Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

25 de abr. de 2011

Evento em Cuiabá-MT com Missionário Anderson dos Reis

Evento em Cuiabá-MT, com Missionário Anderson dos Reis, da Obra "Regina Apostulorum", antiga "Comunidade Escravos de Maria do Santíssimo Rosário". Anderson é um dos grandes divulgadores nacionais da Consagração Total a Santíssima Virgem, pelo método de São Luis Maria Montfort!






Fonte: http://cormariaeonline.blogspot.com/2011/04/retiro-virada-radical-com-anderson-dos.html

Novena da Divina Misericórdia - 4º dia


"As almas que divulgam o culto da Minha Misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho e, na hora da morte, não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso" (Diário, nº 1075).




Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do Vosso Compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da Vossa misericórdia e não os deixe sair da mansão do Vosso compassivo Coração.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atrai-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

______________

Sobre a novena:

Esta devoção merece toda a nossa atenção. No espírito que deve animar o culto da Misericórdia, esta Novena não se apresenta como uma série de orações, cujo conteúdo sejam as nossas necessidades particulares. Não podemos rezá-la, exclusivamente, por nós mesmos, pois está é uma Novena que se inspira na maneira de rezar da Igreja e deve ser considerada realmente universal.
Jesus determinou à Santa Faustina  recitá-la em preparação á Festa "para a conversão do mundo inteiro, de modo que toda a alma conheça a Misericórdia do Senhor e glorifique a sua infinita bondade". (cf: Apostolado da Divina Misericórdia).

Padre Paulo Ricardo continua a explicar sobre o Tríduo Pascal

Sábado Santo

Vigília Pascal

Veja íntegra das respostas do Papa na histórica entrevista realizada pela TV italiana

24.04.2011 - O Papa Bento XVI fez história esta Sexta-feira Santa ao aparecer pela primeira vez em um programa televisivo -o show “A Sua Imagem”, que se transmite na estação italiana RAI1- e responder sete perguntas pré-gravadas vindas de todo o mundo e referidas ao medo, a dor, o estado de coma, a perseguição de cristãos, a ressurreição e a Virgem Maria.
A seguir, a íntegra das respostas do Papa Bento:

P: Santo Padre, quero agradecer-lhe pela sua presença que nos enche de alegria e nos ajuda a recordar que hoje é o dia em que Jesus demonstra Seu amor no modo mais radical, morrendo na cruz como inocente. Precisamente sobre o tema da dor inocente é a primeira pergunta que vem de uma menina japonesa de sete anos, que lhe diz: meu nome é Elena, sou japonesa e tenho sete anos. Tenho muito medo porque a casa em que me sentia segura tremeu muitíssimo, e porque muitas crianças da minha idade morreram. Não posso ir brincar no parque. Quero perguntar-lhe: por que tenho que passar tanto medo? Por que as crianças têm que sofrer tanta tristeza? Peço ao Papa, que fala com Deus, que me explique isso.
R: Querida Elena, eu a saúdo com todo o coração. Também eu me pergunto: por que é assim? Por que vós tendes que sofrer tanto, enquanto outros vivem comodamente? E não temos resposta, mas sabemos que Jesus sofreu como vós, inocentes, que Deus verdadeiro se mostra em Jesus, Ele está ao seu lado. Isto me parece muito importante, apesar de que não temos respostas, se a tristeza seguir: Deus está ao seu lado, e devemos estar seguros de que isto os ajudará. E um dia poderemos compreender por que aconteceu isto. Neste momento me parece importante que você saiba Deus me ama, embora pareça que não me conhece. Não, Ele me ama, está a meu lado, e devemos estar seguros de que no mundo, no universo, há tantas pessoas que estão a seu lado, que pensam em vós, que fazem todo o possível por vocês, para ajudá-los. E ser conscientes de que, um dia, eu compreenderei que este sofrimento não era uma coisa vazia, não era inútil, mas atrás do sofrimento há um projeto bom, um projeto de amor. Não é ! uma coincidência. Sinta-se segura, estamos a seu lado, ao lado de todas as crianças japoneses que sofrem, queremos ajudá-las com a oração, com nossos atos, e devem estar seguros de que Deus os ajuda. E deste modo rezamos juntos para que a luz chegue a vocês o quanto antes.



P: A segunda pergunta nos põe diante de um calvário, porque se trata de uma mãe que está junto à cruz de um filho. É italiana, chama-se Maria Teresa e lhe pergunta: Santidade, a alma de meu filho, Francesco, em estado vegetativo desde o dia de Páscoa do 2009, abandonou seu corpo, visto que está totalmente inconsciente, ou ainda está nele?
R: Certamente a alma está ainda presente no corpo. A situação é um pouco como a de um violão que tem as cordas partidas e que não se pode tocar. Assim também o instrumento do corpo é frágil, vulnerável, e a alma não pode tocar, para dizê-lo de algum modo, mas segue presente. Estou também seguro de que esta alma escondida sente em profundidade seu amor, apesar de que não compreende os detalhes, as palavras, etc., mas sente a presença do amor. E por isso esta sua presença, queridos pais, querida mãe, junto a ele, horas e horas cada dia, é um verdadeiro ato de amor muito valioso, porque esta presença entra na profundidade desta alma escondida e seu ato é um testemunho de fé em Deus, de fé no homem, de fé, digamos de compromisso a favor da vida, de respeito pela vida humana, inclusive nas situações mais trágicas. Por isso os animo a prosseguir, sabendo o que fazem um grande serviço à humanidade com este sinal de confiança, com este sinal de respeito da vida, com este amor por um! corpo lacerado, uma alma que sofre.



P: A terceira pergunta nos leva ao Iraque, entre os jovens de Bagdá, cristãos perseguidos que lhe enviam esta pergunta: Saudamos o Santo padre desde o Iraque –dizem-. Nós, cristãos de Bagdá somos perseguidos como Jesus. Santo Padre, de que modo podemos ajudar a nossa comunidade cristã para que reconsiderem o desejo de emigrar a outros países, convencendo-lhes de que partir não é a única solução?
R: Queria em primeiro lugar saudar com todo o coração a todos os cristãos do Iraque, nossos irmãos, e tenho que dizer que rezo cada dia pelos cristãos do Iraque. São nossos irmãos que sofrem, como também em outras terras do mundo, e por isso os sinto especialmente próximos a meu coração e, na medida de nossas possibilidades, temos que fazer todo o possível para que possam resistir à tentação de emigrar, que –nas condições nas que vivem- resulta muito compreensível. Diria que é importante que estejamos perto de vós, queridos irmãos do Iraque, que queiramos ajudá-los e quando vierem, recebê-los realmente como irmãos. E naturalmente, as instituições, todos os que têm uma possibilidade de fazer algo pelo Iraque, devem fazê-lo. A Santa Sé está em permanente contato com as distintas comunidades, não só com as comunidades católicas, mas também com as demais comunidades cristãs, com os irmãos muçulmanos, sejam xiitas ou sunitas. E queremos fazer um trabalho de reconciliação, de! compreensão, também com o governo, ajudá-lo neste difícil caminho de recompor uma sociedade rasgada. Porque este é o problema, que a sociedade está profundamente dividida, lacerada, já não têm esta consciência: Nós somos na diversidade, um povo com uma história comum, no qual cada um tem seu lugar. E devem reconstruir esta consciência que, na diversidade, têm uma história comum, uma comum determinação. E nós queremos, em diálogo precisamente com os distintos grupos, ajudar o processo de reconstrução e animar a vós, queridos irmãos cristãos do Iraque, a ter confiança, a ter paciência, a ter confiança em Deus, a colaborar neste difícil processo. Tenham a segurança de nossa oração.




P: A seguinte pergunta é de uma mulher muçulmana da Costa do Marfim, um país em guerra há anos. Esta senhora se chama Bintú e lhe envia uma saudação em árabe que pode ser traduzida deste modo: Que Deus esteja em meio de todas as palavras que nos diremos e que Deus esteja contigo. É uma frase que utilizam ao começar um diálogo. E depois prossegue em francês: Querido Santo Padre, aqui na Costa do Marfim vivemos sempre em harmonia entre cristãos e muçulmanos. Freqüentemente as famílias estão formadas por membros de ambas as religiões; existe também uma diversidade de etnias, mas nunca tivemos problemas. Agora tudo mudou: a crise que vivemos, causada pela política, esta semeando divisões. Quantos inocentes perderam a vida! Quantos prófugos, quantas mães e quantas crianças traumatizados! Os mensageiros exortaram à paz, os profetas exortaram à paz. Jesus é um homem de paz. Você, como embaixador de Jesus, o que aconselharia a nosso país?
R: Quero responder à saudação: que Deus esteja também contigo, e sempre te ajude. E tenho que dizer que recebi cartas dilaceradoras da Costa do Marfim, onde vejo toda a tristeza, a profundidade do sofrimento, e fico triste porque podemos fazer tão pouco. Sempre podemos fazer uma coisa: orar com vós, e na medida do possível, fazer obras de caridade, e sobre tudo queremos colaborar, segundo nossas possibilidades, nos contatos políticos, humanos. Encarreguei que o cardeal Tuckson, que é presidente do nosso Conselho de Justiça e Paz, fosse a Costa do Marfim e tente mediar, falar com os diversos grupos, com as distintas pessoas, para facilitar um novo começo. E sobre tudo queremos fazer ouvir a voz de Jesus, em quem você também acredita como profeta. Era sempre o homem da paz. Podia pensar-se que, quando Deus veio à terra, fá-lo-ia como um homem de grande força, que destruiria as potências adversárias, que seria um homem de uma forte violência como instrumento de paz. Nada disto:! veio débil, veio sozinho com a força do amor, totalmente sem violência até ir à cruz. E isto nos mostra o verdadeiro rosto de Deus, e que a violência não vem nunca de Deus, nunca ajuda a produzir coisas boas, mas é um meio destrutivo e não é o caminho para sair das dificuldades. É uma forte voz contra todo tipo de violência. Convido fortemente a todas as partes a renunciar à violência, a procurar as vias da paz. Para a recomposição de seu povo não podem usar meios violentos, embora pensem ter razão. A única via é a renúncia à violência, recomeçar o diálogo, as tentativas de encontrar juntos a paz, uma nova atenção dos uns para os outros, a nova disponibilidade abrir-se o um ao outro. E este, querida senhora, é a verdadeira mensagem de Jesus: procurem a paz com os meios da paz e abandonem a violência. Rezamos por vós para que todos os componentes de sua sociedade sintam esta voz de Jesus e assim retorne a paz e a comunhão.



P: Santo Padre, a próxima pergunta é sobre o tema da morte e a ressurreição de Jesus e chega da Itália. Eu a leio: Santidade: Que fez Jesus no lapso de tempo entre a morte e a ressurreição? E, já que no Credo se diz que Jesus depois da morte descendeu aos infernos: Podemos pensar que é algo que nos passará também , depois da morte, antes de subir ao Céu?
R: Em primeiro lugar, esta descida da alma de Jesus não deve imaginar-se como uma viagem geográfica, local, de um continente a outro. É uma viagem da alma. É preciso ter em conta que a alma de Jesus sempre toca a do Pai, está sempre em contato com o Padre, mas ao mesmo tempo, esta alma humana se estende até os últimos limites do ser humano. Neste sentido desce às profundidades, vai rumo ao perdidos, dirige-se a todos aqueles que não alcançaram a meta de suas vidas, e transcende assim os continentes do passado. Esta palavra da descida do Senhor aos infernos significa, sobre tudo, que Jesus alcança também o passado, que a eficácia da redenção não começa no ano zero ou no ano trinta, mas sim se estende ao passado, abrange o passado, a todas as pessoas de todos os tempos. Dizem os Padres, com uma imagem muito formosa, que Jesus toma pela mão Adão e Eva, quer dizer a humanidade, e a encaminha para frente, para as alturas. E assim cria o acesso a Deus, porque o homem, por si mesmo! , não pode elevar-se à altura de Deus. Jesus mesmo, sendo um homem, tomando o homem pela mão, abre o acesso. Que acesso? À realidade que chamamos céu. Assim, este descida aos infernos, quer dizer, nas profundidades do ser humano, nas profundidades do passado da humanidade, é uma parte essencial da missão de Jesus, de sua missão de Redentor e não se aplica a nós. Nossa vida é diferente, o Senhor já nos redimiu e nos apresentamos ao Juiz, depois de nossa morte, sob o olhar de Jesus, e este olhar em parte será purificador: acredito que todos nós, em maior ou menor medida, precisaremos ser purificados. O olhar de Jesus nos purifica e ademais nos torna capazes de viver com Deus, de viver com os Santos, sobre tudo de viver em comunhão com nossos seres queridos que nos precederam.



P: Também a seguinte pergunta é sobre o tema da ressurreição e vem da Itália: Santidade, quando as mulheres chegam ao sepulcro, no domingo depois da morte de Jesus, não reconhecem o Mestre, confundem-no com outro. O mesmo acontece com os Apóstolos: Jesus tem que mostrar as feridas, partir o pão para que o reconheçam precisamente por seus gestos. O seu é um corpo real de carne e osso, mas também um corpo glorioso. O fato de que seu corpo ressuscitado não tenha as mesmas características que antes, o que significa? E o que significa, exatamente, corpo glorioso? E a ressurreição, será também assim para nós? ”
R: Naturalmente, não podemos definir o corpo glorioso porque está além de nossa experiência. Só podemos interpretar alguns dos sinais que Jesus nos deu para entender, ao menos um pouco, aonde aponta esta realidade. O primeiro sinal: o sepulcro está vazio. Quer dizer, Jesus não abandonou seu corpo à corrupção, ensinou-nos que também a matéria está destinada à eternidade, que ressuscitou realmente, que não ficou perdido. Jesus assumiu também a matéria, por isso a matéria está também destinada à eternidade. Mas assumiu esta matéria em uma nova forma de vida, este é o segundo ponto: Jesus não morre mais, quer dizer: está além das leis da biologia, da física, porque os submetidos a elas morrem. Portanto há uma condição nova, diversa, que não conhecemos, mas que se revela no ocorrido a Jesus, e essa é a grande promessa para todos nós de que há um mundo novo, uma nova vida, para a qual estamos encaminhados. E, estando já nessa condição, para Jesus é possível que os outros o toquem,! pode dar a mão a seus amigos e comer com eles, mas, entretanto está além das condições da vida biológica, como a que nós vivemos. E sabemos que, por uma parte, é um homem real, não um fantasma, vive uma vida real, mas é uma vida nova que já não está sujeita à morte e essa é nossa grande promessa. É importante entender isto, ao menos o que nos seja possível, com o exemplo da Eucaristia: na Eucaristia, o Senhor nos dá seu corpo glorioso, não nos dá carne para comer em sentido biológico; nos dá Ele mesmo; quão novo é Ele , entra em nosso ser homens e mulheres, no nosso, em meu ser pessoa, como pessoa e chega a nós com seu ser, de modo que podemos nos deixar penetrar por sua presença, transformar-nos em sua presença. É um ponto importante, porque assim já estamos em contato com esta nova vida, este novo tipo de vida, já que Ele entrou em mim, e eu saí de mim e me estendo para uma nova dimensão de vida. Penso que este aspecto da promessa, da realidade que Ele se entrega para mi! m e me faz sair de mim mesmo, me eleva, seja a questão mais im! portante : não se trata de decifrar coisas que não podemos entender mas de encaminhar-nos para a novidade que começa, sempre, de novo, na Eucaristia.



P: Santo Padre, a última pergunta é sobre Maria. Aos pés da cruz, há um comovedor diálogo entre Jesus, sua mãe e João, no que Jesus diz a Maria: Eis aqui o teu filho e a João: Eis a tua mãe. Em seu último livro, “Jesus de Nazaré”, você o define como uma disposição final de Jesus. Como devemos entender estas palavras? O que significado tinham naquele momento e que significado têm hoje em dia? E já que estamos no tema de confiar. Você pensa renovar uma consagração à Virgem no início deste novo milênio?
R: Estas palavras de Jesus são acima de tudo um ato muito humano. Vemos Jesus como um homem verdadeiro que leva adiante um gesto de verdadeiro homem: um ato de amor por sua mãe confiando-a ao jovem João para que esteja segura. Naquela época no Oriente uma mulher sozinha se encontrava em uma situação impossível. Confia sua mãe a este jovem e lhe confia sua mãe. Jesus realmente atua como um homem com um sentimento profundamente humano. Parece-me muito formoso, muito importante que antes de qualquer teologia vejamos aqui a verdadeira humanidade, o verdadeiro humanismo de Jesus. Mas é obvio este gesto tem várias dimensões, não corresponde só a este momento: concerne a toda a história. Em João, Jesus confia a todos nós, a toda a Igreja, a todos os futuros discípulos a sua mãe e sua mãe a nós. E isto se cumpriu ao longo da história: a humanidade e os cristãos entenderam cada vez mais que a mãe de Jesus é sua mãe. “E cada vez mais pessoas se confiaram à sua Mãe: basta pensar nos gr! andes santuários, nesta devoção à Maria, onde cada vez mais o povo sente: Esta é a Mãe.” E inclusive alguns que quase têm dificuldade para chegar a Jesus em sua grandeza do Filho de Deus, confiam-se à Mãe sem dificuldade. Alguns dizem: Mas isso não tem fundamento bíblico. Aqui eu gostaria de responder com São Gregório Magno: À medida que se lê – diz – crescem as palavras da Escritura.” Quer dizer, desenvolvem-se na realidade, crescem , e cada vez mais na história se difunde esta Palavra. Todos podemos estar agradecidos porque a Mãe é uma realidade, a todos deram uma mãe. E podemos nos dirigir com muita confiança a esta mãe, que para cada cristão é sua Mãe. Por outro lado a Mãe é também expressão da Igreja. Não podemos ser cristãos sozinhos, com um cristianismo construído segundo minhas idéias. A Mãe é imagem da Igreja, da Mãe Igreja e confiando-nos a Maria, também temos que confiar-nos à Igreja, viver a Igreja, ser Igreja com Maria. Chego agora ao tema da consagração:! os papas – Pio XII, Paulo VI e João Paulo II – fizeram um gra! nde ato de consagração à Virgem Maria e acredito que , como gesto ante a humanidade, diante de Maria mesmo, foi muito importante. Eu acredito que agora seja importante interiorizar esse ato, deixar que nos penetre, para realizá-lo em nós mesmos. Por isso visitei alguns dos grandes santuários marianos do mundo: Lourdes, Fátima, Czestochowa, Altötting , sempre com o fim de fazer concreto, de interiorizar esse ato de consagração, para que seja realmente nosso ato. Acredito que o ato grande, público, já foi feito. Talvez algum dia se deverá repeti-lo, mas no momento me parece mais importante vivê-lo, realizá-lo, entrar nesta consagração para fazê-la nossa verdadeiramente. Por exemplo, em Fátima, percebia como os milhares de pessoas presentes eram conscientes dessa consagração, confiaram-se, encarnando-a em si mesmos, para si mesmos. Assim essa consagração se faz realidade na Igreja viva e assim cresce também a Igreja. A entrega a Maria, que todos nos deixemos penetrar e formar por essa ! presença, o entrar em comunhão com Maria, faz-nos Igreja, faz-nos, junto com Maria, realmente esposa de Cristo. De modo que, pelo momento, não tenho intenção de uma nova consagração pública, mas sim gostaria de convidar a todos a incorporar-se a essa consagração que já está feita, para que a vivamos verdadeiramente dia após dia e cresça assim uma Igreja realmente Mariana que é Mãe e Esposa e Filha de Jesus.



Fonte: p://www.comshalom.org/blog/carmadelio/
Fonte: Rainha Maria

RESSURREIÇÃO DE CRISTO: FATO, NÃO ESPECULAÇÃO, DIZ BENTO XVI




CIDADE DO VATICANO, domingo, 24 de abril de 2011 (ZENIT.org) - Em sua mensagem de Páscoa, Bento XVI quis sublinhar que "a ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística", mas um fato.
"É um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével", afirmou o Pontífice depois do meio-dia, ao dirigir-se, da Basílica de São Pedro, aos mais de 70 mil peregrinos que lotavam a praça vaticana.
Mais uma vez, como vem fazendo em cada domingo de ressurreição desde o início do seu pontificado, o Santo Padre destacou o fato histórico no qual o cristianismo encontra seu fundamento.
"Até hoje - mesmo na nossa era de comunicações super tecnológicas - a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram, primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois", assegurou.
"A luz, que encandeou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem."
Diante de um autêntico espetáculo de flores, trazidas e ornamentadas por floristas holandeses, o Pontífice continuou sua mensagem pascal afirmando que, "tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projeto".
"No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo, o aleluia pascal contrasta ainda com os lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria, fome, doenças, guerras, violências", reconheceu o Santo Padre.
"E, todavia, foi por isto mesmo que Cristo morreu e ressuscitou! Ele morreu também por causa dos nossos pecados de hoje, e também para a redenção da nossa história de hoje Ele ressuscitou", concluiu, resumindo a mensagem central que os cristãos continuam anunciando, dois mil anos depois daquele acontecimento.
O Santo Padre pronunciou sua mensagem de felicitação pela Páscoa em 65 idiomas.
À tarde, retirou-se à residência pontifícia de Castel Gandolfo e voltará a Roma para presidir a beatificação de João Paulo II, em 1º de maior, domingo da Divina Misericórdia.

Fonte: Zenit

24 de abr. de 2011

Novena da Divina Misericórdia - 2º e 3º dias

Caríssimos,

Por problemas técnicos - problemas de conexão - eu não consegui postar o segundo dia da novena, que deveria ser rezada ontem.

Se assim como eu, você não conseguiu rezá-la, reze os dois dias hoje, a fim de não perdermos a graça que queremos receber no Domingo da Divina Misericórdia.


Segundo dia

Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre sobre a Humanidade a Minha misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo o que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.
Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa Misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha; para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas; dai-lhes a força da Vossa Luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Terceiro dia

Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-Sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da Vossa misericórdia, acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos. Nós Vos suplicamos pelo amor inconcebível de que está inflamado o Vosso Coração para com o Pai Celestial.
Eterno Pai, olhari com o olhar do Vosso Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da Santa Fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

23 de abr. de 2011

A SEPULTURA DO CORPO DE CRISTO


Por Francisco Fernández Carvajal.


I. DEPOIS DE TRÊS HORAS de agonia, Jesus morreu. Os evangelistas narram que, enquanto o Senhor esteve pregado na cruz, o céu escureceu e ocorreram coisas extraordinárias, pois era o Filho de Deus que morria. O véu do templo rasgou-se de alto a baixo1, dando a entender que, com a morte de Cristo, ficava abolido o culto da Antiga Aliança2; agora, o culto agradável a Deus passava a ser tributado através da Humanidade de Cristo, que é Sacerdote e Vítima.

A tarde da sexta-feira avançava e era necessário retirar os corpos. Não podiam ficar ali no sábado; deviam estar enterrados antes de que brilhasse a primeira estrela no firmamento. Como era a Parasceve (o dia da preparação da Páscoa), para que os corpos não ficassem na cruz, porque esse sábado era particulamente solene, os judeus rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas e os retirassem3. Pilatos encarregou alguns soldados de quebrarem as pernas dos ladrões a fim de que morressem mais rapidamente. Quando chegaram a Jesus e viram que já estava morto, um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água4.

Este episódio, além do fato histórico presenciado por São João, tem um significado profundo. Santo Agostinho e a tradição cristã vêem brotar os sacramentos e a própria Igreja do lado aberto de Jesus: “Ali abria-se a porta da vida, e dali manaram os sacramentos da Igreja, sem os quais não se entra na verdadeira vida...”5 A Igreja “cresce visivelmente pelo poder de Deus. O seu começo e crescimento estão simbolizados no sangue e na água que brotaram do lado aberto de Cristo crucificado”6. A morte de Cristo significou a vida sobrenatural que recebíamos através da Igreja.

Esta ferida, que chega ao coração de Cristo e o trespassa, é uma ferida que se acrescenta às demais e que resulta da superabundância do seu amor. É uma maneira de expressar o que nenhuma palavra pode dizer. Maria compreende e sofre, como Corredentora. Seu Filho já não pode sentir o golpe da lança, mas Ela pode. E desse modo cumpre-se até o fim a profecia de Simeão: Uma espada trespassará a tua alma7.

Desceram Cristo da cruz com carinho e veneração, e depositaram-no com todo o cuidado nos braços de sua Mãe. Ainda que o seu corpo seja uma pura chaga, o seu rosto está sereno e cheio de majestade. Olhemos devagar e com piedade para Jesus, como a Virgem Santíssima o deve ter olhado. O Senhor não só nos resgatou do pecado e da morte, mas nos ensinou a cumprir a vontade de Deus por cima de todos os planos próprios, a viver desprendidos de tudo, a saber perdoar quando aqueles que nos ofendem nem sequer se arrependem, a ser apóstolos até o momento da morte, a sofrer sem queixas estéreis... “Não estorves a obra do Paráclito; une-te a Cristo, para te purificares, e sente, com Ele, os insultos, e os escarros, e as bofetadas..., e os espinhos, e o peso da Cruz..., e os ferros rasgando a tua carne, e as ânsias de uma morte ao desamparo... E mete-te no lado aberto de Nosso Senhor Jesus, até encontrares refúgio seguro em seu coração chagado”8.

Ali encontraremos a paz. Diz-nos São Boaventura, falando desse viver misticamente dentro das Chagas de Cristo: “Oh que boa coisa é estar com Jesus Cristo crucificado! Quero fazer nEle três moradas: uma, nos pés; outra, nas mãos; e outra, perpétua, no seu lado aberto. Aqui quero sossegar e descansar, e dormir e orar. Aqui falarei ao seu coração...”9

Olhamos para Jesus devagar e, na intimidade do nosso coração, dizemos-lhe: Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro das vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de Vós. Do inimigo maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos”10.

II. JOSÉ DE ARIMATÉIA, discípulo de Jesus, homem rico, influente no Sinédrio, que permanecera no anonimato quando o Senhor era aclamado por toda a Palestina, apresenta-se a Pilatos e faz-lhe “o maior pedido que jamais se fez: o Corpo de Jesus, o Filho de Deus, o tesouro da Igreja, sua riqueza, seu ensinamento e exemplo, seu consolo, o Pão com que havia de alimentar-se até à vida eterna. Naquele momento, José representava com o seu pedido o desejo de todos os homens, de toda a Igreja, que necessitava dEle para manter-se viva eternamente”11.

Nestes momentos de desconcerto, em que os discípulos, exceto João, fugiram, aparece ainda outro discípulo de grande relevo social, que também não estivera presente nas horas de triunfo. Chegou Nicodemos, aquele que outrora havia ido ter com Jesus de noite, levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés12. Como a Virgem agradeceria a ajuda destes dois homens, a sua generosidade, a sua valentia, a sua piedade! Como também nós lhes estamos agradecidos!

O pequeno grupo que, junto com a Virgem e as mulheres que o Evangelho menciona expressamente, se encarregou de sepultar o corpo de Jesus, dispõe de pouco tempo para fazê-lo, pois a festa do dia seguinte começava ao entardecer desse dia. Lavaram o corpo do Senhor com extrema piedade, perfumaram-no, envolveram-no num lençol novo que José comprou13 e depositaram-no num sepulcro escavado na rocha que era do próprio José e que não tinha sido utilizado por ninguém14. Cobriram a sua cabeça com um sudário15.

Como invejamos José de Arimatéia e Nicodemos! Como gostaríamos de ter estado presentes naqueles momentos, para cuidar com imensa piedade do corpo do Senhor! “Eu subirei com eles até junto da Cruz, apertar-me-ei ao Corpo frio, cadáver de Cristo, com o fogo do meu amor..., despregá-lo-ei com os meus desagravos e mortificações..., envolvê-lo-ei com o lençol novo da minha vida limpa, e o enterrarei em meu peito de rocha viva, donde ninguém o poderá arrancar – e aí, Senhor, descansai! Quando todo o mundo Vos abandonar e desprezar..., serviam!, eu Vos servirei, Senhor!”16

Não devemos esquecer nem por um só dia que Jesus está nos nossos sacrários, vivo!, mas tão indefeso como na Cruz ou como depois no sepulcro. Cristo entrega-se à sua Igreja e a cada cristão para que o fogo do nosso amor o atenda e cuide da melhor maneira que possamos, e para que a nossa vida limpa o envolva como o lençol comprado por José. Mas, além dessas manifestações do nosso amor, deve haver outras que talvez exijam parte do nosso tempo, do nosso esforço, dos nossos recursos econômicos: José de Arimatéia e Nicodemos não regatearam essas outras provas de amor.

III. O CORPO DE JESUS jaz no sepulcro. O mundo foi envolvido pelas trevas. Maria é a única luz acesa sobre a terra.

“A Mãe do Senhor – minha Mãe – e as mulheres que tinham seguido o Mestre desde a Galiléia, depois de observarem tudo atentamente, vão-se embora também. Cai a noite.

“Agora tudo passou. Conclui-se a obra da nossa Redenção. Já somos filhos de Deus, porque Jesus morreu por nós e a sua morte nos resgatou.

“Empti enim estis pretio magno! ( 1 Cor 6, 20), tu e eu fomos comprados por um grande preço.

“Temos de converter em vida nossa a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e pela penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor. E seguir então os passos de Cristo, com ânsias de corredimir todas as almas”17.

Não sabemos onde estavam os Apóstolos naquela tarde, enquanto sepultavam o corpo do Senhor. Deviam andar perdidos, desorientados e confusos, sem rumo fixo, cheios de tristeza. Se já no domingo os vemos novamente unidos18, é porque no sábado, ou talvez na própria tarde da sexta, procuraram com certeza a Virgem. Ela protegeu com a sua fé, com a sua esperança e o seu amor esta Igreja nascente, débil e assustada. Assim nasceu a Igreja: ao abrigo da nossa Mãe. Já desde o princípio Maria foi a Consoladora dos aflitos, dos que estavam em dificuldades. Este sábado, em que todos cumpriam o descanso festivosegundo mandava a lei19, não foi um dia triste para Nossa Senhora: seu Filho tinha deixado de sofrer. Ela aguardava serenamente o momento da Ressurreição; por isso não acompanhou as santas mulheres que foram embalsamar o corpo morto de Jesus, e por isso certamente consolou e tranqüilizou os Apóstolos.

Em qualquer circunstância – mas de modo particular se alguma vez abandonamos Jesus e nos encontramos desorientados e perdidos por termos fugido do sacrifício e da Cruz, como os Apóstolos –, devemos recorrer sem qualquer demora a essa luz continuamente acesa na nossa vida que é a Virgem Santíssima. Ela nos devolverá a esperança. “Nossa Senhora é descanso para os que trabalham, consolo para os que choram, remédio para os doentes, porto para aqueles que a tempestade maltrata, perdão para os pecadores, doce alívio para os que estão tristes, socorro para os que lhe imploram”20. Ao lado dEla, preparamo-nos para viver a imensa alegria da Ressurreição.

(1) Cfr. Mt 27, 51; (2) cfr. Hebr 9, 1-14; (3) Jo 19, 31; (4) Jo 19, 33; (5) Santo Agostinho, Coment. ao Evang. de São João, 120, 2; (6) Conc. Vat. II, Const. Lumen gentium, 3; (7) Lc 2, 35; (8) Josemaría Escrivá, Caminho, n. 58; (9) Oração de São Boaventura, citada por Frei Luis de Granada, Vida de Jesus Cristo; (10) Missal Romano, Ação de graça depois da Missa; (11) L. de la Palma, La Pasión del Señor, pág. 244; (12) Jo 19, 39; (13) Mc 15, 46; (14) cfr. Mt 27, 60; (15) cfr. Jo 20, 5-6; (16) Josemaría Escrivá, Via Sacra, XIVª est., n. 1; (17) ib.; (18) cfr. Lc 24, 9; (19) cfr. Lc 23, 56; (20) São João Damasceno, Homilia sobre a dormição de Nossa Senhora.

Fonte: hablarcondios

Sábado Santo: Solenidade de Nossa Senhora

“Voltou tão triste a aflita e pobre Mãe, que todos os que A viam, d'Ela se compadeciam e choravam” (São Bernardo)

"Um grande silêncio reina hoje sobre a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos. Deus morreu segundo a carne e acordou a região dos mortos." (De uma antiga homilia de Sábado Santo)
 
Virgem dolorosa,

que aflita chorais!

Virgem magoada,

Bendita sejais!


Ó Mãe dolorosa,

que aflita chorais,

repleta de dores,

Bendita sejais!

Que duras espadas,

que duros punhais!

ferem Vosso peito,

Bendita sejais!

Que espada pungente

vós experimentais,

que o peito vos vara

Bendita sejais!


As dores futuras,

já Vós suportais!

Nós somos a causa,

Bendita sejais!



* * *


Bendita sejais, Mãe do Redentor!

Por Vossa tão grande dor!
 
 
 
 
Fonte: Blog Saúde da Alma
_______________
 
Contemple as dores da Virgem Santíssima rezando a Coroa das Sete dores, que está logo abaixo.

Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora

Uma preciosíssima oração que podemos rezar durante estes dias em que Jesus foi morto injustamente. Podemos, com ela, contemplar as dores desta mãe que, por amor a Deus, disse sim ao plano de salvação do Senhor por nós. É salutar rezarmos esta oração para unirmo-nos às dores de Nossa Senhora.


Ao longo de sua vida, Nossa Senhora teve alegrias e teve dores. Grandes alegrias, grandes dores...

A quaresma, sobretudo na Semana Santa, é uma época oportuna para acompanharmos as dores de Nossa Senhora. Convido você para estarmos ao lado de Virgem Dolorosa em sete das dores que ela teve. As dores d'Ela foram muitas, imensas. E não foram apenas sete.

Aqui estão episódios tirados dos Santos Evangelhos. Eles formam o caminho de dores da Filha amorosa de Deus Pai sofrendo em sua alma padecimentos semelhantes aos da Paixão de seu Divino Filho.

Nada desse mundo serve de comparação para as dores que Ela sofreu junto a Jesus. Nenhuma criatura viveu com tanto amor essas dores. Também, só Ela pode ser chamada de corredentora! Só Ela pode ser chamada de Onipotência Suplicante!

Unamos nossas dores imperfeitas aos sofrimentos d'Ela. Considerando os padecimentos da Mãe Dolorosa, encontraremos âmimo para suportarmos as dificuldades de nosso dia a dia, teremos força para subirmos ao alto de nosso próprio Calvário.






Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora


A Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora relembra as principais dores que a Virgem Maria sofreu em sua vida terrena, culminando com a Paixão, Morte e Sepultamento de Seu Divino Filho. É junto à Cruz que a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e do corpo Místico de Cristo: a Igreja Católica.
Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

As reflexões presentes no texto são de São Josermaria Escrivá, fundador da prelazia papal, o Opus Dei.
* No início reza-se o Creio, o Pai Nosso e 3 Ave-Marias. Para cada dor de Maria deve-se rezar 1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.


Primeira Dor de Nossa Senhora: A Apresentação de Jesus no Templo e a profecia de Simeão


Ao apresentar o Menino Jesus no Templo, Maria encontrou Simeão que proferiu a seguinte profecia: "Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma" (Lc 2, 34-35)

Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera aquilo que não entende, pergunta o que não sabe. Imediatamente a seguir, entrega-se sem reservas ao cumprimento da vontade divina: eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Vedes esta maravilha? Santa Maria, mestra de toda a nossa conduta, ensina-nos agora que a obediência a Deus não é servilismo, não subjuga a consciência, pois move-nos interiormente a descobrirmos a liberdade dos filhos de Deus.


Mestra de caridade! Recordai aquele episódio da apresentação de Jesus no templo. O velho Simeão assegurou a Maria, sua Mãe: este Menino está destinado para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; o que será para ti mesma uma espada que trespassará a tua alma, a fim de que sejam descobertos os pensamentos ocultos nos corações de muitos. A imensa caridade de Maria pela Humanidade faz com que se cumpra também n’Ela a afirmação de Cristo: ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos.

Com razão os Romanos Pontífices chamaram a Maria Corredentora: juntamente com o seu Filho paciente e agonizante, de tal modo padeceu e quase morreu e de tal modo abdicou, pela salvação dos homens, dos seus direitos maternos sobre o seu Filho e o imolou, na medida em que d’Ela dependia, para aplacar a justiça de Deus, que com razão se pode dizer que ela redimiu o género humano juntamente com Cristo. Assim entendemos melhor aquele momento da Paixão de Nosso Senhor, que nunca nos cansaremos de meditar: stabat autem iuxta crucem Jesu mater eius, junto da Cruz de Jesus estava a sua Mãe.

ORAÇÃO

Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o Vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece!
Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.


Segunda Dor de Nossa Senhora: A fuga para o Egito

Após o nascimento de Jesus, o Rei Herodes quis matá-lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a São José e disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise". Obediente, "José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito." (Mt 2, 13-14).

Maria cooperou com a sua caridade para que nascessem na Igreja os fiéis membros da Cabeça de que é efetivamente mãe segundo o corpo. Como Mãe, ensina; e, também como Mãe, as suas lições não são ruidosas. É preciso ter na alma uma base de finura, um toque de delicadeza, para compreender o que nos manifesta, mais do que com promessas, com obras.


Mestra de fé! Bem-aventurada és tu, porque acreditaste! Assim a saúda Isabel, sua prima, quando Nossa Senhora sobe à montanha para a visitar. Tinha sido maravilhoso aquele acto de fé de Santa Maria: eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. No nascimento de seu Filho contempla as grandezas de Deus na terra; há um coro de Anjos e tanto os pastores como os poderosos da terra vêm adorar o Menino. Mas depois a Sagrada Família tem de fugir para o Egipto, para escapar às intenções criminosas de Herodes. Depois, o silêncio; trinta longos anos de vida simples, vulgar, como a de qualquer lar, numa pequena povoação da Galileia.

O Santo Evangelho facilita-nos rapidamente o caminho para entender o exemplo da Nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no seu coração. Procuremos nós imitá-la, tratando com o Senhor, num diálogo cheio de amor, de tudo o que nos acontece, mesmo dos acontecimentos mais insignificantes. Não nos esqueçamos de que devemos pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé, para descobrir a Vontade de Deus.

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Conta S. João que, devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n’Ele os seus discípulos. A Nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: – Tu és o Filho de Deus.

ORAÇÃO

Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para o salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece!
Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.


Terceira Dor de Nossa Senhora: A perda do Menino Jesus no Templo

Terminada a festa da Páscoa, o Menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o percebessem. Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. (Lc 2, 43-50)

O Evangelho da Santa Missa recordou-nos aquela cena comovente de Jesus que fica em Jerusalém ensinando no templo. Maria e José perguntaram por ele a parentes e conhecidos. E, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém à sua procura. A Mãe de Deus, que procurou com afã o seu Filho, perdido sem sua culpa e que sentiu a maior alegria ao encontrá-lo, ajudar-nos-á a voltar atrás, a rectificar o que for preciso, quando, pelas nossas leviandades ou pecados, não consigamos descobrir Cristo. Teremos assim a alegria de o abraçar de novo, para lhe dizer que nunca mais o perderemos.


Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva.

Onde está Jesus? – Senhora: o Menino!… Onde está?

Maria chora. – Bem corremos, tu e eu, de grupo em grupo, de caravana em caravana; não O viram. – José, depois de fazer esforços inúteis para não chorar, chora também… E tu… E eu.

Eu, como sou um criadito rústico, choro até mais não poder e clamo ao céu e à terra…, por todas as vezes que O perdi por minha culpa e não clamei.

Jesus! Que eu nunca mais Te perca… E então, a desgraça e a dor unem-nos, como nos uniu o pecado, e saem de todo o nosso ser gemidos de profunda contrição e frases ardentes, que a pena não pode, não deve registar.

E, ao consolar-nos com a alegria de encontrar Jesus – três dias de ausência! – disputando com os Mestres de Israel (Lc II, 46), ficará bem gravada, na tua alma e na minha, a obrigação de deixarmos os de nossa casa, para servir o Pai Celestial.

Santo Rosário, Quinto mistério gozoso


ORAÇÃO

Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece!
Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai


Quarta Dor de Nossa Senhora: O encontro com Jesus no Caminho do Calvário


Um dos momentos mais pungentes da Paixão é o encontro de Jesus com Sua Mãe no caminho do Calvário. As lágrimas que Maria deramou na ocasião, a troca de olhar com o Filho, a constatação das crueldades que Ele estava sofrendo, tudo causava imensa dor no Seu Coração de Mãe.

Mal Jesus se levantou da Sua primeira queda, encontra Sua Mãe Santíssima, junto do caminho por onde Ele passa.


Com imenso amor Maria olha para Jesus, e Jesus olha para a Sua Mãe; os Seus olhares encontram-se, e cada coração verte no outro a Sua própria dor. A alma de Maria fica mergulhada em amargura, na amargura de Jesus Cristo.

- Ó vós, que passais pelo caminho: olhai e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam I, 12)!

Mas ninguém repara, ninguém presta atenção; apenas Jesus.

Cumpriu-se a profecia de Simeão: uma espada trespassará a tua alma (Lc II, 35).

Na escura solidão da Paixão, Nossa Senhora oferece ao seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à Vontade divina.

Pela mão de Maria, tu e eu queremos também consolar Jesus, aceitando sempre e em tudo a Vontade do Seu Pai, do nosso Pai.

Só assim saborearemos a doçura da Cruz de Cristo e abraçá-la-emos com a força do Amor, levando-a em triunfo por todos os caminhos da terra.

Via Sacra, IV Estação


ORAÇÃO

Pela dor que sofrestes quando viste O querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece!
Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai

Quinta dor de Nossa Senhora: Maria fica de pé junto à Cruz de Jesus


Maria acompanhou de perto todo o sofrimento de Jesus na Cruz e assistiu de pé à sua morte: "junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofás, e Maria Madalena" (Jo 19, 25)

Mal Jesus se levantou da Sua primeira queda, encontra Sua Mãe Santíssima, junto do caminho por onde Ele passa.


Com imenso amor Maria olha para Jesus, e Jesus olha para a Sua Mãe; os Seus olhares encontram-se, e cada coração verte no outro a Sua própria dor. A alma de Maria fica mergulhada em amargura, na amargura de Jesus Cristo.

- Ó vós, que passais pelo caminho: olhai e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam I, 12)!

Mas ninguém repara, ninguém presta atenção; apenas Jesus.


Cumpriu-se a profecia de Simeão: uma espada trespassará a tua alma (Lc II, 35).

Na escura solidão da Paixão, Nossa Senhora oferece ao seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à Vontade divina.

Pela mão de Maria, tu e eu queremos também consolar Jesus, aceitando sempre e em tudo a Vontade do Seu Pai, do nosso Pai.

Só assim saborearemos a doçura da Cruz de Cristo e abraçá-la-emos com a força do Amor, levando-a em triunfo por todos os caminhos da terra.

Via Sacra, IV Estação

ORAÇÃO

Pela dor que sofrestes quando viste O querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece!

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.


Sexta Dor de Nossa Senhora: Maria recebe o corpo de Jesus morto em seus braços



Nossa Senhora da Piedade, é assim que o povo católico invoca Maria nesse momento da Paixão. Depois "tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar." (Jo 19, 40)

Situados agora no Calvário, quando Jesus já morreu e não se manifestou ainda a glória do seu triunfo, temos uma boa ocasião para examinar os nossos desejos de vida cristã, de santidade para reagir com um ato de fé perante as nossas debilidades e, confiando no poder de Deus, fazer o propósito de pôr amor nas coisas do nosso dia-a-dia. A experiência do pecado tem de nos conduzir à dor, a uma decisão mais madura e mais profunda de sermos fiéis, de nos identificarmos deveras com Cristo, de perseverarmos, custe o que custar, nessa missão sacerdotal que Ele encomendou a todos os seus discípulos sem excepção, que nos impele a sermos sal e luz do mundo.


É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.

ORAÇÃO


Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece!

Unidos à dor que Maria sentiu nessa ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos matermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai


Sétima Dor de Nossa Senhora: Maria deposita Jesus no Sepulcro



O sepultamento de Seu Divino Filho foi a última dor que Maria sentiu durante a Paixão. "No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus." (Jo 19, 41-42)

Vamos pedir agora ao Senhor, para terminar este tempo de conversa com Ele, que nos conceda poder repetir com S. Paulo que triunfamos por virtude daquele que nos amou. Pelo qual estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem o presente, nem o futuro, nem a força, nem o que há de mais alto, nem de mais profundo, nem qualquer outra criatura poderá jamais separar-nos do amor de Deus que está em Jesus Cristo Nosso Senhor .


Este amor também a Escritura o canta com palavras inflamadas: as águas copiosas não puderam extinguir a caridade, nem os rios afogá-la. Este amor encheu sempre o Coração de Santa Maria, ao ponto de enriquecê-la com entranhas de Mãe para toda a humanidade. Em Nossa Senhora o amor a Deus confunde-se com a solicitude por todos os seus filhos. O seu Coração dulcíssimo teve de sofrer muito, atento aos mínimos pormenores – não têm vinho – ao presenciar aquela crueldade colectiva, aquele encarniçamento dos verdugos, que foi a Paixão e Morte de Jesus. Mas Maria não fala. Como o seu Filho, ama, cala e perdoa. Essa é a força do amor.

ORAÇÃO

Pela dor que sofrestes quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão, Senhora de Todos os Povos, ouvi a nossa prece.

Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, peçamos forças e graças para suportarmos com paciência todas as dores de nossas vidas, e para nos mantermos afastados do pecado.

1 Pai Nosso, 7 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.



ORAÇÃO FINAL:

Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a “Mãe das Dores”, para que possamos participar de Vossos sofrimentos e Vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu. Amém.

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Privilégios para quem pratica essa devoção:

Em revelação particular a Santa Brígida, devidamente aprovada pela Igreja, Nossa Senhora promete conceder sete graças para quem, cada dia, rezar sete Ave-Marias em honra das suas dores e lágrimas:

Eis as promessas:

Porei a paz em suas famílias;

Serão iluminados sobre os Divinos Mistérios;

Serão consolados em suas penas e os acompanharei nas suas aflições;

Tudo o que pedirem lhes será concedido, contanto que nada se oponha à vontade adorável do Meu Divino Filho e à santificação das suas almas;

Irei defendê-los nos combates espirituais contra o inimigo infernal e serão protegidos em todos os instantes da vida;

Irei assistí-los visivelmente no momento da morte e verão o rosto da Sua Mãe Santíssima;

Obtive do Meu Filho que, os que propaguem esta devoção (às Minhas Lágrimas e Dores), sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois terão todos os seus pecados apagados e o Meu Filho e Eu seremos a sua eterna consolação e alegria.

Fonte: Canção Nova

22 de abr. de 2011

Padre Paulo Ricardo explica o Tríduo Pascal.

Vídeo explicando sobre a Quinta-feira Santa:

Vídeo explicando sobre a Sexta-feira Santa:

Novena da Divina Misericórdia - 1º dia

Sempre que quiseres proporcionar-Me alegria, fala ao mundo da Minha grande e insondável misericórdia. (Diário, nº 164).




Pede-se que esta novena seja rezada preferencialmente às 15h da tarde durante os nove dias.


Primeiro Dia

Hoje traze-Me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso, Me consolarás na amarga tristeza que Me afunda e perda das almas.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem é o próprio ter compaixão de nós e de nos perdoas, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do Vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair d'Ele. Nós vô-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.
Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda Humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente, para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a Onipotência da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.


Caso desejar, pode concluí-la rezando o Terço da Divina Misericórdia.



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Sobre a Novena:


A Festa à qual nos referimos é destinada a uma celebração pública e solene; por isso é indispensável que fosse primeiramente proclamada como tal oficializada pela Igreja, o que aconteceu no dia da canonização da Santa Faustina, no dia 30 de abril de 2000. A devoção à Misericórdia Divina oferece aos fiéis devoções também particulares. Entre tantas, relevemos que Jesus solicitou à Santa preparar-se para a Festa da Divina Misericórdia, iniciando uma novena na Sexta-Feira Santa para concluí-la na vigília do domingo após a Páscoa...

21 de abr. de 2011

Iniciamos hoje o Tríduo Pascal

Hoje, Quinta-feira Santa, damos início ao Tríduo Pascal. Tríduo porque viveremos uma só celebração em três dias, revivendo a Paixão e Morte de Nosso Senhor.

Uma só celebração, pois, se você reparar, elas só terminam no Sábado de Aleluia.

Note isso hoje quando for à Missa de Lava-pés hoje. O padre iniciará invocando a Santíssima Trindade, mas não dará a bênção final. Ficaremos em adoração ao Senhor até à meia-noite, vigilando com Ele, lembrando de sua aflição noturna. Depois, amanhã, às 15h, hora em que o Senhor morrerá, será continuidade da celebração. Não há os mesmos ritos 'normais' e costumeiros da Santa Missa de Domingo. É como se estivéssemos mesmo dando prosseguimento de quinta-feira (porque, na verdade, o é!). Por fim, depois de sepultado, iremos para casa chorar as nossas dores, lamentar que o Inocente tenha se sacrificado por nós. Contudo, no sábado à noite, desenterraremos o Aleluia para bradar a plenos pulmões que o Senhor ressuscitou. Só no sábado, então, é que receberemos a bênção final.

Portanto, não perca a oportunidade de participar do Tríduo Pascal. Ele é santificante, edificador. Só com o Tríduo conseguimos vivenciar plenamente a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.



PS: Amanhã, às 15hs, iniciaremos a novena da Divina Misericórdia, que terminará no sábado próximo, véspera do Domingo da Misericórdia e da beatificação do Papa João Paulo II. Por favor, não deixe de participar.

Bom Tríduo!

20 de abr. de 2011

O Tríduo Sagrado da Páscoa. Por Don Emanuele Bargelline, Prior do mosteiro da transfiguração



SÃO PAULO, terça-feira, 19 de abril de 2011 (ZENIT.org ) - Antecipamos nesta semana a apresentação do comentário à Liturgia da Palavra redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo), para favorecer a compreensão do Tríduo Sagrado da Páscoa. Doutor em liturgia pelo 'Pontificio Ateneo Santo Anselmo' (Roma), Dom Emanuele é monge beneditino camaldolense. * * *

O TRÍDUO SAGRADO DA PÁSCOA: JESUS MORTO, SEPULTADO, RESSUSCITADO


Um olhar de conjunto

"Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos!... Porque tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória pelos séculos! Amém" (Rm 11, 33.36).

A expressão de maravilha e de louvor por parte do apóstolo diante do mistério da aliança irrevogável de Deus com Israel - aliança que vai além da sua infidelidade - e do chamado dos pagãos a participarem da sua plena realização na morte e ressurreição de Cristo, bem interpreta os sentidos mais profundos da Igreja ao celebrar o solene Tríduo Pascal. Este evento Pascal é a fonte divina e perene da sua vida, assim como do caminho espiritual desenvolvido ao longo do ano litúrgico. A Igreja nos convida a entrar em atitude de maravilha e adoração.

O Tríduo Sagrado inicia-se na tarde da quinta-feira santa, com a celebração da Ceia do Senhor, e acaba com as segundas Vésperas do dia da Páscoa. A Igreja contempla com fé e amor e celebra o mistério único e indivisível do seu Senhor Morto (Sexta-feira santa), Sepultado (Sábado santo) e Ressuscitado (Vigília e dia de Páscoa).

Com o Tríduo Pascal chegamos ao coração da história inteira e ao escopo da própria criação. A luz Pascal deste Santo Tríduo ilumina a vida de Jesus, sua missão desde seu nascimento e o projeto salvífico de Deus no seu desenvolvimento histórico: desde a criação e através das relações especiais da aliança com os patriarcas e os profetas, testemunhadas pelo Antigo Testamento. Na morte e ressurreição de Jesus e na efusão do Espírito, aquele projeto se revela em todo seu sentido profundo, e inicia a etapa radicalmente nova desta história que caminha rumo a seu cumprimento no fim dos tempos (cf. Ef 1,1-14; Cl 1, 15-20).

As pessoas que foram regeneradas na fé e no amor pelo batismo receberam as potencialidades e a vocação a viver como homens e mulheres "partícipes da vida do Ressuscitado", partilhando a mesma energia divina de Cristo no Espírito (cf. Ef 2, 4-8; Cl 3, 1-4: 5-11).

As celebrações do Tríduo são particularmente ricas de gestos, movimentos, Palavra proclamada e comentada, cantos, silêncios. Tudo converge para nos aproximarmos com coração aberto e íntima devoção ao mistério da morte e da ressurreição de Cristo e da nossa participação a ele, por graça. O que mais nos surpreende é descobrir, mais uma vez, o amor gratuito com que Deus nos amou, e fica nos amando, até doar seu próprio Filho por nós e nele doar-nos sua própria vida: "para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16), como nos lembra o evangelista. Surpreendidos ainda mais pelo feito que "não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele quem nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados" (1 Jo 4, 10).

O extremo esvaziamento do Verbo encarnado, na morte de cruz e no silêncio do sepulcro, abre o caminho para uma nova história, em prol de cada um e do mundo inteiro. "Batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados. Portanto pelo batismo nós fomos sepultados com ele na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova" (Rm 6, 3-4).

Celebramos em maneira indivisível a Páscoa pessoal de Jesus e a Páscoa de seu corpo vivo que é a Igreja e cada um de nós, a caminho na esperança da renovação plena e definitiva.

Os três dias do Tríduo sagrado constituem a trama articulada e unitária do único e mesmo mistério pascal de Jesus e da Igreja. Cada dia, com a especificidade da sua linguagem ritual, põe a tônica sobre uma etapa ou aspecto do caminho pascal de Jesus. A forma narrativa dos acontecimentos destaca que a ação de Deus em Jesus se insere na realidade humana com suas aberturas e resistências, até a dramática recusa do seu amor. Mas o amor de Deus não se deixa vencer pelo mal e o pecado: "Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (Jo 13, 1).

Cada um dos três dias nos proporciona a oportunidade de nos mergulharmos em diferentes aspectos do mistério pascal. Por enquanto, achei mais conveniente oferecer ao início algumas sugestões de caráter geral. Talvez elas possam ajudar a colocar e viver cada celebração na visão unitária do mistério pascal, assim como a Igreja o contempla e no-lo transmite através das celebrações. De cada dia irei destacar um ou outro elemento, útil para evidenciar a continuidade interior do Tríduo.

A Quinta-feira santa: "Jesus... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim"

A missa do Crisma, presidida na manhã pelo bispo em sua catedral, com a participação do clero e do povo, encerra a quaresma e prepara os Óleos santos finalizados à celebração da iniciação cristã - especialmente durante a grande vigília pascal - e a da unção dos enfermos. Os textos bíblicos (Is 61, 1-9; Ap 1,5-8; Lc 4, 16-21), assim como as orações e o magnífico prefácio, destacam o sacerdócio de Jesus e a participação do povo cristão ao sacerdócio dele no Espírito Santo, em força do batismo. É o coração do dom da páscoa e da vida nova de todo o povo de Deus.

A Ceia do Senhor, na tarde (Ex 12, 1-14; 1 Cor 11, 23-26; Jo 13, 1-15), abre o Tríduo, celebrando antecipadamente na forma sacramental da eucaristia o dom do corpo e do sangue do Senhor, que a Igreja guarda como memória viva e fonte inesgotável da sua vida no tempo. A Igreja está certa de que "todas as vezes que celebramos este sacrifício em memória do vosso Filho, torna-se presente a nossa redenção" (Oração sobre as oferendas). O gesto de amor e de humildade com que Jesus, o Mestre e o Senhor, lava os pés aos discípulos, determina o horizonte divino das relações recíprocas entre os discípulos, e deles com qualquer pessoa, em toda situação e em todo tempo. Cada sofrimento partilhado e cada gesto de solidariedade faz Jesus lavar os pés e cumprir seu mandamento.

A Sexta-feira santa: celebração da Paixão do Senhor

No centro da celebração está o evento e o mistério da cruz, proclamado nas Escrituras (Is 52,13-53,12; Jo 18,1-19,42), honrado com a adoração e o beijo da cruz por parte da a assembléia, reconhecido como intercessão permanente junto do Pai (Oração universal), interiorizado na comunhão. A cruz é tragédia em nível humano, porém a fé a proclama como revelação suprema do amor de Jesus e início da vida nova que dele brota.

Neste dia a Igreja fica concentrada diretamente sobre a contemplação silenciosa e adorante do evento da crucifixão. Não celebra a memória sacramental da morte de Cristo com a Missa. A cruz é o "eixo do mundo", diziam os Padres da Igreja, pois nela se manifesta o extremo compromisso de Deus em favor do mundo. Este amor divino é o que sustenta o mundo.

O estilo de Deus é loucura para os homens (cf. 1 Cor 3,18 -25), como o silêncio da morte ignominiosa na cruz. Porém este silêncio se torna o grito mais alto que testemunha seu amor sem limite.

O grito sofrido e confiante de Jesus, "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mc 15,34; Sal 21, 2), assume em si mesmo o grito dos crucificados de todos os tempos, e abre para eles a esperança, pois "por isso Deus o exaltou e lhe concedeu um título (Kyrios- Senhor) que é superior a todo título", e o fez raiz e modelo de vida nova entre os irmãos (Fil 2, 6-9).

O perdão invocado sobre os algozes: "Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem" (Lc 23,34) e a entrega confiante ao Pai: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito" (cf. Sal 31,6 - Lc 23,46), abrem caminho definitivo para a comunhão renovada com Deus, abolindo todo impedimento ou outra mediação: "Jesus, porém, tornado a dar um grande grito, entregou o espírito. Nisso, o véu do templo se rasgou em duas partes, de cima a baixo, a terra tremeu e as rochas se fenderam" (Mt 27,50 -51).

A Igreja hoje se reveste do silêncio mais do que de palavras. A celebração da Paixão se abre e acaba com a assembléia em silêncio! Ela fica olhando intensamente o esposo e cruza seu olhar com o olhar compassivo dele, que lhe transmite toda a força do seu amor. É do encontro deste recíproco olhar no amor que nascem os namorados e as namoradas de Cristo, os que chegam a doar a própria vida por ele e como ele.

Nas salas cinematográficas do Brasil está estreando nestes dias o filme "Homens e Deuses" (Des Hommes et des Dieux), do diretor francês Xavier Beauvois. Narra a história simples e extraordinária dos sete monges trapistas mortos em 1997, em maneira ainda misteriosa por mão violenta, no mosteiro de Nossa Senhora do Atlas, na Argélia. Testemunhas de amor gratuito e sem limites entre si e com os habitantes muçulmanos da região, impelidos pela profunda relação pessoal de cada um com Cristo, única razão para ficarem solidários entre si e com os irmãos muçulmanos, se necessário até o martírio, como de fato aconteceu. É esta relação pessoal no amor que faz Cristo crucificado e sua páscoa tornar-se contemporâneos para com cada um de nós.

Na sua fé a Igreja contempla o mistério da cruz na sua integridade, deixando-se guiar pela visão teológica da Paixão escrita por João. Ela faz da cruz o "evento de salvação", da elevação violenta de Jesus na cruz a sua glorificação, e do "crucificado" o "Senhor" que dá a vida, derramando o Espírito criador (cf. Jo 19,30). A arte da Igreja, até o séc. 13, teve a ousadia de representar Jesus crucificado, como o Vivente, o Rei vitorioso e o Sacerdote do Pai. Do seu lado transpassado nasce o admirável sacramento da Igreja (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 5).

A religiosidade popular do Brasil, herdeira da religiosidade popular de Portugal colonial, tem ainda dificuldade de integrar a cruz na ressurreição. Deixando-se guiar pela liturgia, existe bastante espaço para valorizar a sensibilidade do povo brasileiro para o Cristo sofredor, tão próximo à sua história e, ao mesmo tempo, reconstruir a integridade da boa nova libertadora de Jesus e do seu mistério pascal.

Sábado Santo: dia do silêncio de Deus e dos homens

O Sábado santo é o dia do grande silêncio. Só a Liturgia das Horas acompanha as etapas do dia.

Um dia vazio ou, ao invés, um dia de silêncio contemplativo e fecundo, de espera e de esperança, suscitada pela gestação silenciosa da nova criatura no seio da terra e do coração de Deus?

"Que está acontecendo hoje?", se pergunta o autor de uma antiga homilia sobre o sábado santo (séc. IV). "Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos." (LH, IV, Sábado santo).

O Sábado santo testemunha que Deus continua descendo até as entranhas mais obscuras e ambíguas da alma humana, e nas experiências mais marginalizadas, para recuperá-las e trazê-las à vida. Nada e ninguém é abandonado a si mesmo. Aprender a conviver com a "fraqueza" de Deus, com os silêncios de Deus, com os tempos e os diferentes ritmos de Deus, dos seus projetos, com a pedagogia com a qual ele nos dirige e acompanha com amor fiel embora às vezes incompreensível. Eis a lição do Sábado santo. O Sábado santo não é somente o segundo dia do tríduo: é uma dimensão constitutiva da identidade cristã e de todo caminho espiritual cristão.

Para perceber e acolher a voz silenciosa que sobe da escuridão, é preciso o silêncio interior que abre à escuta e à uma visão mais aguda.

A grande Vigília da noite e o domingo de Páscoa

A grande vigília da noite, junto com o dia de Páscoa, constitui o cume do Tríduo sagrado e do caminho quaresmal.

São a noite e o dia destinados por sua natureza a iniciar/introduzir os catecúmenos à fundamental relação pessoal com Cristo através dos sacramentos da iniciação cristã. Com as palavras dos profetas Oséias e Isaías (4a Leitura: Is 54,5-14), a liturgia chama esta vigília de "noite das núpcias" de Cristo com a Igreja. Ele a torna mãe fecunda, capaz de gerar novos filhos ao Senhor nas águas maternais do batismo. Santo Ambrósio, nas suas catequeses mistagógicas sobre a iniciação cristã, descreve o encontro pessoal do neo-batizado com Cristo na eucaristia como o encontro apaixonado do amado com a amada do Cântico dos Cânticos! [1]

É a noite-dia em que também os "fieis" são chamados a renovar seu compromisso batismal (renovação das promessas batismais), pois o batismo é a fonte que alimenta toda experiência espiritual cristã.

A vigília se articula em quatro etapas que bem representam o caminho da iniciação e o do progresso espiritual ao longo da vida: liturgia da luz - liturgia da palavra - liturgia batismal - liturgia eucarística.

Quatro linguagens rituais para celebrar o único mistério de Cristo morto e ressuscitado, Elas destacam a passagem do batizado de uma existência nas trevas e na morte do pecado para uma vida nova em Cristo, para viver como ressuscitados.

- Liturgia da luz: Uma luz nasce de repente no coração da noite. Do círio pascal, símbolo de Cristo, recebem luz as velas de toda a assembléia que se põe a caminho. A reação frente a tamanho dom de Deus é o grito de alegria do "Exultet", quase contraponto ao grito sofrido da Sexta-feira santa e ao silêncio adorante do sábado.

- Liturgia da Palavra: As sete leituras do AT e as duas do NT constituem a profunda contemplação das etapas de toda a história da salvação, desde a criação do mundo, através da história de Israel no AT, até à ressurreição de Jesus, e à proclamação que os batizados participam por graça à ela, iniciando o caminho do novo povo de Deus (Rm 6,3-11). A vida espiritual do cristão é continuidade e realização da mesma e única história da salvação, na espera do seu cumprimento com a vinda gloriosa de Cristo.

- Liturgia batismal: Constitui a passagem forte da vigília pascal. É a meta da longa preparação quaresmal para os catecúmenos, assim como para os já batizados.

O processo de preparação - como vimos, ao seguir a estrutura dos domingos da quaresma - destacou os variados horizontes e exigências para entrar na experiência sacramental e de relação pessoal com Cristo, e fazer desta relação a fonte e o critério de uma nova existência.

A renovação das promessas do batismo por parte de toda a assembléia abre estes horizontes, destaca estas exigências, confirma esta graça.

- Liturgia eucarística. Partilhar o corpo e o sangue do Senhor à mesa do altar é o dom supremo que os neo-batizados e os renovados na graça do batismo vão receber do próprio Cristo ressuscitado. Eles são introduzidos no mesmo dinamismo do Senhor. "Quando vai receber o corpo de Cristo nas mãos - sublinha Santo Agostinho aos recém-batizados - e ouvis o sacerdote dizer "É o corpo de Cristo", tu respondes "Amém". Tu recebes o corpo de Cristo, que sois vós".

A nova existência alimentada pelo Espírito do Ressuscitado é vivificada por um novo dinamismo que produz os frutos do Espírito: alegria, paz, confiança filial, solidariedade fraterna.

O canto do Aleluia constitui o emblema da Páscoa e da vida nova em Cristo. Brota da alegria da fé, se irradia através da vida renovada, antecipa a plenitude da esperança: "A Paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada... É isto o que todos nós exprimimos mutuamente quando cantamos: Aleluia! Louvai o Senhor!... Mas louvai com todas as vossas forças, isto é, louvai a Deus não só com a língua e a voz, mas também com a vossa consciência, a vossa vida, as vossas ações. (S. Agostinho, Com. Salmos, 148 1-2; 5a Semana do Tempo Pascal, Sábado LH II, pg 779).

"Ó Deus, por vosso Filho unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova" (Domingo de Páscoa, Oração do dia).

Notas:

1. Santo Ambrósio, Os sacramentos e os mistérios; Introdução e tradução por Dom Paulo Evaristo Arns - Comentários por Dom Geraldo Majella Agnelo ; Editora Vozes 1981

Fonte: Cléofas