Exorcismo

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Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

12 de abr. de 2010

A IDEOLOGIA INUMANA E TOTALITÁRIA DO PNDH3









Prof. Hermes Rodrigues Nery

Nas vésperas do Natal de 2009, o Presidente Lula apresentou seu 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3), causando assombro e perplexidade entre vários setores da sociedade brasileira, primeiramente pela astúcia, ousadia e até temeridade com que o Governo – através de um decreto (nº 7037) – não pôde mais ocultar a que ideologia está comprometido, e a disposição de impor sua “desconstrução” cultural, visando minar conceitos e valores edificados ao longo de séculos para proteger e promover o ser humano como pessoa, sujeito de direitos e deveres.
Num contexto de crise gnosiológica, crise dos conceitos, que atinge “a estrutura ontológica da pessoa”1, nos encontramos novamente (como em tantas outras encruzilhadas da história) chamados a se posicionar e a defender a vida humana de tantos ataques, daí a necessidade de fazer revigorar as forças vivas da nação brasileira (num movimento ético, pátrio e cívico) para evitar a imposição de uma nova ditadura, de perfil orwelliano, que começa por querer impor condicionantes que asfixiam a liberdade, sem a qual não há como a pessoa realizar-se como ser humano. O combate pela vida se torna inevitável (a Campanha da Fraternidade de ste ano é categórica: não há como servir a dois senhores). Resta saber de que lado estamos (indagava João Paulo II em seu último livro “Memória e Identidade”).
Agrilhoada por falsas necessidades e por equívocos e seduções imediatistas e corrosivas, a liberdade requer ser libertada daquilo que a ameaça, pois sem liberdade não há pessoa, e sem pessoa a vida humana perde o seu valor, o seu sentido e a sua dignidade. Por isso que a defesa da vida protagoniza hoje um movimento com o senso da história, porque, a exemplo de tantos outros grandes desafios do passado, somos chamados a fazer história, mesmo estando – de novo – na contramão do status quo, que se volta contra a própria natureza humana.
O filme já visto atesta o que já ficou comprovado pela história: no conflito entre natureza e cultura, ganha a natureza; no conflito entre família e Estado, ganha a família. A opinião pública, vulnerável a sofisticadas formas de manipulação e camuflagens da linguagem (com o abuso de eufemismos), torna-se refém de estranhas ideologias, que utilizam-se da retórica para impressionar, e até tenta impactar, mas como toda opinião é doxa e não episteme, decorre daí erros hermenêuticos de gravíssimas conseqüências: direitos humanos se transformam em palavra-de-ordem para justificar uma nova mentalidade e ordem mundial, inteiramente amoral e inumana, em que a pessoa deixa de ser sujeito para se tornar objeto, destituída de humanidade, sem proteção e promoção, anulada em sua identidade e vítima de reducionismos aviltantes, em graus diferenciados de manipulação, a pior de todas as violências.
Na própria apresentação do Plano Nacional de Direitos Humanos, o Presidente Lula diz que o PNDH3 é uma “opção definitiva”, e um roteiro consistente e seguro, erguido “como bandeira” e apresentado “como verdadeira política de Estado”, por suas diretrizes e objetivos estratégicos expostos – cabe ressaltar que eles não estão de brincadeira e irão fazer de tudo para enfiar goela abaixo esse pacote totalitário, com roupagem de democracia (de um totalitarismo invisível, que interessa à lógica da sociedade de consumo e que o Governo age apenas como títere de f orças econômicas externas, daí o servilismo abjeto ao globalismo de Brzezinski, sob a égide da ONU, visando mais do que um controle físico, mas a anulação da pessoa humana, com a própria espoliação da alma, cujo “objetivo é a mudança na mentalidade e na forma de agir de todos os seres humanos, cujo fundamento é uma nova moral radicalmente egocêntrica, egocentrípeta e hedonista”2. Daí sentencia categoricamente contra o nascituro, excluindo o direito à vida ao ser humano concebido e em sua fase nascente, como determina na diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática g): “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Trata-se de um poder que “se tornou cada vez mais abstrato, a censura cedeu lugar ao controle e se infiltrou na s ociedade de consumo, em uma nova fase de um capitalismo de serviços, pós-industrial”.3
É a ideologia da “sociedade igualitária” e libertária, ancorada no feminismo radical, no fundamentalismo ambiental e cientificista, no ateísmo militante, no anarquismo político, e em perversões biotecnológicas, passando por cima dos limites antropológicos. É uma revolta metafísica, que começou com o deicídio em 1793, e agora atinge a sacralidade da vida humana, por inteiro, desde a sua concepção.
Os “novos direitos” e as novas demandas do ideário igualitário exposto no PNDH3 intensifica a obsessão por uma libertação (que provocou profundas dissenções no seio da Igreja Católica), que extrapola o campo social e político, pois deseja a transgressão da própria condição biológica do ser humano, e não aceita a natureza da identidade sexual, daí o afã de romper o que chamam de estereótipos, no direito de se libertar da própria identidade, invertendo papéis, para recriar o design do próprio corpo e chegar ao “corpo utópico”, em obsessão hedonista. Todos “sabem muito bem que isso se trata de um jogo: ou as regras são transgredidas ou há um acordo, explícito ou tácito, que define certas fronteiras. Este jogo é muito interessante enquanto fonte de prazer físico”.4
A ideologia dos Direitos Humanos explícita no PNDH3 é repressiva, daquela “repressão do poder tolerante, que, de todas as repressões, é a mais atroz”,pois “a suposta tolerância sexual na sociedade de consumo também faz do sexo a metáfora do poder para aqueles que são subordinados a ele. É a comercialização (ou alienação) do homem, a redução do corpo a coisa através da exploração.”6
Com a política de Estado do PNDH3, o Governo Lula rechaça valores civilizacionais das instituições públicas de todo o País, de modo soberbo, e impondo de vez a mentalidade consumista e conformista, em nome do direito das minorias, que passam agora a ser o direito de todos, sem direito a discordâncias, pois os questionamentos serão considerados como “violações dos Direitos Humanos”, com sanções, privações de benefícios, e uma justiça ágil e eficiente para viabilizar execuções sumárias contra os que não concordarem com o Plano estabelecido.
O PNDH3 deseja abarcar “todas as áreas da administração” e “fato inédito de ele ser proposto por 31 ministérios”, “estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas”, feito para ser não uma política de governo, mas a política do Estado brasileiro, para perdurar pelas gerações futuras. Esta é a ambição absolutista do lulismo, inoculado de anarquismo e perversão, de um poder satânico, cujos tentáculos começam a emergir, descaradamente, feito o polvo de Lautrèamont.
Tal ideologia é sustentada por organizações que “desfrutam de um retorno financeiro garantido e que se tornaram, no campo da sexualidade humana, uma fonte de lucro e um veículo da secularização planificada”7, e que o Estado favorece quando capitulado diante de tão vis interesses, que em nada dignificam, mas degradam a pessoa humana. “A pornografia, a droga, a prostituição, a contracepção e o aborto são indústrias organizadas, cujo capital é posto a serviço de uma ideologia, que é contra a vida humana, a família e, frequentemente, contra a Igreja Católica. Os objetivos de tais indústrias são a destruição da família e a secularização, para alcançar os meios pelos quais se toleram alguma forma de depravação e violência sexual em relação às crianças. Estas forças operam secretamente no espírito da era pós-moderna. Publicamente, ao invés, o comportamento destas estruturas (mídia, organizações, resoluções tomadas em conseqüência de conferências nacionais e internacionais) é de forte recusa em relação a violência sexual contra as crianças, todavia, não é por acaso que este fenômeno, nas suas formas de depravação, está em contínuo aumento”.8
Monitoramento, controle, avaliação, acompanhamento, coleta de dados, sistematizações, recomendações em todas as instâncias (federal, estadual e municipal), instituindo parâmetros nacionais que orientem seu funcionamento, condicionando financiamentos, estruturando redes de canais de denúncias, criando observatórios, elaborando “relatórios periódicos para os órgãos de tratados da ONU, no prazo por eles estabelecidos”, informativos em linguagem acessível, flexibilizando critérios normativos do Judiciário, enfraquecendo prerrogativas da legítima defesa, entre outras tantas ações; tudo isso e muito mais fazem do Plano Nacional de Direitos Humanos um prelúdio sombrio de um tempo difícil, de perseguiç ão religiosa e política, em que toda a máquina do Estado, especialmente no campo da Educação e dos meios de comunicação, estarão a serviço de uma ideologia já testada e reprovada pela história.

Prof. Hermes Rodrigues Nery é Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, Secretário-Geral do Movimento Nacional Brasil Sem Aborto e Vereador, Presidente da Câmara Municipal de São Bento do Sapucaí (SP).


Bibliografia:

1. Paulo César da Silva, A Ética Personalista de Karol Wojtila, Editora Santuário / Unisal – Cnetro Universitário Salesiano de São Paulo, 2001, p. 42.
2. Jorge Scala, IPPF (Federação Internacional de Planejamento Familiar) – A Multinacional da Morte, Múltipla Gráfica e Editora (Anápolis), 2004, p. 41
4. Sexo, poder e a política da identidade – entrevista com Michel Foucault (http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/sexo.pdf)
7. Dorotas Kornas-Biela, Direitos da criança, violência e exploração sexual, Léxicon, termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB, 2007, p. 209.
8. Dorotas Kornas-Biela, Direitos da criança, violência e exploração sexual, Léxicon, termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB, 2007, p. 209-210.



Testemunho de Rafael Lourinho


Rafael Lourinho Castelo Branco, escravo da Virgem Maria pela vontade de Deus, à Igreja de Deus que está espalhada por todo este mundo. A vós desejo a paz de Cristo!
Muito me alegra partilhar um pouco de meu testemunho com cada um de vocês, pricipalmente quando falamos no que Deus fez em minha vida por meio desta obra maravilhosa, que é a Comunidade Escravos de Maria do Santíssimo Rosário (atual Equipe Regina Apostolorum).
Lembro-me que no ano de 2007, quando eu estava a frente de um grupo de jovens e por conseguinte sob a coordenação de um encontro chamado Maranatha, um amigo meu me emprestou um DVD que tinha como conteúdo o testemunho do Anderson (Fundador da Comunidade). Quando vi aquele testemunho, muito me impressionei, pois vi o quanto Deus pode fazer na vida de um jovem que dá um SIM verdadeiro a Deus.
Recordo-me que a palavra que ficou marcado em meu coração e muito me incomodou foi "ousadia", pois até então eu era um jovem relaxado e frouxo que se dizia católico, mas pouco me esforçava para viver o evangelho do Nosso Senhor. Além disso, lembro que naquela época não tinha o mínimo de zelo com Jesus Eucarístico, meu amor por Maria Santíssima não era tão intenso como depois daquele testemunho, não rezava o Rosário e nem lia as Sagradas Escritura, ou seja, era um católico só de nome, pois de essência eu não tinha nada.
Mas graças a Deus, por meio do testemunho do Anderson, instrumento de Deus, minha vida mudou radicalmente. Passei a rezar o rosário, a ler as Sagradas Escrituras, a buscar Jesus Eucarístico diariamente na Santa Missa, meu amor por Nossa Senhora aumentou imensamente, tanto é que hoje, por graça de Deus, eu sou escravo da Virgem Maria.
Não sei quantas vezes assisti esse belíssimo testemunho de vida, mas se fosse contar acho que passaria de umas 30 vezes. Foram muitas vezes mesmo, pois comecei a sentir que Deus tinha algo a me dizer por meio daquele testemunho. Nunca tinha ouvido tanta verdade em um testemunho só, ainda mais nos tempos difíceis que a nossa querida e amada Igreja vem passando (cf. II Tim 3,1). Felizmente, pude ver que na Igreja ainda existia pessoas que não tinham medo de pregar a verdade e de denunciar o pecado. Louvado seja Deus por este testemunho!
A sede por Deus ficou imensa e a partir de então, passei a escutar diversas pregações do Anderson, como Maria Terror dos demônios; Ser profeta no tempo da apostasia; Vai e reconstrói a minha Igreja; Poder da Oração; Padre Pio, modelo de santidade; As duas colunas da Igreja; Amar a Igreja; Jovem, assuma sua vocação; Humildade a chave que abre o coraçã de Deus; Igreja no tempo da tormenta; o Poder do Rosário; Seguir o Exemplo de Maria; Maria Pota do Céu; e diversas outras pregações, sendo que cada uma delas tive uma experiência genuína com Deus e muito aprendi com cada uma delas. Posso dizer que parte de minha cataquese foram por meio dessas ríquissimas pregações e aproveito este espaço para recomendar a todos, que porventura venham a ler esse pequenho testemunho.
Por graça de Deus, minhas experiências com esta maravilhosa obra não se restringiram somente a escutar as pregações do Anderson por meio de um CD ou DVD, mas tive a oportunidade de escutá-las em divesas missões (como por exemplo no Lago Azul-GO, Novo Gama-GO, Valparaíso-GO, Brasília-DF e Catalão-GO) e creio que muitas outras oportunidades ainda virão.
Além do mais, tive a graça de caminhar como membro da comunidade por mais ou menos 1 ano e meio aqui em Brasília-DF. Neste tempo, muitas experiências intensas de amor tive com esta comunidade. Muitas formações cristãs e humanas que muito me ajudaram a perseverar nos caminhos do Senhor. Além de muitos momentos fraternos inesquecíveis vivencei com esta comunidade e seus membros (Como esquecer o dia em que fomos ao zoológico? E o dia em que fomos na Esplanada dos ministérios aqui em Brasília-DF tirar fotos em um mesmo lugar? Como esquecer os dias em que lanchamos no tiozinho lá no Novo Gama-GO após as missões ou depois das formações e ficavamos partilhando até altas horas da madrugada? E o dia que jogamos Imagem ação? Como esquecer do dia em que viajei com o Anderson e o Josué para Anápolis-GO para comprar livros e comer queijo na estrada? Pois é, tempos que não voltam, porém que jamais sairão de nossas memórias).
Para finalizar, queria dizer que os momentos de partilha que tive com cada um dos membros dessa comunidade, em especial com o Anderson, sua mãe Tia Izabel e outros membros, muito contribuíram para curas interiores, traumas de infância, problemas pessoais na área afetiva e da sexualidade, dentre muitos outros benefícios. Mas o mais importante, que quero deixar registrado por meio deste testemunho, é que por meio de tantas experiências pude ver o quanto sou humano e o quanto que cada um dos membros da comunidade também apresentam limitações e também necessitam de ser amparados e até mesmo levantados nos momentos difíceis de caminhada. Além disso, nunca mais vou esquecer o que o Anderson disse um dia para minha pessoa: "Nós somos o que somos aos olhos de Deus e nada mais".
Que Deus abençoe a cada um de vocês e Salve Maria Imaculada.

Rafael Lourinho Castelo Branco (24 anos, Brasília/DF, Brasil)

CARLINHOS ALMA - EX-BATISTA


















Por Jaime Francisco de Moura


Todos me conhecem pelo nome de Carlinhos Alma, nome artístico dado ao teatro em 1995. Desde que entendo por gente já era envolvido com música.
Filho de mãe Católica e pai Evangélico (afastado da Igreja há muito tempo) minha infância teve formação Católica com batismo e primeira comunhão.
Tudo estava indo muito bem até que aos meus onze anos de idade meu pai, um sanfoneiro muito conhecido, que tocava nas folias de Reis, festas juninas e nas fazendas, decidiu voltar para a Igreja, pois seu coração não queria ficar longe da Igreja.
Para minha mãe esta atitude foi uma benção porque meu pai passava noites e noites nas festas e isto lhe preocupava muito. Logo começou a ir com ele para a Igreja Batista para lhe fazer companhia. Desde então nunca mais entrou em uma Igreja Católica.
Meus pais não são casados na Igreja e isto impedia que minha mãe participasse da comunhão do corpo de Cristo. Este empecilho já não existia na Igreja Batista e isto confortou seu coração que há muito vivia aflita com aquela situação, não aceita, pela Igreja.
Eu um adolescente, não tive outra opção a não ser acompanhar meus pais, confesso que tive muito medo das gritarias que os crentes faziam numa Igreja Pentecostal nos fundos da minha casa, mas na Igreja Batista, era um silêncio, e lá fui me adaptando.
Depois de um certo tempo, fui vendo que eles desfaziam de tudo que tinha aprendido, transformando Maria mãe de Jesus, numa mulher qualquer, na qual era praticamente proibido demonstrar amor por ela ou até mesmo falar que a amava, pois, estava sendo idólatra e os idólatras não herdariam o reino de Deus.
Como vim de uma família de músicos, eu tocava razoavelmente bem para minha idade, e estava tendo um conflito de formação religiosa na minha mente. Logo fui convidado para tocar nos eventos da noite, mas como era apenas um adolescente, aquilo era a melhor coisa que eu pude conhecer.
Virava e mexia, eu estava também, na Igreja Batista tocando novamente com as bandas daquela Igreja, até que decidi que não era isso que queria. Resolvi desaparecer das Igrejas, não quis mais compromisso com nenhuma e fiquei assim, por três anos da minha vida.
Vivia satisfeito com minha decisão, até que um dia chegou uma pessoa da Igreja Católica para fazer os arranjos de seu CD. Já estava acostumado a fazer arranjos para duplas sertanejas, forró, baião e até algumas gospel para os Evangélicos, mas para Igreja Católica nunca tinha feito.
Quando eles entravam no estúdio faziam uma oração de uma maneira que eu desconhecia na Igreja Católica, achando tudo estranho, mas não comentava nada a respeito.
Depois da gravação me convidaram para tocar no lançamento do CD, e foi quando minha vida começou a mudar. Conheci o ministério de Evangelização Amigos do Pai, que ao terminar o lançamento, me perguntaram se tocava em alguma banda. Disse que não, e eles me convidaram a entrar no ministério de Evangelização Amigos do Pai. Naquele momento eu confesso que meu desejo era dizer um não, nem pensar, mas respondi - vamos orar- concordaram e me deram um cartão de apresentação da banda, e foi exatamente o que eles fizeram durante três meses.
Numa quinta feira acordei cheio de vontade de tocar em uma banda, mas não queria tocar nos eventos da noite. Procurei o cartão da banda, por procurar, pois nunca guardava cartões, mas o da banda estava lá novinho em folha, peguei e liguei imediatamente perguntando se haviam conseguido um tecladista, pois estava disposto a fazer um teste para ver se eu encaixava dentro do que eles queriam. Só ouvi uma voz trêmula me respondendo que ainda não tinha encontrado um tecladista, e se eu quisesse ensaiar, teria um na quinta feira na casa da Juliana, uma das vocalistas da banda. Eles ainda estavam orando e tudo estava sendo confirmado através da oração.
A forma na qual fui escolhido por Deus me comoveu muito porque conheci um Deus totalmente diferente. Muito interessante também, foi o meu encontro com Maria, mãe de Jesus, que para mim ainda era algo difícil de entender. Foi marcante, estávamos fazendo o cerco de Jericó na comunidade vida nova, que foi a grande responsável por toda esta cura interior que me atormentava a muitos anos.
Foi lindo, perfeito, vi que Maria não era nada daquilo que me ensinaram na outra Igreja, ela era simplesmente mãe e não queria glórias, não queria ser Deus, não queria nada, só ser mãe e cuidar de mim.
Hoje três anos depois, estou casado, tenho duas filhas lindas e uma esposa maravilhosa. Sou muito feliz e posso dizer a todo mundo, com toda sinceridade do meu coração, Maria eu te amo, graças a Deus.
Obs: Esse testemunho foi relatado pessoalmente pelo (tecladista da Banda Amigos do Pai) Carlinhos Alma a Jaime Francisco de Moura

11 de abr. de 2010

Em Defesa de Nossa Senhora

















Fui pastor protestante (é errado dizer pastor evangélico. Evangélicos somos nós Católicos) e nunca ouvi uma pregação positiva sobre a Virgem Maria nas seitas erroneamente chamadas de evangélicas que conheci.

O que se fala d´Ela é o absurdo de que é uma mulher como outra qualquer, uma pecadora. Também eu na minha total ignorância e cegueira espiritual quando fui pastor evangélico(sic) repetia essas asneiras e irreverências. As belas passagens bíblicas que d´Ela falam como as palavras do Arcanjo Gabriel e Santa Isabel não são comentadas positivamente. Nem mesmo o magnificat é lido, estudado e pregado de maneira correta.

No mínimo, nessas seitas, a Mãe do Senhor é ignorada. Quando algum Católico deixa a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e desce para as seitas, logo ele é obrigado a quebrar as imagens ou rasgar e queimar as "fotografias" de Nossa Senhora. Há por detrás de tudo um terrível ódio a tudo que fale ou lembre a Mãe de Deus.

Muitas mentiras e calunias são ensinadas sobre nós Católicos, quando dizem que nós adoramos a Virgem Maria. Os Únicos Católicos que alegam um dia ter adorado Nossa Senhora hoje são protestantes. Hoje sou Católico pela graça de Deus e confesso que nunca encontrei um católico que adorasse a Virgem Maria.

Como entender tanto ódio contra a Virgem Maria? A resposta está na palavra de Deus, a Bíblia. Em Gênesis 3,15 lemos: "Porei ódio entre ti(demônio) e a Mulher (a Virgem Maria), entre a tua descendência (seguidores do demônio) e a dela(Cristo e os seguidores d´Ele). Esta te ferirá a cabeça, e tu(demônio) lhe ferirás o calcanhar (ofensas, mentiras contra Nossa Senhora, dizendo que Ela era pecadora)." A batalha entre o demônio e seus seguidores contra a Mãe de Deus se arrastará pelos séculos até o final do mundo conforme lemos em Apocalipse 12,1 e seguintes.

A mesma palavra de Deus nos alerta que as seitas crescerão a cada dia. Só no Brasil, segundo pesquisas realizadas, surgem três novas religiões por dia. Tudo conforme a Bíblia: Mateus 24,11-12; 23,24 / Marcos 13,5-21,22 / Lucas 21,8. Por favor amigo, leia estas passagens bíblicas e "ficai de sobreaviso. Eis que vos preveni de tudo, diz o Senhor"(Mc.13,23). Ainda o livro de Apocalipse narra o seguinte: "A serpente(o demônio) vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir"(Apoc.12,15), isto significa uma grande quantidade de palavras(escritas e faladas, figuradas no rio de água) contra a Virgem Maria, na intenção de apagar o seu nome dentre os seguidores de Cristo.

Cumpre-se assim as profecias da Bíblia falando sobra a apostasia, isto é, deixar a Igreja Católica e ir para as milhares de seitas. Em 1.980 eram cerca de 20 mil e hoje deve estar em pelo menos 30 mil seitas. TODAS COM A Bíblia NA MÃO E CADA UMA ENSINADO UMA COISA DIFERENTE. Tudo é uma preparação para o surgimento do Anticristo(II Tess.2,3) o qual reunirá essas seitas numa espécie de confederação.

A Palavra de Deus escrita A Bíblia e a Palavra de Deus Oral - A Tradição, dizem que no final dos tempos, os verdadeiros fiéis serão um pequeno rebanho(Lc.12,32). Por isso, cresce o erro, as seitas e diminuem o número de católicos. Católicos fiéis são poucos. São aqueles que guardam a Tradição: pequenino rebanho, perseguido, caluniado...

Esse amontoado de seitas é chamada de Babel, Babilônia, isto é, confusão (divisão entre as seitas, cada uma ensinando uma coisa diferente da outra) e é representada na Bíblia por uma prostituta, (uma outra mulher que está assentada), isto é, estabelecida sobre a multidão de palavras contra a Virgem Maria (Apoc.17,3-4). É esta mulher a grande prostituta, pois prostituiu a Palavra.

Na Bíblia a apostasia, isto é, abandonar a Fé verdadeira é considerada prostituição, infidelidade(Josué 22,16; Jeremias 3,8;13,27; Ezequiel 16,32; Oséias 2,2ss e Apoc. 2,22). O objetivo do maligno, que odeia a Virgem Maria, é corromper toda a Terra com a sua prostituição, destruindo a Fé Católica, conforme Apoc. 19,2. O falso ecumenismo unirá todos sob a liderança do Anticristo e do falso profeta, formando a Babel, essa falsa igreja que romperá com a Sagrada Escritura e a Divina Tradição, não suportando a Sã Doutrina (II Tim.4,3).

Os católicos são os seguidores da Mulher vestida de Sol (Apoc.12,1ss), que ouvem a Palavra do Senhor: "Eis aí tua Mãe"(Jo.19,27) e a levam para sua casa. Os seguidores do demônio são os seguidores da grande prostituta(as seitas) e que dizem da Mãe do Senhor: "É uma mulher como qualquer outra, uma pecadora." Nas seitas, como já falei acima, ou se ofende a Mãe do Senhor ou se A ignora completamente. É somente na Igreja Católica que se cumpre a profecia: "... Me proclamarão Bem-aventurada todas as gerações" (Lc.1,48).

Será que Nosso Senhor ficará indiferente as mentiras, blasfêmias e ofensas à Sua Santa mãe? Ele que cumpre na Sua totalidade o 4º Mandamento da Lei de Deus que nos ensina a honrar pai e mãe haverá de fazer justiça. Um filho que ouve e vê alguém falar mal de sua mãe e não a defende peca contra o 4º Mandamento da Lei de Deus. Você leitor, se alguém fala mal de sua mãe ficará quieto, se acovardará e não defenderá a honra de sua mãe? você iria a uma "igreja" onde não gostam de sua Mãe? Nunca vá a um lugar onde não gostam da Mãe de Nosso Senhor, mesmo que eles digam que estão reunidos em Nome d´Êle pois Ele seguramente não estará lá. Pois bem, Nosso Senhor é um Deus zeloso e no Dia do Juízo dirá a esses membros das seitas: "Nem todo aquele que diz: ´Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus(honrar pai e mãe, por exemplo). Muitos Me dirão naquele Dia: ´Senhor, Senhor, não pregamos nós em Vosso Nome e não foi em Vosso Nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres?´ E no entanto Eu lhe direi: "Nunca vos conheci. Retirai-vos de Mim, operários maus"(Mt.7,21-23). AS IMAGENS(Num.21,8-9); (Ex.25,18)

E pensar que esses falsos pastores mandam rasgar e queimar as fotografias (imagens) da Mãe do Senhor. lembrem-se, o diabo prega a Bíblia (Conforme Gênesis, onde para Eva torceu a Palavra de Deus e até para Nosso Senhor o diabo a pregou, interpretando-a erroneamente - Mateus 4,1 e seguintes).

Pense amigo leitor, que atitude você tomaria se alguém dissesse que sua mãe é uma mulher como qualquer outra e rasgasse todas as fotografias dela. Você gostaria?

Nosso Senhor, tenho certeza, não aceita que se faça isso com Sua Mãe. leia Hebreus 10,30-31. Se alguém fala mal de minha mãe não é meu amigo, mas se alguém fala bem de minha mãe eu o estimo e o considero como amigo. O 4º Mandamento~que nos exige honrar pai e mãe nos obriga a honrar Nossa Mãe do Céu a Virgem Maria, a Mãe de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Esta senhora, a escolhida por Deus Pai, a Esposa do Espírito Santo, é a Mãe do Redentor.

Que é esta Senhora? É a mulher vencedora do demônio (Gen.3,15 / Apoc.12,1ss), a Medianeira de todas as Graças para que a Festa da Salvação continue e o vinho novo da alegria nunca nos falte, a mulher predestinada que antecipa a Hora da Salvação(Jo.2,1ss). Ela é o Sinal de Deus para os eleitos(Is.7,14 com Apoc.12,1ss), é a vitoriosa, a plena graça de Deus, a que pela graça está diante de Deus, a Mãe do Deus feito homem, sobre a qual desceu o Espírito Santo, a Serva eleita do Senhor, Aquela que numa simples saudação atraiu o Espírito Santo que santificou São João Batista ainda no seio de Sua mãe, Aquela cuja palavra Cheia de Graça encheu Santa Isabel do Espírito Santo.

Aquela de quem a Católica Santa Isabel cheia do Espírito Santo reconheceu ser a bendita entre todas as mulheres, pois bendito é o fruto do teu ventre: Jesus. Àquela que Santa Isabel reconheceu ser honrada pela visita da Mãe de Deus.

Por favor meu amigo leitor abra a Bíblia e leia Lucas 1,28-30; 31-35; 38-41; 42-43 e glorifique ao Senhor e louve essa Mãe Admirável e Santíssima. Nós Católicos, com o Arcanjo Gabriel e Santa Isabel sentimo-nos honrados da Mãe do Senhor, a Bendita entre as mulheres, visitar nossa casa.

O culto a Virgem Maria vem desde o inicio da Igreja. Que culto mais evangélico pode haver do que o prestado a Ela pelo Arcanjo Gabriel e por Santa Isabel? Que culto mais evangélico do que esta homenagem filial de confiança, ternura e abandono, que o Menino Deus prestou à Sua Mãe, fazendo do Seio Virginal de Maria Seu Trono, refúgio e alimento!? O Deus feito Homem foi submisso a Maria até os trinta anos, na intimidade de Sua Mãe (Lc.2,51). À qual outra mulher, Jesus Cristo - Deus Verdadeiro - Disse essas sublimes palavras: "Mamãe Eu te amo!?" A arqueologia, os escritos antigos do sucessor dos Apóstolos, atestam a grandeza da Mãe do Senhor.

São Dionísio, Mártir do primeiro século diz: "Maria mostra-se cada vez mais solicita para aqueles que Lhe dedicam amor." d´Ela fala-nos Santo Irineu: "Os laços, pelos quais Eva se deixou acorrentar, por sua credulidade, Maria rompeu-os pela fé." Pela desobediência de Eva entra o pecado e a morte, pela obediência da Virgem Maria com o Seu sim, entra a Salvação do mundo. O Preciosíssimo Sangue de Jesus, que é o preço da nossa salvação, é o sangue que recebeu de Maria(Jo.1,14; I Jo.5,6; I Ped.1,18). Nosso Senhor é Carne e Sangue de Sua Mãe, por obra do Espírito Santo. Louvado seja Deus: Ela não é uma mulher qualquer. Dizer que a Virgem é uma mulher como outra qualquer é blasfemar contra o Espírito Santo, é negar a Divindade de Jesus. É negar o Poder do Sangue de Jesus.

4º MANDAMENTO Quem não honra a Mãe, não honra o Filho... não honra o Pai. "...e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado(I Jo.5,1b). Dizer que Maria era pecadora, é dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo foi concebido em pecado, que recebeu um sangue contaminado pelo pecado(Sl.50,7). Graças a Deus que nós Católicos cremos que Ela foi concebida sem pecado original em razão da Sua Predestinação para ser a Mãe de Deus feito Homem. Tudo nos méritos do Filho d´Ela. Somos evangélicos e crentes verdadeiros e a nossa Igreja foi adquirida pelo Sangue Preciosíssimo e Puríssimo que Ele recebeu de Maria Santíssima (At.20,28). E as seitas? Essas não A honram, não A querem em suas casas e muito menos nas suas "igrejas."

É deles que fala o Senhor: "Nem todo aquele que Me diz: ´Senhor, Senhor´, entrará no Reino dos Céus." Nós católicos pela Graça de Deus a reconheçamos Bendita, mas as seitas(que horror!) a consideram maldita pois para elas a Virgem Maria é uma mulher pecadora, uma mulher qualquer. Nessas seitas não se cumpre a profecia de São Lucas 1,48: "Todas a gerações Me proclamarão Bem-aventurada." Não se cumpre porque não A amam, não se cumpre porque a profecia diz: "Todas as gerações" e eles são de ontem, de hoje. Não provem dos apóstolos. São religiões humanas... e que tipo de homens!!! Eles não respeitam a Mãe do Senhor. A boa educação exige que respeitemos a mãe dos outros e quanto a Mãe de Deus muito mais ainda.

Satanás é covarde, o ódio em pessoa, pois para mais ofender Nosso Senhor Jesus Cristo faz com que seus discípulos digam que a Mãe d´Êle era uma pecadora. Qual seria a sua reação, amigo leitor, se alguém ofendessem a sua mamãe? Pode estar certo que no Dia do Juízo Ele, um Deus Zeloso, pedirá contas aos que ofendem Sua Mãe. Católico: "Eis a tua Mãe", a vestida de Sol, a glorificada. Ame-A. Respeite-A. Honre-A, pois é a tua Mãe.

Vá hoje mesmo à Igreja Católica mais perto de sua casa e leve para Ela flores, para colocar diante da Sua Fotografia (imagem). Agradeça a Deus por Ela. O filho Ficará contente por respeitar e amar Sua Mãe.

Por favor amigo leitor, reze comigo:

"Senhor Jesus Cristo, eu vos amo e vos adoro. Eu vos louvo e agradeço por Sua Mãe. Eu amo Sua Mãe. Perdoe-me Jesus amado por todas as vezes que não honrei Sua Mãe que é também minha. Perdoe-me, misericórdia Senhor, pelas vezes em que ouvi alguém falar mal de Sua Mãe e me acovardei e não A defendi. Perdoe-me pelas vezes que fui tentado a ignorá-lA, julgando que amar Sua Mãe é roubar o que Lhe é devido. Dai-me Senhor a graça de amá-lA como o Senhor a ama. Lhe prometo Senhor que nunca irei desonrar Sua Mãe e sempre A amarei e em minha vida A proclamarei a Bendita entra as mulheres, a Bem-aventurada.

Obrigado Senhor, pela graça de ser Católico. Mãezinha do Céu eu te amo e adoro Teu Filho Jesus. Amém."

QUEM NÃO HONRA A MÃE, NÃO HONRA O FILHO!

Verdadeira caridade este em falar a verdade.
Em desagravo à ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria.
Pelo Triunfo do Coração Imaculado de Maria.

"CATÓLICOS UNIDOS EM DEFESA DA FÉ"

IMPRIMATUR: D. Manuel pestana Filho
Bispo Diocesano de Anápolis
Festa da Natividade de Nossa Senhora
08 Setembro de 1994

www.portalanjo.com

É preciso testemunhar o amor misericordioso de Jesus, diz Papa
















11.04.2010 - Centenas de fiéis participaram neste domingo, 11, da oração mariana dominical do Regina Coeli junto com o Papa Bento XVI, em sua residência de Castel Gandolfo. O pátio ficou pequeno para acolher a multidão de fiéis que com bandas musicais, coros e faixas coloridas alegraram o encontro com o Santo Padre.
Em seu breve discurso, Bento XVI frisou que neste II Domingo de Páscoa, em que se celebra a Divina Misericórdia, “testemunhá-la torna Jesus ainda mais familiar”.
O Papa explicou que depois da Ressurreição, Jesus não se limitou a visitar seus discípulos, mas foi além, para que todos recebessem o dom da paz e da vida com o ‘Sopro criador’. Bento XVI encorajou os sacerdotes para que, “iluminados por esta palavra, sigam o exemplo do Santo Cura D’Ars”, padre francês morto no século XIX e santificado por suas qualidades morais e de fé. “Ele soube transformar os corações e as vidas de tantas pessoas, conseguindo fazê-las perceber o amor misericordioso do Senhor”, completou.
Para Bento XVI, “hoje existe a necessidade urgente de um anúncio e de um testemunho da verdade e do Amor como aqueles. Só assim, será mais familiar e próximo Aquele que nossos olhos não viram, mas de cuja infinita misericórdia temos absoluta certeza”, disse.
A este respeito, o Santo Padre recordou que ao canonizar Irmã Maria Faustina Kowalska, em 30 de abril de 2000, João Paulo II dedicou este domingo à Divina Misericórdia; e saudou de modo especial os peregrinos que vieram a Roma especialmente para esta ocasião.
Acidente aéreo na Polônia
Após rezar a oração mariana, o Papa recordou a tragédia que comoveu a Polônia neste sábado, com a morte do Presidente, Lech Kaczynski, em um acidente aéreo. O Pontífice voltou a expressar a sua ‘profunda dor’ pela catástrofe que deixou 96 mortos, dentre os quais vários expoentes do Estado polonês.
“Ao expressar meu profundo pesar, asseguro de coração a minha oração de sufrágio pelas vítimas e de apoio para a amada nação polonesa”. Também em polonês, o Pontífice se dirigiu aos fiéis da Polônia presentes no pátio de Castel Gandolfo:
“Com profunda dor, recebi a notícia da trágica morte do Sr. Lech Kaczynski, presidente da Polônia, sua esposa e a comitiva que os acompanhava. Morreram em viagem para Katyn, local do suplício de milhares de oficiais militares poloneses, setenta anos atrás. Confio todos ao misericordioso Senhor da vida, unindo-me aos peregrinos que estão reunidos no Santuário de Lagiewniki e a todos os devotos da misericórdia de Deus no mundo inteiro”.
Santo Sudário
Em seguida, o Papa se referiu à exposição pública do Santo Sudário, que começou ontem na cidade de Turim, no norte da Itália, até o próximo dia 23 de maio, e que ele também visitará no próximo dia 2 de maio.
“Alegro-me por este acontecimento, que uma vez mais atrai um grande movimento de peregrinos, além de suscitar novos estudos e reflexões e evocar o mistério do sofrimento de Cristo. Espero que este ato de veneração ajude todos a procurar o rosto de Deus”.
E encerrou concedendo a todos sua benção apostólica.
Fonte: Cançäo Nova noticias

8 de abr. de 2010

O “SIM” DE MARIA












Meditando sobre o Dogma da Imaculada Conceição, fiquei com uma dúvida e gostaria de contar com sua ajuda para esclarecê-la: 1) Sempre acreditei que devemos ter adoração pela Ssma. Trindade e veneração pelos santos, pedindo sua intercessão junto a Deus e tendo sua vida como exemplo. 2) Sempre acreditei, também, que não existiria nenhuma hierarquia entre Nossa Senhora e os demais santos, pois todos foram pessoas humanas que colocaram voluntariamente suas vidas a serviço de Deus. 3) Mas, se Nossa Senhora nasceu pré-destinada a ser a Mãe de Deus e portanto imaculada, sem o pecado original, a sua adesão ao Plano de Salvação de Deus já não seria um fato consumado? Ela poderia dizer “não”, e outra virgem de Israel, da casa de Davi, ser escolhida em seu lugar, para cumprir as Escrituras?                                            (José Ailton Pereira Prince – Macaé/RJ.)

         Dos três tópicos que você colocou, parece que apenas o último exprime sua dúvida, mas acho importante comentar algo sobre os outros também.
         Sim, o culto que prestamos a Nossa Senhora e aos Santos é diferente do culto prestado a Deus. Somente a Deus adoramos como nosso Senhor, Criador e Salvador, única fonte de todo Bem e toda Graça. Os santos são venerados e invocados na medida em que isso favorece nossa comunhão com Deus e com toda a Igreja, cuja união é desejo de Deus (Jo 17, 21-23). Diz a Lumen Gentium, citada no Catecismo da Igreja Católica: “Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a título de exemplo; fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito, pelo exercício da caridade fraterna. Pois assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo, do qual como de sua fonte e cabeça promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus.” (nº 957)
         O Catecismo cita também São Policarpo, mártir do primeiro século: “Nós adoramos Cristo qual Filho de Deus. Quanto aos mártires, os amamos quais discípulos e imitadores do Senhor e, o que é justo, por causa de sua incomparável devoção pelo seu Rei e Mestre. Possamos também nós ser companheiros e condiscípulos seus.”
         São Policarpo de Esmirna foi discípulo direto dos apóstolos, e essa citação é um exemplo, entre outros, de que o culto aos santos já existia na Igreja primitiva. Não é uma “inovação” do Catolicismo Romano, como insinuam os protestantes. Ao contrário, foram estes que inovaram ao suprimir todas essas coisas.
         Não é tanto para você que digo isto, mas para aproveitar a oportunidade de dar resposta a outros questionamentos que tenho recebido, sobre as acusações que os protestantes nos fazem. Aliás, também a Bíblia recomenda o culto à memória dos santos, como por exemplo em Hebreus 13, 7 e Colossenses 1, 12.
         Quanto ao nº 2: existe, sim, uma “hierarquia” entre Nossa Senhora e os demais Santos, porque ela exerceu um papel especial e único na história da Salvação. Sua união com Deus foi mais perfeita do que a de qualquer outro ser humano, por ter ela formado em seu seio e dado à luz o próprio Deus. Assim, ela participou diretamente no Mistério da Redenção, e, por isso mesmo, foi preservada do pecado desde a concepção, gozando antecipadamente da redenção conquistada por Jesus, e participando, também antecipadamente, em corpo e alma, de sua glória no Céu. Nesses aspectos ela se distingue dos demais santos.
A glória de Maria, como a de todos os santos, decorre exclusivamente dos méritos de Cristo, mas foi este mesmo quem quis elevá-la a essa posição privilegiada, para o bem da Igreja, cuja maternidade lhe conferiu do alto da cruz (Jo 19, 26-27).
         Assim como no caso dos santos, também o culto que a Igreja presta a Maria, longe de tirar o valor da adoração exclusiva devida a Deus, antes a favorece, e por isso é válido e útil.
         Quanto ao consentimento (adesão) de Maria ao plano de Salvação (nº 3):  de fato, ela foi escolhida por Deus desde toda a eternidade, e já preparada desde a concepção para essa missão. Diz o Catecismo: “Para ser a Mãe do Salvador, Maria “foi enriquecida por Deus com dons dignos para tamanha função”. No momento da Anunciação o anjo Gabriel a saúda como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era preciso que ela estivesse totalmente sob a moção da graça de Deus.” (nº 490).
         O “sim” de Maria, portanto, é fruto da graça de Deus que nela habitava, como de resto o são todos os atos de virtude praticados pelos santos ou por qualquer um de nós. “Sem mim, nada podeis fazer”, diz Jesus. Sempre que fazemos o bem, é pela graça de Deus que o fazemos.
         Mas isso não anula a nossa liberdade. Podemos dizer “não” à graça, se assim o desejarmos, e muitos o fazem. Maria era livre para dizer “não”. Mas Deus, que conhece tudo, naturalmente já sabia que ela diria “sim”, embora não a tenha forçado a isso. Por isso a escolheu entre todas as mulheres e a cercou de graças especiais. Se ela fosse dizer “não”, Ele não a teria escolhido.

        Margarida Hulshof

A IGREJA DOS APÓSTOLOS


















Eu pensava que não existisse nenhuma dúvida, mesmo por parte dos protestantes, de que a Igreja Católica de hoje é a mesma Igreja primitiva da época dos apóstolos. Mas ouvi um amigo presbiteriano dizer que não é. Essa declaração me espantou por ser completamente sem fundamento. Depois fiquei pensando se haveria, afinal, algum fato histórico que pudesse fundamentar essa dúvida deles. Pois, se nossa Igreja é a Igreja de Cristo, que justificativa podem ter os protestantes para não pertencer a ela? Existe realmente alguma dúvida, entre os exegetas protestantes sérios, em relação a isso?
                                                                                   (José Carlos Meira e Silva – Goiânia/GO.)

            Compreendo a sua perplexidade. Também para mim é difícil entender a posição dos protestantes, ao menos quando são sérios e buscam realmente a verdade. Mas o fato é que, apesar das evidências, eles realmente não acreditam que nossa Igreja Católica de hoje seja aquela mesma que Jesus fundou. Segundo eles, a “Igreja primitiva” foi corrompida quando se “associou” ao império romano, com a conversão de Constantino por volta do ano 313.
A única explicação que encontro para esse fenômeno são os condicionamentos e “seleções” que nossa mente instintivamente elabora: a verdade nem sempre é tão fácil de ser percebida, por mais clara e límpida que seja. Nossos condicionamentos internos distorcem nossa percepção, fazendo-nos ver aquilo que queremos ver. E o que não falta aos protestantes são condicionamentos e doutrinações já inculcados desde o berço, de modo a arraigar neles essa atitude de prevenção e preconceito contra a Igreja Católica. De modo geral, eles não sentem necessidade de aprofundar o assunto, tão convictos estão de que não há o que discutir. E, quando confrontados com as evidências, recusam-se a admiti-las e mesmo a encará-las.
            Quando algum deles consegue romper essa barreira de preconceito e examinar a questão de forma imparcial, é quase certo que acabará por render-se à evidência da verdade, como tem acontecido muitas vezes. Isso, porém, não se faz sem duras lutas internas que nem todos têm a coragem de enfrentar, pois não é fácil renunciar à segurança do já conhecido, enfrentar o próprio preconceito e a oposição cerrada da comunidade e até da família, para arriscar-se na busca de algo novo, desafiador e inquietante. Muitos não suportam a pressão e preferem manter a consciência amortecida, o que é compreensível. Dos que aceitaram o risco, porém, nenhum se arrependeu, e todos se sentem plenamente recompensados. Recomendo-lhe vivamente a leitura do livro “Jornadas Espirituais”, da Editora Quadrante, que traz justamente o relato de várias dessas duras e corajosas jornadas rumo à verdade da fé Católica.
            Não existe nenhum fato histórico que justifique a convicção protestante de que a Igreja Católica não é a primitiva igreja dos apóstolos. A única justificativa é aquilo que você disse: “se eles aceitassem que é a mesma, não teriam motivos para ficar fora dela”. Por isso, são obrigados a “achar” que não é. E para isso, naturalmente, constroem teorias e interpretações históricas sobre bases falsas e visões distorcidas. Nenhuma de suas teorias resiste a uma análise serena e objetiva dos fatos e documentos.
            O estopim da reforma protestante foram alguns comportamentos inadequados por parte de alguns membros da Igreja. Depois, na esteira da ruptura consumada por Lutero, muitos acharam que a Igreja se tinha desviado da fé primitiva, e que, para recuperá-la, seria preciso romper com Roma. Tais pessoas não se consideravam propriamente fundadores de novas Igrejas, mas sim restauradores da Igreja primitiva, que se teria perdido.
            A intenção pode ter sido boa, mas a fundamentação era falha, porque baseada sobre um equívoco. Não é das atitudes individuais das pessoas que vem a credibilidade da Igreja, mas sim do magistério oficial centrado na autoridade do Papa, que define a reta doutrina. E o fato é que a doutrina da Igreja jamais ensinou os erros que a ela são atribuídos. Não havia nenhum motivo válido para contestar a autoridade do Papa, o que havia eram motivos humanos e políticos, como a rivalidade entre Roma e a Alemanha, e as correntes de pensamento daquela época, que, como reação ao absolutismo dos reis, tendiam a negar qualquer autoridade absoluta.
Só que a autoridade de Deus não pode ser comparada à autoridade dos homens, não pode deixar de ser absoluta. E é dela que decorre a autoridade do Papa, como ninguém pode negar a não ser de forma gratuita e sem fundamento, incorrendo em grave desobediência àquilo que Deus mesmo estabeleceu. Nenhum “reformador” tem como invocar autoridade maior para justificar sua posição, a não ser a própria convicção pessoal, que vale tanto quanto a de qualquer outra pessoa. E, se é assim, a nossa posição teria que valer pelo menos tanto quanto a deles...
            A autoridade que eles invocam é a da Bíblia, mas todos eles invocam a mesma Bíblia, e no entanto discordam entre si em muitos pontos. Também a Igreja Católica tem sua autoridade solidamente fundamentada na Bíblia, e no entanto eles não a reconhecem... o que mostra que a Bíblia, sozinha, não basta como garantia da Verdade, se cada um a interpreta como bem entende.
            Quem nega a autoridade da Igreja, portanto, acaba inevitavelmente caindo em contradições, erros e incoerências mais graves do que aquelas que dizem combater. Outro exemplo é o que se refere aos sacramentos, tão claramente instituídos por Jesus e vividos pela igreja primitiva, e no entanto esquecidos pelos protestantes (já que, por estarem desligados da sucessão apostólica, não possuem ministros autorizados para os sacramentos). Ou ainda a questão crucial da unidade de fé e de doutrina, tão exaustivamente recomendada por Jesus e pelos apóstolos, e, no entanto, também ignorada por eles. Mas eles simplesmente desconsideram esses pontos “difíceis”, recusam-se a examiná-los, preferindo centrar sua atenção em incompatibilidades fictícias, como a que insistem em ver entre o uso das imagens, o culto a Maria e aos santos ou a obediência ao Papa e a autoridade absoluta de Deus. Eles insistem em considerar como idolatria aquilo que, na verdade, são recursos deixados pelo próprio Deus para nos ajudar em nossa caminhada para Ele. Essas interpretações gratuitas e sem fundamento obscurecem o seu  entendimento, impedindo-os de enxergar a verdade.
            Resumindo: os protestantes não têm motivo algum para dizer que nossa Igreja não é a Igreja de Cristo. Mas imaginam que têm. E Deus permite tais coisas para nos provar e questionar, para manter-nos conscientes de nossa fragilidade e de nossos limites humanos, para que não sejamos tentados a confiar em nossas próprias obras ou capacidade. Vigiemos a nós mesmos e entreguemos a Deus aquilo que nos escapa, cientes de que “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”.

Margarida Hulshof
livro "A Noiva do Cordeiro"  Editora O Lutador

A JUVENTUDE CATÓLICA E OS SEUS CLAMORES















Por Pedro Ravazzano

Quantas vezes nós não ouvimos as mais absurdas argumentações para endossar o erro, o abuso e a irreverência na Igreja? Entretanto, sem dúvida alguma, um dos raciocínios comumente utilizados é a dita “modernização” para aproximar a fé aos jovens. Deve ser frisado, antes de qualquer coisa, que se a nossa crença vem de Deus, reflete, então, a Sua imutabilidade e eternidade – e, sendo assim, pensar numa adaptação que não seja do trabalho pastoral não é apenas uma falácia, mas uma heresia. Ademais, os jovens não passam de falsos pretextos usados para justificar a megalomania e desobediência de muitos religiosos que, de maneira mesquinha, preferem seguir teologias próprias a serem fiéis à Igreja. A juventude, na realidade, não aprecia e nem muito menos compactua com tais imprecisões. Os jovens preferem a mais sincera ortodoxia e honesta piedade.
Quem nunca assistiu, ou ouviu falar, de “Missa dos jovens”? Essa nomenclatura é totalmente inapropriada, não só porque a Missa é apenas uma, porque apenas um foi o Sacrifício, mas também porque o rito da Liturgia não permite tal flexibilidade, a ponto de serem criadas novas rubricas e normas baseadas em impressões pessoais acerca da celebração. Entretanto, o problema é mais profundo do que um simples nome. As tais “Missa dos jovens” se distanciam, e muito, da reverência ao Sacrifício.
A Missa é renovação do Sacrifício do Calvário; “A Eucaristia é, portanto, um sacrifício porque representa (toma presente) o Sacrifício da Cruz, porque dele é memorial e porque aplica seus frutos”, “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício.” S.S João Paulo II disse, na encíclica Ecclesia de Eucharistia: “A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica.(16) O que se repete é a celebração memorial, a « exposição memorial » (memorialis demonstratio),(17) de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se actualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário (n. 12, itálicos do original)” Ademais, lembremos que o Concílio de Trento  declarou solenemente que o Sacrifício da Missa era o centro da Liturgia católica, em oposição aos ensinamentos heréticos de Martinho Lutero que diziam que a Missa era apenas um banquete de realidade simbólica - heterodoxia esta que, atualmente, deixou de ser exclusividade protestante e passou a ser defendida até mesmo entre católicos.
Muitos alegam que a Ressurreição também é renovada, e esse seria o motivo do regozijo meramente humano – bem diferente da santa alegria espiritual. Entretanto, enquanto a Paixão é, de fato, atualizada e presente sacramentalmente, a Ressurreição não passa de um recordação sem nenhuma realidade substancial presente, tanto é assim que nós “Anunciamos” a morte do Senhor e “Proclamamos” a Sua Ressurreição. O que isso representa? A morte de Cristo é renovada misticamente, atualizada na Missa em comunhão com o Calvário, se faz presente plenamente. Já a Ressurreição não ultrapassa a barreira temporal, não é atualizada na Celebração e lembrada apenas enquanto evento que se deu no tempo. Assim, podemos concluir que - ou as pessoas desconhecem o caráter sacrificial da Liturgia e por isso são permissivos aos abusos e corrupção - ou então, em franca desobediência ao que sempre foi crido pela Igreja e pelo povo Deus, sancionam, através de imprecisões teológicas e heresias, a lastimosa transformação do correto espírito litúrgico.
A Missa é Calvário e como Calvário nos pede uma espiritualidade específica - ou será que alguém tocaria bateria, guitarra e baixo sob os pés de Cristo? Para algo ser digno da Missa deve excluir tudo de profano, não porque seja apenas um capricho da Igreja, mas porque a Liturgia, sendo um pedaço no Céu na terra, deve servir como uma prévia do esplendor da morada celeste. Entretanto, quando profanamos a Liturgia, deixando que seja mundanizada, impedimos não a realidade sobrenatural da Missa, que sempre há quando existem celebrações válidas, mas diminuímos os efeitos de santidade causados no povo de Deus.
Os defensores das tais Missas jovens alegam, também, que estas celebrações aproximam a juventude da Igreja. Tal argumento não pode prosperar. A uma, porque a Liturgia não é ferramenta catequética, os que assistem e comungam são aqueles que entendem o que é celebrado no altar. A duas, porque estamos prestando um desserviço aos jovens. É justamente por amá-los que devemos nos esforçar para apresentar o esplendor da Missa, a sua realidade sacrificial e mística. Quando, pelo contrário, deformamos a Liturgia, mesmo com a melhor das intenções, estamos mostrando a nossa pequenez e egoísmo, já que impedimos a juventude de conhecer a sobrenaturalidade da Missa. Ora, nós amamos Cristo e justamente por amá-Lo queremos que os jovens O conheçam. Mas como apresentar os jovens a Cristo se nós somos os primeiros a deformar o Seu Sacrifício e ainda alegando que isso é para o seu bem? Vejam a óbvia contradição!  A nossa fidelidade aos ensinamentos de Nosso Senhor deve nos motivar, justamente, a anunciá-los por todos os cantos, sem modificações, sem opiniões pessoais, sem desonestidade - do contrário estaremos prestando um desserviço a Cristo e aos jovens, impedindo-os de experimentar Jesus em toda a Sua grandeza.
O Santo Padre nos esclarece essa questão quando da Jornada Mundial da Juventude. As Missas da JMJ em nada se aproximam da algazarra litúrgica tão comum nos dias de hoje. As celebrações se encontram submersas na mais sublime mística e sobrenaturalidade. Vale lembrar que estamos falando de um dos maiores eventos da Cristandade e que tem como público os jovens de todos os cantos do mundo. Se as tais “Missas jovens” gozassem de licitude seria a Jornada o momento adequado para a prática dessa mentalidade litúrgica, entretanto, o que presenciamos é justamente o contrário; sobriedade, sacralidade e solenidade.
Além de tudo isso, os defensores de tais celebrações alegam que os jovens não gostam de Missas bem celebradas. Primeiro que, com a atual realidade religiosa, eu realmente duvido que todos os garotos desse país tenham tido acesso a Celebrações decorosas. Em segundo lugar, nada, absolutamente nada, justifica a deformação do correto espírito litúrgico. Quer dizer que as preferências e gostos dos jovens estão acima da digna reverência ao mistério do altar? Então os desejos da juventude devem ser cumpridos imediatamente em detrimento não apenas do ensino da Igreja como da reverência ao Sacrifício? Que inversão total e completa! Entretanto, faço questão de frisar que é realmente difícil saber se os jovens de fato apreciam tais celebrações. Começa que não poucas são as Congregações que definham porque não conseguem renovar as suas fileiras e muitas delas são, justamente, as que insistem na defesa das “Missas jovens”. Será que não percebem que a difusão dessa espiritualidade relaxada, que eles consideram “jovem”, talvez seja o motivo da crítica situação em que vivem? Lançando mão de um jargão popular: é dar murro em ponta de faca. Chega a ser caricato, mas acima de tudo, triste, perceber que Ordens belíssimas murcham por dentro por falta de renovação e que, mui provavelmente, o motivo desse retrocesso seja a insistência numa mentalidade que pouco acende nos jovens o fervor religioso e o espírito devocional.
A Conferência Nacional de Vocações, nos EUA, encomendou uma pesquisa e descobriu que, atualmente, a esmagadora maioria dos vocacionados rumam para Congregações onde há piedade, fidelidade ao Magistério, uso do hábito, oração e vida comunitária. Além de sinalizar que os jovens chamados por Deus buscam a Tradição, a pesquisa mostrou que as ordens religiosas que se distanciam do carisma, rejeitam a própria história, adotam teologias imprecisas e tratam com descaso os ensinamentos da Igreja, estão atraindo cada vez menos vocações. Assim disse Irmã Maria Bendyna, diretora executivo do Centro para Pesquisa Aplicada no Apostolado da Universidade de Georgetown: "Eles [os jovens] são mais atraídos por um tradicional estilo de vida religiosa, onde há vida comunitária, oração comum, com Missas conventuais, Liturgia das Horas. Além disso, a fidelidade à Igreja seria importante para eles. Eles buscam comunidades inequívocas, cujos membros vestem hábito”. Entretanto, mesmo aqueles que não são verdadeiramente vocacionados, que se aproximam das Congregações apenas tocados pela beleza e pela piedade que exalam, são belíssimos exemplos de como o uso dos hábitos, os cantos, as Missas decorosas, santificam as almas, causam um bem tão sublime que faz com que jovens confundam devoção com vocação. Apenas nas mentes tresloucadas dos religiosos adeptos de teologias estranhas que tudo isso não passa de ornamentos desnecessários que atrapalham a fé do povo. A prova inconteste do erro de tais conclusões é que crescem as dioceses e congregações que primam pela ortodoxia e sacralidade e definham aquelas que ostentam orgulhosas a bandeira do modernismo mesmo quando o barco já se encontra quase naufragado em meio ao oceano.
Então do que estamos falando, em concreto? De religiosos que realmente têm um sincero foco pastoral ou de religiosos que apenas tentam justificar a própria soberba teológica com argumentos pífios? Ora, se, de fato, houvesse esse sincero desejo de aproximar a fé dos jovens, de propiciar um ambiente religioso sadio que favorecesse o desenvolvimento de vocações,  seria muito mais natural e lógico defender estratégias constatadamente eficientes que, não por acaso,  sempre estão alicerçadas sobre os ensinamentos da Igreja. Entretanto, o posicionamento dos relativistas peca, justamente, nesse ponto. A banalização do sagrado, o combate ao espírito de piedade e devoção, apenas afastou os jovens do chamado religioso, tanto é assim que as Congregações, Ordens e Dioceses que comungam de tais absurdos vivem verdadeiras crises por falta de renovação. Do outro lado da moeda, os religiosos que buscam a fidelidade ao Magistério, que primam pela ortodoxia e contrição, conseguem conquistar muitos jovens católicos que, mesmo quando não têm vocação, são tocados pela forte reverência, humildade e sinceridade da fé. Em suma, a dita modernidade tão aclamada e usada para justificar todo o tipo de erro e desobediência, não passa, nesse caso, do herético e condenado modernismo, onde, a sua insistência por tais religiosos, é menos pelos jovens e mais pelo radicalismo que têm na defesa daquilo que consideram sensato e correto, mesmo quando se opõe aos ensinamentos da Igreja que eles dizem seguir.
Nesse ponto gostaria de fazer uma reflexão mais aprofundada a respeito do hábito eclesiástico, já que, querendo ou não, se encontra intimamente ligado à renovação vocacional, e vamos saber o motivo.
Muitas vezes os defensores da abolição do hábito eclesiástico argumentam dizendo que o importante, de fato, é o interior, a essência. Entretanto, essa falsa dialética entre o corpo e a  alma, exterior e interior, é estranha aos mais básicos ensinamentos cristãos; ao contrário, se assemelha às concepções heréticas tão comuns na Idade Média; cátaros, albigenses, gnósticos de todos os tipos etc. Negar a superioridade da alma é um erro que atinge pontos cruciais do cristianismo, assim como outra falácia de proporções grandiosas é menosprezar o corpo e o fato de constituir, juntamente com a alma, uma única substância. Exemplificando, a alma é o cavaleiro e o corpo é o cavalo; o cavaleiro sem seu cavalo é derrotado e o cavalo sem o cavaleiro é descontrolado. Dr. Plínio Corrêa de Oliveira esclarece a questão: “Está na ordem natural das coisas que o homem espelhe sua alma na fisionomia, na voz, na atitude, nos movimentos. E como o traje deve revestir o corpo humano, é natural que o homem se sirva também dele como elemento de expressão. Tanto mais quanto o traje a isto se presta eximiamente (...) a necessidade de expressão da alma é uma conseqüência imperiosa do instinto de sociabilidade. De onde, recusar ao homem esta possibilidade é, em si, falsear o próprio modo de ser da alma (...) os costumes sociais consagraram em todos os tempos e lugares certos trajes como característicos de profissões ou estado de vida, que exijam uma conformação de alma muito peculiar. E sempre se entendeu, com razão, que o traje profissional auxilia o homem a realizar inteiramente sua mentalidade. De um militar que tivesse antipatia à farda, de um juiz que tivesse ódio à toga, nada se auguraria de bom. (...) Dizer-se, pois, que o hábito não faz o monge, ou a farda não faz o herói, é e não é verdade. Com efeito, o homem não se torna monge, ou militar, autêntico só por adotar o traje próprio a tal estado. Mas o hábito monástico facilita ao homem de boa vontade tornar-se bom monge. E o mesmo se pode dizer da farda.”
Isto posto, devemos partir para a reflexão pretendida. O hábito eclesiástico, por ser um símbolo, tem um fim pedagógico. Claro que, infelizmente, muitos homens na atualidade vivem um verdadeiro analfabetismo simbólico, ou seja, incapacitados de reconhecer símbolos que refletem a riqueza e a genialidade do próprio ser humano. O Cristianismo, sem a menor dúvida, foi o maior promotor dessa via de evangelização; usou e abusou da beleza simbólica como ferramenta de catequização e conversão, já que a via pulchritudinis, juntamente com o simbolismo sacro, dialoga diretamente com a alma. A relevância simbólica do hábito é tão óbvia que até mesmo os adeptos da Teologia da Libertação, na década de 70, entendiam. Dentro dos conventos, mosteiros e paróquias o uso era proibido e visto como “reacionarismo”, entretanto, quando das passeatas, protestos e levantes os Sacerdotes, frades e monges faziam questão de ostentar suas batinas, hábitos dominicanos e vestes franciscanas. O hábito, como um sinal visível, engrandecia e destacava claramente as reivindicações feitas que, de certo, passariam desconhecidas se não houvesse um símbolo tão enfático da presença religiosa. A mesma realidade simbólica do hábito eclesiástico motivou o ódio dos comunistas na Europa Oriental. Quantos Sacerdotes, frades, freiras, monges, foram martirizados apenas por usar uma simples veste? O que, então, fundamentava a ira dos bolcheviques? Até mesmo os seguidores do marxismo genocida reconheciam que o hábito era um sinal claro da presença religiosa, justificando, assim, a violenta ojeriza. Durante as perseguições os homens e mulheres consagrados a Deus se recusavam a tirar seus hábitos por entender que seus efeitos e qualidades, como a constante recordação da consagração, combate aos efeitos da dessacralização social etc,  estavam além de um simples sentido indumentário; o hábito era o distintivo da presença dos soldados de Cristo!
Beato Antônio Chevrier, fundador do Instituto do Prado, escreveu no seu grande livro, “O Verdadeiro Discípulo” que "É necessário que se veja Jesus Cristo no nosso exterior, na nossa atitude, no nosso porte, na nossa palavra, nas nossas ações, nas nossas mãos, nos nossos pés, nos nossos olhos, na nossa cabeça, em todo o nosso ser, porque todo o nosso ser deve revelar Jesus Cristo e espalhar o poder das suas virtudes. O corpo é a expressão da alma. É pelo corpo que nós edificamos. É também pelo corpo que nós escandalizamos. Os fiéis não vêem a alma, só vêem o corpo." Além disso, comentou que“Devemos, pois, suprimir do nosso exterior todo o adorno inútil e ocupar-nos muito mais em adornar o homem interior que se não vê, do que em adornar o homem exterior que se vê. Devemos suprimir das nossas vestes tudo o que cheira a luxo, elegância etiqueta, finura, requinte, arranjo, limpeza excessiva, tais como roupa branca fina, engomada, colarinhos, punhos, sapatos de verniz, borlas etc...tudo o que agrada, é bonito, engraçado, amável, o que seduz o olhar.” Na mesma linha disse São Josemaría Escrivá; "Oxalá fossem tais o teu porte e a tua conversação que todos pudessem dizer, ao ver-te ou ouvir-te falar; "Este lê a vida de Jesus Cristo""  E tudo isso não é verdade? Quando o religioso se nega a usar o hábito ele sucumbe aos gostos mundanos, à moda, aos prazeres estéticos ligados ao pecado dos homens.
O exterior deve refletir o interior e, como já vimos, a dicotomia alma X corpo não é válida como argumento contrário ao hábito eclesiástico. Ademais, muitos afirmam que como o interior é, de fato, o mais importante, pouco importaria a exposição e externalização da fé através dos símbolos. Ora, tal mentalidade se encontra na contramão do cristianismo. Citarei apenas dois pontos basilares da Religião; as obras e a profissão de fé. Não é pela obra que a fé é confirmada? E o que seria a obra senão a concretização objetiva da nossa crença? E o Credo que rezamos? Não é, justamente, a vocalização, logo a exposição concreta, da nossa doutrina, da nossa fé interior? E por que fazemos? Porque a externalização é a maneira mais eficiente de confirmar aquilo que cremos.
De fato, nada valeria ter um exterior primoroso e internamente alimentar a discórdia e o pecado. Aquela máxima “o hábito não faz o monge” é realmente verdadeira, mas não podemos negar que mesmo não fazendo o religioso, o hábito ajuda. Como são tocantes as palavras de Mamãe Margarida ao seu filho, São João Bosco, quando da recepção da batina e da entrada no Seminário Maior: “não é o hábito que honra o teu estado, mas as virtudes que praticares. Se por desgraça chegares um dia a duvidar da tua vocação, ah! por caridade! não desonres a batina. Larga-a imediatamente. Prefiro ter como filho um pobre camponês a um padre negligente nos seus deveres!” A Venerável mãe do fundador dos Salesianos entendia que mesmo a batina não fazendo o Sacerdote, a sua simbologia representava a santidade que o Presbítero tinha que ostentar e transmitir aos homens e mulheres no mundo. O próprio Dom Bosco, ainda seminarista, numa caçada com os amigos no período de férias, se envergonhou muito quando depois do fim vitorioso da incursão percebeu que havia deixado a batina no pé de uma árvore. Claro que o grande santo italiano não estava enrubescido por conta de uma simples veste, mas sim por ter reconhecido que o hábito eclesiástico, sendo símbolo visível de sua consagração, deve ser reverenciado e exposto, servindo não apenas para dialogar com os outros, mas para sempre lembrar o caminho escolhido pelo religioso. O hábito é um constante vigiai!
O hábito, a batina, pesa, e pesa por ser um distintivo claro; quem vê um religioso vestido como deve se vestir sabe, de imediato, que se trata de um consagrado a Deus. Assim, este passa a ter a obrigação de se policiar com um zelo muito mais delicado, já que os olhos do mundo estão mirados sobre ele. Ou seja, o Sacerdote, o frade, a freira, que passam na rua, se tornam modelos não apenas de crente, mas de cidadão. Isso pesa, e muito! Por isso que alguns preferem guardar os hábitos nos armários e andar pelas calçadas sem a tensão de serem vistos, analisados e repreendidos pelo povo que, com razão, espera dos religiosos atitudes santas e legais.
Outras falácias usadas na defesa do não uso do hábito eclesiástico sequer se sustentam. Alguns dizem que afasta o povo da Igreja, quando, não ironicamente, as paróquias mais submersas no próprio relativismo são as que mais se esvaziam em contraste com os locais onde os religiosos primam pela piedade e contrição. Ademais, mesmo que afastasse, não seria justificativa para desobedecer a uma norma canônica. Vale frisar que o uso do hábito eclesiástico é regulado pela Santa Sé que, obviamente, indica e estimula a sua utilização. Ora, o Vaticano obrigaria ao uso apenas por um fetichismo visual, uma estética vazia, ou haveria um sentido muito mais profundo por detrás das vestes? Aquila non capit muscas.” A Igreja não se preocupa com ninharias, como disse Dr. Plínio Corrêa de Oliveira. Roma, como manancial da fé cristã, reconhece que o hábito eclesiástico é um símbolo que externaliza a realidade consagrada dos homens e mulheres que se entregam a Deus, é um testemunho silencioso num mundo onde as palavras são cada vez mais rápidas. Não é uma contradição óbvia que enquanto oorbe se laiciza, se perde no ateísmo, na imoralidade, os religiosos, justamente quando mais é necessário, escondem os símbolos, guardam as bandeiras de Cristo e jogam de lado a farda da luta?
De todo o modo, o que o hábito eclesiástico tem a ver com os jovens? Pois bem, a já citada pesquisa da Conferência Nacional de Vocações, nos EUA, mostrou aquilo que, empiricamente, todos já sabiam; os jovens se aproximam das Congregações e Ordens onde o uso do hábito é estimulado e freqüente. Por quê? Primeiramente pelo fato de o hábito ser um distintivo claro e óbvio de fé. Da mesma forma, porque, hoje em dia, a demonização da veste eclesiástica – que tenta vender a imagem de que os padres que ostentam a batina são homens de moral duvidosa que apenas a usam para esconder um interior decadente - é motivada e influenciada por opositores que vão além das vestes, combatendo, igualmente, a sobriedade litúrgica, a doutrina, relativizam o ecumenismo etc. Ou seja, o uso do hábito tomou maiores proporções porque se tornou um selo de qualidade, ou seja, quem sabe da sua importância e relevância mui provavelmente defende a piedade e fidelidade; o hábito se transformou num distintivo religioso para o mundo e num distintivo de ortodoxia dentro da Igreja. Na mesma linha, quase sempre os opositores a ele também incidem nas mais absurdas heresias e abusos.
Os jovens, como qualquer fiel, procuram Deus e Seu esplendor. Ora, quantas vezes o Senhor Se encontra ofuscado dentro de um discurso assistencialista, de cunho político, que apenas maquia e menospreza a real caridade cristã? Cristo é mais facilmente encontrado nos atos de piedade e contrição que refletem a sincera e entregue fé dos homens e mulheres consagrados. Quando o jovem tem o chamado religioso, quer ser religioso de fato, com tudo aquilo que tem direito e representa a sua congração a Deus, afinal, para trabalhar com assistência social ou se passar por psicólogo, ninguém precisa fazer votos, basta seguir a carreia profissional. Por isso que, não por menos, as Congregações perdidas no relativismo sofrem com a falta de vocações, problema que só é resolvido quando vão atrás de jovens dentro das comunidades pobres, acenando a eles com a possibilidade de instrução.
O jovem chamado ao carisma dominicano, por exemplo, quer ser dominicano, se vestir como dominicano, seguir a regra dominicana, se espelhar nos santos dominicanos, agir como um dominicano, ser um filho de São Domingos. Ora, quem em sã consciência pensa: “Eu quero ser dominicano, mas não vou seguir a regra, não quero usar o hábito, não pretendo rezar como pedem as Constituições, não vou ler a vida do Fundador e sequer serei fiel ao carisma.” Isso é vocação? Óbvio que não, é deformação, por isso que estas anomalias surgem dentro dos conventos, mosteiros e casas religiosas, e não no período de florescimento do chamado que, ao contrário, é um momento extremamente belo e tocante.
Um jovem chamado por Deus para um carisma religioso tem o mesmo chamado que um jovem de décadas e séculos anteriores, isso porque se o carisma foi dado pelo Senhor reflete a Sua eternidade e imutabilidade, daí que permaneça o mesmo. O que difere, obviamente, é a ação pastoral, por isso a importância de acompanhar os tempos, já que, infelizmente, ao longo dos anos o mundo sucumbe ao pecado, sendo necessário, em consequência, novas estratégias e métodos de evangelização. Entretanto, e é bom destacar, acreditar que a mudança dos tempos pede também uma transformação na crença é incidir “na síntese de todas as heresias”; o modernismo. Afinal, se a doutrina muda com os tempos, então Deus também muda, já que a doutrina vem de Deus. Mas Deus não muda, é  imutável; logo se a doutrina muda ela não vem de Deus, mas sim dos homens. Ou seja, afirmar que a crença deve ser modificada com os tempos é dizer que ela é relativa e escrava do mundo, ou seja, rebaixamos a crença e não elevamos os homens.
O mundo seria muito mais santo se os religiosos fossem fiéis aos ensinamentos da Igreja! A pesquisa de vocações veio confirmar aquilo que a Mater et Magistra sempre soube e sempre ensinou, mostrando, agora em estatísticas, que a fidelidade, piedade e ortodoxia tão pedidas pelo Magistério realmente são eficientes “mercadologicamente”, ou seja, angariam jovens e conquistam moças e rapazes, entretanto, esse sucesso dos hábitos, das Missas bem celebradas, das orações, não reflete uma estética vazia e uma beleza sem sentido, ao contrário, a eficiência religiosa-vocacional se ergue sobre a realidade sobrenatural que tudo isso expressa, daí que os jovens se sintam tocados.
A saída para a tão divulgada “crise de vocações” é clara. A receita contra esse mal perpassa, obrigatoriamente, pela união espiritual e prática com a Igreja e seu Magistério, afinal espelha a própria voz de Cristo e o Depósito da Fé por Ele deixado. Muitas são as Congregações que não sabem o que é ter o número de vocacionados reduzido e que, bem diferente da realidade pintada pela mídia, ainda têm filas de espera por falta de espaço físico para novos postulantes. Também nos é conhecida histórias de conventos, mosteiros e casas religiosas que através da ação de um superior piedoso mudaram radicalmente de postura, execrando erros e desobediências, refletindo, assim, no aumento de vocações e interessados. Atualmente, e não por acaso, os movimentos, institutos, congregações, prelazias, que mais crescem são aqueles que estão unidos aos mais sinceros clamores da Igreja e do mundo, que buscam a evangelização concreta e a difusão da fé cristã em todo o orbe.
Nesse momento é impossível não se lembrar da intervenção de Hilaire Belloc; “Os velhos ainda podem se lembrar da rebelião desconfortável contra a tradição, mas os jovens só percebem por si mesmos quão pouco foi deixado para se rebelarem, e muitos temem que, antes de morrerem, o corpo da tradição terá desaparecido.” Os jovens, sem a menor dúvida, são hoje os maiores defensores da Igreja, da Tradição, do Magistério. Tamanho “reacionarismo” escandaliza os senhores de cabelos brancos que, justamente, no passado, se levantaram em combate a tudo isso, contra aquilo que consideravam ultrapassado. Hoje, a juventude mostra que ser jovem e ser do século XXI não é negar os mais preciosos legados de Cristo perpetuados dentro da Igreja por Ele instituída. Os religiosos que, no tempo pretérito, abraçaram com fervor teologias imprecisas, hoje se assustam quando vêem que os jovens guerreiam e lutam contra o que defenderam. A juventude católica quer apenas ter o direito e a liberdade de ser... católica!




RAVAZZANO, Pedro. Apostolado Veritatis Splendor: A JUVENTUDE CATÓLICA E OS SEUS CLAMORESDisponível em http://www.veritatis.com.br/article/5985. Desde 26/11/2009.