Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

5 de fev. de 2012

* Senador americano introduz projeto de lei para proteger liberdade de instituições católicas ameaçadas pelo projeto de Obama.


O senador republicano pela Flórida, Marco Rubo, introduziu um projeto de lei – Religious Freedom Restoration Act of 2012 (Restauração da Liberdade Religiosa de 2012, em inglês) – que tem como objetivo liberar as instituições de igrejas de pagar o cobrimento de serviços de contracepção e esterilização de seus empregados em seus planos de saúde, procedimentos que são considerados atentatórios à liberdade da Igreja Católica nos EUA.

No dia 20 de janeiro um mandato do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos – dependência do executivo - determinou que instituições como escolas, hospitais e organizações caritativas católicas são obrigadas a pagar por anticoncepcionais e anticoncepcionais-abortivos em seus planos de saúde e os seguros privados católicos são obrigados a oferecer anticoncepcionais e esterilizações para os trabalhadores.

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Para o senador norte-armericano, a nova lei viola “os direitos de consciência e a lbierdade religiosa de nosso povo”

Explicando os motivos que o levaram a realizar seu projeto de lei, o senador Rubio disse: “Sob este presidente [Obama]temos um governo que se tornou demasiado grande, demasiado caro e agora ainda mais dominador ao obrigar as entidades religiosas a abandonar suas crenças. Este é um projeto de lei de sentido comum, que simplesmente diz que o governo não pode obrigar as organizações religiosas a abandonar os princípios fundamentais de sua fé, porque o governo assim o diga“.

Apoiando o projeto do senador, pronunciou-se a diretora de bioética e política pública do Centro Católico Nacional de Bioética, Marie Hilliard. Segundo ela, exigir a outros participar e pagar pelo seguro destes medicamentos contraceptivos e abortivos e procedimentos “é uma violação sem precedentes da liberdade religiosa e de consciência e deve ser objeto de forte oposição. O Centro Nacional Católico de Bioética se une a todas as pessoas comprometidas com o princípio da liberdade, sobre o qual foi fundado este país, ao dar as boas-vindas a introdução da Lei de Restauração de Liberdade Religiosa de 2012″.

Em entrevista ao National Catholic Register, o presidente do Comitê Ad Hoc sobre Liberdade Religiosa da Conferência Episcopal Americana, Dom William Lori, também apoiou o projeto do senador, dando boas-vindas a ele. Conforme o prelado, se aprovado, ele fará frente “a ameaça causada pelo decreto do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Espero que ele encontre um amplo apoio bipartidário e que siga seu caminho até o escritório do presidente Obama”.

A não necessidade de uma nova lei

Por sua parte, um estudioso de direito, que escreve no National Review Online, sustenta que a nova norma federal já viola a atual Lei de Restauração de Liberdade Religiosa, e que por isso não vê necessidade de uma nova lei. “Mas talvez o projeto de lei do Senador Rubio ajudará a centrar a atenção no notavelmente hostil que é a administração Obama aos princípios básicos da liberdade religiosa”, disse..

O diretor do Projeto de Liberdade Religiosa do Centro Berkeley de Assuntos de Religião, Paz e Assuntos Mundiais, de Georgetown, Thomas Farr, reconheceu que são vários os estudiosos que compartilham a opinião de Whelan de que o a norma sobre contracepção e esterilização já viola a atual Lei de Restauração de Liberdade Religiosa. “Se estes pontos de vista são corretos, o assalto da administração Obama sobre o catolicismo e a consciência religiosa de milhões de estado-unidenses fracassará nos tribunais”, afirmou.

Com informações do National Catholic Register.


* Não existe contradição entre a TEORIA do Big Bang e a criação de Deus, afirma sacerdote “astrônomo” do Vaticano.

fevereiro 4th, 2012

Fonte: Canção Nova

Ao apresentar na manhã desta sexta-feira, 3, no Vaticano, a mostra “História do outro mundo. O universo dentro e fora de nós”, o diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, padre José Gabriel Funes, explicou que, do ponto de vista eclesiástico, a teoria do “Big Bang não está em contradição com a fé” “Sabemos que Deus é criador, é um pai bom que tem um plano providencial para nós, que nós somos seus filhos, e que tudo o que possamos aprender racionalmente sobre a origem do universo não está em contradição com a mensagem religiosa da Bíblia”, indicou. A Teoria do Big Bang, também conhecida como a grande explosão, é a “melhor teoria que temos neste momento da criação do universo”, disse. De forma muito resumida, esta teoria, explica que provavelmente, a criação começou faz 14 milhões de anos com uma explosão colossal na que foram criados o espaço, o tempo, a energia e a matéria, assim, é como nasceram as galáxias, as estrelas e os planetas, os quais se encontram em contínua expansão. O padre Funes afirmou, que como astrônomo e católico compartilha esta justificação da criação do universo, apesar de que “há algumas perguntas sem resposta”. Além disso, o astrônomo explicou que os católicos “devem ver o cosmos como um dom de Deus”, e “admirar a beleza que há no universo”. “Essa beleza que vemos leva de algum modo à beleza do criador. E também graças a que Deus nos dotou que inteligência, de razão, podemos encontrar o logos, essa explicação racional que há no universo que nos permite fazer ciência também. Fala-nos também do logos criador de Deus”, destacou. Vida em outros planetas O sacerdote indicou, que embora não há prova alguma de vida inteligente no universo à parte da nossa, “não a podemos descartar”, porque estudos de astronomia mostram que existem cerca de 700 planetas que giram ao redor de outras estrelas. “Se no futuro, que me parece uma coisa bastante difícil, pudesse estabelecer-se que existe vida, e vida inteligente, não acredito que isto contradiga a mensagem religiosa da criação porque seriam também criaturas de Deus”, acrescentou.
Interesse da Igreja
O interesse oficial da Igreja pela astronomia se remonta ao século XVI e em 1891, o Papa León XIII decidiu criar oficialmente um Observatório Vaticano para mostrar que a Igreja não está contra o desenvolvimento científico, mas sim promove o desenvolvimento da ciência de qualidade. Ademais, existe o Observatório Vaticano, com sede em Castel Gandolfo, enquanto que o telescópio que se usa para a investigação, situa-se em Tucson, Estados Unidos. Exposição O padre Funes explicou que exporá a mostra de 10 de março a 1 de julho em Pisa, por ser a cidade em que nasceu Galileu Galilei – pai da astronomia moderna –, e onde o astrônomo propulsor do Observatório Vaticano, Cardeal Pietro Maffi, desenvolveu seu ministério. A exposição consiste em um percurso no tempo através de imagens, instrumentos de investigação, assim como minerais reais de Lua e Marte que conduzem o espectador a uma fascinante viagem desde a criação do universo e da matéria, até nosso mundo interior e os átomos que nos conformam. O Papa Bento XVI visitou no ano 2009 o Observatório Vaticano, situado na localidade de Castel Gandolfo. Naquela ocasião, sustentou em suas mãos um dos tesouros do observatório, um meteorito vindo de Marte

DOM HENRIQUE RESPONDE SOBRE O HOMOSSEXUALISMO


Entrevista concedida ao jornalista Romero Vieira Belo, de “O Jornal” pelo Cônego Henrique, hoje Bispo Dom Henrique, da diocese de Aracaju, Sergipe.

***

Baseada em quê a Igreja condena o homossexualismo?

Primeiro, é necessário distinguir homossexualidade e homossexuais.

A Igreja, fundada na Escritura, sempre ensinou que o plano de Deus para a sexualidade humana é a complementaridade homem-mulher: “Homem e mulher ele os criou!” A relação homoerótica não é de acordo com o plano de Deus. No entanto, a Igreja também ensina que nenhum de nós é mais aquele ser humano que Deus pensara desde o início: somos todos meio desfigurados pelo pecado do mundo; todos temos tendências que nos desfiguram. Ora, na visão cristã, o homoerotismo é uma deturpação do projeto de Deus para a sexualidade. No entanto, as pessoas homossexuais não têm culpa de terem essa tendência e devem ser tratadas com respeito e caridade. No entanto, jamais a Igreja poderá dizer que a relação homossexual é um ideal ou que tanto faz uma relação homo ou heterossexual. Realmente, a Escritura fecha essa possibilidade! Dizer o contrário seria ser fiel à onda atual, mas infiel ao Cristo e ao seu Evangelho.

Ao pregar que o sexo é só para procriação, a Igreja não se distancia da realidade, já que a sociedade hoje vê a relação sexual até como diversão?

A Igreja não prega isso!

O ato sexual é, primeiramente, uma celebração do amor entre um homem e uma mulher que se amam e se deram na construção de uma vida, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se todos os dias” dessa vida comum… A procriação é somente a segunda finalidade do ato sexual, mas não é essencial.

Um casal que já não possa ter filhos, pode e deve continuar tendo uma vida sexual ativa, e uma vida prazerosa, onde o amor é vivido como mistério de carinho, intimidade e sedução. Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja não tem horror à sexualidade! Quem duvidar, compre um manual de moral católica e leia! O que a Igreja não pode é concordar com a banalização da sexualidade instaurada no mundo de hoje. Aliás, ninguém sério e que tenha um pouco de profundidade existencial pode concordar com isso que está aí…

Faz sentido, a essa altura, desestimular o uso da camisinha, expondo os jovens ao contágio da aids e outras DSTs?

A pergunta é simplista demais; é falaciosa.

Primeiro: o que a Igreja recrimina é um programa de educação sexual que se fundamenta simplesmente no “use camisinha”. Isso não é sério! No fundo, a mensagem termina sendo: “Chegou o Carnaval, chegou o Natal, chegou o São João, faça sexo! Tudo é permitido, desde que você use camisinha!” É o programa de banalização sexual do governo.

Ora, isso não é admissível! É preciso falar de sexo e dizer a essa juventude que sexo tem a ver com amor, com responsabilidade, com doação, com valores, com um projeto de vida! Nesse contexto é admissível falar de preservativo, pois nem todos são cristãos e nem todos são castos.

Em segundo lugar: para um cristão, o ideal continua sendo a castidade, isto é, a vida sexual somente no casamento. O sexo fora do casamento foi, é e continuará sendo pecado – esse é o ensinamento do Evangelho e nem a Igreja nem ninguém pode mudar isso! Um discípulo de Cristo que lhe queira ser fiel deve evitar relações fora do matrimônio, com ou sem camisinha.

Fora do casamento, usar camisinha ou não, não faz diferença nenhuma do ponto de vista da fé: é pecado do mesmo jeito. E aí, é melhor usar o famoso preservativo. Fora do casamento, ter relação com camisinha é pecado; ter sem camisinha é pecado e burrice…

A crise sacerdotal não poderia ser superada ou atenuada com o fim do celibato?

Primeiro, graças a Deus, o Brasil nunca teve tantos seminaristas como agora. Só no ano passado tivemos sete ordenações diaconais de uma só vez. Isso só ocorreu aqui em Maceió em 1941. Temos poucos padres porque no Brasil sempre foi assim. Agora é que estamos melhorando. Em segundo lugar, no Oriente, onde os padres católicos podem casar-se, há também crise de vocações. A questão não é de facilidades, mas fidelidade e amor a Jesus, que nos tornam capaz de dar a vida a ele e por ele!

Por que a Igreja defende tanto o celibato, se a Bíblia não contém nenhuma objeção ao casamento de padres?

Realmente, o celibato é apenas um conselho. No entanto, desde o princípio, a Igreja viu nele um valor, um sinal de que não temos aqui na terra morada permanente e também um sinal de entrega indivisa e total a Cristo e à sua missão. É bom recordar que o Cristo foi celibatário, São Paulo também o foi e o recomenda.

Já no Novo Testamento, os ministros ordenados podiam casar-se, mas, ficando viúvos, não poderiam se casar uma segunda vez: deviam ser esposos de uma só mulher. No entanto, a Igreja no Ocidente pode, um dia, mudar a obrigatoriedade do celibato. Como já disse, no Oriente, ele só é obrigatório para os Bispos…

A clonagem viola as leis da natureza, mesmo se o emprego da técnica ficar restrito a animais?

De modo algum. A clonagem de animais ou plantas, com fins científicos justificáveis, é perfeitamente aceitável. O que é imoral é a clonagem humana.

Em casos extremos, como os de crianças nascidas sem cérebro, deve-se recorrer à eutanásia?

Não. Não compete a nós decidir quem deve viver e morrer. Não somos Deus! Uma coisa é a morte como decorrência natural de uma condição deficiente de saúde e outra, bem diferente, é a morte provocada por antecipação em decorrência de convicções ideológicas. Para Hitler, os judeus deveriam morrer porque eram uma raça maligna, os deficientes mentais também. Agora, na Holanda, já se começa a assassinar recém-nascidos com doenças graves. É uma barbárie assassina! Ou a vida humana é sempre humana e deve ser preservada ou estamos abrindo as portas do inferno!

Imaginem quando se decidir matar crianças pobres porque não darão lucro ao sistema ou matar velhinhos porque dão prejuízo à previdência! É este o pecado original do homem: querer ser o seu Deus, querer decidir de modo contrário a Deus o que é bem e o que é mal… Sempre terminamos quebrando a cara!

Para a Igreja, quando começa a vida?

No momento da concepção.

A Igreja teria como definir a vida, do ponto de vista material?

Essa é uma discussão que envolve também cientistas e filósofos. Um erro grave da sociedade atual é achar que a ciência sabe tudo e pode tudo. Definir o que é a vida nunca será tarefa somente da ciência enquanto técnica, mas também da religião e da filosofia. No caso da vida humana, ela é aquela situação que nos constitui como um ser que possui um dinamismo vital autônomo e um patrimônio genético próprio. É uma definição bem precária, essa que estou dando, mas que serve bem para ilustrar por que não se pode brincar com a vida humana, mesmo no ventre materno: o embrião é já uma vida autônoma, não é um órgão da mãe; e já tem suas características genéticas próprias.

O uso de células-tronco pode salvar vidas, curar enfermos. Por que a Igreja é contra?

A pergunta não reflete a realidade. A Igreja é a favor da pesquisa com células-tronco e aplaude tais pesquisas. Ela é contra a pesquisa com células-tronco de embriões humanos, porque os mata. Os embriões já são seres humanos! Assassinar seres humanos é imoral, é crime sempre e em qualquer fase da existência.

Salvar vidas de uns matando outros é imoral! Eu posso dar minha vida por outra pessoa, mas ninguém pode me matar, tirar minha vida contra minha vontade, para salvar outro alguém! A experiência com células-tronco embrionárias é a vitória da razão assassina, da razão atéia, da razão imoral!

Como reagiria a comunidade católica se o papa fosse curado com o uso de células-tronco?

Com o uso de células-tronco adultas, ficaríamos muito contentes e agradecidos a Deus pelo bom uso que o homem faz de sua inteligência. Com o uso de células-tronco embrionárias, seria inaceitável. Não se pode querer ser feliz a qualquer preço! O fim não justifica os meios! O Papa é um homem de princípios, uma verdadeira testemunha do Evangelho da vida!

A Igreja mantém sua posição contrária ao aborto, mesmo em casos de estupro?

Sim. É muito fácil resolver o problema matando o mais fraco.

Sabemos que a experiência de estupro é traumática. Mas, isso não justifica moralmente matar a criança. A atitude correta seria ajudar a mãe a ter seu filhinho e, se ela não quer criá-lo, providenciar imediatamente uma adoção.

A Igreja parece se opor aos avanços da ciência. Deus impôs limites ao homem? Isso está escrito em algum trecho da Bíblia?

De modo algum a Igreja se opõe à ciência. Esta é uma percepção totalmente equivocada! O que a Igreja defende é que a pesquisa científica seja regida por critérios éticos. Aliás, vários cientistas atuais gritam por isso! Sugiro a leitura do site www.nep.org.br: é de cientistas preocupados com a ética na pesquisa científica.

Nem tudo que é tecnicamente possível é moralmente aceitável. Seria aceitável eticamente a bomba atômica? É aceitável escolher uma criança programando até os mínimos detalhes de seus caracteres físicos? É eticamente aceitável uma bomba que mate, mas não destrua nada de material? Quem impõe limites à tecnologia? Com quais critérios? A ciência e a tecnologia são neutras ou, ao invés, servem também a interesses econômicos e ideológicos? São questões seríssimas! A Escritura toda – não é só um trecho não! – insiste que o homem deve ser feliz, deve usar sua inteligência, mas sem cair na ilusão de ser senhor do bem e do mal, de ser Deus! O homem deve usar plenamente sua razão, mas uma razão que seja aberta ao Mistério de Deus

João Paulo II reconheceu que a Igreja errou ao perseguir cientistas como Galileu Galilei. Ao se contrapor à evolução científica atual, no futuro a Igreja não poderá ter que pedir perdão de novo?

A Igreja não se contrapõe à evolução científica; vê-la como algo essencialmente positivo. Ela simplesmente grita por critérios éticos para a ciência. É o que chamamos de filosofia das ciências ou epistemologia. A ONU, recentemente, fez a mesma coisa quando limitou a possibilidade de clonagem humana. Isso não é ser contra a ciência. A Igreja também não pretende impor a visão cristã de ciência; deseja somente uma discussão séria, que dê origem a uma ética civil sobre esses temas. No caso de Galileu a Igreja errou porque quis negar o resultado de uma pesquisa científica. Desde então, não fez mais isso. Repito: a questão agora não é técnico-científica; é moral! É uma falácia monumental misturar as duas coisas. É como perguntar qual é a cor de uma janela e alguém responder que a janela é grande!

Por que o comando da Igreja católica se mantém indiferente ao avanço das seitas evangélicas?

A Igreja não se mantém indiferente não. Apenas não ficamos paranóicos com isso. O problema é complexo. Estamos atravessando uma fase de transição cultural fortíssima: nada mais é certo, nada mais é duradouro, joga-se fora com a maior facilidade os valores dos antepassados, não se está preocupado com a verdade, mas em como conseguir se dar bem e se sentir bem imediatamente. É nesse contexto que se explica o crescimento das várias denominações vindas do protestantismo.

É interessante observar que os católicos realmente praticantes não deixam a sua fé. O problema é que o Brasil tem católicos “de nome” demais e católicos verdadeiros de menos… Isso também se deve a erros no processo de evangelização. Nunca foi uma boa coisa batizar massivamente, sem uma preparação acurada. Particularmente, eu prefiro poucos que se digam católicos, mas que o sejam de fato. Aí sim, seremos sal e luz, como Cristo espera de nós, membros da sua Igreja!

A família tradicional está se decompondo? Há como salvá-la?

Sim, está. A família hoje é um pequeno núcleo de um homem, uma mulher e duas ou três crianças, meio perdidos num mundo que o pressiona por todos os lados. É triste, porque não há esperança para a família – nem para nenhuma sociedade sadia – sem espírito de renúncia, sem ideais, sem a capacidade de ser feliz na felicidade dos outros. Os valores da sociedade moderna – que absolutiza o sucesso o bem-estar e o lucro -, privam os filhos da presença dos pais, sobretudo da mãe e deixam a educação por conta dos meios de comunicação e da escola, que já não educa, mas simplesmente transmite conhecimentos. Ou se muda o paradigma de sociedade e de valores, ou as conseqüências serão muito ruins.

Quem achar que estou sendo negativo, olhe um pouquinho em volta e veja o que está acontecendo com nossos jovens e crianças, que educação estão tendo, que valores estão assimilando… É assustador… A salvação da família está na redescoberta de alguns valores fundamentais, como a convivência, o diálogo, a sobriedade de vida, a solidariedade e, não por último, a prática religiosa, o lugar de Deus na nossa vida…

E o casamento? É instituição ultrapassada?

Para o mundo atual, sim. Para os cristãos, jamais! O problema é que a liberdade descompromissada e o “faça-você-mesmo” que tem substituído os valores cristãos, não realizam as pessoas. É uma falsa liberdade, porque motivada por um egocentrismo de dar pena. Não se encontrará a realização, a plena humanização por um caminho como esse… Os cristãos são convidados a testemunhar os valores do Evangelho também na vida familiar, matrimonial e sexual. Mas, isso só é possível quando a gente descobre o Cristo de verdade. Caso contrário, as exigências do Evangelho não passarão de moralismo castrador.

A liberação da mulher é um avanço ou um retrocesso social?

Um avanço. No entanto, se sob o manto dessa liberdade coloca-se a libertinagem sexual, o falta de tempo para estar com os filhos e a masculinização das mulheres, aí não há avanço, mas distorção. A Igreja defende que a mulher possa ganhar o mesmo que os homens tendo, no entanto, o direito de ter mais tempo com seus filhos. Sua presença junto a eles é indispensável. Muitas feministas dirão que isso é ideologia machista. Não é verdade! É apenas respeito pelas diferenças.

A igual dignidade do homem e da mulher exige tratamento diferenciado, exatamente porque os dois são diferentes – e tal diferença não é só produto cultural, mas é também biológica e psicológica, inclusive na educação dos filhos. O resto é pura ideologia, essa coisa insossa, chata e hipócrita chamada “politicamente correto”.

O catolicismo precisa mudar, se abrir, para acompanhar as transformações que marcam os tempos hodiernos?

O catolicismo não deve se preocupar em “acompanhar as transformações”, mas em ser fiel ao Evangelho.

Claro que a Igreja tem sempre o dever de ser atenta ao melhor modo de se comunicar com a humanidade em cada época e cultura. O Concílio Vaticano II, na década de 60, fez isso, preparando a Igreja para o mundo atual. Mas, isso não quer dizer que a Igreja deva ou possa trair a Verdade do Evangelho ou esconder as exigências morais que Cristo coloca para os seus discípulos. Como dizia a Bem-aventurada Teresa de Calcutá, “nós não somos chamados a fazer sucesso, mas a ser fiéis!” A Igreja, como um organismo vivificado pelo Espírito Santo, estará sempre mudando para ser fiel à sua missão. Mas, sua referência não são as modas do momento, mas unicamente o Cristo, e Cristo crucificado e ressuscitado!

Com tudo que a ciência ensina e pratica atualmente, faz sentido ensinar na missa que Deus fez o homem do barro?

Quem pensa que a Igreja ensina que os primeiros onze capítulos do Gênesis são para ser tomados ao pé da letra, está totalmente enganado. A Igreja não ensina isso e nenhum padre diz isso no sermão! Afirmar que Deus criou o homem do barro é dizer que, por nós mesmos, somos pó e ao pó voltaremos – todos nós.É uma pena que muitos vejam a Igreja como uma coisa totalmente boba, tão distante daquilo que ela realmente é! É interessante: desde os anos cinqüenta, com o Papa Pio XII, que a Igreja insiste que as narrativas do Gênesis não são uma reportagem histórica ou científica, mas uma narrativa simbólica, como as parábolas de Jesus. Já tive oportunidade de fazer palestra sobre isso para o Curso de Letras da UFAL.

Foi uma experiência interessante: abordar a questão dos gêneros literários na Escritura… A Igreja tem intelectuais profundos, filósofos muito sérios e teólogos brilhantes. Não somos um exército de tolos… Há muitos cientistas que são cristãos e há muitos padres e religiosos que se dedicam às ciências… Muitas vezes, as pessoas têm uma visão totalmente infantil do que a Igreja crê, ensina, vive e celebra… Aí não é a Igreja, mas uma triste e ridícula caricatura dela!

Será possível que o cristianismo, daqui a alguns milênios, venha a perder sua essência histórica e transformar-se em algo como uma lenda?

Isso aconteceria se, para agradar o mundo, a Igreja entrasse na onda. Mas, não ocorrerá. Cristo prometeu que, na força do seu Espírito Santo, estará sempre com sua Igreja. Ela já enfrentou as perseguições do Império Romano, a tragédia das invasões bárbaras, as lutas contra os tiranos do Sacro Império e dos monarcas absolutos, déspotas esclarecidos ou não. A Igreja já enfrentou o cativeiro dos papas em Avinhão durante quase setenta anos; sobreviveu à terrível experiência da dilaceração com a Reforma protestante, suportou dez péssimos papas consecutivos na época do Renascimento; já enfrentou a crítica do racionalismo, do iluminismo e do humanismo ateu do século XIX; sobreviveu à perseguição terrível dos regimes pagãos do século XX: o fascismo, o marxismo e o nazismo. Agora luta contra novos gigantes: a secularização, o consumismo, o ateísmo prático, a onda anti-cristã dos meios de comunicação de massa… E vencerá, mais uma vez. Ela perderá sempre mais poder político, poder de barganha, prestígio e até número de fiéis. Mas, isso, ela nunca deveria ter tido; a sua força não consiste nisso. Sua glória, sua força, seu arrimo é unicamente Cristo, loucura, escândalo e fraqueza para o mundo, sabedoria e poder de Deus para os que crêem… “As portas do inferno não prevalecerão” – a promessa do Senhor a Pedro continua de pé!

Estudo Bíblico de Jo 5,1-9b A Cura do paralítico em MP3


Estudo Bíblçico Ministrado pelo Pe. Mateus Maria, aos jovens e seminaristas no Mosteiro Menino Jesus, no dia 4/2/12...

JO 5,1 Algum tempo depois era festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 2 Há em Jerusalém  junto a Ovelheira, uma piscina que na língua do país chama-se O Fosso, com cinco pórticos; 3 neles jazia uma multidão os enfermos: cegos, paralíticos e secos. 
5 Havia um homem ali que estava há trinta e oito anos com sua enfermidade. A este, vendo-o Jesus deitado e notando que estava há muito tempo disse:
- Queres ficar são?
7Respondeu-lhe o enfermo:
- Senhor, não tenho um homem que, quando se agita a água, me jogue na piscina; enquanto chego, outro desce antes de mim. 
8 diz-lhe Jesus,  - Levanta-te, toma a tua cama e põe-te a andar. 9 E imediatamente o homem ficou são, tomou a sua cama e se pôs a andar.



4 de fev. de 2012

25% das pessoas com AIDS são tratadas pelo Papa


Na verdade, MAIS de 25% das pessoas com AIDS, NO MUNDO, recebem algum tratamento por causa do Papa, seja esse tratamento direcionado diretamente a essas pessoas ou ao cuidado com os filhos que elas deixam órfãos. MAIS de 25% pois o dado é de 2001… De lá pra cá, com certeza, o número aumentou.


Precisamente, este foi o dado que eu peguei para divulgar, ontem, 19/01, no tuitaço #RetrateSeDepJeanWyllys:

Approximately 12% of all AIDS care worldwide is provided by Catholic church organizations, while 13% is provided by Catholic nongovernmental organizations, meaning that Catholic church-related organizations are providing some 25% of the AIDS care worldwide-making it the largest institution in the world providing direct AIDS care. – The Church Response to AIDS, http://www.condoms4life.org/facts/lesserEvil.htm#a30.

Traduzindo: Aproximadamente 12% de todos os tratamentos referentes à AIDS, no mundo, são fornecidos por organizações da Igreja Católica, enquanto 13% são fornecidos por organizações católicas não-governamentais. Isso significa que as organizações ligadas à Igreja Católica são responsáveis por 25% de todo tratamento da AIDS, no mundo. – A Resposta da Igreja para a AIDS, no site não-católico e crítico da Igreja, Camisinhas pela Vida (Condoms 4 Life).

O dado foi divulgado pelo jornal americano nada católico, Washington Post, em 13 de agosto de 2001, na matéria de Karen DeYoung, “AIDS Challenges Religious Leaders”. O link é para ver que de fato trata-se de uma matéria do jornal, mas não consegui ler no site, contudo é possível encontrar o texto na íntegra em outros sites, muitos outros, é só ir no Google.

Fonte:http://diasimdiatambem.com/2012/01/20/25-das-pessoas-com-aids-sao-tratadas-pelo-papa/

3 de fev. de 2012

Deus proíbe a confecção de imagens?




"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório." (Ex 25,18)

Arca da AliançaMuitas vezes andando nas ruas encontramos pessoas vestidas com ternos e com uma Bíblia na mão, ensinando que usar imagens em igrejas é idolatria.

Por este motivo costumam chamar os católicos de idólatras, isto é, adoradores de ídolos, que quer dizer adoradores de falsos deuses. E ainda acusam a Igreja Católica de ensinar a adoração destas imagens.

Os protestantes encaram o uso das imagens sacras como um insulto ao mandamento divino que consta em Ex 20,4 que proíbe a confecção delas.

A Igreja Católica sempre defendeu o uso das imagens. Estaria a Igreja Católica desobedecendo a ordem divina em Ex 20,4?

A Igreja Católica é a única Igreja que tem ligação direta com os apóstolos de Cristo, sendo ela a guardiã da doutrina ensinada por eles e por Cristo, sem lhe inculcar qualquer mudança. Se ela quisesse mesmo agir contra a ordem divina, teria adulterado a Bíblia nas passagens em que há a condenação das imagens.

Na Bíblia católica - pois a Bíblia protestante não contém sete livros relativos ao Velho Testamento- o Livro da Sabedoria condena como nenhum outro a idolatria (Sb 13-15). Não poderia a Igreja repudiar o livro como fizeram os protestantes?

Na Sagrada Escritura há outras passagens que condenam a confecção de imagens como por exemplo: Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7 e etc. Mas também há outras passagens que defendem sua confecção como: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4 e etc.

Pode Deus infinitamente perfeito entrar em contradição consigo mesmo? É claro que não. E como podemos explicar esta aparente contradição na Bíblia?

Isto é muito simples de ser explicado. Deus condena a idolatria e não a confecção de imagens. Quando o objetivo da imagem é representar, ou ser um ídolo que vai roubar a adoração devida a somente a Deus, ela é abominável. Porém quando é utilizada ao serviço de Deus, no auxílio à adoração a Deus, ela é uma benção. Vejamos os textos abaixo:

"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas àguas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira geração daqueles que me aborrecem."(Ex 20,4-5)

Note que nesta passagem a função da imagem é roubar a adoração devida somente a Deus. O texto bíblico condena a confecção da imagem porque ela está roubando o culto de adoração ao Senhor. A existência deste mandamento se deve pelo fato do povo judeu ser inclinado à idolatria, por ter vivido no Egito que era uma nação idólatra e por estar cercado de nações pagãs, que não adoravam a Deus, e que construíam seus próprios deuses. Deus quer dizer aqui "não construam deuses para vocês, pois Eu Sou o Deus Único e Verdadeiro".

"Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubin na extremidade de uma parte, e outro querubin na extremidade de outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele." (Ex 25,18-19)

Neste versículo, Deus ordena a Moisés que construa duas imagens de querubins que serão colocadas em cima da arca-da-aliança, onde estavam as tábuas da lei, dos dez mandamentos. Veja que os querubins aqui não são objetos de adoração, mas de ornamentação da arca. Salomão também manda construir dois querubins de madeira, que serão colocados no altar para enfeitar o templo (1Rs 6,23-29).

Para deixar mais claro ainda a proibição e a permissão do uso das imagens sacras, vejamos os próximos versículos:

"E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo." (Nm 21,8-9)

"Este [Ezequias] tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, porquanto até aquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã."(2Rs 18,4)

Note que no primeiro texto de Nm 21,8-9, Deus não só permitiu o uso da imagem, como também a utiliza para o seu serviço; e a transforma em objeto de benção para seu povo, sinal de Seu amor por Israel.

E no segundo texto de 2Rs 18,4 a mesma serpente de metal que outrora foi construída por Moisés, é repudiada por Deus. Tornou-se objeto de adoração pois "os filhos de Israel lhe queimavam insenso". Deram a ela o culto devido somente a Deus. A Serpente de metal perdeu como nos mostra o texto, o seu sentido original, porque os filhos de Israel "não obedeceram à voz do Senhor, seu Deus; antes, tranpassaram seu concerto; e tudo quanto Moisés, servo do Senhor, tinha ordenado, nem o ouviram nem o fizeram."(2Rs 18,12)

Aí fica mais que claro que Deus não condena o uso das imagens sacras e sim a idolatria. É importante lembrarmos que há muitas outras formas de idolatria, como o amor ao dinheiro, aos bens materias, etc; que substituem o amor que devemos ter somente por Deus.

“O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é a imagem.”

Sto. Tomás de Aquino

O uso de Imagens na Santa Igreja

É comum ainda hoje, em plena era espacial, essa insinuação manjadíssima de nós católicos adorarmos imagens. Francamente, é decepcionante perceber que pessoas com tamanha intelectualidade ainda procurem desfigurar a verdade dos detalhes que a Santa Igreja guarda em seu coração com tanto amor.

Esqueceu-se que a Igreja Católica, herdeira direta da Bíblia, desde 1500 anos antes de Martin Lutero fazer sua aparição no planeta terrestre, da mesma Bíblia herdou também (com moderação cristã) a severidade em condenar e punir a idolatria? Só é ler as histórias dos cristãos que desfaleciam diante dos carrascos.

Imagens a Igreja Católica sempre teve, desde os primeiros tempos. Nas catacumbas (40km de túneis debaixo do solo de Roma, onde os cristãos se refugiaram durante as perseguições) haviam imagens pintadas nas paredes, e que ainda estão lá. Será possível que aqueles cristãos (gente de todas as condições e idade, até crianças) que se deixavam queimar vivos, dar em pastos ás feras, crucificar como Cristo…por amor de Cristo eram tipos de misturar tamanha fé com idolatria?

“…A Sé apostólica, propõe homens e mulheres que sobressaem pelo fugor da caridade e de outras virtudes evangélicas para que sejam venerados e invocados declarando-os Santos e Santas em ato solene de canonização, depois de ter realizado oportunas investigações.” (João Paulo II, Const. Apost. Divinus Perfectionis Magister)

Esses homens e mulheres saíram de uma fé superficial e viveram a intensidade única da verdade, o amor a Cristo até o final de suas consequências, foram “separados” dentre vários que receberam o chamado a serem também santos, e mereceram “a Glória dos Altares”, como é a belíssima expressão que a Santa Igreja refere-se a essas vidas que se eternizaram em seu “seio maternal”.

O Bispo Sto. Ambrósio, falando de quase contemporânea Sta. Inês, menina romana de 13 anos, morta pela fé, lá pelo ano 300, usa palavras vibrantes de poesia e emoção:

“Haveria naquele corpinho lugar para uma ferida? Mas ela que não tinha aonde receber o golpe, teve que vencer a espada. E isso numa idade em que as meninas não suportam ver os rostos carrancudos dos pais e costumavam chorar por uma picada de agulha…” (Do Tratado sobre as Virgens)

Pessoas assim eram os cristãos das catacumbas, e nas catacumbas eles já pintavam imagens. Pessoas que não adoravam imagens muito menos a quem ou o que representavam pessoas que foram além da superficialidade humana e encontraram no mistério da profundidade Divina a alegria de sofrerem por amor a Deus:

“Nós adoramos Cristo qual filho de Deus. Quanto mártires, os amamos quais discípulos e imitadores do Senhor e, o que é justo, por causa de sua incomparável devoção por seu Rei e Mestre. Possamos nós ser companheiros e condiscípulos seus.” (Sto. Policarpo, Mart. 17)

Magistério (Doutrina) e Embasamento Bíblico

No Cristianismo, Veneração (do Latim veneratio, do grego “douleuo” ou “dulia” que significa “honrar”) descreve uma especial devoção aos Santos, que são considerados modelos de vida cristã, que gozam no céu da vida eterna, podendo interceder pelos fiéis, sendo a veneração uma forma de lhe prestar respeito. É externamente pela reverência a ícones de santos e relíquias, pois as imagens são consideradas como “fotografias de nossos parentes, servindo para nos lembrar dos santos do passado. E aquele que se prosta diante do ícone, prosta-se diante da pessoa, a hipóstase, daquele que na figuração é representado.

Exemplos de veneração são demonstrados na Bíblia:

“Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra.” Gn 18,2

“Moisés saiu ao encontro de seu sogro, prostrou-se e beijou-o. Informaram-se mutuamente sobre sua saúde e entraram na tenda.” Ex 18,7

“Josué rasgou suas vestes e prostrou-se com a face por terra até a tarde diante da arca do Senhor, tanto ele como os anciãos de Israel, e cobriram de pó suas cabeças.” Josué 7,6

Nas passagens acima, Abraão e Moisés põem-se de joelhos como forma de respeito e veneração por outros homens ou seres espirituais (anjos no caso de Abraão), o ato de súplica não é um ato de adoração, mas de humildade, onde eles reconhecem no outro sua superioridade ou seu poder de atender-lhe um pedido. Porém a passagem mais significativa é a de Josué, em que ele se prostra diante a arca da aliança, sendo um exemplo explícito de veneração de uma imagem ou objeto. Portanto a própria Bíblia difere a adoração (latria) de veneração (dulia).

“O mandamento Divino incluía a proibição de toda representação de Deus por mão do homem. Em Deuteronômio explica: Uma vez que nenhuma forma vistes no dia em que o Senhor vos falou no Horeb, do meio do fogo, não vos pervertais, fazendo para vós uma imagem esculpida em forma de ídolo…” Dt 4,15-16. Eis aí o Deus absolutamente transcendente que se revelou a Israel.Ele é tudo”, mas ao mesmo tempo, ele está ‘acima de todas as suas obras’. Eclo 43,27-28. Ele é “própria fonte de toda beleza criada” Sb 13,3.” C.I.C. Pg. 2129

No entanto, desde o Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziram simbolicamente à salvação por meio do verbo encarnado, como são a serpente de bronze (Nm 21, 4-9; Sb 16, 5-14; Jo 3, 14-15), a Arca da Aliança e os querubins (Ex 25,10-22; 1Rs 6,23-28; 7,23-26).” (C.I.C. Pg. 2130)

“Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que o sétimo Concílio Ecumênico, em Nicéia (em 787) justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e também de todos os santos. Ao se encarnar, o filho de Deus inaugurou uma nova “economia” das imagens.” (C.I.C. Pg. 2131)

O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, “a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original” (S.Basílio), e “quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada” (II Concílio de Nicéia; Concílio de Trento; Concílio Vaticano II). A honra prestada às santas imagens é uma “veneração respeitosa”, e não uma adoração, que só compete a Deus:

O Culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus e não contraria o primeiro mandamento. Sendo assim a Doutrina e o Magistério da Santa Igreja de modo algum prega ou mesmo ensina tal Idolatria, mas pelo contrário, com amor educa seus filhos no ensinamento herdado por seu Único e verdadeiro Fundador, Jesus Cristo nosso senhor.

Citações:

Catecismo Da Igreja Católica

Bate – Papo com um Crente (Pequeno dicionário Apologético) – Pe. Lino Simonelli – PIME


Ousadia na Evangelização em São Paulo




* Evangelização nas Ruas de São Paulo inova pela ousadia. Veja!!

Folha de São Paulo

Pães, bolachas, leite e café, muito café, em plena madrugada de sábado. Cerca de 30 jovens encaram esse lanche reforçado num casarão da rua Avanhandava, região central. O destino deles é o Baixo Augusta, vizinhança cheia de atrações à noite, entre bares fuleiros, moderninhos e prostíbulos decadentes.

Maria do Carmo/Folhapress
Jovem religiosa da missão Thalita Kum, que evangeliza pelas calçadas da rua Augusta, atrás de jovens "pecadores"
Jovem religiosa da missão Thalita Kum, que evangeliza pelas calçadas da rua Augusta, atrás de jovens “pecadores”

No “esquenta”, a cerveja dá lugar à oração. A tarefa não é descolar um paquera ou dançar até o chão. Os jovens fazem parte da missão católica Thalita Kum (”levanta-te”, em hebraico) e saem pela madrugada com o intuito de tirar outros da vida profana.

A missão integra o grupo Aliança da Misericórdia, criada há 12 anos por dois padres. Com sede em São Paulo, hoje está presente em 36 cidades do país e do exterior. Também faz parte da Aliança a missão Maria Madalena, cujos itinerários incluem bailes funk e pontos de prostituição na região de Perus, na zona norte da capital.

Em comum, as duas turmas largaram o conforto familiar pelo voto de pobreza. Entre as tarefas que devem cumprir está morar em uma favela por alguns meses para saber como é passar pelas dificuldades do local.

Fazer parte da missão também exige disciplina. Além do voto de pobreza, é necessário viver em comunidade num curso preparatório de três anos. “Meus pais não aceitaram quando eu vim de Indaiatuba para morar aqui com o meu irmão. Agora, até pensam em se mudar para cá”, diz Rafael Menezes, 24.

O celibato não é obrigatório. Quando um deles se apaixona por outro, o orientador deve ser avisado. Se for recíproco, fazem votos de namoro, vão morar em endereços distintos e ganham o direito de se encontrarem sozinhos eventualmente. Após o casamento, vão morar em uma das casas dentro das comunidades, separados dos demais -uma prática comum.

Mesmo com tantas restrições, ainda há atividades mais “descoladas”, como as idas à Cristoteca, espécie de discoteca gospel localizada em bairros como o Brás, na região central, onde não entram bebidas alcoólicas.


Maria do Carmo/Folhapress
Jovens da missão católica Thalita Kum durante oração de aquecimento para a pregação noturna entre turmas de baladeiros
Jovens da missão católica Thalita Kum durante oração de aquecimento para a pregação noturna entre turmas de baladeiros

Saindo por aí
Os jovens fiéis moram em comunidades coletivas, como a da rua Avanhandava, visitada pela reportagem durante a incursão baladeira. Antes de sair pela vizinhança, eles formam um círculo de oração numa das capelas do espaço. O intuito é o de se proteger de eventuais represálias e pedir iluminação divina para a empreitada, que inclui “livrar os jovens de vícios”, como a bebida, o sexo fácil, as drogas e outros pecados.

Durante a visita, a reportagem foi surpreendida: todos juntaram as mãos em oração por este texto. Ainda na comunidade eles trocam histórias sobre outras passagens noturnas pela Augusta, que inclui relatos de uma prostituta arrependida e de uma adolescente de 14 anos que perdeu os pais e saía pelos clubes bebendo até cair. As narrativas de sucesso das evangelizações dão ânimo aos presentes para encarar a maratona cristã.

Os preparativos também incluem pinturas divertidas nos rostos dos mais empolgados. Os músicos afinam o violão e o grupo já organiza quais serão os trios que formarão durante a caminhada. Ninguém pode se perder ou ficar só. As portas se abrem e todos saem pela rua sem se intimidar.

“Já aconteceu de vizinhos jogarem água na gente. É comum tirarem sarro na rua, mas não estamos nem aí”, conta Adriana Garcia de Aguiar, 29, fonoaudióloga que largou o diploma e o aconchego da casa dos pais em Piracicaba, cidade do interior paulista, para viver religiosamente, assim como a maioria dos seus irmãos de fé. A profissão? Não exerce mais.

Apesar de a região do Baixo Augusta ser famosa por ataques homofóbicos e de intolerância, essa turma jamais sofreu atos de violência -a oração do esquenta deve ser forte.

Sem pena do gogó, começa a cantoria. Os integrantes cantam alto hinos de louvor e frases como “Jesus te ama”. As palavras ressoam como um choque térmico nos ouvidos de quem está bebericando um drinque nos bares e inferninhos.

Olhares surpresos

“Socorro, o que é isso, pelo amor de Deus?”, pergunta a publicitária Juliana Canhadas, 28, frequentadora da região que assistia perplexa à romaria dançante. A explicação dada pela reportagem não é suficiente para tirar a expressão de assombro da moça.

Grande parte reage dessa forma. Começa a subida, piadinhas são ouvidas aos montes, ao mesmo tempo em que eles interagem em clima informal com quem está aberto a conversar. Sobram olhares surpresos. Afinal, o grupo percorre a rua aos pulos e, não raro, empunham uma santa gigante que entrecorta o trajeto pecaminoso.

Alguns se rendem à doçura da turma, como as garotas de programa da região. E as piadinhas acabam se transformando em pedidos de oração.

SERVIÇO

Para conhecer a missão Thalita Kum, não é preciso agendar horário.

Casa Cenáculo-Emannuel
R. Avanhandava, 616, Bela Vista, SP, tel. 0/xx/11/3237-3061.
www.misericordia.com.br

* Ousadia na Evangelização: orando e intercedendo por 40 dias diante das clínicas de Aborto.

ACI

Com o propósito de lutar pela vida e contra o aborto na Espanha e no mundo, no próximo 22 de fevereiro, Quarta-feira de Cinza, terá início a terceira edição da campanha nacional de oração “40 Dias pela Vida” diante das clínicas de aborto de várias cidades do país.

Esta campanha de oração, que durará os 40 dias do tempo de Quaresma, é promovida por voluntários cristãos que defendem a vida desde a concepção e que sairão às ruas para rezar, em atitude pacífica, dando testemunho de sua fé e pedindo pelo fim do aborto.

Conforme o informe do comitê nacional de “40 Dias pela Vida” na Espanha, a campanha se realiza, ao mesmo tempo, em 300 cidades de três continentes, os mesmos dias, com a mesma intenção, durante 40 dias.

“Somos voluntários que temos em comum nossa fé. Reunimo-nos para rezar. Não militamos de nada, não provocamos nem assinalaremos ninguém. Detemo-nos 40 dias frente aos abortorios para rezar e dar testemunho público de nossa fé e pedimos ao Senhor pelo fim deste genocídio”, assinalaram.

Finalmente, os voluntários do comitê organizador pediram a todos os defensores da vida que tenham um site Web, que ajudem a difundir a campanha de oração de “40 Dias pela Vida”.

“Com uns pixels de sua Web anunciando a oração pela vida você nos ajudaria a mover as consciências de muitas mais pessoas que poderão conhecer e talvez unir-se aos 40 Dias pela Vida para fazer possível o grande objetivo: converter nosso país (e o mundo inteiro) em uma grande prece pelo fim do aborto”, concluíram.

Mais informação em espanhol: http://40diasporlavida.es/
e http://40diasporlavida.es/quienes-somos/

A liberdade religiosa sob ataque nos Estados Unidos: Onde fica a Objeção de consciência?


Zenit

Oferecemos um interessante artigo do nosso colaborador regular Rafael Navarro-Valls, membro da Real Academia de Jurisprudência e Legislação da Espanha, no qual analisa o que está acontecendo nos EUA em relação a um dos princípios constituintes do país, a liberdade religiosa.

*****

Por Rafael Navarro-Valls

Algo estranho está acontecendo nos EUA com a primeira das liberdades, isto é, a liberdade religiosa. Por um lado, a sociedade está afastando as últimas brasas da intolerância religiosa, admitindo, sem muitos problemas, a condição de Mórmon ou de católico nos candidatos para a presidência. Ao mesmo tempo, a Corte Suprema ratifica a importância da liberdade religiosa, ditando uma sentença importante – com unanimidade surpreendente, num tribunal normalmente dividido, a favor de que as organizações religiosas possam demitir funcionários por motivos de coerência de vida, ortodoxia no seu trabalho de ensino ou comportamento. O Supremo (s. 12 de janeiro de 2012) considera que por acima das normas sobre discriminação laboral está a primeira emenda à Constituição, que garante a liberdade religiosa.

No entanto, a administração Obama parece ir contra-corrente, com uma série de medidas que estão causando reações em cadeia entre os bispos norte-americanos e no próprio Vaticano.

Assim, em poucos dias, o Arcebispo de Nova York e presidente da Conferência Episcopal americana, cardeal Timothy Dolan, e o arcebispo de Los Angeles, monsenhor José H. Gomez, falou fortemente contra normas federais que proíbem a centros médicos vinculados com a Igreja recusar-se a facilitar o aborto – se neles atendem-se a pessoas que não são da Igreja – ou que impõem como regra dar para os funcionários de instituições religiosas (escolas, asilos, hospitais, universidades, etc.) um pagamento para serviços de “controle da natalidade” (abortos, esterilizações, pílulas abortivas, etc.), como parte de um pacote de seguros.

A primeira das liberdades

“Isso não deveria acontecer numa terra onde o livre exercício da religião ocupa o primeiro lugar na declaração de direitos”, disse Dolan. Há alguns meses atrás, a Conferência Episcopal tinha criado uma comissão especial para a liberdade, precisamente por causa do número “crescente de programas e políticas federais que ameaçam os direitos de consciência, ou que podem comprometer o princípio fundamental da liberdade religiosa”.

Bento XVI em um discurso aos bispos católicos dos Estados Unidos em visita ad Limina, expressou sua preocupação por algumas “tentativas de limitar a mais querida das liberdades americanas, a liberdade religiosa. Muitos de vocês disseram que tem havido um esforço coordenado para negar o direito à objeção de consciência à pessoas e instituições católicas no que se refere à cooperação em práticas intrinsecamente más. Outros me falaram sobre uma preocupante tendência a reduzir a liberdade religiosa a mera liberdade de culto sem garantias de respeito à liberdade de consciência”. É sintomático que Bento XVI una liberdade religiosa com objeção de consciência. A razão é que o último reduto defensivo dos cidadãos contra os ataques legais às suas convicções mais profundas é, de fato, os meios que dispõe a consciência ferida, que pode reagir recusando-se a acatar a lei, quando esta se converte em um ” simples procedimento de governo” para transmitir consignas ideológicas às pressas e, às vezes, com vulgaridade. É o que acabou de acontecer no caso de Jule Ward, decidido há poucos dias (27 de janeiro de 2012) por decisão de um Tribunal Federal de Recurso. É necessário deter-se nesse caso, pois mostra discriminações que sofrem os objetores como se fossem uma espécie de “novos hereges.”

Objeção de consciência e liberdade religiosa

Jule Ward era uma estudante em um programa de aconselhamento (terapia) da Eastern Michigan University. Foi expulsa do programa depois que pediu permissão para transferir um cliente homossexual para outro terapeuta. Ela, referindo-se às suas crenças cristãs, estava disposta a aconselhar os pacientes, mas só quando esse conselho não pretendesse “reafirmar” os seus comportamentos homossexuais. A Universidade lançou um processo administrativo, que culminou com a decisão de rescindir a aluna, motivando no argumento de que suas convicções de consciência não estavam de acordo com as normas profissionais de uma terapeuta. A estudante entrou com uma demanda ante um tribunal federal, alegando uma violação de seus direitos constitucionais à liberdade de expressão e ao livre exercício da religião.

Depois de uma instância contrária, o tribunal de apelação (Corte de apelação para o sexto circuito) decidiu outorgar a proteção à oponente. O tribunal critica que a universidade fizesse uma exceção no seu regulamento para respeitar as diferenças de opinião das pessoas em questões seculares mas não em questões religiosas: isto – conclui – não é respeitar as diferenças mas impor uma ortodoxia. Para o Tribunal, “uma universidade não pode forçar um aluno a alterar ou violar seus sistemas de crenças, como preço para a obtenção de um grau.” Entende-se assim, que os advogados defensores alegaram que, no caso Ward, a Universidade denunciante invocava tendenciosamente os códigos de ética profissional “como se fossem códigos que proíbem a blasfêmia e que permitem castigar como herejes os dissidentes”.

A estrela polar das democracias

Tem razão. Quando uma sociedade democrática sensata renuncia impor sua vontade sobre às minorias dissidentes, não dá mostra de debilidade mas de fortaleza. O recurso à objeção de consciência confirma a vitalidade da democracia, ao garantir um dos elementos políticos que o fundamentam: o respeito às minorias. Um objetor não é um herege dissidente que deve ser exterminado, é, ao contrário, alguém que aceita o sistema legal de forma madura e ética, já que se dirige aos valores sem limitar-se à pura formalidade da regra objetiva. Visto dessa forma as coisas, no conflito entre lei e consciência não devemos ver uma espécie de confronto entre dois interesses públicos: pois também o é a salvaguarda de âmbitos individuais de autonomia na estrutura democrática.

A liberdade de consciência é a “estrela polar” das leis morais, que permite o homem ser o que é e chegar a um determinado destino. Ignorá-la por meio de regras de “cumprimento obrigatória” é ignorar o que é a natureza do homem. Daí que desde instâncias muito diversas se apela ao direito como um instrumento por meio do qual a sociedade procura organizar-se a si mesma, em torno de valores que são essencialmente éticos. Valores cívicos, é claro, mas muitas vezes que têm uma origem religiosa. Descartar a consciência individual é uma potencial discriminação contra as minorias religiosas. Daí a importância que a questão está ganhando nos EUA e, em geral, em todo o Ocidente.

[Tradução Thácio Siqueira]


* Ideologia de Gênero: Neototalitarismo e a Morte da Família. Entenda e divulgue.


Entrevista com Jorge Scala

Por Thácio Siqueira

O livro “Ideologia de Gênero: ” neototalitarismo e a morte da família”, cuja versão em português esteve aos cuidados da editora Katechesis, é um livro do advogado pró-vida, argentino, Jorge Scala, lançado no Brasil em Outubro do ano passado. Zenit entrevistou o autor, que nos explicou brevemente o significado do seu livro e os perigos desta ideologia nas nossas sociedades.

Por que um livro sobre a ideologia de gênero?

A razão é simples: a ONU criou uma Agência do Gênero. Essa agência se dedica a controlar que todos os organismos e programas da ONU incluam o gênero. Por sua vez, a União Européia e o Banco Mundial condicionam os empréstimos para o desenvolvimento dos países pobres, por cláusulas da difusão de Gênero. Finalmente, se incorporou o gênero no sistema educacional dos nossos países. Dado tudo isto, é necessário investigar o que é o gênero.

O que significa dizer que a ideologia de gênero é uma ideologia e não uma teoria ou uma descoberta científica?

Uma teoria é uma hipótese verificada experimentalmente. Uma ideologia é um corpo fechado de idéias, que parte de um pressuposto básico falso – que por isto deve impor-se evitando toda análise racional -, e então vão surgindo as conseqüências lógicas desse princípio falso. As ideologias se impõem utilizando o sistema educacional formal (escola e universidade) e não formal (meios de propaganda), como fizeram os nazistas e os marxistas.

O que é, então, a ideologia do gênero? Como você a descreveria para nossos leitores?

Seu fundamento principal e falso é este: o sexo seria o aspecto biológico do ser humano, e o gênero seria a construção social ou cultural do sexo. Ou seja, que cada um seria absolutamente livre, sem condicionamento algum, nem sequer o biológico -, para determinar seu próprio gênero, dando-lhe o conteúdo que quiser e mudando de gênero quantas vezes quiser.

Agora, se isso fosse verdade, não haveria diferenças entre homem e mulher – exceto as biológicas -; qualquer tipo de união entre os sexos seria social e moralmente boas, e todas seriam matrimônio; cada tipo de matrimônio levaria a um novo tipo de família; o aborto seria um direito humano inalienável da mulher, já que somente ela é que fica grávida; etc. Tudo isso é tão absurdo, que só pode ser imposto com uma espécie de “lavagem cerebral” global.

Você, em seu livro, a chama de “ideologia totalitária”. Há alguma relação com as ideologias totalitárias que a humanidade tem experimentado na história? Ou é um passo para chegar a estas situações de políticas totalitárias?

O gênero destrói a estrutura antropológica íntima do ser humano, por tanto quem fique à mercê dessa ideologia o fará “voluntariamente”. Não é mais do que uma ferramenta de poder global que, se imposta, levará a um regime totalitário – ainda quando haja eleições e partidos políticos como na Alemanha nazista -. Em contraste, nas outras ideologias conhecidas, o Estado dominava – ou domina como na Coréia do Norte ou em Cuba – pela força bruta.

Parece uma ideologia que entra nos países pelo aspecto legal e jurisdicional. Não será a falta de reconhecer uma lei natural, e a adoção do positivismo, os alicerces deste totalitarismo?

O problema parece mais profundo e complexo. O ethos é aquilo que um povo estima o que está bem e o que está mal, desde as profundezas do seu coração, não importando o que digam as leis e até mesmo o que cada um faça na própria vida. O problema é que o Ocidente perdeu o seu ethos comum, até 30 ou 40 anos atrás, era o cristianismo. O liberalismo fez que muitas pessoas acreditassem que a moral fosse um assunto privado de cada pessoa. Então, para alguns, é bom mentir, roubar, matar e fornicar – em certas circunstâncias -; e como todas as opiniões são iguais, a única maneira de viver em sociedade é que as leis “imponham” um certo ethos, que deve ser aceito por todos, sob certas penalidades. Por isso, nos nossos parlamentos promove-se todos os tipos de leis de gênero. Busca-se com elas que – junto com a educação -, formem o novo ethos dos nossos povos. E se o gênero se converte em ethos, o sistema totalitário funcionará plenamente.

A teoria do gênero é totalitária, mas não vemos ninguém perdendo as suas vidas. Então, por que ter medo de algo que não passa de leis e de idéias? Não é melhor respeitar a opinião de cada um?

Em 2010 a Espanha reformou a sua lei do aborto conforme a ideologia do gênero, considerando-o “direito humano” essencial da mulher. Naquele ano houve 113.031 abortos na Espanha. Essa “lei” e essa “idéia” mataram – só na Espanha e só nesse ano -, muitas pessoas. Não é pra ter medo da ideologia do gênero, mas é necessário enfrentá-la no campo das idéias, que é onde ela pode ser vencida mais facilmente.

Sempre é necessário respeitar as pessoas – independentemente dos seus pensamentos-. No entanto, as opiniões não se respeitam: se discernem. O livro ajudará o leitor a fazer seu próprio discernimento sobre o gênero.

Qual é, então, as conseqüências para nossos filhos, para a próxima geração?

Eu respondo com um fato real. Dei uma palestra sobre esta ideologia, a todos os professores de uma cidade de 7.000 habitantes, numa área rural da minha província. Gente simples e trabalhadora. Ao concluí-la, uma professora comentou em voz alta: ‘Agora eu entendo porque há alguns dias atrás meu filho de 7 anos me perguntou: mamãe eu sou menino ou menina …? As pessoas formadas e maduras estão imunes dessa ideologia, mas se a permitirmos penetrar nas crianças desde tenra idade – cinema, rádio, TV, escola, revistas -, em muitos casos, teremos que lamentar com o tempo tragédias de todo tipo.

“Onde haja um homem – mulher ou varão – , sua inteligência buscará a verdade, sua vontade tentará amar e autodirigir-se para o bem “, é o que você afirma no seu livro. Qual seria a melhor maneira de combater esta e outras ideologias semelhantes que tendem a penetrar nas Constituições e leis dos países? É a formação de homens e mulheres verdadeiros? O que significa um homem ou uma mulher verdadeiros?

Ante todas as idéias insalubres ou absurdas que giram pelo mundo atual, o mais importante não são outras idéias que as combatam; Mas sim, testemunhas da verdade. Mulheres e homens sinceros, de carne e osso. A mulher é a mãe, ou seja: o amor incondicional e que sempre está presente. O varão é o pai, ou seja: a autoridade, o amor que põe limites e condições, para tirar o melhor de si de cada um. Ambos amores são necessários para chegar à maturidade humana. Conhecer um homem e uma mulher assim, é a melhor “vacina” contra a ideologia do gênero.

Todo o dinheiro da venda desse livro no Brasil é revertido para o movimento Pró-vida do Brasil. O livro é distribuído no Brasil pelo Prof Felipe Nery (proffnery@hotmail.com)

Jorge Scala – Argentino. Advogado. Professor de Bioética na Universidad Libre Internacional de las Américas. Professor honorário da Universidad Ricardo Palma. Prêmio Thomas More do Instituto Tomas Moro. Prêmio João Paulo II à defesa da vida da Universidad Fasta. Autor e co-autor de vários livros. Deu mais de 600 palestras em 17 países.


* África do sul: Após 15 anos de aborto “legal” um milhão de crianças não nascidas, denuncia a Igreja.

fevereiro 3rd, 2012

Agência Fides

Passaram-se quinze anos desde que o aborto foi legalizado na África do Sul. Desde então, estima-se que a mais de um milhão de crianças não nascidas tenha sido negado o mais fundamental dos direitos humanos, o direito à vida”, afirma num comunicado da Conferência Episcopal da África do Sul (SACBC), assinado por Dom Buti Tlhagale, Arcebispo de Johanesburgo e Presidente da SACBC.

“Lembramos esse milhão de crianças não nascidas. Lamentamos que aos filhos de Deus tenha sido negado o direito de nascer no mundo criado por Deus e enriquecê-lo com seus próprios dons e talentos. Nós nunca conseguiremos realizar plenamente o que perdemos porque a lei diz que o aborto é bom”, ressalta o comunicado enviado à Agência Fides.

Dom Tlhagale lembra que aqueles que apoiaram a lei afirmam que era necessário para combater o flagelo do aborto clandestino, mas o arcebispo se pergunta se após 15 anos a lei tenha atingido o objetivo, dado que “em quase todas os postes ao longo das estradas há cartazes que reivindicam abortos seguros e indolor. Eles se encontram em frente à sede do Departamento de Saúde, em Pretória, e nas paredes de nossas escolas”. “Se a publicidade é tão difundida, a demanda por abortos clandestinos deve ser ainda mais elevada”, observa Dom Tlhagale.

A posição da Igreja Católica sobre o aborto é clara e inequívoca. O fato de que a lei diga que é legal não o torna moralmente correto. Toda criança nascitura foi criado por Deus que “a teceu no ventre de sua mãe” (cf. Sl 139, 13). Tem o direito à vida, um direito que deve ser respeitado pela mãe e protegido pelo Estado”, destaca o comunicado.

“Outro direito que deve ser respeitado pelo Estado e seus funcionários é a objeção de consciência. Aqueles que acreditam que o aborto seja moralmente errado têm o direito de recusar a participar dos procedimentos para praticá-lo”, lembra a nota.

“Todos nós, pais, professores, membros da Igreja, devemos entender o que uma garota está atravessando, quando percebe que está grávida. Ela precisa do nosso amor, do nosso apoio, de nossa compreensão e, às vezes, do nosso perdão”, enfatiza Dom Tlhagale. “Como Igreja estamos engajados de todas as maneiras para ajudar as mães solteiras e os casais que tentam buscar a estrada do aborto. Comprometemo-nos a não condenar, como Jesus se recusou a condenar”, conclui o Arcebispo, convidando as mães solteiras a recorrerem aos sacerdotes e aos centros de aconselhamento da Igreja Católica.