18 de mar de 2010

Artigo do Padre Eugenio Maria: Pedofilia e Transparência













18.03.2010 - (Primeiramente o E-mail emviado pelo Pe. Mateus Maria, FMDJ)
Caros jovens e amigos:
"Que a Paz de Cristo e a Ternura de Maria estejam convosco e com os seus!"
Segue abaixo o explendido texto, escrito por nosso Fundador Pe. Eugenio Maria, sobre a Pedofilia.
Neste momento difícil no qual a Igreja passa, unamos a nossa oração, pela purificação da mesma, e para que todos os demais escândalos, pecados e crimes 'encobertos ou escondidos' venham para a fora; oremos também pelo nosso Santo Padre o Papa, para que possa levar esta Cruz até o fim, com muita firmeza e paz.
Segue o texto.....
PEDOFILIA E TRANSPARÊNCIA
"Os escândalos podem ser úteis e o trágico da pedofilia nos ajuda a abrir os olhos. O escândalo é de todos, mas a acusada é somente a Igreja Católica e isto, a meu ver, é causado por um forte prejuízo anticatólico, que está ocorrendo no mundo inteiro.
Tomemos como exemplo o caso da Alemanha. Nessa Nação, desde 1995, foram denunciados 210.000 (duzentos e dez mil) casos de abuso a menores e somente 94 casos poderiam estar relacionados, de alguma forma, a membros da Igreja Católica. Pensemos também na prestigiosíssima escola Odenwlad (Oso) de Heppebheim, conhecidíssima pelo seu método pedagógico de “livre desenvolvimento de cada aluno”: fala-se de um alto número de abusos sexuais a partir de 1971.
Portanto, a fazer o mal não eram somente os jesuítas, os beneditinos ou outras categorias de padres. O mal comum, obviamente, não é motivo para gáudio, mas a percepção do dedo apontado preferencialmente ao mundo católico mostra como os homens e, particularmente os políticos, como também os jornalistas, que são sustentadores radicais da “revolução sexual”, (vejam-se as batalhas sexuais da nossa Marta Suplicy, que insinuou algo de negativo sobre o atual prefeito durante as eleições) individuam no clero católico, que é menos progressista, as contradições que aparecem.
Muito bem fez o Arcebispo Silvano Tomasi, lembrando na sede das Nações Unidas de Genebra que, “como a Igreja Católica se esforça em fazer limpeza em sua própria casa, assim seria bom que das outras instituições fizessem o mesmo e informassem à mídia as providências tomadas”. O Arcebispo falou com referência às estatísticas do jornal “Christian Scientist Monitor”, segundo as quais, nos Estados Unidos, as Igrejas mais acusadas de pedofilia seriam as protestantes e que existiriam casos também na Comunidade hebraica, da qual, porém, se fala menos.
Cada vez, pois, que tais escândalos vêm à crônica, eis que aparece sempre um eclesiástico, mal sucedido na vida, que volta a falar do casamento dos padres e inaugurar assim uma nova era “a era do livre amor em livre Igreja”.
Um desses homens é o teólogo Hans Kung, que não tendo alcançado a púrpura cardinalícia e nem um pequeno episcopado, gosta de sair nas crônicas dos jornais para contestar o Papa e todo o mundo, assim como faz aqui no Brasil o padre Quevedo a propósito dos santos e das imagens sagradas, sem, naturalmente, que os seus superiores jesuítas, que têm o quarto voto de obediência ao Santo Padre, o repreendam.
Mas voltemos ao nosso artigo a respeito dos padres pedófilos. A idéia de que o padre cobiça as crianças como conseqüência do seu impedimento para com os adultos é simplesmente ridículo, mas não porque se deva nutrir confiança incondicional na virtude do sacerdote, mas, ao contrário, porque a história universal demonstra que se si quer se pode. Para qualquer padre ter relacionamento sexual não é impossível e é também racional pensar que não seja demasiadamente difícil.
As coisas acontecem: párocos com a secretária “particular” ou empenhados em relações com uma paroquiana, muitas vezes conhecidas até no âmbito da Comunidade paroquial, e até silenciada quando não aprovada. Bastaria uma rápida procura na internet para encontrar milhares desses casos, do mais dramático ao mais tragicômico.
Mas, para nossa sorte existem sacerdotes que vivem bem o seu celibato e outros, que se enamorando de alguém, pedem e obtém a suspensão “a divinis” e a dispensa para contrair o matrimônio. Outros apostatam isto é passam mais ou menos espontaneamente para outras igrejas onde se pode casar com uma mulher, com um homem, mudar de sexo ou fazer o que bem quiser. Para não falar dos padres, que sem empenhar-se em relações sentimentais mais ou menos estáveis, se limitam a usar a prostituição corriqueira. Até o dia que são descobertos e pedem perdão. Tanto Deus é Amor!
Em suma, quem ingenuamente pensa que os padres sejam constrangidos a não fazer sexo, penso que nunca conheceram um padre!
Por outro lado, hoje a cinematografia nos presenteia com muitíssimos personagens que levam à pedofilia: do carrasco de “Sleepers” ao aproveitador de “Taxi Driver”, todos com a mesma característica, são leigos. Estes personagens poderiam, sem impedimento algum, casar-se, conquistar uma louraça num bar, ir com uma prostituta, mas, ao invés cobiçam crianças e as seduzem e as estupram. Como de resto fazem no mundo real todos os pais de família que abusam dos filhos, daqueles que se apostam à frente das escolas e aqueles que trabalham nas escolas e se aproveitam da ingenuidade da criança: em suma, todos pervertidos, levados pela própria perversão para com a criança e não com outras pessoas adultas. Porque, para o pedófilo, o sexo adulto é um sub-rogado da pederastia, não o contrário.
Tudo isso nos leva a dizer com clareza que não é o celibato eclesiástico que aumenta os abusos contra os menores, mas a verdade é que:
UM PADRE PEDÓFILO NÃO É UM PADRE QUE SE TORNOU PEDÓFILO, MAS UM PEDÓFILO QUE SE TORNOU PADRE! É CLARO!
É obvio, então, que a questão fundamental não é a disciplina do celibato, mas a seleção que se faz (ou não se faz) quando se ingressa no Seminário! O problema está aqui. Existem pessoas que nunca deveriam ser ordenados padres, contudo se tornaram padres pela imposição das mãos de Bispos displicentes, com graves danos à Igreja e à Sociedade. Isto vale também por outros aspectos dentro da Igreja, como por exemplo, os padres que falam mais de política que de Evangelho, ou não falam a respeito de nada, porque não têm nenhuma preparação cultural e então cantam e dançam.... Por que acontece isso?
Permito-me uma observação que é minha pessoal, e certamente parcial, e não explica o fenômeno todo.
O problema está ligado, de qualquer maneira, à epocal crise que a igreja atravessa há 40/50 anos. Parte dos padres e dos Bispos e dos intelectuais católicos (de esquerda) interpretou desastrosamente o Concílio Ecumênico Vaticano II, pensando que tinha chegado um catolicismo conciliante com o “mundo”, sem mais atritos com o pensamento laico dominante (que naquela época era a Teologia da Libertação, de cunho comunista-marxista, e hoje, o individualismo relativista).
Com catastrófica ingenuidade se pensava que esta paz teria reforçado a Igreja, quando, ao contrário, não fez outra coisa que enfraquecê-la: os católicos mornos, aqueles conforme a mentalidade de massa; no fundo, no fundo sofrem de um inconfessado, mas iniludível complexo de inferioridade cultural e estão expostos ao risco de apostatar e o fazem passando para outras seitas que pululam por ai. Entre outras coisas, a crise cultural provocou também uma enorme diminuição de vocações sacerdotais, cúmplice também o fato de que grande é a confusão abaixo do céu a cerca da natureza e função do sacerdote no mundo. Neste ponto, se os seminários se encontram com menos vocações ou até com nenhuma vocação, é claro que lá, onde a confusão é maior, pode surgir a tentação de ser menos rigoroso. Em suma, já são poucos os candidatos ao sacerdócio e, se nós também não aceitarmos os poucos que batem às nossas portas estamos fritos....
Eu espero que em nenhum seminário tenha sido ordenado alguém do qual se sabia ou se suspeitava uma pulsão maléfica, contudo não coloco a minha mão no fogo! Porém, tenho um vago sentimento de que se pensou tornar mais fácil o acesso ao sacerdócio. Assim sendo, não se resolveu o problema do número de padres, mas se aumentou o problema daqueles que nunca deveriam ser tido ordenados padres e se tornou mais fácil para esses infelizes entrar e fazer parte do clero, já que eram capazes de mentir, de fingir, de bajular... E com eles entraram também ativistas políticos e verdadeiras serpentes que se infiltraram no coração da Igreja para destruí-la.
É claro que tudo isso não explica o fenômeno dos padres pedófilos e em geral dos delinqüentes hipócritas que entraram no clero, chegando até, alguns, a cargos elevados, como o fundador dos Legionários de Cristo, que foi ordenado pelo tio Bispo depois de ter sido rejeitado por três seminários..... É um fato que provem do pecado original a da casta meretrix e, portanto, enquanto dura o mundo e a história, podem ser reduzidos, mas não eliminados.
É claro, portanto, que abolir o celibato eclesiástico seria perfeitamente inútil, aliás, contraproducente, porque os pedófilos infiltrados no clero não fariam outra coisa senão encontrar mulheres para casar-se, o que não seria difícil nos nossos dias, podendo assim, continuar importunar crianças impunemente. É deplorável notar que nesta categoria os jornais nomeiam até Bispos e Cardeais que acobertaram, quando não transferiram de paróquia em paróquia tais Judas para proteger o bom nome da Igreja e provavelmente o seu patrimônio..... Mas eles também são pecadores ou não? E assim ajudam os anticlericais, que para atacar a Igreja, se servem de tudo.
O problema da Igreja não se resolverá dando uma esposa aos padres, mas ao contrário, com exames vocacionais mais rigorosos e severos, mais seletivos e culturais que é exatamente aquilo que tenta fazer pacientemente o nosso Santo Padre Bento XVI. Se, depois de tudo isso tiver uma diminuição de sacerdotes, então rezemos ao Senhor da Messe para enviar operários a sua Messe." (Pe. Eugenio Maria, FMDJ)
"Que o Senhor que é rico em Misericórdia vos abençoe: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!"
Permaneçamos Unidos em Oração com Maria!
Vos quero bem!
Pe. Mateus Maria, FMDJ
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Panie Jezu Ufam Tobie!

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