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27 de jan. de 2012

Hinduístas que martirizaram cristãos se convertem ao catolicismo.

Igreja católica de Raikia, Kandhamal, restaurada

Luis Dufaur

Nas florestas de Kandhamal, no estado indiano de Orissa oriental, os católicos celebraram as festas do fim de ano numa surpreendente alegria, pelo menos para Anto Akkara, correspondente do “National Catholic Register”, dos EUA.

Ninguém teria adivinhado, escreve Anto, que poucos anos atrás naquele local mais de uma centena deles havia sido sadicamente martirizada por fanáticos hinduístas.

Uma das festas católicas se realizou diante das ruínas de uma casa ainda acinzentada, onde um jovem católico aleijado foi queimado vivo naquelas sinistras jornadas.

Como se explica isso?



O soldado aposentado Rabindra Pradhan, irmão mais velho do mártir Rasanand Pradhan, 28, tem a resposta na ponta da língua:

Crescem as conversões de famílias inteiras

“O martírio de meu irmão não foi em vão. Cerca de meia dúzia de famílias hindus estão agora participando regularmente de nossas cerimônias”.

Incapacitado para fugir, Rasanand foi o primeiro mártir que deu a vida pela Fé na pior das perseguições de cristãos na história da Índia.

Nela, além de incontáveis assassinatos, os hinduístas incendiaram 300 igrejas e perto de 6.000 casas. 54.000 cristãos ficaram sem moradia.

Hoje, entretanto, muitos dos assassinos fanáticos estão se convertendo à Fé de Jesus Cristo.

O fazendeiro Kartick Behra é um deles. “Ficamos emocionados com a fé desse pessoal, por isso decidimos nos tornar cristãos”, esclarece Behra, que vai à igreja há um ano.

“Quando eu fiquei doente, eu comecei a ir à igreja e minha doença ficou curada. Não tenho mais medo de ser atacado por aquela turma”, disse.

Furor cristofóbico queria apostasia dos católicos

Durante os ataques anticristãos em Gadragam, alucinados fundamentalistas chegaram a pôr uma espada no pescoço de Behra, que embora fosse da mesma religião pagã, se negava a entregar as famílias católicas que acolheu em sua fazenda.

“Muitas famílias aqui agora querem se tornar católicas”, conta Behra, cuja esposa e quatro filhos também frequentam regularmente a paróquia.

O correspondente do “National Catholic Register”, Anto Akkara, encontrou testemunhas do brutal morticínio na missa de domingo na igreja de Tiangia.

“Vir à igreja me traz paz de alma. Nada vai mudar minha decisão”, explicou a viúva, Jamboti Digal.

Além das centenas de hinduístas que estão abraçando o Catolicismo em Kandhamal, há ainda aqueles que pedem perdão por terem tentado fazer apostatar os católicos pela violência.

Hipólito Nayak, aposentado católico, contou que Lakhno Pradhan, um dos líderes hindus fundamentalistas que promoveram os ataques na região de Tiangia, foi lhe presentear uma flor na manhã do primeiro dia do ano.

Ódio cristofóbico nada poupou. Mas a Providência inverteu o jogo

“Ele pediu perdão pelo que os hindus fizeram aos cristãos. Certamente Deus está tocando seus corações endurecidos”, disse Nayak, cuja casa foi destruída durante as violências.

O Pe. Prasanna Kumar Singh, vigário da paróquia de Pobingia, contou que outro líder fanático pediu perdão pelos danos feitos à igreja católica. Esta só foi reparada e re-consagrada em 2011.

“Ele até participou na missa de Natal e apresentou frutos durante o ofertório”, disse o Pe. Singh.

O Padre Subhodh Pradhan, vigário da paróquia de Raikia, a maior de Kandhamal, confirmou que numerosos hindus manifestam o desejo de se tornarem católicos.

A conversão não é fácil, pois as leis do Estado complicam os procedimentos.

“Mas dá na mesma, pois o fato é que Kandhamal está provando que Tertuliano tinha razão”, comentou o Pe. Pradhan, ex-reitor do Seminário Menor de São Paulo, em Balliguda, Kandhamal.

Catolicismo cresce regado com o sangue dos mártires

O historiador da Igreja Quintus Septimius Florens Tertullianus, conhecido simplesmente como Tertuliano, é o autor do célebre dito: “O sangue dos mártires é semente de cristãos”.

Isto não quer dizer que as violências cessarão. Embora tenha havido alguns assassinatos praticados por hinduístas em 2011, os crimes por ódio à Fé não mudam a determinação dos catecúmenos e o andamento da disseminada tendência à conversão.

“Os planos de Deus vão além da nossa compreensão”, disse D. John Barwa, arcebispo de Cuttack Bhubaneswar, Diocese de Kandhamal. “O que aconteceu aqui em Kandhamal foi muito dolorido. Mas não foi um retrocesso. E agora está mostrando ter sido uma bênção”, acrescentou o arcebispo.


Fonte: http://www.ipco.org.br

6 de jan. de 2012

Perseguição: Novo atentado a cristãos na Nigeria


A violência anticristã não tem trégua na Nigéria: dois homens armados abriram fogo numa igreja da cidade de Gome, no nordeste do país, matando seis cristãos e ferindo outros dez.

O atentado ocorreu às 19h30 locais de quinta-feira, quando o pároco John Jauro dirigia uma oração, informa a agência francesa AFP. Referindo-se ao ataque, o pastor declarou: “Estava dirigindo as orações da congregação. Tínhamos os olhos fechados quando homens armados entraram na igreja e abriram fogo contra as pessoas”. O pastor contou que houve uma grande confusão quando os fiéis tentaram sair do templo.

Na quarta-feira, três ataques à bomba atingiram cidades do nordeste nigeriano, região onde foi decretado o estado de emergência.

Os radicais islâmicos do grupo Boko Haram, que reivindicaram os atentados, haviam dirigido um ultimato aos cristãos para que abandonassem, até quinta-feira, o Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano.

O ataque contra a igreja de Gombe não foi reivindicado até o momento.

Entrevistado pela RV, Dom Ignatius Ayau Kaigama, arcebispo de Jos, declara:

“Estou terrivelmente triste, como todos os nigerianos, cristãos e muçulmanos. Estas pessoas matam cristãos enquanto rezam e o fazem quase todos os dias; é um pecado gravíssimo. Não sei o que podemos fazer agora. Podemos pedir ao governo que nos dê proteção para vivermos serenamente e fazer as coisas do cotidiano de modo tranquilo. Este grupo fundamentalista não sabe nada sobre a sacralidade da vida. Para eles é suficiente matar, destruir e criar divisões entre cristãos e muçulmanos; é este o seu objetivo”.

“Existe um grande medo porque a vida não é mais normal. Não podemos mais nos reunir para rezar, nem de dia nem de noite, e isso é uma barreira para nós e para o Evangelho. É como se estivéssemos numa prisão e é muito doloroso”.

Radio Vaticano



6 de dez. de 2011

Paquistão: “Uma mártir da fé”. 18 anos, morta por intolerância.


Rádio Vaticano

A Igreja católica local a define “uma mártir da fé”: Mariah Manisha era uma jovem católica de Faisalabd, Paquistão, assassinada uma semana atrás por um muçulmano que a sequestrou e que queria se casar com ela.

Padre Zafal Iqbal, pároco católico de Khushpur, cidade de origem da família da adolescente, de 18 anos, informou à agência Fides que “a jovem resistiu, não quis se converter ao islamismo e nem se casar com ele, e por isso, foi morta”. É uma mártir”.

Padre Iqbal levou o caso à atenção da Comissão “Justiça e paz” e do Bispo de Faisalabad, Dom Joseph Cutts. “O culpado foi preso e a polícia abriu um inquérito. Esperamos que justiça seja feita, pois a comunidade está abalada e muito triste” – destaca Padre Iqbal.

“Casos como este acontecem cotidianamente em Punjab” – confirma à Fides o Vigário-geral da Diocese de Faisalabad, Padre Khalid Rashid,. “É muito triste: cristãos, quase sempre jovens, são vítimas indefesas”. Outro caso resolvido nos dias passados é o do católico de 72 anos, de Faisalabad, Rehmat Masih, libertado há uma semana depois de 2 anos de prisão e de sofrimentos desumanos por uma falsa acusação de blasfêmia.


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

18 de ago. de 2011

Nigéria: 15 Cristãos mortos por muçulmanos


A Christian Concern informa-nos que, depois dum breve hiato, a violência islâmica contra os Cristãos deflagrou-se novamente. Um dos resultados desse ódio anti-Cristão terminou com 15 Cristãos a serem assassinados pelos servos do deus islâmico alá.

Durante a semana passada, Plateau State, onde Jos é a capital, foi sujeita a uma série de ataques. Depois de alegações de roubo de animais, Ferom foi atacada duas vezes no dia 4 de Agosto. Desse ataque resultaram 8 membros da mesma família serem assassinados num primeiro ataque, e outros 3 a morrerem no segundo.

No dia 14 de Agosto agitadores maometanos apoderaram-se das estradas do norte de Jos e mataram 3 Cristãos com machadadas. Os residentes da comunidade de Jwol reportaram um ataque na Sexta Feira onde uma pessoa morreu.

Houve outro ataque em Hiepand que deixou 8 mortos - alguns com ferimentos de metralhadoras.

Os residentes alegam que a polícia e o exército foram cúmplices nestes ataque e como evidência desta alegação eles mostraram um cinto militar coberto de sangue, embalagens de munições e 5 cartões de identidade pertencentes a militares.

-Fonte-


O ódio islâmico contra os Cristãos têm o suporte das grandes organizações mundiais uma vez que seria impossível os escravos de alá levarem a cabo este tipo de assassinatos DIARIAMENTE sem ele.

O silêncio mundial perante o genocídio de Cristãos tem uma explicação simples: os esquerdistas ocidentais querem levar a cabo o mesmo tipo de violência aqui no ocidente. Felizmente para nós Cristãos, ainda há algumas leis que nos protegem, mas mal essas leis sejam removidas (sob pretextos de "combater a homofobia" e a "intolerância"), nós Cristãos seremos mortos e oprimidos pelos esquerdistas tal os muçulmanos o fazem impunemente em outras partes da Terra.

O nosso consolo, como Cristãos, é que quando o nosso corpo for separado da alma, vamos subir e viver em paz para o resto da nossa existência, enquanto que os nossos inimigos vão receber a paga pelo seu ódio anti-Cristão.

"Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." ( 1 Tess 4:18)

Fonte: http://perigoislamico.blogspot.com

24 de jul. de 2011

Repressão socialista mata dúzias de cristãos no Vietnam.



Aldéia Hmong, montanheses.

Luis Dufaur

Pelo menos 49 cristãos vietnamitas da etnia Hmong foram mortos, centenas ficaram feridos e um número inverificável deles foram presos ou estão desaparecidos.

Esse é o balanço da sanguinária repressão desencadeada pelos Exércitos do Povo do Vietnam e do Laos numa região de fronteira, noticiouAsiaNews.

Em 30 de abril, em Muong Nhe, província de Dien Bien, 8.500 Hmong se reuniram para rezar, pedir a devolução das terras e liberdade religiosa. Naquele momento sofreram o ataque militar. Segundo Christy Lee, diretor executivo de Hmong Advance Inc. (HAI), de Washington, D.C., os presos “poderão ser torturados ou assassinados, ou simplesmente desaparecer”. A energia elétrica e as comunicações foram interrompidas na região.

Propaganda comunista oficial

Entre os presos há alguns ministros extraordinários da Eucaristia que atendem quatro comunidades católicas da região.

Na região os fiéis católicos praticam a religião na clandestinidade porque a violação da liberdade religiosa é a mais violenta do país.

Os últimos sacerdotes católicos só conseguiram entrar em Muong Nhe se apresentando como turistas. Mas, ficaram sob vigilância ininterrupta sendo acompanhados por policiais que os vigiavam para impedir qualquer tentativo de evangelização.

Os Hmong são perto de 790 mil e durante as guerras lutaram do lado anticomunista. Entre eles há muitas conversões ao catolicismo.

Lar Hmong católico

Segundo Philip Smith, diretor executivo doCenter for Public Policy Analysis (CPPA), Washington, D.C., a repressão socialista utilizou até “helicópteros de ataque ao solo para caçar, prender e matar aqueles que tentavam fugir da região do conflito”, informou a agencia VietCatholic News.

Também foram utilizados blindados numa repressão “horrorosa”. Alguns fugitivos conseguiram atravessar a fronteira da Tailândia fugindo pela selva.

Mùa A Sơn, governador da província de Dien Bien justificou o massacre porque “forças hostis se infiltraram para pregar ilegalmente e incitar o povo a aderir a um movimento independentista que visa criar um reino separado de Hmongs”. O linguajar parece repetir alguma cartilha chinesa ou alguma ainda mais antiga soviética.

O porta-voz do ministério de Relações Exteriores, Nguyen Phuong Nga, deu uma explicação diversa poucos dias depois, apontando como causa das mortes a “procura ilusória da religião” e “condições anti-higiênicas de vida”.

Fontes católicas informaram que o incidente foi provocado por uma série de violações da propriedade da terra e de atentados contra a liberdade religiosa.

O governo quer forçar a população a trabalhar no domingo e lhe impede assistir a Missa ou a serviços religiosos para obrigá-la a renunciar à fé.

O governo socialista proíbe a presença de jornalistas estrangeiros na região. O porta-voz atribuiu a interdição ao mau clima e ao mal estado das estradas.

Por sua vez, o chefe do Exército do Povo do Laos foi acusado por ONGs humanitárias por atrocidades contra civis que incluem violação, assassinato e mutilação de crianças e mulheres Hmong, acrescentou VietCatholicNews.

Entretanto, otimistas empresários ocidentais e dialogantes clérigos vaticanos são recebidos amistosamente pelos carrascos de Hanói e retornam esperançosos nas promessas dos carrascos e insensíveis ao morticínio dos fiéis da Igreja.

21 de jul. de 2011

Costa do Marfim: Dois irmãos cristãos foram crucificados por militantes muçulmanos.


No dia 29 de maio, milicianos leais ao presidente Outtara, que possui o apoio da ONU, torturaram e crucificaram dois irmãos Cristãos. O atual líder do país continua a repressão contra os partidários do ex-presidente Cristão Laurent Gbagbo.

Conforme informa o Barnabas Fund, os irmãos Raphael Aka Kouame e Kouassi Privat Kacou, foram brutalmentes espancados e torturadose depois cruelmente crucificados. Rapahel morreu devido aos graves ferimentos, mas Kouassi milagrosamente sobreviveu. Em suas mãos e pés agora estão as marcas dos pregos de aço.

Os dois irmãos camponeses foram falsamente acusados de esconderem armas na pequena cidade de Binkro onde trabalhavam como agricultores. A cidade é constantemente atacada pelos homens de Outtara que estão a procura do prefeito Koko Djei que peretence ao mesmo partido do ex-presidente Gbagbo. Os irmãos alegaram inocência, mas foram ignorados. Após os atos de crueldade os milicanos vasculharam a cidade, mas nada encontraram.

Esta é apenas uma das inúmeras crueldades que estão sendo cometidas pelas tropas do presidente Outtara que possui o apoio da maioria muçulmana. A minoria cristã passou a ser alvos de ataques por apoiarem o ex-presidente Laurent Gbagbo.

22 de jun. de 2011

Jovem católico martirizado pelo islamismo no Cairo


O jovem católico Abanob Karam foi morto com um tiro no Cairo durante distúrbios anticristãos atiçados por extremistas islâmicos. “Quando chegou em casa, percebeu que havia problemas na igreja vizinha, de São Minas; deixou sua mochila e saiu para defender sua igreja” – narrou o Pe. Renzo Leonarduzzi. As atuais revoluções do Norte da África empregaram termos como “democracia” e “liberdade”. Contudo, por trás dos movimentos “populares” atuam fundamentalistas da conhecida “Fraternidade Muçulmana”, que progridem mais rápida e eficazmente pela falaciosa ostentação de aparência democrática, do que se o fizessem através da posição extremada do islamismo.

Fonte: revista Catolicismo_Junho 2011

IPCO

SANTOS JOÃO FISHER E TOMÁS MORE


Hoje, dia 22 de Junho, a Igreja faz memória destes dois grandes mártires da Igreja.

De Francisco Fernández de Carvajal

João Fisher foi ordenado sacerdote em 1491. Exerceu diversos cargos na Universidade de Cambridge, ao mesmo tempo que assumia a direção espiritual da Rainha Margarida, mãe de Henrique VII, passando a ocupar mais tarde a cátedra de Teologia que a rainha fundara nessa Universidade. Em princípios de 1504, foi nomeado reitor de Cambridge, e no final do ano sagrado bispo de Rochester, a menor e mais pobre diocese da Inglaterra; dois dias mais tarde, tomou posse do seu posto como membro do Conselho do Rei.

Tomás More fez estudos de Literatura e Filosofia em Oxford e de Direito em New Inn. Em 1504, foi eleito membro do Parlamento e ocupou diversos cargos públicos, alcançando um grande prestígio pelo seu conhecimento das leis e pela sua honradez. Apesar da sua intensa vida profissional, sempre arranjou tempo para se dedicar à família, sua grande ocupação, e aos estudos literários ou históricos; publicou vários livros e ensaios. Em 1529, foi nomeado Lord-Chanceler da Inglaterra, apesar de já ter respondido claramente ao Rei que não podia estar de acordo com a dissolução do casamento real.

Ambos morreram decapitados em 1535 por se terem negado a reconhecer a supremacia de Henrique VIII sobre a Igreja da Inglaterra e a anulação do casamento do Rei.

I. EM 1534, NA INGLATERRA, exigiu-se de todos os cidadãos que jurassem a Ata de Sucessão, pela qual se reconhecia como verdadeiro casamento a união de Henrique VIII com Ana Bolena. O Rei era proclamado Chefe supremo da Igreja na Inglaterra, negando-se ao Papa qualquer autoridade. João Fisher, bispo de Rochester, e Tomás More, Chanceler do Reino, recusaram-se a jurar a Ata, e foram encarcerados em abril de 1534 e decapitados no ano seguinte.

Num momento em que muitos se dobraram à vontade real, incluídos os bispos, o juramento desses homens teria passado despercebido e eles teriam conservado a vida, os bens e os cargos, como tantos outros1. No entanto, ambos foram fiéis à fé até o martírio. Souberam dar a vida porque foram homens que viveram plenamente a sua vocação cristã, até as últimas conseqüências.

Tomás More é uma figura muito próxima de nós, pois foi um cristão corrente, que soube compaginar bem a sua vocação de pai de família com a profissão de advogado e mais tarde com a responsabilidade de Chanceler do Reino, logo abaixo do Rei, numa perfeita unidade de vida. Desenvolvia-se no mundo como se estivesse na sua própria casa; amava todas as realidades humanas que constituíam a trama da sua vida, onde Deus o quis. Ao mesmo tempo, viveu um desprendimento dos bens e um amor à Cruz tão grandes que se pode dizer que deles extraiu toda a sua fortaleza e coragem.

Tomás More tinha o costume de meditar todas as sextas-feiras nalguma passagem da Paixão de Nosso Senhor. Quando os filhos ou a esposa se queixavam das dificuldades e contrariedades do dia-a-dia, dizia-lhes que não podiam pretender “ir para o Céu num colchão de penas” e recordava-lhes os sofrimentos padecidos por Cristo, e que o servo não é maior do que o seu senhor. Além de aproveitar as contrariedades para identificar-se com a Cruz, More fazia outras penitências. Levava freqüentemente à flor da pele, escondida, uma camisa de pêlo áspero. Foi fiel a esta prática durante a prisão na Torre de Londres, apesar de não serem pequeno incômodo o frio, a umidade da cela e as privações de todo o tipo que passou naqueles longos meses2. Encontrou na Cruz a sua fortaleza.

Nós, que procuramos seguir Cristo de perto no meio do mundo e dar dEle um testemunho silencioso, encontramos forças e coragem no desprendimento, no sacrifício diário e na oração?

II. QUANDO TOMÁS MORE teve que pedir demissão do seu cargo de Lord-Chanceler, por não concordar em jurar a Ata, reuniu os familiares para expor-lhes o futuro que os aguardava e tomar medidas em relação à situação econômica. “Vivi – disse-lhes, resumindo a sua carreira – em Oxford, na hospedaria da Chancelaria..., e também na Corte do rei..., do mais baixo ao mais alto. Atualmente, disponho de pouco mais de cem libras por ano. Se temos de continuar juntos, todos devemos contribuir com a nossa parte; penso que o melhor para nós é não descermos de uma só vez ao nível mais baixo”. E sugere-lhes uma acomodação gradual, recordando-lhes que se podia viver feliz em cada nível. E se nem sequer pudessem sustentar-se no nível mais baixo, aquele que vivera em Oxford, “então – disse-lhes com paz e bom humor – resta-nos a esperança de irmos juntos pedir esmola, com sacolas e bolsas, e confiar em que alguma boa pessoa sinta compaixão de nós [...]; mas mesmo então haveremos de manter-nos juntos, unidos e felizes”3.

Nunca permitiu que nada quebrasse a unidade e a paz familiar, nem mesmo quando se ausentava ou quando foi preso. Viveu desprendido dos bens enquanto os teve, e alegre quando deixou de contar com o indispensável. Sempre soube estar à altura das circunstâncias. Sabia como celebrar um acontecimento, mesmo na prisão. Um biógrafo, seu contemporâneo, diz que, estando preso na Torre, costumava vestir-se com mais elegância nos dias de festa importantes, na medida em que o seu escasso vestuário lho permitia. Sempre manteve a alegria e o bom humor, mesmo no momento em que subia ao cadafalso, porque se apoiou firmemente na oração.

“Dai-me, meu bom Senhor, a graça de esforçar-me por conseguir as coisas que te peço na oração”, rezava. Não esperava que Deus fizesse por ele o que, com um pouco de esforço, podia conseguir por si mesmo. Trabalhou com empenho ao longo de toda a vida até chegar a ser um advogado de prestígio antes de ser nomeado Chanceler, mas nunca esqueceu a necessidade da oração, ainda que muitas vezes não lhe fosse fácil, sobretudo nas circunstâncias tão dramáticas do processo e dos meses de absoluto isolamento na prisão, enquanto esperava o dia da execução. Nesses dias derradeiros, escreveu uma longa oração em que, entre muitas piedosas e comovedoras considerações de um homem ciente de que vai morrer, exclamava: “Dai-me, meu Senhor, um anelo grande de estar convosco, não para evitar as calamidades deste pobre mundo, nem as penas do purgatório ou tampouco as do inferno, nem para alcançar as alegrias do Céu, nem por consideração do meu proveito, mas simplesmente por autêntico amor a Ti”4.

São Tomás More apresenta-se sempre aos nossos olhos como um homem de oração; assim pôde ser fiel aos seus compromissos como cidadão e como fiel cristão em todas as circunstâncias, em perfeita unidade de vida. Assim devemos ser todos e cada um de nós. “Católico, sem oração?... É como um soldado sem armas”, diz Mons. Escrivá5.

III. GIVE ME THY GRACE, good Lord, to set the world at nought... “Dai-me a vossa graça, meu bom Senhor, para que tenha o mundo em nada, para que a minha mente esteja bem unida a Vós e não dependa das variáveis opiniões alheias [...]; para que pense em Deus com alegria e implore ternamente a sua ajuda; para que me apóie na fortaleza de Deus e me esforce ansiosamente por amá-lo...; para lhe dar graças sem cessar pelos seus benefícios; para redimir o tempo que perdi...”6 Assim escrevia o Santo nas margens doLivro das Horas que tinha na Torre de Londres. Eram os dias em que se consagrava a contemplar a Paixão, preparando assim a sua própria morte em união com Cristo na Cruz.

Mas São Tomás More não viveu de olhos postos em Deus somente naqueles momentos supremos. O seu amor a Deus manifestara-se diariamente no seu comportamento em casa, sempre simples e afável, no exercício da advocacia, e por fim no mais alto cargo público da Inglaterra, como Lord-Chanceler. Cumprindo à risca os seus deveres diários, umas vezes importantes, outras menos, santificou-se e ajudou os outros a encontrar a Deus.

Entre os muitos exemplos de um apostolado eficaz que nos deixou, destaca-se o que levou a cabo com o seu genro, que tinha caído na heresia luterana. “Tive paciência com o teu marido – dizia à sua filha Margaret – e argumentei e debati com ele sobre esses pontos da religião. Dei-lhe além disso o meu pobre conselho paterno, mas vejo que de nada serviu para que voltasse novamente ao redil. Por isso, Meg, não tornarei a discutir com ele, mas vou deixá-lo inteiramente nas mãos de Deus, e vou rezar por ele”7. As palavras e as orações de Tomás More foram eficazes, e o marido da sua filha voltou à plenitude da fé, foi um cristão exemplar e sofreu muito por ter sido conseqüente com a fé católica.

São Tomás More está diante de nós como modelo vivo da nossa conduta de cristãos. É “semente fecunda de paz e de alegria, como o foi a sua passagem pela terra entre a sua família e amigos, no foro, na cátedra, na Corte, nas embaixadas, no Parlamento e no Governo. É também o padroeiro silencioso da Inglaterra, que derramou o seu sangue em defesa da unidade da Igreja e do poder espiritual do Vigário de Cristo. E como o sangue dos cristãos é semente que germina, o de Tomás More vai lentamente penetrando e impregnando as almas dos que dele se aproximam, atraídos pelo seu prestígio, doçura e fortaleza. More será o apóstolo silencioso do retorno à fé de todo um povo”8.

Pedimos a João Fisher e a Tomás More que saibamos imitá-los na sua coerência cristã para sabermos viver em todas as circunstâncias da nossa vida como o Senhor espera que vivamos, nas coisas grandes e nas pequenas. Pedimos com palavras da liturgia da festa: Senhor, Vós que quisestes que o testemunho do martírio fosse expressão perfeita da fé, concedei-nos, Vos pedimos, que por intercessão de São João Fisher e de São Tomás More, ratifiquemos com uma vida santa a fé que professamos com os lábios9.

(1) cfr. A. Prévost, Tomás Moro y la crisis del pensamiento europeo, Palabra, Madrid, 1972, pág. 392; (2) cfr. T. J. McGovern, Tomás Moro, un hombre para la eternidad, Madrid, 1984, págs. 22-23; (3) Roper’s Life of More, cit. por T. J. Govern, op. cit., pág. 31; (4) T. More, Cartas da Torre; (5) Josemaría Escrivá,Sulco, n. 453; (6) T. More,op. cit.; (7) N. Haspsfield, Sir Thomas More, Londres, 1963, pág. 102; (8) A. Vázquez de Prada, Sir Tomás Moro, 3ª ed., Rialp, Madrid, 1975, págs. 15-16; (9) Oração coleta da Missa do dia 22 de junho.


10 de jun. de 2011

Mês de junho - décimo dia

Coração corajoso.


 
A propósito da coragem, São Cipriano escrevia: "Lutando contra as adversidades se mostra a verdadeira coragem em toda a luz".
Um coração corajoso é um lutador. Só quem enfrenta a luta, quem arrisca, quem não teme perecer, demonstra a coragem dos heróis.
Assim Jesus nos demonstrou que possui um coração corajoso até o heroísmo. Ele bem sabia que sorte o esperava na terra, mas disse ao Pai, sem hesitar: "Eis que Eu vim para fazer a tua vontade!" (Hb 10,9). Ele sabia o que lhe tocava sofrer da manjedoura até à tumba, porque o sofrimento é o preço do pagamento dos pecados. Mas Ele aceitou e desejou este caminho de sofrimentos por amor do Pai e por nós.
Ele sabia qual morte vergonhosa os homens o condenariam, dessangrando-o e ferindo-o de modo desumano. Mas aceitou com coragem toda vergonha, porque sem efusão de sangue não haveria remissão (cf. Hb 9, 22). Ele sabia bem que ficando entre nós no Santíssimo Sacramento do altar teria que sofrer muitos maus tratos, desprezos, abandonos, sacrilégios. Mas não renunciou e cumpriu corajosamente a Sua Palavra de fidelidade a nós os seus redimidos.
A coragem do Coração de Jesus! É a coragem de quem ama até o fim, sem reservas, arriscando e perdendo tudo, só por amor.
Pensemos nos corações corajosos dos Santos, fiéis discípulos de Jesus: os Apóstolos, os Mártires, os Missionários, os Confessores, as Virgens... Corações cheios de amor ardente e audaz, corajoso e forte. Nos Atos dos Apóstolos está escrito que os primeiros cristãos não temiam perseguições e sofrimentos: "vivam felizes por serem ultrajados pelo nome de Jesus". (At 5, 41). Cada um deles podiam repetir como o salmista: "Se contra mim se armaram um exército, meu coração não treme" (Sl 26, 3).
Pedro Jorge Fressati era um jovem ardente nas escaladas espirituais  e materiais. Gostava muito das montanhas; apaixonava-se ao escalar os cumes alpinos. Um dia fotografaram enquanto escalava corajosamente uma rocha alta. Apenas viu esta sua fotografia, ele escreveu abaixo: "Excelcior! Mais ao alto"! As aspirações mais altas do coração chegam além dos cumes dos montes.



Coração Covarde


"Não sejas pusilânime no teu coração" Eclo 7, 9

Para compreender quanto o nosso coração é pouco corajoso; quanto mesquinho ou covarde é suficiente olhar para os que souberem oferecer a Deus, não só alguns atos de coragem, mas o ato supremo de coragem: o martírio de si.
Pensemos em Santo Tomás Morus, Chanceler da Inglaterra, homem culto e sábio, que se recusou corajosamente em prestar obediência, que reconhecesse o Rei Henrique VIII como chefe da Igreja Anglicana. Perdeu o trabalho e foi reduzido à miséria com a família; em seguida, foi preso na torre de Londres. Visitado por familiares e amigos, por eles era exortado, e o suplicavam de submeter-se ao Rei, já que quase todos os Bispos o tinham feito. "O fato de todos os Bispos terem se submetidos aos desejos do rei não desvincula a minha consciência em condenar o mal feito pelo Rei", respondeu Santo Tomás. O seu coração não tremeu frente a ameaça do patíbulo. Enfrentou-o com orgulho e nobreza admiráveis.
Pensemos também naqueles heróicos jovens da Armênia que na última perseguição dos turcos contra os cristãos souberem resistir corajosamente às torturas e aos flagelos. Quando o Vigário Apostólico foi visitá-lo, eles diziam: "Monsenhor, olhai para nós: não temos mais narizes, orelhas e mãos. Mas tudo renegamos por Cristo!"
Estes são corações corajosos! E os nossos corações? Não é verdade que estamos sempre prontos a tremer só ao ouvir falar de sacrifícios e sofrimentos? Com quanta criatividade fugimos ou procuramos meios para evitar problemas, seja pelo Senhor ou pelos irmãos? E não é verdade que o respeito humano às vezes nos faz a chegar num grau de covardia que nos envergonhamos da nossa fé? Se formos honestos, devemos admitir possuir um coração de coelho no lugar de um coração de cristãos.
Mas é certo que um cristão não pode ser de Cristo se não enfrenta corajosamente o sacrifício de si por Ele e pelos irmãos, como o fizeram os Santos.
"O que é necessário para se tornar Santo?", perguntaram a Cura D'Ars. E o Santo respondeu com duas sublimes palavras: "A graça e a cruz".
O Sagrado Coração de Jesus, amparo de todos os mártires, nos reforce no seu amor, nos doe o seu amor forte e corajoso mesmo diante da morte.


Propósitos

- Cumprir, sem respeito humano, os atos religiosos em público: um sinal da cruz na oração à mesa.
- Rezar as seguintes orações: - Rezar as seguintes orações:  (clique aqui).

7 de jun. de 2011

A cada cinco minutos morre um cristão por causa da sua fé, adverte perito

BUDAPESTE, 06 Jun. 11 / 03:47 pm (ACI)
Na Conferência Internacional sobre o Diálogo Interreligioso entre Cristãos, Judeus e Cristãos, realizada neste último 3 de junho em Budapeste, o representante da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) e perito em temas de liberdade religiosa, Massimo Introvigne, afirmou que a cada ano 105.000 pessoas são assassinados por sua fé cristã. "A cada cinco minutos morre um cristão por sua fé”, alertou o sociólogo italiano.

No evento, organizado pelo governo da Hungria, participaram também outras autoridades religiosas e civis como o diplomata egípcio, Aly Mahmoud, quem afirmou que no seu país, onde estão sendo produzidos gravíssimos ataques contra as Igrejas Coptas, serão promulgadas leis que proibirão os imãs muçulmanos de realizar discursos incitando ao ódio e as manifestações hostis junto aos templos das minorias, especialmente a cristã.

“Se estas cifras não gritarem ao mundo, se não se detiver esta praga, se não se reconhecer que a perseguição dos cristãos é a primeira emergência mundial em matéria de violência e de discriminação religiosa, o diálogo entre religiões só produzirá congressos estupendos, mas nenhum resultado concreto", afirmou Introvigne no seu discurso.

O cardeal Peter Erdö, arcebispo de Budapeste, também presente na Conferência alertou de que muitas comunidades cristãs no Oriente Médio morrerão porque terão que fugir de lá.
"Que a Europa se prepare para uma nova onda imigratória, desta vez de cristãos que fogem da perseguição", advertiu.

Segundo o boletim pró-vida INFOVITAE, outro fato lamentável é que pelo menos um milhão dos cristãos perseguidos no mundo são crianças.

Fonte: ACI Digital

23 de mai. de 2011

Como as potências ocidentais ajudam na perseguição aos cristãos.

DON HANK
Recentemente, uma reportagem mostrou que os católicos da China desafiarão a política de seu governo que proíbe a realização do Dia Internacional de Oração.

Mas como é que um governo pode proibir isso, já que a oração representa expressão, que é, para citar Barack Obama, um "direito universal"? Obama disse isso num discurso advertindo Hosni Mubarak, presidente do Egito, a não pisar nos direitos humanos de manifestantes egípcios, que estavam destruindo propriedades governamentais e queimando carros nas ruas.
Então, o que o corajoso Obama teve a dizer acerca das flagrantes violações de direitos humanos na China?

Nada. Todos os outros "líderes" ocidentais também ficaram em silêncio.
Aliás, nenhum presidente se queixou de alguma violação de direitos humanos na China, onde o Cristianismo está sob controles rigorosos, e na Coreia do Norte, onde os cristãos são, conforme mostram reportagens, enviados para a prisão, surrados, executados e, num caso, foram pulverizados com ferros a vapor, e onde Kim Jong Il, conforme as reportagens, fez com que 2 milhões de pessoas morressem de fome.

A resposta oficial do Ocidente aos ditadores desumanos é sempre a mesma:

1 - Ignorar toda e qualquer violação de direitos humanos contra os cristãos em qualquer lugar

2 - Apoiar grupos que são hostis aos cristãos

Conforme mostrei num artigo anterior, em todos os conflitos envolvendo muçulmanos, a intervenção do Ocidente levou à perseguição dos cristãos, e na maior parte, eliminou populações cristãs nativas. Cada uma das intervenções dos EUA teve esse mesmo tipo de resultado.

Saddam, embora fosse tirano, protegia os cristãos durante seu governo. Logo que foi derrubado, a perseguição aos cristãos foi imediata. O governo dos EUA sob Bush/Obama não fez nada para dar proteção. Os cristãos assírios do Iraque foram discretamente deportados para a Suécia, que lhes concedeu asilo. Pense nisto: um país sob controle dos EUA perseguindo seus cristãos com a permissão tácita dos americanos (que alegam que fazem guerra para proteger "direitos humanos").

Mubarak impunha todos os controles necessários para deter ações contra os cristãos. Ele não fez um trabalho grande, vamos dizer a verdade, mas se esforçou ao máximo em vista da atmosfera anticristã da população egípcia. Mas no dia em que ele foi expulso da presidência - sob pressão de Obama - as forças armadas do Egito dispararam em monges e funcionários de um monastério cristão copta.

A Costa do Marfim tinha um presidente cristão, Laurent Gbagbo, que afirmou que houve fraude em sua candidatura à reeleição. Aliás, havia fortes evidências de que ocorreu fraude e de que o candidato muçulmano que afirmou que ganhou tinha na verdade perdido muitos votos (conforme relatei antes, li isso num jornal francês que teve a ousadia de fazer uma reportagem sobre isso, mostrando fotos de cédulas eleitorais alteradas). A ONU deu um pontapé no cristão e declarou o muçulmano presidente sem investigar as afirmações de fraude. Numa área controlada pela ONU, 1.000 cristãos foram assassinados. Não houve nenhum protesto significativo por parte de nenhuma potência ocidental, que meses antes disso haviam investigado relatos de violações de direitos humanos cometidas pelo presidente cristão.

O próximo da fila é a Síria. Obama fixou sua atenção no presidente Basher Assad. Agora, você pode estar pensando acerca do histórico da Síria envolvendo o Cristianismo. Alguns anos atrás, um pastor sírio visitou nossa igreja e nos disse que, de modo espantoso, pelo menos naquela época, que a Síria era tão favorável aos cristãos que o governo ali realmente doava materiais de construção para a construção de igrejas cristãs. Creio que isso era verdade. A liderança não mudou desde então, de modo que estamos falando de outro país que possui relações amistosas com os cristãos, mas que logo poderá cair nas mãos de violentes e brutais islâmicos. Não é de admirar que as potências ocidentais hostis aos cristãos estejam ansiosas para ver a Síria cair. Deus proteja os cristãos ali se isso acontecer!

Qualquer um que desejar se informar sobre os detalhes da perseguição dos brutais chineses e norte-coreanos aos cristãos pode visitar os site da Voz dos Mártires (N do E: fundada por Richard Wurmbrand, autor do livro Era Marx satanista) e ler casos terríveis de violência. Contudo, qual é nossa reação ao governo da China? Por que os EUA têm políticas comerciais com eles sem nenhuma restrição e de tal magnitude que destroem as indústrias ocidentais e transformam a China na segunda nação mais rica da terra, e Obama festeja Hu Jintao na Casa Branca, ao mesmo tempo em que dissidentes chineses, inclusive Liu Xiaobao, ganhador do Prêmio Nobel, estavam presos por expressarem suas opiniões? Ao que tudo indica, a liberdade de expressão é só um "direito universal" em países islâmicos em que dissidentes buscam derrubar governos favoráveis aos cristãos. Vá em frente e me diga se estou exagerando.

Pergunta para o leitor:

Alguém aqui acha que o Ocidente, que trava guerras sem aviso prévio por causa de "direitos humanos", algum dia fará qualquer coisa para proteger os cristãos fora do Ocidente? Você acha que essas mesmas potências ocidentais jamais perseguirão os cristãos ocidentais logo que virem que o clima está favorável?

Os meios de comunicação indicam constantemente que o propósito da "separação de igreja e Estado" é proteger pessoas não cristãs de violações de direitos humanos contra cristãos que têm mentalidade teocrática.

Mas eis o que a maioria de nós esquece por adormecimento:

Uma coisa - e uma coisa extremamente ruim - é o governo favorecer a religião da maioria sobre outra ou estabelecer uma teocracia. Mas outra coisa bem diferente é o governo promover, por meio de sua política externa, grupos que perseguem pessoas de qualquer religião por causa de sua religião.

É hora de nós, o povo, voltarmos a possuir o Ocidente.

De um modo muito real, estamos sob uma ocupação estrangeira hostil, perpetrada por uma coalizão de direita e esquerda do Partido Democrata e do Partido Republicano nos EUA e pela ONU, OTAN e União Europeia, cujas ações sistematicamente vão contra a vontade do povo. Nós o povo temos um direito soberano sobre nossa própria cultura e de não termos de ser manipulados a abandoná-la em favor de uma cultura estrangeira.

É claro que também temos o direito de continuar cometendo suicídio nacional se isso é o que realmente queremos.

Cabe a nós.

Será que o Ocidente tem a vontade de sobreviver?

Tradução: Julio Severo

Fonte: Mídia sem Mascaras.