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16 de mar de 2010

Aborto é verdadeiro ato de terrorismo de Estado, diz líder pro-vida argentino












16.03.2010 - Buenos Aires.- Ante o recente caso de aborto do bebê de 18 meses de gestação de uma jovem de 15 anos na província de Chubut (Argentina), o presidente da ONG Pró-vida, Roberto Castellano, denunciou que o desaparecimento de bebês concebidos “mediante a prática do aborto” constitui “verdadeiros atos de terrorismo de Estado”.
Depois de recordar que apesar de que “nosso país, ao incorporar à sua Constituição a Convenção dos Direitos da Criança aprovado pela Lei Nº 23.849, se obrigue a proteger a vida de toda criança, sem exceção, desde seu início na concepção”, Castellano assinalou que “existem funcionários, juízes e legisladores que não consideram pessoas os bebês humanos e propugnam como um ‘direito’ seu desaparecimento forçado mediante a prática do aborto”.
“Não falamos da lei divina ‘Não matarás’, falamos de funcionários do Estado que nem sequer cumprem a Constituição que juraram ou as leis que estão vigentes e promovem, quando não celebram, o extermínio ou desaparecimento forçado de bebês humanos em verdadeiros atos de Terrorismo de Estado”, sublinhou.
Do mesmo modo, o presidente da ONG Pró-vida advertiu que “esta é a lei positiva, humana, que no caso recente de Chubut, nem o Superior Tribunal, nem o governador Neves, nem o Conselho Nacional da Mulher, nem o Ministério de Saúde da Nação ou a Secretária de Direitos humanos respeitaram”.
Entretanto, adicionou, “já existem juízes valentes que não se dobram ante a pressão política ou das famílias que desistem e repudiam o aborto como ‘solução’ como no caso recente da menor de 15 anos, vizinha de Santiago del Estero, que escutou a mensagem da vida, repudiou os novos Herodes e decidiu continuar com sua gestação e entregar em adoção sua criatura a um matrimônio que o esta esperando com os braços cheios de amor”.
Fonte: ACI

DEFESA DA VIDA E DA FAMÍLIA, NO CENTRO DAS ELEIÇÕES NA ITÁLIA


Movimento pela vida faz um apelo aos candidatos nestas eleições

Por Antonio Gaspari 
ROMA, terça-feira, 16 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Movimento italiano pela Vida (MpV) fez um apelo a todos os candidatos a governador e a todos os conselheiros das 13 regiões onde serão realizadas as eleições nos dias 28 e 29 de março, para que a defesa da vida e da família seja objeto dos programas eleitorais e da aplicação de políticas para o bem comum.
Em particular, pede reconhecimento à vida desde a concepção até a morte natural e a reforma dos conselhos familiares, para que seu papel vá além de uma mera assinatura de autorização do aborto, em alguns casos.
O apelo foi dirigido aos candidatos de todas as listas. O MpV se comprometeu com os mesmos candidatos e especialmente com os eleitores a contabilizar os que aderirem ao apelo.
“A razão decisiva para não aderir ao aborto é, no geral, contra a destruição de seres humanos no estado embrionário - começa a mensagem do MpV. É que se trata de “seres humanos”, necessariamente, de “sujeitos”, de “pessoas” particularmente frágeis e pobres e devem ser tratadas como tal.
“Por isso – continua – a tutela do direito à vida desde a concepção é uma questão também política. O modo central é primário, porque o fundamento do Estado e da comunidade internacional é a proteção e a promoção da dignidade de cada ser humano”.
O apelo do MpV explica que “não foi fácil proclamar na declaração de independência americana de 1776 e na declaração francesa de 89 que todos os seres humanos são livres e iguais”, assim como “não foi fácil superar o apartheid dos negros. Também, atualmente, nem sempre é fácil alcançar a proclamada igualdade das mulheres e dos homens e também dos imigrantes”.
Segundo o MpV, “houve um problema ético e cultural, também político”, e “só a política pode formalmente consagrar a igualdade na lei. Assim foi, assim deve ser hoje. A proclamação de um princípio não é um gesto inútil. É o pressuposto necessário de um caminho consequente”.
O MpV recorda que “na vigília das últimas eleições políticas a proposta de uma moratória do aborto paralela à moratória da pena de morte tentava promover uma integração da declaração universal dos direitos do homem, agregando que o direito à vida é reconhecido desde a concepção”.
Assim, milhares de pessoas aderiram, muitos parlamentares de diferentes partes, “mas – afirma o texto – não é racional pedir aos outros o que podemos fazer em nossa casa: a Europa. Na Itália, e nas regiões”.
Nas regiões, há um estatuto modificador, integrador e, portanto, o Movimento pela Vida pede aos chefes dos partidos, aspirantes ao governo e a todos os candidatos que “assumam o compromisso de fazer todo o possível para inscrever nos estatutos regionais o reconhecimento do direito à vida de cada ser desde a concepção”.
Depois de ter se referido também ao Manifesto apresentado pelo Fórum das Associações familiares, o MpV acrescentou um segundo pedido, “a restruturação dos conselhos familiares, para colocá-los em suas funções essenciais: ser instrumentos de forma límpida e única, obviamente protegendo o direito à vida das crianças, não contra, mas com as mães”.
“As próximas eleições regionais podem ser uma ocasião para inserir as regiões na grande política”, conclui.

MENSAGENS PERIGOSAS PARA A JUVENTUDE


Um relatório pede para sair em sua defesa

Por padre John Flynn, L.C.
ROMA, terça-feira, 16 de março de 2010 (ZENIT.org).- As imagens sexuais e as mensagens da mídia incentivando um comportamento promíscuo são uma ameaça para os jovens, afirma um relatório publicado pelo Ministério do Interior do Reino Unido.
O Ministério encarregou uma psicóloga independente, Dr. Linda Papadopoulos, de examinar o impacto de uma cultura invadida pelo sexo, no contexto dos esforços do governo britânico para reduzir a violência contra as mulheres.
“Mudar as atitudes irá levar muito tempo, mas isso é essencial, se quisermos deter a violência contra as mulheres e meninas”, comentou o Ministro do Interior, Alan Johnson, em comunicado de imprensa, dia 26 de fevereiro.
Tanto o governo do Partido Trabalhista como a oposição do Partido Conservador estão preocupados com o impacto da cultura contemporânea sobre os jovens. Antes da publicação do relatório, o líder dos conservadores, David Cameron, disse que estava a favor de restringir a publicidade irresponsável dirigida às crianças, relatou a BBC dia 26 de fevereiro.
No mesmo relatório - chamado “Sexualization of Young People: Review” (Sexualização dos jovens: Revisão) - Papadopoulos explicava que sua pesquisa formava parte de uma consulta que busca aumentar a consciência sobre o problema da violência contra as mulheres. Investigava em particular a questão para saber se há uma ligação entre a sexualização da cultura e a violência.
“As mulheres são veneradas - e recompensadas - por seus atributos físicos, e tanto as meninas como os meninos são pressionados a imitar esteriótipos dos respectivos gêneros desde cada vez mais novos”, comentava o relatório.
O relatório definia a sexualização como “imposição da sexualidade adulta às crianças e jovens antes que estas sejam capazes de lidar com isso, mental, emocional e fisicamente”.
Crianças como adultos, adultos como crianças
O uso de imagens sexuais na mídia não é precisamente um fenômeno recente. Não tão distante, nos últimos anos, houve um aumento de seu volume sem precedentes. Além disso, os meninos são apresentados cada vez mais como se fossem adultos, enquanto que as meninas são infantilizadas”.
“Isso mistura as linhas entre maturidade e imaturidade sexual e, na prática, legitima a noção de que as crianças podem ser tratadas como objetos sexuais”, afirmava o texto.
Ao tratar de crianças, uma das preocupações destacadas no relatório é que, em idade jovem, as capacidades cognitivas necessárias para fazer frente a essas imagens persuasivas da mídia não se desenvolveram. Junto com essa falta de capacidade para lidar com tais imagens, a capacidade de difusão de uma cultura sexualizada como resultado de que as crianças estejam frequentemente expostas à materiais que não são apropriados para sua idade.
O relatório observava que um dos temas dominantes nos programas populares é que as meninas devem se apresentar como sexualmente desejáveis, se quiserem ser populares entre os meninos. Isso está presente até mesmo para crianças mais novas, que são incentivadas a se vestir de forma que chamem atenção por seus atributos sexuais ainda que não possuam.
Muitas bonecas, por exemplo, são apresentadas de uma forma notoriamente sexualizada. Objetos como caixas de lápis e outros artigos de escola para crianças ostentam logotipo da Playboy. Roupa íntima com enchimento é comercializada e vendida para crianças até os oito anos.
E assim, a mensagem predominante para os meninos é que devem ser sexualmente dominantes e tratar o corpo feminino como objeto.
Televisão, filmes, músicas, junto com os meios impressos, todos apresentam aos jovens essa mensagem em excesso sexualizadora, observou o realatório.
Transtorno adolescente
Posto que as crianças recebem contínuos apelos a se adequar a tais imagens, um dos resultados que pode ocorrer é o descontentamento com o próprio corpo e uma baixa auto-estima que, por sua vez, pode provocar depressão e transtornos alimentares. Junto a esses transtornos como a anorexia, as mulheres jovens recorrem em grande parte à cirurgia plástica, sob pressão de se transformar em uma imagem idealizada.
As crianças e adolescentes também se encontram na mídia com uma grande quantidade de conteúdo que é explicitamente sexual ou pornográfico, acrescentou Papadopoulos. A facilidade do acesso à internet, junto com o material enviado por correio eletrônico e os telefones celulares, resulta na difícil restrição desses conteúdos aos pequenos.
De fato, observou o relatório, a indústria do sexo está liberada e se tornou parte da cultura cotidiana. Os anúncios publicitários viraram rotina na televisão, com conteúdo de casas noturnas, salas de bate-papo e canais de sexo na tv.
“O fato de que as celebridades são habitualmente apresentadas como realizadas e cobiçadas por sua atração sexual e sua aparência - com pouca referência à sua inteligência ou às suas capacidades - lança uma poderosa mensagem para as jovens sobre que é o que vale a pena, e é o que elas devem ter como objetivo”, disse o relatório.
Os pesquisadores comprovaram, ao examinar o conteúdo das páginas da web dos jovens, que muitos adolescentes colocam imagens sexualmente explícitas de si próprios, e entre seus amigos a linguagem depreciativa e humilhante é comum, afirma o relatório.
A sexualização das meninas também está contribuindo com um mercado de imagens de abusos pedófilos, relatava o estudo. Muitas meninas jovens se apresentam de forma provocativa e abertamente sexual para a visualização de outros jovens através de redes sociais ou por celulares.
“Os próprios jovens estão produzindo e trocando o que não é nada mais que ‘pornografia infantil’ - um fato confirmado pelo crescente número de adolescentes que estão sendo condenados pela posse desse material”, comentava o estudo.
Sexualização e violência
Ao tratar a questão da relação entre sexualização e violência contra as mulheres, o relatório citava investigações que mostram que os adultos que viram imagens de mulheres como objetos sexuais tendem a aceitar mais a violência.
“As evidências reunidas sugerem um contexto claro entre o consumo de imagens sexualizadas, uma tendência a ver mulheres como objetos, e a aceitação de atitudes e comportamentos agressivos como norma”, dizia o relatório. 
Papadoupoulos também se referiu a uma recente pesquisa que mostrava que para muitos jovens a violência dentro das relações é algo comum. No grupo de idade entre 13 e 17 anos, uma de cada três meninas adolescentes havia sido submetida a atos não-consentidos durante uma relação, e uma de cada quatro havia sofrido violência física.
Os investigadores citados no relatório também sugeriram que, para incentivar os espectadores masculinos a perceber as mulheres como objetos sexuais, a publicidade promove uma mentalidade em que as mulheres são vistas como subordinadas e, portanto, esse é o motivo de sofrerem violência sexual.
“A repetida apresentação dos homens como dominantes e agressivos e das mulheres como subordinadas está sem dúvida perpetuando a violência contra as mulheres”, refere o estudo.
Rebelião
O relatório concluía apelando às pessoas que se deem conta de que a sexualização é um tema de profunda importância, com graves consequências para os individuos, famílias e sociedade. Estudos semelhantes nos Estados Unidos e Austrália chegaram às mesmas conclusões. Ao mesmo tempo, pede que se pesquise esse fenômeno. O relatório terminava com uma lista de 36 recomendações específicas sobre como tratar a sexualização.
Além dos relatórios como o recentemente publicado pelo Ministério do Interior britânico, a oposição à sexualização da cultura contemporânea cresce entre as pessoas comuns.
Um exemplo disso vem da Austrália, com o website Collective Shout, que fornece uma plataforma interativa para indivíduos e grupos para atuar contra as empresas e os meios de comunicação que apresentam as mulheres como objetos e a sexualização das meninas para vender produtos e serviços.
No final, talvez, a solução desses problemas como a degradação da sexualidade não consista em estabelecer mais regulamentos do governo. O que é preciso de verdade é uma mudança básica da opinião pública que seja resultado de uma revolta contra a exploração das mulheres, uma revolta que surja de pessoas conhecidas, cansadas de ver como a dignidade humana está sendo degradada.

QUANDO A LEITURA ORANTE DA PALAVRA DE DEUS DÁ FRUTO


Entrevista com padre Bruno Secondin, animador de encontros de “lectio divina”

Por Mirko Testa
ROMA, terça-feira, 16 de março de 2010 (ZENIT.org). – Uma escuta séria e obediente da Palavra, preparada com zelo, mas também com criatividade, pode ser capaz de envolver muitos fiéis e tornar-se fonte de discernimento, capaz de renovar o caminho da fé e a própria vida cotidiana.
Foi o que disse a ZENIT o padre carmelita Bruno Secondin, professor de teologia espiritual e espiritualidade moderna da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Na igreja de Santa Maria em Traspontina (www.lectiodivina.it), a poucos passos do Vaticano, padre Secondin conduz, desde de 1996, os encontros de lectio divina, que ocorrem duas vezes ao mês, e que renderam como fruto a coleção Rotem – Ascolto orante della Parola, publicada pela editora Messaggero de Padova (Itália).
Os encontros são gratuitos e abertos a todos os interessados. A escuta orante e dialogante da Palavra é acompanhada por coros meditativos, pausas de silêncio, gestos simbólicos, e também imagens e ilustrações pedagógicas.
lectio divina, normalmente preparada com base em uma das Leituras do domingo seguinte, ocorre na igreja também para enfatizar a ligação entre a Palavra e a Eucaristia.
À frente da próxima reunião, prevista para 12 de março, estará o padre Marko Ivan Rupnik, diretor do ateliê de arte espiritual do Centro Aletti. O jesuíta esloveno, que trabalhou nos mosaicos da Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, é autor, dentre outros, dos mosaicos da fachada do Santuário de Lourdes e da Nova Basílica de São Pio em São João Rotondo, além de ter publicado cerca de vinte livros abrangendo temas como estudos bíblicos e vida espiritual.
- Quais são os frutos desta experiência à frente da lectio divina?
- Padre B. Secondin: Iniciamos em 1996, e até aqui já realizamos 172 destes encontros, se contarmos o que será realizado na próxima sexta-feira. Foi um longo percurso, e também uma experiência preciosa, que exigiu de nós não apenas uma vigilância constante para não profanar a Palavra, mas, ao mesmo tempo, um empenho em encontrar modalidades adaptadas à diversidade dos participantes, sempre em número elevado, o que dificulta uma aproximação mais direta. Contamos com uma média de 200 participantes nos encontros, provenientes principalmente de Roma, mas também de outras regiões. Por isso, desde o início tentamos imprimir um ritmo que fosse capaz de envolver tantas pessoas. A participação de alguns grandes professores, como o cardeal Joseph Ratzinger, Carlo M. Martini, Enzo Bianchi, Gianfranco Ravasi, Bruno Forte, Carlos Mesters e outros nos mostrou uma ampla variedade de abordagens e de riqueza de estilos, que todos apreciaram.
- Mas o público chega a experimentar a Palavra, a pregá-la, a traduzi-la em sua própria vida?
- Padre B. Secondin: Não podemos saber muito a esse respeito. Mas o fato de tantas pessoas participarem e retornarem, buscando se informar sobre os textos bíblicos e recorrendo aos cantos que usamos, é certamente um bom sinal. Os quase 100 mil acessos registrados em nosso site nos últimos quatro anos em meio, a boa divulgação dos nossos livros, e das contribuições, o interesse de muitos párocos e comunidades religiosas por nosso método, e pelas traduções de nossos textos para outros idiomas, também nos indicam algo. Como animadores, consideramos uma grande graça trilhar este caminho com as pessoas e com a Palavra: aprendemos a conhecer e amar a Palavra com seriedade, a transmitir sua chama de verdade e doçura; as demonstrações de carinho que recebemos são um sinal de que a “mão do Senhor” nos acompanha. A frequente exortação do Papa à lectio divina nos faz pensar que estamos no caminho certo. Nós semeamos. O Senhor fará germinar e crescer, de acordo com Sua vontade. Somos seus servos, e temos um grande prazer em sê-lo.
- Transcorridos mais de dezesseis meses desde o Sínodo da Palavra de Deus (de outubro de 2008), o que já sabemos sobre a exortação apostólica pós-Sinodal?
- Padre B. Secondin: O último comunicado oficial sobre a preparação desta “exortação apostólica pós-sinodal” é de junho do ano passado: é o comunicado da Secretaria Permanente do Sínodo, divulgado ao final da terceira reunião do XII Conselho ordinário da secretaria. Neste constava que estaria para ser submetida ao Papa uma proposta, tendo em vista a publicação da exortação. O trabalho foi conduzido visando, entre outras preocupações, “à escuta e leitura orante da Bíblia e sua aplicação na vida pessoal, familiar, eclesial e social”. Esta menção à importância da “leitura orante” (tecnicamente, a lectio divina), corresponde à impressão que se tem vinda dos muito sinais de que o Papa tem uma estima particular pela prática da lectio divina. De fato, ele a recomenda, sempre que a ocasião for adequada, e assume pessoalmente o papel de condutor, como ocorreu por exemplo em sua visita ao Seminário Romano (12 de fevereiro) e no encontro com o clero romano (18 de fevereiro). Os próprios exercícios espirituais desenvolvidos recentemente no Vaticano foram realizados segundo a dinâmica dalectio divina. Sabemos com certeza que a Secretaria permanente do Sínodo concluiu em junho de 2009 seu relatório, enviando-o à Secretaria de Estado de Sua Santidade: este é o organismo que está encarregado, desde então, de concluir o trabalho e providenciar sua publicação. Mas até agora nenhuma informação nova foi divulgada. Esperávamos que o texto fosse publicado no Natal, o que não ocorreu.
- Este atraso na publicação da exortação pós-sinodal poderia indicar que ainda restam dificuldades na redação ou questões delicadas por esclarecer?
- Padre B. Secondin: Pelas informações que me foram disponibilizadas, e por diversas outras fontes, sabe-se que o Papa dá grande importância ao esclarecimento da relação entre a exegese científica e o trabalho teológico. Ele mesmo, com frequência, mostra-se um modelo eficaz sobre essa questão. Sua conferência no Sínodo, na qual abordou justamente esse tema, realizada em 14 de outubro de 2008, tornou-se famosa. A partir desta conferência, foram elaboradas 4 proposições finais. Mas, de modo geral, este tema – o da Palavra – certamente tem implicações profundas também para as relações com outras Igrejas e comunidades cristãs, com os judeus, com o mundo das comunicações e para todas as variadas experiências do uso pastoral da Palavra. Por isso, o texto exige uma redação muito cuidadosa, mas, ao mesmo tempo, que permaneça estimulante e aberta às novas experiências com que temos nos deparado. As próprias Proposições, bem como a Mensagem final, já assinalavam esta complexidade.

Bento XVI a jovens: “Precisamos de vós!”












Mensagem para a próxima Jornada Mundial da Juventude

Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI quis lançar um convite ao compromisso dos jovens com a sociedade, através da sua Mensagem para a 25ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no próximo Domingo de Ramos, 28 de março.
Nesta mensagem, que a Santa Sé deu a conhecer hoje, o Papa assegura aos jovens a importância das suas escolhas vitais frente à sociedade do futuro; e os convida a “manter a esperança”: “Precisamos de vós!”, reconhece.

Após comentar a passagem evangélica do jovem rico, da qual se tomou o lema desta jornada, o Papa Bento XVI se remeteu à mensagem de João Paulo II em 1985, que pedia aos jovens que não tivessem medo de assumir as próprias responsabilidades.
“Quem vive hoje na condição de jovem se encontra diante de muitos problemas decorrentes do desemprego, da falta de referências ideais corretas e de perspectivas concretas para o futuro”, admite.
Diante disso, “pode-se ter a impressão de que se é impotente diante das crises e desvios atuais”, mas o Papa convidou os jovens a não ceder ao desânimo: “Apesar das dificuldades, não percais a coragem e não renuncieis aos vossos sonhos!”.
Ao contrário, insistiu, “o futuro está nas mãos de quem sabe procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança”.
“Se quiserdes, o futuro está em vossas mãos, porque os dons e as riquezas que o Senhor colocou no coração de cada um de vós, plasmados no encontro com Cristo, podem trazer autêntica esperança ao mundo!”, afirmou o Papa.
“É a fé no seu amor que, tornando-vos fortes e generosos, vos dará a coragem de enfrentar com serenidade o caminho da vida e assumir responsabilidade familiar e profissional”, acrescentou.

Desafios atuais
O Papa recordou aos jovens alguns dos “grandes desafios atuais”, que “são urgentes e essenciais para a vida neste mundo” e que já citou em sua encíclica Caritas in Veritate.
Estes são, explicou, “o uso dos recursos da terra e o respeito da ecologia, a justa divisão dos bens e o controle dos mecanismos financeiros, a solidariedade com os países pobres no âmbito da família humana, a luta contra a fome no mundo, a promoção da dignidade do trabalho humano, o serviço à cultura da vida, a construção da paz entre os povos, o diálogo inter-religioso, o bom uso dos meios de comunicação social”.
“São desafios aos quais sois chamados a responder para construir um mundo mais justo e fraterno. São desafios que requerem um projeto de vida exigente e apaixonante, no qual colocar toda a vossa riqueza segundo o plano que Deus tem para cada um de vós.”
E destaca que “não se trata de fazer gestos heroicos ou extraordinários, mas agir explorando os próprios talentos e as próprias possibilidades, empenhando-se em progredir constantemente na fé e no amor”.
“Cristo chama cada um de vós a empenhar-se com Ele e a assumir a própria responsabilidade para construir a civilização do amor. Se seguirdes a sua palavra, também a vossa estrada se iluminará e vos conduzirá a metas elevadas, que dão alegria e sentido pleno à vida”, conclui.

Papa faz convite a jovens: considerar a vocação












As Jornadas Mundiais da Juventude são uma “iniciativa profética” de João Paulo II

Por Roberta Sciamplicotti
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de março de 2010 (ZENIT.org).- Bento XVI convida os jovens a colocar-se à escuta de Deus para descobrir qual é o plano pensado por Ele para as suas vidas, na Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deste ano, divulgada hoje.
A JMJ de 2010, cujo tema é “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?”, supõe um acontecimento especial, afirma o Papa, ao cumprir-se o 25º aniversário da instituição destes encontros pelo Papa João Paulo II.

O Pontífice afirma que a iniciativa do seu predecessor foi “profética”, sublinhando que “trouxe frutos abundantes, permitindo às novas gerações cristãs encontrarem-se, entrarem em atitude de escuta da Palavra de Deus, de descobrir a beleza da Igreja e de viver experiências fortes de fé que levaram muitos à decisão de entregar-se totalmente a Cristo”.
O lema da JMJ deste ano se refere ao episódio do encontro de Jesus com o jovem rico, tema já abordado por João Paulo II em 1985, em sua primeira carta dirigida aos jovens.

Projeto de vida
No jovem do Evangelho, explica Bento XVI, “podemos ver uma condição muito similar à de cada um de vós”.
“Também vós sois ricos de qualidade, de energias, de sonhos, de esperanças: recursos que vós possuís em abundância! – escreve o Papa. A vossa própria idade é uma grande riqueza, não somente para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo.”
“A etapa da vida em que estais imersos é tempo de descoberta: dos dons que Deus vos deu e das vossas responsabilidades”, recorda, acrescentando que é também “tempo de escolhas fundamentais para construir vosso projeto de vida”.
“É o momento, portanto, de interrogar-vos sobre o autêntico sentido da existência e de perguntar-vos: ‘Estou satisfeito com minha vida? Está faltando alguma coisa?’.”
O Papa reconhece que os jovens, como aquele do Evangelho, talvez vivam “situações de instabilidade, de turbação ou de sofrimento”, que os levam a “aspirar a uma vida que não seja medíocre” e a perguntar-se “em que consiste uma vida bem sucedida?” e “qual poderia ser o meu projeto de vida?”, para que esta tenha “pleno valor e sentido”.
“Não tenhais medo de enfrentar essas questões! – exorta. Longe de oprimir-vos, elas expressam as grandes aspirações que estão presentes em vosso coração.”
“Portanto – acrescenta –, devem ser ouvidas. Elas aguardam respostas que não sejam superficiais, mas capazes de atender às vossas autênticas expectativas de vida e de felicidade”.
“Para descobrir o projeto de vida que pode tornar-vos plenamente felizes, colocai-vos à escuta de Deus, que tem um plano de amor por cada um de vós”, aconselha o Papa.
“Com confiança, perguntai-lhe: ‘Senhor, qual é o vosso plano de Criador e Pai sobre a minha vida? Qual é a vossa vontade? Eu desejo realizá-la’. Tende certeza de que Ele vos responderá. Não tenhais medo da sua resposta!”

Acolher a vocação
Por ocasião do Ano Sacerdotal, o Pontífice dedicou um pensamento especial àqueles que sentem o chamado à vida consagrada.
Neste sentido, convidou os jovens a estarem “atentos se o Senhor convida para um dom maior, na via do sacerdócio ministerial, e a permanecer disponíveis para acolher com generosidade e entusiasmo este sinal de especial predileção, traçando, com a ajuda de um sacerdote, do diretor espiritual, o necessário caminho de discernimento”.
A vocação cristã “brota de uma resposta de amor do Senhor e só pode se realizar graças a uma resposta de amor”, sublinha o Papa.
“Não tenhais medo, então, queridos jovens e queridas jovens, se o Senhor vos chama à vida religiosa, monástica, missionária ou de especial consagração: Ele sabe doar profunda alegria àqueles que respondem com coragem!”
Da mesma forma, convidou os que sentem o chamado ao matrimônio a “acolhê-lo com fé, empenhando-se em colocar uma base sólida para viver um amor grande, fiel e aberto ao dom da vida, que é riqueza e graça para a sociedade e para a Igreja”.

Em todos estes casos, trata-se de responder ao projeto que Deus tem para cada um. “A exemplo de muitos discípulos de Cristo, também vós, queridos amigos, acolhei com alegria o convite para o discipulado, para viver intensamente e de modo frutífero neste mundo”, conclui o Papa.
“Nunca é tarde demais para responder-lhe!”