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21 de out. de 2011

Cardeal Zen em greve de fome diante dos abusos do governo chinês


HONG KONG, 21 Out. 11 / 01:55 pm (ACI/EWTN Noticias)

Desde a manhã de 19 de outubro, o Arcebispo Emérito de Hong Kong (China), Cardeal Joseph Zen Ze-kiun iniciou uma greve de fome devido a uma sentença da Corte Suprema que vulnera os direitos daIgreja sobre as escolas católicas.

A agência salesiana ANS informou que o Cardeal realiza a greve de três dias e três noites em frente à casa missionária dessa congregação, "Shau Kei Wan" de Hong Kong, expressando seu rechaço a uma decisão da Corte Suprema em matéria de educação.

Em 2004, o governo chinês ordenou que os colégios que recebem ajudas estatais fossem dirigidos por comitês independentes. A Igreja advertiu que tal medida contrariava seus direitos sobre as escolas católicas e apresentou um recurso que foi desprezado pela Corte Suprema de Hong Kong.

O Cardeal Zen advertiu que se finalmente a Igreja não puder ter o controle sobre suas instituições educativas, deverá renunciar por completo às mesmas, "que é provavelmente o que deseja a ditadura comunista", afirma a agência AICA.

A Emenda ao Regulamento sobre a instrução de 2004, implica introduzir na gestão dos institutos escolares um comitê organizativo que valorize o projeto das escolas, do qual participariam –além dos pais de família e os estudantes–, pessoas de fora da escola, comprometidos com o governo, correndo o risco de desviar a proposta educativa das escolas.

A lei oferece diversos benefícios, principalmente econômicos, às escolas que colocam em ato o regulamento, e segundo o governo permitirá uma maior transparência e uma melhor democracia.

Antes de iniciar a greve o Cardeal Zen Ze-kiun realizou uma conferência de imprensa dando os motivos de seu gesto. Depois de agradecer aos numerosos benfeitores que por muitos anos sustentaram a educação católica e de tantos missionários que ensinaram nelas o prelado declarou: "lamentamos que nossa reclamação não seja reconhecida. Dói-nos mas não nos desespera. Deus é o Senhor da história".

O cardeal Zen Ze-kiun, de 79 anos de idade e afetado por um distúrbio cardíaco, precisou que não obstante a greve de fome nestes três dias tomará líquidos e fará a comunhão diária. Trabalhadores da área de saúde permanecerão com o cardeal para monitorar suas condições.

ANS informou também que nos últimos dias em vários blogs informou-se maliciosamente sobre valores de doações recebidas pelo Cardeal Zen Ze-kiun nos últimos anos. Na conferência de imprensa o cardeal respondeu também precisando quais foram os fins aos que foram destinadas as contribuições.


Ou Penitência ou... Purgatório


(PADRE ALEXANDRINO MONTEIRO, S. J. )
I. Acerbidade das penas do Purgatório
Ouvindo Santo Agostinho alguns de seu tempo dizer que, se escapassem do inferno, do Purgatório não tinham tanto medo, encheu-se de zelo e lhes fez ver o grande erro em que estavam, pois as penas do Purgatório superam tudo o que há de mais penoso neste mundo.
E com razão, porque o fogo que atormenta as almas do Purgatório é o mesmo que o fogo que atormenta os condenados no inferno, somente com exceção da eternidade. E assim é que a Santa Igreja não duvida chamar às penas do Purgatório penas infernais [na Liturgia dos defuntos]. O fogo do Purgatório é aceso por um sopro infernal, e é tão ativo que não se chama simplesmente fogo, mas espírito de fogo (Is 4, 4), e derreteria num instante um monte de bronze, mais facilmente que uma de nossas fornalhas devoraria uma palha seca.
Tem ainda este fogo, além da atividade natural, uma potência superior, que lhe dá Deus, para servir de instrumento ao Seu furor: .....................(Is 15, 41).
Porém, diz o Senhor pelo profeta Zacarias, que Ele mesmo, mais que o fogo, purgará e limpará a alma eleita, ativando com Seu hálito as suas chamas: ............... (Zac 3, 9).
E qual não será o tormento das almas benditas naquele cárcere por meses e anos! Podemos fazer dele uma [longínqua] idéia, considerando que:
a) A alma, assim como é mais nobre que o corpo, é também mais capaz de sentir vivamente, seja a alegria, seja o sofrimento;
b) A alma unida ao corpo, se sente dor, sente-a temperada pelo mesmo corpo, e como que dividida entre ambos, servindo-lhe o corpo de escudo e anteparo da dor. Mas no Purgatório, estando longe do corpo, recebe diretamente sobre si toda a força da dor;
c) A alma unida ao corpo, se sofre no pé ou na mão ferida, não sofre na cabeça ou noutros membros sãos; mas no Purgatório, sendo indivisível e estando separada do corpo, é toda atingida pelas chamas.
Além do fogo, é a alma, no Purgatório, atormentada por si mesma, pensando:
a) Por quão ligeiras faltas está penando: por uma palavra inútil, por um olhar curioso, por uma intenção menos reta, que tão facilmente pudera evitar;
b) Que, podendo durante a vida tão facilmente descontar a pena merecida por suas faltas com praticar algumas ações meritórias, não o fez;
c) Que, deixando na terra filhos, amigos e herdeiros, que a deviam aliviar naquelas chamas, não o fazem, e só pensam em desfrutar dos bens que lhes deixou (Sl 30, 13). Com quanta razão se lamentará de não ter descontado os seus pecados, dando esmolas, e empregando em obras de caridade os bens que Deus lhe deu e que aumentou com tantos suores?
Sobre tudo isto, acresce o maior tormento do Purgatório, que é a privação da visão de Deus.
São João Crisóstomo disse (Hom. 24 in c. 7 Mat.) que o inferno do inferno é estar o condenado privado para sempre da visão de Deus. Assim também se pode dizer que o Purgatório do Purgatório é estar uma alma por muito tempo longe da visão de Deus. As almas são, pois, atormentadas por dois verdadeiros e profundíssimos sentimentos: desejo e amor.
O maior tormento de uma alma do Purgatório é desejar ir para Deus, e não poder. Esta pena é tanto maior, quanto maior é o conhecimento que lá a alma tem de Deus, pois, separada do corpo, conhece mais claramente a suma bondade de Deus, e se sente movida com maior força a ir para Ele, como a pedra para o seu centro.
Por isso, as suas maiores ânsias, no Purgatório, são suspiros pela visão beatífica, de que já sente a aproximação, mas que ainda não pode desfrutar. Clama ela, como o cego do Evangelho (Lc 18,
41): 'Senhor, que eu veja' essa luz da glória; que meus olhos desfrutem já da presença divina! Para chegar mais depressa à visão de Deus, esta alma preferiria que se lhe duplicasse o tormento do fogo, contanto que findasse o tormento do desejo de ver a Deus.
Conta-se [por exemplo] de Rutília que, sabendo que seu filho fõra condenado ao desterro para terras longínquas, se desterrou também, para não padecer, longe dele, o tormento da saudade.
Mas muito maior que o desejo, é o tormento do amor.
Três são os amores que atormentam as almas do Purgatório:
a) O amor natural, pelo qual a alma, por uma inclinação inata, é atraída para Deus como a Seu Criador, seu Princípio e último Fim, com maior ímpeto que a pedra propende para o centro da terra ou a chama para o ar;
b) O amor sobrenatural, pelo qual, [sob a ação da Graça,] é a alma vivíssimamente atraída para Deus como seu sumo, único e eterno Bem;
c) O amor de ardentíssima caridade, por saber que é esposa do divino Cordeiro, Jesus Cristo, destinada ao Reino Celestial, e, no entanto, vê que seu Esposo Divino lhe fecha a porta, e que seu amor é assim frustado.
A todos estes tormentos se deve juntar a duração das penas, por meses, por anos e, talvez, até o fim do mundo.
Quanto se amedronta e aterra um malfeitor, ao ouvir a sentença de ficar por algum tempo encerrado num cárcere escuro ou de por três anos trabalhar nos porões das galés! Quanto se lamenta um enfermo a quem se avisa de que terá de sofrer por um quarto de hora uma dolorosíssima operação! E a quem não de gelar o sangue ao pensar que, por seus pecados, há de estar sepultado nas chamas do Purgatório por anos inteiros, e talvez até o dia do Juízo Final?!
Santo Agostinho diz que, no Purgatório, um dia é como mil anos (In Ps 37).
Assim é que a esperança e o desejo de ver a Deus, e de passar de um excessivo tormento a uma indizível alegria, fará parecer uma hora mais longa que um século.
Conta Santo Antonino que um enfermo havia muito tempo que sofria horríveis dores. Apareceu-lhe o seu Anjo da Guarda e lhe propôs, por ordem de Deus, que escolhesse: ou sofrer aquelas dores por mais um ano, ou passar meia hora no Purgatório. O enfermo respondeu que preferiria estar meia hora no Purgatório, pois assim acabava mais depressa de sofrer. Pouco depois expirou, e o Anjo foi visitá-lo no Purgatório. Ao ver o Anjo, a pobre alma começou a soltar gemidos inconsoláveis, dizendo-lhe que a tinha enganado, pois, tendo-lhe assegurado que estaria ali só meia hora, já eram passados vinte anos que estava lá penando. Vinte anos? - replicou o Anjo - não passaram mais que poucos minutos de tua morte, e teu cadáver ainda está quente sobre o leito!
Tanto é verdade que as penas do Purgatório, em certo modo, - sapiunt naturam aeternitatis -, têm um sabor de eternidade, por parecer à imaginação do padecente que uma hora é como um século.
II. Dificuldade em evitar o Purgatório
Um mal qualquer, por maior que seja, se facilmente se pode evitar, não é grande mal; mas um mal grande, que dificilmente se pode evitar, torna-se extremo.
Tal é o Purgatório; pois, como atesta o cardeal e Doutor da Igreja São Roberto Belarmino (De amis. grat., c. 13), até dos homens mais santos e perfeitos, pouquíssimos são os que vão direto ao Paraíso.
O mesmo Santo, estando próximo à morte, recebeu a visita do Geral da Companhia de Jesus, que, sabendo como era santíssima a vida de Belarmino, lhe disse que todos tinham firme esperança de que, depois da morte, ele voaria logo para o Céu. - 'Mas não a tenho eu, disse o Santo; eu não tenho essa esperança'.
Santa Teresa d'Ávila conta que, sendo-lhe revelado o estado de muitas almas na outra vida, só de três sabia que tivessem ido para o Céu sem passar pelo Purgatório [e uma destas almas era ninguém menos que um São Pedro de Alcântara].
Nem isto nos deve maravilhar. São Bernardo diz (Decl. sup. Ecce nos) que, assim como não há obra boa, por mais pequena que seja, que Deus não remunere largamente, assim não há mal, por mais ligeiro que seja, que Deus não castigue severamente. Ora, sendo a alma mais justa e santa sujeita a muitas imperfeições, naturalmente está exposta a ir pagar por elas no Purgatório.
Se por um lado não quer Deus que nada impuro entre no Céu, por outro não escapa a Seus olhos a mais ligeira mancha, que nós, muitas vezes, nem chegamos a descobrir. Por isso diz a Escritura que até nos Anjos encontra Deus que repreender (Job 4, 18), e que os mesmos céus não são puros na Sua presença (Job 15, 15), e que até nas obras dos justos encontra que emendar (Sl 74, 3).
O santo Jó, conhecendo esta minuciosa Justiça de Deus, temia que as suas ações, ainda as mais santas, não Lhe fossem plenamente agradáveis (Job 9, 28).
Oh! Como são terríveis os juízos de Deus, e como são diversos dos d'Ele os juízos dos homens! O homem não vê senão o que aparece por fora; Deus, porém, penetra o coração (1 Rs 16, 7).
O padre Baltasar Álvarez, da Companhia de Jesus, confessor de Santa Teresa d'Ávila, era, por testemunho de sua Santa penitente, um dos homens mais santos e piedosos de seu tempo. Um dia, ele pediu ao Senhor que lhe revelasse quais eram as suas obras que mais O agradavam. Deus Nosso Senhor ouviu a sua oração, e fez-lhe ver as suas obras no símbolo de um cacho de uvas, em que umas eram verdes, outras amargas, e só duas ou três estavam maduras, e estas ainda não de todo doces ao paladar. 'Tais são, disse-lhe o Senhor, as tuas ações; delas só duas ou três são boas, e mesmo nestas, se examinarem com rigor, não lhes faltará que repreender'.
Daqui se vê como é severa a Justiça Divina em julgar as ações dos homens, e como é difícil, ao morrer, estar um alma tão purificada, que não fique nada por que satisfazer no Purgatório.
Não faltam exemplos na vida dos Santos que confirmam esta doutrina.
Na vida de São Severino se conta que, enquanto um clérigo passava um rio, apareceu-lhe um sacerdote e, tomando-lhe a mão, a queimou toda, dizendo: Isto sofro no Purgatório por não rezar as Horas canônicas com atenção.
De São Martinho escreve São Gregório Turinense que, orando no sepulcro de sua irmã e recomendando-se a ela como a santa, de repente ela lhe apareceu, vestida do hábito de penitente, com o rosto triste e pálido, e lhe disse que ainda estava no Purgatório, por ter penteado o cabelo na Sexta-Feira Santa, não se lembrando que era o dia da Paixão do Senhor.
A irmã de São Pedro Damião, como ela mesma revelou a uma santa alma, foi condenada a penar dezoito dias no Purgatório, por ter, de sua cela, ouvido curiosamente os cantos e músicas que entoavam debaixo da janela.
São Severino, Arcebispo de Colônia, foi condenado a um gravíssimo Purgatório, por ter recitado as Horas canônicas sem a devida distinção de tempos, apesar de serem muitos os negócios de seu palácio, que parece o desculpariam.
Entremos agora dentro de nós mesmos, e tiremos a conseqüência, que tirou também Santo Antonino depois de contar a seus religiosos semelhantes exemplos: 'Tema, pois, cada um de vós, cometer pecados veniais e não se purificar deles nesta vida'.
Se Deus é tão severo em punir no Purgatório as menores faltas, e se é tão difícil, mesmo para as almas mais perfeitas, evitá-lo, como é que me atrevo a acumular pecados veniais em minha vida, sem fazer penitência deles?... E se aqui me parece insuportável uma pequena agulha, que será sofrer aquele fogo atrocíssimo?... Por que não procuro depurar as minhas ações de toda impureza, e fazer penitência pelos pecados cometidos?... Andemos sempre alumiados pelas chamas do Purgatório, para evitarmos, com a perfeição de nossas obras, cair naqueles horríveis tormentos (Is 40, 11).
III. Como devemos evitar o Purgatório
É verdade de Fé que ninguém entra no Céu sem estar de todo purificado (Apoc 21, 17), e sem primeiro ter satisfeito todas as suas dívidas à divina Justiça (Mt 5, 26). Deste modo, ou havemos de punir em nós mesmos, nesta vida, os nossos pecados, ou então Deus se encarregará de os castigar depois da nossa morte. Não há como escapar, diz Santo Agostinho (Conc. 1 in Ps 58).
Quem, na vida, não apaga os pecados com as lágrimas da penitência, depois da morte se purificará deles com as chamas do Purgatório. Ora, não é melhor lavar os pecados com água do que com fogo?
Na vida, com um dia de penitência, e até com uma hora, podemos satisfazer por nossos pecados o que no Purgatório nem por um ano expiaríamos. Ora, não é melhor padecer por um pouco, neste mundo, que padecer no outro por longo tempo, que pode ser até o dia do Juízo?
Ajuntemos que a penitência feita em vida é meritória, e depois da morte nada merece. Ainda que penemos por mil anos no Purgatório, não adquiriremos um novo grau de graça, nem um novo grau de glória no Céu.
E não é mais sensato sofrer pouco e por pouco tempo, e com mérito, do que sofrer muito e por muito tempo, e sem mérito nenhum?
Finalmente, a Divina Justiça fica mais satisfeita com a penitência, ainda que pequena, feita nesta vida, do que com a pena, ainda que maior, tolerada depois da morte; porque a primeira é um sacrifício voluntário e uma pena tomada espontaneamente, ou espontaneamente aceita, ao passo que a segunda é um sacrifício forçado, e uma pena tolerada por necessidade e contra vontade.
Por todas estas razões se vê claramente quanto importa descontar, nesta vida, as penas que devemos a Deus por nossos pecados, pela enorme vantagem de nos livrarmos, desta maneira, dos males do Purgatório.
Frutos
Consideremos os frutos que devemos tirar desta doutrina, para nos resolvermos a evitar o Purgatório, usando de todos os meios que a isto nos possam ajudar.
O primeiro é fazermos agora, por nós mesmos, penitência dos nossos pecados, e praticar boas obras o mais que pudermos, e não pôr a nossa esperança em sufrágios futuros. E isto devemos fazer sem demora, antes que sejamos assaltados por algum acidente (Gál 6, 10).
O segundo é pôr todo o cuidado em ganhar as santas indulgências, com as quais satisfaremos por nossos pecados com a satisfação e méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O terceiro, finalmente, é usar de piedade com as almas do Purgatório, ajudando-as com os nossos sufrágios, obras e orações, porque Deus disporá que aquela caridade que usamos com os outros seja também usada conosco (Mt 7, 2). Depois essas almas, quando estiverem no Céu, serão gratíssimas para conosco, obtendo-nos muitas graças de Deus. Feliz de quem salvou uma alma do Purgatório com seus sufrágios, porque terá diante de Deus quem interceda por ele, quando também estiver penando naquele lugar.
Conta Bernardino de Bustis que morreu um pai, e com seus bens deixou um filho riquíssimo. Este ingrato filho não pensou mais em quem tanto o tinha beneficiado, pois nunca mandou sufragar a alma de seu pai, que ardia no Purgatório. Ora, que aconteceu? Ainda que os seus capitais fossem avultadíssimos, contudo estava sempre em penúria. Contínuas tempestades lhe destruíam as plantações, males imprevistos dizimavam-lhe os rebanhos, incêndios e desastres arruinavam-lhe a casa. Já os pleitos, já o fisco, já os inimigos o obrigavam a gastos desmedidos. Um dia, encontrando-se com um servo de Deus, pediu-lhe que o recomendasse em suas orações. Fê-lo o santo varão, a quem foi revelado que aquele filho ingrato não podia desfrutar dos bens herdados, porque tinha o pai no Purgatório, que o amaldiçoava, e as suas maldições eram aceitas da Divina Justiça pela sua perversa ingratidão.
Façamos bem aos nossos defuntos, que o mesmo farão conosco (Ecli 12, 2).
Imaginemos que Jesus Cristo diz a cada um de nós a respeito dos nossos defuntos, o que disse a respeito de Lázaro: 'Desatai-o e deixai-o ir' (Jo 11, 44).
(Padre Alexandrino Monteiro S. J., Exercícios de Santo Inácio de Loyola, II Edição, Editora Vozes, Petrópolis: 1959, páginas 80-90).

Atriz Susan Saradon chamou de “nazi” (Nazista) o Papa Bento XVI.


A declaração de Susan Sarandon durante o festival de cinema, em Nova Iorque, está a gerar uma onda de críticas por parte de grupos de católicos e de judeus, com a Liga Anti-Difamação a exigir da atriz um pedido de desculpas. A bomba foi largada durante uma entrevista, no último sábado, com o ator Bob Balaban, quando a também ativista dos Direitos Humanos – Sarandon, criada numa família Católica Romana, é ainda embaixadora da Boa Vontade da UNICEF desde 1999 – revelou ter enviado ao Papa uma cópia do livro que deu origem ao filme de 1995 “Dead Man Walking”, onde contracena com Sean Penn e que lhe valeu um óscar. Bob Balaban questionou então a que Papa se referia Susan Sarandon. A resposta não podia ser mais polémica: “Ao último [João Paulo II]. Não a este nazi que temos agora”, refere o diário nova-iorquino Newsday.

O calibre da resposta originou mesmo um gentil reparo de Balaban, mas isso não evitou que Sarandon repetisse a acusação. Contactado para comentar as declarações da atriz, o seu agente não está a responder aos telefonemas dos jornalistas, de acordo com as agências de notícias. Entretanto, a Liga Católica para os Direitos Civis e Religiosos já lamentou a “ignorância intencional” de Sarandon. A Liga Anti-Difamação – de luta contra o antissemitismo – pede à atriz que se desculpe perante a comunidade católica: “Sarandon pode ter tido os seus problemas com a Igreja Católica, mas isso não é desculpa para andar com analogias sobre o nazismo. Essas são palavras de ódio, de vingança, que apenas logram apequenar a verdade da história e o significado do Holocausto”.


Cardeal Cañizares explica impulso do Papa à renovação da liturgia


Vaticano, 20 Out. 11 / 01:43 pm (ACI)

O Prefeito para a Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, explicou desde Roma que o recente Motu proprio "Quaerit Semper" era necessário para aprofundar na celebração litúrgica iniciada com o Concílio do Vaticano II.

O Papa Bento XVI assinou no último 27 de setembro o novo Motu proprio "Quaerit Semper" com o qual modificou a Constituição Apostólica Pastor Bonus e transfere algumas competências da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos ao novo Escritório para os procedimentos de dispensa domatrimônio rato e não consumado e as causas de nulidade da sagrada ordenação constituída no Tribunal da Rota Romana.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI no dia 14 de outubro, o Cardeal Cañizares assinalou que com este documento "trata-se de aprofundar na verdadeira renovação do Concílio do Vaticano II tal como expressa a Constituição Sacrosanctum Concilium".

O dicastério se dedicará a partir de agora com maior intensidade à renovação litúrgica para impulsionar um novo movimento litúrgico conforme ao Vaticano II, e isto "levará, entre outras coisas por exemplo à constituição dentro deste dicastério de uma comissão para a arte e a música em relação com a liturgia".

O Cardeal assinalou que esta mudança "deve afetar (os católicos em geral) porque a liturgia está na base de toda a vida cristã, é a fonte e o cume de toda a vida cristã, e conseguintemente deverá estar marcada e configurada pela liturgia".

"Será uma vida muito mais teologal, uma vida mais de comunhão com Cristo, e mais de comunhão na Igreja, uma vida mais conforme à ação do Espírito em nós, e isso pois verdadeiramente chegará a todos", acrescentou.

O Cardeal Cañizares explicou ao grupo ACI, que "se cantamos bem, se participamos bem, se celebramos conforme àquilo que corresponde à verdade da liturgia pois todo isso levará uma repercussão muito grande e o povo cristão verá como é revitalizado em toda sua existência".

Finalmente, a autoridade vaticana afirmou que sua congregação "está para difundir o verdadeiro sentido da liturgia, para que se viva da liturgia tal como ela é em sua própria natureza".

"Não se trata de formas, mas de entrar verdadeiramente naquilo que acontece na celebração litúrgica", concluiu.

20 de out. de 2011

Encontro de Jovens em são paulo com Anderson 22 e 23 outubro

Encontro do Ministério Jovem da Arquidiocese de São Paulo.

O Ministério Jovem da Arquidiocese de São Paulo te convida para um final de semana com muita oração e formação.

Venha nos conhecer e fazer parte dessa família e conhecer os planos de Deus para toda juventude.

Presença: Anderson Luis dos Reis (formador do ministerio jovem da arquidiocese de sp)

Inscrições no Local: R$ 10,00 (Incluso almoço)

Hélida (Coord. Arq. do MJ): 8021-8281

helida_mj@hotmail.com

Não deixe essa graça passar!!!

Mais informações:

Data: 22 e 23 /10/2011

Local: Paróquia Santo Antônio do Pari

Endereço: Praça Padre Bento S/N - Pari

Horário: 8h às 17h

Hélida (Coord. Arq. do MJ): 8021-8281

helida_mj@hotmail.com

Por detrás de Harry Potter!




Neste ano de 2011 por mais uma vez e pelo que dizem será o ultimo, foi lançado o filme Harry Potter.

Com data prevista para o mês de Julho, o filme vem com o titulo de: “Harry Potter e as relíquias da morte 2.”

E com certeza começará novamente as polemicas sobre todo o conteúdo do filme e de seus livros devido à ideologia apresentada, que, para alguns não passam de pequenos efeitos e historinhas de magicas; enquanto para especialistas no assunto se trata verdadeiramente de uma obra na qual se tem por assinatura e inspiração, Satanás!

Não quero aqui detalhar cenas do filme ou os rituais que são feitos no mesmo, e que de maneira muito clara mostram que não é um simples filme sem efeito nenhum para aqueles que estão assistindo, e se tornam até mesmo fãs e seguidores de Harry Potter, talvez para um outro momento eu possa detalha – lo, mas agora a minha intenção é que você leia o que falou um dos maiores, se não o maior exorcista dos nossos tempos atuais,

Padre Gabriele Amorth, que é o Exorcista confiado pelo papa à Diocese de Roma, e também o que nos disse o então Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI no ano de 2003 sobre Harry Potter.

Em uma entrevista a uma Agencia Italiana Ansa, o Padre Gabriele Amorth disse: “Por detrás de Harry Potter se esconde a assinatura do rei das trevas, o diabo!”

Com suas décadas de experiência em exorcismos e na luta direta com o Mal, Padre Gabriele Amorth diz que nos livros de Harry Potter contêm inúmeras referencias positivas à magia e a “arte satânica”, ainda notou que os livros tentam fazer uma falsa distinção entre a Magia Negra e Magia Branca, quando na verdade a distinção “não existe, porque a magia é sempre uma volta para o diabo.”

Em Março de 2006 (lifesitenews.com) Padre Gabriele Amorth diz: “Você começa com Harry Potter, que aparece como um Mago simpático, mas você acaba com o Diabo. Não há duvidas que a assinatura do Príncipe das trevas esta claramente dentro destes livros.”…..e Padre Amorth continua: “Lendo Harry Potter uma jovem criança será arrastada para a magia e a partir dai, é um simples passo para o Satanismo e o Diabo.”

Já o Cardeal Ratzinger – hoje Papa Bento XVI – escreveu em 2003 para o mais conhecido critico de Harry Potter, Gabriele Kuby, e disse: “É bom que você esclareça as pessoas sobre Harry Potter, porque estas são seduções subtis, que agem despercebidas e por isso distorcem profundamente o cristianismo na alma, antes mesmo que possa crescer adequadamente.”, considerando assim que as obras são voltadas potencialmente para o público infantil e juvenil.

O critico, Gabriele Kuby, faz uma consideração que penso ser de fundamental importância sobre Harry Potter: “Os livros de Harry Potter corrompem os corações dos jovens, e não lhes permite desenvolver um adequado sentido do bem e do mal, danificando assim a sua relação com Deus durante os anos de infância.”

Com isso tudo gostaria de chamar a sua atenção que mundialmente já foram vendidos mais de 400 milhões de exemplares de seus livros, em mais de 67 línguas.

E agora com este futuro lançamento, mais uma vez as nossas crianças e jovens estarão se entretendo com algo que para eles parece ser tão inocente quanto inofensivo, mas que na verdade como vimos está repleto de práticas de magia e ocultismo!

E por que o lançamento no mês de férias escolar? Exatamente para que possa alcançar o maior numero de crianças e jovens possíveis!

Como cristãos que somos não podemos nos omitir e nos calar diante de tudo isso que o Maligno esta fazendo. Precisamos alertar uns aos outros e não permitir que nossos filhos compactuem com estes tipos de conteúdo tão maléficos à nossa alma!

Creio que tenha ficado muito claro os danos que estes materiais podem nos fazer, e fazer as nossas famílias.

Estas críticas não foram escritas por pessoas desprovidas de conhecimento e causa, e não estão somente falando por falar. Estamos falando de Padre Gabriele Amorth, o exorcista responsável pela diocese de Roma, e estamos falando de ninguém mais que o nosso pastor Papa Bento XVI.

Portanto estejamos atentos e não desanimemos em nossas orações e creiamos na Palavra de Deus que nos diz: “Em breve, o Deus da paz esmagará Satanás sob os vossos pés.”(Rm 16, 20)

Deus os abençoe!


Neste mês de Julho em alguns Cinemas já estreou o novo filme de Harry Potter, por isso republico este artigo, na intenção de que todos os cristãos sejam alertados sobre o mesmo!

O filme vem com o titulo de: “Harry Potter e as relíquias da morte 2.”

E com certeza começará novamente as polemicas sobre todo o conteúdo do filme e de seus livros devido à ideologia apresentada, que, para alguns não passam de pequenos efeitos e historinhas de magicas; enquanto para especialistas no assunto se trata verdadeiramente de uma obra na qual se tem por assinatura e inspiração, Satanás!

Não quero aqui detalhar cenas do filme ou os rituais que são feitos no mesmo, e que de maneira muito clara mostram que não é um simples filme sem efeito nenhum para aqueles que estão assistindo, e se tornam até mesmo fãs e seguidores de Harry Potter, talvez para um outro momento eu possa detalha – lo, mas agora a minha intenção é que você leia o que falou um dos maiores, se não o maior exorcista dos nossos tempos atuais, Padre Gabriele Amorth, que é o Exorcista confiado pelo papa à Diocese de Roma, e também o que nos disse o então Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI no ano de 2003 sobre Harry Potter.

Em uma entrevista a uma Agencia Italiana Ansa, o Padre Gabriele Amorth disse: “Por detrás de Harry Potter se esconde a assinatura do rei das trevas, o diabo!”

Com suas décadas de experiência em exorcismos e na luta direta com o Mal, Padre Gabriele Amorth diz que nos livros de Harry Potter contêm inúmeras referencias positivas à magia e a “arte satânica”, ainda notou que os livros tentam fazer uma falsa distinção entre a Magia Negra e Magia Branca, quando na verdade a distinção “não existe, porque a magia é sempre uma volta para o diabo.”

Em Março de 2006 (lifesitenews.com) Padre Gabriele Amorth diz: “Você começa com Harry Potter, que aparece como um Mago simpático, mas você acaba com o Diabo. Não há duvidas que a assinatura do Príncipe das trevas esta claramente dentro destes livros.”…..e Padre Amorth continua: “Lendo Harry Potter uma jovem criança será arrastada para a magia e a partir dai, é um simples passo para o Satanismo e o Diabo.”

Já o Cardeal Ratzinger – hoje Papa Bento XVI – escreveu em 2003 para o mais conhecido critico de Harry Potter, Gabriele Kuby, e disse: “É bom que você esclareça as pessoas sobre Harry Potter, porque estas são seduções subtis, que agem despercebidas e por isso distorcem profundamente o cristianismo na alma, antes mesmo que possa crescer adequadamente.”, considerando assim que as obras são voltadas potencialmente para o público infantil e juvenil.

O critico, Gabriele Kuby, faz uma consideração que penso ser de fundamental importância sobre Harry Potter: “Os livros de Harry Potter corrompem os corações dos jovens, e não lhes permite desenvolver um adequado sentido do bem e do mal, danificando assim a sua relação com Deus durante os anos de infância.”

Com isso tudo gostaria de chamar a sua atenção que mundialmente já foram vendidos mais de 400 milhões de exemplares de seus livros, em mais de 67 línguas.

E agora com este futuro lançamento, mais uma vez as nossas crianças e jovens estarão se entretendo com algo que para eles parece ser tão inocente quanto inofensivo, mas que na verdade como vimos está repleto de práticas de magia e ocultismo!

E por que o lançamento no mês de férias escolar? Exatamente para que possa alcançar o maior numero de crianças e jovens possíveis!

Como cristãos que somos não podemos nos omitir e nos calar diante de tudo isso que o Maligno esta fazendo. Precisamos alertar uns aos outros e não permitir que nossos filhos compactuem com estes tipos de conteúdo tão maléficos à nossa alma!

Creio que tenha ficado muito claro os danos que estes materiais podem nos fazer, e fazer as nossas famílias.

Estas críticas não foram escritas por pessoas desprovidas de conhecimento e causa, e não estão somente falando por falar. Estamos falando de Padre Gabriele Amorth, o exorcista responsável pela diocese de Roma, e estamos falando de ninguém mais que o nosso pastor Papa Bento XVI.

Portanto estejamos atentos e não desanimemos em nossas orações e creiamos na Palavra de Deus que nos diz: “Em breve, o Deus da paz esmagará Satanás sob os vossos pés.”(Rm 16, 20)

Deus os abençoe!

A Igreja de Cristo subsiste só na Igreja católica


Caro Internauta, recordo-lhe este texto, já aparecido anteriormente neste Blog. Recordar é viver... A Congregação para a Doutrina da Fé, por ordem de Bento XVI, tornou público um pequeno e precioso documento contendo respostas a algumas questões sobre a Igreja. Não há aí nada de novo. Pelo contrário: deseja-se somente reafirmar a doutrina do Concílio Vaticano II que muitos, em nome do Concílio, insistem em deturpar e até mesmo negar. Vou comentar cada parágrafo porque é muito importante que nós, católicos compreendamos bem a reta doutrina da Igreja!

Primeira questão: Terá o Concílio Ecumênico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?

Resposta: O Concílio Ecumênico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade. Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no ato de promulgação da Constituição Lumen Gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas em nível de vida, agora também se exprime claramente em nível de doutrina; o que até agora era objeto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura". Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.

Observação minha: Aqui, se procura explicar que a doutrina católica não foi modificada pelo Vaticano II. Uma coisa é o progresso, o desenvolvimento orgânico da doutrina – que sempre houve e haverá na história da Igreja; outra, bem diferente é a adulteração, a modificação! A Congregação para a Doutrina da Fé procura, portanto, deixa claro que a eclesiologia do Vaticano II deve ser interpretada à luz da perene Tradição da Igreja. Como Bento XVI tanto insiste, o Vaticano II não foi uma ruptura nem uma revolução, mas um progresso na vida e na fé da Igreja de Cristo.

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?

Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual", que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele".

Na Constituição dogmática Lumen Gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.

Enquanto, segundo a doutrina católica, é correto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica.

Observação minha: Muito bem articulada, muito equilibrada esta resposta! Vejamos: (1) Explica que a Igreja de Cristo subsiste única e exclusivamente na Igreja católica (aquela que está em comunhão com o Sucessor de Pedro e os Bispos em comunhão com ele); (2) Esclarece o que significa “subsistir”: é a perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo para a sua Igreja. O Decreto Unitatis Redintegratio, do Vaticano II, diz quais são esses elementos. Eis alguns: a profissão de fé em Jesus como Senhor e Salvador, a fé na Trindade, a Palavra de Deus ouvida e proclamada segundo a Tradição apostólica, os sacramentos, de modo particular o Batismos e a Eucaristia, a sucessão apostólica dos Bispos, o ministério petrino, a veneração da Virgem Maria e dos Santos de Cristo, a vida da graça, a caridade fraterna, os dons e carismas do Espírito Santo, o martírio, o zelo missionário, a esperança na vida eterna... Todos estes elementos fazem parte da Igreja de Cristo e nela não podem faltar. Ora, somente na Igreja católica eles se encontram na sua totalidade. (3) Esta resposta faz eco também à Declaração Dominus Iesus, que ensina não ser possível falar em vários graus de subsistência: a subsistência é uma só e plena. Em outras palavras: A Igreja de Cristo subsiste, permanece, continua de modo completo somente na Igreja católica!

Terceira questão: Por que se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?

Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no fato de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica".

"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica".

Observação minha: Note-se o compromisso com a verdade e, ao mesmo tempo, a delicadeza ecumênica desta resposta. Primeiro, o texto explica que tanto faria dizer: “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica” quanto “A Igreja de Cristo é a Igreja católica”. Ora, é tal doutrina – colocada na sombra ou até negada hoje por alguns dentro da própria Igreja – que deve estar claríssima na mente e no coração dos fiéis. Cristo fundou uma só Igreja e tal Igreja é a Igreja católica. A questão é que afirmar simplesmente “é” torna mais difícil compreender como fora da unidade visível da Igreja católica possam existir elementos eclesiais. O “subsiste na” é mais compatível com a doutrina, igualmente antiga e tradicional, segundo a qual fora da unidade da Igreja católica há elementos de salvação. Em segundo lugar, o texto deixa claro que o Espírito Santo utiliza também as comunidades não católicas na obra da salvação. Tudo quanto essas comunidades possuam de realmente eclesial deriva da plenitude católica e a ela conduzem! Sendo assim, evita-se o tudo ou nada: nossos irmãos separados, ainda que não estejam na plena comunhão com a Igreja de Cristo, graças a Deus conservam tantos elementos dessa Igreja católica!

Quarta questão: Por que é que o Concílio Ecumênico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?

Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos", merecem o título de "Igrejas particulares ou locais", e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.

"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce". Como, porém, a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.

Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.

Observação minha: Segundo a antiga tradição da Igreja, existe realmente uma Igreja (no sentido de Diocese) onde há um Bispo ordenado dentro da legítima sucessão apostólica e onde se celebra a Eucaristia plena (como sacrifício pascal de Cristo e sua presença real no pão e no vinho consagrados). Ora, nas comunidades cristãs que se separaram de Roma em 1054 esses elementos são plenamente presentes. As dioceses que se separaram e se chamam Igrejas ortodoxas, têm Bispos legítimos, ordenados na sucessão apostólica e em tudo guardaram a fé e os sacramentos. Falta-lhes somente a plena comunhão com o Sucessor de Pedro. Sendo assim se lhes pode dar o título de “Igrejas”, ainda que tenham a grave ferida da não-comunhão plena com o Sucessor de Pedro.

Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subseqüente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?

Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio.

Observação minha: Começo repetindo o que já afirmei acima: Os católicos denominam “igrejas” em sentido teológico somente aquelas comunidades que conservaram a plena sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. É o caso das Igrejas particulares (dioceses) ortodoxas e vétero-católicas. Teologicamente, não existe uma Igreja ortodoxa, mas Igrejas (dioceses) ortodoxas, que não estão em comunhão plena com o Bispo de Roma e, assim, não estão na plena unidade da Igreja de Cristo. Têm elas uma ferida grave: falta-lhes o ministério petrino, que Cristo quis na sua Igreja. Quanto às comunidades protestantes, os católicos as denominam “comunidades eclesiais”, pois faltam-lhes a sucessão apostólica dos Bispos recebida no sacramento da Ordem e a Eucaristia plena. Ora, sem o ministério ordenado na sua plenitude e sem a Eucaristia não há Igreja; há comunidades que possuem elementos da Igreja de Cristo! Nossos irmãos protestantes conservaram vários elementos da Igreja de Cristo: a fé em Jesus como único Senhor e Salvador, a proclamação da Trindade Santa, o amor à Palavra de Deus escrita, o Batismo em nome da Trindade, o apelo missionário, a esperança na vida eterna, vários dons e carismas, etc. Por tudo isto devemos dar graças a Deus e por tudo isto eles são nossos irmãos.

Finalmente, é digno de nota que o texto esclarece que também a Igreja católica se ressente das divisões entre os cristãos, pois que são um obstáculo à sua plena realização na história. O ecumenismo, busca da unidade visível de todos os cristãos, é, pois, uma necessidade também para o bem dos católicos.

Como se pode ver, a beleza deste Documento é a capacidade de dizer a verdade sem meias medidas e, ao mesmo tempo, o modo caridoso e humilde de dizê-lo, reconhecendo o bem e os valores presentes nas comunidades não-católicas. É um belo modelo de prática ecumênica: a verdade dita na caridade e a caridade vivida na verdade!


Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/

19 de out. de 2011

“Fim dos tempos”


Vídeo retirado do site: http://padrepauloricardo.org/

Propaganda de Partido Cristão Brasileiro causa polêmica com LGBTs brasileiros.


Um comercial do Partido Social Cristão exibido no horário político na última semana causou grande repercussão entre homossexuais, que entenderam que o conteúdo era homofóbico.

A propaganda mostrava uma imagem onde aparecia escrito “Homem+Mulher+Amor=Família”.

Segundo o site Lado A, a afirmação, apesar de discreta, representa a opinião de vários líderes do partido, que são membros ou pastores de igrejas evangélicas e que o partido quer colocar os ensinamentos cristãos acima da Constituição.

O site do partido já havia chamado a atenção dos ativistas gays por causa da nota de repúdio emitida pelo PSC quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo. A nota afirmava: “O Partido Social Cristão repudia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equipara as relações estáveis de heterossexuais e de homossexuais. A Corte Suprema do País adotou uma posição contrária aos anseios da maioria esmagadora da população brasileira”.

Membros do PSC afirmam que o partido não é homofóbico, porém defendem o ponto de vista cristão e defendem o conceito de Família Cristã.

O site Lado A, que visa o público homossexual ironiza a postura do partido: “Sob o slogan bíblico ‘Deus fez Macho e Fêmea’, rejeitam o reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Como usam a frase missão do partido ‘O ser humano em primeiro lugar’, logo, rejeitam também a humanidade dos homossexuais”.

O PSC não divulgou nota sobre a reportagem do site Lado A.

Veja!


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/


18 de out. de 2011

Levantai-vos soldados de Cristo



Fonte: youtube

Pedofilia de alguns membros da Igreja: A generalização movida pelo preconceito.


A generalização movida pelo preconceito

André Brandalise

Sei que este post pode levantar uma polêmica, mas acredito que a intenção seja essa.
Acho muito engraçado quando MUITOS defendem o respeito a si mesmos ou a setores da sociedade, mas ao mesmo tempo esquecem que outros devem ser respeitados.

Não é incomum vermos denuncias de pedofilia no mundo e este é um mal que deve ser combatido. Sou pai de 4 crianças maravilhosas, e só de imaginar algo assim acontencendo com qualquer um deles já me dá arrepio e nojo.

Ocorre que diante de alguns casos de pedofilia ligados aos sacerdotes católicos, resolvem generalizar e dizer que todo padre é pedófilo. Não vou defender os sacerdotes que tenham cometido pedofilia, pois acredito que devam ser responsabilizados e punidos, mas isso não quer dizer que todo e qualquer padre seja igual. Quem pensa e defende este tipo de coisa só pode ser movido por preconceito.

Clique na imagem para ampliar.


Fonte: Blog Íntegras



Primeiro é importante avisar aos desavisados que a pedofilia não ocorre apenas com sacerdotes, mas naIMENSA MAIORIA das vezes o agressor é parente da vítima. Este dado foi levantado por pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), através do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor), e o quadro ao lado demonstra bem a situação.
Assim, para os que insistem em ligar a pedofilia à Igreja, só digo uma coisa: vá se informar!
Outra situação que costumam dizer: “o padre comete a pedofilia porque tem que viver o celibato” … sim, eu já ouvi/li isso.

Perdão, mas o que dizer então sobre os casados pedófilos? Eles não vivem no celibato.

Mesmo sendo um crime que deve ser combatido, temos que lembrar (pelo jeito para alguns é “descobrir”) que a pedofilia é um distúrbio, uma doença, assim como é o alcoolismo. Pode ser controlada, mas depende de tratamento específico – mesmo assim não se retira a responsabilidade do indivíduo pelos seus atos.

O que digo é: para o pedófilo, o celibato (ou não) é irrelevante, pois não é isso que vai afastá-lo de seu desejo. Para ele não interessa a sua condição social ou estado de vida (casado, solteiro ou celibatário), pois quando movido pelo seu desejo isso some da sua cabeça.

Ainda, a pedofilia existe há séculos e não se restringe apenas a padres. É interessante ver esta condenação limitada apenas aos sacerdotes.

Vamos imaginar a seguinte situação: nos últimos tempos temos DIVERSOS casos de pedofilia envolvendo professores (exemplos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8), e se seguíssemos a mesma lógica, teríamos que dizer que todos os professores são pedófilos, O QUE EVIDENTEMENTE NÃO É VERDADE E SERIA UMA IMENSA INJUSTIÇA, a tanto que não se vê piadinhas e acusações de forma generalizada contra os professores.

A pesquisa citada acima (link abaixo da imagem) diz que a pedofilia ocorre mais vezes sendo o agressor o padrasto, o que não significa que todo padrasto seja pedófilo.

Ora, se vale para uns, vale para outros. Assim como não podemos generalizar com os professores e padrastos, não podemos fazer o mesmo com outras pessoas (INCLUSIVE OS SACERDOTES).

Então está na hora de pararem com essa visão limitada e preconceituosa contra os padres. Querem atacar a Igreja Católica (e isso virou moda hoje em dia), sejam pelo menos inteligentes e usem argumentos válidos, e não uma generalização absurda e ofensiva.

O combate à pedofilia deve continuar e todo cuidado é pouco, mas ficar acusando toda e qualquer pessoa apenas porque alguém em situação (profissional, parentesco, etc.) semelhante cometeu a pedofilia é no mímino falta de vontade de pensar.

Antes que venham atacar o celibato, peço que leiam este texto: Os sacerdotes são pessoas REALMENTE felizes? Veja conclusão de pesquisa.