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30 de abr de 2010

Feto de 22 semanas sobrevive 24 horas após aborto na Itália














29.04.2010 - ROMA - Os médicos de um hospital de Rossano Calabro, uma cidade no sul da Itália, foram acusados de não prestar socorro a um feto que sobreviveu por mais de 24 horas depois de ter sido abortado por uma paciente. O caso teve grande repercussão na Itália, onde grupos católicos reivindicam mudanças na lei que legaliza o aborto.
A interrupção da primeira gravidez de uma mulher, cujo nome foi mantido sob sigilo, aconteceu no hospital Nicola Giannatasio, na noite de 24 de abril. Segundo informações do próprio hospital, a paciente decidiu abortar após ver o resultado da última ecografia, que teria indicado má-formação feto.
No dia seguinte, um domingo, o sacerdote do hospital, dom Antonio Martello, foi avisado por um funcionário de que o feto ainda apresentava sinais de vida.
O feto então foi transferido para a unidade de tratamento intensivo neo-natal de outro hospital, na cidade próxima de Cosenza, mas acabou morrendo na madrugada de domingo para segunda-feira.
A Procuradoria da República de Rossano Calabro abriu um inquérito por "homicídio voluntário" para apurar se houve violação da lei por abandono terapêutico do feto no hospital de Rossano Calabro. De acordo com as autoridades judiciárias, a morte deveria ter sido confirmada após a interrupção da gravidez.
"A hipótese investigativa é de homicídio voluntário, porque não podemos excluir que houve dolo ou indiferença em relação à possibilidade de sobrevivência, com omissão de terapia de recuperação", afirmou o procurador Leonardo De Castris.
Negligência
Segundo a Cúria da cidade, os médicos foram negligentes e omitiram socorro ao feto que ainda estava vivo.
"Houve uma arbitrária superficialidade de médicos e autoridades hospitalares ao omitirem qualquer tipo de tratamento e reanimação da criança que, apesar disso, sobreviveu autonomamente", diz um comunicado da Cúria .
A lei italiana autoriza o aborto nas primeiras 22 semanas nos casos em que a gravidez representa risco à saúde psicológica e física da mãe e quando há diagnóstico de má-formação do feto.
Depois desse período, a gravidez só pode ser interrompida, se a vida da mãe correr perigo ou se houver grave má-formação do feto. As normas também garantem terapia de apoio à respiração, mas apenas aos fetos nascidos a partir de 23 semanas, quando a chance de sobrevivência è maior.
Revisão
O caso provocou discussão na Itália, onde grupos católicos com o apoio da Igreja pedem a revisão da lei de 1978 que autoriza o aborto.
"O médico não deve olhar a data, mas o feto. Se após um aborto ele permanece vivo, é obrigatório fazer com que continue vivendo. Uma pessoa, que já esta fora do útero da mãe, demonstra vitalidade, deve ser socorrida", disse Monsenhor Elio Sgreccia, presidente emérito da Pontifica Academia para a Vida, ao comentar o caso.
Um das mudanças que os grupos católicos reivindicam é a antecipação do que se considera o período de sobrevivência do feto.
Segundo o jornal oficial da Santa Sé, o Osservatore Romano, há possibilidade de sobrevivência mesmo antes de 22 semanas de gestação, mas a lei não prevê assistência ao feto nesses casos.
"A lei italiana proíbe o aborto quando existe uma possibilidade do feto sobreviver, isto é, depois de 22 semanas de gestação. Mas se ele nascer antes, não quer dizer que nascerá morto, ao contrário, sente dor (a partir da 20ª semana) e faz pequenos movimentos. Não é possível fazer de conta que não se sabe disso", diz o artigo publicado pelo jornal do Vaticano.
O diário da Santa Sé reivindica direitos para todos os recém-nascidos.
"Se não for possível reanimá-lo, por ser pequeno demais, que ao menos tenha um ambiente quente e digno, uma companhia humana, um nome e uma sepultura, como qualquer outra pessoa prestes a morrer." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: http://www.estadao.com.br

Papa Bento XVI não teme enfrentar os lobos, diz presidente do senado italiano















29.04.2010 - ROMA - O Presidente do Senado da Itália, Renato Schifani, ressaltou que ante os ataques mediáticos contra o Papa Bento XVI que procuram sossegar sua voz, o Santo Padre "não teme enfrentar aos lobos" e guiar a Igreja Católica como supremo pastor que leva a verdade do homem a todo o mundo e anunciando-a com seu próprio testemunho de vida.
Em um encontro dedicado ao tema do "Mundo que sofre pela falta de pensamento" organizado em Roma pela Congregação dos Filhos da Imaculada Conceição, realizado esta quarta-feira, Schifani assinalou que o Papa não evita os conflitos e tampouco admite pastores que procurem fazê-lo.
Durante sua intervenção, em que utilizou várias entrevistas do Santo Padre, o Presidente do Senado italiano afirmou que "em um momento no que a consternação e o sentido de traição que ‘atos pecaminosos e criminais’ se geraram em todo mundo e em toda a Igreja, Bento XVI expressou abertamente –cito suas palavras– ‘a vergonha e o remorso que todos provamos’".
O Papa, prosseguiu, ante "a traição e o sofrimento das vítimas de abusos sexuais não se limitou a manifestar sua própria indignação pela violência sofrida, mas compartilhou com eles o sofrimento, a oração, a dor destinada a permanecer".
Logo depois de reiterar sua política de "tolerância zero" ante os culpados destes crimes, Schifani recordou que o Papa Bento "em 1969 não teve medo de advertir o risco de um novo paganismo na própria Igreja e em 2005 não se limitou a falar da soberba, da auto-suficiência, da sujeira em termos da Igreja, não só dentro da Igreja e –cito uma vez mais suas palavras– ‘também entre aqueles, no sacerdócio, deveriam pertencer somente a Ele’".
"Assistimos nestes últimos meses à tentativa de gerar um verdadeiro ‘pânico moral’, que busca minar o próprio coração do Magistério através da erosão da relação de confiança que está na base de todo desafio comunicativo e, em particular, do desafio educativo. A teologia da caridade e a teologia da esperança representam para o Bento XVI os eixos então de toda a mensagem cristã. A vida autêntica é de fato e ao mesmo tempo relação e conhecimento, ‘um dar e receber’".
Schifani sublinhou logo que "àqueles que querem esconder com ataques mediáticos a mensagem de esperança e o testemunho de caridade da Igreja, que Bento XVI se opõe a esse caminho de horror através da suave pendente evangélica: ‘insultado não respondia aos insultos, maltratado não ameaçava com vinganças, mas se confiava em Quem julga com justiça’".
Em outros termos, continuou , "quando assistimos a ataques que não faltaram e a defesas que, de modo contrário, com freqüência ficaram sem voz, com as palavras de um teólogo de nosso tempo tenho que dizer: ‘a grandeza de um espírito se mede pelo grau de verdade que é capaz de suportar’ e ‘a verdade não precisa defender-se, se defende por si mesma’".
Para o presidente do senado italiano, "chegará o dia no que as mulheres e homens livres de nosso tempo poderão dizer dele: ‘em meio daquela violenta tempestade, ele manteve a confiança e a esperança e a transmitiu também aos companheiros de viagem. Daquele naufrágio nasceu uma comunidade cristã fervorosa e sólida’".
"Aos jovens e a todos nós Bento XVI fala de uma ‘nova evangelização’ que não significar ‘atrair rapidamente com novos métodos mais refinados as grandes massas da Igreja’, mas sim reconhecer que as ‘grandes coisas começam sempre do grão pequeno’. Trata-se de aceitar o desafio de ‘tomar a largura da história e lançar as redes’".
Finalmente Renato Schifani destacou que "a palavra do Bento XVI é o testemunho do sofrimento acolhido com serenidade e alegria. O Papa diz aos homens de nosso tempo muitas vezes abandonados contra as paredes do pessimismo e o conformismo que ‘a alegria não pode ser exigida. Só pode ser dada’ e a Igreja não a pode fabricar, mas apenas recebê-la, quer dizer recebê-la de onde já está, de onde ela está realmente presente’".
Fonte: ACI