Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

Mostrando postagens com marcador Jejum. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jejum. Mostrar todas as postagens

21 de fev. de 2012

Vídeo Comentário do I Domingo da Quaresma 26/02/2012


Caros amigos, neste I Domingo da Quaresma, contemplamos o Evangelho de Marcos 1,12-15, um Evangelho muito forte que nos faz refletir também sobre o nosso deserto, sobre as nossas tentações, e o porque de cada uma delas..... Meditaremos também neste vídeo como iniciar bem a nossa quaresma... para meditar mais, assista o vídeo. Caso não abrir, clique no link: http://pt.gloria.tv/?media=258685

21 de mar. de 2011

Quando se faz necessário quebrar o jejum

Às vezes acontece de, durante tempos em que estamos jejuando longamente - como na Quaresma - quebrarmos o jejum, não por desejo ou esquecimento, mas por uma ocasião. Como devemos agir?

Fonte Foto: blog da canção nova

Já houve épocas em que eu enlouquecia com estas questões. Um caso era quando eu jejuava carne às sextas-feiras, mas meu marido, não. Como eu saberia se a carne estaria boa, com o tempero em ponto? Acabava que, ao provar, eu comia a carne e meu jejum ia por água abaixo.

Porém, como Deus é misericordioso, um dia, um padre, após a confissão, explicou-me sobre isso e repasso agora a vocês.

Quando estamos jejuando, o Senhor Jesus pediu que não fizéssemos cara feia a fim de que as pessoas notem que estamos jejuando, mas sim que estampássemos a alegria no rosto para que ninguém perceba. Logo, se os seus familiares sabem que você costuma praticar o jejum, eles não se sentirão constrangidos quando você não comer carne ou qualquer outra coisa que você esteja abstendo por uma causa. No entanto, se é você quem cozinha e precisa provar justamente aquele alimento que decidiu jejuar, prove. Provar não é comê-lo todo. E isto é uma prova de amor, de caridade para com os seus pares. Não é gentil servir-lhes algo insonso ou salgado. Prove um pedacinho que lhe permita sentir o gosto e pronto. Provar não nos dá o direito de quebrar o jejum, mas de agirmos com caridade com o próximo.

Outro exemplo é quando somos convidados para ir a casa de alguém. Se é possível dizer a esta pessoa que você está jejuando e por isso irá se abster de tal prato, ok. Agora, se esta pessoa não lhe conhece e deixar de comer algo que ela está servindo for motivo de constrangimento a ela,come um pouquinho.Situação: você deixou de comer massa na Quaresma. De repente sua amiga lhe convida para jantar em casa dela a fim de comemorarem a notícia da gravidez dela.O prato principal: lazanha (=massa). Será impossível que sua amiga não note que você não comeu. Logo, pegue um pedacinho pequeno e ofereça ao Senhor este ato a fim de alegrar o coração desta amiga e serví-la. O mesmo quando, por algum motivo, você convidar alguém à sua casa para um jantar. Se você sabe que aquela pessoa não tem a prática de jejuar e você está jejuando carne, por exemplo, seria extremamente faltoso com a caridade se só lhe servisse peixe. E se ela não come peixe? Portanto, ofereça-a o que deseja comer. Faça o peixe, mas também faça a carne. Você não será obrigado a comê-la, mas ao menos ofereceu à sua visita algo que ela gostaria de comer.

Conto-lhes isso porque eu tenho passado por situações semelhantes. Minha sogra não tem a prática de jejuar. Ela adora cozinhar pratos maravilhosos e nota quando não comemos. Sexta-feira mesmo ela fez linguiça e ovo. Comi só o ovo. Ela notou, mas não comentou nada, porque sabe que eu jejuo. Quando ela insiste, eu pego um pedacinho, mas não abandono a prática.

Por fim, "quebrar" o jejum neste sentido não tem mau, mas também não nos dá o direito de despedir o jejum. Ao contrário. Que estas ocasiões sirvam par alimentar em nós o domínio próprio, a temperança e a fortaleza. E tudo isso só será possível com oração, pois jejum sem oração é regime.

13 de mar. de 2011

Sermão de Santo Antônio de Pádua para o I Domingo da Quaresma



"O tentador aproximou-se de Jesus e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4,3). O diabo em circunstâncias semelhantes procede de maneira semelhante. Com a mesma tática com que tentou Adão no paraíso terrestre, tentou também a Cristo no deserto e continua tentando qualquer cristão neste mundo. Tentou o primeiro Adão pela gula, pela vanglória e pela avareza e, tentando-o, venceu-o. Ao segundo Adão, isto é, Cristo, ele tentou de maneira semelhante, mas no foi vencido no seu intento porque quem ele tentava então não era somente um homem, mas era também Deus! Nós, que somos participantes de ambos, do homem segundo a carne e de Deus segundo o espírito, despojemo-nos do homem velho com suas obras que são a gula, a vanglória e a avareza e vistamo-nos do homem novo, renovados pela confissão, para frearmos, com o jejum, o desenfreado ardor da gula, para abatermos, com a humildade da confissão, a altura da vanglória, para pisarmos, com a contrição do coração, o denso lodo da avareza. “Bem aventurados, diz o Senhor, os pobres em espírito”, isto é, os que têm o espírito dolorido e o coração contrito, “porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3).

Procure ainda observar que, assim como o diabo tentou de gula o Senhor no deserto, de vanglória no templo, de avareza no cimo do monte, assim também faz conosco todos os dias: tenta-nos de gula no deserto do jejum, de vanglória no templo da oração e do ofício, de tantas formas de avareza no monte dos nossos cargos. Enquanto fazemos jejum, ele nos sugere a gula, com a qual pecamos em cinco maneiras, como diz o verso: “antes do tempo, abundantemente, demais, com voracidade e com delicadeza exagerada” (São Gregório). ANTES DO TEMPO, isto é, quando se come antes da hora; ABUNDANTEMENTE, quando se excita a gulosice da língua e se quer aumentar um apetite fraco com temperos, especiarias e toda espécie de comida; DEMAIS, quando se come mais comida do que o corpo necessita; pois dizem alguns gulosos: temos que fazer jejum, então vamos comer para suprir de uma só vez tanto o o almoço quanto a janta. Estes são como o bicho-da-seda que não sai da árvore em que está até não devorá-la completamente. O “bruco” (bicho-da-seda) é chamado assim porque é feito quase só de boca e simboliza muito bem os gulosos que são tudo, gula e barriga, e assaltam o prato como se fosse uma fortaleza e não o deixam se antes não o devoraram todo: ou se estoura a barriga ou se esvazia o prato! COM VORACIDADE quando o homem se joga sobre qualquer comida como se fosse assaltar uma fortaleza, abre os braços, estica as mãos, come com todo seu corpo; à mesa é como um cão que, na comida, não quer ter rivais. COM DELICADEZA EXAGERADA quando se procura só comidas deliciosas e preparadas com grande esmero.

Como se lê no primeiro livro dos Reis, sobre os filhos de Heli, que não queriam aceitar a carne cozida, mas só a crua, para poderem prepará-la com mais temperos e outras iguarias. Semelhantemente, o diabo nos tenta de vanglória no templo. Com efeito, enquanto estamos em oração, enquanto recitamos o ofício e estamos ocupados na pregação, somos assaltados pelo diabo com os dardos da vanglória e, infelizmente, muitas vezes feridos. Existem efetivamente alguns que, enquanto oram e dobram os joelhos e soltam suspiros, querem ser vistos. E há outros que, quando cantam em coro, modulam a voz, fazem falsetes e desejam ser ouvidos. Enfim, há também os que, quando pregam, elevam a voz como trovão, multiplicam as citações, interpretam-nas a seu modo, giram-se pra cá e pra lá e desejam ser louvados. Todos esses mercenários - acreditem-me - “já receberam sua recompensa” (Mt 6,2) e colocaram sua filha no prostíbulo. Diz Moisés no Levítico: “Não profanes a tua filha, fazendo-a prostituir-se” (19,29). Filha minha é a minha obra e eu a prostituo, quer dizer, a coloco no prostíbulo quando a vendo pelo dinheiro da vanglória. Por isso é que o Senhor nos aconselha: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá no segredo” (Mt 6,6). Tu, quando quiseres rezar ou fazer alguma coisa de bom - e é nisto que consiste o “orar sem cessar” - entra em teu quarto, isto é, no segredo do teu coração, e fecha a porta dos cinco sentidos para não desejar nem ser visto nem ser escutado nem ser louvado. Com efeito, diz Lucas (1,9) que Zacarias entrou no templo do Senhor na hora do incenso. No tempo da oração "que se eleva à presença do Senhor como o incenso" (Salmo 140,2). Tu deves entrar no templo do teu coração e orar ao teu Pai e “o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6,6). Além disso, do alto dos nossos encargos, da nossa passageira dignidade, somos tentados a cometer muitos pecados de avareza. Não existe só a avareza do dinheiro, mas também aquela do querer ser mais do que os outros. Os avarentos, mais têm mais desejam possuir.

Aqueles que ocupam altos postos, quanto mais sobem mais querem subir e assim acontece que caem com numa queda muito mais ruidosa, já que “os ventos sopram mais nos lugares altos” (Ovídio) e “aos ídolos é que são oferecidos sacrifícios nas alturas” (4 Reis 12,3). Diz Salomão a propósito: “O fogo não diz nunca: basta!” (Prov 30,16). O fogo, quer dizer, a avareza do dinheiro e das honrarias não diz nunca: basta! Mas o que é que diz então? “Mais, mais!” Senhor Jesus, tirai, tirai estes dois “mais, mais” dos prelados de vossa Igreja, que se pavoneiam no alto de suas dignidades eclesiásticas e gastam o vosso patrimônio, por Vós conquistado com os tapas, com as flagelações, com as cusparadas, com a cruz, com os cravos, com o vinagre, com o fel e a lança. Nós, portanto, que somos chamados cristãos por causa do nome de Cristo, imploramos todos juntos, com a devoção da alma e ao mesmo Jesus Cristo, e pedimos insistentemente que ele, do espírito de contrição, nos faça chegar ao deserto da confissão, a fim de que, nesta Quaresma, mereçamos receber o perdão de todas as nossas maldades e, renovados e purificados, nos tornemos dignos de gozar da alegria da sua santa Ressurreição e ser colocados na glória da felicidade eterna. No-lo conceda Aquele a quem se deve toda honra e toda glória por todos os séculos dos séculos. Amém."
 
(Tradução: Frei Geraldo Monteiro, OFM Conv Sermões Dominicais e Festivos, 1º Domingo de Quaresma, pp. 81-84)
 

9 de mar. de 2011

Quaresma: tempo com o Espírito Santo

Nas preces rezadas hoje na Liturgia das Horas diz: "Demos graças a Deus Pai, que nos concede o dom de iniciar hoje o tempo quaresmal. Supliquemos que durante estes dias de salvação Ele purifique e confirme os nossos corações na caridade, pela vinda e ação do Espírito Santo." (grifos meus).

Às vezes imaginamos a Quaresma como um tempo de angústia. Nos entristecemos, pois sabemos que teremos de fazer jejuns, penitências, orações... Ah! Como somos indisciplinados para isso! Ficamos a nos perguntar qual a necessidade de todas estas coisas, o por quê que nós temos que agir assim ou assado... A prece acima nos dá a resposta: Quaresma é o tempo em que cada dia é um dia de salvação. Quaresma é tempo de graça, não de temor; é tempo de alegria, não de tristeza; é tempo de salvação, não de perdição. E quem nos auxilia a viver este momento precioso da Igreja é o Espírito Santo! Ele é que vem ao nosso encontro para nos ajudar neste processo de purificação, de salvação. Ele é quem nos impulsiona a seguir em frente, sem medo, com coragem e determinação. É Ele quem nos dá a discplina, a constância, a temperança e a continência.

Peçamos, então, neste início de Quaresma, que o Espírito Santo nos ajude a viver com preciosidade cada dia, cada minuto deste tempo primoroso. Que todas as manhãs você possa se levantar e dizer: "Oh, Santo Espírito, o que faremos juntos hoje? Auxilie-me na caminhada de salvação que traçaremos juntos neste dia, pois só a Tua Graça poderá guiar-me. Sozinho eu nada poderei fazer".


Algumas coisinhas:

1 - Jejum sem oração é regime!
Portanto, não faça penitências ou jejuns dos quais você não consegue cumprir apenas para se aparecer ou ainda com a "subintenção" de emagrecer. A força do jejum está na oração e o contrário também procede. Jejuamos para termos constância, temperânça. Além do que, o jejum nos mantém alerto para a oração. Logo, se jejuar, ore. Se orar, jejue! E nada de vaidade quando jejuar!

2 - Quaresma não é tempo de pagar promessa!
Às vezes as pessoas querem cumprir as promessas mais absurdas e escolhem a Quaresma para tanto. Hei: Quaresma não é tempo de pagar promessa, mas de con-ver-são! Procure neste tempo não "barganhar" com Deus, coisas do tipo: "Senhor, se o Senhor me ajudar em tal coisa, eu fico a Quaresma sem beber". Não é assim que devemos nos relacionar com Deus. A Ele devemos dar o nosso melhor. Se for fazer penitências, faça-as por amor, não por troca. Lembrando também que os jejuns e penitências na Quaresma são obrigações nossas de batizados. Então é melhor que você cumpra com amor e sem cara feia suas obrigações a achar-se no direito de usá-las para fazer trocas com o Senhor.

3 - Quaresma é tempo de fazer algo, e não apenas tirar!
Vejo pessoas dizendo que vão parar de fumar, de beber, comer carne, ir ao parque, tomar sorvetes... Tudo isso é muito bom, mas não é o bastante. Se fizer estas penitências, a oração tem que vir de brinde. Porém, a Quaresma pede mais, pois Quaresma é sair da zona de conforto. Logo, mais do que tirar um monte de coisas, acrescente. Para quem não gosta, comer tomates durante a Quaresma pode ser uma árdua penitência. Pode oferecê-la em reparação, por exemplo. Ou ainda fazer as obras de misericórdia: visitar os presos, assistir os doentes e as viúvas, dar de comer a quem fome e de beber a quem tem sede, dar esmolas... Acrescentar coisas que habitualmente não fazemos e que são importantes e necessárias para a nossa salvação também são essenciais para vivermos uma boa e santa Quaresma.

Lembretes:

1 - Hoje é Quarta-feira de Cinzas, dia que pede jejum e abstinência de carne. Portanto, nada de carne nas refeições.

2 - Se ainda não se confessou, faça hoje, a fim de receber dignamente as cinzas que será traçada em sua testa, lembrando-lhe o quanto és pó e só Deus pode auxiliá-lo em sua salvação.

3 - Leia, hoje, o Salmo 50. Medite-o sempre, inclusive antes de confessar. Se quiser, pode usá-lo durante a Quaresma toda como oração pessoal. Também pode rezar - e é muito precioso neste tempo - a Via-Sacra. Meditar a Paixão de Cristo diariamente é muito salutar para prosseguirmos no nosso caminho de salvação.

A Páscoa que tivermos será igualmente à Quaresma que vivermos. Como será a sua?



Rezemos a oração final da Liturgia das Horas:

"Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!"