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25 de mai. de 2012

Comentário do Evangelho na Solenidadede Pentecostes

Caros amigos, nesta Solenidade de Pentecostes, contemplamos a descida do Espírito Santo. Sabemos teologicamente que Deus só pode descer, Deus desce sempre, desce por amor, desce para vir salva os seus filhos, é um imenso mistério de amor... E hoje nesta solenidade de Pentecostes, meditamos a figura de Deus que desce em socorro de nossas fraquezas, desce para nos fortalecer; Ele que por primeiro desceu no ventre de Mara, a que por primeiro foi a cheia de Graça, a cheia de Deus, a cheia do Espírito Santo. Hoje irmãos somos convidados a nos abrir a Deus, deixando que o Espírito Santo fecunde toda a nossa vidab e nos fortaleça na caminhada..., assista o vídeo. Caso não abrir clique: http://pt.gloria.tv/?media=293527 

11 de jun. de 2011

Homilia de Domingo, 12/06/2011


Que a Paz de Jesus e a Ternura de Maria estejam contigo!!!


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Permaneçamos Unidos em Oração com Maria!

Um fraterno abraço em Cristo Jesus!



Pe. Mateus Maria, FMDJ

Prior do Mosteiro Menino Jesus



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Panie Jezu Ufam Tobie!

10 de jun. de 2011

Artigo de D. Henrique Soares: Pentecostes: o Dom do Ressuscitado derramado sobre a Igreja

O tempo pascal conclui-se com a Solenidade de Pentecostes, celebração do Espírito Santo, Dom que o Cristo morto e ressuscitado faz à sua Igreja. Vejamos alguns aspectos do significado profundo deste mistério tão importante da nossa fé.

(1) O dom do Espírito Santo é fruto da Páscoa de Cristo. Morto como homem, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo derramado sobre ele (cf. 1Tm 3,16; Rm 1,4). O Espírito torna-se a própria energia divina que sustenta e vivifica a natureza humana de Jesus, de tal modo que São Paulo chega a dizer que o Senhor Jesus é Espírito (cf. 2Cor 3,18). É assim que o Senhor Jesus se torna doador do Espírito Santo: “Exaltado pela Direita de Deus, ele (Jesus) recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e o derramou” (At 2,33).

(2) Este derramamento do Espírito deu-se no próprio dia da ressurreição, “na tarde daquele mesmo dia” (Jo 20,19): Jesus entrou no Cenáculo estando fechadas as portas, soprou sobre os Onze e disse: ‘Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Aqui nasce a Igreja, aqui os apóstolos são batizados no Espírito Santo, tornando-se cristãos, pois receberam aqui a vida nova do Cristo morto e ressuscitado!

(3) Sendo assim, qual o sentido da festa de Pentecostes? Os judeus celebravam-na cinqüenta dias após a Páscoa para comemorar o dom da Lei que Deus fizera ao povo de Israel. Os israelitas saíram do Egito, atravessaram o Mar e, cinqüenta dias após, chegaram ao pé do Monte Sinai, onde Deus lhes dera a Lei. Como Pentecostes sempre coincidia com o início da colheita, também era considerado a Festa das Primícias. Pois bem: cinqüenta dias após a Páscoa de Jesus, os apóstolos reunidos em Jerusalém, receberam o Espírito de um modo vistoso, barulhento, com fenômenos exteriores. A idéia é muito clara: para o novo povo de Deus, que é a Igreja, a Lei não é mais a Lei dos judeus, mas o Espírito de Amor que Jesus derramou nos nossos corações e que habita em nós (cf. Rm 5,5). O amor que Jesus nos deu como mandamento não é um sentimento, mas é o seu próprio Espírito, no qual unicamente podemos nos amar como ele amou. É este amor que é a plenitude da Lei (cf. Rm 13,8.10). Se olharmos com atenção o texto dos Atos dos Apóstolos que narra a vinda do Espírito, veremos as mesmas características do Monte Sinai: no deserto, dom da Lei acontece no quadro de uma tempestade [“houve trovões, relâmpagos...’ (Ex 19,16)], uma erupção vulcânica [“uma espessa nuvem sobre a montanha, e um clamor muito forte de trombeta... toda a montanha do Sinai fumegava... a sua fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha...” (Ex 19,16.18)] e um terremoto [“toda a montanha tremia violentamente” (Ex 19,18)]; no Cenáculo, aparecem os mesmo sinais: ruído, vendaval impetuoso, línguas como de fogo (cf. At 2,2s). a Igreja, fruto da ação do Espírito do Ressuscitado é também primícias da colheita de tudo quanto Cristo realizou na sua páscoa.

(4) Se procurarmos articular o dom do Espírito no dia mesmo da ressurreição (cf. Jo 20,19) com o dom do Espírito em Pentecostes (cf. At 2), podemos dizer o seguinte: o dom do Espírito em João, no dia da ressurreição, equivale ao nosso batismo, quando recebemos, no símbolo da água, o Espírito de vida do Cristo ressuscitado. Nele, recebemos uma vida nova, que germina até a glória eterna. Já o dom do Espírito em Pentecostes equivale à experiência de cada cristão no sacramento da crisma, quando nos é dado o Espírito de força para o testemunho de Jesus e a edificação do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Agora, com a manifestação no Cenáculo, a Igreja abre as portas e começa a sair de si, lançando-se nas estradas do mundo para testemunhar Jesus e construir-se como comunidade dos discípulos daquele que morreu e ressuscitou.

(5) Na solenidade de Pentecostes é isto que celebramos: o dom do Espírito que é dado à Igreja continuamente, na pregação da Palavra e, sobretudo, nos sacramentos, de modo particular no batismo e na eucaristia. Em cada sacramento, a Igreja suplica ao Pai o dom do Espírito do Filho, que a una sempre mais ao Ressuscitado, vá dando-lhe a vida nova que ele, seu Senhor e Esposo, agora tem à direita do Pai e, assim, vá conduzindo-a mais e mais à vida eterna.

(6) Nunca esqueçamos que, sem o Espírito, não há nem pode haver Igreja. Somente nele, a vida do Cristo permanece e é continuamente renovada na Comunidade dos discípulos; somente no Espírito é possível viver em Cristo, fazer o bem por amor de Cristo... Somente no Espírito o Evangelho pode ser anunciado como boa-nova e não como letra morta e preceito exterior e opressor. É no Espírito Santo que a vida do Cristo não somente está no nosso meio, mas em nós, no nosso interior, inspirando-nos para o bem, dando-nos força contra o mal, plasmando em nós os sentimentos de Jesus e nos preparando para a vida eterna. Somente no Espírito a Comunidade pode se manter unida na verdadeira fé e ligada no mesmo amor, sem, contudo, sufocar as diversidades existentes. Só no Espírito, a Igreja pode se lançar para o futuro, sem ter medo das novidades e, ao mesmo tempo, manter-se fiel ao passado de sua origem, sem tornar-se ancrônica ou ultrapassada. É por tudo isso que o Espírito foi chamado pelos Santos Padres da Igreja Antiga de “alma da Igreja”: ele a vivifica, a mantém unida, a faz cresce e a conduz à plenitude. É também por isso que a Igreja é real e verdadeiramente Templo do Espírito Santo, que nela habita e repousa, nela permanecendo até transfigurá-la completamente no final dos tempos, quando, então, ela será plenamente Corpo do Cristo glorioso e povo de Deus Pai, para sempre.

Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/index.html

8 de jun. de 2011

Artigo de D. Henrique Soares: O Espírito Santo, um ilustre desconhecido.

D. Henrique Soares da Costa

Domingo próximo, a Igreja estará encerrando o tempo pascal. Durante cinquenta dias, de um modo intenso e rico em símbolos, palavras e emoções, os católicos celebramos a ressurreição do Senhor. Agora, este tempo finda com a Solenidade de Pentecostes, que faz memorial do dom do Espírito Santo feito pelo Cristo ressuscitado à sua Igreja.

Nós, católicos, cremos com firme certeza que Cristo ressuscitou, isto é, atravessou o mar da Morte e entrou na glória e na plenitude de Deus, seu Pai. Cremos que ele está totalmente transfigurado, plenificado, glorificado, da própria vida divina, tanto no seu corpo quanto na sua alma humana. Ele, feito totalmente humano como nós, agora se encontra totalmente divinizado na sua humanidade. Com toda convicção, cremos que essa ressurreição e transfiguração do nosso Jesus foram realizadas pelo Pai, que derramou sobre ele o Espírito Santo, Deus como o Pai, Deus como o Filho. Esse Espírito Santo é principio de vida divina, de divina energia e de dinamismo do próprio Deus. Assim, como o fogo pode impregnar e transfigurar uma barra de ferro, deixando-a totalmente reluzente, também o Santo Espírito impregnou a transfigurou a humanidade de Jesus, de modo que ela agora é plena, totalmente desabrochada, plenamente glorificada! Aquilo que, para nós, ainda é desejo e sonho - vida eterna, felicidade sem limites, vigor pleno, vitória sobre nossas mazelas, realização do nosso coração carente - para o Senhor Jesus é uma eterna e resplendente realidade. Tudo isso o Pai realizou nele ao ressuscitá-lo no Espírito Santo.

Cheio desse Espírito, o Senhor Jesus o derramou sobre nós. Os apóstolos experimentaram a ação potente e transformadora desse Espírito de Jesus já na mesma tarde da Páscoa, quando o Ressuscitado soprou sobre eles e lhes disse: "Recebei o Espírito Santo!" Depois, em Pentecostes, novamente experimentaram a ação do Espírito, como força do Ressuscitado que os impelia para a missão de anunciar Jesus. Nós também, confiados na promessa de Cristo, acreditamos e sabemos e experimentamos que tal ação do Espírito não se restringiu aos Apóstolos ou aos primeiros cristãos. O dom do Espírito é feito a todos os discípulos do Cristo através de sete sacramentos que o Senhor entregou à sua Igreja. Em cada um deles, o cristão faz uma experiência viva e real do Espírito do Senhor, que nos une ao Cristo, vai nos transfigurando nele e nos dá acesso a Deus, nosso Pai. Assim, a vida cristã é um misterioso dinamismo de união real com Cristo no Espírito, até sermos totalmente impregnados da vida daquele que por nós morreu e ressuscitou. Um sucinto exemplo: no Batismo, o Espírito nos é dado como vida nova do Cristo ressuscitado; na Crisma, como força para testemunhar o Senhor; na Eucaristia, o Espírito impregna o pão e o vinho a ponto de fazer deles Corpo e Sangue do Senhor morto e ressuscitado; na Confissão, ele é dado como Espírito de remissão dos pecados; na Ordem, ele é Espírito de unção para gerar aqueles que, em nome de Cristo, apascentarão o rebanho; no Matrimônio, ele unge o amor humano para que seja imagem e sinal do próprio amor de aliança entre Cristo e a Igreja; na Unção dos Enfermos, ele é Espírito de consolo e força para unir nossas dores às de Cristo. Note-se a centralidade da experiência do Espírito Santo para a vida dos cristãos! Estes são homens e mulheres que devem ser impregnados e conduzidos pelo Espírito. Não somos simples admiradores de Jesus ou seus "seguidores". Somos aqueles impregnados realmente pela Vida que faz Jesus viver, isto é, pelo Espírito de Jesus. Ou isso, ou não somos cristãos de modo algum! A relação entre o Senhor Jesus e os cristãos não é simplesmente de um sentimento, mas há algo de concreto, misterioso, sacramental: nós nele e ele em nós, nós membros de seu corpo e ele nossa Cabeça, nós somos os ramos, ele é a Videira verdadeira!

Nós cremos, conforme as promessas do Senhor, que o seu Espírito impregna toda a vida da Igreja, de um modo profundo, visceral, tantas e tantas vezes imperceptível... É pelo Espírito do Ressuscitado que a Igreja é Santa, porque santificada por ele; por ele ela permanecerá viva até o fim dos tempos, por ele não trairá nunca a fé apostólica recebida uma vez para sempre, por ele também essa doutrina não fica presa de modo esclerosado a um passado, mas vai sempre progredindo e aprofundando a compreensão do mistério de Cristo nas várias mudanças dos tempos. Também por obra e presença desse Espírito, os cristãos experimentam Jesus como alguém vivo, os cristãos "vêem" Jesus na sua Palavra, nos sacramentos, na vida da Comunidade dos discípulos, nos acontecimentos e circunstâncias da vida e do mundo. Essa experiência faz com que os cristãos interpretem as realidades do mundo de modo diferente dos não-cristãos. Jesus afirmou claramente que nós haveríamos de vê-lo novamente e o mundo não mais o veria. Isso não é brincadeira! Nós fazemos sim essa experiência incrível: fazemos a experiência real e profunda do Senhor Jesus vivo e a nós presente na potência do seu Espírito Santo. Eis a inspiração para o nosso modo de pensar e agir... Claro que o mundo não poderá nos compreender, porque não tem essa experiência fundamental que condiciona o nosso modo de ser e viver...

Daqui derivam as diferenças de opções - às vezes clamorosas - entre a Igreja e o mundo. E quanto mais o mundo fechar-se numa razão auto-suficiente e imanentista, tanto mais essas diferenças vão aparecer de modo exasperado, até, às vezes, à contraposição e ao conflito. Jamais poderemos impor a ninguém nossa experiência e devemos sempre respeitar as convicções dos outros, que não crêem como nós, mas, doutra parte, jamais poderemos negar ou esconder aquilo que para sempre transfigurou nosso coração e mudou nossa vida. É que a ação desse Espírito, além de nos fazer testemunhar Jesus sem medo, enche-nos de um vigor e um consolo tais, que espantam toda dúvida e infundem em nós a mais doce e profunda e suave certeza. Na força do Espírito é que os mártires de ontem e de hoje deram a vida para testemunhar seu Senhor! Eis, alguns dos frutos do Espírito do Ressuscitado... Eis o Espírito Santo, Vida da nossa vida, esse ilustre Desconhecido...

Fonte: cléofas.com.br