., “encarnam” mais almas do que “desencarnam”. De onde vêm estas almas? A resposta padrão é que existem muitos outros mundos “inferiores”, nos quais as almas “evoluem” até que se tornem aptas para “encarnar” no nosso mundo. De novo: qual o indício que nós temos de que existem mundos inferiores e superiores habitados por espíritos em constante evolução? Ao invés disso, não está claro que esta afirmação gratuita não tem outro propósito que não salvar a teoria de Kardec de uma flagrante contradição matemática?
É dito, também, que Nosso Senhor não ensinou abertamente a reencarnação porque a humanidade ainda não estava suficientemente evoluída para entendê-la, e esta é a mais absurda das pretensões espíritas. Porque acontece que a metempsicose – que outra coisa não é que não a reencarnação kardecista – é uma doutrina mais velha do que a fome, sendo já conhecida de muitos povos muito antes de Cristo. Como assim, a humanidade ainda não estava evoluída para conhecer uma coisa… que já conhecia há séculos?
E o que há de extraordinário nesta doutrina para que Cristo a tivesse guardado para Si – o mesmo Cristo que ensinou coisas (essas sim) incômodas e exigentes como “amai os vossos inimigos”? Por qual motivo a reencarnação seria sublime demais para a mentalidade (grosseira, concedamos) dos homens do primeiro século, se Cristo não Se furtou a ensinar-lhes o “quem não tem pecado que atire a primeira pedra”? Qual a razão para Nosso Senhor ter esperado 18 séculos para ensinar uma doutrina velha e cômoda, quando não esperou nada para proferir o Sermão da Montanha que, este sim, é novo e revolucionário? Colocando lado a lado os Evangelhos e os Livros Básicos da Doutrina Espírita, não resta nenhuma dúvida de que a novidade mais elevada encontra-se nos primeiros e não nestes últimos. Por que o ensinamento mais elevado foi logo transmitido para os homens mais rudes e, ao mesmo tempo, a doutrina mais grosseira precisou esperar a evolução da humanidade para se fazer conhecida?
Enfim, todo mundo é livre para acreditar naquilo que quiser. Mas todo mundo tem a obrigação moral de ter senso crítico e, em particular, de não atacar na doutrina alheia aquilo de que a sua própria doutrina está repleta. Todo mundo está obrigado a procurar a Verdade e, nesta busca, todo mundo tem o dever de ser honesto consigo mesmo e abandonar as próprias convicções tão logo elas se mostrem falsas. As afirmações gratuitas, não-intuitivas e até mesmo ilógicas precisam se multiplicar para manter o espiritismo de pé! Como eu dizia no início, ao menos os nossos dogmas têm fundamento: um Fundamento vivo, Cristo Ressuscitado que não morre mais.
Fonte: http://www.deuslovult.org/
14 de nov. de 2011
Canção Nova, Edinho Silva, a mentira e os panfletos das eleições 2010
Eu defendo que a gente enfrente isso de frente. Temos que tratar esse debate com muita transparência. A Dilma, em todas as manifestações dela, defende a vida. Se nós enfrentarmos a boataria e dialogarmos de forma franca com o eleitor, teremos sucesso. Até porque é fácil de debater, porque é uma mentira. O que está em disputa nessas eleições e nós temos que deixar isso claro, é que temos dois caminhos: um representa o Brasil que existia até 2002 e o eleitor conhece, e o outro é o pós-governo Lula.
10 de ago. de 2011
Guardai-vos dos falsos profetas, a explicação da Bíblia pode tornar-se um instrumento do Anti-cristo”.
Por incrível que pareça a “teologia da libertação” e a “teologia da prosperidade” trazem consigo algo em comum: ambas têm como primícias uma fé horizontalizada e são essencialmente materialistas. Ao contemplar a crescente destas “vertentes teológicas” quase sempre me lembro das palavras de Jesus: “Em verdade vos digo que um de vós me há de trair”(MT 26 v. 21). Infelizmente muitos são os “Judas” nos tempos modernos, tal como o traidor estão contribuindo para a “crucificação” da Fé de sempre por que as “moedas” deste mundo os atraem.
A teologia da libertação é dada como morta por muitos, tenho minhas duvidas quanto a isto, se ela esta morta, uma certeza tenho comigo: ela ainda não foi totalmente sepultada. A sua presença é marcante na mente de muitas “lideranças”, incluindo clérigos. Querem por que querem o igualitarismo, não tiram de foco a concepção de “paraíso aqui na terra” e os seus movimentos sociais trabalham com vigor juntos aos sindicatos e movimentos de “minorias”, um trabalho pautado na briga de classes propriamente socialista.
É lógico que muitas pessoas estão nestes movimentos com retas intenções, mas há aqueles que são rebeldes declarados da Igreja de Roma, chamam os papas de eurocêntricos, a sã doutrina de preconceituosa e a cristandade de opressora. De fato “criaram” uma nova igreja, uma nova hermenêutica bíblica e estão tentando esvaziar todo o núcleo da fé cristã. Pessoas que se levantam contra a fé que é de Cristo e dos apóstolos, fé esta que em nada responde as exigências das cartilhas marxistas.
Do outro lado esta a teologia da prosperidade, ganhou o coração do povo com os emocionantes cultos apresentados na televisão, as “igrejas” da prosperidade crescem cada vez mais, os “templos” se multiplicam e Deus só serve para servir e nada mais. A única retidão que o “fiel” deve ter é a de dar o seu dizimo, o resto são questões subjetivas e agradáveis a Deus, todos são bem-vindos: os ladrões, os homossexuais, os espíritas e qualquer um que queira dar para receber. Que Deus é este? Com certeza não é o Deus dos mártires Pedro e Paulo e tão pouco de São Lourenço (amante dos pobres) que celebramos hoje.
Os estudiosos dizem que um dos caminhos que levam a pessoa ao ateísmo é a falsa concepção de Deus, as pessoas se decepcionam com o “falso Deus” e facilmente desacreditam. Muitos falam que o Brasil esta se tornando um país protestante, mas não é verdade isto, com o crescimento de tantas seitas o país esta em um processo para se tornar um país ateu. Todos vão se decepcionar com este “falso Deus da prosperidade”.
Com o crescimento de tantas “más teologias” nos resta ficar atentos ao que escutamos, pois o demônio é um conhecedor das sagradas escrituras. Temos que está com um "olho" no orador e o outro no sagrado magistério da Igreja. Não podemos esquecer que nosso Senhor foi tentado no deserto com citações das “Sagradas Escrituras”, na segunda tentação Satanás o leva para dentro de um tempo e cita o versículo 11 do salmo 91. O santo Padre Bento XVI diz a seguinte frase na obra “ Jesus de Nazaré”: “De fato, a explicação da Bíblia pode tornar-se um instrumento do Anti-cristo”.
Não deixem de ler o catecismo da Igreja Católica, as encíclicas, bons livros, as catequeses do papa e os pronunciamentos da Igreja, pois já nos alertava nosso Senhor:
“Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.”( Mt 7 v.15)
20 de jul. de 2011
“Encontro inter-religioso de Assis” NÃO quer sinalizar que todas as religiões são equivalentes.

Carta do cardeal William J. Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada em 6 de julho em L’Osservatore Romano.Reflete sobre o encontro inter-religioso de Assis em 27 de outubro, e o diálogo com as outras religiões.
O anúncio da “Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e pela justiça no mundo”, em Assis no próximo outubro, mostra que a experiência religiosa nas suas diversas formas é objeto da atenção da Igreja no terceiro milênio. Diante da atual difusão do ateísmo e do agnosticismo, é necessário ajudar o homem a salvaguardar ou reencontrar a consciência do seu vínculo elementar (re-ligio) com a própria origem. Esta consciência, que se faz naturalmente orante, é uma condição da paz e da justiça no mundo.
Em seu livro-entrevista de 1994, o beato João Paulo II relembra o encontro de Assis de 1986, que, junto com as visitas a países do Extremo Oriente, o convenceu, mais ainda, de que “o Espírito Santo trabalha eficazmente mesmo fora do organismo visível da Igreja”. Porém, consciente da delicadeza do argumento, ele ensinou na encíclica Redemptoris missio que o Espírito “se manifesta de modo particular na Igreja e nos seus membros; mas a sua presença e ação são universais, sem limite algum nem de espaço nem de tempo”.
Referindo-se ao Concílio Vaticano II, ele recordou “a ação do Espírito no coração do homem, mediante as ’sementes da Palavra’, inclusive nas iniciativas religiosas, nos esforços da atividade humana encaminhados à verdade, ao bem e a Deus”, que faz “amadurecer em Cristo” (nº28). Na mesma encíclica, depois, não só reafirmou a necessidade e a urgência do anúncio da Boa Nova de Jesus, mas a contrastou com uma “mentalidade indiferentista, amplamente difundida inclusive entre os cristãos, enraizada em concepções teológicas não corretas e marcada por um relativismo religioso que leva a pensar que ‘uma religião equivale a outra’” (nº36).
Em sintonia com esta preocupação está a reflexão teológica e pastoral de Joseph Ratzinger. Já em 1964, ele manifestou a tentativa de “definir com maior precisão a posição do cristianismo na história das religiões e dar sentido mais concreto às enunciações teológicas sobre a unicidade e o absoluto do cristianismo” (J. Ratzinger, Fé, Verdade, Tolerância. O Cristianismo e as religiões do mundo, 17).
A Congregação para a Doutrina da Fé, por ele dirigida, retomará este tema com a declaração Dominus Iesus sobre a unicidade e a universalidade de Jesus e da Igreja. O documento, publicado em 6 de agosto de 2000, não pretendia só refutar a idéia de uma coexistência inter-religiosa em que várias “crenças” seriam reconhecidas como vias complementares à fundamental que é Jesus Cristo (cfr. João 14, 6); pretendia, mais profundamente, estabelecer as bases doutrinais de uma reflexão sobre a relação entre o cristianismo e as religiões.
A pessoa do Verbo encarnado é absolutamente única; a obra salvífica de Jesus se prolonga no seu Corpo, a Igreja, e também esta é única no tocante à salvação de todos os homens. Para exercitar esta obra, tanto entre os cristãos como entre os não cristãos, temos sempre e somente o Espírito de Cristo que o Pai concede à Igreja como “sacramento de salvação”: não há vias complementares à única economia universal do Filho feito carne, embora fora da Igreja de Cristo se encontrem elementos de verdade e de bondade (Nostra aetate, 2; Ad gentes, 9).
O encontro de Assis teve uma segunda edição em 24 de janeiro de 2002. O cardeal Ratzinger sentiu ali a necessidade de esclarecer o significado, tornando-se intérprete dos que se interrogam seriamente a este propósito: “Podemos fazer isto? Não será que é dada à maioria das pessoas a ilusão de uma comunhão que não existe? Não se favorece o relativismo, a opinião de que no fundo só há diferenças penúltimas entre as religiões? Não se debilita assim a seriedade da fé e se afasta Deus de nós? Não se reforça o sentimento de termos sido abandonados?” (Fé, Verdade, Tolerância, 111). Aqui queremos perguntar: por quê, se estava tão atento às possíveis interpretações errôneas do seu beato predecessor, Bento XVI considerou oportuno peregrinar até Assis em novo encontro pela paz e pela justiça no mundo?
Achamos uma primeira indicação na lembrança do cardeal Ratzinger do encontro de 2002. Ele evocava a figura do homem vestido de branco, já ancião, sentado junto aos outros no trem para Assis: “Homens e mulheres, que na vida cotidiana se enfrentam não raro com hostilidade e parecem divididos por barreiras infranqueáveis, saudavam o Papa, que, com a força da sua personalidade, a profundidade da sua fé, a paixão que destilava pela paz e pela reconciliação, conseguiu o impossível graças ao carisma do seu ofício: convocar, unidos em peregrinação pela paz, representantes da cristandade dividida e representantes de diversas religiões” (30 Giorni, 1/2002). A religião está longe de distrair da edificação da cidade terrena, mas empurra para o compromisso em prol dela. Para nós, cristãos, isto significa interceder a Deus, deixando que os outros, apesar da sua diversidade, se unam a nós na busca da paz e da justiça no mundo. E, acrescentava o então cardeal, “se nós, como cristãos, empreendemos o caminho para a paz a exemplo de São Francisco, não devemos temer perder a nossa identidade: é assim que a encontramos” (ibidem).
Não se trata, em resumo, de esconder a fé para encontrar a vantagem de uma unidade superficial, mas de confessar – como então fez João Paulo II e o Patriarca ecumênico – que nossa paz é Cristo e que por isso o caminho da paz é o caminho da Igreja. O rosto do “Deus da paz” (Rm 15, 33), disse o então Joseph Ratzinger, “se fez visível a nós cristãos pela fé em Cristo (ibidem). E esta paz é uma plenitude não só oferecida e transmitida (Cf. Jo 20, 19), mas desde sempre acolhida pela Ecclesia sancta et immaculata (Ef 5, 27), como dom e como dever a respeito do mundo, que “é teatro da história da humanidade” (Gaudium et spes, 2). Recorda-nos isso o Concílio Vaticano II: “obedecendo ao mandamento de Cristo e movida pela graça e pela caridade do Espírito Santo, ela se torna atual e plenamente presente a todos os homens ou povos para os conduzir à fé, liberdade e paz de Cristo” (Ad gentes, 5). Já que “todos os homens estão chamados à unidade com Cristo” (Lumen gentium, 3), a Igreja deve ser fermento desta unidade para a humanidade inteira: não só com o anúncio da Palavra de Deus, mas com o testemunho vivido da íntima união dos cristãos com Deus. E esta é a autêntica via da paz.
O slogan escolhido para a próxima Jornada de Assis – Peregrinos da verdade, peregrinos da paz – nos oferece uma segunda indicação: para que se possa ter esperança em realmente construir, unidos, a paz, é necessário colocar os critérios da verdade. “O ethos sem o logos não existe” (J. Ratzinger, Os he llamado amigos. La compañía en el camino de la fe, 71). Instruído pelas dolorosas experiências das ideologias totalitárias, o Papa faz uma advertência perante toda forma de subordinação da razão à praxis. Mas há mais. O vínculo original entre o ethos e o logos, entre religião e razão, tem sua raiz fundamental em Cristo, o Logos divino: exatamente por isso o cristianismo é capaz de restituir ao mundo este vínculo, participando como sinal veraz e eficaz de Jesus Cristo, em sua única missão de salvação (Cf. Lumen gentium, 9). E portanto há que rejeitar decididamente “este relativismo que afeta em maior ou menor grau a doutrina da fé e a profissão de fé” (Os he llamado amigos, 71). Mas isso, longe de construir um desprezo das diversas expressões religiosas ou da dimensão ética, é uma apreciação: “devemos tentar encontrar uma nova paciência – sem indiferença – uns com os outros e pelos outros; uma nova capacidade de deixar de ser o que é o outro e a outra pessoa; uma nova disponibilidade para diferenciar os planos da unidade e, portanto, realizar os elementos de unidade que neste momento são possíveis” (ibidem). Não é possível a paz sem a verdade, e vice-versa: a atitude para a paz constitui um autêntico “critério de verdade” (J.Ratzinger, Europa. Sus fundamentos hoy y mañana, 79).
11 de abr. de 2011
Na Inglaterra, expansão da magia e do satanismo
De acordo com o censo oficial de 2011, há na Inglaterra 31.000 mulheres que são bruxas por profissão. O vaticanista Giaccomo Galeazzi estima que o número real seja muito maior, em virtude do impulso às artes diabólicas, incentivadas por filmes e novelas tipo Harry Potter. Elizabeth Dodd, ex-bruxa de Oxford convertida ao catolicismo, denunciou que as práticas da magia abrem as portas para o satanismo, por vezes ligado ao crime ritual. A Catholic Truth Society de Londres publicou livro alertando os pais de família para as ameaças contidas nessas práticas. 25 de mar. de 2011
Artigo do Padre José do Vale: Pregadores Sedutores
São Paulo Apóstolo afirma: “O Espírito Santo diz expressamente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas” (1 Tm 4,1).Quem são os pregadores sedutores? São aqueles seduzidos pelo poder do diabo, pregam doutrinas de demônios e são desviados da verdade ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e seus santos apóstolos (Ef 2,20-22; 2 Tm 1,12-14).
São Paulo exorta de moda radical a não ter contato com tais pregadores: “Evita o palavreado vão e ímpio, já que os que o praticam progredirão na impiedade; a palavra deles é como uma gangrena que corrói entre os quais se acham Himineu e Fileto. Eles se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já se realizou; estão pervertendo a fé de vários” (2Tm 2,16-18).
São Paulo diz que esses pregadores são: “egoístas, gananciosos, soberbos, rebeldes, ingratos, sem afeto, cruéis, inimigos do bem, traidores e atrevidos” (2 Tm 3,1-5).
Com tais pregadores São Paulo teve experiência. Demas abandonou o apóstolo Paulo e a verdade cristã pela ganância e por amor as coisas mundanas (2 Tm 4,10). Alexandre por sua ingratidão e maldade largou a missão paulina causando muitos males (2 Tm 4,14).
Esses pregadores vivem arte da dissimulação, do engano e da falsa fé. Pregam em nome de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, e até milagres e curas podem acontecer, não pelo seu mérito, mas devido o poder do nome de Jesus que eles usam. Não podemos esquecer que o diabo pode realizar tais prodígios para enganar multidões (2 Cor 11,13.14).
Esses pregadores não acreditam no que pregam e nem tem o temor de Deus e de seu juízo. Escreve São Paulo: “Afirmam conhecer a Deus, mas negam-no com os seus atos, pois são abomináveis, desobedientes e incapazes para qualquer boa obra” (Tt 1,16).
Esses pregadores são homens hereges, pervertidos e condenados pelos seus próprios atos pecaminosos (Tt 3,10.11).
São Paulo e São João chamam esses pregadores condenados de “cães” (Fl 3,2; Ap 22,15).
SEDUZIR PARA O MAL
Escreve São Pedro Apóstolo: “Houve, contudo, também falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas. Muitas seguirão as suas doutrinas dissolutas. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios; mas seu julgamento há muito está em ação e a sua destruição não tarda” (2 Pd 2,1-3).
No dicionário de Aurélio a palavra “seduzir” significa: inclinar artificiosamente para o mal ou para o erro; desencaminhar; atrair, fascinar. Subornar para fins sediciosos.
Por que esses pregadores seduzem tanta gente ao erro?
1. A lei do país favorece. Qualquer pessoa pode abrir o seu comércio religioso.
2. O povo é carente dos benefícios do Estado. As questões sociais são argumentos para os pregadores apocalípticos.
3. O povo é mal informado e mal catequizado. O sistema aliena, manipula e escraviza muita gente para cultura do boçal.
4. Toda engenharia do diabo na arte do engano. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44), o deus deste mundo que obscurece a inteligência das pessoas (2 Cor 4,4), armador de ciladas destruidoras (Ef 6,11; 1 Pd 5,8) e o mundo está sob o seu poder (1 Jo 5,19).
5. O maligno capacita esses pregadores. São espertos, sagazes e carismáticos. São bons artistas que convencem. A mídia, discursos bem preparados, templos belos, literaturas de auto-ajuda, músicas bonitas e a sua apresentação como líder ricaço atrai, fascina multidões.
Eles sabem vender muito bem o seu produto religioso, mesmo contendo veneno no centro de suas mercadorias. Sabem negociar promessas vazias e esperança ilusória.
Qualquer defeito no produto ou demora em receber, eles mandam reclamar a Deus.
O pior de todos os enganos é o de caráter religioso. Porque usam o nome sagrado de Deus em vão. Usam e abusam da fé dos outros e brincam com o futuro da alma.
Vivemos o tumultuado mundo de falsos profetas, pastores, evangelistas, missionários, mestres, gurus, magos, bispos e apóstolos.
Num mundo que está tomado por vários tipos de crises, de conflitos, de perdas e de medo, fica claro, aberto e oportuno para os charlatões, curandeiros, estelionatários e fraudulentos líderes religiosos darem os golpes da fé nos sofredores, nos doentes e nos desorientados.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse para nossa firme orientação: “Atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).
A FRAUDE DA PROSPERIDADE
“Rogo-vos, entretanto, irmãos, que estejais alerta contra os provocadores de dissensões e escândalos contrários ao ensinamento que recebestes. Evitai-os. Porque estes tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras bonitas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes” (Rm 16,17.18).
As palavras de São Paulo Apóstolo são atuais para o quadro que estamos vivendo no patamar do engano religioso.
Em nossa era surgiram as denominações neopentecostais, igrejas em células, igrejas apostólicas na visão do G12, ministérios personalísticos, movimento do show gospel e igrejas eletrônicas.
Tudo isso tem como fundamento a herética teologia da prosperidade e seus ensinamentos como: literatura de auto-ajuda, batalha espiritual, visualização, determinação para tomar posse da bênção, sacrifícios por meios de dízimos e ofertas para obter curas e riquezas, resgate da antiga Lei, das tradições judaicas e idolatria pela cidade de Jerusalém.
Há uma crise terrível no protestantismo, principalmente por uma vertente contaminada com modismos eclesiais e teológicos.
O bispo da Igreja Metodista Paulo de Tarso Lockmann diz: “Dinheiro e poder continua a ser vergonha da igreja brasileira, rompendo a comunhão, acabando com o amor entre os irmãos, enfraquecendo a intrepidez com que a Igreja deveria pregar o evangelho”.
“Disso devemos aprender a lição da precariedade do crescimento evangélico”, afirma o sociólogo e pesquisador da igreja evangélica brasileira Paul Freston (1).
No campo religioso da pós-modernidade é tremendamente marcado com cismas, heresias, escândalos, idolatria do poder econômico e o descaso da dignidade da pessoa humana.
O resultado de tudo isso é milhões de desviados e sem religião e sem igreja. O Evangelho e Cristo ficam escandalizados!
Não resta a menor dúvida que a fraude da teologia da prosperidade é hoje a maior armadilha destruidora do mundo religioso.
Essa é a principal ferramenta dos pregadores sedutores para demolir o sentimento de fé de milhões de pessoas.
CONCLUSÃO
Em Gênesis 3,4 está escrito: “Mas a serpente respondeu à mulher: “De modo algum morrereis”. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia que comerdes da arvore, vossos olhos abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
Desde a criação, o homem é terrivelmente tentado a ser como Deus, adorar o Senhor Deus e o diabo, via os ídolos, poder religioso e econômico.
Por quê? Porque a idolatria não está no objeto e sim no seu coração.
O diabo com toda a sua máquina e proposta, tudo oferece ao homem, cabe a ele responder com o seu coração. Tudo se projeta no coração: a ânsia pelo exibicionismo, pelo glamour, status e todo poder mundano.
É do coração que procede o bem e o mal, o culto verdadeiro e o falso, e tudo isso é vivido pela arte da dissimulação. Ninguém melhor sabe interpretar essa arte do que os pregadores sedutores.
A falsa adoração e o culto a personalidade em nossa geração religiosa se faz presente na teologia da prosperidade, nas divisões denominacionais, no movimento gospel, nos títulos pomposos dos líderes eclesiásticas, na mídia, na literatura de auto-ajuda e no esquema da Nova Era.
Hoje mais do que nunca, necessitamos de proclamadores do evangelho de Jesus Cristo que preguem mais pelo seu testemunho evangélico do que com as suas palavras e que apontem toda honra, glória, louvor e adoração, ardente a majestade da Santíssima Trindade.
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Nota
(1) Ultimato, Março-Abril de 2009, pp. 14 e 32.
Extraído de: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/7294/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-Pregadores-Sedutores
21 de mar. de 2011
Artigo do Padre José do Vale: A Proliferaçäo das Seitas
“O Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas” (I Tm 4,1).Segundo Marilyn McGuire, diretora executiva da “New Age Publishing and Retailing Alliance”, existem cerca de 2.500 livrarias sobre ocultismo nos Estados Unidos e mais de 3.000 editores de livros e revistas de ocultismo. As vendas de livros da Nova Era em essencial são calculados em um bilhão de dólares por ano. Isso torna o movimento da Nova Era uma indústria multibilionária, e tais indústrias recebem a atenção das empresas e das autoridades americanas (1).
Segundo o padre Oscar Quevedo, SJ, estudioso das seitas, só no Brasil existem mais de 56 mil seitas e religiões.
O Papa João Paulo II chegou a dizer a um grupo de Bispos do Brasil em Roma, em 1995, que as seitas, “se espalham na América Latina como uma mancha de óleo, ameaçando fazer ruir as estruturas de fé de muitas nações” (2).
O QUE É UMA SEITA
Dave Breese em seu livro ‘Conheça as Marcas da Seita’, define o que é uma seita: “A seita é uma perversão religiosa. É uma fé e uma prática centralizada em doutrina falsa, no mundo da religião que exige devoção para um ponto de vista, ou para um líder religioso. É uma heresia organizada”.
O especialista em seitas Dr. Walter Martin define assim: “Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas”.
O autor do livro ‘Como Responder às Seitas’, Hubert F. Beck escreve: “As seitas, portanto, no pior sentido dos termos, são cismáticas e heréticas” (3).
São as heresias que dão fundamentos as seitas. O que é heresia? Doutrina errônea, sustentada voluntária e obstinadamente, por quem, já tendo alguma vez admitido a fé cristã, nega alguma das verdades proposta pela Igreja como reveladas.
Os sociólogos Max Weber e Ernest Troeltsch definem a seita como uma sociedade contratual para distingui-la de uma organização eclesiástica institucional.
A seita é um grupo de pessoas que separado da Igreja por meio de um líder ou líderes que se enganando por uma falsa revelação ou interpretação errada da Bíblia passar à frente a sua experiência religiosa enganadora. Dentro desse contexto dois fatores aparecem: o poder econômico e político.
IGREJAS E SEITAS
Um século atrás, o pioneiro sociólogo Max Weber tentou definir as diferenças entre as organizações religiosas da Europa, em passagens que soam como se ele estivesse analisando as realidades religiosas de hoje no Norte e no Sul do globo. As Igrejas, na visão de Weber, são organismos formais que intelectualizam os ensinamentos religiosos e limitam o emocionalismo em seus ofícios. Oferecem aos fiéis uma liturgia formal e orações prontas, sob formas que retratam o divino como distante da vida cotidiana. As seitas, em contraste, são francamente emocionais e espontâneas e incentivam a experiência mística individual; tedem para o fundamentalismo, ao mesmo tempo em que evitam o intelecto como uma possível fonte de perigo. As orações de posse e de terminação das seitas indicam a sólida crença em que o divino está sempre presente, sempre pronto para agir na vida cotidiana.
O sociólogo Ernst Troeltsch desenvolveu ainda mais essa divisão teórica e contrastou o caráter de eclosão repentina das seitas com as raízes profundas das Igrejas. A questão do recrutamento é crucial. A maioria dos membros das seitas compõe-se de convertidos voluntários, cuja vida é amplamente controlada pela organização, de sorte que a seita se transforma numa confraria pequena e exclusiva de pessoas que buscam a perfeição espiritual. As Igrejas, em contraste, são instituições maiores e mais estabelecidas, cujos membros costumam nascer na organização. As Igrejas também atraem membros de condição social e nível educacional superiores aos das seitas. Além disso, os dois tipos de estrutura diferem amplamente em termos de sua liderança. As seitas exigem que os líderes demonstrem dotes espirituais e carismáticos; as Igrejas são dirigidas por ministros formalmente preparados, que funcionam numa estrutura burocrática.
“Com o passar do tempo, as seitas bem-sucedidas passam a se parecer mais com as Igrejas, tornando-se mais formais e burocráticas”, escreve o historiador britânico e professor Philip Jenkins.
TSUNAMI DAS SEITAS
O diabo é o autor das heresias, dos cismas e das seitas. As seitas são grandes mentiras, que tem como pai o diabo (Jo 8,44).
O diabo inspira três práticas nos líderes sectários: o poder de ditador, a ganância pelo dinheiro e a luxúria desenfreada.
O poder diabólico dos líderes leva os adeptos ao fanatismo, intolerância e escravidão pela lavagem cerebral. A ponto de viverem isolados e incompatibilizados com a família, amigos e com todo o contexto social.
Grande é a manipulação e alienação nos seguidores das seitas. Nas seitas perdem a liberdade e a felicidade do corpo e da alma. Os sectários são escravos do proselitismo.
A doutrinação constante nos fiéis sobre o fim do mundo leva-nos a fuga da realidade, daí o individualismo e o desprezo pelas questões sociais.
Quando os líderes sectários se envolvem na política partidária, lutam pelos seus próprios interesses. Praticam uma política assistencialista, paternalista e até mesmo corrupta. Diga-se de passagem, o escândalo da sanguessuga dos políticos ditos evangélicos.
Esses líderes são doentes pelo poder terreno. Procuram esse poder com toda política maquiavélica, com um único objetivo: derrubar a Igreja Católica e outras comunidades sérias.
As seitas são organizações religiosas, que nos seus bastidores são verdadeiras máquinas do crime. A vida pomposa de seus líderes, não difere dos grandes mafiosos.
O Papa João Paulo II disse: “No mundo, há um mal agressivo, que Satanás guia e inspira. Vivemos dias tenebrosos e somos assaltados pelo mal”.
No campo da religião, o mal principal que Satanás inspira é o engano religioso. Seus apóstolos assaltam vergonhosamente o povo, não em seu nome, mas no nome santo de Deus. É irônico e paradoxal.
Satanás inspira um poder tão grande nos seus líderes, que muita gente são roubadas por eles sem perceberem o rombo na conta bancária, estamos vivendo a era do tsunami das seitas. O estrago é terrível, no contexto social, político, econômico cultural e principalmente teológico.
O estrago já foi feito na área da sã doutrina. A fé foi danificada e a graça barateada. O que fazer? Quem responde é o Papa Bento XVI: * “A resposta mais radical às seitas” passa através “da redescoberta da identidade católica: é preciso uma nova evidência, uma nova alegria, se posso dizer, é preciso mesmo um novo ‘brio’ (que não contradiz a indispensável humildade) de sermos católicos” (4).
Já é hora do católico conhecer e defender o patrimônio da fé da única Igreja de Cristo, Una, Santa, Católica e Apostólica.
O modelo inspirativo é o Cabeça da Igreja – Jesus Cristo – os mártires e os santos.
Disse o mártir do Coliseu Romano Santo Inácio de Antioquia: “É preciso não só levar o nome de cristão, mas ser de fato”.
CONCLUSÃO
Vou concluir esse artigo com as palavras do grande apologista e profundo estudioso das seitas, especialista em Teologia Dogmática e fundador do Movimento Eclesial Apóstolos da Palavra Padre Flaviano Amatulli Valente que diz: “As seitas não são tão boas como parecem à primeira vista e como querem dar a entender. Nelas há de tudo: boa fé, buscando o sentido da vida, espiritualidade, superação de certas atitudes negativas..., mas ao mesmo tempo há também engano, exploração, alienação e busca de poder. As seitas são empresas religiosas” (5).
Como estudioso das seitas posso aconselhar com firmeza ao leitor que mantenha distância das seitas. Fique bem longe das propostas sectária. Não aceite convite e nem pense visitar suas reuniões. Não gaste dinheiro e nem tempo com as suas literaturas. Com a graça do bom Deus vença as tentações de vê e ouvir programas das seitas na TV e no Rádio. Se ocupe com as coisas da nossa Santa Igreja Católica.
Deus abençoe.
*Na época da resposta era o Prefeito da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger.
Pe. Inácio José do Vale
Especialista em Ciência Social da Religião
Professor de História da Igreja
Pesquisador de Seitas
E-mail. pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA
(1) ANKERBERG, John e Weldon John. Os fatos sobre o movimento da Nova Era, 2º ed. Porto Alegre: Obra Missionária Chamada da Meia Noite, 1999. p.14.
(2) AQUINO, Felipe. Porque sou católico, Lorena: Cléofas, 2002. p.5.
(3) F. Beck, Hubert. Como responder ás seitas, Porto Alegre: Concórdia editora, 1991. p. 12.
(4) RATZINGER, Joseph e Messori, Vittorio, A fé em crise? : o cardeal Ratzinger se interroga, São Paulo: EPU. 1985. p.87.
(5) VALENTE, Pe. Flaviano Amatulli. Apologética e Ecumenismo: duas faces da mesma medalha, Niterói,RJ: Apóstolos da Palavra, 1999, pp. 13 e 16.
(6) Revista Pergunte e Responderemos, Março, 2007. pp. 129-131.
(7) BITTENCOURT, José Filho e Hortal, Jesus. Novos Movimentos Religiosos na Igreja e na Sociedade, São Paulo: AM Edições, 1996.
(8) BARROS, Mônica N. A Batalha do Armagedom: Uma análise do repertório Mágico-religioso proposta pela Igreja Universal do Reino de Deus, Belo Horizonte: Mineo, 1995.
Estraído de: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/9909/Artigo-do-Padre-Jose-do-Vale-A-Proliferacao-das-Seitas
19 de mar. de 2011
Artigo de Everth Queiroz Oliveira: Uma resposta aos demolays (jovens da maçonaria)
Os demolays que visitam este blog sempre usam o mesmo discurso. “Vocês dizem isso porque não aceitam que a Igreja perca o poder e a influência que tanto tinha na Idade Média”; “Vocês são inimigos da razão e da ciência, intolerantes e ignorantes”; “Vocês deveriam parar de julgar porque isso contradiz os ensinamentos de Cristo”; “Vocês têm que deixar de lado esses dogmatismos e precisam estar do lado da liberdade, da igualdade e da fraternidade”; “Isso que você tem é inveja”; “Você não foi admitido pela Ordem e se revoltou”. Ou se presencia um show de críticas infundadas ou um espetáculo recheado de liberalismo anticlerical.Todos os textos que escrevi sobre o assunto giram em torno de um fato: um católico de fato não pode pertencer à Maçonaria sem que cometa pecado grave. É a lei à qual devem obedecer os católicos que queiram estar em coerência com a fé que professam. A afirmação está contida em um documento da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé e “não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçónicas com um juízo que implique derrogação” daquilo que é ensinado pela documento. A lógica é simples: Um católico deve obediência à Igreja Católica. A Igreja deixa clara a incompatibilidade entre os ensinamentos da Palavra de Deus e a filosofia maçônica. Quem quer ser católico mas deseja, ainda assim, participar de associações maçônicas, está sendo incoerente.
Os motivos pelos quais a Santa Igreja condena a Maçonaria são vários. Recomendo, para um conhecimento melhor do assunto, a leitura do livro A Maçonaria no Brasil, do frei Boaventura Kloppenburg. Exponho aqui um dos principais motivos da condenação: a Igreja de Cristo ensina que a verdade é absoluta e objetiva. Assim, ela é exterior aos indivíduos e pode ser conhecida ou pelo uso da razão ou pela Revelação de Deus. A Maçonaria e as demais associações ligadas a ela, no entanto, pregam que a verdade é relativa, ou seja, ela está na constatação pessoal de cada pessoa. “O que é verdade para você não é verdade para mim”. Assim seria possível que duas coisas completamente diferentes fossem, as duas ao mesmo tempo, verdades. Aqui está um motivo da condenação: o pensamento relativista presente na filosofia da Maçonaria.
Há muitos outros motivos, mas gostaria de me ater, agora, de maneira particular, aos comentários que recebi de demolays e simpatizantes da Ordem nesse fim de semana.
Parem de exaltar Galileu Galilei como herói da ciência e da razão, por favor. Vocês sequer conhecem a história do homem e vêm aqui defender o sujeito como uma pessoa que lutou contra a intolerância religiosa do seu tempo e contra as imposições da Igreja. Certamente muitos desses acham que Galileu foi queimado na fogueira da Inquisição ou que certamente tinha argumentos espetaculares para defender a até então teoria heliocêntrica. Vão ler, pelo amor que vocês têm ao Grande Arquiteto do Universo, um livro de história ou mesmo um texto confiável sobre o assunto, na internet ou em alguma biblioteca do mundo. Vão conhecer um pouquinho da história da Igreja, do contexto histórico no qual se deu a Inquisição, de quem foi o cardeal Roberto Belarmino, do que foi de fato o caso Galileu…
Parem de dizer que estamos julgando os demolays e que isso é contra os preceitos evangélicos. Estamos debatendo ideias, e não pessoas. Estamos discutindo pensamentos, afirmações, noções morais. Isso nada tem a ver com “julgar” conduta das pessoas. Todo cristão tem a obrigação de combater aquilo que é de espírito contrário aos ensinamentos da Igreja de Cristo: “Não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente” (Ef 5, 11).
Parem de fugir do foco do assunto. Os demolays transitam da Inquisição, vão às Cruzadas, chegam ao nazismo e param na pedofilia. Mas, falar da relação inconciliável entre o pensamento católico e a filosofia maçônica, que é o importante, não falam. Falam que não temos argumentos, mas não rebatem aquilo que falamos e ainda ficam balbuciando besteiras.
Não dá pra conciliar a doutrina da Igreja com aquilo que diz a Maçonaria. Se quiserem discutir seriamente aquilo que foi proposto, comentem. Se quiserem debater outros temas, vão a posts específicos. Mas, sejam diretos, objetivos, coesos, concisos, por favor.
Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com
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Lembrando...
Artigo de Everth Queiroz Oliveira: Ser cristão ou ser demolay
15.08.2009 - Sinto que em vão foram os esforços para mostrar aos jovens católicos do nosso Brasil o perigo que representa a maçonaria e as associações por ela patrocinadas, especificamente falando da Ordem DeMolay. Não enxergam que por trás da maçonaria está tramado um grande projeto para erigir uma Nova Ordem Mundial, que busca levar o homem cada vez mais à perdição e ao indiferentismo religioso. Não entendem que o plano que a Maçonaria arquiteta não é nada mais que a destruição da Igreja Católica e a abolição de todas as verdades constituídas por Jesus Cristo no Evangelho.
Infelizmente aqueles que não crêem em Cristo definitivamente não se importarão com a opinião que a Igreja mantém a respeito da maçonaria. Esse artigo vai, portanto, àqueles que acreditam que ter fé em Cristo é muito mais do que ir na casa de um pobre e ajudá-lo com as necessidades; muito mais do que ir à Missa aos domingos; muito mais até mesmo do que comungar da Sagrada Comunhão. Ser cristão é, antes de tudo, anunciar a verdade. E é praticamente impossível anunciar a verdade pregada por Jesus Cristo se lidamos, nessa associação, com uma completa relativização da verdade.
Mas, tratemos de explicar o que é isso: bom, afirma a maçonaria – e é o que os papas que a condenaram afirmaram de maneira brilhante – que os seus princípios buscam pregar o livre-pensamento. E o que é isso? “O livre-pensamento – responde um boletim maçônico – não tem dogma: há verdades de ontem que não são verdades de hoje, e há verdades de hoje que não são verdades de amanhã. O pensamento não pode sofrer domínio algum…” E descaradamente berram: “Livre-pensadores são aqueles que repelem qualquer dogma, qualquer imposição teológica; o livre-pensamento é, pois, um protesto contra todas as religiões”. Não é essa uma declaração totalmente contrária à fé de Cristo e à fé católica?
Não bastando isso, introduzem na sociedade aquele erro maligno de que todas as religiões levam a Deus. Papa Leão XIII condenou essa heresia devidamente:
“Se aqueles que são admitidos como membros não são ordenados a abjurar por quaisquer palavras as doutrinas Católicas, esta omissão, muito longe de ser adversa aos desígnios dos Maçons é mais útil para os seus propósitos. Primeiro, deste modo eles facilmente enganam os ingênuos e os incautos, e podem induzir um número muito maior a se tornarem membros. Novamente, como todos que se oferecem são recebidos qualquer que possa ser sua forma de religião, eles deste modo ensinam o grande erro desta época – que uma consideração por religião deveria ser tida como assunto indiferente, e que todas as religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calculado para TRAZER A RUÍNA de todas as formas de religião, e especialmente da religião Católica, que, como é a única que é verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões” (Humanum Genus, 16).
E não é difícil mostrar que essa teoria maçônica está errada. Os princípios bíblicos são claramente contra essa idéia falsa e errônea. Jesus diz que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). E afirma: “Ninguém vem ao Pai senão por Mim”. Daqui tiramos duas conclusões: (1) Jesus não é um caminho que conduz ao Pai; ele é o único. Todos os outros não conduzem a Deus. (2) Só em Jesus Cristo reluz a verdadeira verdade. Não existe outra. Portanto, essas palavras dele são as únicas que conduzem ao Pai, à salvação e à verdade. Ótimo. A maçonaria não se declara sobre Jesus. De fato eles têm uma Bíblia em suas reuniões. O que isso significa? Nada. Significa que eles querem enganar de modo mais inteligente as pessoas. Porque se é verdade que nessa associação podem entrar espíritas, muçulmanos, judeus ou cristãos, é também verdade que não é possível que a maçonaria se declare abertamente sobre Jesus. Assim sendo, ressoam fortes as palavras de Jesus: “Quem não está comigo é contra mim” (Lc 11,23).
Além disso, quando Jesus Cristo instituiu a Sua Igreja e deu a Pedro as chaves do Reino, confiou-lhe a autoridade para determinar decretos de maneira que tudo o que ele ligasse na terra seria ligado no céu (cf. Mt 16,19). Os papas incansavelmente condenaram a maçonaria. O último documento publicado pela Igreja sobre o assunto data de 1843 e é da Congregação para a Doutrina da Fé. Não fala estritamente do termo “maçonaria”, mas usa a expressão associações maçônicas, generalizando para a Ordem DeMolay, Filhas-de-Jó, enfim, toda sorte de instituições patrocinadas e financiadas pelos Franco-Maçons. A Igreja, assim como nessa declaração, não deixou de falar das associações relacionadas à maçonaria:
“Há vários corpos organizados os quais, embora diferindo em nome, em cerimonial, em forma e origem, são contudo tão unidos por comunhão de propósito e pela similaridade de suas principais opiniões, de modo a formar de fato uma só coisa com a seita dos Maçons, a qual é um tipo de centro ao qual todos eles se dirigem, e do qual todos eles retornam” (Papa Leão XIII, Humanum Genus, 9).
No documento anteriormente citado, foi severa e não hesitou em afirmar que aqueles que se ingressam nessas associações considerem-se excomungados da Igreja.
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA
Fonte: Vaticano
Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior.
Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redaccional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.
Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçónicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de Fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, p. 240-241).
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.
Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de Novembro de 1983.
Joseph Card. RATZINGER
Prefeito
+ Fr. Jérôme Hamer, O.P.
Secretário
E não adianta dizer que a maçonaria e a Ordem DeMolay ajudam nas necessidades materiais dos pobres e mais necessitados. Ora, do que adianta exercitar filantropia sem pregar a verdade que Jesus instituiu na Igreja? Sua Santidade Papa Bento XVI, na encíclica “Caritas in Veritate”, tratou de lembrar que sem a verdade não há verdadeira caridade:
“Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente” (nº 3).
O que é a verdade?, pergunta Pilatos e pergunta a maçonaria. Jesus se apresenta: “Eu sou (…) a verdade” (Jo 14,6). Se não aceitamos a Ele, que é a Verdade encarnada, então não podemos viver a autenticidade do cristianismo. A maçonaria destrói a raiz da verdade que Jesus fundamentou em seus ensinamentos e legitima a moral de qualquer religião, estabelecendo uma verdade relativa, uma realidade fácil. A realidade é essa e infelizmente um cristão católico genuíno não pode viver assumindo a Cristo na sua religião e o esquecendo nas reuniões da Ordem DeMolay. Não haverá compromisso com o Caminho, a Verdade e a Vida e a ovelha que já estava desgarrada do rebanho perder-se-á definitivamente.
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/
Extraído de: http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/9315/Artigo-de-Everth-Queiroz-Oliveira-Uma-resposta-aos-demolays-jovens-da-maconaria-
16 de mar. de 2011
Artigo do Padre José do Vale: Cuidado com os falsos profetas
Vivemos uma era super confusa, principalmente na área religiosa. Muitas religiões e Novos Movimentos Religiosos buscam poder político, econômico e social. Por essa ambição terrena causa discórdia na família e na sociedade. O resultado é o escândalo, corrupção e crimes.Milhões e milhões de pessoas envolvidas com seitas estão oprimidas, deprimidas, escravizadas e com lares divididos e outros destruídos.
A nossa mais importante missão na face da terra é amar o bom Deus e expressar esse amor anunciando o Santo Evangelho de Jesus Cristo para libertar todo escravizado por qualquer que seja a prisão. E a pior prisão é a do falso sistema religioso. O cárcere é mental, devido a lavagem cerebral.
O medo, o erro e a ignorância fazem parte da cadeia mental. Pelo condicionamento doutrinário e pela falta de conhecimento dos adeptos, a escravidão é bem segura. A manipulação é forte eficaz e progressiva.
Os fatores que levam a pessoa a ser presa fácil dos líderes sectários:
1. O Contexto Cultural: ideologia da pobreza. Ser pobre é a garantia do Paraíso. Analfabetismo, assistencialismo, paternalismo e escravagismo.
2. A busca para solução dos problemas da vida: curas, milagres, exorcismo, felicidade, casamento e prosperidade.
3. Fuga do medo: medo da morte, do demônio, do inferno e do feitiço. O medo busca falsamento proteção nos amuletos; daí a dominação pela superstição. Medo e superstição andam juntos para o abismo.
4. Falta de uma consciência crítica: ignorância da realidade social, político, econômica e religiosa.
5. Barganhar com Deus: negociar as coisas sagradas pagando dízimos, ofertas e fazendo sacrifícios para obter graças, bênçãos e vida eterna. A teologia da prosperidade legítima essa negociata. Essa é a prática nefasta das seitas neopentecostais.
INTELIGÊNCIA DOS LÍDERES
“O herege é ovelha na lã raposa nas entranhas e lobo nas obras”.
São Bernardo de Claraval (1090-1153)
Abade e Doutor da Igreja
O grande Bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho de Hipona (354-430) nos esclarece com categoria que os líderes heréticos são dotados de uma inteligência extraordinária: “Não penses que as heresias são fruto de mentes obtusas. É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações.”
Escreve o ilustre professor e escritor Dr. Felipe Aquino: “A história das heresias na vida da Igreja confirma o quanto Santo Agostinho tem razão. Os hereges sempre foram “brilhantes” ao defender os seus erros, e por isso lograram grande êxito muitas vezes” (1).
O Doutor Angélico Santo Tomás de Aquino (1225-1274), comentando a passagem de Evangelho de São João sobre o Bom Pastor diz a respeito do mercenário que foge diante do lobo: “fugit non mutando loco, sed subtrahendo solatium, refugiens scilicet gregis solicitudinem”, isto é, “foge, não mudando de lugar, mas retirando o auxílio e recusando sua solicitude ao rebanho.” Entenda-se, não mudando necessariamente de lugar, embora a fuga e simples seja igualmente uma atitude de mercenário, na maioria dos casos.
E o que é lobo? O lobo, diz Santo Tomás, no mesmo comentário, pode-se interpretar de três maneiras: o demônio, o herege e o tirano.
Logo, ficar do lado do lobo, negar auxílio e solicitude em defender o rebanho, consiste em ficar do lado de um desses três ou dos três ao mesmo tempo.
Nosso Senhor resistiu a esses três inimigos do rebanho, enfrentando o demônio no deserto e no Calvário; os fariseus, nas disputas doutrinais, afirmando e provando a sua divindade; e o tirano, no caso de Pôncio Pilatos, que preferiu o seu bem próprio a salvar Jesus Cristo das mãos das autoridades de sua época. O tirano, com efeito, é aquele que governa procurando não o bem de seus súditos, mas o seu interesse pessoal.
Os lobos (At 20, 29, os cães (Fl 3,2; Ap 22,15), falsos profetas (Mt 24,11), falsos apóstolos (2Cor 11,13-15), falsos doutores (2 Pd 2,1), sedutores malignos (2 Jo vv. 7-11) estrelas errantes e homens da luxúria (Judas vv 12-16), estes são pregadores, pastores e apóstolos de Satanás (2Cor 11,13-15), falsificadores da Palavra d Deus (2 Cor 2,17), cismáticos que não tem o Espírito Santo da comunhão (Judas v.19).
A inteligência dos lobos-mercenários (Jo 10,13-13) é tremenda para criar empresas religiosas, seitas, heresias e congêneres. Esses lobos são devoradores impiedosos de ovelhas e bodes. Segundo o profeta Isaías “são pastores gulosos, incapazes de compreender. Todos seguem o seu próprio interesse” (Is 56,11).
O Papa João Paulo II disse na Conferência de Santo Domingo (outubro de 1992): “o Documento final descreve com clareza e precisão essas seitas e movimento, mostrou suas características e modos de atuar, deixou claro os interesses políticos e econômicos envolvidos na sua expansão em todo o continente... (Conclusões do IV CELAM, mm. 139-152)”.
FALSOS PREGADORES
Disse Jesus: “atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).
Tinha Jesus morrido havia poucos anos quando começaram a manifestar-se os sinais do primeiro vaticínio. Os falsos profetas, os falsos cristos, os falsos apóstolos pularam na Judéia como as serpentes saem das tocas ao chegar a canícula. Antes de Pôncio Pilatos partir para o exílio, surgiu na Samaria um impostor que prometia descobrir os vasos sagrados do Tabernáculo, enterrados por Moisés no Monte Garizim. Os Samaritanos acreditavam que uma tal exumação seria o prelúdio da vinda do Messias, e um numeroso bando armado se reuniu, ameaçador, nesse monte,até ser disperso pelas espadas romanas.
Sob Cuspio Fado, o procurador que governou de 44 a 66, apareceu um certo Teuda que se dizia uma grande personagem e prometia grandes prodígios. Quatrocentos homens o seguiram, mas por fim foi preso e decapitado e foram exterminados os que tinham acreditado nele. Depois dele, surgiu um hebreu do Egito, que conseguiu reunir quatro mil desesperados e acampou no Monte das Oliveiras, anunciando que a um sinal dele cairiam os muros de Jerusalém. O procurador Félix atacou-o e obrigou-o a fugir para o deserto.
Entretanto, na Samaria, criava nome o famigerado Simão Mago, que fascinava as gentes com prodígios e feitiços, fazendo-se passar pela “Virtude de Deus”, e a quem todos davam ouvidos.
Vendo os milagres de Pedro, quis tornar-se cristão por imaginar que o Evangelho não passava de um dos muitos mistérios orientais e que bastaria iniciar-se nele para logo adquirir novos poderes. Repelido por Pedro, Simão tornou-se o pai das heresias. Acreditava que de deus procede a Ennoia encarnara-se em Helena de Tiro, uma cortezã que o seguia por toda a parte; e ter fé nele e em Helena era condição necessária pára a salvação. Com ele aprenderam Cerinto, o primeiro, contra o qual João escreveu o seu Evangelho, e Menandro, que se gabava de ser o salvador do mundo. Um outro, Elksai, confundia o velho e o novo pacto, falava de múltiplas encarnações além da de Cristo e perdia-se com os seus discípulos no estudo da magia e da astrologia. Hegesipo conta que um certo Tebutis, invejoso de Simeão, primeiro bispo de Jerusalém, formou uma seita que reconhecia em Jesus o Messias mas que em tudo o mais permanecia fiel ao antigo judaísmo. Paulo, nas epístolas a Timóteo, previne os “santos” contra Himeneu, Fileto e Alexandre “obreiros fraudulentos disfarçados de apóstolos de Cristo”, que torciam a verdade e espalhavam a má semente das heresias nas primeiras igrejas. Um certo Dositeu atrubuía-se o nome de Cristo; um certo Nicolau dava origem, com os seus erros, à seita dos Nicolaítas, condenados por João no Apocalipse; e os Zeladores fomentavam constantes tumultos, asseverando que os Romanos e todos os Pagãos deviam ser expulsos para que Deus voltasse de novo a triunfar com o seu povo (2).
CONCLUSÃO
Para livrar as pessoas do império do falso sistema religioso, os verdadeiros cristãos deveriam ocupar mais espaço social, meios de comunicação, praticar obras de caridade, viver e pregar toda verdade do Reino de Deus.
Nenhuma ideologia escravocrata, seja ela de qualquer sistema, não suporta o poder da verdade libertadora da Boa Nova de Jesus de Nazaré.
Quem busca com sinceridade a verdade para salvação de sua alma, encontra com a razão – estudos; com fé – oração e com a iluminação do Espírito Santo. Este é quem revela toda verdade da Santíssima Trindade ao coração sedento de amor, paz e justiça. Toda verdade revelada para vida com Deus, está em Cristo e na Sua Igreja: UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA.
Pe. Inácio José do Vale
Professor de História da Igreja
Especialista em Ciência Social da religião
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com
Nota:
(1) Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz. Falsas Doutrinas – seitas e religiões, 7ª edição. Lorena: Cléofas, 2006, p.12.
(2) Papini, Giovanni. História de Cristo, 6ª edição. Lisboa: Livros do Brasil, 1929, pp.209 e 210.
Extraído de: www.rainhamaria.com.br












