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17 de fev de 2011

Seria o bullying um nome doce para o mal?

Bullying é a mais nova "onda" do momento. Não a atitude em si, que já é antiga, mas o nome. Hoje é um dos assuntos que mais têm motivado os meios sociais, educacionais, e até religiosos. Nas escolas, por exemplo, professores propõem trabalhos interdisciplinares onde o tema é o objeto a ser considerado. Há também trabalhos com psicológos e assistentes sociais para conscientizar os alunos sobre os males desta atitude, suas consequências, por vezes, imutáveis. Mas o que me faz refletir sobre isso é: seria o bullying um nome doce, algo suave para justificar um mal?

Eu sofri bullying. Quando eu era criança, eu era extremamente magrinha, usava óculos e, "pra piorar", nasci com pêlos grossos no pescoço. Sabe aquelas manchas que nascem com pêlos? Pois é. Eu só tinha os pêlos. Por conta deles, meu apelido na escola era "bode". E as atitudes eram ofensivas: levavam esterco de bode para a sala de aula, escreviam meu nome na carteira e desenhavam o animal, gritavam dentro do ônibus... enfim... era uma atitude completamente idiota. E eu ia sofrendo tudo isso sozinha. Meus pais até tentavam ir à escola conversar com os professores e diretora, e estes afirmavam que fariam algo, mas nada faziam. Já a minha irmã resolvia no muque: se encontrasse alguém que fazia coisas deste tipo comigo, sovava. Meu irmão achava engraçado, talvez por causa da idade.

Por anos cresci me achando uma pessoa péssima. Porém, com o tempo, fui observando - com o auxílio da minha mãe - que aquelas crianças viram em mim um Judas para ser malhado. Hoje, quando olho para trás, vejo que, em parte, foi bom o que fizeram comigo. Enquanto eles estão no esterco, eu estou bem. Enquanto eles não conseguiram nada na vida a não ser a colheita dos seus feitos na infância, eu tenho família, um filho maravilhoso, estou formada e batalho por um emprego, além de ter amigos maravilhosos que levo para toda a vida.

Claro que não vou tirar meu corpinho de fora. Quando pude, também fiz bullying. A gente sempre procura alguém vunerável para descontar nossa raiva. Entretanto, minha mãe, uma mulher de fibra, admoestou-me, fazendo-me lembrar de quão mal eu me sentia. "Quer que esta pessoa se sinta como você?" ela dizia. E estas palavras fizeram-me parar.

Engraçado que as pessoas que faziam isso comigo eram justamente aquelas a quem eu ajudava. Enquanto seus pais adoravam saber que estavam em minha companhia, eles - os filhos - pintavam e bordavam comigo. E quando estudamos o bullying, percebemos que os agressores - verbais, morais ou físicos - são sempre pessoas próximas, como nos casos de moléstia. Por que será que machucamos quem está perto de nós? Será que é por que conhecemos seus defeitos? Sabemos os pontos fracos? Sabemos como vamos machucá-los?

Entro neste tocante porque, agora a pouco, eu assistia ao seriado de Law & Order: Special Victimis Unit em que uma garota fora assinada por suas "amigas". O que motivou todo o crime era banal: a líder do grupo de adolescentes arrumara um namorado e resolvera testar uma das amigas. Sem que soubesse do plano, esta amiga recebera convites do namorado da líder para sair. Aceitou sem muita insistência. Diante disso, a líder, com as outras duas garotas que completavam o grupo, assistiram as atitudes cruentas da líder. Ela matou sua "amiga" dando-lhe mais de cem furos com tesoura, um corte no pescoço, além de mais de cem queimadas de cigarro. Para finalizar, colocou-a nua no porta-malas do carro e a deixou lá, definhando até morrer. A polícia só descobriu isso depois de confiscar o celular da vítima. Ela, que fazia parte do bando, fazia bullying com uma colega de turma, que era obesa. Depois de descoberto as assassinas, a vítima de bullying cria que teria paz, mas não teve. Outras pessoas assumiram o lugar de sua agressora e continuara a agir da mesma forma. Movida pelo ódio, pelos constantes tormentos sofridos, depressão e baixa auto-estima, a garota obesa resolveu reinvindicar seus direitos da pior maneira: assassinou a nova agressora.

Quando vemos uma situação como esta ficamos embasbacados. Quer motivo mais torpe para isso? Óbvio que para uma mente psicopata o motivo era justo; porém, a nós, isto parece uma monstruosidade. E são os motivos torpes que lotam os tribunais, os consultórios psicológicos, os manicômios... E por que os motivos torpes existem? Porque somos torpes. Nós buscamos valores onde não têm. Nós nos habituamos a comer as migalhas que caem no chão. Não valorizamos o outro como a nós mesmos porque não sabemos nos valorizar. E a partir daí, tudo dá errado. É difícil viver o que Deus pede? Pode ser. Porém, é gratificante fazer o bem. Quem não o faz, não sabe o que perde.



Pergunto-me o que motiva a nossa sociedade a viver este jogo do poder que o bullying traz. Seria a sensação do ter, do ser e do poder? Egoísmo? Educação (ou má educação)? Loucura? Vemos este jogo nos relacionamentos conjugais, profissionais, familiares... Por que insistimos tanto nesta tática perigosa de relacionamento?

Enquanto as perguntas acima não são respondida, concluo que o que motiva tudo isso é a forma como usamos nossa liberdade. É verdade que somos templos do Espírito Santo, bem como é verdade que o pecado existe em nós. Que caminho escolher? Se nós, homens e mulheres, não tivéssemos o interesse de sempre vencer, de sempre querer alguém que nos obedecesse, se soubéssemos servir mais que exigir servidão, certamente teríamos relacionamentos melhores. Mais: se levássemos a sério os mandamentos divinos, inclusive o maior deles, que é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo, jamais veríamos o egoísmo motivando tantos outros sentimentos destrutivos.

Retomando minha questão inicial: seria o bullying um nome doce, algo suave para justificar um mal? Certamente não, porque bullying, por mais "inocente" que seja, é mal. E as consequências são catastróficas: depressão, suicídio, assassinato, transtornos...

Como, então, vetar isso? Humanamente isto é impossível, porém, como pais e educadores devemos orientar nossos filhos e alunos sobre como proceder diante dos outros a partir de si mesmo. Por que irei machucar o outro? Como eu estaria na mesma situação? Por que irei xingar outrem? E se eu fosse xingado. A partir dos princípios básicos de moral e ética, precisamos lembrar as gerações que veem que a cada década presenciamos uma ideologia do ser, ter e poder cada vez mais latente. Faz-se necessário batalharmos por uma nova ideologia: a do servir, amar, respeitar. Cada atitude leva à outra. Se continuarmos com a mentalidade que ter algo nos faz melhores que outros, que ser de uma família de classe nos confere direitos que outros não têm, que poder algo nos livra das regras, logo, logo, Sodoma e Gomorra terá medo de nós.

A Igreja militante contra o aborto e o demônio


Esclarecedora entrevista do Pe. Thomas J. Euteneuer relaciona a prática abortiva com a ação diabólica; e aponta certos livros, filmes, jogos, etc, que podem influenciar as almas, deixando-as vulneráveis ao preternatural


O Pe. Thomas J. Euteneuer é presidente de Human Life International, a primeira e maior organização pró-vida em dimensão internacional. É também exorcista ativo, autorizado a efetuar o antigo rito de exorcismo em várias dioceses dos Estados Unidos. Seu livro O Exorcismo e a Igreja Militante foi publicado em maio de 2010.

O Pe. Euteneuer concedeu esta entrevista ao Sr. Elias Bartel – de Crusade Magazine, órgão oficial da TFP norte-americana —, com autorização para reproduzi-la nas páginas de Catolicismo.



Crusade
— É muito interessante e adequado que o presidente de Human Life International seja também exorcista. O Sr. poderia nos dizer como o fato de ser exorcista ajudou-o na luta contra o aborto?

Pe. Euteneuer — Eu realmente tornei-me exorcista através de meu trabalho contra o aborto. É claro que há uma inteligência demoníaca “inspirando”, pode-se dizer, a poderosa e abrangente promoção do aborto. Ninguém poderia levar avante tal modo de destruição maciça com tão perversa eficiência. Do mesmo modo, dei-me conta do seguinte: quem pratica o aborto abre-se de certo modo para o demoníaco. Com efeito, tenho rezado preces exorcísticas e, conforme o caso, realizado o exorcismo em muitas mulheres afligidas pelo demônio, devido ao contacto direto com o aborto ou com seus promotores. Esse é um dos crescentes modos pelos quais as pessoas se abrem diariamente para o mal, e em nosso trabalho exorcístico constatamos muito essa realidade, infelizmente. Ao confrontar o demônio pelo ministério exorcístico, temos uma percepção de que sua inteligência está “inspirando” a cultura da morte.

Crusade — O Sr. diz que as oportunidades para as pessoas “abrirem-se ao mal” estão crescendo. Há mais possessos hoje do que no passado?

Pe. Euteneuer — Não há dúvida de que os casos de autênticas atividades demoníacas nas pessoas estão crescendo, e por isso há também a necessidade crescente de exorcistas experientes. Fui autorizado a realizar exorcismos em várias dioceses do país, e não existem meios e tempo disponíveis para atender o grande número de pedidos. Há muitas razões para isso, mas a principal é que o oculto está sendo considerado “normal” pela sociedade ocidental, e as pessoas não se dão conta do dano que lhes pode advir seguindo tais fascinações. Por exemplo, os livros e filmes sobre Harry Potter talvez não abram a pessoa para a possessão, mas certamente as farão encarar como normal a “magia”, e levarão muitos jovens a interessar-se pelo ocultismo. Considere que a autora J.K. Rowling vendeu por volta de 400 milhões de livros! O mesmo se dá com os filmes e videogames sobre demonismo, que freqüentemente ajudam a criar uma obsessão nas pessoas de pouca formação, ou emocionalmente vulneráveis. E contra isso não prevalece a catequese católica, que se acha em deficiente estado, além da falta de alerta sobre o mal. Os cristãos parecem ter se esquecido de que devemos, por causa de nossa fé, rejeitar sempre e categoricamente o demônio e suas obras.

Crusade — Como o Sr. mencionou antes, constata-se o demoníaco entrando na indústria do entretenimento – por exemplo, através de iniciativas como a série sobre Harry Potter, os tabuleiros Ouija e outras – e infelizmente elas são encontradas em redes de lojas de brinquedos como Toys “R” Us. O Sr. não acha isso muito perigoso?

Pe. Euteneuer — Nós, católicos em geral, tornamo-nos cegos para a idéia de sermos seduzidos pelo mal, o que sempre sucede por estágios, começando pelas coisas mais inocentes e sadias até chegar à escolha do mal mais explícito. É difícil culpar as crianças pela sua fascinação pelo oculto, quando seus pais compram essas coisas! Os pais pensam: “Bem, finalmente ela está lendo!” – como se não importasse o que a criança lê! Eles se defendem, dizendo que ninguém jamais se tornou possesso lendo um livro ou vendo um filme. Talvez isso seja verdade, mas tenho exatamente trabalhado com muitos que se abriram espiritualmente para o oculto através de livros e filmes. Pelo menos em um caso, trabalhei com um jovem que realmente tornou-se possesso por se viciar em videogames satânicos.

Carece de objetividade essa defesa dos livros, alegando que não se ouviu dizer que alguém tenha ficado possesso como resultado de os ler, pois os pais falham na educação dos filhos ao não formá-los na fé e não ensinar-lhes claramente a diferença entre o bem e o mal. Faltando uma boa formação cristã, deixa-se livre o campo para uma abertura ao ocultismo. Todas as sociedades pagãs nos mostram isso. O cristianismo sempre foi um antídoto para o paganismo na sociedade. A despeito do que o povo diz, as crianças ouvem seus pais; e se eles apóiam uma coisa má, a criança torna-se vulnerável a ela. O uso muito difundido dos tabuleiros de Ouija é assustador. Muito pouca gente vê que seu real perigo é ser demoníaco, uma dinamite espiritual com a qual nenhuma criança deveria brincar.

Crusade — Em suas palestras, o Sr. insiste na idéia da Igreja Militante. Poderia explicar as razões disso?

Pe. Euteneuer — Foram-se os dias em que a cultura cristã podia manter-nos junto aos sacramentos, auxiliando-nos a reconhecer a diferença entre o bem e o mal, etc. Em nossos dias, o zeitgeist [espírito da época] lança constantemente em nosso caminho novos ventos, aos quais temos que nos opor, e não é suficiente para isso a nossa fé básica, mesmo que ela seja considerada “boa”. Uma apatia em relação a isso transforma-se em morte espiritual, numa cultura agressivamente atraída pelo oculto. Precisamos agora de uma devoção radical e militante à nossa fé, e de habilidade para defender nossas famílias com o zelo de soldados que estão apaixonados por Cristo. Não é mais possível crer nas intenções de nossos professores, líderes políticos, protótipos – e, infelizmente, até de muitos do nosso clero. Necessitamos de uma postura mais batalhadora nesta época de secularismo militante. Necessitamos de mais oração, jejum, sacramentos, formação sólida na fé. Necessitamos de um engajamento para defender-nos e a todos os que são vulneráveis ao mal, que invade a sociedade como um veneno. O termo Igreja Militante nunca foi mais apropriado para designar como devemos ver nosso papel como católicos na sociedade.

Crusade — Última pergunta, não porém a menos importante: há algo que os ativistas pró-vida devam entender melhor ou focalizar melhor, com relação a este problema?

Pe. Euteneuer — Ressalto este último ponto: apenas uma devoção mais radical à nossa fé nos proporcionará as ferramentas para opor-nos à cultura da morte e a nos tornarmos vitoriosos na batalha pela vida. Nós, sacerdotes, devemos rezar para que os padres e bispos entendam e tomem sobre si um papel mais sério para conduzir a Igreja Militante na batalha. Deus ouvirá e responderá às nossas preces. A Igreja Católica tem recursos espirituais para opor ao ataque do mal disseminado em nossa sociedade, e a Igreja Militante tem que empreender seriamente sua luta pela salvação das almas. Está estabelecida a linha entre os verdadeiros e os falsos católicos, e muitos cristãos sérios estão se dando conta de que a única verdadeira Igreja é a única opção existente para opor-se energicamente aos males de nossa época. É um tempo difícil da História para se viver, mas é um grande tempo para manter-se verdadeiramente católico!

Fonte: catolicismo.com