11 de jun de 2011

Mês de junho - décimo primeiro dia

Coração generoso



Bem aventurado João Moscatti


A generosidade do Coração de Jesus é expressa pelo lamento doloroso que Ele poderia dirigir a cada um de nós: "Povo meu, que se poderia fazer por minha vinha que Eu não tenha feito"! (Is 5,4). Ninguém é mais generoso que aquele que doa todo seu ser, mesmo de modo de não guardar nada a si mesmo. Bem, a generosidade de Jesus se pode ler em cada acontecimento  da sua vida. Desde  o nascimento até à morte. Na vida privada e pública, sozinho e com os seus.

Nasce em uma manjedoura e em uma família desconhecida. Vive em Nazaré, se escondendo, tanto que causa admiração aos próprios habitantes da cidade. Desenvolve a sua missão pública sem ter literalmente onde apoiar a cabeça (cf. Mt 8, 20). Escolhe como colaboradores os doze Apóstolos, que eram homens simples. Queria ficar entre nós e nada melhor que por-se em um fragmento de pão, para todos se doar com a máxima simplicidade. Quis morrer por nós e escolheu a morte mais horrível e vergonhosa: condenado tal qual um bandido. O que poderia fazer por nós que não o tivesse feito?

Tinha razão Santa Terezinha ao dizer que 'quem ama, não conta mais'. Sobretudo na Eucaristia permanece a sublime obra , a arte do Coração Jesus: cada vez que recebemos a Santa Comunhão ou assistimos a distribuição da Santa Comunhão, deveríamos chorar comovidos ao ver a generosidade do Amor de Jesus que se despiu de si mesmo até perder qualquer figura humana para doar-se a nós de maneira mais pobre, humilde e doce.

Coração de Jesus! Infinitamente rico, te fizeste o mais pobre de todos para te doar a nós, ensinando-nos que a verdadeira riqueza é a caridade, porque Deus, infinita riqueza é  a caridade.


Coração avarento


O homem, infelizmente, é egoísta e alimenta o egoísmo com a ganância dos bens terrenos, das criaturas, do dinheiro. Por isso o coração do homem está sempre inquieto. Tanto que dificilmente crê já possuir o suficiente. "o homem rico de bens - afirma Santo Ambrósio - se crê sempre pobre, porque se vê privado de quanto os outros possuem".

Ao invés de doar, o coração do homem quer sempre mais possuir, dominar, saborear, gozar. E com que naturalidade deseja tudo isto desde a mais tenra idade.

O apego aos bens terrenos e às próprias satisfações fecha o coração aos outros e o mantém fechado a qualquer pedido de generosidade. O coração se faz avarento, sufocando todo impulso de praticar o bem. Ao contrário, quando o Bem Aventurado José Moscati visitava os doentes pobres nos guetos ou nos porões das ruas pobres de Nápolis, abria o seu coração a uma generosidade paterna e deliciosa. Não só consagrava o tempo livre em visitar gratuitamente aqueles pobrezinhos, mas sem que o vissem, deixava uma oferta em dinheiro para ajudá-los nas suas penas.

O coração avarento está amarrado, está preso aos seus bens. São Paulo escreveu com força: "Aqueles que querem enriquecercaem tentação e no laço do diabo, concebem muitos desejos danosos, que submergem os homens na ruínas e na perdição" (I Tim 6,9). E a luminosa palavra de Jesus afirma: "Onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração". (Mt 6, 21).

Um dia Santo Antônio de Pádua, estava pregando sobre a avareza e comentando estas palavras de Jesus, e disse aos fiéis para verificarem esta afirmação de Jesus, indo constatar onde se achava o coração de um avarento morto naqueles dias. Foram, abriram o estojo de moedas de ouro daquele homem avarento e acharam, em meio as moedas, o coração ainda vivo e palpitante.

O coração de São Francisco de Assis, ao invés, fez-se um coração destacado de todo bem terreno, paupérrimo de toda coisa criada, apaixonado pelo tesouro da pobreza, como nenhum avarento poderia jamais ser enamorado do ouro. São Francisco morreu despido do menor bem terreno, mas riquíssimo de bens terrenos, como nos recomenda Jesus: "Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas juntai para vós tesouros nos céu, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam".

Quando procuramos nos satisfazer com as coisas criadas possuindo bens terrenos, o nosso coração nunca poderá ficar satisfeito. Aliás, "nos fizeste para ti, Senhor - rezava Santo Agostinho - e o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti".

É assim mesmo. O coração de Jesus quer transformar o nosso coração em coração generoso para que se desfaça das coisas criadas que alimentam o egoísmo e o desassossego; queira fazer tornar o nosso coração pobre de bens materiais, terrenos e riquíssimo do desejo de doar e se doar.


Propósito

- Por amor do coração de Jesus, fazer um ato de caridade a um pobre ou família pobre;

- Rezar as seguintes orações: (clique aqui).

0 comentários:

Postar um comentário