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Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

26 de mar. de 2010

Carta do papa vale para os católicos de todo o mundo, diz cardeal Scherer


















O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, disse que ficou impressionado “com a clareza e a firmeza” do papa Bento XVI na carta que escreveu aos católicos da Irlanda sobre os abusos sexuais praticados por padres contra crianças e adolescentes daquele país. Na carta, divulgada no sábado, 20, Bento XVI expressou, em nome da Igreja, “a vergonha e o remorso que todos sentimos”.
“A carta do papa é dirigida diretamente aos católicos da Irlanda, mas vale para os católicos de todo o mundo”, diz dom Odilo. “Não podemos ser coniventes com crimes dessa natureza”, completa.
De acordo com o cardeal o papa indica os caminhos para a Irlanda superar os problemas. “Os remédios vão desde a chamada à penitência e à conversão, à responsabilização perante a justiça civil e canônica; mas (o papa) também fala da ajuda às vítimas e suas famílias e a uma grande ação missionária no país, da qual ele próprio quer participar, indo à Irlanda”.
Leia aqui a íntegra da entrevista

O São Paulo - Dom Odilo com que disposições de alma deve ser acolhida a Carta do Papa aos católicos da Irlanda?

Dom Odilo: A carta do Papa é realista e muito forte; deveria ser lida com atenção e acolhida como uma palavra clara sobre a posição da Igreja em relação aos tristes problemas abordados, isto é, o abuso sexual de crianças e adolescentes por pessoas da Igreja, mas também por pessoas não pertencentes a ela. A Igreja não ensina, não incentiva e não aprova isso, mas reprova e condena firmemente tais tristes fatos. E quem os comete, deve cair na conta da própria responsabilidade diante de Deus e diante dos homens. Os abusos causaram sérios danos a pessoas e também à Igreja.

O São Paulo - A carta é marcada pelo espanto, pela dor, pela indignação diante dos abusos e pelo desejo de reparar o mal cometido. Como o senhor tem lido as reações a ela?

Dom Odilo: Fiquei impressionado com a clareza e a firmeza com que o Papa abordou as questões e lembrei-me das palavras do Evangelho: “A verdade vos libertará”. O Papa quis transmitir a todos os responsáveis pela Igreja (bispos, padres, superiores religiosos) essa mesma firmeza na busca de estabelecer a verdade sobre os fatos; e também deixou claro que a Igreja, de forma alguma, está de acordo com tais crimes. O 6° mandamento da lei de Deus precisa ser levado a sério novamente.

O São Paulo - Bento 16 não mede palavras na condenação dos crimes nem no reconhecimento dos erros cometidos. Uma medida ao mesmo tempo dura, dolorosa, honesta e necessária, entende o senhor?

Dom Odilo: Sim, e não poderia ser diferente. Não podemos ser coniventes com crimes dessa natureza. Mas é preciso acrescentar mais algo: o papa também toma sobre si a dor das vítimas e chama os responsáveis por tais crimes à conversão, ao arrependimento, à penitência e a buscar o perdão e de Deus.

O São Paulo - A Igreja presente em todo o mundo sofre com esses escândalos. Existe, porém, a tentação de achar que o problema está localizado só na Irlanda. A carta do Papa tem múltiplos destinatários, além dos sacerdotes, das vítimas dos abusos, dos pais e de todos os católicos desse país?

Dom Odilo: A carta do papa é dirigida diretamente aos católicos da Irlanda, mas vale para os católicos de todo o mundo. Os fatos, infelizmente, não acontecem apenas lá na Irlanda; e nem somente nos ambientes da Igreja. A tentação e a fragilidade da “carne” está por toda parte... Os abusos sexuais sobre crianças são muito mais abundantes que se possa imaginar e em todos os ambientes do convívio social. Acontecem em maior número debaixo dos tetos familiares. Isso não diminui em nada a gravidade de crimes cometidos por representantes da Igreja, mas faz pensar que ninguém deveria ficar com a alma lavada porque foram denunciados e admitidos casos na Igreja. O mal é bem mais amplo e profundo e requer uma revisão de posturas culturais do nosso tempo. O relaxamento e o desprezo pelos valores e conceitos ético-morais é uma das causas principais e a vítima é sempre a pessoa mais frágil e desprotegida.

O São Paulo - Bento 16 oferece o remédio para a cura do problema do abuso de crianças e adolescentes e das feridas causadas na vítimas, nas famílias e na própria Igreja? Em que consiste este remédio?

Dom Odilo: O papa indica na carta uma série de medidas a serem adotadas para a superação do problema na Irlanda; tais “remédios” vão desde a chamada à penitência e à conversão, à responsabilização perante a justiça civil e canônica; mas também fala da ajuda às vítimas e suas famílias e a uma grande ação missionária no país, da qual ele próprio quer participar, indo à Irlanda. Interessante é que o papa chama o povo da Irlanda, que foi tradicionalmente muito católico, a retomar forças da sua própria história religiosa, dos seus mártires e santos, a começar por São Patrício, dos seus missionários, que contribuíram muito para a evangelização em várias partes do mundo ao longo da história.

O São Paulo - Que sinais de esperança podem ser identificados neste momento de dor que não atinge apenas a Igreja da Irlanda mas a toda a Igreja?

Dom Odilo: Antes de tudo, fica uma grande chamada de alerta: não podemos perder a noção da seriedade e gravidade dos fatos. O relaxamento dos costumes e da moral é o chão no qual nascem e se desenvolvem, na maior “normalidade”, todos os vícios... Por outro lado, a carta é um chamado à vigilância: os pais estejam atentos à educação dos seus filhos e às companhias que freqüentam. Uma vez, as companhias eram apenas os amigos ou as pessoas próximas; hoje, a “companhia” mais perigosa pode estar dentro de casa, na internet... Por outro lado, na Igreja, a dolorosa verificação dos fatos é o caminho necessário para a purificação e a retomada do seu autêntico serviço prestado à humanidade. O poder da graça de Deus é maior que as insídias do Maligno, que semeia a erva ruim no campo da Igreja... Foi Jesus quem falou e isso nos dá esperança.

Bispos da França e Inglaterra defendem papa em escândalo de pedofilia

Os bispos da França e da Inglaterra saíram em defesa do papa Bento 16, cujo nome está envolvido no escândalo de acobertamento dos casos de abuso sexual contra crianças pela Igreja Católica.
Os bispos franceses escreveram uma carta ao papa, ao término de sua assembleia geral realizada em Lourdes (sudoeste). No documento, eles dizem ter constatado "que estes fatos inadmissíveis são utilizados em uma campanha para atacar o senhor e sua missão à serviço da Igreja".
Além de destacar vergonha e pesar ante os atos abomináveis de pedofilia dentro da Igreja Católica, os bispos franceses enviaram "uma cordial mensagem de apoio no difícil período que atravessa nossa igreja".
Os bispos manifestaram adesão às palavras do papa "destinadas às vítimas dos crimes" e consideraram que as pessoas que cometem esses atos "desfiguram nossa Igreja".
"Mesmo que estes atos sejam resultado de um grupo muito pequeno de sacerdotes --e já é demais-- os que vivem com alegria e fidelidade seu compromisso a serviço da Igreja também são afetados", afirma ainda a mensagem.
O chefe máximo dos católicos da Inglaterra e de Gales também negou que a Igreja tenha acobertado os abusos sexuais em um artigo publicado no jornal "Times".
O arcebispo de Westminster, Vincent Nichols, considerou inadmissível a atitude das pessoas que abusaram sexualmente de crianças.
"O abuso de crianças cometidos dentro da Igreja católica romana e seu acobertamento são profundamente chocantes e totalmente inadmissíveis", afirma o prelado. "Envergonho-me do ocorrido e compreendo a ira e horror que estes casos produziram", enfatiza.
Bento 16 se encontra no centro de um escândalo ocasionada pela matéria do jornal "The New York Times" divulgando informações de que, nos anos 90, o então cardeal Joseph Ratzinger encobriu um padre americano suspeito de ter abusado de 200 crianças com deficiência auditiva.
O Vaticano saiu em defesa do Papa afirmando que ele só teve conhecimento dos fatos quando era tarde, quando o idoso sacerdote já estava muito doente.
Segundo o "NYT", Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos anos 1990, abriu mão de iniciar os trâmites contra o padre acusado de ter abusado de quase 200 crianças surdas em uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos), entre 1950 e 1972.
Os documentos, mantidos em sigilo durante muitos anos, revelam uma correspondência de 1996 entre o padre Lawrence C. Murphy e o então cardeal Joseph Ratzinger, que presidia a Congregação para a Doutrina da Fé antes de virar Papa, afirma o Times.
Ratzinger também teria sido alertado sobre as acusações contra o padre Murphy pelo arcebispo de Wisconsin, que teria escrito duas cartas sobre a questão.
Murphy trabalhou na escola para crianças surdas e com deficiências auditivas do Estado de Wisconsin entre 1950 e 1974.
Dignidade
Este novo caso, revelado pelo "New York Times", diz respeito a julgamentos contra o arcebispo de Milwaukee, iniciados por cinco homens cujos advogados entregam ao jornal documentos referentes ao padre de Wisconsin.
Um julgamento a portas fechadas ante um tribunal eclesiástico contra o padre Murphy foi arquivado depois de uma carta redigida por ele a Ratzinger pedindo que impedisse o processo, acrescenta o jornal.
"Simplesmente quero viver o tempo que me resta na dignidade de meu sacerdócio", escreveu Murphy ao então cardeal Ratzinger. "Peço sua ajuda neste caso", prossegue o religioso americano.
Nenhuma resposta de Ratzinger figura entre esses documentos, e Murphy faleceu dois anos mais tarde, em 1998, quando ainda era padre.
Na resposta ao jornal, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, ressalta em um comunicado que se recorreu à Congregação pela primeira vez no fim dos anos 90, "quando já haviam transcorrido mais de duas décadas desde que os abusos foram denunciados aos dirigentes da diocese e da polícia".
Lombardi recordou que as autoridades civis americanas investigaram o padre Lawrence Murphy nos anos 70, após as acusações das vítimas, mas acabaram abandonando o processo.

Dicas para o uso de Internet por crianças e jovens










Por Equipe do Portal da Família

ALGUMAS DICAS DE USO

1. Lembre-se de que, na Internet, você nunca pode ter certeza de quem é a pessoa com quem você está conversando. Infelizmente, muitos mentem, e alguém que diz ser uma criança pode na verdade ser um adulto perigoso.

2. Nunca divulgue informações sobre a sua vida, como por exemplo o seu sobrenome, o seu número de telefone, onde você mora ou onde é a sua escola, sem perguntar primeiro aos seus pais. Desconfie daqueles que querem saber muito sobre você, pois mesmo com poucas informações as pessoas podem descobrir onde você mora.

3. Tenha em mente as regras de segurança quando estiver online: o seu comportamento e os sites da Web que você visita determinarão em grande parte a sua segurança online. Sempre siga as regras de uso da Internet, quer esteja em casa, na escola, na biblioteca ou em outros lugares. Elas existem para garantir que você possa se divertir de maneira segura.

4. Sempre mostre respeito pelos outros: trate as pessoas que estão online como você gostaria de ser tratado. Nunca envie mensagens de e-mail ofensivas ou desagradáveis. Lembre-se de que qualquer coisa que você escrever ou enviar online pode ser reenviado a outras pessoas – por exemplo aos seus pais ou à sua escola! Portanto, se você sentir a tentação de dizer algo que os outros não gostariam de ouvir (e que você mesmo não gostaria de ouvir, se viesse de outra pessoa...), abafe essa tentação!

5. Fazer planos para encontrar os seus interlocutores de Internet na vida real normalmente é uma péssima idéia, porque as pessoas podem ser muito diferentes na vida real daquilo que elas dizem ser pelo computador. Se quiserem marcar um encontro com você, não aceite. Se você quiser conhecê-los, leve os pais consigo e encoraje os seus “amigos” virtuais a fazer o mesmo. No mínimo, faça com que os seus pais e amigos reais saibam o que você vai fazer.

6. Desligue o computador se alguma coisa o deixar preocupado ou inquieto. Se alguém com quem você estiver conversando ou alguma coisa que você vir quando estiver online fizer você ter preocupação ou medo, simplesmente feche o navegador e desligue o computador. Se você não fornecer informações sobre si mesmo a ninguém, ele ou ela não poderão ameaçá-lo, e você poderá simplesmente ignorar essa pessoa ou bloqueá-la no futuro. Sempre avise os seus pais ou professores se você tiver medo ou se sentir ameaçado quando estiver online – eles sabem o que fazer.

7. Se você receber e-mails suspeitos, arquivos ou fotos de alguém que não conhece, mande-os para a lata de lixo. Você tem muito que perder se confiar em alguém que não conhece. Do mesmo modo, evite clicar nas URLs que lhe parecem suspeitas.

8. Nunca distribua as suas senhas para outros colegas.

9. Nunca faça nada que possa custar dinheiro à sua família, como por exemplo compras online, a não ser que haja algum de seus pais ajudando você a fazer isto.

10. Antes de você conversar com um desconhecido na Internet sobre algum problema que tenha ou alguma dificuldade que sinta, experimente falar com um parente compreensivo ou um amigo e conte-lhes o que você sente. Eles são um recurso muito melhor e mais digno de confiança do que um estranho numa sala de bate-papo.

11. Evite entrar em salas de bate-papo (chats) que parecem provocantes ou de muita discussão, e não deixe as pessoas online usarem o truque de fazer você pensar neles como amigos da vida real se você nunca as conheceu pessoalmente. Também não se deixe envolver em discussões e brigas online. Se for procurar problemas na Internet, você os achará com certeza, e as coisas podem sair do controle rapidamente.

Como regra geral, lembre-se sempre de que os amigos reais são os únicos amigos de verdade, mesmo que de vez em quando lhe digam alguma coisa de que você não gosta. A Internet não é um lugar para cultivar a amizade, apenas para obter informações de certo interesse.

Amigos mães e pais: façam um contrato de uso da Internet com os seus filhos !

Muitas famílias descobriram que criar uma espécie de “Termo de Compromisso” com regras para uso da Internet ajuda as crianças a adquirir uma experiência boa e construtiva na Internet e a aceitar melhor as orientações dos pais. Uma das maneiras é fazer uma reunião em família em que todos concordem em estabelecer um “acordo” ou “contrato” entre pais e filhos. Algumas famílias até imprimem esse documento no computador e o assinam em conjunto com as crianças (isto pode ser muito bom, porque evita as discussões que podem surgir depois sobre “Isto estava / não estava no contrato”).

Vejam abaixo um pequeno exemplo. Mas não é preciso segui-lo; o que interessa é que você crie o seu próprio contrato, com os pontos que lhe pareçam mais necessários para a sua família. Há outros exemplos desses contratos nos sites:

SafeKids.Com - Family Contracts for Online Safety,
Smart Parent.Com - Children´s Pledge to Online Safety


SEGURANÇA ONLINE - CONTRATO DAS CRIANÇAS NA INTERNET

1. Eu SEMPRE falarei com os meus pais, e imediatamente!, quando não entender alguma coisa na Internet, ou algo parecer assustador ou ameaçador.

2. NUNCA darei meu nome completo, endereço, número de telefone, nome ou localização da minha escola, horário, senhas, ou quaisquer outras informações que me identifiquem quando eu estiver online. SEMPRE consultarei um adulto antes se for o caso de abrir uma exceção.

3. NUNCA terei um encontro com alguém que só conheço pela Internet. Nps casos em que eu pensar que vale a pena, vou perguntar antes aos meus pais o que eles acham e, se decidir conhecer um colega da Internet, nós nos encontrarmos em um lugar público e um dos meus pais ou tutores estará comigo.

4. NUNCA responderei a qualquer mensagem que use palavrões ou palavras que me pareçam assustadoras, ameaçadoras ou estranhas. Se receber esse tipo de mensagem, vou imprimi-la antes e mostrá-la a um adulto. Se me sentir incomodado num chat, usarei o comando ignore ou simplesmente sairei desse chat.

5. NUNCA visitarei um website que custe dinheiro nem farei compras via Internet sem antes pedir permissão aos meus pais ou professores.

6. NUNCA enviarei uma foto pela Internet ou pelo correio normal a ninguém sem a permissão dos meus pais.

7. NUNCA enviarei o número do cartão de crédito dos meus pais ou do meu sem a autorização dos meus pais.

Assinatura da criança..................................... Data .............


Assinaturas dos pais...................................... Data ............. 


Fonte: Portal da Família

Castidade












A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de corpo e alma. Por isso a castidade é imprescindível para o seguimento de Cristo, para o respeito aos outros e para uma ordem social justa, na qual o corpo e os sentimentos – e com eles a pessoa – não se convertam em meros instrumentos de prazer.

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O título é esse mesmo: Castidade. Sem anestesia. Um título que é politicamente incorreto porque, segundo os cronistas atuais, o correto seria afirmar que os ensinamentos católicos em matéria de sexo são – ou parecem ser – “aberrações”, como dizem algumas páginas na Internet e alguém do alto escalão da Comunidade Européia. Evidentemente não concordo com essa afirmação, mas respeito quem as fez. Mais ainda: quero escrever de forma positiva, tanto ao referir-me às opiniões contrárias como ao tratar da própria virtude, que no dizer de São Josemaría Escrivá “é uma afirmação gozosa” (Amigos de Deus, nº 177).

Embora a autoridade em doutrina católica seja o Magistério da Igreja, não faz mal citar estas palavras de Goethe: “Pensamentos grandes e coração puro, isso é o que teríamos que pedir a Deus”, pois elas de algum modo sintetizam a castidade.

O Catecismo da Igreja Católica afirma que “a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão para criar vínculos de comunhão com os outros” (n. 2332). Parece-me que os pensamentos grandes e o coração limpo do genial Goethe são mais fáceis de cultivar nesse contexto em que o Catecismo resume a sexualidade. Basta pensar na referência que faz à pessoa humana inteira, e já se pode descartar que a sexualidade seja somente o uso dos órgãos genitais. Uma sexualidade que se resuma a isso é muito pobre; mais ainda: pode corroer-se e ser destruída, corrompida pela busca constante de novas sensações, que logo ao nascerem já envelhecem.

Um pouco mais à frente o Catecismo acrescenta: “A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e com isso a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada, do homem e da mulher. A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação”.

Essas linhas expressam muitas idéias:

– A sexualidade procede da corporalidade, mas se integra na pessoa que se relaciona com outra pessoa na forma de uma doação mútua entre o homem e a mulher, mediante vinculação permanente que chamamos matrimônio.

– A integração na pessoa alude à sua unidade, uma unidade que não tolera nem a dupla vida nem a dupla linguagem. Isso implica um domínio de si próprio para ser fiel ao dom que faz à outra pessoa.

– A sexualidade se realiza num homem e numa mulher cuja capacidade unitiva e procriativa estão entrelaçadas de forma harmônica com todos os aspectos do seu próprio ser.

Talvez seja por isso que Lacordaire disse que “a castidade não é uma virtude própria do claustro e dos iniciados. É uma virtude moral e social, uma virtude necessária para a vida do gênero humano”. É imprescindível para o seguimento de Cristo, para o respeito aos outros e para uma ordem social justa, na qual o corpo e os sentimentos – e com eles a pessoa – não se convertam em meros instrumentos de prazer. Santo Agostinho ia muito mais longe ao comentar a conhecida bem aventurança: “Queres ver a Deus? Escuta-O: Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Em primeiro lugar pensa na pureza do teu coração; aquilo que nele vejas que desagrada a Deus, elimina-o.”

Por essas e por outras razões – também de tipo natural – a Igreja pede a virtude da castidade a todos os que queiram seguir a Cristo, quer sejam solteiros ou casados. Aos solteiros lhes exige a continência total; aos casados, que os atos próprios do amor conjugal estejam abertos à vida. Isso porque a pureza – como disse João Paulo II – “sempre é exigida pelo amor: é a dimensão da sua verdade interior no coração do homem”. Se há amor verdadeiro no coração, há de manifestar-se externamente de modo casto: “Onde não há amor a Deus, reina a concupiscência” (Santo Agostinho).

Pode-se argumentar dizendo que há católicos que vivem à margem desses ensinamentos. Sabemos muito bem que eles existem, mas esse comportamento não somente não altera em nada a doutrina de Cristo – como o fato de haver ladrões não implica que o roubo deva ser permitido – como também não é irrevogável: sempre podemos ser o filho pródigo que regressa à casa do Pai mediante o Sacramento da Penitência.

Também se pode afirmar que ser casto exige um heroísmo impossível. Não é bem assim quando – além de contar com a ajuda de Deus na oração e nos sacramentos – se sabe antepor ao sexo outros interesses mais fortes: a fé, a família, o trabalho, o serviço aos outros, gostos humanos nobres, etc. E também empreender a luta: a boa ascética cristã, que não fabrica super-homens, mas sim pessoas que sabem o que é fortaleza e vontade firme. “Gravai-o na vossa cabeça – diz São Josemaría comparando a castidade às asas, que embora pesem são imprescindíveis para voar – decididos a não ceder se notais a mordida da tentação, que se insinua apresentando a pureza como um fardo insuportável. Ânimo! Para o alto! Até o sol, à caça do Amor” (Amigos de Deus, nº 177).


Pablo Cabellos Llorente
Publicou este artigo no jornal digital Las Províncias, seção “Tribuna”, edição de 18/11/2004.

Fonte: Biblioteca Almudi




25 de mar. de 2010

Mensagem da Rainha da Paz - 25 de Dezembro de 2009














Queridos filhos!
Neste dia de alegria vos levo todos à frente do meu Filho Rei da paz para que vos dê a sua paz e benção. Filhinhos compartilhem esta paz e benção com os outros no amor. Obrigada por terdes respondido ao meu chamado”
Maria nos dá neste mês uma breve mensagem, frisando a palavra paz, no qual repete por três vezes e uma vez a palavra amor. Mas o centro de tudo é quando ela fala de seu Filho que é o Rei da Paz. Esta é a parte central desta mensagem de natal. Somente na paz poderemos ter a reconciliação! Jesus é o Rei da Paz, e Ele fazendo-se homem nos traz a verdadeira paz, nos traz a reconciliação e o amor verdadeiro entre os homens, nos trás o perdão dos pecados e nos dá como consequência a vida eterna. Tudo isto é o signifi cado da palavra paz, no qual Deus quer se reconciliar conosco enviando o seu Filho, quer que estejamos em sua alegria em sua luz. Jesus é este portador de paz, pois só em Jesus temos a paz verdadeira, que brota do coração, pois Ele é Deus e homem ao mesmo tempo. Ele que se fez uma pequena criança, para vir até nós e nos trazer a paz, depende de nossa resposta também para que a paz possa entrar em nosso coração. Devemos abrir o coração a esta paz, devemos então abrir o coração a Jesus. Assim estaremos
em paz com Deus com os outros e conosco mesmo. Esta é a alegria interior que nos dá Jesus e com esta paz que Deus nos deu, seremos mais disponíveis para o outro, com gestos, com o sorriso, com a misericórdia, com o perdão, com uma palavra amiga, etc. Mas é importante que esta paz comece dentro de nós. Ela, Maria nos pede de partilhar esta paz ao outro no amor. Sejamos, portanto, testemunhas deste amor que
vem de Deus!

Pe. Eugenio Maria Pirovano La Barbera F.M.D.J

Solenidade Anunciação do Senhor












25 do março

Neste a Igreja festeja o anuncio da Encarnação do Filho de Deus, e assim damos mais uma passo para o Grande Jubileu do Ano 2000 onde solenemente celebraremos Encarnação do Verbo no ceio da Virgem Maria. O tema central desta grande festa é Jesus que não assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.

Com alegria contemplamos o Mistério do Deus Todo-Poderoso que na origem do Mundo Cria todas as coisa com sua Palavra, porém desta vez escolhe depender da palavra de uma frágil ser humana , Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus...a uma jovem...Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus...Não temas , Maria...engravidarás e darás à luz um filho...e lhe darás o nome de Jesus.

Maria disse ao anjo: Como se fará isso?

O anjo lhe respondeu: O Espírito Santo virá sobre ti Maria disse então: Eu sou a serva do Senhor. Aconteça-me segundo a tua Palavra!" ( Lc 1,26-38).

Sendo assim hoje é o dia de fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, pois:
"O Verbo Divino se fez carne e habitou entre nós"( Jo1, 14).

Entrevista com o escritor Renè Guitton: O livro negro da cristofobia

14.03.2010 - Pensava-se que o avanço da civilização eliminaria os fenômenos de perseguição religiosa, mas, ao contrário, neste início do terceiro milênio, há ainda muitos lugares no mundo nos quais a cristofobia ainda ofende, discrimina e mata.
No Oriente Médio, as crescentes perseguições têm obrigado os cristãos a fugirem da região onde nasceu o próprio cristianismo.
Em Maghreb, na África subsaariana e até mesmo no extremo oriente, os cristãos ainda são assassinados aos milhares.
O saque de casas e igrejas, a profanação de cemitérios tornam-se ordem do dia, assim como crucificações, queima de pessoas vivas, mutilações e decapitações.
Tudo isto ocorre enquanto a comunidade internacional silencia, aparentemente esquecendo-se do fato de que “a liberdade de pensamento, de consciência e de religião” é garantida pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.
René Guitton, infatigável viajante entre o Oriente e o Ocidente, dedicando-se à luta pelo diálogo entre as culturas e civilizações, contra o racismo e o anti-semitismo, sempre baseando-se em fontes de credibilidade incontestável, em meticulosas pesquisas in loco e no testemunho direto dos protagonistas – líderes políticos e religiosos, missionários, ou simplesmente pessoas comuns – escreveu o livro “Cristofobia. A nova perseguição”, publicado na Itália pela editora Lindau.
No livro, Guitton escreve: “também os judeus e os muçulmanos são perseguidos, mas o reconhecimento de seu sofrimento não pode se dar ao preço da negação do sofrimento por parte dos cristãos. Haveria por acaso vítimas boas e vítimas más, vítimas das quais devemos falar e outras sobre as quais deveríamos nos calar?”.
“Nosso silêncio remete a outros silêncios de amarga memória”.
O escritor francês é autor de diversos outros livros, entre os quais estão “O príncipe de Deus”, “Abraham, le messager d’Haran e Si nous nous taisons” e “Le martyre des moines de Tibhirine”. Ganhador de vários prêmios, é membro do comitê de especialistas da Aliança das Civilizações das Nações Unidas.
ZENIT teve o prazer de entrevistá-lo.
- Ainda que este terceiro milênio se apresente como o início da era dos direitos humanos, é evidente que os cristãos são ainda fortemente perseguidos em várias partes do mundo. Poderia nos dizer em quais países isso acontece e por quê?
- Guitton: É necessário distinguir entre os países em que ocorrem perseguições sem violência física, dos países em que os cristãos são alvo de violências.
Na Turquia, por exemplo, a menção à religião é obrigatória na cédula de identidade, como também na Indonésia e no Egito. Professar a fé cristã nestes países de maioria muçulmana cria muitos problemas de discriminação, inclusive em termos de trabalho, o que faz com que, na prática, os cristãos sejam considerados cidadãos de segunda classe.
A situação dos cristãos é também péssima nos territórios palestinos, onde os cristãos nativos, nascidos na terra onde nasceu também Jesus, correm o risco de desaparecer por completo.
Nesta parte do mundo, os cristãos são objeto de todo tipo de pressões, intimidações e ameaças, a ponto de alguns fundamentalistas sustentarem a tese de que o Oriente deva ser exclusivamente muçulmano e de que os cristãos deveriam migrar para o Ocidente. Os cristãos da Terra Santa estão sendo pressionados a abandonar a terra de Cristo e refugiarem-se no Ocidente.
No Egito, a perseguição é ainda mais violenta. O país hospeda a organização fundamentalista conhecida como a Fraternidade Muçulmana, que precede à Al-Qaeda. A Fraternidade Muçulmana representa o extremismo islâmico no Egito. Suas posições e atos de violência foram amplamente denunciados por Gamal Abdel Nasser nos anos cinquenta.
A Fraternidade está por detrás do assassinato do presidente Anwar El Sadat, e, nos últimos anos, conseguiu obter um peso significativo na política através das eleições. Por este motivo, o governo egípcio tem dificuldade em combater os grupos extremistas. Esta postura de complacência acaba por estimular atos de violência contra os cristãos egípcios.
O fato é que os atos de violência contra os cristãos egípcios são frequentes. A polícia, que é composta basicamente por muçulmanos, não interfere de modo adequado, e o governo não toma medidas concretas para interromper as perseguições.
Ocorre que, quando cristãos são assassinados, as mulheres cristãs devem fazer uso do véu islâmico para não serem incomodadas, e por vezes as viúvas são forçadas a casarem-se com muçulmanos.
No Iraque, os cristãos, que outrora gozavam de proteção, estão sendo hoje massacrados todos os dias, e as autoridades não interferem.
É verdade que este país vive uma situação de plena emergência, mas a proteção aos cristãos que vivem no norte não está entre as prioridades. Os cristãos têm sido alvo de assassinatos e seqüestros. O projeto é claro: pretendem escurraçá-los do Oriente, uma vez que, aos olhos dos extremistas, constituiriam aliados da América cristã que conduz sua “cruzada” no Iraque. O cenário dos extremistas é sempre o mesmo: um Oriente muçulmano e um Ocidente cristão.
Da mesma forma, no Paquistão, a recente aprovação da “lei contra a blasfêmia”, na prática autoriza a violação de direitos humanos.
Na Argélia, as motivações dos grupos fundamentalistas são semelhantes aos do Egito. A atitude do governo com relação aos extremistas está circunscrita à política de reconciliação nacional, implementada após o fim da guerra civil que castigou o país entre 1993 e 2000.
Para não confrontar os partidos islâmicos, o governo hesita em reagir às perseguições anti-cristãs.
Na África subsaariana, a Nigéria esta constantemente nas primeiras páginas dos jornais pelos massacres perpetrados contra cristãos. Há casos de igrejas incendiadas durante a missa com os fiéis dentro.
Registram-se ataques contra cristãos também no Sudão.
O objetivo do meu livro não é, de forma alguma, promover qualquer forma de islamofobia, mas sim de defender os direitos humanos contra o terrorismo, seja qual for sua origem.
Na Índia os cristãos são perseguidos por fundamentalistas hindus. Centenas de cristãos foram mortos na província de Orissa, e a ação das autoridades foi débil e inadequada. No Sri Lanka, os cristãos estão sendo massacrados por radicais budistas.
É um fato que, a partir do 11 de setembro, observou-se um aumento no número de atos anti-cristãos por todo o mundo. O extremismo, de todas as proveniências, foram encorajados por estes eventos.
- Seja nos países de maioria muçulmana, sejam os antigos regimes comunistas, seja o fundamentalismo de outras religiões... todos perseguem os cristãos. Por quê?
- Guitton: Naturalmente, os assassinatos e massacres são eventos inaceitáveis. As motivações dos anti-cristãos são um terreno fértil, no qual se propagam doutrinas falsas e perigosas, principalmente a da imagem de um Oriente muçulmano e um Ocidente cristão. Esquece-se que, na verdade, o cristianismo nasceu no Oriente, e que os cristãos do Oriente são nativos de países nos quais o cristianismo precedeu aos Islã em sete séculos.
A cristianofobia tem origem em preconceitos embasados na ignorância e leva a todo o tipo de violência. Para responder a estas tendências, é necessário fomentar a educação e o diálogo, e fazer uso da pressão econômica para por fim às discriminações.
- Pode parecer paradoxal, mas há uma forma de cristofobia também nos países onde se desenvolveu a civilização cristã. Poderia citar alguns exemplos e explicar por que isto ocorre?
- Guitton: Aquilo que poderíamos chamar de “Cristofobia” ocidental está ligado ao conceito de laicismo.
O princípio da laicidade não deve ser entendido como a negação da religião; ao contrário, é a legitimação da prática de todas as religiões, sem qualquer interferência por parte do Estado.
A deturpação deste conceito produziu o “laicismo fundamentalista”, que gera fenômenos de cristofobia e outras formas de desrespeito às práticas religiosas.
- O que podemos fazer para promover o direito à liberdade religiosa e como a comunidade internacional deve se mobilizar para proteger as vítimas e evitar a propagação do fundamentalismo e da intolerância?
- Guitton: A solução justa é difícil de alcançar. Pressões políticas e econômicas poderiam ser exercidas por instituições como a União Europeia. Por exemplo, a Turquia manifestou seu desejo de ingressar à UE; esta poderia requerer, visando harmonizar as legislações, que a Turquia revogasse a lei que exige a menção à religião nos documentos de identidade.
Por meio da UNESCO, pode-se intervir em áreas como a educação e a assitência, especialmente em regiões pobres, como a Palestina.
Serão necessários também auxílios econômicos, como ocorre hoje com o novo governo Iraquiano e com os líderes do Hamas em Gaza, que necessitam urgentemente de fundos para a reconstrução.
As organizações não-governamentais (ONGs) podem atuar de maneira discreta, assim como, naturalmente, a Santa Sé. Uma das medidas prioritárias é conceder vistos para os cristãos iraquianos que se refugiam na Europa. Diversos países da União Europeia têm agido neste sentido, mas alguns lideres cristãos do Iraque sustentam que esta política vai de encontro aos interesses daqueles que gostariam de ver o Oriente Médio livre de cristãos.
“Ajudem-nos a permanecer, não a partir”, gritam desesperados os cristãos iraquianos. É importante entender a urgência deste apelo. É preciso agir - e agir rapidamente.
- Quais são os motivos que o levaram a escrever este livro, e quais são suas expectativas?
- Guitton: Escrevi este livro porque fiquei chocado com os testemunhos que coletei. Em meu trabalho, viajo frequentemente para a África, Oriente Médio e Extremo Oriente, e percebo que, ao longo dos últimos anos, a situação é de crescente preocupação.
A situação de discriminação e perseguição torna-se ainda mais odiosa dado o silêncio do Ocidente.
Por demasiadas vezes, os meios de comunicação se calam diante destas injustiças. Preferimos lembrar apenas dos ataques contra minorias ocorridos em nosso próprio país.
Não há dúvida que qualquer ato de discriminação contra muçulmanos ou judeus é inaceitável, mas é também inaceitável discriminar as vítimas. Não pode haver vítimas das quais falamos e outras sobre as quais nos calamos.
Assim, qualquer ação de discriminação me causa revolta, e em particular, os atos anticristãos.
O silêncio pode ser culpável, como aliás já foi observado em outras ocasiões na Europa, especialmente após a conferência de Mônaco de 1938.
Fonte: www.zenit.org
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
"Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações". (Mt 24,9)
"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?" (Rm 8,35)
"Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer a perseguição". (2Tm 3,12)
"Porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será". (Mt 24,21)

Grandes Heresias












Por: Gercione Lima

Desde o princípio da Cristandade, a Igreja sempre se confrontou e combateu os falsos ensinamentos ou heresias.

Hoje em dia basta darmos uma olhada no catálogo telefônico para encontrarmos em qualquer cidade do mundo, uma denominação religiosa que nos diga exatamente aquilo que queremos ouvir. Algumas ensinam que Jesus não é Deus, ou que Ele é a única pessoa da Trindade, ou que existem muitos deuses (três dos quais são o Pai, o Filho e o Espírito Santo) ou que nós podemos nos tornar ´deuses´, ou que uma pessoa uma vez salva, jamais poderá perder sua salvação, ou que não existe inferno, ou que o homossexualismo é apenas mais uma expressão da sexualidade humana, portanto um estilo de vida aceitável para um cristão, ou qualquer outro tipo de ensinamento.

A Bíblia nos advertiu que isso ocorreria. O Apóstolo Paulo avisou ao seu aluno Timóteo: ´Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas suas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas´.(2Tim. 4,3´4).

» O QUE É HERESIA?

Antes de darmos uma olhada nas grandes heresias da história da Igreja, cumpre´nos dar algumas palavras sobre a natureza da heresia. Isso é muito importante já que o termo em si carrega um forte peso emocional e frequentemente é mal utilizado. Heresia não significa o mesmo que incredulidade, cisma, apostasia ou qualquer outro pecado contra a fé. O Catecismo da Igreja Católica define a heresia do seguinte modo:

´Incredulidade é negligenciar uma verdade revelada ou a voluntária recusa em dar assentimento de fé a uma verdade revelada. Heresia é a negação após o batismo de algumas verdades que devem ser acreditadas com fé divina e Católica, ou igualmente uma obstinada dúvida com relação às mesmas; apostasia é o total repúdio da fé cristã; cisma é o ato de recusar´se a submeter´se ao Romano Pontífice ou à comunhão com os membros da Igreja sujeitos a ele´ (CCC 2089).

Para ser culpado de heresia, uma pessoa deve estar obstinada (incorrigível) no erro. Uma pessoa que está aberta à correção ou que simplesmente não tem consciência de que o que ela está dizendo é contrário ao ensinamento da Igreja, não pode ser considerada como herética.

A dúvida ou negação envolvida na heresia deve ser pós´batismal. Para ser acusado de heresia, uma pessoa deve ser antes de tudo um batizado. Isso significa que aqueles movimentos que surgiram da divisão do Cristianismo ou que foram influenciados por ele, mas que não administram o batismo ou que não batizam validamente, não podem ser considerados heresias mas apenas religiões separadas (exemplos incluem Muçulmanos que não possuem batismos e Testemunhas de Jeová que não batizam validamente).

E, finalmente, a dúvida ou negação envolvidos na heresia devem estar relacionados a uma matéria que deve ser crida com ´fé Católica e divina´ ´ em outras palavras, alguma coisa que tenha sido definida solenemente pela Igreja como verdade divinamente revelada (por exemplo, a Santíssima Trindade, a Encarnação, a Presença Real de Cristo na Eucaristia, o Sacrifício da Missa, a Infalibilidade Papal, a Imaculada Conceição e Assunção de Nossa Senhora).

É especialmente importante saber distinguir heresia de cisma e apostasia. No cisma, uma pessoa ou grupo se separa da Igreja Católica sem repudiar nenhuma doutrina definida. Já na apostasia, uma pessoa repudia totalmente a fé cristã e não mais se considera cristã.

· É interessante notar como, de uma forma ou outra, a imensa maioria destas heresias permanece...

Esclarecidas as diferenças, vamos dar uma conferida nas maiores heresias da história da Igreja e quando elas começaram:

» Os Judaizantes (Séc. I)

A heresia Judaizante pode ser resumida pelas seguintes palavras dos Atos dos Apóstolos 15,1: ´Alguns homens, descendo da Judéia, puseram´se a ensinar aos irmãos o seguinte: ´Se não vos circuncidais segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos´´.

Muitos dos primeiros Cristãos eram Judeus, e esses trouxeram para a Fé cristã muitas de suas práticas e observâncias judaicas. Eles reconheciam em Jesus Cristo o Messias anunciado pelos profetas e o cumprimento do Antigo Testamento, mas uma vez que a circuncisão era obrigatória no Antigo Testamento para a participação na Aliança com Deus, muitos pensavam que ela era também necessária para a participação na Nova Aliança que Cristo veio inaugurar. Portanto eles acreditavam que era necessário ser circuncidado e guardar os preceitos mosaicos para se tornar um verdadeiro cristão. Em outras palavras, uma pessoa deveria se tornar judeu para poder se tornar cristão.

· Uma forma ´light´ desta heresia é a dos Adventistas de Sétimo Dia e outras seitas sabatistas.

» Gnosticismo (Sécs. I e II)

´A matéria é má!´ ´ Esse é o lema dos Gnósticos. Essa foi uma idéia que eles ´tomaram emprestado´ de alguns filósofos gregos e isso vai contra o ensinamento Católico, não apenas porque contradiz Gênesis 1,31: ´Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom´, bem como outras partes da Sagrada Escritura, mas porque nega a própria Encarnação. Se a matéria é má, então Jesus não poderia ser verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pois em Cristo não existe nada que seja mau. Assim muitos gnósticos negavam a Encarnação alegando que Cristo apenas ´parecia´ como homem, mas essa sua humanidade era apenas ilusória.

Alguns Gnósticos, reconhecendo que o Antigo Testamento ensina que Deus criou a matéria, alegavam que o Deus dos Judeus era uma divindade maligna bem diferente do Deus de Jesus Cristo, do Novo Testamento. Eles também propunham a crença em muitos seres divinos, conhecidos como ´aeons´ que servem de mediadores entre o homem e um inatingível Deus. O mais baixo de todos esses ´aeons´ que estava em contato direto com os homens teria sido Jesus Cristo.

· Esta heresia permanece de maneira quase igual na chamada ´Nova Era´. Em outras formas, aliás, ela não deixa de ser a heresia de base de muitas outras, como o protestantismo (com sua negação dos Sacramentos e da Maternidade Divina da Santíssima Virgem, decorrentes de uma visão gnóstica segundo a qual a religião verdadeira é puramente espiritual: Igreja invisível, sem meios visíveis de transmissão de graça etc.).

» Montanismo (final do Séc. II)

Montanus iniciou inocentemente sua carreira pregando um retorno à penitência e ao fervor. Todavia ele alegava que seus ensinamentos estavam acima dos ensinamentos da Igreja porque ele era diretamente inspirado pelo Espírito Santo. Logo, logo ele começou a ensinar sobre uma eminente volta de Cristo em sua cidade natal na Frígia. Seu movimento enfatizava sobretudo a continuidade dos dons extraordinários como falar em línguas e profecias.

· Montano afirmava que a Igreja não tinha capacidade de perdoar pecados mortais. Esta heresia, de uma certa forma, está presente em muitas seitas atuais, cuja rigidez de costumes traz esta idéia no fundo. Um exemplo seria a ´Assembléia de Deus´, ou até a seita suicida africana.

» Sabelianismo (Princípio do Séc. III)

Os Sabelianistas ensinavam que Jesus Cristo e Deus Pai não eram pessoas distintas, mas simplesmente dois aspectos ou operações de uma única pessoa. De acordo com eles, as três pessoas da Trindade existem apenas em referência ao relacionamento de Deus com o homem, mas não como uma realidade objetiva.

· Esta visão também está presente em muitos movimentos ´ecumênicos´ protestantes atuais, especialmente entre as seitas mais antigas. Nosso Senhor para eles dissolve´se em uma vaga ´divindade´.

» Arianismo (Séc. IV)

Uma das maiores heresias que a Igreja teve que confrontar foi o Arianismo. Arius ensinava que Cristo não era Deus e sim uma criatura feita por Deus. Ao disfarçar sua heresia usando uma terminologia ortodoxa ou semi´ortodoxa, ele foi capaz de semear grande confusão na Igreja, conquistando o apoio de muitos Bispos e a rejeição de alguns. O Arianismo foi solenemente condenado no ano 325 pelo Primeiro Concílio de Nicéia, o qual definiu a divindade de Cristo e no ano 381 pelo Primeiro Concílio de Constantinopla, o qual definiu a divindade do Espírito Santo. Esses dois Concílios deram origem ao Credo Niceno que os Católicos recitam nas Missas Dominicais.

· Os ´Testemunhas de Jeová´ têm esta crença, assim como os Unitarianos.

» Pelagianismo (Séc. V)

Pelagius, um monge gaulês deu início a essa heresia que carrega seu nome. Ele negava que nós herdamos o pecado de Adão e alegava que nos tornamos pessoalmente pecadores apenas porque nascemos em solidariedade com uma comunidade pecadora a qual nos dá maus exemplos. Da mesma forma, ele negava que herdamos a santidade ou justiça como resultado da morte de Cristo na cruz e dizia que nos tornamos pessoalmente justos através da instrução e imitação da comunidade cristã, seguindo o exemplo de Cristo.

Pelagius declarava que o homem nasce moralmente neutro e pode chegar ao céu por seus próprios esforços. De acordo com ele, a graça de Deus não é verdadeiramente necessária, mas apenas facilita uma difícil tarefa.

· É uma visão que ainda hoje encontramos na Teologia da Libertação, por exemplo: o que importa é o esforço do homem, a graça de Deus é bem vinda mas não é necessária, etc. É por isso que os TL dão tanto valor à ´auto´estima´, nome chique para o pecado do Orgulho: para eles é importante amar A SI sobre todas as coisas, pois a salvação (ou a utopia socialista, no caso...) viria apenas através do esforço do homem.

» Nestorianismo (Séc. V)

Essa heresia sobre a pessoa de Cristo foi iniciada por Nestorius, bispo de Constantinopla que negava a Maria o título de Theotokos (literalmente ´Mãe de Deus´). Nestorius alegava que Maria deu origem apenas à pessoa humana de Cristo em seu útero e chegou a propor como alternativa o título Christotokos (´Mãe de Cristo´).

Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que a teoria de Nestorius dividia Cristo em duas pessoas distintas (uma humana e outra divina, unidos por uma espécie de ´elo perdido´), sendo que apenas uma estava no útero de Maria. A Igreja reagiu no ano 431 com o Concílio de Éfeso, definindo que Maria realmente é Mãe de Deus, não no sentido de que ela seja anterior a Deus ou seja a fonte de Deus, mas no sentido de que a Pessoa que ela carregou em seu útero era de fato o Deus Encarnado.

· Creio que todo mundo já identificou o protestantismo pentecostal neste heresia, não? Bom, isso na verdade é, no protestantismo, apenas uma maneira a mais de menosprezar a Encarnação. Note´se que S. João escreveu seu Evangelho em resposta aos gnósticos, e fez questão de comecá´lo pela Encarnação. Isto ocorre porque a base gnóstica do protestantismo (e tbm, de uma certa maneira, do nestorianismo) recusa´se a admitir que Nosso Senhor tenha realmente assumido a nossa natureza. É por isso, por exemplo, que Lutero afirmava que o pecado do homem não é jamais apagado, mas apenas encoberto por Deus. Para ele, Nosso Senhor mentiria, afirmando que o homem não tem pecado, para que ele entre no Céu. É mais fácil para um gnóstico crer em um deus que minta que em um Deus que se faz verdadeiramente homem, com mãe e tudo.

» Monofisismo (Séc. V)

O Monofisismo originou´se como uma reação ao Nestorianismo. Os monofisistas (liderados por um homem chamado Eutyches) ficaram horrorizados pela implicação Nestoriana de que Cristo era duas pessoas com duas diferentes naturezas (divina e humana). Então eles partiram para o outro extremo alegando que Cristo era uma pessoa com uma só natureza (uma fusão de elementos divinos e humanos). Portanto eles passaram a ser reconhecidos como Monofisistas devido à sua alegação de que Cristo possuía apenas uma natureza (Grego: mono= um; physis= natureza).

Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que o Monofisismo era tão pernicioso quanto o Nestorianismo porque esse negava tanto a completa humanidade como a completa divindade de Cristo. Se Cristo não possuia a natureza humana em sua plenitude então Ele não poderia ser verdadeiramente homem e se Ele não possuía a natureza divina em plenitude, então Ele também não era verdadeiramente Deus.

· Esta heresia persiste em alguns círculos católicos bem´intencionados, mas errados, que subestimam a importância da natureza humana de Cristo.

» Iconoclastas (Sécs. VII e VIII)

Essa heresia surgiu quando um grupo de pessoas conhecidos como iconoclastas (literalmente, destruidores de ícones) apareceu. Esses alegavam que era pecaminoso fazer estátuas ou pinturas de Cristo e dos Santos apesar de exemplos bíblicos que provam que Deus mandou que se fizesse estátuas religiosas (por exemplo, em Ex 25,18´20 e 1Cr 28,18´19), inclusive representações simbólicas de Cristo (Num 21,8´9 e Jo 3,14).

· Tem um em cada esquina hoje em dia...

» Catarismo (Séc. XI)

O Catarismo foi uma complicada mistura de religiões não´Católicas trabalhadas com uma terminologia Cristã. O Catarismo se dividia em muitas seitas diferentes que tinham em comum apenas o ensinamento de que o mundo tinha sido criado por uma divindade má (portanto toda matéria é má) e que por isso devemos adorar apenas a divindade do bem.

Os Albigenses formavam uma das maiores seitas Cátaras. Eles ensinavam que o espírito foi criado por Deus e que por isso era bom, enquanto o corpo teria sido criado pelo Mal, portanto o espírito deveria ser libertado do corpo. Ter filhos era considerado pelos albigenses um dos maiores males já que isso era o mesmo que aprisionar um outro ´espírito´ na carne. Obviamente o casamento era proibido, embora a fornicação fosse permitida. Tremendos jejuns e severas mortificações eram paticadas e seus líderes adotavam uma vida de voluntária pobreza.

· Alguns aspectos da gnose cátara hoje são parte integrante da mentalidade geral em nossa sociedade: o horror à concepção, o amor à fornicação (infelizmente há católicos que aderem a esta mentalidade e praticam sem as necessárias razões graves a abstinência periódica de relações conjugais nos dias férteis)...

» Protestantismo (Séc. XVI)

Os grupos Protestantes se dividem em uma ampla variedade de diferentes doutrinas. Todavia, virtualmente todos alegam acreditar no princípio da Sola Scriptura (´apenas a Escritura´ ´ idéia que defende o uso apenas da Bíblia ao formular sua teologia) e Sola Fide (´apenas pela Fé ´ a idéia de que somos justificados somente pela Fé). Apesar disso, existe pouca concordância sobre o que essas duas doutrinas´chave realmente significam. Por exemplo, Lutero acreditava que a fé salvífica é expressa pelo batismo, pelo qual, segundo ele, uma pessoa renasce e seus pecados são perdoados, ao passo que muitos Fundamentalistas alegam ser essa uma falsa pregação e que o batismo é meramente um símbolo.

A grande diversidade de doutrinas Protestantes advêm da doutrina do julgamento privado, a qual nega a infalível autoridade da Igreja e alega que cada indivíduo pode interpretar a Escritura por si próprio. Essa idéia é rejeitada pela própria Bíblia em 2Ped 1,20, que nos dá a primeira regra para a interpretação bíblica: ´Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal´. Uma significante tática dessa heresia é a tentativa de confrontar a Igreja com a Bíblia, negando que o magistério possua qualquer autoridade infalível para ensinar ou interpretar as Escrituras.

A doutrina do julgamento privado resultou em um enorme número de diferentes denominações. De acordo com o The Christian Sourcebook, existiam aproximadamente 21,000 denominações em 1986, com 270 novas se formando a cada ano. Virtualmente todas elas são Protestantes.

» Jansenismo (Séc. XVII)

Jansenius, bispo de Yvres, França deu início a essa heresia num jornal em que ele escreveu sobre Santo Agostinho, no qual ele redefinia a doutrina sobre a graça. Entre outras doutrinas, seus seguidores negavam que Cristo morreu pela salvação de todos os homens, alegando que Ele havia morrido apenas por aqueles que serão finalmente salvos (ou seja, os eleitos). Este e outros erros Jansenistas foram oficialmente condenados pelo Papa Inocêncio X em 1653.

· O jansenismo, infelizmente, é hoje encontrado em muitos meios ditos ´tradicionalistas´. Este debate é frequentemente provocado pelas objeções que muitos fazem à má tradução do Cânon Romano, que traz ´por todos´ (e não ´para muitos´) como tradução de ´pro multis´. Esta tradução está errada como tradução, mas não é teologicamente errada, pois afirma ser o Sacrifício de Cristo suficiente para todos. Os neo´jansenistas, porém, afirmam que teologicamente também está errada.

» Modernismo (Séc. XX)

Os modernistas ensinam, essencialmente, que o homem é incapaz de compreender a realidade e que as ´verdades´ são meramente idéias relativas. Para o modernista não existem verdades absolutas. As doutrinas que foram infalivelmente definidas pela Igreja podem portanto serem mudadas com os tempos, ou rejeitadas ou reinterpretadas para se adaptarem às modernas preferências.

O Modernismo está entre as mais sérias heresias porque permite a uma pessoa rejeitar qualquer doutrina que foi definida, inclusive aquelas mais cêntricas como a divindade e ressurreição de Cristo. Essa heresia permite a reintrodução de todos os erros das heresias anteriores, bem como novos ensinamentos falsos que os antigos heréticos jamais imaginaram.

O Modernismo é especialmente grave porque ele frequentemente advoga suas crenças usando uma terminologia aproximadamente ortodoxa. O erro é frequentemente expresso através de uma nova interpretação simbólica, por exemplo: Cristo não ressuscitou fisicamente dos mortos, mas a história de sua ressurreição produz uma importante verdade. Uma das táticas mais comuns usadas pela maioria dos modernistas é insistir na premissa de que eles estão dando a interpretação ortodoxa das verdades do Catolicismo.

· Da última vez que estive lá, o ninho desta espécie ficava na lista ´católicos´ da Summer. :)

As heresias sempre nos acompanharam desde o início da Igreja até os nossos tempos atuais. Geralmente elas sempre tiveram início por membros da hierarquia da Igreja, mas eram combatidas e corrigidas pelos Concílios e Papas. Felizmente temos a promessa de Cristo de que as heresias jamais prevalecerão contra a Igreja: ´Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela´ (Mat 16,18), pois a Igreja é verdadeiramente, nas palavras do Apóstolo Paulo, ´coluna e sustentáculo da verdade´ (1Tim 3,15).

A UNIPERSONALIDADE DE JESUS

Ficou provado que Jesus Cristo possui duas naturezas, a divina e a humana. No entanto, embora tenha duas naturezas, Ele não possui duas personalidades ou Pessoas, sendo uma Pessoa divina e outra humana, mas uma só e apenas uma. Jesus Cristo é uma só Pessoa em duas naturezas distintas, porém unidas.

Eis as heresias sobre Jesus Cristo surgidas ao longo dos séculos:

Ebionismo

Docetismo

Cerintianismo

Monarquismo Sabeliano

Arianismo

Apolinarianismo

Nestorianismo

Eutiquianismo (Monofisismo)

Monotelismo

Adocianismo

Socinianismo

Liberalismo

Unitarianismo

Neo´ortodoxismo

Liberalismo Contemporâneo

Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PERGUNTA_RESPOSTA&id=prs0707

Na Carta aos católicos da Irlanda sobre os abusos sexuais de menores o Papa reafirma a linha da transparência e da firmeza



Vídeo em espanhol com a apresentação da Carta Pastoral feita pelo Pe. Federico Lombardi
Conforme anunciado nos dias passados, foi publicado, neste sábado, pela Sala de Imprensa da Santa Sé a Carta Pastoral de Bento XVI aos católicos na Irlanda sobre os abusos sexuais de menores, um documento assinado pelo Papa nesta sexta feira solenidade litúrgica de São José.

É com grande preocupação que vos escrevo como Pastor da Igreja universal. Como vós, fiquei profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos. Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes ao tomar conhecimento destes actos pecaminosos e criminais e do modo como as autoridades da Igreja na Irlanda os enfrentaram. É com estas palavras que inicia a carta de Bento XVI que recomenda uma serie de iniciativas concretas para enfrentar a situação dos abusos sexuais, entre elas recomendações de oração e o envio de missões apostólicas.

Medidas em parte já concordadas durante o recente encontro com os bispos irlandeses e agora indicadas neste documento juntamente com a recomendação mais geral de respeitar daqui em diante as leis do estado e as leis canónicas.











O Santo Padre pede aos católicos irlandeses que a Quaresma deste ano seja considerada tempo de oração para uma efusão da misericórdia de Deus e dos dons de santidade e de força do Espírito Santo sobre a Igreja do seu país. Convida depois todos os fiéis a dedicarem as suas penitencias da sexta-feira, durante um ano inteiro, a partir de agora e até á Páscoa de 2011, para esta finalidade. Peço-vos – acrescenta – que ofereceis o vosso jejum, a vossa oração, a vossa leitura da Sagrada Escritura e as vossas obras de misericórdia para obter a graça da cura e da renovação para a Igreja na Irlanda.

Bento XVI convida os fiéis irlandeses a redescobrir o sacramento da reconciliação e a reservar uma particular atenção à Adoração Eucarística à qual as dioceses deverão reservar igrejas ou capelas especificamente para esta finalidade.

Com oração fervorosa diante da presença real do Senhor, - escreve o Papa - podeis fazer a reparação pelos pecados de abuso que causaram tantos danos, e ao mesmo tempo implorar a graça de uma renovada força e de um sentido da missão mais profundo por parte de todos os bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis.

Tenho esperança em que este programa levará a um renascimento da Igreja na Irlanda na plenitude da própria verdade de Deus, porque é a verdade que nos torna livres.

O Santo Padre anuncia depois uma Visita Apostólica a algumas dioceses da Irlanda, assim como a seminários e congregações religiosas, e uma Missão a nível nacional para todos os bispos, sacerdotes e religiosos, com a esperança de que, aurindo da competência de peritos pregadores e organizadores de retiros quer da Irlanda como de outras partes, e reexaminando os documentos conciliares, os ritos litúrgicos da ordenação e da profissão e os recentes ensinamentos pontifícios, alcanceis um apreço mais profundo das vossas respectivas vocações.
(Fonte: site Radio Vaticana)

PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA?









Por Pe. Francisco Faus
Fonte: http://padrefaus.googlepages.com

Uma mudança sorrateira de todos os valores morais

Nestes últimos tempos, os católicos estamos assistindo com dor a uma progressão geométrica dos ataques, injúrias e calúnias da mídia contra a Igreja Católica e contra o Papa.
A seguir, transcrevo parte do texto de uma palestra dada a seminaristas em 2004 (está neste site com o título "Globalização, religiões e Igreja"), que talvez possa esclarecer - pelo menos em parte - o por que dessa companha atual contra o Catolicismo.
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Até há uns vinte ou trinta anos, a ONU e os organismos internacionais só se referiam à religião para falar do respeito devido ao princípio de liberdade religiosa, que figura como um dos "direitos fundamentais" na Declaração dos Direitos Humanos de 1948. De uns decênios para cá, este ângulo está mudando substancialmente, e a religião passa a ser vista como uma "preocupação", um "perigo", tanto pela a ONU como pelos organismos a ela ligados e, naturalmente, pela mídia laicista.

É interessante conhecer, neste sentido, a conferência – lúcida e “profética”– pronunciada há quase dez anos pelo Pe. Michel Schooyans, membro da Pontifícia Academia das Ciências Sociais e Consultor do Pontifício Conselho para a Família, como parte de um Colóquio sobre a Globalização, promovido no Vaticano pelo Pontifício Conselho para a Família, de 27 a 29 de novembro de 2000. Um resumo da conferência foi publicado no n. 469 (Junho 2001), págs. 277 a 286, da revista Pergunte e Responderemos (www.osb.org.br).

O autor denuncia a ONU pelo seu projeto de globalização, que pretende chegar a instaurar, num futuro próximo, um Super-Estado com seu governo mundial e suas leis. Estas leis, ao invés de seguirem os princípios da lei natural (com os quais se identifica a Declaração dos Direitos Humanos promulgada pela ONU em 1948), se baseariam exclusivamente na vontade dos legisladores, no simples e mero consenso, sem nenhum princípio moral básico inviolável, que possa servir de fundamento, orientação ou limite.

Além do mais, esse Super-Estado teria direito de ingerência em cada nação do mundo, fazendo de tudo para impor as suas novas "normas éticas", pelo sistema de forçar os Estados – alegando exigências e praxe do direito internacional: mediante sanções, ou exercendo coação com ameaças comerciais, etc.– a assinar acordos, a subscrever declarações de princípios, a aceitar "Cartas de princípios" diversas, que sacramentem esses novos "valores", totalmente independentes da moral.

"A globalização – diz o Pe. Schooyans, expondo essa nova posição da ONU – deve ser reinterpretada à luz de uma nova visão do mundo e do lugar do homem no mundo". Essa nova visão apresenta uma perspectiva totalmente materialista do ser humano, que seria apenas "um avatar da evolução da matéria" [o que significa que fica eliminada a aceitação de um Deus Criador, que tenha querido e criado o homem, que lhe tenha dado um sentido e uma finalidade, uma missão na terra, e uma Lei pela qual se guiar para um destino eterno]; a vida humana não passaria de uma conjunção cega de acasos da matéria, que veio a se tornar consciente de si mesma e da sua caducidade, pois seria apenas destinada a "desaparecer na Mãe-Terra, de onde nasceu". [prestem atenção: "Terra"="Gaia": uma palavra-chave da nova visão do “pseudodeus-energia” da New Age]

Expressão deste pensamento dos que manipulam os cordéis da ONU e de seus organismos é a Carta da Terra, que a ONU vem preparando há tempo (pode ser achada na Internet, digitando apenas o nome), com o intuito de que suplante a antiga Declaração dos Direitos do Homem e jogue no cesto do lixo, como obsoleto, o próprio Decálogo, os Dez Mandamentos: "Formaremos – afirmam – uma sociedade global para cuidarmos da Terra e cuidarmos uns dos outros... Precisamos com urgência de uma visão compartilhada a respeito dos valores de base".

Gravem bem que hoje essas pessoas estão mudando radicalmente o sentido das palavras "valor moral" : nenhum "valor" é considerado permanente. "Valor" só significaria aquilo que "a maioria valoriza" (vejam a passagem de algo objetivo – um valor ou princípio permanentemente válido – para o puro subjetivismo do que "agora" a maioria deseja, e por isso lhe dá "valor"). Se o novo valor for a maconha, será a maconha; se for o aborto, o aborto; se for o casamento homossexual, o casamento homossexual, etc; e, então, será um "contra-valor" condenável tudo o que se oponha à mentalidade dominante em certo momento histórico. Por exemplo, será um crime "moral" intolerável valorizar a família, se os novos "valores" a desprezam e a substituem pelas uniões mais bizarras. Querem criar, pois, chegando a um acordo de interesses, novos "valores de base, que – como dizem – ofereçam um fundamento ético (!) à comunidade mundial emergente...".

O “obstáculo” principal é a Igreja Católica


Comenta ainda Schooyans que, para alcançar essa visão holística [totalitária] do globalismo, alguns "obstáculos" devem ser aplainados. "As religiões em geral, em primeiro lugar a religião católica, figuram entre os obstáculos que se devem neutralizar".

Com esse objetivo, em setembro de 2000 foi organizada a Cúpula de líderes espirituais e religiosos, a fim de lançar a "Iniciativa Unida das Religiões", fortemente influenciada pela New Age, e que visa, em último termo, a criação de uma nova religião mundial única, o que implicaria imediatamente na proibição de que qualquer outra religião fosse missionária, fizesse proselitismo. Poucos sabem que foi por ocasião dessa reunião que a Congregação para a Doutrina da Fé publicou a Instrução Dominus Iesus, em defesa da fé em Jesus Cristo e na Igreja. E é significativo que os mesmos "teólogos" que aderiram há anos de corpo e alma ao marxismo, quando o comunismo estava na crista da onda, agora estejam aderindo à New Age e a toda essa mentalidade de pseudo-ecumenismo nebuloso e sem verdades permanentes, criticando asperamente o Papa por ter publicado esse documento “católico”.

Ainda em 2000, Khofi Annan, então Secretário Geral da ONU, propugnava um Pacto Mundial ("Global Compact"), que angariaria o apoio moral e financeiro de entidades privadas (já o recebeu da Shell, CNN, Bill Gates, etc.). Tudo isso se encaminha a desativar e substituir a Declaração dos Direitos Humanos de 1948. Em 1948 desejava-se que a ordem mundial se fundasse sobre verdades, sobre princípios indiscutíveis, reconhecidos por todos e promovidos pelas legislações dos Estados (na realidade, eram os princípios básicos imutáveis da lei natural); agora – como já víamos – só se fala em valores absolutamente relativos e dominados pelo egoísmo de um mundo agnóstico e relativista, cujo único “deus” é o interesse e o prazer.

Segundo essa nova visão da ONU, "o homem – comenta Schooyans – , por ser pura matéria, é definitivamente incapaz de dizer seja lá o que for de verdadeiro sobre ele mesmo ou sobre o sentido da vida. Fica, assim, reduzido ao agnosticismo de princípios, ao ceticismo e ao relativismo moral. Os porquês não tem sentido; só importam os como".

O que "se pode fazer" em matéria ética ("posso", "não posso"), sempre significou o que era lícito ou ilícito, correto ou errado, perante a lei de Deus, perante os princípios morais intocáveis; agora, pelo contrário, quer dizer "o que se pode fazer tecnicamente" (p.e., clonar, manipular embriões humanos para obter soluções para terceiros, abortar filhos que exigiriam sacrifício dos pais, etc.), ou seja, que “se podem fazer" as maiores aberrações, porque "já há técnica" para tanto, bastando para canonizar essas aberrações que se consiga o consenso dos que manipulam, como proprietários – pelo poder da mídia predominantemente laicista e anticatólica, da política e, sobretudo, do dinheiro –, os organismos internacionais e a opinião pública.


Uma falsa Moral criada por interesses e votações


Dentro dessa visão hedonista e materialista, é natural que se propugne que, de agora em diante, os direitos do homem sejam apenas o resultado de procedimentos consensuais [votação]. Não sendo capazes de verdade alguma, pois a “verdade” não existiria, devemos apenas entrar em acordos de interesses e decidir. Será justo, portanto, o que for aprovado por maioria. Esses procedimentos consensuais serão, naturalmente, mutáveis, poderão ser trocados e redefinidos ilimitadamente. Os defensores dessa posição, como é lógico, preferem ignorar que o ditador Hitler assumiu o poder e nele foi mantido em virtude desse tipo de votação da maioria.
Com tais “valores dançantes e evaporáveis”, daqui em diante qualquer coisa poderá ser apresentada [e imposta, até mesmo coercitivamente, como exigência do direito internacional] como "novo direito" do homem: direito a uniões sexuais as mais diversas, ao repúdio, aos lares monoparentais, à eutanásia, ao infanticídio, à eliminação dos deficientes físicos, às manipulações genéticas com fetos ou inválidos, etc. Estamos presenciando a tentativa de fazer triunfar a "vontade de poder" de Nietzsche; e parece que ninguém repara que essa multidão "neo-liberal" e "iluminista" tem um claro "precursor", eu diria, melhor, um "padroeiro": o citado Adolf Hitler.

Nas assembléias internacionais (por exemplo, sobre a família: Cairo, Pequim), os funcionários da ONU tudo fazem para chegar a um "consenso manipulado”, porque já foi definido previamente por eles nos documentos preparatórios. Uma vez conseguido esse consenso (mesmo que a votação seja, como já aconteceu mais de uma vez, “modificada”, ou seja, falsificada nos gabinetes desses organismos e ONGs), ele é invocado para fazer com que se adotem convenções internacionais, a que os Estados deverão aderir, ratificando-as, sob pena de serem mal vistos na comunidade internacional, além de sofrer as sanções de que acima falávamos. Todos, indivíduos ou Estados, deverão, pois, obedecer à norma fundamental surgida da vontade daqueles que definem e manipulam ao seu arbítrio o novo direito internacional.

Esse direito internacional meramente positivo, livre de qualquer referência à Declaração dos Direitos Humanos de 1948, será (já está sendo) o instrumento utilizado pela ONU para impor ao mundo a visão da globalização que lhe permita colocar-se como Super-Estado. É patente que, por esse caminho, já está andando, por seu lado, a União Européia. Assim, a própria ONU, como a União Européia, "entronizaria o pensamento único, holístico". Uma autêntica ditadura ideológica, que eliminaria o pluralismo e a tão badalada tolerância dos neo-liberais, e baniria da vida pública como "intolerantes" os que tivessem ou pretendessem expressar convicções diferentes dos "pseudo-valores" que eles impõem como a “verdade”. Este é o resumo, glosado, do artigo de Schooyans.

Depois disso, é mais do que recomendável que os católicos sinceros não assistam passivamente à tv, nem leiam superficialmente as notícias, artigos, editoriais e ensaios de jornais e revistas, e as opiniões de filósofos, sociólogos ou teólogos “progressistas” sobre problemas éticos de candente atualidade, ou sobre pronunciamentos do Papa a respeito dessas questões. É uma séria responsabilidade prestar mais atenção ao noticiário internacional, às referências a congressos vinculados à ONU, a algumas declarações ou documentos muito badalados de organismos internacionais, etc. Se fizermos assim, começaremos a "ver", surpreendidos, muitas coisas que antes não percebíamos, e vamos poder calibrar a carga destrutiva da fé e da moral cristã que muitas idéias ou programas aparentemente inocentes e até poéticos (p.e., sobre temas ecológicos) carregam no seu seio.

A coragem e a fidelidade do Magistério autêntico da Igreja


À vista dessa realidade, ganha especial relevo o esforço, lúcido e corajoso, de João Paulo II e Bento XVI por defender, aprofundar e expor com a máxima clareza as verdades da fé e da moral cristã – bem como os princípios da lei natural, válidos para todas as religiões e todos os povos, ainda que com isso suscitem uma onda de críticas, mal-entendidos, ódios e hostilidades nos ambientes laicistas e, às vezes, infelizmente, também em certos ambientes eclesiásticos.

Mas o Papa, o Sucessor de Pedro, não pode fechar os olhos para uma propaganda destruidora da dignidade do ser humano. Os males do relativismo e do subjetivismo, a serviço do hedonismo, já passaram a dominar amplos setores da opinião pública e até mesmo amplos setores da opinião de grupos ou ambientes católicos, causando assim grave desorientação e dano moral e espiritual muito sério em numerosos fiéis sem formação alguma, ou, pelo menos, sem formação sólida.
Por isso, é um dever grave dos católicos conscientes e responsáveis procurar – para viver e difundir – os fundamentos e as respostas às questões morais contemporâneas nas fontes da Verdade, e concretamente:

a) Na Sagrada Escritura, especialmente no Novo Testamento, tendo presentes as palavras claríssimas de Cristo: "Não penseis que vim revogar a lei e os profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento" (Mt 5, 17).

Não é por acaso que, tanto o Catecismo da Igreja Católica, como a Encíclica Veritatis Splendor sobre os fundamentos da moral cristã, tomem como ponto de partida o diálogo de Cristo com o jovem rico: – "Que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?". E a resposta de Cristo: "...Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos". – "Quais?" . A resposta imediata de Jesus é uma remissão aos Dez Mandamentos, válidos em toda a época e em todo o lugar – "Não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe; e ainda, amarás a teu próximo como a ti mesmo" (Mt 19, 16 ss).

Os Dez Mandamentos da lei de Deus são princípios morais eternos, permanentes e imutáveis, como Deus que os deu, como guia, ao homem.

Esse ensinamento, taxativo e básico – tomemos consciência de que é a primeira exigência moral intocável que Cristo indica (pois o cume da moral é a caridade) – , prova que as outras palavras de Cristo e dos Apóstolos sobre pecados diretamente relacionados com os Dez Mandamentos não são circunstanciais, nem relativas apenas a uma determinada cultura, ou a um ambiente histórico ultrapassado, mas verdades permanentes, que exprimem a Vontade de Deus, que é o bem e a salvação do homem.

b) Outra fonte fundamental da Verdade é o Magistério autêntico da Igreja (Quem a vós ouve, a mim ouve, disse Jesus): desde a Constituição Gaudium et spes do Concílio Vaticano II até a Encíclica de João Paulo II Veritatis Splendor, além dos textos básicos e completos que todo católico culto deveria possuir, estudar e consultar constantemente: o Catecismo da Igreja Católica e o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. E ainda, para aprofundar nos principais temas morais atualmente em debate (aborto, eutanásia, fecundação in vitro, células-tronco, homossexualismo, etc.), há uma obra fundamental, extraordinária, de grande categoria, o volume Lexicon, do Pontifício Conselho para a Família (2002), lançado no Brasil pela CNBB por meio da Editora Salesiana.


FAUS, Pe Francisco. Apostolado Veritatis Splendor: PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5667. Desde 01/04/2009.