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27 de mar. de 2012

"Destruam todas as igrejas"

Abdulaziz ibn Abdullah Al al-SheikhImaginem se Pat Robertson [1] clamasse pela demolição de todas as mesquitas na América. Isso seria destaque em todos os jornais. Estaria nos noticiários de cada canal de televisão. Haveria uma demanda para que os cristãos o denunciassem, e eles o fariam – nos termos mais duros. O Presidente dos Estados Unidos e outros líderes mundiais também se pronunciariam. E com razão.

Então, por que é que quando Abdulaziz ibn Abdullah Al al-Sheikh, o Grão-Mufti [2] do Reino da Arábia Saudita, declara que é “necessário destruir todas as igrejas na Península Arábica”, a grande mídia não vê nisso como digno de ser noticiado? E ninguém, até onde eu saiba, notou que ele disse isso para membros de um grupo terrorista.

Eis os fatos: alguns membros do parlamento kuwaitiano têm procurado demolir igrejas, ou pelo menos proibir a construção de novas, dentro do país. Assim, levantou-se a questão: o que a Sharia, a lei islâmica, diz a respeito disso?

Uma delegação do Kuwait pediu conselhos ao Grão-Mufti saudita. Ele respondeu que o Kuwait faz parte da Península Arábica – e qualquer igreja dentro da Península Arábica deve, realmente, ser destruída porque a alternativa seria aprová-las. O Grão-Mufti explicou: “O Profeta (que a Paz esteja com ele) nos ordenou: ‘Duas religiões não podem coexistir na Península Arábica’. Assim, construir [igrejas], em primeiro lugar, não é permitido porque esta Península deve ficar livre [de outras religiões].” Na Arábia Saudita, evidentemente, templos não-islâmicos foram banidos há muito tempo e não-muçulmanos são proibidos de pisarem seus pés em Meca e Medina.

E tem mais: os espectadores kuwaitianos eram da Sociedade de Reavivamento da Herança Islâmica (Revival of Islamic Heritage Society – RIHS). Pode soar bastante inocente, mas algumas pesquisas feitas por Steve Miller, pesquisador da Foundation for Defense of Democracies, revelaram que, dez anos atrás, grupos da RIHS no Afeganistão e no Paquistão foram designados pela ONU como associados a – e provedores de fundos e armas para – “Al-Qaeda, Osama bin Laden ou o Talibã.”

O governo norte-americano foi mais longe, denunciando que a sede da RIHS no Kuwait por “fornecer apoio financeiro e material para a Al-Qaeda e suas aliadas, incluindo o Lashkar e-Tayyiba [3]” que teve “envolvimento no ataque a múltiplos trens em Mumbai, em julho de 2006, e no ataque contra o parlamento indiano em dezembro de 2001.” Tais atividades levaram escritórios da RIHS a serem “fechados ou ocupados pelos governos da Albânia, Azerbaijão, Bangladesh, Bósnia-Herzegovina, Camboja e Rússia.”

Isto deve ser enfatizado: Al al-Sheikh não é o equivalente árabe para algum pastor desconhecido da Flórida. Ele é a maior autoridade religiosa da Arábia Saudita, onde não há separação entre mesquita e Estado, e a religião estatal é a ultra-ortodoxa/fundamentalista leitura do Islã conhecida como Wahhabismo [4]. Ele também é membro da principal família religiosa do país.

Em outras palavras, seus pronunciamentos representam a posição oficial da Arábia Saudita – um país que, segundo nos dizem há tempos, mudou de curso após o dia 11 de setembro de 2001 e é agora nosso firme aliado na área do antiterrorismo.

Nada disso teria sido esclarecido se não fosse por Raymond Ibrahim, Shillman Fellow no David Horowitz Freedom Center e pesquisador associado do Middle East Forum. Ele foi o primeiro a chamar atenção para as declarações do Grão-Mufti baseado em três sites em língua árabe: Mideast Christian News, Linga Christian Service e Asrare, também um folhetim cristão. Ocorreu-me então que, talvez, essas fontes tivessem compreendido mal ou exagerado as declarações. Então, pedi a Miller, que lê árabe, que fizesse uma pesquisa mais profunda. Ligações para o escritório do Departamento de Estado e a embaixada da Arábia Saudita foram infrutíferas, mas ele encontrou as declarações do Mufti em um bem conceituado jornal kuwaitiano, Al-Anba, em 11 de março.

Tudo isso ajuda a compor o quadro da mais importância notícia que a grande mídia insiste em ignorar: a expansão e a intensificação da perseguição de cristãos em países de maioria muçulmana (um assunto sobre o qual já escrevi antes, aqui por exemplo, bem como Ibrahim, mais recentemente, aqui). Igrejas foram alvo de incêndio e/ou bombas no Egito, Iraque, Nigéria, Paquistão, Indonésia e nas Filipinas. As antigas comunidades cristãs de Gaza e da Cisjordânia estão minguando. No Paquistão, Asia Bibi, uma mulher cristã, foi condenada à pena de morte por supostamente “insultar” o Islã. No Irã, Youcef Nadarkhani está no corredor da morte pelo “crime” de escolher o Cristianismo ao invés do Islã.

Na semana passada, como informou Nina Shea, a Comissão dos Estados Unidos sobre Direitos Humanos Internacionais (Uscirf) emitiu seu 14º relatório anual identificando os piores países opressores do mundo. Dos 16 países, 12 são de maioria muçulmana.

Por que os jornalistas que cobrem o Departamento de Estado e a Casa Branca não estão questionando oficiais da administração se estão preocupados com o fato de a maior autoridade religiosa da Arábia Saudita ter se encontrado com aliados da Al-Qaeda e lhes ter dito que, sim, igrejas cristãs devem ser destruídas? Por que os jornalistas que cobrem as Nações Unidas decidiram que essas questões não são de interesse da chamada comunidade internacional? E quanto aos centros para “entendimento Islâmico-Cristão” que foram estabelecidos – com dinheiro saudita – em universidades como Harvard e Georgetown: acaso supõem que não há nada aqui para tentar entender – nenhuma necessidade de investigação acadêmica sobre a perspectiva saudita/wahhabista no incêndio de igrejas e nas relações com grupos terroristas?

Meu palpite é de que tudo dito acima os persuadiu de que há aqui questões mais sérias para se preocupar, como a epidemia mundial da “islamofobia” e a necessidade de impor penas severas aos seus responsáveis. Eu entendo. De verdade.


Notas:

[1] Pat Robertson é um advogado e famoso tele-evangelista norte-americano.

[2] O Grão-Mufti é a maior autoridade religiosa em um país islâmico de tendência sunita. Nos países xiitas, seu equivalente é o Aiatolá.

[3] Lashkar e-Tayyiba (“Exército de Deus”) é um grupo terrorista islâmico indo-paquistanês, um dos maiores em atividade na região.

[4] O Wahhabismo foi um movimento religioso fundado pelo teólogo islâmico Muhammad ibn Abd al-Wahhab (1703 – 1792) e tinha por objetivo purificar o Islã de quaisquer inovações e influências externas. Foi através da adesão e da divulgação das idéias wahhabistas que a família Al-Saud unificou o Levante e instaurou a atual monarquia saudita.



Clifford D. May
é presidente da Foundation for Defense of Democracies.


Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UNB.

15 de mar. de 2012

The New York Times ofende Igreja Católica em anúncio de jornal

The New York Times, o mesmo jornal que há dois anos caluniou publicamente o Papa Bento XVI, acusando-o, injustamente, de ter acobertado crimes de padres pedófilos quando era Cardeal, volta a atacar os católicos de forma “vil”, como bem analisou  Bill Donohue, presidente da Liga Católica nos Estados Unidos.


É hora de considerar abandonar a Igreja Católica. É a sua hora da verdade”, diz um anúncio publicado pelo periódico americano.
Segundo informações do Jornal “O Globo”, um outro anúncio parecido seria divulgado, mas com referência aos muçulmanos. Por prudência, os editores preferiram não divulgá-lo. O anúncio foi encomendado pela Freedom From Religion Foundation do estado de Wisconsin.
A publicação despertou protestos, dentre eles o da repórter  Pamela Geller, do “Daily Caller”, que classificou o ato como “hipócrita e mostra que o jornal se rendeu à violenta intimidação supremacista islâmica”.
Recentemente, o chefe da BBC, Mark Thompson, declarou que a emissora jamais se atreveria a zombar de Maomé como zomba de Cristo. O “The New York Times” parece seguir a mesma infeliz linha editorial.
Num período histórico no qual o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo, é trágico ver que aqueles que têm a missão de comunicar a verdade, rendem-se ao jornalismo canalha, sensacionalista e baixo, simplesmente por ibope e dinheiro.

9 de mar. de 2012

Dom Keller: "Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho”.

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
Nota Pastoral
a respeito da determinação do Tribunal de Justiça
do Estado do Rio Grande do Sul,
determinando a retirada dos símbolos religiosos dos locais públicos da Justiça.

O Conselho da Magistratura do TJ – RS determinou, nesta última terça feira, dia 06 de março, a retirada de todos os símbolos religiosos presentes nos prédios da justiça gaúcha.

O pedido para tal decisão tem a sua origem na Liga Brasileira de Lésbicas, através de uma solicitação protocolada em fevereiro de 2012. Tal decisão contraria o que a antiga administração do TJ – RS já tinha deliberado sobre esta questão, entendendo, na ocasião, não existir qualquer princípio preconceituoso na instalação de símbolos religiosos nas dependências dos prédios da justiça.

Como Bispo Diocesano, quero, através desta Nota Pastoral, expressar minha surpresa e meu repúdio a tal decisão.

É lamentável que o egrégio Tribunal de Justiça dobre-se diante da pressão de um grupo determinado, ideologizado e raivoso, contrariando a opinião da grande maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul.

A interpretação dada pelo excelentíssimo relator daquilo que é a laicidade do Estado revela distorção de visão.

Como em outros países, orquestram-se movimentos pela expulsão do crucifixo das salas dos tribunais, das escolas e de outros lugares públicos, sob o pretexto de que o Estado deva respeitar as religiões que não adotam o mesmo símbolo, bem como aqueles que não adotam nenhuma forma de expressão religiosa.

Países com elevada tradição jurídica já rechaçaram tais argumentos, demonstrando cabalmente que a exposição passiva, em público, de símbolos religiosos não pode ser entendida como um proselitismo estatal de favorecimento a algum culto, ou como uma afronta à liberdade dos que ou não professam a fé em Cristo ou não professam algum tipo de fé.

No Brasil, o próprio Conselho Nacional de Justiça indeferiu tal pretensão, afirmando que a presença de um símbolo religioso, in casu o crucifixo em uma dependência de qualquer órgão do Judiciário, “não viola, não agride, não discrimina e nem sequer perturba ou tolhe os direitos e a ação de qualquer tipo de pessoa”, na expressão do então Conselheiro Oscar Argollo.

“A liberdade religiosa consiste na liberdade para professar a fé em Deus. Por isso, não cabe argüir a liberdade religiosa para impedir a demonstração da fé de outrem em certos lugares, ainda que públicos. O Estado, que não professa o ateísmo, pode conviver com símbolos dos quais não somente correspondem a valores que informam sua existência cultural, como remetem a bens encarecidos por parcela expressiva da sua população – por isso, também, não é dado proibir a exibição de crucifixos ou de imagens sagradas em lugares públicos”. [1]

Diante de tal decisão, como Bispo Diocesano, venho solicitar:

1. AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES MAGISTRADOS dos Fóruns das Comarcas presentes na área compreendida pela Circunscrição Eclesiástica da Diocese de Frederico Westphalen, RESPEITOSAMENTE, aentrega dos símbolos religiosos católicos (crucifixos, demais imagens sagradas, Bíblias, etc..), caso os mesmos pertençam ao Tribunal e não ao Poder Judiciário, para os respectivos párocos das Paróquias Sedes das mesmas Comarcas, para que os mesmos custodiem as referidas imagens e delas cuidem.

2. AOS REVERENDÍSSIMOS SENHORES PÁROCOS das Paróquias nas quais existam Fóruns, que recebam os símbolos religiosos católicos das mãos dos Excelentíssimos senhores Magistrados, emitindo um recibo em três vias, detalhando o que foi entregue, sendo uma via para o Excelentíssimo senhor Magistrado, uma via para a Paróquia e uma via para a Cúria Diocesana.

3. AOS SERVIDORES PÚBLICOS DA JUSTIÇA, que professam a fé católica, que mantenham os sinais religiosos católicos que costumam usar pessoalmente (terços, escapulários, medalhas, crucifixos, etc…) e que, no esmero do trabalho em favor da justiça, especialmente no serviço dos mais necessitados e carentes dela, demonstrem sua fé católica, mantendo Jesus Cristo, Nosso Senhor, sempre presente nestes ambientes públicos.

Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho.

Dada e passada em nossa Sede Episcopal, aos sete dias do mês de março do ano do Senhor de dois mil e doze.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen (RS)

8 de mar. de 2012

Retirada de crucifixo de tribunal gaúcho causa perplexidade e indignação!


Não sou gaúcho. Modestamente, apenas brasileiro. Fosse, estaria ainda mais envergonhado do que estou com a decisão tomada pelo Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que acatou um pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de algumas outras entidades para que sejam retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições da Justiça do Estado. Justificativa: o estado é laico.

Publiquei uma pequena nota na noite de ontem, e muito gente apoiou a decisão. Publiquei, diga-se, as opiniões que não vieram acompanhadas de boçalidades anti-religiosas. Vamos lá.

O estado brasileiro é laico, sim, mas não é oficialmente ateu ou anti-religioso. E vai uma grande diferença entre uma coisa e outra. A República brasileira não professa um credo, mas não persegue crenças e crentes. Que dias estes que estamos vivendo! O cristianismo está profundamente enraizado na história e na cultura do Brasil. Os crucifixos não estão em tribunais e outras repartições para excluir, humilhar, discriminar, impor um valor ou qualquer coisa do gênero.

Ao contrário até: basta ater-se aos fundamentos dessa fé, mesmo quem não tem fé, para constatar que os valores éticos que ela reúne constituem o fundamento — eis a verdade — da moderna democracia. Sim, meus queridos, foi o cristianismo que inventou a igualdade entre os homens. E não, isso não quer dizer que sua história tenha sido sempre meritória.

Por que a Liga Brasileira das Lésbicas — E ME FAÇAM O FAVOR DE NÃO CONFUNDIR ESSE GRUPO MILITANTE COM MULHERES LÉSBICAS, TOMADAS NA SUA INDIVIDUALIDADE — não pede a demolição da Catedral de Brasília, plantada na Esplanada dos Ministérios? Por que não pede que o Rio ponha abaixo o Cristo Redentor? Urge mudar o nome de São Paulo, de Santa Catarina, do Espírito Santo, de São Luís, de centenas de cidades brasileiras que refletem a óbvia importância que o cristianismo, especialmente o catolicismo, teve entre nós.

Os que entraram com essa ação ridícula, acatada pelo Conselho da Magistratura,agem à moda do Taliban, que destruiu, em 2001, os Budas de Bamiyan,(foto acima) no Afeganistão, que datavam, no mínimo, do século 7 porque consideraram que eles ofendiam a fé islâmica. No Brasil, cuida-se agora de outro fundamentalismo.

Notem bem: se alguém propusesse uma lei que obrigasse repartições públicas a exibir o crucifixo, eu estaria entre os primeiros a protestar. Retirar, no entanto, os que foram herdados de uma tradição cultural, religiosa e civilizacional, bem, isso é um crime contra a nossa história, cometido para satisfazer vocações fundamentalistas. Os doutores e a tal liga das lésbicas que me perdoem, mas estão jogando no lixo ou mandando para o armário valores como igualdade entre os homens, caridade e… justiça! O cristianismo, prova-o a história, é também umas das primeiras correntes de pensamento realmente influentes a proteger a vida e os direitos das mulheres — à diferença do que pretende essa militância boçal.

Isso nada tem a ver com laicismo do estado. O que se caracteriza, aí sim, é perseguição religiosa. Não tenho dúvida de que muitos dos defensores dessa medida não hesitariam um segundo em defender também o “direito” de tribos indígenas brasileiras que praticam o infanticídio. E o fariam sob a justificativa de que se trata de uma tradição cultural…

O que mata e o que dá vida

A tal liga tem agora de avançar contra a Constituição Brasileira. Afinal, Deus está lá.

Vejam que sociedade de iniqüidades se construiu nos Estados Unidos, onde as pessoas ainda juram com a mão posta sobre a Bíblia. Que país ridículo é aquele capaz de cantar em seu hino: “In God is our trust”, discriminando ateus e agnósticos? O paraíso da liga é a Coréia do Norte, de onde a religião foi banida. Ou a China. Boa era a antiga União Soviética. Igualitários e sem preconceitos eram os países da Cortina de Ferro. Bacana é Cuba, sem essas frescuras com o Altíssimo… Como dizem alguns ateus do miolo mole, as religiões matam demais! Os regimes laicos, especialmente os comunistas, é que souberam proteger os homens, não é mesmo?

Sim, sinto-me bastante envergonhado por aquela gente toda — as que pediram o fim dos crucifixos e as que aceitaram o pleito. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo. Um iraniano foi condenado à morte por se converter. Começamos a assistir a uma variante da perseguição religiosa em nosso próprio país.

Não duvidem! Se as confissões cristãs aderissem à pauta da Liga Brasileira de Lésbicas — seja ela qual for —, o pedido não teria sido encaminhado. Como isso não aconteceu nem vai acontecer, elas resolveram que um símbolo, que tem valor para mais de 90% dos brasileiros (entre católicos, protestante tradicionais e evangélicos), tem de desaparecer. A desculpa? O laicismo do estado.

Eis aí mais um exemplo do fascismo de minorias. Uma leitora relatou aqui a sua participação num fórum que debateu a legalização do aborto. Um grupo de feministas defendeu de modo muito enfático que o combate ao aborto seja considerado um crime. Afinal, argumentaram, é uma questão de direitos humanos e de direitos da mulher… Em breve, será crime simplesmente não concordar com “eles”.

Os doutores do Rio Grande do Sul confundiram laicismo do estado com o ateísmo militante do estado. Mandaram para o lixo mais de 2 mil anos de cultura ocidental e mais de 500 da história do Brasil. Afinal, a Liga das Lésbicas ficava muito ofendida ao ver na parede aquele signo. O signo que está na raiz das idéias de igualdade no Ocidente.

Para encerrar: lembrem-se que essa era uma das propostas do “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos”. Não vingou porque a sociedade reagiu. Os militantes não se conformaram e foram à luta. Encontraram os doutores que lhes deram guarida.

O crucifixo está sendo expulso dos tribunais do Rio Grande do Sul. Como isso afronta os valores da esmagadora maioria do povo gaúcho SEM QUE SE GANHE UMA VÍRGULA NA ESFERA DO DIREITO, uma parte da justiça está necessariamente sendo expulsa com ele.

A esmagadora maioria do povo acredita em Deus, mas as elites militantes não acreditam no povo. Tampouco exercem o poder em seu nome. Ponto!

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

6 de jan. de 2012

Perseguição: Novo atentado a cristãos na Nigeria


A violência anticristã não tem trégua na Nigéria: dois homens armados abriram fogo numa igreja da cidade de Gome, no nordeste do país, matando seis cristãos e ferindo outros dez.

O atentado ocorreu às 19h30 locais de quinta-feira, quando o pároco John Jauro dirigia uma oração, informa a agência francesa AFP. Referindo-se ao ataque, o pastor declarou: “Estava dirigindo as orações da congregação. Tínhamos os olhos fechados quando homens armados entraram na igreja e abriram fogo contra as pessoas”. O pastor contou que houve uma grande confusão quando os fiéis tentaram sair do templo.

Na quarta-feira, três ataques à bomba atingiram cidades do nordeste nigeriano, região onde foi decretado o estado de emergência.

Os radicais islâmicos do grupo Boko Haram, que reivindicaram os atentados, haviam dirigido um ultimato aos cristãos para que abandonassem, até quinta-feira, o Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano.

O ataque contra a igreja de Gombe não foi reivindicado até o momento.

Entrevistado pela RV, Dom Ignatius Ayau Kaigama, arcebispo de Jos, declara:

“Estou terrivelmente triste, como todos os nigerianos, cristãos e muçulmanos. Estas pessoas matam cristãos enquanto rezam e o fazem quase todos os dias; é um pecado gravíssimo. Não sei o que podemos fazer agora. Podemos pedir ao governo que nos dê proteção para vivermos serenamente e fazer as coisas do cotidiano de modo tranquilo. Este grupo fundamentalista não sabe nada sobre a sacralidade da vida. Para eles é suficiente matar, destruir e criar divisões entre cristãos e muçulmanos; é este o seu objetivo”.

“Existe um grande medo porque a vida não é mais normal. Não podemos mais nos reunir para rezar, nem de dia nem de noite, e isso é uma barreira para nós e para o Evangelho. É como se estivéssemos numa prisão e é muito doloroso”.

Radio Vaticano



Coreia do Norte lidera a perseguição aos cristãos.



Berlim (Quinta-feira, 05-01-2012, Gaudium Press) Pela décima vez consecutiva, a Coreia do Norte ocupa a liderança, nada honrosa, de ser o país que mais persegue os cristãos em todo o mundo.

A classificação dos países que mais perseguem os cristãos é anunciada através de um relatório elaborado anualmente pela organização alemã "Open Doors" e que foi divulgado na quarta-feira, 04, na cidade de Kelkheim, no centro da Alemanha.

Segundo informa o relatório da "Open Doors", na Coreia do Norte os cristãos são tratados como inimigos do Estado, e calcula-se que entre 50 e 70 mil cristãos estejam internados em campos de trabalho forçados existentes no país.

Na relação dos "perseguidores de cristão" o Afeganistão ocupa o segundo lugar e é seguido pela Arábia Saudita e pela Somália.

Nos países que vivem a chamada "primavera árabe", o relatório afirma que a situação dos cristãos piorou. É, por exemplo, o caso do Egito: após a saída do presidente Hosni Mubarak, foram registrados vários ataques a igrejas e grupos islâmicos radicais promovem iniciativas de perseguição aos cristãos.

A "Open Doors" calcula que cerca de 100 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem perseguição por causa da fé cristã. Em muitos países, para não serem mortos, são obrigados a viver na clandestinidade.

26 de dez. de 2011

Bento XVI condena atentados contra as Igrejas da Nigéria


Da Rádio Vaticano

Após rezar a oração do Angelus, falando a milhares de fiéis na Praça São Pedro, e via TV e rádio, a milhões em todo o mundo, o Papa manifestou na manhã desta segunda-feira sua reprovação aos atentados ocorridos domingo na Nigéria (para quem não sabe o que aconteceu, clique aqui e veja a notícia):

“O Santo Natal desperta em nós, de modo ainda mais forte, a oração a Deus para que segure as mãos dos violentos, daqueles que semeiam morte; e para que a justiça e a paz reinem no mundo. No entanto, nossa terra continua sendo manchada pelo sangue de inocentes” – disse o Pontífice.

“Recebi com profunda tristeza a notícia dos atentados que novamente este ano, no dia do Nascimento de Jesus, levaram luto e dor a algumas igrejas da Nigéria. Gostaria de manifestar minha sincera e carinhosa presença junto à comunidade cristã e a todos os que foram atingidos por este absurdo gesto; e convido a rezarem ao Senhor pelas inúmeras vítimas” – prosseguiu.

Concluindo sua exortação, Bento XVI apelou para que com a colaboração de diversos componentes sociais, a segurança e a tranquilidade sejam recuperadas:

“Neste momento, quero repetir mais uma vez, com firmeza: a violência é um caminho que conduz exclusivamente à dor. O respeito, a reconciliação e amor são os caminhos para se chegar à paz”.


Fonte: http://domvob.wordpress.com

6 de dez. de 2011

Paquistão: “Uma mártir da fé”. 18 anos, morta por intolerância.


Rádio Vaticano

A Igreja católica local a define “uma mártir da fé”: Mariah Manisha era uma jovem católica de Faisalabd, Paquistão, assassinada uma semana atrás por um muçulmano que a sequestrou e que queria se casar com ela.

Padre Zafal Iqbal, pároco católico de Khushpur, cidade de origem da família da adolescente, de 18 anos, informou à agência Fides que “a jovem resistiu, não quis se converter ao islamismo e nem se casar com ele, e por isso, foi morta”. É uma mártir”.

Padre Iqbal levou o caso à atenção da Comissão “Justiça e paz” e do Bispo de Faisalabad, Dom Joseph Cutts. “O culpado foi preso e a polícia abriu um inquérito. Esperamos que justiça seja feita, pois a comunidade está abalada e muito triste” – destaca Padre Iqbal.

“Casos como este acontecem cotidianamente em Punjab” – confirma à Fides o Vigário-geral da Diocese de Faisalabad, Padre Khalid Rashid,. “É muito triste: cristãos, quase sempre jovens, são vítimas indefesas”. Outro caso resolvido nos dias passados é o do católico de 72 anos, de Faisalabad, Rehmat Masih, libertado há uma semana depois de 2 anos de prisão e de sofrimentos desumanos por uma falsa acusação de blasfêmia.


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

5 de dez. de 2011

Com apoio do governo e da ONU, Rede Globo fará campanha em massa de combate à “homofobia”

Julio Severo
Neste mês de feriado de Natal, a relatora do PLC 122 Marta Suplicy contará com uma poderosa artilharia de apoio.
A Rede Globo, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e com a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura), elaborou uma campanha de combate à “homofobia” que foi assistida e aprovada pela presidente petista Dilma Rousseff e pela Secretaria de Comunicação da Presidência. A campanha em massa será dirigida ao público durante 15 dias, dando tempo suficiente para Suplicy poder obter da população apoio para a sua ambicionada meta de aprovar a lei federal anti-“homofobia”, mais conhecida como PLC 122.

A propaganda, que durará 30 segundos, terá como slogan “discriminar homossexuais é crime. Cidadania, a gente vê por aqui”. A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) declarou que o governo federal não precisou gastar um centavo com a campanha, que foi bancada completamente pela Rede Globo.

Entretanto, a SDH deixou claro que o governo de Dilma Rousseff vai produzir sua própria campanha anti-“homofobia” em massa dirigida à população brasileira em 2012.
A SDH é dirigida pela militante petista radical Maria do Rosário, que tem um projeto de lei para proibir os pais de aplicar correção física nos filhos. De forma oposta, ela apoia o aborto legal e a doutrinação homossexual das crianças nas escolas. De acordo com ela, aplicar disciplina física nos filhos não pode. Mas pode-se, conforme a ideologia dela, matar os filhos antes de nascer e doutriná-los no homossexualismo se não forem abortados.
Se a população vacilar, o PLC 122 será aprovado, trazendo piores consequências do que as consequências que já estão ocorrendo no Estado de São Paulo, onde em 2001 o PSDB aprovou uma lei estadual anti-“homofobia”. Graças a essa lei, obscenidades homossexuais em público estão protegidas pelo governo estadual, que está perseguindo igrejas que divulgam publicamente o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo.
Maria do Rosário, Marta Suplicy e ativistas gays exigem aprovação do PLC 122
O apoio explícito da Rede Globo à relatora do PLC 122 não é de estranhar. Anos atrás, Marta Suplicy era funcionária da Globo, apresentando na TV o sexo anormal como se fosse normal. Seu esculachado programa de besteirol sexual acabou virando profissão política. Hoje, mamãe global e filha suplício trabalham com a mesma meta.

25 de out. de 2011

“Cristianofobia, basta!”. Brutalidade policial contra católicos pacíficos. Vejam vídeos.


Desde quinta-feira, diferentes grupos de jovens católicos se mobilizam contra a representação da desprezível peçaSobre o conceito do Rosto do Filho de Deus no Teatro da Cidade, em Paris. Sem demora, para a estréia, um grupo de jovens do [movimento] Renouveau français [ndr: salvo melhor juízo, parece-nos que esses jovens manifestantes são fiéis da Fraternidade São Pedro] havia comprado lugares e conseguiram subir ao palco com uma faixa denunciando a “cristianofobia”. Em seguida, o grupo se colocou de joelhos para recitar o rosário, sob o olhar consternado dos responsáveis pelo teatro e as vaias do público bem burguês-boêmio [1], impaciente por assistir às diarréias descontroladas de um idoso sob o olhar do Cristo de Antonello di Messina que receberia o lançamento de granadas de crianças e se sujaria com um líquido amarronzado de conotações fecais evidentes, com a inscrição: “Não és o meu pastor .” Os jovens militantes foram expulsos pela polícia.

Durante este tempo, um grupo de jovens da Ação Francesa despistou a vigilância de três viaturas da CRS [2]para prosseguir pacificamente até as grades do Teatro da Cidade. A polícia os expulsous violentamente, batendo, lançando lacrimogêneos e imobilizando antes de proceder a 17 inquéritos. Um dos jovens que fora algemado e deitado ao chão se encontrava parcialmente sobre a rua. Ao dar marcha à ré, uma das viaturas da polícia passou sobre o pé do jovem rapaz. Gritando de dor, ele foi levado pelos bombeiros para o hospital mais próximo onde se pôde constatar que, por sorte, o ferimento não alcançou os ossos do pé. Foi carregado em sua saída do hospital para também ele ser interrogado. Três jovens foram indiciados por rebelião e um por furto — um policial não achava mais o seu gorro…

Desde então, as manifestações se sucedem. Na noite de sábado, um grupo de jovens foi rezar pacificamente em torno do teatro. As brutalidades policiais e as interpelações retomaram com renovado vigor — como conta um dos jovens presentes [...].

A AGRIF [3] solicitou, sem sucesso, o cancelamento dessa peça que atinge gravemente aos cristãos que têm direito, como os outros, ao respeito pelos símbolos mais sagrados de sua religião. O direito deles não foi respeitado, mas os jovens que se mobilizam o fazem em espírito de oração e de reparação, sem nenhuma violência.

A Cidade de Paris e o Teatro que ela mantém denunciam as perturbações de quinta-feira… contra o Instituto Civitas, que não tem nenhuma responsabilidade pelos fatos. Em contrapartida, Civitas convoca a uma grande manifestação contra a cristianofobia no sábado, 29 de outubro, às 18 horas, na Praça das Pirâmides, em Paris.

Artigo extraído do n° 7461 de Présent de 25 de outubro de 2011.

* * *

Nota do Fratres in Unum: O infeliz responsável pela peça, o dramaturgo italiano Romeo Castelluci, ainda debocha: “Eu os perdoo porque eles não sabem o que fazem”. Questionada, a Conferência Episcopal dos Bispos da França não quis se pronunciar sobre o caso.

Abaixo, o vídeo com os jovens portando a faixa “Cristianofobia, basta!”:

Aqui, cena da peça em que a imagem de Cristo é atingida por granadas lançadas por crianças:

NOTAS:

[1] No original, usada a contração “bobo”; visa designar aquela classe média-alta esquerdista pseudo-intelectual que adota teses da moda de cunho marxista, ecológico, new age, etc.

[2] Compagnies Républicaines de Sécurité. A polícia militar francesa.

[3] Aliança geral contra o racismo e pelo respeito da identidade francesa e cristã.

Fonte: http://fratresinunum.com