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19 de ago. de 2014

O SENTIDO CRISTÃO DOS BENS

68.
O SENTIDO CRISTÃO DOS BENS
– Os bens da terra devem ordenar‑se para o fim sobrenatural do homem.
– A riqueza e os talentos pessoais devem estar a serviço do bem. Como é a pobreza de quem vive no meio do mundo e deve santificar‑se nos afazeres temporais.
– Desenvolver os talentos que o Senhor nos deu para o bem dos outros.
I. OS APÓSTOLOS VIRAM com pena como o jovem que não quis abandonar as suas riquezas para seguir o Mestre se retirava. Viram‑no partir com essa tristeza característica dos que não querem corresponder ao que Deus lhes pede.
Nesse clima, enquanto retomavam a caminhada, o Senhor disse‑lhes: É difícil a um rico entrar no reino dos céus. E acrescentou:Digo‑vos mais: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Os discípulos ficaram muito admirados1.
Quem põe o seu coração nos bens da terra torna‑se incapaz de encontrar o Senhor, porque o homem pode ter como fim a Deus, a quem alcança através das coisas materiais utilizadas como simples meios que são, ou escolher as riquezas como meta da sua vida, nas suas diversas manifestações de desejo de luxo, de comodidade, de possuir mais... O coração orienta‑se de acordo com um desses fins. Quem o tem repleto de bens materiais não pode amar a Deus: Não se pode servir a Deus e às riquezas2, ensinou o Senhor em outra ocasião.
O termo arameu original que o Senhor utilizou para referir‑se às riquezas foi Mammon, que “designa com irrisão um ídolo. Por que se trata de um ídolo? Por um duplo motivo. Em primeiro lugar, porque um ídolo é um substitutivo de Deus; trata‑se de escolher um ou outro [...]. Em segundo lugar, pelo seu conteúdo. Além do dinheiro, simples unidade monetária, o ídolo Mammon simboliza um instrumento da vontade de poder, um meio de posse do mundo, uma expressão da avidez de coisas e também uma distorção das relações dos homens entre si. O domínio que o ídolo exerce sobre o homem opõe‑se ao que é próprio da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, e portanto à sua relação com o Criador”3.
Quem concentra os seus desejos nas coisas da terra como se fossem um bem absoluto, comete uma espécie de idolatria4, corrompendo a sua alma como a corrompe com a impureza5, e, com freqüência, acaba por unir‑se aos “príncipes deste mundo”, que se levantam contra Deus e contra o seu Cristo6.
O amor desordenado pelos bens materiais, sejam poucos ou muitos, é um gravíssimo obstáculo para o seguimento de Cristo, como se observa no episódio do jovem rico e nas palavras duras e enérgicas com que o Senhor condena o mau uso das riquezas. Por isso, o cristão deve examinar com freqüência se está realmente desprendido das coisas da terra, se aprecia mais os bens da alma que os do corpo, se utiliza os seus bens para fazer o bem, se eles o aproximam ou antes o separam de Deus, se é austero nas suas necessidades pessoais, fugindo dos gastos supérfluos, dos caprichos, das falsas necessidades. Que pena se alguma vez não víssemos Jesus que passa ao nosso lado por termos o coração posto em coisas que em breve deveremos deixar! Coisas que valem tão pouco em comparação com as riquezas sem limites que Cristo dá aos que o seguem!
II. O CRISTÃO QUE VIVE no meio do mundo não deve esquecer, no entanto, que os bens materiais em si mesmos são bens que ele deve produzir em benefício da sua família e da sociedade, das boas obras que mantém com o seu esforço, e que lhe cabe santificar‑se com eles. Nada mais distante do verdadeiro espírito de pobreza laical que a atitude encolhida de quem vê com medo o mundo e as suas riquezas. O verdadeiro progresso e o desenvolvimento – também material – são bons e queridos por Deus. E o Senhor não pregou nunca nem a sujidade nem a miséria. Todos temos de lutar, na medida das nossas possibilidades, contra a pobreza, a miséria e qualquer situação de indigência que degrade o ser humano.
A pobreza do fiel cristão, que deve santificar‑se no meio das suas tarefas seculares, não depende de uma circunstância meramente exterior: de ter ou não ter bens materiais. É algo mais profundo que afeta o coração, o espírito do homem; consiste em ser humilde diante de Deus, em sentir‑se sempre necessitado diante dEle, em ser piedoso, em ter uma fé rendida que se manifesta nas obras e na vida.
Se se possuem essas virtudes e além disso abundância de bens, a atitude do cristão deve ser a do desprendimento, da caridade generosa. E quanto àquele que não possui bens materiais abundantes, nem por isso está justificado diante de Deus, se não se esforça por adquirir as virtudes que constituem a verdadeira pobreza. Na sua escassez, pode manifestar também a sua generosidade, o seu domínio sobre as coisas, e estar desprendido do pouquíssimo de que dispõe.
Jesus esteve muito perto dos pobres, dos doentes, dos que passavam necessidade, mas entre os mais chegados à sua pessoa não faltaram pessoas de fortuna mais ou menos considerável. As mulheres que o sustentavam com os seus bens eram pessoas de posses. Alguns dos Apóstolos, como Mateus ou os filhos de Zebedeu, tinham alguns meios econômicos. José de Arimatéia, que é mencionado expressamente como discípulo do Senhor, era um homem rico7; ele e Nicodemos tiveram o privilégio de receber o Corpo morto de Jesus8, para cujo sepultamento este último trouxe uma grande quantidade de aromas (umas cem libras, mais de trinta quilos!). A família de Betânia, pela qual Jesus nutria uma especial amizade, era, provavelmente, de bom nível social, pois foram muitos os judeus que acudiram à sua casa quando da morte de Lázaro. O Senhor faz‑se convidar por Zaqueu, que o recebe em sua casa, e admite‑o entre os seus seguidores9. As próprias roupas de Jesus eram de bom preço, pois vestia uma túnica inconsútil, orlada...
“Os bens da terra não são maus; pervertem‑se quando o homem os erige como ídolos e se prostra diante deles; enobrecem‑se quando os convertemos em instrumentos a serviço do bem, numa tarefa cristã de justiça e de caridade. Não podemos correr atrás dos bens materiais como quem vai à busca de um tesouro; o nosso tesouro [...] é Cristo, e nEle se devem concentrar todos os nossos amores [...]”10. Ele é o verdadeiro valor que define toda a nossa vida. Temos de imitá‑lo nas nossas circunstâncias pessoais. E nunca devemos dar por subentendido que já estamos desprendidos dos bens, porque a tendência de todo o homem, de toda a mulher, é fabricar os seus próprios ídolos, criar “necessidades desnecessárias”, sem tomar em consideração que “o homem, ao usá‑las, não deve ter as coisas que possui legitimamente como exclusivamente suas, mas também como comuns, no sentido de que não são proveitosas apenas para ele, mas também para os outros”11.
Examinemos hoje a retidão com que usamos os bens e se temos o coração posto no Senhor, desapegado do muito ou do pouco que possuímos, tendo em conta que “um sinal claro de desprendimento é não considerar – de verdade – coisa alguma como própria”12.
III. DEVEMOS DESENVOLVER sem medo, sem falsa modéstia nem timidez, todos os talentos que o Senhor nos deu; pôr em ação todas as nossas energias para que a sociedade progrida e seja cada vez mais humana, e se dêem as condições necessárias para que todos os homens tenham uma vida digna, própria dos filhos de Deus. Temos de aprender a dar do que é nosso, a fomentar e a ajudar instituições e fundações que elevem e redimam o homem da sua falta de cultura ou das suas condições menos humanas. Temos de procurar, na medida das nossas forças e sempre com o nosso exemplo, que deixem de existir essas desigualdades e diferenças sociais que bradam ao céu: por um lado, pessoas que lutam diariamente por sobreviver; por outro, desperdícios e esbanjamentos escandalosos que ofendem a criatura e o Criador.
São muitas as dificuldades que se levantam a quem se dispõe a viver o ideal da pobreza cristã: dificuldades internas – no nosso coração, em que subsistem as raízes do egoísmo, da posse desordenada e da ostentação – e externas – as de um ambiente lançado desenfreadamente na busca dos bens de consumo. Este ambiente externo, que traz às costas uma forte carga de sensualidade, “é o «caldo de cultura» propício para que proliferem os desvios morais de todos os tipos: o erotismo, a exaltação do prazer cultivado por si mesmo, a degradação pelo abuso das bebidas alcoólicas e das drogas, etc. É evidente que tais excessos surgem como conseqüência da profunda insatisfação que o homem experimenta quando se afasta de Deus [...]. O resultado salta à vista: homens e mulheres – incontáveis já – desprovidos de ideais, sem critério nem sentido claro das coisas da vida”13, que se levantam contra o Senhor e contra o seu Cristo.
O fim do cristão nesta vida não pode ser enriquecer‑se, acumular bens, possuir tanto quanto puder. Isso levaria ao maior empobrecimento da sua pessoa. A temperança na posse e no uso dos bens dá ao cristão uma maturidade humana e sobrenatural que lhe permite seguir Cristo de perto e realizar um grande apostolado neste mundo. É necessário oferecer à sociedade um exemplo firme de austeridade que a tire da cegueira em que pode encontrar‑se e lhe sirva de apoio para arrepiar caminho. Comecemos nós mesmos por ser desses homens heróicos – basta um punhado deles – que “põem em desprezar as riquezas o mesmo empenho que os homens põem em possuí‑las14.
A Virgem, que soube viver como ninguém esta virtude da pobreza, ajudar‑nos‑á hoje a formular um propósito bem concreto, que talvez consista em corrigir detalhes, ou talvez nos leve generosamente a rever toda a nossa vida, de alto a baixo, para imitarmos verdadeiramente o Senhor, que, sendo rico, se fez pobre15.

Dilma faz uso perfeito do 'dilmês' no Jornal Nacional

Dilma faz uso perfeito do 'dilmês' no Jornal Nacional

Presidente-candidata abusou de frases longas e rodeios e se esquivou dos temas mais espinhosos – em alguns casos, simplesmente porque não respondeu

Presidente Dilma Rousseff é entrevistada no Jornal Nacional
DILMÊS APLICADO – A presidente-candidata Dilma Rousseff em entrevista ao Jornal Nacional: rodeios e respostas confusas (Reprodução/TV Globo)
Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta segunda-feira, a presidente-candidata Dilma Rousseff lançou mão do mais puro dilmês: frases longas e confusas, engatadas umas nas outras. Por mais de uma vez, ela insistiu em concluir suas longas explanações: "Só um pouquinho, Bonner", dizia. Dilma ultrapassou em quase 50 segundos o tempo de 15 minutos destinado a ela. Mas desta vez o dilmês pode ter jogado a seu favor. Numa sala do Palácio da Alvorada, e não nos estúdios da Rede Globo, os entrevistadores — além de Bonner, Patricia Poeta — só conseguiram lhe fazer quatro perguntas. Se da entrevista não resultou nenhum slogan de campanha, ela tampouco será lembrada por uma frase negativa, com o reconhecimento de um erro ou malfeito. Diante das interpelações mais duras, Dilma se escondeu atrás de sua barragem de frases. 
Na primeira pergunta, William Bonner tratou dos muitos escândalos do governo petista e perguntou se era difícil escolher pessoas honestas para preencher os cargos do governo. A presidente não respondeu diretamente: optou por tratar das instâncias de combate à corrupção. "Nós fomos o governo que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, a irregularidades e malfeitos", disse ela, que também minimizou os escândalos. "Nem todas as denúncias de escândalo resultaram em realmente a constatação que a pessoa tinha de ser punida e seria condenada".
A petista também se escudou convenientemente no cargo e foi evasiva quando o apoio do PT aos mensaleiros condenados por currupção pelo Supremo Tribunal Federal foi colocado em pauta: "Eu não vou tomar nenhma posição que me coloque em confronto, conflito, ou aceitando ou não (sic). Eu respeito a decisão da Suprema Corte brasileira. Isso não é uma questão subjetiva".

Em seguida, Dilma afirmou que a troca de César Borges por Paulo Sérgio Passos no Ministério dos Transportes – uma exigência do PR, envolvido em casos de corrupção na própria pasta, para apoiar a reeleição da petista – foi feita com base na integridade do nome indicado pela sigla. "Os partidos podem fazer exigências. Mas eu só aceito quando considero que ambos são pessoas íntegras e não só integras, são competentes", afirmou.

Quando o assunto foi economia, a estratégia foi a mesma: William Bonner perguntou se o governo não havia errado em nenhum momento na reação à crise internacional. A resposta foi o discurso-padrão apresentado pela presidente nos últimos meses: "Nós enfrentamos a crise pela primeira vez no Brasil não desempregando, não arronchando salário, não aumentando tributos e sem demitir", disse ela.
Em um dos poucos momentos significativos da entrevista, a presidente acabou admitindo que a saúde não está em padrões minimamente razoáveis: "Não acho", disse ela, antes de desandar a falar sobre o Mais Médicos, uma das bandeiras de sua campanha.

Já com o tempo estourado, Dilma ainda tentou pegar carona na comoção que tomou o país com a morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, cuja frase final no Jornal Nacional – "Não vamos desistir do Brasil" –virou lema do PSB. "Eu acredito no Brasil", disse Dilma, que foi interrompida uma última vez enquanto tentava pedir votos aos eleitores.
 

Arcebispo de Mosul: “Perdi minha Diocese para o Islã – Vocês no Ocidente também serão vítimas dos muçulmanos”.


Arcebispo de Mosul: “Perdi minha Diocese para o Islã – Vocês no Ocidente também serão vítimas dos muçulmanos”.

Igreja Ortodoxa Armênia em Raqqa, Síria, atualmente escritório do ISIS.
Nossos sofrimentos de hoje são o prelúdio daqueles que vocês, europeus e cristãos ocidentais, também sofrerão no futuro próximo. Perdi minha diocese. O local físico do meu apostolado foi ocupado por radicais islâmicos que nos querem convertidos ou mortos. Porém, minha comunidade ainda está viva. 
Por favor, tentem nos compreender. Aqui os seus princípios liberais e democráticos não valem coisa alguma. Vocês devem considerar novamente a nossa realidade no Oriente Médio, porque vocês estão acolhendo em seus países um número cada vez maior de muçulmanos. Vocês também estão em perigo. Vocês devem tomar decisões fortes e corajosas, mesmo ao custo de contradizer os seus princípios. Vocês pensam que todos os homens são iguais, mas isso não é verdade: o Islã não diz que todos os homens são iguais. Os seus valores não são os deles. Se vocês não compreenderem essa realidade o suficiente, vocês se tornarão as vítimas do inimigo que acolheram em sua casa.
Dom Amel Nona
Arquieparca Católico Caldeu de Mosul, atualmente exilado em Erbil
14 de agosto de 2014