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24 de jul. de 2011

Amy Winehouse. Dinheiro e fama não foram capazes de lhe oferecer um sentido REAL para sua jovem vida.


Jorge ferraz

A Amy Winehouse foi encontrada morta em Londres Provavelmente as únicas músicas que ouvi da garota foram as que, indistinguíveis, nos chegam aos ouvidos no meio da poluição sonora das cidades; não seria capaz de me lembrar, agora, de nenhuma delas. Mas o que me espantou foi saber que a Amy, morta aos 27 anos, “seguiu o mesmo roteiro trágico de outros ídolos mundiais da música pop, como Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison e Jimi Hendrix”Porque do Nirvana e do The Doors eu sei, sim, algumas músicas. E aí, de repente, a morta precoce da jovem cantora inglesa passa a ter alguma coisa a ver comigo: quando menos, me faz lembrar de algumas bandas que eu escutei na minha adolescência. Faz-me lembrar de algumas mortes pelas quais eu já me interessei. E, em última instância, faz-me pensar na morte, que é coisa muito útil e muito santa de se fazer.

Vinte e sete anos! É a minha idade. E, por mais que a Florbela diga “tenho vinte e três anos! Sou velhinha!”, o fato é que… não é uma vida avançada em anos, da qual se possa dizer que foi longeva. Morrer aos vinte e poucos (ou mesmo aos vinte e muitos) é humanamente uma tragédia, é uma interrupção precoce de uma vida que – como no fundo todos esperamos – poderia ter dado mais a si própria e ao mundo.

Talvez haja quem diga que “foi intensa”. No caso da Amy (ou da Janis ou do Kurt), eu diria antes que foi fútil e vazia. Sim, a garota provavelmente gastou até os vinte e sete anos muito mais dinheiro do que a maior parte de nós vai ser capaz de juntar na vida toda. Mas as coisas do mundo – como fama e dinheiro – naturalmente só fazem sentido enquanto se está no mundo. E a morte trágica e precoce de grandes astros da música parece nos dizer aos ouvidos aquela passagem bíblica segundo a qual é tudo vaidade. É como se ela nos sussurrasse ou, antes, nos gritasse alto para nos despertar de nossa letargia: vê, sic transit gloria mundi. Assim passa a glória do mundo! Morreram Cobain, Morrison, Hendrix, Joplin e Winehouse. Para os seus fãs, ficaram as suas músicas e a saudade; mas para eles próprios, de que valeu?

Talvez digam: “foi intenso!”. Talvez nos citem o Neil Young e nos digam que é melhor queimar de uma vez do que apagar-se aos poucos: it’s better to burn out than to fade away

. Enfim, talvez nos digam qualquer coisa; mas, data venia, eu preciso discordar.

A nossa vida é potencialmente curta (uma vez que cada um de nós pode morrer hoje mesmo) e, por isso mesmo, ela precisa ser intensa; mas o próprio fato da efemeridade da vida deveria nos fazer pensar no além-vida. “Intensa” é uma vida que se prepara para o futuro; desperdiçar loucamente uma fortuna – os anos de vida – cujo tamanho não se sabe ao certo (mas que sempre nos parece estar ainda “muito longe” de acabar) não é intenso, e sim irresponsável.

Eu conheço uma vida curta que foi verdadeiramente intensa. Não viveu os vinte e sete anos da Amy, mas ainda menos: vinte e quatro anos. Não ganhou o dinheiro de um Kurt Cobain ou de um Jimi Hendrix e nem teve em vida a fama de uma Amy ou de uma Janis, mas soube empregar verdadeiramente bem os seus anos de juventude. Era francesa e se chamava Teresa. E, entre tantas outras coisas, legou-nos versos:

Revesti as armas do Todo-Poderoso,
Sua divina mão dignou-se me adornar;
Doravante, nada me assusta.
Do seu amor, quem pode me separar?
Ao seu lado, lançando-me na arena,
Não temerei nem o ferro, nem o fogo.
Meus inimigos saberão que eu sou Rainha,
Que sou a esposa de um Deus!
Oh, meu Jesus! Guardarei a armadura
Com que me visto ante teus adorados olhos.
Até o entardecer da vida, minha mais bela veste
Serão meus santos votos!

[...]

Se do guerreiro tenho as armas poderosas,
Se o imito e luto com valentia,
Como a Virgem de encantos graciosos,
Também quero cantar, combatendo.
Fazes vibrar as cordas de tua lira
E esta lira, oh, Jesus, é meu coração!
Posso, então, das tuas misericórdias
Cantar a força e a doçura.
Sorrindo, desafio o combate
E, nos teus braços, oh , meu divino Esposo,
Cantando hei de morrer, sobre o campo de batalha,
Com as armas na mão!…

["Minhas armas", in "Obras Completas de Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face".
pp. 622-624. São Paulo, Editora Paulus, 2002]

A morte no campo de batalha, com as armas na mão: eis o desejo que convém a uma alma jovem! Não a morte em um palco ou – pior ainda – em um apartamento vazio e solitário, desvanecido o glamour após se deixar o palco. Não, isto não é uma vida intensa; a vida de combate preconizada pela santa francesa morta aos vinte e quatro anos é que o é. Que o Altíssimo tenha misericórdia da Winehouse e de tantos outros mortos em condições similares. E que a tragédia ocorrida com a roqueira inglesa faça-nos ver que a vida é curta e, portanto, é fundamental que seja bem vivida.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

Repressão socialista mata dúzias de cristãos no Vietnam.



Aldéia Hmong, montanheses.

Luis Dufaur

Pelo menos 49 cristãos vietnamitas da etnia Hmong foram mortos, centenas ficaram feridos e um número inverificável deles foram presos ou estão desaparecidos.

Esse é o balanço da sanguinária repressão desencadeada pelos Exércitos do Povo do Vietnam e do Laos numa região de fronteira, noticiouAsiaNews.

Em 30 de abril, em Muong Nhe, província de Dien Bien, 8.500 Hmong se reuniram para rezar, pedir a devolução das terras e liberdade religiosa. Naquele momento sofreram o ataque militar. Segundo Christy Lee, diretor executivo de Hmong Advance Inc. (HAI), de Washington, D.C., os presos “poderão ser torturados ou assassinados, ou simplesmente desaparecer”. A energia elétrica e as comunicações foram interrompidas na região.

Propaganda comunista oficial

Entre os presos há alguns ministros extraordinários da Eucaristia que atendem quatro comunidades católicas da região.

Na região os fiéis católicos praticam a religião na clandestinidade porque a violação da liberdade religiosa é a mais violenta do país.

Os últimos sacerdotes católicos só conseguiram entrar em Muong Nhe se apresentando como turistas. Mas, ficaram sob vigilância ininterrupta sendo acompanhados por policiais que os vigiavam para impedir qualquer tentativo de evangelização.

Os Hmong são perto de 790 mil e durante as guerras lutaram do lado anticomunista. Entre eles há muitas conversões ao catolicismo.

Lar Hmong católico

Segundo Philip Smith, diretor executivo doCenter for Public Policy Analysis (CPPA), Washington, D.C., a repressão socialista utilizou até “helicópteros de ataque ao solo para caçar, prender e matar aqueles que tentavam fugir da região do conflito”, informou a agencia VietCatholic News.

Também foram utilizados blindados numa repressão “horrorosa”. Alguns fugitivos conseguiram atravessar a fronteira da Tailândia fugindo pela selva.

Mùa A Sơn, governador da província de Dien Bien justificou o massacre porque “forças hostis se infiltraram para pregar ilegalmente e incitar o povo a aderir a um movimento independentista que visa criar um reino separado de Hmongs”. O linguajar parece repetir alguma cartilha chinesa ou alguma ainda mais antiga soviética.

O porta-voz do ministério de Relações Exteriores, Nguyen Phuong Nga, deu uma explicação diversa poucos dias depois, apontando como causa das mortes a “procura ilusória da religião” e “condições anti-higiênicas de vida”.

Fontes católicas informaram que o incidente foi provocado por uma série de violações da propriedade da terra e de atentados contra a liberdade religiosa.

O governo quer forçar a população a trabalhar no domingo e lhe impede assistir a Missa ou a serviços religiosos para obrigá-la a renunciar à fé.

O governo socialista proíbe a presença de jornalistas estrangeiros na região. O porta-voz atribuiu a interdição ao mau clima e ao mal estado das estradas.

Por sua vez, o chefe do Exército do Povo do Laos foi acusado por ONGs humanitárias por atrocidades contra civis que incluem violação, assassinato e mutilação de crianças e mulheres Hmong, acrescentou VietCatholicNews.

Entretanto, otimistas empresários ocidentais e dialogantes clérigos vaticanos são recebidos amistosamente pelos carrascos de Hanói e retornam esperançosos nas promessas dos carrascos e insensíveis ao morticínio dos fiéis da Igreja.

Espanha e Europa sofrem "crise de jovens" devido à baixa natalidade, afirma Cardeal Rouco.


MADRI, 22 Jul. 11 / 06:42 pm (ACI/Europa Press)

O Arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Cardeal Antonio María Rouco Varela, afirmou que a Espanha e a Europa passam por "uma crise de jovens" porque a proporção que supõe o segmento da população de entre zero e 22 anos é "baixo", o que provoca, em sua opinião, que existam poucas vocações, não só na Igreja mas também "para muitas coisas".

Neste sentido, o cardeal indicou que o índice de natalidade na Espanha não corresponde ao índice de reposição da população e apontou que, se estes correspondessem, certamente "não teria se produzido esse grande processo de migração", afirmou o purpurado durante a clausura do curso "Os jovens e a Igreja Católica: notas para uma pastoral juvenil hoje. JMJ" celebrado no contexto dos cursos do verão da Universidade Rei Juan Carlos em Aranjuez, Espanha.

Concretamente, sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 2011, o Cardeal indicou que "tudo está em marcha" e que sua preocupação é que quando chegarem a Madri os peregrinos encontrem seu lugar de acolhida para estar "logo e bem em casa".

Para esta acolhida, confiou em que os madrilenhos "mostrem o que são", quer dizer, "uma sociedade acolhedora que vive sua vocação de hospitalidade seguindo o estilo das raízes cristãs da cidade com amor ao que chega".

O Cardeal Rouco Varela afirmou que a igreja desperta a alma dos jovens e destacou que "não se pode negar" que essa relação inicial entre a Igreja e a juventude começou com o Papa João Paulo II. "É uma evidência", remarcou.

Este Papa chegou, assinalou o arcebispo, em um momento em que a juventude necessitava respostas, não tinha "uma educação de fundo" e estava "desorientada e sem referências", e convidou os jovens "com seu carisma personalíssimo" a "falar em plenitude de Cristo".

Conforme indicou Dom Rouco Varela, a história das JMJ supuseram uma "peregrinação à busca de Cristo" e teve frutos pois, segundo ele, delas nasceu "uma geração jovem que vive a fé e tem uma relação cordialísima com o Papa e a Igreja", assim como "novas realidades e movimentos".

Sobre as tarefas e novos caminhos depois da JMJ de Madri, destacou a evangelização, o reforço da pastoral vocacional, o reconhecimento das novas realidades eclesiásticas, e a família cristã que, conforme sublinhou, é "o maior fruto" das JMJ.

"Desejaria que ninguém saísse sem dizer que tem vocação de sacerdote, de consagrada ou que encontrou um namorado ou uma namorada com quem se casará", concluiu.

23 de jul. de 2011

HOMILIA DO DOMINGO 24/07/2011 e Cerco de Jericó Sacerdotal


CERCO DE JERICÓ SACERDOTAL E LAICAL

Que a Paz de Jesus e a Ternura de Maria estejam contigo!!!

Segue a homilia deste XVII Domingo do Tempo Comum, 24/07/2011, um belíssimo Evangelho, que nos convida a buscar o verdadeiro sentido da nossa vida, que nos convida a nos tornarmos ‘Procuradores de Deus’.



O Encontro com o Senhor não é um encontro de renúncias, mas de alegria. Quando nós o encontramos, encontramos o verdadeiro sentido da nossa vida: encontramos ‘o tesouro’! O nosso coração se enche de alegria, de amor, surge um novo sentido, e uma nova visão, não só da nossa vida e do que nos rodeia, mas de Deus mesmo, pois muitas vezes cremos mais em um Deus que é carrasco e castigador do que em um Deus amor... se quiser meditar mais vendo o vídeo comentário do Evangelho, clique:

Quero convocar a todos os Grupos, Pastorais, leigos e religiosos da Igreja a entrarem em combate contra a fumaça de satanás que assola a Igreja e quer a destruição da mesma, destruindo e tentando os seus sacerdotes. Esta é uma grande missão de oração e poder de Deus, suplicando a sua intervenção com braço forte, na nossa vida, em tudo o que esta travando o nosso caminho, na vida dos nossos sacerdotes, dos nossos diretores espirituais e confessores, contra satanás, e todas as suas legiões, potestades, dominações e assembleias malignas.... para saber mais clique: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2011/07/cerco-de-jerico-sacerdotal.html


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Depois de terem sido ab-rogados os cânones 1399 e 2319 do C.D.C., graças à intervenção do Papa Paulo VI em AAS 58 (1966) 1186, os escritos referentes a novas aparições, manifestações e milagres, etc., podem ser espalhados e lidos pelos fiéis, mesmo sem licença expressa (“imprimatur”) da autoridade eclesiástica, contanto que se observe a moral cristã.

Permaneçamos Unidos em Oração com Maria!
Um fraterno abraço em Cristo Jesus!

Pe. Mateus Maria, FMDJ
Prior do Mosteiro Menino Jesus

paniejezuufamtobie@terra.com.br 
Site oficial: www.mosteiroreginapacis.org.br 
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Panie Jezu Ufam Tobie!

Orações

Caríssimos,

Peço que incluam em suas orações a sobrinha de um casal amigo meu chamada Gabriellen, que está com um câncer no coração. A família já foi desenganada pelos médicos que disseram que no caso dela só um milagre. Oremos por este milagre, então.

Em Cristo,

Evelyn.

“Nossa Senhora do Crack” em rua da Cracolândia Paulista surpreende.

À frente de um fundo azul, a imagem de Virgem Maria feita de gesso tem adornos dourados. A escultura, que seria muito comum dentro de uma igreja, está numa espécie de altar instalado na região da cracolândia (centro). A nova santa da cidade é a “Nossa Senhora do Crack”.

A espécie de padroeira dos viciados foi montada ontem pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33, na rua Apa, em Santa Cecília.

Assim que a santa foi colocada, viciados pegaram seus cachimbos e começaram a usar a droga ali mesmo.

Obra do artista plástico Zarella Neto, que utiliza imagem de Nossa Senhora na rua Apa, na cracolândia, em SP
Se o fundador da doutrina comunista, o alemão Karl Marx, costumava reproduzir a frase “religião é o ópio do povo”, Neto juntou droga e fé no mesmo contexto artístico.

“Resolvi democratizar a santa. Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo”, disse Neto, que nasceu e cresceu no bairro.

A fachada de uma casa abandonada foi o ponto escolhido para a obra, bem em frente à calçada onde viciados se juntam todos os dias.

Para iluminar a inscrição dourada com o nome da santa, Neto puxou a energia elétrica do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.

Na tarde de ontem, moradores e trabalhadores da região paravam para olhar a obra. “Achei bonito, mas batizar a santa assim é um pecado”, afirmou o serralheiro Ednaldo da Silva, 30.

O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, elogiou a iniciativa e disse que não existe profanação na obra.

“Vi e fiquei comovido. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São humanos, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles e por nós também!”, disse Scherer.

Folha de São Paulo

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

Ex-funcionária de clínica de aborto rompe silêncio e abre a boca para defender a vida.

21 de julho de 2011 (LiveAction.org/Notícias Pró-Família) — Uma das armas mais poderosas no arsenal pró-vida é o testemunho autêntico daqueles que defenderam e ajudaram a fornecer abortos, e mais tarde viram a luz. Pessoas como o Dr. Bernard Nathanson, Carol Everett e Abby Johnson têm informações e discernimento que nos ajudarão a ganhar a guerra contra a indústria do aborto.
Jewels Green
Jewels Green, mãe de três filhos e natural da cidade de Allentown, na Pensilvânia, fez a corajosa decisão de finalmente abrir a boca para defender a vida. Em seu primeiro testemunho público, ela falou com Live Actionacerca de sua experiência de passar pelo sofrimento do aborto como adolescente e mais tarde passar vários anos trabalhando numa clínica de aborto.
Este é o testemunho dela:
Meu primeiro bebê faria 22 anos nesta semana.
Eu era uma adolescente de 17 anos, usando drogas e tendo já abandonado a escola secundária, mas quando a senhora do exame me disse que eu estava grávida, já me via como uma nova mãe.
Todos queriam que eu fizesse aborto… menos eu.
Eu realmente parei de usar drogas, fui a uma biblioteca e fiz uma busca minuciosa de um livro chamado “Under 18 and Pregnant” (Com Menos de 18 anos e Grávida) e comecei a lê-lo para me preparar. Agendei meu primeiro exame de saúde pré-natal. Meu namorado estava implacável. Estou deliberadamente omitindo os detalhes da violência, tanto real quanto ameaçada, mas finalmente cedi diante da insistência do meu namorado para não ter nosso bebê.
Em 4 de janeiro de 1989, ele me levou para a clínica de aborto, mas eu literalmente perdi toda esperança de salvar meu bebê.
Dois dias mais tarde, em 6 de janeiro de 1989, com 9 semanas e meia de gestação, fiz um aborto. Quase me matou. Não, não o procedimento cirúrgico, mas as consequências psicológicas. Tentei o suicídio três vezes depois do meu aborto e finalmente acabei numa repartição psiquiátrica para adolescentes num hospital comunitário durante um mês para me recuperar.
Fui pressionada a ter um aborto e achei que me tornando conselheira numa clínica de aborto, eu poderia ajudar outras mulheres como eu a realmente desabafarem seus sentimentos sobre a questão, verdadeiramente investigar suas opções e ajudá-las a fazerem decisões honestas e informadas — ou ajudá-las a deixar uma situação abusiva.
Trabalhei numa clínica de aborto durante cinco anos (desde a idade dos 18 até os 23) — não na mesma clínica onde fiz meu aborto. Comecei atendendo telefone, depois na recepção fazendo a inscrição das pacientes e aceitando pagamentos, então aprendi auxílio médico e ajudei no laboratório, pegava sinais vitais na sala de recuperação e lavava equipamentos na área de desinfecção. (Falarei mais disso depois.) Então, depois de dois anos trabalhando na clínica e começando a fazer faculdade como estudante de psicologia, fui treinada como conselheira.
A experiência de “aconselhamento” não era o que eu esperava. Praticamente todas as mulheres grávidas que chegavam à clínica para receberem “aconselhamentos de opções” já tinham feito sua decisão, mas apenas queriam examinar a clínica e ter respostas para suas perguntas e talvez obter alívio para seus temores. E a maioria das mulheres que chegavam sentia que não tinham nenhuma outra escolha. Poucas estavam realmente ambivalentes.
É nesse ponto que o movimento pró-aborto e as clínicas de aborto falham. Com certeza, tínhamos uma agendinha com os nomes e números de duas agências locais de adoção, mas nunca havíamos recebido treinamento ou instrução de como o processo de adoção funciona, de modo que pudéssemos explicar para as mulheres. Tínhamos o número de telefone da filial local da [agência federal de assistência às mães e seu bebês] WIC, assistência pública, etc., mas de novo, não sabíamos nada acerca do processo se uma mulher chegasse a perguntar sobre detalhes. Se uma mulher grávida quisesse saber mais sobre essas outras escolhas, o melhor que a “conselheira de opções” poderia oferecer era uma nota de recado com um número de telefone apressadamente rabiscado nele.
Durante meu tempo na clínica, eu era uma apoiadora ferrenha do direito de abortar, enquanto o tempo inteiro eu sabia no meu coração que o que eu estava fazendo era errado, que eu sentia falta do meu bebê e que eu desejava que as coisas pudessem ser diferentes para mim. Em retrospecto, posso ver que ao me cercar de pessoas que criam que era certo abortar bebês, eu estava esperando que algum dia eu ficaria em paz com o fato de que eu havia abortado meu bebê. Isso nunca aconteceu.
Participei duas vezes em Washington, D.C. da marcha a favor do direito de abortar. Fiz pressões políticas em Harrisburg (a capital da Pensilvânia). Eu havia me unido a David Gunn, Jr. para fazer pressões políticas no Congresso em favor de sanções mais fortes contra os ativistas antiaborto que incomodam mulheres grávidas, jogam bombas em clínicas de aborto, intimidam funcionários de clínicas e matam médicos (como o pai de David, o Dr. David Gunn, que foi morto por um “ativista” antiaborto) — mas mesmo então nunca concordei com gritos de guerra tais como “Aborto legalizado e sem apologia!” que se entoavam em tais reuniões. Era — e é — muito mais complicado do que isso.
Depois de me formar na faculdade com um diploma em psicologia, deixei meu emprego na clínica para trabalhar no turno da noite atendendo uma linha telefônica especial para adolescentes em crise durante um ano antes de me mudar para a cidade de Nova Iorque para estudar pós-graduação. Depois de obter mestrado em psicologia, mudei de volta para minha cidade natal e trabalhei em tempo parcial na clínica durante boa parte de minha próxima gravidez.
Lembro-me de que numa manhã de sábado (um dia importante para operações, quando mais de 20 abortos estavam agendados e pelo menos doze manifestantes estavam do lado de fora, em pé ao longo do longo acesso de entrada que levava ao estacionamento da clínica) quando eu estava com cerca de seis meses de gravidez, muito visível — uma gravidez muito mais avançada do que o limite de aborto de gravidezes de 16 semanas que a clínica permitia — quando uma manifestante gritou para mim: “Seu bebê ama você!”
Sorri para mim mesma. Quando entrei e comecei a ajudar a enfermeira a arrumar a sala de recuperação, eu contei a ela sobre isso, e ela ficou indignada e horrorizada. Mesmo então — como uma funcionária ativa na clínica — dizer a uma mulher grávida que seu bebê a ama não parecia como uma coisa desagradável de se dizer, ou mesmo de se gritar, para uma mulher obviamente grávida.
Contudo, minha identificação pessoal como pró-vida só ocorreu muitos anos mais tarde. Depois de finalmente me perdoar pelo aborto do meu primeiro bebê, tive condições de ver o mundo de modo diferente. Depois de dois casamentos fracassados, pude finalmente fazer um compromisso e meu marido e eu estamos casados há onze anos. Depois de dar a luz três meninos do sexo masculino e sentir a vida crescer dentro de mim e conhecendo o ardoroso e impressionante amor que uma mãe pode sentir por um filho, pude finalmente reconhecer que, sim, a vida começa na concepção.
Mas só foi quando por acaso assisti aos vídeos de YouTube de Abby Johnson e então li o livro dela, Unplanned (Não planejado), que pude dizer alto que eu sou pró-vida. Foi a história estupenda de Abby, e seu testemunho corajoso e honesto, que me ajudaram a me juntar publicamente às fileiras do movimento pró-vida.
E embora agora me considere pró-vida, eu simplesmente não consigo agir de acordo com os extremistas dentro das fileiras do movimento que muitas vezes agem sem serem repreendidos por muitos da liderança com voz ativa na postura pró-vida. Eu estava na recepção quando a clínica foi invadida em 22 de julho de 1992, que mais tarde apelidamos de “A Quarta-Feira do Inferno”. Seis pessoas invadiram a sala de espera com um grande instrumento de metal com múltiplos tubos ligados que todos presumimos era uma bomba, até que eles deslizaram os braços dentro do instrumento e começaram a cantar. Eles estavam na sala de espera “grudados” a essa coisa durante sete horas enquanto a polícia local e estadual e agentes do FBI tentavam negociar com eles e tirar deles o instrumento. Eles fizeram xixi no carpete. As funções diárias da clínica continuaram em outras partes do prédio.
Como resultado dessa invasão, nenhuma mulher mudou de ideia.
Eu estava trabalhando na recepção no dia em que duas clínicas de aborto da cidade de Boston foram atacadas por um pistoleiro antiaborto armado que feriu cinco pessoas e matou duas. O pistoleiro ficou foragido por muitas horas antes de ser preso. Boston está a cinco horas de onde eu trabalhava, e eu permaneci na recepção. (Meu tio, um sargento da polícia, insistiu em que eu vestisse um colete a prova de balas para trabalhar durante uma semana inteira depois desse acontecimento, e vesti.) Uma das ex-diretoras da clínica para quem eu trabalhava teve sua casa arrombada duas vezes, outra diretora rotineiramente vê manifestantes com piquetes em sua casa e teve a experiência de ser seguida do trabalho para casa por veículos estranhos em várias ocasiões. Tem de haver melhores maneiras de avançar a causa da vida.
Falando nisso: o aborto termina uma vida. Ponto final. Isso não está em questão, nem deveria estar. Essa é uma verdade fundamental. Trabalhei na sala de desinfecção onde os “produtos da concepção” (como tantos defensores do aborto — e conselheiros de clínicas de aborto — chamam o feto e a placenta) eram rearrumados e contados para garantir que “havíamos pegado todos os pedaços”. No caso dos abortos feitos no início de gravidez, isso significava fazer flutuar o conteúdo do jarro em água para visualizar a vilosidade coriônica. No caso de abortos feitos em gravidezes de 8 semanas e meia a 12 semanas, isso significava contar mãos e pés, certificando-se de que a espinha dorsal, as costelas e o crânio estavam presentes, onde você tem uma ideia do que era feito. No caso de abortos em que o tempo de gestação do feto estava em questão, especialmente se havia uma chance de surpresa, significando uma gravidez abortada além do limite legal da clínica de 14 semanas de UPM (a partir do último período menstrual), os pés eram medidos para se apurar a exata idade da gestação.
Trabalhar na sala da desinfecção nunca era fácil. Eu via meu filho perdido em todos os jarros contendo partes de bebês abortados. Certa noite depois de trabalhar na sala de desinfecção, meus pesadelos sobre bebês mortos eram tão horríveis, nojentos e intensos que tive uma reunião com a diretora da clínica para conversar sobre meus sentimentos.
Ela foi muito compreensiva, aberta e honesta, e dolorosamente franca quando me disse: “O que fazemos aqui é acabar com a vida. Pura e simplesmente. Não há como negar esse fato. Para trabalhar aqui, você precisa aceitar essa realidade”. Depois de alguns dias de revezamento na sala de desinfecção, senti que já estava acostumada com aquilo e, Deus me ajude, voltei.
Quando eu estava no quarto ano de trabalho na clínica eles receberam permissão para fazer abortos até 16 semanas de UPM, uma mulher deixou e duas funcionárias — inclusive eu — se recusaram a trabalhar nos casos de gravidez avançada. Minha chefa foi compreensiva e me agendou para trabalhar com pacientes ginecológicas não grávidas naqueles dias.
Para mim mesma, sei em meu coração que eu nunca destruiria uma gravidez — NUNCA — nem nunca trabalharia numa clínica de aborto de novo. Se alguém que amo estivesse enfrentando uma gravidez não planejada, eu faria tudo o que pudesse para ajudá-la a achar um jeito de permanecer grávida e dar uma chance a esse bebê — quer se tornando mãe ou oferecendo o bebê para adoção.
Há um número muito grande de vidas inocentes sendo exterminadas em nosso país antes de terem a oportunidade de dar seu primeiro fôlego, e como nação deveríamos agir melhor. Precisamos agir melhor. Precisamos fornecer reais recursos para mães grávidas que estão enfrentando uma gravidez não planejada. As mulheres e os bebês de nosso país merecem coisas melhores. Afinal, às vezes as melhores coisas na vida não são planejadas.
Para o meu bebê que nunca nasceu: feliz dia de aniversário que você nunca teve. Sinto falta de você todos os dias. Com amor e lágrimas, mamãe.
Publicado com a permissão de Live Action blog
Fonte: Julio Severo

Roqueiro convertido, ex Metalicca e atual Megadeath, responde se o Rock “é do Diabo”.


Quando um roqueiro se converte realmente é estranho, afinal a imagem de um evangélico e de um fã de heavy metal são bem diferentes, mas não é o caso de Dave Mustaine líder da banda de trash metal Megadeath.

Mustaine sempre teve uma vida ligada a bebidas e drogas, foi tão dedicado a isso que foi expulso da banda que fundou, o Metallica, porque não aguentaram mais o músico quando não estava sóbrio, e ele simplesmente não ficava sóbrio.

Hoje a vida de Dave mudou, convertido evangélico mudou as letras de suas músicas e muitas de suas atitudes, por isso participou do documentário “Primetime Nighline: Beyond Belief, Batle With The Devil”, uma série de reportagens sobre exorcismo e demônios que está sendo exibida na rede ABC. Na entrevista ele diz acreditar na existência do demônio: “A maior mentira que ele já contou foi que não existe. E você vê as pessoas achando que ele é vermelho, com cara de bode e rabudo, mas não. Ele é belo, como um anjo. Por que iria querer parecer um monstro? Ele pode ser igual a você. Poderia estar aqui, nesse momento. E nem saberíamos. É assustador”, afirma.

Dave foi ponderado quando perguntado se o heavy metal é coisa do diabo, segundo ele “em alguns casos é. Mas não em todos. Há bandas que acreditam em Deus e o glorificam. Oram todas as noites antes de entrar no palco”, mas vê relação entre a magia negra e a bebida: “Nem sempre que bebi estava envolvido com isso. Mas sempre que estive envolvido, estava bebendo. Então, definitivamente, há uma relação”, acredita.

O vocalista também falou sobre sua vida antes de se converter, segundo ele a “mãe era Testemunha de Jeová e me criou nessa fé. Acabei me envolvendo com bruxaria por odiar ficar batendo nas portas das casas dos outros”, disse. Ele revela também que ainda quando criança fez magia negra contra duas pessoas, uma era um garoto que praticava bullying contra ele e “sofreu um acidente de carro e algo aconteceu com parte de seu corpo”, a outra pessoa era uma garota cobiçada pelos seus colegas, “todos a desejavam, mas era fora da minha realidade. Fiz [a magia] e, no outro dia ela, estava em meu apartamento”, e com veemência completa: “Por isso acredito no lado negro. Muitos pensam que não é real, mas funciona”, afirma.

Em seu testemunho Dave Mustaine afirma ter feito “pactos de sangue. Isso foi antes de descobrirmos sobre a AIDS. Cortávamos dedos e juntávamos, nos tornando irmãos de sangue”, mas ressalta: “Não quero mais estabelecer uma comunhão espiritual e misturar minha vida com alguém que não conheço direito. A Bíblia diz que sangue é vida” e finaliza, “acho que sou mais perigoso agora que me tornei um cristão, pois estou armado com a verdade”, diz Dave Mustaine.

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

22 de jul. de 2011

Lula chama de “bobagem” declaração de Jesus.


O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva interpretou, nesta quinta-feira, uma famosa passagem bíblica onde Jesus diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Em Salvador, ele disse que é “bobagem” o que o Novo Testamento apregoa sobre a promessa de que o reino dos céus é para os pobres. Ele discursou de manhã para uma plateia formada em sua maioria por pequenos agricultores.
— Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu . O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno — discursou Lula, para delírio das cerca de mil pessoas que lotavam o auditório de um hotel de Salvador.
Pouco antes de falar, recebeu de presente uma garrafa de cachaça. Como se ainda estivesse ocupando a cadeira de presidente da República, Lula fez um balanço de suas realizações.
Adaptado de O Globo.

Fonte: Julio Severo

Padres preferirão ir para a cadeia a violar o segredo de confissão.


O segredo de confissão significa que eles não podem revelar irregularidades.

Por CATHY HAYES, Escritora da Equipe Central Irlandesa – Tradução: Fratres in Unum.com – Um membro fundador da Associação de Padres Católicos disse que ele preferiria cumprir pena na prisão a violar o segredo de confissão.

Na esteira do relatório Cloyne, o governo irlandês afirmou que os padres que deixarem de informar às autoridades competentes abusos infantis que lhes forem revelados durante a confissão poderão encarar até cinco anos de prisão.

Escrevendo em sua coluna no Western People, o Padre Brendan Hoban disse que o segredo de confissão ultrapassa “qualquer forma de confidencialidade ou sigilo profissional”.

“Os padres não apenas consideram como um dever absoluto não revelar qualquer coisa que souberem dos penitentes no confessionário, mas sabem também que se revelarem qualquer coisa que souberem durante a confissão para qualquer pessoa, mesmo sob ameaça de sua própria morte ou de terceiros, eles são automaticamente excomungados.”

O Direito Canônico afirma: “Seja deposto o padre que ousar tornar público os pecados de seu penitente.”

Sob o segredo de confissão os padres não podem revelar nada do que ouvirem de seus penitentes. O padre Hoban disse que o máximo que os padres podem fazer é encorajar a pessoa a se entregar às autoridades.

“Não podemos direta ou indiretamente revelar o assunto a quaisquer pessoas, autoridades civis ou seja lá quem for”, disse.

Ele menciona o filme de Alfred Hitchcock “Eu confesso” em que um assassino confessa um assassinato a um padre. Mais tarde o próprio sacerdote é acusado de assassinato, mas não pode dizer a verdade, uma vez que isso violaria o segredo de confissão.

“Isso é uma medida da vulnerabilidade da Igreja Católica, pois parte do pacote de medidas que estão sendo contempladas pelas autoridades civis efetivamente equivalem a uma rejeição da proteção legal ao que sempre foi considerado como um sagrado sigilo de Confissão”, conclui.

Fonte: http://fratresinunum.com/

21 de jul. de 2011

A "reforma da reforma litúrgica" nas ousadas palavras de Pe.Paulo Ricardo e Pe.Demétrio.


Padre Paulo Ricardo e Padre Demétrio nesta quinta-feira presenteou a Igreja com pregações extraordinárias a respeito da "reforma da reforma litúrgica". Fidelíssimos ao Santo Padre Papa Bento XVI os dois sacerdotes expuseram com clareza as moções do Papa para a vida litúrgica da Igreja.
Enquanto não temos as palestras na íntegra, nada melhor do que acompanhar alguns trechos,vejam:



Salve Maria!

Costa do Marfim: Dois irmãos cristãos foram crucificados por militantes muçulmanos.


No dia 29 de maio, milicianos leais ao presidente Outtara, que possui o apoio da ONU, torturaram e crucificaram dois irmãos Cristãos. O atual líder do país continua a repressão contra os partidários do ex-presidente Cristão Laurent Gbagbo.

Conforme informa o Barnabas Fund, os irmãos Raphael Aka Kouame e Kouassi Privat Kacou, foram brutalmentes espancados e torturadose depois cruelmente crucificados. Rapahel morreu devido aos graves ferimentos, mas Kouassi milagrosamente sobreviveu. Em suas mãos e pés agora estão as marcas dos pregos de aço.

Os dois irmãos camponeses foram falsamente acusados de esconderem armas na pequena cidade de Binkro onde trabalhavam como agricultores. A cidade é constantemente atacada pelos homens de Outtara que estão a procura do prefeito Koko Djei que peretence ao mesmo partido do ex-presidente Gbagbo. Os irmãos alegaram inocência, mas foram ignorados. Após os atos de crueldade os milicanos vasculharam a cidade, mas nada encontraram.

Esta é apenas uma das inúmeras crueldades que estão sendo cometidas pelas tropas do presidente Outtara que possui o apoio da maioria muçulmana. A minoria cristã passou a ser alvos de ataques por apoiarem o ex-presidente Laurent Gbagbo.

Dom Henrique soares : A Ressurreição, mito ou realidade?


A Ressurreição é o centro da fé cristã: o cristianismo mantém-se de pé ou desmorona completamente sobre este evento, já que a Ressurreição de Jesus crucificado é o ato decisivo que não somente revelou em toda a sua profundidade o mistério de Jesus de Nazaré como Messias e Filho de Deus e, de modo definitivo e insuperável, o Deus tripessoal, mas também inaugurou a conclusão da história e a plenitude de nossa salvação.

Diante deste ponto crítico, deste evento único, que escapa à nossa experiência, o homem se vê desafiado a fazer uma opção que decidirá toda a sua existência e seu modo de compreender-se a si e ao mundo: “Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa esperança, vazia também é a vossa fé” (1Cor 15,14). Esta afirmação do Apóstolo é absoluta, definitiva, sem apelo! Do ponto de vista da credibilidade de Jesus – ele é o Messias, ou apenas mais um iludido, como tantos na história? –, a Ressurreição constitui o sinal central dirigido por Deus ao homem para levá-lo ao reconhecimento e à proclamação da filiação divina de Jesus. No entanto, é necessário deixar claro que tal sinal deve ser acolhido na fé; se há sinais de credibilidade que fundamentam a fé na Ressurreição, por outro lado, não há uma “prova” irrefutável que destruiria qualquer dúvida sobre a pessoa de Cristo. E aqui é necessário dizer: esta relação claro-escuro, esta dialética de sinais que indicam e falta de provas que definam de modo irrefutável faz parte da estrutura da fé. Pense o meu Leitor: se a fé se fundamentasse numa evidência incontestável, já não seria mais fé nem deixaria espaço para o salto da liberdade; por outro lado, se não houvesse sinais de credibilidade em que o crente se apoiasse no seu ato de fé, então a fé seria superstição, seria arbitrariedade absurda, indigna do homem, com sua inteligência e liberdade dadas por Deus!

O racionalismo e os teólogos por ele influenciados negaram a objetividade da Ressurreição. Eis algumas de suas teorias, bem arbitrárias e gratuitas, motivadas pelo preconceito racionalista (que deseja enquadrar toda a realidade na gaiola da medida da razão humana) e imanentista (que de modo gratuito e arbitrário exclui toda ação de Deus no mundo):

(1) Jesus não morrera na cruz; fora retirado dela ainda com vida, sepultado e reavivado no sepulcro e dele retirado. Foi assim que apareceu aos seus discípulos. O Novo Testamento, porém, não tem nenhuma informação que apóie tal teoria. Ao contrário, afirma claramente que Jesus morreu realmente (cf. 1Cor 15,3b-5). Outras fontes, não-cristãs, confirmam esta realidade: Flávio Josefo, nas Antiguidades 18,63s, Tácito, historiador romano, em seus Anais 15,44 e até uma obscura passagem do Talmud babilônio afirma que Jesus foi apedrejado na véspera da Páscoa. Não há nenhuma entre os judeus que dê base a esta teoria. Além do mais, como poderia um semi-morto aparecer cheio de glória?

(2) A Ressurreição de Jesus seria plágio dos mitos de deuses que morrem e ressuscitam, como Dionísio, Ísis, Osíris e o culto a Adônis. Tal paralelismo não tem o menor sentido. Os deuses mitológicos em geral seguem o ciclo das estações; no caso de Adônis, seu mito em nada tem o significado da Ressurreição de Jesus: Adônis fora morto enquanto caçava um javali; cada ano permitia-se que subisse dos abismos e, por seis meses, procurasse sua amante. Nenhum devoto desse deus afirmou jamais que ele morreu por amor pela humanidade e que ressuscitou por nós e por nossa salvação! Seu retorno era o mito cíclico da vegetação, um assunto anual da natureza, não uma Ressurreição final de uma vez por todas entre os mortos.

(3) A Ressurreição de Jesus reduzir-se-ia a uma mudança na percepção e na vida dos discípulos, sem nenhuma transformação real em Jesus: ele ressuscitara no coração de seus discípulos que o amaram e o sentiram próximo. Ele ressuscita de novo, a cada dia, nos corações de todos os homens. Então, o que aconteceu após a crucificação seria somente a descoberta, por parte dos discípulos, do sentido, do significado de Jesus. Ora, não é nesta direção que os documentos do Novo Testamento apontam! Eles testemunham todo o tempo que o Pai ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos (cf. Gl 1,1).

(4) O desastre da crucifixão causou tal impacto nos discípulos, que provocou neles alucinações. Já Celso, no século II, defendia tal teoria. Tratar-se-iam, então, de visões simplesmente subjetivas. Ora, tal teoria não se sustenta: primeiro, os discípulos não creram logo nas aparições (cf. Mt 28,17; Lc 24,36s; Jo 20,24s); também o fato de que Jesus não era logo reconhecido pelos que o viram atesta contra a idéia de alucinação; além do mais, as aparições realizavam-se nas situações mais corriqueiras da vida. Falar, portanto, em alucinações, é gratuito!

(5) Os apóstolos fraudaram, pura e simplesmente, roubando o corpo e inventando a idéia de Ressurreição. Isto contraria totalmente o que sabemos dos apóstolos: eles não eram desonestos, não eram espertos e corajosos, estavam desalentados e confusos, eles não morreria para testemunhar uma fraude! Interessante também observar o cuidado das comunidades cristãs em preservar os textos intactos, apesar das discrepâncias em suas narrativas. Este dado revela o respeito dos primeiros cristãos por suas fontes: não eram nem visionários, nem exaltados, nem fraudadores!

Vejamos, agora, algumas reflexões sobre a credibilidade da Ressurreição.

(1) Fato histórico incontrastável é a brusca e inexplicável mudança de atitude e comportamento dos discípulos. Durante todo o ministério de Jesus, muitíssimas vezes os evangelhos dão testemunho da lentidão e da dificuldade dos Doze em compreender Jesus (cf. Mc 8,14-22; 8,31-33; 10,32-45); um dos Doze o traiu, os outros apóstolos não lhe foram solidários e até fugiram (cf. Mt 26,36-56), seu líder negou Jesus (cf. Mc 14,66-72). Tudo isto é historicamente irrefutável. O moral do grupo após a sexta-feira era o pior possível; ninguém esperava uma ressurreição de Jesus (cf. Lc 24,21-24). Ora, logo após, os apóstolos mudaram completamente de atitude, de ânimo, de vida! Passaram da depressão ao ânimo, da estupefação ao testemunho, da dispersão à comunhão em torno dos Doze. Resta a pergunta insistente: o que houve? Uma fraude poderia causar tal transformação? Certamente, não! Então, uma alucinação?

(2) Os relatos dos evangelhos também não dão margem a uma teoria de alucinação. Note-se que as manifestações do Ressuscitado dão-se no cotidiano, quando os apóstolos não esperavam e não estavam em estado de excitação místico-religiosa. Também é importante o fato de não reconhecerem logo a Jesus (cf. Lc 24,16; Jo 21,4) e mais importante ainda é a surpreendente informação que muitos duvidaram (cf. Mt 28,16; Mc 16,9-14; Jo 20,24-29). É impressionante a insistência dessa dúvida!

(3) Há discrepâncias nos relatos evangélicos. A Igreja não as harmonizou, num claríssimo sinal de respeito às fontes. Não são lendas ou frutos de imaginações excitadas! Também apontam para a historicidade (a) o fato de Jesus confiar o anúncio da Ressurreição a mulheres, (b) o fato de não ser reconhecido imediatamente e (c) o fato da incredulidade dos discípulos. Nada disso apareceria num texto fraudulento, pois deporia contra a veracidade da Ressurreição!

(4) É digno de nota também que o túmulo vazio nunca foi contestado pelos judeus ou pelos romanos. Se é exato que tal fato não garante nem prova o feto da Ressurreição, também é verdadeiro que deixa uma pergunta não respondida: onde está o corpo de Jesus? O que lhe aconteceu? Os discípulos respondem, decididos: “Ele ressuscitou! Nós o vimos!” Note-se que os cristãos nunca usaram o sepulcro vazio como argumento ou prova em favor da Ressurreição; foram os encontros com o Ressuscitado que primeiramente fundamentaram a fé na ressurreição. O sepulcro vazio apenas confirmou o fato! Ele fecha a porta para interpretar as manifestações como alucinações ou para uma interpretação “espiritualizada” da Ressurreição de Jesus!

(5) É impressionante também a concordância da Ressurreição com a fé de Israel. Se é verdade que ninguém em Israel esperava uma ressurreição antes do fim dos tempos – e neste sentido a Ressurreição de Jesus é algo absolutamente original e revolucionário -, não é menos verdadeiro que o Senhor Deus é sempre apresentado como o Deus da vida, da justiça, do poder e da fidelidade, de modo que conheciam o Deus de Israel, revelado nos textos sagrados, estavam preparados para compreender a Ressurreição de Jesus como ação culminante desse Deus! Aquele que foi obediente e fiel até a morte, não foi abandonado pelo Senhor Deus que, “segundo as Escrituras” o ressuscitou em sua fidelidade!

(6) É interessante também o quanto a Ressurreição de Jesus dá uma chave potente e coerente para tudo quanto aconteceu na história de Israel e do próprio Jesus de Nazaré, sugerindo realmente a veracidade de tal evento! A própria fé cristã somente pode explicar-se e articular-se à luz da Ressurreição: sem ela todo o edifício teológico cai e o próprio Antigo Testamento fica sem um final e sem sentido pleno...

(7) Não menos digno de nota é o testemunho dos discípulos: eles nunca falaram de aparições interiores nem de um cadáver reanimado; falaram de um Jesus totalmente transformado e glorioso! Ora, crer neste testemunho é aceitar a palavra de pessoas que se encontraram com Jesus ressuscitado através de um tipo especial de experiência exclusiva deles. Desde Orígenes e dos Padres da Igreja, chama-se atenção para a coerência dos apóstolos e sua vida heróica, exatamente por causa de sua experiência com o Ressuscitado.

Pode-se concluir esta apresentação com o raciocínio lúcido de São Tomás de Aquino: Nenhuma razão particular, em si mesma, pode provar a Ressurreição: os argumentos individuais tomados em si mesmos não são prova suficiente da Ressurreição de Cristo, porém tomados em conjunto, de um modo cumulativo, manifestam-na de um modo perfeito. A Ressurreição, por um lado, exige sempre o salto da fé; por outro lado, uma fé esclarecida e racionalmente justificável. Por quanto sejam louváveis, os seguintes versos fideístas não são suficientes para uma adesão humanamente responsável: “Vive, vive Jesus Cristo vive hoje:/ Passeia comigo e me fala/ Ao largo do estreito caminho da vida./ Vive, vive para nos salvar;/ tu me perguntas como sei que vive.../ Vive dentro do meu coração!” Se Jesus vive simplesmente porque vive no meu coração, então eu o ressuscito e não ele a mim; eu o salvo da morte e do esquecimento do nada e não ele a mim!

É muito mais lúcida, humana, responsável, madura e católica a observação de Tomás de Aquino: Não devemos crer se não tivermos razões para crer!


Fonte: http://costa_hs.blog.uol.com.br/index.html


Porque a “ditadura do relativismo” é hostil à verdade da fé cristã?


Átila Amaral Brilhante

Durante a missa celebrada no início do último conclave, o então cardeal Joseph
Ratzinger pronunciou uma homilia centrada na preocupação de conclamar os presentes
– em especial os membros do colégio cardinalício – a buscarem uma fé madura, a
qual, segundo ele, pressupõe uma profunda amizade com Nosso Senhor Jesus Cristo
e implica uma postura de resistência ao que denominou de ‘ditadura do relativismo’,
isto é, resistência à preponderância de uma mentalidade que não reconhece referências
objetivas de aferição da moralidade e adota o ‘eu’ e seus apetites como critérios
supremos.

Os ecos da homilia do cardeal Joseph Ratzinger perpassaram a cobertura dada pela
imprensa ao conclave e suscitaram reações as mais diversas nos meios católicos e fora
deles. Prevaleceu, contudo, nos círculos intelectuais do ocidente, a percepção de que o
então decano do colégio cardinalício cometera erro gravíssimo ao ver na ‘ditadura do
relativismo’ uma ameaça ao mundo contemporâneo, quando o fundamentalismo é que
deveria ser objeto de suas preocupações.
Alguns dos críticos do cardeal defenderam
mesmo que, à medida que invalida as certezas que dão lastro à postura fundamentalista,
o relativismo favorece a convivência democrática, o que torna sem sentido a própria
expressão ‘ditadura do relativismo’.

Subjazem ao debate acerca da ‘ditadura do relativismo’ visões muito diferentes
acerca do grau de influência que a fé e a moral cristã devem ter na vida das sociedades.
O relativismo cultural ocidental fomenta um tipo de mentalidade que é, em grande
medida, refratária ao anúncio cristão e representa um complexo desafio a qualquer
esforço de evangelização, mesmo em países com longa tradição cristã; enquanto, em
parte da Ásia e da África, a difusão do cristianismo é obstaculizada por governos e
grupos religiosos intolerantes que, na prática, ignoram a liberdade de culto, dificultam
a recepção de missionários e, quando não fomentam, ficam omissos diante de ações
persecutórias praticadas contra os cristãos.
A luta contra a ‘ditadura do relativismo’ faz
parte de um esforço de preservação do legado cultural do cristianismo em sociedades
cujas instituições sociais cada vez mais dele se distanciam.
A partir do século XV, desencadeou-se um amplo e complexo processo de
modificação das instituições políticas, educacionais, econômicas e religiosas da Europa,
o qual criou condições para a formulação teórica e, posteriormente, para a expressão
social do ‘indivíduo’ como um soberano ‘choice-maker’ que, livre das amarras
das tradições, determina a sua vida com base em critérios por ele mesmo forjados.
Já no século dezenove, Tocqueville percebeu que, solitário diante de um estado
crescentemente concentrador de poder, tal indivíduo poderia facilmente converter-se em
vítima de experiências coletivistas. Nada impediu, entretanto, que o soberano ‘fazedor-
de-escolhas’, que se compreende como medida de todas as coisas, passasse a ser a
principal referência de conduta para a maioria dos ocidentais da contemporaneidade,
o que só foi possível com a entronização da visão de que a moralidade é o reino das
preferências e dos sentimentos. Em razão disso, o ilustrado ‘fazedor-de-escolhas’
tende a colocar a satisfação dos seus apetites acima dos grandes ideais – sejam eles
terrenos ou sobrenaturais, pois a busca destes pressupõe um espírito de auto-sacrifício
e persistência que ele simplesmente não tem. Agitado por ventos que sopram em todas
as direções, ele não sabe exatamente para onde seguir, mas espera da família, quando
a tem; de Deus, quando crê e da sociedade, quando a leva em consideração, tudo o que
possa satisfazer as suas preferências.

Uma cultura edificada sobre o primado dos sentimentos tende a favorecer o culto
da novidade e ser hostil a todas as práticas e instituições que representem algum tipo de
entrave à busca desenfreada de satisfação das demandas dos indivíduos. É no contexto
de tal hostilidade que se situam as declarações do hoje Papa Bento XVI.
O avanço do
relativismo moral implica a remoção do que resta de influência cristã nas legislações e
nas práticas sociais do Ocidente, o qual, distanciado do legado cristão e da
espiritualidade a ele associada, caminha para desintegração por força de uma radical
falta de coesão interna e de fortes pressões externas. Esta afirmação não traduz uma
rejeição à democracia, mas expressa a compreensão de que o relativismo moral do
Ocidente prenuncia um niilismo cultural capaz de inviabilizar os consensos mais
básicos, sem os quais sociedade alguma mantém as suas conquistas.
São Bento de
Núrsia e os monges que o seguiram contribuíram sobremaneira para, depois da
derrocada do império romano do Ocidente, preservar o legado do mundo clássico,
evangelizar os bárbaros e fomentar o interesse pela cultura no mundo cristão. Mas
enquanto São Bento trabalhou sobre os escombros de um império derrotado, o Papa
Bento XVI se esforça para evitar precisamente a derrocada de um Ocidente que insiste
em renegar a herança histórica sobre a qual edificou a sua grandeza. Assim, a
preocupação do atual Papa com a ‘ditadura do relativismo’ manifesta, a um só tempo,
um cuidado para com a salvação das almas e uma inquietação com o estado do mundo
atual.