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21 de jun. de 2010

Ser Santos para ajudar a edificar a Igreja, pede o Papa Bento XVI a bispos brasileiros



















VATICANO, 19 Jun. 10 / 05:37 pm
- Ao receber esta manhã os bispos do Brasil do Regional Leste 2, que concluem hoje sua visita ad limina, o Papa Bento XVI recordou aos prelados que só com a santidade pessoal serão capazes de ajudar os fiéis a edificarem a Igreja, através da vivência cotidiana da fé e o amor, através de sua missão de servir e governar a porção do povo de Deus que lhes é confiada.




"Chamados a ser Santos, com quantos em qualquer lugar invocam o nome de Jesus Cristo, nosso senhor, da nossa parte e deles, graça a vós e paz de parte de Deus, Nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo", com estas palavras do apóstolo Paulo, na primeira carta aos Coríntios, o Santo Padre acolheu com grande afeto os bispos brasileiros.



Depois de recordar que os bispos "como mestres e doutores da fé, têm a missão de ensinar com audácia a verdade, que deve ser acreditada e vivida, apresentando-a de forma autêntica", Bento XVI evocou seu discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida; e ressaltou que a Igreja tem como tarefa conservar e alimentar a fé do povo de Deus e de recordar também aos fiéis que, pelo batismo, estão chamados a serem discípulos e missionários de Jesus Cristo.



Seguidamente o Papa os alentou a ajudarem "os fiéis confiados a seus cuidados pastorais a descobrirem a alegria da fé, a alegria de serem amados pessoalmente por Deus, que entregou o seu Filho para nossa salvação. Como bem sabem, acreditar consiste sobre tudo em abandonar-se a este Deus que nos conhece e ama pessoalmente, aceitando a Verdade que Ele revelou em Jesus Cristo, com a atitude que nos leva a ter confiança nele como revelador do Pai. Queridos irmãos, tenham grande confiança na graça e saibam infundir esta confiança em seu povo, para que a fé seja sempre guardada, defendida e transmitida em sua pureza e integridade".



"Como administradores do supremo sacerdócio, devem procurar que a liturgia seja verdadeiramente uma epifania do mistério. Quer dizer, expressão de natureza genuína da Igreja, que ativamente presta culto a Deus, por Cristo no Espírito Santo", disse o Papa e acrescentou "de todos os deveres de seu ministério, ‘o mais imperioso e importante é a responsabilidade no que diz respeito à celebração da Eucaristia’".



E depois reiterar neste contexto, o que estabelece a Exortação Apostólica pós-sinodal, Pastores gregis, de João Paulo II, "sobre o bispo servidor do Evangelho de Jesus Cristo para a esperança do mundo", Bento XVI animou os bispos a impulsionarem o encontro pessoal com Cristo: "O ‘múnus’ (missão) de santificar que receberam vos impõe deste modo serdes promotores e animadores da oração na cidade humana, freqüentemente agitada, ruidosa e que se esquece de Deus: devem criar lugares e ocasiões de oração, onde em silêncio, escutando a Deus em oração pessoal e comunitária, o homem possa encontrar e fazer a experiência viva de Jesus Cristo, que revela o rosto autêntico do Padre".



"É preciso que as paróquias e os santuários, os ambientes de educação e de sofrimento, assim como as famílias se tornem lugares de comunhão com o Senhor", acrescentou.



Os bispos como guias do povo cristão, devem promover a participação de todos os fiéis na edificação da Igreja, governando com coração de servo humilde e de pastor afetuoso, tendo como meta a glória de Deus e a salvação das almas. É um direito e um dever: "Em virtude do múnus de governar, o bispo está chamado também a julgar e disciplinar a vida do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, através de leis, diretivas e sugestões, como está previsto na disciplina universal da Igreja".



O Santo Padre indicou que "este direito e dever é muito importante para que a comunidade diocesana permaneça unida em seu interior e caminhe em sincera comunhão de fé, de amor e de disciplina com o bispo de Roma e com toda a Igreja. Por isso, não se cansem de alimentar nos fiéis o sentido de pertença à Igreja e a alegria da comunhão fraterna".



O Papa se referiu logo à vital importância da santidade pessoal: "o governo do bispo só será pastoralmente proveitoso ‘se goza do apoio de uma boa credibilidade moral, que deriva de sua santidade de vida. Esta credibilidade predisporá as mentes para acolher o Evangelho anunciado por ele em sua Igreja e também as normas que estabelece para o povo de Deus. Por isso, plasmado interiormente pelo Espírito Santo, cada um de vós faça-se tudo para todos, propondo a verdade da fé, celebrando os sacramentos de nossa santificação e testemunhando a caridade do Senhor".



"Acolham com o coração aberto a quantos chamam a sua porta: aconselhem, consolem e sustentem no caminho de Deus, procurando guiar a todos por aquela unidade na fé e no amor do qual, por vontade do Senhor, devem ser princípio e fundamento visível de suas dioceses", concluiu o Pontífice.

16 de jun. de 2010

Católicos defendem Catedral de Lyon contra manifestação homossexual

.- Duzentos jovens católicos reunidos no átrio da Catedral de Lyon, na França, congregaram-se pacificamente no átrio deste templo para defender o de uma manifestação anti-católica organizada por alguns representantes do lobby homossexual que queriam realizar um evento chamado “kiss-in”, no qual diversos casais do mesmo sexo iriam beijar-se para “celebrar” o “Dia Mundial contra a Homofobia”.

Os fatos aconteceram no último 18 de maio na Praça de Saint Jean. Em meio de um cordão policial, os católicos responderam às blasfêmias e insultos de maneira pacífica cantando e rezando de joelhos.

Entre os cartazes dos católicos que se reuniram no lugar se podia ler um maior que os outros: “Não mais católico-fobia!”. Outros dos lemas que se ouviram, enquanto sustentavam uma bandeira do Vaticano, foram: “Saint Jean (a Catedral) é nossa!”, “Europa, Juventude, Cristianismo!”

Durante a defesa os jovens católicos também cantaram a Maria, de joelhos: “Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós pecadores”.

Finalmente, e depois de três horas da defesa da Catedral por parte dos católicos, a polícia dispersou os homossexuais e também agrediu e prendeu a alguns dos católicos. Para alguns bloggers, este fato culminou com uma vitória moral dos jovens defensores do Saint Jean, ao impedirem o polêmico “kiss-in”.

Em declarações à Télé Lyon Métropole, um dos defensores da Catedral assinalou que “era possível fazer a manifestação ontem, mas não foi feita, e por que não? e diante da Catedral, isto é um gesto de provocação. Acredito que a homossexualidade, concretamente os atos homossexuais carecem de pureza e de alguns ideais”.

Receber Cristo na Eucaristia para servir com caridade os outros, exorta o Papa Bento XVI

.- Ao inaugurar ontem na Basílica de São João de Latrão o Congresso da Diocese de Roma sobre o tema "seus olhos se abriram, o reconheceram e o anunciaram. A Eucaristia dominical e o testemunho da caridade", que se celebra entre os dias 15 e 17 de junho, o Papa Bento XVI exortou os presentes a receberem o Senhor Jesus presente no Santíssimo Sacramento e a partir desse encontro servir com caridade a outros.

Bento XVI afirmou que "a fé nunca se pode dar por suposta, porque cada geração tem necessidade de receber este dom através do anúncio do Evangelho e de conhecer a verdade que Cristo nos revelou. A Igreja, portanto, se esforça constantemente por oferecer a todos o depósito da fé, no qual está contida também a doutrina sobre a Eucaristia. Hoje, por desgraça, os fiéis não compreendem suficientemente o valor profundo e a importância desta doutrina para sua vida. Por isso é importante uma melhor compreensão do mistério do Corpo e do Sangue do Senhor".

Falando da Santa Missa, o Papa sublinhou que quando se celebra "respeitando as normas litúrgicas e se valoriza adequadamente a riqueza dos sinais e gestos, se fomenta e se promove o crescimento da fé eucarística". Neste sentido, convidou a "redescobrir a fecundidade da adoração eucarística e a evitar que nossa ação apostólica se reduza a um ativismo estéril, para que seja um testemunho do amor de Deus".

"Nutrindo-nos Dele somos liberados dos vínculos do individualismo, e por meio da comunhão com Cristo, chegamos a ser, juntos, uma só coisa, seu Corpo místico. Deste modo se superam as diferenças devidas à profissão, condição social, nacionalidade, porque nos descobrimos membros de uma única grandefamília, a família dos filhos de Deus, na qual se outorga a cada um uma graça especial para o bem comum".

O Santo Padre assinalou que "quando recebemos a Cristo, o amor de Deus se estende em nossos corações, ele os muda radicalmente e nos faz capazes de gestos, que pela força difusiva do bem, podem transformar a vida de quem está ao nosso lado".

"Por isso, para o discípulo de Jesus, o testemunho da caridade não é um sentimento passageiro, pelo contrário, é o que configura a vida em todas as circunstâncias". Neste contexto, o Papa animou a todos a "comprometerem-se no âmbito delicado e crucial da educação à caridade, como dimensão permanente da vida pessoal e comunitária".

Depois de ressaltar que Roma "pede aos discípulos de Jesus, junto a um anúncio renovado do Evangelho, um testemunho da caridade mais claro", Bento XVI manifestou seu agradecimento a "quantos estão comprometidos nas diferentes estruturas caritativas, pela dedicação e generosidade com que servem os pobres e marginados".

"A Eucaristia celebrada nos obriga e ao mesmo tempo nos permite converter-nos em pão partido para os irmãos, atendendo suas necessidades. Por isso, uma celebração eucarística que não conduza ao encontro dos seres humanos onde vivem, trabalham e sofrem, para levar a eles o amor de Deus, não manifesta a verdade que contém".

O Santo Padre terminou pedindo que "em uma época como a atual de crise econômica e social, sejamos solidários com quem vive na pobreza para oferecer a todos a esperança de um amanhã melhor e digno do homem".

Finalmente o Papa convidou os jovens a "não terem medo de escolher o amor como a regra suprema da vida, de amar a Cristo no sacerdócio, de formar famílias cristãs que vivem o amor fiel, indissolúvel e aberto à vida".

15 de jun. de 2010

Reflexões de um santo sobre a Igreja



Por São Josemaria Escrivá




Nós, os cristãos, trazemos os grandes tesouros da graça em vasos de barro; Deus confiou seus dons à frágil e débil liberdade humana e, embora sejamos sem dúvida assistidos pela força do Senhor, a nossa concupiscência, o nosso comodismo e o nosso orgulho repelem por vezes essa assistência e levam-nos a cair em pecado. Há mais de um quarto de século, ao recitar o Credo e afirmar minha fé na divindade da Igreja, una, santa, católica e apostólica, em muitas ocasiões acrescento: apesar dos pesares. Quando uma vez por outra comento este costume e alguém me pergunta a que me quero referir, respondo: aos teus pecados e aos meus.

Tudo isso é certo, mas não autoriza de modo algum a julgar a Igreja com critérios humanos, sem fé teologal, atendendo apenas à maior ou menor qualidade de certos eclesiásticos ou de certos cristãos. Proceder assim é permanecer na superfície. O mais importante na Igreja não é ver como nós, os homens, correspondemos, mas ver o que Deus realiza. A Igreja é nem mais nem menos Cristo presente entre nós, Deus que vem até à humanidade para salvá-la, chamando-nos com a sua Revelação, santificando-nos com a sua graça, sustentando-nos com a sua ajuda constante, nos pequenos e nos grandes combates da vida diária.

Podemos chegar a desconfiar dos homens, e cada um deve desconfiar pessoalmente de si mesmo e coroar seus dias com um mea culpa, com um ato de contrição profundo e sincero.

Mas não temos o direito de duvidar de Deus. E duvidar da Igreja, da sua origem divina, da eficácia salvadora da sua pregação e dos seus sacramentos é duvidar do próprio Deus, é não crer plenamente na realidade da vinda do Espírito Santo.

Antes que Cristo fosse crucificado – escreve São João Crisóstomo –, não havia nenhuma reconciliação. E enquanto não houve reconciliação, não foi enviado o Espírito Santo... A ausência do Espírito Santo era sinal da ira divina. Agora que o vês enviado em plenitude, não duvides da reconciliação. Mas, se perguntarem: Onde está agora o Espírito Santo? Podia-se falar da sua presença quando havia milagres, quando eram ressuscitados os mortos e curados os leprosos. Porém, como saber agora que está verdadeiramente presente? Não vos preocupeis. Demonstrar-vos-ei que o Espírito Santo está também agora entre nós...

Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos dizer: 
Senhor Jesus, pois ninguém pode invocar Jesus como Senhor, a não ser no Espírito Santo (1 Cor XII, 3). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos orar com confiança. Com efeito, ao rezar, dizemos: Pai nosso, que estais nos céus (Mt VI, 9). Se não existisse o Espírito Santo, não poderíamos chamar Pai a Deus. E como sabemos isso? Porque o Apóstolo nos ensina: E por sermos filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (Gal IV, 6).

Portanto, quando invocares Deus Pai, lembra-te de que foi o Espírito Santo que, ao mover a tua alma, te deu essa oração. Se não existisse o Espírito Santo, não haveria na Igreja palavra alguma de sabedoria ou de ciência, porque está escrito:dada pelo Espírito a palavra da sabedoria (1 Cor XII, 8)...Se o Espírito Santo não estivesse presente, a Igreja não existiria. Mas se a Igreja existe, não há dúvida de que o Espírito Santo não falta.

Acima das deficiências e limitações humanas, insisto, a Igreja é precisamente o sinal e, de certo modo – não no sentido estrito em que se definiu dogmaticamente a essência dos sete sacramentos da Nova Aliança –, o sacramento universal da presença de Deus no mundo. Ser cristão é ter sido regenerado por Deus e enviado aos homens para lhes anunciar a salvação. Se tivéssemos uma fé firme e experimentada, e se déssemos a conhecer Cristo com audácia, veríamos como continuam a realizar-se diante dos nossos olhos milagres como os da era apostólica.

Porque também hoje se devolve a vista aos cegos, que haviam perdido a capacidade de olhar para o céu e contemplar as maravilhas de Deus; também hoje se dá liberdade aos coxos e entrevados, que se achavam tolhidos por suas paixões e já não tinham um coração que soubesse amar; também hoje se dá ouvido aos surdos, que não desejavam ter notícia de Deus; e se consegue que falem os mudos, que tinham amordaçada a língua por não quererem confessar suas derrotas; também hoje se ressuscitam mortos, em quem o pecado havia destruído a vida. Mais uma vez se verifica que apalavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante que qualquer espada de dois gumes. E, tal como os primeiros fiéis cristãos, também nós nos alegramos ao admirar a força do Espírito Santo e sua ação sobre a inteligência e a vontade de suas criaturas.




O que fazer quando temos aridez espiritual?














Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil assistir a Santa Missa, a reza do Terço fica pesada, etc. Até mesmo a sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.

Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé?

Primeiro é preciso verificar se esta situação não é tibieza, isto é, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual, e, sobretudo, verificar se não há pecados graves em nossa alma, que possam estar afugentando dela a graça de Deus.


Se não houver pecados na alma, então, é preciso antes de tudo, calma, paciência e perseverança nos exercícios espirituais: oração, vida sacramental, caridade, penitência, etc. Mesmo sem vontade ou sem gosto, continuar, sem jamais parar, os exercícios espirituais.

Deus, às vezes, permite essas provações para que aprendamos a “buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus”, como disse um santo. São João da Cruz, místico que tanto experimentou o que chamou de “noite escura da fé”, afirmou que “o progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”

Muitas vezes, nos deleitamos nas orações gostosas, cheias de fervor sensível, como crianças quando comem doces. Mas quando vem a luta, deixamos a oração.


Vejamos o que diz o Apóstolo:

“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?... Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos... Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade” (Hb 12,5-10). 
 

Deus nos quer santos, e é também algumas vezes pela provação e pela aridez espiritual que Ele arranca as ervas daninhas do jardim de nossas almas. Coragem, alma querida de Deus! Jesus disse que Ele é a videira verdadeira, e Seu Pai o bom agricultor, que podará todo ramo bom que der fruto, para que produza mais fruto (cf. Jo 15,1-2).

Não podemos querer apenas o açúcar do pão e renegar o pão do sacrifício. Às vezes a meditação é difícil, a oração é penosa, distraída, surgem as noites e as trevas... Nessas horas é preciso silêncio, abandono, paciência. O Esposo há de voltar logo... Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir.

Quanto mais a noite fica escura, mais perto nos aproximamos da aurora. Deus sabe o que estamos passando, louvado seja o Seu santo Nome! É hora de abandono em Suas mãos paternas.

Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual!

Nestas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé; confiança e abandono, irmão! Só o Senhor sabe o caminho para sairmos deste matagal fechado e escuro.

Deus nos prepara para a contemplação pelas provas passivas, ensinam os santos. Ele as produz e a alma apenas tem que aceitar. É o duro caminho dos que querem a perfeição. Ele está purificando a alma; o Cirurgião Celeste está nos operando a alma.


São João da Cruz fala da famosa “noite dos sentidos” cheia de aridez e de provação, um verdadeiro martírio para a alma. Segundo o santo doutor, é Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés e sendo queimado pelo sol, para se santificar.

Calma, alma querida de Deus, Ele faz isso porque o ama muito! O fogo bom não é aquele "fogo de palha", alto e bonito, mas rápido, que logo se apaga; mas é o fogo baixo que pega na lenha grossa e permanece por muito tempo. O fogo de palha é só para começar...


É isso que está acontecendo; não se assuste; não se preocupe porque o gosto de rezar sumiu e se tornou um agora um sacrifício penoso... Fé não é sentimento e muito menos sentimentalismo; fé é adesão, com a mente, a Deus, às Suas verdades e às Suas determinações. Não se preocupe de estar ou não “sentindo" fé ou devoção; apenas viva-a; vá à Missa, ao grupo de oração, ao Terço, com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Assim, temos mais méritos ainda diante de Deus.

Nesta situação talvez você precise de um diretor espiritual, especialmente na Confissão, para uma boa orientação.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

14 de jun. de 2010

O sacerdote é um dom do Coração de Cristo, diz o Papa em Ângelus

- Milhares de fiéis e peregrinos se reuniram este meio-dia na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem ao introduzir a oração mariana recordou que os frutos do ano sacerdotal não poderão jamais ser medidos mas que certamente são vistos desde já e ainda estão por ver-se muitos mais.

“O sacerdote é um dom do Coração de Cristo: um dom para a Igreja e para o mundo. Do coração do Filho de Deus, transbordante de caridade, brotam todos os bens da Igreja, e de modo particular tem sua origem a vocação daqueles homens que, conquistados pelo Senhor Jesus, deixam tudo para dedicar-se inteiramente ao serviço do povo cristão, sob o exemplo do Bom Pastor”, disse o Pontífice.

O Santo Padre descreveu o sacerdote como aquele que é “plasmado pela mesma caridade de Cristo, aquele amor que o levou a dar a vida por seus amigos e perdoar a seus inimigos”.

“Por isso –continuou- os sacerdotes são os primeiros operários da civilização do amor. E com isso penso em tantas figuras de sacerdotes, algumas elevadas aos altares e outras cuja lembrança permanece indelével nos fiéis”.

Bento XVI exortou que todos os sacerdotes peçam sempre a intercessão de São João Maria Vianney de modo que “seu ‘ato de amor’ que tantas vezes recitamos durante o Ano Sacerdotal continue alimentando nosso dialogo com Deus”.

O Pontífice recordou também o encerramento do Ano Sacerdotal, enfatizando a vivência de “jornadas inesquecíveis com a presença de mais de 15 mil sacerdotes de todas as partes do mundo. Concluída na solenidade do Sagrado Coração do Jesus, que tradicionalmente é a ‘jornada de santificação sacerdotal’; esta vez ela foi de um modo especial”.

Mais adiante o Papa quis também recordar a figura de outro sacerdote: o polonês Jerzy Popieluszko, sacerdote e mártir, quem “exercitou seu generoso e valente ministério junto a quantos lutavam pela liberdade, pela defesa da vida e sua dignidade. Tal obra de serviço ao bem e à verdade era um sinal de contradição pelo regime que então governava na Polônia. O amor do Coração de Cristo o levou a dar a vida, e seu testemunho foi a semente de uma nova primavera na Igreja e na sociedade”.

Finalmente o Papa ressaltou que ao contemplar atentamente a história, “observa-se quantas páginas de autêntica renovação espiritual e social foram escritas pelo aporte decisivo de sacerdotes católicos, animados somente pela paixão pelo Evangelho e pelo homem, por sua verdadeira liberdade, religiosa e civil. Quantas iniciativas de promoção humana integral partiram da intuição de um coração sacerdotal!”

A seguir o Papa rezou o Ângelus, saudou os presentes em diversos idiomas e repartiu sua Bênção Apostólica.

12 de jun. de 2010

Empire State Bulding rejeita prestar homenagem à Madre Teresa em Nova Iorque

.- Apesar de já ter celebrado diversos acontecimentos relacionados com católicos ilustres como João Paulo II (quando faleceu em 2005) e indo também contra a Câmara de vereadores da cidade que apóia a medida com o prefeito (judeu) de Nova Iorque, Mike Bloomberg; os administradores do famoso edifício Empire State Building se negam a homenagear, com a iluminação de cores, a Madre Teresa de Calcutá no mês de agosto quando se celebram os 100 anos de seu nascimento.

Em sua Página Web, a administração do Empire State assinala que parte de sua política consiste em não homenagear personagens ou figuras religiosas ou políticas, e que isto está em vigência desde o ano 2006, o que explicaria que no ano 2000 eles homenageassem o Cardeal John O'Connor quando faleceu, e o Papa João Paulo II depois de seu falecimento em 2005.

Entretanto, para o Presidente da Liga Católica, Bill Donohue, esta política não refletiria a posição de Anthony Malkin, presidente da Malkin Holdings, empresa à qual pertence o edifício, pois no dia 25 de abril deste ano "as torres estavam iluminadas de azul e branco em honra às irmãs salesianas, religiosas católicas. Em outras palavras, Malkin mente sobre sua suposta política, e por alguma razão tem algo contra a Madre Teresa".

Embora a Malkin Holdings considere que as comemorações que se realizam através da iluminação do edifício de 102 andares são um privilégio e não um direito, a Câmara de vereadores da cidade de Nova Iorque –aonde militam diversos ativistas homossexuais que discordam com a Igreja Católica– e o mesmo prefeito, apóiam o tributo à Madre Teresa, Fundadora das Missionárias da Caridade.

Mike Bloomberg propôs um dia de voluntariado no dia 26 de agosto em honra à Beata que se dedicou ao serviço dos pobres. Do mesmo modo, solicitou que as pessoas enfeitem suas casas esse dia com as cores das missionárias: azul celeste e branco em suas janelas.

Para expressar seu apoio à comemoração à Madre Teresa no Empire State, você pode escrever ao correio do Empire State Building: info@esbnyc.com 

Nada jamais substituirá os sacerdotes na Igreja, recorda o Papa Bento XVI

- Ao finalizar ontem a multitudinária Eucaristia que foi concelebrada por mais de 15 mil presbíteros vindos de todas as partes do mundo para a clausura do Ano Sacerdotal, o Papa Bento XVIsaudou em distintos idiomas. Em português o Santo Padre recordou que "nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja".

Em sua saudação em espanhol, o Papa pediu a Deus "que esta celebração se converta em um vigoroso impulso para seguir vivendo com gozo, humildade e esperança seu sacerdócio, sendo mensageiros audazes do Evangelho, ministros fiéis dos Sacramentos e testemunhas eloqüentes da caridade".

"Com os sentimentos de Cristo, Bom Pastor, vos convido a continuar aspirando cada dia à santidade, sabendo que não há maior felicidade neste mundo que gastar a vida pela glória de Deus e o bem das almas", acrescentou.

Em português, o Papa agradeceu a Deus "pelo que sois e o que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. Ao exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura D’Ars, perseverem na amizade de Deus e deixem que suas mãos e seus lábios sigam sendo as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade".

11 de jun. de 2010

Testemunho ardoroso e oração humilde para suscitar vocações, exortou Bento XVI

(foto EWTN)
- No multitudinário encontro que se realizou na Praça de São Pedro até às 11:15 p.m. (hora local) de ontem, na presença de milhares de sacerdotes vindos de diversas partes do mundo, o Papa Bento XVI explicou que para suscitar santas vocações ao sacerdócio é necessário rezar de maneira convencida, humilde e insistente a Deus; assim como oferecer um testemunho ardoroso de seu amor que mostre a beleza deste chamado.

Respondendo à pergunta de um sacerdote da Austrália, sem ler nenhum texto (algo que é incomum no Papa), Bento XVI assinalou que "é grande a tentação de tomar nós mesmos as coisas em nossas mãos, para transformar a ordem em uma profissão, como um trabalho mais. É uma tentação que não resolve o problema" da escassez de vocações, com o qual ademais se corre o risco de "renunciar à sacralidade do sacerdócio".

Ante a falta de jovens que respondam com generosidade ao chamado de Deus, disse o Santo Padre, "devemos orar a Deus, tocar a sua porta para que nos dê vocações. Rezar com grande convencimento. Deus não se fecha à oração permanente, confiante. Isto é o primeiro: rezar com humildade, confiança e insistência pelas vocações tocando o coração de Deus para que nos dê sacerdotes".

Seguidamente o Pontífice recordou que "cada um de nós deveria fazer o possível para viver o sacerdócio de maneira convincente. Penso que nenhum de nós teria sido sacerdote se não tivesse visto sacerdotes convincentes nos quais ardia o amor de Cristo", afirmação à qual a Praça de São Pedro estalou em aplausos.

O segundo ponto, disse logo o Papa está em "convidar como disse à iniciativa da oração, ter esta humildade esta confiança de falar com força sobre Deus", depois do qual se referiu a uma terceira medida: ter valor para falar com os jovens.

Os jovens, indicou Bento XVI, devem saber que "Deus pode chamá-los. É necessário ajudá-los a encontrar um contexto vital onde possam viver a vocação, em meio de um mundo que parece excluí-lo. Precisam viver a beleza desta vida, ver contextos onde isto seja possível em meio da oração".

"Ali a vocação de Deus pode chegar. Agradecemos a Deus pelos seminaristas e sacerdotes e rezemos por eles e para que haja mais sacerdotes", concluiu.

Depois de ter respondido às perguntas dos sacerdotes, todos cantaram o Pai Nosso em latim e participaram de um intenso momento de adoração eucarística presidida pelo Papa. Bento XVI abençoou logo os pressentes com o Santíssimo ao finalizar a celebração, e todos os sacerdotes e fiéis cantaram a Salve com o qual foi concluída a Vigília de oração.

Humanidade necessita a água viva de Cristo que só os sacerdotes podem dar, diz o Papa Bento XVI


.- Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e ao presidir aEucaristia na Praça de São Pedro pelo encerramento do Ano Sacerdotal que convocou por ocasião do 150° aniversário da morte do Santo Cura D’Ars, o Papa Bento XVI –que concelebrou esta Missa com mais de 15 mil sacerdotes– assinalou que a humanidade necessita que os cristãos, especialmente os presbíteros, sejam portadores da água viva de Cristo que comunica a verdadeira alegria e esperança.

Na homilia da Missa em que utilizou o mesmo cálice de São João Maria Vianney, o Santo Padre afirmou que o motivo da celebração do Ano Sacerdotal foi "compreender de novo a grandeza e a beleza do ministério sacerdotal", e acrescentou: "o sacerdote não é simplesmente alguém que detém um ofício. Pelo contrário, o sacerdote faz o que nenhum ser humano pode fazer por si mesmo: pronunciar em nome de Cristo a palavra de absolvição de nossos pecados, mudando assim, a partir de Deus, a situação da nossa vida. [O sacerdote] pronuncia sobre as oferendas do pão e o vinho as palavras de ação de graças de Cristo, que abrem o mundo a Deus e o unem a Ele. Portanto, o sacerdócio não é um simples ‘ofício’, mas um sacramento"

"Esta audácia de Deus, que se abandona nas mãos de seres humanos; que, até conhecendo nossas debilidades, considera os homens capazes de atuar e apresentar-se em seu lugar, esta audácia de Deus é realmente a maior grandeza que se oculta na palavra ‘sacerdócio’. Isto é o que neste ano quisemos de novo considerar e compreender. Queríamos despertar a alegria de que Deus esteja tão perto de nós e também, assim, ensinar de novo aos jovens que esta vocação, esta comunhão de serviço por Deus e com Deus, existe".

O Papa Bento XVI advertiu logo que "era de esperar que o ‘inimigo’ não gostasse que o sacerdócio brilhasse de novo; ele teria preferido vê-lo desaparecer, para que ao fim Deus fosse expulso do mundo. E assim ocorreu que, precisamente neste ano de alegria pelo sacramento do sacerdócio, saíram à luz os pecados dos sacerdotes, sobre tudo o abuso dos pequeninos. Também nós pedimos perdão insistentemente a Deus e às pessoas afetadas, enquanto prometemos que queremos fazer todo o possível para que semelhante abuso não volte a acontecer jamais; que na admissão ao ministério sacerdotal e na formação que prepara para o mesmo faremos todo o possível para examinar a autenticidade da vocação; e que queremos acompanhar ainda mais os sacerdotes em seu caminho".

"Se o Ano Sacerdotal tivesse sido uma glorificação de nossos alcances humanos pessoais, este teria sido destruído por estes fatos", observou o Pontífice. "Mas, para nós, tratava-se precisamente do contrário, de sentir-nos agradecidos pelo dom de Deus, um dom que é levado em ‘vasilhas de barro’, e que uma e outra vez, através de toda a debilidade humana, faz visível seu amor no mundo. Assim, consideramos o ocorrido como uma tarefa de purificação, um afazer que nos acompanha para o futuro e que nos faz reconhecer e amar mais ainda o grande dom de Deus. Deste modo, o dom se converte no compromisso de responder ao valor e a humildade de Deus com nosso valor e nossa humildade".

O Papa prosseguiu a homilia comentando o Salmo 23, "O Senhor é meu pastor", que forma parte da liturgia de hoje. "O Senhor é meu pastor nada me falta", disse Bento XVI. "Deus cuida pessoalmente de mim, de nós, da humanidade. Não me deixou sozinho, extraviado no universo e em uma sociedade ante a qual alguém se sente cada vez mais desorientado. As religiões do mundo, por isso podemos ver, souberam sempre que, em última análise, só há um Deus. Mas este Deus era longínquo. Aceitava-se não obstante que o mundo pressupõe um Criador. Este Deus, entretanto, teria construído o mundo, para depois retirar-se dele. Agora o mundo tem um conjunto de leis próprias segundo as quais se desenvolve, e nas quais Deus não intervém, não pode intervir. Mas ali onde a proximidade do amor de Deus se percebe como moléstia, o ser humano se sente mal".

"Deus quer que nós como sacerdotes, em um pequeno ponto da história, compartilhemos suas preocupações pelos homens. Como sacerdotes, queremos ser pessoas que, em comunhão com seu amor pelos homens, cuidemos deles, façamos que experimentem no concreto esta atenção de Deus", precisou o Santo Padre.

Dirigindo-se logo aos sacerdotes, o Papa indicou que "nós deveríamos buscar ‘conhecer’ os homens de parte de Deus e com vistas a Deus; deveríamos buscar caminhar com eles na via da amizade com Deus. O pastor mostra o caminho correto àqueles que foram confiados a ele. Ele os precede e guia. Digamo-lo de outro modo: o Senhor nos mostra como se realiza em modo justo a arte de ser pessoa. O que devo fazer para não me arruinar, para não desperdiçar minha vida com a falta de sentido? Em efeito, esta é a pergunta que todo homem deve expor-se e que serve para qualquer período da vida. Quanta escuridão há ao redor desta pergunta em nosso tempo! Sempre volta para nossa mente a palavra de Jesus, que tinha compaixão pelos homens, porque estavam como ovelhas sem pastor".

"O povo de Israel estava e está agradecido a Deus, porque mostrou nos mandamentos o caminho da vida. Deus nos mostrou qual é o caminho, como podemos caminhar de maneira justa. A vida de Jesus é uma síntese e um modelo vivo do que afirmam os mandamentos. Assim compreendemos que estas normas de Deus não são cadeias, e sim o caminho que Ele nos indica. Caminhando junto a Cristo temos a experiência da alegria da Revelação, e como sacerdotes devemos comunicar às pessoas a alegria de que nos tenha mostrado o caminho justo".

Referindo-se depois ao "vale escuro" do texto, Bento XVI disse que além da morte, na qual o Senhor não nos deixará sozinhos, "podemos pensar também nos vales escuros das tentações, do desalento, da prova, que toda pessoa humana deve atravessar. Também nestas gargantas tenebrosas da vida Ele está ali. Que ele nos ajude, a nós, sacerdotes, para que possamos estar junto às pessoas que nessas noites escuras nos foram confiadas, para que possamos mostrar a elas a sua luz".

"Sua vara e seu cajado me sossegam", continuou o Santo Padre comentando o Salmo. "O pastor necessita a vara contra as bestas selvagens que querem atacar o rebanho; contra os salteadores que procuram sua presa. Junto à vara está o cajado, que sustenta e ajuda a atravessar os lugares difíceis".

Também a Igreja, continuou o Papa, "deve usar a vara do pastor, a vara com a qual protege a fé contra os farsantes, contra as orientações que são, em realidade, desorientações. Com efeito, o uso da vara pode ser um serviço de amor. Hoje vemos que não se trata de amor, quando se toleram comportamentos indignos da vida sacerdotal. Como tampouco se trata de amor se é permitido proliferar a heresia, a tergiversação e a destruição da fé, como se nós inventássemos a fé autonomamente. Como se já não fosse um dom de Deus, a pérola preciosa que não deixamos que nos arranquem. Ao mesmo tempo, entretanto, a vara continuamente deve transformar-se no cajado do pastor, cajado que ajude os homens a poder caminhar por atalhos difíceis e seguir a Cristo".

Ao final do Salmo se fala da "mesa preparada", do "habitar na casa do Senhor". "Vemos nestas palavras –disse o Papa– uma antecipação profética do mistério da Eucaristia, em que Deus mesmo nos convida e se oferece a nós como alimento, como aquele pão e aquele vinho delicioso que são a única resposta última à fome e à sede interior do homem. Como não alegrar-nos por estar convidados cada dia à mesma mesa de Deus? Alegres porque Ele nos permitiu preparar a mesa de Deus para os homens, por oferecer-lhes seu Corpo e seu Sangue, por oferece-lhes r o dom precioso da sua própria presença".

Por último, o Papa comentou os dois cantos de comunhão que relatam a ferida produzida pela lança no lado de Cristo, de onde brotou sangue e água, que "aludem aos dois sacramentos fundamentais dos que vive a Igreja: o Batismoe a Eucaristia. Do lado transpassado do Senhor, de seu coração aberto, brota a fonte viva que emana através dos séculos e edifica a Igreja. O coração aberto é fonte de um novo rio de vida".

"Cada cristão e cada sacerdote deveriam transformar-se, a partir de Cristo, em fonte que comunica vida a outros. Deveríamos dar a água da vida a um mundo sedento. Senhor fazei que sejamos pessoas vivas, vivas por sua fonte, e dai-nos ser também nós fonte, de maneira que possamos dar água viva ao nosso tempo. Agradecemos-lhe a graça do ministério sacerdotal. Que nos abençoe e abençoe a todos os homens deste tempo que estão sedentos e em busca", concluiu o Papa.

10 de jun. de 2010

Filme que fala bem dos sacerdotes já é êxito de bilheteria na Espanha

.- O filme “O último cume” sobre a vidado sacerdote Pablo Dominguez, no fim de semana de sua estréia e com tão somente quatro cópias converteu-se no filme número 1 em espectadores de cinema na Espanha. A demanda popular permitirá que agora se projete em 50 salas de todo o país.

Conforme informou a produtora Infinito Más Uno, “o único filme em cinemas que fala bem dos padres vendeu (nas salas onde foi exibido) o dobro de entradas vendidas para o filme Sexo em Nova Iorque 2 e o triplo das entradas vendidas para O Príncipe da Pérsia ou Robin Hood” .

“Perto de 6000 mil pessoas já viram este filme de Juan Manuel Cotelo apesar de estar em tão somente em quatro cinemas de toda a Espanha e de competir diretamente com as grandes”, acrescentou a produtora em uma nota de imprensa.

Os produtores agradeceram pela maciça resposta do público. “O último cume passará por petição popular e em apenas uma semana sendo projetada em quatro cinemas a nada menos que mais de 50 salas de toda a geografia espanhola, e é apesar da estréia no meio do feriado longo do Corpus, situou-se como o primeiro filme do país em arrecadamento por cópia em cinema. Um tanto surpreendente se tivermos em conta que é um documentário cujo protagonista é nada mais e nada menos que um sacerdote”, indicaram.
Do mesmo modo, informaram que “são dezenas os cinemas que decidiram tirar de seus anúncios dos exitosos filmes em 3D para fazer um espaço para O último cume”.

“No próximo dia 11 de junho, O último topo será estreado em mais de 50 cidades espanholas graças ao apoio massivo que está recebendo há semanas através da rede. Um êxito que se deve à enorme acolhida obtida por este filme dos começos de sua caminhada, tanto pela figura do (padre) Pablo Domínguez como pelo apoio a todos os sacerdotes”, acrescentaram.

Para mais informação sobre as salas de cinema que apresentam o filme na Espanha, visite www.laultimacima.com (em espanhol) 

6 de jun. de 2010

Maria é modelo de esperança em Deus que nunca nos abandona, recorda Bento XVI

O Papa na Missa de hoje em Nicósia, Chipre (foto radiovaticana.org)

- Ao finalizar a Missa na que entregou o Instrumentum Laboris para o Sínodo dos Bispos do Oriente Médio, o Papa Bento XVI recitou o Ângelus com os fiéis do Chipre. Em suas palavras prévias à oração mariana o Santo Padre ressaltou que a Virgem é modelo de esperança confiada em Deus que nunca abandona e que dá as forças para testemunhá-lo ante o mundo.

O Ângelus, disse o Papa, é uma oração que recorda a aceitação da Virgem Maria "do convite para converter-se na mãe de Deus". "Através de seu ‘sim’ a esperança dos tempos se converteu em realidade, Aquele que Israel tinha esperado por muito tempo veio ao mundo, à nossa história. Sobre ele o anjo prometeu que seu reino não teria fim", assinalou.

"Aproximadamente trinta anos mais tarde, quando Maria estava de pé ante a cruz, deve ter sido difícil manter viva a esperança. As forças da escuridão pareciam ter ganhado vantagem. Entretanto, no profundo, Ela deveu ter recordado as palavras do anjo. Inclusive em meio da desolação do Sábado Santo, a certeza da esperança a levou por volta da alegria da manhã de Páscoa".

E do mesmo modo, prosseguiu o Papa, "nós, seus filhos, vivemos na mesma confiada esperança de que o Verbo feito carne no ventre da Maria nunca nos abandonará. Ele, o Filho de Deus e Filho de Maria, fortalece a comunhão que nos une, para que sejamos testemunhas dele e de seu amor que sana e reconcilia".

"Imploremos a Maria nossa Mãe que interceda por todos nós, pelo povo do Chipre e pela Igreja em todo o Oriente Médio ante Cristo, seu Filho, o Príncipe da Paz", concluiu.

Logo depois da oração Mariana, o Santo Padre dirigiu umas palavras em polonês por ocasião da beatificação do sacerdote mártir desse país, Pe. Jerzy Popieluszko: "saúdo cordialmente a Igreja na Polônia que hoje goza com a elevação aos altares do Padre Jerzy Popieluszko. Seu zeloso serviço e seu martírio são um signo especial da vitória do bem sobre o mal. Que seu exemplo e sua intercessão nutram o zelo dos sacerdotes e que acenda nos fiéis o amor".

Carta de sacerdote ignorada pelo NYT








Carta de um missionário de Angola
Por Nieves San Martín
LUANDA, segunda-feira, 31 de maio de 2010 (ZENIT.org).- “Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me feliz e orgulhoso pela minha vocação. Vivo em Angola como missionário há vinte anos.” Assim começa a carta que o missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte enviou ao New York Times sem obter resposta. Na carta, explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos da maioria dos sacerdotes da Igreja Católica que, contudo, “não é notícia”.
Na carta remetida a ZENIT pelo Pe. Martín Lasarte, ele explica que a enviou dia 6 de abril ao jornal nova-iorquino e desde então não obteve resposta. Nela, expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos de alguns sacerdotes, enquanto pouco surpreende o interesse que desperta nos meios o trabalho cotidiano de milhares e milhares de sacerdotes.
“É doloroso muito saber que as pessoas que deveriam ser sinais de amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não há palavra que justifique tais atos. Não há dúvida de que a Igreja está do lado dos fracos, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que forem tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta”, afirma em sua carta.
Contudo, destaca, “é curiosa a pouca noticiabilidade e desinteresse por milhares e milhares de sacerdotes que trabalham em prol dos milhões de crianças, adolescentes e demais desfavorecidos nos quatros cantos do mundo”.
“Penso que para seu meio de informação não interessa as muitas crianças desnutridas que tive de carregar por caminhos minados em 2002 desde Cangumbe a Luena (Angola), pois nem o governo se dispunha a fazer isso, e as ONGs não estavam autorizadas; tive de enterrar dezenas de pequenos, falecidos entre os deslocados  pela guerra e os que retornaram; que salvamos a vida de milhares de pessoas no México mediante o único posto médico a 90 mil km de distância, assim como a distribuição de alimentos e sementes; que demos a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas a mais de 110 mil pequenos…”, afirma.
“Não é de interesse – destaca – que ,como outros sacerdotes, tivemos de socorrer a crise humanitária de cerca de 15 mil pessoas nos quartéis da guerrilha, depois de sua rendição, porque não chegavam os alimentos do governo e da ONU.”
E, em seguida, enumera uma série de ações, muitas vezes em situação de risco ou perda de vida, por seus companheiros que são ignoradas pela mídia.
“Não é notícia um sacerdote de 75 anos, Pe. Roberto, que vai até as cidades de Luanda curando os meninos da rua, levando-os a uma casa de recuperação, para que se desintoxiquem; que alfabetiza centenas de presos; e outros sacerdotes, maltratados e até violentados e buscam um refúgio. Menos ainda que o Frei Maiato, com seus 80 anos, passe de casa em casa confortando os doentes e desesperados.”
“Não é notícia que mais de 60 mil, dos 400 mil sacerdotes e religiosos, deixaram sua terra e sua família para servir seus irmãos em leprosários, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de bruxaria ou órfãos de pais que faleceram com Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a portadores do HIV… ou sobretudo em paróquias e missões, dando motivações para as pessoas viverem e amarem.”
“Não é notícia que meu amigo, Pe. Marcos Aurélio, por salvar alguns jovens durante a guerra na Angola, transportou-os de Calulo a Dondo e, voltando à sua missão, foi morto no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, por ir ajudar as áreas rurais mais escondidas, foram mortos em um acidente na estrada; que dezenas de missionários na Angola morreram por falta de socorro sanitário, por uma simples malária; que outros voaram pelo céu, por motivo de minas terrestres, visitando seus povos. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região… Nenhum deles passou dos 40 anos.”
“Não é notícia acompanhar a vida de um sacerdote ‘normal’ em seu dia-a-dia, em suas dificuldades e alegrias, consumindo sem barulho sua vida a favor da comunidade à qual serve.”
“A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Notícia, essa notícia que sem barulho começou na noite de Páscoa. Há mais ruído por uma árvore que cai do que por um bosque que cresce”, destaca.
“Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes – afirma. O sacerdote não é nenhum herói nem um neurótico. É um simples homem que, com sua humanidade, busca seguir Jesus e servir seus irmãos. Há miséria, pobreza e fragilidade, como em cada ser humano; e também beleza e bondade, como em cada criatura…”
“Insistir na perseguição obsessiva em um tema, perdendo a visão de conjunto, cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico, nas quais me sinto ofendido”, afirma.
E conclui: “Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o tornará nobre em sua profissão”.



4 de jun. de 2010

Máfia do aborto. dinheiro de sangue BloodMoney ( video em PT)










Este filme será lançado em breve, vejam este trecho: “Nós tínhamos todo um plano para vender abortos, e se chamava ‘educação sexual’. Quebrar a inocência natural das meninas, separá-las de seus pais e dos valores, tornarmo-nos ‘experts’ de sexo para elas, assim elas se voltariam para nós. Quando nós então daríamos pílulas anticoncepcionais de baixa dosagem que as fariam ficar grávidas, ou camisinhas defeituosas. Nossa meta era 3 a 5 abortos em cada garota entre 13 e 18 anos”.


Mundo necessita cristãos que anunciem a verdade: Jesus Cristo, diz o Papa Bento XVI

(foto Radiovaticana.org)
.- Na igreja Ágia Kiriaki Chrysopolitissa, lugar de culto ortodoxo aberto desde 1987 aos católicos e anglicanos por vontade do então bispo ortodoxo de Paphos e atual arcebispo do Chipre, Sua Beatitude Crisóstomo II, o Papa Bento XVI assinalou que "a comunhão eclesiástica na fé apostólica é ao mesmo tempo um dom e uma chamada à missão", tarefa urgente que o mundo necessita sedento da verdade que é Jesus Cristo.

Assim o indicou o Santo Padre na igreja de onde se vê umas ruínas onde se encontram os restos da basílica paleocristiana do século IV e muito perto a "Coluna de São Paulo", objeto de devoção popular e ligada à estadia do Apóstolo de Gentes na ilha.

À sua chegada, Bento XVI foi recebido pelo pároco da comunidade latina e depois de rezar uns minutos em silêncio no templo, saiu pela antiga porta central para saudar os fiéis reunidos na zona arqueológica. O arcebispo ortodoxo do Chipre, Sua Beatitude Crisóstomo II, saudou o Papa e depois da leitura do relato da primeira viagem de São Barnabé e São Paulo à ilha, o Pontífice pronunciou um discurso.

Desde este lugar, disse o Papa, "a mensagem do Evangelho começou a estender-se por todo o Império e a Igreja fundada sobre a predicação apostólica, foi capaz de plantar raízes em todo mundo então conhecido".

Por isso, "a Igreja do Chipre pode sentir-se legitimamente orgulhosa de seus laços diretos com a predicação de Paulo, Barnabé e Marcos e da comunhão na fé apostólica, que a une a todas as igrejas que têm a mesma regra de fé. Esta é a comunhão real, embora imperfeita, que já nos une e nos impulsiona a superar nossas divisões e lutar para restaurar a plena unidade visível que o Senhor deseja para todos os seus seguidores".

"A comunhão eclesiástica na fé apostólica é ao mesmo tempo um dom e uma chamada à missão", sublinhou o Papa. Por isso, todos os cristãos devem dar "testemunho profético do Senhor ressuscitado e do seu Evangelho de reconciliação, misericórdia e paz. Neste contexto, a Assembléia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos refletirá sobre o papel vital dos cristãos na região, animá-los-á em seu testemunho do Evangelho e os ajudará a fomentar um maior diálogo e cooperação entre os cristãos na região. É significativo que os trabalhos do Sínodo se enriqueçam com a presença de delegados fraternos de outras Igrejas e comunidades cristãs da zona, como um signo de compromisso compartilhado ao serviço da Palavra de Deus e de nossa abertura à força de sua graça que reconcilia".

A unidade de todos os discípulos de Cristo, prosseguiu o Papa, "é um dom que se implora ao Pai, com a esperança de que reforce o testemunho do Evangelho no mundo de hoje. Há cem anos, durante a Conferência Missionária de Edimburgo, a aguda consciência de que as divisões entre os cristãos eram um obstáculo para a difusão do Evangelho deu origem ao movimento ecumênico moderno".

"Hoje devemos estar agradecidos ao Senhor, que, através do seu Espírito, levou-nos especialmente nas últimas décadas a redescobrir a rica herança apostólica compartilhada pelo Oriente e Ocidente e, mediante um diálogo paciente e sincero, a encontrar os caminhos para nos aproximar uns aos outros, superando as controvérsias do passado e olhando para um futuro melhor", continuou.

"A Igreja do Chipre, que demonstrou ser uma ponte entre o Oriente e Ocidente, contribuiu muito a este processo de reconciliação. O caminho que leva a meta da plena comunhão não estará, certamente, isento de dificuldades, mas a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa do Chipre se comprometeram a avançar no caminho do diálogo e a cooperação fraterna".

"Que o Espírito Santo ilumine nossas mentes e fortaleça nossa decisão, para que juntos possamos levar a mensagem de salvação aos homens e mulheres de nosso tempo, que têm sede dessa verdade que leva à autêntica liberdade e à salvação, essa verdade, cujo nome é Jesus Cristo!", finalizou o Papa.

Depois de rezar o Pai Nosso e escutar um canto bizantino, o Papa voltou a entrar na igreja e abençoou uma placa que será colocada em uma nova residência de anciãos realizada pela comunidade católica do Chipre. Dali se deslocou em automóvel a Nicósia, a capital da ilha.