Bispo católico afirma haver uma conspiração da Unesco que transformará metade do mundo em homossexuais
“O ‘ministro’ da família no governo do Papa, o cardeal Antonelli, me comentava há poucos dias em Zaragoza que a UNESCO tem programado para os próximos 20 anos fazer com que a metade da população mundial seja homossexual. Para isso, através dos mais variados programas, irá implantando a ideologia de gênero, que já está presente em nossas escolas”. Essa é a teoria da conspiração global sustentada pelo bispo de Córdoba, Demetrio Fernández. Ele a expôs no dia 26 de dezembro, numa homilia pronunciada na eucaristia da Sagrada Família. E, aliás, destaca o cardeal Ennio Antonelli, ministro da Família do Papa, como o autor da “teoria conspiratória” da organização da ONU para a infância. Demetrio Fernández assegurou que a Igreja “não pretende impor a ninguém sua visão quanto à vida e à família, mas pede que seja respeitada a visão que temos recebido de Deus e que está inscrita na natureza humana”. Como será realizada essa iniciativa sem precedentes? “Para isso, através dos mais variados programas, irá implantando a ideologia de gênero, que já está presente em nossas escolas”. “Quer dizer, segundo a ideologia de gênero, que ninguém nasceria homem ou mulher, mas o que escolher posteriormente segundo o seu prazer, e poderá mudar de sexo quando quiser segundo a sua vontade”. E conclui: “Eis aí a última ‘conquista’ de uma cultura que quer romper totalmente com Deus, com o Deus Criador, que fixou em nossa natureza a distinção entre o homem e a mulher”. O preletor terminou a homilia dizendo que “Não é momento de lamentar-se, mas de conhecer bem quais são os ataques a este bem precioso e de viver com lucidez e com coerência o que temos recebido de Deus, pela lei natural ou por lei revelada”. Uma homilia que dará muito o que falar, inclusive entre os preletores e os fiéis que assistiram à grande festa-missa da família de Colón celebrada em Madri. A sexualidade não é “um jogo de prazer”
Na primeira parte de seu longo sermão, o preletor de Córdoba, considerado um dos mais conservadores do episcopado espanhol, fez, também, uma fundamentação teológica e espiritual da família como “Igreja doméstica”, porque “no plano amoroso de Deus, a família constitui um pilar fundamental de nossa vida e de nossa convivência”. Um plano de Deus no qual, segundo o bispo, “a família consiste na união estável de um homem e uma mulher que se amam e declaram se amar por toda a vida. União santificada pela bênção de Deus no sacramento do matrimônio, cujo vínculo é fonte permanente de graça e é irrompível, quero dizer, indissolúvel. União que pela sua própria natureza está aberta à vida e resulta, normalmente, no nascimento de novos filhos que completam o amor dos pais e que são como a coroa destes”. Uma contribuição mútua que, a juízo de Demetrio Fernández, se “expressa, inclusive, na doação corporal, na linguagem da sexualidade”. Isso sim, uma sexualidade que não pode ser entendida “como um jogo de prazer” porque, então, “este projeto de Deus sobre o homem se arruína”. Para o bispo, “o prazer que acompanha a relação sexual não pode converter-se em valor absoluto das relações entre homem e mulher. Quando o único que motivo é o prazer, a satisfação de si próprio, o outro se converte em objeto, e o amor se converte em egoísmo. A sexualidade, então, é a linguagem do egoísmo, do egoísmo mais terrível, porque utiliza o outro para seu próprio proveito”. O preletor de Córdoba salienta, ao continuar, que a relação sexual entre os cônjuges deve estar sempre aberta à vida. “A encíclica Humanae vitae ensina claramente esta doutrina, e – ai de vós! -, se a extorquirmos, dizendo o contrário ou deixando à consciência de cada um que faça o que quiser”. E, portanto, devemos reconhecer que alguns padres não respeitam essa doutrina da Igreja. “Devemos pedir perdão a Deus porque, neste ponto, nós bispos, sacerdotes ou catequistas, não temos anunciado com fidelidade a doutrina da Igreja, a doutrina que salva e torna os homens felizes”. “Caminhando rumo à autodestruição”
“No deserto demográfico que padecemos, pelo que o mundo ocidental se lamenta, todos temos nossa parcela de culpa. Não só os legisladores e os políticos por não favorecerem a família verdadeira, mas também os transmissores da verdade evangélica (bispos, sacerdotes, catequistas) por haverem ocultado ou negado a doutrina da Igreja neste ponto”, destacou clamando um “mea culpa” por haver conduzido o mundo a consequências dramáticas e desastrosas. A prova mais evidente é, segundo o bispo, que a “Espanha tem tido o menor índice de natalidade do mundo e, desde que o aborto foi introduzido, existem mais de um milhão de mortos por este crime abominável. Seguindo este caminho, a Espanha e os países ocidentais, tão orgulhosos de seu progresso, caminham rumo à sua própria destruição”. Também contribuíram para isso “as facilidades para o divórcio, para a anticoncepção em todas as suas formas, para o aborto – inclusive com a pílula do dia seguinte, repartida gratuitamente como anticoncepcional. São tantos ataques à família, ao projeto amoroso de Deus sobre a família e a vida”. Fonte: Gospel Prime Informações El Mundo
O que diz a Igreja Católica? O que diz a Maçonaria?
Deixemos que as partes envolvidas, a Igreja Católica e a própria Maçonaria, respondam estas indagações.
D. João Evangelista Martins Terra, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, escreveu um livro que aborda justamente este assunto: "Maçonaria e Igreja Católica", que é uma pesquisa histórica sobre a maçonaria, sua expansão e situação no mundo de hoje, especialmente no Brasil. Faz uma análise dessa organização e apresenta a posição da Igreja Católica pós-conciliar.
Usaremos este livro para mostrar a posição da Igreja Católica para com a maçonaria e como ela orienta a seus fiéis e clérigos.
O CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (Obra citada, pág. 70 a 72)
"O Código de Direito Canônico de 27-5-1917 contém os seguintes cânones relativos à maçonaria":
Cân. 684: "Os fiéis fugirão das associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procuram subtrair-se à legítima vigilância da Igreja".
Cân. 2333: "Os que dão seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem ipso facto na excomunhão simpliciter reservata à Sé Apostólica".
Cân. 2336: "Os clérigos que cometeram o delito de que tratam os cânones 2334 e 2335 devem ser punidos, não somente com as penas estabelecidas nos cânones citados, mas também com a suspensão ou privação do mesmo benefício, ofício, dignidade, pensão ou encargo que possam ter na Igreja; os religiosos, pois com a privação do ofício e da voz ativa e passiva e com outras penas de acordo com suas constituições. Os clérigos e os religiosos que dão o nome à seita maçônica ou a outras associações semelhantes devem, além disso, ser denunciados à Sagrada Congregação do Santo Ofício".
Cân. 1399, nº 8 - são ipso facto proibidos: "Os livros que, tratando das seitas maçônicas ou de outras associações análogas, pretendem provar que, longe de serem perniciosas, elas são úteis à Igreja e à sociedade civil".
Ver ainda os cânones: 693; 1065; § 1 e § 2, 1240; 1241.
"Desses cânones do Código de 1917 resulta claramente que:
Todo aquele que se inicia na maçonaria, incorre, só por este fato, na pena de excomunhão (cân. 2335).
Por ter incorrido na excomunhão, todo maçom: a) deve ser afastado dos sacramentos (confirmação, confissão, comunhão, unção dos enfermos), ainda que os peça de boa fé (cân. 2138, § 1); b) perde o direito de assistir aos ofícios divinos, como sejam: A Santa Missa, a recitação pública do Ofício Divino, procissões litúrgicas, cerimônias da bênção dos ramos etc. (cf. cân. 2259, § 1; 2256, n. 1); c) é excluído dos atos eclesiásticos legítimos (cân. 2263), pelo que não pode ser padrinho de batismo (cân. 765, n. 2) nem de crisma (cân. 795, n. 1); d) não tem parte nas indulgências, sufrágios e orações públicas da Igreja (cân. 2262, § 1).
O maçom não pode ser admitido validamente nas associações ou irmandades religiosas (cân. 693).
Os fiéis devem ser vivamente desaconselhados de contrair matrimônio com maçons (cân. 1065, § 2).
Só após prévia consulta do bispo e garantida a educação católica dos filhos, pode o pároco assistir ao casamento com um maçom (cân. 1065, § 2).
O maçom falecido, sem sinal de arrependimento, deve ser privado da sepultura eclesiástica (cân. 1240).
Deve-se negar aos maçons qualquer missa exequial, assim como quaisquer ofícios fúnebres públicos (cân. 1241).
O Santo Ofício declarou, no dia 20 de abril de 1949, numa resposta ao bispo de Trento, que nada tinha mudado na disciplina do Código de Direito Canônico a respeito da maçonaria". Façamos então uma nova pergunta: A situação hoje ainda é a mesma? Ou houve alguma mudança?
Em 27 de novembro de 1983, entrou em vigor um novo Código de Direito Canônico: "O Novo Código apresenta um cânon relativo à maçonaria":
Cân. 1374: "Quem se inscrever em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promover ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito". (Obra citada, pág. 99).
No mesmo dia em que entrava em vigor o novo Código de Direito Canônico, L´Osservatore Romano publicava esta Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a maçonaria:
"Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério relacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categoria mais amplas. Permanece, entretanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja, e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240-241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983". (Obra citada, pág. 100 e 101). E o que diz a maçonaria? Vejamos. CATÓLICO E MAÇOM?
C. W. Leadbeater, conhecido escritor maçônico, sustenta que "seria um empreendimento colossal escrever uma história da Maçonaria, pois seriam necessários conhecimentos enciclopédicos e muitos anos de pesquisas".
Por seu lado, Marius Lepage, em seu livro História e Doutrina Franco-Maçonaria, após perguntar "quem poderia escrever uma história da Ordem em algumas semanas?", responde que "seriam necessários anos de trabalho".
Dom Ivo Lorscheiter, Bispo responsável pelo Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, escreve e assina: "O estudo da Maçonaria é, sem dúvida, difícil e complexo. Sua história, suas concepções profundas, suas atitudes concretas, as sucessivas severas manifestações do Magistério da Igreja Católica, o espírito de diálogo hoje reinante - tudo parece conduzir a esta pergunta fundamental e de largas conseqüências: Afinal, a Maçonaria e a Doutrina Católica são conciliáveis entra si?".
Todavia, todas as dificuldades apontadas e conhecidas não impediram que a Maçonaria fosse agredida, injuriada, caluniada e condenada por muitos, mas principalmente pela Igreja Católica Apostólica Romana. Vários Papas, que são os bispos da Diocese de Roma, chefes e reis do Estado Pontifício com sede no Vaticano, têm condenado a Maçonaria, e eles foram:
Clemente XII - Bula "In eminenti" -1738. Bento XIV - Bula "Provida Romanorum Pontificum" - 1751. Pio VII - Bula "Ecelesian a Jesus Christo" - l800 Leão XII - Bula "Onde .Graviora" - 1823. Pio VIII - Encíclica de 20/3/1829. Pio IX - Encíclica "Omi Pluribus" = 1864 - Alocução de 20/4/1864 - Encíclica Nascita et Nobiscum - 1894 - Constituição Apostólica "SEDIS" - 1869 Leão XIII - Encíclicas de 1872, 1878, 1884 e 1892. Não vamos comentar todas as Bulas e Encíclicas. Vamos apontar as duas realmente importantes para o nosso trabalho:
Clemente XII: a primeira condenação da Maçonaria. Notem que haviam decorridos apenas 21 anos da constituição da Grande Loja de Londres (24/6/1717), e portanto a Ordem era pouco conhecida do Vaticano. Alguns escritores afirmam que "o motivo da condenação não era religioso, mas de ordem política".
Entretanto, o Padre Ferrer Benimeli, conhecido maçonólogo, garante que "esta hipótese é totalmente insustentável do ponto de vista histórico, à luz da documentação vaticana da época".
O Padre Jesus Hortal, é teólogo e canonista, muito ligado aos temas de ecumenismo e diálogo interreligioso; nos esclarece que o documento de Clemente XII é algo obscuro na sua redação, mas que o resumo dele feito na Bula "Providas Romanorum Portificum" promulgada pelo Papa Bento XIV aos 18 de maio de 1751 oferece uma melhor compreensão, pois ali estão enumeradas seis razões para a condenação:
"a primeira é que, nas tais sociedades e assembléias secretas, estão filiados indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a resultante de um grande perigo para a pureza da religião católica;
"a segunda é a obrigação estrita do segredo indevassável, pelo qual se oculta tudo que se passa nas assembléias secretas;
"a terceira é o juramento pelo qual se comprometem a guardar inviolável segredo, como se fosse permitido a qualquer um apoiar-se numa promessa ou juramento com o fato de furtar-se a prestar declarações ao legitimo poder... ;
"a quarta é que tais sociedades são reconhecidamente contrárias às sanções civis e canônicas ...;
"a quinta é que em muitos países as ditas sociedades e agremiações foram proscritas e eliminadas por leis de princípio seculares;
"a última enfim é que tais sociedades e agremiações por homens prudentes e honestos".
Não é nosso objetivo, pelo menos hoje, discutir ou debater as seis razões apontadas acima, as quais serviram para os Papas Clemente XII em 1738 cominar a pena de excomunhão, e Bento XIV, em 1751, confirmá-la. Não se iludam. Já se passaram 260 anos da condenação de Clemente XII, e a posição da Igreja de Roma não mudou nada com relação à maçonaria e aos católicos que são iniciados na ordem maçônica, como veremos adiante.
Além de considerar a maçonaria como uma seita, entre outras, conforme se constata na Constituição Apostólica Ecelesian, 13/9/1821, do Papa Pio VII, condenando especificamente a Carbonária, mas estabelecendo um laço de continuidade com os maçons do século XVIII condenados por - Clemente XII e Bento XIV. Ainda mais: O Papa Leão XII na Bula ."Quo Graiora", 13/5/1825, considerou a maçonaria como uma sociedade - que tem como finalidade "maquinar (ou seja, conspirar) contra a Igreja e os legítimos poderes do Estado", conforme se lê nos Estudos da CNBB n° 66, produzido pelo Padre Jesus Hortal.
Em 1917, quando foi promulgado o primeiro Código de Direito Canônico, manter-se a proibição dos católicos filiarem-se à Maçonaria. Lá estava bem clara a pena de excomunhão (cânon 2335). Passaram-se mais 57 anos, e, em 1974, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (SCDF) enviou uma carta a algumas conferências Episcopais mantendo a pena do Cânon 2335 (excomunhão) para os que se inscreverem na ordem maçônica.
É muito importante a Declaração dos Bispos Alemães, publicadas em 12/5/1980, que conclui " pela inconciabilidade, pelos seguintes motivos, entre outros:
"a maçonaria admite um conhecimento objetivo de Deus, no sentido pessoal do "teísmo". O ´Grande Arquiteto do Universo´ é ´algo´ neutro, indefinido e aberto a qualquer interpretação;
a maçonaria apresenta aos seus membros uma exigência de totalidade, que reclama uma pertença a ela na vida e na morte, o que parece não deixar espaço para a igreja". Logo a seguir, uma declaração da SCDF, em 17/2/1981, confirmam e precisa:
"não foi modificada de algum modo a disciplina canônica, que permanece em todo o seu vigor";
"NÃO FOI PORTANTO AB-ROGADA A EXCOMUNHÃO NEM AS OUTRAS PENAS CANÔNICAS PREVISTAS". A 26/11/1983 na véspera da entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico, a Congregação para a Doutrina da Fé, agora sob a direção do Cardeal Ratzinger, reafirma:
"Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois seus princípios FORAM SEMPRE CONSIDERADOS INCONCILIÁVEIS COM A DOUTRINA DA IGREJA e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. O Sumo Pontífice João Paulo II, durante audiência concedida ao subscrito cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração, e ordenou a sua publicação". Parece-nos sem sombra de qualquer dúvida, ser impossível para o católico uma dupla fidelidade eclesial e maçônica.
A linha 5 da CNBB, desde alguns anos vem realizando com a presença de bispos e sacerdotes, bem como um grupo de maçons convidados - nós comparecemos em quatro reuniões - cujo assunto principal era saber se a doutrina católica, era ou é compatível com a doutrina maçônica. Após inúmeras discussões, que duraram anos, os maçons não conseguiram obter nenhuma declaração favorável à maçonaria. Sempre esbarraram nos cânones do Vaticano, em vigor até hoje. Na última reunião, realizada no dia 13/10/l997, o tema conciabilidade entre maçonaria e igreja católica foi abandonado, e agendado: o simbolismo dos três primeiros graus, com interpretação católica e interpretação maçônica.
Por tudo o que já foi apresentado documentadamente, preferimos concordar com o Padre Jesus Hortal:
"Maçonaria e Igreja Católica são simplesmente inconciliáveis, com uma inconciabilidade que não depende de conjunturas históricas, nem de ações particulares, mas que é intrínseca à própria natureza de ambas as instituições".
"Os fiéis que desejam obter o martelo, precisam contribuir com "uma ofertinha de R$ 1 mil", afirma o "Pastor" que anuncia o produto. Os interessados são orientados a ligar para um número que aparece na tela ou visitar o site da igreja e preencher um cadastro solicitando o "Martelo da Justiça". "Nós enviamos pelos Correios a você", afirma o "Pastor"."
Você sabe o que é o “Relatório de Kissinger”? Já ouviu falar ou não sabe do que trata este relatório?
Esse documento afirma que o crescimento da população mundial é uma ameça aos países desenvolvidos e que para evitar este risco é necessário implantar uma política de controle da natalidade por meio de anticoncepcionais, esterilização em massa, criação de mentalidade contra a família numerosa, investimento maciço de milhões de dólares em todo o mundo com esse objetivo.
O “Relatório de Kissinger” foi escrito no ano de 1974 pelo então secretário de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger, intitulado como “Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos” e entregue a Gerald Ford, presidente norte-americano na época. De interesse exclusivo dos Estados Unidos, o documento foi o caminho encontrado para impedir o crescimento populacional dos países pobres, pois o grande medo do poderio norte-americano é perder os países nos quais têm interesses políticos, econômicos e estratégicos.
O documento cita a Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia como países fiscalizados pelos norte-americanos com relação ao crescimento populacional.
Nas 198 páginas do relatório é possível verificar o início dessas políticas públicas e ideológicas para evitar o aumento das taxas de natalidade, as quais adotam as mais variadas táticas para diminuir o número de nascimentos nos países citados.
“Deve-se dar prioridade ao programa geral de assistência às políticas seletivas de desenvolvimento nos setores que ofereçam a maior perspectiva de motivar mais as pessoas a querer famílias menores” (Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Ultramarinos dos Estados Unidos, 1974. p.17).
Outra informação alarmante que o documento traz é que nenhum país conseguiu reduzir o crescimento populacional sem recorrer ao aborto e sem o incentivo do uso de métodos contraceptivos.
“Nós estamos lutando com gigantes, fundações internacionais e bancos mundiais que só emprestam dinheiro aos países pobres sob as condições de que vão adotar políticas de limitação da natalidade", denuncia padre Luiz
De acordo com o presidente da Associação Pró-vida de Anápolis (GO), padre Luiz Carlos Lodi: “O aumento da população mundial é uma ameaça para os interesses externos dos Estados Unidos, o que é preciso controlar de qualquer maneira com esterilização em massa, anticoncepção e inclusive o aborto. É um fato que os Estados pouco populosos e ricos têm medo do crescimento dos países pobres e mais férteis e que tentam impor políticas de controle demográfico”.
O sacerdote conta que o Brasil também acabou adotando políticas de controle populacional, porque até 1988 nenhuma outra Constituição Federal havia utilizado a expressão “planejamento familiar” em um dos seus artigos.
“Regulamentar o ‘planejamento familiar’ o que é isso? Nada menos que regularizar a esterilização, que antes era um crime no Brasil classificado como lesão corporal gravíssima. Com esse projeto de lei a esterilização deixou de ser crime e passou a ser praticada pelo Estado, e está sendo praticada até hoje com o dinheiro público. Tudo isso por causa desse texto colocado na Constituição Federal”, ressaltou.
Segundo o presidente do Pró-vida de Anápolis, a luta contra estes movimentos políticos é dura, pois é preciso dialogar com os poderosos do mundo.
“Nós estamos lutando com gigantes, fundações internacionais e bancos mundiais que só emprestam dinheiro aos países pobres sob as condições de que vão adotar políticas de limitação da natalidade. Também estamos lutando contra os meios de comunicação de massa que, através do grande poder de propaganda, incentivam as pessoas [à pratica desses meio contraceptivos]. Mas nós temos uma coisa que eles não possuem: a graça de Deus”, recordou.
Somente após 1989 a Casa Branca desclassificou o documento, que hoje é considerado domínio público. Pela internet é possível ter acesso a ele.
Assista, na íntegra, a entrevista com o presidente da Associação Pŕo-vida de Anápolis (GO), padre Luiz Carlos Lodi.
“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373)
Certa vez o Papa Paulo VI disse a um grupo de casais:
“A dualidade de sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”.
Isto é, doando a vida, o casal humano se torna semelhante a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e digna do que esta na face da terra? Alguém disse certa vez, com muita razão, que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”.
Nada é tão grande e valioso neste mundo como o homem. Ensina a Igreja que “ele é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS,24). Por isso o Catecismo da Igreja afirma que:
“Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).
Será que acreditamos de fato nessas palavras da Igreja? Ou será que “escapamos pela tangente”, dando a “nossa” desculpa?
Lamentavelmente estabeleceu-se entre nós, também católicos, uma cultura “anti-natalista”.Por incrível que pareça “as preocupações da vida” (Lc 12,22; Mt 6,19), sufocaram o valor imenso da vida humana, levando as gerações à triste mentalidade de “quanto menos filhos melhor”.À luz do cristianismo, é uma triste mentalidade, pois a Igreja sempre ensinou o valor incomensurável da vida.
O salmo 126 diz com todas as letras:
“Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”.“Feliz o homem que assim encheu sua aljava…” (Sl 126, 3-5).
O amor é essencialmente dom. São Tomás de Aquino dizia que “o bem é difusivo” (Suma Teológica, I, q. 5, a.4, ad 1).Em outras palavras: ou o amor se doa, ou então morre. E, para o casal, a maior doação é a da vida do filho.
Santo Ireneu (†202) resumia em poucas palavras toda a grandeza do homem : “O homem vivo é a glória de Deus” (Contra as heresias IV, 20,7).
Isto quer dizer que com a criação do homem e da mulher à sua imagem e semelhança, “Deus coroa e leva à perfeição a obra das suas mãos” (Familiaris Consórtio, 28).
Assim, Ele chamou-nos a participar do seu poder de Criador e de Pai:
“Deus abençoou-os e disse-lhes: “crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gen 1,28).
Disse ainda o Papa João Paulo II:
“A tarefafundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem.Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).
Todos esses ensinamentos nos levam ao que a Igrejaafirma constantemente:
“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS,50; HV,11; FC,29).
A situação social e cultural dos nossos tempos, dificulta a compreensão dessa verdade. Vale a pena reler o que disse o Papa João Paulo II sobre isso:
“Alguns perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores.
“Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.
“Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (Familiaris Consórtio, 30).
Muitos têm medo de não educar bem os filhos. Pois eu lhes digo que, com Deus,é possíveleducá-los; basta que o casal se ame, crie um lar saudável, e vivam para os filhos, com todas as suas forças e com toda dedicação. O resto, Deus e eles farão. Faça do seu filho um Homem… isto basta.
Há hoje uma mentira muito difundida – infelizmente aceita também por muitoscatólicos – de que a limitação da natalidade é o remédio necessário e “indispensável” para sanar todos os males da humanidade.
Não há civilização que possa se sustentar sobre uma falsa ética que destrói o ser humano, ou que impede o “seu existir”. É ilógico, desumano e contra a Lei de Deus, que, para salvar a humanidade seja necessário sacrificá-la em parte.
Jamais a mulher poderá se realizar mais em outra vocação do que na maternidade.É aí que ela coopera de maneira mais extraordinária com Deus na obra da criação e, consequentemente, é aí que ela encontra a sua verdadeira realização. Afinal, São Paulo afirma a Timóteo que: “A mulher será salva pela maternidade” (1 Tm 2,15).
Isso não quer dizer que a mulher que não se torna mãe não pode se salvar, longe disso, mas mostra que o caminho da maternidade, hoje tão desvalorizado, é um meio poderoso de santificação da mulher.
Certa vez o Cardeal Raul Henriques, do Chile, disse:
“Se quando minha mãe teve o 18º filho, tivesse dito basta, vocês não teriam hoje o seu Cardeal”.
E é bom lembrar que Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, foi a 23ª filha dos seus pais.
A Igreja, no Concílio Vaticano II ensinou que:
“Não pode haver verdadeira contradição entre as leis divinas sobre a transmissão da vida e o cultivo do autêntico amor conjugal”.
“Aos filhos da Igreja, apoiados nesses princípios, não é lícito adotar na regulação da prole os meios que o Magistério reprova quando explica a lei divina” (GS, 51).
É preciso dizer aqui que a lei de Deus não é impossível de ser vivida; basta ter fé. São Paulo disse que “o justo vive pela fé” (Rm 1, 17) e sabemos que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11,6). O que falta hoje para muitos casais é exatamente essa fé. Jesus disse que o seu “jugo (doutrina) é suave e seu peso é leve” (Mt 11,30).
“O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem de fora de teu alcance… Mas esta palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir” (Dt 30, 11-14).
Vitor Hugo disse certa vez que “um lar sem filhos é como uma olmeia sem abelhas”; acaba ficando sem a doçura do
1 Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: 2 prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. 3 Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. 4 Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. 5 Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.
que esta pensamento relativista seja exorcizado de nossa vidas
§2352 Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado." Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana".
§2396 Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.
Masturbação é saudável e natural, ou é perversão?
Masturbação é saudável e natural, ou é perversão? Masturbar-se quando solteiro afetará a futura vida matrimonial? E o que dizer quando a masturbação não envolve fantasias sexuais?
Esse artigo explora o assunto – muitas vezes negligenciado – de como a masturbação molda a sexualidade da pessoa.
A Bíblia nos choca ao revelar que não é tanto o compromisso ou os votos matrimoniais o que faz de duas pessoas uma só, mas a relação sexual – até mesmo o chamado “sexo casual” (1 Coríntios 6, 16). Portanto, se tratamos o compromisso conjugal com extremo cuidado, devemos ser ainda mais cuidadosos com qualquer coisa relacionada ao ato sexual.
Se, como o Criador do ato sexual revela, esse ato de alguma forma cria uma união misteriosa entre duas pessoas (Efésios 5, 31-32), o ato sexual é um agente de ligação excepcionalmente poderoso. Portanto, qualquer coisa relacionada com o ato sexual deve ser tratada com muito cuidado, como se estivéssemos manuseando uma super-cola.
Se o ato sexual vincula ou liga duas pessoas, então qualquer prazer sexual sem o parceiro matrimonial continuará ligando poderosamente uma pessoa a algo, mas a ligação será com quaisquer visões ou pensamentos que estiverem presentes durante aquela hora de intenso prazer.
Caso seus pensamento se voltem para alguém com quem você não é casado, então aos olhos de Deus isso será tão errado moralmente quando o próprio ato sexual fora do casamento, seja antes dele ou seja um adultério (Mateus 5, 27-30), e isso não é uma condenação, mas um chamado à santidade.
Se você é solteiro, na hora da masturbação seus pensamentos se voltam para uma pessoa imaginária do outro sexo, então você estará criando vínculos com características do sexo oposto que seu (sua) futuro(a) esposo(a) provavelmente não terá.
Para algumas pessoas, a ligação criada pela auto-estimulação sexual será com a visão do próprio corpo. Se for assim, será isso – e possivelmente a visão de pessoas do próprio sexo – que começará a dominar suas paixões. Nem todo mundo irá por esse caminho, mas, de um modo ou de outro, o contexto no qual a pessoa repetidamente experimenta o prazer sexual irá moldar sua preferência sexual.
Se seus pensamentos durante o prazer sexual não estão focados em uma pessoa, mas em coisas neutras, então a atração ao sexo oposto começará a diminuir, e você estará fazendo uma forte lavagem cerebral em si mesmo; treinando suas reações mentais e corporais para desvalorizar o ato sexual: se corrompendo ao ponto de, para você, o ato sexual se tornar superficial, ao invés de ser o ponto mais alto de uma união interpessoal.
O vínculo sexual deve ser reservado exclusivamente ao casamento, ao esposo e esposa. Tudo o mais fora disso é perversão. O vínculo sexual não deve ser usado para ligar alguém com uma outra pessoa, um estranho, um animal ou um objeto.
A masturbação cultiva o desejo de sensações que diferem das que normalmente são geradas pelo ato matrimonial. O quanto isso vai ser destrutivo para relações heterossexuais vai variar de pessoa para pessoa. Mesmo no caso mais leve, entretanto, parece inevitável que a masturbação enquanto solteiro irá, no mínimo, afetar o aproveitamento e a apreciação da singularidade das relações matrimoniais.
Masturbação e pornografia: como parar de se masturbar
Por Raymond Lloyd Richmond, Ph.D.
Perguntas e Respostas
Há cerca de um ano atrás eu fui para a confissão, e disse ao Padre que me masturbava e que via pornografia. Disse também o número de vezes, e também que já tinha ido comungar antes de confessar esses pecados. O padre então me disse que nada daquilo era pecado mortal no meu caso, porque aquilo estava me levando para o amor, e que eu devia continuar a comungar. O que dizer disso? Essa resposta me confundiu. De qualquer modo, continuo a ter problemas com esses vícios, e não sou capaz de resistir às tentações. Ainda vejo pornografia e ainda me masturbo. O que é que não consigo compreender, ou qual minha motivação por trás desse desejo, e por que não consigo parar?
Você já ouviu o ditado: “Com um amigo desses, você não precisa de inimigos”. Olha, com um padre como esse que você encontrou, você não precisa de demônios que tentam perder a sua alma. Jesus Cristo disse a Pedro: “Alimentai minhas ovelhas” (João 21, 15-19). No entanto, padres como esse estão alimentando suas ovelhas entregar para os lobos!
Ponto de vista teológico
Esse padre está errado teologicamente porque (a) o próprio Jesus Cristo nos disse que a luxúria – mesmo a luxúria apenas no coração – é um pecado mortal (1), segundo Mateus 5, 28. Ele também está errado porque (b) a Tradição da Igreja Católica preservou o ensinamento de Cristo através das gerações, e porque (c) o Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 2351 a 2354) continua confirmando esse ensinamento.
Ponto de vista psicológico
Além disso, esse padre está errado psicologicamente, porque ele não entende o que é, realmente, o amor.
Auto-estimulação autística (ou seja, masturbação), não é uma questão de amor, é uma degradação do amor. O verdadeiro amor não busca nada para si próprio; ao invés, o verdadeiro amor é um ato de auto-sacrifício em prol da salvação das outras almas. A masturbação quer tudo para si; é uma forma sutil de vingança por não ter recebido o amor dos seus pais – especialmente o amor do pai.
Quando era criança, você se sentiu sozinho e abandonado, e teve que resolver as coisas com as próprias mãos. Você, basicamente, teve que crescer por si mesmo, sem a orientação dos pais. Então agora, já adulto, quando você se sente incapaz, sozinho, e abandonado, o que você faz? Você resolve as coisas com as próprias mãos – literalmente.
A pornografia surge da necessidade de depreciar uma “outra” pessoa. Na superfície, parece que a pornografia é apenas uma questão de prazer erótico. Mas quando o corpo humano se torna um brinquedo biológico, ele perde toda a dignidade humana, e sua degradação é um ato de agressão. A hostilidade pode ser inconsciente, ou pode ser abertamente violenta, mas, seja qual for o caso, tem sua raiz no ressentimento. E a quem esse ressentimento é dirigido? Como em todas as coisas psicológicas, o ressentimento se volta contra os pais. Lá no fundo, debaixo de toda aquela aparente excitação, e apesar da atração pelo que está sendo visto, existe escondida no escuro uma necessidade de machucar e insultar – “voltar a” – o que está por trás das cenas: uma mãe que devorou, rejeitou, ou abandonou, ao invés de cuidar; ou um pai que deixou de ensinar, guiar e proteger.
O erro nos fatos
Finalmente, esse padre está errado na própria realidade dos fatos, porque seu conselho não lhe ajudou em nada, além de confundir você.
Então, por que você se masturba?
O desejo de se masturbar
A ânsia em se masturbar começa porque, de algum modo, você tem se sentido incapaz, sem esperança, ou desfavorecido. Ela cresce em você por causa da (a) raiva inconsciente dos pais por eles não terem cuidado de você com amor verdadeiro, e (b) raiva inconsciente de si mesmo por se sentir tão incompetente devido à falta de amor verdadeiro. Esses sentimentos de desesperança e vazio variam em seus detalhes, de pessoa para pessoa e de situação para situação. Mas a questão é que, ao invés de se voltar para Deus na hora da sua dor emocional, você se deixa levar pelo desejo de resolver as coisas com as próprias mãos e se aliviar você mesmo do próprio desespero. Literalmente.
Onde está o amor nisso tudo? Esse tipo de comportamento não leva você ao amor, ele arrasta você direto para o hedonismo sado-masoquista do inferno.
O processo de cura
Para ficar curado dessa escravidão, primeiro aprenda a reconhecer esses sentimentos de desesperança e vazio, logo quando começam a aparecer. Perceba como eles se manifestam nas suas circunstâncias particulares. Será que eles surgem porque você está sobrecarregado de obrigações, sem assistência e orientação adequada, de modo que você se sente fatigado e solitário? Será que eles são uma questão de se sentir ofuscado pelos outros, de se sentir insultado e esquecido? Será que eles surgem a partir da sua própria confusão interior e da sua falta de confiança, de modo que você se sente preso e frustrado? Ou será que o problema está em outra questão?
Daí, então, transforme os sentimentos em linguagem; ou seja, explique conscientemente para si mesmo como esses sentimentos se conectam a sentimentos similares da sua infância. Lembre-se dos verdadeiros eventos da sua infância que fizeram surgir esses sentimentos, e descreva-os em detalhe.
Por fim, junte tudo isso e leve para a presença de Jesus Cristo, em oração. Peça que Ele lhe dê coragem e força para seguir em frente no meio desses sentimentos dolorosos, até alcançar a confiança na proteção divina. Procure a humildade da confiança, e não a satisfação de competir com os outros para fazer você se sentir mais forte. Admita sua miséria, e peça a graça para amar e para rezar por todos – mesmo seus inimigos – apesar do tratamento errado que você recebeu dos seus pais na infância, e que continua a receber, mesmo agora, de outras pessoas. E peça a Deus que o desejo de ter e sentir o verdadeiro amor cresça em você, e se sobreponha a todos os outros desejos. Faça isso e você não apenas vai compreender o amor, você vai começar a vivê-lo.
A violência anticristã não tem trégua na Nigéria: dois homens armados abriram fogo numa igreja da cidade de Gome, no nordeste do país, matando seis cristãos e ferindo outros dez.
O atentado ocorreu às 19h30 locais de quinta-feira, quando o pároco John Jauro dirigia uma oração, informa a agência francesa AFP. Referindo-se ao ataque, o pastor declarou: “Estava dirigindo as orações da congregação. Tínhamos os olhos fechados quando homens armados entraram na igreja e abriram fogo contra as pessoas”. O pastor contou que houve uma grande confusão quando os fiéis tentaram sair do templo.
Na quarta-feira, três ataques à bomba atingiram cidades do nordeste nigeriano, região onde foi decretado o estado de emergência.
Os radicais islâmicos do grupo Boko Haram, que reivindicaram os atentados, haviam dirigido um ultimato aos cristãos para que abandonassem, até quinta-feira, o Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano.
O ataque contra a igreja de Gombe não foi reivindicado até o momento.
Entrevistado pela RV, Dom Ignatius Ayau Kaigama, arcebispo de Jos, declara:
“Estou terrivelmente triste, como todos os nigerianos, cristãos e muçulmanos. Estas pessoas matam cristãos enquanto rezam e o fazem quase todos os dias; é um pecado gravíssimo. Não sei o que podemos fazer agora. Podemos pedir ao governo que nos dê proteção para vivermos serenamente e fazer as coisas do cotidiano de modo tranquilo. Este grupo fundamentalista não sabe nada sobre a sacralidade da vida. Para eles é suficiente matar, destruir e criar divisões entre cristãos e muçulmanos; é este o seu objetivo”.
“Existe um grande medo porque a vida não é mais normal. Não podemos mais nos reunir para rezar, nem de dia nem de noite, e isso é uma barreira para nós e para o Evangelho. É como se estivéssemos numa prisão e é muito doloroso”.
Berlim (Quinta-feira, 05-01-2012, Gaudium Press) Pela décima vez consecutiva, a Coreia do Norte ocupa a liderança, nada honrosa, de ser o país que mais persegue os cristãos em todo o mundo.
A classificação dos países que mais perseguem os cristãos é anunciada através de um relatório elaborado anualmente pela organização alemã "Open Doors" e que foi divulgado na quarta-feira, 04, na cidade de Kelkheim, no centro da Alemanha.
Segundo informa o relatório da "Open Doors", na Coreia do Norte os cristãos são tratados como inimigos do Estado, e calcula-se que entre 50 e 70 mil cristãos estejam internados em campos de trabalho forçados existentes no país.
Na relação dos "perseguidores de cristão" o Afeganistão ocupa o segundo lugar e é seguido pela Arábia Saudita e pela Somália.
Nos países que vivem a chamada "primavera árabe", o relatório afirma que a situação dos cristãos piorou. É, por exemplo, o caso do Egito: após a saída do presidente Hosni Mubarak, foram registrados vários ataques a igrejas e grupos islâmicos radicais promovem iniciativas de perseguição aos cristãos.
A "Open Doors" calcula que cerca de 100 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem perseguição por causa da fé cristã. Em muitos países, para não serem mortos, são obrigados a viver na clandestinidade.
A pretexto de igualdade, há quem procure arrancar da mulher seu caráter feminino. Refiro-me ao movimento feminista, o qual poderia mais bem se chamar antifeminino. O papel da mulher na sociedade é altamente respeitável. Esse respeito era evidenciado, algum tempo atrás, até nos pequenos detalhes da vida quotidiana: fazer com que passassem à frente nas portas, oferecer-lhes os melhores lugares nos transportes coletivos, etc. As moças solteiras eram especialmente protegidas por seus pais; as casadas, tratadas com delicadeza por seus maridos; as mães, veneradas por seus filhos; as anciãs, tidas quase como sagradas na família. Contra tudo isso investiu a revolução feminista. Buscou arrancar da mulher sua delicadeza, lançando-a abruptamente nas situações mais ásperas da vida; fez com que seu exterior, marcado pelo recato e pela modéstia, fosse substituído por modos toscos que beiram não raro a grosseria; trocou sua singela pureza e seu pudor sensível por exibicionismos e “liberdades”, antes só encontradiços em certos bairros ou ambientes de má fama; a beleza e o colorido de suas vestes foram substituídos por trajes masculinizados ou imorais; a graça feminina, dom eminentemente do espírito, pela sensualidade transbordante. Felizmente muitas mulheres têm sabido resistir a essa pressão — que a mídia e a moda propagam de todos os modos — e mantêm íntegras suas qualidades femininas. Outras talvez se deixem coagir num ou outro ponto e resistam nos demais. Haverá as que naufraguem nas ondas do feminismo.
O certo é que a revolução feminista atua globalmente nessa direção e visa a arrancar das mulheres suas características próprias e inconfundíveis. Isso vai tão longe que já começa a produzir reações.
O importante diário madrilense“El País” (8-10-11) publica reportagem intitulada “Uma crise hiper-feminina — Nesta temporada volta a mulher-mulher”. Trata da retomada de adereços e maquilagens femininos que haviam caído em desuso. Não é o caso aqui de especificar quais sejam esses enfeites. O que nos importa constatar é o caráter reivindicatório desse retorno:“Reivindica-se a feminilidade [...] ou seja, volta o eterno feminino”. Depõe a respeito Víctor del Río, escritor e professor de Teoria da Estética na Universidade de Salamanca: “A crítica a este estereótipo [feminino] tem sido contundente durante décadas. O feminismo lutou contra a estética tradicional nos anos sessenta e setenta. Seu discurso era político”. “Mas agora — comenta a reportagem — definitivamente, a referência volta a ser a ‘mulher-mulher’.” Para o escritor Oscar Scopa, “se em anos anteriores apostou-se na mescla de gêneros, agora se volta ao tradicional”. * * *
É também ilustrativo o depoimento da escritora e jornalista Danuza Leão, no artigo“Falando de igualdade” (“Folha de S. Paulo”, 16-10-11). “Dilma deverá escolher entre quatro nomes cotados para o cargo [ministro do STF]. Nenhum homem faz parte da lista. Muito bonito dar força às mulheres, nomeá-las para cargos importantes, mostrar ao mundo que o Brasil acredita na igualdade dos sexos etc. e tal; mas menos, presidente, menos. Não é possível que no país inteiro só existam quatro pessoas com capacidade para exercer o cargo de juiz do STF, e que as quatro sejam mulheres.
“Quantas ministras temos no governo? São nove ou dez, fora as que exercem altos postos na administração. Será que não chega? [...] Não adianta existir uma lei obrigando os partidos a terem 20% de candidatos do sexo feminino; se poucas se candidatam a cargos eletivos, é porque não querem, elas têm esse direito [...] Essa história de fazer discursos sobre as conquistas femininas ficou velha [...] Modernize-se, presidente”. Modelo por excelência para o sexo feminino é Maria Santíssima, a “bendita entre todas as mulheres”.
Michael Glatze, americano, 35 anos, ex-diretor de uma importante revista LGBT dos E.U.A. e ex-homossexual, para a juventude:
A homossexualidade me veio fácil, pois eu já era fraco.
Minha mãe morreu quando eu tinha 19 anos. Meu pai morreu quando eu tinha 13. Bem novo, eu já estava confuso sobre quem eu era e como eu me sentia acerca dos outros.
Minha confusão sobre “desejo” e o fato de que eu percebia que me sentia “atraído” aos rapazes fez com que eu me colocasse na categoria “gay” com a idade de 14. Com 20 anos, saí do armário diante de todos ao redor de mim.
Com 22, me tornei editor da primeira revista dirigida ao público gay jovem. Seu conteúdo fotográfico era quase pornográfico, mas eu imaginava que eu poderia usá-la como plataforma para coisas maiores e melhores.
Em seguida, nasceu a revista Young Gay America(América Gay Jovem). Seu objetivo era preencher a lacuna que a outra revista (para a qual eu havia trabalhado) havia criado — isto é, qualquer coisa não tão pornográfica, dirigida à população de americanos gays jovens. A revista Young Gay America decolou.
Os gays reagiram com alegria à revistaYoung Gay America, que recebeu prêmios, reconhecimento, respeitabilidade e grandes honras, inclusive o Prêmio Nacional Papel Modelo da grande organização gay Equality Forum (Fórum da Igualdade) — que foi dado ao Primeiro Ministro do Canadá Jean Chrétien um ano depois — e muitas oportunidades para aparecer nos meios de comunicação, do canal da TV pública até a capa da revista Time.
Produzi, com a assistência da TV pública e do Fórum Igualdade, o primeiro filme documentário a lidar com a questão do suicídio entre adolescentes gays, “Jim In Bold”, que viajou o mundo e foi premiado em muitos festivais.
Young Gay America criou uma exposição de fotos e estórias de jovens gays da América do Norte, que foi levada em viagem pela Europa, Canadá e partes dos Estados Unidos.
Young Gay America lançou a Revista YGA em 2004, para fingir ser um complemento puro para as revistas de bancas dirigidas aos jovens gays. Eu digo “fingir” porque a verdade era, YGA era tão prejudicial como todas as outras revistas do tipo no mercado, mas era mais “respeitada”, porque não era explicitamente pornográfica.
Levou quase 16 anos para eu descobrir que o homossexualismo em si não é exatamente uma “virtude”. Era difícil eu explicar meus sentimentos acerca da questão, considerando que minha vida estava muito envolvida no homossexualismo.
O homossexualismo, apresentado às mentes jovens, é por sua própria natureza pornográfico. Destrói mentes facilmente influenciáveis e confunde sua sexualidade em desenvolvimento, porém só vim a reconhecer isso quando eu tinha 30 anos.
A Revista YGA esgotou a venda da sua primeira edição em várias cidades da América do Norte. Havia apoio extremo, de todos os lado, para a Revista YGA; escolas, grupos de pais, bibliotecas, associações governamentais, todo o mundo parecia querer a revista. Atingiu em cheio a tendência de “aceitar e promover” o homossexualismo, e eu era considerado líder. Fui convidado para dar palestra no prestigioso Fórum JFK Jr. na Faculdade Kennedy de Governo da Universidade de Harvard em 2005.
Foi depois de ver minhas palavras numa fita de vídeo dessa atuação que comecei a ter dúvidas sérias quanto ao que eu estava fazendo com minha vida e influência.
Não conhecendo ninguém de quem eu poderia me aproximar com meus questionamentos e dúvidas, voltei-me para Deus. Desenvolvi um relacionamento crescente com Deus, graças a uma crise debilitante de dores intestinais provocadas pelas condutas em que eu estava envolvido.
Logo, comecei a entender coisas que eu jamais tinha sabido que poderiam ser reais, tais como ofato de que eu estava liderando um movimento de pecado e perversão, e minha descoberta não foi baseada em dogmas religiosos.
Cheguei a essa conclusão por mim mesmo.
Ficou claro para mim, enquanto eu pensava sobre isso — e realmente orava sobre isso — que o homossexualismo nos impede de achar nossa verdadeira personalidade. Quando estamos na cegueira do homossexualismo, não conseguimos ver a verdade.
Michael Glatze, à esquerda
Cremos, sob a influência do homossexualismo, que a cobiça sexual não só é admissível, mas também que é uma virtude. Contudo, não existe nem um só desejo homossexual que seja desligado dessa cobiça sexual.
A fim de negar esse fato, eu havia lutado para apagar tal verdade custasse o que custasse. Eu me atirava às tentações da cobiça sexual e outras condutas usando as muitas desculpas populares que alegam que não somos responsáveis pelo que fazemos, mas somos vítimas de situações, ou nascemos assim, etc. Eu tinha plena convicção — graças ao clima social e aos líderes mundiais — de que eu estava fazendo a coisa certa.
Movido a buscar a verdade, pelo fato de que nada me fazia sentir bem, busquei dentro de mim mesmo.
O que eu descobri — o que aprendi — sobre o homossexualismo é estupendo. Minha “descoberta” inicial dos desejos homossexuais ocorreu no colégio, quando reparei que eu olhava para os outros rapazes. Minha cura ocorreu quando ficou decididamente claro que eu deveria — a fim de não arriscar prejudicar mais pessoas — prestar atenção a mim mesmo.
Toda vez que sentia a tentação de cobiçar outros homens, eu pegava a tentação e lidava com ela. Eu a chamava pelo seu nome, e então simplesmente a deixava sumir por si mesma. Existe uma diferença imensa e vital entre admiração artificial — de nós mesmos ou de outros — e admiração total. Ao nos amar completamente, não mais precisamos de nada do mundo “de fora” com seus desejos e cobiças sexuais, reconhecimento dos outros ou satisfação física. Nossos impulsos se tornam intrínsecos à nossa própria essência, sem os impedimentos provocados por nossas distrações obsessivas.
O homossexualismo permite que evitemos nos aprofundar em nós mesmos. Ficamos na superficialidade e atrações inspiradas por cobiças sexuais — pelo menos, enquanto a lei “aceita” o homossexualismo. Como conseqüência, um número grande de homossexuais não consegue achar sua personalidade mais real, sua personalidade em Cristo que é presente de Deus.
O homossexualismo, para mim, começou aos 13 anos e terminou logo que eu me isolei das influências externas e me concentrei intensamente na verdade interna — quando eu descobri, com a idade de 30, as profundezas da personalidade que Deus me deu.
Muitos que se encontram aprisionados ao homossexualismo ou a outras condutas lascivas vêem Deus como inimigo, pois Ele os faz lembrar quem e o que eles foram realmente criados para ser. Gente apanhada no ato de seu pecado preferiria permanecer numa “ignorância feliz” e silenciar a verdade e os que a falam, por meio de antagonismo, condenação e aplicando-lhes termos como “racista”, “insensível”, “perverso” e “discriminador”.
Não é fácil se curar das feridas que a homossexualidade provoca — obviamente, há pouco apoio para quem busca ajuda. O pouco de apoio que existe é debochado, ridicularizado e silenciado pela retórica ou criminalizado pela deturpação das leis. A fim de achar apoio, tive de investigar meu próprio estado de vergonha e as vozes “condenadoras” de todos os que eu havia conhecido. Parte da agenda homossexual é fazer com que as pessoas achem que nem vale a pena pensar em conversão — e muito menos pensar que a conversão funciona.
Em minha experiência, “sair do armário” da influência da mentalidade homossexual foi a coisa mais libertadora, bela e estupenda que já experimentei na minha vida inteira.
A cobiça sexual nos tira de nosso corpo, “ligando” nossa mente à forma física de outra pessoa. É por isso que jamais dá para se satisfazer o sexo homossexual — e todas as outras relações sexuais com base na cobiça sexual: É uma rotina de obsessão, não tendo nada de natural e normal. Normal é normal — e se chama normal por uma boa razão.
Anormal significa “aquilo que nos machuca, machuca o que é normal”. A homossexualidade nos tira de nosso estado normal, de nosso estado de união perfeita em todas as coisas, e nos divide, fazendo com que fiquemos eternamente obcecados por um objeto físico externo que jamais conseguimos possuir. Os indivíduos homossexuais — como todas as pessoas — anseiam o verdadeiro amor imaginário, que realmente não existe. O problema com o homossexualismo é que o verdadeiro amor só chega quando não há nada nos impedindo de deixá-lo brilhar do nosso interior. Não conseguimos ser nós mesmos quando nossas mentes estão presas num ciclo de mentalidade grupal de cobiça sexual sancionada, protegida e celebrada.
Deus me visitou quando eu estava confuso e perdido, sozinho, com medo e angustiado. Ele me disse — por meio da oração — que eu não tinha absolutamente nada a temer, e que eu estava “em casa”; tudo o que eu precisava era fazer uma limpeza geral em minha mente.
Creio que todas as pessoas, intrinsecamente, conhecem a verdade. Creio que é por isso que o Cristianismo deixa as pessoas tão assustadas — por fazê-las lembrar de sua consciência, que todos possuímos.
A consciência nos ajuda a fazer uma diferença entre certo e errado e é uma orientadora por meio da qual podemos crescer e nos tornar seres humanos mais fortes e livres. Ser curado do pecado e da ignorância é sempre possível, mas a primeira coisa que alguém deve fazer é sair das mentalidades que dividem e conquistam nossa essência humana.
Dá para se achar a verdade sexual, contanto que estejamos dispostos e motivados a aceitar que a sociedade em que vivemos permite condutas que prejudicam a vida. Não se deve deixar que o sentimento de culpa seja desculpa para evitar as perguntas difíceis.
O homossexualismo roubou quase 16 anos da minha vida e os comprometeu com uma mentira ou outra, perpetuada por meio dos meios de comunicação nacionais dirigidos às crianças. Nos países europeus, o homossexualismo é considerado tão normal que as crianças do primeiro grau estão recebendo livros sobre crianças “gays” como leitura obrigatória nas escolas públicas.
A Polônia, um país que conhece muito bem a experiência da destruição de seu próprio povo por forças externas, está corajosamente tentando impedir a União Européia de doutrinar suas crianças com a propaganda homossexual. Em resposta, a União Européia chamou o primeiro ministro da Polônia de “repugnante”.
Por muito tempo, eu era repugnante. Eu ainda lido com toda a culpa que sinto por esse estilo de vida.
Como um dos líderes do movimento homossexual nos Estados Unidos, tive a oportunidade de me dirigir ao público muitas vezes. Se eu pudesse desfazer algumas das coisas que eu disse, eu desfaria.
Agora sei que a homossexualidade tem tudo a ver com a cobiça sexual e a pornografia. É um pacote completo. Por isso, jamais deixarei que alguém tente me convencer do contrário, não importa que suas estórias sejam doces ou tristes. Tenho experiência própria. Conheço a verdade.
Deus nos deu a verdade por um motivo. A verdade existe para que possamos ser nós mesmos. Existe para que possamos ter parte na nossa própria personalidade individual no mundo, para aperfeiçoar o mundo. Isso não é trama irreal ou ideal estranho — isso é a Verdade.
A nossa cura dos pecados do mundo não acontecerá num instante. Mas acontecerá — se não deixarmos que o orgulho a bloqueie. E, caso você não saiba, no final quem vence é Deus.
Com a Carta ApostólicaPorta fidei de 11 de outubro de 2011, Bento XVI instituiu o Ano da Fé. Esse terá início em 11 de outubro de 2012, 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.
Com a promulgação de tal Ano, o Santo Padre tem a intenção de colocar ao centro das atenções eclesiais aquilo que desde o início de seu Pontificado, lhe está mais ao coração: o encontro com Jesus Cristo e a beleza da fé Nele. Por outro lado, a Igreja está bem ciente dos problemas que hoje a fé deve enfrentar e sente quanto é atual a pergunta que Jesus mesmo fez: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18, 8).
Em nome de Bento XVI, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma Nota com indicações pastorais para o Ano da fé. Tal Nota foi elaborada em acordo com alguns Dicastérios da Santa Sé e com a contribuição do Comitê para a preparação do Ano da Fé. O Comitê, constituído junto à Congregação para a Doutrina da Fé, a mandato do Santo Padre, tem entre seus membros: os Cardeais William Levada, Francis Arinze, Angelo Bagnasco, Ivan Dias, Francis E. George, Zenon Grocholewski, Marc Ouellet, Mauro Piacenza, Jean-Pierre Ricard, Stanisław Ryłko e Christoph Schönborn; os Arcebispos Salvatore Fisichella e Luis F. Ladaria; os Bispos Mario Del Valle Moronta Rodríguez, Gerhard Ludwig Müller e Raffaello Martinelli.
A Nota, datada em 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania, e que será publicada no dia seguinte, 7 de janeiro, é composta por uma introdução e algumas indicações pastorais.
A introdução confirma que “o Ano da fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, a fim que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado, capazes de indicar a tantas pessoas que buscam a porta da fé”.
O início do Ano da Fé coincide com a grata memória de dois grandes eventos que delinearam o rosto da Igreja aos nossos dias: o 50° aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desejado pelo beato João XXIII (11 de outubro de 1962), e o 20° aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II (11 de outubro de 1992).
O Concilio Vaticano II, “a partir da luz de Cristo... quis aprofundar a íntima natureza da Igreja... e o seu relacionamento com o mundo contemporâneo”. “Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na recepção e aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a tradição, sob a orientação segura do Magistério”.
“Para facilitar a execução adequada do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram várias vezes o Sínodo dos Bispos... propondo à Igreja orientações claras por meio de diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
“Desde o início de seu Pontificado, o Papa Bento XVI se empenhou decisivamente para uma correta compreensão do Concílio, rejeitando como falso o chamado “hermenêutico dadescontinuidade e da ruptura” e “promovendo aquela que ele mesmo denominou 'a hermenêutica da reforma', do renovamento e da continuidade”.
OCatecismo da Igreja Católica, como “autentico fruto do Concílio Vaticano II” (Carta apostólica Porta fidei, n. 4), se coloca em tal linha do “renovamento da continuidade”. Isso compreende “coisas novas e coisas antigas” (Mt 13, 52). Por uma parte, reitera a antiga e tradicional ordem da catequese, articulando o seu conteúdo em quatro partes: oCredo,a liturgia, o agir cristão e a oração. Mas, ao mesmo tempo, exprime tudo aqui de modo novo para responder às interrogativas da nossa época.
O Ano da fé será uma ocasião privilegiada para promover o conhecimento e a difusão dos conteúdos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica.
As indicações pastorais da Nota têm a intenção de favorecer “seja o encontro com Cristo por meio de autênticos testemunhos de fé, seja o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos”. Mediante estas indicações pastorais - que não pretendem “excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e fiéis nas várias partes do mundo” –, a Congregação para a Doutrina da Fé oferece sua ajuda, dato que suas específicas competências têm presente não só o compito de tutelar a sadia doutrina e corrigir erros, mas também, e principalmente, promover a verdade da fé (cf. Constituição apostólica Pastor Bonus, n. 48-51).
A Nota articula suas propostas em quatro níveis: 1) Igreja universal, 2) Conferência Episcopal, 3) Dioceses e 4)Paróquias, Comunidades, Associações e Movimentos. Ela vem aqui esclarecer novamente algumas dessassugestões específicas.
Por exemplo, junto a uma solene celebração para o início do Ano da fé e a vários outros eventos aos quais participará o Santo Padre (Assembleia do Sínodo dos Bispos, JMJ 2013), são definidas iniciativas ecumênicas para “invocar e favorecer o restabelecimento da unidade entre todos os cristãos” e “haverá lugar uma solene celebração ecumênica para reafirmação da fé em Cristo por parte de todos os batizados”.
A nível de Conferência Episcopal, vem encorajada a qualidade da formação catequética eclesial e “uma revisão dos catecismos locais e dos vários subsídioscatequéticos em uno nas Igrejas particulares para assegurar a eles a plena conformidade com o Catecismo da Igreja Católica”, e espera-se um amplo uso das linguagens da comunicação e da arte, “transmissão televisiva ou radiofônica, filmes e publicações, também a nível popular e acessível a um amplo público, sobre o tema da fé, dos seus princípios e conteúdos, e ainda sobre o significado eclesial do Concílio Vaticano II”.
A nível diocesano, o Ano da fé vem considerado, entre outros, como “renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão por meio de simpósios, convenções, jornadas de estudo, especialmente nas universidades católicas”, e como tempo favorável para “celebrações penitenciais nas quais se requer o perdão a Deus, também e especialmente pelos pecados contra a fé”.
A nível paroquial, a proposta central permanece a celebração da fé na liturgia, e em particular na Eucaristia, porque “na Eucaristia, mistério da fé e surgimento da nova evangelização, a fé da Igreja vem proclamada, celebrada e fortifica”. A tal iniciativa são chamados a nascer, crescer e difundir todas as outras propostas, entre elas haverá sem dúvida um destaque especial às iniciativas realizadas pelas numerosas Instituições, novas Comunidades e Movimentos Eclesiais.
“Junto ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização será instituída uma especial Secretaria para o Ano da fé para coordenar as diversas iniciativas propostas pelos vários Dicastérios da Santa Sé ou qualquer evento de relevância para a Igreja universal”. A Secretaria “poderá também sugerir propostas para o Ano da fé” e disporá de “um site especial a fim de oferecer cada informação útil” sob esse aspecto.
As indicações oferecidas na Nota têm o objetivo de convidar todos os membros da Igreja a empenharem-se no Ano da fé para redescobrir e “dividir aquilo que o cristão tem de mais precioso: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, ‘autor e consumador da fé’ (Heb. 12: 2)”