Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

Mostrando postagens com marcador Verdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Verdade. Mostrar todas as postagens

18 de jun. de 2011

A Igreja de Cristo e a Igreja católica




Dom Henrique Soares.

Na consciência de muita gente alojou-se, nos últimos tempos, uma idéia errada sobre a Igreja. Pensa-se que a Igreja de Cristo não está mais em nenhuma das denominações cristãs atuais. O que existiria seria simplesmente uma Igreja cristã, presente em todas as denominações, numa espécie de confederação de igrejas, de modo que não existe mais a Igreja de Cristo, mas igrejas que têm algo da Igreja de Cristo. Ora, isso foi, é e será sempre absolutamente inaceitável para a fé católica.

O Concílio Vaticano II, repetindo aquilo que sempre foi e será a nossa fé, afirma o seguinte: “... a única Igreja de Cristo, que no Credo professamos una, santa, católica e apostólica, e que nosso Salvador, depois de sua ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse... Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica” (Lumen Gentium 8).

Qual o sentido deste ensinamento? O Concílio quer dizer que a Igreja de Cristo não se perdeu nas estradas da história nem foi deteriorada pelo tempo. Ela existe na Igreja católica, ela é a Igreja católica. Em outras palavras, bem claras: a Igreja que Cristo fundou, ama, guia, vivifica e sustenta com a força do seu Espírito Santo é a Igreja católica. Nem mais nem menos. A expressão “subsiste” deseja, sobretudo, reafirmar que a Igreja de Cristo, com a plenitude de todos os meios instituídos por Cristo, subsiste (= continua, permanece) para sempre na Igreja católica (“católica” assim, com minúscula, pois não é um nome da Igreja, mas uma qualidade, um adjetivo: ela é “católica”, isto é, possui a totalidade dos elementos essenciais que Cristo pensou para sua Igreja. “Católica” para distinguir das várias denominações cristãs que foram surgindo no tempo, fruto da ruptura com a Igreja de Cristo, e que não possuem a totalidade desses elementos que Cristo quis para a sua Igreja). É preciso que fique bem claro que o Vaticano II aqui nos quer dizer que a Igreja de Jesus Cristo como sujeito concreto neste mundo pode ser encontrada somente na Igreja católica. Ela somente pode ocorrer com a Igreja católica! É totalmente errada e absolutamente contra a intenção do Concílio querer afirmar que a Igreja de Cristo pode subsistir também em outras comunidades cristãs. “Subsiste” quer exprimir exatamente o contrário. Só pode haver uma única subsistência da verdadeira Igreja, enquanto que fora da estrutura visível da Igreja de Cristo existem apenas elementos da Igreja de Cristo. Por isso mesmo, essas outras comunidades, ainda que não sejam realmente igreja, possuem, graças a Deus elementos eclesiais, elementos da única Igreja de Cristo, que é a Igreja católica, e somente a Igreja católica.

Sendo assim, é preciso afirmar sem medo nem reservas nenhumas que, do ponto de vista teológico, não é correto chamar as comunidades protestantes de “Igreja”. Elas são comunidades eclesiais, isto é, comunidades que, sem serem propriamente igrejas, possuem vários elementos eclesiais. E quais seriam eles? A Palavra de Deus, a fé em Jesus Cristo como único Salvador e a confissão do Deus uno e trino, a vida de piedade, bem como a caridade fraterna, o sacramento do Batismo, vários dons e carismas que ajudam na vida cristã, o desejo sincero de testemunhar e anunciar Jesus Cristo, a esperança na vida eterna... Todos estes dons, que pertencem à única Igreja de Cristo, graças a Deus, estão presentes nessas comunidades. As comunidades protestantes, do ponto de vista estritamente teológico, só podem ser chamadas “Igrejas” em sentido metafórico. Já a situação das Igrejas ortodoxas é diferente. Elas são Igrejas como as dioceses católicas são Igrejas: Igrejas locais. Teologicamente, não existe uma Igreja Ortodoxa; existem Igrejas (dioceses) Ortodoxas: são aquelas que, separadas de Roma, guardaram, no entanto a verdadeira fé, a inteireza dos sacramentos, a Eucaristia plena e a legítima sucessão apostólica.

Podemos, a partir do que foi exposto, colocar duas questões. (1) Por que somente a Igreja católica é a Igreja de Cristo? Isso não é uma pretensão demasiada e exorbitante? Não. A Igreja não se faz a si própria, não é obra humana. Cristo fundou sua Igreja, concedeu-lhe o dom de sua presença e assistência com a ação do seu Espírito, dotou-a de pastores legítimos, aos quais prometeu assistência, não pela força e fidelidade deles, mas pela sua graça. Ora, esta Igreja é a Igreja católica, da qual todas as outras comunidades cristãs apartaram-se por algum motivo (muitas vezes também por culpa nossa). Então, o fato de nós católicos sermos a única Igreja de Cristo não mérito nosso, mas fruto da fidelidade do Senhor, que jamais volta atrás nas suas promessas e na sua fidelidade. Se a Igreja de Cristo se tivesse perdido, então a Páscoa do Senhor não seria a palavra última e vitoriosa de Deus para a humanidade; as portas do Inferno seriam mais fortes que Cristo e sua Igreja... (2) Uma outra questão: esta visão do Concílio não atrapalha o ecumenismo? De modo algum! Não se faz ecumenismo na mentira, no escondimento da verdade, no engano e num irenismo frouxo. O Concílio Vaticano II soube maravilhosamente reafirmar a Tradição da Igreja e a fé verdadeira, buscando, no entanto, uma linguagem e um caminho que ajudem na compreensão recíproca. A novidade do Concílio no campo ecumênico foi reconhecer que fora da Igreja há elementos de salvação. Não só os reconheceu como também os exemplificou, como listei acima. Isso faz com que cresça realmente um sincero respeito pelos nossos irmãos separados e se desenvolva nossa capacidade de apreciar retamente os tantos pontos em comum que temos, graças a Deus.

É importante e imprescindível que os cristãos, no âmbito ecumênico, trabalhem em duas frentes: uma, na busca de uma verdadeira prática do amor recíproco, que deve sempre distinguir os discípulos do Senhor. Sem isso não há cristianismo. A outra, a paciente e sincera procura da verdade, até que cheguemos todos, um dia, àquela unidade que o Senhor desejou para a sua Igreja, quando todos os que são ornados com o precioso nome de cristão, comerão do mesmo Pão eucarístico e beberão do mesmo Cálice do Senhor. Até lá, sejamos verdadeiros católicos, sendo gratos ao Senhor que, sem nenhum mérito nosso, nos deu a graça de perseverar na sua santa Igreja, católica e apostólica.

Fonte:http://costa_hs.blog.uol.com.br/index.html

14 de jun. de 2011

Igreja e igrejas: a doutrina católica

DO SITE DE D.HENRIQUE SOARES


Caro Internauta, A Congregação para a Doutrina da Fé, por ordem de Bento XVI, tornou público um pequeno e precioso documento contendo respostas a algumas questões sobre a Igreja. Não há aí nada de novo. Pelo contrário: deseja-se somente reafirmar a doutrina do Concílio Vaticano II que muitos, em nome do Concílio, insistem em deturpar e até mesmo negar. Vou comentar cada parágrafo porque é muito importante que todo católico compreenda bem! Um consolo que tenho é que, lendo os textos deste blog e do site, você encontrará a mesmíssima doutrina! É meu propósito: servir fielmente à Igreja, ajudando os irmãos a bem compreender e viver a riqueza de nossa fé...

É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen Gentium quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).
O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambigüidade.

Observação minha: Observe bem qual a preocupação da Santa Sé: apesar de o Magistério ter feito várias intervenções neste período pós-conciliar, há vários teólogos que insistem em sustentar teses confusas, ambíguas e até contrárias à doutrina católica. Basta recordar o quanto criticaram a Dominus Iesus. No entanto, não adianta delirar! A doutrina católica sobre a Igreja é exatamente a que vai apresentada a seguir!

Primeira questão: Terá o Concílio Ecumênico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
Resposta: O Concílio Ecumênico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.
Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no ato de promulgação da Constituição Lumen Gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas em nível de vida, agora também se exprime claramente em nível de doutrina; o que até agora era objeto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura". Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.

Observação minha: Aqui, se procura explicar que a doutrina católica não foi modificada pelo Vaticano II. Uma coisa é o progresso, o desenvolvimento orgânico da doutrina – que sempre houve e haverá na história da Igreja; outra, bem diferente é a adulteração, a modificação! A Congregação para a Doutrina da Fé procura, portanto, deixar claro que a eclesiologia do Vaticano II deve ser interpretada à luz da perene Tradição da Igreja. Como Bento XVI tanto insiste, o Vaticano II não foi uma ruptura nem uma revolução, mas um progresso na vida e na fé da Igreja de Cristo.

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?
Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual", que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele".
Na Constituição dogmática Lumen Gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica.

Observação minha: Muito bem articulada, muito equilibrada esta resposta! Vejamos: (1) Explica que a Igreja de Cristo subsiste única e exclusivamente na Igreja católica (aquela que está em comunhão com o Sucessor de Pedro e os Bispos em comunhão com ele); (2) esclarece o que significa “subsistir”: é a perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo para a sua Igreja. O decreto Unitatis Redintegratio, do Vaticano II, diz quais são esses elementos. Eis alguns: a profissão de fé em Jesus como Senhor e Salvador, a fé na Trindade, a Palavra de Deus ouvida e proclamada segundo a Tradição apostólica, os sacramentos, de modo particular o Batismos e a Eucaristia, a sucessão apostólica dos Bispos, o ministério petrino, a veneração da virgem Maria e dos Santos de Cristo, a vida da graça, a caridade fraterna, os dons e carismas do Espírito Santo, o martírio, o zelo missionário, a esperança na vida eterna... Todos estes elementos fazem parte da Igreja de Cristo e nela não podem faltar. Ora, somente na Igreja católica eles se encontram na sua totalidade. (3) Esta resposta faz eco também à Declaração Dominus Iesus, que ensina não ser possível falar em vários graus de subsistência: a subsistência é uma só e plena. Em outras palavras: A Igreja de Cristo subsiste, permanece, continua de modo completo somente na Igreja católica!

Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no fato de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica".
"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica".

Observação minha: Note-se o compromisso com a verdade e, ao mesmo tempo, a delicadeza ecumênica desta resposta. Primeiro, o texto explica que tanto faria dizer: “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica” quanto “A Igreja de Cristo é a Igreja católica”. A questão é que afirmar simplesmente “é” torna mais difícil compreender como fora da sua unidade visível possam existir elementos eclesiais. O “subsiste” é mais compatível com a doutrina segundo a qual fora da unidade da Igreja católica há elementos de salvação. Em segundo lugar, o texto deixa claro que o Espírito Santo utiliza também as comunidades não católicas na obra da salvação. Tudo quanto essas comunidades possuam de realmente eclesial deriva da plenitude católica e a ela conduzem!

Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecumênico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e, sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos", merecem o título de "Igrejas particulares ou locais", e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.
"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce". Como, porém, a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.

Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subseqüente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio.

Observação minha: Aqui, nestas duas últimas perguntas, é importante reter o seguinte: (a) Os católicos denominam “igrejas” em sentido teológico somente aquelas comunidades que conservaram a plena sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. É o caso das Igrejas particulares (dioceses) ortodoxas e vétero-católicas. Teologicamente, não existe um Igreja ortodoxa, mas Igrejas (dioceses) ortodoxas, que não estão em comunhão plena com o Bispo de Roma e, assim, não estão na plena unidade da Igreja de Cristo. Têm elas uma ferida grave: falta-lhes o ministério petrino, que Cristo quis na sua Igreja. (b) Os católicos denominam “comunidades eclesiais” aquelas denominações surgidas da Reforma Protestante: faltam-lhes a sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. Ora, sem o ministério ordenado na sua plenitude e sem a Eucaristia não há Igreja; há comunidades que possuem elementos da Igreja de Cristo! (c) É digno de nota que o texto esclarece que também a Igreja católica se ressente de tais divisões, pois que são um obstáculo à sua plena realização na história. O ecumenismo, busca da unidade visível de todos os cristãos, é, pois, uma necessidade também para o bem dos católicos.

Fonte: http://www.domhenrique.com.br

2 de mai. de 2011

A verdade e a caridade

A verdade é a caridade são duas virtudes fundamentais para a nossa salvação. Uma não pode ser vivida sem a outra, desprezando a outra, pois uma perde o seu valor se não observar a outra. Sem verdade não há verdadeira caridade e não pode haver salvação.

São Paulo disse que "a caridade é o vínculo da perfeição" (Col 3, 4) "A ciência incha mas a caridade edifica" (1Cor 8,1) "A caridade não pratica o mal contra o próximo. Portanto, a caridade é o pleno cumprimento da lei" (Rom 13, 10) "Tudo o que fazeis, fazei-o na caridade" (1 Cor 16, 14); "Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo." (Ef 4, 15).

São Paulo mostra a excelência da caridade: "Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada." (1 Cor 13, 2).

Se "Deus é amor", como disse São João, da mesma foram Ele é a Verdade. "Eu sou a Verdade" (Jo 14,6). O Antigo Testamento atesta: Deus é fonte de toda verdade (Pr 8,7; 2Rs 7,28). Sua Palavra é verdade. Deus é "veraz" (Rm 3,4). Em Jesus Cristo, a verdade de Deus se manifestou plenamente. "Cheio de graça e verdade" (Jo 1,14), Ele é a "luz do mundo" (Jo 8,12). "Para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas" (Jo 12,46).

São Paulo disse a SãoTimóteo que "Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. O nosso Catecismo afirma com todas as letras: "A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito de verdade já estão no caminho da salvação; mas a Igreja, a quem esta verdade foi confiada, deve ir ao encontro do seu anseio levando-lhes a mesma verdade." (CIC §851)

"A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade" (1Tm 3,15); Paulo deixa claro para Timóteo. Sem a Igreja o edifício da verdade não para de pé. Por isso recomenda ao seu precioso bispo que guarde com zelo o bom "depósito da fé" (fidei depositum). "Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós." (II Timóteo 1,14).

O mesmo recomenda ao bispo SãoTito: "... firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem." (Tito 1,9).
"O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina." (Tito 2,1). "... e mostra-te em tudo modelo de bom comportamento: pela integridade na doutrina, gravidade" (Tito 2,7).

Sem esta "sã doutrina" não existe salvação. Quando Jesus terminou o discurso... "a multidão ficou impressionada com a sua doutrina" (Mt 7,28). E ele recomendava: "Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas". (Mt 11,29)

Os discípulos viviam segundo esta verdade de Deus. "Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações". (At 2, 42)

Jesus mostrou toda a força da verdade. "Mas aquele que pratica a verdade, vem para a luz. Torna-se assim claro que as suas obras são feitas em Deus." (Jo 3, 21)
"Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade (Jo 4, 23-24). Por isso a Igreja ensina a "lex credendi, lex orandi" (como se crê se reza). "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo 8,23).

Jesus mostrou o perigo de se desviar da verdade, porque a mentira vem do Mal: "Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira." (Jo 8,44)

Muitos não quiseram ouvir a verdade de Jesus,como hoje: "Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes. Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? (Jo 8,46)

Jesus mostrou aos discípulos na última Ceia, que o Espírito Santo é a fonte da Verdade; e é Ele que conduzirá a Igreja `a "plenitude da verdade" em relação à doutrina.
"É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.' (Jo 14, 17)

"Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim" (Jo 15, 26). "Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade" (Jo 16, 13).

A verdade de Jesus santifica: "Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade" (Jo 17,17). "Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade" (Jo 17,19). Por tudo isso, Jesus veio ao mundo para dar testemunho da verdade: "Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz" (Jo 18,37).

Muitos querem apenas o "Deus que é Amor", mas se esquecem do Deus que é também a Verdade. Esta é uma "porta estreita " que muitos não querem entrar, mas é a "porta da vida". (Mt 7,13). A Igreja é muitas vezes criticada exatamente porque não abre mão da verdade. Não aceita fazer a caridade sem observar a verdade. Paulo VI disse que o mal do mundo é "propor soluções fáceis para problemas difíceis". São soluções que não resistem a uma análise ética e moral porque não respeitam a verdade revelada.

Santo Agostinho recomendava com sua sabedoria e santidade: "Não se imponha a verdade sem caridade, mas não se sacrifique a verdade em nome da caridade".

A verdade norteia o bom uso da caridade, para que ela não se desvirtue. Não se pode "fazer o bem através de um fim mal", ensinava São Tomás de Aquino. Não se pode, por exemplo, usar o narcotráfico para arrecadar fundos para a caridade. Não se pode usar uma "camisinha" para evitar a AIDS ou fazer contracepção, porque o meio é mau. Não se pode promover a justiça através da luta de classes, do desrespeito às leis. Os fins não justificam os meios. E isto acontece quando a caridade é vivida sem observar a verdade.

Sem a verdade a caridade é falsa, e não pode haver salvação.


Prof. Felipe Aquino

Extraído de: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=93&scat=178&id=2913

23 de mar. de 2011

Tantos ateus, tão pouco tempo

O pastor protestante William Craig traz neste capítulo dicas importantes para lidarmos com o ateísmo.


Pessoalmente, gosto muito deste pastor. Apesar de ser protestante, ele elucida questões que os ateus levantam com a arte da razão. Neste vídeo aqui e neste outro, Craig mostra como é possível mostrar, racionalmente, a existência de Deus e Seu poder!

Não deixe de ler e assistir! Temos que separar um minutinho do nosso dia para nos dedicarmos ao Trabalho Apologético. Com orações e estudos, poderemos ser como Santo Tomás, Santo Agostinho, São Bernardo de Claraval e tantos outros santos que souberem usar de sua inteligência para defender as verdades evangélicas.

Pax!

8 de mar. de 2011

Feliz Dia Internacional da Mulher Comunista

Hoje é 08 de Março. Bem como nos outros dias comemorativos, as mulheres ganham presentinhos, são veneradas e reverenciadas com o máximo respeito, ouvem poesias, músicas... Tudo isso até às 00h. Depois disso, bem... voltam à sua vida pacata esperando o Dia das Mães, data mais próxima em que o Mercado irá lembrar-se em dedicar à mulher mais uma homenagenzinha. Claro que esse pensamento serve para as mulheres que vivem de presentes, que pensam que o reconhecimento se dá pelo o que a televisão quer transmitir. Àquelas que sabem seu real valor, este dia - e todos os outros dias comemorativos - de nada conta, afinal, são mulheres diariamente, mãe 24h, esposas, estudantes, trabalhadoras...



Pena que o que muito de nós, mulheres, não sabemos, é que este dia internacional da mulher é, na verdade, um dia da mulher Comunista. Isso não sou eu quem digo, mas a História.

Conta-nos, aliás, esta História, que mulheres operárias que viviam em um regime quase que escravo resolveram rebelar-se, contrariando a decisão do Partido Socialista, que não via naquele momento uma oportunidade para greve. Mas a mulherada não quis saber: colocaram a boca no trambone. Foram assassinadas e suas mortes estouraram a Revolução Russa.

Claro que o que conto é a grosso modo, porém, você pode ler mais no artigo de Eva Alterman ou do Partido Democrático Trabalhista. Aliás, lendo-os, você verá que este papo de mulherada queimada está mais pra mito do que verdade. Ou melhor: está mais para tornar o Comunismo/Feminismo em Movimentos/Ideologias heróicas sob intuito de esconder as mentiras que sempre nos contam.

Então, o que posso desejar às mulheres hoje? Tudo o que desejo diariamente: que sejam felizes, que dediquem-se diariamente às suas tarefas, que honrem-se e que não se vendam às mentiras ideológicas.

Termino deixando este vídeo . Creio que todas as mulheres que assistirem, de alguma forma, se identificarão muito mais que qualquer dia da Mulher Comunista.

Pax!


25 de fev. de 2011

Notícias que a mídia abafa

Qualquer estudante de Jornalismo pode ressaltar que, na Colação de Grau, juram pela verdade e nada publicarão de maneira tendenciosa. Serão sempre neutros e noticiarão em nome da Justiça e da Ética. Óbvio que isso, na realidade, não existe. Até existe, mas são pouquíssimos (e estes quase não têm ibope, infelizmente). Já está escarrado em nossas caras a imprensa marrom, a falta de neutralidade nas notícias, bem como a maneira de subverter a verdade em prol do dinheiro.

Na atualidade, nunca se falou tanto em "direitos humanos". E neste campo, tudo o que é tido como religioso (leia-se católico) é contra estes direitos, a saber: aborto, casamento homossexual e adoção por pares homos, anticoncepcionais artificiais, etc. Para afirmar na imprensa que devemos ser contra estes princípios, os jornais não se cansam de trazer notícias de pedofilia, homossexualismo ou qualquer outro escândalo que envolva o Clero - passando a imagem de que só no Clero é que existam coisas do tipo. Mas por que a mídia se cala, literalmente abafa notícias que "desfavoreceriam" os que rogam pelos direitos "humanos"?

Enquanto a mídia escancara a matéria em que a Academia Islâmica exige do Papa Bento XVI pedido de desculpas pelas Cruzadas (é, as Cruzadas, aquilo que salvou a Terra Santa de um muçulmanismo total, e que por meio delas chegou até nós a Cultura, a Ciência - toda a sorte de Ciência -, a Filosofia, a Literatura, a Música, a Universidade, bem como a liberdade de crer em que quiser, e não apenas em Alá); a mídia abafou a morte do médico ginecologista norte-americano Bernard Nathanson, que tornou-se militante pró-vida após abortar cinco mil crianças. Sua história é belíssima. Este homem se converteu após assistir pelo ultrassom um de seus abortos. Ao ver que a criança lutava para sobreviver, sentiu-se tão culpado que mudou de lado imediatamente. Morreu defendendo as causas evangélicas e a vida. Apenas o jornal Gazeta do Povo midiou (porque o jornalista é católico!). E a Globo? Record? Folha de São Paulo? Nothing. E por que? Porque se liberamos uma notícia dessas, permitimos que a população pense (e pensar nunca é bom para eles, os "donos do mundo") que o aborto pode ser re-pensado como um crime, e não como um direito da mulher que carrega o bebê. Do you know me?

Outro fato que a mídia não noticiou foi o assassinato de um menino de 6 anos por um par de gays. Segundo a matéria, o menino morreu após seus "pais" o obrigarem a relacionar-se sexualmente com eles. Você se lembra de ter lido isso em algum jornal? Ouviu no rádio, talvez? Na televisão? Não...

Que coisa, não?

O objetivo deste artigo não é safar os sem-vergonhas que estão dentro da Igreja. Há, de fato, muita maçã podre. Porém, o que eu quero - e é o que eu realmente quero - é que a mídia seja um instrumento da verdade. Já está exaustivo perceber que o sensacionalismo, que a necessidade de re-transmitir matérias que inibam o pensamento crítico seja o motor da imprensa. Queremos algo realmente verdadeiro, que fale a verdade, que noticie a justiça e que abandone a mentira em nome do dinheiro, pois se continuar assim, nós, cristãos, teremos apenas dois nomes: o de homofóbicos e o de preconceituosos.

Que São Francisco de Salles e Santa Joana de Chantal, padroeiros dos jornalistas, roguem por nós e pela verdade.


Pax.