Exorcismo
Padres Exorcistas explicam
Consagração a Virgem Maria
Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção
Formação para Jovens
Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração
28 de out. de 2011
O analfabeto político
Crise de fé

Crise de fé. Dela se fala tanto hoje, sobretudo no interior da Igreja.
Sejamos sinceros: com a secularização generalizada e globalizada, com a fartura invasiva e tentadora dos bens de consumo que cegam nosso coração para o Infinito, para o que não se vê, para o Eterno, com a ilusão de que o homem se basta a si mesmo e sua cultura e sua subjetividade são o critério do certo e do errado, do bem de do mal – velha tentação da antiga Serpente, que é o Diabo e Satanás -, se torna cada vez mais difícil, também dentro da Igreja, no meio dos cristãos.
Sim! Afinal, crer cristamente não é professar teoricamente o cristianismo, mas primeiro que tudo, ser encontrado existencialmente por Jesus, ter dele uma experiência viva, amorosa, transformadora, contagiante. Não falo primeiramente em contagiante no sentido de contagiar outros, mas primeiramente contagiante no sentido de contagiar todos os aspectos da nossa própria vida: tudo é colocado debaixo do senhorio de Cristo, tudo é vivido nele e por ele, de modo que ele seja o critério do certo e do errado, do bem e do mal, do luminoso e do tenebroso, da vida e da morte. Só alguém contagiado assim pode contagiar outros, pode convencer, arrastar outros, porque se torna uma testemunha viva de Jesus, o Cristo.
E aqui, precisamente, está o problema, o nascedouro da crise de fé: tantos e tantos na Igreja já não creem de verdade! Professam uma fé como ideologia, falam o tempo todo num tal de reino, nuns valores do reino que, na verdade, são os ditames do politicamente correto e de certos modismos do mundo de hoje. Chega desse reino, chega desses valores! Crer é aderir a Jesus, amá-lo, servi-lo, adorá-lo, permanecer encantado com ele, na escuta de sua santa palavra e do palpitar do seu Coração. Quando vivemos assim, então, experimentamos em nós, no íntimo da nossa vida e das nossas atitudes e atividades, o Reino (com R maiúsculo) que ele trouxe na sua santa Pessoa, o Reinado do Pai, que é amor, justiça, verdade, paz, doação, comunhão, vida e ressurreição... O Reino de Deus é o Pai de Jesus reinando em nós, em mim, como reinou em Jesus e por Jesus; o Reino somente vem a nós na potência do Espírito Santo de Jesus, pois sem ele ninguém jamais conseguirá deixar efetivamente que Deus reine nas nossas estruturas pessoais ou nas estruturas da sociedade, âmbito da nossa convivência e das nossas relações.
Ora, crer, então, é deixar que Deus reine na nossa vida! É o diametralmente oposto a dizer e pensar que a vida é minha e eu faço dela o que quero! Deixar o Reino acontecer é dizer, como Santa Teresa, por amor de Jesus e ardendo nele: “Vossa sou, por vós nasci; que quereis fazer de mim?”
Acolher, viver, testemunhar e anunciar o Reino é missão perene da Igreja. Mas, atenção: acolhe-se o Reino acolhendo-se Jesus, vive-se o Reino vivendo-se Jesus, testemunha-se o Reino testemunhando-se Jesus, anuncia-se o Reino anunciando-se Jesus. Mais uma vez: o Reino é Jesus presente em nós e no mundo pela bendita potência do seu Santo Espírito; tanto que uma antiga variante do Pai-Nosso segundo Lucas, pedia, no lugar do tradicional “Venha o teu Reino”, “Venha o teu Espírito”! Não tenha dúvida, meu Leitor: os dois pedidos se equivalem plenamente! Deus reina onde há abertura ao Espírito que Jesus Cristo nos dá; sem o Espírito não há nem pode haver manifestação do Reino de Deus!
Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/
O cristianismo é superior ao islã, afirma ex Muçulmana.

Fonte: Paulopes
A sumali Ayaan Hirsi Ali (foto), 42, autora do best-seller “Infiel” sugeriu aos cristãos europeus que convertam os imigrantes muçulmanos porque, segundo ela, essa será uma forma de combate à expansão do ódio do fundamentalismo islâmico. Ayaan não tem dúvida: o cristianismo, por conter valores ocidentais, é superior ao islã.
Ela se tornou um símbolo dos dias atuais da libertação da mulher do julgo e rigores islâmicos. Em 1992, fugiu para a Holanda de modo a escapar de um casamento arranjado pelo pai, embora devesse ser mulher obediente. Era militante da Irmandade Muçulmana.
Na Holanda, em contato com uma cultura onde o secularismo tem feito grande avanço, Ayaan se tornou agnóstica e crítica ferrenha do Islã. É, por exemplo, uma das vozes contra a mutilação genital feminina, da qual ela própria foi vítima. “Infiel” conta como foi essa dramática experiência.
Ayaan se tornou uma inimiga preferencial dos fundamentalistas. As ameaças de morte entraram em sua rotina. Atualmente, mora nos Estados Unidos e vive sob proteção policial.
Para ela, a cultura cristã é superior à islâmica porque aceita a separação entre Estado, religião e assuntos de sexualidade, mesmo que uma parcela de cristãos não se recusem a esse avanço. “No Ocidente, a igreja não é a legisladora, a lei é feita de forma independente pelo Congresso”, disse ela em entrevista à Carta Capital.
“As pessoas que produzem as leis são eleitas por outras pessoas, o presidente dos EUA não é eleito por Deus. Isso é um grande progresso em termos de humanidade na comparação do cristianismo com o islamismo.”
Outra vantagem do Ocidente, segundo ela, é o respeito que se tem pelo indivíduo. “O indivíduo possui direitos e liberdade, está acima da comunidade e pode se desatrelar dos credos.” Em países islâmicos é muito diferente, afirmou. “Nesses países as pessoas têm de viver pela lei Sharia, a lei Divina.”
Ela falou que, se ainda estivesse na Somália, correria o risco de ser decaptada pelos religiosos radicais pelo fato de ter deixado de ser muçulmana.
A escritora reconheceu ser difícil a conversão de imigrantes muçulmanos ao cristianismo. “A maioria dos muçulmanos diz não gostar do pensamento radical, mas também não quer ser vista como ocidentalizada, que é uma traição aos valores islâmicos.”
Mas, disse, não há outro jeito porque a solução não seria expulsar os muçulmanos dos países europeus. “É preciso esclarecer esses imigrantes em um exercício de envolvimento na troca de ideias em uma sociedade livre.”
27 de out. de 2011
El Paso, a batalha pelo Catolicismo. O outro lado da moeda: pastor afastado, ovelhas reagem e organizam a ofensiva.

El Paso, a batalha pelo Catolicismo. O outro lado da moeda: pastor afastado, ovelhas reagem e organizam a ofensiva.
Afinal, o quer esse batalhão armado de artefatos minúsculos feitos de contas e cruz em frente à Cúria de El Paso? – Simplesmente o nosso bom pastor, a Missa Católica verdadeira, os sacramentos e devoções católicas, enfim o catolicismo que nos foi tirado –, responderão em uníssono. Será que é pedir demais?
Apresentamos a seguir mais um capítulo da monumental batalha pela fé travada agora pelos fiéis do padre Michael Rodríguez, da diocese de El Paso, Texas, Estados Unidos.
Um padre diocesano luta com coragem, sem ligar para a cara feia e desprezo de seus pares e superiores hierárquicos, e, em poucos anos, implementa em sua paróquia um trabalho constante e sólido em favor da restauração litúrgica e doutrinal da fé católica. Seus esforços não são em vão. Após sua transferência abrupta para a “Sibéria”, os fiéis se organizam e pedem a sua volta e, sobretudo, a volta do catolicismo outrora oferecido em sua paróquia.
A tradução e legendagem são do amigo Fabiano Rollim, a quem muito agradecemos.
Wikipedia censura informação contrária ao aborto

Conforme informa AICA, um grupo de jovens estudantes do colégio Mallinckrodt de Buenos Aires, motivadas por uma investigação realizada em uma aula de biologia sobre o síndrome post aborto (SPA), comprovaram que a Wikipedia em inglês, nega que o SPA esteja reconhecido por alguma "organização médica ou psicológica e que seus riscos de depressão ou suicídio não são reconhecidos pela literatura científica".
"As jovens reuniram uma extensa documentação científico-médica de reconhecimento internacional e tentaram carregar os dados obtidos de instituições oficiais e ONGs de distintos países na Wikipedia para conhecimento geral", indicou AICA.
"Quisemos demonstrar que estava tratado cientificamente em muitos livros e por muitos cientistas como por exemplo o Dr. Reardon, diretor do Elliot Institute Springfield, ou o Dr. Phillip Ney, quem realizou trabalhos a respeito e Mika Gissler, Elina Hemminki, Jouko Lonnqvist, entre outros", afirmaram.
"Quisemos pôr simplesmente "dados", obtidos de lugares confiáveis como por exemplo STAKES (Finland's National Research and Development Center for Welfare and Health) em um estudo realizado na Finlândia, resultados que foram publicados pelo British Medical Journal e o WEF (World Economic Fórum), ou o estudo realizado pelo Dr. Elard Koch no Chile cujo estudo foi apresentado em janeiro de 2010 na reunião inaugural do International Working Group for Global Women's Health Research, em Washington, Estados Unidos, outros pela University of Minnesota, ou estudos do Center Bio-Ethical Reform obtidos do Alan Guttmacher Institute and Planned Parenthood's Family Planning Perspectives nos Estados Unidos, entre outros tantos mais".
Embora a informação das jovens tenha aparecido na Web por umas horas, "pouco tempo depois não estava mais e em troca tinha uma mensagem que nos proibia seguir publicando informação nas próximas 24 horas".
"Passadas as 24 horas publicamos novamente, agora em tom nitidamente descritivo e citando muitíssimo, já que nos objetaram que não tínhamos justificado o suficiente".
"Apesar disto, recebemos uma mensagem novamente, esta vez bloqueando-nos por duas semanas e dizendo que se seguíamos publicando seríamos bloqueados definitivamente da Wikipedia".
"Tentamos discutir no foro de discussão, e embora tenhamos conseguido pôr o estudo do Chile, responderam-nos sem nenhum tipo de argumentação científica que não era válido; não nos deixaram publicar nada mais".
As jovens estudantes manifestaram sua indignação ante a censura e discriminação sofrida, "como é possível que não se permita publicar sobre estes temas? Nem sequer nos permitiram realizar uma contribuição científica e objetiva".
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Fonte: http://www.bibliacatolica.com.br/blog/
26 de out. de 2011
Fui presbiteriana por 50 anos, hoje sou católica!

Fonte: Família Missionária
Eu nasci, fui batizada e me criei no evangelho presbiteriano. Há oito anos estou morando no Belenzinho, ao lado da igreja católica São Carlos Borromeu que minha sogra freqüentava. Todos da família dela são católicos, inclusive meu marido.
Quando vim morar neste bairro, já de imediato me associei à oficina Santa Rita desta paróquia. Mesmo antes de me mudar para cá, quando eu morava em São Miguel, a convite da minha sogra eu já ajudava esta oficina com trabalhos que fazia da minha casa mesmo. Agora sou voluntária que trabalha dentro da oficina. Fui muito bem recebida pelas senhoras que lá freqüentam e o mais importante para mim foi que elas sabiam que eu era presbiteriana e me respeitaram como tal.
Nunca se comentava a respeito de denominação e eu me sentia muito bem. Os anos se passaram e já tenho nove anos de trabalhos realizados nesta oficina. Em uma das missas de Santa Rita de Cássia, me convidaram para participar. Foi até interessante, pois nunca havia participado de uma missa, apesar de trabalhar na oficina no fundo da paróquia. Neste dia, foi o Pe. José Florêncio quem celebrou a missa. Gostei muito. Apesar de não entender os ritos. Não estava acostumada. Mesmo assim me senti muito bem.
Havia na igreja um seminarista de nome Tertuliano. Ele ensinava música e, como eu gosto muito, entrei na aula. Foi ótimo! Tivemos um ano de aula, a maestrina que cantava e tocava no coral da igreja veio neste curso e nos convidou a participar do coral. Fiquei tão feliz e lá fui eu… Sendo ainda presbiteriana, cantei no coral sem ninguém me questionar ou olhar feio para mim.
Um dia, o telefone de casa tocou e a secretária da igreja me disse: ”Ednir, hoje à noite você vai estar em casa?” Eu disse: “Sim, por que”? Ela respondeu: “É que o Pe. José quer te visitar para te fazer um convite”. Eu disse: “Pode vir à vontade, estou aguardando“.
O padre José chegou muito amável como sempre. Conversamos um pouco ele disse que queria convidar meu marido e eu para participarmos do Encontro de Casais realizado pela Paróquia, chamado Ovisa (Orientação para vivencia sacramental).
Pensei, pensei… Porque no dia 20 de maio de 2006 seria o casamento de minha sobrinha. Mas, na mesma hora disse ao padre que aceitaria participar do Encontro. Nos dias 20 e 21 de maio de 2006, eu e meu esposo Roberto participamos do 109º Ovisa. Foi muito lindo. Desejo que todos os casais façam este encontro. Voltamos para casa e continuei a minha vida. Mas, me faltava alguma coisa. Eu não estava completa. Como agora eu cantava no coral da igreja, participava também das missas, foi ai que percebi o que me faltava: a eucaristia.
Fui conversar com o Pe. José e o Pe. Eduardo pedindo a eles que me orientassem. Eles me atenderam prontamente. Fiz o curso individualmente, a primeira Eucaristia e fui crismada. Não fui batizada, pois eu já tinha sido batizada na Presbiteriana e este batismo é válido na Igreja católica.
Minha família é presbiteriana, minha mãe não gostou de me ver voltar para o catolicismo. Quando eu ia a casa dela ela me chamava de “catoliquinha”, fazia assim distinção entre uma denominação e outra. Coisa que não encontrei na igreja católica. Mas como Deus tem sempre um propósito, fiquei firme na minha fé e fui adiante. Hoje sou muito bem respeitada na minha família professando o catolicismo.
Professei tão profundamente minha fé na Santíssima Trindade com tanto amor e dedicação, com muito esmero que hoje me sinto muito feliz por ser católica. Estou com 54 anos. Durante 50 anos fui presbiteriana.
Nestes anos entre o Ovisa e a minha conversão, encontrei muitas pessoas amigas e amigos na Paróquia que me ajudaram muito. Quando terminamos o Ovisa formamos um grupo de casais que se reúne periodicamente até hoje graças a Deus e está a todo vapor. Neste grupo os casais são muito bem estruturados. Espiritualmente pude aprender muitas coisas das escrituras sagradas no convívio com eles. Na parte social em que todos participam é muito, muito bom.
Encontrei-me com Deus e com pessoas de muito boa vontade para as obras do Senhor. Participo das atividades do grupo da oficina de costura, do coral da igreja e graças a Deus trabalho durante a semana com meu filho. Deus é tão maravilhoso que dá tempo para tudo.
Ednir
25 de out. de 2011
“Cristianofobia, basta!”. Brutalidade policial contra católicos pacíficos. Vejam vídeos.

Desde quinta-feira, diferentes grupos de jovens católicos se mobilizam contra a representação da desprezível peçaSobre o conceito do Rosto do Filho de Deus no Teatro da Cidade, em Paris. Sem demora, para a estréia, um grupo de jovens do [movimento] Renouveau français [ndr: salvo melhor juízo, parece-nos que esses jovens manifestantes são fiéis da Fraternidade São Pedro] havia comprado lugares e conseguiram subir ao palco com uma faixa denunciando a “cristianofobia”. Em seguida, o grupo se colocou de joelhos para recitar o rosário, sob o olhar consternado dos responsáveis pelo teatro e as vaias do público bem burguês-boêmio [1], impaciente por assistir às diarréias descontroladas de um idoso sob o olhar do Cristo de Antonello di Messina que receberia o lançamento de granadas de crianças e se sujaria com um líquido amarronzado de conotações fecais evidentes, com a inscrição: “Não és o meu pastor .” Os jovens militantes foram expulsos pela polícia.
Durante este tempo, um grupo de jovens da Ação Francesa despistou a vigilância de três viaturas da CRS [2]para prosseguir pacificamente até as grades do Teatro da Cidade. A polícia os expulsous violentamente, batendo, lançando lacrimogêneos e imobilizando antes de proceder a 17 inquéritos. Um dos jovens que fora algemado e deitado ao chão se encontrava parcialmente sobre a rua. Ao dar marcha à ré, uma das viaturas da polícia passou sobre o pé do jovem rapaz. Gritando de dor, ele foi levado pelos bombeiros para o hospital mais próximo onde se pôde constatar que, por sorte, o ferimento não alcançou os ossos do pé. Foi carregado em sua saída do hospital para também ele ser interrogado. Três jovens foram indiciados por rebelião e um por furto — um policial não achava mais o seu gorro…
Desde então, as manifestações se sucedem. Na noite de sábado, um grupo de jovens foi rezar pacificamente em torno do teatro. As brutalidades policiais e as interpelações retomaram com renovado vigor — como conta um dos jovens presentes [...].
A AGRIF [3] solicitou, sem sucesso, o cancelamento dessa peça que atinge gravemente aos cristãos que têm direito, como os outros, ao respeito pelos símbolos mais sagrados de sua religião. O direito deles não foi respeitado, mas os jovens que se mobilizam o fazem em espírito de oração e de reparação, sem nenhuma violência.
A Cidade de Paris e o Teatro que ela mantém denunciam as perturbações de quinta-feira… contra o Instituto Civitas, que não tem nenhuma responsabilidade pelos fatos. Em contrapartida, Civitas convoca a uma grande manifestação contra a cristianofobia no sábado, 29 de outubro, às 18 horas, na Praça das Pirâmides, em Paris.
Artigo extraído do n° 7461 de Présent de 25 de outubro de 2011.
* * *
Nota do Fratres in Unum: O infeliz responsável pela peça, o dramaturgo italiano Romeo Castelluci, ainda debocha: “Eu os perdoo porque eles não sabem o que fazem”. Questionada, a Conferência Episcopal dos Bispos da França não quis se pronunciar sobre o caso.
Abaixo, o vídeo com os jovens portando a faixa “Cristianofobia, basta!”:
Aqui, cena da peça em que a imagem de Cristo é atingida por granadas lançadas por crianças:
NOTAS:
[1] No original, usada a contração “bobo”; visa designar aquela classe média-alta esquerdista pseudo-intelectual que adota teses da moda de cunho marxista, ecológico, new age, etc.
[2] Compagnies Républicaines de Sécurité. A polícia militar francesa.
[3] Aliança geral contra o racismo e pelo respeito da identidade francesa e cristã.
Fonte: http://fratresinunum.com24 de out. de 2011
Video - Mulher Objecto
Gostariamos de pedir a todas as Mulheres que assistir esse video,lembre-se você é templo do Espirito Santo e não um obejto de Sexo,para ser usado.
"Profecias da Humanae Vitae" - Pe. Paul Marx
O curto artigo abaixo é uma tradução livre do último de autoria do Padre Paul Marx, OSB, fundador da Human Life International (HLI), a maior organização Pró-Vida em nível mundial.
Padre Paul Marx faleceu no último sábado aos 89 anos de idade.
Que o Deus Altíssimo acolha com muita alegria em Sua casa este "servo bom e fiel", que jamais poupou esforços para lutar pelos mais humildes.
Profecias da Humanae Vitae
Padre Paul Marx, OSB
Em 25/07/1968, a encíclica Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, reafirmou o ensinamento católico sobre vida, amor e a sexualidade humana. Neste documento, ele listou as consqüências da rejeição do ensinamento católico.
Ele predisse que:
1 - A contracepção levaria à infidelidade conjugal.
2 - A prática contraceptiva levaria à "degradação da moralidade".
3 - A contracepcão levaria os homens a não mais respeitarem as mulheres em geral e os levaria a tratar as mulheres como "simples instrumento de prazer egoísta e não mais como sua companheira respeitada e amada".
4 - E por último, a ampla aceitação da contracepção pelos casais levaria à imposição massiva da contracepção por governos inescrupulosos.
Em outras palavras, o Papa Paulo VI predisse que a contracepção evoluiria de um simples "escolha de um estilo de vida" para uma arma de destruição em massa. Quão terrivelmente esta profecia tem sido confirmada por programas de controle populacional e esterilização coercitiva, por quotas de redução de fertilidade e pela promoção do aborto por todo o planeta.
A contracepção, destruindo a integridade do ato marital -- unitivo e procriativo -- trouxe terríveis conseqüências para a sociedade e para nossas almas. Contracepção, em outras palavras, é a rejeição da visão da realidade a partir de Deus. É um golpe dirigido à mais íntima esfera de comunhão conhecida pelo homem à exceção do Santo Sacrifício da Missa. É um veneno degradante que elimina a vida e o amor no matrimônio e na sociedade.
Alguém duvida que é exatamente este o ponto onde nos encontramos hoje em dia?
A anticoncepção em perguntas e respostas 12/05/2010
1. Para que serve a união sexual?
Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?
Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?
Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?
Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
Há vários meios todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de Vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?
A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios – o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar.
Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves conseqüências para a sua saúde. Eis algumas delas:
– · doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
– · aumento da pressão arterial;
– · tumores no fígado;
– · câncer de mama;
– · problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
– · obesidade;
– · manchas de pele;
– · cefaléias (dores de cabeça);
– · certos distúrbios de visão;
– · aparecimento de caracteres secundários masculinos;
– · envelhecimento precoce.
(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam pílula podem ovular?
Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.
12. Então a pílula anticoncepcional é também abortiva?
Sim. Este é um dos seus mecanismos de ação: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de ação das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
16. Como se chama a abstinência de atos conjugais nos dias férteis?
Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planejamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planejamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
“Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, nº. 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimônio se ordena, por sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, econômica ou social”.
As razões médicas poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anômalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões econômicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga econômica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.”
“Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
Não. Se fizesse isso estaria frustrando o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “… será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, nº. 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte se for possível, vários filhos, porque para que o novo homem forme sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também diz-se que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De fato, o filho único está arriscado a ser uma criança problema. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldade no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação?
Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje seu uso está abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão eletrônica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. Pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
“Não funciona” para os fabricantes de anticoncepcionais, que não querem perder seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cômodo tomar a pílula anticoncepcional do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
Sem dúvida é mais cômodo. Mas o verdadeiro amor se prova pelo sacrifício.
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar contando com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
Anápolis, 19 de abril de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Tele fax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO – http://www.providaanapolis.org.br
“Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto”
A madição de Cerveja em Festa de Igreja


DOCUMENTOS > PERGUNTAS E RESPOSTAS Bebidas alcoólicas e festas de Igreja - EB
Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"
D. Estevão Bettencourt, Osb
Nº 531, Ano 2006, p. 429
Em síntese: Como bispo de Joinville, D. Orlando Brandes condena o uso de bebidas alcoólicas nas festas de igreja. Firma sua posição sobre doze itens que manifestam a inconveniência de fomentar o alcoolismo.
Como bispo de Joinville (SC), D. Orlando Brandes (hoje Arcebispo de Londrina, PR) escreveu uma Carta aos seus diocesanos pela qual condena o uso de bebidas alcoólicas nas festas da igreja. O texto chegou a PR via Internet. Dado o alto valor desse documento, transcrevemo-lo a seguir.
O USO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NAS FESTAS DE IGREJA
O alcoolismo é uma doença. É a primeira e a mais consumida de todas as drogas. É alarmante o índice de jovens, mulheres e adultos dependentes do álcool. Mortes no trânsito, violência familiar, infidelidade conjugal e doenças derivantes do álcool, são conseqüências negativas do hábito ou da dependência de bebidas alcoólicas. Grande parte do setor de ortopedia dos hospitais, é ocupada por acidentados alcoolizados. Os gastos públicos são astronômicos, e poderiam ser evitados se houvesse mais conscientização.
As escolas e estádios proibiram o uso de álcool em suas festas. A CNBB promoveu e apoiou a Pastoral da Sobriedade e coordenou a Campanha da Fraternidade "Vida Sim, Drogas Não". No texto-base está dito pela CNBB: "A pior das drogas é o alcoolismo". Não podemos em nossas festas lucrar com dinheiro da pior das drogas e com festas mundanas, eu levam o nome de "festa de Igreja".
Depois de três anos de conscientização, através de reuniões, assembléias pastorais, conselhos de pastoral e o aval do clero, A Assembléia Diocesana de Pastoral votou unanimemente em favor das festas sem álcool. Doze razões foram elencadas em carta enviada às comunidades para aprofundamento da questão. Eis os doze pontos:
1. O alcoolismo é uma doença. Nós somos pela defesa da vida, da saúde e da boa convivência humana. O quinto mandamento da lei de Deus manda: "Não matarás". O álcool mata o alcoólatra e muitas vezes ele mata os irmãos em casa, nas festas, no trânsito e nas brigas.
2. O alcoolismo já está atingindo a juventude, as mulheres e também pessoas da Igreja. Não podemos continuar dando mau exemplo em nossas Igrejas e colaborar com o prejuízo das pessoas.
3) Temos na CNBB e nas Dioceses a Pastoral da Sobriedade. Na diocese de Joinville, temos a Pastoral Antialcoólica. Permitir bebidas nas festas é um contra-testemunho e uma contradição com estas Pastorais.
4) Não somos contra festas. Pelo contrário; o que queremos é que nossas festas sejam verdadeiramente religiosas, sadias, agradáveis, num espírito de família e de boa convivência. Nos lugares onde foram tiradas as bebidas alcoólicas, as festas melhoraram em tudo.
5) Para tirar as bebidas alcoólicas, é preciso implantar bem o dízimo nas comunidades. Onde o Dízimo é bem organizado, melhorou em muito o lado econômico da comunidade e pode-se então abolir as bebidas alcoólicas das festas sem prejuízo financeiro. O segredo está na boa implantação da Pastoral do Dízimo.
6) As festas com bebidas alcoólicas, mais a contratação de músicos, cantores e conjuntos musicais, acabam sendo muito dispendiosas. E a maior parte do lucro não fica na comunidade. Não podemos mais continuar apoiando coisas do mundo, nas festas religiosas. "Detesto vossas festas, tornaram-se uma carga que não suporto mais" (Is 1, 14).
7) O povo e a comunidade, aprovam a abolição das bebidas alcoólicas em nossas festas. Quem ainda quer fazer festa com bebidas alcoólicas são as lideranças mais antigas, que não conhecem as novas experiências, de festas sem álcool. Algumas vezes pessoas da Igreja também não estão ainda bem convencidas no assunto. Geralmente quem bebe, são pessoas que não freqüentam a comunidade. Elas aparecem nas festas, depois não participam da comunidade.
8) As Paróquias e comunidades que já tiraram as bebidas alcoólicas de suas festas, começaram primeiro conscientizando a comunidade, e paralelamente implantaram a Pastoral do Dízimo. Algumas fizeram uma votação, ou melhor, um plebiscito. Tudo deu certo. O povo está feliz, e as finanças aumentaram, sem as bebidas alcoólicas nas festas.
9. Tirando as bebidas alcoólicas, estamos dando bom exemplo para outras religiões, colaborando com a saúde pública, sendo coerentes com nossa fé e nossas Pastorais.
10. Após alguns anos de conscientização, a Assembleia Diocesana de Pastoral, em 2005 votou pela abolição de bebidas alcoólicas em festas de Igreja. Padres e lideranças, devem dar oportunidade de conscientização da comunidade sobre este assunto.
11. "Não vos embriagueis, mas enchei-vos do Espírito" (Ef 5, 18). A experiência tem mostrado que suco de uva e outras bebidas substituem as bebidas alcoólicas. Para maior clareza, decidimos que, se alguém aluga salões da Igreja para casamentos e outros encontros, consideramos que tais festas não são promoção da Igreja e por isso o uso de bebidas alcoólicas é da responsabilidade dos encarregados da festa.
12. Percebemos também que nas comunidades onde o pároco assume a responsabilidade de tirar as bebidas alcoólicas, o povo aceita e as lideranças se rendem. Onde o Padre fica neutro ou é contra, é quase impossível a mudança do hábito.
* 18 respostas que todo católico deve(ria) saber!
ENTREVISTA SOBRE O INÍCIO DA VIDA
Para esclarecer algumas questões fundamentais sobre o início da vida humana entrevistamos o coordenador da Pós-graduação em Bioética da PUC-Rio, Prof. André Marcelo M. Soares, que é filósofo e doutor em Teologia com pós-doutorado em Bioética. Além disso, é membro do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Instituto Nacional de Câncer (INCA), membro da Comissão de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da Equipe de Apoio da Seção Vida do Consejo Episcopal Latinoamericano (CELAM).
1. Por que a vida humana deve ser respeitada sempre?
R.: Ao falar de vida humana, não estamos apontando simplesmente para a constituição de sua identidade genética, distinta de qualquer outro ser. O que torna a vida humana diferente da vida dos demais seres vivos é o fato dela poder ser definida não só por sua dimensão biológica, mas também por sua dimensão espiritual. Essa dimensão se concretiza naquilo que chamamos de pessoa, que tem um sentido que ultrapassa todas as esferas fisiológicas. Por pessoa humana entendemos a vida desde sua origem. Pois, desde a concepção, a vida humana possui todas as potencialidades para se desenvolver no ser humano que estamos acostumados a ver em nós e nos outros que convivem conosco no dia a dia. Aquele ser que acabou de ser gerado não é uma vida em potencial, mas uma vida humana com potencialidades, tanto fisiológicas quanto espirituais. É verdade que somos seres biológicos, mas não seríamos humanos se não possuíssemos uma dimensão reflexiva, social, cultural, política e espiritual. Afinal, a vida humana não pode ser reduzida a um conjunto de células, pois o que somos hoje se deve ao que ocorreu no dia em que fomos concebidos.
2. O que é um embrião humano?
R.: Trata-se do indivíduo que se forma após a concepção, ou seja, no momento da fusão entre as células reprodutivas masculina (espermatozóide) e feminina (óvulo). O embrião passa por alguns estágios de desenvolvimento. O primeiro deles chamamos de zigoto, célula que se forma depois da fusão entre o espermatozóide e o óvulo. A seguir, inicia-se uma lenta viagem da Trompa de Falloppio para o útero. Neste momento, começa a ocorrer no zigoto uma divisão celular, fazendo surgir, depois das 30 horas da fecundação, dois blastômeros (duas células). Entre 40 e 50 horas, já são quatro blastômeros e por volta das 60 horas já são oito. Durante a viagem até o útero, o ovo (célula resultante da fusão entre espermatozóide e óvulo) passa de 12 para 32 células, estágio chamado de mórula (massa esférica cheia de células parecida com uma amora) e no quinto dia, agora no estágio de blastocisto, se fixa na parede do útero (processo conhecido por nidação), onde passa a se desenvolver até o nascimento.
3. O que é um feto humano?
R.: É o último estágio de desenvolvimento embrionário e é alcançado na oitava semana de gestação até a ocasião do nascimento.
4. O embrião ou feto humano pode ser sacrificado para beneficiar um outro ser humano?
R.: Não. Pois não há como afirmar, de modo absoluto, que “há mais vida humana” em um adulto ou em todo aquele já nascido, do que em um embrião ou feto. A dignidade que a vida humana possui em seu estágio adulto é a mesma em seu período de vida intra-uterina.
Sendo assim, uma vida não pode ser utilizada como um mero instrumento de reposição para beneficiar outra. Destruir a vida de um embrião ou feto é destruir a vida de um semelhante. Não podemos afirmar que o embrião ou o feto não é um de nós. É preciso não confundir o valor da vida com o valor que cada um dá a sua própria vida. Embora muitos não valorizem a vida humana, o fato é que seu valor independe do modo de vida que cada indivíduo escolheu para si.
5. Fala-se em “interromper a gravidez”. É o mesmo que aborto?
R.: A palavra aborto vem do latim (aborior) e significa morrer antes do nascimento. O aborto pode ser espontâneo ou provocado. No primeiro caso não é desejada pela mãe a interrupção da gravidez. Este tipo de aborto pode ser causado por uma série de distúrbios próprios do organismo da mãe ou do desenvolvimento do embrião. Já no segundo caso, o do aborto provocado, ocorre quando há um desejo da mãe de não levar adiante a gravidez. Neste caso, ela recorre a alguma técnica cirúrgica (aspiração, embriotomia etc) ou farmacológica (pílula do dia seguinte, pílula RU486 etc) para interromper a evolução embrionária. Desta forma, podemos dizer que a interrupção da gravidez sempre decorre de um aborto, espontâneo ou não.
6. Que são células-tronco? Para que servem?
R.: Células-tronco são células indiferenciadas, ou seja, aquelas que por estarem presentes no embrião desde a sua primeiríssima fase, até seu estágio de mórula, ainda não receberam uma função específica para ser desempenhada no organismo. Estas células são como um “tronco”, do qual vão sendo originadas todas as células especializadas (hemácias, leucócitos, neurônios etc) e, portanto, diferenciadas. Neste sentido, toda linhagem celular e tecidos são originados pelas células-tronco. Elas são as responsáveis pelo desenvolvimento de todo o organismo. Atualmente, alguns cientistas desejam utilizar as células-tronco para salvar vidas. O problema moral está no fato de que para isto ocorrer será necessário interromper a gravidez e eliminar o embrião.
7. Distinguem-se células-tronco embrionárias das células-tronco adultas. Em que consiste a diferença?
R.: As células-tronco embrionárias (aquelas que se encontram no organismo desde a primeira fase do desenvolvimento do embrião) são consideradas totipotentes, porque juntas ou separadas têm um potencial para produzirem todo o desenvolvimento do organismo. Todavia, nas fases que sucederão a formação da mórula, as células vão se diferenciando e passam a ter potencialidades bem distintas, assumindo funções especializadas no organismo. Deste modo, elas perdem sua condição de totipotência e passam a ser pluripotentes. As células-tronco pluripotentes são as responsáveis pela formação dos tecidos presentes no organismo adulto, mas isoladas jamais podem dar origem ao organismo todo, o que só ocorre na qualidade de totipotência. O período de pluripotência é limitado. Pois do oitavo ao décimo quarto dia, vão se formando três camadas celulares (endoderma, ectoderma e mesoderma). Destas camadas são originados os tecidos, os órgãos internos, os órgãos externos e as células reprodutivas. Nesta fase, as células-tronco passam a ser multipotentes, ou seja, sua função dentro da formação do organismo já está determinada. As chamadas células-tronco adultas são multipotentes, podendo dar origem ao tecido celular onde residem. Em algumas regiões do organismo (medula óssea, placenta e sangue do cordão umbilical, por exemplo) é possível encontrar células-tronco especializadas com um bom potencial de adaptabilidade. Com a aplicação da técnica adequada, estas células podem servir na regeneração de tecidos celulares distintos. Este procedimento é eticamente aceitável, porque nele não se faz necessário à interrupção da gravidez e a morte do embrião.
8. Em termos de utilidade para a biomedicina e o bem estar das pessoas, há diferenças significativas entre elas?
R.: As células-tronco embrionárias, por serem totipotentes, têm uma capacidade ilimitada de se tornarem qualquer tecido. Por outro lado, elas podem apresentar sérios problemas de compatibilidade. Já as células-tronco adultas estão presentes no organismo em pequena quantidade e nem sempre se proliferam in vitro, porém não apresentam as complicações decorrentes da rejeição, pelo fato de serem retiradas de um indivíduo para serem utilizadas nele próprio. Além disso, não há diferenças significativas entre elas para o uso terapêutico. A única diferença se dá no território da ética.
9. Por que se diz que é inaceitável a manipulação das células-tronco embrionárias, enquanto se aceita o uso das células-tronco adultas?
R.: Todo o problema moral em torno do uso das células-tronco embrionárias (totipotentes) está no fato de que para sua obtenção é necessário que se interrompa o desenvolvimento do embrião, causando, assim, um aborto. Já as células-tronco adultas podem ser retiradas do ser humano sem a necessidade de destruir o embrião.
10. Quais as conseqüências do uso de embriões humanos para o futuro da humanidade?
R.: É uma falácia acreditar que sem o uso de embriões não será possível avançar na descoberta da cura de doenças. É preciso observar que conseguimos alcançar, até este ponto da evolução científica e tecnológica, a solução para diversos males, sem nunca ter necessitado utilizar embriões. Até hoje não se sabe, ao certo, o que decorre da utilização de células-tronco embrionárias num ser humano. Pesquisas realizadas em animais apresentaram, após o tratamento com células-tronco embrionárias, o aparecimento de tumores e a formação de verdadeiras aberrações. O uso de embriões pode trazer, contrariamente do que tem sido afirmado levianamente na mídia, uma série de prejuízos no campo da saúde e da moral. Os defensores do uso de embriões partem sempre de premissas relativistas e utilitaristas. A vida começa na fecundação. Isso é evidente e não é relativo. Interromper o desenvolvimento de um embrião é interromper uma vida em formação. Isso é evidente e não é relativo. Usar embriões para fins aparentemente beneficentes é uma violação da dignidade humana. Afinal ninguém, de bom senso, mata um bebê para lhe tirar o fígado ou coração como propósito de salvar outra vida. Quem possui este bom senso sabe também que o bebê está em desenvolvimento, tanto quanto um embrião e é tão vivo quanto um embrião. Isso é evidente e não é relativo.
11. É ético congelar embriões?
R.: Não. Poderíamos responder a esta pergunta com uma outra: é ético congelar uma pessoa de 20 anos de idade? A resposta desta pergunta já nos orienta para uma compreensão do embrião como vida humana, que deve seguir seu curso normal e ser respeitada desde o seu início. O embrião congelado representa, no universo do desejo de maternidade ou paternidade, somente uma possibilidade. Quando este desejo se realiza, o embrião que restou já não tem mais valor, literalmente se tornou desnecessário. É evidente que os desejos de maternidade e paternidade devem ser respeitados, mas a vida é um valor bem maior do que qualquer desejo, seja ele qual for.
12. Qual é o resultado atual do uso de células-tronco adultas para a recuperação de órgãos e outras aplicações?
R.: No Brasil já são comprovados os bons resultados obtidos com o uso de células-tronco adultas no tecido cardíaco. Em várias regiões do país, pesquisadores tentam ampliar o campo de aplicação das células-tronco adultas. Também no exterior, muitas são as pesquisas e as publicações científicas que apresentam resultados consideráveis.
13. Qual é a situação dos bebês anencéfalos? Têm morte cerebral?
R.: A expressão anencefalia (ausência do encéfalo) não parece muito adequada. O mais apropriado é o termo meroanencefalia (ausência de uma parte do encéfalo). Isto se justifica porque, sendo o encéfalo um termo muito complexo, falar de sua ausência total pode indicar uma imprecisão. A anencefalia, assim chamada comumente, é um mal congênito, isto é, ocorrido durante o desenvolvimento embrionário. As causas podem ser variadas, como a ausência de ácido fólico no organismo materno. Os anencéfalos podem viver horas e até dias. Dependendo do grau de anencefalia, estes bebês podem ter alguns movimentos, além de respirar. De modo geral, possuem alguma atividade tronco-encefálica e, justamente por este motivo, não podemos dizer que houve aí morte cerebral. No caso de morte cerebral, o cérebro não dá mais comandos para o resto do corpo e respiração é mantida mecanicamente.
14. A gravidez de um anencéfalo põe em risco a vida da mãe?
R.: É preciso, antes de tudo, considerar que qualquer gravidez envolve riscos. Desta regra não escapa a gravidez de anencéfalos. Em outras palavras, os riscos para uma gravidez de anencéfalo são os mesmos para uma gravidez comum. É preciso levar em conta também que a proporção de anencéfalos nascidos é bem menor do que a dos demais bebês. Vale dizer também que não se observa no número de mulheres que morrem durante a gravidez ou no parto o fato de estarem todas grávidas de anencéfalo. 15. O sofrimento de uma mãe neste estado justifica o abortamento do bebê? A vida e o sofrimento dele não conta? R.: Apesar de o sofrimento ser muito grande para uma mulher grávida de um bebê anencéfalo, o abortamento não se justifica. Trata-se, antes de tudo, de uma vida humana. O anencéfalo não terá a mesma qualidade de vida que um bebê normal, mas isto não significa que não tenha a mesma dignidade. Muitos confundem dignidade com viabilidade. A dignidade não está vinculada a um órgão específico. Pela ausência de uma parte do encéfalo o bebê não será um ser humano como os demais, mas será um ser humano e, justamente por isso, terá de ser respeitado até o fim. A deficiência de um ser humano não o torna menos digno, mesmo quando esta deficiência é uma meroanencefalia. Os que defendem o aborto para diminuir o sofrimento do anencéfalo são os mesmos que, curiosamente, definem a anencefalia como morte cerebral. Bom, se há morte cerebral não há sofrimento. Por outro lado, se há sofrimento é porque está vivo. A vida de um anencéfalo é curta e durante seu curso tudo será feito para que não haja nenhum sofrimento, o que ocorre com qualquer outro tipo de paciente. O sofrimento é objeto do cuidado médico. A Medicina não existe para matar pessoas que sofrem, mas para lhes dar o alívio da dor e, dentro de suas reais possibilidades, a cura.
16. Quais as implicações psicológicas para a mãe que interrompe a gravidez de um bebê anencéfalo?
R.: Ao levar a gravidez de um anencéfalo até o fim, a mulher sofre muito. Mas é igualmente verdade que o sofrimento não é menor quando se apela para o aborto. Em todos os casos o sofrimento é incalculável, pois não existe instrumento que possa medir e comparar um sofrimento com outro. No entanto, ao abortar um anencéfalo os conflitos psicológicos podem se traduzir em traumas e sentimentos de culpa que acompanharão a mulher por toda a sua vida.
17. Como amparar a mãe durante a gravidez de uma criança anencéfala?
R.: O afeto é essencial neste momento. Será preciso deixar claro que a anencefalia não é um castigo e nem culpa da mãe. Algumas mulheres acreditam que tal fato ocorreu porque em determinada altura da gravidez houve, de sua parte, um sentimento de rejeição. Tais pensamentos devem ser eliminados. O casal deve estar bem unido e numa constante troca de sentimentos e atenção. O marido deve encorajar sua esposa a manter firme a esperança e manifestar a ela seu amor nos momentos de maior angústia e apreensão. O médico deve respeitar o momento difícil e expor, com simplicidade e abertura, todo os fatos que envolvem aquela circunstância. Os familiares e os amigos, respeitando os sentimentos da mãe, devem demonstrar maturidade nas posições, sem a intenção de induzir posturas contra a vida. Neste momento vale falar sobre o sentido da vida e dizer que um bebê anencéfalo não é uma coisa ou um monstro, mas um ser humano que apresentou falhas no curso do seu desenvolvimento e isso o levou a uma deficiência incorrigível.
18. Há absoluta certeza na palavra médica que diagnostica a anencefalia?
R.: Atualmente é possível diagnosticar a anencefalia sem muito erro, mas é bom esclarecer que há graus de anencefalia. Como foi mencionado anteriormente, o termo mais adequado é meroanencefalia, porque indica que parte do encéfalo está ausente. Pois o grau da anencefalia está relacionado com a parte ausente.
Fonte: Presbíteros








