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15 de set. de 2011

Vaticano criaria Prelatura pessoal para lefebvristas se aceitam condições mínimas


Vaticano, 15 Set. 11 / 10:30 am (ACI/EWTN Noticias)

O Escritório de Imprensa da Santa Sé informou que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X –que agrupa os seguidores do arcebispo Marcel Lefebvre que ordenou quatro bispos sem permissão do Papa e faleceu excomungado– deve aceitar umas condições mínimas que assegurem sua fidelidade ao Magistério para voltar à comunhão da Igreja Católica.

Em um comunicado oficial, a Santa Sé explica que o grupo recebeu um documento chamado Preâmbulo doutrinal com estas exigências.

O Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, explicou que se aceitarem as condições expostas em um Preâmbulo doutrinal, o status jurídico que receberia a Fraternidade poderia ser o da Prelatura pessoal, uma jurisdição eclesiástica sem limites geográficos para iniciativas pastorais.

O comunicado segue a um encontro realizado hoje no Vaticano e que durou umas duas horas, entre o Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Comissão Ecclesia Dei (criada para o diálogo com os lefebvristas), e o bispo Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Este encontro encerra as oito sessões de diálogo doutrinal entre os peritos do Vaticano e os representantes da Fraternidade, sustentados entre 2009 e 2011, a pedido do Papa logo do levantamento da excomunhão dos quatro bispos ordenados por Lefebvre.

Em declarações ao grupo ACI, fontes vaticanas explicaram que a proposta à Fraternidade durante o encontro de hoje foi "definitivamente um oferecimento muito generoso".

Embora o Vaticano não tenha dado um prazo à Fraternidade para assinar o acordo, o Pe. Lombardi comentou que espera que os lefebvristas tomem sua decisão "em alguns meses".

Embora não tenha querido dar detalhes do que se menciona no Preâmbulo doutrinal, o porta-voz vaticano afirmou no entanto que existem alguns ensinamentos da Igrejaque exigem a aceitação total da Fraternidade, enquanto que outras ainda podem ficar abertas ao debate.

O comunicado de hoje assinala que o Preâmbulo doutrinal "estabelece alguns princípios doutrinais e critérios de interpretação da doutrina católica, necessários para garantir a fidelidade ao Magistério da Igreja e o ‘sentire cum Ecclesia’ (sentir com a Igreja)".

Ao mesmo tempo, prossegue, deixa aberta "a uma discussão legítima, o estudo e a explicação teológica de expressões ou formulações particulares presentes nos documentos do Concílio Vaticano II e do Magistério sucessivo".

O texto do Escritório de Imprensa também recorda que o Santo Padre decidiu levantar a excomunhão que pesava sobre os quatro bispos ordenados por Lefebvre "como resultado da súplica dirigida pelo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X à Sua Santidade Bento XVI no dia 15 de dezembro de 2008".

Antecedentes

Face aos distintos esforços do Papa e da Santa Sé para que a Fraternidade volte para a plena comunhão da Igreja Católica, em agosto deste ano, Bernard Fellay assinalou que sua organização "não tem a intenção" de aceitar o Concílio Vaticano II.

Sobre a reunião de hoje, Fellay disse que "se seu objetivo for sempre a aceitação do Concílio por parte da Fraternidade, as discussões foram o suficientemente claras para mostrar que nós não temos a intenção de seguir esse caminho".

"É claro que se existir alguém que vê no Concílio uma ruptura com o passado, esses somos nós", acrescentava.

Fellay disse também que "nós não duvidamos em atacar o Concílio como tal, pondo um acento no que está mal".

Até o momento, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X carece de status jurídico na Igreja e seus ministros não exercem um ministério legítimo, como explica o comunicado de fevereiro de 2009 da Secretaria de Estado da Santa Sé.

Esse texto precisa que "o levantamento da excomunhão liberou os quatro bispos de uma pena canônica muito grave, mas não mudou a situação jurídica da Fraternidade São Pio X, que no momento atual, não goza de nenhum reconhecimento canônico na Igreja Católica".

Este texto também assinalava que os quatro bispos a quem se levantou a excomunhão estão obrigados ao "pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II" e do Magistério de todos os Papas posteriores a Pio XII.

As declarações de Fellay de agosto deste ano, somam-se a uma série de declarações delas e do Bispo Richard Williamson, duramente questionado por negar o holocausto judeu, nas que rechaçam a mão estendida do Papa.

No dia janeiro de 2010, por exemplo, Williamson disse que as conversações de seu grupo com a Santa Sé constituem "uma conversação entre surdos" na qual nunca vai se chegar a um acordo porque ambas as posições são "absolutamente irreconciliáveis".

O principal obstáculo para o diálogo entre o Vaticano e os lefebvristas até agora foi o rechaço destes últimos ao Concílio Vaticano II, o histórico evento que entre 1962 e 1965 congregou bispos de todo o mundo e que produziu um corpo de doutrina que busca promover a fé católica, renovar a vida dos fiéis, adaptar a liturgia e alentar a presença dos leigos na evangelização.

Dez anos depois, o Islã fundamentalista visa uma revolução mais profunda que o comunismo


Dez anos depois dos atentados do 11 de setembro alguém poderia achar exagerado um paralelo com o assalto ao Palácio de Inverno em São Petersburgo e o abalo do colossal e milenar império dos Czares.

Dois golpes de um impacto histórico quase inigualados. Dois atentados paroxísticos contra dois poderes que pareciam inabaláveis.

O resultado do 17 de Outubro de 1917 é bem conhecido. O resultado do 11 de setembro ainda é enigmático. Os dois visaram virar o mundo de ponta cabeça.

Os bolchevistas tentaram e conseguiram mas décadas mais tarde acabaram afundando eles próprios no insucesso.

O fundamentalismo islâmico conseguirá?

Há singulares analogias e dessemelhanças entre uma revolução e outra.

As dessemelhanças saltam aos olhos. Mas, e as analogias?

Quem acreditar cegamente na grande mídia, achará que se analogias existem, valem de muito pouco.

Entretanto, elas são muitas, secretas e profundas. Veja-se esta coleção de algumas delas publicadas pouco depois do desabamento do World Trade Center em 2001.

Desde os atentados de 11 de setembro, o grande assunto da mídia é o Islã. Suas múltiplas correntes — enormemente subdivididas — são citadas e comparadas.

De forma superficial, especula-se sobre as moderadas e as radicais, e se investigam suas complexas rachaduras étnicas e culturais. Sumidades islâmicas, na verdade totalmente desconhecidas, são apresentadas ao Ocidente e os termos árabes são utilizados como se todo mundo os entendesse. Depois desse bombardeio psicológico, o leitor fecha o jornal — ou desliga a TV — com a sensação de não ter recebido uma informação objetiva e clara da realidade.

Um aspecto capital da temática parece ser meticulosamente ocultado: o que é, na realidade, esse fundamentalismo islâmico? Identifica-se com Maomé e com o Corão? Caso não se identifique, o que é, então?

De outro lado, por que a esquerda mais ardida no Ocidente, particularmente a chamada esquerda católica, disfarça mal sua simpatia pelos talebans fundamentalistas? Afinal, por detrás das aparências, existe um fundo comum que une a esquerda progressista ao fundamentalismo islâmico?

Islã: mundo até há pouco desconhecido e pouco significativo para o Ocidente

O afluxo de petrodólares, que deveria significar um avanço do progresso moderno nos domínios do Islã, parece não ter eliminado essa paralisia.

Apenas um punhado de emires, sheiks e sultões esbanja milhões em luxos exibicionistas, em geral de mau gosto e freqüentemente imorais, enquanto a massa das populações — seguindo os ensinamentos do “profeta” — vegeta à sombra do festim dos hiper-ricaços.

Tornou-se abismal a desproporção entre a organização e a pujança do Ocidente nascido da Civilização Cristã — embora hoje profundamente apodrecido pelo neopaganismo — e a desordem e imobilismo da pesada herança de Maomé. No século XIX, quase todas as terras muçulmanas estavam sob o controle de nações européias, ricas e dinâmicas.

Se a paralisia não gera movimento, de onde veio esse dinamismo?

No início do século XX, nesse magma secularmente esclerosado, eclodiu uma tendência nova chamada fundamentalismo. Ela é ativa, agressiva, modernizada nas suas técnicas, muitas vezes terrorista. E, subitamente, passou a ameaçar a ordem mundial ocidental neopaganizada, ex-cristã, “senhora do universo”.

Diz o adágio popular que “ninguém dá o que não tem”. Como a paralisia não gera o movimento, dinamismo só poderia vir de quem o tivesse.

Um rápido giro pelas biografias dos líderes islâmicos fundamentalistas mostra que eles, em sua maioria, formaram-se em universidades do Ocidente ou em equivalentes escolas ocidentalizadas no Oriente.

Seus escritos reproduzem as mesmas idéias que corroem as bases cristãs das nossas sociedades ocidentais. É como se o vírus revolucionário ocidental tivesse sido aplicado num caldo de cultura estagnado, produzindo uma infecção explosiva, com características próprias, mas com a mesma origem ocidental.

O chefe terrorista Bin Laden é um exemplo característico desse processo de laboratório da Revolução. Filho de milionários, foi educado no seletíssimo colégio Le Rosey, na Suíça. Sua juventude foi a de um play-boy do jet-set, em meio a luxos e escândalos nas capitais ocidentais e na Arábia Saudita1. Sim, dojet-set, tão a gosto das esquerdas, até das tupiniquins.

Hassan el-Turabi, o ideólogo do regime perseguidor dos cristãos do Sudão, diplomou-se em Oxford e na Sorbonne. Ali Benadi e Abasi Madani, líderes fundamentalistas da Argélia, aprenderam suas doutrinas e técnicas subversivas na Europa. Os sequazes imediatos de Bin Laden também provêm de ambientes cultos e abastados. A lista é interminável…

O Islã, enquanto crença religiosa, está espalhado por uma imensidade de povos que vão desde o Atlântico até a Polinésia. O fatalismo e a sensualidade exacerbada da religião de Maomé lançaram essa parte da humanidade, em larga medida, no miserabilismo mais radical. Até há pouco, o seu multissecular torpor era perturbado apenas por disputas locais.

O estudioso francês Roger du Pasquier constata:“Os teóricos de maior autoridade no seio dos movimentos integristas e ativistas engajados do mundo muçulmano, apesar de sua recusa formal e superficial do Ocidente, manifestam na realidade uma contaminação de pensamento das concepções ocidentais modernas”.

Que concepções? Ele esclarece:

“As das forças subversivas que há dois séculos têm provocado tantas revoluções e violências no Ocidente e no Oriente, até na China” 2. Isto é, o socialismo e o comunismo, não em suas fórmulas já fracassadas, mas em versões mais atualizadas, como veremos.

Retenha essa idéia, leitor, e verá que ela pode ser a chave para se compreender muitos dos acontecimentos atuais.

Promotores destacados da Revolução anticristã no Ocidente vêm se tornando islamitas

Há anos, figuras engajadas na Revolução político-social e cultural que abala os alicerces cristãos do Ocidente vêm passando para o Islã, sem renunciar às suas idéias.
Por exemplo, Roger Garaudy, antigo responsável do Partido Comunista Francês para a relação com as religiões, agora prega o islamismo como via superior para atingir as metas utópicas de Marx e Lenine.

Cat Stevens, pop-star do rock, também perverteu-se e financia uma ONG islâmica 3. O mesmo fizeram, entre outros, o ecologista Jacques Cousteau, o coreógrafo Maurice Béjart, os cantores Richard e Linda Thompson, o campeão mundial de boxe Cassius Clay, que ingressou nos Black Muslims, movimento filo-marxista liderado por Malcolm X, outro converso muçulmano.

Primeiras tentativas de inoculação revolucionária no Islã

Nos séculos da estagnação, houve tentativas de reacender o furor anticristão islâmico. Mas não passaram de casos restritos. Por exemplo, Muhammad Ibn Abdel Wahhab (1703-1787) formou uma confraria radical — o waabismo — que teria ficado desconhecida se, por ocasião da Primeira Guerra Mundial, os seus escassos seguidores não se tivessem aliado à Inglaterra contra a Turquia. Após o conflito, receberam como recompensa o reino da Arábia Saudita.

Foi no fim do século XIX e no século XX, que cresceu a penetração das idéias revolucionárias ocidentais no mundo muçulmano. Djamal ed-Din Afghani (1839-1897), a partir de Londres, atiçou a insurreição iraniana.
Muhammad Abduh (1849-1905), seu continuador, pregou idéias progressistas européias, de tipo anticolonialista. Na Índia, Sayed Ahmad Kahn (1817-1898), que ostentava o título de Sir inglês, criou o centro de pensamento nacionalista muçulmano, do qual saíram os pais do Paquistão (o país dos puros).
Um outro Sir inglês, formado em Oxford, Heidelberg e Munique, admirador de Hegel, Nietzche e Bergson, Muhammad Iqbal (1873-1938), foi quem formulou a idéia e o nome do atual Paquistão. Ele elogiava o marxismo e tentou realizar a síntese do socialismo com a doutrina de Maomé.
Seu discípulo, Abdul Ala Maududi (1903-1979), fortemente modernista, pregou uma terceira via entre capitalismo e comunismo, sendo considerado o pai do fundamentalismo paquistanês hodierno 4.

Da noite para o dia: de Marx a Khomeini

Na famosa revolução de Khomeini, no Irã, iniciada em 1979, numerosos militantes de esquerda tornaram-se fundamentalistas. O intelectual cristão-marxista Gahli Chuckri narra:
“Entre os aspectos que ainda estão presentes ante nossos olhos, figura o fato de se ver pensadores conhecidos pelo seu passado marxista transformarem-se, num abrir e fechar de olhos, em islamitas convictos.Sim, pensadores que pertencem — pela sua ata de batismo — ao Cristianismo, transformaram-se, da noite para o dia, em muçulmanos extremistas; pensadores que pertencem, pela cultura, ao Ocidente e ao modernismo, viraram orientalistas fanáticos sem nenhuma formalidade nem restrição!” 5.

O Partido Comunista Iraniano (Tudeh) aprovou a revolução dos aiatolás: O conteúdo do processo da evolução histórica toma hoje um aspecto religioso. Para os marxistas, é perfeitamente natural. Esta revolução anti-imperialista, antiditatorial e popular foi feita segundo as palavras de ordem do Islã e sob a direção de um chefe religioso célebre no Irã, o ímã Khomeini” 6.

Voltando de Paris, Khomeini criou a organização terrorista Hezbollah. O discurso de fundação do organismo foi uma paráfrase do satânico brado de Marx e Engels — “Proletários do mundo, uni-vos”:

“Até hoje — afirmou — os oprimidos estiveram desunidos, e nada se consegue na desunião. Agora que foi dado um exemplo da eficácia da união dos oprimidos em terra muçulmana, esse modelo deve ser difundido por toda parte. … e tomar o nome de ‘partido dos oprimidos’, sinônimo de ‘Partido de Deus’, ‘Hezbollah’. Os oprimidos devem reinar sobre a terra, essa é a vontade do Altíssimo, de Alá” 7. Como se vê, é o velho marxismo vestido de muçulmano.

Bruno Étienne, professor de islamismo na Universidade de Aix-en-Provence, na França, explica a afinidade entre Marx e o fundamentalismo: “A luta de classes, como Engels a tinha previsto, não desemboca na revolução senão quando ela pode se apresentar em termos religiosos; a finalidade do islamismo radical é bem terrena: criar um reino igualitário que derrube a arrogância dos proprietários” 8.

Desvendando as profundezas do fundamentalismo

Nada pesou tanto na gênese do fundamentalismo quanto a associação egípcia Fraternidade Muçulmana, ou Irmãos Muçulmanos. Ela foi fundada em 1928 por um modesto professor, Hassan al-Banna (1906-1949). “A ressurreição islâmica que se manifesta hoje no mundo árabe provém direta ou indiretamente da organização dos Irmãos Muçulmanos”, explica um site islâmico americano que publica a sua biografia 9.

Numa obra-chave, al-Banna ensina que o dever dos Irmãos é “expandir o Islã a todos os recantos do Globo até que não haja mais tumulto nem opressão e que a religião de Alá prevaleça”. E que o slogan deles deve ser: “A morte nas vias de Alá deve ser a nossa mais prezada aspiração” 10.

Na Fraternidade, sunitas e shiítas se acotovelam e mantêm uma unidade de ação. Em 1989, o regime de Teerã divulgou um opúsculo que acumulava exemplos de concordância e colaboração de sunitas e shiítas radicais, no seio dos Irmãos. Ele reproduz elogios rasgados da Fraternidade a Khomeini e, vice-versa, exalta al-Banna como grande artesão dessa unidade 11.

Em seus primórdios, a organização inclinou-se pelas idéias nazi-fascistas, nacionalistas, anticapitalistas e antijudaicas, em moda na Europa de então. Tal componente nunca deixou de existir no movimento fundamentalista, em geral sendo acrescido de outros elementos 12.

Sayyid Qutb — o ‘Gramsci’ do fundamentalismo — faz a releitura revolucionária do Corão

Ninguém marcou tanto a Fraternidade Muçulmana quanto Sayyid Qutb (1906-1966). Ele representou para o fundamentalismo o que o italiano Gramsci foi para o comunismo. Fez com Maomé o que o pensador peninsular fez com Marx: uma releitura revolucionária.

Nos Estados Unidos, Qutb conheceu o renascimento pentecostalista protestante, baseado num retorno aos chamados fundamentos. Daí o fato de o termo fundamentalismo ser aplicado ao novo islamismo, embora este jamais o empregue.

Qutb revestiu de palavreado corânico as utopias revolucionárias ocidentais. É preciso, segundo ele, que o Islã volte à sua essência primeira, aos seus fundamentos. E reformulou tais fundamentos, parafraseando a doutrina anárquica da desalienação (ninguém deve estar submisso a ninguém).

Em seu livro-base, ensina: “O Islã é uma declaração geral pela libertação do homem no mundo da dominação por parte de seus semelhantes; a recusa completa do poder de toda criatura, sob todas as formas; a recusa de toda situação de dominação por organizações e situações sobre seres humanos, sob qualquer forma que seja. Quando o poder está em mãos de seres humanos, eles personificam o Criador e, em conseqüência, seus semelhantes os aceitam. Agora isto é desconhecer e expropriar o poder de Alá, devendo ser expulsos esses usurpadores. Isto significa a negação do reinado dos seres humanos, para substituí-lo por um reinado divino sobre a Terra” 13.

Qutb sabia que um reinado direto de Alá sobre os homens não é praticável. Propunha então um regime intermediário, em que uma organização pouco visível conduzisse os povos até a hora em que todo governo cessaria e os homens viveriam em contato direto com Alá. Portanto, uma concepção análoga à da “vanguarda do proletariado” de Lenine.

As semelhanças entre o progressismo católico e o fundamentalismo islâmico

Segundo o Corão, Deus revelou-se primeiro a Abraão. Tendo os judeus prevaricado, comunicou-se a Jesus. Os cristãos também falsificaram a revelação divina. Então, Deus manifestou-se a Maomé. O Corão seria a mensagem definitiva insofismável, e Maomé o último dos profetas.

Qutb explica a “apostasia” dos cristãos seguindo o pensamento do progressismo ocidental. As primeiras comunidades cristãs, segundo ele, teriam tido um contato direto com Deus, sem intermediários, autoridades nem doutrinas racionais. Mas o reconhecimento de autoridades hierárquicas e de um Magistério teológico e pastoral racional trouxe acatástrofe. E acrescenta: “A maior calamidade foi o triunfo histórico do Cristianismo. Isto aconteceu quando o Imperador Romano Constantino abraçou a ‘nova religião’”. Além do mais, segundo Qutb, sucessivos concílios definiram verdades de fé e reforçaram a autoridade pontifícia 14.

Qutb via defensores da “verdadeira religião” nos heréticos arianos, monofisitas e jacobitas, que foram excomungados pela Igreja. A “apostasia”, de acordo com sua tese, culminou na Idade Média. Qutb se enfurece contra o monaquismo medieval, a obediência e a castidade praticadas pelos monges e frades.

“Foram introduzidos no Credo — acrescenta — dogmas abstratos incompreensíveis, inconcebíveis e incríveis, o mais surpreendente dos quais foi o dogma relativo à Eucaristia, contra o qual se revoltaram Martinho Lutero, João Calvino e Zwinglio, lançando as bases do protestantismo”. Ele também execra a Inquisição, que puniu Giordano Bruno com a morte, e Galileo Galilei com censura eclesiástica 15.

Nas heresias e nas contestações à Igreja Católica, ele vê sinais precursores de um retorno à mensagem primitiva do Cristianismo, que estaria na íntegra no Islã.

“A Europa rebelou-se contra o Cristianismo; a Europa rebelou-se contra os arbítrios dos homens de Igreja”, regozija-se ele. Mas a Europa revoltada ficou tão marcada pela Igreja, que dela não se pode esperar a “salvação”. O europeu, segundo ele, em todos os assuntos raciocina logicamente, faz distinções, por influência da pervertida Igreja 16.

Missão do fundamentalismo: completar a Revolução anticristã

Essa é uma das chaves para se entender todo o fenômeno do fundamentalismo islâmico. Estamos diante da etapa culminante do processo revolucionário, denunciado e analisado por Plinio Corrêa de Oliveira em Revolução e Contra-Revolução.

Qutb reverencia os “princípios da Revolução Francesa e os direitos da liberdade individual, no início da experiência democrática norte-americana”. Porém, lamenta que “esses valores jamais se desenvolveram plenamente e jamais foram realizados por inteiro. Eles são insuficientes para enfrentar as exigências de uma humanidade em evolução”.

A salvação, conclui o ideólogo dos Irmãos Muçulmanos, não virá do Ocidente, mas do Islã. Ele completará o que a rebelião contra o Cristianismo não conseguiu fazer 17.

“Isto exige uma operação de ressurreição [islâmica que] será seguida mais cedo ou mais tarde pela tomada da direção do destino humano no mundo” 18.“O Islã está destinado para todo o gênero humano: seu campo de ação é a Terra, toda a Terra” 19, numa República Islâmica Universal, sob os eflúvios de autoridades religiosas encobertas pelo segredo.

Erradicar da Terra qualquer vestígio da Cristandade

Eis a finalidade do “retorno aos fundamentos”: enxotar da Terra o último perfume da Cristandade que ainda paira nos países outrora católicos. Isto é, os últimos reflexos sobrenaturais na ordem temporal, que se contam entre os frutos mais preciosos atraídos à Terra pelos méritos da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Qutb expõe uma visão bastante clara do processo revolucionário que, desde a decadência da Idade Média, vem corroendo a Civilização Cristã. Porém, acrescenta-lhe um desenlace trágico que muito poucos entreviram: no final da Revolução anticristã não vigorará um mundo de prazeres e liberdades, no qual a ciência e a técnica eliminariam as doenças e a guerra, mas um espezinhamento sinistro, material e mental, sob o látego do fanatismo fundamentalista islâmico.

A revolução que ultrapassa o esclerosado comunismo

Quanto à propriedade privada, o professor Olivier Carré assim resume as máximas de Qutb: “No Islã, o proprietário jamais tem o direito de usar ou de abusar do seu bem. No Islã, a propriedade privada é um meio social a serviço das utilidades comuns” 20.

Mas, então, como explicar o fato de fundamentalistas islâmicos se declararem anticomunistas?

O aiatolá Baqir as-Sadr — apelidado o Khomeini iraquiano, executado em 1980 — resolve a dificuldade. Ele sintetiza a doutrina comunista:

“O objetivo inconsciente que o marxismo atribui ao movimento da História consiste na eliminação dos entraves no caminho do desenvolvimento das forças produtivas. Este objetivo alcançar-se-á pela abolição da propriedade privada e pela construção da sociedade comunista”. E, a seguir, introduz a crítica fundamentalista: “Então, a História deter-se-á após essa liberação, e todas as potencialidades e o impulso novo do homem deperecerão”.

Para evitar que a evolução pare, explica o aiatolá, é preciso um horizonte novo que empolgue os homens para irem além do comunismo.

Uma Teologia da Libertação para o mundo islâmico

Esse horizonte novo tem que ser religioso. Diz as-Sadr: “Pôr Alá como objetivo da marcha evolutiva constitui a única estrutura ideológica que pode oferecer ao movimento humano uma energia inesgotável” 21.

Nesta perspectiva, os comunistas clássicos representam um esclerosamento e devem ser eliminados. A tarefa agora será feita por religiosos.

De quebra, o novo horizonte tem outra utilidade. No mundo muçulmano, a autoridade natural e religiosa dos chefes de clãs, tribos e etnias é levada em grande consideração.

Para os revolucionários era impossível destruir esse resto de ordem natural apelando para doutrinas laicas modernas,“porque mais cedo ou mais tarde o movimento novo mostrará a sua verdadeira face de inimigo declarado da Religião. Isso trará um grande desperdício de energias e exporá a obra em curso aos perigos que provêm da maioria dos conservadores do mundo islâmico” 22.

Essa tarefa só seria viável sob vestes religiosas. Aliás, mutatis mutandis, o mesmo sucede com o progressismo católico, que, para objetivos análogos aos dos fundamentalistas muçulmanos, lançou mão da Teologia da Libertação.

Das “Mil e uma noites” às trevas infernais

O fundamentalismo não visa reacender o mundo das Mil e uma noites, dos tapetes fascinantes, dos míticos emires e sheiks do deserto, dos minaretes esguios e elegantes, das mesquitas douradas, do Taj-Mahal.

Esse universo de maravilhas reflete lados positivos desses povos que hoje languescem sob o jugo da falsa religião de Maomé. Pelo contrário, o fundamentalismo visa também extinguir essas potencialidades de alma que poderiam desabrochar em civilizações de fábula, caso se convertessem à única Igreja verdadeira, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

Ele visa uma terra proletarizada, miserabilista, em contato com os abismos infernais. E para isso, por conveniência, recobre-se de aparências antigas e religiosas.

Revolução igualitária ocidental inoculada no maometanismo: gerado o monstro fundamentalista

Roger Garaudy, o ex-dirigente do PC francês que se tornou islâmico, narrou suas conversações com o ditador líbio Muhammad Khadafi, considerado no Ocidente sustentáculo do terrorismo internacional.

Khadafi ensinou-lhe a “tradução política” do versículo II-136 do Corão: “É uma democracia direta sem delegação de poder e sem alienação. Nada há de se substituir ao povo, nem por meio de partidos nem de parlamentos. Democracia direta através de comitês e congressos populares, que são emanação direta das empresas, das cooperativas agrícolas, das universidades, das aldeias, dos bairros” 23. Em poucas palavras, uma atualização do modelo que os sovietes não realizaram, e que as esquerdas recicladas tentam alcançar sob diversas formas de autogestão.

Em 1995, Garaudy publicou a obra Rumo a uma guerra de religião? — O debate do século 24, com prefácio do ex-frei e teólogo da libertação, Leonardo Boff. O ex-religioso franciscano elogiava Garaudy como profeta que, com D. Hélder Câmara, teria colocado as bases de uma convergência cristão-marxista anticapitalista. E acrescentava que o fundamentalismo islâmico vive do mesmo fogo libertário da Teologia da Libertação.

Garaudy anunciou uma “guerra de religião”, não entre a Igreja Católica e o Islã, mas dos revoltados das religiões contra toda forma de autoridade, porque esta seria intrinsecamente cúmplice do capitalismo consumista e hedonista.

Efetivamente, o fundamentalismo islâmico integra um vasto movimento que ultrapassa os limites do maometanismo histórico.

O documentadíssimo Atlas Mundial do Islã Ativista constata que “o renascimento islâmico não é um fenômeno isolado, mas se inscreve num movimento global de recusa do materialismo mercador e midiático, que invade o Planeta há três décadas. Esse movimento tem uma dimensão natural: o da ecologia; e uma religiosa: o retorno ao fundamental”25.

O fundamentalismo é objetivamente aliado das forças do caos, que se manifestaram no Fórum Social Mundial realizado em Porto Alegre 26, nas arruaças de Seattle e Gênova 27 e na subversão eclesiástica progressista.

O fundamentalismo — um fruto do que há de pior no Ocidente — tenta realizar uma síntese com o Alá de Maomé, ao qual se aplicam as palavras da Escritura: “Omnes dii gentium daemonia” (Sl 95-5), (Todos os deuses dos gentios são demônios).

Essa sinistra convergência lembra a tese de um histórico artigo publicado em Catolicismo, de autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: “Se Oriente e Ocidente se unirem fora da Igreja, só produzirão monstros” 28. O fundamentalismo islâmico e o pavoroso atentado de 11 de setembro constituem uma espantosa confirmação dessa tese.

Alguém se perguntará, escreve José Carlos Sepúlveda em Radar da Mídia, que utilidade podem ter essas reflexões, dez anos após os ataques às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York.

Antes de tudo vejo nelas uma utilidade profilática. A superficialidade de espírito de tantos de nossos contemporâneos, agravada pela sucessão trepidante e desordenada dos acontecimentos, tende rapidamente a esquecer aquilo que não deveria ser esquecido. Por este motivo me abalancei a intitular este post de “11 de setembro: never forget”.

O “nunca esquecer” — com que muitos norte-americanos procuram manter viva a memória da investida que sofreram —, me leva à segunda utilidade. Há dez anos foram as Torres Gêmeas o alvo do terrorismo islâmico.

Hoje, as mesmas correntes revolucionárias que inspiraram os ataques do 11 de setembro de 2001, tentam seqüestrar a chamada “primavera árabe”. Nas águas turvas do acontecer político, tomam a dianteira e buscam fazer vingar suas ideologias e implantar seus regimes político-religiosos “jihadistas”, desfazendo os sonhos de “democracia” que pareciam embalar as revoluções do Egito, da Tunísia, da Líbia, da Síria, etc.

Aliás, o hábito de esquecer o que não devia ser esquecido, talvez já tenha afastado da memória de muitos a ameaça dirigida por Osama Bin Laden aos regimes árabes que aceitavam a legitimidade das instituições internacionais, por renunciarem “à única e autêntica legitimidade, a legitimidade que vem do Alcorão”: seriam infiéis que não respeitam a mensagem do profeta e estariam fora do Islã. A ameaça, proferida pouco após o atentado às Torres Gêmeas, uma década depois vai se concretizando.

Por estes motivos, dez anos depois de escrever as linhas acima reproduzidas, o 11 de setembro simboliza, a nosso ver, o encontro dee duas revoluções que se revezam.

Uma, a bolchevique decrépita e sem futuro passou o estandarte negro do ódio nihilista ao islamismo radical, como numa corrida em que o corredor passa a tocha ao companheiro de equipe.

Só que não é uma corrida esportiva, mas um despencar enlouquecido que visa a destruição da civilização ocidental e cristã.

Notas:
1. Cfr. “O Globo”, 25-9-2001; “O Estado de S. Paulo”, 30-9-2001.
2. Roger du Pasquier, Le Réveil de l’Islam, Cerf, Paris, col. Bref, p. 34.
3. http://www.catstevens.com/articles/00009/index.html
4. Cfr. du Pasquier, op. cit., pp. 56-64.
5. Ghali Chuckri, “Al Bayadir”, nº 11, 1-2-82, in Al Hoda — Teheran branch, El sunnismo y el shiismo: una querella artificial y una provocación pérfida, Teerã, 1989, p. 34.
6. Ehsan Tabari, Le rôle de la religion dans notre révolution, “La Nouvelle Revue Internationale”, nº 12 (292), dezembro 1982, pp. 88-89.
7. In Atlas mondial de l’islam activiste, La Table Ronde, Paris, 1991, p. 234.
8. Bruno Étienne, L’islamisme radical, Hachette, Paris, 1987, p. 327.
9. http://www.jannah.org/articles/hassan.html.
10. Six tracts of Hasan Al-Banna, International Islamic Federation of Student Organizations, Kuwait, s/d, pp. 16-18.
11. Al Hoda, op. cit.
12. Veja-se por exemplo: Shaykh Abdul Qader Al-Murabit, Para el hombre que viene, Ediciones Ribat, Granada-México-Chicago, 1988. O autor se auto-intitula sheik, mas é um escocês chamado Ian Dallas. Ele fundou em Norwich o Movimento Morabitun, nome de uma histórica confraria místico-guerreira do Norte da África — os almorávidas. Seus membros são, em significativo número, ex-hippies e cultuadores frustrados da droga. No livro, Abdul Qader justifica o III Reich, e julga que não este não obteve a “libertação” total do homem, devido à oposição judaica-capitalista-usurária. Não critica o comunismo pelo seu lado igualitário e nivelador, mas porque teria sido excogitado por judeus. A “libertação” do homem exige, segundo ele, a extinção do consumismo capitalista. E a via para isso, agora, seria o Islã.
13. Sayyid Qutb, Jalons sur la route de l’Islam, International Islamic Federation of Student Organizations, Kuwait, s/d, 293 pp., pp. 96-97.
14. Sayyid Qutb, Il futuro sarà dell’Islam, International Islamic Federation of Student Organizations (Kuwait) / The Holy Coran Publishing House (Beirut), 1980, 42-44.
15. Id. ibid., pp. 51-57.
16. Id. ibid., pp 63-64.
17. Id. ibid., pp. 63-67.
18. Id. ibid., p. 15.
19. Id. ibid., p. 100
20. Olivier Carré, Mystique et politique — Lecture révolutionnaire du Coran par Sayyid Qutb Frère Musulman radical, Les Éditions du Cerf / Presses de la Fondation Nationale des Sciences Politiques, Paris, 1984. p. 149.
21. Baqir as-Sadr, sem título, Al-Hoda Teheran branch, Teerã, 1989, pp. 9-10.
22. Baqir as-Sadr, id. ibid., p. 27.
23. Roger Garaudy, Appel aux vivants, Seuil, Paris, 1979, pp. 294-295.
24. Desclée de Brouwer, Paris, 1995.
25. Atlas Mondial de l’Islam Activiste, Institut de Criminologie de Paris — Centre de Recherche sur la Violence Politique, La Table Ronde, Paris, 1991, p. 14.
26. Cfr. Catolicismo, nº 603, março 2001.
27. Cfr. Catolicismo, nº 609, setembro 2001.
28. Cfr. Catolicismo, nº 106, outubro 1959.

14 de set. de 2011

Novena a São Pio de Pietrelcina (14/09 A 22/09)


Novena a São Pio de Pietrelcina (14/09 A 22/09)

Compreendeu desde o início o seu caminho de Cruz...
Padre Pio e a cruz
De 1918 a 1968, ano de sua morte, os estigmas o fizeram sofrer muito. Tudo suportava pela salvação das almas. Unia suas dores às de Jesus na cruz, por amor.
Sofreu insultos, calúnias, foi investigado, até proibido de celebrar Missas para os fiéis. Os médicos realizaram exames em suas chagas e disseram que se tratavam de algo sobrenatural.

Padre Pio buscava no apostolado da Cruz de Nosso Senhor toda a força e a sabedoria para viver a sua missão. Compreendeu desde o início o seu caminho de Cruz e o aceitou imediatamente como vontade de Deus. Por amor, levou sua cruz ao longo da vida.
Suportou com serenidade o sofrimento causado pelas chagas. Respondeu com silêncio às afrontas que lhe faziam, recorrendo à mortificação e às longas horas de oração. (Do Devocionário a São Pio de Pietrelcina)

Primeiro dia
Amado São Pio de Pietrelcina, que trouxeste no teu corpo os sinais da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tu que carregaste a Cruz por todos nós, suportando os sofrimentos físicos e morais que flagelavam a alma e o corpo em um martírio contínuo, intercede junto a Deus a fim de que cada um de nós saiba aceitar as pequenas e as grandes cruzes da vida, transformando cada sofrimento em um seguro vínculo que nos liga à vida eterna.
"Convém acostumar-se com os padecimentos, que agradará a Jesus mandar-vos. O Senhor que não pode sofrer de manter-vos em aflição, virá a solicitar-vos e a conforta-vos com o infundir no vosso espírito nova coragem". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
COROA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
1 - Ó meu Jesus, que dissestes: "Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!" Eis que bato, procuro e peço a graça... Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
2 - Ó meu Jesus, que dissestes: "Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!" Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça... Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
3 - Ó meu Jesus, que dissestes: "Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!" Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça... Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!
Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.
Segundo dia
São Pio de Pietrelcina, que junto Nosso Senhor Jesus Cristo, soubeste resistir as tentações do maligno. Tu que sofreste os golpes e as vexações dos demônios que queriam levar-te a abandonar a tua estrada de santidade, intercede junto ao Altíssimo a fim de que também nós, com o teu auxílio e com aquele de todo o paraíso, encontremos a força para renunciar o pecado e conservar a fé até o dia de nossa morte.
"Tenha ânimo e não temas as obscuras iras de Lúcifer. Lembra-te para sempre disto: 'Que é bom sinal quando o inimigo faz barulho e ruge em torno de tua vontade - uma vez que isto demonstra que ele não está dentro'". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.
Terceiro dia
Virtuoso São Pio de Pietrelcina: que tanto amaste a Mãe Celeste ao ponto dela receber cotidianas graças e consolações, intercede por nós junto da Virgem Santa depondo nas tuas mãos os nossos pecados e as nossas frias orações, a fim de que assim em como em Cana de Galiléia, o Filho diga sim a Mãe e o nosso nome ser escrito no livro da vida.
"Maria seja a estrela, que vos aclare o caminho, mostre os a via segura para ir ao Pai Celeste; ela seja como ancora a qual deveis sempre mais estreitamente unir-vos no tempo da prova" . Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.

Quarto dia
Casto São Pio de Pietrelcina, que tanto amastes o teu Anjo da Guarda, o qual te guiava, defendia e era o teu mensageiro. A ti as figuras angélicas levaram as preces dos teus filhos espirituais. Intercede junto ao Senhor, a fim de que também nós aprendamos a servir-nos do nosso anjo do Anjo da Guarda, que por toda a nossa vida está pronto a sugerir-nos o caminho do bem e dissuadir-nos da realização do mau.
"Invoca o teu Anjo da Guarda, que ele te iluminará e conduzirá. O Senhor colocou-o perto de ti precisamente para isto.Por isso, serve-te dele". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.

Quinto dia
Prudente São Pio de Pietrelcina, que nutriste uma grandíssima devoção pelas almas do purgatório, pelas quais te ofereceste como vítima expiatória, roga ao Senhor a fim de que infunda em nós o sentimento de compaixão e de amor que tu tinhas por estas almas, de modo de que nós também consigamos reduzir os seu tempo de exílio, buscando ganhar para elas, com o sacrifícios e orações, a santas indulgências que lhe são necessárias.
"Vós Senhor, suplico-te de quer derramar sobre mim os castigos que estão preparados aos pecadores e as almas do purgatório; multiplicai-os da mesma forma sobre mim, desde que convertas e salves os pecadores e livres logo as almas do purgatório". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.

Sexto dia
Obediente São Pio de Pietrelcina, tu amastes aos enfermos mais do que a ti mesmo vendo neles Jesus. Tu que em nome do Senhor operaste milagres de curas no corpo, devolvendo a esperança de uma vida e renovamento no Espírito. Roga a Senhor a fim de que todos os enfermos, por intercessão de Maria Santíssima, possam experimentar teu potente patrocínio e através da cura corporal possam tirar vantagens espirituais para agradecer e louvar o Senhor Deus eternamente.
"Se depois eu sei que uma pessoa está aflita, seja na alma ou no corpo, o que eu não faria junto do Senhor para vê-la livres dos seus males? Com prazer me carregaria para vê-la salva de todas as suas aflições, cedendo em seu favor os frutos de tais sofrimentos, se o Senhor mo permitisse". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.
Sétimo dia
Bendito São Pio de Pietrelcina, tu que aderiste ao projeto de salvação do Senhor oferecendo teus sofrimentos para desligar os pecadores dos laços de satanás, intercede junto a Deus a fim de que os que não crêem tenham a fé e se convertam. Os pecadores se arrependam do fundo do coração, os tíbios, se afervorem na sua vida crista e os justos perseverem no caminho da salvação.
"Se a pobre alma pudesse ver a beleza da alma na graça, todos os pecados, todos os incrédulos se converteriam no mesmo instante". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.

Oitavo dia
Puro São Pio de Pietrelcina, que tanto amaste os teus filhos espirituais, muitos dos quais conquistaste a Cristo a preço do teu sangue, concede também a nós que não te conhecemos pessoalmente, considerarmos teus filhos espirituais, assim que com a tua paterna proteção, com a sua santa guia, e com a força que obterás do Senhor para nós, poderemos, no momento da morte, encontrar-te as portas do Paraíso na espera da nossa chegada.
"Se me fosse possível, quereria obter do Senhor somente uma coisa; quereria ser me dissesse: 'vá ao Paraíso', quereria obter esta graça:'Senhor, não me deixes ir ao Paraíso até que o último de meus filhos, a última das pessoas confiadas aos meus cuidados sacerdotais não tenha entrado antes de mim'". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.
Nono dia
Humilde Padre Pio de Pietrelcina, que tanto amaste a santa madre Igreja intercede junto ao Senhor a fim de que mande operário para sua messe e dê a cada um deles a força e inspiração dos filhos de Deus. Pedimos-te alem disto, que intercedas junto da Virgem Maria, a fim de que guie os homens em direção da unidade dos cristãos, recolhendo-os em uma única grande casa, a qual seja o farol de salvação no mar de tempestade que é a vida.
"Permaneça sempre agarrado a Santa Igreja católica, porque só ela te pode dar a verdadeira paz, porque só ela possui Jesus Sacramentado que o verdadeiro Príncipe da Paz". Padre Pio
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus
Rezar a Salve Rainha.
23/09 - FESTA DE SÃO PIO

Rafinha bastos e sua piadas Diabólicas


Rafinha Bastos, o boçal que faz piada da vítima do estupro, cristãos e de Deus.

Portal Comunique-se
Silvana Chaves

A presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina São Paulo (CECF), delegada Rose Corrêa, disse em entrevista ao portal Comunique-se que se dispõe a esclarecer e orientar o humorista do CQC a respeito do trauma causado pelo estupro a uma mulher, após o humorista ter feito uma 'piada' sobre o crime.

“Se ele nunca viu o estado que uma mulher fica depois de ter sido estuprada, eu me disponho a levá-lo em qualquer Delegacia de Proteção à Mulher para que ele veja de perto o que é isso, como é isso e não faça piadas com um assunto tão delicado.”

Em um de seus shows de comédia stand-up em São Paulo, o comediante proferiu a seguinte ‘piada’ – que foi citada em reportagem da revista Rolling Stone de maio deste ano: "Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso [estupro] não merece cadeia, merece um abraço", disse o humorista.

Rose Corrêa critica ainda as palavras irreverentes usadas por Rafinha Bastos ao tratar do tema: “Essa forma de falar a respeito de um assunto tão sério mostra uma falta de senso, de cautela. Porque só quem viu o estado que uma mulher que é estuprada fica, sabe como é. E eu sei como é isso porque eu fui a fundadora da Primeira Delegacia da Mulher no Estado de São Paulo e atendia por 12, 13 horas diárias mulheres vítimas de estupro. Sabe, isso abala a estrutura da pessoa, destrói casamentos, marca demais a vida de quem passa por essa situação. Fora o constrangimento que a mulher passa em todo o processo”, reforça a delegada.

Repúdio
A polêmica declaração levou a Secretaria de Políticas para as Mulheres e o Conselho Estadual da Condição Feminina São Paulo a publicarem notas de repúdio contra as declarações do humorista.

Em seu pronunciamento, o CECF afirma que a 'piada' feita por Rafinha Bastos é de conteúdo machista e preconceituoso, além de encorajar os homens a praticarem a violência contra a mulher, que na Constituição Brasileira, é considerada crime hediondo.

Rafinha se defende
Em contato com a nossa reportagem via e-mail nesta manhã, o apresentador afirmou o seguinte: “Se os comediantes tiverem que responder por toda piada que fazem, não vão ter tempo pra mais nada na vida. Nem pra fazer comédia".


Comentário de Danilo Fernandes

Eu faço humor e às vezes exagero, o que é o risco de qualquer forma de expressão. Tanto mais se a sua audiência é grande e o humor é usado para encorajar as pessoas a se engajarem em causas relevantes, denunciar desmandos e crimes, alertar enganados. Sempre haverá alguem incomodado, a começar pelos enganadores, risos.

Humor, como tudo na vida. deve ser usado com sabedoria. Entretanto, alegar que o humor censurado deixa de ser humor e o mesmo que dizer que a policia controlada deixa de ser polícia. Ora, a polícia serve a nossa segurança, se passa a servir ao mal, passa a ser elemento de insegurança. Isto vale para tudo na vida.

O sr. Rafinha é mais raso ainda. Alega que se usasse de sabedoria no humor não teria tempo para mais nada, o que em outras palavras significa confessar que é tão estúpido que se fosse pensar um pouquinho sobre o que diz e faz não teria tempo para mais nada, nem mesmo para pastar. Passou atestado de idiota e reconheceu firma no cartório da insensatez.

O humor é também uma forma de expressão a ser usada na defesa de causas maiores. Uma das mais relevantes e com a vantangem de não ser violenta, ao contrário faz rir e pensar.

Contudo, mesmo aqui deve ser usada com sabedoria. Não é o caso do que ocorre com Rafinha Bastos, Danilo Gentilli do CQC e a turma do Pânico, ultimamente.

Há muito eles ultrapassaram a boa fase da crítica política e social e hoje estão empenhados na exploração da pornografia e da fórmula do escândalo puro e simples - quem vai chocar mais.

Já os vi brincando com o holocausto dos judeus, Jesus Cristo (o verdadeiro, não o dos apóstolos picaretas de hoje) e a dignidade humana. São piadas racistas a toda hora e outras bizarras, em especial com as mulheres que são tratadas como carne de açougue.

Outras servem apenas ao extremo mau gosto. Outro dia, vi uma mulher que ao entrevistar alguem, do nada, arrota e flatula na presença do convidado. Esqueça os bons modos, a moça merecia o convívio dos porcos!

Em resumo, Rafinha, sinto muito, foi boçal. Ofendeu o humor como arte, bem como, a racionalidade.

Não creio, mesmo, que todo humor tenha de ser engajado. O humor também serve a alegria, pura e simples. Contudo, quando humor serve ao mal, como é o caso do desprezo à dignidade da mulher, racismo e ao incentivo a violência social, o humor nada mais é do que um presente de Deus para a alegria do homem usurpado pelo diabo para a destruição. Assim mesmo. Da mesma forma que o sexo entre os casais que é para a nossa alegria é deturpado pela pornografia e a prostituição.

Com o prestígio do Sr. Rafael Bastos indo às alturas, sendo considerado a pessoa mais influente do twitter mundial, fica claro que os valores mundanos estão no esgoto.

Rafinha, faça piada dos governantes, políticos, corruptos, ladrões, etc. respeite as vitimas de violência, as mulheres, os perseguidos... Fico a imaginar se a sua filha fosse vítima de estupro seguido de morte, se o senhor iria suportar se, no cemitério, alquem lhe perguntasse se ela se divertiu?

Deus tenha misericórdia!