Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

4 de dez. de 2010

Cruzada de cartas para Diocese de Goiás

(Para entender o caso, leia este artigo primeiro)





No último dia 01/12 foi realizado no interior da Catedral de Sant'Ana na Diocese de Goiás-GO um “evento” em comemoração ao Dia Mundial de Combate à AIDS. O “evento’ perdurou-se sobre todo o dia e durante à noite foram entregues kits, contendo cada um quatro camisinhas, além de duas cartilhas explicando a forma de usar os preservativos e explicações sobre DST (Doenças Sexualmente Transmissível). O “evento” reuniu diversas pessoas da cidade entre eles jovens e crianças, pois muitas escolas estiveram representados no ocorrido.

Confira as fotos clicando aqui


Durante tal aberração, foi utilizado vídeos e até apresentação de Balé, como relataram alguns blogs católicos “um show de samba na praça em frente a catedral”.

O ocorrido deixa consternado a milhares de católicos que acompanham os sites e diversas comunidades do Orkut que tem noticiado esta aberração: É provável que católicos daquela localidade tenha o mesmo sentimento, por conhecerem o posicionamento da Igreja a respeito dos preservativos.

Pelas informações que particularmente retirei através do site da Diocese de Goiás (http://www.diocesedegoias.org.br/) que até mencionava o “evento” na agenda da Diocese. O pároco daquela localidade como conta no site da Diocese é o Sr. Frei Paulo Sérgio Cantanheide Ferreira, OP que é auxiliado por outros 4 vigários paroquias.


Cruzada de Cartas:

Em protesto ao acontecido e buscando explicações do Bispo desta Diocese sobre o “evento”: O Apostolado Veritatis Splendor, sempre fiel ao Santo Padre o Papa Bento XVI e todo o Magistério da Igreja, lança apelo aos seus leitores e demais internautas católicos a participarem da Cruzada de Cartas que serão enviadas respeitosamente ao Exmo. e Revmo. Dom Eugênio Rixen, que preside a cátedra Diocesana em Goiás. Solicitando nota oficial de esclarecimento da Diocese sobre o tal “evento” ocorrido no interior de uma Igreja católica.

Convidamos blogs e sites e nossos parceiros, companheiros de apologética e todos os católicos da Internet Brasileira a promoverem e rezarem, fazendo parte desta luta, para elucidar o acontecido e solicitar explicações vindas da respectiva Diocese.

Pedimos aos que integrarem esta corrente que lembre-se da caridade cristã e de uma respeitosa atitude. Pedimos, também, aos que lerem esta publicação e desejarem participar da mesma, que enviem um e-mail para domeugenio@cultura.com.br . Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Há também o diocesedegoias@cultura.com.br . Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. obedecendo o modelo de carta abaixo [com algumas mudanças particulares]. E assim que enviarem, por favor, para nossa contagem, envie um e-mail confirmando o envio de sua carta para: john@veritatis.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Inicialmente a Cruzada se estenderá até o dia 31/12. Caso não haja resposta avaliaremos os desdobramentos.


Modelo de carta:


À Vossa Excelência Reverendíssima Dom Eugênio Rixen, Bispo da Diocese de Goiás-GO.

A Santa Paz!

Venho por esta carta e por encontrar-me estarrecido com um “evento” ocorrido na paroquia de Sant'Ana sob a sua jurisdição Diocesana.

No dia 01/12 aconteceu na catedral de Sant'Ana um “evento” em comemoração ao Dia Mundial de Combate a AIDS. Que perdurou-se durante todo o dia, e à noite foram entregues kits contendo cada um, quatro preservativos, além de duas cartilhas, explicando a forma de usar os preservativos e explicações sobre DST. Durante o “evento” estiveram presentes diversos jovens da cidade. Além da decoração comemorativa e informativa que existiu dentro da Igreja em que constavam frases como “curta o sexo com prazer” como ficou comprovado em fotos.

Eu, assim como muitos outros católicos que foram informados destes fatos pela internet, bem como provavelmente os bons católicos da Paróquia de Sant'Ana, estamos consternados pelo fato de conhecermos a posição da Igreja em relação ao uso de preservativos, por sermos fiéis ao Papa e o Magistério da Igreja, esperamos de vossas palavras de Bispo católico explicações a respeito destes fatos lamentáveis ocorridos no interior de uma Igreja Católica.

Em caridade e oração, peço que tais explicações sejam dadas por meio de uma nota oficial de vossa Exmo. e Revmo, através da Diocese de Goiás.

Com sua Benção.

[Nome do individuo que envia a mensagem]

[condição religiosa de quem envia exemplo, leigo, sacerdote, religioso etc.]

3 de dez. de 2010

ESCÂNDALO: Na Catedral de Goiás entrega-se camisinhas para o combate à Aids. Cadê Dom Eugênio Rixan?

Caríssimos Irmãos e Irmãs,

No dia 01 deste mês, o mundo comemorou o dia de combate à AIDS. Na Universidade onde frequento, por exemplo, a prefeitura colocou camisinhas em todos os banheiros, a fim de que os universitários se prostituem protejam. Quando vi já fiquei escandalizada, mas não esperava que o pior estava por vir.

A Diocese de Goiás teve a 'brilhante ideia' de fazer uma programação diferenciada neste dia 01.  Dentro da Catedral de Sant'Anna foram entregues kits com 4 camisinhas e duas cartinhas essas modo de usar o preservativo e explicações sobre a DST. (Doenças Sexualmente Transmissível). À tarde aconteceram  apresentações de escolas, seitas protestantes e vídeos sobre a prevenção e uso de preservativos. À noite , apresentações do balé da Seita Luz para os Povos,video,distribuição dos kits e um show de samba na praça em frente a Catedral. O público era, em sua maioria jovens das escolas públicas da cidade e crianças.


Vejam as fotos:




Já não bastasse o estrago que a mídia fez, deturpando por completo as palavras do Papa. Agora a gente tem que ver isso?

Quando as dioceses brasileiras se esforçarão pela fidelidade à Igreja?

Ainda não encontrei NENHUM parecer da CNBB sobre, muito menos da diocese referida.
Esperemos.

Enquanto isso, vamos rezar e chorar nossa vergonha aos pés da Virgem para que o Senhor separe o joio do trigo e santifique Sua Esposa.

Papa encontra vítimas da violência no Iraque


Mais uma vítima ontem, entre os cristãos do Iraque: um jovem foi morto em Mosul, em uma emboscada em que seu irmão ficou ferido. Ainda ontem, Bento XVI se reuniu com os feridos do atentado de Bagdá do último dia 31 de outubro, e que se encontram internados na Policlínica Gemelli, em Roma.

Uma saudação a cada um, palavras de conforto, proximidade e oração, o abraço do Papa que se alarga aos cristãos que vivem em todas as áreas do mundo onde eles são vítimas de violência e injustiça.

Bento XVI, na conclusão da udiência geral de ontem, encontrou – numa sala reservada - 26 pessoas que ficaram feridas no atentado de 31 de outubro, na catedral sírio-católica de Bagdá, que, acompanhadas por parentes, foram trazidas para a Itália para tratamento. O Papa recordou também as 57 vítimas do atentado, das quais lhe foram mostradas algumas fotos.

Tudo isto ocorreu no dia em que a comunidade cristã no Iraque chorou outra vida ceifada: de acordo com o site local da agência “Ankawa”, trata-se de Fady Walid Jibrail, um jovem protestante de 26 anos que trabalhava em uma mercearia, assassinado a tiros no meio de uma rua de Mossul. Na emboscada o irmão também ficou ferido: na semana passada outros dois irmãos, católicos, foram assassinados na zona industrial da mesma cidade.

A comunidade cristã no Iraque na década de 90 contava um milhão de pessoas: hoje são menos da metade, somente na capital de 450 mil, hoje são pouco mais de 150 mil pessoas. Muitas famílias decidiram fugir para o exterior ou para áreas consideradas mais seguras: 86 famílias chegaram a Suleiman, no Curdistão iraquiano, onde já vivem 40. Aqueles que decidiram permanecer em Bagdá receberam a solidariedade dos líderes do clero islâmico sunita e xiita da cidade.


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por
Rádio Vaticano
Fonte: www.comshalom.org

2 de dez. de 2010

Carta ao Papa e Ano Mariano

[Fonte: Cor Mariae]

Por: Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
Penso que seja extremamente oportuna a iniciativa do meu querido irmão, Padre Rodrigo Maria, de suplicar ao Papa Bento XVI a graça de um novo Ano Mariano para 2012-2013.
Tenho ainda na lembrança as graças imensas que pude colher do Ano Sacerdotal que vivemos, por ocasião do aniversário de 150 anos da morte de São João Maria Vianney (Padroeiro dos Párocos), e que teve muitíssimos frutos de conversão na vida de tantos padres. Um novo Ano Mariano comemorando, em 2012-13, recordando os 25 anos do último ano mariano proclamado pelo servo de Deus o Papa João Paulo II e comemorando os 300 anos do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis Maria Montfort, seria um verdadeiro tempo de graça para a Santa Igreja de Deus.
O Ano Mariano em 2012 seria uma grande oportunidade de reavivar a Devoção a nossa Mãe Santíssima no coração dos católicos e  propagar a prática da Consagração Total a Ela, como é ensinado pelo próprio São Luis.
Seria uma forma muito prática de responder aos apelos que a Virgem Santíssima fez em Fátima (1917): “Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. (…) Se fizerdes o que vos digo, muitas almas se salvarão e terão paz.”
Pois como diz o próprio São Luis, “foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio Dela que Ele deve reinar no mundo. (…) Por Ela Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele.” (“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, n. 1; 85)
Por estas razões, gostaria de me unir a esta iniciativa do Pe. Rodrigo Maria, e convidar você, caríssimo irmão e irmã, a enviar também a sua carta ao Santo Padre Bento XVI, através dos endereços que se encontram abaixo.


Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
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A Sua Santidade Bento XVI
Palazzo Apostolico
Città del Vaticano (Europe)


(Enviar cópia para:)
Ao Rev.mo Monsignore
Mons. Ettore Balestrero
Sotto-Segretario per i Rapporti con gli Stati
Segreteria di Stato
Città del Vaticano (Europe)
——–

Que reine em nossos corações o puro amor de Deus!


Aos católicos, movimentos, associações e a todos que ainda conservam a fé e acreditam no amor.
Caríssimos irmãos diante da situação dramática na qual se encontro o nosso mundo; tendo diante de nossos olhos o aumento da iniquidade, o avanço do mal, a destruição dos valores, a perca da fé e o esfriamento da caridade, somos impelidos a perguntar: Até quando isso continuará? O que podemos fazer para que tudo isso mude? Para que o mal seja superado e o amor volte a prevalecer? O que fazer para que Jesus seja mais conhecido, amado e adorado por todos?
Na verdade Deus já nos deu a resposta! Em meio a esta batalha espiritual O Senhor mesmo estabeleceu sua estratégia para esmagar a cabeça do inimigo, neutralizar a ação do mal. E estender seu reinado nos corações. Ele nos deu uma mãe!
O próprio Jesus consagrou a Igreja aos cuidados de sua mãe Santíssima (“Eis aí a tua mãe”, Jo 25,19), colocando-nos sob sua autoridade, fazendo de nós seus filhos na ordem da Graça, entendendo sua maternidade espiritual sobre todos os corações para que ela nos ensinasse a amar a Deus em verdade levando-nos a fazer tudo quanto Jesus mandou.
Em Fátima (1917) a Santíssima Virgem nos recordou a vontade de Deus e sua estratégia para vencer o inimigo em meio a esta guerra espiritual; Ela nos disse: “Meu filho quer estabelecer ao mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. Eis o remédio para os nossos tempos! Uma verdadeira devoção a Santíssima Virgem. Uma devoção que nos coloque em seu colo, ou melhor, na escola de seu Imaculado Coração, onde devemos aprender o verdadeiro amor a Deus, tornando-nos cristãos autênticos, santos, a altura dos tempos difíceis em que vivemos. O mundo precisa de santos… e Deus determinou que estes fossem formados na escola do Imaculado Coração de sua Mãe Santíssima.
A Total Consagração é um meio privilegiado para se entrar no coração da Santíssima Virgem, pois por este meio, nós aceitamos livremente a maternidade espiritual de Nossa Senhora sobre nós, assumindo a condição de filhos como Jesus determinou. Se os cristãos conhecessem e vivessem a Total consagração a Santíssima Virgem, aprenderiam com a Mãe do Céu a amar a Deus e ao próximo como Jesus ensinou.


Jesus quer que se estabeleça no mundo a devoção ao coração de sua Mãe Santíssima. Como fazer?
Em 2012, o “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem” escrito por São Luís Grignion de Montfort completará 300 anos, dando – nos uma singular oportunidade para difundir a devoção ali tão sublimemente ensinada. A concretização deste desejo do coração de Jesus expresso por Nossa Senhora e Fátima, tomará grande impulso, se conseguíssemos junto Santo Padre a graça de um ano Mariano de 2012 a 2013. Pois a exemplo do que aconteceu no ano sacerdotal, toda Igreja se volta para meditar a pessoa e a missão da Santíssima Virgem, tal como apresenta o padre de Montfort que por sua vez, poderia ser apresentado como exemplo de devoção a Santíssima Virgem, e por isso mesmo, de amor a Jesus Cristo.
Irmãos, peçamos ao Santo Padre a Graça de um Ano Mariano em 2012 para que venha ao mundo o esperado Triunfo do Imaculado Coração de Maria e consequentemente o reinado de Jesus em cada coração. Falemos com todos para que enviem carta ao Santo Padre, o Papa, bem como para os cardeais; para os nossos bispos, padres, comunidades, associações e movimentos, pedindo a estes que façam o mesmo, ou seja, que envie ao Santo Padre e aos Cardeais um pedido para que em 2012 – 2013 sejam decretado Ano Mariano.
Segue em anexo um modelo de carta que foi enviada ao Santo Padre pedindo a Graça do Ano Mariano em 2012-2013.


Nos corações de Jesus e Maria,
Pe. Rodrigo Maria


Fraternidade Arca de Maria
——-
Recife, 21 de Setembro de 2010.

A Sua Santidade

Papa Bento XVI


Beatissime Pater,
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Desejosos de contribuir com o retorno da humanidade a Cristo e com a restauração da Fé entre os batizados, queremos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013 , quando o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de São Luis Maria Grignion de Montfort completará 300 anos, bem como fará exatos 25 anos do último Ano Mariano que a Santa Igreja viveu (1987-1988), convocado pelo saudoso Papa João Paulo II.
A exemplo do que ocorreu no Ano Sacerdotal (2009-2010), quando toda  Igreja meditou sobre a natureza e importância do sacerdócio cristão – havendo sido proposta a figura de são João Maria Vianney como modelo para os sacerdotes – um Ano Mariano que propusesse a Total Consagração a Jesus por Maria seria ocasião para renovação espiritual de todo povo e incremento de uma nova evangelização .
A Total Consagração ou Santa Escravidão de amor, como é ensinada pelo padre de Montfort é de uma perene atualidade pastoral uma vez que é radicada na renovação das promessas batismais, tornando-se assim meio privilegiado para recuperação da consciência de nosso batismo, bem como de nossa vocação a bem-aventurança eterna.
A proclamação de um Ano Mariano para toda a Igreja tornar-se-ia também uma resposta positiva ao desejo de Nosso Senhor expresso por sua Mãe Santíssima aos pastorinhos de Fátima em 1917, a qual disse : “Meu Filho quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.  De fato, a total consagração a Santíssima Virgem traduz muito bem aquela santa dependência que Jesus quis que tivéssemos para com sua Mãe Santíssima a fim de que na escola de seu Imaculado Coração aprendessemos a fazer bem tudo quanto Ele mandou.
Por ser completamente cristocêntrica a devoção à Santíssima Virgem como é proposta por São Luis de Montfort, encontrou no Papa João Paulo II um grande acolhimento, aprovação e recomendação, ao ponto de tornar-se sua dileta via espiritual, mostrando mais uma vez sua atualidade.
Santidade, tudo que os nossos dias precisam é de verdadeiros seguidores de Cristo, de homens e mulheres santas que vivam o seu batismo, que amem a Santa Igreja e a humanidade e que não tenham medo de crer e viver a fé. E não temos duvidas que estes devem ser formados na bendita escola do Imaculado Coração de Maria, pois foi Cristo quem por primeiro nos consagrou e nos confiou aos cuidados desta Mãe Santíssima a fim de que ela nos ensinasse a amar a Deus de verdade.
Padre Santo, estamos em continua oração por Vossa Santidade e por Sua missão.
Em espírito de filial submissão, de joelhos, pedimos Sua Bênção paternal.
Nos corações de Jesus e Maria,

Padre Rodrigo Maria

Fraternidade Arca de Maria

1 de dez. de 2010

Lutero, os reformadores e Nossa Senhora

O protestantismo atual se mostra intolerante com a Virgem Santíssima, no entanto, Martinho Lutero, Calvino, Zwinglio, e os reformadores do Séc. XVI tinham uma estima e reverência profundas a Nossa Senhora, como poderemos ver abaixo. Algumas denominações protestantes estão redescobrindo isso. Por exemplo, Madre Basiléia Schlink, luterana, prega a recuperação da veneração à Virgem Mãe de Deus.

Lutero, em 1522, escreveu um belo comentário do Magnificat de Nossa Senhora, onde repetidas vezes a chama de a “doce Mãe de Deus”. E nele Lutero pede à Virgem “que ore por ele”. Entre outras coisas ele disse da Virgem Maria: “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém.” (Comentário do Magnificat).

Como então os protestantes, os seguidores de Lutero, não aceitam a intercessão de Nossa Senhora? É bom recordar também que Lutero implorou a intercessão de Santa Ana, mãe de Nossa Senhora, quando quase foi atingido por um raio.
Lutero disse ainda: “Ela [Maria]nos ensina como devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem pro­curar nele o nosso interesse… Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar: é bem próprio de um espírito alto e nobre corno o da Virgem. ” (“Maria Mãe dos homens”, Edições Paulinas, SP, p. 561).
“Maria - escreve Lutero - não se orgulha da sua dig­nidade nem da sua indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra… Ela não exaltou nem a vir­gindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça. (…) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus”. (idem)
Lutero mostra que Nossa Senhora não atrai a nossa atenção sobre Si, mas leva-nos a olhar para Deus: “… Maria não quer ser um ídolo; não é Ela que faz, é Deus que faz todas as coisas. Deve ser invocada para que Deus, por meio da vontade dela, faça aquilo que pedimos; assim devem ser invocados também todos os outros santos, dei­xando que a obra seja inteiramente de Deus” (idem pp.574-575).
Madre Basiléia, é da Sociedade das Irmãs de Darmtadt, fundada na Alemanha e presente no Brasil, luterana; no entanto, as irmãs dessa Comunidade acrescentam no seu nome de Batismo o de Maria, como acontece em algumas Congregações católicas. M. Basiléia escreveu o livro “Maria – Der Weg der Mutter des Herrn”, sobre o “Caminho de Maria”, publicado em Português, em Curitiba (1982), onde cita algumas coisas que Lutero escreveu da Virgem Maria, que transcrevemos da Revista Pergunte e Responderemos, n. 429, 1998 – Lutero e Maria Santíssima, pp. 81-86).
“O que são as servas, os servos, os senhores, as mulheres, os príncipes, os reis, os monarcas da terra, em comparação com a Virgem Maria, que, além de ter nascido de uma estirpe real, é também Mãe de Deus, a mulher mais importante da Terra? No meio de toda a Cristandade ela é a jóia mais preciosa depois de Cristo, a qual nunca pode ser suficientemente exaltada; a imperatriz e rainha mais digna, elevada acima de toda nobreza, sabedoria e santidade”.
“Por justiça teria sido necessário encomendar-lhe um carro de outro e conduzi-la com 4000 cavalos, tocando a trombeta diante da carruagem, anunciando: “Aqui viaja a mulher bendita entre todas as mulheres, a soberana de todo o gênero humano”. Mas tudo isso foi silenciado; a pobre jovenzinha segue a pé, por um caminho tão longo, e apesar disso, é de fato a Mãe de Deus. Por isso não nos deveríamos admirar, se todos os montes tivessem pulado e dançado de alegria”.
“Esta única palavra “mãe de Deus” contém toda a sua honra. Ninguém pode dizer algo de maior dela ou exalta-la, dirigindo-se à ela, mesmo que tivessem tantas línguas quantas folhas crescem nas folhagens, quantas graminhas há na terra, quantas estrelas brilham no céu e quantos grãozinhos de areia existem no mar. Para entender o significado do que é ser mãe de Deus, é preciso pesar e avaliar esta palavra no coração”. (Explicação do Magníficat)
Depois de citar essas palavras de Lutero, M. Basiléia ainda escreve: “Ao ler essas palavras de Martinho Lutero, que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27 da Apologia de Confissão de Augsburgo).
Em 1537, em seus “Artigos da Doutrina Cristã”, é o próprio Lutero quem diz: “O Filho de Deus fez-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre virgem”.
M.Basiléia explica porque escreveu este livro para os evangélicos: “Minha intenção ao escrever este opúsculo sobre o caminho de Maria, segundo o que diz dela a Sagrada Escritura, foi conscientemente reparar esta omissão pela qual me tornei culpada para com o testemunho da Palavra de Deus. Nas últimas décadas o Senhor me concedeu a graça de aprender a amar e honrar cada vez mais a Maria, a mãe de Jesus… Minha sincera intenção ao escrever esse livro, é fazer o que posso para ajudar, a fim de que entre nós, os evangélicos, a mãe de nosso Senhor seja novamente amada e honrada, como lhe compete, segundo as Palavras da Sagrada Escritura e conforme nos recomendou Martinho Lutero, nosso reformador”.
Continua M. Basiléia: “A nossa Igreja Evangélica deixou de lhe prestar honra e louvor; receando com isso reduzir a honra devida a Jesus. Mas o que aconteceu é o seguinte: toda honra autêntica dirigida aos discípulos de Jesus e também à Sua Mãe aumenta a honra do Senhor. Pois foi Ele, só Ele, que os elegeu, os cobriu com sua graça e fez deles Seu vaso de eleição. Por sua fé, seu amor e sua dedicação para com Deus, é Deus colocado no centro das atenções e é glorificado”… “É também intenção nossa – como Imaculada de Maria – contribuir em obediência à Sagrada Escritura, para que nosso Senhor Jesus não seja entristecido por um comportamento nosso destituído de reverência para com Sua mãe ou até de desprezo. Pois ela é Sua mãe que O deu à luz e O criou e educou e a cujo respeito falou o Espírito Santo, por intermédio de Isabel: “Bem-aventurada a que creu”! João Calvino, o reformador protestante de Genebra, aceitou o título de “Mãe de Deus” (Théotokos) definido pelo Concílio de Éfeso, no ano 431, quando foi condenada a heresia de Nestório. Ele sustenta a Virgindade de Maria, afirmando que os irmãos de Jesus citados em Mt 13, 55 não são filhos de Maria, mas parentes do Senhor; professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, “louca sutileza” e “abuso da Sagrada Escritura”. (Revista PR, n. 429, p. 34, 1998)
Calvino disse: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.” (Comm. Sur l’Harm. Evang.,20)
Em 1542, João Calvino publicou o Catecismo da Igreja de Genebra, onde se lê: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria… Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão” .
“Firmemente creio, segundo as palavras do Evangelho, que Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que, tanto no parto quanto após o parto, permaneceu virgem pura e íntegra.” (”Corpus Reformatorum”)
Zwinglio, o reformador protestante de Zurich, conservou três festas marianas (Anunciação, Visitação, Apresentação no Templo) e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. (PR, idem)
John Wesley, fundador da Igreja metodista na Inglaterra, em 1739, disse: “Creio que [Jesus] foi feito homem, unindo a natureza humana à divina em uma só pessoa; sendo concebido pela obra singular do Espírito Santo, nascido da abençoada Virgem Maria que, tanto antes como depois de dá-lo à luz, continuou virgem pura e imaculada.”
Ora, se os fundadores do protestantismo veneravam e amavam tanto a Virgem Maria, por que, então, hoje, observamos um afastamento da Mãe de Deus? Nossos irmãos separados devem com urgência rever esta questão, como pede a luterana M. Basiléia. Não queremos afrontar esses nossos irmãos, ao contrário, queremos apenas convidá-los para juntos louvarmos e honrarmos Aquela que nos deu o Salvador.

Rock católico, cristoteca e outras vãs tentativas de evangelização.


Começo este artigo com uma história interessante que li no livro “Introdução ao Cristianismo” de Bento XVI, na verdade a história não é dele, o autor é o filósofo dinamarquês Kierkegaard.
A história narra um incêndio que houve em um circo ambulante, logo que começou a pegar fogo o diretor chamou o palhaço que estava pronto para o próximo espetáculo e pediu ao mesmo que fosse correndo ao povoado buscar ajuda, advertindo os moradores do povoado da possibilidade do fogo se espalhar pelos campos ressequidos, com risco iminente das próprias casas serem destruídas.
O palhaço foi às pressas e abordou de imediato os primeiros que viu a sua frente, explicou a situação para os moradores e aconteceu o que ele não imaginava, as pessoas que ele abordou soltaram fortes gargalhadas pensando que o que ele estava falando era mais uma de suas artimanhas de palhaço para conquistas freguesia para o espetáculo que estava para começar. O palhaço enlouquecido com aquela situação desesperadamente abordou outros moradores, e as reações foram sempre à mesma, o palhaço chorou pela sua missão não concretizada e o pior aconteceu na história.
O Papa no seu livro faz um paralelo da historia do palhaço com a realidade dos cristãos dos tempos modernos, somos como este palhaço que vestidos com os trajes de idade média, muitas das vezes não conseguimos atingir os nossos propósitos missionários. No decorrer de todo o capítulo o papa defende a idéia de que a solução para a problemática não é tirar os trajes da idade média ( que seria os princípios da tradição católica) para convencer o povo de nossas verdades, o que daria certo na historia do palhaço. Bento XVI mostra no seu belo livro que os problemas não são de aggiornamentos, as problemáticas vão muito mais além. Não irei aprofundar mais nos pensamentos do papa, por que o objetivo do artigo não é resumir o livro, mas sim usar desta abordagem para fazer comentários que acho necessários para o momento.
Na Igreja têm surgido incontáveis movimentos que tem como principio evangelizar o mundo moderno, acho muito pertinente esta iniciativa, foi exatamente isto que a Igreja desejou e deseja através do Concílio Vaticano II, só que algo é preocupante em grande parte destes movimentos, os idealizadores estão fazendo o que o papa Ratzinguer acha um perigo, estão tirando os “trajes da tradição da Igreja” de si e se vestindo com os “trajes da modernidade”com o intuito de trazer os escravos da modernidade para a Igreja. Querem converter os mundanos usando os artifícios do mundo, estão apresentando um cristianismo maquiado de liberalidade e secularismo. Isto é inadmissível, não é uma estratégia inspirada pelo Espírito Santo, todo mundo sabe que cristianismo é uma morte para os princípios do mundo moderno, é ilógico usar de modernidade para levar as pessoas a rejeitá-la.
Vamos falar de exemplos claros do que estou falando, um exemplo é o chamado Rock Católico, outro exemplo são as Cristotecas, não podemos deixar de falar da Missa-Jovem e para não gastar inúmeras folhas de exemplos, paro citando outro fenômeno que nomeio como destruição da simbologia sacra.
Falemos do rock católico, alguns católicos estão erroneamente fazendo música com este desgraçado estilo musical com a finalidade de converter aqueles que estão neste meio. Estes católicos literalmente rasgam as “vestes da tradição da Igreja” com o intuito de evangelizar. Alguns deles alegam que a Igreja não é contra o Rock por que nunca se pronunciou em documentos, este argumento é ridículo, para estes desinformados, é bom saber que os principais exorcistas do mundo pregam que este estilo musical é veículo de ações satânicas nas almas dos que escutam. Depois o atual papa, quando ainda era cardeal, já se expressou explicitamente contra o rock alegando que este pode se tornar em grandes públicos um autentico culto pagão, e por fim, saibam que a igreja combate as revoluções modernas, logo ela vê o rock que foi a principal arma revolucionária dos últimos tempos como uma praga para os nossos dias.
É ignorância por de mais desejar trazer pessoas para o catolicismo - que é uma religiosidade conservadora – usando de metodologias revolucionarias, minhas desculpas aos católicos que se dizem evangelizar desta forma, mas preciso dizer: Vocês precisam rever o que realmente é o catolicismo.
A mesma coisa se dá com a cristoteca, só muda o estilo musical. É absurda esta tentativa de pescar homens para a Igreja com os batidões enlouquecedores. É a mais pura verdade que as cristotecas ficam cheias, agora não tenha a coragem de me dizer que ela é um ambiente católico, não me diga que destes ambientes saíram jovens comprometido com a cruz de Cristo e com o ardente desejo de pureza, se você vier me dizer isto, sou eu que vou rasgar as minhas vestes.
Imagine Cristo montando uma discoteca para converter os participantes, São Paulo com brinquinho, piercing e inúmeras correntes no braço falando que morreria pelo evangelho do Senhor, por fim, para não falar só de homens antigos, pense em São Padre Pio, Madre Tereza de Calcutá , João Paulo II e o papa Bento promovendo estes eventos ridículos. Eai? Conseguiu pensar? Difícil imaginar, “né”! Por que é tão fácil para alguns católicos promoverem isto, sendo que todos são chamados a santidade e obediência a Cristo e a Igreja? Decidiram tirar “as vestes da tradição da Igreja” em nome de um evangelismo infrutífero.
É moda na minha diocese a chamada Missa jovem, neste evento se vê claramente a absurda ausência de catolicidade para trazer jovens para o catolicismo, a juventude tranca o missal dentro do armário da sacristia e criam a liturgia do interesse deles. A missa deixa de ser o calvário, deixa de ser a manifestação da paixão de Cristo, deixa de ser a bela repetição do rito litúrgico para ser tornar show de rock, palco de teatro e por que não dizer, lugar de paqueras. Catolicismo?Só no nome.
Por fim quero rapidamente comentar sobre o que chamei de destruição da simbologia sacra, falo das Igrejas que já não tem as bela imagens e artes sacras, estou falando dos sacerdotes que largaram as batinas e até mesmo as camisas de clégima, triste realidade, os próprios católicos estão deixando para trás a poderosa simbologia Cristã. Estamos justamente reclamando dos projetos de leis que querem tirar os símbolos católicos dos repartimentos públicos, neste artigo denuncio os católicos que estão tirando a simbologia católica da própria Igreja. Eles se justificam alegando que querem uma igreja para os pobres, os sacerdotes querem se vestir como os leigos para não serem do grupo dos “opressores” e no fim das contas em nome da mentira estão novamente tirando “as vestes da tradição da Igreja” pensando que estão vivendo o cristianismo.
O palhaço sofreu as dores da solidão, é exatamente isto que Cristo sofreu na cruz ao dizer: Pai, por que me abandonastes? Não queiramos destruir a tradição para agradar gregos e troianos, ou roqueiros e baladeiros. Permaneçamos firmes na verdade que às vezes dói, mas liberta, mesmo que esta firmeza gere o flagelo da solidão frente a esta modernidade tão perversa.
Olhe o que o Santo Padre disse em sua ultima visita a Fátima: "Diria que uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder. A Igreja está a serviço de um Outro"
Observe também a exortação de São Paulo: Prega a palavra, insiste, quer agrade quer desagrade."(2 Tim 4, 2-4)
E por fim deixo as duras palavras de Santo Irineu de Lyon: "Por astuta aparência de verdade, os hereges seduzem a mente dos inexpertos e escravizam-nos, falsificando as palavras do Senhor" (Ad Haer, Pr. 1)
Quero deixar claro que não sou destes tradicionalistas que congelaram a Igreja belo concilio de trento, acredito que a Igreja é um organismo vivo que se desenvolve também no decorrer da História, mas este desenvolvimento jamais pode ser uma negação de si mesmo.
Por favor, evangelizadores dos tempos modernos, não tirem as vestes católicas, não coloquem mascaras de revolucionários liberais, isto nada tem de Evangelho, ou seja, nada tem de catolicismo.

Contato para missão (031)88802212

30 de nov. de 2010

A morte não diz quando vem

“Quanto ao dia e a hora, ninguém o sabe nem mesmo os anjos do céu, nem sequer o Filho de Deus. Somente o Pai o sabe” (Mt 24,36 e Mc 13,32).


 

Hoje eu fui surpreendida com a notícia do falecimento da mãe de uma amiga. Descobri pelo Orkut, quando a irmã desta amiga postava a notícia. Fiquei sem saber o que dizer. Meu coração encheu-se de tristeza, afinal, elas são minhas amigas de infância. Sempre frequentei a casa e sua mãe sempre foi muito gentil.

Liguei de onde estou - já que moro em outra cidade - para dar-lhes os pêsames. Mas qualquer palavra agora é difícil de sufragar a dor do outro. A mãe morreu da noite pro dia. Descobriu ontem um câncer e nem chegou a amanhecer. 58 anos apenas.

Pedi à minha mãe que fosse vê-las e dar-lhes o abraço que agora não consigo dar. Contudo, decide-me rezar por eles, também pela alma desta querida que agora vai ao encontro do Pai prestar contas de tudo. Espero que as minhas orações possa ajudá-las de alguma forma.


Este ato mostra aquilo que custamos a compreender: não sabemos nem o dia, nem hora em que o Senhor nos chamará. Só o Pai sabe. A morte vem como um ladrão. Chega "do nada". Não manda recado, scrap, SMS, não twitta, não liga, nem manda sinal de fumaça. Ela vem e pronto. Eu mesma posso morrer depois deste recado. Quem garante que não?



Portanto, meus irmãos, aprendamos enquanto há tempo. Lembremos que a nossa vida tem que ser, diariamente, revista diante de Deus. Só Ele sabe o número de fios de cabelos em nossas cabeças. Só Ele sabe quando vamos partir. Melhor que seja uma partida Nele. Aprendamos com a morte,  a ver que HOJE o Senhor nos deu mais uma chance para nos convertermos, mudarmos de vida, tornarmo-nos melhores, fiéis e cristãos dedicados, pais zelosos, filhos respeitosos, profissionais idôneos. Aprendamos com São Francisco de Assis,que dizia:


“Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa, a morte corporal, da qual nenhum homem pode escapar. Ai daqueles que morrerem em pecado mortal: bem-aventurados os que ela encontrar na tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes farpa mal. Louvai e bendizei ao meu Senhor e rendei-lhe graças e servi-o com grande humildade.”


Não vai adiantar nada chorarmos depois que partirmos. A hora de chorarmos os nossos pecados, rogando a Deus perdão, é agora.

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Deixo aqui uma Novena pelos Defuntos, bem como as 15 Orações de Santa Brígida. Ajudar as almas do purgatório é de grande valia, (e infelizmente nos esquecemos que o Purgatório existe!) além de um ato nobilíssimo!



Nossa Senhora da Boa morte, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Católicos que promovem aborto não podem receber Comunhão, reitera o Cardeal Burke


29.11.2010 - VATICANO.- O Prefeito da Assinatura Apostólica da Santa Sé, o agora Cardeal Raymond Burke, reiterou que os políticos católicos que defendem, promovem e/ou apóiam o aborto não podem receber a comunhão.

O Cardeal que preside o que poderia ser considerada a "Corte Suprema" no Vaticano, fez estas declarações nas vésperas do Consistório de 20 de novembro no qual o Papa Bento XVI criou 24 novos cardeais.

Em diálogo com a jornalista Tracey McClure que o entrevistou sobre o fato de que em alguns lugares não se está aplicando esta recomendação de restringir o acesso à Eucaristia a católicos abortistas, o Cardeal explicou que esta disposição obedece as normas da Igreja.

O Cardeal Burke disse que "com respeito à pergunta sobre se é que pode receber a Santa Comunhão uma pessoa que pública e obstinadamente defende o direito de uma mulher a abortar o filho que leva em suas entranhas, parece-me algo claríssimo nos 2000 anos de tradição da Igreja: a Igreja afirmou energicamente que uma pessoa que está pública e obstinadamente em pecado grave não deve aproximar-se para receber a Santa Comunhão e, se ele ou ela o faz, então deve ser-lhe negada a Santa Comunhão".

O Prefeito explicou que a sanção de negar a Comunhão a uma pessoa que dissente publicamente dos ensinamentos da Igreja procura "evitar que a pessoa cometa um sacrilégio. Em outras palavras, evitar que receba o Sacramento indignamente, já que a santidade do Sacramento mesmo exige estar em estado de graça para receber o Corpo e o Sangue de Cristo".

"É desalentador que alguns membros da Igreja digam que não entendem isto ou que digam que de alguma maneira existe um atenuante para alguém que, embora esteja pública e obstinadamente em pecado grave, possa receber a Santa Comunhão", disse o Cardeal.

"Esta resposta por parte de muitos membros da Igreja provém da experiência de viver em uma sociedade que está completamente secularizada, e a idéia que está gravada a fogo –o pensamento centrado em Deus que marcou a disciplina da Igreja– não a entendem facilmente os que são bombardeados cada dia com uma espécie de aproximação sem Deus ao mundo e a muitas questões. É por isso que eu busco não me desanimar para continuar proclamando a mensagem em uma forma que as pessoas possam entender".

O Cardeal pediu aos bispos que neste tema não deixem sozinhos os seus sacerdotes diante dos católicos que defendem ou promovem o aborto: "para mim, não foi fácil confrontar esta questão diante de alguns políticos católicos. E tive alguns sacerdotes que falaram comigo e me contaram como é difícil quando eles têm indivíduos em suas paróquias que estão em uma situação de pecado público e grave… então, eles voltam o olhar para o Bispo para serem animados e inspirados para enfrentar esta situação".

Por isso, "quando um bispo adota medidas pastorais apropriadas sobre este tema, também está ajudando a muitos outros bispos, e também os sacerdotes".

O Cardeal Burke insistiu ainda que é necessário pregar esta mensagem "a tempo e fora de tempo, tanto se ela for calidamente recebida como quando não é recebida, ou é recebe resistência ou é criticada".

Para ouvir as declarações do Cardeal (em inglês) pode ingressar em: http://212.77.9.15/audiomp3/00236048.MP3

Fonte: ACI
Fonte: www.rainhamaria.com.br

29 de nov. de 2010

Ensinando o Bernardo a rezar

Hoje deu início o Advento. Advento é um tempo litúrgico em que vivemos a espera do Emanuel, o Deus Conosco, Aquele que veio para remir o Seu povo.

Ao participar da Santa Missa, pedia ao Senhor que abençoasse minha família. Pedia, também, que já fosse moldando o coração do meu filhinho, o Bernardo. Ele tem 2,5 anos e está em fase de formação de sua personalidade. Confesso que, apesar de as características físicas serem todas do pai, o gênio é o da mãe: beeeem difícil, azedo, chato. É... eu sou bem chata. Meu marido vai para o céu. Acreditem!

Uma vez um padre me disse que não é possível haver milagre sem a nossa colaboração. Então, não adiantava nada eu ficar ali pedindo ao Senhor que moldasse meu filho em Seus caminhos se eu nada fizer.
Pois bem. Esta noite resolvi ensinar o Bernardo a rezar (algo que já deveria ter feito a um bom tempo).
Foi tão bonitinho!


Evelyn: Vamos lá, Be. Anjinho da Guarda
Bernardo: anjin da dáááda
E: meu bom amiguinho
B: mobom miguin
E: me leve sempre
B: mi dédi sempi
E: pro bom caminho
B: pobom miminhu
E: Amém
B: Amém

E: Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
B Momo pai, fio, pitu santu. Amém.


=)

Sim, eu sou coruja! Mas o que eu quero salientar com este evento é que nós podemos ver Jesus nascendo em nossos lares não apenas na noite de Natal. Ele pode nascer todos os dias nos nossos pequenos atos. Cultivar na criança o anseio por Deus pela oração, ensiná-la a amá-lO é ter a certeza que Cristo não apenas nascerá, mas reinará para sempre em nosso lar.

Que neste Natal tenhamos muitos motivos para ensinar nossas crianças (e adultos!) a amar o Menino Jesus.

26 de nov. de 2010

Bahia: Profanaçäo das Missas com apoio do Padre (talvez até do Bispo)


25.11.2010 - Nota de www.rainhamaria.com.br - por Dilson Kutscher

Caros Padres e demais religiosos, que autorizam tal profanaçäo mostrada no video abaixo, seja por qualquer razäo, vocês fazem da Casa de Deus, do Templo do Espírito Santo, um lugar profano. Vocës crucificam novamente nosso amado Rei Jesus.

Aqueles que banalizam a Santa Missa e a Liturgia não seguindo os preceitos que a sã doutrina da Igreja propõe estão banalizando o Sacrifício de Jesus Cristo na Cruz.

Essa pequena nota, não é uma forma de preconceito, mas como católico, peço respeito com o Sagrado e a Casa de Deus.

Diz na Sagrada Escritura:
"Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro". (Ez 22, 26)

Quem defenderá a autêntica Fé Católica? E a Igreja? A salvação das almas? A tradição herdada dos santos doutores e santos papas? A unidade? A obediência à Santa Sé? Ao Papa?

O antigo e hipócrita silêncio do consentimento... ou seria da perda da Fé? Já não acreditam em mais nada, por isso aceitam tudo? Inclusive achando que aberrações são coisas normais? Estão perdidos... confusos... sem rumo... e a CNBB não vai dizer nada? E o Núncio apostólico, também não? E muitos ainda querem através de uma fingida indignação afirmar: “Que apostasia? Não existe apostasia!” Então é o que? Qual o adjetivo que usaremos para caracterizar esses desmandos, esse descalabro? Será que não existe mais no país um eclesiástico fiel à verdadeira Fé Católica (jubilado ou não) que abomine fatos como este que estamos divulgando, e encontre ainda no Vaticano alguém da confiança do Papa, para denunciar profanação como essa?

Pergunto aos senhores: Isto é a Casa de Deus ou um terreiro de candomblé?

Missa Afro- N S do Rosário - Pelourinho - Salvador BA

25 de nov. de 2010

O Rio de Janeiro em Guerra Civil. Rezemos!

Amados,

Estamos vivendo momentos caóticos. Já podemos declarar que estamos em Guerra Civil. O nosso presidente, em 2009, condenou e prometeu limpar esta "sujeira" do Rio de Janeiro. Mas, como bem sabemos, Lula é demagogo. A sujeirada prossegue e cada vez pior.

Em primeiro lugar, precisamos rezar e muito pelo Rio de Janeiro. Uma cidade histórica e que tem vivido há muitos anos uma violência sem igual. Temos que rezar, também, pedindo que Deus proteja os inocentes, principalmente as crianças, que tanto sofrem com o tráfico, seja por entrarem cedo neste caminho, seja por sofrerem indiretamente. Rezemos a São Sebastião do Rio de Janeiro para que todos os que são vítimas sejam socorridos por Deus, Nosso Senhor. Clamemos, também, que a mão de Deus pese sobre os que merecem. Por fim, peçamos a conversão de todos os pecadores, bem como pelas vidas que já foram ceifadas, que suas almas tenham agora a Pátria Eterna.

Abro um parêntese para este caso: sou completamente A FAVOR da Pena de Morte. E isso não é um silogismo apenas. Segundo o Magistério da Igreja:

* É lícito tirar a vida do próximo: durante o combate em guerra justa; quando se executa por ordem da autoridade suprema a condenação à morte em castigo de algum crime; e finalmente quando se trata de necessária e legítima defesa da vida, no momento de uma injusta agressão. (Catecismo de São Pio X, 413)

* A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas até um grave dever para aquele que é responsável pela vida de outrem. Defender o bem comum implica colocar o agressor injusto na impossibilidade de fazer mal. É por esta razão que os detentores legítimos da autoridade têm o direito de recorrer mesmo às armas para repelir os agressores da comunidade civil confiada à sua responsabilidade. CIC 2265.

O esforço do Estado em reprimir a difusão de comportamentos que lesam os direitos humanos e as regras fundamentais da convivência civil, corresponde a uma exigência de preservar o bem comum. É direito e dever da autoridade pública legítima infligir penas proporcionadas à gravidade do delito. A pena tem como primeiro objetivo reparar a desordem introduzida pela culpa. Quando esta pena é voluntariamente aceite pelo culpado, adquire valor de expiação. A pena tem ainda como objetivo, para além da defesa da ordem pública e da proteção da segurança das pessoas, uma finalidade medicinal, posto que deve, na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado. CIC 2266.

* A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor. CIC 2267.

Quero destacar esta frase: se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor. Nota-se, neste sentido, que a Igreja NÃO É favorável à morte de todos os bandidos. Se assim o fosse, o "Bom Ladrão" não haveria sentido. Aliás, esta passagem mostra tanto a oportunidade que qualquer pecador tem de se arrepender, quanto a Deus em perdoar. A Igreja só é favorável à Pena de Morte quando esta medida for a única solução possível para defender com eficácia os inocentes e as vítimas.

Existem dois fatores para a negação da Pena de Morte:

- Naturalismo: todo homem é bom e o que o tornou mau foi a sociedade;

- Materialismo: não importa se ele pode EXPIAR os pecados e morrer e ir para o Céu, mesmo que seja condenado à morte (pois isso pode acontecer, vide Santa Teresinha e o homem que foi condenado à morte). Mas que ele tenha AQUI uma vida digna.


Ora, ora, ambas doutrinas são inválidas e condenadas pela Igreja. Uma pessoa pode ser salva, ainda que seja condenada à morte. E assim diz o Catecismo, citado acima e aqui novamente: A pena tem como primeiro objectivo reparar a desordem introduzida pela culpa. Quando esta pena é voluntariamente aceite pelo culpado, adquire valor de expiação. Ou seja, se uma vez condenado, a pessoa pode arrepender-se e salvar-se. A vida não termina com a morte do Corpo.

Assisti a um filme, chamado A verdadeira história de David Gale. Em suma, o tema em discussão no filme é a Pena de Morte no Texas, estado onde mais se aplica este recurso. David encabeça uma ONG que milita contra a Pena. Vale muito assistir para observar os preceitos citados acima (Naturalismo e Materialismo).

Indico também a leitura do livro Pena de morte já do Pe. Emílio de Castro Silva, para compreender exatamente qual é, de fato, a visão da Igreja sobre este assunto.

Que o Senhor ajude a todos neste momento.

Dom Luiz Eccel renuncia cargo após apoiar Dilma Rousseff

Após o Santo Padre, o Papa Bento XVI, ter se manifestado aos Bispos do Norte e Nordeste sobre a importância de orientar seus fiéis sobre a quem votar, bem como instruir sobre os valores que um cristão deve priorizar em um candidato a Chefe do Estado, Dom Luiz Eccel escreveu uma carta aberta, declarando apoio total e irrestrito à presidente eleita, usando, inclusive, a orientação do Santo Padre como suporte para a mesma. 

A carta era realmente um deboche. Entre outras coisas, citava que Dilma era a favor da vida, além de chamá-la de íntegra e honesta. "Esqueceu" de citar que a presidente eleita, de socialista-militante virou socialista-socialite. E sabendo do grande bola-fora que dera (apesar de chamar a vitória da Dilma de "bola-dentro"), termina a carta com a seguinte frase: "Tudo o que você me desejar, eu lhe desejo cem vezes mais. Obrigado." Não dá imprensão de que o Bispo roga uma praguinha no final???

É óbvio que a atitude do Bispo causou enorme alvoroço. Manifestações e carta-abertas também lhe foi destinada. Mas nada foi comentado até então.

Depois de um mês desta zombaria, Dom Luiz conseguiu renunciar o cargo, já que o Santo Padre aceitou seu pedido. Segundo o site da diocese de Caçador, justifica-se a renúncia  dada a oportunidade de o bispo  “cuidar de sua saúde”. Detalhe: ele só tem 58 anos! 17 a menos do que a idade canônica, na qual todos os bispos são obrigados a pedir renúncia. Em seu lugar, como Administrador Apostólico, foi nomeado Dom João Marchiori, bispo emérito de Lages.

Ah, se todos os Padres e Bispos camuflados da Igreja renunciassem como Dom Luiz Eccel...

Que a Virgem Santíssima continue a rogar a Deus pela vida do Santo Padre, o Papa Bento XVI, dando-lhe força e sabedoria e continue conduzindo a Igreja como o Senhor Jesus deseja que o faça.

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PS: Já que o Excelentíssimo Bispo disse que o que desejarmos a ele voltará cem vezes mais, desejo-lhe boa saúde, melhoras e conversão. =)

24 de nov. de 2010

Asia Bibi: um exemplo de fé

Asia Bibi, a cristã paquistanesa condenada à morte por blasfêmia, foi libertada da prisão depois de receber clemência do presidente Asif Ali Zardari.

A notícia foi confirmada pela International Christian Concern (ICC), além de outras instituições de defesa da liberdade religiosa e a agência do Kuwait Kuna.

Bibi, de 37 anos, esteve presa durante vários meses sem ter sido processada e foi declarada “inocente” pelo ministro das Minorias do Paquistão, Shahbaz Bhatti, que também é cristão. O ministro tinha pedido a libertação da paquistanesa ao presidente Zardari, por "não ter cometido atos blasfemos”. No último sábado, Bibi assinara um pedido de clemência ao presidente, entregue a Zardari pelo governador de Punja, Salman Taseer.

Além da comunidade internacional, o Papa Bento XVI também já havia intercedido junto ao governo paquistanês.

Bibi foi condenada à morte por um juiz do distrito paquistanês de Nankana, na província central de Punjab. A condenação foi baseada em fatos ocorridos em junho de 2009, quando a mulher foi acusada de ofender o profeta Maomé durante uma discussão com muçulmanas.

Asia Bibi, segundo fontes locais, foi levada a um lugar não revelado para sua segurança, pois já houve casos anteriores de assassinato de pessoas declaradas inocentes no país. A mulher vive com seu esposo, Ashiq Masih, suas três filhas e um filho, no bairro "Chak 3", em Ittanwali, província d Punjab. No assentamento muçulmano “Chak 3” vivem somente três famílias cristãs.


Fonte: zenit.org


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Comento:
Isto, meus queridos, é o destino de quem disse sim ao chamado de Deus.
Asia deu um enorme exemplo, afirmando que preferiria morrer a tornar-se muçulmana.
Que esta coragem nos impulsione em nossa militância à Pátria Celeste!

Preservativo: o QUE o papa disse, o que NÃO disse e o que SEMPRE disse

23.11.2010 - “Concentrar-se apenas no preservativo equivale a banalizar a sexualidade, e é justamente esta banalização o motivo de tantas pessoas não enxergarem na sexualidade uma expressão do amor, e sim uma espécie de droga, que aplicam a si mesmas.”

“Pode haver certos casos em que o uso do preservativo se justifique, por exemplo, quando uma prostituta usa um profilático. Este pode ser o primeiro passo no sentido de uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade, consciente de que nem tudo está perdido e não se pode fazer tudo aquilo que se deseja.”

As duas falas acima são do papa Bento 16 em entrevista ao escritor alemão Peter Seewald. O encontro deu origem a um livro: “A Luz do Mundo, O Papa, A Igreja e Os Sinais dos Tempos – Uma Conversa com Bento XVI”. O trecho sobre o uso da camisinha ganhou as manchetes do mundo inteiro porque seria

a) uma mudança de postura da Igreja;

b) um avanço que contribuiria para combater a disseminação da Aids.

Incrível! De algum modo, as duas leituras revelam má consciência em relação ao pensamento da Igreja. Cuidemos da suposta mudança de opinião do papa. Não aconteceu. Segue a mesma no que concerne à sexualidade, e não há hipótese, nem agora nem depois, de o chefe da Igreja “liberar” o uso da camisinha porque não lhe cabe. Ele não é autoridade em saúde pública ou membro de algum comitê de controle da natalidade. É o líder espiritual de uma Igreja e uma referência moral.

Ocorre que todo católico — sejamos mais amplos: todo cristão —, confrontado com o inevitável, tem um compromisso com o mal menor, SEM, NO ENTANTO, JAMAIS ABRIR MÃO, COMO FAZ O PAPA, DE DEFENDER O PRINCÍPIO E DENUNCIAR O DESVIO. Convenham: dada a situação concreta, esperavam que o papa dissesse o quê?

Disseminação da Aids

Vamos ao segundo aspecto: aquela que seria uma nova opinião da Igreja Católica contribuiria para diminuir a disseminação da doença. Isso só seria verdade caso se admitisse como fato que a suposta posição anterior contribuiria para espalhá-la. O uso da camisinha é um aspecto de uma doutrina maior que diz respeito ao amor e à sexualidade. Pode-se achar errado, contraproducente ou irrealista o pensamento da Igreja, mas não se deve tomar a parte pelo todo. É estúpido afirmar que a Igreja “é contra a camisinha”; esta é tomada apenas como um sinal do que ela considera a banalização do sexo. Mas ainda não se chegou ao essencial.

A camisinha é condenada como a evidência material de uma decisão que é de natureza moral. Para a Igreja, se há uma relação sexual amorosa, entre cônjuges, que convivem num clima de fidelidade e confiança, o preservativo não se explica. “Ah, mas isso também é polêmico!” Pode até ser, mas a polêmica é outra. É estúpido afirmar que a opinião da Igreja sobre a camisinha contribui para disseminar a Aids pela simples e óbvia razão de que, seguidas as suas recomendações, a transmissão do vírus pela via sexual seria zero. O que não é aceitável é que os indivíduos se esqueçam da Igreja ao ignorar a castidade antes do casamento e a fidelidade no matrimônio para argumentar que seguiram a sua recomendação só na hora de evitar a camisinha. Essa falácia lógica é repetida mundo afora por inimigos da Igreja e comprada pelo jornalismo sem questionamento.

Aids e África

Organizações ligadas ao combate à Aids na África saudaram a “mudança de opinião”. Huuummm… Curioso! Em muitos países do continente, a contaminação chega a atingir até 40% da população. Em Uganda, caiu para 7% — índice ainda escandaloso caso se considere a realidade mundial. E qual é a particularidade desse país? Um forte programa oficial que prega abstenção sexual aos solteiros e fidelidade aos casados. A camisinha é apenas o terceiro elemento na pregação oficial. Em suma, Uganda exerce aquela que seria, caso se lhe coubesse tal papel, o programa do Papa de combate à Aids. E o efeito é positivo. Contra os fatos e contra os números, a Human Rights Watch afirma que a política ungandense atenta contra os direitos humanos…

Edward Green é uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. O que ele diz? O PAPA ESTÁ CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZ SUA SANTIDADE. Ora, como pode o papa estar certo? Em entrevistasa concedidas no ano passado aos sites National Review Online (NRO) e Ilsussidiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África.

Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” – literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, freqüentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.

O papa, em última instância, está afirmando o óbvio: se o indivíduo DECIDIU ter uma relação de risco, é claro que ele deve se proteger. A Igreja não atua nessa área. Seu papel é buscar interferir nos mecanismos que o levam àquela decisão.

***
À PROPÓSITO,VEJA O QUE O JORNALISTA AUTOR DO LIVRO DECLAROU:

AFP

O jornalista alemão Peter Seewald, autor de um livro-entrevista com o Papa Bento XVI, qualificou de “penoso e ridículo” o enfoque dado pela mídia à questão do uso do preservativo, apesar “da amplidão dos temas abordados” na obra.

“Nosso livro aborda a sobrevivência do planeta ameaçado, o papa faz um apelo a toda a humanidade, nosso mundo desmorona, e a metade dos jornalistas não se interessa senão pela questão do preservativo”, lamentou Seewald durante entrevista à imprensa na apresentação, no Vaticano, do livro intitulado “Luz do Mundo”.

“Admitiu, no entanto, que o uso do preservativo se trata de uma “questão importante”.

Os jornalistas, europeus em maioria, vieram em massa para assistir à apresentação do livro, que já deu muito o que falar: a sala de imprensa do Vaticano estava lotada. Os dispositivos de tradução – Seewald só fala alemão – foram logo tomados por profissionais e chegaram a faltar.

“A vida de nosso planeta vai terminar e nós nos atemos à questão de saber se o preservativo é permitido pela Igreja”, insistiu o jornalista, que falou de “crise do jornalismo”.

Na obra, a pergunta: “a Igreja católica não é fundamentalmente contra a utilização de preservativos?”, o pontífice responde “em alguns casos, quando a intenção é reduzir o risco de contaminação, podendo ser um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana, vivida de outro modo”.

Bento XVI cita o caso de um prostituto, na versão alemã, e uma prostituta, na versão italiana.

A este respeito, o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, confirmou que a versão italiana trazia um erro; “a versão de referência é a alemã”.

Mas, acrescentou, “quer se trate de homem, mulher, ou transexual, é a mesma coisa: a mensagem é a de que se deve evitar um risco grave à vida do outro, uma responsabilidade”.

O destaque dado ao preservativo, objeto de numerosas perguntas da imprensa, levou o cardeal Rino Fisichella, presidente do Conselho pontifical para a Nova Evangelização, afirmar que “os problemas morais não são condensados no preservativo: há questões morais dominantes como a bioética e a genética”.

Para Peter Seewald, o livro “tem qualquer coisa de novo: chegamos a conhecer pessoalmente este papa, vimos Bento XVI como ele é, sem falsas interpretações, e aprendemos sua maneira de abordar e de ver seu pontificado”.

“É um homem idoso, de 83 anos, fatigado, que tem uma tarefa muito pesada” mas “é autêntico e não mudou sua essência, sua personalidade” com a eleição, afirmou o autor, que já escreveu dois livros-entrevistas com o então cardeal Joseph Ratzinger antes de ele aceder ao papado.

Em sua opinião, o papa “não se apresenta como um ditador, um cardeal panzer” (uma abreviação de “Panzerkampfwagen”, um substantivo alemão que se traduz como “Veículo Blindado de Combate”). “É um homem do diálogo que não tem problema ante a questões cruciais ou críticas, um homem dotado de enorme força intelectual, genial, simples e muito piedoso”, acrescentou, considerando que “estas características maravilhosas de Joseph Ratzinger tornam-se manifestas, agora que é papa”.

“Não houve censura: na versão escrita, reproduzimos a linguagem oral e o papa forneceu algumas precisões”, explicou.

Para ele, “o livro tem por objetivo fazer um balanço du pontificado na metade do caminho” e “representa uma ajuda importante para melhor compreendê-lo”.

Por Reinaldo Azevedo


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio

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22 de nov. de 2010

Filmes como Harry Potter e Crepúsculo geram interesse pelo ocultismo, adverte Bispo


22.11.2010 - Enquanto milhões de pessoas se preparam para ver a produção "Harry Potter e as relíquias da morte. Parte 1" e alguns críticos alertam sobre a influência nociva desta saga em crianças e jovens, o Presidente do Comitê de Assuntos Canônicos do Episcopado dos Estados Unidos, Dom Thomas Paprocki, assinalou que esta saga junto à de Crepúsculo geraram um perigoso interesse das pessoas pelo ocultismo.
Em entrevista concedida à agência Catholic News Agency, que também pertence ao grupo ACI, em Baltimore depois de uns dias de formação de 100 exorcistas, entre bispos e sacerdotes dos Estados Unidos, Dom Paprocki comentou que "devemos estar atentos com este tipo de temas para os jovens" já que eles e as crianças "podem ser facilmente impressionáveis".
O também Bispo de Springfield considerou logo que "um maior perigo em nossa cultura é o fato de que as pessoas não fazem parte de uma religião organizada como antes ocorria". No caso do cristianismo, explicou, "a religião nos une à fé em Jesus Cristo. Quando as pessoas se afastam da religião e da Igreja podem começar a gerar sua própria espiritualidade".
O perigo que aparece então, explicou o Bispo, é que "podem cair no ocultismo e em coisas verdadeiramente diabólicas como rituais satânicos", o que explica nos Estados Unidos e muitos outros países o aumento de pedidos para exorcismos.
Por outro lado e em uma recente crítica à última produção da saga de Harry Potter, a Rádio Vaticano assinala que este filme "está repleto de um profundo pessimismo, de uma espessa escuridão e falta de humor. Não há brincadeiras, não existe camaradagem nem surpresas divertidas".
No opinião da RV o filme exalta a traição, o ódio e a destruição, ante o qual é necessário "propor também de novo a confiança em si mesmo e nas próprias qualidades, mais que na mera eficácia da varinha mágica ou das poções misteriosas".
Por sua parte o prestigioso semanário católico norte-americano Our Sunday Visitor destacava os valores das obras de Rowling, mas com claridade advertia também que apresentar a bruxaria de forma tão positiva e a magia de maneira tão encantada não pode ser considerada como favorável à visão cristã da realidade.
Os livros de Potter poderiam induzir a uma visão tolerante e favorável do New Age ou o simples esoterismo, que nos últimos tempos expõe sérios desafios ao cristianismo.
Fonte: ACI