Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

10 de mai. de 2010

Rezemos pelos sacerdotes VIDEO





















Rezemos por nossos sacerdotes.

9 de mai. de 2010

Maria é Mãe e modelo da Igreja, diz o Papa Bento XVI


.- Milhares de fiéis e peregrinos se encontraram na Praça de São Pedro para rezar o Regina Coeli ao meio dia com o Papa Bento XVI, que em suas palavras introdutórias definiu a Virgem Maria como protagonista do início da comunidade cristã.

“Maio pertence sempre ao Tempo dePáscoa, de revelar o mistério de Cristo na luz da Ressurreição e da fé pascal; é o tempo da espera do Espírito Santo, que descendeu com poder sobre a Igreja nascente em Pentecostes”, disse o Pontífice.

Ressaltando que este mês está dedicado pela Igreja à Virgem Maria, o Papa a definiu como a “flor mais bela da criação, a ‘rosa’ surgida na plenitude dos tempos, quando Deus, mandando o seu Filho, deu ao mundo uma nova primavera”.

Para o Papa, Maria é também “a protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria está no coração espiritual, porque sua mesma presença entre os discípulos é memória vivente do Senhor Jesus e sinal do dom do seu Espírito”.

Comentando o Evangelho de hoje, o Santo Padre ressaltou na Mãe de Deus, aquela pessoa que “observou em primeiro lugar e plenamente a palavra de seu Filho, demonstrando assim amá-lo não só como mãe, mas também como servo humilde e obediente”.

“Aí, onde Jesus promete a seus amigos que o Espírito Santo os assistirá ajudando-os a recordar cada uma de suas palavras e compreendê-la profundamente, como não pensar em Maria, que em seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que seu Filho dizia e fazia?”, acrescentou, destacando também a figura de Maria como “Mãe e modelo da Igreja”.

Terminando suas palavras introdutórias, Bento XVI recordou brevemente sua próxima viagem a Portugal, cuja meta será Fátima na ocasião do décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco.

Seguidamente rezou o Regina Caeli, saudou os presentes em diversos idiomas e repartiu sua Bênção Apostólica.

Bento XVI: Eucaristia é o coração do Brasil e alenta construção de uma sociedade mais justa


.- Em sua saudação em português ao finalizar a oração do Regina Coeli, o Papa Bento XVI se dirigiu de maneira especial "ao povo brasileiro que vai reunir-se em sua capital, Brasília, para celebrar o 16º Congresso Eucarístico Nacional". Receber a Cristo Ressuscitado, recordou, exige comunicá-lo para "assim poder construir uma sociedade mais justa".

O Santo Padre se referiu a este importante evento no Brasil que se realizará entre os dias 13 e 16 de maio "com a presença de meu enviado especial, o Cardeal Cláudio Hummes. No lema do Congresso aparecem umas palavras dos discípulos de Emaús: ‘Ficai conosco, Senor’, expressão do desejo que palpita no coração de todo ser humano”.
“Que todos vocês, pastores e povo fiel, possam redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia", exortou o Pontífice.

"É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de dar-se a nós. Em sua adoração nos leva a reconhecer o primado de Deus, para transformar o coração dos homens, levando-nos à união com Cristo em seu Corpo".

Bento XVI sublinhou logo que "de fato, ao receber o Corpo do Senhor ressuscitado, experimentamos a comunhão com um Amor que não podemos guardar para nós mesmos: este exige ser comunicado a outros para assim poder construir uma sociedade mais justa".

Estando próximo o fim do Ano Sacerdotal, disse logo o Papa, "convido a todos os sacerdotes a cultivarem uma espiritualidade profundamente eucarística a exemplo do Santo Cura D’Ars que, procurando unir seu sacrifício pessoal ao de Cristo atualizado no Altar, exclamava: "Como faz bem um padre ao oferecer em sacrifício a Deus todas as manhãs!’"

"É o que invoco –concluiu– por intercessão de Nossa Senhora de Aparecida, as maiores graças para que os que são alimentados pela Eucaristia, pão de Unidade, convertam-se em verdadeiros discípulos missionários. A todos concedo benevolente a Bênção Apostólica".

8 de mai. de 2010

Jovem Africana engatinha 2,5 milhas para assistir Missa Dominical.


Notícia de Catholic News Agency:

.- As Pequenas Irmãs do Idoso Abandonado (Moçambique) receberam em sua casa essa semana uma jovem Africana de 25 anos chamada Olivia, que apesar de não ser batizada na época e não ter nenhuma perna, engatinhava 2,5 milhas todos os domingos para assistir Missa.
Conforme a agência de notícias AVAN, as irmãs disseram que um dia viram “algo se movendo no chão ao longe”, e quando se aproximaram viram, “para nossa surpresa que era uma jovem mulher”.
“Conseguimos conversar com ela através de uma senhora que estava andando e que traduzia para Português o que ela estava nos dizendo” em seu dialeto, disseram.
As irmãs disseram que apesar “da terra do caminho queimar as palmas de suas mãos durante os dias mais quentes do ano”, a jovem mulher rastejava até a Missa, “dando testemunho de perseverança e de fé heróica”.
A jovem mulher recebeu a preparação para o batismo de um catequista que periodicamente a visitava em casa. Depois de ter sido recentemente batizada, um dos benfeitores das irmãs doou uma cadeira de rodas para Olivia.

7 de mai. de 2010

Junto de Pedro testemunhar intensamente a caridade, pede o Papa Bento XVI




- Ao receber esta manhã aos 30 novos membros do Guarda Suíça Pontifícia, que fizeram seu juramento ontem à tarde, o Papa Bento XVI os animou a testemunhar a caridade, estando sempre ao lado do Pedro.



Ao iniciar seu discurso em alemão, o Papa elogiou a história do Corpo, ao que os recrutas acabam de incorporar-se, recordando que a partir de agora se convertiam também em "guardiães visíveis" da mesma e os animou a continuar "com generosa entrega" a tradição de serviço ao Sucessor de Pedro, que durante séculos depositou neles sua confiança. O Papa expressou também o desejo de que através desta tarefa amadureçam "como pessoas e como cristãos".



Depois, em francês, Bento XVI afirmou que os membros da Guarda a Suíça Pontifícia, estão "de forma indireta mas real, associados ao serviço de Pedro na Igreja". O Papa, ao referir-se à missão confiada ao primeiro apóstolo depois da Ressurreição: mostrar concretamente sua solicitude por todas as pessoas, o Papa sublinhou que o Sucessor de Pedro "quer prestar a mesma atenção a todas as Igrejas e a cada um dos fiéis, de igual maneira a cada pessoa que espera algo da Igreja".



Por isso, disse o Santo Padre aos Guardas, "estando ao lado do Sucessor de Pedro, a caridade que anima sua alma está chamada a ser universal e seu coração deve alargar-se. Seu serviço os levará a descobrir no rosto de cada homem e cada mulher, um peregrino em seu caminho, à espera de conhecer outra face através da qual lhe dá um sinal vivo do Senhor".



O Papa concluiu seu breve discurso em italiano: "sabemos que tudo o que fazemos em nome de Jesus, não importa quão humilde seja, isso nos transforma e nos assemelha um pouco mais ao homem novo regenerado em Cristo. Assim, seu serviço em favor o ministério petrino lhes dará um sentido mais vívido da catolicidade, junto com uma percepção mais profunda da dignidade humana, que acontece ao seu lado e busca no profundo de si mesmo o caminho para a vida eterna".



Bento XVI confiou enfim os novos Guardas à intercessão da Virgem Maria e de seu Santos padroeiros Sebastião, Martinho e Nicolau de Flüe (conhecido como o “Pai da Pátria Suíça”).

Papa aos jovens de Turim: Tenham a coragem de fazer escolhas definitivas e vivê-las fielmente!


“O jovem do Evangelho – nós sabemos – pergunta a Jesus: Que devo fazer para ganhar a vida eterna? Hoje não é fácil falar de vida eterna e de realidades eternas, porque a mentalidade do nosso tempo nos diz que nada é permanente: tudo muda, e com grande velocidade. Mudança tornou-se, em muitos casos, a palavra de ordem, o exercício mais emocionante da liberdade, e desta maneira também vós jovens sois levados a pensar que é impossível fazer escolhas definitivas, que comprometem por toda a vida. Mas esta é a maneira certa de usar a liberdade? É verdade que para ser feliz é preciso contentarmo-nos com pequenos prazeres e fugazes alegrias momentâneas, que, uma vez terminadas, deixam a amargura no coração? Queridos jovens, não é esta a verdadeira liberdade, a felicidade não é alcançada assim. Cada um de nós é criado não para fazer escolhas provisórias e revogáveis, mas escolhas definitivas e irrevogáveis, que dão pleno sentido à existência. Vemos em nossas vidas: cada experiência boa, que nos enche de felicidade, queríamos que não tivesse mais término. Deus nos criou em vista do “para sempre”, colocou no coração de cada um de nós a semente para uma vida que alcance algo bonito e grande. Tenham a coragem de fazer escolhas definitivas e vivê-las fielmente! O Senhor poderá chamar-vos ao matrimônio, ao sacerdócio, à vida consagrada, para um dom particular de vós mesmos: respondei-o com generosidade!”
Papa Bento XVIaos jovens de Turim
2 de maio de 2010

Papel de parede Regina Apostorum



Instruções: para colocar o papel de parede como fundo do seu computador clique em cima da imagem que você escolher, clique com o botão direito do mouse em cima do papel de parede e escolha a opção 'Definir como plano de fundo no Explorer' - e no Firefox 'Definir como papel de parede'.

Download: para baixar o papel de parede é simples, clique com o botão direito sobre ele e escolha a opção 'Salvar imagem como...'. Você pode baixar mais papéis de parede, salvar todos em uma pasta e ir trocando manualmente ou automaticamente usando esse programa.

















Regina Apostolorum


















































6 de mai. de 2010

Padres de Batina: Benefícios do uso do Traje Clerical


Que o uso da batina ou aos menos da "camisa de clergyman" é
obrigatório todos sabemos, está no código de direito canônico.
Can. 284 ; Os clérigos devem vestir um traje eclesiástico digno, de acodo com as regras estabelecidas pelas conferências episcopais e os costumes legítimos do lugar.
Então por que a maioria dos sacerdotes não usa ?
As desculpas são das mais variáveis possíveis, calor, que seu uso afasta as pessoas (está é absurda), entre outras que todos nós já estamos calejados de saber.
Mas não estou interresado em escrever sobre as "desculpas" do clero desobediente quanto a está regra da Igreja.
E sim sobre os benefícios que o uso do traje clerical pelos sacerdotes traz para o rebanho católico.
Eu particularmente nunca tive a graça de ver um ministro do altíssimo usando batina .
Foi perguntado aos fiéis sobre a impressão que causa ao avistarem um homem a usando ou ser avistado a vestindo (padre).
E a maioria das respostas estão em perfeita sintonia, apesar de que os entrevistados são das mais variadas localidades do Brasil e além fronteiras.
O que mais foi dito foi que, o padre que a usa é valente, santo, que descobriu a preciosidade de uma batina, seu grande escudo, que naquele que está à trajando se reconhece que é um servo do altíssimo e que vive o que prega.
As pessoas se sentém protegidas, se comportão com modéstia e respeito (diferente do que ocorre quando se deparam com padres galãs); entre outros elogios que infelizmente não caberá todos aqui.
E nada melhor do que ler o que os sacerdotes tem a dizer, coloco dois testemunhos de como o traje clerical é importante no dia a dia deles.
"Muitas vezes, andando de clergyman pelas ruas ou de carro as pessoas param para perguntar algo, para pedir a benção" etc...
Quase sempre que eu pego um táxi, por estar de clergyman ou batina, naturalmente começa uma conversa sobre religião, que serve para tirar dúvidas das pessoas e para falar-lhes de Deus. Pelo menos em duas vezes, os motoristas de táxi quiseram se confessar depois de muitos anos.
Muitas pessoas quando encontram um padre usando o colarinho de padre, lembram de Deus e ficam contentes ao ver que existem pessoas dedicadas exclusivamente às coisas espirituais.
O padre de batina não fica distante das pessoas porque os outros procuram no padre não um amigo a mais, mas um homem de Deus, acolhedor, mas também uma pessoa que transmita autoridade e segurança". (Padre pediu anonimato)
"A primeira reação das pessoas que não me conhecem é, geralmente, positiva. Alguns elogiam abertamente; outros, a maioria, limita-se a sorrir.(Ao vê-lo de batina).
A grande mudança na atitude das pessoas dá-se nos locais públicos. Ao fim de almoço, regra geral, vou tomar café. Quando entro no estabelecimento, se as pessoas presentes estão a ter alguma conversa menos própria, basta que eu entre para ficarem em silêncio ou mudarem de conversa.
Há poucos dias atrás, tomei a iniciativa de ir visitar um doente, acamado, que durante perto de 40 anos não foi à Santa Missa nem se aproximou do Sacramento da Reconciliação. Depois de invocar a ajuda do meu Anjo da Guarda, fui a casa dele. A filha desse senhor recebeu-me com alguma surpresa e perguntei-lhe se podia visitar o pai dela. Ela disse-me que sim, mas aconselhou-me a tirar a batina para o pai não se assustar e não recusar a visita. Respondi à filha que não valia a pena tirar a batina. De fato, assim que entrei no quarto do senhor, ele percebeu que era sacerdote e, ainda antes de eu poder dizer o que quer que fosse, já estava a dizer-me, com os olhos em lágrimas: “Ai que o senhor Padre veio ver-me!”. Pude atendê-lo de confissão e tenho ido visitá-lo com frequência, levando-lhe Jesus Sacramentado."(Padre José Alfredo)
Estes são apenas dois do testemunhos que recebi, infelizmente não deu para colocar todos aqui, pois se fosse fazê-lo iría ficar muito extenso e cansativo o texto.
Somente esses dois testemunhos nos monstra como traje clerical é importante para as ovelhas.
Muitas vezes a salvação de dezenas de almas depende do uso daquela roupa negra e austera pelos sacerdotes.
"Batina é o distintivo, a farda de um soldado. Já viste policial, um reles deles, sem farda? Sem farda ele perde a autoridade. Também assim é o padre. Se ele não estiver a usando ele se mistura ao povo, e o povo "o engole".
Vamos implorar a Deus para que nossos seminaristas e sacerdotes voltem a usá-la !
E encerro este artigo com duas frases de grandes Santos sacerdotes:
"O padre não vai sozinho para o céu. Nem para o inferno. Se agir bem, irá para o céu com as pessoas que ajudou com seu bom exemplo. Se for infiel, se se envolver em escânda-los, se perderá com as pessoas condenadas por seu escândalo". Dom Bosco
"O Sacerdote, ou é um Santo, ou é um demônio." Ou santifica, ou arruína. Pe. Pio.
O modo de se vestir diz muito aonde ele, o padre, se encaixa em estás "falas".
Pax Vóbis !
Danilo Tavares, Fili Eclesiae Catholicae.

No final desta resposta há um pequeno resumo da história do hábito eclesiástico. Nele você pode perceber que o uso obrigatório da batina nunca foi abolido. O que ocorreu é que as penalidades não foram mais aplicadas a quem desobedece. Além disso foi dada a alternativa do clergyman, que levou a todos os abusos que vemos hoje. Ocorre também que seminaristas e padres sejam (ilegalmente) proibidos de usar a batina por seus superiores.
O código de direito canônico define o seguinte, quanto à vestimenta dos padres:
Can. 284 – Os clérigos devem vestir um traje eclesiástico digno, de acordo com as regras estabelecidas pelas conferências episcopais e os costumes legítimos do lugar.
Este poder dado às conferências episcopais também foi causa da decadência na vestimenta, já que muitas vezes elas dão liberdade aos padres, sem puni-los, à revelia do que ordena o Papa.
Há um livro baseado em uma tese de Michele de Santi chamado “O hábito eclesiástico, seu valor e sua história”. Os trechos a seguir são extraídos deste livro. O que nos interessa é apenas este histórico e não as idéias do autor, com as quais muitas vezes não concordamos. Segue o resumo:
Nosso Senhor não deu instruções precisas sobre este assunto, porém recomendou aos apóstolos simplicidade e humildade.
Os hábitos usados no Império Romano, adotados rapidamente por conveniência à fé, à dignidade e à modéstia do estado clerical, constituem as primeiras formas de hábito eclesiástico: túnica branca ou clara, com mangas, longa até o calcanhar (túnica talaris), acompanhada de uma veste de lã. Este hábito era similar ao usado pelos monges.
As perseguições não favoreceram o desenvolvimento de um hábito que desse distinção: os padres precisavam freqüentemente se esconder.
Em 422, o Papa Celestino I lança um primeiro documento sobre este assunto em uma carta endereçada aos bispos da Gália. Os padres não deveriam se vestir do mesmo modo que os monges, pois esta vestimenta grosseira era freqüentemente motivo de zombaria nas cidades. A cor clara usada até então é substituída, pouco a pouco, pela cor escura, inicialmente em Constantinopla para que se distinguissem dos Novacianos, que usavam o branco. Depois sob a inflência dos Beneditinos, cujo hábito era negro. O vermelho foi proibido pois era mais adequado aos magistrados leigos do que aos religiosos.
No fim do século VI há uma mudança, devido ao fim das perseguições e ao fim do hábito longo nos países europeus. Com efeito, as invasões bárbaras, francas e lombardas trazem o hábito curto, mais prático. São Gregório Magno (590-604) fala pela primeira vez em “hábito do clero”.
No século XI São Bernardo (1090-1153) lembra que a vestimenta dos padres deve ser o sinal exterior de suas virtudes interiores, pois na época os padres estavam transformando o hábito em objeto de luxo e vaidade.
O decreto de Gratien (1140) insiste em que o hábito deve ser usado em toda parte, na rua, em viagem ... Gratien comenta esta posição citando Santo Agostinho, que afirmava que freqüentemente as desordens do corpo manifestam as desordens do espírito.
O Concílio de Trento traz a famosa expressão (muitas vezes deturpada em seu sentido original): “Mesmo considerando que o hábito não faz o monge, é necessário que os religiosos vistam sempre um hábito adequado a seu estado (...)”
O primeiro Concílio de Milão (1565) impôs a cor negra e o quarto (1576) lembra a obrigação de usar a batina na Igreja mesmo quando não se use a capa.
Sixto V (1585-1590) trará, por assim dizer, a pedra final ao edifício com a Constituição “Cum Sacrosancta”, obrigando os padres a usar a batina. Impôs punições severas a quem desobedecesse. Quatro anos mais tarde esta lei será abrandada, voltando à interpretação mais genérica que prevalecera no Concílio de Trento; os padres devem usar um hábito conveniente a seu estado e de acordo com as disposições de seu bispo.
O Código de 1917 (can. 136) pede aos padres que usem um hábito eclesiástico conveniente (decentem) segundo os legítimos costumes do lugar e do Bispo. Sem outras definições mas com penalidades que podem ir até à perda do cargo ou estado clerical.
Pouco antes do Concílio Vaticano II, o Sínodo de Roma de 1960 lembra que os padres residentes em Roma devem usar a batina.
Nos documentos posteriores ao Concílio encontramos sobretudo argumentação para convencer os padres a usar a batina nesta época de tantas contestações.
Em 1966, a Conferência Episcopal Italiana aconselha que para “vantagem pessoal do padre” e “edificação da comunidade, a batina deve ser a vestimenta normal dos padres”; o clergyman sendo reservado para as viagens ou quando for necessário por comodidade...
Neste mesmo ano, a Cúria alerta que os padres que trabalham no Vaticano devem usar a batina. E Paulo VI se lamentou em 17 de Setembro de 1969: “fomos longe demais na intenção, em si louvável, de inserir o padre no contexto social, até o ponto de secularizar sua forma de viver, de pensar, e mesmo seu hábito, com o grave risco de enfraquecer sua vocação e de ridicularizar seus compromissos sagrados assumidos diante de Deus e da Igreja”.
João Paulo II, em uma carta endereçada ao Cardeal Vigário exprime seu pensamento sublinhando mais uma vez a importância do uso do hábito, “testemunho da identidade do padre e de que pertence a Deus” ... “em um mundo tão sensível à linguagem das imagens”.
O Código de 1983 não traz modificações substanciais, de acordo com o autor do livro. Entretanto duas medidas foram tomadas que não favorecem o uso da batina: não cabe mais ao Bispo definir o hábito a ser usado em sua diocese (batina, clergyman, etc...) mas à conferência episcopal.
O Código não menciona mais penalidades para os contraventores: não usar o hábito, de acordo com o novo código, não é mais considerado um delito contra as obrigações particulares do estado religioso. Não se mudou a lei, mas é como se ela não tivesse mais que ser considerada.
Em 1999, o Papa ainda tenta convencer: “é um dever de se mostrar sempre tais como sois a todos, com uma humilde confiança, com este sinal externo: é o sinal de um serviço sem descanso, sem idade, porque ele está gravado em sua própria alma”.

Papa aos padres: retornai para o confessionário

















Nas últimas décadas, foram lançadas tendências orientadas a fazer prevalecer, na identidade e na missão do sacerdote, a dimensão do anúncio, separando-a daquela da santificação; frequentemente afirmou-se que seria necessário superar uma pastoral meramente sacramental. Mas é possível exercitar autenticamente o Ministério sacerdotal “superando” a pastoral sacramental? O que significa exatamente para os sacerdotes evangelizar, em que consiste o chamado primeiro do anúncio? Conforme relatam os Evangelhos, Jesus afirma que o anúncio do Reino de Deus é o objetivo de sua missão; esse anúncio, no entanto, não é apenas um “discurso”, mas inclui, ao mesmo tempo, o seu próprio agir; os sinais, milagres que Jesus realiza indicam que o Reino surge como realidade presente e que coincide, ao final, com a sua própria pessoa, com o dom de si mesmo, como ouvimos hoje na leitura do Evangelho. E o mesmo vale para o ministro ordenado: ele, o sacerdote, representa Cristo, o Enviado do Pai, continua a sua missão, mediante a “palavra” e o “sacramento”, nesta totalidade de corpo e alma, de sinal e palavra. Santo Agostinho, em uma carta ao Bispo Onorato di Thiabe, referindo-se aos sacerdotes, afirma: “Façamos, então, os servos de Cristo, ministros da Palavra e do Sacramento d’Ele, o que ele ordenou ou permitiu” (Epist. 228, 2). É necessário refletir se, em alguns casos, o ter subestimado o verdadeiro exercício do munus sanctificandi não tenha, talvez, representado um enfraquecimento da própria fé na eficácia salvífica dos Sacramentos e, em definitivo, no operar atual de Cristo e do Seu Espírito, através da Igreja, no mundo.
[...]
Quem, então, salva o mundo e o homem? A única resposta que podemos dar é: Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, crucificado e ressuscitado. E onde se atualiza o Mistério da morte e ressurreição de Cristo, que traz a salvação? Na ação de Cristo através da Igreja, em particular no Sacramento da Eucaristia, que torna presente a oferta sacrifical redentora do Filho de Deus, no Sacramento da Reconciliação, em que da morte do pecado se vai à vida nova, e em todo o ato sacramental de santificação (cf. Presbyterorum Ordinis, 5). É importante, então, promover uma catequese adequada para ajudar os fiéis a compreender o valor dos Sacramentos, mas também é necessário, seguindo o exemplo do Santo Cura d’Ars, ser disponíveis, generosos e atentos no doar aos irmãos os tesouros da graça que Deus colocou em nossas mãos, e dos quais não somos os “mestres”, mas tutores e administradores. Sobretudo neste nosso tempo, em que, de um lado, parece que a fé vai enfraquecendo-se e, por outro, emerge uma profunda necessidade e uma ampla busca de espiritualidade, é necessário que todo o sacerdote recorde que, na sua missão, o anúncio missionário e o culto e adoração e os sacramentos não estão mais separados e promova uma saudável pastoral sacramental, para formar o Povo de Deus e ajudá-lo a viver plenamente a Liturgia, o culto da Igreja, os Sacramentos como dons gratuitos de Deus, atos livres e eficazes de sua ação salvadora.
[...]
A verdade segundo a qual no sacramento “não somos nós homens a fazer qualquer coisa” diz respeito, e deve dizer respeito, também à consciência sacerdotal: cada sacerdote sabe bem que é um instrumento necessário para o agir salvífico de Deus, mas ainda assim sempre instrumento. Tal consciência deve torná-los humildes e generosos na administração dos Sacramentos, no respeito às normas canônicas, mas também na profunda convicção de que sua missão é garantir que todos os homens, unidos a Cristo, possam oferecer-se a Deus como hóstia viva e santa apreciada por Ele (cf. Rm 12,1).
[...]
Queridos sacerdotes, vivei com alegria e amor a Liturgia e o culto: é ação que o ressuscitado realiza no poder do Espírito Santo em nós, com nós e por nós. Desejo renovar o apelo feito recentemente para “retornar para o confessionário, como lugar no qual celebrar o Sacramento da Reconciliação, mas também como lugar em que ‘habitar’ com mais frequência, para que o fiel possa encontrar misericórdia, conselho e conforto, sentir-se amado e compreendido por Deus e experimentar a presença da Misericórdia Divina, ao lado da Presença real na Eucaristia” (Discurso à Penitenciaria Apostólica, 11 de março de 2010). E desejo também convidar todo o sacerdote para celebrar e viver com intensidade a Eucaristia, que está no coração do ofício de santificar; é Jesus que deseja estar conosco, viver em nós, doar-se a si mesmo, mostrar-nos a infinita misericórdia e ternura de Deus; é o único Sacrifício de amor de Cristo que se faz presente, se realiza entre nós e leva rumo ao trono da Graça, à presença de Deus, abraça a humanidade e nos une a Ele (cf. Discurso ao Clero de Roma, 18 de fevereiro de 2010)
Fonte: http://fratresinunum.com

Vamos Refletir



















Hoje (abril de 2010) temos 18 mil padres no Brasil.
E mais de 100 milhões de fiéis.
Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.

Agora faça essa conta comigo:

- 10% de 18 mil padres = 1.800 padres
- 1% de 18 mil padres = 180 padres
- 0,1% de 18 mil padres = 18 padres
- 0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres

Quantos padres brasileiros estão envolvidos em escândalos pela mídia?
2 ou 3?
Isso significa menos de 0,02% de todos os padres do Brasil!

E os outros 99,98%?
Nós vamos condenar todos os padres por causa de 2 ou 3?
Nós vamos deixar de acreditar em 11 Discípulos porque Judas traiu
Jesus?
Nós vamos deixar de acreditar no Senhor por causa disso?
Deixaremos de ir à Igreja e de comungar por causa da mídia
escandalosa?

Pense bem: mesmo você sendo pecador e imperfeito, mesmo com dúvidas,
mesmo que você se afaste da Igreja de Cristo, mesmo assim Ele morreu
por você!

Repasse isso



5 de mai. de 2010

Papa diz que sacramentos são válidos independente da situação dos padres
















Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI disse hoje que os sacramentos são eficazes, apesar da situação em que alguns sacerdotes se encontram.
O Pontífice fez estas manifestações perante mais de 30 mil pessoas que assistiram na Praça de São Pedro do Vaticano a tradicional audiência pública semanal do papa. As palavras foram uma resposta do papa à preocupação mostrada nos últimos meses por inúmeros fiéis sobre a validade dos sacramentos administrados por sacerdotes pedófilos.
"A grande tradição eclesiástica desvinculou a eficácia sacramental da situação concreta do sacerdote e assim as esperanças legítimas dos fiéis estão salvaguardadas", ressaltou o papa, que destacou a "tendência indispensável em direção a perfeição moral que deve viver no coração de todo sacerdote".
Bento XVI dedicou a audiência às tarefas do sacerdote que são, segundo ele, ensinar, santificar e governar.
Em uma audiência anterior ele já falou do ensino e disse que é uma tarefa "particularmente importante em uma época como a atual".
"No mundo atual, no qual de uma parte a fé parece que se debilitou e de outra parte emerge uma profunda necessidade de uma busca de espiritualidade, é necessário que todos os sacerdotes lembrem que em sua missão o anúncio missionário, o culto e os sacramentos jamais estão separados", assinalou o papa.
Bento XVI também pediu aos sacerdotes que "voltem" aos confessionários, como lugar onde celebrar o sacramento da reconciliação "e como lugar onde passar mais tempo para que os fiéis possam encontrar misericórdia, conselhos e conforto, sentir-se amados e compreendidos por Deus".
Durante a audiência o papa fez uma chamada a favor de um mundo livre de armas nucleares e pediu aos Estados que respeitem os compromissos internacionais adotados no campo da energia nuclear.
Além disso, o Bento VXI disse que se sente "muito feliz" perante a viagem que realizará a Portugal entre os dias 11 e 14 de maio e cumprimentou cordialmente "todos os portugueses, sem excluir nenhum".
Fonte: Terra noticias

Santo Afonso de Ligório: E se hoje for o último dia?
















“Ninguém ignora que deve morrer; mas o mal está em que muitos veem a morte a tamanha distância que a perdem de vista. Mesmo os anciãos mais decrépitos e as pessoas mais enfermas não deixam de alimentar a ilusão de que hão de viver mais três ou quatro anos. Eu, porém, digo o contrário: Devemos considerar quantas mortes repentinas vemos em nossos dias. Uns morrem caminhando, outros sentados, outros dormindo em seu leito. É certo que nenhum deles julgava morrer tão subitamente, no dia em que morreu. Afirmo, ademais, que de quantos no decorrer deste ano morreram em sua própria cama, e não de repente, nenhum deles imaginava que devia acabar sua vida neste ano. São poucas as mortes que não chegam inesperadas.”
“Assim, pois, cristão, quando o demônio te provoca a pecar, pretextando que amanhã confessarás, dize-lhe: Quem sabe se não será hoje o último dia da minha vida? Se esta hora, se este momento, em que me apartasse de Deus, fosse o último para mim, de modo que já não restasse tempo para reparar a falta, que seria de mim na eternidade? Quantos pobres pecadores tiveram a infelicidade de ser surpreendidos pela morte ao recrearem-se com manjares intoxicados e foram precipitados no inferno? “Assim como os peixes caem no anzol, assim são colhidos os homens pela morte num momento ruim”. (Ecl 9, 12). O momento ruim é exatamente aquele em que o pecador ofende a Deus.”
“Diz o demônio que tal desgraça não nos há de suceder; mas é preciso responder-lhe: E se suceder, que será de mim por toda a eternidade?
Santo Afonso de Ligório
Preparação para a morte, consideração V, ponto I

Deus não pode deixar a Igreja absolutamente sem bons Sacerdotes













Onde estão os bons padres?
Certamente, existem bons sacerdotes. Deus não pode deixar a Igreja absolutamente sem bons sacerdotes.
Mas não os procure na mídia, tocando violão, ou fazendo debates em mesas redondas "diplomáticas". Os bons sacerdotes não são estimados pela mídia, e tem a linguagem que Nosso Senhor recomendou; "Sim, sim; não, não"!
Não procure os bons sacerdotes amorenando-se nas praias, ou pulando em forrós. Que os bons sacerdotes não vão a esses lugares mundanos.
Não procure os bons sacerdotes entre os autores, nas livrarias ditas "católicas", porque lá só estão publicadas as obras de padres modernistasOs bons padres estão adorando o Santíssimo de joelhos, e promovendo horas santas.
Não procure os bons sacerdotes dando aulas nas Faculdades de Teologia que se multiplicam por aí. Lá, praticamente, só podem dar aulas padres comprometidos com a heresia modernista. Os bons padres falam simplesmente, e não se exibem falando em experiências carismáticas, em crise existencial, nem em kenosis ou em dialética ou práxis. Os bons padres falam da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Não procure os bons sacerdotes entre aqueles que profanam a Missa gingando e se rebolando, e fazendo o povo rebolar na hora da comunhão. Os bons padres rezam, não rebolam.
Não procure os bons padres entre os padres joviais bonitinhos, com brinquinho -- "modesto" -- nas orelhas, bancando mocinhos, falando gíria, em grupos de jovens com piercings e moçoilas devotamente decotadas e de mini saia. Os bons padres não fazem força para serem simpáticos e condenam as modas que ofendem a Nosso Senhor, como disse Nossa Senhora em Fátima.
Não procure os bons padres entre os que fazem sermões superficiais e ignorantes. Os bons padres falam pouco. Falam do céu, rezam muito, e estudam. Sobretudo rezam.
Não procure os bons padres entre os moderninhos adaptados ao mundo, que organizam o baile e o carnaval da paróquia. Os bons padres sao amantes da cruz, penitentes, e fogem das diversões mundanas.
Não procure os bons padres entre os que aparecem e que são nomeados para cuidar de paróquias ricas e centrais. Os bons padres estão afastados em paróquias pobres e longínquas.
Não procure os bons padres entre os famosos e prestigiados. Os bons padres são odiados ou esquecidos pelo mundo.
Não procure os bons padres entre os que se vestem como janotas, que têm carro bom e secretárias. Os bons padres andam a pé -- à evangelica -- usam só batina preta e nunca têm secretárias, nem mulheres como "gerentes" de igreja. Não procure os bons padres entre aqueles que fazem muitas campanhas vistosas e filantrópicas. Procure entre os que rezam o terço, quer em suas capelas pobres, ou mesmo andando pelas ruas, e que fazem caridade sem alto falantes.
É bem difícil, hoje, encontrar um bom padre.
Por isso é que o povo está tão afastado de Deus.
Pois diz a sabedoria popular: Padre santo, povo piedoso. Padre piedoso, povo bom. Padre bom, povo aceitável. Padre aceitável, povo tíbio. Padre tíbio, povo ruim. Padre ruim, povo corrupto. Padre corrupto, povo péssimo.
Até o péssimo Diógenes ensinou algo aproveitável: andava ele por Atenas com uma vela acesa na mão, ao meio dia, procurando um homem. Hoje devemos andar de vela acesa em uma das mãos, com um terço na outra, procurando um bom padre. Hoje, devemos andar de terço na mão rezando a Deus que nos conceda santos sacerdotes.
Rezemos pelo clero. Rezemos muito por nosso pobre clero. Que é clero. Que é, apesar de tudo, constituído por sacerdotes de Cristo, marcados com o selo sacerdotal em suas almas.
Rezemos pelo Clero.
"O bom coração é sempre forte.
Sofre, mas esconde suas lágrimas,
e se consola sacrificando-se
pelo próximo e por Deus". (São Pe. Pio de Pietrelcina)
Fonte: http://catolicostradicionais.blogspot.com

4 de mai. de 2010

São Domingos de Gusmão: Nossa Senhora, pavor dos Demônios
















04.05.2010 - Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava posseso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar.Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:
1 - Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;
2 - Eles continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o Mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário;
Eles então revelaram várias outras coisas.
* * *
São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.
Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo...e eles disseram: " Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento...
São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.
Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.Ela bateu no homem posseso com um cajado de ouro que segurava e disse: "Responda ao meu servo Domingos imediatamente" .
Então os demônios começaram a gritar:
"Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruina e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruina? Oh, pobres de nós, principes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno.Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.
* * *
Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.
Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristão que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.
Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desínios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruido há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus"
(O Segredo do Rosário - São Luís Maria G. de Montfort -pág.95 à 97)