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23 de ago. de 2011

Vida de oração e o mundo moderno.


A vida de oração é o sustento de uma alma cristã, não há virtude, ordem, paz e santidade sem oração. Jesus de Nazaré orou, na sua natureza humana Ele precisava de encontros com O Pai, por isso freqüentemente era encontrado retirado em algum monte rezando. Se o próprio Cristo precisou rezar a ponto de agonizar no Getsenami, quanto mais nós, homens limitados marcados pelo pecado original e cheio de concupiscências.

A questão a ser levantada é: O homem moderno esta rezando? Percebe-se nitidamente que esta acontecendo um grande esfriamento na vida de oração dos homens de fé. As razões são muitas, vamos enumerar algumas.

O primeiro ponto é o ativismo, a correria do dia-a-dia, a agenda esta cada vez mais lotada, as metas precisam ser batidas e isto culmina na ausência de tempo e espaço para Deus. O máximo que muitos fazem é traçar o Sinal da Cruz quando acordam, dormem e se alimentam. Não questiono o anseio pelas conquistas materiais não, a minha indagação é a seguinte: “Como estes irmãos conseguem cultivar virtudes sem rezar?”

Hoje é visível que as redes sociais também têm atrapalhado muito na vida de oração, sobretudo os jovens Cristãos. A juventude tem ficado o dia inteiro no computador, viciados não conseguem rezar nem sequer um terço. É lógico que a internet é algo extraordinário, as redes sociais é um grande bem, porém o uso demasiado influencia negativamente em todos os sentidos e no nosso caso atrapalha de mais no progresso espiritual.

O que dizer então da famosa preguiça, em alguns casos a preguiça para rezar provém de combate espiritual e nestes casos até compreendo as dificuldades dos irmãos, mas na maioria dos casos o problema é ausência de determinação, consciência e até mesmo de abertura do coração. Preferem a novela no lugar do terço em família, preferem um lanche com amigos no lugar da adoração comunitária, preferem dormir na folga do que fazer alguns minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento e por ai vai. A vergonha na cara já era na vida de muitos.

São Paulo fala em I Tess 5 v. 17: “Orai sem cessar “. Devemos rezar sem cessar porque somos dependentes de Deus para tudo, Ele mesmo afirmou isto quando disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15 v.5).

Lembro-me da história de um monge que era sempre incomodado por um jovem que o perguntava sempre a mesma coisa: O que faço para aprender a rezar? Certo dia importunado com tanta amolação o monge deu a ele a receita, pegou a cabeça do rapaz colocou dentro de um tanque cheio de água e ali o segurou por um tempo considerável, quando tirou a cabeça disse ao rapaz que estava preste a desmaiar de falta de ar: “Você vai aprender a rezar quando tiver a consciência que precisas de Deus como precisava deste ar”.

Com certeza Nosso Senhor quer féis virtuosos e fervorosos, isto só é possível em oração. Que possamos dar passos rumo à perfeição, uma boa idéia é criar uma agenda de oração semanal, tenho certeza que gradativamente podemos ter uma vida de oração.

10 de jun. de 2011

Artigo de D. Henrique Soares: Pentecostes: o Dom do Ressuscitado derramado sobre a Igreja

O tempo pascal conclui-se com a Solenidade de Pentecostes, celebração do Espírito Santo, Dom que o Cristo morto e ressuscitado faz à sua Igreja. Vejamos alguns aspectos do significado profundo deste mistério tão importante da nossa fé.

(1) O dom do Espírito Santo é fruto da Páscoa de Cristo. Morto como homem, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo derramado sobre ele (cf. 1Tm 3,16; Rm 1,4). O Espírito torna-se a própria energia divina que sustenta e vivifica a natureza humana de Jesus, de tal modo que São Paulo chega a dizer que o Senhor Jesus é Espírito (cf. 2Cor 3,18). É assim que o Senhor Jesus se torna doador do Espírito Santo: “Exaltado pela Direita de Deus, ele (Jesus) recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e o derramou” (At 2,33).

(2) Este derramamento do Espírito deu-se no próprio dia da ressurreição, “na tarde daquele mesmo dia” (Jo 20,19): Jesus entrou no Cenáculo estando fechadas as portas, soprou sobre os Onze e disse: ‘Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Aqui nasce a Igreja, aqui os apóstolos são batizados no Espírito Santo, tornando-se cristãos, pois receberam aqui a vida nova do Cristo morto e ressuscitado!

(3) Sendo assim, qual o sentido da festa de Pentecostes? Os judeus celebravam-na cinqüenta dias após a Páscoa para comemorar o dom da Lei que Deus fizera ao povo de Israel. Os israelitas saíram do Egito, atravessaram o Mar e, cinqüenta dias após, chegaram ao pé do Monte Sinai, onde Deus lhes dera a Lei. Como Pentecostes sempre coincidia com o início da colheita, também era considerado a Festa das Primícias. Pois bem: cinqüenta dias após a Páscoa de Jesus, os apóstolos reunidos em Jerusalém, receberam o Espírito de um modo vistoso, barulhento, com fenômenos exteriores. A idéia é muito clara: para o novo povo de Deus, que é a Igreja, a Lei não é mais a Lei dos judeus, mas o Espírito de Amor que Jesus derramou nos nossos corações e que habita em nós (cf. Rm 5,5). O amor que Jesus nos deu como mandamento não é um sentimento, mas é o seu próprio Espírito, no qual unicamente podemos nos amar como ele amou. É este amor que é a plenitude da Lei (cf. Rm 13,8.10). Se olharmos com atenção o texto dos Atos dos Apóstolos que narra a vinda do Espírito, veremos as mesmas características do Monte Sinai: no deserto, dom da Lei acontece no quadro de uma tempestade [“houve trovões, relâmpagos...’ (Ex 19,16)], uma erupção vulcânica [“uma espessa nuvem sobre a montanha, e um clamor muito forte de trombeta... toda a montanha do Sinai fumegava... a sua fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha...” (Ex 19,16.18)] e um terremoto [“toda a montanha tremia violentamente” (Ex 19,18)]; no Cenáculo, aparecem os mesmo sinais: ruído, vendaval impetuoso, línguas como de fogo (cf. At 2,2s). a Igreja, fruto da ação do Espírito do Ressuscitado é também primícias da colheita de tudo quanto Cristo realizou na sua páscoa.

(4) Se procurarmos articular o dom do Espírito no dia mesmo da ressurreição (cf. Jo 20,19) com o dom do Espírito em Pentecostes (cf. At 2), podemos dizer o seguinte: o dom do Espírito em João, no dia da ressurreição, equivale ao nosso batismo, quando recebemos, no símbolo da água, o Espírito de vida do Cristo ressuscitado. Nele, recebemos uma vida nova, que germina até a glória eterna. Já o dom do Espírito em Pentecostes equivale à experiência de cada cristão no sacramento da crisma, quando nos é dado o Espírito de força para o testemunho de Jesus e a edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Agora, com a manifestação no Cenáculo, a Igreja abre as portas e começa a sair de si, lançando-se nas estradas do mundo para testemunhar Jesus e construir-se como comunidade dos discípulos daquele que morreu e ressuscitou.

(5) Na solenidade de Pentecostes é isto que celebramos: o dom do Espírito que é dado à Igreja continuamente, na pregação da Palavra e, sobretudo, nos sacramentos, de modo particular no batismo e na eucaristia. Em cada sacramento, a Igreja suplica ao Pai o dom do Espírito do Filho, que a una sempre mais ao Ressuscitado, vá dando-lhe a vida nova que ele, seu Senhor e Esposo, agora tem à direita do Pai e, assim, vá conduzindo-a mais e mais à vida eterna.

(6) Nunca esqueçamos que, sem o Espírito, não há nem pode haver Igreja. Somente nele, a vida do Cristo permanece e é continuamente renovada na Comunidade dos discípulos; somente no Espírito é possível viver em Cristo, fazer o bem por amor de Cristo... Somente no Espírito o Evangelho pode ser anunciado como boa-nova e não como letra morta e preceito exterior e opressor. É no Espírito Santo que a vida do Cristo não somente está no nosso meio, mas em nós, no nosso interior, inspirando-nos para o bem, dando-nos força contra o mal, plasmando em nós os sentimentos de Jesus e nos preparando para a vida eterna. Somente no Espírito a Comunidade pode se manter unida na verdadeira fé e ligada no mesmo amor, sem, contudo, sufocar as diversidades existentes. Só no Espírito, a Igreja pode se lançar para o futuro, sem ter medo das novidades e, ao mesmo tempo, manter-se fiel ao passado de sua origem, sem tornar-se ancrônica ou ultrapassada. É por tudo isso que o Espírito foi chamado pelos Santos Padres da Igreja Antiga de “alma da Igreja”: ele a vivifica, a mantém unida, a faz cresce e a conduz à plenitude. É também por isso que a Igreja é real e verdadeiramente Templo do Espírito Santo, que nela habita e repousa, nela permanecendo até transfigurá-la completamente no final dos tempos, quando, então, ela será plenamente Corpo do Cristo glorioso e povo de Deus Pai, para sempre.

Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/index.html

16 de abr. de 2011

A brevidade da vida

Saber que teremos uma vida longa não será sinônimo de bênção se a vivermos insanamente. Às vezes, uma criança que viveu tão pouco pôde desfrutar muito mais do eterno aqui.



"Ensinai-nos a bem contar os nossos dias, para alcançarmos o saber do coração" (Sal 89, 12).


O que você faria se só lhe restasse o dia de hoje? Já pensou nisso?

É engraçado como nós nunca paramos para pensar que um dia nossa vida terá fim. Mas sim, ela terá. Não eternamente, pois esta jamais acaba; porém, carnalmente ela findará. E sabemos, também, que é a maneira como andarmos nesta vida carnal qual será o destino eterno que merecemos. Bem sabemos que este merecimento não é castigo divino, e sim, mérito nosso, daquilo que plantamos e, naquele dia, que só Deus sabe a hora, colheremos.

Contudo, como não ligamos para o fim, seguimos nossa vida como bem entendemos. Agimos como se não houvesse alguém 'de olho' em nós. Só que há sim. E não só um, mas alguns: Deus, nosso anjo da guarda, a Virgem Santíssima, o nosso inimigo eterno... Todos eles fazem seus papéis: o que deve nos proteger, nos protege; o que deve rogar, roga; o que nos honra, honra; o que nos persegue, assim o faz. E nós? O que fazemos?

Por não ligarmos para o nosso fim (dias), não procuramos saber o fim das coisas (o objetivo, o porquê de). Sendo assim, não buscamos o saber do coração. Não procuramos compreender, apreciar, degustar desta vida todo o bem que ela tem para dar. Vivemos aleatoriamente. Não é novidade mais vermos pessoas que tiram suas próprias vidas ou as dos outros. E isso não é apenas fruto do mal; é também fruto do nosso errado modo de viver a vida, de contar os nossos dias.

Contar os nossos dias não é ir a uma cartomante e pedir que preveja quanto tempo ainda teremos. Contar os nossos dias é colocar todos os dias diante do Senhor.O que não é fácil, sabemos, porém, essencial. Logo, se queremos novos céus e novas terras, temos que vivê-los aqui. Isso só será possível se nos colocarmos diante do Senhor diariamente. Seja uma oração pela manhã, agradecendo por mais um dia; seja o agradecimento ao alimentar-se; seja à noite, antes de dormir, bendizendo por tudo o que foi aquele dia, serão estas formas de contar os dias na presença do Senhor, pois já não seremos nós a contar, e sim, Ele.

No entanto, não basta apenas rezar. É preciso fazer. Então, faça! Aquela novena que se propôs a rezar; aquela penitência que se propôs a fazer; aquele curso; aquela conversa, pedindo perdão; aquela confissão... Faça HOJE o que deva ser feito. Fazendo ou não, seu dia será contabilizado. Faça, então, que se some à conta coisas boas. Apesar de eu achar praticamente impossível, mas viva de uma forma que, quando você se encontrar com Deus, não haja absolutamente nada a qual o Inimigo possa lhe julgar. Viva de uma forma em que você não tenha o que se arrepender ao aparecer na presença de Deus.

Diga para as pessoas próximas a você que são importantes. E não faça nada esperando em troca. Às vezes, quem você queria que lesse isso não leu. Mas você, sim. Então, faça.

Conte seus dias. Conte-os bem.

28 de fev. de 2011

A irradiação da vida interior


A lareira e a seiva

Você sabe que a vida interior não seria cristã se se encapsulasse no íntimo da alma, como num refúgio egoísta. A autêntica vida interior - de que tratamos em todas as reflexões anteriores - é como o fogo de uma lareira espiritual, que aquece e dá sentido divino à vida inteira: o trabalho e a família, as alegrias e as penas, as tarefas e o lazer, a vida do lar e a vida que se abre ao amor e serviço do próximo.

Cristo expressou bem isso por meio da alegoria da «videira e os ramos»: Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto… Se alguém não permanecer em mim…, secará… (Jo 15, 5-6).

E você sabe o que entende Jesus por «permanecer nele»? Ouça as suas próprias palavras: Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor (Jo 15,9).

É disso que se trata. É para isso que queremos cultivar e levar a sério a nossa vida interior: para unirmo-nos a Cristo, a fim de nos impregnarmos da seiva do seu amor - do Amor que Jesus nos dá, derramando em nós o Espírito Santo (cf. Rm 5,5) - e, assim, passarmos a viver uma vida de amor. Esse é o caminho da santidade, porque o amor é a essência da perfeição (cf. Col 3,14).

«Tudo o que se faz por Amor - escreve São Josemaria - adquire formosura e se engrandece». E mostra-nos o panorama de uma vida «toda de amor»: «Fazei tudo por Amor .- Assim não há coisas pequenas: tudo é grande [...]. Queres de verdade ser santo? Cumpre o pequeno dever de cada momento; faz o que deves e está no que fazes [...]. Um pequeno ato, feito por amor, quanto não vale! ». (Caminho, nn. 429, 813-815).

O ramo que dá fruto

Se você tiver verdadeira vida interior («verdadeira» significa sincera e esforçada, não «perfeita»), será um ramo que dá fruto, especialmente dará dois tipos de fruto:

1) O fruto das «virtudes».

É impossível lutar para amar e unir-se a Deus se não se vai melhorando, crescendo continuamente, nas virtudes teologais (fé, esperança e caridade), e nas virtudes humanas (prudência, justiça, fortaleza e temperança; e as incontáveis virtudes que giram à volta das quatro).

Por isso, São Paulo, quando fala dos frutos do Espírito Santo - do Amor divino substancial - enumera virtudes: O fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança (Gál 5,22-23).

A melhora nas virtudes é um primeiro teste da qualidade da nossa oração e, em geral, da nossa vida interior.

2) O fruto dos «deveres»: do conjunto de deveres que tecem a tapeçaria do nosso dia-a-dia: deveres familiares, profissionais e sociais.

Também nesse campo dos deveres, precisamos fazer o «teste» da verdadeira vida interior, formulando-nos algumas perguntas, que vou ilustrar com palavras de São Josemaria:

a) Estou santificando a minha vida familiar?

«Os casados - dizia São Josemaria - estão chamados a santificar o seu matrimônio e a santificar-se a si próprios nessa união; por isso, cometeriam um grave erro se edificassem a sua conduta espiritual de costas para o lar, à margem do lar. A vida familiar, as relações conjugais, o cuidado e a educação dos filhos, o esforço necessário para manter a família, para garantir o seu futuro e melhorar as suas condições de vida, o convívio com as outras pessoas que constituem a comunidade social, tudo isso são situações humanas, comuns, que os esposos cristãos devem sobrenaturalizar [santificar] (É Cristo que passa, n. 23).

« Os casais têm graça de estado - a graça do Sacramento - para viverem todas as virtudes humanas e cristãs da convivência: a compreensão, o bom humor, a paciência; o perdão, a delicadeza no comportamento recíproco… Para tanto, o marido e a mulher devem crescer em vida interior e aprender da Sagrada Família a viver com delicadeza - por um motivo humano e sobrenatural ao mesmo tempo - as virtudes do lar cristão». (Questões atuais do Cristianismo, n. 108).

b) Estou santificando o meu trabalho?

«Na simplicidade do teu trabalho habitual - continuo a citar São Josemaria -, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo - para tantos escondido - da grandeza e da novidade: o Amor» (Sulco, n. 489).

«Não podemos oferecer ao Senhor uma coisa que, dentro das pobres limitações humanas, não seja perfeita, sem mancha, realizada com atenção até nos mínimos detalhes: Deus não aceita trabalhos “marretados”. Por isso o trabalho de cada qual - essa atividade que ocupa as nossas jornadas e energias - há de ser uma oferenda digna aos olhos do Criador; numa palavra, uma tarefa acabada, impecável» (Amigos de Deus, n. 55).

«Deves manter - ao longo do dia - uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias incidências da tua tarefa profissional» (Forja, n. 745). Como é importante a «presença de Deus» no trabalho!

c) Estou santificando as minhas relações sociais?

«Aí onde estão os nossos irmãos, os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores, aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho» (Homilia Amar o mundo apaixonadamente).

«O cristão sabe-se enxertado em Cristo pelo Batismo; habilitado a lutar por Cristo, pela Confirmação; chamado a atuar no mundo pela participação na função real, profética e sacerdotal de Cristo; transformado numa só coisa com Cristo pela Eucaristia, sacramento da unidade e do amor. Por isso, como Cristo, deve viver de rosto voltado para os outros homens, olhando com amor para todos e cada um dos que o rodeiam, para a humanidade inteira» (É Cristo que passa, n. 106).

«Se deixarmos que Cristo reine na nossa alma…, seremos servidores de todos os homens» (É Cristo que passa, n. 182).

Palavras finais

Depois de passar os olhos pelos textos que acabo de transcrever, parece-me que você compreenderá melhor as palavras que São Paulo escreveu a Timóteo, que bem podem ser o fecho deste livro:

A piedade é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura (1 Tim 4,8). Vale a pena, pois, esforçar-nos de verdade para adquirir uma vida interior à medida do coração de Cristo (cf. Ef 3,16-19)

Fonte: padrefaus.org