30 de nov de 2011

Confirmada ordem de que a Secretaria de Estado aprove documentos antes de sua publicação




Vaticano, 29 Nov. 11 / 11:25 am (ACI) O vaticanista italiano Sandro Magister divulgou na íntegra a circular enviada pela Secretaria de Estado do Vaticano a todos os dicasterios da Santa Sé para que os documentos nos quais aparece a assinatura do Papa, sejam antes aprovados por esse escritório presidido pelo Cardeal Tarcisio Bertone.

A circular tem como data 4 de novembro e leva a assinatura do Arcebispo Angelo Maria Becciu, Substituto da Secretaria de Estado que colabora com o Santo Padre para o governo da cúria vaticana.

A nota assinala que "caso se publique um documento com a assinatura do Santo Padre a praxe vigente prescreve que tal documento seja enviado à Secretaria de Estado com a suficiente antecipação em relação à data prevista para sua divulgação, em sua versão original e eventuais traduções" para que "depois de uma atenta revisão do conteúdo sua distribuição seja feita aos meios de comunicação social da Santa Sé".

"Este procedimento –precisa a circular– tem como primeira finalidade a defesa da integridade do Magistério Petrino, que poderia ser prejudicado pela circulação de textos ainda não revisados, ou divulgados de forma inadequada, antes da data limite do embargo sobre sua publicação"

. Magister explica que a circular não faz referência, por exemplo, à nota do Pontifício Conselho Justiça e Paz apresentada no Vaticano no dia 24 de outubro na qual se solicita uma autoridade econômica mundial, entre outras coisas; e sim poderia estar referindo-se a um descuido na mensagem do Papa para a 98ª Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, apresentada em 25 de outubro da qual o Vatican Information Service, divulgou amplos extratos cinco dias antes da data estabelecida para sua difusão.

O vaticanista explica ademais que "isso não nega que na reunião que teve lugar na secretaria de Estado em 4 de novembro para remediar este tipo de incidentes falou-se também da nota sobre o sistema financeiro internacional, emitida de forma autônoma pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, e que após de sua publicação foi objeto de fortes críticas, tanto dentro como fora do Vaticano".

Para ler a circular completa e o artigo na íntegro de Sandro Magister, visite:http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350094?sp=e

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