Exorcismo

Padres Exorcistas explicam

Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

19 de mar de 2012

Pai & Mae , Eu sou Hetero !(video)


Domingo Espetacular chama Valdemiro Santiago de ladrão e mentiroso (VIDEO)


 

Domingo Espetacular chama Valdemiro Santiago de ladrão e mentiroso
Neste domingo, durante mais de 30 minutos foi apresentada uma reportagem investigativa no programa Domingo Espetacular, exibido pela Rede Record. O teor usado pela emissora foi de denunciar as irregularidades no que diz respeito ao uso das finanças da Igreja Mundial do Poder de Deus, na pessoa do seu presidente, o apóstolo Valdomiro Santiago. Desde a chamada, avisou-se que seriam revelados os “segredos” do apóstolo.
O repórter Marcelo Rezende usou imagens da internet para contrastar os apelos do líder da IMPD com os bens que estão em seu nome no Estado do Mato Grosso. Trata-se de duas fazendas avaliadas em 50 milhões de reais.
Adquiridas no ano passado, com dinheiro da igreja e agora em nome de Valdomiro Santiago e sua esposa, a bispa Francileia de Oliveira, as fazendas Santo Antônio do Itiquira e Formosa estão localizadas na cidade de Santo Antônio do Leverger.
Usadas para atividade pecuária, estima-se que existem ao todo 5000 cabeças de gado, avaliados em R$ 6,5 milhões de reais. Além disso, a reportagem da Record mostrou outros bens pertencentes ao apóstolo, como jatinhos, helicópteros e carros de luxo.
Entre as acusações feitas a Valdemiro estão, principalmente, a de enriquecimento ilícito e de lavagem de dinheiro. Como no Brasil as igrejas são isentas de impostos e não precisam prestar contas ao governo de suas arrecadações, aparentemente a IMPD precisou usar “laranjas” para adquirir esses e outros bens.
Segundo mostrou a matéria do Domingo Espetacular, Valdemiro e Francileia são os sócios majoritários da empresa W S Music, cujo procurador e Nicanor de Oliveira, irmão do apóstolo e administrador das fazendas.
Uma vez que a WS Music tem como valor declarado 50 mil reais, seria impossível ter capital suficiente para adquirir as duas propriedades rurais, uma custando 29 milhões e a outra 20 milhões. No total, as duas fazendas totalizam 26.134 hectares, quase duas vezes o tamanho de Jerusalém, capital de Israel.
Marcelo Rezende afirmou que a matéria demorou quatro meses para ser preparada e que foi necessária muita investigação. Também foi dada a Valdomiro a oportunidade de se explicar, mas ele não atendeu a equipe da Rede Record.
Ficou claro durante a exibição do material a rivalidade existente entre os dois líderes, pois em vários momentos foram mostradas as provocações de Valdomiro na TV ao falar de Edir Macedo. Também se evidenciou a rivalidade das igrejas que muitas vezes ocupam prédios na mesma rua ou até mesmo vizinhos.
A Igreja Universal alega que desde que saiu dos seus quadros, em 1998, Valdomiro tem recrutado ex-pastores da igreja e tentado atrair as mesmas pessoas.
Entre as muitas acusações e perguntas sem resposta, o Domingo Espetacular mostrou que Valdemiro foi preso em 2003 por transportar ilegalmente armas e munição. Também lembrou o episódio em que três pastores da IMPD foram presos em 2010, acusados de tráfico internacional de armas. Afirmou-se que o destino dessas armas seriam os traficantes de drogas do Rio de Janeiro, que teriam uma ligação com a igreja.
Também foi exibida a situação de mais de 50 templos da IMPD que estariam com ordens de despejo por falta de pagamento. Donos dos imóveis foram entrevistados e também um jurista que pediu publicamente que a Receita Federal investigue Valdemiro e a sua igreja.
Para os expectadores do programa, ficou claro que o uso das imagens do apóstolo pedindo dinheiro na televisão e a comprovação de sua riqueza estão ligadas. Várias vezes ele foi chamado de “mentiroso” e tentou-se desqualificar suas credenciais como sacerdote, por estar se beneficiando da fé alheia para proveito próprio.
No final da matéria, ficou o aviso “a Rede Record vai continuar investigando”, o que indica que nos próximos domingos pode haver mais “segredos revelados”.
O assunto tomou conta das redes sociais e no Twitter cinco termos relacionados estavam entre os “assuntos do momento” (TTs). Centenas de comentários criticavam Valdemiro e muita gente também recriminava Edir Macedo. Uma das definições mais comum era #guerraNADAsanta.
Assista a reportagem na íntegra:

Assista a reportagem na íntegra:


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/domingo-espetacular-denuncia-valdomiro-santiago-ladrao-mentiroso/#ixzz1paD3fTcV

José varão justo por excelência


JOSE RAE 75_2.jpg


Pe. Mário Beccar Varela, E.P.

A Teologia aprofundou de forma admirável, ao longo dos séculos, na divina missão de São José e descreveu com riqueza de detalhes as graças que Providência lhe concedera.

Os principais traços da vida do santo esposo da Virgem Maria chegaram até nós nos primeiros capítulos do primeiro e terceiro evangelhos 1.

Segundo vários autores, entre os quais São Justino 2, São José era originário de Belém, a cidade de Davi, seu antepassado, situada dez quilômetros ao sul de Jerusalém. Mais tarde, passou a morar em Nazaré, cidade na qual, em obediência à voz do anjo, estabeleceu- se novamente ao voltar do Egito, cumprindo-se assim o que de Jesus diziam os profetas: "Será chamado Nazareno" (Mt 2, 23).

Mateus (13, 55) e Marcos (6, 3) o designam como téktón, o que significa tanto carpinteiro quanto artesão ou edificador de pequenas casas.

Perfil moral do santo Patriarca



Poucos são, em conseqüência, os dados diretos que nos referem os Evangelhos sobre São José. No entanto, ao ter sido ele escolhido por Deus para esposo de Maria, a "cheia de graça", e digno custódio do Verbo Encarnado, não podemos duvidar de ter sido ele provido de dons e virtudes extraordinários, que vão muito além do conciso relato de Marcos e Mateus.

José "é o esposo de Maria e pai legal de Jesus. Dessa fonte mana sua dignidade, sua santidade, sua glória. Certo é que a dignidade de Mãe de Deus chega tão alto que nada pode existir de mais sublime. Mas, uma vez que entre a Santíssima Virgem e José estreitouse um laço conjugal, não há dúvida de que ele, mais do que qualquer outro, se aproximou daquela altíssima dignidade pela qual a Mãe de Deus supera de muito todas as criaturas. Já que o matrimônio é o máximo consórcio e amizade - ao qual está unida a comunhão de bens - segue-se que, se Deus deu José como esposo à Virgem, não o deu apenas como companheiro de vida, testemunho da virgindade e tutor da honestidade, mas também para que ele participasse, por meio do pacto conjugal, na excelsa grandeza dEla" 4.

Nesse sentido, Santo Alberto Magno o exalta dizendo: "Fez de seu coração e de seu corpo um templo ao Espírito Santo, no qual ofereceu a si mesmo a Deus e, em si mesmo, a mais perfeita castidade de corpo e alma, no mais aceitável e agradável sacrifício a Deus" 3.


E o Papa Leão XIII, numa encíclica dedicada a São José, mostra como seu matrimônio com a Santíssima Virgem o fazia partícipe da grandeza dEla.




I - O evangelho da solenidade



Jamais houve em São José dúvida quanto à
santidade de Maria A passagem mais significativa das Sagradas Escrituras a respeito do esposo de Maria foi escolhida pela Igreja como segunda leitura própria da solenidade de São José. Tomada do Evangelho de Mateus (1, 18-24), ao percorrê-la, sentimos o estilo claro, breve, exato, musical até, com que os autores sagrados narram as maravilhas da salvação.
Analisemos um a um esses seis poéticos versículos:
Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que Ela concebeu por virtude do Espírito Santo.

O termo "desposada" merece uma explicação, que nos é dada pelo douto Pe. Ricciotti: "O matrimônio entre os judeus se realizava em duas etapas.

O compromisso (em hebraico kiddushin ou erusin) não era uma mera promessa, como hoje, mas um contrato legal perfeito, ou seja, verdadeiro matrimonium ratum. Portanto, a mulher prometida em casamento era esposa em sentido pleno e podia receber o libelo de repúdio. E em caso de morte era verdadeira viúva. Cumprido este compromisso matrimonial, os prometidos- esposos ficavam nas respectivas famílias por certo tempo que era costumeiramente de um ano [...] Este tempo era empregado nos preparativos da nova casa e do mobiliário familiar" 5.

José, seu marido, que era um homem justo

A palavra "justo" tem aqui um valor muito grande. Santo Alberto Magno assim comenta: "São José foi varão perfeito, no referente à justiça, pela constância da sua fé; quanto à temperança, pela virtude de sua castidade; quanto à prudência, pela excelência de sua discrição; quanto à fortaleza, pela energia de sua ação. Assim, pois, encontramos nele as quatro virtudes cardeais em grau excelente" 6.
Consideremos mais adiante as virtudes de São José, dando continuação agora ao relato de Mateus.

José jamais duvidou da integridade de Maria

...e, não querendo difamá-La, resolveu deixá-La secretamente.

É importante salientar que dentro desta grande perplexidade jamais houve em São José dúvida alguma quanto à santidade de Maria.

Esta santidade lhe era evidente, não só por ser notória para qualquer um, mas porque José fora dotado por Deus - uma vez que tinha sido escolhido para ser o pai adotivo de Jesus - com dons especiais para discernir todas as virtudes que adornavam a alma da Virgo Virginum.

O sensum fiedei nos leva, portanto, a concluir não ser possível que José tenha duvidado dEla. Ao encontro disso, vejamos também o que comentam a respeito desta passagem alguns grandes doutores.

Diz São Tomás que José conhecia a santidade de Maria, o que o fazia sentir-se demasiado pequeno: "José não quis abandonar Maria para tomar outra esposa, ou por alguma suspeita, mas porque temia, em sua humildade, viver unido a tanta santidade; por isso lhe foi dito ‘Não temas' (Mt 1, 20)" 7.

Por sua vez, o doctor melifluus, São Bernardo, exclama, em uníssono com São Tomás: "Mas por que quereria ele deixá-la? Considerai sobre este ponto, não meu próprio pensamento, mas o dos Padres da Igreja. Se José quis abandonar Maria, o fez movido pelo mesmo sentimento que levou São Pedro dizer, quando procurava afastar o Senhor para longe de si: ‘Retirai-Vos de mim, porque sou um homem pecador' (Lc 5, 8); e ao centurião, dissuadindo o Salvador de ir até sua morada, afirmar: ‘Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa' (Mt 8, 8). Foi, pois, levado por esse pensamento que José também, julgando-se indigno e pecador, dizia a si mesmo que não devia viver por mais tempo na familiaridade de uma mulher tão perfeita e tão santa, cuja admirável grandeza de tal forma o ultrapassava e lhe inspirava pavor. Ele via com uma espécie de assombro que Ela estava grávida da presença de um Deus, e, não podendo penetrar esse mistério, tinha feito o propósito de deixá-La" 8.

O motivo do desejo de partir, portanto, não era uma dúvida sobre a integridade de Maria, mas, pelo contrário, o seu abismamento de veneração e de humildade perante a grandeza dEla!

Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: "José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, pois nEla o que é gerado é do Espírito Santo".

Desvendado o mistério, tudo fica claro. É esta uma verdadeira "anunciação" a José, a qual se relaciona harmoniosamente com a Anunciação do anjo Gabriel a Maria 9.

O nome Jesus

Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo de seus pecados.

Era, de fato, atribuição do pai, na lei judaica, dar o nome ao filho.

No evangelho, por exemplo, se relata também a perplexidade dos parentes de São João Batista ao saberem como queriam seus pais que ele fosse chamado. Zacarias, então, escreveu sobre uma tabuleta: "João é seu nome" (Lc 1, 63). Esse episódio deixa patente como, apesar da estranheza de muitos, pois ninguém na família se chamava assim, se aceitou a autoridade do pai nessa circunstância.

Nesse versículo, a voz do Senhor, por meio do anjo, se faz ouvir a José, comunicando-lhe que Deus o associa a este grande mistério: é ele quem deve nomear ao Salvador. De igual forma, Deus ratifica a legitimidade do pátrio poder de São José sobre Jesus, ou seja, sua condição de verdadeiro pai, como salienta o Papa João Paulo II, na sua já citada Exortação Apostólica: "Quando lhe deu o nome, José declarou a própria paternidade legal em relação a Jesus; e, pronunciando esse nome, proclamou a missão deste menino, de ser o Salvador" 10.

Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco.

Podemos considerar que o nome dAquele que veio a ser o Redentor do mundo tinha sido escolhido por Deus desde toda a eternidade, de acordo com a essência do Salvador. Afirma, com efeito, no mesmo documento o Papa João Paulo II: "Neste caso, trata- se de um Filho que - segundo a promessa divina - realizará plenamente o que esse nome significa: Jesus - Yehosua, que quer dizer ‘Deus salva'" 11. Pois, desde antigos tempos, o nome queria significar as propriedades ou qualidades de seu detentor.

Diz a este respeito São Tomás: "Os nomes devem corresponder às propriedades das coisas. [...] os nomes dos indivíduos são dados por alguma propriedade daquele a quem se dá o nome. [...] Mas os nomes que Deus impõe a alguns significam sempre algum dom gratuito que Deus lhes concede, como foi dito a Abraão: ‘Serás chamado Abraão, porque Eu te constituí pai de numerosas nações' (Gn 17, 15); ou como foi dito a Pedro: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja' (Mt 16, 18).

"Ora, dado que ao homem Cristo fora concedido este dom gratuito de salvar todos os homens, convenientemente, pois, Lhe foi dado o nome de Jesus, ou seja, Salvador; nome que o anjo comunicou de antemão não só à Mãe, mas também a José, que haveria de ser o pai de criação" 12.

Assim se conclui a anunciação do anjo a José, com a revelação da missão de Jesus de "salvar o seu povo de seus


Deus concedeu a São José todas as graças
já desde a infância: piedade, virgindade, pru-
dência, perfeita fidelidade ... pecados". Podemos exclamar, com a liturgia da Igreja: "O magnum misterium!" Sobre este mistério sublime, assim revelado, comenta São Bernardo: "O Senhor achou José segundo o Seu coração e lhe confiou com inteira segurança o mais misterioso e o mais sagrado segredo de Seu coração. Ele lhe revelou as obscuridades e os segredos de Sua sabedoria, facultando-lhe conhecer o mistério desconhecido desde as origens do mundo. Aquilo que numerosos reis e profetas desejaram ver e não viram, foi concedido a ele, José, o qual não só viu, mas também compreendeu, carregou, guiou os passos, abraçou, osculou, alimentou e protegeu" 13.
Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e assumiu para si a sua esposa.

É de salientar aqui a obediência de São José à voz do anjo. Essa mesma docilidade se tornará patente também quando receber a ordem de ir para o Egito, fugindo de Herodes e, mais tarde, quando o mensageiro celeste o mandar voltar, por já ter morrido o tirano. Sua submissão é paralela à de Maria, que exclamou, ao receber a inefável notícia de que seria a Mãe de Deus: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em Mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 38).

II - Outros episódios narrados nos evangelhos



Visitação a Santa Isabel

Os evangelhos não mencionam a presença de José na viagem de Maria a Ain-Karim, para visitar sua prima Isabel.
Mas é óbvio que ele não deixaria sua jovem esposa fazer sozinha uma viagem tão longa. Era preciso percorrer mais de cem quilômetros, que requeriam cerca de três dias de penosa caminhada, por veredas tortuosas e não isentas de todo tipo de incertezas.

Era preciso contar não só com os perigos da natureza, como também com a insegurança dos caminhos, tantas vezes infestados de salteadores.

Além disso, para a mentalidade e os costumes da época, era incompreensível que uma jovem andasse sozinha, e menos ainda empreendesse uma viagem desse porte sem estar acompanhada de algum familiar muito próximo ou, se já fosse casada, do próprio esposo.

O fato de ter José levado consigo Maria a Belém, também confirma essa hipótese. Certamente, assim procedeu para não deixar sua esposa sozinha em casa, uma vez que a presença dEla não era necessária para o recenseamento.

Fuga para o Egito


Em todas as obrigações que, como pai, lhe
competiam, José praticou de forma excelsa a
virtude da fortaleza Os evangelhos narram, após a primeira manifestação do anjo, ainda outra, ordenando a fuga para o Egito. Ali, São José deixa novamente transparecer sua inteira obediência à inspiração divina. Quantos desvelos, quantas preocupações, quantas noites exposto às inclemências do tempo, ao longo das agrestes rotas da época, exercendo sua função de esposo e custódio de Maria, de pai e zeloso guardião do Redentor! Porém, uma vez mais, o silêncio sublime do evangelho cobre os detalhes dessa provação para a Sagrada Família.
Jesus, Maria e José permaneceram no Egito "até a morte de Herodes" (Mt 2, 15). Mas o Santo Patriarca não ousou voltar para a Judéia, ao saber que lá reinava Arquelau, filho de Herodes; "avisado divinamente em sonho" (Mt 2, 22), retirou-se paraa Galiléia e instalou-se com Jesus e Maria na cidade de Nazaré.

Em todas essas obrigações que, como pai, lhe competiam, José praticou de forma excelsa a virtude da fortaleza.
Com efeito, o que não significaria cuidar de Jesus e Maria, sustentá-Los e defendê-Los como Eles mereciam, nas dificuldades da vida daqueles tempos...

Mais ainda, no exílio do Egito - terra estranha e pagã - quais não terão sido os obstáculos e perigos!

Perda e encontro de Jesus no Templo

A perda de Jesus no Templo nos é narrada pelo evangelho de Lucas (cf.
Lc 2, 41-51). Tinha Jesus "doze anos", quando seus pais subiram, como "todos os anos", para Jerusalém por ocasião da Páscoa, para cumprir a Lei.

No regresso, pensaram eles que seu Filho estava entre a comitiva da viagem, mas não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à Sua procura. Três dias depois, O acharam ensinando no templo, entre os doutores.

Para Maria e José, foi uma tremenda provação cuja magnitude se entrevê no curto diálogo com Jesus e, sobretudo, no comentário final do evangelista: "Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos aflitos à Tua procura.
Ele respondeu-Lhes: "Por que Me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar- Me das coisas de meu Pai?" Eles, porém, não compreenderam o que Ele lhes dissera". Uma vez mais, José depara com a prova da perplexidade ante os desígnios divinos, tantas vezes incompreensíveis à inteligência humana.

Jesus "desceu com Eles a Nazaré e lhes era submisso". E ali o Menino "crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens" (Lc 2, 51-52).

A paixão de São José

Sobre esses episódios, narrados tão sucintamente pelo autor sagrado, o inspirado comentário do padre Bonifacio Llamera lança uma luz: "A infância e a vida oculta de Jesus constituem a paixão de São José" 14. Maravilhoso período da vida do Salvador, em que o mistério envolve com resplendores dourados a virtude de Jesus, Maria e José.

Também o padre Eugenio Cantera, renomado teólogo espanhol, comenta sobre o mesmo período: "Em todas as cenas da infância do Salvador advertimos não só a presença de José, mas também sua intervenção direta, sua ação imediata; ação, se quiser, oculta e silenciosa, mas eficaz e constante. Contemplemos por alguns momentos esses passos de Jesus Menino e o veremos sempre acompanhado de José" 15.

Todo esse tempo junto a Jesus e Maria significou para José um acréscimo, a cada instante, das virtudes infusas com que a Providência o tinha dotado.

III - "Vir justus", esc olhido desde toda a eternidade

Mas será que podemos nos limitar a considerar tão-somente as graças de José a partir de suas castas núpcias? Não é ele, como vimos, o vir justus, escolhido desde toda a eternidade para ser o pai adotivo de Jesus? Nesse sentido, afirma o Pe. Reginaldo Maria Garrigou-Lagrange: "Considerada sua missão totalmente divina, o Deus providente lhe concedeu todas as graças já desde a infância: piedade, virgindade, prudência, perfeita fidelidade..." 16.

Também São Jerônimo afirmava que José era chamado justo pela posse perfeita de todas as virtudes.
E o douto Pe. Juan de Maldonado, S.J., o confirma: "São José é chamado justo, não porque possuiu só a justiça, uma das quatro virtudes morais, mas porque esteve cheio de todo gênero de virtudes, como assinalou Crisóstomo" 17.

São José cooperou para constituição da ordem hipostática!

O conceituado teólogo dominicano, Pe. Bonifacio Llamera, na sua citada obra Teología de San José 18, dedica 36 páginas a demonstrar, baseado em renomados autores, como São José "coopera na constituição da ordem hipostática, de um modo verdadeiro e singular, extrínseco, moral e mediato" 19. E conclui: "São José [ está] compreendido no decreto divino da Encarnação".

A mesma opinião defende o biblista Pe. José Maria Bover, S.J., o qual, discorrendo sobre a paternidade de São José


Para Maria e José, a perda de Jesus no tem-
plo foi uma tremenda provação , cuja magni-
tude se entrevê no curto diálogo narrado por
São Lucas. numa de suas obras, chega a afirmar: "Relativamente ao Filho de Deus, enquanto homem, era verdadeira autoridade ou poder paterno: Jesus Cristo, enquanto homem, estava sujeito a José, ao qual devia obediência. No tocante à Mãe de Deus, a paternidade de José era como o complemento conatural da divina maternidade de Maria, a cuja categoria estava elevada. No referente a Deus Pai, era uma misteriosa participação, comunicação ou extensão de sua divina paternidade.
"Em virtude dessa tríplice relação, a inefável paternidade de José entroncava- se à ordem da união hipostática.
E a esta ordem suprema pertencia, conseqüentemente, a graça de José: não de ordem ministerial - como a de São João Batista ou a dos Apóstolos - mas graça de ordem e caráter hipostático, como era a graça da Mãe de Deus, se bem que num grau inferior em relação a Ela" 20.

Podemos, pois, concluir com o Pe. Garrigou-Lagrange: "A esta ordem superior pertence ‘terminative' a missão especial de Maria, isto é, a maternidade divina e, em certo sentido, ou seja, extrínseca, moral e mediatamente, a oculta missão do bem-aventurado José

Morte de São José

Por ter falecido nos braços de Jesus e Maria, São José é o padroeiro da boa morte. Pois se julga, e com razão, que ninguém foi tão bem assistido como ele em seus últimos momentos.

Quase se poderia dizer que por isso o termo de sua vida foi tão suave e consolador que dele esteve ausente qualquer sofrimento ou angústia.

No entanto, não podemos esquecer que para José esta foi a suprema perplexidade de sua existência terrena.
Pois, ao falecer, separava-se do convívio inefável com sua virginal esposa e com Jesus, o Filho de Deus. José partia para a Eternidade, deixando na terra o seu Céu...

A consideração do exemplo e dos preciosos dons concedidos por Deus ao pai adotivo de Jesus nos leve a confiar na poderosa intercessão daquele a quem o próprio Filho de Deus obedeceu: "E era-Lhes submisso" (Lc 2, 51).

"O exemplo de São José - afirmou o Papa Bento XVI na comemoração de sua festa litúrgica - é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa. Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afeto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência.

Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação" 22.

1) Mt 1-2; Lc 1-2; 3, 23; 4,22. Além disso, é mencionado como pai de Jesus em Jo 1, 45; 6, 42.
2) São JUSTINO, Dial. cum Tryph., LXXXVIII, in P.G., VI, 688.
3) Mariale, q. 51. Apud LLAMERA, Bonifacio. Teología de San José; BAC, Madrid, 1953, p. 160 4) LEÃO XIII Encíclica Quamquam pluries, 18 agosto de 1889, n. 3.
5) G. RICCIOTTI, Vita di Gesù. n. 232.
Società Grafica Romana, 3a. ed., Turim-Roma (1947).
6) SANTO ALBERTO MAGNO. Mariale, q. 22. Apud Llamera, Teología de San José. Bac Madrid, 1953, p. 462.
7) SÃO TOMÁS. Commentarium in Math. 1, 19, apud LLAMERA, B., ibidem, p. 209.
8) SÃO. BERNARDO, Homilia II Super Missus est n. 14.
9) Cf. JOÃO PAULO II, Exortação Apostólica Redemptoris Custos de 15-8-1989 nn. 4 e 12.
10) Idem, ibidem, n.12.
11) Idem, ibid. n. 3 12) SÃO TOMÁS. Suma Teológica, III, 37, Ad. 2 Resp.
13) SÃO BERNARDO. Homilia II super "Missus est" 2; 16.
14) LLAMERA, Bonifacio, ibidem, p. 166.
15) CANTERA, E. San José en el plan divino.
Apud Llamera, ibidem, p. 236.
16) GARRIGOU-LAGRANGE: De Præsentia S. Ioseph. "Angelicum" abril-junho 1928, apud Llamera, ibidem, 17) In Mt. 1, 19. Apud LLAMERA, ibidem, p. 198.
18) Biblioteca de Autores Cristianos, n.
108, Madrid, 1953. Deste livro diz o Pe. Antonio Royo Marín, O.P.: "Esta obra é, de longe, a melhor que se tenha escrito sobre São José no mundo todo" (La Virgen y Dios, BAC, Madrid, p. 406).
19) Ibidem, p. 115.
20) BOVER S.I., José Maria: Vida de Nuestro Señor Jesucristo (Barcelona, 1955), in P. Francisco de P. Solà, S.J. Mt 1-2 y las relaciones que establecen entre San José y el misterio de Cristo, in e-aquinas, Revista electrónica mensual del Instituto Santo Tomás (Fundación Balmesiana), março 2006.
21) De Præsentia S. Ioseph. "Angelicum" abril-junho 1928, p. 202, apud LLAMERA, ibidem, p. 131.
22) Ângelus, 19 de março de 2006.

(Revista Arautos do Evangelho, Marco/2008, n. 75, p. 18 a 23)

* ATENÇÃO cidadãos pró-vida! ato público em defesa da vida e pela criação da CPI do Aborto.

Ato público em defesa da vida e pela criação da CPI do Aborto

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos convida:

DATA: 21.03.2012
HORÁRIO DO INÍCIO: 12:30 horas

CONCENTRAÇÃO: a partir das 11:00 h, nas escadarias da CATEDRAL DA SÉ – SÃO PAULO


LOCAL da MANIFESTAÇÃO: em frente ao FORUM JOÃO MENDES, na Praça João Mendes, Centro, São Paulo


CAMISETAS: haverá distribuição de camisetas para os primeiros 500 participantes (dependendo da numeração)
LEVAR : APITOS, FAIXAS E CARTAZES: ABORTO NUNCA MAIS – CPI DO ABORTO, JÁ – ABORTO NÃO – os grupos podem imprimir suas próprias camisetas


Quem não puder comparecer, pode se manifestar no dia por outras formas:


TWITTAÇO: dia 21.03.2012 – a partir das 13h – #abortonuncamais – @SenadoresBrasil – @CamaraDeputados – @AssembleiaSP


FACEBOOK E OUTRAS FORMAS DE SE MANIFESTAR

Por EMAILS : dia 21.03.2012, a partir das 10:00 – enviar emails para a Câmara Federal e Senado (os nomes e emails dos parlamentares podem ser retirados nos portais da Câmara e do Senado)

Por TELEFONE: telefonar a partir das 13:00 – Câmara – 0800.619.619 / Senado – (61) 3303-1211
Não tenhais medo!
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

* Por uma “CPI da Verdade Sobre o Aborto” Ou: Brasileiros Pelo Direito de Decidir contra a Vontade da Fundação Ford

março 17th, 2012

Reinaldo Azevedo

Em outubro de 2010, o Datafolha fez uma pesquisa para saber a opinião dos brasileiros sobre o aborto: 71% são contrários à legalização ou à ampliação das possibilidades de interrupção legal da gravidez — hoje só permitida em caso de estupro e risco de morte da mãe. Veem com simpatia a ampliação dessas hipóteses 11% dos entrevistados; 7% se disseram favoráveis à legalização em qualquer caso. Alguns levantamentos sustentam que chegam a 82% os contrário a qualquer mudança na legislação.

Não obstante, ou por isso mesmo, como se sabe, o lobby pró-aborto é gigantesco. Uma comissão de juristas, recentemente, propôs, na prática, a sua legalização numa proposta de reforma do Código Penal enviada ao Senado. Segundo o texto, se médicos e psicólogos constatarem que a gestante não tem condições psicológicas de ter um filho — e desde que ela concorde —, o aborto deve ser feito pelo Estado. Na prática, nem é preciso demonstrar, trata-se da legalização por uma via oblíqua, ainda que o tema seja de natureza constitucional.

Muito bem. Um grupo de cristãos — no caso, católicos — passou a defender que se faça “A CPI da Verdade Sobre o Aborto”

Encontrei a convocação para o primeiro ato público em favor da CPI no site de dom Luiz Bergonzini. Está marcado para o dia 21 de março, a partir das 12h30. Os manifestantes devem se reunir, a partir das 11h, na escadaria da Catedral da Sé e marchar até o Fórum João Mendes, centro de São Paulo. Quem não puder comparecer pode aderir a um tuitaço, no mesmo dia 21, a partir das 13h:
#abortonuncamais – @SenadoresBrasil – @CamaraDeputados – @AssembleiaSP

Exagero?

É claro que os “moderados” dirão que se trata de um óbvio exagero e que a CPI é descabida porque o aspecto público da questão não está muito claro. Discordo, acho a ideia da CPI boa e vou dizer por quê. A propósito: aqueles que são favoráveis à descriminação do aborto, à legalização ou à ampliação das hipóteses em que ele pode ser realizado deveriam aderir à proposta. É uma questão de honestidade intelectual.

A ministra Eleonora Menicucci foi a uma reunião da ONU e aceitou de bom grado a farsa de que 200 mil mulheres morrem por ano no Brasil em razão de abortos clandestinos. Sustenta-se que um milhão de procedimentos ilegais são feitos por ano no país. Chegou a hora de sabermos:

– qual é a origem desses números?
- são definidos com base em quais informações?

Ora, o Ministério da Saúde define políticas públicas para a área, não? Segundo o ministro da pasta, Alexandre Padilha, houve 705 mortes mortes de mulheres em decorrência da gestação no primeiro semestre de 2011. Mantida a tendência, haverá 1410 no ano — ou 0,7% do que alardeiam os grupos favoráveis ao aborto. Parece não existir hipótese, dado o número de crianças que nascem no país, de haver 1 milhão de abortos clandestinos por ano.

PARECE QUE ALGUÉM ESTÁ MENTINDO PARA FRAUDAR POLÍTICAS PÚBLICAS E ENGANAR OS BRASILEIROS. Mas, é claro!, pode ser que exista uma realidade subterrânea, que todos ignoramos, só descoberta por esses militantes, e que esteja em curso no Brasil, com efeito, um verdadeiro “mulhericídio”. Numa CPI, os que sustentam esses números poderão apresentar as suas evidências.

Mais: mesmo essas mil e poucas mortes têm de ser esclarecidas. Aconteceram em quais circunstâncias?

Lobby e financiamento externo

Os brasileiros também têm o direito de saber quais são as entidades, especialmente as estrangeiras, que financiam os grupos pró-aborto no Brasil e por quê. É o caso, por exemplo, da onipresente Fundação Ford. Não há hipótese de haver uma luta ruim (a meu juízo, claro!) no país que não conte com dinheiro desses valentes. Lembro, de cabeça, alguns exemplos:

– descriminação do aborto;
- controle social dos meios de comunicação;
- racialismo;
- demarcação contínua da Raposa Serra do Sol e consequente expulsão dos arrozeiros;
- ambientalismo do miolo mole.

Pesquisem. É possível achar causas de “A” a “Z”. Seus financiados, não raro, são chamados a colaborar com o governo e participam das conferências públicas, fazendo um lobby intenso. Não se trata, pois, de mera questão privada.

“Mas o que há de mal nesse financiamento?”, indagará alguém. Depende! Se o objetivo é sustentar uma mentira para interferir na formulação de políticas públicas, é evidente que isso tem de ser do interesse do Parlamento — e das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais. Se há algo que essas entidades estrangeiras saibam e a gente não, então chegou a hora de… saber!

Que mal poderá fazer a CPI? Grupos como o CFemea, Católicas Pelo Direito de Decidir e congêneres certamente não têm nada a esconder — inclusive não devem ter motivos para esconder suas fontes de financiamento e de informação. Com tudo colocado às claras, o país escolherá o melhor para as mulheres brasileiras.

CPI já! Viva a transparência! Quem tem medo da informação!

Agora faço parte do grupo “Brasileiros pelo Direito de Decidir Mesmo Contra a Vontade da Fundação Ford”.

PS: Antes que algum tontinho me acuse de estar alimentando teorias conspiratórias, destaco que não há nada de irrealista, abstrato ou mágico no dinheiro que essas entidades dão a esses grupos que parecem alimentados apenas por sua fome do bem, do belo e do justo.

PS2 – No que diz respeito à questão de fé, a CPI é uma luta de todos os cristãos, não apenas dos católicos. No que diz respeito ao direito à informação correta, esta é uma luta de todos os brasileiros, também dos agnósticos e ateus — e os há aos montes contrários ao aborto. Mesmo aqueles que são favoráveis, se honestos intelectualmente, devem convir que a verdade é um bem, não um mal.

U$ 36 milhões para “serviços de aborto” no Brasil

A ‘lógica’ deste governo é a seguinte: se o povo não aceita o aborto, é preciso reeducar o povo. Se as mulheres não querem abortar, é preciso induzir-lhes (coagi-las até!) a abortarem. Se os médicos não querem ser aborteiros, é preciso – disse dona Eleonora – “que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar.”

Faço meu o comentário do blogueiro premiado, Jorge Ferraz, a respeito da notícia sobre a indignação da ministra da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci: durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS), ela reclamou da objeção de consciência que vários médicos fazem nos serviços cadastrados para aborto “legal” no País – como se existisse algum aborto legal, no Brasil, e não simplesmente casos em que *não se pune* o aborto, mas jamais casos de aborto “legal”.

Mas que tal? A primeira presidente pró-aborto do Brasil escolheu muito bem sua porta-voz informal. Eleonora Menicucci quer mais que “apenas” 63 centros cadastrados para realização de abortos em casos não punidos, de acordo com o atual Código Penal. Favorecer a mulher, para ela, é promover mais acesso a abortos e tirar de seus postos de trabalho médicos que têm objeção de consciência contra matar uma criança a pedido da mãe.

Depois da fala da ministra divulgou-se que mais 30 serviços para realização de abortos nos casos não punidos pela lei estão sendo capacitados.

Como assim? Eu aposto que 99,9% dos brasileiros não fazem a menor ideia do que seja um “serviço de aborto legal”. Não que sejamos burros, muito pelo contrário! É que sabendo que aborto é CRIME por aqui, a lógica não permite admitir que o próprio Governo seja forçado a estabelecer serviços para a prática de um CRIME ainda quando os que praticam esse CRIME não sejam punidos nos casos de estupro e de risco para a gestante.

Não existe uma única lei no Brasil que diga que o Estado tem que promover “serviços de aborto”. Tais serviços são apenas uma estratégia das fundações internacionais Ford e MacArthur para conseguirem legalizar o aborto no país!

Tudo começou no final dos anos 80. Com o fim dos regimes autoritários, a América Latina abriu-se para a ação de ONGs (na época da ditadura não era permitida a atuação de ONGs em território nacional) e foi visitada diversas vezes por equipes coordenadas por profissionais da International Women Health Coalition (IWHC ), alguns dos quais também haviam participado do longo processo de elaboração do Relatório de 1990 da Fundação Ford sobre Saúde Reprodutiva.

Estas equipes chegaram à conclusão de que o lugar apropriado para desencadear o processo que levaria à completa legalização do aborto na América Latina era o Brasil. Os motivos: a influência política geral do Brasil na América Latina; a facilidade constatada com que era possível criar e coordenar uma rede de organizações feministas no Brasil, mais do que nos países hispano-americanos e muito mais do que na África e na Ásia; e à facilidade que as leis brasileiras davam para que estas organizações, uma vez criadas, pudessem monitorar e pressionar as políticas públicas do país.

O Brasil é um senhor país democrático comparado com outras nações latino-americanas e as ONGs pró-aborto, financiadas pela Ford e MacArthur, aproveitaram-se de nossa nobreza para sambar na cara da sociedade.

Qual era o plano? A estratégia começou a ser montada em São Paulo, onde em 1989 a prefeitura abriu, por meio do Dr. Jorge Andalaft, o primeiro serviço de abortos ditos “legais” no Hospital do Jabaquara. Naquela mesma época, a Fundação MacArthur, criada em Chicago pelo milionário John MacArthur, um investidor que chegou a ser o segundo homem mais rico do mundo, aderia ao novo programa de direitos reprodutivos da Fundação Ford.

Mas foi em Ipanema, no Rio de Janeiro, que em 1988, a presidente do IWHC e o novo diretor do programa populacional da Fundação Ford decidiram que a feminista brasileira Carmen Barroso deveria ser a diretora do novo programa de população a ser inaugurado pela Fundação MacArthur: U$ 36 milhões de dólares financiaram a empreitada que levaria à expansão dessa rede de “serviços de aborto” – isto está publicado no relatório de 2003 da Fundação MacArthur, “Programa de População e Saúde Reprodutiva no Brasil: Lições Aprendidas”.

O relatório da MacArthur é um exemplo claro de como se trabalha desde o estrangeiro para implantar o direito ao aborto no Brasil. Ele mostra também como o município de São Paulo, pela sua importância no contexto nacional, está sendo preferencialmente instrumentalizado para este fim.

O relatório da MacArthur afirma que, “com o apoio da Fundação MacArthur, o IPAS [ONG fundada pelos líderes da USAID nos anos 70 na Carolina do Norte] iniciou um programa de treinamento de serviços municipais, estaduais e universitários” em técnicas que podem ser usadas tanto para atendimento pós-aborto, como para a própria prática do aborto provocado. O relatório da MacArthur usa palavras propositalmente suavizadas para descrever o trabalho do IPAS. Afirma que o financiamento da Fundação permitiu que, através do IPAS, “o número de locais no Brasil para assistência ao aborto aumentasse em 60%”, e que o IPAS oferece “um serviço crítico para o treinamento de médicos e enfermeiros em procedimentos seguros, eliminando a ignorância que às vezes se torna uma desculpa para a falta de ação”.

O grande passo para a proliferação dos serviços de aborto em casos de estupro que ocorreria no Brasil foi dado em 1996, quando o governo brasileiro, seguindo as recomendações da Conferência do Cairo no sentido de permitir que as ONGs, ainda que não fossem constituídas por profissionais da saúde, pudessem cooperar, supervisionar (e pressionar) os governos na prestação dos serviços de saúde reprodutiva, reorganizou a Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher (CISMU), pertencente ao Conselho Nacional da Saúde, rearticulando-a de modo a que passasse a contar com uma forte presença de feministas.

São interesses privados que querem a legalização do aborto no Brasil e já o querem há muito tempo! Mas quem sabe disso? Quem divulga isso? Que jornalistas são esses que divulgam candidamente o aumento no número de “serviços de aborto” num país em que aborto é CRIME em QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA? Ninguém tem a menor desconfiança de que é ilógico falar em promoção de serviços de aborto num país onde aborto é CRIME? Pois sim… Eis o estado das coisas.

Agora você entende que essa tal Eleonora Minecucci está seguindo uma cartilha que lhe foi apresentada sabe-se lá a que preço, mas com certeza a um valor suficiente para trair a soberania da nação que lhe pariu.

Profissionais Médicos dos EUA publicam importante declaração, com base cientifica, sobre a Homossexualidade.



A PALAVRA DOS MÉDICOS CRISTÃOS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

http://www.cathmed.org

Preocupados com a questão da homossexualidade, os médicos católicos da “Associação de Médicos Católicos” (ACM) dos Estados Unidos e Canadá – publicaram uma importante Declaração “Homossexuality and Hope” (Homossexualidade e Esperança”), após terem estudado a questão com base na medicina, nas pesquisas e na lei de Deus.

Nessa profunda Declaração os médicos católicos, com rigor científico, mostram que ninguém nasce homossexual, indicam como deve ser a prevenção para evitar a atração por pessoa do mesmo sexo, mostram o caminho a seguir para se deixar a prática homossexual, e fazem uma série de recomendações aos que possuem a tendência homossexual. Falam também aos padres, bispos, médicos católicos e às famílias católicas.

Segue a Declaração.

”HOMOSEXUALIDADE E ESPERANÇA”

“A Associação Médica Católica (AMC) se dedica a sustentar os princípios da fé católica, no que se refere à prática da medicina e à promoção da ética médica católica para a profissão médica, inclusive os profissionais de saúde mental, o clero e o público em geral.

Nenhuma questão provocou mais preocupação na década passada do que a homossexualidade. Portanto, a AMC oferece o seguinte resumo e análise da situação da questão. Esse resumo se apóia intensamente nas conclusões de vários estudos e aponta para a coerência dos ensinos da Igreja com esses estudos. Espera-se que essa análise também sirva como uma ferramenta de educação e referência para todos os católicos: o clero, os médicos, os profissionais de saúde, os educadores, os pais e o público em geral.

A AMC apóia os ensinos da Igreja Católica conforme aparecem na versão revista do Catecismo da Igreja Católica, principalmente os ensinos sobre a sexualidade. “Todas as pessoas batizadas são chamadas para a castidade”( §2348). “Os casados são chamados a viverem a castidade conjugal, outros praticam a castidade em continência” (§2349). “…a tradição sempre declarou que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados… Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados”. (§2357)

É possível, com a graça de Deus, todas as pessoas viverem uma vida casta, inclusive as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, conforme declarou de modo tão corajoso o Cardeal George, Arcebispo de Chicago, em seu discurso na Associação Nacional de Ministérios Diocesanos Católicos para Gays e Lésbicas: “Negar que o poder da graça de Deus capacita aqueles que têm atração pelo mesmo sexo a viver de maneira casta é negar, em realidade, que Jesus ressuscitou dos mortos”. (George 1999)

Com certeza, há circunstâncias tais como desordens psicológicas e experiências traumáticas que podem, às vezes, tornar essa castidade mais difícil e há situações que podem seriamente diminuir a responsabilidade de um indivíduo por deslizes na castidade.
Essas circunstâncias e condições, porém, não neutralizam a livre vontade nem eliminam o poder da graça. Embora muitos homens e mulheres que experimentam atrações pelo mesmo sexo digam que seu desejo sexual é uma inclinação “natural” (Chapman 1987), isso de forma alguma indica uma predeterminação genética ou uma condição imutável.

Alguns se entregaram a atrações pelo mesmo sexo porque lhes disseram que eles já nasceram homossexuais e que é impossível mudar o estilo sexual de alguém. Tais pessoas podem sentir que é inútil e perda de tempo resistir aos desejos pelo mesmo sexo, e acabam adotando uma “identidade gay”.

Essas mesmas pessoas podem então se sentir oprimidas com o fato de que a sociedade e as religiões, de modo particular a Igreja Católica, não aceitam a expressão desses desejos nos atos homossexuais. (Schreier, 1998)
A pesquisa mencionada neste relatório se opõe ao mito de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada e imutável, e oferece esperança para a prevenção e o tratamento.

1) Ninguém nasce homossexual

Muitos pesquisadores têm tentado descobrir uma causa biológica para a atração pelo mesmo sexo. Os meios de comunicação promovem a idéia de que já foi descoberto o “gene gay” (Burr, 1996). Mas, apesar de várias tentativas, não se testou cientificamente nenhum dos estudos bem divulgados (Hamer, 1993; LeVay 1991). Muitos escritores analisaram esses estudos cuidadosamente e descobriram que eles não só não provam uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, mas também nem chegam a afirmar possuir provas científicas para tal alegação. (Byrne 1963; Crewdson 1995; Goldberg 1992; Horgan 1995; McGuire 1995; Porter 1996; Rice 1999)

Se a atração pelo mesmo sexo fosse geneticamente predeterminada, então deveríamos supor que gêmeos idênticos teriam de ser idênticos em sua atração sexual. Há, porém, muitos registros de gêmeos idênticos que não são idênticos em sua atração sexual. (Bailey 1991; Eckert 1986; Friedman 1976; Green 1974; Heston 1968; McConaghy 1980; Rainer 1960; Zuger 1976).

As situações individuais registradas revelam fatores ambientais que explicam a causa do desenvolvimento de diferentes estilos de atração sexual em crianças geneticamente idênticas, apoiando a teoria de que a atração pelo mesmo sexo é um produto da ação e efeito recíproco de uma variedade de fatores ambientais. (Parker 1964)

Há, porém, tentativas de convencer o público de que a atração pelo mesmo sexo tem base genética. (Marmor 1975). Tais tentativas podem ter como causa motivações políticas porque as pessoas se sentem mais inclinadas a aceitar sem dificuldades reivindicações pedindo mudanças nas leis e nos ensinos religiosos quando crêem que a atração sexual é geneticamente determinada e imutável. (Emulf 1989; Piskur 1992).

Outros têm procurado provar uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, a fim de poderem apelar para os tribunais em busca de direitos baseados na teoria da “imutabilidade”. (Green 1988)

Os católicos crêem que a sexualidade foi projetada por Deus como um sinal do amor de Cristo, o noivo, por sua noiva, a Igreja. Portanto, a atividade sexual só é apropriada no casamento. O desenvolvimento psicosexual saudável conduz naturalmente, nas pessoas de cada sexo, à atração pelo outro sexo. O trauma, uma educação errada e o pecado podem causar um desvio desse modelo normal.

Não se deve identificar as pessoas com base em seus conflitos emocionais ou dificuldades de desenvolvimento, como se isso fosse a essência de sua identidade. No debate entre essencialismo e o construcionismo social, os que crêem na lei natural sustentariam que os seres humanos têm uma natureza essencial – macho ou fêmea – e que inclinações ao pecado – tais como o desejo de se envolver em atos homossexuais – são formados nas pessoas e podem, pois, ser removidos.

Portanto, provavelmente seria prudente termos a atitude de evitar, sempre que possível, usar as palavras “homossexual” e “heterossexual” como normas, pois a utilização desses termos sugere um estado fixo e equivalência entre o estado natural do homem e mulher criados por Deus e indivíduos que experimentam atração ou conduta pelo mesmo sexo.

2) A atração pelo mesmo sexo como sintoma

As pessoas experimentam a atração pelo mesmo sexo por razões diferentes.

Embora haja semelhanças nos tipos de desenvolvimento, cada pessoa tem uma história de vida diferente e pessoal. Na história de vida de indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo, freqüentemente encontramos um ou mais dos seguintes elementos:

Distanciamento do pai na infância, porque a criança o via como hostil ou distante, violento ou alcoólatra. (Apperson 1968; Bene 1965; Bieber 1962; Fisher 1996; Pillard 1988; Sipova 1983).

Mãe superprotetora (meninos). (Bieber, T. 1971; Bieber 1962; Snortum 1969).

Mãe emocionalmente distante (meninas). (Bradley 1997; Eisenbud 1982)

Pais não conseguiram incentivar identificação do mesmo sexo. (Zucker 1995).

Falta de brincadeiras mais duras (meninos). (Friedman 1980; Hadden 1967a)

Incapacidade de se identificar com colegas do mesmo sexo. (Hockenberry 1987; Whitman 1977)

Antipatia por esportes de equipe (meninos). (Thompson 1973).

Falta de coordenação manual e visual e resultante provocação dos colegas (meninos). (Bailey 1993; Fitzgibbons 1999; Newman 1976)

Abuso sexual ou estupro. (Beitchman 1991; Bradley 1997; Engel 1981; Finkelhor 1984; Gundlach 1967).

Fobia social ou acanhamento extremo. (Golwyn 1993)

Perda dos pais através de morte ou divórcio. (Zucker 1995)

Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)

Em alguns casos, a atividade ou atração pelo mesmo sexo ocorre num paciente com outros diagnósticos psicológicos, tais como depressão profunda (Fergusson 1999), idéias de suicídio (Herrell 1999) desordens generalizadas de ansiedade, abuso de drogas, conduta anormal na adolescência, desordens de personalidade (Parris 1993; Zubenko 1987); esquizofrenia (Gonsiorek 1982); narcisismo patológico (Bychowski 1954; Kaplan 1967).

Em poucos casos, a conduta homossexual aparece mais tarde na vida como reação a um trauma tal como aborto (Berger 1994; de Beauvoir 1953) ou profunda solidão (Fitzgibbons 1999).

3) Há prevenção para a atração pelo mesmo sexo

Se as necessidades emocionais e de desenvolvimento de cada criança forem supridas corretamente pela família e pelos amigos, é bem improvável que a criança desenvolva a atração pelo mesmo sexo. As crianças precisam de afeição, elogios e aceitação do pai e da mãe, dos irmãos e dos colegas. Nem sempre, porém, é fácil estabelecer tais situações sociais e familiares, e nem sempre dá para identificar logo as necessidades das crianças. Alguns pais podem estar em luta com os próprios problemas e assim sem condições de dar a atenção e o apoio que a criança precisa.

Às vezes os pais se esforçam muito, mas a personalidade particular da criança torna esse apoio e cuidado mais difíceis. Alguns pais viram os primeiros sinais do problema, buscaram assistência e aconselhamento profissional, mas receberam conselhos inadequados e em alguns casos até errados.

O Manual Estatístico e Diagnóstico IV (APA 1994) da Associação Americana de Psiquiatria define “Desordem de Identidade de Gênero” (DIG) nas crianças como uma persistente e forte identificação transsexual, um desconforto com o próprio sexo e preferência por papéis transsexuais nas fantasias.

Alguns pesquisadores (Friedman 1988, Phillips, 1992) têm identificado outro sintoma menos evidente nos meninos – sentimentos crônicos de falta de masculinidade. Embora não se envolvam em nenhuma atividade ou fantasia transsexual, esses meninos se sentem profundamente deficientes em sua masculinidade e têm uma reação quase de fobia a brincadeiras mais duras na infância e muita antipatia por esportes de equipe.

Vários estudos têm mostrado que crianças com a “Desordem de Identidade de Gênero” e meninos com problemas crônicos de falta de masculinidade correm o risco de adquirir atração pelo mesmo sexo na adolescência. (Newman 1976; Zucker 1995; Harry 1989)

A desordem de identidade de gênero pode muitas vezes ser vencida quando, com o apoio dos pais, o problema é identificado cedo e recebe intervenção profissional adequada (Rekers 1974; Newman 1976).

Infelizmente, muitos pais que relatam essas preocupações para seus pediatras são orientados a não se preocuparem. Em alguns casos, os sintomas e as preocupações dos pais podem parecer diminuir quando a criança entra na segunda ou quarta série. Mas, a menos que sejam tratados de forma adequada, os sintomas poderão reaparecer na puberdade como intensa atração pelo mesmo sexo. Essa atração parece ser a conseqüência da incapacidade de se identificar bem com outras pessoas do mesmo sexo.

É importante que aqueles que estão envolvidos na educação e cuidados de crianças se conscientizem dos sinais da desordem de identidade de gênero e dos problemas de falta de masculinidade nos meninos, e busquem acesso aos recursos disponíveis a fim de encontrarem a ajuda adequada para essas crianças (Bradley 1998; Brown 1963; Acosta 1975). Quando são convencidas de que a atração pelo mesmo sexo não é uma desordem geneticamente determinada, as pessoas conseguem ter esperança na prevenção e também conseguem ter esperança num modelo de terapia para suavizar, ou até mesmo eliminar, a atração pelo mesmo sexo.

4) Em perigo, não predestinados

Embora muitos estudos tenham mostrado que as crianças que foram abusadas sexualmente, que exibem os sintomas da DIG e meninos com problemas de falta de masculinidade correm perigo de desenvolver a atração pelo mesmo sexo na adolescência e na vida adulta, é importante notar que uma percentagem significativa dessas crianças não se tornam homossexualmente ativas quando se tornam adultas (Green 1985; Bradley 1998).

Para alguns, os relacionamentos positivos mais tarde na vida vencem as experiências negativas da infância. Alguns fazem a decisão consciente de evitar a tentação. A presença e o poder da graça de Deus, embora nem sempre possam ser medidos, não podem ser desconsiderados como um fator que ajuda as pessoas em risco a se afastar da atração pelo mesmo sexo.

O ato de rotular um adolescente ou, pior, uma criança como imutavelmente “homossexual” prejudica gravemente a pessoa. Tais adolescentes ou crianças podem, com intervenção positiva e adequada, receber orientação apropriada para lidar com traumas emocionais logo no começo.

5) Terapia

Aqueles que promovem a idéia de que a orientação sexual é imutável freqüentemente citam um debate publicado entre o Dr. C.C. Tripp e o Dr. Lawrence Hatterer. Nesse debate o Dr. Tripp declarou: “…não há um único exemplo registrado de mudança na orientação sexual que tenha sido confirmado por especialistas ou testes externos. Kinsey não conseguiu achar um. O Dr. Pomeroy também não conseguiu achar tal paciente. Ficaríamos felizes de ter um do Dr. Hatterer” (Tripp & Hatterer 1971). Eles não mencionaram a resposta do Dr. Hatterer:

“Tenho curado muitos homossexuais, Dr. Tripp. O Dr. Pomeroy ou qualquer outro pesquisador pode examinar meu trabalho, pois está todo documentado em 10 anos de fitas gravadas. Muitos desses pacientes ‘curados’ (prefiro usar a palavra ‘mudados’) se casaram, tiveram famílias e vivem uma vida feliz. O mito “uma vez homossexual, sempre homossexual” é destrutivo.Além disso, não só eu, mas também outros renomados psiquiatras (Dr. Samuel B. Hadden, Dr. Lionel Ovesey, Dr. Charles Socarides, Dr. Harold Lief, Dr. Irving Bieber, e outros) têm registrado seus tratamentos bem sucedidos dos homossexuais tratáveis” (Tripp & Hatterer 1971).

Muitos terapeutas têm escrito extensivamente sobre os resultados positivos da terapia para a atração pelo mesmo sexo. Tripp escolheu ignorar a grande quantidade de literatura sobre o tratamento e pesquisas de terapeutas. As análises do tratamento para a atração indesejada pelo mesmo sexo mostram que esse tratamento tem tanto êxito quanto o tratamento para problemas psicológicos semelhantes: quase 30% experimentam libertação dos sintomas e outros 30% experimentam melhora. (Bieber 1962; Clippinger 1974; Fine 1987; Kaye 1967; MacIntosh 1994; Marmor 1965; Nicolosi 1998; Rogers 1976; Satinover 1996; Throckmorton; West ).

Os relatos de terapeutas individuais têm sido igualmente positivos. (Barnhouse 1977; Bergler 1962; Bieber 1979; Cappon 1960; Caprio 1954; Ellis 1956; Hadden 1958; Hadden 1967b; Hadfield 1958; Hatterer 1970; Kronemeyer 1989). Isso é só uma amostra representativa dos terapeutas que relatam resultados bem sucedidos no tratamento de pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo.

Há também muitos relatos autobiográficos de homens e mulheres que uma vez criam estar irremediavelmente destinados à conduta e atração pelo mesmo sexo. Muitos desses homens e mulheres (Exodus 1990-2000) agora se descrevem como livres da conduta, fantasias e atração pelo mesmo sexo. A maioria dessas pessoas se libertou participando de grupos de apoio de natureza religiosa, embora alguns também tivessem recorrido a terapeutas.

Infelizmente, muitos indivíduos influentes e grupos profissionais ignoram essa evidência (APA 1997; Herek 1991) e parece haver uma campanha unida por parte dos “apologistas homossexuais” para negar a eficácia do tratamento da atração pelo mesmo sexo ou afirmar que tal tratamento é prejudicial. Barnhouse expressou estar surpreso com essas campanhas: “A distorção da realidade inerente no fato de que os apologistas homossexuais negam que a atração pelo mesmo sexo seja curável é tão imensa que ficamos pensando qual é a motivação por trás disso” (Barnhouse 1977).

O Dr. Robert Spitzer, renomado pesquisador psiquiátrico da Universidade de Columbia, esteve diretamente envolvido na decisão de 1973 de remover o homossexualismo da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana (APA). Recentemente, ele se envolveu em pesquisa sobre a possibilidade de mudança. O Dr. Spitzer declarou numa entrevista: “Estou convencido de que muitas pessoas fizeram mudanças substanciais para se tornarem heterossexuais… Acho que isso é notícia… Cheguei cético a esse estudo. Mas agora afirmo que há evidências que podem sustentar essas mudanças”. (NARTH 2000)

6) As metas

Aqueles que afirmam que a mudança da orientação sexual é impossível, geralmente definem a mudança como libertação total e permanente de toda conduta, fantasias ou atração homossexual numa pessoa que anteriormente tinha sido homossexual em conduta e atração (Tripp 1971). Até mesmo quando se define mudança de acordo com esse método extremo, a afirmação não é verdadeira. Numerosos estudos relatam casos de total mudança. (Goetz 1997).

Aqueles que negam a possibilidade de total mudança confessam que a mudança de conduta é possível (Coleman 1978; Herron 1982) e que os indivíduos que estiveram sexualmente envolvidos com ambos os sexos parecem mais propensos a mudar (Acosta 1975).

Uma leitura cuidadosa dos artigos que se opõem à terapia de mudança revela que os autores que vêem a terapia de mudança como não ética (Davison 1982; Gittings 1973) têm essa opinião porque eles vêem tal terapia como opressiva para aqueles que não querem mudar (Begelman 1975; 1977; Murphy 1992; Sleek 1997; Smith 1988) e vêem aqueles indivíduos com atração pelo mesmo sexo que expressam desejo de mudar como vítimas da sociedade ou opressão religiosa (Begelman 1977; Silverstein 1972).

Deve-se observar que quase sem exceção aqueles que consideram tal terapia como não ética também rejeitam a abstinência da atividade sexual fora do casamento como meta mínima (Barrett 1996). Entre os terapeutas que aceitam os atos homossexuais como normais, muitos não vêem nada de errado com a infidelidade nos relacionamentos selados por compromisso (Nelson 1982), encontros sexuais anônimos, promiscuidade sexual geral, auto-erotismo (Saghir 1973), sadomasoquismo e várias parafilias. Alguns até apóiam uma diminuição das restrições no sexo entre adultos e menores (Mirkin 1999) ou negam o impacto psicológico negativo do abuso sexual contra as crianças (Rind 1998; Smith 1988).

Alguns dos que consideram a terapia como não ética também contestam as teorias há muito aceitas de desenvolvimento infantil (Davison 1982; Menvielle 1998). Esses tendem a culpar a opressão da sociedade pelos problemas inegáveis que os adolescentes e os adultos homossexualmente ativos sofrem. Deve-se avaliar todas as conclusões de pesquisas à luz dos preconceitos que os pesquisadores trazem para seus projetos. Quando a pesquisa se inspira em agendas políticas confessas, seu valor é seriamente reduzido.

Deve-se indicar que os católicos não podem apoiar formas de terapia que incentivam os clientes a substituir uma forma de pecado sexual por outra (Schwartz 1984). Alguns terapeutas, por exemplo, não consideram um cliente “curado” até que ele consiga se envolver bem em atividade sexual com o sexo oposto, ainda que o cliente seja solteiro (Masters 1979). Outros incentivavam os clientes a se masturbar usando imagens do sexo oposto (Blitch 1972; Conrad 1976).]

Para o católico que sente atração pelo mesmo sexo, a meta da terapia deve ser libertação para viver de modo casto de acordo com o próprio estilo de vida pessoal. Alguns daqueles que enfrentam lutas com a atração pelo mesmo sexo crêem que eles são chamados para uma vida de celibato. Mas não se deve fazê-los sentir que eles não conseguiram alcançar a libertação, só porque eles não experimentam desejos pelo sexo oposto. Outros desejam casar e ter filhos. Há todo motivo para esperar que muitos, com o tempo, poderão alcançar essa meta. Eles não devem, porém, ser incentivados a entrar apressadamente no casamento, pois há ampla evidência de que o casamento não é “cura” para a atração pelo mesmo sexo.

Com o poder da graça, os sacramentos, o apoio da comunidade e terapeutas experientes, a pessoa determinada terá condições de alcançar a libertação interior que Cristo promete.

Os terapeutas experientes poderão ajudar as pessoas a descobrirem e entenderem as causas do trauma emocional que deram origem à sua atração pelo mesmo sexo e então trabalharem em terapia para solucionarem seu sofrimento. Os homens que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes descobrem o modo como sua identidade masculina foi afetada negativamente por sentimentos de rejeição por parte dos pais ou colegas ou uma imagem negativa do próprio corpo físico que resultam em tristeza, revolta e insegurança. À medida que esse sofrimento é curado através da terapia, a identidade masculina é fortalecida e a atração pelo mesmo sexo diminui.

As mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo poderão descobrir como os conflitos com os pais ou outros homens importantes as levaram a não confiar no amor masculino ou como a falta de afeição maternal as levou a ansiar profundamente o amor feminino.

Espera-se que a descoberta das causas da revolta e tristeza as conduza ao perdão e à libertação. Tudo isso leva tempo. Nesse aspecto, as pessoas que sofrem de atração pelo mesmo sexo não são diferentes dos muitos outros homens e mulheres que sofrem emocionalmente e precisam aprender a perdoar.

Os terapeutas católicos que trabalham com pessoas católicas devem ser livres para usar a riqueza da espiritualidade católica nesse processo de cura. Aqueles que sofrem feridas emocionais causadas pelo pai podem ser incentivados a desenvolver seu relacionamento com Deus como um pai amoroso. Aqueles que foram rejeitados ou ridicularizados pelos colegas na infância podem meditar em Jesus como irmão, amigo e protetor.

Há toda razão para se ter esperança que com o tempo aqueles que buscam libertação a encontrarão, mas devemos reconhecer quando incentivamos as pessoas a ter esperança, que há algumas que não alcançarão suas metas. Poderemos nos encontrar na mesma posição de um oncologista pediátrico que contou como era no começo do seu trabalho. Ele disse que não havia esperança para as crianças atingidas pelo câncer e que era o dever do médico ajudar os pais a aceitarem o inevitável e não desperdiçarem seus recursos atrás de uma “cura”. Hoje quase 70% dessas crianças se recuperam, mas cada morte deixa a equipe médica com um terrível sentimento de fracasso. À medida que melhorar a prevenção e o tratamento da atração pelo mesmo sexo, as pessoas que ainda enfrentam lutas, mais do que nunca, precisarão de apoio compassivo e sensível.

RECOMENDAÇÕES

1) Ministrando para pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.

É muito importante, para todo católico que experimenta atração pelo mesmo sexo, saber que há esperança, e que há ajuda. Infelizmente, essa ajuda não é prontamente disponível em todos os lugares. Os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que inequivocamente apóiam o ensino da Igreja são componentes essenciais da ajuda necessária. Já que as noções da sexualidade em nosso país são tão variadas, os clientes que buscam ajuda devem ser cautelosos e verificar se o grupo ou conselheiro apóia os imperativos morais católicos.

Uma das melhores e mais conhecidas agências católicas de apoio é uma organização conhecida como Courage e sua organização filial Encourage.

Embora qualquer tentativa de ensinar a pecaminosidade da conduta homossexual ilícita possa ser saudada com acusações de homofobia, a realidade é que Cristo chama todos para a castidade conforme a situação específica de vida de cada pessoa. O desejo de a Igreja ajudar todos a viverem de modo casto não é uma forma de condenar os que acham a castidade difícil. Pelo contrário, é a resposta compassiva de uma Igreja que busca imitar Cristo, o Bom Pastor.

É essencial que todo católico que experimenta a atração pelo mesmo sexo tenha acesso fácil aos grupos de apoio, terapeutas e conselheiros espirituais que apóiam inequivocamente o ensino da Igreja e estão preparados para oferecer ajuda da mais elevada qualidade.

Em muitos lugares os únicos grupos de apoio disponíveis são dirigidos por cristãos evangélicos ou por pessoas que rejeitam o ensino da Igreja. O fato de que a comunidade católica não está conseguindo suprir as necessidades desse segmento da população é uma omissão séria que não se deve deixar continuar.

É particularmente trágico que Courage que sob a liderança do Pe. John Harvey tem desenvolvido uma excelente e autenticamente católica rede de grupos de apoio, não esteja presente em toda diocese e grande cidade.

Nota: Courage é um apostolado da Igreja Católica Romana para pessoas que tem atração por pessoas do mesmo sexo. É apoiada pelo Pontifico Conselho da Família, do Vaticano.

Courage tem uma filial chamada Encourage que trabalha com pais, parentes e amigos de pessoas com tendência homossexual. (http://www.couragerc.net – Email: NYCourage@aol.com)
Pode ser acessado em espanhol: http://www.courage-latino.org/

É bem doloroso ouvir piadas sobre organizações individuais, sob autoridade católica ou diretamente associadas com a Igreja Católica, aconselhando pessoas com a atração pelo mesmo sexo a praticar a fidelidade no relacionamento com o mesmo sexo em vez de incentivá-las a praticar a castidade conforme seu estado de vida.

É muitíssimo importante que os conselheiros ou grupos de apoio ligados à Igreja sejam bem claros sobre a natureza e a formação da atração pelo mesmo sexo. Essa condição não é genética ou biologicamente determinada. Essa condição não é imutável. É enganoso aconselhar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo que é aceitável se envolver em atos sexuais contanto que estes ocorram dentro do contexto de um relacionamento fiel.

Os ensinos da Igreja Católica sobre a moralidade sexual são explicitamente claros e não permitem exceções. Os católicos têm o direito de saber a verdade e aqueles que trabalham com ou para as instituições católicas têm a obrigação de expor essa verdade claramente.

Alguns clérigos, talvez pelo fato de erroneamente crerem que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, têm encorajado as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo a se identificar com a comunidade gay, publicamente proclamando-se como gays ou lésbicas, mas a viverem de modo casto em sua vida pessoal. Há várias razões por que esse modo de agir é errado:

1) É baseado na idéia incorreta de que a atração pelo mesmo sexo é um aspecto imutável da pessoa e desanima os indivíduos de buscar ajuda;

2) A comunidade gay promove uma ética de conduta sexual que é totalmente antiética aos ensinos católicos sobre a sexualidade e não esconde seu desejo de eliminar a “erotofobia” e o “heterossexismo”. Não há realmente nenhuma maneira de se poder reconciliar a posição que os porta-vozes do movimento gay declaram e a Igreja Católica;

3) Esse modo de agir coloca indivíduos facilmente tentados em lugares que se deve considerar quase ocasiões para o pecado;
4) Cria uma falsa esperança de que a Igreja acabará mudando seu ensino sobre a moralidade sexual.

Os católicos devem, é claro, alcançar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que estão ativamente envolvidos em atos homossexuais e de modo particular os que estão sofrendo de doenças sexualmente transmissíveis. Devem alcançá-los com amor, esperança e a autentica e inalterável mensagem de libertação do pecado através de Jesus Cristo.

2) O Papel do Padre

É de suprema importância que os padres, quando enfrentarem paroquianos perturbados com a atração pelo mesmo sexo, tenham acesso a informações sólidas e recursos genuinamente benéficos. O padre, porém, deve fazer mais do que simplesmente encaminhar as pessoas a outras agências (Courage e Encourage). Ele está numa posição única de dar assistência espiritual específica para aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo. Ele deve, é claro, ser bem sensível aos intensos sentimentos de insegurança, culpa, vergonha, ira, frustração, tristeza e até mesmo medo nesses indivíduos. Isso não o impede de falar bem claramente sobre os ensinos da Igreja (veja Cat. §2357-2359), a necessidade de perdão e cura na Confissão, a necessidade de evitar ocasiões para o pecado e a necessidade de uma forte vida de oração.

Muitos terapeutas crêem que a fé religiosa desempenha uma parte crucial na recuperação da atração pelo mesmo sexo e de vícios sexuais. Quando uma pessoa confessa fantasias ou atos homossexuais ou atração pelo mesmo sexo, o padre deve estar consciente de que essas manifestações são muitas vezes sintomas de traumas na infância e adolescência, abuso sexual na infância ou necessidades que a criança tem de amor e afirmação do pai do mesmo sexo, necessidades que não foram supridas.

A menos que esses problemas secretos sejam tratados diretamente, a pessoa poderá sentir as tentações voltando e cair assim em desespero.

Aqueles que rejeitam os ensinos da Igreja e incentivam os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo a entrar nas chamadas “uniões homossexuais estáveis e amorosas” não conseguem entender que tal arranjo não resolverá esses problemas secretos. Embora deva incentivar esses indivíduos a procurar terapia e a se tornarem membros de um grupo de apoio, o padre deve se lembrar que através do sacramento, ele poderá ajudar penitentes individuais a lidarem não só com o pecado, mas também com as causas da atração pelo mesmo sexo.

A lista seguinte, embora não seja completa, ilustra algumas das maneiras pelas quais o padre poderá ajudar as pessoas com esses problemas que vêm até o Sacramento da Reconciliação:

a) Os indivíduos, com atração pelo mesmo sexo ou que confessaram pecados nessa área, quase sempre carregam um peso de profundo sofrimento emocional, tristeza e ressentimento para com os que os rejeitaram, negligenciaram ou magoaram, inclusive os pais, amigos e estupradores. O primeiro passo para a cura pode ser ajudá-los a perdoar. (Fitzgibbons 1999)

b) As pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes relatam uma longa história de experiências sexuais precoces e trauma sexual (Doll 1992). Os indivíduos que estiveram envolvidos em atividade sexual com outro indivíduo na infância são mais propensos a se tornarem homossexualmente ativos (Stephan 1973; Bell 1981).

Muitos jamais contaram a alguém sobre essas experiências (Johnson 1985) e carregam tremenda culpa e vergonha. Em alguns casos, aqueles que foram abusados sexualmente se sentem culpados porque reagiram ao trauma vivenciando sexualmente esses incidentes. O padre poderá delicadamente perguntar sobre experiências na infância, garantindo a esses indivíduos que seus pecados foram perdoados, e ajudá-los a encontrar libertação através do perdão aos outros.

c) As pessoas envolvidas em atividade homossexual poderão também sofrer de vício sexual (Saghir 1973; Beitchman 1991; Goode 1977). Aqueles que se engajaram em formas extremas de conduta sexual ou trocaram sexo por dinheiro têm mais probabilidade de se envolver em atividade homossexual (Saghir 1973).

Não é fácil vencer os vícios, assim recorrer à Confissão pode ser um primeiro passo para a libertação. O padre deve lembrar aos penitentes que até os pecados mais extremos nessas áreas podem ser perdoados, incentivando-os a resistir ao desespero e a perseverar, e ao mesmo tempo recomendar grupos de apoio criados para lidar com o vício.

d) Os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo muitas vezes abusam do álcool, drogas de prescrição e drogas ilegais (Fifield 1977; Saghir 1973). Tal abuso poderá enfraquecer a resistência à tentação sexual. O padre poderá recomendar que essas pessoas se tornem membros de um grupo de apoio que trata desses problemas.

e) O desespero e pensamentos de suicídio são também freqüentemente parte da vida de uma pessoa perturbada com a atração pelo mesmo sexo. (Beitchman 1991; Herrell 1999; Fergusson 1999) O padre poderá assegurar ao penitente que há toda razão para se ter esperança de que a situação mudará e que Deus os ama e quer que eles vivam uma vida plena e feliz. Repetimos o que já dissemos antes: perdoar os outros pode ser extremamente útil.

f) Os indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo poderão sofrer de problemas espirituais tais como inveja (Hurst 1980) ou autopiedade (Van den Aardweg, 1969). É importante que a pessoa que experimenta a atração pelo mesmo sexo não seja tratada como se as tentações sexuais fossem seu único problema.

g) A maioria esmagadora dos homens e mulheres que experimentam a atração pelo mesmo sexo relatam um relacionamento bem insatisfatório com o pai ( notas 17 a 23). O padre, como uma figura paterna amorosa e acolhedora, poderá mediante o sacramento começar o trabalho de consertar os danos e facilitar um relacionamento de cura com Deus Pai.

O padre precisa estar consciente da profundidade da cura que precisam essas pessoas que sofrem de sérios conflitos internos. Ele precisa ser fonte de esperança para os desesperados, perdão para os que erram, força para os fracos, ânimo para os corações desanimados e às vezes uma figura paterna amorosa para os emocionalmente feridos. Em resumo, ele deve ser Jesus para esses amados filhos de Deus que se acham nas situações mais difíceis. Ele deve ser pastoralmente sensível, mas deve também ser pastoralmente firme, imitando, como sempre, o Jesus compassivo que curava e perdoava setenta vezes sete, mas sempre lembrava: “Vá e não cometa mais esse pecado”.

3) Os Profissionais Médicos Católicos

Os pediatras precisam conhecer os sintomas da Desordem de Identidade de Gênero (DIG) e o problema crônico da falta de masculinidade na infância. Quando é identificado e tratado logo no começo, há toda razão para se ter a esperança de que se possa resolver o problema com sucesso (Zucker 1995; Newman 1976).

Embora o motivo principal para tratar crianças seja aliviar sua infelicidade do momento (Newman 1976; Bradley 1998; Bates 1974), o tratamento da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade na infância podem impedir o desenvolvimento da atração pelo mesmo sexo e os problemas ligados à atividade homossexual na adolescência e vida adulta.

A maioria dos pais não quer que seu filho se envolva na conduta homossexual, mas os pais de filhos em risco muitas vezes hesitam buscar tratamento (Zucker 1995; Newman 1976). Mas há algo que pode ajudar a vencer sua oposição à terapia: informá-los de que 75% das crianças que exibem os sintomas da DIG e do problema crônico de falta de masculinidade na infância experimentarão a atração pelo mesmo sexo, se não houver nenhuma intervenção (Bradley 1998). É preciso informá-los também dos riscos ligados à atividade homossexual. (Garafalo 1998; Osmond1994; Stall 1988b; Rotello 1997; Signorille 1997).

A cooperação dos pais é extremamente importante para que a intervenção na infância tenha sucesso. Os pediatras devem se familiarizar com a literatura sobre tratamento. George Rekers escreveu vários livros sobre o assunto (Rekers 1988). Zucker e Bradley fazem uma análise abrangente da literatura em seu livro “Gender Identity Disorder and Psychosexual Problems in Children and Adolescents” (1995), bem como de muitos casos individuais registrados e recomendações de tratamento.

Ao encontrarem pacientes com doenças sexualmente transmissíveis adquiridas através da atividade homossexual, os médicos poderão informar aos pacientes da disponibilidade de terapia psicológica e grupos de apoio, e de que aproximadamente 30% dos clientes motivados conseguem alcançar uma mudança em sua orientação sexual. Em termos de prevenção de doenças, outros 30% conseguem permanecer celibatários ou eliminar as condutas de alto risco. Eles devem também questionar esses pacientes sobre o abuso de álcool e drogas, e recomendar tratamento quando for conveniente, já que muitos estudos associam ao abuso de drogas a infecção de doenças sexualmente transmissíveis (Mulry 1994).

Até mesmo antes da epidemia da AIDS, um estudo de homens que tinham relações sexuais com homens revelou que 63% haviam contraído doenças sexualmente transmissíveis através da atividade homossexual (Bell 1978).

Apesar de todas as campanhas educativas sobre a AIDS, os epidemiologistas prevêem que para o futuro próximo 50% dos homens que têm relações sexuais com homens terão o HIV. (Hoover 1991; Morris 1994; Rotello 1997). Eles também correm o risco de pegar sífilis, gonorréia, hepatite A, B, C, HPV e muitas outras doenças.

Os profissionais de saúde mental devem se familiarizar com as obras de terapeutas que tiveram sucesso no tratamento de indivíduos que experimentavam a atração pelo mesmo sexo. Pelo fato de que essa atração não tem origem numa única causa, pessoas diferentes poderão precisar de diferentes tipos de tratamento. Uma opção que se deveria considerar também é combinar a terapia incentivando o paciente a se tornar membro de um grupo de apoio.

4) Os Professores nas Instituições Católicas

Os professores nas instituições católicas têm o dever de defender os ensinos da Igreja sobre a moralidade sexual, de se opor a informações falsas sobre a atração pelo mesmo sexo e de informar os adolescentes em risco ou já homossexualmente envolvidos da disponibilidade de ajuda.

Os ativistas dos direitos dos gays têm insistido em que os adolescentes em risco sejam entregues a grupos de apoio que os ajudarão a assumir sua homossexualidade. Não há evidência de que a participação nesses grupos impeça as conseqüências negativas de longo prazo ligadas à atividade homossexual. Tais grupos com certeza não incentivarão os adolescentes a evitar o pecado nem os animarão a viver de modo casto de acordo com seu estado de vida.

Deve-se levar a sério os sintomas da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade nos meninos. As crianças em risco, porém, precisam de ajuda especial, de modo particular as que foram vítimas de abuso sexual na infância. Os educadores também têm o dever de parar de provocar e ridicularizar as crianças que não vivem conforme as normas sexuais. É necessário criar e suprir recursos para professores em instituições católicas, programas CCD e outras instituições. Esses recursos devem educar os professores, suprir planos de lições e estratégias para lidar com a questão da ridicularização das crianças em risco..

5) As Famílias Católicas

Quando pais católicos descobrem que seu filho ou filha está experimentando a atração pelo mesmo sexo ou está envolvido em atividade homossexual, eles muitas vezes se sentem devastados. Temendo pela saúde, felicidade e salvação da criança, os pais geralmente ficam aliviados quando são informados de que é possível tratar e prevenir a atração pelo mesmo sexo. Eles poderão procurar o apoio de outros pais na organização Encourage. Eles também precisarão compartilhar seus problemas com amigos e famílias amorosas.

Os pais devem ser informados dos sintomas da Desordem de Identidade de Gênero e da prevenção dos problemas de identidade de gênero. Eles também devem ser incentivados a levar esses sintomas a sério e encaminhar os filhos com problemas de identidade de gênero a profissionais de saúde mental qualificados e moralmente preparados.

6) A Comunidade Católica

Havia uma época no passado não muito distante em que a gravidez fora do casamento recebia críticas e duras. A legalização do aborto [nos EUA] forçou a Igreja a confrontar essa questão e suprir um ministério ativo para as mulheres que estavam passando por uma gravidez “indesejada” e para as mulheres com experiências de trauma pós-aborto. Em poucos anos, a abordagem das dioceses, paróquias individuais e os fiéis católicos foi transformada e hoje a verdadeira caridade cristã é a norma, em vez de exceção. Do mesmo modo, as atitudes para com a atração pelo mesmo sexo poderão ser transformadas, contanto que cada instituição católica faça sua parte.

Aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que se engajam em conduta homossexual e suas famílias muitas vezes se sentem excluídos da preocupação amorosa da comunidade católica.

Os membros dos meios de comunicação católicos precisam ser informados sobre a atração pelo mesmo sexo, sobre os ensinos da Igreja e sobre os recursos para a prevenção e o tratamento. Deve-se desenvolver e distribuir, a partir das próprias igrejas, panfletos e outros materiais que expressam claramente o ensino da Igreja e dão informações sobre recursos para aqueles que estão em necessidade imediata nessa área.

Quando um membro dos meios de comunicação católicos, um professor numa instituição católica ou um padre faz declarações inexatas sobre o ensino da Igreja ou dá a impressão de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, os leigos poderão oferecer informações com o objetivo de corrigir esses mal entendidos.

7) Os Bispos

A Associação Médica Católica reconhece a responsabilidade que o bispo diocesano tem de fiscalizar a ortodoxia do ensino dentro de sua diocese. Com certeza isso inclui instrução clara sobre a natureza e propósito das relações sexuais íntimas entre os indivíduos e a pecaminosidade das relações impróprias. A AMC espera trabalhar com bispos e padres para auxiliar a estabelecer adequados grupos de apoio e modelos terapêuticos para aqueles que lutam com a atração pelo mesmo sexo. Embora vejamos os programas Courage e Encourage como bem úteis e valiosos e os promovamos ativamente, estamos certos de que há outros tipos de apoio e estamos dispostos a trabalhar com qualquer programa psicológica, espiritual e moralmente bom.

8) Esperança

O Dr. Jeffrey Satinover escreveu de sua vasta experiência com clientes que experimentam a atração pelo mesmo sexo:

“Tenho tido a felicidade extraordinária de encontrar muitas pessoas que saíram do estilo de vida gay. Quando vejo as dificuldades pessoais, a clara coragem que eles mostram não só para enfrentar essas dificuldades, mas também para confrontar uma cultura que usa todos os meios possíveis para negar a validade de seus valores, metas e experiências, fico verdadeiramente admirado… São essas pessoas – ex-homossexuais e aqueles que ainda estão lutando, em todos os lugares dos EUA e em outros países – que permanecem para mim como um modelo de tudo o que é bom e possível num mundo que leva a sério o coração humano, e o Deus desse coração. Em minhas várias pesquisas no mundo da psicanálise, psicoterapia e psiquiatria, realmente nunca antes vi tal profunda cura”. (Satinover 1996)

Aqueles que desejam se libertar da atração pelo mesmo sexo freqüentemente recorrem primeiro à Igreja.A AMC quer se certificar de que eles encontrem a ajuda e esperança que estão buscando. Há toda razão para se ter esperança de que todo indivíduo que experimenta a atração pelo mesmo sexo, que busca a ajuda da Igreja, poderá encontrar a libertação da conduta homossexual e muitos encontrarão muito mais, mas eles virão só se virem amor em nossas palavras e atitudes.

Se os profissionais médicos católicos no passado não conseguiram suprir as necessidades dessa população cliente, se eles não conseguiram trabalhar diligentemente para desenvolver terapias eficientes de prevenção e tratamento ou se eles não conseguiram tratar clientes que experimentavam esses problemas com o respeito devido a cada pessoa, pedimos perdão.

A Associação Médica Católica reconhece que os profissionais da área da saúde têm o dever especial nessa área e espera que essa declaração os ajude a cumprir esse dever conforme os princípios da fé católica.

A pesquisa mencionada neste relatório foi obtida de uma ampla variedade de fontes. Na maioria dos casos, poderia-se citar numerosas outras fontes. Para os que desejam fazer um estudo profundo das questões levantadas, pode-se obter uma bibliografia abrangente pela Internet (74747.2241@compuserve.com) junto com análises da literatura que vem ao caso.

Deve-se indicar que muitos dos autores citados não aceitam o ensino da Igreja sobre a natureza intrinsecamente anormal dos atos homossexuais. Não fizemos nenhum esforço para distinguir entre os que aceitam e os que não aceitam, já que os que favorecem a prevenção e o tratamento e os que apóiam a terapia de aceitação do estilo de vida gay apresentam relatórios de casos e evidência estatística essencialmente coerentes, diferindo só na interpretação e relevância da evidência”.

Acosta, F. (1975) Etiology and treatment of homosexuality: A review. Archives of Sexual Behavior. 4: 9 – 29.

American Psychiatric Association. (1997) Fact Sheet: Homosexuality and Bisexuality. Washington DC: APA. September.

American Psychiatric Association (1994) Diagnostic and Statistical Manual IV. Washington DC: APA.

Apperson, L., McAdoo, W. (1968) Parental factors in the childhood of homosexuals. Journal of Abnormal Psychology. 73, 3: 201 – 206.

Bailey, J., Miller, J., Willerman, L. (1993) Maternally rated childhood gender nonconformity in homosexuals and heterosexuals. Archives of Sexual Behavior. 22, 5: 461 – 469.

Bailey, J. Pillard, R. (1991) A genetic study of male sexual orientation. Archives of General Psychiatry. 48: 1089 – 1096.

Barnhouse, R. (1977) Homosexuality: A Symbolic Confusion. NY: Seabury Press.

Barrett, R., Barzan, R. (1996) Spiritual experiences of gay men and lesbians. Counseling and Values. 41: 4 – 15.

Bates, J., Skilbeck, W., Smith, K, Bentley, P. (1974) Gender role abnormalities in boys: An analysis of clinical rates. Journal of Abnormal Child Psychology. 2, 1: 1 – 17.

Begelman, D. (1977) Homosexuality and the ethics of behavioral intervention. Journal of Homosexuality. 2, 3: 213 – 218.

Begelman, D. (1975) Ethical and legal issues of behavior modification. In Hersen, M., Eisler, R., Miller, P., Progress in Behavior Modification, NY: Academic.

Beitchman, J., Zucker, K., Hood, J., DaCosta, G., Akman, D. (1991) A review of the short-terms effects of child sexual abuse. Child Abuse & Neglect. 15: 537 – 556.

Bell, A., Weinberg, M., Hammersmith, S. (1981) Sexual Preference: Its Development in Men and Women. Bloomington IN: Indiana University Press.

Bell, A., Weinberg, M. (1978) Homosexualities: A Study of Diversity Among Men and Women. NY: Simon and Schuster.

Bene, E. (1965) On the genesis of male homosexuality: An attempt at clarifying the role of the parents. British Journal of Psychiatry. 111: 803 – 813.

Berger, J. (1994) The psychotherapeutic treatment of male homosexuality. American Journal of Psychotherapy. 48, 2: 251 – 261.

Bergler, E. (1962) Homosexuality: Disease or Way of Life. NY: Collier Books.

Bieber, I., Bieber, T. (1979) Male homosexuality. Canadian Journal of Psychiatry. 24, 5: 409 – 421.

Bieber, I. (1976) A discussion of “Homosexuality: The ethical challenge.” Journal of Consulting and Clinical Psychology. 44, 2: 163 – 166.

Bieber, I. et al. (1962) Homosexuality: A Psychoanalytic Study of Male Homosexuals. NY: Basic Books.

Bieber, T. (1971) Group therapy with homosexuals. In Kaplan, H., Sadock, B., Comprehensive Group Psychotherapy, Baltimore MD: Williams & Wilkins.

Blitch, J., Haynes, S. (1972) Multiple behavioral techniques in a case of female homosexuality. Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry. 3: 319 – 322.

Bradley, S., Zucker, K. (1998) Drs. Bradley and Zucker reply. Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. 37, 3: 244 – 245.

Bradley, S., Zucker, K. (1997) Gender identity disorder: A review of the past 10 Years. Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. 34, 7: 872 – 880.

Brown, D. (1963). Homosexuality and family dynamics. Bulletin of the Menninger Clinic. 27: 227 – 232.

Burr, C. (1996) Suppose there is a gay gene…What then?: Why conservatives should embrace the gay gene. The Weekly Standard. Dec. 16.

Bychowski, G. (1954 ) The structure of homosexual acting out. Psychoanalytic Quarterly. 23: 48 – 61.

Byne, W., Parsons, B. (1993) Human sexual orientation: The biologic theories reappraisal. Archives of General Psychiatry. 50: 229 – 239.

Calabrese, L., Harris, B., Easley, K. (1987) Analysis of variables impacting on safe sexual behavior among homosexual men in the area of low incidence for AIDS. Paper presented at the Third International Conference for AIDS. Washington DC.

Cappon D. (1965) Toward and Understanding of Homosexuality. Englewood Cliffs NJ: Prentice-Hall.

Caprio, F. (1954) Female Homosexuality: A Psychodynamic Study of Lesbianism. NY: Citadel.

Catechism of the Catholic Church (CCC).

Chapman, B., Brannock, J. (1987) Proposed model of lesbian identity development: An empirical examination. Journal of Homosexuality. 14: 69 – 80.

Clippinger, J. (1974) Homosexuality can be cured. Corrective and Social Psychiatry and Journal of Behavior Technology Methods and Therapy. 21, 2: 15 – 28.

Coleman, E. (1978) Toward a new model of treatment of homosexuality: A review. Journal of Homosexuality. 3, 4: 345 – 357.

Conrad, S., Wincze, J. (1976) Orgasmic reconditioning: A controlled study of its effects upon the sexual arousal and behavior of adult male homosexuals. Behavior Therapy. 7: 155 -166.

Crewdson, J. (1995) Study on ‘gay gene’ challenged. Chicago Tribune. June 25.

Davison, G. (1982) Politics, ethics and therapy for homosexuality. In Paul, W., Weinrich, J., Gonsiorek, J., Hotredt, M., Homosexuality: Social, Psychological and Biological Issues, Beverly Hills CA: Sage. 89 – 96.

Doll, L., Joy, D., Batholow, B., Harrison, J., Bolan, G., Douglas, J., Saltzman, L., Moss, P., Delgado, W. (1992) Self-reported childhood and adolescent sexual abuse among adult homosexual and bisexual men. Child Abuse & Neglect. 18: 825 – 864.

de Beauvoir, S. (1953) The Second Sex. NY: Knopf.

Eckert, E., Bouchard, T., Bohlen, J., Heston, L. (1986) Homosexuality in monozygotic twins reared apart. British Journal of Psychiatry. 148: 421 – 425.

Eisenbud, R. (1982) Early and later determinants of lesbian choice. Psychoanalytic Review. 69, 1: 85 E109.

Ellis, A. (1956) The effectiveness of psychotherapy with individuals who have severe homosexual problems. Journal of Consulting Psychology. 20, 3: 191 – 195.

Engel, B. (1982) The Right to Innocence. Los Angeles: Jeremy Tarcher.

Ernulf, K., Innala, S., Whitam, F. (1989) Biological explanation, psychological explanation, and tolerance of homosexual: A cross-national analysis of beliefs and attitudes. Psychological Reports. 65: 1003 – 1010.

Exodus North America (1990-2000) Update. Exodus: Seattle WA.