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7 de jun. de 2012

Conheça a origem da festa de Corpus Christ


Conheça a origem da festa de Corpus Christi


 Nesta quinta-feira, 07, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. 

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue. "O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 

O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59). Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós. Origem da Celebração A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

 Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes. A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

 No Brasil No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais. A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. 

No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo. Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja. 

Milagres eucarísticos (Vídeo)

Corpus Christi – Tesouro de exemplos


Corpus Christi – Tesouro de exemplos
07.06.2012 - O Castigo não se fez esperar
Em 1931, na festa de Corpus Christi, o bispo de Nantes (França), por causa do mau tempo, suspendeu a procissão do SS. Sacramento. No dia seguinte os jornais socialistas e maçônicos de Nantes zombavam da decisão do prelado. “Que faz o vosso Deus? (escrevia um dêles em tom de desprêzo). Nós nos rimos dêle. Para o próximo domingo, 7 de junho, organizamos uma excursão a Saint-Nazaire pelo vapor ‘Saint Philibert’. Vereis como tudo correrá bem, apesar de que todos os excursionistas perderão a missa para tomar o cruzeiro”.
Chegou o domingo 7 de junho. Eram 600 os passageiros que bem cedo embarcaram no vapor. O “Saint Philibert” desceu bem o Loire, chegou a Saint-Nazaire e depois saiu do estuário e entrou no Atlântico para um breve giro ao largo. De repente, formou-se um denso nevoeiro; não se via nem se ouvia nada a dez metros de distância. Não demorou muito a catástrofe: um choque tremendo com um poderoso transatlântico, que partia pelo meio o pequeno vapor francês. Após dois minutos de gritos de terror, um silêncio de morte. O “Saint Philibert” submergia no oceano para sempre. 499 excursionistas desapareceram nas ondas; quatro enlouqueceram ; os outros foram salvos com dificuldade por outro vapor; o capitão, desesperado, deixou-se afundar com seu navio. Assim respondia Deus à provocação dos míseros homenzinhos da seita.
* * *
Queria pô-las como flores
Em 1873 um homem de Wisembach, povoado dos Voges, amontoava imundícies num depósito. Aos que lhe perguntavam para que serviria aquilo, respondia:
- Este lixo eu o porei como flôres nas ruas por onde há de passara procissão de Corpo de Deus. Três dias depois foi atacado de apoplexia, morrendo sem recobrar os sentidos e sendo enterrado no próprio dia de Corpus Christi.
* * *
Bravos cruzadinhos
Um missionário do longínquo Oriente, vendo um jovenzinho muito recolhido e devoto diante do altar do Santíssimo, perguntou:
- José, que faz ai tanto tempo e que é que diz a Jesus?
- Nada, Padre, pois não sei ler nos livros. Somente exponho minha alma ao Sol.
* * *
Aos seus mais pequenos Cruzadinhos, perguntou um tal Vigário:
- Quantas vêzes se deve comungar?
- Muitas vêzes, Padre.
- Bem; e quem sabe me dizer por quê?
- Eu, Padre, eu sei. Jesus tomou o pão para mostrar que o devemos comer todos os dias; porque, se tivesse tomado a sobremesa, diríamos que só se devia comungar nos dias de festa.
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Um menino distribui a Comunhão
Na guerra de 1914, que durou quatro anos, os exércitos italiano e alemão pelejavam perto da povoação de Torcegno, no vale de Brenta. À meia-noite, entraram os alemães para ocupar a igreja e a tôrre e levaram consigo prisioneiros os sacerdotes que havia, sem dar-lhes tempo de retirar o Santíssimo da igreja.
De manhã, antes da aurora, o povo recebeu ordem de evacuar o povoado, pois ia dar-se ali a batalha. Eram os habitantes cristãos fervorosos que amavam muito suas roças, suas casas e mais ainda sua igreja. Mas não havia remédio; era preciso fügir.
Salvemos ao menos o Santíssimo, disseram todos; mas como, se não havia padres? Lembraram-se de escolher o menino mais inocente e angélico para abrir o sacrário e dar a comunhão a todos os presentes, consumindo-se assim tôdas as hóstias. Ao sair o sol, todo o povo estava na igreja, as velas acesas, no altar e o menino revestido de alvas veites. Sobe o mesmo com grande reverência os degraus do altar,  estende o corporal, abre a portinha, toma o cibório douraclo e, tendo todos rezado o “Eu pecador”, desce até à grade e vai dando as hóstias até esvaziar o cibório.
Purificou logo o vaso sagrado com todo cuidado, juntou as mãos e desceu os degraus do altar como um anjo. Levando Jesus no coração, todo o povo se apressou a fugir para os montes. Corriam lágrimas dos olhos de muitos, é verdade, mas a alma estava confortada com o manjar divino.
Ao pequeno “diácono” enviou o Santo Padre Bento XV sua bênção e suas felicitações.
* * *
A força para o Sacrifício
Em 1901, começou na França o fechamento de todos os conventos e a expulsão dos religiosos. Foi nesse ano que se deu, em Reims, o câso  seguinte contado pelo Cardeal Langenieux, arcebispo daquela cidade.
Havia em Peims, entre outros, um hospital que abrigava somente os doentes atacados de doenças contagiosas, que não encontravam alhures nenhum enfermeiro que quisesse cuidar dêles. Em tais hospitais somente as Irmãs de caridade costumam tratar dos doentes e era essa a razão por que ainda não haviam expulsado as religiosas daquela casa.
Um dia, porém, chegou ao hospital um grupo de conselheiros municipais (vereadores), dizendo à Superiora que precisavam visitar tôdas as salas e quartos do estabelecimento, porque tinham de enviar um relatório ao Govêrno. A Superiora conduziu atenciosamente aquêles senhores à primeira sala, em que se achavam doentes cujos rostos estavam devorados pelo cancro.
Os conselheiros fizeram uma visita apressada, deixando perceber em suas fisionomias quanto lhes repugnava demorar-se ali. Passaram logo à segunda sala; mas ai encontraram doentes atacados de doenças piores, vendo-se obrigados a puxar logo seus lenços, pois não podiam suportar o mau cheiro. A passos rápidos percorreram as outras salas e, ao deixarem o hospital, aquêles homens estavam pálidos e visivelmente comovidos. Um dêles, ao despedir-se, perguntou à Irmã que os acompanhara:
- Quantos anos taz que a Sra. trabalha aqui?
- Senhor, já faz quarenta anos.
- Quarenta anos ! exclamou outro cheio de pasmo. De onde hauris tanta coragem?
- Da santa comunhão que recebo diariamente, respondeu a Superiora E eu lhes digo, senhores, que n o dia em que o Santíssimo Sacramento cessar de estar aqui, ninguém mais terá fôrça de ficar nesta casa.
* * *
O menino que foi enforcado três vezes
Estamos na Palestina, pâtria de Jesus, onde se disse a primeira Missa e os Apóstolos fizeram sua primeira comunhão… E que é hoje a Palestina? Terra de desolação, de maometanos, cismáticos, judeus e poucos católicos.
Um menino cismático de oito anos começou a sentir-se atraído à religião dos católicos, a seus tantos e festas que lhe contavam seus companheiros. Um dia quis ir ver. Com muito segrêdo, por temor dos pais, assistiu à missa numa capela. Ficou encantado. Depois da missa continuou ali com as crianças do catecismo. Terminada a cerimônia, o Padre, que não o conhecia, aproximou-se dele para saudá-lo carinhosamente.
O coração estava ganho, e o menino, às escondidas, continuou a ouvir a missa todos os domingos. Um dia, porém, o pai o descobriu e perguntou-lhe:
- Você estêve com os malditos católicos?
- Sim, papai.
- Eu não lho proibira?
- Sim, senhor.
- Jura-me que não voltarâ lâ?
- Não posso, pois em meu coração sou católico.
- Então você não jura?
- Não, senhor.
- Enforcá-lo-ei…
- O senhor pode enforcar-me.
Passou o bârbaro uma corda a uma viga do teto e o laço ao pescoço do filho e puxou-o para cima. Quando os pézinhos do menino deixaram  de mover-se, o pai o desceu, soltou o laço e, vendo que ainda estava vivo, disse:
- Agora você me promete de não ir ter com aquêles malditos…
- Não, papai, não posso.
Segunda e terceira vez repetiu o pai o cruel suplício, mas não conseguiu mudar o propósito do menino. Disfarçando, então, a sua cólera, tentou o bárbaro pai outros meios.
Tomando em seus braços o corpo extenuado do pobrezinho, disse:
- Mas, meu filho, você não me ama?
- Amo-o, papai.
- Como é, pois, que não quer me obedecer?
- É que eu amo a minha alma mais do que a meu pai.
O menino, pouco a pouco, recobrou as fôrças e logo se fêz batizar, tornando-se católico. Seu pai e sua mãe morreram de tifo no ano seguinte e não muito depois teve o pequenino mártir a morte de um santo.
* * *
Vinham nadando
Conta um missionário que, quando chegava a alguma ilha da Oceânia, para anunciar a sua presença levantava um mastro bem grande. Os negros acudiam de tôda a parte e vinham até de muito longe. Um domingo, pela manhã, viu chegar uma turma de negros que vinham nadando de outra ilha, para terem o consôlo de ouvir a santa Missa.
* * *
Domingos Sávio ajuda à Missa
Êste angélico jovem, aos cinco anos de idade, já sabia ajudar à missa e fazia-o com grandes demonstraçõe de amor a Jesus. Como era muito pequeno, o pâdre mesmo tinha de mudar o missal. Mas era tão grande o seu desejo de servir ao altar, que muitas vêzes chegava à igreja quando esta ainda estava fechada,e ali permanecia esperando e rezando. Numa fria manhã de janeiro de 1847, ali o encontraram tiritando de frio, e coberto de neve que caía copiosamente.
Do livro Tesouro de exemplos – Padre Francisco Alves, C. SS.R. Editora Vozes Volume I Edição II 1958.
Fonte: www.rainhamaria.com.br

5 de jun. de 2012

A irradiação da vida interior


A irradiação da vida interior

A lareira e a seiva
            Você sabe que a vida interior não seria cristã se se encapsulasse no íntimo da alma, como num refúgio egoísta. A autêntica vida interior - de que tratamos em todas as reflexões anteriores - é como o fogo de uma lareira espiritual, que aquece e dá sentido divino à vida inteira: o trabalho e a família, as alegrias e as penas, as tarefas e o lazer, a vida do lar e a vida que se abre ao amor e serviço do próximo.
            Cristo expressou bem isso por meio da alegoria da «videira e os ramos»: Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto… Se alguém não permanecer em mim…, secará… (Jo 15, 5-6).
            E você sabe o que entende Jesus por «permanecer nele»? Ouça as suas próprias palavras: Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor (Jo 15,9).
            É disso que se trata. É para isso que queremos cultivar e levar a sério a nossa vida interior: para unirmo-nos a Cristo, a fim de nos impregnarmos da seiva do seu amor - do Amor que Jesus nos dá, derramando em nós o Espírito Santo (cf. Rm 5,5) - e, assim, passarmos a viver uma vida de amor. Esse é o caminho da santidade, porque o amor é a essência da perfeição (cf. Col 3,14).
            «Tudo o que se faz por Amor - escreve São Josemaria - adquire formosura e se engrandece». E mostra-nos o panorama de uma vida «toda de amor»: «Fazei tudo por Amor .- Assim não há coisas pequenas: tudo é grande [...]. Queres de verdade ser santo? Cumpre o pequeno dever de cada momento; faz o que deves e está no que fazes [...]. Um pequeno ato, feito por amor, quanto não vale! ». (Caminho, nn. 429, 813-815).
O ramo que dá fruto
            Se você tiver verdadeira vida interior («verdadeira» significa sincera e esforçada, não «perfeita»), será um ramo que dá fruto, especialmente dará dois tipos de fruto:
            1) O fruto das «virtudes».
            É impossível lutar para amar e unir-se a Deus se não se vai melhorando, crescendo continuamente, nas virtudes teologais (fé, esperança e caridade), e nas virtudes humanas (prudência, justiça, fortaleza e temperança; e as incontáveis virtudes que giram à volta das quatro).
            Por isso, São Paulo, quando fala dos frutos do Espírito Santo - do Amor divino substancial - enumera virtudes: O fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança (Gál 5,22-23).
            A melhora nas virtudes é um primeiro teste da qualidade da nossa oração e, em geral, da nossa vida interior.
            2) O fruto dos «deveres»: do conjunto de deveres que tecem a tapeçaria do nosso dia-a-dia: deveres familiares, profissionais e sociais.
            Também nesse campo dos deveres, precisamos fazer o «teste» da verdadeira vida interior, formulando-nos algumas perguntas, que vou ilustrar com palavras de São Josemaria:
            a) Estou santificando a minha vida familiar?
            «Os casados - dizia São Josemaria - estão chamados a santificar o seu matrimônio e a santificar-se a si próprios nessa união; por isso, cometeriam um grave erro se edificassem a sua conduta espiritual de costas para o lar, à margem do lar. A vida familiar, as relações conjugais, o cuidado e a educação dos filhos, o esforço necessário para manter a família, para garantir o seu futuro e melhorar as suas condições de vida, o convívio com as outras pessoas que constituem a comunidade social, tudo isso são situações humanas, comuns, que os esposos cristãos devem sobrenaturalizar [santificar] (É Cristo que passa, n. 23).
            « Os casais têm graça de estado -  a graça do Sacramento -  para viverem todas as virtudes humanas e cristãs da convivência: a compreensão, o bom humor, a paciência; o perdão, a delicadeza no comportamento recíproco… Para tanto, o marido e a mulher devem crescer em vida interior e aprender da Sagrada Família a viver com delicadeza -  por um motivo humano e sobrenatural ao mesmo tempo - as virtudes do lar cristão». (Questões atuais do Cristianismo, n. 108).
            b) Estou santificando o meu trabalho?
            «Na simplicidade do teu trabalho habitual - continuo a citar São Josemaria -, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo - para tantos escondido - da grandeza e da novidade: o Amor» (Sulco, n. 489).
            «Não podemos oferecer ao Senhor uma coisa que, dentro das pobres limitações humanas, não seja perfeita, sem mancha, realizada com atenção até nos mínimos detalhes: Deus não aceita trabalhos “marretados”. Por isso o trabalho de cada qual - essa atividade que ocupa as nossas jornadas e energias - há de ser uma oferenda digna aos olhos do Criador; numa palavra, uma tarefa acabada, impecável» (Amigos de Deus, n. 55).
            «Deves manter - ao longo do dia - uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias incidências da tua tarefa profissional» (Forja, n. 745). Como é importante a «presença de Deus» no trabalho!
            c) Estou santificando as minhas relações sociais?
            «Aí onde estão os nossos irmãos, os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores, aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho» (Homilia Amar o mundo apaixonadamente).
            «O cristão sabe-se enxertado em Cristo pelo Batismo; habilitado a lutar por Cristo, pela Confirmação; chamado a atuar no mundo pela participação na função real, profética e sacerdotal de Cristo; transformado numa só coisa com Cristo pela Eucaristia, sacramento da unidade e do amor. Por isso, como Cristo, deve viver de rosto voltado para os outros homens, olhando com amor para todos e cada um dos que o rodeiam, para a humanidade inteira» (É Cristo que passa, n. 106).
            «Se deixarmos que Cristo reine na nossa alma…, seremos servidores de todos os homens» (É Cristo que passa, n. 182).
Palavras finais
            Depois de passar os olhos pelos textos que acabo de transcrever, parece-me que você compreenderá melhor as palavras que São Paulo escreveu a Timóteo, que bem podem ser o fecho deste livro:
            A piedade é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura (1 Tim 4,8). Vale a pena, pois, esforçar-nos de verdade para adquirir uma vida interior à medida do coração de Cristo (cf. Ef 3,16-19)

Lanterna Verde: o herói gayzificado


Lanterna Verde: o herói gayzificado

DC Comics se prostra diante do poderio da agenda gay na cultura americana

Julio Severo
O Lanterna Verde, herói do mundo dos quadrinhos, não tem escolha: terá de ser gay.
Por decisão dos chefões da DC Comics , o herói deverá se adaptar às tendências predominantes na mídia americana, cuja meta tem sido pintar os homossexuais com retratações positivas e simpáticas. Além disso, a gayzice atrai aplausos imediatos e garantidos da mídia americana descaradamente pró-sodomia.
Mas o herói não precisará se angustiar com seu destino. Como ele é ficção, não tem sentimentos, e pode ser direcionado para qualquer atitude ou decisão que seus empresários escolherem. Para ser gay, ele não precisará, como centenas de milhares de gays reais, passar por traumas na infância, onde um adulto homossexual abusou sexualmente de um menino indefeso. Ele não precisará sofrer a experiência de ser filho de mãe solteira ou dominadora, sem modelo saudável de masculinidade na figura de um pai.
O Lanterna Verde não precisará passar pelas experiências de traumas para se tornar gay. Bastarão umas canetadas e o personagem virará gay, por vontade de seus produtores.
Anos atrás, os supremacistas gays proclamavam que havia um gene gay. Com o mapeamento genético, a conclusão foi que tal gene não existe. Mas quem foi que disse que a ficção depende da realidade? Nos gibis, a homossexualidade pode com facilidade ser genética e muito mais. O personagem é um mero fantoche que se porta conforme a imaginação ou falta de imaginação de seu produtor.
 
O novo Lanterna Verde
Por isso, o Lanterna Verde foi sacrificado para atender às exigências do apodrecimento da cultura americana.
Se fosse um homem de verdade, o Lanterna Verde poderia fugir para a Rússia, para preservar sua masculinidade e se proteger das imposições imorais de seus empresários. Lá, por vontade do povo e do governo, os empresários não têm permissão de impor sobre personagens e sobre o público a propaganda gay. Os russos podem ter um milhão de defeitos, mas não o de se prostrar diante do deus da sodomia .
O povo e o governo dos EUA já foram, há muito tempo, como o povo e o governo da Rússia são hoje contra o homossexualismo. Aliás, o pai do moderno movimento pró-vida, Anthony Comstock, era um líder cristão americano que lutava intensamente contra a pornografia e a propaganda de prostituição e homossexualidade , tendo autoridade para mandar para a prisão seus promotores. Com Comstock, nunca na história dos EUA houve uma campanha tão vigorosa para enfraquecer a propaganda do mal.
Depois dele, o governo, as igrejas e a cultura americana foram aos poucos se degradando moralmente. De grande exportador de missionários cristãos, os EUA passaram para o maior exportador mundial da ideologia gayzista e abortista.
Entretanto, como o Lanterna Verde é apenas ficção, ele não reclamará dessas mudanças radicais que deturparam sua vida e mundo em quadrinhos. Ele aceitará qualquer coisa que a DC Comics lhe impuser: gene gay, relações gays, “casamento” gay, etc. Se quiserem transformá-lo em travesti ou garoto de programa, ele não reclamará. Ele se submeterá aos projetos de propaganda gay que por interesses econômicos ou ideológicos estão movendo a DC Comics.
Quem vai reclamar são seus fãs, que não foram consultados sobre os interesses e oportunismos dos empresários da DC Comics, que garantiu: “Teremos um líder dinâmico, que arrisca a vida pelas pessoas, que vem a ser gay”. Como ficção, ele é o oposto do gay real, que destrói sua vida e a dos outros, inclusive com doenças transmissíveis.
Dificilmente a DC Comics poupará atos sexuais nesse “dinamismo”. Afinal, se a meta é agradar ao supremacismo gay, não deverá faltar sexo gay. Daí, é melhor apagar as luzes, até mesmo da lanterna, e esquecer o herói que não conseguiu se salvar da gayzificação de seu personagem por causa das pressões gays sobre a DC Comics.
Se os ativistas gays não poupam nem Jesus Cristo — ora retratando porcamente a amizade dEle com o apóstolo João como “homoafetividade” , ora debochando dEle  —, como pouparão um mero personagem de quadrinhos?
Eles poderiam se limitar a usar o chifrudo vermelho para retratar o gay perfeito, mas não tem graça usar gente da própria turma e espécie. Eles preferem parasitar figuras masculinas conhecidas a fim de alcançar seus objetivos.
O ativista gay americano Richard Ferraro comentou a homossexualização do Lanterna Verde: “Os jovens gays de hoje podem ver personagens gays em revistas em quadrinhos, filmes e muitos programas de TV que lhes mostram que eles também podem crescer para se tornarem pais, líderes ou até mesmo super-heróis”.
O projeto da DC Comics então faz parte de um plano maior de guiar e solidificar adolescentes e até crianças sexualmente confusos numa identidade gay.
O pai e a mãe que lutarem contra essa imposição da agenda gay em seus filhos através da DC Comics serão tratados como “criminosos” por causa de leis anti-discriminação? Os valores da radical e agressiva agenda gay estarão acima dos valores e bem-estar das famílias?
As chamadas leis anti-discriminação ficam invariavelmente do lado dos ativistas gays, deixando de lado pais, mães e família. O supremacismo gay atropela tudo em seu caminho e avanço, exigindo a transformação da sociedade, igrejas, Bíblia, lares e até revistas em quadrinho conforme sua imagem e semelhança.
Ativistas gays do mundo inteiro, em sua luta para doutrinas as crianças das escolas, poderão simplesmente levar um gibi para a sala de aula e dizer: “É natural. É normal. Vejam, até a DC Comics já está do nosso lado”.
Os promotores do kit gay no Brasil também vão querer usar os gibis da DC Comics para provar que a homossexualidade é normal para os jovens. É a ficção corrompida sendo usada para modificar a realidade e deixar mais doente e depravado o que já estava doente.
No que depender dos supremacistas gays, sua revolução vai gayzificar tudo. Como não conseguem ainda impor a homossexualização da Bíblia, usando homens de Deus e até Jesus como modelos gays, usarão e abusarão de personagens fictícios e até históricos.
O Lanterna Verde agora será, nos EUA e países influenciados por sua cultura podre, inclusive o Brasil, o Lanterna Gay.
Com a notícia recente do gay canibal no Canadá , nada mais apropriado para distrair o público do que impondo a propaganda de um gayzismo belo e doce que só existe nas estórias em quadrinho. E não há nos EUA hoje ninguém com a autoridade moral, espiritual e legal de Comstock para deter essa propaganda enganadora dirigida aos jovens.

Vídeo Comentário do Evangelho do X Domingo do TC Ano B 10/10/2012


Caros amigos, neste vídeo comentário do Evangelho de Mc 3,20-35 meditaremos a resposta que Jesus dá aos seus discípulos, fariseus, mestres da lei, como também aos seus parentes que estão em crise, e querem interna-lo, dizendo que Ele está louco, fora de sí, mas na verdade é eles que estão fora da sabedoria de Deus...devido o fato de não O conhecerem.... assista o vídeo comentário do evangelho. Caso não abrir clique: http://pt.gloria.tv/?media=297539

4 de jun. de 2012

Ator pornô gay mata e canibaliza amante


Ator pornô gay mata e canibaliza amante

Homossexual com histórico de tortura de animais mata e come partes do parceiro, faz sexo com cadáver e envia pé do morto para Partido Conservador do Canadá

Julio Severo
O Canadá, famoso por suas agressivas leis homossexualistas que estão ameaçando sua população e cristãos que pregam a visão bíblica sobre a sodomia, está nas manchetes internacionais desta semana por outro motivo homosexual: O ator pornográfico gay Luka Rocco Magnotta, de 29 anos, torturou, matou e esquartejou seu amante gay Jun Lin, de 21 anos.
Luka Rocco Magnotta: o ator pornô gay canibal
De acordo com a polícia canadense, Luka amarrou Jun numa cama enquanto sua câmera o filmava torturando, cortando o pescoço, decapitando e desmembrando o parceiro. Ele intitulou sua filmagem macabra de “Lunático”. No vídeo, que Luka postou na internet, ele aparece fazendo sexo com o cadáver e depois comendo partes com uma faca e garfo.
Luka
Depois do assassinato, ele teve a inspiração de enviar ao Partido Conservador do Canadá um pacote contendo o pé apodrecido de seu amante, como manifestação pessoal gay a um partido que, palidamente, combate a agenda gay no Canadá. O jornal Daily Mail também informa que Luka chegou a ameaçar o primeiro-ministro do Canadá.
Se o Partido Conservador combatesse o supremacismo gay de forma realmente vigorosa, o “lunático” gay lhes enviaria o cadáver inteiro.
Em contraste, se um pé tivesse sido enviado a um grupo gay, os supremacistas homossexuais acusariam imediatamente os cristãos de “homofóbicos” e exigiram leis especiais de “proteção” restringindo a liberdade de expressão dos cristãos e seu direito de pregar o que a Bíblia ensina sobre homossexualidade.
Luka tem um estilo de vida abertamente gay, e sua profissão é como um ator pornô gay em muitos vídeos pornográficos na internet.
Luka acariciando gatinhos
Contudo, sua presença na internet não se restringe à pornografia. Dois anos atrás, Luka postou um vídeo onde ele aparece acariciando dois gatinhos. Em seguida, a filmagem o mostra colocando os filhotes dentro de um saco plástico e usando um aspirador para sugar todo o ar dali. Através do saco transparente, o internauta podia ver os gatinhos desesperadamente tentando escapar. Depois, Luka mostra orgulhosamente em sua cama um dos gatos já morto.
Luka colocando os gatinhos no saco plástico
No vídeo de tortura de animais, Luka aparece anônimo e com o rosto embaçado, e somente com a investigação policial por causa do assassinato do amante dele é que foi possível identifica-lo como o autor do vídeo na internet.
Ele é também o autor de um vídeo onde um gato vivo é dado como alimento para uma cobra.
Nina Arsenault, ex-amante transexual de Luka
Nina Arsenault, um dos ex-amantes transexuais de Luka, que ele conheceu numa boate de strip-tease dez anos atrás, disse à polícia que Luka tinha fantasias de matar animais e pessoas. Ele também sempre fazia piadas sobre matar animais.
Embora use o nome profissional de Luka Rocco Magnotta, o nome verdadeiro dele é Eric Clinton Newman. Ele também usa outros nomes falsos.
Seis meses atrás, num email ao jornal The Sun, Luka supostamente disse: “Vocês estarão recebendo notícias de mim de novo. Desta vez, porém, as vítimas não serão animais pequenos”. Ele enviou um aviso semelhante para a BBC.
Luka encontra-se foragido no exterior disfarçado de mulher. Ele é agora um dos criminosos procurados pela Interpol, a polícia internacional, que está fazendo uma busca internacional pelo psicopata gay. Em 3 de junho, informações policiais indicavam que ele estava em Paris, onde passou duas noites com outro gay que havia conhecido numa boate, mas há suspeita de que ele fugiu para outro país. Mais de 190 países estão em estado de alerta sobre ele.
Luka em Paris
De acordo com o Daily Mail, Luka pode ter cometido outros assassinatos, o que o colocaria na categoria de “serial killer” — assassino em série.
No Brasil, onde predomina um dos mais fortes supremacismos gays do mundo, a imprensa teve o cuidado de mascarar a realidade do canibal gay. O jornal O Globo “noticiou” o caso cometendo várias omissões, apenas mencionando de passagem que Luka teria tido um “caso amoroso” com sua vítima. O Globo não disse que ele era gay.
A imprensa brasileira é notória por alardear a identificação sexual de supostas “vítimas” homossexuais do que chamam de crimes de “homofobia”. Atrocidades patentemente gays são camufladas, para não manchar a imagem do supremacismo gay disfarçado de vitimismo gay.
O resultado macabro do relacionamento entre Luka e seu parceiro é mais um episódio de “violência doméstica” gay, que supera os números inchados de “homofobia” criados pela propaganda homossexualista.
Quando tal violência sai das quatro paredes do “paraíso” sexual de uma dupla gay, a explosão de insanidade é maior.
Meu livro “O Movimento Homossexual”, publicado pela Editora Betânia em 1998, já identificava que todos os seis maiores assassinos em série dos EUA eram homossexuais. Um dos assassinos gays mais famosos, Jeffrey Dahmer, era também canibal.
O maior assassino em série da Rússia, Andrei Chikatilo, também era gay e canibal.
Enquanto a propaganda da mídia esquerdista leva em direção à imagem do “gay bonzinho” como eterna vítima, a realidade nua e crua mostra uma sociedade proibida de enxergar os gays assassinos, psicopatas e canibais que não se encaixam no estereótipo celestial criado pelas elites sociais. Nos meios de comunicação do Brasil, Luka não é um homossexual. Ele é apenas, vagamente, um homem com um “caso amoroso” com sua vítima.
Pior é que, não só a sociedade, mas também os próprios parceiros homossexuais acabam muitas vezes se tornando vítimas dos atos macabros desses “gays bonzinhos”.

Para onde leva a moda das tatuagens


Realizou-se em Caracas, de 26 de janeiro a 4 de fevereiro, um festival de indivíduos tatuados — o “Venezuela Expotatoo 2012” —, onde se apresentaram pessoas que operaram em si “modificações corporais e tatuagens extremas”. Estiveram presentes cerca de 200 tatuadores de quase uma dezena de países, entre os quais o Brasil (Portal “MSN notícias”, 30-1-12).
Uma das participantes — a mexicana Mary Jose Cristerna, mais conhecida como “Mulher Vampira” —, além do rosto tatuado e piercings alargadores nas orelhas, possui implantes na cabeça que lhe acrescentam “chifres”, numa evidente imitação do demônio [foto 1]. “Para mim é bonito estar assim”, disse ela à “Agência France Press”.
Exibiram-se também “suspensões da pele com grandes ganchos de metal” [foto 2].
Outros escolheram ter a língua bipartida, como das serpentes, com agulhas e pregos cravados no corpo, além de diversas outras tatuagens [foto 3].
Em duas ocasiões, na revista “Catolicismo”, na sua coluna “A Palavra do Sacerdote”, Mons. José Luiz Villac advertiu para o inconveniente das tatuagens: “A quantidade
Outros escolheram ter a língua bipartida, como das serpentes
de tatuagens monstruosas que se multiplicam diante de nossos olhos mostra bem que elas são estimuladas num sentido revolucionário. Bem fará aquele que se opuser a esse intuito” (abril/2010). E ainda: “Se alguém faz uma tatuagem de uma representação do demônio, por achar engraçado ou por qualquer outra razão, de alguma forma confere ao demônio algum poder de atuar sobre ele” (maio/2007).
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Imaginemos como reagiria o célebre pintor Fra Angelico caso lhe fosse revelado que um dia alguém ousaria desfigurar os personagens de sua magnífica obra tatuando-as. Ficaria com certeza indignado e talvez até mesmo desistisse de realizá-las. Imaginemos agora o Criador, que criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança vendo-os desfigurados desse modo!

* Papa: ‘Estados devem zelar pelo casamento heterossexual’


Pontífice também defendeu liberdade de pais na educação e formação de filhos
Papa Bento XVI preside 7º Encontro Mundial das Famílias em Milão (Osservatore Romano / Reuters)
O papa Bento XVI disse neste sábado que os estados devem estar a serviço da pessoa e zelar pelo direito da família, “baseada no casamento entre um homem e uma mulher“. O pontífice fez essas declarações durante o encontro que teve com autoridades, empresários, trabalhadores, artistas e educadores da região italiana da Lombardia na sede do arcebispado de Milão, onde se aloja durante sua estada na cidade para presidir o 7º Encontro Mundial das Famílias.
O bispo de Roma destacou que o estado tem que reconhecer a identidade própria da família e o direito primário dos pais à livre escolha da educação e formação de seus filhos, “segundo o projeto educacional que considerem válido e pertinente”. “Não se faz justiça à família se o estado não sustentar a liberdade de educação para o bem comum de toda a sociedade”, ressaltou o papa.
Durante o evento, transmitido ao vivo pelo Centro Televisivo Vaticano CTV, o papa afirmou que, embora a concepção do estado confessional esteja superada, suas leis devem encontrar justificativa e força na lei natural, “que é o fundamento de uma ordem adequada à dignidade do ser humano”. “O estado está a serviço e à tutela da pessoa, de seu bem-estar em seus múltiplos aspectos, começando com o direito à vida, que jamais pode ser suprimido deliberadamente”, manifestou.
Liberdade
Bento XVI defendeu uma “construtiva” colaboração entre o estado e a Igreja, sem que haja confusões sobre o papel de cada um, para enfrentar os tempos de crise que atingem parte do planeta neste momento. Nesse sentido, ele ressaltou a laicidade do estado e disse que esse aspecto deve garantir a liberdade “para que todos possam propor sua visão da vida comum respeitando os demais e no contexto das leis que prezam pelo bem comum”.
O pontífice também fez uma grande apologia à liberdade: “não é um privilégio para alguns, mas um direito para todos, um valioso direito que o poder civil deve garantir”. Ao falar sobre o papel dos líderes mundiais, o papa enfatizou que a principal qualidade de quem governa é a justiça, “virtude pública por excelência, porque impacta no bem de toda a comunidade”.
Antes de se reunir com os representantes da sociedade milanesa, o papa manteve um encontro com o cardeal Carlo Maria Martini, de 85 anos. Ainda neste sábado, Bento XVI se deslocará ao parque de Bresso, em Milão, onde se reunirá com as milhares de famílias de todo o mundo – de mais de 100 nações – que participam do evento em uma vigília chamada “Festa do Testemunho”.
(Com agência EFE)

* JMJ será o maior evento da história do Rio de janeiro.


Revista Veja
Fora dos círculos da Igreja, pouca gente se deu conta de que, dentro de um ano e meio, o Rio de Janeiro terá o que promete ser o maior evento de sua história, entre 23 e 28 de julho de 2013.
A cidade será o centro mundial da peregrinação de católicos, a Jornada Mundial da Juventude, que, em 2011, levou 2 milhões de pessoas a Madri. O evento vai muito além da complexidade de uma visita do papa Bento XVI. A estimativa oficial e de que o público seja equivalente ao da edição espanhola, mas como explica monsenhor Joel Portela, coordenador da jornada pela Arquidiocese do Rio, trata-se de um acontecimento que “não fecha portas”, e é possível e provável que muita gente decida participar de última hora. Tudo isso dez dias depois do encerramento da Copa das Confederações no Brasil.

Para se ter uma ideia do que esse público representa, vale a comparação: 2 milhões de pessoas é o que tradicionalmente reúne o réveillon da Praia de Copacabana, com a diferença de que há um fluxo que se concentra entre a noite de um dia e a madrugada de outro. Na jornada, os participantes ficarão reunidos em grupos espalhados pela cidade e, no ponto alto do evento, uma vigília com missa celebrada pelo papa Bento XVI, um grupo estimado em 1 milhão vai pernoitar em um grande espaço.
“Planejar a Jornada Mundial da Juventude envolve uma equação complexa. Estamos no momento trabalhando em um levantamento de áreas da cidade com capacidade para hospedagem, disponibilidade de espaço para os eventos da semana e atendimento de transporte público”, explica Portela.
A Jornada deve atrair uma quantidade maior do que a usual de sul-americanos. No continente, só a Argentina recebeu o encontro, em 1987. Com a crise europeia, o peso dos turistas vindos do Cone Sul deverá ser maior, assim como ocorrerá no carnaval deste ano no Rio de Janeiro. Uma das regras da jornada é que ela seja realizada um ano na Europa e no outro em algum país de fora. O recorde de fieis em uma JMJ aconteceu em 1995, nas Filipinas.

Cada jornada tem características especiais próprias, mas há um roteiro relativamente consolidado. Os momentos em que todos os participantes se encontram são nos chamados atos centrais, com a presença do papa. Estão incluídos aí a abertura, a vigília, a via sacra e o encerramento. No Rio, serão conhecidos estes pontos dentro de dois meses. Enquanto isso, a Igreja atua em outras frentes como a arregimentação de voluntários – na quinta-feira foi atingida a marca de 5 mil inscritos em todo o Brasil. Em Madri, o voluntariado chegou a 28 mil pessoas. 

A ordem é para que o custo da organização não ultrapasse os limites da jornada anterior, de Madri. Ou seja, não é pertinente gastar mais do que 50 milhões de euros. Na Espanha, o peregrino pagou 160 euros para participar do esquema da JMJ. Ainda não se sabe quanto deverá ser desembolsado pelo fiel no Brasil. Uma das novidades deste ano será a tentativa de atrair jovens não católicos para o encontro. Isso começou de forma sutil em Madri, mas a expectativa é de que se amplie no Rio, onde o lema da jornada será “ide e fazei discípulos em todas as nações”. “Queremos deixar um legado humano e social”, diz monsenhor Joel Portela.
Um dos projetos para o fim da JMJ é a construção de sete a 14 centros de recuperação de dependentes químicos em regiões brasileiras ainda carentes nesse tipo de tratamento. “A principal lacuna hoje é no investimento em ressocialização, com formação profissional e estudo dos dependentes”, afirma Portela.

Números de Madri Dos católicos presentes da JMJ da Espanha, 36,4% eram estrangeiros de 189 países. Um grupo de 130.691 pessoas prolongou a estada no país. Estiveram presentes 840 bispos e cardeais no evento. A jornada injetou 354,3 milhões de euros no país, criou 4.589 empregos, sendo 2.894 em Madri. 

Para organizar o megaevento, o 7º andar da arquidiocese do Rio se transformou na central da JMJ. A preparação é muito semelhante à dos grandes eventos esportivos. A cidade tem que ser escolhida entre candidatas para sediar o encontro. Após vencer a disputa, começa a preparação, que é feita pelo pontifício conselho de Roma e pelo comitê organizador local (COL) – algo próximo do que ocorre com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Padres de Roma desembarcarão no Rio nos últimos dias de fevereiro para averiguar o andamento dos trabalhos, assim como o COI tem feito.
E, assim como nos jogos, há uma série de eventos intermediários. Na terça-feira, será anunciada a logomarca da Jornada Mundial da Juventude, em uma solenidade com 100 bispos de todo o Brasil. Na véspera, o Cristo Redentor será iluminado com as cores de 150 países esperados para partiripar do grande encontro. Depois que for apresentado o símbolo, a estátua ficará verde e amarela. Afinal, o Redentor é brasileiro.
Nada se compara à jornada criada por João Paulo II, o Papa dos jovens, em 1986. Para a Rio+20, que acontece em junho deste ano, são esperadas 50 mil pessoas. O Rock in Rio de 2011 recebeu, na Cidade do Rock, cerca de 700 mil pessoas por dia – com alto índice de pagantes que foram a mais de uma noite de show. A Copa do Mundo de 2014 deve levar ao Rio 412 mil estrangeiros, e 840 mil brasileiros, segundo estimativa do Ministério do Turismo. O carnaval deste ano deve atrair 850 mil turistas – 250 mil deles vindos de outros países.

“Não são eventos comparáveis. A Jornada Mundial da Juventude é única em sua capilaridade. Não é centralizada, acontece em muitos pontos ao mesmo tempo, e cobre a cidade inteira. Nenhum evento jamais reuniu ou vai reunir tanta gente em lugares espalhados como a jornada. Se há alguma semelhança, é com o carnaval de rua, que também movimenta a cidade inteira. Mas sem dúvida é um evento de características únicas”, compara Duda Magalhães, diretor-geral da Dream Factory, contratada pelo Instituto JMJ – figura jurídica criada pela Arquidiocese e presidida pelo arcebispo Dom Orani Tempesta. A empresa é também a organizadora do carnaval de rua carioca e participou do Rock in Rio.

Cristo Redentor  Alguns dos acontecimentos previstos para julho de 2013 só são possíveis por tratar-se de um evento católico. E um deles promete marcar época: o Cristo Redentor deverá ficar aberto 24 horas, para evitar o risco de um peregrino vir ao Rio e não conhecer o Cristo – algo tão ou mais grave que ir a Roma e não ver o Papa. “Sabemos que a procura será grande, por estrangeiros e brasileiros. Por isso estudamos também uma limitação de tempo para as visitas”, explica monsenhor Joel Portela.

A ideia da Igreja é tentar dispersar os turistas. A arquidiocese do Rio já tem informação sobre a vinda de cerca de 8 mil franceses e 20 mil norte-americanos. A maratona católica começará em uma terça-feira e terá o encerramento do domingo. O papa chega na quarta e é a partir desse dia que começa a aterrissagem mais intensa de estrangeiros. Para não haver aglomeração, eles serão separados por nacionalidade. Escolas, paróquias e ginásios poderão servir de abrigo. Além da hospedagem, a catequese, com até mil pessoas, será feita nesses locais, reduzindo deslocamentos.