Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

15 de nov. de 2010

Humanistas citam pastores ateus que mentem para a congregação… e acham isso justificável!

Eis uma matéria que retrata exatamente estes versículos bíblicos:

“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.” II Tm 4,3

e

“Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina” II Pd 2, 1



 

O assunto deste artigo retrata claramente esta verdade. Nos EUA, muitos pastores estão pregando em Igrejas, mas professam claramente que não acreditam mais em Deus. Ora, se não creem mais em Deus, então o que fazem ali? Perdem as ovelhas de Cristo. Servem de joio em meio ao trigo?

Eis, meus irmãos e irmãs, algo que, infelizmente, ocorre também em nossa Igreja: muitos são movidos a Deus não porque Ele os chamou, mas porque viram na Igreja algo que pudesse sanar seus prazeres carnais, a saber: estudo, posição, status, dinheiro...

São os verdadeiros lobos em pele de cordeiro.

Clique aqui e leia a matéria. Vale a pena.

Os doze graus do silêncio, Irmã Amada de Jesus.


Livre-tradução do Artigo "Los doce grados del silencio" de "Sor Amada de Jesús".

A vida interior poderia consistir só nesta palavra: Silêncio!
O silêncio prepara os santos; ele os começa, os continua e os acaba.
Deus, que é eterno, não diz mais que uma só palavra, que é o Verbo.
Do mesmo modo, seria desejável que todas as nossas palavras digam Jesus direta ou indiretamente.
Esta palavra: silêncio, quão formosa és!


1º Falar pouco às criaturas e muito a Deus
Este é o primeiro passo, mas indispensável, nas vias solitárias do silêncio. Nesta escola é onde se ensinam os elementos que dispõe à união divina. Aqui a alma estuda e aprofunda esta virtude, no espírito do Evangelho, no espírito da Regra que abraçou, respeitando os lugares consagrados, as pessoas, e sobretudo esta língua na qual tão freqüentemente descansa o Verbo ou a Palavra do Pai, o Verbo feito carne. Silêncio ao mundo, silêncio às notícias, silêncio com as almas mais justas: a voz de um Anjo turbou Maria...
2º Silêncio no trabalho, nos movimentos
Silêncio no porte; silêncio dos olhos, dos ouvidos, da voz; silêncio de todo o ser exterior, que prepara a alma para passar a Deus. A alma merece tanto quanto pode, por estes primeiros esforços em escutar a voz do Senhor. Que bem recompensado é este primeiro passo!
Deus a chama ao deserto, e por isso, neste segundo estado, a alma aparta tudo o que poderia distraí-la; se distancia do ruído, e foge sozinha Àquele que somente é. Ali ela saboreará as primícias da união divina e o zelo de seu Deus. É o silêncio do recolhimento, ou o recolhimento do silêncio.
3º Silêncio da imaginação
Esta faculdade é a primeira em chamar à porta fechada do jardim do Esposo; com ela vêm as emoções alheias, as vagas impressões, as tristezas. Mas neste lugar retirado, a alma dará ao Bem Amado provas de seu amor. Apresentará a esta potência, que não pode ser destruída, as belezas do céu, os encantos de seu Senhor, as cenas do Calvário, as perfeições de seu Deus. Então, também ela permanecerá no silêncio, e será a servente silenciosa do Amor divino.
4º Silêncio da memória
Silêncio ao passado... esquecimento. Há que saturar esta faculdade com a recordação das misericórdias de Deus... É o agradecimento no silêncio, é o silêncio da ação de graças.
5º Silêncio às criaturas
Oh, miséria de nossa condição presente! Com freqüência a alma, atenta a si mesma, se surpreende conversando interiormente com as criaturas, respondendo em seu nome. Oh, humilhação que fez gemer os santos! Nesse momento esta alma deve retirar-se docemente às mais íntimas profundezas deste lugar escondido, onde descansa a Majestade inacessível do Santo dos santos, e onde Jesus, seu consolador e seu Deus, se descobrirá a ela, lhe revelará seus segredos, e a fará provar a bem-aventurança futura. Então lhe dará um amargo desgosto para tudo o que não é Ele, e tudo o que é da terra deixará pouco a pouco de distrair-la.
6º Silêncio do coração
Se a língua está muda, se os sentidos se encontram na calma, se a imaginação, a memória e as criaturas se calam e fazem silêncio, se não ao redor, ao menos no íntimo desta alma de esposa, o coração fará pouco ruído. Silêncio dos afetos, das antipatias, silêncio dos desejos no que tem de demasiado ardente, silêncio do zelo no que tem de indiscreto; silêncio do fervor no que tem de exagerado; silêncio até nos suspiros... Silêncio do amor no que tem de exaltado, não dessa exaltação da qual Deus é autor, senão daquela na qual se mistura a natureza. O silêncio do amor, é o amor no silêncio...
É o silêncio diante de Deus, suma beleza, bondade, perfeição... Silêncio que não tem nada de chateado, de forçado; este silêncio não danifica a ternura, o vigor deste amor, de modo semelhante a como o reconhecimento das faltas não danifica tampouco o silêncio da humildade, nem o bater das asas dos anjos de que fala o profeta o silêncio de sua obediência, nem o fiat o silêncio de Getsemani, nem o Sanctus eterno o silêncio dos serafins...
Um coração no silêncio é um coração de virgem, é uma melodia para o coração de Deus. A lâmpada se consome sem ruído diante do Sacrário, e o incenso sobe em silêncio até o trono do Salvador: assim é o silêncio do amor. Nos graus precedentes, o silêncio era ainda a queixa da terra; neste a alma, por sua pureza, começa a aprender a primeira nota deste cântico sagrado que é o cântico dos céus.
7º Silêncio da natureza, do amor próprio
Silêncio à vista da própria corrupção, da própria incapacidade. Silêncio da alma que se compraz na sua baixeza. Silêncio aos louvores, à estima. Silêncio diante dos desprezos, das preferências, das murmurações; é o silêncio da doçura e da humildade. Silêncio da natureza diante das alegrias ou dos prazeres. A flor se abre no silêncio e seu perfume louva em silêncio ao criador: a alma interior deve fazer o mesmo. Silêncio da natureza na pena ou na contradição. Silêncio nos jejuns, nas vigílias, nas fadigas, no frio e no calor. Silêncio na saúde, na enfermidade, na privação de todas as coisas: é o silêncio eloqüente da verdadeira pobreza e da penitência; é o silêncio tão amável da morte a todo o criado e humano. É o silêncio do eu humano transformando-se no querer divino. Os estremecimentos da natureza não poderiam turbar este silêncio, porque está acima da natureza.
8º Silêncio do espírito
Fazer calar os pensamentos inúteis, os pensamentos agradáveis e naturais; só estes danificam o silêncio do espírito, e não o pensamento em si mesmo, que não pode deixar de existir. Nosso espírito quer a verdade, e nós lhe damos a mentira! Agora bem, a verdade essencial é Deus! Deus é o bastante à sua própria inteligência divina, e não basta à pobre inteligência humana!
No que concerne a uma contemplação de Deus perene e imediata, não é possível na debilidade da carne, a não ser que Deus conceda um puro dom de sua bondade; mas o silêncio nos exercícios próprios do espírito consiste, em relação à fé, em contentar-se com sua luz escura. Silêncio aos raciocínios sutis que debilitam a vontade e dissecam o amor. Silêncio na intenção: pureza, simplicidade; silêncio às buscas pessoais; na meditação, silêncio à curiosidade; na oração, silêncio às próprias operações, que não fazem mais que entravar a obra de Deus. Silêncio ao orgulho que se busca em tudo, sempre e em todas as partes; que quer o belo, o bem, o sublime; é o silêncio da santa simplicidade, do desprendimento total, da retidão.
Um espírito que combate contra tais inimigos é semelhante a esses anjos que vêem sem cessar a Face de Deus. Esta é a inteligência, sempre no silêncio, que Deus eleva a si.
9º Silêncio do juízo
Silêncio quanto às pessoas, silêncio quanto às coisas. Não julgar, não deixar ver a própria opinião. Não ter opinião às vezes, ou seja, ceder com simplicidade, sem nada se opor a ele por prudência ou por caridade. É o silêncio da bem-aventurada e santa infância, é o silêncio dos perfeitos, o silêncio dos anjos e dos arcanjos, quando seguem as ordens de Deus. É o silêncio do Verbo encarnado!
10º Silêncio da vontade
O silêncio aos mandamentos, o silêncio às santas leis da regra, não é, por dizer assim, mais que o silêncio exterior da própria vontade. O Senhor tem algo que ensinar-nos de mais profundo e de mais difícil: o silêncio do escravo sob os golpes de seu amo. Mas, feliz escravo, pois o Amo é Deus! Este silêncio é o da vítima sobre o altar, é o silêncio do cordeiro que é despojado de sua pele, é o silêncio nas trevas, silêncio que impede pedir a luz, ao menos a que alegra. É o silêncio nas angústias do coração, nas dores da alma; o silêncio de uma alma que se viu favorecida por seu Deus, e que, sentindo-se rechaçada por Ele, não pronuncia nem sequer estas palavras: Por que? Até quando? É o silêncio no abandono, o silêncio sob a severidade do olhar de Deus, sob o peso de sua mão divina; o silêncio sem outra queixa que a do amor. É o silêncio da crucifixão, é mais que o silêncio dos mártires, é o silêncio da agonia de Jesus Cristo. Se este silêncio é seu divino silêncio e nada é comparável à sua voz, nada resiste à sua oração, nada é mais digno de Deus que esta classe de louvor na dor, que estefiat no sofrimento, que este silêncio no trabalho da morte.
Enquanto esta vontade humilde e livre, verdadeiro holocausto de amor, se despedaça e se destrói para a glória do nome de Deus, Ele a transforma em sua vontade divina. Então o que falta para sua perfeição? O que requer ainda para a união? O que falta para que Cristo seja acabado nesta alma? Duas coisas: a primeira é o último suspiro do ser humano; a segunda é uma doce atenção ao Bem Amado cujo beijo divino é a inefável recompensa.
11º Silêncio consigo mesmo
Não falar-se interiormente, não escutar-se, não queixar-se nem consolar-se. Em uma palavra, calar-se consigo mesmo, esquecer-se de si mesmo, deixar-se só, completamente só com Deus; fugir, separar-se de si mesmo. Este é o silêncio mais difícil, e sem embargo é essencial para unir-se a Deus tão perfeitamente como possa fazê-lo uma pobre criatura que, com a graça, chega com freqüência até aqui, mas se detém neste grau, porque não o compreende e o pratica menos ainda. É o silêncio do nada. É mais heróico que o silêncio da morte.
12º Silêncio com Deus
No começo Deus dizia à alma: "Fala pouco às criaturas e muito comigo". Aqui lhe diz: "Não me fales mais". O silêncio com Deus é aderir-se a Deus, apresentar-se e expor-se diante de Deus, oferecer-se a Ele, aniquilar-se diante dEle, adorá-lo, amá-lo, escutá-lo, ouvi-lo, descansar nEle. É o silêncio da eternidade, é a união da alma com Deus.

13 de nov. de 2010

Ser Santos para comunicar o Evangelho com a própria vida, exorta o Papa Bento XVI.


VATICANO, 13 Nov. 10 / 05:32 pm (ACI).- Na audiência concedida aos participantes do Pontifício Conselho para a Cultura que celebram sua assembléia plenária sob o lema "Cultura da comunicação e novas linguagens", o Papa Bento XVI ressaltou que "necessitamos homens e mulheres que falem com sua vida, que saibam comunicar o Evangelho, com claridade e coragem, com a transparência das ações, com a paixão alegre da caridade".

Em seu discurso o Santo Padre assinalou que "falar de comunicação e linguagem significa, de fato, não só tocar um dos pontos cruciais de nosso mundo e suas culturas; mas sim para nós os crentes significa aproximar-se do mistério mesmo de Deus que, em sua bondade e sabedoria, quis revelar-se e manifestar sua vontade aos homens. Em Cristo, Deus se revelou a nós como o Logos, que nos comunica e interpela, pondo as bases que fundam nossa identidade e dignidade de pessoas humanas, amadas como filhos do único Pai".

Com esta assembléia plenária, continuou o Papa, este Pontifício Conselho procura novas formas de anunciar o Evangelho, em atenta escuta do mundo globalizado que vive uma transformação cultural, com novas linguagens e novas formas de comunicação que geram novos e problemáticos modelos antropológicos.

Neste contexto, prossegue, os Bispos e fiéis advertem com preocupação algumas dificuldades na comunicação da mensagem evangélica e na transmissão da fé "ao interior da mesma comunidade eclesiástica". Este problema, acrescenta o Papa, faz-se maior quando a "Igreja se dirige aos homens e mulheres afastados ou indiferentes a uma experiência de fé, a quem a mensagem evangélica alcança de uma maneira pouco eficaz e convincente". Ante eles a Igreja não permanece indiferente mas busca novos modos de anúncio, novas formas de comunicação.

Depois de advertir que a incapacidade da linguagem para comunicar o sentido profundo e a beleza da experiência de fé "pode contribuir à indiferença de tantos, sobre tudo jovens" e pode "converter-se em motivo de afastamento", Bento XVI ressaltou que a Igreja "quer dialogar com todos, na busca da verdade, mas para que o diálogo e a comunicação sejam eficazes e fecundos é necessário sintonizar uma mesma freqüência, em âmbitos de encontro amigáveis e sinceros, naquele ideal ‘Pátio de gentis que tenho proposto" e que este dicastério procura apresentar na cultura européia.

"Hoje não poucos jovens, aturdidos pelas infinitas possibilidades oferecidas pelas redes informáticas ou outras tecnologias, estabelecem formas de comunicação que não contribuem ao crescimento humano, mas que podem gerar o sentido de solidão. Diante de tais fenômenos, falei que uma emergência educativa, um desafio ao qual se pode e se deve responder com inteligência criativa, esforçando-se em promover uma comunicação humanizante que estimule o sentido crítico e a capacidade de valoração e discernimento".

O Papa ressaltou logo a infinita capacidade da liturgia e seu extraordinário patrimônio de símbolos, imagens ritos e gestos e sua tradição; para avançar nesta comunicação, "até tocar profundamente a consciência humana, o coração e o intelecto. A tradição cristã, então, sempre anexou à liturgia a linguagem da arte, cuja beleza tem uma particular força comunicativa".

Exemplo desta força, prosseguiu, foi visto no fim de semana passado em Barcelona na agora Basílica da Sagrada Família, obra do arquiteto Antonio Gaudí, onde se "conjugam genialmente o sentido do sagrado e a liturgia com formas artísticas tanto modernas como em sintonia com as melhores tradições arquitetônicas".

Entretanto, precisou o Papa Bento XVI, mais incisiva que a arte e as imagens na comunicação da mensagem evangélica "é a beleza da vida cristã. Ao final, só o amor é digno de fé e resulta acreditável. A vida dos Santos, dos mártires, mostra uma singular beleza que fascina e atrai, porque uma vida cristã vivida em plenitude fala sem palavras. Necessitamos homens e mulheres que falem com sua vida, que saibam comunicar o Evangelho, com claridade e coragem, com a transparência das ações, com a paixão alegre da caridade".

Finalmente o Papa recordou sua peregrinação ao Santiago da Compostela e ressaltou a alegria autêntica que experimentam quem caminha para a verdade e a beleza, ao encontro com Deus, como fizeram em seu momento os discípulos de Emaús vivendo a experiência do ardor no coração ao reconhecer a voz do Senhor.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20579

Você está preparado?


A história da Igreja é tremenda, temos santos que incomodaram terrivelmente os infernos com seus exemplos, almas piedosas, constantes e corajosas, os doces olhos destes filhos prediletos fitavam a pátria celeste e nada mais. Pessoas que desprezaram o mundo, amaram deliberadamente suas almas, cidadãos que cumpriram o compromisso evangélico e por isso hoje são dignos de terem seus nomes escritos no livro da vida, da verdadeira vida, a vida eterna.
Falo de Cristãos como São Paulo que não só pregou, mas realmente sofreu as dores do Senhor até ter sua cabeça decepada por um perseguidor, falo de homens como o Diácono Santo Estevão, não tinha apenas títulos, mas em espírito e em verdade adorou o Senhor quando era apedrejado e jogado pelos precipícios. Como não falar de São João que foi lançado em um caldeirão de gordura quente e frente ao mistério saiu ileso de qualquer queimadura e logo depois foi morrer na torturadora e infernal ilha de Patímos. São Pedro morreu crucificado de cabeça para baixo, Santo André em forma de X, outros foram jogados aos Leões famintos como Santo Inácio de Antioquia e inúmeros foram colocados na fogueira como São Policarpio, estou citando nomes, porém existem muitos outros no anonimato, comunidades inteiras eram queimadas como a de Éfeso, Cristãos que eram alimentos dos grandes peixes nos mares e que por hora as vezes eram pendurados em postes e queimados para se tornarem luzeiros durante a noite para os imperadores. Meu Deus! Quanta fé! Quanta ousadia! Pessoas como estas já contemplam a essência de Deus na gloria eterna.
Os martírios dos primórdios do cristianismo nunca deixaram de existir, houve breves períodos de consolação, porém a Igreja sempre foi levada ao batismo de sangue, hora ou outra se ouvia falar de homens que deram suas vidas para não negarem o evangelho.
Com o crescimento do comunismo e do esquerdismo-radical Islâmico aumentou exageradamente os números de mártires no Século XX e também nestes quase dez primeiros anos de século XXI, recentemente contemplamos o chocante acontecimento de Bagdá, onde três sacerdotes e vários fiéis morreram nas mãos dos Islâmicos em pleno ato litúrgico.
Correndo de qualquer pessimismo e teorias de conspirações, refletindo com realismo que minha racionalidade permite, usando da lógica dos fatos e eliminando qualquer indicio de imaginações ilusórias, eu vejo o cerco fechando para os Cristãos do hoje. Tal como fechou um dia para Pedro e Paulo e dias atrás fechou para os nossos irmão do Iraque. O Avanço da Cristofobia é muito rápido, todos dias temos músicas, novelas, filmes, leis e livros sendo lançados preparando o terreno para a grande intolerância para com o Cristianismo. O Brasil escancarou as portas para que o processo seja mais rápido ainda no país, infelizmente entregaram a nação nas mãos de pessoas que encabeçam este desgraçado movimento. E frente a isto eis a questão que motivou este artigo:
Cristão, você está preparado? Preparado para esta onda avassaladora perseguição a sua fé?
O cenário é trágico, parece que a Igreja só escutou as profecias, porém não se preparou para a chegada delas, é necessário o soerguimento de um movimento entre os Cristãos de preparação para grandes tribulações que virá.
A Maioria dos Cristãos estão acovardados em uma tibieza dos infernos, não conseguem viver a castidade, não tem forças para uma vida de oração concreta, não estudam, correm de penitencias e são amigos do mundo. Boa parte da juventude católica vivem atrás de namoradinhos na Igreja e o que fazem de diferente é passar horas e horas em lanchonetes fofocando da vida dos outros e Visita ao Santissimo Sacramento, jejuns e recitação do Rosario, nada. A maioria dos bispos e padres não orientam o povo e pior do que isto, nada dão de exemplo. No Brasil as campanhas da fraternidade só ensinam o povo revolução, quero ver se na hora de ter que professar ou negar a fé, assuntos como violência, Amazônia, água e terra vão ajudar alguém. Pois é, há exceções, há quem dê exemplo, mas e a maioria do povo? Um povo que conheceu a verdade, mas não pagou o preço para deixar com que ela os libertassem? O que será destes? Esta pergunta me inquieta.
Amados irmãos, é hora de preparação, talvez não sejamos literalmente mortos biologicamente, mas com certeza as próximas gerações de Cristãos serão jogadas nas covas dos leões. Os nossos filhos e netos precisam contemplar virilidade, hombridade, lealdade evangélica e fidelidade a Cristo em nós. Não podemos deixar Jesus voltar e não ver fé sobre a terra, seria uma vergonha, uma tragédia e talvez até um eterno choro e ranger de dentes para nós. Por isso, nos preparemos. Como? Explico:
Primeiramente em contínuas meditações procuremos desprezar o mundo e desejar profundamente o céu, coloquemos nosso coração no tesouro da vida eterna e façamos um pacto de não deixar nenhuma paixão mundana ganhar o espaço do Senhor em nosso corações. Depois façamos penitencia, ofereçamos ao Senhor nosso sacrifício diário, seja ele de maior ou menor proporção, além de ser bom para a purificação da alma, também é um exercício de preparação física, emocional e espiritual para a possibilidade de suportar sufrágios pela causa do evangelho. E por fim em ultimo lugar, oremos, oremos muito, oremos na Santa Missa aprendendo na escola da Cruz a abraçar a nossa, oremos com Maria para adquirirmos as virtudes da Virgem das dores, e oremos para conquistar do Espírito Santo a coragem apostólica que os primitivos cristãos tiveram.
Que o mistério pascal nos inspire nesta dura empreitada contra Cristofobia do século XXI.


Salve Maria!


Bruno Cruz
bhc.vida@hotmail.com
Contato para missão: (031)88802212

12 de nov. de 2010

Mulher cristã acusada de blasfêmia recebe pena de morte no Paquistão


Roma, 11 Nov. 10 / 12:14 pm (ACI).- O jornal The Daily Telegraph denunciou o caso de Asia Bibi, uma mãe de família de 45 anos de idade que professa a fé cristã e que esta segunda-feira foi condenada a morrer na forca no Paquistão sob a polêmica Lei de Blasfêmia, usada para perseguir as minorias religiosas.

Em junho de 2009, Asia cumpria trabalhos de operária em Sheikhupura, perto de Lahore, Paquistão. Em uma ocasião lhe pediram que procurasse água potável para suas companheiras. Algumas das trabalhadoras –todas muçulmanas– se negaram a beber a água por considerá-la "impura" devido a que tinha sido provida por uma cristã.

Um dia mais tarde Bibi foi atacada por um bando, denunciou o caso à polícia e foi levada a uma delegacia de polícia para sua segurança. Uma fonte citada pelo jornal inglês explicou que a polícia recebeu pressões "da máfia muçulmana, incluindo clérigos, que pediram para a Asia a morte porque (supostamente) tinha falado mal do profeta Maomé".

Foi assim que a polícia registrou um caso de blasfêmia contra ela e ainda a mantém na prisão. Desde sua reclusão ela disse aos investigadores que é perseguida por ser cristã e negou ter insultado Maomé.

Seu marido Ashiq Masih pediu ajuda para a Asia e seus cinco filhos. "Não informei a duas de minhas filhas mais jovens sobre a decisão do tribunal. Perguntaram-me muitas vezes sobre sua mãe, mas não tenho o valor de dizer-lhes que o juiz a condenou à pena capital por um crime que nunca cometeu", explicou.

O que é a Lei de Blasfêmia?

A Lei de Blasfêmia agrupa várias normas contidas no Código Penal do Paquistão para sancionar qualquer ofensa de palavra ou obra contra Alá, Maomé ou o Corão, que seja denunciada por um muçulmano sem necessidade de testemunhas ou provas adicionais. Sua aplicação pode supor o julgamento imediato e a posterior condena à prisão de qualquer pessoa.

Segundo a associação católica Ajuda à Igreja que Sofre, cada ano a lei se aplica em mais de 80 casos, "a maior parte dos quais sem fundamento jurídico, provoca graves injustiças, limita a liberdade de cidadãos inocentes e inclusive gera apedrejamentos, incêndios de casas e assassinatos de cristãos, cujo único delito é querer viver sua fé em liberdade".

Os católicos no Paquistão representam 0,7 por cento do total da população, estimada em 160 milhões de habitantes. Os cristãos e católicos constituem a classe social mais baixa em um país com o 98% de população islâmica.

Os cristãos devem ganhar o sustento com os trabalhos mais penosos, majoritariamente no entorno rural, sofrem exploração trabalhista e são discriminados inclusive no acesso à educação superior.

Fonte:http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20559

Artigo do Padre Raymond: Vamos falar francamente dos que querem nos matar.



Sua ira sobre suas cabeças
O sangue de Bagdá grita aos céus e à terra
.


Houve uma orgia de violência no Iraque nesta semana, os terroristas desencadearam uma série ataques de bombas, matando mais de 100 pessoas. Mas o que aconteceu no último domingo foi tão absolutamente horrível que merece especial e completa condenação, apoiado em força letal, se necessário.


No domingo, um grupo terrorista afiliado da al-Qaeda invadiu a catedral da Igreja Católica Siríaca, Nossa Senhora do Livramento, durante a missa à noite, matando imediatamente o sacerdote que oferecia a Santa Missa – três sacerdotes ao todo foram assassinados.


Eles começaram a atirar nos membros da congregação, e prendendo outros reféns que se refugiaram em uma sala trancada. Quando as forças de segurança invadiram a igreja, os jihadistas mataram quantos podiam, e alguns deles detonaram as bombas suicidas em seus cintos.


Cerca de 60 católicos foram mortos. Em sua catedral. Durante a Missa. Cristãos são mortos em oração por fanáticos muçulmanos.


Existem cristãos no Iraque desde os primeiros séculos, muito antes de existir um Iraque ou, pode-se notar, antes mesmo do Islã. Jihadistas lançaram uma campanha com intenção genocida, que visa expulsar todos os últimos cristãos a partir do que eles consideram ser uma terra islâmica. Agora está claro que o único lugar que os jihadistas deixaram para cristãos no Iraque é a sepultura.

O arcebispo católico foi morto. Os sacerdotes foram crivados de balas ao sair de suas igrejas. Cristãos comuns, tentando viver uma vida tranquila, tem sido alvo de perseguição, ameaças e violência. O Iraque na sequência da invasão norte-americana tem sido particularmente perigoso, mas a violência anticristã se estende por todo o mundo islâmico.


“Os cristãos são assassinados no Iraque, em suas casas e igrejas, e o chamado mundo ‘livre’ está prestando atenção com completa indiferença, interessado apenas em responder de uma forma que é politicamente correta e economicamente oportuna, mas na realidade é hipocrisia”, disse o patriarca católico sírio Ignace Joseph III Younan depois destas últimas matanças.


De fato, a comunidade internacional emitiu as condenações no clichê habitual, a maioria deles se recusam a identificar os responsáveis. Na Igreja, também, muitas vezes há uma certa relutância em apoiar vigorosamente os cristãos sob ataque, e chamar as coisas pelo nome.


“Como no passado e ainda hoje existente, alguns desequilíbrios estão presentes em nossas relações,” é a declaração final da recente Vaticano Sínodo dos Bispos sobre o Médio Oriente caracterizou as relações entre cristãos e muçulmanos. Desequilíbrios? Tal como no desequilíbrio entre os jihadistas jogando granadas e explodindo famílias católicas?


O sangue sobre o altar torna claro. Nem mesmo uma boa quantidade de sangue, nem mesmo uma boa quantidade de diálogo, nem mesmo uma boa quantidade de evasões e circunlóquios, nem mesmo uma boa quantidade de prostrações – nada vai dissuadir os jihadistas. Então, não vamos renunciar a nós mesmos sobre os cadáveres dos nossos irmãos caídos em Cristo.

Vamos falar francamente dos que querem nos matar.
Allahu Akbar – Deus é grande! Assim, os católicos no domingo ouviram a mensagem dos jihadistas durante o massacre na igreja. Pode haver algo maior do que o sacrilégio de matar inocentes em oração, enquanto gritava que Deus é grande?


Os jihadistas não respeitam nem o homem, nem Deus, nem mesmo seus próprios. Eles matam os seus irmãos muçulmanos e mesquitas são bombardeadas. Cristãos foram mortos no domingo assim como os iraquianos, os árabes, os seus concidadãos, os seus vizinhos. Eles matam, porque eles estão tomados por um ódio assassino. O mínimo que podemos fazer é convocar uma justa raiva em troca.

O cristão sempre espera para a conversão e oferece o perdão. Também deve haver justiça e prudência e a prudência exige que aqueles que matam em nome de Deus são os que mais rapidamente são despachados para o seu julgamento.


A vingança é minha, diz o Senhor. Assim, a Escritura ensina-nos, e por isso deve assim para nós, deixando a vingança para o Senhor, e implorar a graça da conversão e da reconciliação. Mas não vamos deixar de levantar nossas vozes ao Senhor, com a justa raiva e quentes lágrimas, para que possa mandar sua vingança contra aqueles que fizeram isso, trazer a Sua ira sobre suas cabeças e aplicar sobre eles uma terrível justiça na medida certa.


Essa não é a língua dos desequilíbrios, é a angústia e a agonia do pastor quando o rebanho está sendo abatido.

Fonte: http://fratresinunum.com/


11 de nov. de 2010

É Missa ou Balada???

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo". (Gl 1,10)



Caríssimos,

Não é de hoje que o Santo Sacrifício tem sido desrespeitado e banalizado. Graças àqueles que sonham com uma Missa do seu jeito, querem re-criar o Sacrifíco de Jesus. Ignoram aquele primeiro (e único!) em que o próprio Deus foi imolado para salvar a todos nós. Deixaram-se contaminar pelo relativismo, pelo modernismo, pelas ideologias nefastas de que "Se Jesus ressuscitou, não precisamos mais vê-lo pregado à cruz. Vivamos, agora, um tempo de glória!".

Pensar assim é caçoar do Sacrifício de Cristo. Sim, caçoar, porque, em Sua Imolação, há um mistério e também uma Glória. A morte de Cristo não é um símbolo de derrota. Afinal, Ele não ficou preso à morte. Ele ressuscitou. O sacrifício de Cristo é um desejo de Deus ao seu povo. E o próprio Cristo autorizou aos Apóstolos que repetissem oque fez na Santa Ceia em Sua Memória. Como é que reviveremos a memória da nossa salvação com baladinha? Palminhas? Dancinhas? Musiquetas alá TdL?

Devemos lembrar, meus irmãos e irmãs, que Maria esteve em pé diante da Cruz. Sentia dor? Claro! Era o seu filho morrendo injustamente. Mas havia também nela uma alegria. Aquela "injustiça" tinha um fim maravilhoso: salvar os filhos de Deus. Portanto, a alegria na Santa Missa é contida. Assim como Nossa Senhora conteve-se diante do mistério, nós assim também devemos fazer. Rezar durante a Missa o que é a nossa parte, e não a do Sacerdote; conter palminhas e dancinhas. Há lugares apropriados para isso.

Contudo, penso que o retorno à Missa como nunca deveria ter deixado de ser está cada vez mais difícil. Na Arquidiocese de Maringá, por exemplo, temos a Missa pré-balada. Funciona assim: os jovens vão à missa, rezam, adoram, louvam. Antes da proclamação ao Evangelho, chega um sujeito carregando a Bíblia sobre um... skate! É... skate. Após a proclamação, a galera empurra banco pra lá, estica o esqueleto e... dança. Mas não é uma dancinha qualquer, não. É com a Igreja toda apagada, apenas com luzes de discoteca pra lá e pra cá e umas fumacinhas... E, segundo o locutor do vídeo, tudo é feito sob o olhar do Pároco e com o maior respeito ao Sagrado... tsc... tsc...

Se você passasse em frente a uma Igreja neste estado, diria o que? É missa ou balada?

Depois que vi o vídeo eu perdi completamente a noção do que seja respeito ao Sagrado. Porque, o que é Sagrado, é zelado, cuidado, e não zoneado. Repito. Não acho errado que os jovens tenham seu momento ao lazer dentro do Salão Paroquial (e não na Igreja), mas daí querer adaptar o Santo Sacrifício da Missa??? Será que ninguém ainda percebeu que enquanto agirmos dessa forma, fazendo "só o que o jovem quer", esta geração demorará muito mais a amadurecer (ou não amadurecerá nunca)? Quando é que proporcionaremos aos nossos jovens que tenham atitudes de pessoas crescidas?

Sim, eu sei que muitos que leram até aqui, dirão: "Evelyn, como você é quadrada. Não é melhor estes jovens nesta Missa-Balada" a estarem no mundo, usando drogas?" Não, não é. E explico. Nós não temos que adaptar a evangelização a uma secularização. O Evangelho não tem por onde ser adaptado, porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Não se deve adaptar a Missa. Deve-se é adaptar-se a ela. E se Jesus não for suficientemente necessário para um jovem, podem fazer balada, missa disso e aquilo que nada os segurará. Só Jesus é quem pode conquistar um jovem, independentemente da situação em que este esteja.

Não temos que agradar aos homens na Santa Missa. Jesus mesmo não agradou a muitos. E Missa não é lugar de modismo. Se fosse, o Papa criaria o seu. Mas o Papa reza o Rito da Igreja, e não o que lhe convém. Não temos que nos dobrar ao mundo para termos Igreja cheia. Antes Igreja com pouquíssimas pessoas, mas que zelam pelo Sagrado, a Igrejas lotadas de gestos infâmes.

Chega de banalizar a Santa Missa, a Santa Liturgia e a Doutrina da Igreja

A reforma protestante e o mundo de hoje.


Era final do século XIV e início do século XV, a humanidade começou a desviar os seus olhos de Deus, a conseqüência disto todo mundo já sabe, as continuas paixões carnais se tornaram perversidade, um desejo desgovernado de idolatrar a si mesmo. A piedade perdeu força, céu e inferno se tornaram assuntos secundários e inúmeras críticas sem fundamentos foram lançadas contra a única Igreja de Deus. O mundo inaugura o movimento renascentista, e em nome de um falso humanismo começa a jorrar da mente humana princípios que futuramente formaria a sociedade que vivemos hoje.


A renascença é conhecida pelo abandono do Sagrado, a arte, a cultura e todas as expressões fenomenológicas deixaram de lado as coisas provenientes de Deus, para exaltar os princípios gregos que evidencia claramente o paganismo. Os lideres deste movimento revolucionário muito pouco se importavam com a cultura grega, digo isto por que dela eles só pegaram aquilo que era atrativos para eles, princípios éticos e eternos como o equilíbrio socrático, a imortalidade da alma platônica e a existência de “deus” aristotélica eles não evidenciavam. A realidade é que eles queriam se livrar da religião e usaram esta idéia de valorizar a cultura grega para romper com os limites éticos, morais e espirituais que a Igreja de Deus cobrava. O homem do orgulho e da sensualidade começou a criar a frase que Nietsche proclamou no século XX: “Eu matei Deus”.


Falei deste período para mostrar para os amigos leitores o contexto em que aconteceu uma das maiores tragédias da humanidade, muito pior do que as guerras mundiais ou o genocídio comunista, falo da reforma protestante. Parece exagero dizer isto, mas não é. Se não fosse a reforma protestante a revolução francesa não seria o que foi, o comunismo não seria o que é e o mundo não ganharia o rumo que esta. Por quê? Respondo:


Frente a este movimento renascentista o que a Igreja não poderia nunca viver era uma crise interna, o Corpo de Cristo precisava estar fortalecido para encarar a onda de paganismo que se levantava, e bem no meio de mais um grande combate que a Igreja iria vencer, levanta-se Lutero para “enfraquecer” a Igreja de Cristo com sua infernal revolução. A Igreja que começara a lutar contra o paganismo, teve que antes de tudo agora iniciar uma contra-reforma para se justificar perante inúmeras heresias e calunias e conter a saída dos fiéis do Santo Redil.


Seria cegueira dizer que não havia problema na Igreja, realmente tinha, como tem até hoje e em grandes proporções. Porém A Igreja não é uma verdade minha e nem do papa ou dos bispos da época, a igreja sempre foi uma verdade do próprio Cristo, verdade esta que foi e é apenas conservada pelo colégio apostólico. A Rebeldia de Lutero foi contra o próprio Cristo, dotado de orgulho além de atrapalhar a missão da Igreja de combater o paganismo que começava a se alastrar no mundo, ele também criou princípios idiotas como a popular interpretação das Sagradas escrituras, a negação do celibato, a oposição ao sacerdócio de Cristo nos clérigos e a não submissão a divina hierarquia eclesiástica. Tudo isto gerou mais revolução e todas estas revoluções gerou o mundo que temos hoje. Oxalá se Lutero imitasse São Francisco de Assis, um pobre frade que promoveu a verdadeira reforma, aquela que parte da obediência a verdade Cristo, as armas de Francisco não foram revoluções, ódio e “chororo”, sua arma foi à santidade de vida.


O fato é que o protestantismo trouxe para o mundo desconfiança para com tudo aquilo que provinha dos representantes de Cristo, que tragédia. Foi o protestantismo a fonte de seitas que colocam o homem no centro de tudo, a reforma protestante inspirou também a revolução francesa, a final, à rebeldia da péble contra a nobreza era no fundo também uma rebeldia do povo contra a Igreja e da revolução francesa veio o comunismo propagando ateísmo no mundo. Por isso afirmei que a reforma protestante é uma desgraça incomparável, foi dela, da renascença e da revolução francesa que surgiu o comunismo na modernidade.


Olhando para os protestantes e até mesmo para Lutero é difícil perceber tamanha maldade, ainda mais perante tantas seitas que vivem princípios morais conservadores. O problema é que a revolução demoníaca que eles iniciaram e permanecem nela, foi o que permitiu a chegada de Marx, Hitler, Lenin, Lula e tantos outros destruidores de pensamentos e homens de Deus.


O protestantismo fortaleceu o paganismo revolucionário e por isso o mundo é hoje esta ofensa a Deus, espero em Deus que com este artigo os católicos permaneçam no Santo Redil e que os irmãos separados voltem para a “corte celeste na terra”.


Salve Maria!


Bruno Cruz
Bhc.vida@hotmail.com

9 de nov. de 2010

Vinde, Senhor Jesus!

Em todas as Santas Missas, no Ofício Divino, bem como em todas as outras orações que rezamos, esta jaculatória se faz presente. Precisamente após a Consagração Eucarística, quando o Sacerdote diz: "Eis o mistério da fé", levantamo-nos, dizendo: "Anunciamos, Senhor, a Vossa Morte, e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus". Contudo, nós não temos noção do que pedimos. Explico.

Cristo se fez homem e habitou em nosso meio por vontade do Pai. Ele (o Pai) queria nos salvar a todo custo, pois o pecado de Adão nos privou de uma glória que recebemos gratuitamente. Só que Deus sabia que não poderíamos viver a Sua gGória por méritos próprios, pois perdemos todo e qualquer mérito com o pecado. A desobediência de Adão rompeu nossa ligação com Deus. E Deus quis fazer uma Nova e Eterna Aliança. Para tanto, enviou Seu Único Filho para fazê-la.

É verdade que fazer esta aliança não foi fácil, pois Deus, por ser Deus, respeita imensamente nossa liberdade. Mesmo revelando-se ao homem, o Senhor foi desacreditado a ponto de morrer num madeiro como o mais vil de todos os homens. Pobres de nós! Enquanto sujamos a imagem de Deus, O crucificamos. Nós é quem deveríamos ser crucificados como o mais vil dos homens, porque somos! Mas o Senhor não ficou preso a estes detalhes. Fez a Sua parte. Verteu até a última gota. E a Sua Morte mostrou o começo do tamanho de Sua Glória. Mal expirou e o Templo rachou ao meio. Os soldados perceberam que assassinaram um Justo. A Terra ficou abalada. Somente a Virgem Santíssima manteve-se em pé, porque cria nas promessas reveladas pelo Anjo a si. Sabia que tudo aquilo era necessário.

Diferente do que poderiam imaginar os Doutores da Lei, ao terceiro dia, eis que Aquele que é maior que a morte levantou-se com Seu Poder Infinito, surgindo para sempre. Mostrou aos seus a que veio. Ressuscitou, dando ao homem a esperança de seu caminho. O homem não foi feito para a morte, mas para a vida. E não uma mera vida, mas a eterna. Somos, de fato, como as sementes, que morrem para nascer. Quando morremos, partimos deste mundo pequeno para a o mundo eterno. Brotamos!

Contudo, não sabemos se estaremos com Cristo em Sua Glória. Será por que o Senhor teria falhado? Não. Só temos garantido a parte do Senhor para a nossa salvação, pois temos que cumprir a nossa parte. E em Suas Escrituras Jesus deixou isto permanentemente claro ao dizer que só os que morrerem com Ele é que com Ele viverão. Ninguém, por mais bom que tenha sido, viverá com Ele se não morrer para si. Eis aí a chave do segredo.

Morrer para si pode ter vários sentidos. Um deles é nular suas vontades para fazer tão somente a de Deus. E segundo São Luís Maria Montfort, aqueles que se tornam escravos de Jesus por Maria, fazem isso porque querem seguir à risca este morrer para si. Já não querem mais o seu querer, e sim, o de Cristo. Também na Santa Palavra de Deus encontramos o Apóstolo Paulo, em Gálatas 2,19-20, dando-nos o caminho para a morte de si:


"Estou pregado à cruz de Cristo; vivo, mas não sou eu. É Cristo que vive em mim. A minha vida presente na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim"


Estas palavras soam como música aos ouvidos daqueles que em Cristo esperam, e como algo atemorizante naqueles que dEle foge. São Paulo mostra que a essência da vida daquele que se dispõe a seguir Jesus é morrer para si a fim de que Cristo possa viver. E isso só é possível porque crê no plano salvífico de Deus para nós. Porquê São Paulo creu, entendeu que Cristo fez o que fez por amor, morreu para si mesmo, tomou a sua cruz e deixou que Cristo vivesse nele.

Mas há casos em que a morte não é apenas interior. Ela também se dá no campo exterior. E nestes tempos em que estamos vendo milhares de cristãos perseguidos mundo a fora. Um resto perseguidos por causa do Evangelho. Um resto destinados a morrer a si e ao mundo. Só que isto exige crer, e é preciso coragem para crer.  Não é possível viver o martírio interior e exterior apenas com sentimentalidades, com desejo de ser. Não dá para crer apenas porque sentiu, pois ao pedirmos o martírio, se o Senhor assim desejar, ele virá. E como suportaremos este destino se ainda não estivermos preparados?

No livro :A Vida Oculta em Deus - Robert de Langeac , existe um parágrafo que destaca bem o que quero dizer:

"Não procures nunca as coisas sensíveis, que não são sólidas.O homem compõe-se de uma parte espiritual e uma parte sensível; mas o que se passa na segunda ordem é completamente inferior, e, praticamente não deve contar. Deus é espírito. Só o espiritual é importante. É preciso antes de mais nada, temer as emoções sensíveis na vida espiritual, porque conduzem ao caminho errado. Julgamos estar no caminho da virtude porque as emoções são agradáveis; prendemo-nos a elas. O amor sensível provém do conhecimento sensível. Se nós pudéssemos compreender a diferença que existe entre o amor natural, mesmo por Cristo,e o amor sobrenatural,o verdadeiro amor da caridade! O elemento sensível deve ser eliminado para dar lugar ao espiritual."

Portanto, meus irmãos e irmãs, o martírio está longe, muito longe de um desejo sentimental. E isso ocorre porque a fé não é um sentimento, mas um ato racional. Para crer é preciso lógica. Não dá para crermos em algo que apenas sentimos. Os sentimentos nos enganam. E o martírio se opõe ao sentimento, pois todos temem perder a sua vida. Quem, sem motivo lógico, pediria para ser morto? Quem, em qualquer situação, daria a sua vida gratuitamente por uma causa que, a princípio, parece funesta? Ninguém. Martírio exige coragem. E Martírio é um processo. Começa com a morte a si, depois com as ridicularizações , com as perseguições - e tudo isto com o fim de nos preparar para o martírio supremo. Só por fim vem o martírio completo, com o sangue derramado. E nem sempre se têm mártires como os que apareceram por estes dias no Irã. Mas há mártires no mundo todo. E conforme o Catecismo da Igreja Católica, que diz:


 
§2473 O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé; designa um testemunho que vai até a morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Enfrenta a morte num ato de fortaleza. "Deixai-me ser comida das feras. E por elas que me será concedido chegar até Deus."



 
eles são importantes, pois ao vê-los, sentimos em nós o desejo gigante de testemunharmos a Cristo até o sangue, se necessário for.

Retomo, aqui, a oração citada no primeiro parágrafo deste texto: "Anunciamos, Senhor, a Vossa Morte, e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus".  Anunciar a morte de Cristo e a Sua Ressurreição só será possível se morrermos para nós. É só pelo martírio que conseguiremos anunciar completamente este mistério de fé do plano salvífico.

Por mais triste que seja, devemos nos alegrar enormemente com as perseguições. Sem elas não poderemos triunfar eternamente. É pelo fogo que se experimenta o ouro e a prata (cf. Eclo 2). E enquanto não aceitarmos esta provação pelo fogo, enquanto não morrermos para nós mesmos, jamais poderemos bradar: "Vinde, Senhor Jesus", pois Sua Vinda não será em tempos de paz, e sim, de guerra. Aquele que assim clama deve estar pronto para dar a sua vida por Cristo.

Você está pronto?

Mais dois católicos martirizados no Iraque


Alberto Távora
De acordo com a agência AsiaNews, de 08/11/10, mais um ataque aos católicos no Iraque.

No último dia 07/11 , Louay Daniel Yacoub foi morto na frete de seu apartamento. Outro católico foi assassinado no mesmo dia. Quem contou? Fontes locais da AsiaNews, não publicadas por razões óbvias.

Os dois assassinatos ocorreram alguns dias depois do massacre que matou o padre e mais de 50 fiéis da Igreja de Nossa Senhora da Salvação, Bagdad.

É bom deixar registrado mais esse fato da perseguição religiosa no mundo. Melhor ainda é pedir que esses mártires rezem por nós, e nos dêem forças diante da possibilidade de implantação da perseguição religiosa no Brasil.


Fonte: http://www.ipco.org.br/home/noticias/mais-dois-catolicos-martirizados-no-iraque

Um resto perseguido

"Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para a nossa ruína; somos de manter a fé para a nossa salvação." Heb 10, 39.



Sabemos que Deus é Onisciente (tudo sabe), Onipotente (tudo pode) e Onipresente (está em toda a parte). Logo, como naquele filme com o Jim Carrey (O Todo Poderoso), mesmo que Deus dê ao homem um cadinho do Seu poder, jamais seríamos capazes de ser como Ele é. Não há como explicá-lO, porque Ele é infinitamente infinito. Falar sobre Deus é algo inesgotável. É por isso que a Ciência, a Filosofia não conseguem chegar a um consenso sobre Deus. As teorias são muitas, mas as respostas, poucas. Não que não haja resposta sobre Deus. Ele deixou, em Seu Filho, a Sua Igreja, fundamentada em Pedro. Mas o que conhecemos sobre Ele não é tudo, porque não conseguiríamos compreender Deus perfeitamente como Ele é já que somos limitados, e nossos pecados nos limitam ainda mais. Só saberemos quem Ele verdadeiramente é quando O vermos face a face. E eu devo confessar que a mim este dia ainda é de muito temor. Rezo, diariamente, para que eu esteja em plenas condições de vê-lo. Sei que Ele olhará para mim com compaixão, mas e eu? Como estarei? Que rumo tomarei?

Citando isto, comento que Deus, por tudo saber, já que está em todo o lugar graças ao Seu soberano poder, Ele já sabe, de antemão, tudo o que ocorre. Ele sabia que Adão e Eva cairiam; que Davi pecaria; que José seria vendido por seus irmãos; que Maria aceitaria de bom grado ser a mãe do Seu Filho; que Judas o trairia; que Pedro se acovardaria, mas que depois seria um valente evangelizador, morrendo de ponta cabeça, crucificado; que Saulo perseguiria seu povo, mas se tornaria Paulo, mensageiro fiel e pilar firme da Sua Igreja; sabia que Lutero romperia com a Verdade; que Stalin massacraria toda uma nação; que o homem lhe daria as costas... Logo, Deus tudo sabe. Mas se sabe de antemão, porque não faz nada?

Veja, irmão e irmã, Deus não rompeu com algo que a Ele é sagrado: a nossa liberdade. Tanto que Deus jamais, em qualquer situação, faria algo em nosso lugar. O que Ele faz é quando Lhe damos permissão. Se Deus invadisse nosso direito, desrepeitasse nosso livre arbítrio, Ele seria um Ditador. E de Ditadores estamos fartos... É verdade que Ele move as peças para nos ajudar, mas não "pesca" por nós. Ele foi com Pedro ao mar, mas quem jogou as redes foi Pedro, e não Jesus. A pesca foi milagrosa (cf. Lc 5, 1-11)? Sim. Só que Jesus, porque quis, contou com o ofício de Pedro. Portanto, Deus quer contar conosco, mesmo que de nós, nada precise. Faz isso por amor, porque deseja a nossa participação em Seu Reino.

E não é a toa que este livre arbítrio serviu de bandeira para dezenas de atrocidades vistas sobre a Terra. Por conta do mau uso da liberdade metemos os pés pelas mãos, levantamos bandeiras que vão diametralmente contra a nossa própria Natureza, defendendo o indefensável. E o orgulho ajuda-nos a continuar cada vez mais cegos para o buraco que cavamos rumo à nossa desgraça.

Porém, Deus sabe que pode contar conosco. É verdade que, mesmo sabendo das nossas falhas, Ele conta com cada um. Sabe que não receberá o sim de todos, mas ainda assim, continua a bater a porta da nossa vida. E conta conosco não por depender de nós, e sim por querer estar conosco. Somos seus filhos amados, criados à sua imagem. Saímos de Seu Coração. E amor maior não houve nesta terra como o Dele, em dar Seu único Filho, sem mancha, para nos livrar da perdição eterna. Que amor constrangedor!

Só que nós estamos dando as costas para Deus. E o mundo não pára enquanto fazemos isso. Vemos, dia após dia, quantas religiões não-cristãs crescem no mundo, especialmente quando se tornam a "onda do momento". Depois do livro e filme "Comer, Rezar e Amar", já há milhares de pessoas tornando-se Híndus, por exemplo. E este é só um dos vários exemplos que há. Contudo, quero ressaltar hoje sobre o Islamismo.

Sabemos que a morte é um tema que circula no mundo islâmico. É verdade que, assim como nós, eles veem na morte uma libertação. Morrer, para um cristão, é um bem, pois saímos deste corpo e nosso espírito pode, sem reservas, elevar-se a Deus. Contudo, nosso Deus - Abba não nos ensinou a matar. Cristo disse que temos de dar a face para o inimigo quando este lhe bater. Ele mesmo morreu como uma ovelha, sem dar um gemido; e segundo as Escrituras, parecia mais um verme a um ser humano, ou melhor, a um Deus.

No Islamismo vemos um grau muito intensificado sobre a morte. Parece-me até um culto a ela. E este culto tem virado motivo para discussões, enredos de filmes, matérias em sites... E também motivo para o medo. Muito medo. E por que? Porque temos visto nos últimos anos uma fúria exacerbada destes irmãos contra o resto do mundo. Do ataque ao 11 de Setembro ao recado ao Vaticano da Al-Queda; milhares de pessoas perderam suas vidas, fosse para servir a Alá, fosse por estar no local errado à hora errada.

Avistamos, também, a presença de tantos mártires nestas terras. No atentado da Al Queda aos cristãos, muitos padres e leigos morreram. Creio que Deus já os recebeu, dando-lhes a medalha da honra, do mérito verdadeiro. E para nós deve servir de exemplo, de modelo. Se queremos seguir Jesus, devemos estar prontos para tudo. Até para morrer.

É verdade que nem todos os islâmicos têm este perfil. Porém, nos dias de hoje, fica difícil desassociar a imagem de Terrorismo do mesmo. Sempre que lembramos em Terrorismo já criamos a imagem de um Muçulmano. Nem todos assim o são. Muitos (muitos mesmo!) lutam por um mundo de paz, querem o fim das guerras. Contudo, há muito o que discutir sobre esta cultura. As mulheres que ainda hoje são apedrejadas; as crianças que se casam com velhos (como que uma pedofilia atestada); a miséria...

E enquanto nós, ocidentais, discutimos "o sexo dos anjos", eles estão ganhando o mundo. Neste vídeo, vemos que o crescimento muçulmano no mundo é atemorizante. Daqui há 20, 30 anos, por exemplo, poderemos ter uma Europa devidamente muçulmanizada. E não é de hoje que eles tentam fazer isso. Na época da Romanização, os muçulmanos tentaram invadir a Península Ibérica. Houve, é verdade, muitos debates entre os Muçulmanos e os Católicos ( Santo Tomás de Aquino foi um ). Porém, se não fossem as Cruzadas a combater o avanço islâmico, hoje o mundo todo seria uma enorme comunidade islâmica.

Agora, o que esperar para os próximos anos? Enquanto nós temos 1,6 filhos por família, os muçulmanos têm 8,1! Eles levam a sério o "crescer e multiplicar". E não é algo sem propósito. O fim é que os filhos sejam missionários de Alá, avisando ao mundo todo que devem adorá-lo. E Cristo? Com quem contará? Se queremos tanto criar métodos contraceptivos, se queremos tanto um aborto legal, como é que haverão pessoas suficientes para lutar por Cristo e Seu Evangelho? Se necessitasse hoje de uma Cruzada, haveria soldados para isso?

As Escrituras deixam claro: "Deus O exaltou soberanamente e Lhe outorgou o Nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho no Céu, na Terra e nos Infernos, e toda língua confesse, para a Glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor". ( Fil 2, 9-11).  Como isto ocorrerá se continuarmos, por vontade própria, a entrar em extinção?

Há uns poucos que ainda lutam para que a passagem de Filipenses se cumpra integralmente. E têm pago caro com a vida. Somos um resto. E um resto perseguido. O recado já chegou ao Vaticano. Não me causaria espanto se resolvessem jogar uma bomba, ou até mesmo um avião lá. Mas me dói ver o quão covarde somos. Devemos retomar o Salmista, que sabia que não há lugar para onde vamos que Deus não esteja (Sal 138). Deus nos sonda. Ele conta conosco. E não haverá jeito: prestaremos contas a Ele, querendo ou não. Nós O veremos face a face, como Ele é. De que modo estaremos? De que lado estaremos?

Cumpramos nossa parte, mesmo que sejamos um resto perseguido. Lembremos, conforme Cristo nos deixou claro, e conforme também está escrito no Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 675, que a Glória da Igreja, a Glória dos Filhos de Deus, não é deste mundo, não é histórica: é eterna! Lutemos com temor e tremor por ela.

Senhor, tende piedade de nós.

8 de nov. de 2010

Pastores ou Cães guiando as ovelhas?

Dom Manoel Pestana Filho escreveu recentemente um curto e ardente apelo onde cada palavra cai muito bem sobre o "berço esplêndido". Após, advertir sobre o terrorismo vermelho que se espalha pela América Latina, lembrar as palavras ditas em Fátima prevenindo que o comunismo se espalharia pelo mundo com perseguições à Igreja, alertar para a maçonaria dentro de Cúrias e Movimentos, Dom Manoel ainda pergunta com ousadia: "Nós somos pastores ou cães voltados contra as ovelhas?" (http://www.youtube.com/watch?v=5sKCSjJ-OC4).

Padres, pastores, bispos e outros líderes espirituais foram pegos de surpresa ao tomar conhecimento da multidão de fiéis que ainda creem em Deus, conhecem seus mandamentos e ainda O temem na Terra de Santa Cruz. Talvez tenham tomado um susto: "Ué? Mas o que é isso? Essa gente toda ainda crê apesar de nós, cães voltados contra as ovelhas?"

O Brasil assistiu a vários padres, muitos leigos e poucos bispos profetizando que viria uma avalanche de leis contra a família caso o PT continuasse no governo. E a CNBB? Interpretando muito bem o papel de tentar calar os "profetas".

Numa resposta explícita à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a todos que silenciaram, o Papa Bento XVI se pronunciou (http://www.youtube.com/watch?v=rxdYxPDYP8I&feature=related). Bem podem ser aplicadas aqui as palavras de Nosso Senhor quando se dirigiu aos fariseus que queriam que os discípulos fossem repreendidos: "Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!" (Lucas 19, 40). E falou a Pedra, o Papa Bento XVI, sucessor de Pedro que significa "Pedra", sobre a qual Jesus disse que fundaria a sua Igreja.

Mas Pedro é uma só pedra e Jesus disse que se os discípulos se calassem falariam "as pedras" (plural). O natural seria que os pastores obedecessem a Cristo que lhes pediu para apascentar suas ovelhas e pregar o Evangelho. Como muitos já não creem e nem falam de Deus ao povo sedento da sua Palavra, as ovelhas já lhes pareciam pedras, transformadas e reduzidas a pedras por eles mesmos. Pedras não creem em Deus, não temem a Deus, não falam de Deus.

Ora! Que surpresa!? Qual não foi o susto dos pastores quando viram suas pedras falando de Deus, defendendo a vida, lembrando seus mandamentos e valores cristãos tal qual profetizou Jesus. A CNBB tão cheia de pastores revelou-se cheia de cães voltados contra seu próprio rebanho. Outros taaantos padres se calaram. E foi então que as pedras falaram... ...

Com relação àqueles padres que entraram na Igreja para destruí-La carcomendo-A por dentro faz lembrar a história de um ladrão que planeja roubar os cálices, cruzes e outros objetos ricamente ornamentados com ouro, prata e pedras preciosas do altar de Nosso Senhor Jesus Cristo. Embora por mais que o homem tente e deva ornamentá-lo com o que tem de melhor e mais nobre nunca chegue à altura.

Para que o plano desse certo ele foi ordenado e começou a encenar cada detalhe como se fosse um sacerdote leal e digno de servir no altar de Deus. Angariando a confiança dos demais esperaria a hora certa para dar o golpe e lesar levando quanto tesouro pudesse. Só que foi traído por ele mesmo. De tanto brincar de celebrar, fingir rezar, ler a sagrada escritura ele acaba se convertendo e prostra-se diante de Deus iniciando seu mais autêntico sacerdócio.

Será que pastores de ovelhas depois de representar e trair vão acordar e começar a pregar Deus e o que é espiritual e, quando necessário, falar da clara Doutrina Social da Igreja? Ou vão continuar pregando a furada Teologia da Libertação, o "tudo pelo social" e se metendo em dívida externa como faz a CNBB? Muitos vão continuar com o papel de cães voltados contra as ovelhas porque foi para isso que se infiltraram na Igreja.

Outros, coitados... Foram tapeados no seu tempo de seminário e por falta de orientação pregam o mal. Só que hoje, com a internet, qualquer padre - até da CNBB - que seja honesto e queira descobrir como, onde, porque foi e está sendo enganado, pode fazê-lo. Sigam os passos do Padre Paulo Ricardo, por exemplo, que antes, como reitor de seminário achava ruim dar a comunhão na boca dos fiéis, e depois de começar a pesquisar na internet, em livros, documentos... procurar... checar... foi redescobrindo seu sacerdócio, a liturgia mais digna, entendendo ideias de doutrinação comunista que foram incutidas em sua mente. Vale conferir seus depoimentos. Um deles:http://padrepauloricardo.org/audio/marxismo-cultural/

Leigos estão encontrando o Caminho, a Verdade e a Vida apesar das infiltrações na Igreja. Padres e bispos também podem (se forem sinceros) procurar até, não apenas, na internet e descobrir o Tesouro que é a Igreja Católica Apostólica Romana. A essa altura já nem importa se entraram por acidente, se com sinceridade ou foi para destruí-La de forma premeditada. Se quiserem ganhar tempo poderão assistir aos mais de 260 vídeos curtíssimos do canal do You Tube fimdostemposnet [http://www.youtube.com/user/fimdostemposnet]. Vão se assustar! É apenas uma sugestão para um começo com fontes diferentes dos atrasadinhos e comprometidos jornais de TV. São esclarecimentos de cientistas, jornalistas, médicos, autoridades de diversas partes do planeta.

O Brasil tido como país mais católico do mundo está com o rebanho implorando por quem os guie. Parecendo ovelhas tontas, rodando em falso e clamando aos céus: Mande-nos quem nos fale de Deus, doutrina da Igreja, família, filhos, fidelidade, moral, liturgia, castidade, vida dos santos, inocência, sagrada escritura, virtudes heróicas, arrependimento, mandamentos, paternidade responsável, amor, pureza, temor...

Que chance após as eleições para tantos padres dentro e fora da CNBB. Chance de prostrar-se diante de Deus e começar de novo vosso sacerdócio. Ou mesmo retornar àquele sacerdócio que abandonastes. Afinal, traidores ou não, artistas encenadores ou não, cães ou pastores, uma vez sacerdote, sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque.



Márcia Vaz, escritora e palestrante

Fonte: www.midiasemmascara.org

Erros litúrgicos e o Concílio Vaticano II.



A liturgia da Santa Missa, mistério supremo do amor de Cristo por nós, tem sofrido inúmeras agressões. Infelizmente muitos cometem erros litúrgicos e colocam a culpa na reforma do Concilio Vaticano II. É necessario olhar o concílio na hermenêutica da continuidade. Observemos algumas partes da Sacrosanctun Conciliun para entendermos que a culpa dos problemas litúrgicos não esta no concílio, mas sim nas malvadas intenções dos progressistas:

7. Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente na sua igreja, especialmente nas acções litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, - «O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz».
8. Pela Liturgia da terra participamos, saboreando-a já, na Liturgia celeste celebrada na cidade santa de Jerusalém, para a qual, como peregrinos nos dirigimos e onde Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo.


Comentários: A Santa Missa não é uma refeição como qualquer uma, estão completamente errados quem celebra a Santa Missa considerando-a apenas como uma partilha entre irmãos, este pensamento circula nos textos dos teólogos da libertação. A Missa é o divino manjar, o Sacrifício do Senhor, ela é um Mistério escatológico, lugar da mais plena revelação da presença de Deus e por tanto deve ser lugar da mais profunda adoração.

11. Para assegurar esta eficácia plena, é necessário, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com rectidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça de a receberem em vão (28). Por conseguinte, devem os pastores de almas vigiar por que não só se observem, na acção litúrgica, as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, activa e frutuosamente.


Comentário: A Missa é lugar de oração, muito se fala em participação externa com palmas e danças e pouco se lembra que toda esta agitação não promove a participação interna. Este problema é perceptível em celebrações de alguns padres da renovação carismática e também da teologia da libertação. É necessário se preocupar com a interação interior dos fieis com o espírito litúrgico.

21. A santa mãe Igreja, para permitir ao povo cristão um acesso mais seguro à abundância de graça que a Liturgia contém, deseja fazer uma acurada reforma geral da mesma Liturgia. Na verdade, a Liturgia compõe-se duma parte imutável, porque de instituição divina, e de partes susceptíveis de modificação, as quais podem e devem variar no decorrer do tempo, se porventura se tiverem introduzido nelas elementos que não correspondam tão bem à natureza íntima da Liturgia ou se tenham tornado menos apropriados.


Comentário: Alguns tradicionalistas, nada conservadores, consideram as alterações litúrgicas promovidas pela Sacrosanctun Conciliun uma aberração, um sacrilégio e até uma apostasia. Estes católicos devem entender que a liturgia é um organismo vivo, que recebe da Igreja alterações sem perder sua divina natureza. O Rito de Pio V existe por que existiram outros ritos anteriores, o rito “de sempre” que eles falam não é de sempre, pois antes de Trento ele era um e depois da reforma litúrgica de Pio X ele é outro. É bonito o respeito que estes irmãos têm pelos antigos ritos, inclusive o Santo Padre deu a Igreja à graça de poder celebrar a Missa tridentina em público, porém dizer que o Rito de Paulo VI é um câncer da Igreja é um tremendo pecado contra a Igreja que peregrina proféticamente na historia rumo a pátria celeste.


§ 22-3. Por isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica.
23. Para conservar a sã tradição e abrir ao mesmo tempo o caminho a um progresso legítimo, faça-se uma acurada investigação teológica, histórica e pastoral acerca de cada uma das partes da Liturgia que devem ser revistas. Tenham-se ainda em consideração às leis gerais da estrutura e do espírito da Liturgia, a experiência adquirida nas recentes reformas litúrgicas e nos indultos aqui e além concedidos. Finalmente, não se introduzam inovações, a não ser que uma utilidade autêntica e certa da Igreja o exija, e com a preocupação de que as novas formas como que surjam a partir das já existentes.


Comentário: É um desastre a tal criatividade que os documentos da CNBB pedem para os padres e os leigos promoverem na liturgia. Quanta desobediência ao Concílio! Só os bispos podem mudar alguma coisa, porém, com autorizações provenientes de Roma. Por que tanta rebeldia? Por que tanta incoerência? Por que tantas inovações?

30. Não deve deixar de observar-se, a seu tempo, um silêncio sagrado.
Comentário : Em muitas paróquias não temos ação de graça, não temos tempo para fazer exame de consciência no ato penitencial e não temos silencio antes da Missa para preparar o coração para o ato litúrgico. Muitos preferem orar em línguas na ação de graças ou cantar três, quatro e até cinco hinos. É preciso dar espaço para Deus na liturgia e a melhor forma é dar espaço para o silencio.
36. § 1. Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.
§ 2. Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.


Comentário: Mataram o Latim sem a permissão da Igreja. O Concílio não tirou o latim da liturgia, pelo contrario, pediu a sua conservação.

112.O sagrado Concílio, fiel às normas e determinações da tradição e disciplina da Igreja, e não perdendo de vista o fim da música sacra, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis.
114. Guarde-se e desenvolva-se com diligência o património da música sacra. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as «Scholae cantorum».
116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.
116-2.Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da acção litúrgica,
Comentário: O gregoriano também não foi eliminado, como alegam muitos “liturgistas” por ai. Infelizmente o que se vê é em algumas paróquias axé, pagode e até rock. Ritmos que nada tem haver com a harmonia litúrgica que deve nos levar ao calvário.
120. Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.



Comentário: Os órgãos deram lugares para a guitarra, baixo e bateria. Errado!

A Constituição Sacrosanctun Conciliun esta a disposição neste link: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html


O Papa esta promovendo uma reforma litúrgica na Igreja, não por documentos, pois se percebe que, ou os bispos e padres não lêem, ou não querem obedecer. Por tanto o papa deixou de lado um pouco o papel e a caneta e decidiu promover a reforma com seus atos. Façamos o mesmo, sejamos litúrgicos, para vagarosamente levar a Igreja para o entendimento do que é a verdade.


A Missa sangrenta.



Por Luiz S. Solimeo

Imagine uma tarde de sexta-feira em Detroit, com uma mesquita cheia de seguidores de Maomé, reunidos para rezar. De repente, vários terroristas “cristãos” armados invadem o local, matam o imã e fazem reféns os presentes. Quando começam a perder o tiroteio que se seguiu com a polícia e militares que acorreram ao local, eles explodem seus cinturões-bomba. O resultado é de 58 mortos e 75 gravemente feridos ou mutilados.

Qual seria a reação da assim chamada opinião pública mundial, ou melhor, da mídia liberal, “celebridades” e líderes políticos? Haveria um coro ensurdecedor contra esse grande ato de crueldade e infâmia: Como alguém pode atacar pessoas pacíficas, no próprio ato de orar?

Então, por que o espetáculo do sangrento ataque de Al-Qaeda à catedral siríaca católica de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá (que deixou mais de cinquenta mortos e quase uma centena mutilados) não provoca o mesmo alvoroço e indignação? As notícias, análises e comentários de jornalistas, “celebridades” e funcionários governamentais foram discretos e comedidos.

Nos dias em que o comunismo dominava metade do mundo e influenciava os intelectuais na outra metade, o “politicamente correto” estabelecia que a indignação devia manifestar-se somente quandoera a esquerda que sofria um ataque. Os massacres comunistas foram ignorados ou relatados em linguagem “neutra” e soporífera. A mesma “correção política” parece estar sendo agora aplicada ao terrorismo islâmico.

Mas voltemos ao massacre na catedral católica siríaca de Bagdá.

“Em todo lugar há sangue. A atmosfera está muito tensa. Eles entraram no confessionário e atiraram no padre “, disse um jovem de 18 anos que não quis ser identificado e sobreviveu ao pesadelo. [1]

“Foi um massacre lá …. Nós cristãos não temos proteção suficiente. O que devo fazer agora? Deixar o país e pedir asilo?” − comentou Raed Hadi, membro da família de uma das vítimas. [2]

De acordo com um jovem que estava presente e sobreviveu, os terroristas “entraram na igreja com as suas armas, vestindo uniformes militares. Invadiram o local de orações e imediatamente mataram o padre. “

Monsenhor Pio Kasha, da Igreja Católica Siríaca, comentou: “Foi uma carnificina”.

O mesmo Monsenhor descreveu o ataque: “Os homens que realizaram os ataques eram muito bem organizados, [como fica patente] pela maneira como entraram … bem preparados e armados com metralhadoras, cintos de explosivos, e tudo o mais que poderiam precisar …. Como eles rapidamente fecharam as portas e encerraram os fiéis. Então, as forças de segurança vieram e …. foi uma verdadeira tragédia, tantas vidas perdidas …” [ 3]

O Pe. Douglas Yousef Al-Bazy, que fora seqüestrado em 2006 e trabalhara com os dois padres executados, fez a seguinte declaração: “Aqueles que dizem que estamos seguros, que podemos viver em paz no Iraque, são mentirosos. Mas nós vamos ficar neste país, porque ainda há pessoas cristãs aqui e ainda temos uma missão aqui”. [4]

O Pe. Wassim Sabih, um dos dois sacerdotes assassinados na igreja, empunhou um crucifixo e pediu aos terroristas que matassem a ele e poupassem os fiéis: a resposta deles foi jogá-lo no chão e crivar o seu corpo de balas.

Marie Freij, uma paroquiana, foi ferida na perna e ficou por três horas no chão, encharcada no próprio sangue e no dos padres. Sua declaração no hospital mostra a sublimidade da fé: “Eu pensei que talvez escapasse com vida, mas mesmo que não conseguisse, eu estava na igreja, e estaria bem”.

“Vários sobreviventes”, relata The New York Times, “disseram que muitas das mortes ocorreram quando os homens armados entraram e começaram a disparar a esmo nas pessoas, nos ícones da igreja e até mesmo nos vitrais das janelas. Eles descreveram a ferocidade dos atacantes, alguns dos quais falavam em dialetos de outros países árabes, como se a própria visão do interior da igreja os tivesse enraivecido. ‘Eles pareciam loucos’, disse Ban Abdullah, um sobrevivente de 50 anos de idade “. [5]

O bárbaro ato de terrorismo foi reivindicado por um grupo terrorista ligado a Al-Qaeda, o “Estado Islâmico do Iraque”. De acordo com o site na Internet Intelligence Group, esse grupo divulgou o seguinte comunicado:

“Os Mujahidins invadiram um imundo ninho do politeísmo, que tem sido há muito considerado pelos cristãos do Iraque como quartel-general de uma guerra contra a religião do Islã, e foram capazes, pela graça de Deus e Sua glória, de capturar aqueles que estavam ali reunidos e assumir pleno controle de todas as entradas do local”. [6]

A Missa é a renovação sacramental incruenta do Santo Sacrifício do Calvário, em que nosso Redentor derramou seu sangue por nós na mais terrível das mortes, aceita voluntariamente para nossa salvação. Nesta Missa em Bagdá, no domingo 31 de outubro, o sangue dos fiéis se misturou com o do Salvador, fazendo com que o Santo Sacrifício, que é sem derramamento de sangue em sua essência, se tornasse sangrento em seus acidentes.

“O sangue dos mártires é semente de cristãos” (sanguis martyrum semen Christianorum), segundo a expressão consagrada de Tertuliano. Possa o sangue derramado pelos nossos irmãos na Fé, oprimidos pelo islamismo no Iraque e alhures, obter do Deus Todo-Poderoso a graça de despertar no Ocidente, a coragem necessária para enfrentar os inimigos do Cristianismo bem como a vontade de lutar pela verdadeira Fé de Nossa Senhor Jesus Cristo.

________________
[1] The death tolls of violence in Baghdad Church increase to 58 people.
http://www.allvoices.com/contributed-news/7202274-the-death-tolls-of-violence-in-baghdad-church-increase-to-58-people.

[2] Massacre at Baghdad Church; 52 Dead
http://www.allvoices.com/contributed-news/7198536-massacre-at-baghdad-church-52-dead

[3] 2 Priests among 46 Christians killed in Hostage Drama in Iraq, http://www.allvoices.com/contributed-news/7201735-2-priests-among-46-christians-killed-in-hostage-drama-in-iraq.

[4] Jane Arraf and Sahar Issa, After Baghdad church attack, Christians shocked but say ‘we still have a mission here’ Tue, Nov 2 2010 8:59 am,
http://www.minnpost.com/worldcsm/2010/11/02/22937/after_baghdad_church_attack_christians_shocked_but_say_we_still_have_a_mission_here.

[5] Anthony Shadid, Church Attack Seen as Strike at Iraq’s Core, November 1, 2010, http://www.nytimes.com/2010/11/02/world/middleeast/02iraq.html?_r=1&pagewanted=print.

[6] Jonathan Adams, Correspondent / November 1, 2010, Deadly Baghdad church siege highlights threat to Iraqi Christians, http://www.csmonitor.com/World/terrorism-security/2010/1101/Deadly-Baghdad-church-siege-highlights-threat-to-Iraqi-Christians.

Texto original:
The Bloody Holy Mass by Luiz S. Solimeo
Disponível em
http://www.tfp.org/tfp-home/news-commentary/the-bloody-holy-mass/print.html

Fonte: http://www.ipco.org.br/home/igrejamundo/a-missa-sangrenta#more-5750

7 de nov. de 2010

Santa Maria, Mãe de Deus

Autor: Alessandro Ricardo Lima.

"Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1,43)


O título "Théotokos" (Mãe de Deus) foi dado à Maria durante o Concílio de Éfeso (431), na Ásia Menor. A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então Bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram esta heresia já sepultada pela Igreja de Cristo. Este é um problema de Cristologia e não de Mariologia. Vamos demonstrar através dos exemplos abaixo a autenticidade da doutrina católica.

Maria é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus que é Deus.

Se perguntarmos a alguém se ele e filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lancará um olhar de espanto. E teria razão. O homem como sabemos é composto de corpo, alma e espírito. A minha mãe me deu meu corpo, a parte material deste conjunto trinitário que eu sou; sendo minha alma e espírito dados por Deus. E minha mãe que me deu a luz não é verdadeiramente minha mãe?

Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Nossa Senhora. Há em Nosso Senhor Jesus Cristo duas naturezas: a humana e a divina, constituindo uma só pessoa, a pessoa de Jesus. Nossa Santa Mãe é mãe desta pessoa, dando a ela somente a parte material, como nosso mãe também o faz. O Espírito e Alma de Cristo também vieram de Deus. Nossa mãe não é mãe do nosso corpo, mas mãe de nossa pessoa. Assim também Maria é Mãe de Cristo. Ela não é a Mãe da Divindade ou da Trindade, mas é mãe de Cristo a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que também é Deus. Sendo Jesus Deus, Maria é Mãe de Deus.

A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, uma negação ao ensino dos Apóstolos de Cristo.

Provas da Sagrada Escritura

A Igreja Católica sendo a única Igreja Fundada por Cristo, confirmada pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores; sendo Ela a escritora, legitimadora e guardiã da Bíblia, jamais poderia ensinar algo que estivesse contra o Ensino da Bíblia.

Vejamos o que a Sagrada Escritura ensina sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora:

1. O profeta Isaías escreveu: "Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel [Deus conosco]." (Is 7,14). Claramente o profeta declara que o filho da virgem será divino, portanto a maternidade da virgem também é divina, o que a faz ser Mãe de Deus.
2. O Arcanjo Gabriel disse: "O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1,35). Se ele é filho de Deus, ele tb é Deus e Maria é sua Mãe, portanto Mãe de Deus. Isaías também escreveu o mesmo em Is 7,14.
3. Cheia do Espírito Santo, Santa Izabel saudou Maria dizendo: "Donde a mim esta dita de que a mãe do meu Senhor venha ter comigo"? (Lc 1,43) E Mãe de meu Senhor quer dizer Mãe do meu Deus, portanto Mãe de Deus.
4. São Paulo ainda escreveu: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei." (Gl. 4,4). São Paulo claramente afirma que uma mulher foi a Mãe do filho de Deus, portanto Mãe de Deus.

Tendo a Sagrada Escritura seu berço na Igreja - portanto sendo menor que Ela - , vemos como está de acordo com o ensino da mesma.

A Doutrina dos Santos Padres

Será que os Apóstolos de Cristo concordavam com a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Pois segundo os protestantes, a Igreja Católica inventou a maternidade divina de Maria no séc V durante o Concílio de Éfeso.

Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu". (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)

Veja agora o testemunho de São João Apóstolo: "Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana." (S. João Apost. Ibid)

São Tiago: "Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia)

São Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)

Orígenes escreveu: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom I, in divers. - Sec. II )

Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)

Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).

São Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus" (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).

Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus" (S. Agost. in orat. ad heres.).

Todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora. Me cansaria em citar todos os testemunhos primitivos.

Agora uma surpresa para os protestantes. Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem. Veja abaixo o testemunho dos pais da Reforma:

•"Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade." (Martinho Lutero no comentário do Magnificat - cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).


•"Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste" (Martinho Lutero - Deutsche Schriften, 14,250).


•"Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (Calvino - Comm. Sur I'Harm. Evang., 20)


A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.

O Concílio Ecumênico de Éfeso

Quando o heresiarca Ario divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundí-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho para suplantar o herege Pelágio, e São Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a perturbação e a indignação no Oriente.

Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por São Cirilo e condenou-a anti-católica, herética.

São Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.

Pode-se resumi-la em três pontos:

1. Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;

2. A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Crito, que é Deus;

3. Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é; denominações, propriedades e ações das duas naturezas em Jesus Cristo, que podem ser atribuídas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.

Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o Concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo. Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. São Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante aos bispos unidos. Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o Santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios. Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla. Quando a multidão ansiosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria Mãe de Deus, num imenso brado ecoou a exclamação: "Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!"

Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte".

Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/maria-santissima/529-santa-maria-mae-de-deus