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Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

24 de jun. de 2011

Sexo na adolescência ligado a índices mais elevados de divórcio




Sexo na adolescência ligado a índices mais elevados de divórcio
John-Henry Westen
CIDADE DE IOWA, EUA, 21 de junho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um estudo da Universidade de Iowa revelou que as mulheres que têm seu primeiro envolvimento sexual na adolescência têm mais probabilidade de se divorciarem.
Publicado na edição de abril da Revisa de Casamento e Família, a análise revelou que 31 por cento das mulheres que fizeram sexo pela primeira vez quando eram adolescentes se divorciaram dentro de cinco anos depois de se casarem, e 47 por cento se divorciaram dentro de 10 anos. O índice de divórcio para mulheres que adiaram o sexo até se tornarem adultas foi muito mais baixo: 15 por cento em cinco anos e 27 por cento em 10 anos.
Anthony Paik, autor do estudo e professor adjunto de sociologia na Faculdade UI de Ciências e Artes Liberais, examinou as respostas de 3.793 mulheres que alguma vez se casaram até a Pesquisa Nacional de Crescimento da Família de 2002.
Uma primeira experiência sexual que foi indesejada ou não completamente desejada tinha forte ligação com divórcio. Se a jovem tivesse escolhido perder a virgindade como adolescente, os resultados eram mais sutis.
Quando a primeira relação sexual ocorreu no início da adolescência — antes da idade de 16 anos — as mulheres tinham mais probabilidade de se divorciarem, ainda que essa primeira experiência sexual tivesse sido desejada.
O estudo também revelou que 31 por cento das mulheres que tiveram experiência de iniciação sexual na adolescência fizeram sexo pré-conjugal com múltiplos parceiros, em comparação com 24 por cento daquelas que esperaram. De cada quatro mulheres que fizeram sexo durante seus anos na adolescência, uma teve um bebê antes de se casar, em comparação com apenas uma em cada dez que esperaram mais.
Além disso, só uma pequena percentagem de mulheres que fizeram sexo antes da idade de 18 anos disse que a experiência foi completamente desejada. Só 1 por cento escolheu fazer sexo com a idade de 13 anos ou mais cedo, 5 por cento com a idade de 14 ou 15, e 10 por cento com a idade de 16 ou 17. Outros 42 por cento relataram que sua primeira relação sexual antes da idade de 18 anos foi completamente desejada, enquanto o restante da amostra aguardou até a idade de 18 anos ou mais para fazer sexo (desejado, 22 por cento; indesejado, 21 por cento).
“É um assunto oportuno, considerando o atual debate acerca da sexualização das meninas”, disse Paik.
fonte: http://juliosevero.blogspot.com/

OS COVARDES DIZEM SIM A BARRABÁS



OS COVARDES DIZEM SIM A BARRABÁS

(Mc 15, 11)



“Os chefes dos sacerdotes, porém, incitavam o povo para que pedisse que, antes, lhes soltasse Barrabás”.



Uma das humilhações mais atrozes que Jesus Cristo padeceu na sua paixão foi, certamente, no pretório de Pôncio Pilatos, procurador da Judéia: “Como o Senhor tem uma alma generosa, talvez este desprezo e esta ingratidão ao escolherem Barrabás, foram as ofensas mais profundas que o Senhor recebeu em sua Paixão, maiores que as agressões físicas sofridas em seu corpo” (Pe. Luis de la Palma).

Todos O acusavam… e Jesus se calava. Pilatos tinha medo daquele silêncio de Nosso Senhor.

Todo ano, na festa da Páscoa, era costume libertar um prisioneiro, qualquer um que a multidão pedisse. Naquele ano havia no cárcere um revolucionário que cometera um homicídio numa revolta: Barrabás.

Pilatos, voltando-se para o povo, perguntou: “Quereis Jesus ou Barrabás?”

Então sobre toda a multidão passou o sopro instigador dos sacerdotes e dos anciãos.

Pilatos perguntou ainda: “Jesus ou Barrabás?”

São Jerônimo comenta: “Sete vezes quis Pilatos soltar a Jesus, três vezes declarou publicamente que nenhuma culpa achava n’Ele, e todavia cede à pressão de seus inimigos”.

E todo o povo bradou: “Barrabás!”

Edições Theologica comenta: “Pilatos, em vez de sair em aberta defesa do inocente, como era seu dever e lhe era ditado pela consciência, não quer enfrentar-se com os sinedritas e pretende que seja o povo que se enfrente e liberte Jesus”.

Jesus Cristo era o mestre, o benfeitor… aquele que curava os doentes e enxugava o pranto aos aflitos.

Deus foi condenado… e a criatura colocada em liberdade.

Católico, você não faz o mesmo quando escolhe o pecado e despreza a virtude? Quando chuta a luz e se abraça com as trevas? Quando diz não à santidade para viver no vício?

O coração do homem é perigoso… é um abismo… muda com frequência. Diante desse coração que vacila continuamente, preocupemo-nos em agradar somente a Deus: “Quando formos ofendidos, pensemos que pouco vale a opinião dos homens e busquemos somente agradar a Deus” (Pe. Luis de la Palma).

Um sacerdote da Missão escreve: “Eis o que acontece ao pecador todas as vezes que, resistindo aos estímulos da consciência, à voz de Deus e da razão, tudo calca aos pés para chegar às honras e às dignidades; abandona e despreza o mesmo Deus para conservar o apego, a amizade e o amor a uma vil criatura ou a um vil interesse”.

A ingratidão reinava nos corações. Liberdade a Barrabás!

Católico, a mesma afronta, de modo mais escondido, porém não menos verdadeiro, fazem a Deus aqueles que se deixam dominar pelas zombarias ou pelas ameaças dos maus. Esses católicos preferem o mundo a Deus; os juízos do mundo aos juízos divinos.

Como é triste e vergonhoso ver milhões de católicos concordarem com os inimigos de Deus e da Santa Igreja por causa de zombarias e ameaças… os mesmos viram as costas para Deus e deixam de caminharem na santidade com medo de serem desprezados e ridicularizados… esses são católicos camaleônicos: “Mudam de cor - mudam de opinião, de atitude – de acordo com o meio social ou cultural em que se encontram. São ‘progressistas’ ou ‘conservadores’, ‘católicos liberais’ ou ‘católicos praticantes’, ‘gozadores debochados’ ou ‘homens bem-comportados’, ‘pais de família extremosos’ ou ‘quarentões interessantes’, ‘sirigaitas de barzinho’ ou ‘executivos eficientes’, de acordo com o lugar ou o ambiente por onde passam” (Dom Rafael Llano Cifuentes).

Esses condenam a Nosso Senhor e “liberta” Barrabás.

O jovem que, na oficina, ouvindo palavras blasfemas ou feias, não tem a coragem de impor silêncio; aquele que come carne nos dias proibidos para não ser escarnecido pelos companheiros; a mulher que deixa de comungar diariamente para não ser zombada pelas amigas… todos estes rejeitam a Deus e se voltam para o mundo; querem Barrabás e crucificam Cristo.

Precisamos ser luz em todos os ambientes, mesmo nos ameaçadores. Devemos brilhar com o nosso bom exemplo, principalmente nos ambientes contrários à santidade: “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 16), e: “Devemos ter presente que muitas vezes teremos que evangelizar contra a corrente, como também o fizeram tantos bons cristãos ao longo dos séculos” (Pe. Francisco Fernández Carvajal).

O Pe. João Colombo escreve: “O respeito humano é, pois, uma apostasia; não somente isto, mas é também um grave mal da alma, o qual inutiliza toda graça divina para a salvação”.

Deus bem pode suscitar no coração disposições para uma vida mais cristã, pode sugerir propósitos de conversão; mas o homem possuído pelo respeito humano deixa abordarem as boas inspirações por medo do mundo.

Deus bem pode fazer-lhe ouvir uma pregação que o ilumine e que o convença; mas ele não tem a coragem de mostrar-se convencido.

Deus pode enviar-lhe também uma doença que o leve à extremidade da vida e o faça olhar no abismo da eternidade; mas depois, curado, ele ainda tem o mesmo “fantasma” diante de si: que dirão os homens? Que farão os amigos? “Deixar de fazer o bem por temor de um – que dirão os homens? – é declarar-se covarde, é ser vencido antes de entrar em campo com o inimigo” (Pe. Alexandrino Monteiro).

Até na hora da morte, muitos católicos, ainda vítimas do respeito humano, não aceitam a Unção dos enfermos por não quererem ser julgados doentes.

E, por vergonha de viverem como católicos fiéis a Nosso Senhor, morrem como cães.

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis, 19 de junho de 2011

Artigo de Dom Henrique Soares: Vaticano II? Sim! Mas, qual?


Muita gente interpretou e interpreta o Concílio Vaticano II como uma ruptura com o passado. É comum até mesmo em salas de aula de cursos de teologia encontrar professores ridicularizando gostosamente a Igreja "pré-conciliar". Segundo essa mentalidade, antes do Concílio tudo era imperfeito e a Igreja era um museu: autoritária, alienada e afastada do mundo... Após o Concílio, ao invés, tudo é maravilhoso, tudo se faz novo e deve ser fazer de novo! Certamente, tal interpretação é totalmente equivocada. Bento XVI a chama de hermenêutica da descontinuidade. Segundo o Papa, o modo correto de compreender o Vaticano II é a hermenêutica da reforma: na força do Espírito Santo a Igreja viva vai sendo sempre e gradualmente reformada... O Vaticano II é apenas mais um evento desse contínuo processo que vai de Cristo até o fim dos tempos. O Concílio não rompeu com o passado, mas o relê e o reinterpreta no presente... Vejam só algumas frases de Bento XVI, no seu discurso de final de ano à Cúria Romana neste 2005:

“Por um lado, dá-se uma interpretação que gostaria de chamar de 'hermenêutica da descontinuidade e da ruptura'; com freqüência pôde servir-se da simpatia dos meios de comunicação, e também de uma parte da teologia moderna. Por outra parte, dá-se a 'hermenêutica da reforma', da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos deu; é um sujeito único do Povo de Deus em caminho”.

“A hermenêutica da descontinuidade corre o risco de acabar em uma ruptura entre a Igreja pré-conciliar e a Igreja pós-conciliar. Afirma que os textos do Concílio como tal não seriam a autêntica expressão do espírito do Concílio. Seriam o resultado de compromissos nos quais, para alcançar a unanimidade, teve-se que lutar contra muitas coisas velhas que hoje são inúteis. No entanto, o verdadeiro espírito do Concílio não se revelaria nestes compromissos, mas nos impulsos para o novo que estão subentendidos nos mesmos: só estes representariam o verdadeiro espírito do Concílio e partindo deles e em conformidade com eles haveria que seguir adiante. Precisamente porque os textos refletiriam somente de maneira imperfeita o verdadeiro espírito do Concílio e sua novidade, seria necessário ir corajosamente mais além dos textos, deixando espaço à novidade na que se expressaria a intenção mais profunda, ainda que todavia não clara, do Concílio. Em uma palavra, não haveria que seguir os textos do Concílio, mas seu espírito…”

Depois de criticar duramente essa hermenêutica da descontinuidade, o Papa alerta para a necessidade de interpretar e viver o Concílio no espírito de continuidade com a grande Tradição da Igreja. Nesta perspectiva, sim, o Vaticano II já deu e continuará dando inúmeros e preciosos frutos à Igreja de Cristo!

O discurso do Santo Padre pode ser lido neste mesmo site, no link "Bento XVI". O Papa faz também um belíssimo elogio a João Paulo II Magno. Acho que vale a pena dá uma olhada...

O Papa no Corpus Christi: a Eucaristia é o caminho para transformar o mundo


Vaticano, 23 Jun. 11 / 07:17 pm (ACI/EWTN Noticias)

Ao presidir hoje a Missa pela Solenidade do Corpus Christi (Corpo e Sangue de Cristo), o Papa Bento XVI ressaltou que a Eucaristia é o caminho e a força imprescindível para transformar o mundo desde seus alicerces.

Na homilia da Missa que presidiu na Basílica de São João de Latrão em Roma (Itália), o Papa explicou que a festa de hoje é inseparável da Quinta-feira Santa, da Missa da Ceia do Senhor, na qual se celebra a instituição da Eucaristia.

Em sua homilia o Papa assinalou que no Corpus Christi, "o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas da cidade e povoados para manifestar que Cristo ressuscitado caminha em meio a nós e nos guia rumo ao Reino dos céus".

"Na Missa in Caena Domini da última Quinta-feira Santa, sublinhei que na Eucaristia acontece a transformação dos dons desta terra – o pão e o vinho – destinada a transformar a nossa vida e a inaugurar assim a transformação do mundo. Nesta noite, gostaria de retomar tal perspectiva.".

O Papa explicou que tudo começa no coração de Cristo que na Última Ceia deu graças a Deus e se ofereceu para a salvação de todos os homens e mulheres da história da humanidade, converteu-se em "dom de um Amor mais forte que a morte, Amor divino que o fez ressuscitar dos mortos.".

Então, do coração de Cristo brota "surge aquele dinamismo que transforma a realidade nas suas dimensões cósmicas, humana e histórica. Tudo procede de Deus, da onipotência do seu Amor Uno e Trino, encarnado em Jesus”.

“Nesse Amor está imerso o coração de Cristo; por isso Ele sabe agradecer e louvar a Deus também frente à traição e à violência, e desse modo transforma as coisas, as pessoas e o mundo".

Bento XVI explicou logo que com freqüência se chama de comunhão o ato de comer o pão eucarístico porque quando se realiza, "entramos em comunhão com a vida mesma de Jesus, no dinamismo dessa vida que se dá a nós e por nós. De Deus, através de Jesus, até nós: uma única comunhão se transmite na Santa Eucaristia".

“Enquanto, portanto, o alimento corporal é assimilado pelo nosso organismo e contribui para o seu sustento, no caso da Eucaristia trata-se de um Pão diferente: não somos nós a assimilá-lo, mas esse que nos assimila a si, até que nos tornemos configurados a Jesus Cristo, membros do seu corpo, uma coisa somente com Ele", afirmou o Papa.

"A comunhão eucarística me une à pessoa que tenho ao lado, e com a qual talvez não tenha sequer um bom relacionamento, mas também aos irmãos distantes, em todas as partes do mundo", acrescentou.

Dessa forma a Eucaristia se converte na base da presença social da Igreja: "Quem reconhece Jesus na Hóstia Santa reconhece-o no irmão que sofre, que tem fome e sede, que é forasteiro, nu, doente, encarcerado; e está atento a cada pessoa, compromete-se, de modo concreto, com todos aqueles que estão em necessidade", assegurou.

"Do dom de amor de Cristo provém, portanto, a nossa especial responsabilidade de cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa, fraterna. Especialmente no nosso tempo, em que a globalização torna-nos sempre mais dependentes uns dos outros, o Cristianismo pode e deve fazer sim que essa unidade não se construa sem Deus, isto é, sem o verdadeiro Amor, o que daria espaço à confusão, ao individualismo, à opressão de todos contra todos".

O Papa Bento afirmou logo que "o Evangelho procura sempre a unidade da família humana, uma unidade não imposta do alto, nem por interesses ideológicos ou econômicos, mas sim a partir do senso de responsabilidade de uns com relação aos outros, porque nos reconhecemos membros de um mesmo corpo, do corpo de Cristo, porque aprendemos e aprendemos constantemente do Sacramento do Altar que a partilha, o amor é o caminho da verdadeira justiça".

Quando Jesus se entrega, explicou, aceita por amor a paixão e a morte, transformando-a em um ato de doação: "Essa é a transformação da qual o mundo tem mais necessidade, porque o redime pelo interior, abre-o às dimensões do Reino dos céus".

"Mas essa renovação do mundo Deus quis realizá-la sempre através da mesma via seguida por Cristo, aquela via, antes, que é Ele mesmo. Não há nada de mágico no Cristianismo. Não existem atalhos, mas tudo passa através da lógica humilde e paciente do grão de trigo que se quebra para dar vida, a lógica da fé que move as montanhas com a força suave de Deus".

Por eles, ressaltou o Papa, "Deus quis continuar a renovar a humanidade, a história e o cosmo através dessa cadeia de transformações, da qual a Eucaristia é o sacramento".

Com a Eucaristia, disse logo Bento XVI, e "sem ilusões, sem utopias ideológicas, nós caminhamos pelas estradas do mundo, levando dentro de nós o Corpo do Senhor, como a Virgem Maria no mistério da Visitação".

"Com a humildade de saber-nos simples grãos, preservamos a firme certeza de que o amor de Deus, encarnado em Cristo, é mais forte que o mal, a violência e a morte. Sabemos que Deus prepara para todos os homens céus novos e terra nova, em que reinam a paz e a justiça – e na fé entrevemos o mundo novo, que é a nossa verdadeira pátria".

O Papa concluiu recordando a promessa de Cristo " Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo" e disse em agradecimento: Obrigado, Senhor Jesus! Obrigado pela tua fidelidade, que sustenta a nossa esperança. Permanece conosco, porque já é noite. "Bom Pastor, verdadeiro Pão, ó Jesus, piedade de nós; nutri-nos, defendei-nos, levai-nos aos bens eternos, na terra dos viventes!". Amém.".

Fonte: ACI Digital

23 de jun. de 2011

Video o milagre eucaristico de lanciano


SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO


SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

Solenidade

– Amor e veneração por Jesus Sacramentado.

– Alimento para a vida eterna.

– A procissão do Corpus Christi.

Esta solenidade remonta ao século XIII, quando começou a ser celebrada na diocese de Liège, e o Papa Urbano IV estendeu-a a toda a Igreja em 1264. Tem por fim prestar culto à presença real de Cristo na Eucaristia, um culto que, conforme já era descrito por Urbano IV, deve ser popular, refletido em hinos e em alegria. A pedido do Papa, São Tomás de Aquino compôs para o dia de hoje dois ofícios que alimentaram a piedade de muitos cristãos ao longo dos séculos. A procissão com o ostensório pelas ruas engalanadas testemunha a fé e o amor do povo cristão por Cristo que volta a passar pelas nossas cidades e aldeias. A procissão nasceu ao mesmo tempo que a festa.

Nos lugares onde esta festa não é de preceito, celebra-se – como dia próprio – no domingo seguinte ao da Santíssima Trindade.

I. LAUDA, SION, SALVATOREM... “Louva, Sião, o Salvador; louva o guia e o pastor com hinos e cânticos”1. Hoje celebramos esta grande Solenidade em honra do mistério eucarístico. Nela se unem a liturgia e a piedade popular, que não economizaram talento e beleza para cantar o Amor dos amores. São Tomás compôs para este dia os belíssimos textos da Missa e do Ofício divino.

Hoje devemos dar muitas graças ao Senhor por ter permanecido entre nós, desagravá-lo e mostrar-lhe a nossa alegria por tê-lo tão perto: Adoro te, devote, latens Deitas... adoro-Vos com devoção, Deus escondido..., dir-lhe-emos hoje muitas vezes na intimidade do nosso coração. E na nossa Visita ao Santíssimo poderemos continuar a dizer-lhe devagar, com amor: Plagas, sicut Thomas, non intueor..., não vejo as chagas como Tomé, mas confesso que sois o meu Deus. Fazei que eu creia mais e mais em Vós, que em Vós espere, que Vos ame.

A fé na presença real de Cristo na Sagrada Eucaristia levou à devoção a Jesus Sacramentado também fora da Missa. Nos primeiros séculos da Igreja, começaram a conservar-se as Sagradas Espécies para se poder ministrar a comunhão aos doentes e aos que, por terem confessado a sua fé, se encontravam nas prisões à espera de serem martirizados. Com o passar do tempo, a fé e o amor dos fiéis enriqueceram a devoção pelo Corpo do Senhor e levaram a tratá-lo com a máxima reverência e a dar-lhe culto público. Desta veneração temos muitos testemunhos nos mais antigos documentos da Igreja, e foi ela que deu origem à festa que hoje celebramos.

O amor à Eucaristia pode manifestar-se de muitas maneiras: é a bênção com o Santíssimo, é a oração diante de Jesus Sacramentado, são as genuflexões feitas como verdadeiros atos de fé e de adoração... E dentre essas devoções e formas de culto “merece especial menção a solenidade do Corpus Christi, como ato público tributado a Cristo presente na Eucaristia [...]. A Igreja e o mundo têm uma grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera-nos neste sacramento do amor. Não regateemos o nosso tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e desejosa de reparar as graves faltas e delitos do mundo. Não cesse nunca a nossa adoração”2.

O dia de hoje deve estar especialmente cheio de atos de fé e de amor a Jesus Sacramentado. Se participarmos da procissão, acompanhando Jesus, deveremos fazê-lo como aquele povo simples que, cheio de alegria, ia atrás do Mestre nos dias da sua vida na terra, manifestando-lhe espontaneamente as suas necessidades e dores, como também a felicidade de estarem com Ele. Se o virmos passar pela rua, exposto no ostensório, dar-lhe-emos a saber do íntimo do coração tudo o que representa para nós... “Adoremo-lo com reverência e com devoção; renovemos na sua presença o oferecimento sincero do nosso amor; digamos-lhe sem medo que o amamos; agradeçamos-lhe esta prova diária de misericórdia, tão cheia de ternura, e fomentemos o desejo de nos aproximarmos da Comunhão com confiança. Eu me surpreendo diante desse mistério de amor: o Senhor procura como trono o meu pobre coração, para não me abandonar se eu não me afasto dEle”3. Nesse trono, que é o nosso coração, Jesus está mais alegre do que no mais esplêndido ostensório.

II. O SENHOR ALIMENTOU o seu povo com a flor do trigo, e com o mel do rochedo o saciou4, recorda-nos a Antífona de entrada da Missa.

Durante anos, o Senhor alimentou com o maná o povo de Israel no deserto. Esse povo é imagem e símbolo da Igreja peregrina e de cada homem que caminha para a pátria definitiva, o Céu; e o maná é figura do verdadeiro alimento, a Sagrada Eucaristia. “Este é o sacramento da peregrinação humana [...]. Precisamente por isso, a festa anual da Eucaristia, que a Igreja celebra hoje, contém inúmeras referências à peregrinação do povo da aliança pelo deserto”5. Moisés recordará freqüentemente aos israelitas essas intervenções prodigiosas de Deus em favor do seu povo: Para que não esqueças o Senhor teu Deus, que te tirou da escravidão do Egito...6

Hoje é um dia de ação de graças e de alegria porque o Senhor também quis ficar conosco para que nunca nos sentíssemos perdidos, para nos alimentar, para nos fortalecer. A Sagrada Eucaristia é viático, isto é, alimento para o longo caminho da vida em direção à verdadeira Vida. Jesus acompanha-nos e robustece-nos aqui na terra, que é como que uma sombra comparada com a realidade que nos espera; e o alimento terreno é uma pálida imagem do alimento que recebemos na Comunhão. A Sagrada Eucaristia abre o nosso coração para uma realidade totalmente nova7.

Embora celebremos esta festa apenas uma vez por ano, a Igreja proclama todos os dias esta felicíssima verdade: Jesus Cristo entrega-se todos os dias aos homens como alimento e fica com eles nos Sacrários para ser a fortaleza e a esperança de uma vida nova, sem fim nem termo. É um mistério sempre vivo e atual.

Senhor, obrigado por teres ficado conosco. O que seria de nós sem Ti? Aonde iríamos para restaurar as forças e pedir alívio? Como nos facilitas o caminho permanecendo no Sacrário!

III. CERTO DIA, O SENHOR deixava a cidade a caminho de Jerusalém e passou por um cego que pedia esmola à beira da estrada. Ao ouvir o barulho da pequena comitiva que acompanhava o Mestre, o cego perguntou o que era aquilo. E os que estavam ao seu lado responderam: É Jesus de Nazaré que passa8.

Se hoje, em tantas cidades e aldeias onde se vive esse antigo costume de levar Jesus Sacramentado em procissão pelas ruas, alguém perguntasse, ao ouvir também o rumor da multidão: “O que está acontecendo?”, poderiam responder-lhe com as mesmas palavras que se disseram a Bartimeu: É Jesus de Nazaré que passa. É Ele mesmo, que percorre as ruas recebendo a homenagem da nossa fé e do nosso amor. É Ele mesmo!

E, como no caso de Bartimeu, também o nosso coração deveria inflamar-se e gritar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!E o Senhor, que passa abençoando e fazendo o bem9, terá compaixão da nossa cegueira e de tantos males que por vezes afligem a nossa alma. Porque a festa que hoje celebramos, com uma exuberância de fé e de amor, “quer romper o silêncio misterioso que circunda a Eucaristia e tributar-lhe um triunfo que ultrapassa os muros das igrejas para invadir as ruas da cidade e infundir em toda a comunidade humana o sentido e a alegria da presença de Cristo, silencioso e vivo acompanhante do homem peregrino pelos caminhos do tempo e da terra”10.

E isto cumula-nos o coração de alegria. É lógico que os cânticos que acompanham Jesus Sacramentado, especialmente neste dia, sejam cânticos de adoração, de amor, de profunda alegria.Cantemos ao Amor dos amores, cantemos ao Senhor. Deus está aqui; vinde, adoradores, adoremos Cristo Redentor... “Pange, lingua, gloriosi”... Canta, ó língua, o mistério do glorioso Corpo de Cristo...

A procissão solene pelas ruas das aldeias e cidades é de origem muito antiga e constitui um testemunho público da piedade do povo cristão para com o Santíssimo Sacramento11. Neste dia, o Senhor toma posse das nossas ruas e praças, atapetadas em muitos lugares com flores e ramos; para esta festa projetaram-se magníficos ostensórios. Muitos serão os cristãos que hoje acompanharão o Senhor que sai em procissão, que sai ao encontro dos que o querem ver, “fazendo-se encontradiço dos que não o procuram. Jesus aparece assim, uma vez mais, no meio dos seus: como reagimos perante essa chamada do Mestre? [...].

“A procissão do Corpo de Deus torna Cristo presente nas aldeias e cidades do mundo. Mas essa presença [...] não deve ser coisa de um dia, ruído que se ouve e se esquece. Essa passagem de Jesus lembra-nos que devemos descobri-lo também nas nossas ocupações habituais. A par da procissão solene desta Quinta-Feira, deve avançar a procissão silenciosa e simples da vida comum de cada cristão, homem entre os homens, mas feliz de ter recebido a fé e a missão divina de se conduzir de tal modo que renove a mensagem do Senhor sobre a terra [...].

“Peçamos, pois, ao Senhor que nos conceda a graça de sermos almas de Eucaristia, que a nossa relação pessoal com Ele se traduza em alegria, em serenidade, em propósitos de justiça. E assim facilitaremos aos outros a tarefa de reconhecerem Cristo, contribuiremos para colocá-lo no cume de todas as atividades humanas. Cumprir-se-á a promessa de Jesus: Eu, quando for exaltado sobre a terra, tudo atrairei a mim (Jo 12, 32)”12.

(1) Seqüência Lauda, Sion, Salvatorem; (2) João Paulo II, Carta Dominicae Cenae, 24-II-1980, 3; (3) Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 161; (4) Sl 80, 17; Antífona de entrada da Missa de Corpus Christi; (5) João Paulo II, Homilia, 4-VI-1988; (6) cfr. Deut 8, 2-3; 14-16; Primeira leitura, ib., ciclo A; (7) Lc 9, 11-17; cfr. Evangelho da Missa, ib., ciclo C; (8) Lc 18, 37; (9) cfr. At 10, 38; (10) Paulo VI, Homilia, 11-VIII-1964; (11) cfr. J. Abad e M. Garrido, Iniciación a la liturgia de la Iglesia, Palabra, Madrid, 1988, págs. 656-657; (12) Josemaría Escrivá, op. cit., n. 156.

22 de jun. de 2011

PLC 122 choca até alguns liberais


O deputado federal Jean Wyllys – favorável ao PLC 122/2006 – ficou indignado com algumas afirmações do apresentador de televisão Jô Soares sobre os abusos que este Projeto de Lei gerará por coibir a liberdade de expressão (Cfr. Portal Yahoo Brasil, 14/6/2011).

Em seu Twitter, deputado escreveu que o apresentador da rede Globo “acabou prestando um desserviço com suas intervenções equivocadas nas boas falas de Maria Berenice” – advogada especialista em “direito homoafetivo”, que foi entrevistada no último dia 13 deste mês no programa do Jô Soares. “O comentário final dele (Jô) sobre a homofobia foi tão equivocado e eivado de preconceito…”, comentou o parlamentar.

Na referida entrevista – que se encontra no Portal Globo (13/6/11) -, Jô Soares se mostrou apenas em discrepância com o PLC 122 no que se diz a respeito à liberdade de expressão e aos possíveis abusos que tal Lei favoreceria aos homossexuais, tanto que desejou sucesso à advogada no seu trabalho de combate à homofobia. Mas o apresentador deu um simples exemplo: “um prédio tem um homossexual e o prédio inteiro acha que ele é insuportável, nem mesmo pelo fato que ele é homossexual, esta Lei não pode ser usada para perseguir um condomínio?”

Por aí vemos que o radicalismo do PLC 122 está chocando até mesmo pessoas nitidamente liberais como Jô Soares.



Jovem católico martirizado pelo islamismo no Cairo


O jovem católico Abanob Karam foi morto com um tiro no Cairo durante distúrbios anticristãos atiçados por extremistas islâmicos. “Quando chegou em casa, percebeu que havia problemas na igreja vizinha, de São Minas; deixou sua mochila e saiu para defender sua igreja” – narrou o Pe. Renzo Leonarduzzi. As atuais revoluções do Norte da África empregaram termos como “democracia” e “liberdade”. Contudo, por trás dos movimentos “populares” atuam fundamentalistas da conhecida “Fraternidade Muçulmana”, que progridem mais rápida e eficazmente pela falaciosa ostentação de aparência democrática, do que se o fizessem através da posição extremada do islamismo.

Fonte: revista Catolicismo_Junho 2011

IPCO

Uma foto que fala da solidão e da dor de morrer sem ninguém


Uma foto que fala da solidão e da dor de morrer sem ninguém

21.06.2011 -

Uma comunidade inteira se reuniu para garantir a um sem-teto desenganado pelos médicos seu último pedido antes de morrer. Tudo o que Kevin McClain, de 57 anos, queria era se encontrar com sua cachorrinha Yurt, segundo o canal de televisão KCRG-TV.

Durante anos, McClain morou dentro de um carro, em Cedar Rapids, nos Estados Unidos, com sua cadela de estimação. No entanto, mês passado, o sem-teto foi internado com câncer no pulmão. Os médicos disseram que ele teria apenas alguns dias de vida.

Separada de seu dono, Yurt foi levada a um abrigo. Em poucos dias, a cachorrinha foi adotada por Kate Ungs. “Ela é cheia de energia e traz muito amor e energia para nossa casa”, disse a nova dona.

Mas, mesmo internado, McClain ainda queria se despedir de sua companheira de tanto tempo. Ainda na ambulância, quando foi levado ao hospital, o sem-teto disse aos paramédicos que tinha uma cadela e que gostaria de vê-la.

Por sorte, um dos paramédicos, Jan Erceg, também era voluntário no abrigo de animais da cidade. Ele foi atrás de Yurt e achou a cadelinha na casa da família Ungs.

“No momento que McClain abriu os olhos e viu a cachorrinha foi uma felicidade só. Ela lambeu os braços e o rosto dele”, contou Erceg. Poucos dias depois, McClain morreu e Yurt voltou a morar em sua casa nova.

***

Fiquei pensando na solidão desse homem e no preenchimento afetivo oferecido pelo seu cão.

Fiquei pensando naqueles que vivem e morrem tendo como amigo um cão ou algum animal de estimação e como todos nós podemos viver toda a vida sem pensar nesses esquecidos da sociedade.

A foto e a forma como abraça seu cão é comovente. Ao invés de um animal, ou além de um animal,deveria ser uma pessoa, um filho ou o pai.

Poderia seu eu ou você !

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

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Nossas casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios e vivemos sós!

tirado do site: www.rainhamaria.com.br

SANTOS JOÃO FISHER E TOMÁS MORE


Hoje, dia 22 de Junho, a Igreja faz memória destes dois grandes mártires da Igreja.

De Francisco Fernández de Carvajal

João Fisher foi ordenado sacerdote em 1491. Exerceu diversos cargos na Universidade de Cambridge, ao mesmo tempo que assumia a direção espiritual da Rainha Margarida, mãe de Henrique VII, passando a ocupar mais tarde a cátedra de Teologia que a rainha fundara nessa Universidade. Em princípios de 1504, foi nomeado reitor de Cambridge, e no final do ano sagrado bispo de Rochester, a menor e mais pobre diocese da Inglaterra; dois dias mais tarde, tomou posse do seu posto como membro do Conselho do Rei.

Tomás More fez estudos de Literatura e Filosofia em Oxford e de Direito em New Inn. Em 1504, foi eleito membro do Parlamento e ocupou diversos cargos públicos, alcançando um grande prestígio pelo seu conhecimento das leis e pela sua honradez. Apesar da sua intensa vida profissional, sempre arranjou tempo para se dedicar à família, sua grande ocupação, e aos estudos literários ou históricos; publicou vários livros e ensaios. Em 1529, foi nomeado Lord-Chanceler da Inglaterra, apesar de já ter respondido claramente ao Rei que não podia estar de acordo com a dissolução do casamento real.

Ambos morreram decapitados em 1535 por se terem negado a reconhecer a supremacia de Henrique VIII sobre a Igreja da Inglaterra e a anulação do casamento do Rei.

I. EM 1534, NA INGLATERRA, exigiu-se de todos os cidadãos que jurassem a Ata de Sucessão, pela qual se reconhecia como verdadeiro casamento a união de Henrique VIII com Ana Bolena. O Rei era proclamado Chefe supremo da Igreja na Inglaterra, negando-se ao Papa qualquer autoridade. João Fisher, bispo de Rochester, e Tomás More, Chanceler do Reino, recusaram-se a jurar a Ata, e foram encarcerados em abril de 1534 e decapitados no ano seguinte.

Num momento em que muitos se dobraram à vontade real, incluídos os bispos, o juramento desses homens teria passado despercebido e eles teriam conservado a vida, os bens e os cargos, como tantos outros1. No entanto, ambos foram fiéis à fé até o martírio. Souberam dar a vida porque foram homens que viveram plenamente a sua vocação cristã, até as últimas conseqüências.

Tomás More é uma figura muito próxima de nós, pois foi um cristão corrente, que soube compaginar bem a sua vocação de pai de família com a profissão de advogado e mais tarde com a responsabilidade de Chanceler do Reino, logo abaixo do Rei, numa perfeita unidade de vida. Desenvolvia-se no mundo como se estivesse na sua própria casa; amava todas as realidades humanas que constituíam a trama da sua vida, onde Deus o quis. Ao mesmo tempo, viveu um desprendimento dos bens e um amor à Cruz tão grandes que se pode dizer que deles extraiu toda a sua fortaleza e coragem.

Tomás More tinha o costume de meditar todas as sextas-feiras nalguma passagem da Paixão de Nosso Senhor. Quando os filhos ou a esposa se queixavam das dificuldades e contrariedades do dia-a-dia, dizia-lhes que não podiam pretender “ir para o Céu num colchão de penas” e recordava-lhes os sofrimentos padecidos por Cristo, e que o servo não é maior do que o seu senhor. Além de aproveitar as contrariedades para identificar-se com a Cruz, More fazia outras penitências. Levava freqüentemente à flor da pele, escondida, uma camisa de pêlo áspero. Foi fiel a esta prática durante a prisão na Torre de Londres, apesar de não serem pequeno incômodo o frio, a umidade da cela e as privações de todo o tipo que passou naqueles longos meses2. Encontrou na Cruz a sua fortaleza.

Nós, que procuramos seguir Cristo de perto no meio do mundo e dar dEle um testemunho silencioso, encontramos forças e coragem no desprendimento, no sacrifício diário e na oração?

II. QUANDO TOMÁS MORE teve que pedir demissão do seu cargo de Lord-Chanceler, por não concordar em jurar a Ata, reuniu os familiares para expor-lhes o futuro que os aguardava e tomar medidas em relação à situação econômica. “Vivi – disse-lhes, resumindo a sua carreira – em Oxford, na hospedaria da Chancelaria..., e também na Corte do rei..., do mais baixo ao mais alto. Atualmente, disponho de pouco mais de cem libras por ano. Se temos de continuar juntos, todos devemos contribuir com a nossa parte; penso que o melhor para nós é não descermos de uma só vez ao nível mais baixo”. E sugere-lhes uma acomodação gradual, recordando-lhes que se podia viver feliz em cada nível. E se nem sequer pudessem sustentar-se no nível mais baixo, aquele que vivera em Oxford, “então – disse-lhes com paz e bom humor – resta-nos a esperança de irmos juntos pedir esmola, com sacolas e bolsas, e confiar em que alguma boa pessoa sinta compaixão de nós [...]; mas mesmo então haveremos de manter-nos juntos, unidos e felizes”3.

Nunca permitiu que nada quebrasse a unidade e a paz familiar, nem mesmo quando se ausentava ou quando foi preso. Viveu desprendido dos bens enquanto os teve, e alegre quando deixou de contar com o indispensável. Sempre soube estar à altura das circunstâncias. Sabia como celebrar um acontecimento, mesmo na prisão. Um biógrafo, seu contemporâneo, diz que, estando preso na Torre, costumava vestir-se com mais elegância nos dias de festa importantes, na medida em que o seu escasso vestuário lho permitia. Sempre manteve a alegria e o bom humor, mesmo no momento em que subia ao cadafalso, porque se apoiou firmemente na oração.

“Dai-me, meu bom Senhor, a graça de esforçar-me por conseguir as coisas que te peço na oração”, rezava. Não esperava que Deus fizesse por ele o que, com um pouco de esforço, podia conseguir por si mesmo. Trabalhou com empenho ao longo de toda a vida até chegar a ser um advogado de prestígio antes de ser nomeado Chanceler, mas nunca esqueceu a necessidade da oração, ainda que muitas vezes não lhe fosse fácil, sobretudo nas circunstâncias tão dramáticas do processo e dos meses de absoluto isolamento na prisão, enquanto esperava o dia da execução. Nesses dias derradeiros, escreveu uma longa oração em que, entre muitas piedosas e comovedoras considerações de um homem ciente de que vai morrer, exclamava: “Dai-me, meu Senhor, um anelo grande de estar convosco, não para evitar as calamidades deste pobre mundo, nem as penas do purgatório ou tampouco as do inferno, nem para alcançar as alegrias do Céu, nem por consideração do meu proveito, mas simplesmente por autêntico amor a Ti”4.

São Tomás More apresenta-se sempre aos nossos olhos como um homem de oração; assim pôde ser fiel aos seus compromissos como cidadão e como fiel cristão em todas as circunstâncias, em perfeita unidade de vida. Assim devemos ser todos e cada um de nós. “Católico, sem oração?... É como um soldado sem armas”, diz Mons. Escrivá5.

III. GIVE ME THY GRACE, good Lord, to set the world at nought... “Dai-me a vossa graça, meu bom Senhor, para que tenha o mundo em nada, para que a minha mente esteja bem unida a Vós e não dependa das variáveis opiniões alheias [...]; para que pense em Deus com alegria e implore ternamente a sua ajuda; para que me apóie na fortaleza de Deus e me esforce ansiosamente por amá-lo...; para lhe dar graças sem cessar pelos seus benefícios; para redimir o tempo que perdi...”6 Assim escrevia o Santo nas margens doLivro das Horas que tinha na Torre de Londres. Eram os dias em que se consagrava a contemplar a Paixão, preparando assim a sua própria morte em união com Cristo na Cruz.

Mas São Tomás More não viveu de olhos postos em Deus somente naqueles momentos supremos. O seu amor a Deus manifestara-se diariamente no seu comportamento em casa, sempre simples e afável, no exercício da advocacia, e por fim no mais alto cargo público da Inglaterra, como Lord-Chanceler. Cumprindo à risca os seus deveres diários, umas vezes importantes, outras menos, santificou-se e ajudou os outros a encontrar a Deus.

Entre os muitos exemplos de um apostolado eficaz que nos deixou, destaca-se o que levou a cabo com o seu genro, que tinha caído na heresia luterana. “Tive paciência com o teu marido – dizia à sua filha Margaret – e argumentei e debati com ele sobre esses pontos da religião. Dei-lhe além disso o meu pobre conselho paterno, mas vejo que de nada serviu para que voltasse novamente ao redil. Por isso, Meg, não tornarei a discutir com ele, mas vou deixá-lo inteiramente nas mãos de Deus, e vou rezar por ele”7. As palavras e as orações de Tomás More foram eficazes, e o marido da sua filha voltou à plenitude da fé, foi um cristão exemplar e sofreu muito por ter sido conseqüente com a fé católica.

São Tomás More está diante de nós como modelo vivo da nossa conduta de cristãos. É “semente fecunda de paz e de alegria, como o foi a sua passagem pela terra entre a sua família e amigos, no foro, na cátedra, na Corte, nas embaixadas, no Parlamento e no Governo. É também o padroeiro silencioso da Inglaterra, que derramou o seu sangue em defesa da unidade da Igreja e do poder espiritual do Vigário de Cristo. E como o sangue dos cristãos é semente que germina, o de Tomás More vai lentamente penetrando e impregnando as almas dos que dele se aproximam, atraídos pelo seu prestígio, doçura e fortaleza. More será o apóstolo silencioso do retorno à fé de todo um povo”8.

Pedimos a João Fisher e a Tomás More que saibamos imitá-los na sua coerência cristã para sabermos viver em todas as circunstâncias da nossa vida como o Senhor espera que vivamos, nas coisas grandes e nas pequenas. Pedimos com palavras da liturgia da festa: Senhor, Vós que quisestes que o testemunho do martírio fosse expressão perfeita da fé, concedei-nos, Vos pedimos, que por intercessão de São João Fisher e de São Tomás More, ratifiquemos com uma vida santa a fé que professamos com os lábios9.

(1) cfr. A. Prévost, Tomás Moro y la crisis del pensamiento europeo, Palabra, Madrid, 1972, pág. 392; (2) cfr. T. J. McGovern, Tomás Moro, un hombre para la eternidad, Madrid, 1984, págs. 22-23; (3) Roper’s Life of More, cit. por T. J. Govern, op. cit., pág. 31; (4) T. More, Cartas da Torre; (5) Josemaría Escrivá,Sulco, n. 453; (6) T. More,op. cit.; (7) N. Haspsfield, Sir Thomas More, Londres, 1963, pág. 102; (8) A. Vázquez de Prada, Sir Tomás Moro, 3ª ed., Rialp, Madrid, 1975, págs. 15-16; (9) Oração coleta da Missa do dia 22 de junho.


“Por que Deus permite o sofrimentos de seus filhos?”


Padre Paulo Ricardo responde no " Resposta Católica":

21 de jun. de 2011

Os Males da Masturbação


MASTURBAÇÃO

(Ef 5, 3)

“Fornicação e qualquer impureza... nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.

O apóstolo não condena somente a fornicação, mas qualquer impureza. Edições Theologica comenta: “Nos nossos dias são muitos os cristãos aos quais toca viver, tal como os da Ásia Menor, no meio de uma sociedade um tanto paganizada, inclinada a certas imoralidades (cfr Rm 1, 24-27). Entre elas não costuma faltar, como então, a fornicação e a impureza em geral (cfr Cl 3,5). Não obstante, a corrupção de costumes, por muito espalhada que esteja no ambiente, deve ser combatida com toda a energia, sobretudo com o exemplo da vida limpa, própria daqueles que aspiram à santidade, por serem templos do Espírito Santo (cfr l Cor 6,19) e membros de Cristo (cfr l Cor 6,15).

Por isso o Apóstolo adverte: ‘A fornicação e toda a impureza ou ambição, nem sejam sequer mencionadas entre vós’. A última parte da frase também se poderia traduzir: ‘nem se diga a respeito de vós’ ou seja, os cristãos hão de viver com tal esmero a castidade e as virtudes com ela relacionadas, que nem sequer devem dar a mais mínima ocasião aos estranhos para os acusar de impuros. Não obstante, a razão última pela qual há de viver a virtude da pureza não é o medo ao que dirão, mas o amor a Deus, que é nosso Pai, e o respeito pelo próprio corpo, que é a morada da Santíssima Trindade”.

O que é a masturbação? Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo.

A Santa Igreja nos orienta: “É finalidade de uma autêntica educação sexual favorecer um progresso contínuo no domínio dos impulsos; para se abrir, no tempo oportuno, a um amor verdadeiro e oblativo. Um problema particularmente complexo e delicado que se pode apresentar, é o da masturbação e das suas repercussões no crescimento integral da pessoa. A masturbação, conforme a doutrina católica constitui, uma grave desordem moral, principalmente porque é uso da faculdade sexual numa maneira que contradiz essencialmente a sua finalidade, não estando ao serviço do amor e da vida conforme o plano de Deus. Um educador e conselheiro perspicaz deve esforçar-se por individuar as causas do desvio, para ajudar o adolescente a superar a imaturidade que está por baixo deste hábito. Do ponto de vista educativo, é preciso lembrar que a masturbação e outras formas de auto-erotismo, são sintomas de problemas muito mais profundos, os quais provocam uma tensão sexual que o sujeito procura superar recorrendo a tal comportamento. Este fato exige também a necessidade de que a ação pedagógica seja orientada mais para as causas do que para a repressão direta do fenômeno. Mesmo tendo em consideração a gravidade objetiva da masturbação, use-se da cautela necessária na apreciação da responsabilidade subjetiva. Para ajudar o adolescente a sentir-se acolhido numa comunhão de caridade e arrancado da cela do próprio eu, o educador ‘deverá tirar todo o drama do fato da masturbação e não diminuir a sua estima e benevolência para com o sujeito’; deverá ajudá-lo a integrar-se socialmente, abrir-se e interessar-se pelos outros, para poder libertar-se desta forma de auto-erotismo, encaminhando-se para o amor oblativo, próprio de uma afetividade madura; ao mesmo tempo o estimulará a recorrer aos meios indicados pela ascese cristã, como sendo a oração e os sacramentos e a empenhar-se nas obras de justiça e de caridade” (Sagrada Congregação para a Educação Católica, Orientações educativas sobre o amor humano – linhas gerais para uma educação sexual, 98-100).

É hoje frequente pôr em dúvida ou negar explicitamente a doutrina de sempre do Magistério da Igreja, que considera a masturbação como grave desordem moral.

Apoiando-se na Psicologia ou na Sociologia, há quem procure demonstrar que se trata de fenômeno normal da evolução sexual, sobretudo na juventude, e que, portanto, se não pode dar falta real e grave senão na medida em que deliberadamente se procura o prazer.

Ainda que, em muitos casos, se apresente o apoio das estatísticas, não se pode esquecer que os inquéritos sociológicos não fazem mais que registrar fatos, e os fatos não podem constituir critério para julgar da moralidade dos atos humanos, pois esse critério está apenas na Lei moral objetiva.

O ensino da Igreja é claro: “Apesar de certos argumentos de ordem biológica ou filosófica, de que por vezes se têm servido os teólogos, tanto o Magistério da Igreja, de acordo com a tradição constante, como o senso moral dos fiéis, têm afirmado sem dúvida alguma que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado. A razão principal é que o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz essencialmente a sua finalidade, seja qual for o motivo que o determine” (n. 9 da Declaração da Sagrada Congregação).

A masturbação é pecado mortal: “O homem, portanto, peca gravemente, não só quando as suas ações procedem do desprezo direto do amor de Deus e do próximo, mas também quando ele, consciente e livremente, faz a escolha de um objeto gravemente desordenado, seja qual for o motivo dessa sua eleição. Nessa escolha... está incluído pelo mandamento divino: o homem aparta-se de Deus e perde a caridade” (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre alguns pontos da ética sexual, 10). Basta uma masturbação para abrir as portas do inferno.

Francisco Sequeira escreve: “Os rapazes deparam, sobretudo, com os problemas da masturbação. Não é que as moças não o possam ter, e por isso, valem para elas, com as devidas adaptações, as ponderações que se façam aos rapazes.

O hábito da masturbação pode surgir antes da puberdade, mas torna-se mais frequente e mais difícil de combater a partir desta fase, em consequência dos apelos do corpo causados pelas mudanças hormonais que nele ocorrem, tanto nas glândulas sexuais como nas demais glândulas de secreção interna produtoras de hormônios(Notadamente a hipófise, alojada no cérebro, que é a que verdadeiramente comanda as demais glândulas endócrinas).

O pai deve abordar a questão com os filhos homens, e a conversa não será nenhum sofrimento se o pai, sem nenhum clima de suspeita, mas de aberta confiança, souber mostrar que apenas pretende prevenir o filho.

— Olhe, meu filho, Deus nos deu o órgão viril para que o homem se una no devido tempo àquela que tiver escolhido como esposa e gere filhos com ela. O casamento é uma coisa santa, a tal ponto que Deus fez dele um dos sete sacramentos, como você sabe. Da família depende o bem do homem e da mulher, o bem dos filhos e, em grande parte, o bem de toda a sociedade, isto é, de todas as instituições humanas. Ora um bem tão grande exige uma preparação que não se consegue apenas fazendo um curso de noivos três semanas antes. É uma preparação que reclama o amadurecimento da pessoa — físico, do caráter e espiritual —, e esse amadurecimento é lento e exige anos.

Quando você cultiva o sentido de responsabilidade nos estudos e no aproveitamento do tempo, quando vive a lealdade e o respeito à palavra, quando é generoso, está preparando-se para o casamento. Quando procura cumprir os seus deveres de cristão e chegar à amizade pessoal com Deus, está preparando-se para o casamento.

Ora, o mesmo acontece — nem mais, nem menos — com o aspecto sexual. Aqui também a preparação vem de longe, e por isso o sexo desperta muito antes que chegue o momento de casar. Você terá com frequência excitações sexuais, às vezes aborrecidas e implicantes. Isso é normal e não deve assustá-lo. O que você deve pensar é que é uma oportunidade que tem de aprender a dominar-se. É nisso que consiste a preparação sexual para o casamento. Não é simplesmente abster-se, é conservar todas as suas energias vitais para aquela que ainda não sabe quem é, mas que, se escolher bem, está já fazendo o mesmo para se entregar por inteiro a você, sem lhe reservar uns meros restos.

As coisas que valem a pena exigem treino e custam sacrifícios. Também lhe custa sacrifício estudar quando não tem vontade, treinar-se no basquete regularmente, mesmo quando está mal disposto, ou assumir valentemente a culpa de uma coisa errada que fez. Mas com esses sacrifícios você vai-se preparando para ser um bom profissional, um ótimo esportista e um homem com sentido de responsabilidade. Pois bem, não custa nem mais nem menos do que isso dominar o impulso sexual. É um treino formidável. Repare só em que consiste:

— Ter o tempo todo ocupado: não faltar às aulas, ter um horário mínimo de estudo diário, fazer um curso de línguas ou de violão etc.;

— Ter o tempo livre bem planejado: leitura — pedindo conselho antes —, esporte, passeios e excursões, programas de valorização cultural;

— Intensidade e seriedade em tudo o que faz: esforço de concentração mental e diligência no estudo, nos encargos materiais em casa, nas leituras. Não os ‘papos furados’ com os amigos sentados em cima do muro para ver a banda passar;

— O convívio com colegas e amigos que abram horizontes de entusiasmo pelo estudo e pela cultura, que sejam exemplo de virtudes humanas — delicadeza, sinceridade, força de vontade, ordem, companheirismo – e de virtude cristãs: limpeza de alma, rezar sem beatices, conhecer a vida de Cristo, frequentar os sacramentos, ação a serviço dos outros.

Não é verdade que a masturbação produza doenças físicas ou mentais. Esses perigos não são reais na quase totalidade dos casos. O maior estrago que a masturbação pode causar, é você se habituar a isso e depois ser incapaz de livrar-se. É daí que resultam esses jovens de pele murcha e ‘olhar de peixe morto’, que você já deve conhecer e que acabam sendo uns egoístas incapazes de amar de verdade”.

Meios para levar uma vida casta: “Na linha destes convites instantes, os fiéis, também hoje, e mesmo mais do que nunca, devem empregar os meios que a Igreja sempre recomendou para levar uma vida casta: a disciplina dos sentidos e da mente, a vigilância e a prudência para evitar as ocasiões de quedas, a guarda do pudor, a moderação nas diversões, as ocupações sãs, o recurso frequente à oração e aos sacramentos da penitência e da eucaristia. Os jovens, sobretudo, devem ter o cuidado de fomentar a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus e propor-se como modelo a vida dos santos e daqueles outros fiéis cristãos, particularmente dos jovens, que se distinguiram na prática da virtude da castidade. Importa, em particular, que todos tenham um conceito elevado da virtude da castidade, da sua beleza e da sua força de irradiação. É uma virtude que enobrece o ser humano e que capacita para um amor verdadeiro, desinteressado, generoso e respeitoso para com os outros” (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre alguns pontos da ética sexual, 12).

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis, 26 de abril de 2008.










Ratzinger : A não-arbitrariedade da liturgia


Texto do então Cardeal Ratzinger ( Papa Bento XVI) com observações de Dom Henrique Soares em negrito:

A propósito da “reforma pós-conciliar”, Ratzinger explica: “Depois do Concílio Vaticano II generalizou-se a idéia de que o Papa poderia fazer aquilo que desejasse em matéria litúrgica, sobretudo agindo em nome de um concílio ecumênico. Desse modo, aconteceu que a idéia da liturgia como algo que nos precede e não pode ser ‘fabricada’ segundo nossa própria vontade, foi desaparecendo em larga escala na consciência difusa do Ocidente (Observação minha: Ocidente, aqui, é a Igreja latina, a nossa Igreja de rito latino, ao contrário das igrejas católicas de ritos orientais unidas a Roma ou as igrejas ortodoxas separadas de Roma).
No entanto, de fato, o Concílio Vaticano I (Observação minha: Esse Concílio definiu solenemente, como dogma de fé católica, o poder do Papa sobre toda a Igreja, bem como sua infalibilidade em assuntos de fé e moral) não quis de modo algum definir o Papa como um monarca absoluto, mas, ao contrário, como o primeiro guardião da obediência em relação à Palavra transmitida: o seu poder é ligado à Tradição da fé e isto vale também no campo da liturgia (Observação minha: o Papa não é o dono da Igreja. Ele é o primeiro que deve obedecer e ensinar seus irmãos a fazerem o mesmo. Um Papa infiel à fé e à Tradição da Igreja já não seria Papa, seria um herege).
Se se abandonam as intuições fundamentais da Igreja antiga, chegar-se-á realmente à dissolução dos fundamentos da identidade cristã. A liberdade do Papa não é ilimitada; ela está a serviço da santa Tradição. Menos ainda se pode concordar com uma genérica liberdade de fazer que, desse modo, transformar-se-ia em arbitrariedade para com a essência da fé e da liturgia. A grandeza da liturgia – deveremos ainda repetir muito frequentemente – funda-se exatamente na sua não arbitrariedade” (Observação minha: A intuição de Ratzinger é perfeita: a Liturgia não pode ser fabricada por nós nem pela comunidade que celebra. Se assim fosse, a tal comunidade somente celebraria a si própria, seus sentimentos e sua subjetividade! A comunidade - e cada cristão -, é chamada a sair de si mesma para entrar no âmbito de Deus, que é Mistério Santo que se nos dá através de Cristo na potência do Espírito. Somente assim a Liturgia será uma perene novidade, capaz de renovar efetivamente a nossa vida. Fora disso, a celebração será somente auto-celebração e não celebração do Mistério de Cristo, tornando-se um ridículo e cansativo teatrinho de mau gosto, um pobre programa de auditório).

(Do livro Introduzione a Ratzinger, de Dag Tessore)

Noruega: Casal faz sexo diante de altar de catedral contra o desmatamento


16.06.2011 -A polícia de Oslo, capital da Noruega, prendeu um rapaz e uma garota que -- ele nu e ela semi -- estavam fazendo cenas de sexo diante do altar da catedral da cidade durante uma missa. Militantes do Fuck for Forest, o FFF, os dois estavam protestando contra o desmatamento do planeta.

Dois outros militantes participaram do protesto, um deles filmando. O site Orange informou incorretamente que o casal seria de mulheres, mas um vídeo postado no Dailymotion mostrou que era um homem e uma mulher.

Quando os fiéis estavam separando os dois apareceu um terceiro manifestante pelado diante da câmera. Os quatro foram mantidos pelos fiéis na igreja até que chegasse a polícia, que confirmou ter prendido no local pessoas “em atividade sexual”.

O site do FFF informa que se trata de uma organização sem fins lucrativos que recorre à nudez com o propósito de arrecadar dinheiro para defender a natureza que corre risco de desaparecimento. No site, há fotos eróticas feitas em florestas, entre as quais uma que simula sexo grupal em cima de uma árvore. O acesso às páginas de sexo explícito, incluindo às de vídeos, é pago.

Um porta-voz do grupo informou que seus integrantes tinham acabado de ser liberados pela polícia.

Um porta-voz do grupo informou que os três militantes foram soltos.
“Tivemos duas opções: pagar uma pequena multa ou detenção de 16 dias. Escolhemos a primeira porque a segunda seria muito tempo sem sexo."

Com informação do Orange, entre outros sites.

Fonte: http://www.paulopes.com.br/

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Diz na Sagrada Escritura:

"Curvai-vos, curvai-vos, gente sem pudor, antes que nasça a sentença e o dia passe como a palha; antes que caia sobre vós o ardor da ira do Senhor; antes que caia sobre vós o dia da indignação do Senhor!" (Sf 2, 1-2)

"Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?" (1Cor 6,19

"Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências". (2Pd 3,3)

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