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2 de mar de 2012

Liderança e profetismo para uma nova geração


Veja a fala da Presidente do Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS) Michelle Moran sobre o Encontro Mundial de Jovens Carismáticos que acontecerá em julho deste ano em Foz do Iguaçu:

Eu quero falar um pouco agora sobre o Encontro Mundial de Jovens da RCC, porque isso é uma parte estratégica de um grande planejamento. Quando eu fui eleita presidente do ICCRS, uma das coisas que eu disse era que queria dar muita atenção seria a de levantar uma nova geração de líderes para a Renovação.

Existem algumas partes do mundo em que a RCC está morrendo, não porque o Espírito Santo esteja enfraquecendo, mas porque os líderes que começaram quando eram jovens já são pessoas de idade e houve uma falha em não se passar a liderança para a próxima geração, e não também não houve a preocupação de se formarem novos líderes. Então lá o futuro da Renovação está ameaçado.

Eu acredito que parte da visão para o Mundial é a de investir em futuros líderes ou nas lideranças jovens já existentes. Mas é também uma oportunidade de trazer esses líderes jovens de todas as partes do mundo para que eles possam ver outros como eles, que eles não estão sozinhos, que são parte de uma grande família. Mesmo que não houvesse nenhum conteúdo na programação, só o fato de eles estarem juntos no Brasil é uma coisa importante.

No Congresso Nacional da RCCBRASIL de 2007, quando foram comemorados os 40 anos da RCC no mundo, em um momento, eu estava com a Patty Mansfield e ela me chamou para ir com ela para falar a um pequeno grupo de lideranças jovens. Eu a acompanhei. Na minha cabeça, uma reunião de líderes seria pequena, mas nós fomos para um estádio e havia ali cinco mil líderes jovens. E eu comecei a ver ali o que o Senhor está fazendo no meio de vocês, brasileiros, e isso é algo que o mundo precisa ver.

E isso não acontece apenas na América Latina, mas na Ásia também. Geralmente, onde a Igreja cresce, a RCC também cresce. Então vocês tem algo muito especial aqui. E essa é uma razão para que venhamos para o Brasil.

Quando começamos a trabalhar estrategicamente no ICCRS, nós formamos uma Comissão para a Juventude. O Marcos [Volcan, presidente da RCCBRASIL] coordena essa comissão. Há um conselheiro da Ásia, irmão James, o padre Emanuel, da África, e um diácono mais jovem da Europa, Christof Hemberger. E essa comissão começou a pensar como fazer a Renovação formar líderes jovens. Gradualmente, foi aparecendo essa ideia de fazer esse encontro aqui no Brasil.

É interessante, para mim, notar que tivemos essa ideia junto da Igreja. Porque quando nós fomos apresentar o projeto ao Vaticano, nós ficamos sabendo de uma maneira confidencial do plano de que a JMJ fosse no Brasil. Eu não acredito que isso seja acidental, mas que o Senhor já tivesse colocado isso nos nossos corações.

Qualquer investimento no jovem é um investimento no que o Senhor está fazendo na Igreja através da juventude. Então nós temos uma oportunidade maravilhosa de trazer parte do mundo aqui. Eu acho que vai ser um encontro profético. Claro que eu sou realista e eu sei que, olhando para a economia, não será possível trazer uma grande quantidade de pessoas ao Brasil. Mas para mim não é uma questão de números, é sobre ser estratégico. Por que a gente sabe que quando se investe na pessoa certa, muitas coisas podem acontecer. Nos outros países, estamos tentando trabalhar de uma maneira estratégica agora, para que eles possam trazer os jovens certos para essa experiência. Não será só um evento, será um investimento no futuro da RCC.

Todos vocês tem um papel para representar nesse futuro, porque, de alguma maneira, o Espírito Santo escolheu vocês para serem o país para acolher esses jovens. E eu fico feliz por isso, pois eu sinto que estamos construindo sobre uma base sólida. Então eu estou muito animada para que o mundo venha para cá.


Fonte:http://ministeriojovemrccarquisp.webnode.com.br/

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Esclarecimentos sobre a importência e a beleza da vida sexual no casamento e a pró-criação


Informativo





O Programa Minha Família é assim apresentado por Márcia Corrêa e Diácono Nelsinho abordou na última terça, 28 de fevereiro, o tema Vida Sexual no Casamento e Transmissão da Vida.

A médica Ginecologista, Elizabeth Kipnam foi a convidada do programa para tirar dúvidas dos telespectadores e esclarecer algumas questões como o mistério e a beleza da sexualidade humana e a 'perfeição' do ato sexual entre um homem e uma mulher. Dra. Elizabeth é diretora do CIEB (Centro Interdisciplinar de Estudos em Bioética) do Hospital São Francisco, em Jacareí e Membro da Comissão de Bioética da CNBB.

Neste programa você vai descobrir a importância do jovem se conhecer (em sua sexualidade) antes do casamento e assitir a opinião da Igreja sobre o Dom da sexualidade no contexto Matrimonial por Pe. Wagner Ferreira.

No segundo bloco tem uma matéria com o depoimento de dois casais da Comunidade Canção Nova.


1º BLOCO




A Transmissão da Vida na forma como Deus a criou, se dá por esse sentido cristão da vida sexual no casamento. A Igreja tem muito a falar sobre sexo, porque a vida sexual dos casais está intimamente ligada ao mistério de Cristo e, consequentemente, ao mistério da salvação.


2º BLOCO




TV Canção Nova, um programa de vida

02/03/2012

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Fabiana Azambuja

Planejamento Natural Familiar: uma escolha por qualidade de vida

“Pela sua estrutura íntima, o ato conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher. Salvaguardando estes dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (Humane Vitae).

Gerar uma nova vida é uma alegria, mas também constante motivo de preocupação dos pais. Preocupada com os meios artificiais usados pelos casais na prevenção e programação da gestação, a Igreja recomenda métodos naturais que utilizam da própria natureza fisiológica do homem e da mulher para que o casal possa planejar a sua família. No entanto, os métodos naturais vão muito além da prevenção, eles contribuem para que a mulher tenha um melhor conhecimento de seu corpo e favorece a harmonia e o diálogo entre os casais.

Uma forma conhecida de regulação natural da natalidade é o Método de Ovulação Billings (MOB). Instrutora desse método há 8 anos, a missionária Fabiana Azambuja, mãe de 3 filhos (grávida do terceiro) explica as vantagens que essa prática traz para a mulher e os benefícios dela para a vida harmoniosa do casal.
cancaonova.com: Por que a Igreja Católica recomenda o uso do Método de Ovulação Billings para o planejamento familiar?


Fabiana Azambuja: Existe um documento que é importante citar quando se fala dos métodos naturais, que é a Encíclica do Papa Paulo VI, de 1974 (ainda muito atual), que se chama Humanae Vitae (em português “Da vida humana”). Nele, o Sumo Pontífice fala sobre a regulação da natalidade, porque a Igreja vê os casais livres e responsáveis com a criação. Nesse documento, a Igreja olha o homem de forma global, não vê a pessoa humana apenas fisiologicamente, mas também emocional e espiritualmente.

Nessa época, a Igreja reuniu cientistas, pessoas que entendem dessa área e casais para analisar a questão da regulação da natalidade. É aí que entra a história dos métodos naturais, porque eles são o melhor caminho, pois os casais vão se utilizar da própria fisiologia – sem interferência de nada artificial – para poder planejar a sua família levando em conta essa visão global do homem.

cancaonova.com: Por que muitos médicos não o recomendam?

Fabiana: Sou instrutora do MOB há 8 anos e nós temos um trabalho em conjunto com os médicos. Apresentamos os casais a eles, explicamos a proposta, sempre lembrando que o método é uma opção. Então, esses profissionais trabalham junto conosco, como os endocrinologistas e os nutricionistas, porque essa questão não é só ginecológica, mas também está ligada à alimentação e a uma disfunção hormonal. Temos um bom diálogo com alguns deles.

Quanto a outros médicos, eu acredito que a praticidade faz com que eles já indiquem o anticoncepcional, porque é muito mais prático. A questão da saúde pública... tudo isso interfere. Esse é um ponto. O segundo ponto, não posso esconder, é que existe um lado comercial. Por mais que seja barato incutir essa cultura contraceptiva, vai haver um rendimento por trás disso. Já no método natural, você não gasta nada; é uma proposta bem contracorrente. Alguns [médicos], eu acredito que fazem isso por falta de conhecimento da prática.

Temos experiências de médicos, com quem começamos a conversar, que também passaram a ser usuários do método. Na nossa linguagem, dizemos que é uma “conversão” deles. Atendendo a tantos casais que utilizam esse método, essa médica também passou a usá-lo.

cancaonova.com: Quais são os principais benefícios do Billings?

Fabiana: Esse método, primeiramente, faz com que a mulher tenha um autoconhecimento dela mesma. Ele não faz mal à saúde, não tem efeito colateral, não tem custo; portanto, serve para todas as classes sociais, principalmente, para aquelas que não têm poder aquisitivo e favorece a harmonia do casal.



cancaonova.com: Como as mulheres que vivem na correria do dia-a-dia podem aderir a ele, tendo em vista que esse método exige uma maior observação delas com relação ao seu corpo?

Fabiana: Há um ditado que diz que "A mulher consegue fazer 10 coisas ao mesmo tempo" e isso é verdade. Nós conseguimos trabalhar, cuidar dos filhos, do marido, ou seja, ficar "ligadas". A dificuldade mesmo é exercitar. Para qualquer mulher que você pergunte, ela pode estar na fila do banco e a menstruação dela descer; ela vai sentir que isso aconteceu, assim como ela sente que está com dor nas costas, dor de cabeça... Não é algo que está fora dela, mas dentro; só que ninguém nunca pergunta para ela: "Como você está se sentindo hoje?". Então, o trabalho da instrutora é, justamente, dar esse "clique" nela para que ela comece a se observar. Não é uma coisa de outro mundo; simplesmente ela nunca fez isso. Para saber que ela está menstruada, ninguém precisou dizer. A fertilidade é assim também, ela vai sentir, mas não está acostumada a se perguntar e a se sentir. É aí que entra o trabalho da instrução.

cancaonova.com: Ele deve ser utilizado apenas pelos casais já casados?

Fabiana: Na verdade, ele é utilizado desde a menarca – primeira menstruação –, até a pré-menopausa, quando a mulher fecha o seu ciclo de vida fértil. Mas a utilização dele é diferenciada, porque uma adolescente vai usá-lo para adquirir um autoconhecimento.

É muito bacana, porque os adolescentes ainda estão regulando os seus hormônios e, nessa fase, muitos pais erram, porque levam as filhas ao ginecologista e já há uma medicação para regular o ciclo. É um pecado isso, porque a adolescente ainda está em fase de ajuste. Então, quando ela começa a se observar, descobre a beleza do seu corpo, valoriza-se como mulher e essa valorização do corpo vai ser muito importante. Isso vai ajudá-la a ser melhor com as pessoas, a saber que, algumas vezes, o hormônio pode influenciar no humor, seja porque ela fica uma chata ou muito alegre, sensível. Enfim, isso ajuda também na vivência social dela.

Uma vez casado, dentro do matrimônio, o casal vai utilizar as regras para engravidar ou para espaçar a gravidez.

cancaonova.com: Qual deve ser o comportamento do casal durante o período fértil?

Fabiana: Uma das vantagens do Método Billings é o diálogo entre os casais, a harmonia. O casal vive um eterno enamoramento; é muito interessante. O sexo é muito importante na vida matrimonial evidentemente, mas ele é uma parte. Assim, quando alguns homens entendem a proposta, eles são os primeiros que a abraçam. Mas quando não a entendem, eles têm uma verdadeira aversão, porque existe aquela mentalidade de que sexo é todo dia, toda hora e "quanto mais, melhor"; "quanto mais, mais eu sou macho". Quando eles entendem a proposta, vivem uma reeducação sexual; vivem o sexo como uma entrega, uma doação a quem se ama. Dentro do casamento, você vive uma lua-de-mel, porque existem os dias férteis em que o casal quer espaçar, então não vai ter relação nesses dias, que é de 6 a 8 dias. Então, num ciclo de 28, 30 [dias], você tem cerca de 16 dias para ter relação. Aí, o casal vive um enamoramento. O que eles vão fazer? Vão conversar, vão namorar, ir ao cinema, jantar fora. O casal não fica na rotina e descobre que existem outras manifestações de amor além da sexual, da genital. O comportamento do casal deve ser o de se amar de outras formas e de forma responsável, já que eles não querem engravidar naquele momento.

cancaonova.com: Para que esse método funcione é importante a participação do marido?

Fabiana: É importante que ele queira viver essa experiência, porque, na verdade, quem se observa é a mulher. O marido é uma “ajuda adequada” (cf. Gênesis 2,18). Há casos em que a mulher esquece de anotar [o ciclo], e quem anota é o marido à noite. Eles vão ter que conversar sobre esse assunto. Toda mulher quer, no final do dia, que o marido pergunte: “Como foi o seu dia?”. Nós achamos isso o máximo, mas para eles isso não faz a menor diferença. No entanto, para a relação sexual ele vai ter de perguntar. Olha que notícia maravilhosa! E ela vai responder: "Hoje eu estou seca, hoje eu estou molhada; ou seja, hoje estou fértil ou infértil". Os homens aprendem muito rápido, mas precisam aceitar. Isso é o legal, porque, os outros métodos artificiais colocam o jugo sobre um ou sobre outro. "Se é a mulher quem está tomando um anticoncepcional, ela que se vire". E fica uma coisa fria, pois eles têm relação na hora em que querem. Se é o homem quem faz vasectomia, está sobre ele [o jugo]. Não é fácil tomar a decisão de não mais procriar, porque isso é algo que está intrínseco ao homem e à mulher. Eles foram criados para colaborar com Deus na criação. Já o método natural é do casal.

cancaonova.com: Durante a amamentação, a mulher deve continuar utilizando-o?

Fabiana: Exatamente. Na amamentação, geralmente, a mulher acabou de ter um filho e o casal quer espaçar a próxima gravidez; outros não, querem ter um atrás do outro. Mas para o casal que quer esperar alguns anos para engravidar de novo, ela [esposa] vai continuar usando o método como usava antes de engravidar.

cancaonova.com: Como orientar a população mais carente em relação a esse planejamento natural tendo em vista que ela têm menor acesso às informações?

Fabiana: O planejamento natural da família precisa ser mais divulgado, porque ele é eficaz em todas as camadas da sociedade. Existem, inclusive, mulheres analfabetas que praticam o método. Elas não precisam saber ler para fazê-lo, apenas se observar e pintar as cores [do quadro].

Atendi um casal e a mulher me disse que sabia como estava, então ela pegava uma folha seca para ilustrar quando estava infértil e, quando não punha nada, é porque ela estava fértil. É muito simples o método, mas é preciso que ele seja divulgado pelos meios de comunicação e precisam existir cada vez mais órgãos como o CENPLAFAN (Centro de Planejamento Familiar Natural), que é responsável por esse trabalho no Brasil. É preciso gerenciar mais instrutores capacitados para ajudar as pessoas; utilizando também os Postos de Saúde para que essa proposta chegue até elas.

cancaonova.com: Como você aprendeu a usar o Método Billings e como se tornou instrutora dele?

Fabiana: Eu tive uma "conversão" com o método, porque eu tinha 23 anos quando comecei a namorar o meu esposo. Ele já conhecia o método e falou dele para mim. A princípio eu pensei: "Nossa, mas tem que planejar?". Na minha cabeça, eu não tinha que planejar, porque ia ter quantos filhos Deus me desse. Então, havia um pouco de resistência no meu coração. Mas uma pessoa da comunidade [Canção Nova] foi fazer um curso para instrutores em Araras (SP), em 1998, e me chamou. Lá fui eu, mas para questionar tudo. Na sexta-feira em que eu cheguei ao encontro, tive uma cura espiritual, porque a minha mãe foi mãe solteira. Então, eu não fui planejada pelos meus pais. Quando eu cheguei lá [no encontro], não conseguia dormir e pedi para essa pessoa que foi comigo rezar por mim. Na oração veio essa questão do meu pai e da minha mãe com relação à minha gestação. O ponto que foi nevrálgico na minha aceitação ao método foi a responsabilidade, porque, como não houve responsabilidade deles [os pais], eu não queria planejar. A partir disso, eu fui a todas as palestras, entendi a proposta do método e comecei a trabalhá-lo na Canção Nova; primeiramente comigo, fazendo o autoconhecimento da minha fertilidade e também participando de outros cursos.



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Veja também:
Billings: um método ao alcance de todos
Humanae Vitae: profecia científica

O aborto já não basta, agora querem o direito de assassinar também os recém-nascidos


O aborto já não basta, agora querem o direito de assassinar também os recém-nascidos

03.02.2012 - Os neonazistas da “bioética” já não se contentam em defender o aborto; agora também querem a legalização do infanticídio! Eu juro! E ainda atacam os seus críticos, acusando-os de “fanáticos”. Vamos ver. Os acadêmicos Alberto Giublini e Francesca Minerva publicaram um artigo no, ATENÇÃO!, “Journal of Medical Ethics” intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ - literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” No texto, a dupla sustenta algo que, em parte, vejam bem!, faz sentido: não há grande diferença entre o recém-nascido e o feto. Alguém poderia afirmar: “Mas é o que também sustentamos, nós, que somos contrários à legalização do aborto”. Calma! Minerva e Giublini acham que é lícito e moralmente correto matar tanto fetos como recém-nascidos. Acreditam que a decisão sobre se a criança deve ou não ser morta cabe aos pais e até, pasmem!, aos médicos.

Para esses dois grandes 'humanistas', NOTEM BEM!, AS MESMAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE JUSTIFICAM O ABORTO JUSTIFICAM O INFANTICÍDIO, cujo nome eles recusam — daí o “aborto pós-nascimento”. Para eles, “nem os fetos nem os recém-nascidos podem ser considerados pessoas no sentido de que têm um direito moral à vida”. Não abrem exceção: o “aborto pós-nacimento” deveria ser permitido em qualquer caso, citando explicitamente as crianças com deficiência. Mas não têm preconceito: quando o “recém nascido tem potencial para uma vida saudável, mas põe em risco o bem-estar da família”, deve ser eliminado.

Num dos momentos mais abjetos do texto, a dupla lembra que uma pesquisa num grupo de países europeus indicou que só 64% dos casos de Síndrome de Down foram detectados nos exames pré-natais. Informam então que, naquele universo pesquisado, nasceram 1.700 bebês com Down, sem que os pais soubessem previamente. O sentido moral do que diz a dupla é claro: soubesse antes, poderia ter feito o aborto; com essa nova leitura, estão a sugerir que essas crianças poderiam ser mortas logo ao nascer. Não! Minerva e Giublini ainda não haviam chegado ao extremo. Vão chegar agora.

Por que não a adoção?
Esses dois monstros morais se dão conta de que o homem comum, que não é, como eles, especialista em “bioética”, faz-se uma pergunta óbvia: por que não, então, entregar a criança à adoção? Vocês têm estômago forte?. Traduzo trechos da resposta:

“Um objeção possível ao nosso argumento é que o aborto pós-nascimento deveria ser praticado apenas em pessoas (sic) que não têm potencial para uma vida saudável. Conseqüentemente, as pessoas potencialmente saudáveis e felizes deveriam ser entregues à adoção se a família não puder sustentá-las. Por que havemos de matar um recém-nascido saudável quando entregá-lo à adoção não violaria o direito de ninguém e ainda faria a felicidade das pessoas envolvidas, os adotantes e o adotado?
(…)
Precisamos considerar os interesses da mãe, que pode sofrer angústia psicológica ao ter de dar seu filho para a adoção. Há graves notificações sobre as dificuldades das mães de elaborar suas perdas. Sim, é verdade: esse sentimento de dor e perda podem acompanhar a mulher tanto no caso do aborto, do aborto pós-nascimento e da adoção, mas isso NÃO SIGNIFICA que a última alternativa seja a menos traumática.”

A dupla cita trecho de um estudo sobre mães que entregam filhos para adoção:“A mãe que sofre pela morte da criança deve aceitar a irreversibilidade da perda, mas a mãe natural [que entrega filho para adoção] sonha que seu filho vai voltar. Isso torna difícil aceitar a realidade da perda porque não se sabe se ela é definitiva“.

Voltei
É isso mesmo! Para a dupla, do ponto de vista da mulher, matar um filho recém-nascido é “psicologicamente mais seguro” do que entregá-lo à adoção. Minerva e Giublini acabaram com a máxima de Salomão. No lugar do rei, esses dois potenciais assassinos de bebês teriam mesmo dividido aquela criança ao meio.

Querem saber? Essa dupla de celerados põe a nu alguns dos argumentos centrais dos abortistas. Em muitos aspectos, eles têm mesmo razão: qual é a grande diferença entre um feto e um recém-nascido? Ao levar seu argumento ao extremo, deixam a nu aqueles que nunca quiseram definir, afinal de contas, o que era e o que não era vida. Estes dois não estão nem aí: reconhecem, sim, como vida, tanto o feto como o recém-nascido. Apenas dizem que não são ainda pessoas no sentido que chamam “moral”.

Notem que eles também suprematizam, se me permitem a palavra, o direito de a mulher decidir, a exemplo do que fazem alguns dos nossos progressistas, e levam ao extremo a idéia do “potencial de felicidade”, o que os faz defender, sem meios-tons, o assassinato de crianças deficientes — citando explicitamente os casos de Down.

O Supremo e os anencéfalos
O Supremo Tribunal Federal vai liberar, daqui a algum tempo, os abortos de anencéfalos. Como já afirmei aqui, abre-se uma vereda para a terra dos mortos, citando o poeta. Se essa má-formação vai justificar a intervenção, por que não outras? A dupla que escreveu o artigo não tem dúvida: moralmente falando, diz, não há diferença entre o anencéfalo e o recém-nascido saudável. São apenas pessoas potenciais. Afinal, para essa turma, quem ainda não tem história não tem direito à existência.

Um outro delinqüente intelectual chamado Julian Savulescu
A reação à publicação do artigo foi explosiva. Os dois autores chegaram a ser ameaçados de morte, o que é, evidentemente, um absurdo, ainda que tenham tentado dar alcance científico, moral e filosófico ao infanticídio. No mínimo a gente é obrigado a considerar que os dois têm mais condições de se defender do que as crianças que eles defendem que sejam mortas. A resposta que dão à hipótese de adoção diz bem com quem estamos lidando.

Julian Savulescu é o editor da publicação. Também é diretor do The Oxford Centre for Neuroethics. Este rematado imbecil escreve um texto iradodefendendo a publicação daquela estupidez e acusa de fundamentalistas e fanáticos aqueles que atacam os dois “especialistas em ética”. E ainda tem o topete de apontar a “desordem” do nosso tempo, que estaria marcado pela intolerância. Não me diga!!!

O que mais resta defender? Aqueles dois potenciais assassinos de crianças deveriam dizer por que, então, não devemos começar a produzir bebês para fazer, por exemplo, transplante de órgãos. Se admitem que são pessoas, mas ainda não moralmente relevantes, por que entregar aos bichos ou à incineração córneas, fígados, corações?

Tudo isso é profundamente asqueroso, mas não duvidem de que Minerva, Giublini e Savulescu fizeram um retrato pertinente de uma boa parcela dos abortistas. Se a vida humana é “só uma coisa” e se os homens são “humanos” apenas quando têm história e consciência, por que não matar os recém-nascidos e os incapazes?

Estes são os neonazistas das luzes. Mas não se esqueçam, hein? Reacionários somos nós, os que consideramos que a vida humana é inviolável em qualquer tempo.

Por Reinaldo Azevedo
Contribuição: Diney Vargas

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/eles-chegaram-la-dupla-de-especialistas-defende-o-direito-de-assassinar-tambem-os-recem-nascidos/#.T1AQ8GKK6G8.facebook

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Vaticano expõe documentos valiosos e inéditos de seu Arquivo Secreto.


Atas do processo contra Galileu e carta sobre separação de Henrique 8º estão entre as 100 peças selecionadas para exposição em Roma

As atas do processo contra Galileu Galilei, a excomunhão de Lutero, o sumário do julgamento do pensador e filósofo Giordano Bruno e a causa matrimonial de Henrique 8º aberta pela Santa Sé estão entre os documentos valiosos parte do Arquivo Secreto Vaticano expostos pela primeira vez ao público.

No total, mais de 100 documentos originais foram selecionados, por ocasião dos 400 anos de criação desses arquivos secretos, pelo papa Paulo 5. Os documentos que vão do século 8 ao século 20 são exibidos na exposição “Lux in arcana. O Arquivo Secreto Vaticano se Revela”, inaugurada quarta-feira, ontem, nos Museus Capitolinos de Roma.

“Lux in arcana” (Luz em Enigmas) é apresentada pelos 400 anos da fundação do arquivo pelo papa Paulo 5 em 1612. Entre os documentos, destacam-se as atas do processo de Galileu Galilei (1616-1633), que contêm todos os papéis desse julgamento recolhidos pela Congregação do Santo Ofício, além da carta dos membros do Parlamento inglês ao papa Clemente 7 sobre a causa matrimonial de Henrique 8º, de 1530. O pergaminho assinado por 83 parlamentares, entre lordes e membros da Câmara dos Comuns, pedia a anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão.

Outro documento exibido é o Dictatus Papae de Gregorio 7 (1073-1085), que consiste em 27 propostas ditadas por esse papa sobre a supremacia dos pontífices. O sumário do julgamento do pensador e frade dominicano Giordano Bruno, condenado à morte pela Inquisição e queimado em Roma em 1600, será também estará exposto em Roma.

Na exposição será possível ver também uma carta feita com crosta de bétula enviada por Pierre Pilsemont, chefe da tribo de índios americanos de Ojibwe, conhecidos também como chippewa, ao papa Leão 13, na qual o chama de “grande mestre das orações, que faz as funções de Jesus” e o agradece por ter enviado preces à sua tribo.

A bula da destituição de Frederico 2º (1245), o primeiro documento sobre deposição de um imperador por um papa, no caso Inocêncio 4, também fará parte da mostra, além de arquivos referentes à Segunda Guerra Mundial.

O Arquivo Secreto Vaticano, o maior e mais internacional do mundo, conserva em seus vastos depósitos documentos de 12 séculos distribuídos em quilômetros de estantes. O material selecionado ficará exposto nos Museus Capitolinos até 9 de setembro.


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/