Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

14 de mar. de 2011

Por Que o Católico não pode ser Espírita?

Cada religião possui seus dogmas, seus artigos de fé. Se duas religiões possuíssem os mesmos pensamentos e dogmas não seriam duas, mas apenas uma. Por isso, uma pessoa não pode participar de duas religiões, pois não cumprirá honestamente nem uma, nem outra.

O católico não pode ser espírita porque:

1. O católico admite a possibilidade do Mistério e aceita Verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus.

2. O espírita proclama que não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender é falso e deve ser rejeitado.

3. O católico instruído crê que Deus pode e faz milagres.

4. O espírita rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer as leis da natureza.

5. O católico crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e, portanto, não pode conter erros em questão de fé e moral.

6. O espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que esta nunca foi inspirada por Deus.

7. O católico crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente a sua doutrina.

8. O espírita declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo quanto transmitiram está errado ou foi falsificado.

9. O católico crê que o papa, sucessor de São Pedro, é infalível em questões de fé e moral.
O espírita declara que os papas só espalharam o erro e a incredulidade.

10. O católico crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar a sua obra.
O espírita declara que até a vinda de Allan Kardec, a obra de Cristo estava inutilizada e perdida.

11. O católico crê que Jesus ensinou toda a Revelação e que não há mais nada para ser revelado.
O espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e até mesmo substituir o Evangelho de Cristo.

12. O católico crê no mistério da Santíssima Trindade.

13. O espírita nega esse augusto mistério.

14. O católico crê que Deus é o Criador de tudo, Ser pessoal, distinto do mundo.
O espírita afirma que os homens são partículas de Deus (verdadeiro panteísmo).

15. O católico crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo.
O espírita afirma que nossa alma é resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

16. O católico que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma.
O espírita afirma que é composto entre perispírito e alma e que o corpo é apena um invólucro temporário, um "alambique para purificar o espírito".

17. O católico obedece a Deus que, sob severas penas, proibiu a evocação dos mortos.
O espírita faz desta evocação uma nova religião.

18. O católico crê na existência de anjos e demônios.

19. O espírita afirma que não há anjos, mas espíritos evoluídos e que eram homens; que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.

20. O católico crê que Jesus é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

21. O espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

22. O católico crê também que Jesus é verdadeiro homem, com corpo real e alma humana.
Grande parte dos espíritas afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

23. O católico crê que Maria é a Mãe de Deus, Imaculada e assumpta ao céu.
O espírita nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria.

24. O católico crê que Jesus veio para nos salvar, por sua Paixão e Morte.
O espírita afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e de modo obscuro; e que cada pessoa precisa remir-se a si mesma.

25. O católico crê que Deus pode perdoar o pecador arrependido.
O espírita afirma que Deus não pode perdoar os pecados sem que se proceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.

26. O católico crê nos Sete Sacramentos e na graça própria de cada Sacramento.
O espírita não aceita nenhum Sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.

27. O católico crê que o homem vive uma só vez sobre a Terra e que desta única existência depende a vida eterna.

28. O espírita afirma que a gente nasce, vive, morre e renasce, e progride continuamente (reencarnação).

29. O católico crê que após esta vida exista o céu e o inferno.

30.O espírita nega, pois crê em novas reencarnações.

Extraído de: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=95&scat=175&id=393

O católico deve buscar a cura no Reiki?

O cristão que deseja a cura de seus males há de buscar recursos na medicina e na fé cristã.

Reiki é o nome dado a "Energia universal de vida" - algo não bem definido - que, segundo seus adeptos, é uma energia que passa pelas mãos de todo ser humano e pode ser aplicada a pessoas doentes ou aflitas para aliviá-las, segundo Earlene Gleisner, monitora de Reiki ("Reiki na Vida Diária" - Ed. Nova Era, Rio de Janeiro,1999). O que escrevemos nesta artigo está baseado no livro citado acima.

A base do Reiki é budista, é uma corrente de pensamento panteísta (tudo é parte de Deus, tudo é Deus) e tem traços de monismo, filosofia que ensina que a pessoa pode "fundir-se com tudo a sua volta" (p.45). O ser humano seria parte integrante do universo no sentido físico; tudo o que existe seria apenas uma grande substância ou a substância universal. O monismo leva ao panteísmo.

O Mestre maior do Reiki parece ser "O Sr. Hawayo Takata. Grão-Mestre REIKI de 1940 a 1980" (pp. 47s).

A proposta de cura por meio de Reiki vem do Oriente e está crescendo em nossos ambientes, por isso o católico precisa conhecer os seus erros. A palavra Reiki vem de rake (= ancinho ou rastelo) em inglês, Rakey é o solo arado. A palavra Rakey é foneticamente igual a Reiki.

Segundo Earlene, o Reiki vem a ser a "Energia Universal de Vida no Sistema Usual de Cura Natural" (p.11). É a "Energia Universal de Vida que verte através de nossos corpos, preenchendo nossa necessidade antes de se transferir para a necessidade do outro" (p.22). Segundo ela, "os nossos corpos são um veículo por meio do qual a energia Reiki se transfere do Universo para outros" (p.42). Ensinam que é por meio das mãos que a energia Reiki passa de uma pessoa para outra, de modo que há técnicas precisas sobre a maneira de impor as mãos sobre a cabeça, sobre o tórax, sobre os joelhos, os pés, as costas.

O Reiki ensina que devemos ser bondosos com tudo o que possui vida, já que não estamos sozinhos; e que precisamos nos colocar em contato com a energia que flui através de todos os seres e coisas, árvores, flores, animais, até mesmo os elementos químicos participaram disso. O objetivo é "buscar uma fusão com tudo o que está em volta" (p.55).

Isso mostra que a filosofia base do Reiki é uma prática panteísta - tudo é Deus - não há uma separação entre o Criador e a criatura; ora, isto é um absurdo filosófico e teológico. O panteísmo sempre foi condenado pela Igreja. Deus criou tudo o que existe fora do nada porque quis, por amor, mas as criaturas não são emanações obrigatórias de Deus, como se Ele não fosse soberano e autônomo.

Diz Earlene Gleisner que "A Mestre Reiki Victoria Suzanne Crane investigou extensivamente as origens de REIKI e as encontrou intrinsecamente ligadas aos ensinamentos budistas" (p.48). Isto é suficiente para o católico rejeitar a prática de cura pelo Reiki, pois os princípios do budismo não se coadunam com a fé católica. O budismo acredita na reencarnação, e a salvação da pessoa não se dá pela fé em Jesus Cristo.

A filosofia Reiki pode ter boa intenção e dizer coisas bonitas e agradáveis que encantam as pessoas, mas a sua base de sustentação não é recomendada aos católicos. Sem dúvida, há muito de sugestão nas curas do Reiki; sabemos que uma pessoa sugestionada pode ser curada pelo próprio organismo que reage bem devido a um estado de espírito favorável. Basta ver os placebos, simulação de remédios.

A mera existência de uma energia natural e humana é questionável e, facilmente, essa concepção se confunde com uma "energia divina" - o que se transforma em panteísmo.

Por tudo isso, a concepção filosófica do Reiki não é compatível com a fé cristã, como também confirma D. Estevão Bittencourt em seu artigo "Reiki na vida diária" (Revista PR, n. 467; 2001).

Alguns defendem que é possível para o católico usar a "técnica" do Reiki sem adotar a sua filosofia, mas isto é algo arriscado. D. Estevão também diz: "O cristão que se põe na escola do Reiki corre o risco de assimilar, juntamente com a técnica, as linhas monistas-panteistas do pensamento Reiki."

Portanto, o cristão que deseja a cura de seus males há de buscar recursos na medicina e na fé cristã, voltando-se para Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que a todos socorre no seu amor e na intercessão dos santos, anjos e dos irmãos. Nada de mágico e desconhecido deve ser misturado com a fé católica. Se Deus não nos dá a cura pela medicina e pela graça, certamente tem um desígnio de salvação atrás desse mal. Devemos crer e viver segundo a palavra de S. Paulo que diz: "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8,28).


Homossexuais se despiram em capela universitária de Madrid


12.03.2011 - 70 jovens ingressaram ontem a uma capela da Universidade Complutense de Madrid proferindo insultos contra a Igreja Católica, o Papa e o clero, enquanto algumas garotas que faziam parte da profanação se despiram da cintura para acima ao redor do altar ante os aplausos do resto.
Conforme assinala o jornal espanhol ABC, uma aluna da faculdade de ciências econômicas que foi testemunha dos fatos e que estava rezando na capela do campus de Somosaguas da universidade madrilenha, disse que duas das jovens ao redor do altar "fizeram alarde de sua tendência homossexual".
Os vândalos ingressaram com um megafone até a sala de espera da capela. O capelão se precaveu do barulho e tentou detê-los mas foi sacudido.
No lugar os agressores leram textos e frases que, diziam, eram de autores cristãos sobre a mulher. Também deram leitura a um manifesto com afirmações e julgamentos contra a Igreja e seus ensinamentos e puseram pôsteres nos murais da entrada à capela, e nos bancos da mesma. Tudo foi fotografado e filmado.
Uma aluna da universidade citada pela ABC sem dar seu nome assinalou que "à margem das crenças religiosas de cada um 'destes', não resisto em elevar a voz ante um fato tão lamentável como este. O que teria acontecido se algo assim acontecesse em uma mesquita? Que 'esses' saibam que os católicos nunca responderão à provocação com provocação para defender-se".
"Ninguém poderá nos calar, ante o mais mínimo atropelo, brincadeira, intimidação ou qualquer outra obrigação ilegítima que ofenda os sentimentos religiosos de ninguém. Além disso, ações como estas estão castigadas por nosso ordenamento jurídico. Como é fácil e covarde atuar no anonimato!", acrescentou.
O Reitorado da Universidade Complutense condenou a profanação da capela do campus de Somosaguas e anunciou uma investigação "para delimitar possíveis responsabilidades".
"Este Reitorado reitera a necessidade de manter o respeito à pluralidade de cultos e crenças religiosas e faz uma chamada à tolerância e à convivência ante as expressões das mesmas. A neutralidade do Estado em matéria religiosa significa que não se pode impor nem perseguir crença alguma. A tolerância e o respeito são absolutamente indispensáveis", indica o comunicado.
O jornal ABC assinala que esta agressão não é nova já que ao início da semana as paredes e portas do recinto apareceram pichadas com insultos para os católicos (como se vê na foto).
Rechaço da Arquidiocese de Madrid
Em uma nota de imprensa divulgada ontem, o Arcebispado de Madrid rechaçou a profanação da capela do campus de Somosaguas da Universidade Complutense de Madrid.
No texto se destaca que "diante destes fatos absolutamente reprováveis, que são objeto de delito, e que denigrem em primeiro lugar quem os comete, o Arcebispado de Madrid elevou sua queixa ao Reitorado da Universidade".
Deste modo o Arcebispado denunciou que "estas ações são um atentado à liberdade de culto e uma profanação de um lugar sagrado, o qual suporta penas canônicas no caso de que aqueles as cometeram estejam batizados".
Finalmente a nota afirma que "é indigno que, em uma sociedade democrática onde se pede o respeito às pessoas, às instituições religiosas e ao direito da celebração pública da fé na Universidade Complutense -com a que a Igreja mantém uma estreita e amigável relação de colaboração-, alguns jovens possam manchar com este tipo de comportamentos o bom nome e trabalho da comunidade universitária".

Fonte: ACI

13 de mar. de 2011

As verdades inconvenientes da pílula do dia seguinte


Quando se faz a leitura atenciosa da bula de uma das muitas pílulas do dia seguinte, à venda livremente nas farmácias brasileiras, vamos nos surpreender com a advertência de que tal medicamento não pode ser usado na presença de uma gravidez, e mais surpresos ainda ficamos quando constatamos que tal advertência aparece oito vezes no texto.Esta hipocrisia, que não deixa de ter seu aspecto jocoso, não tem nada a ver com o bem estar e a saúde das mulheres; trata-se, simplesmente, de um recurso que os grandes laboratórios utilizam para fugir de pendências jurídicas ou processos indenizatórios.
.Quando uma mulher faz uso desses dois comprimidos, na maioria das vezes o Levonorgestrel (derivado da 19-nortestosterona), e em dosagens que equivalem de 7 a 11 comprimidos das pílulas comuns de uso diário, pode-se resumir em dois tipos de ocorrências:
.- No primeiro caso, a mulher está fora do período fértil e portanto não ficará grávida; terá uma modificação no seu ciclo e, após alguns dias ocorrerá um sangramento, tipo menstrual, mas variável, além de eventuais efeitos colaterais, às vezes bastante desagradáveis. Quando o assunto "complicações" é tratado nessa bula, as palavras "morte" e "morrer" aparecem três vezes. Uso inútil do medicamento, já que seu interesse maior era livrar-se de uma possível gravidez que nunca existiu.- Já no segundo caso, a mulher realizou um ato genital no período fértil que, surpreendentemente, em pleno século XXI, a maioria desconhece, e vai ficar grávida.Sabe-se que, logo após o ato genital, a entrada dos espermatozóides no colo do útero, com a presença do muco cervical, é muito rápida. Segundo Speroff e colaboradores, 90 segundos após a ejaculação, já se pode encontrar os gametas masculinos no endocérvice (porção interna do colo uterino).
Estudos feitos, em casos de esterilidade conjugal, mostram que 5 minutos após a inseminação, feita no interior da cavidade uterina, já se detecta espermatozóides nas trompas, na região onde vai ocorrer a fecundação. Portanto, alguns minutos após o orgasmo masculino, já é possível a presença dos gametas do macho em volta do óvulo.Assim, ao ingerir os dois comprimidos, horas ou mesmo um ou dois dias após o ato genital, já existe uma gravidez em desenvolvimento.
Em virtude das altas doses desse hormônio sintético que o medicamento contém, as alterações nas gonadotrofinas hipofisárias, a interrupção do desenvolvimento do folículo ovariano, as alterações tubárias e outras, mas, principalmente, pela descamação endometrial que vai ocorrer, justamente no local onde se implanta a nova vida, esta será fatalmente eliminada, junto com o sangue menstrual.Claro que, também aqui, os efeitos colaterais irão se repetir.
Esta é a inequívoca ação abortiva da pílula do dia seguinte, e da qual a esperteza comercial, a irresponsabilidade pública e a banalização do ato genital farão um sucesso de vendas nos próximos anos, especialmente entre as adolescentes.
Mais uma vez, a sociedade machista, que aí está, libera o homem de sua responsabilidade, pela violência que continuará cometendo contra a mulher.

Dr. Eurico Alonço Malagodi (médico, autor do livro "Mulher, o último elo")

POSTADO ORIGINALMENTE NO BLOG DO PROF. FELIPE AQUINO

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/03/03/as-verdades-inconvenientes-da-pilula-do-dia-seguinte/

Extraído de: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=121&scat=189&id=2081

A ''pílula do dia seguinte'' é abortiva?

A Biologia conceitua fecundação ou fertilização como o processo de união do espermatozóide com um óvulo, seguido de fusão dos seus respectivos núcleos.

Logo após ter sido fecundado, o óvulo passa a ser uma célula-ovo ou zigoto. Nele já estão determinadas todas as características como o sexo, a cor dos olhos e do cabelo, a estatura, o potencial da inteligência e em certa medida a base da personalidade. Começa a célula-ovo ou zigoto a se dividir, dando início à formação do embrião. Decorridos cerca de sete dias, o embrião já é uma esfera, que se fixa na parede do útero.

Segundo Brian Clowes, PhD, em seu livro "The Facts of Life", com edição em Português publicada no Brasil pela Associação Nacional Pró-Vida, em 1999 (págs. 86 e 87), até meados dos anos 60, os cientistas reconheciam, universalmente, que a concepção ocorria no momento da fertilização do óvulo pelo espermatozóide.

Com apoio dos defensores do aborto e controladores de população, na época em que já se realizavam pesquisas sobre abortivos no Japão e em vários países europeus, em 1965, mudou-se a definição. De acordo com ela, a concepção passou a ser a implantação de um óvulo fertilizado.

Em 1984, conforme consta no mesmo livro, Dr. Richard Sosnowski, chefe da Associação Sulista de Obstetras e Ginecologistas, realçou de forma bem clara esta estratégia: "É realmente incômodo para mim que, sem nenhuma evidência científica para validar a alteração, a definição da concepção como a penetração espermática bem sucedida em um óvulo, tenha sido redefinida como a implantação de um óvulo fertilizado. Parece-me que a única razão disso foi o dilema criado pela possibilidade do dispositivo contraceptivo intra-uterino funcionar como abortivo".

A ação da pílula do dia seguinte, considerada "eficaz", se ingerida no período de 12h a 72h, impede a fixação, no útero, do óvulo fertilizado. Pode-se dizer, com um mínimo de discernimento, que se a concepção somente é possível com a fertilização, na fertilização está o início de uma vida humana. Ou será que o início deixou de ser o princípio ou o princípio deixou de ser o início? Não tenho dúvida de que a pílula do dia seguinte é abortiva - embora o Conselho Federal de Medicina diga que não - e que as alterações na terminologia (pós 1965) pertinente ao início da vida, como diz Brian, funcionam para matar os embriões.

Do ponto de vista jurídico, o Desembargador José Renato Nalini, em artigo intitulado "Feto é Gente", comenta que o nascituro pode ser autor em juízo: "Primeiro vive-se num Estado de Direito de índole democrática em que o constituinte erigiu a vida como o primeiro dos direitos fundamentais. (...) No momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, ocorre o mágico fenômeno da concepção. Passa a existir um ser que já possui todas as características definidoras daquele fluxo que já não pode ser interrompido. É um ser vivo portador de um patrimônio genético próprio (...) Tudo o que representar vulneração a esse direito fundamental à vida, é vedado pela ordem constitucional". E diz, ainda, o autor do artigo: "Com razão maior, aquele que já foi fecundado é gente, tem direito a assistência pré-natal, tem direito a impedir que sua mãe pratique aborto (...)".

Quanto às razões dos que creem na Palavra de Deus, dentre outras passagens bíblicas, cito o profeta Jeremias (1,5): "(...) antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te conheci; antes que nascesses, Eu te consagrei (...)".

Embriões e fetos são seres portadores de DNA próprio e original, e não uma parte anexa ao corpo da mãe. Em defesa dos indefesos - em todas as etapas de sua vida, independentemente da forma com que foram gerados -, proteste contra a pílula do dia seguinte!


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Maria Cristina Castilho de Andrade

Agente das Pastorais da Mulher e Carcerária e autora do livro de crônicas (verídicas):

Nos Varais do Mundo/ Submundo - Edições Loyola, SP 2002.


criscast@terra.com.br


Extraído de: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=doc&cat=121&scat=189&id=2045

Sermão de Santo Antônio de Pádua para o I Domingo da Quaresma



"O tentador aproximou-se de Jesus e disse-lhe: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4,3). O diabo em circunstâncias semelhantes procede de maneira semelhante. Com a mesma tática com que tentou Adão no paraíso terrestre, tentou também a Cristo no deserto e continua tentando qualquer cristão neste mundo. Tentou o primeiro Adão pela gula, pela vanglória e pela avareza e, tentando-o, venceu-o. Ao segundo Adão, isto é, Cristo, ele tentou de maneira semelhante, mas no foi vencido no seu intento porque quem ele tentava então não era somente um homem, mas era também Deus! Nós, que somos participantes de ambos, do homem segundo a carne e de Deus segundo o espírito, despojemo-nos do homem velho com suas obras que são a gula, a vanglória e a avareza e vistamo-nos do homem novo, renovados pela confissão, para frearmos, com o jejum, o desenfreado ardor da gula, para abatermos, com a humildade da confissão, a altura da vanglória, para pisarmos, com a contrição do coração, o denso lodo da avareza. “Bem aventurados, diz o Senhor, os pobres em espírito”, isto é, os que têm o espírito dolorido e o coração contrito, “porque deles é o reino dos céus” (Mt 5,3).

Procure ainda observar que, assim como o diabo tentou de gula o Senhor no deserto, de vanglória no templo, de avareza no cimo do monte, assim também faz conosco todos os dias: tenta-nos de gula no deserto do jejum, de vanglória no templo da oração e do ofício, de tantas formas de avareza no monte dos nossos cargos. Enquanto fazemos jejum, ele nos sugere a gula, com a qual pecamos em cinco maneiras, como diz o verso: “antes do tempo, abundantemente, demais, com voracidade e com delicadeza exagerada” (São Gregório). ANTES DO TEMPO, isto é, quando se come antes da hora; ABUNDANTEMENTE, quando se excita a gulosice da língua e se quer aumentar um apetite fraco com temperos, especiarias e toda espécie de comida; DEMAIS, quando se come mais comida do que o corpo necessita; pois dizem alguns gulosos: temos que fazer jejum, então vamos comer para suprir de uma só vez tanto o o almoço quanto a janta. Estes são como o bicho-da-seda que não sai da árvore em que está até não devorá-la completamente. O “bruco” (bicho-da-seda) é chamado assim porque é feito quase só de boca e simboliza muito bem os gulosos que são tudo, gula e barriga, e assaltam o prato como se fosse uma fortaleza e não o deixam se antes não o devoraram todo: ou se estoura a barriga ou se esvazia o prato! COM VORACIDADE quando o homem se joga sobre qualquer comida como se fosse assaltar uma fortaleza, abre os braços, estica as mãos, come com todo seu corpo; à mesa é como um cão que, na comida, não quer ter rivais. COM DELICADEZA EXAGERADA quando se procura só comidas deliciosas e preparadas com grande esmero.

Como se lê no primeiro livro dos Reis, sobre os filhos de Heli, que não queriam aceitar a carne cozida, mas só a crua, para poderem prepará-la com mais temperos e outras iguarias. Semelhantemente, o diabo nos tenta de vanglória no templo. Com efeito, enquanto estamos em oração, enquanto recitamos o ofício e estamos ocupados na pregação, somos assaltados pelo diabo com os dardos da vanglória e, infelizmente, muitas vezes feridos. Existem efetivamente alguns que, enquanto oram e dobram os joelhos e soltam suspiros, querem ser vistos. E há outros que, quando cantam em coro, modulam a voz, fazem falsetes e desejam ser ouvidos. Enfim, há também os que, quando pregam, elevam a voz como trovão, multiplicam as citações, interpretam-nas a seu modo, giram-se pra cá e pra lá e desejam ser louvados. Todos esses mercenários - acreditem-me - “já receberam sua recompensa” (Mt 6,2) e colocaram sua filha no prostíbulo. Diz Moisés no Levítico: “Não profanes a tua filha, fazendo-a prostituir-se” (19,29). Filha minha é a minha obra e eu a prostituo, quer dizer, a coloco no prostíbulo quando a vendo pelo dinheiro da vanglória. Por isso é que o Senhor nos aconselha: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá no segredo” (Mt 6,6). Tu, quando quiseres rezar ou fazer alguma coisa de bom - e é nisto que consiste o “orar sem cessar” - entra em teu quarto, isto é, no segredo do teu coração, e fecha a porta dos cinco sentidos para não desejar nem ser visto nem ser escutado nem ser louvado. Com efeito, diz Lucas (1,9) que Zacarias entrou no templo do Senhor na hora do incenso. No tempo da oração "que se eleva à presença do Senhor como o incenso" (Salmo 140,2). Tu deves entrar no templo do teu coração e orar ao teu Pai e “o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6,6). Além disso, do alto dos nossos encargos, da nossa passageira dignidade, somos tentados a cometer muitos pecados de avareza. Não existe só a avareza do dinheiro, mas também aquela do querer ser mais do que os outros. Os avarentos, mais têm mais desejam possuir.

Aqueles que ocupam altos postos, quanto mais sobem mais querem subir e assim acontece que caem com numa queda muito mais ruidosa, já que “os ventos sopram mais nos lugares altos” (Ovídio) e “aos ídolos é que são oferecidos sacrifícios nas alturas” (4 Reis 12,3). Diz Salomão a propósito: “O fogo não diz nunca: basta!” (Prov 30,16). O fogo, quer dizer, a avareza do dinheiro e das honrarias não diz nunca: basta! Mas o que é que diz então? “Mais, mais!” Senhor Jesus, tirai, tirai estes dois “mais, mais” dos prelados de vossa Igreja, que se pavoneiam no alto de suas dignidades eclesiásticas e gastam o vosso patrimônio, por Vós conquistado com os tapas, com as flagelações, com as cusparadas, com a cruz, com os cravos, com o vinagre, com o fel e a lança. Nós, portanto, que somos chamados cristãos por causa do nome de Cristo, imploramos todos juntos, com a devoção da alma e ao mesmo Jesus Cristo, e pedimos insistentemente que ele, do espírito de contrição, nos faça chegar ao deserto da confissão, a fim de que, nesta Quaresma, mereçamos receber o perdão de todas as nossas maldades e, renovados e purificados, nos tornemos dignos de gozar da alegria da sua santa Ressurreição e ser colocados na glória da felicidade eterna. No-lo conceda Aquele a quem se deve toda honra e toda glória por todos os séculos dos séculos. Amém."
 
(Tradução: Frei Geraldo Monteiro, OFM Conv Sermões Dominicais e Festivos, 1º Domingo de Quaresma, pp. 81-84)
 

12 de mar. de 2011

Rosário dos Não nascidos. Pisando na cabeça do demônio.(Video)


Com o Rosário nas mãos vencereis o demônio!

Estamos acompanhando o plano horrendo do demônio de se infiltrar nas leis, na política, e na mentalidade comum do nosso povo, de modo que o assassinato de um inoscente seja visto como algo bom, como o direito da mulher a matar o seu próprio filho, ou a sua filha (outra mulher sem direito a vida que carrega no seu seio), e para isto a mídia bombardeia a cultura de morte de promiscuidade por meio de novelas, filmes e noticiário.

Diante do demônio agindo no mundo e criando uma guerra silênciosa, na qual ele destrói e mata milhares de vidas por ano no silêncio de clínicas abortitas, nós filhos de Maria, somos chamados a usar a nossa arma, a qual na boca de Nossa Senhora de Medjugorje é a "Oração do santo rosário!". Pois como disse Maria: "Só por meio da oração do rosário, podereis destruir o mal e parar as guerras..... (...) satanás quer a guerra e a morte de toda a criação e também do planeta... só com o rosário nas mãos tereis forças para vencê-lo..."

Assim irmãos, somos convidados a nos mexer, a não só criarmos centros pró-vidas, mas sobre tudo a sermos homens e mulheres de profunda oração, para combatermos a maldição do Aborto; sabendo que após ter feito tudo o que estiver ao nosso alcance, tudo depende de Deus, e o coração de Deus se abre diante de um coração humilde e simples que reza, e por outro lado, onde não chega a nossa ação, chega a nossa oração.... A oração é a nossa força.... é a destruição do mal! Dom Gabriele Amorth, sacerdote exorcista da diocese de Roma, um dia disse:"(...) um colega meu exorcista ouviu o demônio dizer-lhe: “Cada Ave é como um golpe na minha cabeça; se os cristãos conhecessem o poder do Rosário, estaria tudo acabado para mim”.

Vos apresento a meditação do Rosário dos não nascidos, como uma forma e um instrumento de lutarmos contra satanás, não lutando sozinhos, mas sim de mãos dadas com Maria a Rainha da Paz, a escolhida para pisar na cabeça de satanás, e de seus demônios que semeiam a mortte e querem a maldição do aborto legalizada em nossa nação, para depois se espalhar em toda a américa latina.

Lutemos com o Terço dos não nascidos, grave cd's, dv's, e veja com os vossos alunos, catequisandos, nas patorais, com os amigos, falimiares, espalhe na sua lista de e-mail's, orkut, facebook, twitter, blo's, sites e etc... Vamos fazer uma capanha nacional da oração do "Rosário dos não nascidos" e juntos com Nossa Senhora pisarmos na cabeça dew satanás!


O demônio quer a morte da obra mais bela da criação de Deus, que é o homem... lutemos para que Jesus presente nestas crianças inoscentes, não seja mais uma vez crucificada tendo o seu corpo lacerados por istrumentos sanguinários de morte.

Deixo-vos um fraterno abraço e a bênção do Senhor!
Pe. Mateus Maria, FMDJ

11 de mar. de 2011

Profanam histórico templo na Espanha com montagem de rito satânico


11.03.2011 - O Bispado de Almeria (Espanha) iniciou os trabalhos de reabilitação da antiga igreja de Las Salinas de Cabo de Gata, profanada durante o último fim de semana com grafites que -segundo peritos consultados pela agência ACI Prensa em espanhol- simulam um rito satânico.
O templo construído 1907 permanecia fechado ao culto desde ano 2004 pelo risco de desmoronamentos. O ato vandálico ocorreu depois da vitória da diocese em um longo litígio judicial com uma empresa privada que tentou convertê-lo em discoteca e centro turístico, enquanto se esperava a permissão oficial das autoridades de Andaluzia para iniciar a reabilitação da igreja como lugar de culto.
Na segunda-feira 7 de março, o interior do templo amanheceu cheio de figuras e grafites esotéricos de aparência satânica. Entretanto, vários peritos coincidem que, por sua abundância e disposição, formariam parte de uma montagem que quis dar a impressão de satanismo.
Ao dia seguinte, o Bispado publicou um comunicado no qual "lamenta profundamente, condena e denuncia sem paliativos e com contundência o ato bárbaro e a profanação sem sentido realizado contra a igreja" e anunciou que na terça-feira 8 de março finalmente recebeu a autorização para as obras de reabilitação.
A Diocese considera que a profanação foi "um ato vandálico que fere a consciência religiosa e o sentido comum de qualquer pessoa civilizada, e constitui por si mesmo um atentado gratuito contra um espaço sagrado para a fé católica".
Explica que "examinados por alguns peritos os destroços realizados no templo, as pinturas sem sentido feitas no chão e a desordem introduzida no mobiliário, parece excluir-se que se trata de um ato satânico".
"Tudo indica que se trata de um ato vandálico deliberado, em cuja intenção e finalidade a Diocese não quer entrar por razões óbvias. De qualquer modo, ninguém fará a Diocese desistir de sua decisão, amparada pela lei, de realizar a reabilitação deste emblemático templo diocesano, para levar adiante sua abertura ao culto", acrescentou o comunicado.
A Diocese informou que já apresentou uma denúncia formal ante o Tribunal de Guarda de Almeria para que sejam descobertos e sancionados os autores.
Ao mesmo tempo, "a Diocese dispôs que em todas as igrejas da cidade de Almeria se realize no primeiro domingo de Quaresma uma oração de desagravo pela profanação" e anunciou que quando terminar a reabilitação, proceder-se-á à consagração do templo e de seu novo altar.
Em declarações ao grupo ACI, Luis Santamaría del Río, perito da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), respaldou o texto da diocese espanhola e considerou que na profanação do templo "de ritos satânicos, parece que nada" existiu.
"É algo pomposo que foi montado com uma clara intencionalidade contra a Diocese pelas questões de titularidade do templo e tudo isso que explica o comunicado oficial", afirmou.
Vicente Jara, perito da RIES e especialista em satanismo, coincide com Santamaría e reiterou que não existiu "missa negra nem atos rituais satânicos" mas que este foi "um ato vandálico que usa de simbologia em parte satânica e em parte não satânica".


Fonte: ACI
Fonte: Rainha Maria

Sacerdotes não devem pregar cristianismo "à minuta", afirma o Papa



VATICANO, 10 Mar. 11 / 02:46 pm (ACI)

Em seu tradicional encontro ao início da Quaresma aos párocos da diocese de Roma (Itália) da qual é Bispo, o Papa Bento XVI afirmou esta manhã que um sacerdote não deve pregar "um cristianismo à minuta, segundo os próprios gostos".

Na lectio divina com os sacerdotes acompanhados pelo Vigário para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, na Sala da Bênção no Vaticano, o Santo Padre explicou que um presbítero não deve pregar o Evangelho "segundo as próprias idéias preferidas, segundo as próprias idéias teológicas".

O sacerdote, precisou o Papa, "não está isento de anunciar toda, toda a vontade de Deus, inclusive a vontade incômoda, também em temas que pessoalmente não gostem tanto".

Conforme informa Rádio Vaticano, Bento XVI ressaltou que um sacerdote não pode ser um burocrata nem um mero administrador.

O Sacerdote "não é um patrão da fé” e não se pode ser padre em tempo parcial, mas sim com toda a alma e coração. “Este ser com Cristo e ser embaixador de Cristo, este ser para os outros é uma missão que penetra o nosso ser”, destacou o Papa. ".

No serviço sacerdotal é necessária a humildade, que não é exibir uma "falsa modéstia", mas o amor pela vontade de Deus, que graças à humildade do servidor pode ser anunciada em sua integridade, sem condicionamentos ou preferências, sem "criar a idéia de que o cristianismo é um pacote imenso de coisas a ser aprendidas".

O Santo Padre animou os sacerdotes à conversão pessoal "sobre tudo a do pensamento e do coração, para os que a realidade não são as coisas tangíveis ou os fatos do mundo assim como estes se apresentam, mas a realidade é reconhecer a presença de Deus no mundo. Desta visão o sacerdote deve conduzir seu ‘corrida' no mundo, sem perder nunca a força dos inícios".

"Não percamos o zelo, a alegria de sermos chamados pelo Senhor, deixemo-nos renovar nossa juventude espiritual, a alegria de poder andar com Cristo até o fim, de 'levar a corrida ao fim’ sempre no entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".

O Papa assinalou logo que o sacerdote, como São Paulo, não deve pensar somente em sua "sobrevivência biológica". "É certo, custodiar-se é necessário, mas sem esquecer que oferecer-se a si, até o dom da vida, assimila o sacerdote ao seu modelo, Cristo".

"Somente Deus pode fazer-nos sacerdotes, somente Deus pode escolher os seus sacerdotes e se somos escolhidos, somos escolhidos por Ele. Aqui aparece claramente o caráter sacramental do sacerdócio, que não é uma profissão que deve ser feita porque alguém deve administrar todas as coisas. É uma eleição feita pelo Espírito Santo".

Todo sacerdote, explicou Bento XVI, está também chamado a "velar" e rezar intensamente: "'velem por vocês mesmos': estejamos atentos também à nossa vida espiritual, a nosso ser com Cristo. Rezar e meditar a Palavra de Deus não é um tempo perdido para a cura das almas, mas é condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e assim falar de primeira mão do Senhor aos outros".

Finalmente e após recordar que a Igreja sempre foi e estará sempre ameaçada, o Santo Padre disse que "a verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais fortes que todas as forças adversas... a Deus. E com esta alegria, com esta certeza interior tomemos nosso caminho nos consolos de Deus em meio das perseguições do mundo"

Fonte: ACI Digital

9 de mar. de 2011

Quaresma: tempo com o Espírito Santo

Nas preces rezadas hoje na Liturgia das Horas diz: "Demos graças a Deus Pai, que nos concede o dom de iniciar hoje o tempo quaresmal. Supliquemos que durante estes dias de salvação Ele purifique e confirme os nossos corações na caridade, pela vinda e ação do Espírito Santo." (grifos meus).

Às vezes imaginamos a Quaresma como um tempo de angústia. Nos entristecemos, pois sabemos que teremos de fazer jejuns, penitências, orações... Ah! Como somos indisciplinados para isso! Ficamos a nos perguntar qual a necessidade de todas estas coisas, o por quê que nós temos que agir assim ou assado... A prece acima nos dá a resposta: Quaresma é o tempo em que cada dia é um dia de salvação. Quaresma é tempo de graça, não de temor; é tempo de alegria, não de tristeza; é tempo de salvação, não de perdição. E quem nos auxilia a viver este momento precioso da Igreja é o Espírito Santo! Ele é que vem ao nosso encontro para nos ajudar neste processo de purificação, de salvação. Ele é quem nos impulsiona a seguir em frente, sem medo, com coragem e determinação. É Ele quem nos dá a discplina, a constância, a temperança e a continência.

Peçamos, então, neste início de Quaresma, que o Espírito Santo nos ajude a viver com preciosidade cada dia, cada minuto deste tempo primoroso. Que todas as manhãs você possa se levantar e dizer: "Oh, Santo Espírito, o que faremos juntos hoje? Auxilie-me na caminhada de salvação que traçaremos juntos neste dia, pois só a Tua Graça poderá guiar-me. Sozinho eu nada poderei fazer".


Algumas coisinhas:

1 - Jejum sem oração é regime!
Portanto, não faça penitências ou jejuns dos quais você não consegue cumprir apenas para se aparecer ou ainda com a "subintenção" de emagrecer. A força do jejum está na oração e o contrário também procede. Jejuamos para termos constância, temperânça. Além do que, o jejum nos mantém alerto para a oração. Logo, se jejuar, ore. Se orar, jejue! E nada de vaidade quando jejuar!

2 - Quaresma não é tempo de pagar promessa!
Às vezes as pessoas querem cumprir as promessas mais absurdas e escolhem a Quaresma para tanto. Hei: Quaresma não é tempo de pagar promessa, mas de con-ver-são! Procure neste tempo não "barganhar" com Deus, coisas do tipo: "Senhor, se o Senhor me ajudar em tal coisa, eu fico a Quaresma sem beber". Não é assim que devemos nos relacionar com Deus. A Ele devemos dar o nosso melhor. Se for fazer penitências, faça-as por amor, não por troca. Lembrando também que os jejuns e penitências na Quaresma são obrigações nossas de batizados. Então é melhor que você cumpra com amor e sem cara feia suas obrigações a achar-se no direito de usá-las para fazer trocas com o Senhor.

3 - Quaresma é tempo de fazer algo, e não apenas tirar!
Vejo pessoas dizendo que vão parar de fumar, de beber, comer carne, ir ao parque, tomar sorvetes... Tudo isso é muito bom, mas não é o bastante. Se fizer estas penitências, a oração tem que vir de brinde. Porém, a Quaresma pede mais, pois Quaresma é sair da zona de conforto. Logo, mais do que tirar um monte de coisas, acrescente. Para quem não gosta, comer tomates durante a Quaresma pode ser uma árdua penitência. Pode oferecê-la em reparação, por exemplo. Ou ainda fazer as obras de misericórdia: visitar os presos, assistir os doentes e as viúvas, dar de comer a quem fome e de beber a quem tem sede, dar esmolas... Acrescentar coisas que habitualmente não fazemos e que são importantes e necessárias para a nossa salvação também são essenciais para vivermos uma boa e santa Quaresma.

Lembretes:

1 - Hoje é Quarta-feira de Cinzas, dia que pede jejum e abstinência de carne. Portanto, nada de carne nas refeições.

2 - Se ainda não se confessou, faça hoje, a fim de receber dignamente as cinzas que será traçada em sua testa, lembrando-lhe o quanto és pó e só Deus pode auxiliá-lo em sua salvação.

3 - Leia, hoje, o Salmo 50. Medite-o sempre, inclusive antes de confessar. Se quiser, pode usá-lo durante a Quaresma toda como oração pessoal. Também pode rezar - e é muito precioso neste tempo - a Via-Sacra. Meditar a Paixão de Cristo diariamente é muito salutar para prosseguirmos no nosso caminho de salvação.

A Páscoa que tivermos será igualmente à Quaresma que vivermos. Como será a sua?



Rezemos a oração final da Liturgia das Horas:

"Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!"

8 de mar. de 2011

Enterra-se o Aleluia. Inicia-se a Quaresma.

Estamos a menos de duas horas para o início da Quaresma. A Quarta-feira de Cinzas nos convida a ver que somos pó; viemos dele e a ele voltaremos.

É costume devocional fazer na terça-feira um jantar onde nos despedimos da alegria, do regozijo, e passamos a dar lugar ao recolhimento, ao arrependimento, à penitência, à vida de oração, de carregar a cruz. É época de voltarmos os olhos para o Senhor e darmos a Ele tudo o que temos e o que somos. É tempo de deixarmos de ser Judas e passarmos a ser Sirineu, João, Maria Santíssima. É tempo de reconhecimento.

Enterramos esta noite o Aleluia. Porém, na Vigília Pascal, ele ressuscitará, juntamente com o Senhor que vem, que venceu a morte e nos trouxe a vida.

Até lá! Aleluia!

Feliz Dia Internacional da Mulher Comunista

Hoje é 08 de Março. Bem como nos outros dias comemorativos, as mulheres ganham presentinhos, são veneradas e reverenciadas com o máximo respeito, ouvem poesias, músicas... Tudo isso até às 00h. Depois disso, bem... voltam à sua vida pacata esperando o Dia das Mães, data mais próxima em que o Mercado irá lembrar-se em dedicar à mulher mais uma homenagenzinha. Claro que esse pensamento serve para as mulheres que vivem de presentes, que pensam que o reconhecimento se dá pelo o que a televisão quer transmitir. Àquelas que sabem seu real valor, este dia - e todos os outros dias comemorativos - de nada conta, afinal, são mulheres diariamente, mãe 24h, esposas, estudantes, trabalhadoras...



Pena que o que muito de nós, mulheres, não sabemos, é que este dia internacional da mulher é, na verdade, um dia da mulher Comunista. Isso não sou eu quem digo, mas a História.

Conta-nos, aliás, esta História, que mulheres operárias que viviam em um regime quase que escravo resolveram rebelar-se, contrariando a decisão do Partido Socialista, que não via naquele momento uma oportunidade para greve. Mas a mulherada não quis saber: colocaram a boca no trambone. Foram assassinadas e suas mortes estouraram a Revolução Russa.

Claro que o que conto é a grosso modo, porém, você pode ler mais no artigo de Eva Alterman ou do Partido Democrático Trabalhista. Aliás, lendo-os, você verá que este papo de mulherada queimada está mais pra mito do que verdade. Ou melhor: está mais para tornar o Comunismo/Feminismo em Movimentos/Ideologias heróicas sob intuito de esconder as mentiras que sempre nos contam.

Então, o que posso desejar às mulheres hoje? Tudo o que desejo diariamente: que sejam felizes, que dediquem-se diariamente às suas tarefas, que honrem-se e que não se vendam às mentiras ideológicas.

Termino deixando este vídeo . Creio que todas as mulheres que assistirem, de alguma forma, se identificarão muito mais que qualquer dia da Mulher Comunista.

Pax!


4 de mar. de 2011

Assassinos do ministro católico: Matar cristãos "garante a salvação"


Roma, 04 Mar. 11 / 02:20 pm (ACI)

O assassinato do ministro católico Shahbaz Bhatti no Paquistão confirma o ódio religioso por parte dos extremistas muçulmanos que consideram estes feitos como "atos agradáveis a Alá que garantem a salvação imediata", denuncia um sacerdote missionário que trabalha no país há 30 anos.

Shahbaz Bhatti foi interceptado por um grupo de mascarados quando saía de sua residência rumo ao seu escritório. Os assassinos que se identificaram como membros do Al Qaeda dispararam contra o ministro com armas automáticas durante dois minutos. O ministro recebeu em total oito disparos que causaram a sua morte.

Os panfletos deixados pelos assassinos de Bhatti na cena do crime continham frases como "foi morto porque era cristão, infiel e blasfemo", seu assassinato é parte de "uma guerra de religião para eliminar a aqueles que desejam modificar a lei sobre a blasfêmia"; e "por graça de Allá, todos os que são membros da Comissão de revisão da lei, irão ao inferno".

Em declarações à agência vaticana Fides, o Pe. Robert McCulloch, missionário e amigo do ministro católico, adverte que com este brutal homicídio "todos os que estão comprometidos com a reforma da lei sobre blasfêmia estão em grave perigo".

A Lei de Blasfêmia é uma norma cuja base está na lei Xaria (islâmica) que condena qualquer ofensa contra Maomé ou o Corão. Qualquer muçulmano pode denunciar alguém por havê-la transgredido sem necessidade de testemunhas ou provas. As penas chegam inclusive até a morte e com freqüência esta lei é usada usa para perseguir os não-muçulmanos como no caso dos cristãos.

Para o Pe. McCulloch "os assassinatos motivados pela religião são declarados publicamente no Paquistão por extremistas islâmicos que os definem como 'atos que são agradáveis a Alá e que garantem a salvação imediata'. São declarações que um estado civil deveria deter".

"Quantas mortes temos que esperar até que as autoridades civis e os muçulmanos moderados tomem uma postura clara e adotem medidas eficazes contra o uso bárbaro e perverso da religião?", questionou.

O ódio religioso, denuncia, é cultivado desde as escolas onde se distorce os fatos que são "a maior fonte das tendências extremistas, que têm um impacto devastador na sociedade". Em alguns livros de texto oficiais as minorias religiosas são totalmente excluídas e não São consideradas "parte da nação".

Protestas pacíficas

A agência Fides assinala também que após o assassinato se deram uma série de manifestações espontâneas repudiando o assassinato. Estas ocorreram em Islamabad, Lahore, Karachi, Multan e Quetta.

Além disso, anunciaram três dias de luto público, desde a sexta-feira 4 até o domingo 6 de março.

Amanhã, sexta-feira, será proclamado um dia de "jejum e oração". Os restos do ministro serão levados a igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Islamabad, onde Dom Anthony Rufin, Arcebispo local, celebrará uma missa de sufrágio em presença do Encarregado de Assuntos da Nunciatura Apostólica, Dom José Luis Dias-Marilbanca Sánchez, já que o novo Núncio Apostólico, Dom Edgar Penha Parra, ainda não tomou posse do cargo.

Logo a comunidade cristã se reunirá na tarde no Kushphur (que significa "Cidade da Alegria"), o povo católico da diocese do Faisalabad, onde nasceu Bhatti, para o funeral; que estará presidido pelo Bispo local, Dom Joseph Coutts, e concelebrado por todos outros prelados de Punjab.

Fides conclui indicando que se prevê uma maciça presença de autoridades civis, de líderes religiosos cristãos, hindus e muçulmanos, de ativistas pelos direitos humanos.


Fonte: ACI Digital

3 de mar. de 2011

Os Santos e o Carnaval

Irmã Lúcia numa carta ao Cardeal Patriarca do mesmo ano:



"Nosso Senhor deseja que em Portugal sejam abolidas as festas profanas nos dias de Carnaval e substituídas por orações e sacrifícios com preces públicas pelas ruas."
 
 
 
Fonte: (Meditações) *
 
 
Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).

São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”. Naqueles dias, esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.

São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”

São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.

Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).

Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…” (Carta 162).
 
* * *
 
 
Savonarola e o protesto contra o carnaval

Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.

São Pedro Claver e o carnaval

Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

— Padre, aonde vai com esse saco?

— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

— E agora? – pergunta o oficial.

— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.
 
 
Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval

“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado como diz as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendiam-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!”


* Este texto foi retirado da Comunidade Católicos no Orkut.

2 de mar. de 2011

Padre Divino Antônio Lopes: Carnaval festa de satã


26.01.2010 - É MENTIROSO aquele que diz que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA
Carnaval é tempo dos espetáculos profanos, dos bailes de mascarados, das danças e orgias que se multiplicam nas vésperas da Quaresma, mormente nos três dias antes da Quarta-feira de Cinzas. Perder tempo, exagerar as despesas, fazer da barriga seu deus, fingir que está alegre, encher a alma com imagens e pensamentos indecentes, avivar o fogo das paixões, atirar-se de caso pensado aos maiores perigos... não será isto diretamente oposto ao Cristianismo que prescreve o bom uso do tempo, prudente economia, a temperança, a vigilância nos sentidos, a mortificação das paixões e a fuga dos perigos? Deixam após si, estes dias de pecados: tantas vítimas de impureza, de embriaguez e milhares de famílias na vergonha e na miséria.
Quisera a Igreja Católica preparar seus filhos à penitência, e por isso lhes lembra, nesta fase, os sofrimentos de Jesus Cristo. Não negará esta boa Mãe, aquele que passa estes dias na dissipação? Com que cara podem católicos assim dizer-se discípulos de Cristo e filhos da Igreja Católica, que sempre condenou tais desordens? Não digam que não fazem mal! Será pouco mal esbanjar tempo e dinheiro, estragar a saúde, expor a honra e a inocência a perigos onde tantas vezes naufragam? Não se desculpem com a necessidade do descanso: estarão, porventura, bem descansados no dia seguinte? Serão descansos, divertimentos que arruínam a saúde do corpo e da alma?
Fugi, católicos, de tão perigosos passatempos! Seja vosso gosto trabalhar, combater e sofrer com Jesus Cristo, neste mundo, para, com Ele, gozar eternamente no Céu. Quem pula carnaval grita: SOLTA BARRABÁS e CRUCIFICA JESUS CRISTO.
O CARNAVAL é a festa do demônio e o desfile do inferno.
O CARNAVAL é a festa do nudismo e da bebedeira.
O CARNAVAL é a festa da prostituição e da destruição das famílias.
O CARNAVAL é a festa da fornicação e da exaltação do homossexualismo.
O CARNAVAL é a festa das drogas e do assassinato.
O CARNAVAL é a festa do barulho.
O CARNAVAL exalta o mal e ridiculariza o bem.
O CARNAVAL é a festa do pecado. Nela, o demônio laça milhões de almas para o seu exército.
Nessa festa do inferno, milhares de crianças perdem a inocência e milhares de jovens perdem a virgindade.
Ai daquele que PROMOVE o CARNAVAL! Melhor seria se não tivesse nascido! “... ai do homem pelo qual o escândalo vem!” (Mt 18, 7).
Os SANTOS e o CARNAVAL
Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”. Naqueles dias, esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado...” (Carta 162).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
CATÓLICO, não FIQUE de BRAÇOS CRUZADOS, mas PROTESTE contra essa FESTA do DEMÔNIO!
Savonarola e o protesto contra o carnaval
Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.
Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção?
São Pedro Claver e o carnaval
Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.
— Padre, aonde vai com esse saco?
— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?
O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.
O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.
— E agora? – pergunta o oficial.
— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.
Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval
“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que eduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).
CARNAVAL: Semana de FOLIA desenfreada
No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.
Todos os pecados de gula não são, porventura, o cálice amargo renovado para Ele?
Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento das suas vestes e a sua bárbara flagelação?
E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?
E toda blasfêmia, e todo grito imundo, e todo riso descomposto, não assemelham às cusparadas com que foi conspurcada a face do Senhor?
Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.
Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente, nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás: há também almas boas, como Verônica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; há também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.
Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada, de outro o amor fiel.
Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante...!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.
Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal. E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.
Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.
Há outros que argumentam assim: “Não acho nada de mal em ir a certas representações, aos clubes dançantes ou cantantes, aos bailes de máscaras...”
Pobres católicos! Mister faz realmente dizer que perderam o senso do bem e do mal.
Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).
Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.
Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.
Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).
Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira.
O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, seu reino e seu domicílio.
Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo perigo.
CARNAVAL: água lodosa
Na História Sagrada conta-se o caso de uma cidade onde as águas se haviam tornado lodosas e impotáveis. Os habitantes correram ao profeta Eliseu, que, mandando trazer a si um vaso cheio de sal derramou-o nas fontes poluídas. Desde esse momento as águas tornaram a fluir límpidas e potáveis (2 Rs 2, 19-21).
No tempo do carnaval, as águas do mundo tornam-se realmente lodosas, e exalam miasmas pestíferas de corrupção. Os bons católicos forçados a viver no meio dele estão em grave perigo de contágio, se não recorrerem à desinfecção. E eis que a Santa Igreja imita o gesto do profeta Eliseu, e com maternal preocupação derrama nas almas o sal que purifica e que preserva. Este sal é a lembrança da Paixão de Nosso Senhor.
Num trecho do Evangelho, Nosso Senhor prediz aos Apóstolos a sua crucifixão iminente. O Mestre ia para a Páscoa em Jerusalém, e sabia que fazia uma viagem sem retorno na sua vida. Ao longo da estrada Ele tomou à parte os Doze e levantou para eles o véu que ocultava o seu fim próximo. “Chegado é o momento em que as profecias sobre o Filho do homem devem verificar-se. Dentro em pouco Ele será dado em poder dos romanos: e eis que já vejo que o escarnecem, que lhe cospem no rosto, que o flagelam até o sangue; depois de o flagelarem, conduzem-no à morte. Contudo, não passarão três dias e Ele ressuscitará”.
Destas misteriosas e dolorosas previsões os Apóstolos não compreendiam nada; se alguma coisa compreendiam, não queriam acreditá-la, tanto ela lhes parecia horrível. Eram cegos na alma como o era no corpo o infeliz que eles haviam encontrado nas vizinhanças de Jericó, ao qual Jesus dera a vista com um milagre.
Também os Apóstolos se lhes abririam depois os olhos para entenderem o mistério da cruz. Também os nossos olhos foram abertos à luz da fé. Por isso, na terça-feira, que o mundo chama “gorda” por causa dos prazeres sensuais e das loucas alegrias a que muitos se abandonam, refletindo nas palavras do Senhor sobre a sua paixão, devemos sentir-nos comovidos. Deve jorrar-nos do coração a prece de Santo Agostinho: “Senhor, faze-me sentir toda a tua dor e todo o amor que experimentaste na tua paixão: toda a dor, para que eu aceite toda a minha dor neste mundo; e todo o amor para que eu recuse todo amor mundano”.
O que deve ser feito nos DIAS da FESTA de SATANÁS, isto é, do CARNAVAL?
1. Mortificar a língua, isto é, conversar moderadamente.
2. Jejuar. Evitar comer carne, frutas, doces e refrigerantes.
3. Não olhar programas televisivos.
4. Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
5. Participar da Santa Missa todos os dias e oferecer a Comunhão reparadora.
6. Visitar a Jesus Sacramentado aos menos 5 vezes ao dia.
7. Rezar o Santo Terço diante do crucifixo.
8. Confessar-se.
9. Não participar da maldita “Cristoteca” nem do “Carnaval de Jesus”. Quem promove essas COISAS, usa do MANTO e do NOME SANTÍSSIMO de JESUS para esconder as suas paixões vergonhosas.
Anápolis, 01 de janeiro de 2009
Fonte: http://www.recadosaarao.com.br
Fonte: Rainha Maria