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3 de jul. de 2011

Artigo profético de Dom Hilário Moser: " Será que o Espírito Santo se contradiz ou é mentiroso, dizendo “sim” a um e “não” a outro?"


Dom Hilário Moser , SDB. Bispo emérito de Tubarão

Com todo respeito pela consciência de cada um em termos de seguimento desta ou daquela religião, é preciso também concordar que há uma grande confusão. Há religiões para todos os gostos, que vão desde Deus até ao diabo; sim, porque existem também adoradores do diabo.

Veja o que diz São João sobre as primeiras confusões dentro do cristianismo. Havia os que afirmavam que Jesus não era um ser humano verdadeiro, só tinha aparência de ser humano. As palavras de São João valem também para hoje: “Acontece que se espalharam pelo mundo muitos sedutores, que não professam Jesus Cristo vindo na carne. Está aí o Sedutor, o Anticristo. Tomai cuidado, se não quereis perder o fruto do vosso trabalho, mas sim, receber a plena recompensa. Todo aquele que se adianta e não permanece na doutrina de Cristo, não possui a Deus. Aquele que permanece na doutrina, esse possui o Pai e o Filho. Se alguém chega até vós trazendo outra doutrina que não esta, não o recebais em casa, nem o cumprimenteis. Pois quem o cumprimenta participa de suas obras más.” (2 João 7-10).

O que dizer? Que o mundo está cheio de falsos mestres que afirmam Cristo ser isto e aquilo, uns contradizendo aos outros. É o que dá quando cada um interpreta a Bíblia por própria conta, julgando-se inspirado diretamente pelo Espírito Santo. Será que o Espírito Santo se contradiz ou é mentiroso, dizendo “sim” a um e “não” a outro?

Nós, católicos, sabemos que o ofício de interpretar as Escrituras foi confiado ao Magistério vivo da Igreja, não a pessoas particulares. Por isso, cuide de sua fé. Defenda-se de falsos profetas porque existem muitos.

Entre as Cartas do Novo Testamento, há uma, brevíssima, atribuída a São Judas. Ela é particularmente uma chamada de atenção sobre os falsos mestres. Eram, naquele tempo, abundantes, como hoje…

Diz Judas: “Senti necessidade de mandar-vos uma exortação a fim de lutardes pela fé, que, uma vez para sempre, foi transmitida aos santos. É que se insinuaram certas pessoas, das quais desde há muito estava escrito o seguinte juízo: ímpios que abusam da graça do nosso Deus para a devassidão e negam o nosso único soberano e Senhor, Jesus Cristo. [...] São murmuradores descontentes, que vivem ao sabor de suas paixões. A sua boca fala insolência, mas ao mesmo tempo adulam os outros por interesse. Vós, porém, caríssimos, lembrai-vos das palavras preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos diziam: “Nos últimos tempos aparecerão zombadores, vivendo ao sabor de suas ímpias paixões”. São eles que provocam divisões. São vulgares e não têm o Espírito.” (Judas 3-4.16-17).

Palavras duras, mas verdadeiras! Fiquemos atentos para não sermos enganados em nossa fé pelos falsos mestres do nosso tempo.

Você pergunta: quem é falso profeta? Quem responde é São João: “Muitos falsos profetas vieram ao mundo. Este é o critério para ver se uma inspiração vem de Deus: de Deus é todo espírito que professa Jesus Cristo que veio na carne. E todo espírito que se recusa a professar Jesus não é de Deus: é do Anticristo. Ouvistes dizer que o Anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. Filhinhos, vós sois de Deus e vencestes aos que são do Anticristo… Eles são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvido. Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisto distinguimos o espírito da verdade e o espírito do erro.” (1 João 4, 1-6).

São João se referia aos que, em seu tempo, como eu disse acima, negavam que o Filho de Deus se tinha feito homem. Essa gente contrária a Cristo, para João, são Anticristos. Anticristo é todo inimigo de Cristo: pode ser uma pessoa, um grupo, uma instituição, um sistema…

O que diz São João vale também para hoje. O mundo está cheio de Anticristos, de gente contrária a Cristo: estes são os falsos profetas de hoje. Quem rejeita Cristo não pode vir de Deus. Quem é do mundo escuta e segue o mundo. Quem é de Deus escuta a Deus e escuta a Igreja, que fala em nome de Deus. Quem recusa escutar a Igreja não é de Deus.

Aí está o critério para discernir quem é da Verdade e quem é da mentira e do erro.


30 de jun. de 2011

Será que amo corretamente as pessoas e a Igreja?


Você já parou para pensar na sua forma de amar? Pensa ai nas pessoas, coisas e instituições que você ama? Será que o seu amor é um amor que edifica o ser amado?

Nos últimos dias estou acompanhando uma pessoa que têm sofrido muito por ver sua mãe em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. Chora por saber que sua mãe esta em um lugar confinado, em uma vida ascética, tendo que obedecer muitas regrinhas de vida comunitária e sem poder se divertir. Realmente as clínicas de recuperação têm estas características “radicais” e até compreendo a razão de ser de tantas lagrimas.

Mas o centro da questão é o seguinte: Será que esta pessoa chorava e sofria tanto quando sua mãe estava se “divertindo” nos bares, enchendo a “cara” de cervejas, vinhos e até mesmo cachaça? Se embriagando, chegando de madrugada em casa e sendo abusada por “amizades interesseiras”? Não, não existiam todas estas lagrima. Mal, mal uma leve preocupação.

A pessoa sofre absurdamente ao saber que sua mãe esta se recuperando em uma clinica e não sofria tanto quando via sua mãe se matando nos bares. Que amor é este? É o amor doente. A Filáucia. Um amor que em nada edifica o ser amado. Se você quiser entender mais sobre este amor doente escute esta palestra do Padre Paulo Ricardo:

Espero em Deus que a alma desta pessoa seja curada para que consiga amar de forma ordenada e edificante sua mãe.

Refletindo nesta situação cheguei à conclusão que existem em muitas almas um amor doente pela Igreja. Tenho visto muitas pessoas doentes de filáucia no contexto eclesial.

Vamos de exemplo para ficar mais claro. Algumas pessoas ficam revoltadas quando alguém denuncia um herege que está na hierarquia da Igreja, todos nós sabemos que os hereges na hierarquia fazem um mal terrível para as almas, porém o “falso amor” faz com que exista um diabólico silencio que em nada edifica o Corpo de Cristo.

Sempre se escuta o seguinte: “odeio quem fala mal de Padres”, “Estes leigos deveriam se colocar nos seus lugares” ou “não aguento mais este povo que dividi a Igreja”.

Querem uma falsa união e uma falsa paz na Igreja tal como o filho do caso acima queria uma falsa liberdade para a mãe. A igreja neste caminho se torna amiga do relativismo e da mentira. Isto é um absurdo e que acontece muito na nossa realidade.

Querem o bem da Igreja. Mas que bem é este que omite a verdade? Que bem é este que dá liberdade para mentirosos falarem o que querem em nome da Igreja? Um bem desvinculado da verdade e da clareza só tem poder de destruir.

Satanás é o “bom macaco” que sempre desvirtua as coisas de Deus, o desgraçado consegue fazer com que estejamos mergulhados em vícios achando que somos virtuosos.

Convido os leitores a pensar na forma com que tem amado as pessoas e a Igreja. É um amor que edifica ou é um amor “superprotetor” que só faz mal para o ser amado? Vale a pena parar e refletir.

Bruno Cruz

@bhcvida

25 de jun. de 2011

Dom Henrique Soares: A Igreja, o Sacramento de Cristo




Vimos no artigo passado o que significa um sacramento: um sinal eficaz; sinal que torna presente a graça, a glória, a vida de Deus. Vimos, então, que o Cristo Jesus é o Sacramento de Deus: nele Deus fez-se presença pessoal no nosso meio. Assim, Cristo é o Sacramento primordial de Deus; ele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Demos agora um passo adiante. O Filho de Deus feito homem, Jesus, presença viva e pessoal de Deus entre nós para nos salvar, viveu num tempo e num espaço: viveu há dois mil anos na Terra Santa. Ele entrou uma só vez na nossa história, no nosso mundo, no nosso tempo. Mas ele veio para todos, em todos os tempos; ele deseja tornar-se presente a todo instante e estar bem perto de todos os corações: seu desejo é entrar em contato conosco e que nós entremos em contato com ele, com sua palavra santa e com sua vida divina. Por isso ele fundou a Igreja! Ela é sacramento (sinal eficaz, real) de presença de Cristo no mundo; ela é Cristo continuado, corpo de Cristo crucificado e vivificado pelo Espírito na Ressurreição! No Concílio Vaticano II os Bispos do mundo inteiro, sucessores legítimos dos Apóstolos, ensinaram: “A Igreja é, unida a Cristo, como que um sacramento, isto é, um sinal e instrumento da íntima união com Deus e de todo o gênero humano” (Lumen Gentium 1).

Isso quer dizer que a Igreja vive de Cristo. Na sua Ressurreição, ele derramou sobre sua Igreja o seu Espírito Santo – o mesmo Espírito com o qual o Pai o ressuscitou dos mortos. Assim, a Igreja vive do Espírito de Cristo e no Espírito de Cristo... como o corpo, que vive da vida da cabeça, como os ramos que vivem da seiva do tronco: “Ele é a Cabeça da Igreja, que é seu corpo” (Cl 1,18). “(O Pai) o pôs acima de tudo, como cabeça da Igreja, que é seu corpo” (Ef 1,22). “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor. Eu sou a videira e vós sois os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,1.5). Estes textos são importantes porque nos mostram que há uma união real, concreta, verdadeira, entre Cristo e a comunidade de seus discípulos, que é a Igreja. Ele realmente está presente na sua Igreja, vivificando-a, sustentando-a, agindo nela! A Igreja está ligada ao seu Senhor Jesus como o corpo está ligado à cabeça, como os ramos estão enxertados à videira. E o Espírito de Cristo ressuscitado, o Espírito Santo é a seiva, é a vida que vivifica, dirige e faz crescer este corpo, estes ramos! É assim que Cristo permanece vivo na Igreja, atuando nela na potência do Espírito: fala, age, santifica, ensina, exorta, salva pela Igreja! A Igreja é, portanto, um verdadeiro sacramento de Cristo, uma sinal real da sua presença! Ela, Igreja, não existe para si mesma, mas para anunciar Jesus, para provocar o encontro entre Jesus Salvador e a humanidade necessitada da salvação! Ela, a Igreja, não tem nenhuma salvação para dar à humanidade a não ser Jesus Cristo: é ele quem a santifica e a torna instrumento de salvação. Santo Ambrósio, grande bispo de Milão e Doutor da Igreja, dizia, no século IV: “A Igreja é a verdadeira lua. Da luz imorredoura do sol, ela recebe o brilho da imortalidade e da graça. De fato, a Igreja não reluz com luz dela mesma, mas com a luz de Cristo. Ela busca seu esplendor no sol da justiça, que é Cristo, para depois dizer: Eu vivo, mas não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim!” A Igreja é, portanto, o “ambiente”, o “clima”, o “espaço”, a “atmosfera” do nosso encontro com o Deus vivo, presente em Jesus Cristo. Ela é o sinal privilegiado através do qual Deus demonstra suas atenções para conosco e sua fidelidade a toda humanidade.

Mas, como disseram os Bispo do Vaticano II, ela é também sacramento da íntima união de todo o gênero humano. Isso mesmo: reunidos pelo Pai através da Palavra do Senhor Jesus, reunidos no Santo Espírito do Ressuscitado nós somos um novo povo – o Povo de Deus da nova e eterna Aliança, o povo no qual toda a humanidade é chamada a entrar para ser filha do mesmo Pai, imagem do único Filho pela ação potente do único Espírito que nos une num só Corpo de Cristo! Por isso, a Igreja é já sacramento (sinal verdadeiro, eficaz) da união de toda a humanidade com Deus e dos homens entre si, como deverá ser um dia, na Glória do Pai.

Por tudo isso, um monge do século IV saudava assim a santa Igreja: “Que jamais te eclipses na escuridão da lua nova, ó Lua sempre irradiante! Ilumina-nos o caminho por entre a impenetrável escuridão divina das Escrituras! Que jamais deixes, ó esposa e companheira de viagem do Sol que é Cristo, o qual como esposo da lua, te envolve em sua luz! Sim, que jamais deixes de enviar-nos da parte dele, nosso Salvador, os teus raios luminosos, a fim de que ele, por si mesmo e através de ti, santa Igreja de Cristo, transmita às estrelas a sua luz, acendendo-as de ti e por ti!”

Fonte: http://www.domhenrique.com/

18 de jun. de 2011

A Igreja de Cristo e a Igreja católica




Dom Henrique Soares.

Na consciência de muita gente alojou-se, nos últimos tempos, uma idéia errada sobre a Igreja. Pensa-se que a Igreja de Cristo não está mais em nenhuma das denominações cristãs atuais. O que existiria seria simplesmente uma Igreja cristã, presente em todas as denominações, numa espécie de confederação de igrejas, de modo que não existe mais a Igreja de Cristo, mas igrejas que têm algo da Igreja de Cristo. Ora, isso foi, é e será sempre absolutamente inaceitável para a fé católica.

O Concílio Vaticano II, repetindo aquilo que sempre foi e será a nossa fé, afirma o seguinte: “... a única Igreja de Cristo, que no Credo professamos una, santa, católica e apostólica, e que nosso Salvador, depois de sua ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse... Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica” (Lumen Gentium 8).

Qual o sentido deste ensinamento? O Concílio quer dizer que a Igreja de Cristo não se perdeu nas estradas da história nem foi deteriorada pelo tempo. Ela existe na Igreja católica, ela é a Igreja católica. Em outras palavras, bem claras: a Igreja que Cristo fundou, ama, guia, vivifica e sustenta com a força do seu Espírito Santo é a Igreja católica. Nem mais nem menos. A expressão “subsiste” deseja, sobretudo, reafirmar que a Igreja de Cristo, com a plenitude de todos os meios instituídos por Cristo, subsiste (= continua, permanece) para sempre na Igreja católica (“católica” assim, com minúscula, pois não é um nome da Igreja, mas uma qualidade, um adjetivo: ela é “católica”, isto é, possui a totalidade dos elementos essenciais que Cristo pensou para sua Igreja. “Católica” para distinguir das várias denominações cristãs que foram surgindo no tempo, fruto da ruptura com a Igreja de Cristo, e que não possuem a totalidade desses elementos que Cristo quis para a sua Igreja). É preciso que fique bem claro que o Vaticano II aqui nos quer dizer que a Igreja de Jesus Cristo como sujeito concreto neste mundo pode ser encontrada somente na Igreja católica. Ela somente pode ocorrer com a Igreja católica! É totalmente errada e absolutamente contra a intenção do Concílio querer afirmar que a Igreja de Cristo pode subsistir também em outras comunidades cristãs. “Subsiste” quer exprimir exatamente o contrário. Só pode haver uma única subsistência da verdadeira Igreja, enquanto que fora da estrutura visível da Igreja de Cristo existem apenas elementos da Igreja de Cristo. Por isso mesmo, essas outras comunidades, ainda que não sejam realmente igreja, possuem, graças a Deus elementos eclesiais, elementos da única Igreja de Cristo, que é a Igreja católica, e somente a Igreja católica.

Sendo assim, é preciso afirmar sem medo nem reservas nenhumas que, do ponto de vista teológico, não é correto chamar as comunidades protestantes de “Igreja”. Elas são comunidades eclesiais, isto é, comunidades que, sem serem propriamente igrejas, possuem vários elementos eclesiais. E quais seriam eles? A Palavra de Deus, a fé em Jesus Cristo como único Salvador e a confissão do Deus uno e trino, a vida de piedade, bem como a caridade fraterna, o sacramento do Batismo, vários dons e carismas que ajudam na vida cristã, o desejo sincero de testemunhar e anunciar Jesus Cristo, a esperança na vida eterna... Todos estes dons, que pertencem à única Igreja de Cristo, graças a Deus, estão presentes nessas comunidades. As comunidades protestantes, do ponto de vista estritamente teológico, só podem ser chamadas “Igrejas” em sentido metafórico. Já a situação das Igrejas ortodoxas é diferente. Elas são Igrejas como as dioceses católicas são Igrejas: Igrejas locais. Teologicamente, não existe uma Igreja Ortodoxa; existem Igrejas (dioceses) Ortodoxas: são aquelas que, separadas de Roma, guardaram, no entanto a verdadeira fé, a inteireza dos sacramentos, a Eucaristia plena e a legítima sucessão apostólica.

Podemos, a partir do que foi exposto, colocar duas questões. (1) Por que somente a Igreja católica é a Igreja de Cristo? Isso não é uma pretensão demasiada e exorbitante? Não. A Igreja não se faz a si própria, não é obra humana. Cristo fundou sua Igreja, concedeu-lhe o dom de sua presença e assistência com a ação do seu Espírito, dotou-a de pastores legítimos, aos quais prometeu assistência, não pela força e fidelidade deles, mas pela sua graça. Ora, esta Igreja é a Igreja católica, da qual todas as outras comunidades cristãs apartaram-se por algum motivo (muitas vezes também por culpa nossa). Então, o fato de nós católicos sermos a única Igreja de Cristo não mérito nosso, mas fruto da fidelidade do Senhor, que jamais volta atrás nas suas promessas e na sua fidelidade. Se a Igreja de Cristo se tivesse perdido, então a Páscoa do Senhor não seria a palavra última e vitoriosa de Deus para a humanidade; as portas do Inferno seriam mais fortes que Cristo e sua Igreja... (2) Uma outra questão: esta visão do Concílio não atrapalha o ecumenismo? De modo algum! Não se faz ecumenismo na mentira, no escondimento da verdade, no engano e num irenismo frouxo. O Concílio Vaticano II soube maravilhosamente reafirmar a Tradição da Igreja e a fé verdadeira, buscando, no entanto, uma linguagem e um caminho que ajudem na compreensão recíproca. A novidade do Concílio no campo ecumênico foi reconhecer que fora da Igreja há elementos de salvação. Não só os reconheceu como também os exemplificou, como listei acima. Isso faz com que cresça realmente um sincero respeito pelos nossos irmãos separados e se desenvolva nossa capacidade de apreciar retamente os tantos pontos em comum que temos, graças a Deus.

É importante e imprescindível que os cristãos, no âmbito ecumênico, trabalhem em duas frentes: uma, na busca de uma verdadeira prática do amor recíproco, que deve sempre distinguir os discípulos do Senhor. Sem isso não há cristianismo. A outra, a paciente e sincera procura da verdade, até que cheguemos todos, um dia, àquela unidade que o Senhor desejou para a sua Igreja, quando todos os que são ornados com o precioso nome de cristão, comerão do mesmo Pão eucarístico e beberão do mesmo Cálice do Senhor. Até lá, sejamos verdadeiros católicos, sendo gratos ao Senhor que, sem nenhum mérito nosso, nos deu a graça de perseverar na sua santa Igreja, católica e apostólica.

Fonte:http://costa_hs.blog.uol.com.br/index.html

14 de jun. de 2011

Igreja e igrejas: a doutrina católica

DO SITE DE D.HENRIQUE SOARES


Caro Internauta, A Congregação para a Doutrina da Fé, por ordem de Bento XVI, tornou público um pequeno e precioso documento contendo respostas a algumas questões sobre a Igreja. Não há aí nada de novo. Pelo contrário: deseja-se somente reafirmar a doutrina do Concílio Vaticano II que muitos, em nome do Concílio, insistem em deturpar e até mesmo negar. Vou comentar cada parágrafo porque é muito importante que todo católico compreenda bem! Um consolo que tenho é que, lendo os textos deste blog e do site, você encontrará a mesmíssima doutrina! É meu propósito: servir fielmente à Igreja, ajudando os irmãos a bem compreender e viver a riqueza de nossa fé...

É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen Gentium quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).
O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambigüidade.

Observação minha: Observe bem qual a preocupação da Santa Sé: apesar de o Magistério ter feito várias intervenções neste período pós-conciliar, há vários teólogos que insistem em sustentar teses confusas, ambíguas e até contrárias à doutrina católica. Basta recordar o quanto criticaram a Dominus Iesus. No entanto, não adianta delirar! A doutrina católica sobre a Igreja é exatamente a que vai apresentada a seguir!

Primeira questão: Terá o Concílio Ecumênico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
Resposta: O Concílio Ecumênico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.
Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no ato de promulgação da Constituição Lumen Gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas em nível de vida, agora também se exprime claramente em nível de doutrina; o que até agora era objeto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura". Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.

Observação minha: Aqui, se procura explicar que a doutrina católica não foi modificada pelo Vaticano II. Uma coisa é o progresso, o desenvolvimento orgânico da doutrina – que sempre houve e haverá na história da Igreja; outra, bem diferente é a adulteração, a modificação! A Congregação para a Doutrina da Fé procura, portanto, deixar claro que a eclesiologia do Vaticano II deve ser interpretada à luz da perene Tradição da Igreja. Como Bento XVI tanto insiste, o Vaticano II não foi uma ruptura nem uma revolução, mas um progresso na vida e na fé da Igreja de Cristo.

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?
Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual", que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele".
Na Constituição dogmática Lumen Gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica.

Observação minha: Muito bem articulada, muito equilibrada esta resposta! Vejamos: (1) Explica que a Igreja de Cristo subsiste única e exclusivamente na Igreja católica (aquela que está em comunhão com o Sucessor de Pedro e os Bispos em comunhão com ele); (2) esclarece o que significa “subsistir”: é a perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo para a sua Igreja. O decreto Unitatis Redintegratio, do Vaticano II, diz quais são esses elementos. Eis alguns: a profissão de fé em Jesus como Senhor e Salvador, a fé na Trindade, a Palavra de Deus ouvida e proclamada segundo a Tradição apostólica, os sacramentos, de modo particular o Batismos e a Eucaristia, a sucessão apostólica dos Bispos, o ministério petrino, a veneração da virgem Maria e dos Santos de Cristo, a vida da graça, a caridade fraterna, os dons e carismas do Espírito Santo, o martírio, o zelo missionário, a esperança na vida eterna... Todos estes elementos fazem parte da Igreja de Cristo e nela não podem faltar. Ora, somente na Igreja católica eles se encontram na sua totalidade. (3) Esta resposta faz eco também à Declaração Dominus Iesus, que ensina não ser possível falar em vários graus de subsistência: a subsistência é uma só e plena. Em outras palavras: A Igreja de Cristo subsiste, permanece, continua de modo completo somente na Igreja católica!

Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no fato de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica".
"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica".

Observação minha: Note-se o compromisso com a verdade e, ao mesmo tempo, a delicadeza ecumênica desta resposta. Primeiro, o texto explica que tanto faria dizer: “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica” quanto “A Igreja de Cristo é a Igreja católica”. A questão é que afirmar simplesmente “é” torna mais difícil compreender como fora da sua unidade visível possam existir elementos eclesiais. O “subsiste” é mais compatível com a doutrina segundo a qual fora da unidade da Igreja católica há elementos de salvação. Em segundo lugar, o texto deixa claro que o Espírito Santo utiliza também as comunidades não católicas na obra da salvação. Tudo quanto essas comunidades possuam de realmente eclesial deriva da plenitude católica e a ela conduzem!

Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecumênico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e, sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos", merecem o título de "Igrejas particulares ou locais", e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.
"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce". Como, porém, a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.

Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subseqüente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio.

Observação minha: Aqui, nestas duas últimas perguntas, é importante reter o seguinte: (a) Os católicos denominam “igrejas” em sentido teológico somente aquelas comunidades que conservaram a plena sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. É o caso das Igrejas particulares (dioceses) ortodoxas e vétero-católicas. Teologicamente, não existe um Igreja ortodoxa, mas Igrejas (dioceses) ortodoxas, que não estão em comunhão plena com o Bispo de Roma e, assim, não estão na plena unidade da Igreja de Cristo. Têm elas uma ferida grave: falta-lhes o ministério petrino, que Cristo quis na sua Igreja. (b) Os católicos denominam “comunidades eclesiais” aquelas denominações surgidas da Reforma Protestante: faltam-lhes a sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. Ora, sem o ministério ordenado na sua plenitude e sem a Eucaristia não há Igreja; há comunidades que possuem elementos da Igreja de Cristo! (c) É digno de nota que o texto esclarece que também a Igreja católica se ressente de tais divisões, pois que são um obstáculo à sua plena realização na história. O ecumenismo, busca da unidade visível de todos os cristãos, é, pois, uma necessidade também para o bem dos católicos.

Fonte: http://www.domhenrique.com.br

13 de jun. de 2011

Porque pronunciamos contra o Padre Fabio de Melo.



O nosso site recebeu nos últimos dias alguns e-mails e comentários permeados de acusações pelo fato de termos criticado o pronunciamento do Padre Fabio de Melo a respeito do PL 122( Lei que criminaliza a homofobia). Pessoas nos chamando de “hipócritas e fariseus”, outras nos acusando de “Orgulhosos que se acham os donos da verdade” e por ai vai. Este artigo é para estas pessoas que nos criticaram e também para os católicos que firmemente apegado a doutrina nos encorajou a continuar expondo as verdades da fé e não o relativismo moral, ou seja, pregar aquilo que se pensa e não o que ensina a doutrina católica.
As matérias que foram publicadas no site estão nestes links:


http://www.regina-apostolorum.com/2011/06/sobre-o-pronunciamento-do-padre-fabio.html
Para a Igreja Católica o humanismo verdadeiro é sustentado por duas colunas: “Caritas in Veritate”. Analise esta frase do Papa Bento XVI: “Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente”. O Papa coloca a verdade como protetora da caridade, portanto, a Igreja nos orienta a não cair no paradoxo de em nome do “amor” deixar de lado a verdade. Colocamos a palavra amor entre parêntese por que o verdadeiro amor jamais extingue a verdade.
O padre Fabio de Melo não podia ficar livre de acusação. A Igreja não pode fazer com que o amor ao próximo se torne uma realidade sentimentalista promotora da arbitrariedade. Não podemos aceitar o pronunciamento de mentiras passar de forma desapercebida e não fazer nada. O papa Bento XVI nos orienta: “A recusa da verdade não salva o homem ”. Esta nossa atitude não representa ódio do Padre Fabio, pelo contrario, amamos, porém o amor revelado por Deus tem princípios de fidelidade com a verdade , portanto a mentira não pode ter vez.
Analise conosco alguns pontos do pronunciamento do Padre Fabio e veja como o discurso diverge do catolicismo:
No minuto 01:58ss do Vídeo ele diz: ( Sobre união estável de homossexuais) “Todos os cidadãos tem o direito de serem protegidos por leis que possam criar esta estrutura que facilite a vida. Que possa orientar, né, a conduta caso uma pessoa venha falecer.”
Ele acha justa a decisão do “STF” sobre o reconhecimento de União estável entre pessoas do mesmo sexo. O argumento é embasado encima do exemplo da necessidade de deixar herança, caso algum componente do casal homossexual morra.
E o que a Igreja pensa? Vejamos um trecho da Carta do Cardeal Josef Ratzinguer ( agora papa) que foi aprovada pelo Beato João Paulo II:
“Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação.”
Vejam só, nesta carta o Papa não esta falando só da equiparação da União gay com a união hetero, o Santo Padre fala particularmente do reconhecimento da união estável homossexual. O que o Santo Padre pede oficialmente através da carta? Eis o texto: "Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação.”
É claro que o pensamento magistral da Igreja diverge integralmente do pensamento e da posição do Padre Fabio de Melo, mais claro que isto só a luz do sol. Eis a razão de nossa oposição cerrada: A fidelidade a sã doutrina e ao magistério.
No minuto 03:29ss do vídeo ele diz: (Sobre Pr. Malafaia e o Deputado Jean): “Muito lucida, não é verdade, a reflexão dele( Malafaia). Você ter o direito de manifestar sua opinião do ponto de vista filosófico, do ponto de vista religioso, e você ser respeitado por isto sem que isso seja um crime. Agora eu não tenho o direito de usar de palavras agressivas que venha ferir a dignidade das pessoas. Que foi justamente a palavra do Deputado Jean que estava defendendo a causa homossexual. Então ele dizia: “Nós não queremos que os discursos venha dizer que nós estamos possuídos pelo demônio, que nós somos gente de segunda categoria”. Então veja bem: Nos dois lados existem razão”.
O Padre Fabio acha mesmo que o PL 122 quer só amordaçar os Cristãos? Realmente ele não conhece o projeto e se posicionou de forma irresponsável. O PL 122 se aprovada vai criminalizar toda atitude crítica contra o homossexual, incluindo no âmbito moral. Ou seja, você pode até discordar do ato homossexual, mas não pode fazer nada além de discordar, pois qualquer atitude moral de discórdia será crime de homofobia. Portanto se você não contratar um homossexual na sua empresa você será homofóbico, se você impedir seu filho do contato com o Kit Gay você será homofóbico e isto se estende em vários âmbitos. Haja vista que há relatos que pais foram presos por se oporem ao Kit Gay nas escolas de seus filhos. Confira esta notícia de um Pai preso por protestar contra a sodomia:


O Padre disse que é justo uma lei delimitar o que se fala em um púlpito para que não se demonizem todos os homossexuais e os coloquem como pessoas de segunda categoria. Por mais que se deva ter respeito aos homossexuais no púlpito, esta ideia de estado colocar regras a serem seguidas por religiosos cheira totalitarismo socialista dos mais terríveis. É bom o Padre Fabio ler esta frase do Papa Leão XIII:
“Não ajudar o socialismo . Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Quod Apostolici Muneris, no. 34).
Só recordando, o padre disse recentemente que o socialismo “equilibrado” faz bem para a sociedade e que Jesus era socialista. Mais uma vez ele faz apologia a algo que a Madre Igreja condena. Veja a entrevista do Padre indo contra o Magistério da Igreja:


No minuto 7:55ss ele disse: “ agora o que nós não podemos admitir é que nosso discurso religioso possa ferir a dignidade humana, mesmo quando nós queremos ser proféticos. Acho que há uma forma de ser profeta sem você precisar ferir a dignidade do outro”.
A dignidade humana não esta acima da gloria de Deus. Portanto não se pode embasar no jargão do “Respeito Humano” para restringir seu discurso religioso ao que é do agrado de tudo e de todos. Medite sobre o “respeito humano” na meditação do mês com Maria:


Este discurso de profetismo com respeito a dignidade humana é próprio de quem deseja que o discurso religioso seja rebaixado ao “politicamente correto”.
Um profetismo que exclui do vocabulário a palavra pecado, inferno, céu, purgatório, vida eterna entre outras é um falso profetismo. Cremos que a linguagem deva ser adaptada para que a pessoa evangelizada acolha o missionário, mas se a palavra profética não culminar com o uso dos conceitos citados a cima, sem dúvidas a evangelização não foi para a gloria de Deus, mas sim para a gloria humana.
Será que o Padre acha que Santo Estevam e São João Batista foram profetas desiquilibrados? Será que o Padre acha que São Padre Pio era fundamentalista ao bradar contra as pessoas escravas do pecado no confessionário? Será que Jesus feriu a dignidade humana quando discursou ferozmente contra os Fariseus (Mateus 23)?
O jeito Padre Fabio de ser profeta esta longe dos exemplos que a História da Igreja nos conta.
No minuto 11: 52ss ele disse: “Cuidado para você não fazer parte destas agressões , ou seja através das muitas manifestações que poderão acontecer pelo Brasil, já estou alertando, por que eu acho que isto ainda vai render muito e nós precisamos ter uma postura muito equilibrada nesta hora, para que você também não esteja lá agredindo ou defendendo – por que as vezes em nome de um valor agente comete crimes maior que nós queremos evitar”.
Esta foi a parte que mais nos decepcionou. Onde ocorreu alguma manifestação desiquilibrada? Gente, não é próprio de conservador promover revolução. O que se faz é manifestos pacíficos. E foram estes manifestos que fizeram uma grande diferença para que as leis não fossem aprovadas. Esta demorada reflexão isenta de uma atitude frente ao problema esta longe de ser catolicismo. Olha o que a Igreja fala para se fazer no documento Dignitatis Humanae , 14:
"Na formação de suas consciências, os cristãos hão de ater-se porém, à doutrina santa e certa da Igreja. Pois, por vontade de Cristo, a Igreja Católica é mestra da Verdade e assume a tarefa de anunciar e de ensinar autenticamente a Verdade que é Cristo. O discípulo tem o grave dever de anunciar a verdade recebida de Cristo com fidelidade e defendê-la com coragem"
Este documento impõe sobre nós discípulos e missionários o dever de defender a fé com coragem, diferentemente do discurso açucarado do Padre Fabio de Melo.
O comportamento do Padre Fabio de Melo foi contrario aos documentos da Igreja. Por que tanta revolta com nosso site? Só tem uma resposta : “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si”. ( I Timo 4 v. 3 a 4)
O Padre Fabio gastou tanto tempo defendendo ideias incompatíveis com a verdade católica e não deu atenção especial a noticia terrível da queima de bíblias promovidas pelo movimento gay. Por que será que o Padre não falou do assunto? Omissão? O nosso site cobriu esta atrocidade, confira:


Saudades do Padre Léo que bradava sem “respeito humano” nenhum em rede nacional contra a tirania do estado. O padre Fabio admira tanto o padre Léo, por que ele não faz isto que o Padre Léo fez:


Infelizmente a praga da ditadura do relativismo entrou na Igreja conforme denunciou o Papa Bento XVI na homilia de abertura do conclave para eleger o novo papa( Homília na íntegra: http://servosdamae.webnode.com.br/news/a-ditadura-do-relativismo-por-cardeal-joseph-ratzinger-bento-xvi-/ ).
Hoje em dia é normal receber repreensão no contexto eclesial por se fazer alguma denuncia a um herege ou um apostata. Foi o caso que ocorreu esta semana no site por causa do triste episodio envolvendo o Padre Fabio. Ficaram revoltados conosco por que colocamos fotos do Padre, o nome dele em evidencia e o chamamos de herege, meloso e outras coisas. Mas quem disse que isto não representa catolicidade? Quem disse que isto é radicalismo fanático religioso? É bom que os irmãos estejam instruídos a respeito da história da Igreja e de seus documentos atuais antes de nos condenar no “juízo do politicamente correto”.
É graça na História da Igreja o surgimento de “apologetas( Defensores da fé)” que de forma evangélica denunciara as heresias e desmascararam os hereges. Veja o que São Francisco de Sales – Doutor da Igreja - fala sobre isto:
“Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar: 'Eis o lobo!', quando está entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado" .
Palavras fortes e permeadas de verdade. Eis o amor verdadeiro. O amor de mãos dadas com a verdade e inimigo supremo da mentira.
Sobre o padre Fabio o problema é pior ainda, sua retórica é muito boa e seus discursos têm algumas verdades. No meio de suas famosas “massagens de egos” surgem heresias venenosas e impuras. O Papa Leão XIII nos alerta quanto a isto:
“Não pode haver nada de mais perigoso do que aqueles hereges os quais, enquanto percorrem toda a doutrina sem erros, com uma só palavra, como uma gota de veneno, infectam a pura e simples fé divina e depois a tradiçao apostólica”.
E Santo Irineu de Lyon também:
"Por astuta aparência de verdade, os hereges seduzem a mente dos inexpertos e escravizam-nos, falsificando as palavras do Senhor".
Não é a primeira vez que o Padre Fabio se posiciona contra a doutrina católica. Ele já falou a respeito de evolução de dogmas, escreveu no seu livro com o Chalita heresias a respeito do Santíssimo Sacramento e também já pregou uma teologia da ressurreição incompatível com as verdade da Igreja. É por isso que denunciamos.
Neste link você pode saber mais sobre o a aversão do Padre Fabio a respeito da imutabilidade dos dogmas:


Sobre posicionamento teológico herético sobre a Eucaristia acompanhe neste link:


E por fim veja o seu pensamento não católico sobre Ressurreição :


Vamos fazer umas analogias para vocês entenderem o nosso comportamento. Pensa conosco na questão dos vazamentos de gás radioativo que esta acontecendo no Japão. Só tem uma forma de você não ser contaminado pelos gases: Não se aproximando das usinas. Mas como você vai saber qual usina esta saindo gás? Alguma pessoa generosa deve falar para você onde estão as usinas com problemas. É isto que fazemos irmãos, só que tratando da vida espiritual. Mostramos para vocês quais sãos os pregadores, padres e até bispos que estão pregando um conteúdo contaminado pela mentira. Já imaginou alguém falar para você que tem gás radioativo em um lugar e não apontar o lugar de onde vem? Angustiante, né? É angustiante para a Igreja falar de heresias sem falar de hereges.
Imagina você em uma guerra, você vai atirar na arma do seu oponente ou no seu oponente? Claro que no seu adversário. Atire na arma e ele logo vai arrumar outra para te matar. As armas dos hereges de hoje são muitas: Livros, músicas, CD,s, Internet, Jornais, Tv e tantas outras. O que fazer? É necessário atirar no adversário, é preciso difamar o herege com verdade e caridade. A credibilidade na mão de um herege é uma desgraça. Ele a usa para perder muitas almas.
Um bispo chamado D. Fox nos alerta para algo muito interessante a respeito dos Santos Padres da Igreja, ou seja, para os primeiros defensores da fé. Ele disse que todos eles, sobretudo, Santo Agostinho antes de “bater” nas heresias eles “batiam” nos hereges. É verdade! Isto esta nos nomes dos livros, quase todos os livros desmascaram o herege já na capa colocando em evidencia o seu nome, eis alguns exemplos: “Contra Fortunatum Manichaeum”, Adversus Adamancium; Contra Felicem; Contra Secundinum; Quis fuerit Petilianus; De gestis Pelagii; Quis furiet Julianus, etc.
É bom deixar bem claro que toda denuncia deve esta embasada na Verdade.
Sempre vão aparecer aqueles modernistas que dizem o seguinte: Mas isto é da Igreja primitiva e medieval, os tempos mudaram, a Igreja é outra depois do Concílio Vaticano II. Mentira. Vamos ver documentos da Igreja sobre esta questão.
Primeiro o Código de Direito Canônico:
Cân. 212 § 3. “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis”.
Observe que a Igreja sabe que um Pastor pode tomar tais atitudes que pode compromete o bem da Igreja, neste caso ela dá total liberdade para os leigos capacitados manifestar suas opiniões. Tanto aos pastores como também dêem a conhecer sua opinião a todos os fieis. É isto que está escrito na citação do código acima e é o que fazemos no site.
Sabemos que temos que respeitar o sacerdócio da Igreja nos pastores, não só o sacerdócio, mas também a pessoa. Porém é preciso deixar claro que a Igreja não isenta Sacerdotes de erros e também os condena caso sejam hereges. Dois exemplos foram os padres Ario que iniciou a heresia ariana e Lutero que iniciou a heresia protestante.
Muitas pessoas tem medo de “sujar” a imagem da Igreja frente a sociedade com estas denuncias. Se a sociedade quiser ver a ausência desta “falsa unidade” na Igreja basta ler a historia , não teve um momento se quer que não tenha existido “apologetas” denunciando os lobos presente no meio do rebanho. Se for levar em conta isto então o papa Bento XVI cometeu um grande equivoco ao reconhecer a pedofilia no clero e pedir em rede mundial na praça de São Pedro para mandar os padre pedófilos para a cadeia. O papa estava errado? Que caminho seguir então?
Felizmente a Igreja dá ao leigo fiel e conhecedor da sã doutrina a liberdade de colocar suas posições. O concílio vaticano II consolidou isto na “Lumen Gentio”.
"Os leigos, como todos os cristãos, têm o direito de receber abundantemente dos sagrados pastores os bens espirituais, sobretudo os auxílios da palavra de Deus e dos sacramentos; manifestem-lhes, pois, as suas necessidades e os seus desejos, com a liberdade e confiança próprias de filhos de Deus e irmãos em Cristo. Segundo a ciência, competência e prestígio que possuam, têm a faculdade, às vezes até o dever, de manifestar o seu parecer no que se refere ao bem da Igreja”.
Eis a verdade! Que não é nossa, é da Igreja. Falamos sobre o padre Fabio por que tem que ser falado. Vamos denunciar todas as heresias que sair da boca dele e de outros que falarem mentiras . Não vamos nos abster. Não queremos confusão, não queremos brigas, queremos paz. Porém não confunda paz com pacifismo. Seremos católicos de verdade custe o preço que custar.
Que as pessoas que nos criticaram no caso do Padre Fabio nos compreendam, estamos sendo católicos como a Igreja sempre pediu. De forma ousada queremos até mesmo chamar estes irmãos a serem conosco este amantes profundos de Deus, da Igreja e do próximo. Que não temem perder a falsa paz, as falsas amizades e até mesmo a própria vida para vivenciar o autentico amor evangélico.
Conclamamos todos os leitores deste artigo a recitarem com fé e piedade uma Ave-Maria por todos os sacerdotes da Igreja, sobretudo pelo Padre Fabio de Melo. Rezem por nós também. Não queremos nada, a não ser a gloria de Deus.
Agradecemos profundamente a todos os irmãos blogueiros que de forma admirável tem esta consciência moral. São muitos que fica difícil lembrar todos, mas para que os leitores tenha ciência de alguns lembramos no momento os seguintes sites:


http://diasimdiatambem.com/

Deus seja louvado por estes e por tantos outros.
Coragem! Avante! A Verdade triunfará!
Salve Maria!


Bruno Cruz ( bhc.vida@hotmail.com)
Anderson Luís dos Reis(anderson_jhs@yahoo.com.br)








9 de jun. de 2011

Pisoteiam e jogam cerveja sobre a Eucaristia em igreja na Colômbia




O Pe. Rodrigo Hurtado, pároco da igreja de San Isidro em Dosquebradas (Colômbia), denunciou que a capela Cristo Salvador foi vítima de um ato sacrílego, pois ladrões ingressaram no templo, furtaram dinheiro e bens valorados em mais de mil dólares, para logo retirar as hóstias do Sacrário, derramá-las no chão, jogar cerveja em cima e pisoteá-las.

Conforme informou a rádio colombiana RCN, a Diocese de Pereira, à qual pertence a paróquia de San Isidro, ordenou o fechamento do templo e o retiro do Santíssimo, assim como a excomunhão para os responsáveis pelo sacrilégio.

Espera-se que tudo volte à normalidade na capela Cristo Salvador dentro de um mês, depois da realização de um ato de desagravo previsto pela justiça canônica.

Esta é a segunda vez que a capela Cristo Salvador sofre um ato sacrílego, pois quatro anos atrás, desconhecidos quebraram as mãos de uma imagem da Virgem Maria, além de furtar elementos do templo.

Fonte: ACI

6 de jun. de 2011

"Teologia gay?", "Católico gay?"



Não tem palavra melhor para começar este artigo que a de São Paulo a Timóteo: Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.( II Timóteo 4 v.3).
É comum encontrarmos “mestres” para tudo nos tempos atuais, a humanidade não suportando a moral apostólica têm criado incontáveis “mestres” que justificam suas paixões desgovernadas e insanas. São muitas comunidades eclesiais que abraçaram o relativismo moderno. Falsos pastores obcecados pelo dinheiro das ofertas e do dizimo instituíram “Igrejas” que não condenam a pratica do aborto, da homossexualidade, do divórcio, da fornificação e de tantas outras paixões. Denominações que estão cada vez mais cheias, elas servem de um poderoso desencargo de consciência para quem quer viver adorando o próprio umbigo.
Já não bastasse o silencio destes pastores dinheiristas, agora esta se tornando cada vez mais comum o surgimento de “mestres” para “justificar” exegeticamente, teologicamente e até através do magistério da Santa Igreja as iniquidades do mundo atual. De fato esta se cumprindo a profecia paulina.
Neste artigo vamos desmascarar a chamada “teologia gay” e vamos denunciar a tolice, a hipocrisia e estupidez de um site venenoso chamado “ Gay Católico”. Não irei fornecer o Link para não dá ibope para mentira, afinal o pai da mentira é o Diabo, quem tiver maturidade para saber discernir o joio no meio do trigo procure por sua própria conta.
Este site tem uma série de materiais incluindo vídeos, entrevistas, artigos e resumos de textos que “justificam” a homossexualidade como bíblica e católica. O autor tenta “provar” que ser homossexual é correto e moral. Usa de uma falsa piedade para fazer orações contra a homofobia e chegam a desvirtuar textos do Vaticano e Palavras do Santo Padre para justificar a homossexualidade.
O próprio nome do site é uma contradição, não existem gays católicos. O gay não é um homossexual apenas, gay é um militante pelos falsos direitos do homossexual, o gay é aquele que frequenta as paradas gays que fazem das cidades uma verdadeira Sodoma, queima bíblias na frente de catedrais, faz “beijaço gay” dentro de Igrejas e promove o famoso orgulho gay. A mentalidade de um gay é altamente revolucionaria e nada tem de apostólica e romana, portanto não existe e nunca vai existir gay verdadeiramente católico. O que pode existir é homossexual católico, pessoas que sentem desejos sexuais por pessoas do mesmo sexo, sabem que de acordo com a revelação de Deus que eles não podem ter atos homossexuais e, portanto com a força dos Sacramentos e da pregação lutam para serem santos como o Senhor é Santo. Portanto não existe gay católico e ponto final.
Os corruptos criadores deste site, como eu disse, chegam a usar de documentos da Igreja e das palavras do Santo Padre para justificar a imoralidade. O documento que eles mais usam é uma carta que o Vaticano escreveu aos bispos em 1986, na verdade eles usam uma frase do documento, a frase é esta: “Nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna”. Esta carta foi assinada pelo Cardeal Josef Ratzinguer (Hoje Papa Bento XVI) e é uma instrução para atendimento pastoral de pessoas homossexuais. Ela esta a disposição no site do Vaticano.
O amigo leitor acha que o grande Ratzinguer iria relativizar as opções sexuais igualando à homossexualidade a heterossexualidade? É obvio que não. A Frase usada como Jargão pelos gays mostra que a Igreja vê o homossexual como pessoa querida e amada por Deus, pessoa que Deus quer salvar e levar para a Vida eterna. Mas isto não significa que a Igreja não eleva a pratica homossexual ao nível de imoralidade e pecado. Vamos provar isto com frases do próprio documento de 1986:
“7. A Igreja, obediente ao Senhor que a fundou e a enriqueceu com a dádiva da vida sacramental, celebra no sacramento do matrimónio o desígnio divino da união do homem e da mulher, união de amor e capaz de dar a vida. Somente na relação conjugal o uso da faculdade sexual pode ser moralmente reto. Portanto, uma pessoa que se comporta de modo homossexual, age imoralmente.”
Estas partes do documento eles ocultam, são fundamentalistas mal intencionados que querem perder as ovelhas do Redil do Senhor. Por tanto que fique claro o pensamento da Igreja na citação que mencionei acima.
No site “Gay Católico” tem uma entrevista de um Sacerdote da Igreja chamado Luís Corrêa Lima, o padre teve a coragem de rebaixar o Papa Bento XVI à defensor da agenda gay. O Sacerdote Católico perverte o pensamento do Papa na seguinte frase dita pelo Santo padre: “ O cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva”. Segundo o Padre Luís esta frase mostra que o Papa Bento XVI está inteiramente aberto a acabar com o catolicismo que proibi outras opções sexuais.
Que Deus e o Santo Padre perdoem os jesuítas por formarem um Padre com uma mente tão pervertida. Esta frase do Santo Padre quer evidenciar que a intenção primária de Jesus Cristo é nos fazer felizes e nos salvar, portanto a religião deve ser vista de forma positiva, os limites devem ser vistos como promotores da vida e da salvação, não como um conjunto de proibições que angustia e deprimi. O papa tem denunciado tanto a ditatura do relativismo que é exatamente a ausência de limites e proibições no mundo e o Padre Jesuíta tem a coragem de deformar as palavras do Papa de forma tão descarada. É bom informar o Padre Luís que antes de ser papa o Cardeal Ratzinguer ficou décadas proibindo que heresias como a da “teologia gay” fossem divulgadas com nomes de católica. O pensamento da Igreja é o mesmo: A homossexualidade é imoral e com raras exceções é sempre pecado.
A moral cristã e a homossexualidade são como agua e óleo, são duas realidades que não se misturam. O cristão não pode praticar homossexualidade e ficar tranquilo como se tudo estivesse uma maravilha. Deus fala na consciência de todo verdadeiro Cristão esta verdade categórica: homossexualidade é pecado.
É exatamente encima desta tensão divina na consciência que a militância gay formou “estudiosos” para criar a chamada “teologia gay”. Como diz São Paulo, eles já não suportavam a sã doutrina.
A “teologia gay” é baseada em falsas exegeses bíblicas. Na verdade não é de hoje que o Magistério da Igreja esta alertando quanto ao perigo da bíblia nas mãos de não católicos. É isso mesmo irmãos. A bíblia foi escrita por católicos e para católicos e quem lê a bíblia sem ser católico corre o risco de fazer das Sagradas Escrituras um meio de destruição do gênero humano.
Pois é exatamente isto que a tal “teologia gay” faz, vamos analisar algumas passagens bíblicas usadas por eles. A mais usada é a famosa frase do Rei Davi que dizia que amava Jônata mais que as próprias mulheres. ( 2 SAMUEL 1 v. 26). Com a mentalidade gayzista é muito fácil dizer que Davi teve um caso sexual com Jônata. Mas nossa mentalidade é reta, a exegese católica não é corrompida por preconceitos, ela segue a veracidade dos fatos e a autenticidade dos textos. Se os militantes gays que se intitulam teólogos fossem corretos eles iriam logo de cara perceber que o conceito hebraico usado no texto para designar amor é o “ahavar” que é usado inúmeras vezes na própria sagrada escritura para falar de amor paternal ( GN 25 v. 28), de amor de amizade ( 1 Sam 16 v. 21) e até de amor a Deus ( DT 6 v. 5). Por que os teólogos decretaram que o amor de Davi por Jônata era um amor sexual? Por pura desonestidade. Faltou falar para eles que o problema de Davi era outro, o seu exagerado desejo heterossexual que resultou no adultério com Bate- Seba.
O nome mais forte da militância gay no Brasil é Luiz Mott, é um doutor em antropologia que ficou conhecido por declarar que já foi para cama com mais de 500 homens, e ainda querem que acreditemos em união estável entre homossexuais. Ele se acha um “teólogo gay” também. Além de questionar a historicidade de Jesus Cristo ele defende a tese de que as denuncias que o Pentateuco ( Especificamente o livro de Levítico) faz a homossexualidade são apenas duas e que outras denuncias como não comer carne de porco são feitas inúmeras vezes, logo se já superamos a questão da carne de porco e outras que foram abordadas mais vezes, logo devemos superar a questão da homossexualidade. Além disto ele ressalta o fato de Jesus não ter denunciado diretamente a homossexualidade.
Sobre a historicidade de Jesus Cristo se Ele não existiu então meu avô que não vi não existiu, então Hitler, Cezar e tantos outros grandes homens da história não existiram. Me ajuda ai Mott. Leia os escritos do imperador Adriano, leia o historiador Judeu Flavio Josefo e os escritos de Caio Suetônio que foi senador e escritor nos anos 60 d.C e verás que Jesus veio neste mundo tal como eu e você viemos.
As questões do Pentateuco é explicada em Colossenses 2 v. 14 a 17 ,onde São Paulo fala que a paixão de Cristo foi a grande cerimonia e o grande rito que substitui os pequenos cerimoniais que eram feitos no antigo testamento como não comer carne de porco e não fazer nada no Sábado . Agora cerimoniais não é moral, nenhuma vírgula foi tirada da antiga lei, o novo testamento veio para aprofundar. O homossexualismo é uma questão moral condenada no antigo e no novo testamento. Antes de falar de Jesus é bom deixar claro que a passagem de São Paulo citada acima sobre as cerimonias não pode ser usadas para condenar as cerimonias litúrgicas da Igreja. Exatamente por que as cerimonias litúrgicas são celebradas para que a paixão de Cristo seja ministrada sobre a Igreja através dos Sacerdotes que agem In Persona Christis. Os pequenos ritos foram substituídos por grandes ritos, as cerimonias no Antigo Testamento não tinha poder de redenção, as cerimonias católicas têm, por que em todas elas o centro é a paixão de Cristo.
As sagradas escrituras realmente não traz nenhuma passagem em que Jesus Cristo denuncia diretamente a homossexualidade. Mas quem disse que esta tudo na bíblia? Lutero!? Ele é um babaca revolucionário. Para a Igreja a revelação não esta só na bíblia irmãos, alias, a Igreja primitiva não teve Bíblia, ela escreveu a bíblia. Para os católicos a revelação esta nas Sagradas Escrituras e também na Sagrada Tradição apostólica, a tradição esta que nos mostra lá nos primórdios do Cristianismo muitos bispos e padres apologetas denunciando o homossexualismo, dentre ele posso relatar no momento São Justino, Santo Irineu de Lyon, Atenágoras de Atenas, São Jerônimo e Santo Agostinho. Se a tradição prega contra a sodomia gay é por que os apóstolos pregaram para eles e se os apóstolos pregaram para eles é por que Jesus Cristo ensinou para os apóstolos.
Nas Sagradas Escrituras Jesus mostra claramente o seu principio a respeito da sexualidade humana, veja no Evangelho de São Mateus 19 v. 4 a 6, Jesus tem como principio a heterossexualidade e a monogamia e com apena uma exceção: O celibato (Veja Mt 19 v. 9 a 12).
Tem outros questionamentos da “teologia gay” que não irei abordar neste artigo, por que se não o artigo vai virar livro. Mas que fique bem claro, a tal “teologia gay” não é teologia. Por que toda teologia é uma analise racional reta do objeto revelado e todos nós sabemos que o objeto de analises que justifica a falsa “teologia gay” são usados de forma errônea e portanto pervertedora. O magistério da Igreja com certeza condena esta teologia como uma abominável HERESIA.
O Luiz Mott, o Padre Luís, o site Gay Católico e toda militância gay que se denomina cristã ou são profundamente ignorantes ou são charlatões, hipócritas e de corações duros. Que fique bem claro amigos leitores, não existe apologia a homossexualidade nem na bíblia e muito menos no magistério da Igreja.
Cuidado com os mestres, muitos são lobo.



Por Bruno Cruz.
bhc.vida@hotmail.com

23 de mai. de 2011

Existe diferença entre o “pecado” Católico e o “pecado” Protestante?

O caso DSK Dominique Strauss Kahn diretor gerente do FMI revela um choque de culturas. O catolicismo e o protestantismo não têm a mesma maneira de gerir a culpa e o pecado. Questões de teologia e história…

Desde o pecado original, a humanidade “manca”, especialmente no registro da sexualidade. A Igreja católica aceita isso como uma realidade indiscutível que se trata de curar e acredita especialmente no poder dos sacramentos. Ela afirma ainda sua competência para “gerir” o melhor possível os erros e a culpabilidade, especialmente através do sacramento da Penitência, pelo qual o sacerdote pronuncia o perdão de Deus ao penitente dando-lhe a absolvição, após a confissão sincera dos pecados e a promessa de não mais repeti-los.

A Igreja católica acredita que a pessoa sempre pode se emendar com a graça de Deus que age na alma. Ela defende uma visão complexa do pecado e da questão da liberdade no que diz respeito à fraqueza humana. A fraqueza pode ser menor ou maior, dependendo da natureza dos indivíduos, a liberdade pode ser mais ou menos segura em função da história e da psicologia do indivíduo, nada é absoluto.

Isso desembocou na casuística, ou seja, na cultura da jurisprudência sobre a culpa. A Igreja pode se orgulhar de um certo refinamento no gênero.É assim que se chegou à distinção entre os pecados veniais e mortais, a fim de ter em conta a maior ou menor gravidade de um ato. Porque se pode fazer o mal sem que seja um pecado.

Por exemplo, eu atropelo de carro um pedestre que se jogou debaixo das rodas, acidentalmente. Se eu estivesse dirigindo em velocidade baixa, prestando atenção, não haveria pecado. Se eu estivesse bêbado, já seria outra coisa… Esta visão inspirou a categoria jurídica, no direito penal, das circunstâncias agravantes ou atenuantes. O universo católico é marcado por uma gestão flexível e individual do pecado.

Há uma lei, mas a Igreja sempre viveu a adaptação a cada um segundo a lei da gradualidade (ver as recentes declarações do papa sobre os preservativos em seu livro Luz do Mundo).

O “bom” padre é um leão no púlpito, mas um cordeiro no confessionário, como disse opapa Pio X… No segredo do confessionário, o padre se adapta e fixa uma penitência justa e suportável.

O ponto de vista calvinista defende que é preciso passar a religião pelo alvejante, purificá-la do seu lixo. Este é o significado do puritanismo (uma forma de calvinismo radical), que não tem, primeiramente, intenção sexual, mas que quer livrar a relação do homem com Deus de todos os pequenos arranjos mundanos, para dar apenas poder e glória a Deus. A nobre ideia é que a Igreja não deve se imiscuir na gestão do pecado, que é reservada exclusivamente a Deus, a menos que se arrogue um poder indevido. Por isso, nega a confissão e tudo o que acontece com… porque se pensa que esta mediação da Igreja é ilegítima, que ela interfere indevidamente na relação entre o crente e seu Deus.

Os americanos se construíram sobre a visão “puritana”, no sentido histórico: Os Pilgrim Fathers deixaram a Inglaterra, onde o protestantismo, na sua opinião, se perdeu (simultaneamente por conluio com uma influência catolicizante no anglicanismo e também pela aliança entre o trono e o altar, razão pela qual a primeira emenda da Constituição norte-americana estabelece a laicidade das instituições).

Esta visão protestante se une, nos Estados Unidos, a uma abordagem anglo-saxã voluntariamente binária: tudo é preto e branco, não há nenhuma área cinzenta, como no catolicismo. Não se toma a pessoa na sua globalidade, como no catolicismo, mas ela é destrinchada em pedaços. Daí a força do fenômeno do “nascer de novo”: “Eu era um pecador, me converti e me tornei puro. Desde que estou ancorado em Deus, estou morto para o pecado.”

O catolicismo, ao contrário, postula que o caminho para a santidade é progressivo e consiste de etapas onde se cai e depois se levanta e onde se avança por etapas; sem que nunca possa se considerar totalmente puro. Não há nada semelhante na cultura protestante evangélica americana onde se supervaloriza a ruptura entre o antes e o depois da conversão, entre o pecado do passado e a pureza do presente. Mas a realidade é mais complexa… Permanecemos pecadores…

Isso incentiva, então, o fenômeno da clivagem entre uma vida privada pecaminosa e uma vida pública impecável. Os recentes acontecimentos nos Estados Unidos estão repletos de casos em que políticos que militam contra o homossexualismo são pegos em flagrante delito de relações gays. Pode-se citar também o caso do governador do Estado de Nova York que estava envolvido em uma rede de garotas de programa quando ele tinha como prioridade a luta contra a prostituição.

Fonte: shalom.org/carmadelio

18 de jan. de 2011

Cardeal Raymond Burke fala sobre aborto, missa tridentina, comunhão na mão!


http://pt.gloria.tv/?media=123760





Caros irmãos, estamos acompanhando uma grande apostasia da verdade no seio da Igreja Católica, muitos sacerdotes e bispos, estão se omitindo nas questões relativas a vida, a verdade evangélica, ao aborto, a política, e a doutrina, parece até que estamso vendo a nossa Igreja dividida em duas, uma em comunhão com Pedro e outra em comunhão com satanás, mas em contra partida, vemos vozes que se levantam em comunhão com o Santo Padre o Papa Bento XVI, pastores estes que não se venderam ao cisma da corrupção política e a spostasis em nome das comodidades, pastores estes que tem apoenas um compromisso: "Cristo"!

Quero postar o vídeo da entrevista do Em.mo Raymond Leo Cardeal Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica no Vaticano "A Corte Suprema", que com muita clareza toca nos assuntos mais pertinetes dos dias de hoje, o Aborto, a Santa Missa Tridentina e a Comunhão de joelhos e na mão, assim darei apenas algumas referências que trás o vídeo da entrevista ( que poderá ser assistido clicando no link:http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2011/01/importante-entrevista-com-o-cardeal.html ).

Sobre a realidade do aborto diz o Cardeal:

"(...)Aborto é tirar a vida desde o início de um ser indefeso. Ouvimos atualmente definições do aborto como interrupção de uma gravidez ou remoção do embrião. As pessoas pararam de pensar que se trata de uma vida humana. De fato, eu visitei recentemente uma clínica destinada à grávidas nos Estados Unidos que ajuda jovens mulheres a seguir com suas gestações até o final e o diretor me disse que quando eles mostram à essas jovens o ultra-som do bebê dentro do útero, elas decidem imediatamente a ter o bebê. Isso parece incrível. Mas essas mulheres disseram ao diretor que não haviam percebido que se tratava de uma vida humana...(...)"

Sobre os Bispos diz ele:

"(...)Frequentemente os bispos ficam em silêncio com a alegação de que o ensino sobre o aborto é uma crença peculiar da Igreja Católica Romana e que, portanto, os bispos estão errados em entrar nesse tipo de discussão em público. O fato que importa é que estamos tratando da vida de um ser humano e as leis da moralidade estão escritas no coração de cada ser humano. Os Bispos não apenas tem o direito de fazer esse discurso em público como também em insistir pelo bem comum, que é garantido em primeiro lugar, ao respeito pela própria vida humana, mas eles tem o compromisso com relação à santificar o mundo. A igreja é chamada para a servir, salvar e para anunciar esta verdade moral(...)."

Sobre a Missa Tridentina (Forma Extraordinária) do Missal Romano, diz o Em.mo Cardeal Burke:

(...)hoje como também foi no passado o que retorna praticamente aos tempos de Papa Gregório o grande e desta maneira o que vai enriquecer a adoração, a perfeita adoração de toda igreja é a celebração da Missa Tridentina de acordo com o Missal Romano e esta é a minha esperança e eu nunca tinha visto os sinais, os sinais reais para esta esperança e através da celebração da Missa Tridentina ocorrerá um enriquecimento mútuo e próprio da forma extraordinária e da forma ordinária e eu estou esperando que com o tempo nós vamos achar um caminho para a reforma da ordem de endereçar o que o Papa Bento XVI também já endereçou aqueles abusos que aconteceram após o Concílio Vaticano II (...)."

Sobre a forma como a comunhão é distribuída na igreja diz o Sr. Cardeal:

"(...) Recentemente o Santo Padre em São Pedro está distribuindo a Santa Comunhão na boca. Esta forma tem sido preferida, recentemente, nas Missas Papais como um hino de comunhão. (...) Com este exemplo o Santo Padre está dando uma lição muito clara a respeito dos fiéis receberem a comunhão diretamente na boca (...)."

Os tópicos acima citados dão apenas uma ampla perspectiva do que disse o Em.mo Cardeal, contudo aconselho todos a asistir o vídeo traduzido, para aprofundarem nos assuntos tratados.

Quero também ressaltar que somos chamados a "ser Igreja", unidos ao santo Padre, todos aqueles Bispos, Cardeais, Arcebispos, e Sacerdotes, que não professam a unidade com o Papa, e dizem o que "acham e o que pensam", nós não devemos seguí-los, pois são falsos pastores.

Deixo um abraços fraterno a todos e com ele a minha bênção sacerdotal:

"Por intercessão de Maria Rainha da Paz, abençõe-vos o Deus todo poderoso: "Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!". Amém!

Pe. Mateus Maria, FMDJ
Prior do Mosteiro Menino Jesus