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20 de jul de 2010

São Maximiliano Maria Kolbe, mártir da caridade


14 de agosto, a Igreja celebra a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, mártir da caridade e patrono da imprensa. Um santo pró-vida, como pode-se constatar pela micro-biografia abaixo:
Raymond Kolbe, filho de Júlio Kolbe e Maria Dabrowska, nasceu aos 8 de janeiro de 1894, em ZdunskaWola, perto de Lódz, na Polônia. Por volta dos nove anos, ajoelhado diante do oratório, apareceu-lhe a Virgem Maria, segurando uma flor branca – representando a virgindade – e uma vermelha – simbolizando o martírio – e perguntou-lhe qual preferia; ele, angustiado pela difícil escolha, respondeu: “As duas”.
Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores Conventuais, onde recebeu o nome de Maximiliano Maria. Enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia, em 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. No ano seguinte, 1918, foi designado para lecionar no Seminário Franciscano, em Cracóvia. Mas o amor por Maria e seu apostolado Mariano, começou a evangelizar através da imprensa escrita e através de rádio também. Em 1922, sem recursos financeiros, fundou uma revista mensal intitulada “Cavaleiro da Imaculada”, chegando a incrível marca de 1.000.000 de exemplares. Seguiu-se com outras publicações como revistas para crianças ou para os fiéis latino-americanos. Verdadeiramente o carisma presente em São Maximiliano era o da imprensa.
Em 1931 aceitou a tarefa proposta pelo Santo Padre de ajudar na evangelização ao redor do mundo e foi para o Japão. Em Nagasaki fundou a revista “Cavaleiro da Imaculada” que se tornou famosa no meio católico. O sonho de São Maximiliano era de espalhar pelo mundo a devoção à Imaculada. No entanto teve de retornar à Polônia no início da Segunda Guerra Mundial.
Em setembro de 1939, Frei Maximiliano e cerca de 40 outros frades foram levados para os campos de concentração. Na celebração da Imaculada Conceição do mesmo ano foram libertos. Mas os nazistas tinham uma preferência maior por judeus e padres.
A Gestapo permitiu uma impressão final do “Cavaleiro da Imaculada”, em dezembro de 1940, para poder incriminá-lo. Em Maio de 1941, foi levado ao campo de extermínio de Auschwitz. Nestes campos, milhares de pessoas foram exterminados.
Quando o chefe militar viu Frei Maximiliano vestido de hábito religioso, ficou furioso. Agarrou o crucifixo do frade e, puxando-o, gritou: “E tu acreditas nisso?” “Creio, sim!” Uma tremenda bofetada seguiu a resposta de Frei Kolbe. Três vezes repetiu-se a pergunta. Três vezes Maximiliano confessou sua fé. Três vezes levou bofetada. Frei Maximiliano demonstrava profunda devoção à Imaculada e em contra ponto aos horrores dos nazistas ele perdoava e aconselhava os prisioneiros a confiar em Maria Santíssima e orar pelos assassinos. Os judeus tinham o direito de viver duas semanas e os padres um mês. Frei Maximiliano era conhecido pela caridade mesmo nos momentos mais difíceis. Dava seu alimento a quem precisava e era o último a ser atendido pela enfermaria, mesmo tendo tuberculose. Dizia: “O ódio não é a força criativa; a força criativa é o amor”.
Um prisioneiro escapou com sucesso da mesma seção onde Frei Maximiliano estava detido. Em represália, o comandante ordenou a morte por inanição de 10 prisioneiros, escolhidos aleatoriamente. O sargento Franciszek Gajowniczek, que fora escolhido para morrer, gritou lamentando que nunca mais veria a esposa e os filhos. Então, saiu da fila o prisioneiro nº 16670, pedindo ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de família. O comandante perguntou, aos berros, quem era aquele “louco”, e, ao ouvir ser um padre católico, aceitou o pedido.
Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal. Era o dia 14 de agosto de 1941.
O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.
Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.
“Toda a vida de Maximiliano está marcada pelo encanto de duas coroas: a coroa branca da inocência e a coroa vermelha do martírio. O branco e o vermelho, cores da bandeira polonesa, símbolos da Imaculada e do Espírito Santo, da pureza e do amor, são as cores desta vida exemplar, a bandeira de uma humanidade mais autêntica e mais fraterna” – [Luciano Marini,"L'Osservatore Romano", 10 de outubro de 1982]