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19 de set de 2012

Os Dez Mandamentos do Namoro Santo





Namoro é uma fase muito bonita. É definida como o ato de galantear, cortejar, procurar inspirar amor a alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para o compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática.
Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus.
1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.
2. Não se prenda em um jugo desigual (II Co 6:14-18): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado.
3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado e nele intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais, mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento.
4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza.
5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial, estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto.
6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.
7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.
8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.
9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.
10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.
Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja feliz.
Quando o corpo impera, a razão enfraquece, o espírito agoniza, e o amor perece. Muitas vezes você pode estar andando de cabeça para baixo:
-quando você capitula diante daquele prato saboroso, e come sem limite...;
-quando você não consegue tirar o seu corpo da cama na hora certa, e deixa-o dormir à vontade...,
-quando o prazer do sexo o faz perder a cabeça, e atira-se a ele descontrolado; sem um compromisso;
-quando você se atira aos prazeres de todas as formas.
Você também pode deixar de caminhar de pé se é a sensibilidade que comanda os seus atos, e não o espírito. É claro que a sensibilidade é importantíssima; Ela nos diferencia dos animais; mas não pode ser a imperatriz de nossos atos. Não podemos ser conduzidos apenas pelo “sentir”. Se for assim você pode achar que uma pessoa está certa apenas porque lhe é simpática, ou muito amiga, e não porque de fato, ela tem razão.
Você é escravo da sensibilidade se, por exemplo, só aceita participar da missa celebrada por “aquele” padre que você aprecia; ou quando qualquer palavra de crítica o ofende, magoa, e deixa-o prostrado na fossa;
- quando você só reza e só vai à missa quando” sente” vontade;
- quando você fica derrotado porque ninguém notou os seus esforços e ninguém os elogiou;
- quando você troca o sonho pela realidade;
- quando você não se aceita a si mesmo como você é;
- quando você não estuda a matéria ministrada por aquele professor que não lhe é simpático.
Nestas situações, e muitas outras, você pode estar se “arrastando” ao invés de caminhar de pé, guiado pelo espírito. Isto só será possível quando o seu espírito, fortalecido pelo Espírito Santo, comandar a sensibilidade e o corpo. A sensibilidade é bela, é ela que faz você chorar diante da dor e do sofrimento do outro, mas ela precisa ser controlada pelo espírito. Um cavalo fogoso pode levá-lo muito longe se você tiver firme as suas rédeas, mas pode jogá-lo ao chão se não for dominado. Se você permitir que o corpo ou a sensibilidade assumam o comando dos seus atos, então você não estará em pé, e não estará preparado para mar como é preciso.
Agora você está entendendo melhor porque não é fácil amar; e porque o amor ainda não comanda a vida na terra. Para amar é preciso possuir-se; e para possuir-se é preciso exercitar o amor. Por isso o namoro é uma bela escola de amor. Se você quiser ser uma pessoa de pé, faça-se sempre esta pergunta: o que me faz agir assim, ou decidir assim, ou reagir daquela forma? Foram as exigências do seu corpo que falaram mais alto? Foi a sensibilidade que gritou mais alto e venceu? Foi o espírito, guiado pela inteligência, que predominou?
É claro que por nossas próprias forças não poderemos caminhar de pé. Jesus avisou que “o espírito é forte, mas a carne é fraca”. Portanto, você precisa da força de Deus para suportar a sua natureza enfraquecida pelo pecado original. Você pode caminhar de pé, com a graça de Deus, pois o grande Santo Agostinho experimentou na sua vida que “o que é impossível à natureza é possível à graça”.
Não desanime e não se desespere, o Senhor o aguarda para ajudá-lo com a Sua força. Vá a Ele. Tenha a coragem de olhar-se de frente e aceitar a sua realidade atual. Em seguida peça ao Senhor que lhe dê a sua graça para que você possa ser um rapaz ou uma moça “em pé”, apto para amar de verdade.
» Entrevista com Felipe Aquino e Zila
Felipe Aquino e Zila
Felipe Aquino e Zila

O casamento começa no namoro, porque o matrimônio é um namoro que deu certo.

É cada vez mais comum jovens trocando o "namorar" pelo "ficar". Alguns condenam essa prática ["ficar"], outros a vêem como uma forma de conhecer o (a) namorado (a) antes de assumir um compromisso mais sério. É por isso que o professor Felipe Aquino e sua esposa, Maria Zila, respondem algumas dúvidas dos internautas sobre como encontrar a pessoa certa, o tempo ideal de namoro, a intimidade com o parceiro e a dificuldade de viver a castidade quando o outro não a aceita.

O casal tem 5 filhos e uma linda história de amor e fidelidade. Membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II, o professor participa de aprofundamentos no país e no exterior. Autor de 60 livros e apresentador de dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Também é doutor em Física pela UNESP, provando que fé e ciência podem, sim, se complementar.
cancaonova.com: O senhor acredita que o namoro corre o risco de acabar?


Felipe Aquino: Ninguém consegue acabar com o namoro. Namoro, noivado e casamento são coisas eternas. O casamento começa no namoro, então, se este acabar, acaba também o casamento, porque o matrimônio é um namoro que deu certo. O que pode acontecer, talvez, sejam formas diferentes de namoro, mas ele está intrínseco ao coração do homem.

cancaonova.com: O "ficar" é uma forma diferente de namorar?

Zila: Hoje, há dois tipos de "ficar": aquele em que primeiro se conhece o companheiro, o amigo ou o paquera para que depois este realmente se torne namorado, assim como há o "ficar" sem compromisso, sem o namoro.

cancaonova.com: Muitas jovens cristãs estão à procura do "cara" certo e não fazem do namoro uma experiência que é possível ser feita, porque acham que - se começaram a namorar - têm de se casar. É assim mesmo?

Zila: Essa é a cobrança das mulheres. Hoje, desde os 13 ou 14 anos elas pensam que têm de namorar. Mas não, elas tem que encontrar primeiro a pessoa e conhecê-la, porque, de repente, não é essa a pessoa certa.

A questão da espiritualidade pesa também, pois, muitas vezes, a mulher pensa que - porque rezou - foi este o homem que Deus lhe deu, e, mesmo no namoro, já começa a viver um martírio. Não é por aí, Deus não dá um "abacaxi" para ninguém.


cancaonova.com: Qual o tempo ideal para um namoro?

Felipe Aquino: Isso depende da maturidade do casal; mas eu penso que um tempo médio de 2 a 4 anos é o ideal, porque o namoro é o tempo de conhecer a outra pessoa. Eu o comparo à construção de uma casa, porque quando vamos construí-la a primeira coisa a se fazer é o alicerce e este tem que ser muito bem feito, porque será o suporte de todo o peso da obra (paredes, telhados, etc).

O namoro é esse alicerce, mas se você o faz errado, malfeito ou inadequado, a casa pode cair.

Agora, o que é o básico no namoro? É você conhecer a outra pessoa. O homem deve se perguntar: será que essa mulher me agüenta por 40 anos ou mais? Será que ela vai querer ter muitos filhos comigo? O mesmo vale para a mulher.


cancaonova.com: O que a mulher deve fazer quando quer casar virgem, mas o namorado não aceita?

Zila: Infelizmente, hoje, para muitos a castidade não é o mais importante e o momento é o que vale. Perceba a dificuldade do casal nesse caso, justamente porque o homem não conhece os valores da mulher; então, ele não sabe o que é essa castidade dela. Ele precisa ser educado, convertido e conscientizado para depois entender os valores que ela tenta viver.

Hoje, estamos vivendo duas realidades bem distintas: uma é a do jovem cristão que quer namorar sério, sem vida sexual, mas a maioria, infelizmente, não tem essa consciência cristã. Então, o jovem que quer viver o namoro dentro do paradigma cristão precisa buscar uma moça no ambiente cristão.


cancaonova.com: É pecado manter carícias íntimas com o namorado, mas sem o ato sexual?

Felipe Aquino: A Igreja deixa bem claro que a vida sexual é para o casal unido pelo sacramento do matrimônio. O sexo é o coroamento, o selo do compromisso de vida permanente e de aliança: "Eu sou seu e você é minha para sempre", chova, faça sol, haja doença, não haja dinheiro, perca uma perna ou um braço!

Aliança é uma palavra que veio da Bíblia, pois esta é composta por duas alianças: a Antiga Aliança e a Nova Aliança. Quando o casal põe uma aliança no dedo (para os judeus significava o amor de Deus por Israel simbolizado no homem e na mulher) é uma coisa muito séria.
No namoro, você não tem ainda esse compromisso; nem no noivado. Então, se o casal começa a viver as carícias, vai se predispondo para o ato sexual, porque quem mexe com palha, fogo e vento, não segura. Eu penso que o pecado está em você abusar do perigo. A Bíblia diz: "Quem ama o perigo nele perecerá" (Eclesiástico 3, 27b).