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13 de jun. de 2011

Mês de junho - décimo quarto dia

Coração Dulcíssimo




A doçura do Coração de Jesus surge sublime das páginas evangélicas sobre o filho pródigo (Lc 15, 11-32), sobre a ovelha perdida (Lc 15, 1-7), sobre a galinha choca que reúne os pintinhos ( Lc 13, 34), sobre os milagres da ressurreição de Lázaro (Jo 11, 1 - 46) e do filho da viúva de Naim ( LC 7, 11-15).

A doçura do coração de Jesus revestiu de amabilidade a figura de Jesus, as suas ações, os seus modos, as suas palavras. Com exceção do gesto de mandar embora os Mercadores do Templo (Mt 21, 12-13), e as severas normas contra os 'escribas e fariseus hipócritas' (Mt 23, 1-38), e contra Pedro, que lhe foi pedra de escândalo (Mt 16, 23), Jesus demonstra possuir um coração doce e bondoso em medida sem medida. Até o apóstolo traidor, Judas Escariotes, no próprio momento da traição, Jesus dirigiu sua palavra de sofrimento e reclamou docemente: "Judas, com um beijo tráis o Filho do Homem?". (Lc 22, 48).

Na vida do Santo Cura D'Ars lemos que alguns fiéis, ao vê-lo, exclamavam: "O que terá sido a vida de Jesus se o nosso Cura é tão bom?". Ainda mais na vida de São Francisco de Assis lemos que alguns frades chegaram a chamá-lo não mais Frei Francisco, nem Pai Francisco, mas "Madre Caríssima", porque a ternura do Santo Pobrezinho era verdadeiramente materno e dulcíssimo. Se o coração de uma criatura humana pode chegar a ser dulcíssimo, a medida a se usar para a doçura, a bondade, a benevolência do Coração de Jesus é a infinitude. Todo cálculo será ainda inferior à realidade. O Seu Coração dulcíssimo fazia exclamar às almas místicas: "Ó Doçura das doçuras!".

Tinha razão a ardente Santa Catarina de Sena, que repetia sempre, verbalmente e por escrito: "Jesus doce, Jesus amor!". E Santa Gema Galgani, em êxtase, repetia o nome adorável de Jesus com doçura tão inexplicável e com uma ternura interminável. Pena que nós, com  a nossa insensibilidade de coração, fechamos a porta à experiência mais íntimada união de amor com Jesus, que nos faria descobrir a infinita ternura do coração que, como diz São Paulo, " pois n'Ele habita corporalmente a plenitude divina" (Cl 2, 9), ou seja: de toda doçura e bondade.


Coração amargo


Quanto amargor existe no coração do homem! Um amargo mau, capaz de amargurar a própria vida e a do próximo com amarguras profundas. Entre pais e filhos, em esposos e esposas, parentes e conhecidos, entre amigos, estranhos e inimigos.

Encontrar um coração amável e sereno, do qual não se espera amargas surpresas, é muito raro nesta pobre terra. Os corações dos pais confiam e esperam nos filhos; mas quantas amarguras não recebem deles? O coração dos filhos confiam nos pais; mas quantas vezes os pais amarguram  os filhos, desfrutando-os apenas aos próprios interesses?

O egoísmo e o orgulho, a ambição e o ressentimento são antenas do coração prontas a captar toda falha do irmão e à qual reagir com amargos ressentimentos ('eu não merecia isto!'). Antenas prontas a captar cada mínima ocasião de interesse e satisfação, em desfrutar sem reservas por quem quer que seja. O filho pródigo que entrevê poder dar-se à boa vida e ao divertimento, não se dá conta da dor que causou ao coração do pai pelo seu afastamento. O que a ele contava era apenas as satisfações de suas baixas vontades.

Por que São Francisco de Assis teve que sofrer tanto por causa do pai? Porque desejava somente satisfazer sua ambição de ter um filho rico e respeitado pelo mundo sem se dar conta das nobres aspirações do filho, em viver do Evangelho com heróica fidelidade. Pela mesma razão, Santa Clara de Assis, Santa Tereza de Ávila, São Tomás de Aquino e Santo Estanislau Kostka, tiveram que fugir de casa para poderem seguir a Jesus e à vida religiosa.

Quando o coração do homem segue os impulsos da carne, do egoísmo e se torna a sua lei amarga e dura. E se vêm contrastado os próprios interesses, se solta a mola da aversão e as relações ficam tensas e carregadas de amarguras recíprocas. Amargos ressentimentos, amargas palavras, discursos e atitudes amargas. Pobres homens que se amarguram uns aos outros!

Devemos aprender a substituir o amargor do egoísmo pela doçura da Caridade. Assim será difícil ter inimigos e possuiremos muitos amigos, como diz o Espírito Santo: 'a palavra doce multiplica os amigos e acalma os inimigos'. (Eclo 6, 5).

Olhemos ao Coração dulcíssimo de Jesus. Aproximemo-lhe o nosso coração. Queira Ele torná-lo amável e doce como o Seu.


Propósitos:

- Perdoar de algum modo quem nos amarga.
- Ter o coração mortificado.
- Rezar as seguintes orações: (clique aqui).

Mês de Junho - Décimo terceiro dia

Coração misericordioso



A palavra misericordioso significa, literalmente, "dar o coração aos míseros" (miser-cor-dare). Quando Jesus nos disse para sermos misericordiosos como o Pai do Céu que faz chover sobre os justos e os injustos (cf Mt 5, 45), nos pedia para sermos bons e compreensivos para com os que não mereciam.

Nós sabemos que o mundo é um teatro de muitas maldades, injustiças e desonestidades. A tentação mais imediata que todos provamos é a de atingir os malfeitores e bandidos, tratando-os com a severidade que merecem. Mas se assim fazemos, não podemos ser jamais 'filhos do Altíssimo que é benigno até para os ingratos e os maus' (Lc 6, 35). Se o Coração de Jesus, ao contrário, não considerou a maldade, doou-se todo, continua a doar-se e se doará até o fim dos tempos (cf. Mt 28, 20). Ele chega ao ponto de se deixar prender sem resistência até para ser maltratado pelos sacrílegos, pelos traidores, pelos inimigos declarados, como os maçons que procuram Hóstias Consagradas para apunhalá-las nas lojas infames.

O Coração de Jesus é a fonte inesgotável de misericórdia. Até na cruz Ele grita com sangue e com a súplica de misericórdia pelos seus carrascos: "Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem!" (Lc 23, 34). Ele sabe de quanta fragilidade e miséria nós somos feitos, quanto facilmente somos vítimas de nós mesmos, das nossas paixões; quanta necessidade temos de ser saciados não só de pão (cf. Mt 4, 4), mas daquilo que nutre para vida eterna. Por isso o seu Coração está sempre pronto repetir com ansiedade de misericórdia o que disse antes da multiplicação dos pães: "Tenho piedade deste povo" (Mt 15, 32). Por isso Ele nos revelou o seu Coração e nos doou a Grande Promessa, que é um tesouro de misericórdia: "Eu prometo - disse Jesus a Margarida Maria Alacoque - no excesso da misericórdia do meu coração, que o meu amor onipontente concederá a todos os que comungarem na primeira sexta-feira do mês, por nove meses consecutivos, a graça da perseverança final. Eles não morrerão na desgraça, nem sem receber a Santa Comunhão e os Sacramentos, servindo eles o meu Coração de asilo seguro naquela hora extrema".



Coração invejoso


A inveja é o verme roedor que não só impede a misericórdia para quem cometeu o mal, mas de destruir até o bem que vê nos irmãos. "Como a água apaga o fogo, a inveja apaga a caridade" (São Vicente de Paula). São Basílio comparava os invejosos aos abutres que vão procurar e acham só as carcaças.

A inveja faz roer por dentro. Provoca a aversão do coração. Alimenta sentimentos de desprezo para com o outro. Desejaria ver o outro humilhado e ultrajado. Faz chegar ao ódio e ao crime. São Cipriano escrevia que a 'inveja é a semente de muitas loucuras'.

Pensemos em Caim, invejoso da retidão de Abel, a ponto de assassiná-lo. Pensemos em José, vendido a mercadores desconhecidos por irmãos invejosos. Pensemos no rei Saul que tentou matar Davi pela inveja que provava ao ouvir cantar a juventude judia: "Saul matou mil e Davi, dez mil" (I Sm 18, 7). Pense nos Escribas e nos fariseus, que invejavam Jesus pelos seus discursos e milagres, e procuravam com maldade suprimí-lo, porque "se O deixarmos agir, todos Lhe crerão" (Jo 11, 48).

Entre parentes e conhecidos, entre colegas e companheiros, entre amigos e estranhos, quantas vezes o coração do homem está cheio de inveja pelo bem dos outros: o bem material, o bem espiritual, o bem moral; todo bem pode ser objeto de inveja e nada foge a esta cobra venenosa que se arrasta. Por isso os antigos pintavam a inveja sob forma de uma velha pálida que come carne de serpente e víbora. O coração do invejoso é cheio de veneno, capaz de arruinar todo o bemm do irmão, sem resguardar nem a misericórdia, nem a justiça ou honestidade. Dizia bem São João Crisóstomo: "Só a inveja não oferece vantagem, nem menos aparente; nessa, tudo é vergonha, dor e perversidade". E o próprio São João Crisóstomo chegou a dizer que a inveja é um pecado mais que diabólico, porque os demônios invejam os homens, mas não se invejam entre si.

O coração de Jesus nos purifique com as suas chagas deste terrível veneno, livre o nosso coração desta pérfida serpente e nos doe a sua misericórdia para com todos.


Propósito:

- Fazer um ato de caridade ou de cortesia a alguém que nos magoou;
- Rezar as seguintes orações: (clique aqui).

11 de jun. de 2011

Mês de junho - décimo primeiro dia

Coração generoso



Bem aventurado João Moscatti


A generosidade do Coração de Jesus é expressa pelo lamento doloroso que Ele poderia dirigir a cada um de nós: "Povo meu, que se poderia fazer por minha vinha que Eu não tenha feito"! (Is 5,4). Ninguém é mais generoso que aquele que doa todo seu ser, mesmo de modo de não guardar nada a si mesmo. Bem, a generosidade de Jesus se pode ler em cada acontecimento  da sua vida. Desde  o nascimento até à morte. Na vida privada e pública, sozinho e com os seus.

Nasce em uma manjedoura e em uma família desconhecida. Vive em Nazaré, se escondendo, tanto que causa admiração aos próprios habitantes da cidade. Desenvolve a sua missão pública sem ter literalmente onde apoiar a cabeça (cf. Mt 8, 20). Escolhe como colaboradores os doze Apóstolos, que eram homens simples. Queria ficar entre nós e nada melhor que por-se em um fragmento de pão, para todos se doar com a máxima simplicidade. Quis morrer por nós e escolheu a morte mais horrível e vergonhosa: condenado tal qual um bandido. O que poderia fazer por nós que não o tivesse feito?

Tinha razão Santa Terezinha ao dizer que 'quem ama, não conta mais'. Sobretudo na Eucaristia permanece a sublime obra , a arte do Coração Jesus: cada vez que recebemos a Santa Comunhão ou assistimos a distribuição da Santa Comunhão, deveríamos chorar comovidos ao ver a generosidade do Amor de Jesus que se despiu de si mesmo até perder qualquer figura humana para doar-se a nós de maneira mais pobre, humilde e doce.

Coração de Jesus! Infinitamente rico, te fizeste o mais pobre de todos para te doar a nós, ensinando-nos que a verdadeira riqueza é a caridade, porque Deus, infinita riqueza é  a caridade.


Coração avarento


O homem, infelizmente, é egoísta e alimenta o egoísmo com a ganância dos bens terrenos, das criaturas, do dinheiro. Por isso o coração do homem está sempre inquieto. Tanto que dificilmente crê já possuir o suficiente. "o homem rico de bens - afirma Santo Ambrósio - se crê sempre pobre, porque se vê privado de quanto os outros possuem".

Ao invés de doar, o coração do homem quer sempre mais possuir, dominar, saborear, gozar. E com que naturalidade deseja tudo isto desde a mais tenra idade.

O apego aos bens terrenos e às próprias satisfações fecha o coração aos outros e o mantém fechado a qualquer pedido de generosidade. O coração se faz avarento, sufocando todo impulso de praticar o bem. Ao contrário, quando o Bem Aventurado José Moscati visitava os doentes pobres nos guetos ou nos porões das ruas pobres de Nápolis, abria o seu coração a uma generosidade paterna e deliciosa. Não só consagrava o tempo livre em visitar gratuitamente aqueles pobrezinhos, mas sem que o vissem, deixava uma oferta em dinheiro para ajudá-los nas suas penas.

O coração avarento está amarrado, está preso aos seus bens. São Paulo escreveu com força: "Aqueles que querem enriquecercaem tentação e no laço do diabo, concebem muitos desejos danosos, que submergem os homens na ruínas e na perdição" (I Tim 6,9). E a luminosa palavra de Jesus afirma: "Onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração". (Mt 6, 21).

Um dia Santo Antônio de Pádua, estava pregando sobre a avareza e comentando estas palavras de Jesus, e disse aos fiéis para verificarem esta afirmação de Jesus, indo constatar onde se achava o coração de um avarento morto naqueles dias. Foram, abriram o estojo de moedas de ouro daquele homem avarento e acharam, em meio as moedas, o coração ainda vivo e palpitante.

O coração de São Francisco de Assis, ao invés, fez-se um coração destacado de todo bem terreno, paupérrimo de toda coisa criada, apaixonado pelo tesouro da pobreza, como nenhum avarento poderia jamais ser enamorado do ouro. São Francisco morreu despido do menor bem terreno, mas riquíssimo de bens terrenos, como nos recomenda Jesus: "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas juntai para vós tesouros nos céu, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam".

Quando procuramos nos satisfazer com as coisas criadas possuindo bens terrenos, o nosso coração nunca poderá ficar satisfeito. Aliás, "nos fizeste para ti, Senhor - rezava Santo Agostinho - e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti".

É assim mesmo. O coração de Jesus quer transformar o nosso coração em coração generoso para que se desfaça das coisas criadas que alimentam o egoísmo e o desassossego; queira fazer tornar o nosso coração pobre de bens materiais, terrenos e riquíssimo do desejo de doar e se doar.


Propósito

- Por amor do coração de Jesus, fazer um ato de caridade a um pobre ou família pobre;

- Rezar as seguintes orações: (clique aqui).

10 de jun. de 2011

Mês de junho - décimo dia

Coração corajoso.


 
A propósito da coragem, São Cipriano escrevia: "Lutando contra as adversidades se mostra a verdadeira coragem em toda a luz".
Um coração corajoso é um lutador. Só quem enfrenta a luta, quem arrisca, quem não teme perecer, demonstra a coragem dos heróis.
Assim Jesus nos demonstrou que possui um coração corajoso até o heroísmo. Ele bem sabia que sorte o esperava na terra, mas disse ao Pai, sem hesitar: "Eis que Eu vim para fazer a tua vontade!" (Hb 10,9). Ele sabia o que lhe tocava sofrer da manjedoura até à tumba, porque o sofrimento é o preço do pagamento dos pecados. Mas Ele aceitou e desejou este caminho de sofrimentos por amor do Pai e por nós.
Ele sabia qual morte vergonhosa os homens o condenariam, dessangrando-o e ferindo-o de modo desumano. Mas aceitou com coragem toda vergonha, porque sem efusão de sangue não haveria remissão (cf. Hb 9, 22). Ele sabia bem que ficando entre nós no Santíssimo Sacramento do altar teria que sofrer muitos maus tratos, desprezos, abandonos, sacrilégios. Mas não renunciou e cumpriu corajosamente a Sua Palavra de fidelidade a nós os seus redimidos.
A coragem do Coração de Jesus! É a coragem de quem ama até o fim, sem reservas, arriscando e perdendo tudo, só por amor.
Pensemos nos corações corajosos dos Santos, fiéis discípulos de Jesus: os Apóstolos, os Mártires, os Missionários, os Confessores, as Virgens... Corações cheios de amor ardente e audaz, corajoso e forte. Nos Atos dos Apóstolos está escrito que os primeiros cristãos não temiam perseguições e sofrimentos: "vivam felizes por serem ultrajados pelo nome de Jesus". (At 5, 41). Cada um deles podiam repetir como o salmista: "Se contra mim se armaram um exército, meu coração não treme" (Sl 26, 3).
Pedro Jorge Fressati era um jovem ardente nas escaladas espirituais  e materiais. Gostava muito das montanhas; apaixonava-se ao escalar os cumes alpinos. Um dia fotografaram enquanto escalava corajosamente uma rocha alta. Apenas viu esta sua fotografia, ele escreveu abaixo: "Excelcior! Mais ao alto"! As aspirações mais altas do coração chegam além dos cumes dos montes.



Coração Covarde


"Não sejas pusilânime no teu coração" Eclo 7, 9

Para compreender quanto o nosso coração é pouco corajoso; quanto mesquinho ou covarde é suficiente olhar para os que souberem oferecer a Deus, não só alguns atos de coragem, mas o ato supremo de coragem: o martírio de si.
Pensemos em Santo Tomás Morus, Chanceler da Inglaterra, homem culto e sábio, que se recusou corajosamente em prestar obediência, que reconhecesse o Rei Henrique VIII como chefe da Igreja Anglicana. Perdeu o trabalho e foi reduzido à miséria com a família; em seguida, foi preso na torre de Londres. Visitado por familiares e amigos, por eles era exortado, e o suplicavam de submeter-se ao Rei, já que quase todos os Bispos o tinham feito. "O fato de todos os Bispos terem se submetidos aos desejos do rei não desvincula a minha consciência em condenar o mal feito pelo Rei", respondeu Santo Tomás. O seu coração não tremeu frente a ameaça do patíbulo. Enfrentou-o com orgulho e nobreza admiráveis.
Pensemos também naqueles heróicos jovens da Armênia que na última perseguição dos turcos contra os cristãos souberem resistir corajosamente às torturas e aos flagelos. Quando o Vigário Apostólico foi visitá-lo, eles diziam: "Monsenhor, olhai para nós: não temos mais narizes, orelhas e mãos. Mas tudo renegamos por Cristo!"
Estes são corações corajosos! E os nossos corações? Não é verdade que estamos sempre prontos a tremer só ao ouvir falar de sacrifícios e sofrimentos? Com quanta criatividade fugimos ou procuramos meios para evitar problemas, seja pelo Senhor ou pelos irmãos? E não é verdade que o respeito humano às vezes nos faz a chegar num grau de covardia que nos envergonhamos da nossa fé? Se formos honestos, devemos admitir possuir um coração de coelho no lugar de um coração de cristãos.
Mas é certo que um cristão não pode ser de Cristo se não enfrenta corajosamente o sacrifício de si por Ele e pelos irmãos, como o fizeram os Santos.
"O que é necessário para se tornar Santo?", perguntaram a Cura D'Ars. E o Santo respondeu com duas sublimes palavras: "A graça e a cruz".
O Sagrado Coração de Jesus, amparo de todos os mártires, nos reforce no seu amor, nos doe o seu amor forte e corajoso mesmo diante da morte.


Propósitos

- Cumprir, sem respeito humano, os atos religiosos em público: um sinal da cruz na oração à mesa.
- Rezar as seguintes orações: - Rezar as seguintes orações:  (clique aqui).

9 de jun. de 2011

Mes de junho? nono dia

Coração fiel

"Amo-te com um amor imutável" (Jr 31,3)



Este é o amor do coração de Jesus! De Belém ao Calvário, da Ceia Eucarística à Ceia Eterna, o coração de Jesus é tudo e sempre será para nós e para a nossa salvação. Fidelidade santa, perene, incondicional. Ele mesmo disse que estaria conosco todos os dias, até a consumação dos tempos (cf. Mt 28, 20). Fidelidade para a nossa eterna salvação: "De geração em geração duram os pensamentos do seu coração para salvar da morte os seus filhos". (cf. Sl 32, 11).
Mas, quantas vezes Jesus teria todos os motivos e todo o direito de se afastar e de nos afastar de Seu Santo Coração. Porém, Ele continua a nos amar, apesar de nossa infidelidade mais grave. Ele continua a descer aos altares, apesar da traição dos seus ministros; continua a permanecer nos Sacrários, apesar da solidão e do abandono desolador no qual O deixamos. Continua a doar-se a todos na Santa Comunhão, apesar da indiferença e frieza que O recebemos. E quantos hoje vão receber a Comunhão em pleno pecado mortal, sem antes confessar-se? E deveriam saber que a absolvição sacramental é absolutamente necessária antes da Comunhão. No entanto, comete-se um horrível sacrilégio, porque se come e bebe a própria condenação (cf. I Cor 11, 29).
Jesus continua entre nós até quando não ligamos para Ele. E O colocamos em segundo lugar, e às vezes, em último, prontos em trocá-lO por desejos da carne, por dinheiro ou ambição.
Pobre coração de Jesus! Ele tinha razão quando disse a Santa Margarida Alacoque: "Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada eonomizou nada até acabar-se e consumar-se para manifestar-lhes o Seu amor; em troca, Eu recebo da maior parte indiferenças, sacrilégios e irreverências...".
É possível que não possamos acolher estes lamentos divinos do Coração de Jesus?
Um dia Santa Tereza d'Ávila, em êxtase durante uma adoração Eucarística, contemplou Jesus que lhe disse com doçura: "Teresa, quero mostrar-te tua vida". Logo apareceu um lindo cacho de uva, com os bagos suculentos e brilhantes, que embelezavam as orações, as ações e os sacrifícios da Santa. Mas eis que que sai do Sacrário um raio de luz fulgurante que atingiu o cacho de uva e fez aparecer coisas bem diferentes: alguns bagos estavam consumidos pelos vermes, outros estavam vazios e secos, e outros, ainda, estavam ácidos e estragados. A Santa compreendeu a linguagem daqueles bagos, que revelavam as muitas e pequenas infidelidades. Toda em confusão, jogou-se aos pés de Jesus, lhe pediu perdão lhe prometeu de empenhar-se com todas as forças para corrigir. Foi fiel e se tornou seráfica de amor pelo Coração de Jesus.


Coração infiel


"O amor das criaturas é instável e sujeito as falhas; o amor de Jesus é fiel e constante" (Imitação de Cristo, II, 7,1).

O coração do homem é infiel. Do coração do homem têm os adultérios. No coração do homem se consumam as infidelidades, as traiçõoes, os abandonos dos amigos, do cônjuge, do companheiro de trabalho, do sócio em negócios... e até de Deus.
Na segunda carta a Timóteo, São Paulo comunica ao seu discípulo umamá notícia: "Demas me abandonou por amor ao mundo presente" (4,9). Com quanta amargura São Paulo escreveu estas palavras!
Se já é improvável a infidelidade a uma criatura, o que será a infidelidade a Deus? Pareceria um absurdo dever admitir a infidelidade a Deus, mas é uma realidade posta sob os olhos de todos. Quantos cristãos batizados, crismados, alimentados com a Eucaristia, abandonaram o Senhor, seduzidos pela carne e pelo mundo do dinheiro? E que dizer se se tratam as pessoas consagradas? "Não conheço sacrilégio mais horrível - disse São Bernardo - que o de repreender a um coração já consagrado a Deus".
Disse o Sagado Coração de Jesus a Maria Alacoque: "O que me é mais penoso é ver-me tratado assim por corações a Mim consagrados"!. Segundo a Santa, Jesus disse estas palavras com um acento de dor tão lacerante que dilacerava sua alma.
Como esquecer que Jesus nos amou antes de tudo e continua a nos amar até o fim dos tempos? É único e supremo Coração fiel; não pode nos abandonar, pois nós lhe custamos todo o Seu sangue. Com que coragem o nosso coração pode preferir qualquer outra coisa ou criatura?
Nas Crônicas fransciscanas lemos que um mestra em París tinha tomado o hábito de São Francisco, mas a mãe pobre não se conformou em perder o filho e foi suplicá-lo em lágrimas e gemidos para que voltasse para casa. O filho, com o coração amargurado, cedeu e prometeu de voltar para casa no dia seguinte. Entretanto, ajoelhou-se diante do crucifixo e rezou em soluços: "Senhor, não desejo deixar-te; desejo somente assistir minha mãe em sua extrema necessidade". o crucifixo, jorrando sangue vivo das chagas de Jesus, respondeu: "Custastes mais a mim que à tua mãe, pois Eu derramei por ti todo o meu sangue. Eu deveria ser-te mais caro que a tua mãe". O bom frade permaneceu no convento até à morte.

Coração de Jesus, torna os nossos corações fiéis a Ti até à morte.


Propósitos:

- Fazer uma visita ao Sagrado Coração de Jesus na igreja junto a uma imagem sua.

- Rezar as seguintes orações:  (clique aqui).

6 de jun. de 2011

Mês de junho - 6º dia

Coração humilde


"Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração" (Mt 11,29)



Se a humildade pode ser mais ou menos profunda, digamos logo que a profundidade da humildade de Jesus é sem medida. Até que ponto Jesus fui humilde, sabemos pela Fé que nos assegura a inexistência n'Ele da personalidade humana; sabemos disso pela história  que nos mostra Jesus sacrificado de modo infame sobre o lenho da cruz.
Jesus se humilhou tanto que tocou o fundo da degradação. "Escolhi ser anulado em mim" (Sl 83,11). E ninguém jamais se poderá comparar com Ele neste rebaixamento e desprezo de si.
O coração humilde, porém, mais cedo ou mais tarde cantará vitória e será exaltado. "A humilhação deixa atrás o soberbo, mas a glória irá ao encontro do humilde" (Pr 29,23). A humildade leva ao Paraíso. O orgulho precipitou Lúcifer e os Anjos rebeldes no Inferno.
São Francisco de Assis, a quem lhe perguntava porque Deus lhe tivesse dado tantos dons extraordinários, respondia que eu se compraz em cumular de dons sobretudo os seres mais vis miseráveis. Deus exalta os humildes (Lc 1,52). Por isto São Francisco desejava que os seus frades se chamassem 'menores', para que fossem mais próximos de Deus.
O orgulho fecha as portas do Paraíso. A humildade as reabre. Santo Agostinho afirma que "as outras virtudes batem à porta do Coração de Deus; a humildade o abre." E acrescenta: "Queres chegar à altura de Deus? Abaixa-te antes à humildade de Deus. Olha a árvore: antes vai embaixo, para depois subir ao alto. Lança raízes profundas para elevar ao Céu o seu cume".
Jesus "Se anulou" (Fl 2,7) até à morte mais ignóbil, por isso Deus O exaltou e lhe doou "um nome que está acima de qualquer outro nome" (cf. Fl 2,7). Se seguimos Jesus em  humildade de coração, O seguiremos também na Sua glória sem igual.


Coração soberba


O coração do homem é soberbo, marcado pelo pecado original, que foi o pecado de louco orgulho. E se é verdade que a soberba é "princípio de todo pecado" (Eclo 10,13) podemos seriamente temer que "quando Deus permite ao soberbo realizar os seus desígnios, lhe permite escava a própria cova", como diz Santo Agostinho.
Narra São Jerônimo que quando Santo Ilarione via muita gente correr a ele pela reputação dos milagres que operava, se afligia profundamente, dizendo: "Temo que Deus me queira pagar nesta vida aqueles poucos serviço que lhe procuro render".
Quando São Pio X soube que se pretendia colocar placas em sua honra em Veneza, em Riese, em Treviso, se apressou em exprimir o seu desprazer e o seu desacordo com tais projetos. Uma vez escreveu assim aos Cônegos da Catedral de Treviso: "Se os reverendíssimos cônegos da Catedral de Treviso, querem fazer prazer ao Santo Padre, se lembrem particularmente dele na Santa Missa, mas abandonem a intenção de fazer-me uma placa".
Com este comentário sobre tal homenagem, São Pio X exprimia uma grande verdade. A soberba é uma peste morta. É uma placa na alma: atinge, arruína, mata. Destrói todo o bem. "Ela sozinha entre todos osvícios - diz São Bernardo - faz a guerra com todas as virtudes, e como veneno universal, as corrompe todas".
A humildade, ao contrário, é a garantia de todas as virtudes. O Santo Cura d'Ars usava uma maravilhosa imagem dizendo que "a humildade é para as outras virtudes o que é a corrente para as contas do Rosário. Tirai a corrente e as contas caem; tirai a humildade e as virtudes desaparecerão".
O coração do homem, se não se livra do orgulho, será cheio de miséria, porque "Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes" (Tg 4,6). E São Bernardo explica que "como o vaso não se enche se não abaixando-o à fonte, assim a alma não se inunda de Deus se não abaixando-se ao próprio nada". São Francisco de Assis, por exemplo, se transfigurou até se tornar "todo seráfico em ardor", depois de se ter reduzido a um maltrapilho insensato aos olhos de todos os seus conterrâneos.
A soberba do coração é verdadeira insensatez. São Paulo grita fortemente: "O que possuis, homem, que não tenhas recebido? E se o recebeste, por que te glorias, como se não o tenhas recebido?" (I Cor 4,7).
No entanto, o nosso coração é tão pronto a ser soberbo daquilo que não é seu! O coração soberbo é um ladrão, e soberba é um vício traidor que arruina todo o bem posto por Deus no homem. Basta lembrar Adão e Eva assim traído pela soberba de querer ser "como Deus". (Gn 3,5).
Santa Margarida Maria Alacoque se tornou predileta do Sagrado Coração de Jesus pela sua ciente humildade e minoridade a Jesus. Ele mesmo lhe falou diso em sua primeira aparição: "Eu a escolhi como um abismo de indignidade e ignorância". E ela ficava muito contente quando caminhava entre continuadas humilhações.
Pobres de nós que usamos todos os artifícios para evitar até a menor humilhação. O coração humilhíssimo de Jesus queira livrar o nosso coração de todo sentimento de orgulho, e enriquecê-lo de sua doce humildade.


Propósito:

- Rezar a invocação: "Jesus, doce e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso. Fazei-nos viver o amor e a reconciliação".

- Rezar as seguintes orações: (clique aqui).

5 de jun. de 2011

Mês de junho - 5º dia

Coração Manso



A mansidão é a virtude dos fortos. Só uma índole forte pode conservar-se doce e mansa, de frente aos maus tratos e ofensas. É necessária uma grande força de alma para não reagir contra um provocador para não devolver com a mesma moeda quem utiliza modos odiosos e violentos.
São Jerônimo diz: "É manso o homem que não se deixa dominar pelo mau humor e pela ira, que aceita com igualdade de ânimo as várias vicissitudes da vida, que não provoca nem se mostra provocado".
A mansidão é, pois, referida particularmente ao coração. "possui um coração manso" diz-se de uma pessoa que inspira benevolência. "É duro de coração", se diz de quem mostra dureza no trato e nas palavras.
O coração de Jesus, quanta mansidão revela! Ele mesmo pode dizer: "Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração" (Mt 11, 29). Sempre igual a si mesmo em sua soberana calma, Ele vive pobre, rejeitado, incompreendido, perseguido. Cumpre o bem com as suas mãos prodigiosas e é acusado de ter um demônio (cf. Jo 8,48). Cura os doentes, converte os pecadores, salva a adúltera do apedrejamento, consola as irmãs Marta e Maria, ressuscitando Lázaro da Morte e os judeus "querem dar-Lhe amorte" (cf. Jo 11,53).
Que dizer da calma de Jesus durante a sua Paixão e Morte? A mais linda e verdadeira imagem é aquela do cordeiro com o qual Jesus é comparado: "Era como um manso cordeiro conduzido ao matadouro" (Jr 11, 19). O cordeiro observa com olhar manso e doce aquele que o mata. Jesus olhou do alto da cruz para nós, seus carrascos, e suplicou aos Pai, rezando: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem!" (Lc 23,34).


Coração duro


Um coração manso é um coração de ouro.Quem o possui é bem disposto para com todos e dispõe bem os outros.
A mansidão foi a virtude que São Francisco de Sales quis conquistar com todas as forças, porque tinha certeza que se pegam mais moscas com uma gota de mel, do que com um barril de vinagre.
Esta é uma grande verdade que muitaas vezes esquecemos, prejudicando os outros e nós mesmos.
Quando os credores se apresentavam a São Camilo de Léllis, muitas vezes acontecia que não recebiam nada, pois o Santo nada tinha. Mas se desculpava por não poder pagar, com tanta mansidão e doçura, que eles iam embora consolados. Um deles, um dia, disse: "Eu vou embora consolado e sem o dinheiro!"...
"Bem aventurados os mansos - disse Jesus - porque possuirão a terra" (Mt 5,4). Quem é manso de coração conquista os corações dos irmãos. A mansidão anula o egoísmo, desarma toda paixão agressiva, acalma os temperamentos vivazes. Conquistá-las, que a graça e que riqueza.
O coração do homem, se sabe, é egoísta, e o egoísmo nos torna duros e agressivos frente aos obstáculos. Ceder, ser indulgente, preferir ao próprio interesse a concórdia e a paz, exige o sacrifício do egoísmo e até a renúncia às coisas boas.
Era mansa a Bem-Aventurada Anna Maria Taigi quando às vezes sabia renunciar até a Santa Missa e a Comunhão cotidiana a fim de evitar qualquer pretexto de desarmonia em família.
Era manso São Francisco de Sales, quando alguém dizia que circulavam vozes difamantes sobre ele, ele sabia responder com serenidade: "Não se dizem outras coisas de mim? Vejo que não sabem tudo e me creem melhor do que na verdade sou".
Não devia ser duro o coração de São Maximiliano Maria Kolbe, se os seus próprios confrades chegavam a chamá-lo de 'frei marmelada'.
Na vida de Santa Gertrudes se lê quem um dia a Santa, embora débil e sentindo-se mal, quis igualmente recitar a longa oração da manhã. Estava já a um bom ponto, quando outra monja se aproximou dela e lhe pediu de recitar com ela o ofício.
Sem nenhum sinal de cansaço, mas com doçura, a Santa recomeçou a recitar junto à religiosa. No dia seguinte, em uma visão, o Senhor lhe mostrou o tesouro que ela conquistou com aquele ato de caridade feito com tanta mansidão de coração.
Mas como é o nosso coração? Possui doçura, amor, mansidão para com todos? Até para quem nos maltrata e nos faz sofrer? Ou temos em nós aquela bruta dureza, filha do egoísmo, que nos leva a não ver os outros se não para se aproveitar e faz com que estejamos sempre prontos a atacar quem nos faz obstáculos aos nossos interesses?
Vejamos Jesus tão suave, doce, manso de coração. Ouçamos o seu convite: "Aprendei comigo". Ouçamos o Profeta, que nos repete: "Se ouvirdes a minha voz, não endureçais o vosso coração" (Sl 94,8). E que Deus não permita jamais que nos aconteça a pior desgraça: o endurecimento do coração. A essa altura, já estaríamos ligados à nossa ruína. "Abandonei-o à dureza do seu coração, para que seguisse a própria vontade" (cf. Sl 81, 13): assim diz o Espírito Santo.
Supliquemos a Jesus para que coloque o nosso coração sempre no Seu coração todo manso e docilidade.


Propósito:


- Tratar com particular doçura uma pessoa antipática;
- Rezar as seguintes orações (clique aqui).
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4 de jun. de 2011

Mês de Junho - 4º dia

Coração Filial



Jesus é o filho de Deus e de Maria. É Deus Filho, gerado pelo Pai desde a eternidade. É Deus Filho do homem (cf. Lc 6,22), gerado por Maria Virgem no tempo.
O coração de Jesus é o coração perfeito do filho que tem um Pai e uma Mãe para amar.
Quem poderá imaginar a ternura e a delicadeza, a imensidão e a intensidade do amor filial de Jesus pelo Seu Pai: "Abba" (Gl 4,6) e pela sua Mãe, Maria?
Aos doze anos, quando Se perdeu e foi achado no Templo, Jesus pronunciou as primeiras palavras que os Evangelhos nos relatam, dizendo a Maria e a José: "Não sabeis que Eu devo cuidar das coisas de meu Pai?" (Lc 2,49).
Os intereses primários de Jesus são aqueles do Pai. Todo filho deve viver pelo amor do Pai, em perene círculo vital, que tem sua raiz na geração. Aquele que nos transmite a vida deve ter o primeiro lugar não só cronológico, mas também psicológico na vida do homem.
Jesus demonstra este círculo de amor com o Pai duma maneira indescritível. Nos Evangelhos fala do Pai mais de 150 vezes. O chama com doçura e dignidade: "Pai meu" (cf. Jo 8,54), "vive e opera pela sua glória" (cf. Jo 8,49), é todo um com Ele: "Eu e o Pai somos um" (cf. Jo 10,30), as últimas palavras antes de morrer são dirigidas ainda ao Pai com o grito final: "Pai, em Tuas mãos eu entrego o meu espírito" (cf. Lc 23,46).
Para com a sua Mãe, Maria, Jesus não é menos pródigo de amor. Se todo filho quer o bem da mãe. Jesus demonstrou o Seu bem por Maria de maneira divina e portentosa. Jesus tornou sua mãe Imaculada, sempre Virgem, Esposa do Espírito Santo, Medianeira, Co-Redentora, Mãe universal, Assunta em corpo e alma ao céu, Rainha do céu e da terra.
Podia o Coração de Jesus fazer mais? Poderia um filho amar ainda mais a própria mãe? E Se nos deu este exemplo, como poderia não desejar que nós também a amássemos Nossa Senhora com todas as nossas forças? Não exagera Santa Margarida Alacoque quando chega a dizer que "nenhum ato de culto é mais agradável a Deus quando honramos a Sua Mãe". E ainda, a cada alma, dizia: "Sejais em tudo verdadeiros filhos de Maria e a Virgem vos tornará perfeitos discípulos do Sagrado Coração". O amor filial a Maria leva sempre e rapidamente a Jesus. Se Maximiliano Maria Kolbe afirma com decisão: "A Imaculada é aquela escada que nos conduz ao Sagrado Coração de Jesus. E aquele que remove esta escada não subirá às alturas, mas precipitará na terra".


Coração insensível


Nós também somos filhos de Jesus e de Maria. Nós também temos um coração de filhos. Mas de que modo nos mostramos filhos carinhos e sensíveis para com Deus e para com Maria?
No Evangelho Jesus narrou a mais esplêndida parábola sobre a figura do 'filho pródigo' (Lc 15,11-32). Este filho de coração insensível ao amor paterno, indiferente ao sofrimento que magoa o coração do pai, este filho que prefere bater a porta de casa e abandonar amoradia paterna para se perder nos imundos prazeres da carne; este filho que à convivência com quem o ama e protege, prefere a companhia de quem o desfruta sem limites; este filho de coração duro e fechado ao amor, não sou talvez eu mesmo?
O que foram e o que são os meus pecados se não ofensas e feridas ao Coração de Deus e da Mãe Celeste?
Até o nosso comportamente para com os nossos pais não é o melhor. Muitos se fala do problema de relação entre pais e filhos. Mas este problema existe somente quando o coração está vazio de amor.
Na Rússia, em Moscou, existe um monumento erguido a um jovem, Pavlik Morosov, e uma rua em sua homenagem. Por que? Porque o jovem denunciou aos chefes do partido comunista os próprios pais que eram contrários à coletivização. Os pais foram presos e fuzilados. Ao rapaz, ergueram um monumento.
Quando no coração existe ódio e egoísmo, só podemos esperar egoísmo e ódio até para com os próprios pais.
São Tomás Morus, Chanceler da Inglaterra, quando jovem, e depois, quando pai de família, antes de sair de casa, pedia bênção ao pai idoso. São Pio X usou até a morte um velho relógio de níquel, lembrança de sua santa mãe. Um dia, um Arcebispo, vendo aquele pobre relógio, ofereceu ao Pontífice um precioso relógio de ouro, pedindo-lhe aceitá-lo em troca. "Oh, não! Jamais! - Respondeu o Papa - Este relógio pertencia à minha mãe e assinalou na hora de sua morte. Eu o conservarei sempre com estima".
O amor filial a Deus, "Pai Nosso" (Mt 6,9), a Maria, nossa Mãe (Jo 19,27), ao Vigário de Cristo, aos nossos pais, Sacerdotes que santificam as nossas almas com os sacramentos: em síntese, o amor Filial do Coração de Jesus seja a fonte do nosso amor filial.


Propósitos


- Rezar pelos pais e tratá-los com particular afeto.
- Rezar as seguintes orações (clique aqui).

3 de jun. de 2011

Mês de junho - 3º dia

Coração de amor



 
Jesus é Deus. E Deus é amor.
O Coração de Jesus, então, é o coração todo de amor. Não pode não amar. Não pode não doar-se. Nada o pode freiar, com exceção do pecado, que é a negação do amor. O pecado é o seu inimigo mortal. O pecado O crucificou no Calvário. O pecado continua a crucificá-lo nos corações (cf. Hb 6,6).

"Fornalha ardente de Caridade"! A fornalha é uma imagem expressiva do amor de fogo que enche o Coração de Jesus. Também outras imagens vêm aplicadas ao Coração de Jesus: céu de amor, oceano de caridade, abismo, vulcão, incêndio de amor... mas são todas imagens incompletasss e imperfeitas. Como pode exprimir em palavras uma realidade de amor que tem como fonte o mesmo Deus, o Infinito?
"Oh! Se entendêssemos - exclama Santo Afonso - o amor que arde por nós no Coração de Jesus! Nos amou tanto, que se puséssemos juntos todo o amor do qual são capazes os homens, os Santos e os Anjos, não chegaríamos nem à milésima parte do Amor que Jesus sente por nós"!

Santa Catarina de Siena em seu "Diálogo" pedfiu um dia a Jesus: "Doce Cordeiro Imaculado, vós éreis morto quando o vosso lado foi aberto; por que então desejastes que o cosso Coração fosse assim ferido e aberto"? Jesus respondeu: "Por muitas razões das quais te direi a principal. O meu desejo, reguardo à humanidade, era infinito, mas o ato presente do sofrimento e dos tormentos tinha cabado. Por meio deste sofrimento Eu não podiavos manifestar quanto vos amava, pois o meu amor era infinito. Eis porque quis vos revelar o segredo do Meu Coração fazendo-vos vê-lo aberto, para que compreendais que vos amava mais de quanto podia provar-vos por intermédio de uma dor que tem um fim".

Também São Bernardo, já séculos antes, tinha exclamado: "Senhor Jesus, o Vosso coração foi ferido para que nesta chaga visível aos nossos olhos possamosver a chaga invisível do vosso amor"!

O Coração ferido de Jesus é a fonte que jorra amor para a vida eterna!


Coração egoísta


Se o amor não procura o próprio interesse (cf. I Cor 53,1), o egoísmo não procura senão as próprias contas.

O coração do homem, se não é purificado e transfigurado pela graça, é um coração egoísta que mira só as próprias satisfações. Até quando pensa amar, não o faz senão pelo próprio prazer ou pelas coisas às quais dá valor. O artista ou o comerciante, o operário ou o doutor, quanto é difícil que trabalhem por amor de Deus, ao invés de trabalhar pelo lucro ou sucesso pessoal.

Foi escrito que os quatro pontos cardeais do coração do homem são eu, eu, eu, eu. Quando o coração se enche de amor os quatro pontos cardeais se tornam Deus, Deus, Deus, Deus.

Bem, o que dizer do nosso coração? É cheio da caridade de Deus ou se parece com um bicho da seda, todo fechado em seu casulo?

Devemos agir com energia para que o nosso coração tão grosseiro e interessado se abra com generosidade ao Amor de Deus e dos irmãos. Não devemos e não podemos acreditar amar a Deus só porque lhe dirigimos orações e súplicas para obter favores na hora da necessidade. Quantas orações interesseiras! E muitas vezes, obtido o favor, adeus orações! Este é só um modelo egoísta de rezar. Não serve nem para exprimir nem para nutrir. Os verbos do amor egoísta são: obter, possuir, receber, ter, gozar... Os verbos do amor puro são: doar, doar-se, participar, sacrificar-se, fazer ao outro feliz...

Santo Afonso de Ligório recomendava não desejar o céu só pelo júbilo sem fim que se provará ao amar a Deus, mas pela alegria que provará Deus recebendo o nosso amor puro e total.

Podemos até chegar lá, onde chegou São Francisco de Sales durante a prova interior que muito o atormentou com a obsessão da própria e inevitável danação: "Ora bem, ó Senhor - rezou o santo - se é verdade que eu deva ficar para sempre longe de Vós, procurarei ao menos amar-Vos com todo o coração neste vida"!

Quando São Pio X era Bispo de Mântova, um socialista anticlerical, Alcebíades Moneta, escreveu e difundiu um venenoso livrinho anônimo, cheio de calúnia contra o bispo. Quando foi descoberta, alguém aconselhou ao Bispo de delatar aquele vil caluniador. "Mas não vedes - respondeu o Santo Bispo - que aquele infeliz precisa mais de oração que castigos?" Algum tempo depois uma desventura reduziu aquele infeliz à miséria. Apenas o Bispo tomou conhecimento disso e mandou chamar uma piedosa senhora, dizendo-lhe: "Ide com a esposa de Alcebíades Moneta e levai-lhe esta oferta; mas não lhe digais que sou eu que vos mando. Se o quisesse absolutamente saber, lhe direis que vos manda a senhora mais piedosa que existe: a Virgem Santíssima!"

Assim comporta quem tem o coração cheio de amor, que não procura o próprio interesse (cf. I Cor 53,1).

Queira Jesus emergir o nosso coração egoísta na ' fornalha ardente de caridade ' do Seu Coração.



Propósitos:



- Procurar uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e colocá-la em lugar de destaque em casa;

- Rezar as seguintes orações (clique aqui).

2 de jun. de 2011

Mês de junho - 2º dia

O Coração de Jesus



O Coração de Jesus é o Coração de Deus, por isto é o Coração único e sublime. Quem pode compreendê-lo?
Reflitamos: aquele Coração foi formado pelo Espírito Santo, foi feito no seio imaculado da Virgem Maria, foi alimentado com a carne da puríssima e o sangue virginal de Nossa Senhora. Aquele coração cultivou a caridade divina mais ilimitada e ardente em amar Deus Pai, em amar as criaturas. Aquele coração foi justamente definido "Rei e centro de todos os corações", "abismo de todas as virtudes", "fonte de toda consolação".
Que alegria e palpitações, que trabalhos e tristezas terão atravessado o Coração de Jesus? Pensemos no desígno de Deus que abraça a humanidade e a criação a resumir em Cristo. Pensemos no mundo de acontecimentos felizes e tristes que enchem a vida de cada ser. O Coração de Jesus é coração divino, é coração cósmico, é coração universal. Registra cada movimento, mesmo imperceptível, de cada coração e de cada coisa: nada lhe pode fugir, porque "todas as coisas têm n'Ele a própria consistência" (Cl 1,17).
À sua discípula predileta, Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus dirá desde a primeira aparição: "O meu divino Coração é assim apaixonado de amor pelos homens, que não mais podendo conter em si as chamas da sua ardente caridade, as quer propagar".
O Coração de Jesus nos ama e deseja o nosso amor. É pelo nosso amor que Ele se fez imolar: ou seja, para ter o nosso amor. E "a essência da devoção ao Sagrado Coração de Jesus - ensinava Paulo VI - consiste em considerar a honra na imagem simbólica do Coração, o imenso amor, cheio de ternura, do nosso Redentor".
Amar o coração de Jesus significa responder às exigências primárias do Amor de Jesus, que significa o Amor de Jesus retribuindo-o com o nosso amor, pelo qual Ele morreu.
Por isso, São Francisco de Assis rezava esplendidamente, dizendo a Jesus: "Eu morro pelo amor do teu amor, como tu te dignaste de morrer pelo amor do meu amor"!



O Coração do homem


Em sentido bíblico, o coração do homem é o centro vital do homem, o centro vital físico e espiritual. Afetos e pensamentos, desejos e vontades "sobem do coração" (Is 63,17).
Se pode dizer que carne e espírito confluem no coração do homem, tornando-o centro unitário de todo o homem. Mas o homem desequilibrou-se com o pecado original e continua a desiquilibrar-se ainda mais com os pecados pessoais, tornando-se uma mistura de bem e de mal, talentos e defeitos, virtudes e vícios, de paixões nobres e ignóbeis, de altas aspirações e de vergonhosas concupiscências.
Toda esta realidade do homem tem o seu ponto de encontro no coração do homem. É como se fosse recolhida e "bombeada" pelo sangue que chega e parte do coração em círculo vital para todo o organismo.
Por isso do coração do homem parte todo bem e todo mal. O próprio Jesus disse: "Bem aventurados os puros de coração" (Mt 5,8). Disse também estas terríveis palavras sobre o coração do homem: "Do coração surgem os maus pensamentos, os assassínios, os adultérios, as fornicações, os furtos, os falsos testemunhos, as blasfêmias". (Mt 15,19).
O coração do homem deve ser restaurado. Nele deve morar Deus. Jesus veio para isso à terra: reportar o Reino de Deus dentro de nós. Ele trouxe a Boa Nova, o seu Evangelho para o imprimir no coração do homem. Já o dizia pela boca do profeta Jeremias: "Imprimirei a minha lei nos corações deles" (31, 33). E São José de Leonissa, um Santo franciscano, comentava este versículo, dizendo: "Então,cada cristão deve ser um livro vivente onde se possa ler a doutrina evangélica". Assim dizia São Paulo aos Coríntios: "Sois a nossa carta, escrita não com a tinta, mas com o Espírito de Deus vivo através do nosso ministério; não em tábuas de pedra, mas sobre as tábuas da carne no coração".
A folha é o nosso coração e quem escreve é o Espírito Santo através do meu ministério. Mas como se pode escrever em uma página já escrita. Se não se apaga o escrito precedente, não se pode escrever de novo. No vosso coração está escrita a avareza, a prepotência, a luxúria e os outros vícios. Como poderemos escrever a humildade, a honestidade e as outras virtudes, se precedentes vícios não forem cancelados?
Um modelo esplêndido de restauração do coração do homem é São Francisco de Assis. Não somos nós a propô-lo, mas o mesmo Jesus, que disse a Santa Margarida Maria Alacoque, indicando-lhe o Seráfico Pobrezinho: "Eis o santo mais próximo ao meu coração". Tão humano e tão sublime, São Francisco de Assis nos faz entender que maravilhosa realidade seja a transformação do nosso coração no amor apaixonado a Jesus e no amor transfigurado a todas as criaturas. Eis como se deve tornar o coração do homem: um coração novo, todo amor, humildade, paciência, dolura, força, sacrifício...
O coração de Jesus queira nô-lo conceder neste santo mês.

Propósito:

- Ler todo dia uma página do Evangelho e imprimí-lo no coração.
- Rezar estas orações (clique aqui).

31 de mai. de 2011

Mês de Junho - 1º dia

Quem é Jesus?



Jesus é o Filho Unigênito de Deus, concebido pelo Espírito Santo, nascido virginalmente de Maria Virgem.
Jesus é o Verbo Encarnado.
Em Deus existem três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Jesus é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Para salvar a Humanidade da escravidão do pecado, Deus Pai mandou Seu Filho único como nosso Redentor.
O Verbo se encarnou no seio virginal de Maria, que é a única criatura imune de toda a mancha do pecado desde a sua concepção. É Imaculada! Ela consentiu ao desígnio de Deus, aceitando se tornar a Mãe do Unigênito de Deus. Ela acolheu o Verbo no seu seio, e desde o primeiro instante o adorou como Deus; o gerou como Filho e o doou a nós como Salvador e Redentor.
Jesus, com sua Mãe, reparou a humildade na obediência e no sacrifício; o orgulho, a rebelião e aganância de Adão e Eva.
Jesus e Maria: o novo Adão e a nova Eva. Eles reabriram as portas do Paraíso, eliminando a antiga maldição que pesava sobre a humanidade, devolvendo a grala que redime, oferecendo a possibilidade da Salvação a todos.
Belém, Nazaré, o Calvário: Jesus viviu a humildade, embora nem todos aceitem.
A pobreza em Belém, o ocultamento e a obediência em Nazará, a condenação e a imolação no Calvário. Deste modo, Ele foi o nosso Deus Salvador, pagando os nossos pecados de pessoa, com a Sua vida e o Seu sangue.
Nele, somente Nele, todos os homens podem conseguir a Salvação: "Deus nos deu a vida eterna e essa vida está no seu Filho" (cf. I Jo 5,11).
Por isso os Santos consumiram a própria vida para conduzir os homens a Jesus Salvador.
Por que os Apóstolos se espalharam pela terra e morreram mártires? Somente para doar aos homens a Boa Nova da salvação em Jesus.
Por que São Francisco de Assis e São Domingos de Gusmão foram incansáveis no pregar através de países e países? Para arrancar as almas ao pecado e aos erros, conduzindo-as a Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
Por que São Francisco Xavier, e tantos missionários, deixaram família e pátria para andarem imolando-se em terras longínquas e desconhecidas? Para levar Jesus àqueles irmãos necessitados de salvar a sua alma.
Por que São Luís Grignion, Santo Afonso de Ligório, São Maximiliano maria Kolbe, difundiram com zelo ardentíssimo a devoção a Nossa Senhora? Para conduzir os homens a Jesus Salvador através do caminho "mais breve, mais fácil, mais seguro".


Quem é o homem?


O homem é uma criatura de Deus. O primeiro homem fo Adão, que de Deus recebeu corpo e alma. A primeira mulher foi Eva, que com Adão constitui o casal dos nossos primeiros pais.
O homem é composto de alma e de corpo. A alma é espiritual e imortal, criada diretamente por Deus, e infundida no corpo (cf. Gn 2,7). O corpo é mortal, transmitido pelas gerações, corrompe-se no sepulcro, mas é destinado também à imortalidade, ao Paraíso ou ao Inferno, com a ressurreição final.
O homem foi criado por Deus, inocente. Não só isso. Recebeu até a graça divina, que o tornou filho de Deus, coparticipante da mesma natureza divina. Mas o homem era livre. E devia escolher livremente Deus, para ser sempre o filho e amigo de Deus, pleno de felicidade eterna do seu reino.
No entanto, Adão e Eva não escolheram Deus, mas se deixaram enganar pela sugestão diabólica de 'ser como Deus'. E se rebeleram contra Deus, comendo do fruto proibido.
O pecado original destruiu neles a inocência e a filiação divina, privando-os também dos dons particulares recebidos de Deus. Mais ainda: introduziu o deseuilíbrio entre corpo e alma, entre os sentidos e a razão, e insuflando-lhes a semente da concupiscência com as paixões mais vergonhosas.
Satanás no lugar de Deus. Satanás, com todas as suas iniquidades e indecências. Uma verdadeira revolta: do filho do amor de Deus, o homem se torna "filho da ira" de Deus (cf. Efe 2,3). Uma verdadeira catástrofe para o homem, que se tornou o ser mais infeliz da terra.
A este ponto, quem repararia a ingratidão monstruosa e o infinito ultraje feito a Deus pelo homem? Uma ofensa infinita exige reparação infinita. Mas só Deus é infinito. Então, só Deus poderia reparar o mal do homem.
A única esperança do homem, por isto, era Deus, o ofendido. A única esperança da humanidade era Deus misericordioso. "Salvai-me, ó Deus!" (cf. Sl 69,2).
E Deus misericordioso veio com a Encarnação do Filho: "Deus amou tanto o mundo, que mandou o seu Filho Unigênito" (cf. Jo 3,16); "O Pai amndou Seu Filho para salvar o mundo" (cf. Jo 4,14).
Esta é a imensidão do amor de Deus que chegou depois ao excesso com a Eucaristia (Jo 13,1) e continua a amar-nos com os dons e as promessas do seu divino Coração. E São Paulo recorda que "o amor de Deus é largamente difundido nos vossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi dado" (cf. Rm 5,5). Toca ao coração do cristão viver e inebriar-se deste amor Divino.



Propósitos:


- Fazer tudo no mês de junho em honra do Sagrado Coração de Jesus;
- Rezar as seguintes orações:



Coroa ao Sagrado Coração de Jesus






Oh! Jesus meu! Vós que dissestes "Em verdade vos digo: pedi e obterás, buscai e encotrareis, batei e se abrirá", eis aqui que eu que bato, eu busco, eu peço a graça de .....



Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.



Sagrado Coração de Jesus, em Vos confio e espero.

Oh! Jesus meu! Vós que dissestes "Em verdade vos digo: qualquer coisa que peçais a Meu Pai, em Meu Nome, Ele vos concederá", eis aqui que a vosso Pai, em vosso Nome, eu peço a graça de .....



Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.



Sagrado Coração de Jesus, em Vos confio e espero.

Oh! Jesus meu! Vós que dissestes "Em verdade vos digo: passarão o céu e a terra mas minhas palavras não passarão", eis aqui que apoiado na infabilidade de vossos santas palavras, eu peço a graça de .....



Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.



Sagrado Coração de Jesus, em Vos confio e espero.

Oração:

Oh! Sagrado Coração de Jesus, a quem é impossível não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós miseráveis pecadores e concedei-nos as graça que vos pedimos por meio do Imaculado Coração de Maria, vossa e nossa terna Mãe.



São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Salve Rainha...



Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.



Deus Pai dos céus,.

Deus Filho, Redentor do mundo.

Deus Espírito Santo,.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus,.



Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno,.

Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe,

Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,

Coração de Jesus, de majestade infinita,

Coração de Jesus, templo santo de Deus,

Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,

Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,

Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,

Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,

Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,

Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,

Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,

Coração de Jesus, rei e centro de todos os corações,

Coração de Jesus, no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência,

Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade,

Coração de Jesus, no qual o Pai pôs as Suas complacências,

Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,

Coração de Jesus, desejo das colinas eternas,

Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia,

Coração de Jesus, rico para todos os que Vos invocam,

Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,

Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados,

Coração de Jesus, saturado de opróbrios,

Coração de Jesus, esmagado pelos nossos pecados,

Coração de Jesus, feito obediente até a morte,

Coração de Jesus, atravessado pela lança,

Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,

Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,

Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,

Coração de Jesus, vítima dos pecadores,

Coração de Jesus, salvação dos que esperam em Vós,

Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós,

Coração de Jesus, delícia de todos os santos,



Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,



V. Jesus, manso e humilde de coração.

R. Fazei nosso coração semelhante ao vosso.



Oremos: Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de vosso Filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que ele, em nome dos pecadores, vos tributa; e aos que imploram a vossa misericórdia concedei benigno o perdão, em nome de vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém

Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!




Consagração do Gênero Humano ao Sagrado Coração



Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, que humildemente estamos prostrados diante do vosso altar, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e, afim de podermos viver mais intimamente unidos a vós, cada um de nós se consagra espontaneamente neste dia ao vosso sacratíssimo Coração.

Muitos há que nunca vos conheceram, muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos renegaram. benigníssimo Jesus, tende piedade duns e doutros e trazei-os todos ao vosso Sagrado Coração.

Senhor, sêde Rei não somente dos fiéis que nunca de vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos que vos abandonaram; fazei que estes tornem quanto antes à casa paterna para não perecerem de miséria e de fome.

Sêde Rei dos que vivem iludidos no erro ou separados de vós pela discórdia; trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, afim de que em breve haja um só rebanho e um só pastor.

Sêde Rei de todos aqueles que estão ainda sepultos nas trevas da idolatria e do islamismo, não recuseis conduzi-los à luz e ao reino de Deus.

Volvei, enfim, um olhar de misericórdia aos filhos do que foi outrora vosso povo escolhido; desça também sobre eles, num batismo de redenção e de vida, aquele sangue que um dia sobre si invocaram.

Senhor, conservai incólume a vossa Igreja e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que dum polo a outro do mundo ressoe uma só voz:

Louvado seja o Coração divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a ele por todos os séculos. Amém.

Honra e Glória a Ele por todos os séculos. Amém.

30 de mai. de 2011

Mês de Junho. Mês do Sagrado Coração de Jesus. Mês das graças.

Prefácio da Edição Brasileira
Fonte: Pe. Stefano Maria Manelli. Coração de Jesus, Coração do Homem.


A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das mais caras aos Católicos, porque conduz a viver intensamente o mistério da Encarnação, mistério de Deus feito homem, que nos ama com um coração de homem.

Desde quando Jesus falou a Santa Margarida Maria Alacoque, apresentando-lhe a devoção ao Seu Coração Santíssimo como remédio à frieza, na qual a Fé de tantos Católicos estava precipitada por causa do Jansenismo (heresia nascida em ambiente católico por influência do Calvinismo), inumeráveis almas retornam à prática do Sacramento da Penitência, na qual a misericórdia de Deus perdoa e cura-nos do pecado; e à Eucaristia, onde Jesus, Vivo e Verdadeiro, torna-Se alimento da alma, apertando-a a si, ao Seu Coração.

Pensamos, por isto, bem dizer que a devoção do Coração de Jesus conduz as almas a afastar-se do pecado, não tanto por temor do Inferno, mas sobretudo por Amor de Jesus. Ou seja: cria em nós a verdadeira contrição. Estas almas se tornam sempre mais semelhantes a São João, o discípulo predileto, que teve o privilégio de pousar a cabeça sobre o Coração de Jesus e de ver confiada a si a Santíssima Virgem (Jo 19, 26-27), isto é, aquele a quem é entregue ao sumo amor do Filho de Deus.

Estas meditações, pensadas e escritas como subsídio ao mês de Junho, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, se coloca entre aqueles 'pequenos, mas grandes livros' que, com simplicidade, harmonizando as fontes bíblicas com os exemplos dos Santos, nutrem as almas da sã doutrina, muito mais que os difíceis volumes, que sob o pretexto de 'atualidade', acabam por ser pesadamente áridos.

Oferecemos, portanto, esta obra aos fiéis brasileiros, certos do bem que produzirá em muitas almas, doando a eles a alegria do amor de Jesus, aproximando-as do seu Coração para que d'Ele possam aprender aquela 'doçura e humildade' (cf. Mt 11,29), que conduzem à mais alta santidade.

Frei Maximiliano Zangheratti
Frades Franciscanos da Imaculada - Missão Brasileira
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Àqueles que desejarem receber as meditações dia-a-dia do Sagrado Coração de Jesus, envie seu email para cadastro em: reginapostolorum@gmail.com ou acesse este blog diariamente durante o mês de Junho.

Deus abençoe e até lá!