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7 de ago. de 2012

Brasil Sem Aborto lança Campanha Nacional “Municípios em Defesa da Vida”




 “A vida depende do seu voto!”, com este lema o movimento nacional da cidadania pela vida (Brasil sem aborto) lançou recentemente um comunicado aos partidos políticos visando a divulgação dos nomes de candidatos pró-vida para que os eleitores conheçam os candidatos que abertamente defenderão a vida se forem eleitos, assinando um termo de compromisso com a defesa da vida.

A carta redigida em Brasília no dia 11 de Julho se dirige “aos Presidentes dos Diretórios Municipais dos Partidos Políticos Brasileiros”.

“O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto comunica a todos os Presidentes dos Diretórios Municipal, Estadual e Nacional de todos os partidos políticos brasileiros que foi lançada a 2ª Edição da Campanha Nacional “Municípios em Defesa da Vida”, tendo como slogan “A VIDA depende do seu VOTO””, afirma a missiva. 

Segundo explica o texto do movimento pró-vida brasileira “essa campanha visa conscientizar os eleitores brasileiros da importância de levarem em consideração, dentre os critérios que devem nortear a escolha de seus candidatos, um de fundamental importância: a promoção e defesa da vida – desde a concepção, uma vez que o direito à vida é o primeiro e o mais fundamental de todos os direitos humanos”.

“Eleger prefeitos (as) e vereadores (as) comprometidos com esta causa constitui uma das prioridades do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, pois os futuros prefeitos (as) e vereadores (as) poderão contribuir muito para a implementação de políticas públicas de apoio à maternidade, assegurando às gestantes brasileiras direitos como pré-natal, acompanhamento ginecológico e obstétrico, principalmente às mulheres pobres de nosso país que querem ter seus filhos de maneira segura e digna”, afirma também a carta do movimento Brasil Sem Aborto. 

A nota recorda que “os políticos que exercem mandatos no âmbito municipal futuramente poderão ser deputados federais, senadores, secretários estaduais e ministros da administração federal, levando para estas instâncias o seu compromisso de promoção e defesa da vida – desde a concepção. Eles também constituem base política fundamental dos membros do Congresso Nacional e da Administração Federal, formando elos importantes para a luta contra a descriminalização/legalização do aborto no Brasil”.

“Deste modo, o Movimento Brasil Sem Aborto, através de seus Comitês Estaduais e/ou Municipais, ou por meio de grupos pró-vida organizados no âmbito municipal, está fazendo o trabalho de identificação de possíveis candidatos e candidatas aos dois cargos em disputa nestas eleições que desejem assinar Termo de Compromisso com firma reconhecida em cartório, conforme texto anexo. Uma vez assinado o referido termo de compromisso, o nome do candidato (a) a prefeito (a) ou vereador (a) constará do site do movimento www.brasilsemaborto.com.br possibilitando aos eleitores o acesso aos candidatos pela vida nestas eleições”, informam os pró-vidas brasileiros.

“Solicitamos aos presidentes dos diretórios partidários, em âmbito municipal, que façam chegar a todos os candidatos e candidatas de seu partido ou coligação este comunicado, a fim de que todos possam dele ter conhecimento. Os que desejarem aderir a esta Campanha “Municípios em defesa da Vida” - “A VIDA depende do seu VOTO” devem assinar o Termo de Compromisso, obter o reconhecimento de firma em cartório, enviar digitalizado através do email: cidadaniapelavida@gmail.

A carta leva a assinatura da Dra. Lenise Garcia, Presidente Nacional do Brasil sem Aborto, de Jaime Ferreira Lopes, Vice-Presidente Nacional Executivo e de Damares Alves, Secretária Geral do Movimento.

26 de jan. de 2012

Os pecados contra o Espírito Santo


Além dos pecados mortais (pecados graves) e dos pecados veniais (pecados leves), há uma outra qualificação de pecados justamente por serem pecados especiais e com um alcance de malicia diferenciado... Irei tratar mais abaixo dessa qualificativa diferenciada.

Os pecados mortais (que são pecados graves) nos afastam de Deus e nos levam ao inferno. Somente através de uma boa confissão é que somos perdoados. Para se fazer uma boa confissão é preciso ter fé que o padre tem o poder de absolver-te (poder esse dado pelo próprio Jesus Cristo: Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos - São João 20, versículo 23). É preciso também estar arrependido de ter pecado e prometer nunca mais faze-lo novamente.

Os pecados veniais (que são pecados leves, como, por exemplo, uma pequena mentira, que não prejudique ninguém, uma gulodice que não traga prejuízos sérios à saúde, etc...) também nos afasta de Deus, mas não merecemos o inferno por causa deles, por que são culpas leves. Se morrermos com pecados veniais, iremos pagar nossas culpas no purgatório, e depois iremos ao céu. Sendo Deus puríssimo, inadmissível que se fique em Sua Divina presença com alguma mancha por menor que seja. Os pecados veniais são perdoados rezando-se um Ato de Contrição, ou com arrependimento praticando um outro ato de piedade.

Mas no entanto, por causa do alto grau de malícia que existe em alguns tipos de pecados, recebem um outro tipo de qualificação. Como, por exemplo, “Pecados que Bradam aos Céus e clamam a Deus por vingança” (homicídio voluntário, por exemplo).

Mas hoje, em especial, irei tratar dos PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO para os quais não há perdão.

Os pecados contra o Espírito Santo são seis, e chamam-se estes pecados particularmente pecados contra o Espírito Santo, porque se cometem por pura malícia, o que é contrário à bondade que se atribui ao Espírito Santo (Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã de São Pio X):

1º - Desespero de salvação: Ocorre quando a pessoa já pecou tanto que entra em desespero achando que não há mais salvação para ela. Fica convencida de que não há mais solução e que seu destino é o inferno. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACREDITA QUE NÃO ADIANTA, E QUE ESTÁ DEFINITIVAMENTE CONDENADA.

2º - Presunção de salvação sem merecimento: Ocorre quando a pessoa se acha muito virtuosa que pensa que já está no céu e por isso por mais que possa ter feito algum pecado, Deus lhe perdoará. Implica num sentimento de orgulho achando de que está salva pelo que já fez na vida. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA DESNECESSÁRIO; ACREDITA QUE JÁ ESTÁ SALVA.

3º - Negar a verdade conhecida como tal: Ocorre quando a pessoa se julga “dona da verdade” e por isso não aceita as verdades da fé por puro orgulho. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE NÃO HÁ NADA A SE CONFESSAR. NEM CONSIDERA O PECADO DE DUVIDAR DAS VERDADES DA FÉ, OU MESMO NEGAR AS VERDADES DA FÉ. A PESSOA ACHA QUE ESTÁ CERTA E QUE ESSA CERTEZA É ABSOLUTA. CONSIDERA QUE SABE MAIS DO QUE A PRÓPRIA IGREJA E COM ISSO NEGA QUE O ESPÍRITO SANTO AUXILIA O SAGRADO MAGISTÉRIO DA IGREJA.

4º - Inveja da graça fraterna: Ocorre quando a pessoa tem inveja da graça que Deus dá a outrem. O invejoso irrita-se por que o seu próximo conseguiu algo de bom e por isso revolta-se contra Deus. É o caso de Caim e Abel. Caim matou Abel por inveja. NOTE-SE QUE NESTE CASO A PESSOA NÃO SE CONFESSA POR QUE ESTÁ REVOLTADA CONTRA DEUS E NÃO HÁ ARREPENDIMENTO EM SEU CORAÇÃO.

5º - A obstinação no pecado: É quem peca não por fraqueza, mas por malícia. Peca não por que simplesmente teve tentação, mas por que AMA pecar. ORA, SE AMA PECAR, NÃO SE CONFESSA, POR QUE QUER CONTINUAR NO PECADO.

6º - A Impenitência final: Não é difícil de entender este pecado, pois uma pessoa que vem pecando a vida inteira, no final de sua existência continua sendo impenitente e não arrependido de tudo o que fez de mal. É a suprema e final rejeição à Deus. Mesmo estando no fim da vida e sabendo que vai morrer, a pessoa não quer mudar de vida. ESTA NÃO SE CONFESSA POR QUE REJEITA DEUS ATÉ NESTA HORA EXTREMA.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Como pode se ver, os pecados contra o Espírito Santo são pecados de pura malícia, não de fraqueza, ou seja, a vontade da pessoa está endurecida de uma tal forma que ela JAMAIS SE CONFESSARÁ por que NÃO QUER SE CONFESSAR. Deus dá a todos a chance de se salvar e ir ao céu, mas quem peca contra o Espírito Santo não quer sair da situação em que se encontra, então Deus não pode salvar quem não quer se salvar, e por isso mesmo não tem perdão.

O QUE DIFERENCIA OS PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO DE OUTROS PECADOS É A VONTADE DA PESSOA, NÃO O ATO EM SÍ... OU SEJA, É A VONTADE QUE FAZ COM QUE A PESSOA NÃO QUEIRA MUDAR DE VIDA. Por isso se peca contra o Espírito Santo por ato de pura malícia, não por mera fraqueza.

Fonte: http://almascastelos.blogspot.com

2 de abr. de 2011

Inferno segundo Santa Teresa de Ávila

"Trabalhai na vossa salvação com temor e tremor" (Fil  2,12)


Amigos,

O texto abaixo traz uma excelente reflexão de Santa Teresa de Ávila a respeito da existência do Inferno. Foi feita a partir de uma experiência que ela teve. É de suma importância a leitura e a meditação de todos, principalmente nestes tempos quaresmais.


                                                                      


Havia muito tempo que o Senhor me fazia muitas graças, já referidas, e outras ainda maiores, quando um dia, estando em oração, achei-me subitamente, ao que me parecia, metida de corpo e alma no Inferno.



Entendi que o Senhor queria fazer-me ver o lugar que os demônios aí me haviam preparado, e eu merecera por meus pecados. Durou brevíssimo tempo; contudo, ainda que vivesse muitos anos, acho impossível esquecê-lo.

A entrada pareceu-me um túnel longo e estreito, semelhante a um forno muito baixo, escuro e apertado. O chão tinha aparência de lama, ou antes, de lodo sujíssimo e de odor pestilencial, cheio de répteis venenosos.
No fundo, havia uma concavidade aberta na parede, como um armário, onde me vi encerrada de maneira muito apertada.



2. O tormento interior é tal, que não há palavras para o definir, nem se entende como é realmente. Na alma, senti tal fogo, que não tenho capacidade para o descrever. No corpo, eram incomparáveis as dores! Tenho passado nesta vida dores gravíssimas, e, no dizer dos médicos, são as maiores que se podem suportar; como, por exemplo, quando se encolheram todos os meus nervos, ao ponto de ficar tolhida. Já não falo de outras muitas dores de diversos gêneros, e até algumas causadas (diretamente) pelo Demônio. No entanto, posso afirmar que tudo isso foi nada, em comparação do que ali experimentei. E o pior era saber que isto seria sem fim, sem jamais cessar!



Sim, repito, tudo o mais pode chamar-se nada, em relação ao agonizar da alma.



É um aperto, um afogamento, uma aflição tão intensa, e acompanhada duma tristeza tão desesperada e pungente, que não sei como posso explicar semelhante estado! Compará-lo à sensação de que nos estão sempre a arrancar a alma, é pouco, pois, em tal caso, seria como se alguém nos acabasse com a vida.



Aqui (no Inferno), é a própria alma que se despedaça.



O fato é que não sei como descrever aquele fogo interior e aquele desespero, que se sobrepõem a tão grandes tormentos! Eu não via quem os provocava, mas sentia-me queimar e retalhar. Piores, repito, são aquele fogo e aquele desespero que me consumiam interiormente!



Em lugar tão pestilencial, sem esperar consolo, é impossível sentar-se, ou deitar-se, nem há espaço para tal. Puseram-me numa espécie de fenda cavada na muralha. As próprias paredes, espantosas à vista, oprimem, e tudo ali sufoca. Por toda a parte, trevas escuríssimas; não há luz. Não entendo como, sem claridade, se enxerga tudo, causando dor nos olhos... Nesta ocasião, o Senhor não quis que eu visse mais de tudo aquilo que há no Inferno.



3. Noutra visão, vi coisas horripilantes acerca do castigo de alguns vícios. Pareceram-me muito mais horrorosas à vista! Como não sentia tais penas, não me causaram tanto temor como na primeira visão, na qual o Senhor quis que eu verdadeiramente sentisse aquelas torturas e aquela aflição de espírito, como se o corpo as estivesse padecendo. Como foi isso, não sei, mas bem entendi ser grande graça do Senhor querer que eu visse, com os meus olhos, aquilo que a Sua Misericórdia me havia livrado.



Verdadeiramente, é nada ouvir discorrer, ou ainda meditar, sobre a diversidade dos tormentos, como eu doutras vezes havia feito, embora raramente. A feição da minha alma não é ser levada pelo temor. Lia que os demónios atenazam as almas e lhes infligem outros suplícios. Tudo isso é nada, comparado com as verdadeiras penas, que são muito diferentes. Numa palavra, são tão diferentes (para pior) quanto o esboço é diferente da realidade.
Queimar-se aqui na Terra é sofrimento muito leve, em comparação com aquele fogo do Inferno.




4. Fiquei tão aterrorizada, e ainda agora o estou enquanto escrevo, apesar de terem decorrido já quase seis anos! De tanto temor, tenho a impressão de ficar gelada.



Desde então, ao que me recordo, cada vez que tenho sofrimentos ou dores, tudo o que se pode passar na Terra me parece nada. Penso que, em parte, nos queixamos sem motivo.



Foi esta, repito, uma das maiores graças que o Senhor me fez.



Valeu-me imensamente, quer para perder o medo quanto às tribulações e contradições desta vida, quer para me esforçar a padecê-las, e para dar graças ao Senhor por me ter livrado, ao que agora me parece, de males tão perpétuos e terríveis!


22 de mar. de 2011

Exercício quaresmal: Meditação sobre a morte e o inferno.


Hoje a Igreja sofre pela ausencia de pregadores que falam sobre os novíssimos, isto é um problema sério, pois o céu, o inferno ou o purgatório será o destino de todas as almas. Quero partilhar este artigo de um estudante que desconheço o nome, é um texto que nos remete a pensar no desespero eterno que será o inferno. Desde já aviso que o artigo vai levar o leitor a imaginar coisas terríveis, realidades que prefiguram o que será o inferno. Além disto o autor nos faz pensar na morte, é um texto muito rico em espiritualidade.
Que o texto seja para você um material de reflexão, oração e conversão.

O artigo :

Na Universidade de Direito, estudando sobre Medicina Legal, acabei encontrando na Biblioteca o livro “Preparação para a Morte” de Santo Afonso de Ligório. A leitura do livro me causou muito interesse, pois eu estava fazendo um trabalho sobre tanatologia (estágios de decomposição do cadáver). O livro sacode a alma mais tíbia e despreocupada.

Pulvis es et in pulverem reverteris.
És pó e em pó te hás de tornar (Gn 3,19)


Nada melhor para fazer bem a alma do que lembrar os novíssimos do homem. Lê-se muito nos livros de piedade que as pessoas que vão para o inferno sentem sofrimentos segundo os seus pecados. Ferros em brasa atravessando a língua do blasfemador e do mentiroso, animais que mordem continuamente as partes do corpo que serviram para o pecado, sapos que grudam nos olhos dos que tiveram maus olhares, etc.

Tudo isso é terrível. Como seria isso na realidade? Como seria o inferno? Nada melhor do que a Tanatologia para meditar no Inferno, nada melhor do que ler Santo Afonso de Ligório.

Considera que és pó e que em pó te hás de converter. Virá o dia em que será preciso morrer e apodrecer num fosso, onde ficarás coberto de vermes. A todos, nobres e plebeus, príncipes ou vassalos, estará reservada a mesma sorte. Logo que a alma, com o último suspiro, sair do corpo, passará à eternidade, e o corpo se reduzirá a pó.
Imagina que estás em presença de uma pessoa que acaba de expirar. Contempla aquele cadáver, estendido ainda em seu leito mortuário: a cabeça inclinada sobre o peito; o cabelo em desalinho e banhado ainda em suores da morte, os olhos encovados, as faces descarnadas, o rosto acinzentado, os lábios e a língua cor de chumbo; hirto e pesado o corpo. Treme e empalidece quem o vê. Quantas pessoas, à vista de um parente ou amigo morto, mudaram de vida e abandonaram o mundo.
É ainda mais horrível o aspecto do cadáver quando começa a corromper-se. Nem um dia se passou após o falecimento daquele jovem, e já se percebe o mau cheiro. É preciso abrir as janelas e queimar incenso; é mister que prontamente levem o defunto à igreja, ou ao cemitério, e o entreguem à terra para que não infeccione toda a casa. Mesmo que aquele corpo tenha pertencido a um nobre ou potentado, não servirá senão para que exale ainda fetidez mais insuportável, — disse um autor.
Vês o estado a que chegou aquele soberbo, aquele dissoluto! Ainda há pouco, via-se acolhido e cortejado pela sociedade; agora tornou-se o horror e o espanto de quem o contempla. Os parentes apressam-se a afastá-lo de casa e pagam aos coveiros para que o encerrem em um esquife e lhe dêem sepultura. Há bem poucos instantes ainda se apregoava a fama, o talento, a finura, a polidez e a graça desse homem; mas apenas está morto, nem sua lembrança se conserva. (Santo Afonso de Ligório – “Preparação para a morte”)

Voltemos para a ciência, para os estudos, para a Tanatologia... e meditemos:

O corpo morto enrijece aos poucos. Todos os amigos e parentes choram e rezam ao redor do finado que está bem ajeitado na urna funerária e rodeado de flores. Fecha-se o caixão. Tudo terminou – diriam.
Errado. Aí é que tudo começa.

Depois de 24 horas, o corpo que estava totalmente rígido, começa a amolecer novamente na mesma ordem que enrijeceu. As unhas e o cabelo ainda crescem. As células nervosas do cérebro ainda lampejam alguma fagulha, de vez em quando. Imagine se, para nosso próprio castigo, Deus permitisse que a alma sentisse o próprio corpo sendo corrompido. Ou seria pior se nosso corpo pudesse na imobilidade e no silêncio, sentir a própria corrupção? Você consegue imaginar isso? Vamos adiante então. Imaginemos que Deus permitisse isso.
Quem é que nunca esperou 15 minutos ou meia hora e achou que estava esperando muito? Um dia, uma semana, um ano, fechado na sua tumba é como uma eternidade... sem fim...

Quem é que nunca sentiu, ao adormecer, uma mosca pousando na ponta do nariz. A reação é imediata: abana-se a mão para espanta-la.
No caixão, você não pode se mexer. Não pode gritar. Mas milhares de insetos e vermes se arrastando sobre você, entrando e saindo por todos os orifícios do seu corpo, e você não pode fazer absolutamente nada, mas tudo sente... Imaginemos isso... E isso com a sensação de ficar lá por toda a eternidade, pois o tempo não passa, o tormento parece eterno. Vermes de todos os tipos e tamanhos... os mais asquerosos.

Alguém já sentiu frio e não tinha agasalho?

No caixão o frio é mortal. Na hora da morte o frio vem de dentro para fora. E você, não pode nem se arrepiar, não pode se abraçar e nem se encolher...

Gosta de perfumes? Detesta mal cheiro?
O pior odor que existe neste mundo é o do cadáver em decomposição. Esse odor CHAMA-SE CADAVERINA. É tão forte, tão insuportável, que cientistas já pensaram até em utiliza-lo como elemento de bomba química. Não há odor pior que se tenha conhecimento. Você não pode respirar, mas no entanto sente na escuridão o fim de toda a vaidade.

Depois de destruídos nossas entranhas, não há mais orifícios para expelir os gases da putrefação. Os vermes transformaram nosso interior numa pasta podre. Essa massa continua formando gás... o gás da putrefação. O corpo incha e se deforma. Por onde então serão expelidos esses gases? Como um castigo para os que tiveram maus olhares, as pálpebras se abrem e os olhos ficam esbugalhados, opacos, mas como que Deus obrigasse a você ver o horror de seus próprios pecados, e você não pode fechar seus olhos. Então a língua começa a ser expelida até quanto pode ser. E nesse aspecto horrível os insetos e vermes que mordem sua língua lembram o quanto você pecou pelas palavras proferidas. O abdômen incha, criam-se pústulas... e explodem, o corpo se abre e derrama o líquido fedorento... Os olhos que ainda não foram devorados, mas estão opacos, de forma confusa tudo vêem.

Já imaginou sentir tudo isso?
E pense que isso não é nem o começo do inferno...
“Descanse em paz”



Fonte que retirei o artigo: http://ograndecombate.blogspot.com/